3. RESPONSÁVEIS TÉCNICOS PELA EXECUÇÃO DO PRAD



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Transcrição:

1. EMPRESA DE MINERAÇÃO RESPONSÁVEL PELA ÁREA Nome Oficial/Razão Social: COQUE CATARINENSE LTDA COCALIT CNPJ e Inscrição Estadual: 83.662.981/0001-60 250.012.383 Endereço da sede: Rua João Pessoa, 445/502 Núcleo Emp. Uno Município: Criciúma Estado: SC Fone/Fax: (0XX) (048) 3437.3366 E-mail: cocalit@terra.com.br 2. LICENÇAS /AUTORIZAÇÕES: Licença Ambiental da FATMA nº: objeto/recuperação, tipo, data de emissão e validade. LAI n 017/2009 Recuperação ambiental de Área Degradada. Proc. FATMA DIV-503/CRS. Emissão: 11/05/2009 Validade: 11/05/2011 3. RESPONSÁVEIS TÉCNICOS PELA EXECUÇÃO DO PRAD Responsável Técnico (RT): Eng. Minas Antônio C. M. Dal Molin Registro em Conselho Profissional: CREA-SC 19508-3 Endereço: Rua Jornalista Antônio Bessa, n 751 Bairro Mar Grosso Município: Laguna Estado: SC Fone/Fax: (48) 3437.3366 E-mail: acmdalmolin@yahoo.com.br Responsável Técnico (RT): Eng. Amb. Guilherme S. Meller Registro em Conselho Profissinal: CREA-SC 092594-0 Endereço: Rua Mariana Bianchi Meller, n 39 Município: Criciúma Estado: SC Fone/Fax: (48) 3437.3366 E-mail: cocalit@engeplus.com.br 4. LOCALIZAÇÃO DA(S) ÁREA(S) EM RECUPERAÇÃO 4.1. Ilustração das áreas em mapa ou imagem (Anexo 01) Denominação Coordenadas UTM do ponto de acesso Localização Bacia (sub-bacia) Hidrográfica. Nome e endereço do Bairro Paraíso N 6827388.8604 E 655941.7713 Local 1022 Bairro Paraíso Criciúma/SC Localizada na micro-bacia hidrográfica do rio Criciúma, um dos formadores do rio Sangão, principal contribuinte do rio Mãe Luzia, um dos formadores da bacia hidrográfica do rio Araranguá. Coque Catarinense Ltda Rua João Pessoa,

proprietário do solo: Extensão em hectares: 445 Centro - Criciúma/SC 19 hectares 5. HISTÓRICO DO(S) EMPREENDIMENTO(S): 5.1. Situação anterior: Da mesma forma que a mineração de carvão fomentou o progresso da região, a extração de carvão gerou um forte passivo ambiental, produzido pelos depósitos de rejeito a céu aberto, pela alteração hidroquímica dos aqüíferos superficiais e subsuperficiais, além da descaracterização do relevo e dos solos em função da extrações a céu aberto. Em sua superfície foram desenvolvidas as atividades de beneficiamento, deposição de rejeitos e fabricação de coque, passivo ambiental pertencente à COCALIT. A área teve sua superfície modificada topograficamente pela mineração de carvão a céu aberto, descaracterizando-se a vegetação existente, solo e consequentemente a fauna. Houe a típica inversão de camadas do solo, ou seja, os horizontes superiores (solo fértil) foram soterrados pela camada estéril, que contém o material piritoso expondoo a intempéries. Em algumas pilhas, partes do solo ou da argila ficaram por cima dos estéreis propiciando espontaneamente o retorno de alguma vegetação. 5.2. Situação atual: De acordo com o cronograma estabelecido junto ao MPF, iniciou-se a recuperação ambiental desta área em outubro/2009. Como encontra-se em fase inicial de recuperação e conforme proposto no PRADE, as áreas escavadas estão sendo remodeladas topograficamente, de tal forma que os contornos topográficos estejam suavizados e que permaneçam com uma pequena declividade no sentido das drenagens naturais. 6. OBJETIVOS 6.1. Recuperação ou reabilitação das áreas. De acordo com o PRADE, propôs-se realizar a reabilitação ambiental da área, tendo vistas, de que a área situa-se em zona de expansão urbana, nas margens do rio Criciúma. 6.1.1. Uso futuro. De acordo com consulta realizada na Prefeitura Municipal, a área

apresenta-se no mapa do zoneamento ambiental do Plano Diretor Urbano como ZEIRAU (Zona de Especial Interesse na Recuperação Ambiental e Urbana), onde o uso futuro será definido, a critério do órgão de planejamento do município.

7. MEDIDAS EXECUTADAS NO EMPREENDIMENTO: REMOÇÃO DOS REJEITOS E REVEGETAÇÃO DA APP ANTES DEPOIS

RUÍNAS DOS ANTIGOS FORNOS DERRUBADA DOS FORNOS E CONFORMAÇÃO TOPOGRÁFICA REJEITOS EXPOSTOS CONFORMAÇÃO TOPOGRÁFICA

LAGOAS ÁCIDAS ATERRAMENTO DAS ANTIGAS LAGOAS REJEITOS EXPOSTOS NA PARTE CENTRAL DA ÁREA CONFORMAÇÃO TOPOGRÁFICA

RUÍNAS DOS ANTIGOS FORNOS CONFORMAÇÃO TOPOGRÁFICA CONFORMAÇÃO TOPOGRÁFICA DESVIO DE DRENAGENS SUPERFICIAIS

TERRAPLENAGEM E ATERRAMENTO DA LAGOA ÁCIDA COBERTURA COM MATERIAL ARGILOSO COBERTURA COM MATERIAL ARGILOSO TRABALHOS DE TERRAPLENAGEM

7.1. Extensões das Áreas Área titulada: 19 ha Área lavrada: 19 ha Área a recuperar: 17,44 Área recuperada: - APP a recuperar: - APP recuperada: 1,56 ha 7.2. Remoção de rejeitos (diferenciar os casos de APPs): As áreas de preservação permanente são aquelas definidas no art. 2 da Lei 4.771/65 (Código Florestal), destinadas, entre outras, à proteção dos recursos hídricos, tais como faixas marginais dos cursos d água, entorno de nascentes, áreas com declividade superior a 45 e topos de morros. Nas faixas marginais dos canais de drenagens consideradas como APP, foi realizada a raspagem e retirada do material pirito-carbonoso, sendo introduzida mata ciliar. Nestas áreas caracterizadas como de preservação permanente, o único uso futuro possível é a preservação permanente. Ou seja, nenhuma atividade econômica ou edificação pode ser desenvolvida nestas áreas, que devem ter a função ambiental recomposta. As figuras abaixo demonstram as ações de recuperação ambiental, sendo que todas as obras de colocação, construção de gabiões e drenagens, estão sendo executadas pela empresa que está implantando o projeto Habitar Brasil. 7.3. Reconformação topográfica e/ou paisagística (diferenciar os casos de APPs): As áreas escavadas estão sendo previamente remodeladas de tal forma que os contornos topográficos sejam suavizados e que permaneçam com uma pequena declividade no sentido das drenagens naturais. Nesta etapa, a conformação topográfica está sendo realizada com trator esteira.

7.4. Drenagens A área está sendo regularizada de maneira a permitir o escoamento superficial das águas, sem haver necessidade de se projetar sistemas de drenagens ou obras de arte. O escoamento das águas pluviais se dará sobre a área regularizada numa declividade de 0,5 a 1,5% conforme sentido das drenagens. 7.5. Tratamento de efluentes Não há geração de efluentes na área. 7.6. Cobertura argilosa Inicialmente está sendo realizada a conformação topográfica do terreno, concomitante ao processo de cobertura argilosa. O mapa em anexo ilustra as áreas que já sofreram intervenção durante o período relatado. Serão necessários cerca de 7.300 m³ de material argiloso para ser utilizado na cobertura. A área de empréstimo está localizada no interior da área em recuperação, sob as coordenadas 6825860.37 N 656098.71 E, Fuso 22J DATUM SAD 69. 7.7. Cobertura de solo (diferenciar os casos de APPs) Como as obras de recuperação ambiental iniciaram-se em Outubro/09, e estão em fase de conformação topográfica, não foi realizado ainda nenhum tratamento químico do solo. 7.8. Revegetação (diferenciar os casos de APPs) Conforme relatado no item 7.7, as obras encontram-se em fase inicial. Portanto, não contempla este item no presente relatório. 7.9. Instalação de piezômetros c/ perfil construtivo, adequação à norma ABNT NBR 15495-1/2007, cota da boca e localização com coordenadas UTM, fuso e datum utilizado; Foram instalados cinco poços piezométricos durante a elaboração do Estudo Hidrogeológico no ano de 2007, conforme norma ABNT NBR 13.865. Abaixo apresenta-se um perfil construtivo dos poços piezométricos instalados.

Coordenadas UTM E XXXXXX N XXXXXXXX PERFIL GEOLÓGICO 0,00m Ø 12" Tampa e sobretampa de ferro Tampa de pressão de 4" Acabamento com dreno preenchido com cimento areia e brita (concreto) Nível Estático: X,XXm Perfuração de 6" Revestimento Geomecânico de 4" Argila Cimento Compactolit Lacre Filtro Geomecânico 4" Tampa de fundo 4" 7.10. Monitoramento: As campanhas de monitoramento são realizadas semestralmente, constatando-se visivelmente grandes melhorias na qualidade das águas superficiais, principalmente após as ações de cobertura argilosa na faixa de APP do rio Criciúma. A qualidade das águas superficiais nos pontos internos e externos a área em recuperação refletem as alterações nas características químicas dos corpos hídricos que drenam a área. Desta forma, a coleta de informações semestralmente dos indicadores de qualidade da água possibilita avaliar a eficiência das intervenções propostas para recuperar a área degradada. Ao todo são 05 (cinco) pontos de amostragem, conforme quadro abaixo:

Código Descrição Localização P01 Rio A montante do rio Criciúma P02 Rio A jusante do rio Criciúma P03 Lagoa Interior da área 01 P04 Lagoa Interior da área 02 P05 Drenagem Drenagem

8. CONCLUSÕES Embora as obras de recuperação ambiental iniciaram-se em outubro/2009, pode-se constatar visivelmente as ações de recuperação ambiental, principalmente durante a etapa de terraplenagem e conformação topográfica da área. As ações de recobrimento do solo que também estão sendo executadas são medidas fundamentais, já que a água em contato com o rejeito pirito-carbonoso resulta na alteração das características do solo e das águas. 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

10. EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO GUILHERME SEMPREBOM MELLER Engenheiro Ambiental CREA/SC: 092594-0 ANTÔNIO C. MAGALHÂES DAL MOLIN Geólogo e Engenheiro de Minas CREA/SC: 19508-3 CARLOS ALBERTO LOPES Químico Industrial CRQ/SC 13200125

11. ANEXOS Anexo I Planta planialtimétrica em escala 1:200 identificando as áreas que sofreram intervenção durante o período relatado.