ATLAS DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE



Documentos relacionados
HOTELARIA AEP / Gabinete de Estudos

NATALIDADE, MORTALIDADE INFANTIL, FETAL E PERINATAL 2006/2010

HOTELARIA RELATÓRIO DE CONJUNTURA

ATLAS DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 2

ÍSTICAS ESTAT NATALIDADE, MORTALIDADE INFANTIL, FETAL E PERINATAL 2007/2011 D I R E E Ç Ã Ç Ã O - G E R G E R A L D A S A Ú D E L I S B O A

VALOR DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NO SECTOR CULTURAL E CRIATIVO

Ocupação em Empreendimentos Turísticos. Taxa de ocupação-quarto 2012

3 O Panorama Social Brasileiro

Análise de Conjuntura do Sector da Construção 2º trimestre 2014

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL

SISTEMA DE INCENTIVOS À INOVAÇÃO AVISO DE CANDIDATURA FEVEREIRO 2012

Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro?

- IAE - INQUÉRITO À ACTIVIDADE EMPRESARIAL. ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria

2012 Anual. Preços médios ao Balcão. Sumário Executivo

Sistema de Informação de Mercados Agrícolas

CARACTERIZAÇÃO DA FILEIRA EM ANGOLA Moras Cordeiro

Do total das despesas das famílias em 2006, Habitação, Alimentação e Transportes representavam mais de metade

Projeto de Resolução n.º 238/XIII/1.ª. Recomenda ao Governo que implemente medidas de prevenção e combate à Diabetes e à Hiperglicemia Intermédia.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Dívida Líquida do Setor Público Evolução e Perspectivas

Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010

Consumo de Antimicrobianos em Portugal

Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes.

ESTRUTURA EMPRESARIAL NACIONAL 1995/98

Quadro 1 Evolução anual do stock de empresas. Stock final

MEDIDA 1.1 DO PRODER INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA

SÍNTESE DE CONJUNTURA

Os Segredos da Produtividade. por Pedro Conceição

Seminario de Difusión do Anuario Estatístico Galicia Norte de Portugal A nova edição do Anuário Estatístico na perspectiva do Norte de Portugal

O SUCH Serviço de Utilização Comum dos Hospitais é uma associação privada sem fins lucrativos ( pessoa colectiva de utilidade pública).

Portugal Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2013

Nome do aluno: MATRIZ DE CORRECÇÃO

A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9%

FEUP RELATÓRIO DE CONTAS BALANÇO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

DIEESE e SEBRAE lançam Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa

Obras concluídas e licenciadas com decréscimo menos acentuado

RELATÓRIO DO ESTADO DO AMBIENTE 2008 INDICADORES

A REFORMA DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS

MISSÃO EMPRESARIAL A ANGOLA (Huíla e Benguela)

Projeções para a economia portuguesa:

WORKSHOP SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE E SUA CERTIFICAÇÃO. Onde estão os Riscos?

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro Tema: Emprego

ANÁLISE DO MERCADO DE REMESSAS PORTUGAL/BRASIL

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

VERSÃO 2. Prova Escrita de Geografia A. 11.º Ano de Escolaridade. Prova 719/1.ª Fase EXAME FINAL NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

SÍNTESE DE CONJUNTURA

A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de e

Direção Regional de Estatística da Madeira

Estatísticas de empréstimos concedidos pelo setor financeiro

Aspectos Sócio-Profissionais da Informática

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros

ELEMENTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DE CAPITAL

CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Resultados do Primeiro Trimestre de 2006

Estrutura sectorial de Macau em 2014

Desigualdade Económica em Portugal

A Carteira de Indicadores inclui indicadores de input, de output e de enquadramento macroeconómico.

Empresas em Portugal 2012

Aumentou a importância relativa das despesas em habitação nos orçamentos das famílias

Transcrição:

ATLAS DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE

04 Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos

062 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Considerações Gerais O valor percentual da Despesa Total em Saúde no PIB tem vindo a aumentar globalmente desde 1979 (1979: 4,5%; 2007: 9,9%), embora se registe uma pequena inflexão da curva no último ano (2007). Portugal registou um crescimento maior do que a média dos países da UE a 15 e a 27, apresentando actualmente valores superiores. A proporção (%) da Despesa Pública em Saúde no PIB cresceu entre 1979 e 2006 de 3,1% para 7,1%. Também a proporção da Despesa Privada em Saúde no PIB duplicou (passou de 1,4% para 2,8%), embora com tendência a estabilizar nos últimos anos. Nos últimos anos o sector público tem apostado grandemente nos cuidados de Saúde Primários começando a aumentar a Despesa Pública com Cuidados de Saúde Primários na Despesa Total com Cuidados de Saúde (2006: 19%). Tendência inversa se verifica em relação à Despesa Privada (2006: 13%). O valor percentual de Beneficiários com Processamento de Subsídio por Doença registou um decréscimo global entre 2001 e 2006, momento a partir do qual começou a aumentar, fixando-se nos 12,2% em 2008. Os concelhos com os valores mais baixos encontram-se na região do Baixo Alentejo e em Trás-os- Montes A Despesa em Medicamentos constitui, também, uma elevada parcela da Despesa em Saúde. Não obstante a diminuição registada desde 2002, verificou-se um ligeiro aumento de 2007 para 2008 (2008: 18,6%). A Despesa Total em Medicamentos no PIB apresenta actualmente valores (2,02%) inferiores aos registados em 2002 (2,20%). Apesar disto, o valor mais baixo foi conseguido em 2003 (2,00%).

04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde 063 O Consumo em Euros de Medicamentos per capita diminuiu de 2002 para 2003, tendo aumentado a partir de então (2008: 331,1 euros). É na Região Norte que se verificam os menores consumos (293,1 euros). O valor percentual de Medicamentos Genéricos no Mercado Total de Medicamentos registou, desde 2002, um aumento importante, localizando-se agora nos 18,6%. Todas as Regiões acompanharam esse crescimento, sendo a Região Norte a que apresenta valores mais elevados (19,5%). O Consumo de ansiolíticos, hipnóticos e sedativos e antidepressivos no Mercado SNS em ambulatório (DDD/1000hab./dia) tem aumentado desde 2002 até 2008, passando de 115,6 para 152,1 DDD/hab./dia. A Região do Algarve é a que apresenta menores consumos (106,9 DDD/hab./dia). Após um ligeiro aumento de 2002 para 2003 o valor percentual do Consumo de Cefalosporinas no Consumo Total de Antibióticos em Ambulatório registou uma diminuição, que se tem mantido até 2008 (2008: 9,4%). É na Região Norte que o consumo é menor, atingindo os 7,9%. O valor percentual do Consumo de Quinolonas no Consumo Total de Antibióticos em Ambulatório tem evoluído de forma irregular, parecendo mostrar, a partir de 2006, uma tendência para diminuir (2008: 12,7%). As Regiões Norte e Centro apresentam os menores valores de consumo (12,5%).

064 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Despesa em Saúde no PIB 12 10 8 6 4 2 0 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Total PT Pública Privada Total UE27 Total UE15 Despesa Pública e Privada com CSP na Despesa Total com Cuidados de Saúde 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Pública Privada

04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde 065 Beneficiários com Processamento de Subsídio por Doença 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Limites administrativos: Limite de concelho NUT II (D.L. de 1999) ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Beneficiários com baixas por doença (% em 2009): 4,6-11,1 11,2-12,7 12,8-14,0 14,1-15,6 15,7-20,0

066 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Despesas em Medicamentos na Despesa em Saúde 30 25 20 15 10 5 23,9% 23,2% 18,4% 18,9% 18,2% 17,9% 18,6% 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Despesa total em medicamentos no PIB 2,60 2,40 2,20 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 2,20% 2,00% 2,07% 2,08% 2,04% 2,02% 2,02% 1,00 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde 067 Consumo em Euros de Medicamentos per capita Mercado total 400 350 300 250 Continente Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve 200 150 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Limites administrativos: Limite de Distrito NUT II (D.L. de 1999) Consumo ( ) de medicamentos per capita (2008): 269,9-320,3 320,4-329,5 329,6-352,1 352,2-371,2 371,3-409,5 ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Evolução de 2005 a 2008: Diminuiu Aumentou Manteve

068 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Medicamentos Genéricos no Mercado Total de Medicamentos 25 20 15 Continente Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve 10 5 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Limites administrativos: Limite de Distrito NUT II (D.L. de 1999) Medicamentos genéricos no mercado total de medicamentos (% em 2008) 16,5-17,8 17,9-18,7 18,8-19,1 19,2-19,9 20,0-20,1 ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Evolução de 2005 a 2008: Diminuiu Manteve Aumentou

04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde 069 Consumo de ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos (SNS) 200 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Continente Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve Limites administrativos: Limite de concelho NUT II (D.L. de 1999) ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Consumo de medicamentos ansiolíticos, hipnóticos e sedativos e antidepressivos (2008): 82,9-143,5 192,6-218,0 143,6-173,5 218,1-429,4 173,6-192,5 Sem informação

070 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Consumo de Cefalosporinas no Consumo Total de Antibióticos em Ambulatório 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 Continente Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Limites administrativos: Limite de concelho NUT II (D.L. de 1999) Consumo de cefalosporinas em ambulatório (% em 2008): 3,0-7,6 7,7-9,3 9,4-10,8 10,9-13,2 13,3-27,4 Sem informação Evolução de 2006 a 2008: ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Diminuiu Manteve Aumentou Sem informação

04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde 071 Consumo de Quinolonas no Consumo Total de Antibióticos em Ambulatório 20,0 19,0 18,0 17,0 16,0 15,0 14,0 13,0 12,0 11,0 10,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Continente Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve Limites administrativos: Limite de concelho NUT II (D.L. de 1999) Consumo de quinolonas em ambulatório (% em 2008): 6,7-11,2 11,3-12,4 12,5-13,8 13,9-15,8 15,9-39,9 Sem informação ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE Evolução de 2006 a 2008: Diminuiu Aumentou Manteve Sem informação

072 04. Despesa em Saúde e Consumo de Medicamentos Atlas do Plano Nacional de Saúde Taxa de Natalidade Resumo