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Transcrição:

Informação para Profissionais O soalho em madeira maciça pode ser aplicado e finalizado de diversas formas. Apresentam-se de seguida aquelas que são mais comuns. 1. Fixação 1.1. Fixação sobre sarrafos chumbados em mestras de cimento É a forma mais tradicional e deve ser feita da seguinte forma: a) Colocam-se mestras de cimento verde sobre uma laje, fixando-se as réguas de ripado no cimento através de imersão. A dimensão mínima recomendável é de 50x30x30 mm e deverá ter a forma de trapézio. b) A distância máxima recomendável entre ripados é de 500 mm ao eixo. Quanto menor for a distância entre sarrafos menor será o efeito toc-toc. c) Dever-se-á ter em atenção a espessura do soalho a aplicar. As betonilhas deverão admitir uma caixa de ar em relação ao nível da soleira que permita incluir o sarrafo e o soalho. d) Os sarrafos devem ser de madeira resistente ao bicho (como é o caso da madeira de Riga), ou imunizada para esse efeito. e) Entre sarrafos de topo, ou junto às paredes, devem ficar espaços que permitam o arejamento e a ventilação inferior do soalho. f) Também junto aos rodapés deverá ficar uma fresta que permita o arejamento do soalho, servindo ao mesmo tempo de junta de dilatação para absorver a dilatação e a contracção normal da madeira, entre as estações do ano. g) A caixa de ar (espaço entre os sarrafos) pode ser preenchida com isolantes acústicos. Recomendase a colocação de granulado de cortiça, uma vez que este material permite que a madeira respire pela base inferior, ao mesmo tempo que absorve a vibração da madeira, melhorando assim a acústica do espaço. Podem ser utilizados outros tipos de isolantes acústicos (consulte o nosso departamento técnico/comercial ou o aplicador antes de fazer uma escolha). h) A colocação do soalho deve ser feita com prego fasquiado para permitir uma fixação mais segura. 1

i) É desaconselhável iniciar a colocação do soalho sem ser feita uma medição da humidade das betonilhas e/ou mestras de cimento. A existência de uma humidade residual superior a 3% impede a colocação correcta do pavimento. Aplica-se a mesma precaução à humidade ambiente do local da obra, em relação às paredes, tectos e outras superfícies. j) O esquema de macho-fêmea do soalho assegura que, mesmo que se solte uma das pranchas de madeira, as restantes mantêm-na segura. l) O soalho, depois de aplicado, necessita de afagamento e aplicação de verniz, cera ou óleo. É a solução tradicional mais segura que existe. O tempo de espera é a maior condicionante, pois o facto de se fazerem mestras de cimento, e de estas precisarem de aproximadamente dois meses para secarem, impede que esta seja uma solução de instalação rápida. 1.2. Fixação sobre sarrafos aparafusados ou colados sobre a betonilha É um sistema idêntico ao anterior, apenas difere na fixação dos sarrafos. a) É essencial ter uma betonilha acabada e, desde que esta se encontre com uma humidade inferior a 3%, o sarrafo pode ser fixado à betonilha através de parafuso/tapit e de seguida fazer a fixação ao soalho como se fosse com mestras de cimento. b) Podem ainda ser utilizadas outras formas de fixação do sarrafo, como por exemplo utilizando cola de poliuretano. Esta solução é um misto do sistema tradicional com as mestras de fixação, que permite poupar tempo com a secagem das mestras de cimento, encurtando assim o prazo de execução da obra até dois meses. Deve haver especial atenção à fixação do ripado com parafuso/tapit em betonilhas que tenham no seu interior tubagens de electricidade, água ou outros, porque com este sistema de fixação o risco de perfuração é maior. 2

1.3. Fixação sobre placas de OSB a) Com este sistema de fixação é fundamental ter uma betonilha acabada e seca, e sobre esta colocar uma tela de amortecimento em polietileno e, seguidamente, as placas de OSB que servirão de base/suporte para a colocação do soalho a prego. b) As placas de OSB funcionam como sarrafos e ao mesmo tempo como niveladoras do pavimento. É uma solução totalmente seca, sem grandes limitações e de instalação rápida, dispensando aplicação de colas e, logo, sem necessidade de tempos de espera (ver a solução seguinte). Trata-se de uma solução comprovada e utilizada com grande frequência nos EUA, onde uma grande parte das habitações são construídas exclusivamente em madeira. Depois do soalho aplicado ficamos com um pavimento similar ao flutuante, perdendo-se o caminhar característico do soalho tradicional. Porém, em algumas situações, e dependendo do gosto pessoal, esta pode ser uma vantagem. 1.4. Fixação directa sobre a betonilha com mestras em cola de poliuretano É a solução mais avançada de fixação do soalho, mas é imprescindível que a betonilha esteja acabada e seca, colocando-se de seguida uma tela de amortecimento em polietileno, devidamente perfurada, para deixar espaço para colocação das mestras de cola de poliuretano (ex.: Silovil, Ultrabond P990 1K ou Sikabond T52). É uma solução totalmente seca, mas com a limitação do tempo de espera na colocação. Contudo, quando comparada com a solução tradicional, é muito mais rápida. Depois do soalho aplicado ficamos com um pavimento similar ao flutuante, perdendo-se o caminhar característico do soalho tradicional. Porém, em algumas situações, e dependendo do gosto pessoal, esta pode ser uma vantagem. Ao encaixar o soalho pode haver alguma dificuldade em encontrar pontos de apoio para fixar a madeira. Sem pontos de apoio para fazer o efeito alavanca é maior a probabilidade da madeira ficar com folgas maiores que o normal. Poderá ser necessário recorrer à utilização de cintas e pesos, de modo a efectuar uma colagem correcta e uniforme. 3

1.5. Fixação com cola epóxida bicomponente a) A temperatura da betonilha e dos materiais utilizados deve ser uniforme, sendo a temperatura ideal de 20ºC, com um limite inferior de 10ºC. b) É fundamental efectuar a colagem antes que a superfície da cola tenha secado. As condições existentes em obra determinam o tipo de cola a utilizar. c) O afagamento com máquina deve ser realizado após a boa colagem da totalidade do pavimento. d) A betonilha deve encontrar-se perfeitamente nivelada, compacta, estável dimensionalmente e apresentar 2,5% a 3% de humidade. É uma alternativa ao taco tradicional; depois de aplicado fica com o efeito de mini-soalho, dispensando a necessidade de haver cota superior para a sua aplicação. É necessário ter em conta o tempo de secagem, porque todas as betonilhas cujo processo de fabrico exija o emprego de água requerem um período determinado de secagem, a fim de alcançar as condições de equilíbrio ideais para a aplicação de um pavimento de madeira. Esta solução impede que a instalação seja feita de forma rápida. 2. Acabamentos e Recomendações Gerais O soalho pode ter acabamento a verniz, cera ou óleo. O controlo da humidade do suporte (betonilha) é fundamental; a humidade nunca pode ser superior a 3%. Na colagem do soalho devem ser utilizados comprimentos variáveis, entre 30 e 150 cm (máximo 180 cm), de modo a contrabalançar e distribuir as tensões das réguas. Ao encaixar o soalho na colagem é difícil, em alguns casos, ter pontos de apoio para que exista efeito alavanca, o que pode originar folgas na madeira superiores ao aceitável. Recomenda-se a utilização de cintas e pesos para que seja feita uma colagem uniforme. A ambientação da madeira ao local onde irá ser definitivamente instalada é determinante, para que a médio e longo prazo o soalho se mantenha estável. Por isso, é recomendável que a madeira seja armazenada nas divisões onde vai ser aplicada pelo menos durante duas semanas antes da sua instalação. 4

Nota: As indicações deste documento são meramente informativas. Não dispensam nem desresponsabilizam a escolha dos materiais em função das condições específicas de cada obra e o subsequente assentamento. 5