HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO Apesar da maior parte do público leigo considerar computação e computador termos necessariamente interligados, a história da computação é mais antiga do que o componente físico que hoje recebe seu nome. A computação inicia-se nos primórdios da história da humanidade, em sua necessidade de armazenar informações, efetuar contagem e criar mecanismos que lhe facilitasse à chegada de resultados complexos baseados nesta contagem. A história da computação teve seu início a cerca de 2.500 anos com a primeira máquina de calcular, se é que a podemos dar o nome de máquina, o ÁBACO, na medida que os cálculos foram se complicando, os povos antigos se viram com a necessidade de criar algum instrumento que os auxiliasse com estas atividades. Blaise Pascal, matemático, físico e filósofo francês, inventou em 1642 a primeira calculadora mecânica. A calculadora trabalhava perfeitamente, ela transferia os números da coluna de unidades para a coluna de dezenas por um dispositivo semelhante a um velocímetro do automóvel. Pascal chamou sua invenção de Pascalina. Com o início da segunda guerra mundial, os governos procuraram desenvolver máquinas computorizadas para explorar o próprio potencial estratégico. Isto deu início a uma série de projetos de desenvolvimento de computadores e de progresso técnico. Na época dos nossos bisavós os computadores já existiam, apesar de rudimentares. Eram os computadores mecânicos, que realizavam cálculos através de um sistema de engrenagens, acionado por uma manivela ou outro sistema mecânico qualquer. Este tipo de sistema, comum na forma de caixas registradoras era bastante utilizado naquela época. Também no final do século XIX, surgiram as primeiras válvulas. As válvulas foram usadas para criar os primeiros computadores eletrônicos, na década de 40. As válvulas já eram mais rápidas, atingiam frequências de alguns Megahertz, o problema é que aqueciam muito, consumiam muita eletricidade e queimavam-se facilmente. Construir um computador, que usava milhares delas era extremamente complicado, e muito caro. Com a II Guerra Mundial, as pesquisas aumentaram nessa área. Nos Estados Unidos, a Marinha, em conjunto com a Universidade de Harvard e a IBM, construiu em 1944 o Mark I, um gigante eletromagnético. Mark I ocupava 120 m3, tinha milhares de relês e fazia muito barulho. Uma multiplicação de números de 10 dígitos levava 3 segundos para ser efetuada.
Mark I Em conjunto com este projeto, o Exército americano estava desenvolvendo outro computador, o ENIAC (Eletronic Numeric Integrator And Calculator), este utilizava apenas a tecnologia das válvulas e tinha como objetivo calcular a trajetória de mísseis com uma precisão maior. Com aproximadamente 18.000 válvulas, o ENIAC era capaz de fazer 500 multiplicações por segundo, mas este magnífico invento só ficou pronto em 1946, meses depois do final da guerra.
Eniac A programação do ENIAC era feita através de 6.000 chaves manuais. A cada novo cálculo, era preciso reprogramar várias destas chaves. Isso sem falar no resultado, que era dado de forma binária através de um conjunto de luzes. Não é à toa que a maior parte dos programadores da época eram mulheres, só mesmo elas para ter a paciência necessária para programar e reprogramar esse emaranhado de chaves várias vezes ao dia. Abaixo está a foto de uma válvula muito usada na década de 40: O ENIAC torna-se obsoleto e economicamente inviável de manter após 10 anos de operação, tendo sido desmontado. Hoje encontram-se peças do ENIAC por muitos museus do mundo. O ENIAC serviu de inspiração para muitos outros computadores que se seguiram como: o EDVAC (Electronic Discrete Variable Computer); o ORDVAC (Ordnance Variable Automatic Computer; SEAC (Standards Automatic Computer) e o UNIVAC,
este último também construído por Eckert e Mauchly para o processamento dos dados dos censos da população americana. Com o rápido desenvolvimento dos transístores entre 1952 e 1960, os tubos de vácuo tornaram-se obsoletos e foi este avanço tecnológico que permitiu a criação de máquinas muito mais rápidas, mais pequenas e mais baratas. Transistor Outro grande salto veio quando os fabricantes deram-se conta que era possível construir vários transístores sobre o mesmo waffer de silício. Havia surgido então o circuito integrado, vários transístores dentro do mesmo encapsulamento. A terceira geração de computadores (1964 1970) foi construída com circuitos integrados, proporcionando maior compactação, redução dos custos e velocidade de processamento da ordem de microsegundos. Tem início a utilização de avançados sistemas operacionais. Nos meados da década de 70 os computadores começaram a ter preços cada vez mais acessíveis. Em 1981 a IBM lançou no mercado o PC (Personal Computer). O PC distinguia-se das máquinas existentes até então por estar dirigido a utilizadores individuais que poderiam passar a ter uma máquina para uso exclusivo, quando até aí esse conceito não existia... O PC tinha ainda outra característica que o tornou revolucionário que era o fato de ter uma arquitetura aberta, ou seja, qualquer fabricante poderia criar peças
adaptáveis àquela máquina dando-lhe uma funcionalidade mais especializada, o que até aí era sempre privilégio reservado para o fabricante do computador. A quarta geração, de 1970 até hoje, é caracterizada por um aperfeiçoamento da tecnologia já existente, proporcionando uma otimização da máquina para os problemas do usuário, maior grau de miniaturização, confiabilidade e velocidade maior, já da ordem de nanosegundos (bilionésima parte do segundo). Processador Resumo O ato de computar surgiu da necessidade do ser humano armazenar informações, efetuar contagem e criar mecanismos que facilitassem cálculos e resultados complexos baseados nesta contagem. Diversas ferramentas foram utilizadas através da história para realizar estes cálculos. Entre os principais os dedos da mão, o ábaco e outros instrumentos. Estes instrumentos dariam origem aos nossos modernos computadores. Apesar de diversos equipamentos criados, o desenvolvimento da computação tomará impulso apenas devido às necessidades logísticas da Segunda Grande Guerra.
Interessante: O computador de bordo do módulo lunar da Apolo 11, por exemplo, tinha uma memória de 32KB - hoje em dia, um único diskette tem cerca de 45 vezes mais memória.