TEORIA JURÍDICA DO CRIME

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Transcrição:

5ª edição CLÁUDIO BRANDÃO ( ) O Professor Cláudio Brandão não necessita apresentação, no Brasil ou na Europa, onde partilha o seu saber com Estudantes e Colegas de várias Universidades. A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa conta há muito com o seu magistério e todos gostamos de pensar que a sua chegada, todos os anos, não é a chegada de um Professor Visitante, mas um regresso a casa. ( ) Numa combinação, hoje tão rara, de rigor e clareza, os Estudantes são apresentados a uma das construções mais notáveis da nossa civilização, precisamente a Teoria Jurídica do Crime. Num estilo cristalino, o Autor descreve a forma como esse extraordinário edifício que é a dogmática penal foi paulatinamente levantado a partir do século XIX. O leitor (e portanto, em primeiro lugar, os Estudantes) é sempre confortavelmente conduzido pela mão. Tem aqui uma oportunidade única porque, nos caminhos mais estreitos e sinuosos, nunca se perderá e os momentos decisivos de viragem serão sempre assinalados. Quando mergulhamos nos detalhes, percebemos a riqueza e o sentido de cada palavra e a forma como o texto, ascético e contido, irradia em múltiplas direções e potencia os mais variados interesses. Percebemos a modéstia laboriosa da erudição que oferece, mas não exibe. TEORIA JURÍDICA DO CRIME Professor Titular concursado de Direito Penal. Professor dos Programas de Pós-graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e Faculdade Damas da Instrução Cristã (FADIC). Professor visitante, ao abrigo do Programa Erasmus, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professor da UFPE. Cláudio Brandão 1 TEORIA JURÍDICA DO CRIME 5º edição A interpretação do atual Direito Penal, através dos argumentos teleológicos, históricos e sistemáticos, é o objeto da Coleção Ciência Criminal Contemporânea. Para tanto, os pontos chaves do saber criminal, tratados cientificamente, são cuidadosamente dispostos em obras que tem como elo o rigor metodológico através do qual as investigações são realizadas, para além da contribuição original que elas geram. Sílvia Alves Universidade de Lisboa editora Cláudio Brandão ISBN 978-85-60519-56-9 COLEÇÃO CIÊNCIA CRIMINAL CONTEMPORÂNEA Coordenação: Cláudio Brandão

TEORIA JURÍDICA DO CRIME

Cláudio Brandão TEORIA JURÍDICA DO CRIME 5ª Edição COLEÇÃO CIÊNCIA CRIMINAL CONTEMPORÂNEA Coordenação: Cláudio Brandão

Copyright 2019, D Plácido Editora. Copyright 2019, Cláudio Brandão. Editor Chefe Plácido Arraes Produtor Editorial Tales Leon de Marco Capa, projeto gráfico Letícia Robini (Photo by Patrick Tomasso on Unsplash) Diagramação Enzo Zaqueu Editora D Plácido Av. Brasil, 1843, Savassi Belo Horizonte MG Tel.: 31 3261 2801 CEP 30140-007 WWW.EDITORADPLACIDO.COM.BR Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, por quaisquer meios, sem a autorização prévia do Grupo D Plácido. Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica BRANDÃO, Cláudio. Teoria Jurídica do Crime Coleção: Ciência Criminal Contemporânea Vol. 1 -- Coordenação: Cláudio Brandão -- Belo Horizonte: Editora D Plácido, 2019. Bibliografia. ISBN: 978-85-60519-56-9 1. Direito. 2. Direito Penal. I. Título. II. Direito CDU341.5 CDD342.1

Ao Rei dos séculos, Deus único, invisível e imortal, honra e glória pelos séculos dos séculos! Amém 1 Timóteo, 1:17

AGRADECIMENTOS Ao Deus Uno e Trino: no Seu amor infinito e inexplicável, Ele nos guarda a todos e tem-nos gravado na palma de Suas mãos. Ao longo de mais de vinte anos, quer orientando, quer examinando, teses de titularidade, de livre-docência, de doutorado e dissertações de mestrado, deparei-me com uma notável nova geração científica de penalistas brasileiros. A todos e cada um desses cientistas eu dedico este livro, desejando-lhes que os seus trabalhos deem muitos frutos, e que esses frutos permaneçam!

SUMÁRIO PREFÁCIO 15 PREFÁCIO DA QUARTA EDIÇÃO 19 PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO 23 INTRODUÇÃO 31 1. CONCEITO DE CRIME 35 1.1. Conceito da Escola Positiva e conceito jurídico de crime 35 1.2. Conceito material de crime 38 1.2.1. Conceito de bem jurídico. Antecedentes 40 1.2.2. Nascimento do conceito de bem jurídico 41 1.2.3. O bem jurídico no positivismo normativo de Binding 45 1.2.4. A construção do bem jurídico a partir do neokantismo 47 1.3. Conceito formal de crime 50 1.4. Classificações do crime 54 2. A CONDUTA HUMANA 59 2.1. Considerações Iniciais 59 2.1.1. A conduta na teoria do crime 60 2.1.2. Origem dogmática do conceito de conduta 61 2.2. Teorias do conceito de ação 63 2.2.1. Teoria causalista da ação 63 2.2.2. Teoria finalista da ação 66

2.2.3. Teoria social da ação 71 2.2.4. Teoria funcionalista da ação 72 2.3. Considerações críticas sobre as teorias da ação 75 2.4. Omissão 77 2.4.1. Considerações Iniciais. 77 2.4.2. O problema conceitual da omissão 79 2.4.3. A viragem metodológica do positivismo e os problemas decorrentes do não fazer 81 2.4.4. As abordagens da omissão a partir do finalismo 85 2.5. Comissão por omissão (omissão imprópria) 88 2.6. Omissão e Tipicidade 90 2.7. Ausência de conduta 94 3. NEXO DE CAUSALIDADE 97 3.1. Conceito de nexo de causalidade 97 3.2. Teorias sobre o nexo de causalidade 99 3.2.1. Teoria da Equivalência das Condições 99 3.2.2. Teoria da causalidade adequada 101 3.3. Posição do direito brasileiro 102 3.4. Causalidade e imputação objetiva 105 3.5. Causalidade nos crimes culposos 108 4. TIPICIDADE 111 4.1. Conceito de tipicidade 111 4.2. Antecedentes históricos do conceito de tipicidade 112 4.3. Afirmação da tipicidade e sua posição no conceito de crime 116 4.4. Função de garantia da tipicidade 122 4.5. Análise do tipo penal 123 4.5.1. Sujeito ativo 124 4.5.2. Sujeito passivo 127 4.5.3. Objeto material 128 4.5.4. Elementos do tipo penal 128

5. TIPO COMISSIVO DOLOSO 131 5.1. Conceito de dolo 131 5.2. Teorias do dolo 132 5.3. Normatização do dolo 134 5.4. Elementos do dolo 136 5.5. Preterdolo 139 6. TIPO COMISSIVO CULPOSO 141 6.1. Conceito e teorias da culpa 141 6.2. Espécies de culpa 145 6.3. Formas de cometimento do crime culposo 146 6.4. Requisitos da culpa 148 7. ANTIJURIDICIDADE 149 7.1. Conceito de antijuridicidade 149 7.2. Relações entre tipicidade, antinormatividade e antijuridicidade 150 7.3. A antijuridicidade na teoria geral do direito 154 7.4. Antijuridicidade como essência do crime 156 7.5. Antijuridicidade como elemento do crime 158 7.6. Antijuridicidade formal e material 163 7.7. Antijuridicidade objetiva e subjetiva 165 8. EXCLUSÃO DE ANTIJURIDICIDADE 169 8.1. Fundamento da exclusão da antijuridicidade 169 8.2. Estado de necessidade 170 8.2.1. Requisitos da situação de perigo 173 8.2.2. Requisitos da ação agressiva 176 8.3. Legítima defesa 178 8.3.1. Repulsa a uma agressão injusta, atual ou iminente 179 8.3.2. Uso moderado dos meios necessários 182 8.3.3. Direito próprio ou de outrem 183 8.3.4. Animus defendendi 183 8.3.5. Legítima defesa versus legítima defesa putativa 183

8.4. Estrito cumprimento do dever legal 184 8.5. Exercício regular de um direito 185 8.6. Problemática do consentimento do ofendido 186 8.7. Excesso 187 9. A CONCEPÇÃO MATERIAL DO INJUSTO PENAL: BEM JURÍDICO E ANTINORMATIVIDADE NA TEORIA DO CRIME 189 9.1. Considerações iniciais 189 9.2. A localização do gérmen do bem jurídico enquanto valor na síntese das ideias penais: o papel da escolástica tardia ibérica 190 9.3. O nascimento conceitual do bem jurídico sua coordenação com a epistemologia penal de seu tempo 196 9.3.1. A noção de sistema e a constituição da epistemologia penal 196 9.3.2. A construção do sistema penal fundamentado em imperativos 197 9.4. Norma e tipo penal 203 9.5. Norma e injusto 206 9.6. Síntese da função material do injusto penal 209 10. CULPABILIDADE 215 10.1. Conceito de culpabilidade 215 10.2. Culpabilidade como princípio do direito penal 219 10.3. A culpabilidade como elemento do crime 222 10.3.1. O gérmen da culpabilidade: o Direito Penal Romano 223 10.3.2. Teoria psicológica da culpabilidade 225 10.3.3. Teoria psicológico-normativa da culpabilidade 227 10.3.4. Teoria normativa pura da culpabilidade 228 10.3.5. Teoria funcionalista da culpabilidade 230 10.4. Posição do direito brasileiro 232 11. POTENCIAL CONSCIÊNCIA DE ANTIJURIDICIDIDADE 233 11.1. Conceito de consciência de antijuridicidade 233 11.2. Classificação da consciência da antijuridicidade 235

11.2.1. Consciência da antijuridicidade formal 235 11.2.2. Consciência de antijuridicidade material 236 11.2.2.1. Consciência de antijuridicidade como consciência ética 237 11.2.2.2. Consciência de antijuridicidade como agir comunicativo 238 11.2.2.3. Consciência de antijuridicidade como valoração paralela na esfera do profano 239 11.3. Colocação da consciência da antijuridicidade na teoria do delito 241 11.3.1. Teoria estrita do dolo 241 11.3.2. Teoria limitada do dolo 242 11.3.3. Teoria estrita da culpabilidade 243 11.3.4. Teoria limitada da culpabilidade 244 12. IMPUTABILIDADE 245 12.1. Conceito de imputabilidade 245 12.2. Análise do Direito Brasileiro 246 12.3. Emoção e paixão 253 12.4. Embriaguez 254 13. EXIGIBILIDADE DE OUTRA CONDUTA E SUA EXCLUSÃO 257 13.1. Conceito de exigibilidade de outra conduta 257 13.2. Inexigibilidade de outra conduta 259 13.2.1. Obediência hierárquica 261 13.2.2. Coação moral irresistível 262 14. ERRO 265 14.1. Conceituação de erro 265 14.2. Espécies de erro segundo a dogmática penal 267 14.3. Erro de fato e erro de direito 269 15. ERRO DE TIPO E ERRO DE PROIBIÇÃO 275 15.1. Erro e finalismo 275 15.2. Conceito de erro de tipo 275

15.3. Erro de tipo essencial e erro de tipo acidental 276 15.4. Conceito de erro de proibição 278 15.4.1. Erro de proibição direto 281 15.4.2. Erro de proibição indireto versus descriminantes putativas fáticas 282 15.4.3. Erro mandamental 284 15.5. Escusabilidade do erro de proibição 285 15.6. Inescusabilidade do erro de proibição 286 16. CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO 289 16.1. Conceito e fundamento da tentativa 289 16.2. Histórico da tentativa 290 16.3. Iter criminis 291 16.4. Requisitos da tentativa 295 16.5. Punibilidade da tentativa 297 16.6. Desistência voluntária e arrependimento eficaz 299 16.7. Crime impossível 300 17. CONCURSO DE PESSOAS 303 17.1. Conceito de concurso de pessoas 303 17.2. Teorias sobre o concurso de pessoas 304 17.3. Requisitos do concurso de pessoas 306 17.4. Espécies do concurso de pessoas 307 17.4.1. Autoria 307 17.4.2. Participação 309 17.5. Cooperação dolosamente distinta 311 17.6. Formas especiais de autoria 312 17.7. Comunicabilidade das circunstâncias 313 REFERÊNCIAS 315

5ª edição CLÁUDIO BRANDÃO ( ) O Professor Cláudio Brandão não necessita apresentação, no Brasil ou na Europa, onde partilha o seu saber com Estudantes e Colegas de várias Universidades. A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa conta há muito com o seu magistério e todos gostamos de pensar que a sua chegada, todos os anos, não é a chegada de um Professor Visitante, mas um regresso a casa. ( ) Numa combinação, hoje tão rara, de rigor e clareza, os Estudantes são apresentados a uma das construções mais notáveis da nossa civilização, precisamente a Teoria Jurídica do Crime. Num estilo cristalino, o Autor descreve a forma como esse extraordinário edifício que é a dogmática penal foi paulatinamente levantado a partir do século XIX. O leitor (e portanto, em primeiro lugar, os Estudantes) é sempre confortavelmente conduzido pela mão. Tem aqui uma oportunidade única porque, nos caminhos mais estreitos e sinuosos, nunca se perderá e os momentos decisivos de viragem serão sempre assinalados. Quando mergulhamos nos detalhes, percebemos a riqueza e o sentido de cada palavra e a forma como o texto, ascético e contido, irradia em múltiplas direções e potencia os mais variados interesses. Percebemos a modéstia laboriosa da erudição que oferece, mas não exibe. TEORIA JURÍDICA DO CRIME Professor Titular concursado de Direito Penal. Professor dos Programas de Pós-graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e Faculdade Damas da Instrução Cristã (FADIC). Professor visitante, ao abrigo do Programa Erasmus, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professor da UFPE. Cláudio Brandão 1 TEORIA JURÍDICA DO CRIME 5º edição A interpretação do atual Direito Penal, através dos argumentos teleológicos, históricos e sistemáticos, é o objeto da Coleção Ciência Criminal Contemporânea. Para tanto, os pontos chaves do saber criminal, tratados cientificamente, são cuidadosamente dispostos em obras que tem como elo o rigor metodológico através do qual as investigações são realizadas, para além da contribuição original que elas geram. Sílvia Alves Universidade de Lisboa editora Cláudio Brandão ISBN 978-85-60519-56-9 COLEÇÃO CIÊNCIA CRIMINAL CONTEMPORÂNEA Coordenação: Cláudio Brandão