VEGETAÇÃO
Elementos e Fatores de Diferenciação
VEGETAÇÃO E ZONEAMENTO CLIMÁTICO A interferência climática sobre a cobertura vegetal é um dos principais fatores que possibilitam uma pluralidade paisagística. A ação climática interfere em um outro fator primordial na análise da cobertura vegetal de uma dada região: o solo. A evolução de um solo, suas características e peculiaridade facilitam ou dificultam a fixação de determinados grupos vegetais. A grande diversidade de espécies está vinculada a dois fatores climáticos, primordialmente: calor e umidade.
VEGETAÇÃO E ZONEAMENTO CLIMÁTICO Contudo as características de solo podem possibilitar a formação de refúgios, redutos ou relictos. Os refúgios, redutos ou relictos representam coberturas vegetais diferentes da área na qual se encontram em função das características de solo e microclima locais.
TUNDRA Vegetação típica de zonas polares e de grande latitude/altitude, onde notamos clima muito frio. Além das baixas temperaturas atmosféricas, notamos que os solos na região encontram-se, em boa parte do ano, congelados (permafrost). A tundra está basicamente atrelada aos musgos e liques existentes nesta região e que eclodem no período do verão. Em função das baixas temperaturas em boa parte do ano notamos que a diversidade de espécies animais e vegetais e bastante reduzida.
TAIGA (Floresta de Coníferas) Também conhecida como florestas de coníferas ou de pinheiros, esta vegetação encontra-se latitudes elevadas, especialmente na zona temperada. Com uma diversidade de espécies vegetais bastante reduzida, está região caracteriza-se pela forte adaptação dos animais a adversidade e rigorosidade do clima.
Vegetação Mediterrânea Tipica da faixa temperada onde notamos o verão muito quente e seco e o inverno frio e úmido. Também encontramos este tipo de vegetação em regiões banhadas por correntes marítimas frias. A vegetação original desta área (floresta mediterrânea) foi praticamente toda destruída pela ação antrópica no velho continente. A atual vegetação existente é subdividida em dois grupos especificamente: Maquis e Garrigue Maquis - Esta formação vegetal, também designada por chaparral ou matagal, é constituída principalmente por arbustos, muito densa e fechada, formando um matagal de difícil penetração (árvores-anãs). Entre as várias espécies de plantas que compõem o maquis, destacam-se o medronheiro, o loureiro, a urze, a giesta espinhosa, a piteira e alguns cactos. Garrigue - É uma formação vegetal mais aberta do que o maquis, constituída por vegetação arbustiva, mais ou menos dispersos e herbácea (formação vegetal que surge em áreas onde o solo é mais pobre de origem calcária ). Forma áreas muito aromáticas e onde predominam a oliveira brava, o buxo, o carrasco, o alecrim, a lavanda, o rosmaninho, a alfazema e o timo, entre outras plantas aromáticas de muito pequeno porte.
Florestas Tropicais e Equatoriais Encontram-se fixadas dentro da faixa intertropical, onde notamos uma grande umidade. A grande biodiversidade está diretamente associada e os dois elementos: alta umidade e elevada temperatura média. Na faixa equatorial notamos a forte influência da zona de convergência dos alísios, promovendo alta pluviosidade durante todo o ano. No caso brasileiro, podemos inserir, em função da grande biodiversidade e alta umidade (MTA no verão e MTA+MPA no inverno), a Mata Atlântica dentro ou próxima de uma condição equatorial.
Pradarias é constituída por vegetação herbácea, muito densa, formando grandes extensões, relativamente alta, contínua, constituída por gramíneas vivazes (sempre vivas), com raízes muito profundas, que as ajudam a suportar o frio intenso e o gelo próprio do Inverno. Na Primavera, após o degelo, o solo torna-se verdejante, enchendo-se de flores no Verão, o que lhe dá um aspecto multicolor. Este imenso manto herbáceo chega ocasionalmente a ultrapassar os 2 metros de altura. Como o clima é rigoroso, praticamente não existem árvores, embora estas surjam com frequência nas encostas montanhosas e ao longo dos cursos de água.
Estepes Estepe Tropical (formação vegetal típica e que é constituída por plantas herbáceas baixas; pequenas e raras árvores e tufos de arbustos dispersos). Nas regiões em que a estação seca é mais prolongada, a vegetação apresenta já características xerófilas (plantas adaptadas à secura, isto é, muito pouco exigentes em água). No Brasil a nossa estepe tropical caracteriza-se como a Caatinga, onde notamos uma vegetação adaptada a um clima com baixa e irregular pluviosidade. As médias pluviais da Caatinga podem variar entre 268mm até 800mm por ano, sendo que as chuvas, quando ocorrem, concentram-se no verão.
Savanas e Cerrado Trata-se da vegetação das regiões de clima tropical típico com duas estações bem definidas: Verão quente e muito úmido e inverno quente e muito seco. A vegetação tende a se adaptar a esta duas estações tão distintas, logo notamos caules retorcidos e com cascas grossas, vegetação com folhas pequenas que tornam-se caducas durante o inverno. Raízes profundas e ramificadas com intuito de maior absorção possível de água.
Vegetação de Desertos Nos desertos existe uma grande escassez de água e humidade, influenciada por: altas pressões permanentes (altas pressões subtropicais), rápida evaporação, forte insolação, continentalidade, ventos fortes e secos e barreiras orográficas. Neste desenvolvem-se a vegetação xerófila que se adapta à secura extrema e ás elevadas amplitudes térmicas. Com espécies "carnudas como por exemplo: os cactos,, figueira-da-índia, agávea, tasneira que armazenam água nos caules. Com tanta secura ambiental, é óbvio que a vegetação é rara e muito rudimentar, escassa ou mesmo nula. Nos locais onde ainda consegue cair algumas chuvas, predomina a vegetação herbácea baixa e pequenos arbustos, bem como alguns cactos. Nas regiões onde as chuvas são extremamente raras, a vegetação está completamente ausente: é o deserto absoluto, arenoso ou pedregoso.