INSTALAÇÕES DE GÁS EM EDIFÍCIOS



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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ET 657 24 de outubro de 2012

ÍNDICE Página 2 de 8 Registo das revisões... 3 Preâmbulo... 4 1. Objectivo... 4 2. Âmbito... 4 3. Referências... 4 4. Definições / Siglas... 5 5. Equipamentos de medição... 5 6. Procedimento... 5 6.1. Instalações de média pressão (superior a 50 mbar e inferior ou igual a 0,4 bar)... 5 6.2. Instalações de baixa pressão (entre 20 mbar e 50 mbar) sem aparelhos montados... 6 6.3. Instalações de baixa pressão (entre 20 mbar e 50 mbar) com aparelhos montados... 6 6.3.1. Para instalações sem fornecimento de gás... 6 6.3.2. Para instalações com fornecimento de gás... 7 7. Relatório... 7 8. Resumo das pressões de ensaio de instalações em edifícios a abastecer pela EDP Gás Distribuição... 8 8.1. Instalações de média pressão... 8 8.2. Instalações de baixa pressão (sem aparelhos montados)... 8 8.3. Instalações de baixa pressão (com aparelhos montados)... 8

Página 3 de 8 Registo das revisões Nº da revisão Data Motivo 0 2005-12-28 Redação inicial. 1 Renomeação de secção 5, de meios para equipamentos de medição e clarificação da classe de exatidão, dos referidos equipamentos; alteração dos valores da pressão de ensaio e explicitação das respetivas tolerâncias ( 6.1, 6.2 e 6.3); eliminação do impresso Mod. 015/DT como base para a elaboração do relatório; Inclusão do ponto 8 (Resumo das pressões de ensaio de instalações em edifícios a abastecer pela EDP Gás Distribuição)

Página 4 de 8 Preâmbulo A primeira revisão desta especificação técnica resulta da aplicação do princípio da melhoria contínua. Pese embora não esteja estabelecida uma periodicidade exata para a revisão deste tipo de documentos, entendeu a Direção Técnica avaliar o estado de atualização das disposições deste documento. Esta revisão da ET 657 anula e substitui a revisão anterior, de 28 de dezembro de 2005, sendo aconselhável a leitura integral desta especificação técnica para uma correta aplicação das suas disposições. Deve ser atribuído a esta especificação técnica, o estatuto de norma EDP Gás Distribuição onde se estabelecem as regras a seguir para alcançar o objetivo discriminado. 1. Objectivo A presente especificação técnica tem como objetivo definir o procedimento a adotar na avaliação da conformidade associada à verificação da estanquidade de instalações gás em edifícios, inseridos na área de concessão da EDP Gás Distribuição. 2. Âmbito Aplica-se a instalações de utilização de gás com potência até 100 kw por fogo. 3. Referências Portaria n.º 362/2000, de 29 de agosto, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 690/2001, de 10 de julho. Aprova os procedimentos relativos às inspecções e à manutenção das redes e ramais de distribuição e instalações de gás e o estatuto das entidades inspectoras das redes e ramais de distribuição e instalações de gás. Portaria n.º 690/2001, de 10 de julho Introduz alterações às portarias: 361/98 de 26 de junho de 1998, 386/94 de 16 de junho e Portaria 362/2000. Despacho do IPQ CT01-EST (Edição 0, de 2004-01-28).

Página 5 de 8 4. Definições / Siglas Pe Pressão de ensaio (bar). Ps Pressão de serviço (bar). 5. Equipamentos de medição Manómetro, analógico, digital, ou de coluna de água, com as seguintes características metrológicas: a) Menor divisão: igual ou inferior a 1 mbar; b) No caso de manómetros analógicos, a pressão de ensaio não poderá exceder dois terços da escala do manómetro; c) Os manómetros analógicos deverão ter uma classe de exactidão mínima de 0.6 (k=0.6), estar calibrados e comprovados pelo certificado de calibração válido emitido por um laboratório acreditado para o efeito. 6. Procedimento O procedimento é função da pressão máxima de serviço prevista e da existência, ou não, de aparelhos montados de acordo com o definido de seguida. 6.1. Instalações de média pressão (superior a 50 mbar e inferior ou igual a 0,4 bar) a) Colocar a instalação a inspecionar à pressão de ensaio com o fluído adequado, à temperatura ambiente, de acordo com o previsto no quadro seguinte. Tipo de inspecção Inicial Periódica e Extraordinária Pressão de ensaio Pe = 1,5 x Ps (Pe 1,1 bar) Pe = Ps Pe = 1,5 x Ps (Pe 1,1 bar) Fluído de ensaio Ar ou Azoto Gás distribuído Azoto

Página 6 de 8 b) Após um tempo de estabilização mínimo de 10 minutos, medir com um manómetro a pressão inicial. c) No decurso do ensaio será feita a verificação da estanquidade de todas as junções visíveis, recorrendo a um produto espumífero. d) Decorrido um tempo de ensaio mínimo de 30 minutos registar a pressão final. e) A instalação será dada como apta se, no final do tempo de ensaio, não se tiver verificado qualquer variação de pressão. Nota: Apesar da pressão máxima de serviço nas instalações de gás em edifícios ser de 1,5 bar, a EDP Gás Distribuição estabelece como limite de pressão nos edifícios que abastece, o valor de 400 mbar. 6.2. Instalações de baixa pressão (entre 20 mbar e 50 mbar) sem aparelhos montados a) Colocar a instalação a inspecionar a uma Pe = 160 mbar ±10 mbar, com ar ou azoto à temperatura ambiente. b) Após um tempo de estabilização mínimo de 5 minutos, medir com um manómetro a pressão inicial. c) No decurso do ensaio será feita a verificação da estanquidade de todas as junções visíveis, recorrendo a um produto espumífero. d) Decorrido um tempo de ensaio mínimo de 10 minutos, registar a pressão final. e) A instalação será dada como apta se, no final do tempo de ensaio, não se tiver verificado qualquer variação de pressão. 6.3. Instalações de baixa pressão (entre 20 mbar e 50 mbar) com aparelhos montados 6.3.1. Para instalações sem fornecimento de gás a) Fechar as válvulas de corte aos aparelhos. b) Realizar o ensaio preconizado no ponto 6.2., pressurizando e efetuando as medições a partir da bengala de saída do contador. c) Reduzir a pressão de ensaio para 55 mbar ±5 mbar. d) Abrir as válvulas de corte dos aparelhos. e) Restabelecer a pressão de ensaio e deixar estabilizar. f) Medir com um manómetro a pressão verificada após um tempo de ensaio mínimo de 10 minutos. d) A instalação será dada como apta se, no final do tempo de ensaio, não se tiver verificado qualquer variação de pressão.

Página 7 de 8 6.3.2. Para instalações com fornecimento de gás a) Abrir as válvulas de corte aos aparelhos. b) Fechar a válvula de corte ao contador. c) Colocar o manómetro numa toma de pressão, ou na sua ausência, ligado à válvula de um dos aparelhos. d) Após um tempo de estabilização mínimo de 5 minutos, medir com um manómetro a pressão inicial. e) No decurso do ensaio será feita a verificação da estanquidade de todas as junções visíveis, recorrendo a um produto espumífero. f) Decorrido um tempo de ensaio mínimo de 10 minutos, registar a pressão final. g) No caso de se ter desligado um dos aparelhos para ligar o manómetro à respectiva válvula, efectuar novamente a sua ligação, verificando a estanquidade da mesma com recurso a um produto espumífero. h) A instalação será dada como apta se, no final do tempo de ensaio, não se tiver verificado qualquer variação de pressão. 7. Relatório Deve ser elaborado um relatório de ensaio onde devem constar, pelo menos, as seguintes informações: Pressão de ensaio; Tempo de ensaio; Variação da pressão verificada; Identificação rastreável do equipamento de medição e ensaio utilizado.

Página 8 de 8 8. Resumo das pressões de ensaio de instalações em edifícios a abastecer pela EDP Gás Distribuição 8.1. Instalações de média pressão Pressão de serviço Pressão de ensaio Fluído de ensaio 300 ou 400 mbar (inicial) 300 ou 400 mbar (periódica ou extraordinária) 1,1 bar ±100 mbar Ar ou Azoto Pressão de serviço Gás distribuído 1,1 bar ±100 mbar Azoto 8.2. Instalações de baixa pressão (sem aparelhos montados) Pressão de serviço Pressão de ensaio Fluído de ensaio 21, 27 ou 39 mbar 160 mbar ±10 mbar Ar ou Azoto 8.3. Instalações de baixa pressão (instalações sem abastecimento de gás com aparelhos montados) Pressão de serviço Pressão de ensaio Fluído de ensaio 21, 27 ou 39 mbar 160 mbar ±10 mbar + 55 mbar ±5 mbar Ar ou Azoto