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Transcrição:

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2 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 I - Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final Titulares Suplentes Deputado Arnaldo Melo - PRESIDENTE Deputado Rubens Júnior Deputado Edivaldo Holanda - VICE-PRESIDENTE Deputado Marcelo Tavares Deputado Paulo Neto Deputada Helena Barros Heluy Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Victor Mendes Deputado Ricardo Murad II - Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização Titulares Suplentes Deputada Graça Paz - PRESIDENTE Deputado Pedro Veloso Deputado Carlos Alberto Milhomem - VICE-PRESIDENTE Deputado Arnaldo Melo Deputado Rigo Teles Deputado José Lima Deputado Edivaldo Holanda Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Francisco Gomes Deputado Ricardo Murad III - Comissão de Política Agrária, Produção e Desenvolvimento Sustentável Suplentes Deputado Penaldon Jorge Deputado Paulo Neto Deputado Rigo Teles Deputado Raimundo Cutrim Titulares Deputado Francisco Gomes - PRESIDENTE Deputada Maura Jorge - VICE-PRESIDENTE Deputado Valdinar Barros Deputada Helena Barros Heluy Deputado Mauro Jorge IV - Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto Suplentes Deputado Alberto Franco Deputado Valdinar Barros Deputado Afonso Manoel Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Francisco Gomes V - Comissão de Relações do Trabalho e Administração Pública Titulares Deputado José Lima - PRESIDENTE Deputado Rubens Júnior - VICE-PRESIDENTE Deputada Eliziane Gama Deputado Fufuca Dantas Titulares Deputado Valdinar Barros - PRESIDENTE Deputado Marcelo Tavares - VICE-PRESIDENTE Deputado Mauro Jorge Deputado Victor Mendes Titulares Deputado Antonio Pereira - PRESIDENTE Deputada Cleide Coutinho - VICE-PRESIDENTE Deputado Arnaldo Melo Deputado Stênio Rezende Deputado Ricardo Murad Suplentes Deputado Camilo Figueiredo Deputado Marcos Caldas Deputado Pedro Veloso Deputado Fufuca Dantas Deputado Carlos Alberto Milhomem VI - Comissão de Saúde Suplentes Deputado Afonso Manoel Deputado Valdinar Barros Deputado Marcos Caldas Deputada Maura Jorge Deputado Victor Mendes VII - Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional Titulares Deputado Hélio Soares - PRESIDENTE Deputado Joaquim Nagib Haickel - VICE-PRESIDENTE Deputado Marcos Caldas Deputado Rigo Teles Deputado Penaldon Jorge Suplentes Deputado Paulo Neto Deputado Mauro Jorge Deputado Stênio Rezende Deputada Maura Jorge Deputado Fufuca Dantas VIII - Comissão de Defesa do Consumidor Titulares Suplentes Deputado Fufuca Dantas - PRESIDENTE Deputada Cleide Coutinho Deputado Joaquim Nagib Haickel - VICE-PRESIDENTE Deputada Graça Paz Deputado Paulo Neto Deputada Eliziane Gama Deputado Valdinar Barros Deputada Maura Jorge Deputado Alberto Franco Deputado Antonio Pereira IX - Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Titulares Deputada Helena Barros Heluy - PRESIDENTE Deputado Rubens Júnior - VICE-PRESIDENTE Deputado José Lima Deputado Antonio Pereira Suplentes Deputado Edivaldo Holanda Deputado Marcelo Tavares Deputado João Batista Deputado Victor Mendes Reuniões: 3.ª Feiras às 08:30hs Glacimar Fernandes Sampaio Secretária Reuniões: 2.ª Feiras às 15:00hs Regina Maria Marinho de Paula Secretária Reuniões: 2.ª Feiras às 15:00hs Valdenise Fernandes Dias Secretária Reuniões: 2.ª Feiras às 15:00 hs Maria das Dores Pinto Magalhaes Secretária Reuniões: 3.ª Feiras às 08:00hs Lucimar Ribeiro de Melo Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30hs Silvia Tereza Nogueira Marques Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:00hs Elizabeth Lisboa Ribeiro Secretária Reuniões: 5.ª Feiras às 08:30hs Silvana Roberta A. Almeida Secretária Reuniões: 5.ª Feiras às 08:30hs Leilemar Vieira Ribeiro Secretária

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 3 X - Comissão de Obras, Serviços Públicos e Habitação Titulares Suplentes Deputada Maura Jorge - PRESIDENTE Deputado Stênio Rezende Deputado Afonso Manoel - VICE-PRESIDENTE Deputado Alberto Franco Deputado Camilo Figueiredo Deputado Rigo Teles Deputado Marcos Caldas Deputado Francisco Gomes Deputado Ricardo Murad Deputado Victor Mendes XI - Comissão de Meio Ambiente, Minas, Energia Titulares Deputado Penaldon Jorge - PRESIDENTE Deputado Arnaldo Melo - VICE-PRESIDENTE Deputado José Lima Deputado João Batista Deputado Antonio Pereira Suplentes Deputado Mauro Jorge Deputado Alberto Franco Deputada Cleide Coutinho Deputado Victor Mendes Deputado Francisco Gomes XII - Comissão de Ética Titulares Suplentes Deputado Edivaldo Holanda - PRESIDENTE Deputada Graça Paz Deputado Carlos Alberto Milhomem - VICE-PRESIDENTE Deputada Helena Barros Heluy Deputada Eliziane Gama Deputada Cleide Coutinho Deputado Marcelo Tavares Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Francisco Gomes Deputado Raimundo Cutrim XIII - Comissão de Economia, Indústria, Comércio e Turismo Titulares Deputado Afonso Manoel - PRESIDENTE Deputado Pedro Veloso Deputado Alberto Franco Deputado Hélio Soares Deputado João Batista Suplentes Deputado Camilo Figueiredo Deputado Stênio Rezende Deputado Rigo Teles Deputado Fufuca Dantas XIV - Comissão de Legislação Participativa Titulares Suplentes Deputado Alberto Franco - PRESIDENTE Deputado Camilo Figueiredo Deputado Stênio Rezende - VICE-PRESIDENTE Deputado Paulo Neto Deputado Pedro Veloso Deputado Rubens Júnior Deputado Fufuca Dantas Deputado Victor Mendes Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Antonio Pereira XV - Comissão de Previdência, Assistência Social e da Família Titulares Suplentes Deputada Cleide Coutinho - PRESIDENTE Deputado José Lima Deputada Graça Paz - VICE-PRESIDENTE Deputado Mauro Jorge Deputado Soliney Silva Deputado Arnaldo Melo Deputado Hélio Soares Deputado João Batista Deputado Fufuca Dantas XVI - Comissão de Segurança Pública e Cidadania Titulares Suplentes Deputado Raimundo Cutrim - PRESIDENTE Deputado José Lima Deputado João Batista - VICE-PRESIDENTE Deputado Arnaldo Melo Deputado Camilo Figueiredo Deputado Afonso Manoel Deputado Marcelo Tavares Deputado Francisco Gomes Deputado Rigo Teles Deputado Fufuca Dantas XVII - Comissão da Infância, Juventude e Idoso Titulares Suplentes Deputado Rubens Júnior - PRESIDENTE Deputado Edivaldo Holanda Deputada Graça Paz - VICE-PRESIDENTE Deputado Valdinar Barros Deputado Afonso Manoel Deputada Eliziane Gama Deputado Raimundo Cutrim Deputado Hélio Soares Deputado Victor Mendes Deputado João Batista XVIII - Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher Titulares Deputada Eliziane Gama - PRESIDENTE Deputada Cleide Coutinho - VICE-PRESIDENTE Deputada Helena Barros Heluy Deputada Maura Jorge Deputado Raimundo Cutrim Suplentes Deputado Penaldon Jorge Deputada Graça Paz Deputado Marcos Caldas Deputado João Batista Deputado Hélio Soares Reuniões: 3.ª Feiras às 08:30 hs Dulcimar Mendonça Cutrim Secretária Reuniões: 3.ª Feiras às 08:00 hs Eunes Maria Borges Santos Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 14:00 hs Célia Pimentel Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30 hs Lúcia Maria Oliveira Furtado Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30 hs Suly Rose Coutinho Ferreira Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30 hs Leibe Prazeres Barros Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 07:30 hs Iranise Lemos de Castro Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30 hs Maria Helena Bandeira Tribuzi Secretária Reuniões: 4.ª Feiras às 08:30 hs Antonia Andrade Secretária

4 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 30/05/2007-4. a FEIRA IV - REQUERIMENTOS À DELIBERAÇÃO DA MESA 1. o ORADOR (a) - 30 minutos GRANDE EXPEDIENTE DEPUTADA HELENA BARROS HELUY TEMPO DOS BLOCOS PARLAMENTARES 1. BLOCO PARLAMENTAR DE OPOSIÇÃO - BPO - 23 MINUTOS 2. BLOCO PARLAMENTAR PROGRESSISTA - BPP - 37 MINUTOS ORDEM DO DIA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 30.05.07. QUARTA-FEIRA I PARECER EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICO TURNO 1. PARECER Nº 125/07, DE AUTORIA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL, REJEI- TANDO O PROJETO DE LEI Nº 082/07, DE AUTORIA DO DE- PUTADO MAX BARROS, QUE DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO BANCO ESTADUAL DE CÉLULAS DE ESPERANÇA; O AUTOR RECORREU DA DECISÃO DA REFERIDA COMISSÃO ATRAVÉS DO REQUERIMENTO Nº 241/07, NOS TERMOS DO ART. 175, 4º DO REGIMENTO INTERNO, DEFERIDO PELA MESA DIRETORA. II PROJETO DE LEI EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICO TURNO 1.PROJETO DE LEI Nº 029/2007, DE AUTORIA DO PO- DER EXECUTIVO ENCAMINHADO PELA MENSAGEM Nº 017/ 07, QUE DISPÕE SOBRE A UTILIZAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DOS SALDOS CREDORES ACUMULADOS DO ICMS EM DE- CORRÊNCIA DE OPERAÇÕES DE EXPORTAÇÃO DE MERCA- DORIAS, DE QUE TRATA O 2 DO ART. 21 DA LEI COMPLE- MENTAR FEDERAL N 87, DE 13 DE SETEMBRO DE 1996, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. COM PARECER FAVORÁVEL E INDIVIDUAL OFERECIDO PELAS COMISSÕES DE CONSTI- TUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL. RELATOR SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA; E ORÇAMENTO, FINAN- ÇAS E FISCALIZAÇÃO. RELATOR SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA. RETIRADO DA ORDEM DO DIA DA SESSÃO DO DIA 29.05.07 PARA PUBLICAÇÃO DA EMENDA Nº 01/07, DE AUTORIA DO LÍDER DA OPOSIÇÃO, DEP. RICARDO MURAD, SUGERIDA NO ATO DA DISCUSSÃO, CONFORME ARTIGO 216 DO R.I.A EMENDA DEPENDE DE PARECER DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO,JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL,ORÇAMENTO FINANÇAS E FISCALIZA- ÇÃO III PROJET O DE LEI EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO PRIMEIRO TURNO 1. PROJETO DE LEI Nº 034/07, DE AUTORIA DO DEPU- TADO VICTOR MENDES, QUE DISPÕE SOBRE O REGISTRO E INFORMAÇÃO SOBRE A PUBLICIDADE GOVERNAMEN- TAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. COM PARECER FAVO- RÁVEL OFERECIDO PELA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL. RELATOR SENHOR DEPUTA- DO ARNALDO MELO; E COMISSÃO DE RELAÇÕES DO TRA- BALHO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RELATOR SENHOR DEPUTADO MAURO JORGE. 1. REQUERIMENTO Nº 245/07, DE AUTORIA DO DEPU- TADO VICTOR MENDES, QUE REQUER, DEPOIS DE OUVI- DA A MESA, A INSERÇÃO NOS ANAIS DA CASA E A PUBLICA- ÇÃO NO DO ARTIGO DO SENA- DOR JOSÉ SARNEY, PUBLICADO NO JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO, EDIÇÃO DE 27 DE MAIO DO ANO EM CURSO, INTITULADO PERPLEXIDADE E DECEPÇÃO, EM ANEXO. 2. REQUERIMENTO Nº 247/07, DE AUTORIA DO DEPU- TADO JOSÉ LIMA, QUE REQUER, DEPOIS DE OUVIDA A MESA, SEJA SUBMETIDO À DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO O PARECER Nº 118/07, CONTRÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 076/07, ORIUNDO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUS- TIÇA E REDAÇÃO FINAL. PAUTA DE PROPOSTAS PARA RECEBIMENTO DE EMENDAS: DATA: 30/05/2007 4ª FEIRA: PRIORIDADE 1ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 109/07, enviado pela Mensagem Governamental nº 39/07, que dispõe sobre a criação da Secretaria de Estado da Comunicação Social e dá outras providências. ORDINÁRIA 1ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 110/07, de autoria do Senhor Deputado João Batista, que cria o Selo de Responsabilidade Social Estadual. 2. PROJETO DE LEI Nº 111/07, de autoria da Senhora Deputada Maura Jorge, que considera de Utilidade Pública, o Grupo Amigos Solidários-GAS, com sede e foro em São Luis-MA. PRIORIDADE 2ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N 004/07, de autoria da Procuradoria Geral de Justiça, enviado pelo Ofício n 284/ 07, que altera dispositivos da LC n 13/91 e dá outras providências. ORDINÁRIA 2ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI N 106/07, de autoria do Senhor Deputado Pavão Filho, que dispõe sobre a Política Estadual de Incentivo do Turismo e dá outras providências. 2. PROJETO DE LEI N 107/07, de autoria da Senhora Deputada Helena Barros Heluy, que dá nova redação aos artigos 3 e 4 da Lei n 7.806, de 26 de dezembro de 2002. 3. PROJETO DE LEI N 108/07, de autoria do Senhor Deputado Ricardo Murad, que considera de utilidade pública a Liga Independente do Bumba Meu Boi do Maranhão LIBMA. ORDINÁRIA 4ª E ÚLTIMA SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI N 104/07, de autoria do Senhor Deputado Edivaldo Holanda, que dispõe sobre a obrigatoriedade das escolas da rede pública estadual funcionarem nas férias e nos fins de semana. 2. PROJETO DE LEI N 105/07, de autoria do Senhor Deputado Victor Mendes, que considera de utilidade pública a Associação dos Produtores Rurais do Povoado Bem-Fica Santa Helena/MA. SECRETARIA GERAL DA MESA DO PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO, em 29.05.2007. Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sexta Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada vinte e nove de maio de dois mil e sete. Presidente, em exercício, Senhor Deputado Pavão Filho. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Rubens Pereira Júnior. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Valdinar Barros. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Alberto Franco, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, César Pires, Cleide Coutinho, Edivaldo Holanda, Eliziane Gama, Fátima Vieira, Francisco

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 5 Gomes, Fufuca, Graça Paz, Graciete Lisboa, Helena Barros Heluy, Hélio Soares, João Batista, João Evangelista, Joaquim Nagib Haickel, Jura Filho, Marcos Caldas, Maura Jorge, Mauro Jorge, Max Barros, Nonato Aragão, Paulo Neto, Pavão Filho, Pedro Veloso, Penaldon Jorge, Raimundo Cutrim, Ricardo Murad, Rigo Teles, Rubens Pereira Júnior, Soliney Silva, Stênio Rezende, Valdinar Barros e Victor Mendes. Ausentes: Antônio Bacelar (com justificativa - 2º do artigo 69 do Regimento) Carlos Filho, José Lima e Marcelo Tavares. I ABERTURA. PAVÃO FILHO - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. PAVÃO FILHO - Com a palavra, o Senhor Segundo Secretário para fazer a leitura do texto bíblico e do resumo da Ata da Sessão anterior. O SENHOR SEGUNDO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO VALDINAR BARROS (lê texto bíblico e Ata) - Ata lida Senhor Presidente. PAVÃO FILHO - Ata lida e considerada aprovada. Esta presidência quer informar aos senhores e as senhoras deputados que devido a problemas no sistema de informática que interliga computadores da Taquigrafia, o Diário Oficial de hoje não contém os pronunciamentos dos senhores deputados ocorridos ontem na Sessão Ordinária, as proposições e demais documentos lidos no Expediente da Sessão de 29 de maio em curso estão publicados normalmente, as falhas acontecidas já estão sendo sanadas e os pronunciamentos ontem proferidos serão publicados no Diário Oficial de amanhã, dia 30 de maio, serão publicados todos os discursos da sessão de ontem. PAVÃO FILHO - Com a palavra, o Senhor Primeiro Secretário para fazer a leitura do Expediente. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - (lê expediente). II EXPEDIENTE. MENSAGEM N.º 038/2007 Senhor Presidente, São Luís, 21 de maio de 2007. Nos termos do 1º do art. 42 da Constituição Estadual, submeto à apreciação de Vossa Excelência e dos seus ilustres pares a Medida Provisória nº 021, de 17 de maio de 2007, devidamente publicada, acompanhada da Exposição de Motivos n 005/2007-GAB/SEAPS, de 17 de maio de 2007, que levou o Governo do Estado a adotá-la. Atenciosamente, JACKSON LAGO Governador do Estado EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS N 005 /2007-GAB/SEAPS A Sua Excelência o Senhor JACKSON KLEPER LAGO Governador do Estado do Maranhão São Luís, 17 de maio de 2007. NESTA Senhor Governador, Submeto à deliberação de Vossa Excelência, o anexo Projeto de Medida Provisória, que tem por fim a consolidação do regime do subsídio aplicado aos servidores do Poder Executivo do Estado do Maranhão. A relevância pública para que se adote o texto da medida provisória em questão se refere à necessidade de intervir na composição da remuneração dos servidores e contratados, observando a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade das funções desempenhadas e as suas peculiaridades. O uso do instituto da medida provisória está relacionado à urgência de possibilitar a concretização das definições nela tratadas, inadiáveis à consecução do interesse público e da normalidade da prestação de serviços públicos. Nesse contexto, fica evidentemente patente a relevância e urgência indispensáveis da presente Medida Provisória, na forma contida no 1º do art. 42 da Constituição Estadual. Respeitosamente, MARIA HELENA NUNES CASTRO Secretária de Estado da Administração e Previdência Social MEDIDA PROVISÓRIA Nº 021, DE 17 DE MAIO DE 2007. Altera dispositivos das Leis nºs 6.107, de 27 de julho de 1994, 6.513, de 30 de novembro de 1995, 6.915, de 11 de abril de 1997 e 8.592, de 27 de abril de 2007, e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO MARANHÃO, no uso da atribuição que lhe confere o 1º do art. 42 da Constituição Estadual, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: Art. 1º O art. 68-A da Lei nº 6.107, de 27 de julho de 1994, acrescentado pela Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 68-A. O vale-transporte do Poder Executivo será custeado pelo servidor e pelo Estado em conformidade com os critérios definidos em regulamento. (NR) Art. 2º Fica acrescido o parágrafo único ao art. 104 da Lei nº 6.107, de 27 de julho de 1994, com a seguinte redação: Art. 104. (...) Parágrafo único. Ocorrendo motivo relevante, poderá ser ampliado o limite do horário previsto neste artigo, desde que haja concordância do funcionário e autorização do Chefe do Poder. Art. 3º O 2º do art. 7º da Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 7º (...) 2º O vencimento do pessoal contratado com base no inciso VII do art. 2º desta Lei, será fixado, pelo Poder Executivo, em importância não superior ao valor do subsídio do servidor efetivo, de início de carreira, das categorias correspondentes, previstas no Estatuto do Magistério de 1º e 2º Graus do Estado do Maranhão. (NR). Art. 4º O inciso II do art. 4º da Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, passa a vigorar com a seguinte redação, acrescentando-se ao artigo o inciso IV:

6 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 Art. 4º (...) II - doze meses, nos casos dos incisos III e VIII do art. 2º (NR); IV - até dois anos, nos casos dos incisos IV e VII do art. 2º. Art. 5º Os 3º e 4º do art. 2º da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, passam a vigorar com a seguinte redação: Art. 2º (...) 3º Os servidores do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus que após a vigência desta Lei, venham a obter certificados ou títulos de curso de atualização, aperfeiçoamento ou reciclagem, especialização em nível de pósgraduação, mestrado e doutorado, na área de Educação ou Formação receberão, como vantagem de caráter pessoal, o valor correspondente à gratificação de titulação paga aos servidores já titulados, de idêntica referência e titulação, ficando sujeito apenas aos índices gerais de reajuste. 4º Os servidores do Grupo Ocupacional Magistério Superior que, após a vigência desta Lei, venham a obter certificados ou títulos de doutor, livre-docente, mestre e curso de especialização na área de conhecimento do departamento no qual o professor se encontra lotado, receberão, como vantagem de caráter pessoal, o valor correspondente à gratificação de incentivo profissional paga aos servidores já titulados, de idêntica referência e titulação, ficando sujeito apenas aos índices gerais de reajuste. ( NR) na mesma base de cálculo vigente à data anterior à publicação da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007. Art. 15. Fica vedada a cessão dos servidores integrantes do Grupo Ocupacional - Auditoria Geral. Parágrafo único. Excetua-se do disposto do caput deste artigo a cessão para a Casa Civil. Art. 16. O auxílio-alimentação de que trata a Lei Estadual nº 8.432, de 28 de junho de 2006, será pago no valor mensal de até R$ 164,00 (cento e sessenta e quatro reais) aos servidores ocupantes dos cargos de Perito Criminalístico, Médico-Legista, Odontólogo-Legista, Farmacêutico-Legista, Toxicologista, Comissário de Polícia, Agente de Polícia, Escrivão de Polícia, Perito Criminalístico Auxiliar, Auxiliar de Legista, Agentes Penitenciários e Inspetores Penitenciários. Art. 17. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 20, de 11 de maio de 2007. Art. 18. As despesas decorrentes da execução da presente Medida Provisória correrão à conta de créditos orçamentários próprios. Art. 19. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 1º de abril de 2007. Art. 20. Ficam revogados os arts. 21 e 22 da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, os arts. 9º, 23, 24, 25, 26 e 27 da Lei nº 8.593, de 27 de abril de 2007, e a Medida Provisória nº 20, de 11 de maio de 2007. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO, EM SÃO LUÍS, 17 DE MAIO DE 2007, 186º DA INDEPENDÊNCIA E 119º DA REPÚBLICA. Art. 6º O art. 15 da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, passa a vigorar, acrescido do 3º, com a seguinte redação: Art. 15. (...) 3º Excetua-se do disposto no caput deste artigo a cessão para o exercício de cargo em comissão de Secretário de Estado ou cargo equivalente, Secretário-Adjunto, Presidente ou Diretor de Autarquia, de Fundação, de Empresa Pública ou de Sociedade de Economia Mista Estadual. Art. 7º Será pago o adicional pelo exercício de atividades insalubres e perigosas, de acordo com os mesmos valores praticados no mês de março de 2007. Art. 8º O servidor efetivo que fazia jus à gratificação pela execução de trabalho técnico-científico antes da vigência da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, receberá uma retribuição financeira temporária, nos meses de abril, maio e junho, igual ao valor recebido anteriormente. Art. 9º Será paga nos meses de maio e junho de 2007 retribuição financeira temporária, correspondente ao valor do mês de março de 2007 da gratificação por condição especial de trabalho, aos servidores efetivos que comprovadamente fizeram jus àquela gratificação. Art. 10. A indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 8.591, de 27 de abril de 2007, será paga nos valores constantes do Anexo desta Medida Provisória. Art. 11. Fica acrescentado o art. 66-A à Lei nº 6.513, de 30 de novembro de 1995, com a seguinte redação: MENSAGEM N.º 39/2007 Senhor Presidente, São Luís, 28 de maio de 2007 Art. 66-A. O policial-militar inativo receberá proventos. Art. 12. O militar que fazia jus à substituição por exercício de cargo ou comissão, que, em virtude da Lei nº 8.591, de 27 de abril de 2007, recebeu valor inferior ao que vinha recebendo, receberá uma complementação temporária igual ao valor da diferença encontrada, enquanto durar a substituição. Art. 13. Ficam restabelecidos os efeitos da Lei nº 8.592, de 27 de abril de 2007, quanto ao Grupo Ocupacional Atividades Penitenciárias. Art. 14. Até que sobrevenha regulamentação específica, os servidores estaduais do Poder Executivo custearão o vale-transporte, Tenho a honra de submeter à apreciação dessa augusta Assembléia o incluso projeto de lei que cria a Secretaria de Estado da Comunicação Social - SECOM, como órgão integrante da Governadoria e que terá por finalidade básica o assessoramento direto e indireto ao Governador do Estado quanto ao planejamento, à organização e ao controle da política de comunicação social do Poder Executivo. A criação desse órgão é algo que se faz necessário e indispensável à implementação mais efetiva de uma política de comunicação, como fator de integração dos órgãos do Estado, entidades e a sociedade. Na visão deste Governo, não há como pensar em comunicação sem levar-se em conta o interesse público, e a criação da SECOM visa,

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 7 necessariamente, uma comunicação voltada para a comunidade maranhense como um todo, numa perspectiva de democracia e de inclusão social. A Secretaria cuja criação se propõe certamente possibilitará, ainda, um planejamento integrado de comunicação oficial, com enfoques sobre a saúde, a educação, a cultura, o turismo, a produção do setor primário, a indústria e o comércio, o esporte, a segurança, enfim, sobre todas as áreas de ação do Governo do Estado. Por último, há de se levar em conta que a comunicação não deve ser vista apenas como um meio de divulgação de matérias e propagandas. Cabe a ela, prioritariamente, ser instrumento de aproximação entre a sociedade e o governo. Com estes argumentos, que acredito suficientes para justificar as razões do projeto em apreço, minha expectativa é de que ele tenha a boa acolhida de Vossa Excelência e a necessária aprovação do douto Plenário do Poder Legislativo Estadual. Valho-me de mais esta oportunidade para reiterar a Vossa Excelência e aos seus ilustres pares a expressão do meu apreço e elevada consideração. JACKSON LAGO Governador do Estado PROJETO DE LEI N.º 109/07 Dispõe sobre a criação da Secretaria de Estado da Comunicação Social e dá outras providências. Art. 1 Fica criada, nos termos desta Lei, a Secretaria de Estado da Comunicação Social, como órgão integrante da Governadoria, com a finalidade de assessorar direta e indiretamente o Governador do Estado no planejamento, organização e controle da política de comunicação social do Poder Executivo. Art. 2 Os servidores ocupantes de cargos efetivos lotados na Assessoria de Comunicação Social da estrutura da Casa Civil ficam redistribuídos, com os seus respectivos cargos, para a Secretaria de Estado da Comunicação Social. Art. 3 O art. 7 da Lei Estadual n 8.559, de 28 de dezembro de 2006, passa a vigorar acrescido do inciso XXVI, com a seguinte redação: Art. 7 (...) XXVI - Secretaria de Estado da Comunicação Social. Art.4 O parágrafo único do art. 16 da Lei Estadual nº 8.559, de 28 de dezembro de 2006, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 16. (...) Parágrafo único. O Secretário-Chefe da Casa Civil, o Procurador-Geral do Estado, o Defensor-Geral do Estado, o Corregedor-Geral do Estado, o Auditor-Geral do Estado, o Chefe da Assessoria de Programas Especiais, o Secretário- Chefe do Gabinete do Governador, o Secretário-Chefe do Gabinete Militar e os Secretários de Estado Extraordinários são do mesmo nível hierárquico e gozam das mesmas prerrogativas e vencimentos de Secretário de Estado. Art. 5 O caput do art. 17 da Lei Estadual nº 8.559, de 28 de dezembro de 2006, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 17. A Governadoria é constituída pela Casa Civil, Secretaria de Estado da Articulação Política, Secretaria de Estado da Comunicação Social e Procuradoria-Geral do Estado. Art.6 O art. 18 da Lei Estadual n 8.559, de 28 de dezembro de 2006, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 18. A Casa Civil tem por finalidade assistir direta e imediatamente o Governador do Estado no desempenho de suas atribuições, especialmente na coordenação e integração das ações do Governo, nos atos de gestão dos negócios públicos, na avaliação e monitoramento da ação governamental e da gestão dos órgãos e entidades da administração pública estadual, a coordenação da ação militar do Governo, de atividades de promoção de eventos e programas especiais, cerimonial público, representação governamental e de administração interna da Casa Civil, articulando com os órgãos da estrutura governamental e instâncias externas ao Poder Executivo. Art. 7º O Poder Executivo disporá, em decreto, sobre a estrutura, quadro de cargos em comissão, com as respectivas competências e atribuições, da Secretaria de Estado da Comunicação Social. Art.8 Fica o Poder Executivo autorizado a remanejar, transpor, transferir ou utilizar as dotações orçamentárias, aprovadas na Lei Orçamentária de 2007, em favor da Secretaria de Estado da Comunicação Social, mantida a mesma classificação funcional--programática, expressa por categoria de programação em seu menor nível, conforme definida no art. 4, 3 da Lei nº 8.436, de 19 de julho de 2006, inclusive os títulos, descritores, metas e objetivos, assim como o respectivo detalhamento por esfera orçamentária, grupos de despesa, fontes de recursos, modalidades de aplicação e identificadores de uso. Art. 9 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PROJETO DE LEI Nº 110 / 07 Cria o Selo de Responsabilidade Social Estadual. Artigo 1º - Fica criado o Selo de Responsabilidade Social Estadual. Artigo 2º - O objetivo desta lei é incentivar as organizações que atuam no Estado do Maranhão e que estão cumprindo sua função social para que sejam produtivas, preservem o meio ambiente, respeitem a concorrência e cumpram as obrigações trabalhistas de todo o seu quadro funcional. Artigo 3º - O Selo de Responsabilidade Social Estadual, dispositivo que atesta a produtividade empresarial e a qualidade do que nela é produzido, tem entre suas funções: I - incentivar a empresa a utilizar técnicas de conservação ambiental com base na legislação vigente; II - orientar o empresário a produzir com qualidade e competitividade, acompanhando as modernas técnicas da globalização; III - educar o empresário quanto à necessidade de conciliar técnicas ambientalistas na produção industrial; IV - aperfeiçoar os mecanismos de desenvolvimento sustentável; V - incrementar a participação da sociedade no orçamento cooperativo, visando a alocação de maior volume de recursos financeiros nos processos de proteção ambiental; VI- estimular o empresariado para o cumprimento da função social da propriedade e das obrigações trabalhistas de seu corpo funcional; VII- conscientizar a organização para que evite gerenciar práticas que visem ao monopólio, oligopólio, dumpings, bem como a formação de trustes e cartéis; VIII - incentivar as organizações a adotarem conduta ética adequada ao cumprimento dos contratos com clientes e fornecedores; IX- valorizar as empresas que desenvolvam ambientes de trabalho adequados aos seus funcionários e incentivam a participação deles nos lucros e resultados. Art. 4º - Os empresários interessados em participar do programa, sejam pessoas físicas, sejam jurídicas, deverão se inscrever no

8 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 órgão indicado em decreto do Poder Executivo. Art. 5º - O Poder Executivo, mediante decreto, indicará o órgão ou entidade competente para fiscalizar o cumprimento desta lei e promover ampla divulgação de seu programa. Parágrafo único - As normas e as condições para habilitação, execução e operacionalização do Selo de Responsabilidade Social Estadual serão baixadas pelo órgão ou entidade indicados na forma disposto no caput deste artigo, atendidas as regras do decreto regulamentador. Art. 6º - Os empresários selecionados e aprovados no Programa do Selo de Responsabilidade Social Estadual terão prioridade no financiamento para investimento e custeio na sua propriedade. Parágrafo único - Os empresários agraciados receberão, ainda, o Certificado Selo de Responsabilidade Social Estadual, conferido pelo órgão ou entidade indicados na forma do art. 5º desta lei. Art. 7º - As despesas decorrentes da execução desta lei serão custeadas mediante a arrecadação de contribuições voluntárias dos empresários interessados em participar do programa. Parágrafo único - O Poder Executivo poderá consignar recursos orçamentários para o custeio das despesas decorrentes da execução desta lei. Art. 8º - Esta lei será regulamentada pelo Poder Executivo no prazo de noventa dias contados de sua publicação. Art. 9º - Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação, produzindo efeitos após a regulamentação de que trata o art. 8º. Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís (MA), 10 de abril de 2.007. - João Batista - DEPUTADO ESTADUAL JUSTIFICATIVA Responsabilidade social compreende todas as ações que vislumbram o compromisso ético da empresa com o meio no qual está inserida, junto aos stakeholders 1 de acordo com os seus valores, normas, regulamentos, cultura e missão estratégica, num processo contínuo de interdependência entre as partes coadjuvantes, por meio de ações que gerem impactos significativos à comunidade. Algumas ações caracterizam a responsabilidade social da organização, cite-se: desenvolvimento econômico, social, tecnológico e cultural da comunidade da qual faz parte; preservação do meio ambiente; comunicação baseada na transparência e nos valores direcionados ao público interno e externo; desenvolvimento do ambiente de trabalho; estabelecimento de políticas dignas e justas aos funcionários; direcionamento dos mecanismos de satisfação aos clientes; retorno adequado aos acionistas e tratamentos integrado aos interesses de outros stakeholders. Devemos nos ater à questão de que a responsabilidade social não deva ser vista como um investimento isolado da organização, pois seu conceito é bem mais amplo, bem como seus problemas devem ser estudados dado sua abrangência geral. É o investimento social condicionado a todas as atividades empresariais. Toda empresa, seja ela pequena, média ou de grande porte, exerce influência significativa na formação de valores empresarias, na idealização de novas teorias e na vida das pessoas. Contudo, as ações transformadoras não são totalmente referenciadas ao poder econômico, e sim calcada na importância dos preceitos éticos, ou seja, no conjunto de princípios e valores que norteiam as ações nas diversas relações empresariais. Nesse contexto, surge a necessidade de um novo comportamento, na medida em que o mesmo gera vantagem competitiva perante os seus concorrentes, dando um outro sentido (concreto) à vida social, através de ações que provocam mudanças positivas na comunidade. As atividades devem ser feitas de forma honesta, consistente, não meramente considerada um marketing empresarial. A ação social efetiva não deve apenas incrementar a imagem corporativa e sim gerar o direcionamento de suas políticas visando redefinir os paradigmas do desenvolvimento socioeconômico, como impacto social que requer a participação do Estado, do mercado e da sociedade civil. Dimensões da realidade em que os princípios da responsabilidade social estão inseridos: I - Valores e transparência: as pessoas, como o diferencial de uma organização, devem ser valorizadas e motivadas a fim de se obter a coesão interna alinhada aos objetivos da organização. O tratamento dos funcionários com dignidade, responsabilidade e liberdade de iniciativa, deve-se em grande parte à cultura da empresa. Os instrumentos de diálogo e participação, respeito ao indivíduo e ao trabalhador, bem como a participação nos lucros e resultados é uma forma de reconhecimento da contribuição dos funcionários para o desempenho da empresa, que conduz ao cerne da motivação, do envolvimento e do comprometimento. A responsabilidade social com seu público interno gera maior produtividade, bem como melhor uso dos recursos humanos, materiais e tecnológicos, gerando a melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. II - Comunidade: o trabalho social desenvolvido na comunidade cuja empresa está situada, através da promoção de infra-estrutura adequada e disponibilidade de aquisição de mão-de-obra é uma prioridade da administração socialmente responsável, que, além de gerenciar o impacto da sua atividade produtiva, deve manter um bom relacionamento com as organizações que atuam nas áreas circunvizinhas, mediante apoio em projetos de infra-estrutura e de serviços comunitários voltados à população carente, visando a melhoria de áreas críticas como economia, educação, saúde e trabalho. Outra forma da empresa atuar na comunidade é por meio do trabalho voluntário, ou seja, a disponibilização de seus funcionários em projetos sociais que ofereçam oportunidades para o exercício da cidadania. III - Fornecedores: ressalte-se a cobrança por parte da organização socialmente responsável, de conduta ética adequada ao cumprimento de contratos, bem como no relacionamento com os parceiros estratégicos da cadeia produtiva. A organização deve criar mecanismos que incentivem a adoção da prática socialmente responsável pelos fornecedores, respeitando-se o cumprimento de padrões de proteção ambiental e de segurança. IV - Acionistas, proprietários e investidores: o centro da questão refere-se aos princípios com que a organização deve divulgar os resultados alcançados, de forma transparente e correta para seus acionistas. Em contrapartida, os valores da boa reputação da empresa, dos acionistas e dos proprietários devem estar associados a uma conduta positiva perante a sociedade em geral, baseada em valores morais e no respeito aos direitos dos seres humanos. V - Governo: corresponde a parceria entre a iniciativa privada e o Estado para que seja feito um trabalho com a finalidade de reduzir a complexidade dos problemas sociais. Deve-se adotar uma postura de caráter coletivo, cujos recursos mobilizados devam ser direcionados com o objetivo precípuo de produzir resultados mais eficazes em períodos de tempos relativamente curtos. VI - Concorrentes: a organização deve atuar sempre evitando gerenciar práticas que visem o monopólio, oligopólio, dumpings 2, bem como a formação de trustes e cartéis, com vistas à valorização da livre concorrência no segmento de mercado em que atua. VII - Clientes: a organização socialmente responsável deve desenvolver produtos e serviços confiáveis, que não sejam prejudiciais e nem provoquem expectativas excessivas aos seus usuários e à sociedade, ou seja, que contenham os princípios de responsabilidade, confiabilidade, segurança e empatia. VIII - Meio Ambiente: busca-se em uma empresa ambientalmente responsável, minimizar os impactos negativos nos procedimentos de entrada e saída do processo produtivo, bem como definir as compensações à natureza, visando a criação do conceito de responsabilidade frente às gerações futuras. A vigência do presente projeto de lei, com a outorga do Selo de Responsabilidade Social Estadual, certamente estimulará os empresários que obedecem a legislação vigente e utilizam modernas técnicas de administração, melhorando a qualidade e competitividade da sua ativi-

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 9 dade fim, através de uma ferramenta que agracie as organizações que desenvolvem atividades sociais consistentes e que gerem impactos significativos nas comunidades onde atuam. Desta Forma, proponho aos meus ilustres Pares a apreciação do presente projeto de lei, esperando a sua aprovação em benefício do cidadão maranhense. (1) Stakeholder = parte interessada ou interveniente, referese a todos os envolvidos em um processo, por exemplo, clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, comunidade (2) Dumping = é uma prática comercial, geralmente desleal, que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos por preços extraordinariamente baixos (muitas vezes com preços de venda inferiores ao preço de custo) em outro, por um tempo, visando prejudicar e eliminar a concorrência local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando comprovado. Esta técnica é utilizada pelos Npi asiáticos como forma de ganhar quotas de mercado. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís (MA), 29 de maio de 2.007. - João Batista - DEPUTADO ESTADUAL. PROJETO DE LEI Nº 111 / 07 Considera de Utilidade Pública o GRUPO AMI- GOS SOLIDÁRIOS-GAS, com sede e foro no município de São Luís (MA). Art. 1 - Fica reconhecida como entidade estadual de Utilidade Pública, o Grupo Amigos Solidários-GAS, com sede e foro na cidade de São Luís, Estado do Maranhão. Art. 2 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Art. 3 - Revogam-se as disposições em contrário. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 24 de maio de 2007. - Maura Jorge - Deputada Estadual. Senhor Presidente: REQUERIMENTO N º 245 / 07 Nos termos do que dispõe o Regimento Interno da Assembléia Legislativa, requeiro a inserção nos Anais da Casa e a publicação no Diário da Assembléia do artigo do Senador José Sarney, publicado no Jornal O Estado do Maranhão, edição de 27 de maio do ano em curso, intitulado Perplexidade e Decepção, em anexo. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 28 de maio de 2007. Victor Mendes Deputado Estadual. NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMEN- TO NA ORDEM DO DIA. 30.05.07 EM: 29.05.07 Senhor Presidente: REQUERIMENTO Nº 247 / 07 Nos termos do art. 175 4º, requeiro a V. Exa., que após ouvido o Plenário, seja submetido a deliberação do Plenário o parecer nº 118/2007, ao Projeto de Lei n 076/2007, oriundo da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final. PLENARIO DEPUTADO GERVASIO SANTOS DO PALACIO MANOEL BEQUIMÃO, em 28 de maio de 2007. JOSE LIMA Deputado Estadual. NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMEN- TO NA ORDEM DO DIA. 30.05.07 EM: 29.05.07 Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 589 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, após ouvida a Mesa, seja encaminhado ao Exmo. Sr. Jackson Lago, Governador do Estado, a presente indicação, solicitando que seja incluída como obra prioritária da Secretaria de Estado de Infra-estrutura para este ano, a construção de uma ponte sobre o Rio Pericumã, ligando os municípios de Bequimão a Central do Maranhão. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 28 de maio de 2007.- Francisco Gomes - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 590 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, após ouvida a Mesa, seja encaminhado ao Exmo. Sr. Jackson Lago, Governador do Estado, a presente indicação, solicitando a inclusão no Plano de Metas, a distribuição de 2.000 cadeiras de rodas para Pessoas Portadoras de Deficiência Física em todo Estado. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 28 de maio de 2007.- Francisco Gomes - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 591 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, após ouvida a Mesa, seja encaminhado ao Exmo. Sr. Jackson Lago, Governador do Estado, a presente indicação, solicitando que seja incluída como obra prioritária da Secretaria de Estado de Infra-estrutura para este ano, a recuperação de trecho de 22 Km da estrada estadual MA 006, entre Ponta Branca e Piranã, do Município de Pinheiro, que encontra-se totalmente danificada. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 28 de maio de 2007.- Francisco Gomes - Deputado Estadual NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 592 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, após ouvida a Mesa, seja encaminhado ao Exmo. Sr. Jackson Lago, Governador do Estado, a presente indicação, solicitando a inclusão no Plano de Metas do Governo do Estado (Setor de Cultura Publicação de Obras) do livro História de um Professor de Aldeia de autoria do Padre Astolfo Serra.

10 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão, em 28 de maio de 2007.- Francisco Gomes - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº. 593 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado oficio ao Sr. Luís Adriel Neto, Coordenador Estadual do Programa Luz Para Todos no Maranhão, solicitando a implantação dos serviços de eletrificação rural nos povoados Ingá, Gaurimã e Jibóia, situados na fronteira do Município de Anapurus às margens do Rio Preto, a 6 (seis) quilômetros aproximadamente da rede de alta tensão localizada no povoado Carnaúba. O atendimento da presente solicitação beneficiará média de 95 (noventa e cinco) famílias com extrema necessidade de acesso a esse serviço de grande dimensão social, indispensável à integração e bem estar do indivíduo, significando inclusão social dos moradores, desenvolvimento e beneficiamento da atividade agrícola como principal fonte de renda dos citados povoados, possibilitando ainda, a geração de emprego e renda familiar e conseqüente melhoria na qualidade de vida. Assembléia Legislativa do Maranhão, em 24 de maio de 2007. - Marcos Caldas - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº. 594 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado expediente ao Dr. Lourenço Vieira da Silva, Secretário Estadual de Educação, solicitando-lhe a implantação de uma Escola de Ensino Médio no Povoado Palestina situado no município de brejo-ma. O citado povoado possui uma população de aproximadamente 1500 (mil e quinhentos) habitantes e conta há 18 (dezoito) anos com apenas uma escola para docentes do Ensino Fundamental, situação que impõe a necessidade de deslocamento daqueles jovens que procuram o ensino médio, ao município de Brejo ou de Anapurus-MA, objetivando garantir a continuidade dos estudos. Ressalta-se que, sendo a maioria desses jovens oriundos de famílias de baixa renda, e portanto, dependentes de transportes escolares das Prefeituras, que normalmente têm incompatibilidade de horários e ainda alegam ser o ensino médio da inteira responsabilidade do Estado, quase sempre esses jovens ficam impossibilitados de darem continuidade aos estudos. Ante ao exposto, a viabilização dessa modalidade de ensino aos alunos que não dispõem de recursos financeiros, do povoado Palestina e demais povoados circunvizinhos, é uma medida de justiça e inclusão social de grande alcance. Assembléia Legislativa do Maranhão, em 24 de maio de 2007. - Marcos Caldas - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 595 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência, que depois de ouvida a Mesa, seja enviado expediente ao Gerente das Relações Institucionais da OI TELEMAR Norte Leste S/A, Sr. Bernardino Temponi Campos, solicitando providências no sentido de instalar telefone público TUP (orelhão) nos povoados MATA DE ZÉ ROBERTO, TABOCAL, BEBE-FUMO, BEM POSTA, ENTRE RIOS, SAO ROMAO, RIO DO MEIO, CEBOLAL, CACAL, P. A. FAZENDA CANTA GALO, PIMENTINHA, ALTO VERDE, P. A. SANTA MARIA, todos do Município de Presidente Sarney-MA. Justifica-se o pleito, considerando que os moradores dos povoados acima mencionados encontram-se sem esse importante canal de comunicação, causando grandes prejuízos e transtornos aos habitantes dessas comunidades. É de extrema necessidade o concerto do referido sistema, o que facilitará a todos a imediata comunicação sobre assuntos de seus interesses cotidianos. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manuel Bequimão em 29 de maio de 2007. - PENALDON JORGE - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 596 / 07 Na forma Regimental requeiro a Vossa Excelência que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado expediente ao Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA, o Sr. Raimundo Monteiro, providências no sentido de construir um COMPLEXO EDUCACIONAL com 06 (seis0 salas e uma quadra poli esportiva no PA-FLORESTAL Povoado Portão, Município de Governador Nunes Freire, neste Estado. Justifica-se tal solicitação pelo fato de se tratar de uma obra de extrema necessidade, pois os estudantes e a comunidade em geral da localidade permanentemente reivindicam uma escola de qualidade com espaço para praticas esportivas e outras atividades que contribuam para promoção do desenvolvimento da educação na comunidade. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manuel Bequimão em 29 de maio de 2007. - PENALDON JORGE - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 597 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência, que depois de ouvida a Mesa, seja enviado expediente ao Gerente das Relações Institucionais da OI TELEMAR Norte Leste S/A, Sr. Bernardino Temponi Campos, solicitando providências no sentido de instalar telefone público TUP (orelhão) no hospital SÃO CARLO na sede do município de Presidente Sarney-MA. Justifica-se o pleito tendo em vista que já foram feitas várias solicitações pela Diretoria do referido Hospital e até a presente data ainda não foi atendida, pois um telefone público (Orelhão) nesse local será de valia para a população sarneyense.. Plenário Deputado Gervásio Santos do Palácio Manuel Bequimão em 29 de maio de 2007. - PENALDON JORGE - Deputado Estadual. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 11 Senhor Presidente INDICAÇÃO Nº 598 / 07 Na forma regimental requeiro a V. Exa. que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado ofício à direção da Amazônia Celular no Maranhão, solicitando a instalação de uma torre para telefonia celular no Município de Sítio Novo neste Estado, a fim de permitir que os moradores dessa cidade tenham acesso a esse importante sistema de comunicação móvel. É importante destacar que o telefone celular é o meio mais importante do mundo globalizado, visto permitir contato de qualquer local e a qualquer momento, por este motivo é que solicitamos o presente benefício a fim integrar a cidade de Sítio Novo na globalização mundial. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO MARANHÃO, 28 de maio de 2007. - RIGO TELES - Deputado Estadual NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente INDICAÇÃO Nº 599 / 07 Na forma regimental requeiro a V. Exa. que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado ofício à direção da Amazônia Celular no Maranhão, solicitando a instalação de uma torre para telefonia celular no Município de Mirador neste Estado, a fim de permitir que os moradores dessa cidade tenham acesso a esse importante sistema de comunicação móvel. É importante destacar que o telefone celular é o meio mais importante do mundo globalizado, visto permitir contato de qualquer local e a qualquer momento, por este motivo é que solicitamos o presente benefício a fim integrar a cidade de Mirador na globalização mundial. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO MARANHÃO, 28 de maio de 2007. - RIGO TELES - Deputado Estadual NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 600 / 07 Na forma do disposto no Regimento Interno deste Parlamento, requeiro a V. Exa., que após ouvida a Mesa, seja encaminhado ofício ao Exm.º Sr. Prefeito Municipal de São Luis, Dr. Tadeu Palácio, solicitando providências no sentido de determinar ao Secretário Municipal de Serviços Urbanos, Dr. Carlos Rogério Santos Araújo, realizar estudos técnicos no sentido de concluir o asfaltamento da Rua da Paz, via de acesso dos moradores dos residenciais Divino, Cais da Sagração e Pedra Caída, no bairro ANGELIM, haja vista, que a referida rua está em péssima condição de tráfego, causando permanentes transtornos aos seus moradores. Portanto, solicito sua especial atenção, no sentido de determinar a recuperação da referida rua, atendendo as permanentes reivindicações da comunidade. Plenário Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão. São Luís, 28 de maio de 2007.- PAVÃO FILHO - Deputado Estadual - PDT - 1º Vice-Presidente. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 601 / 07 Na forma regimental, requeiro a Vossa Excelência que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado Oficio ao Ilustríssimo Senhor Doutor Rubem Brito, Presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão CAEMA, solicitando providências no sentido de mandar estender rede de esgoto as ruas do Bairro da Aurora, localizado na área do Anil. A rede deverá descer pela Rua da União que dista aproximadamente 300 m. da Avenida 16, onde passa a rede geral de esgoto daquela área. O Bairro da Aurora, um dos mais antigos de São Luis, com mais de 100 anos de existência, conta hoje com cerca de 5.000 famílias lá residentes. Apesar disso, nunca, o velho bairro da Aurora, recebeu os benefícios de saneamento e urbanização, a que tem direito os seus cidadãos. Justifica-se, assim, esta solicitação, a fim de que as centenas de moradores daquele bairro, possam a ter acesso à rede de coleta de esgoto, condição básica de saneamento, indispensável à melhoria de qualidade de vida daquela população. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 29 de maio de 2007. - Edivaldo Holanda - Deputado Estadual PTC. NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente: INDICAÇÃO N 602 / 07 Na forma regimental, requeiro a V. Exa. que após ouvido a mesa, seja encaminhado oficio ao Gerente de Relações Institucionais de Telemar Dr. Bernardinho Tempori solicitando a implantação do sistema de telefone publico(tup) em povoado no município de Arari nas localidades em anexo. Plenário Deputado Gervásio Santos, assembléia Legislativa do Estado do Maranhão 28 de maio de 2007. - MAURO JORGE - DEPUTADO ESTADUAL NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 603 / 07 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência que, depois de ouvido a Mesa, seja encaminhado ofício ao Prefeito de Itapecuru- Mirim Sr. Júnior Marreca, para que viabilize a pavimentação da Estrada do Povoado Mato Alagado, incluindo a construção de uma ponte na referida via. Nossa proposição visa resolver o grave problema de acesso àquele povoado durante o inverno, além da dificuldade de escoamento da produção agrícola, devido às precárias condições de tráfego na referida estrada. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, 28 de MAIO de 2007. - NONATO ARAGÃO - Deputado Estadual - PSL NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - Expediente lido, Senhor Presidente.

12 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 PAVÃO FILHO - Expediente lido à publicação. III - PEQUENO EXPEDIENTE. PAVÃO FILHO - Com a palavra o Senhor Deputado Rigo Teles. V. Exª. dispõe de cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO RIGO TELES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhores membros da Mesa, Senhoras e Senhores Deputados, galeria, imprensa. Hoje eu subo a tribuna, exatamente para homenagear a imprensa através do Jornal Pequeno. Com grande satisfação subo hoje a esta tribuna, para prestar uma merecida homenagem a um órgão de comunicação que faz hoje 56 anos de existência, trata-se do Jornal Pequeno, que ao completar mais de meio século de luta em defesa da justiça social, dos ideais políticos e do direito do cidadão, nos faz compreender que a luta valeu a pena e deve continuar. Nascido pelas mãos do saudoso Jornalista Ribamar Bogéa e de sua família, o Jornal Pequeno sempre foi a trincheira, que mantém vivo os ideais de liberdade do povo maranhense, e nessa trajetória jornalista puderam levar suas mensagens, ressaltando-se ainda as colunas mais famosas do jornalismo maranhense, destacando-se, Deputado Edivaldo Holanda, no cafezinho onde através do diálogo de dois personagens eram feitas denúncias e críticas ao mesmo tempo, também Língua de Trapo que apontava os escândalos e os desmandos das autoridades da época. A essa postura se agradava aos leitores causando grandes irritações nos chefes políticos, cuja reação ocasionou a depredação de suas oficinas a mando desses políticos, mas o ideal foi mais forte e hoje, O Jornal Pequeno é reconhecido e respeitado até mesmo por aqueles que não comungam com os ideais da liberdade de imprensa e da democracia. O Jornal Pequeno é uma leitura obrigatória, de milhares de maranhenses, até mesmo daqueles que residem em outros estados brasileiros ou no exterior, visto ser um formador de opinião responsável e consciente dos deveres e direitos dos cidadãos brasileiros. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Líder do Governo Deputado Edivaldo Holanda, essa nossa homenagem ao Jornal Pequeno, que temos conhecimento que foi um grande colaborador para mudança nesse Estado, foi um grande contribuinte, um grande formador de opiniões no mundo aos mais rincões, povoados, municípios do nosso Estado do Maranhão, levando simplesmente a verdade para que houvesse essa mudança, para que o Maranhão realmente tomasse o rumo certo, os rumos daqueles que escolheram os seus governantes, e um dos mais responsáveis formadores de opinião dentre outros, é o nosso querido Jornal Pequeno, é por isso Senhor Presidente, quero que minha fala seja registrada e encaminhada ao Jornal Pequeno e parabenizando por esse dia, hoje completando 56 anos e mais uma vez dizendo; foi um grande colaborador nas últimas eleições. Parabéns ao Jornal Pequeno, parabéns a família Bogéa. PAVÃO FILHO - Concedo a palavra ao Deputado Ricardo Murad por cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. Quero aproveitar Senhor Presidente, a presença do nosso querido Deputado João Evangelista para solicitar da Mesa e agora de maneira oficial, espero que a Mesa informe a liderança do bloco, as providências adotadas em relação ao não cumprimento pelos Secretários de Cultura, de obras e de saúde dos requerimentos de informações enviados pela Assembléia aprovados pelas suas comissões aos secretários. O silêncio da Mesa a não providência preocupa a oposição, as prerrogativas da Assembléia não podem deixar de ser cobradas por quem tem o direito e o dever de dirigir a Casa. Eu não posso fazer o papel da Mesa, mas também não posso ficar o ano inteiro aguardando providências que a Mesa deve tomar de ofícios. A Constituição é clara, o regimento é claro, indubitável, não cumpridos os prazos regimentais, trinta dias no caso de requerimento de formação, comete o secretário crime de responsabilidade, e a Mesa é quem tem que fazer a Mesa quem tem que promover as medidas necessárias à manutenção da prerrogativa da Assembléia. E esperamos, entra semana, sai semana e sempre com esse espírito de cooperação, mas eu acho que cabe agora mesmo uma atitude, uma decisão em relação a esse não atendimento, a essa desobediência, o nome certo é desobediência, e a Assembléia precisa tomar as providências e, quero agora aqui oficialmente requerer, quais são as providências que a Mesa vai tomar e espero sinceramente uma resposta imediata. Também quero Senhor Presidente, dizer que já passamos janeiro, fevereiro, março, abril, maio, entrando em junho, são quase seis meses, então todas as acomodações, todas as providências e protelamentos que se pudessem admitir em relação esse, aquele ou aquela providência já houve tempo suficiente para que o Governo pudesse cumprir aquilo que é a sua obrigação. Então eu tenho reiteradamente vindo a Tribuna, alertado a Mesa a respeito da necessidade das providências que o Regimento e a Constituição obrigam a Mesa a tomar e eu espero com toda a minha paciência, que a Mesa me informe as providências que adotou. A outra situação, Senhor Presidente, também que eu gostaria que a Mesa informasse a Casa é em relação à questão que envolve o Deputado Paulo Neto é uma decisão do nosso bloco, já que nós fomos aqui publicamente contra a suspensão do mandato de S. Exª. em razão da decisão do juiz, porque juiz de primeiro grau nenhum, pode suspender a atuação do mandato parlamentar, mas a Mesa precisa se pronunciar a respeito das providências necessárias ao envio para Casa, do processo que corre e tramita na justiça junto com o inquérito policial, para que a Comissão de Ética se pronuncie a respeito do que consta lá, em relação ao Deputado Paulo Neto, membro da nossa Assembléia. Então são essas duas situações que eu gostaria que a Mesa de forma clara e objetiva informasse a liderança da oposição. PAVÃO FILHO - No final do Pequeno Expediente, Deputado Ricardo, a Mesa informa a V. Exª. as providências que foram tomadas pela Mesa. No final do Pequeno Expediente para não atrapalhar os inscritos que estão aí. Deputados Max Barros, 5 minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO MAX BARROS (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Deputado Pavão Filho, Membros da Mesa, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, jornalistas aqui presentes, galeria. Senhor Presidente, neste momento de turbulência que nós vivemos na política nacional e particularmente na política do Maranhão, com notícias que entristecem a todos nós, eu venho a esta Tribuna para tratar de um assunto que foi uma bandeira minha, desde que entrei neste parlamento. E que eu acho que é um assunto da maior relevância para os moradores da Ilha de São Luís e que a não solução desse problema, tem causado grandes problemas fundiários da Ilha de São Luís. Prejuízo para a economia dos moradores da Ilha de São Luís e também para a classe empresarial de São Luís, e de São Luís eu falo aí da ilha, incluindo os quatro municípios: São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar e São Luís é a maneira como vem sendo cobrado os fóruns e a propriedade dos terrenos desta ilha, que por ser uma ilha costeira. Na Constituição foi colocado que é de propriedade da União, e por este fato, praticamente todos os moradores de São Luís não eram proprietários do terreno em que moravam e, além disso, tinham que pagar além do IPTU que todas as cidades pagam, os moradores das cidades pagam ao poder municipal tinham que pagar mais uma taxa, que é a taxa de aforamento para a união e isso era uma discriminação, a distinção que faziam com as ilhas costeiras. Senhor Presidente, foi criado uma Comissão Especial nessa Casa e a Assembléia Legislativa no Maranhão teve um papel importante para pressionar o Congresso Nacional, para que fosse aprovada a Emenda Constitucional nº. 46, que tirou as ilhas costeiras da propriedade da União. E o que aconteceu? Essa Emenda Constitucional que tirou as ilhas costeiras da propriedade da União não está sendo cumprida rigorosamente como deveria ser pelo departamento de patrimônio da União. Apenas, uma pe-

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 13 quena área da ilha de São Luís foi acatada pelo DPU como não sendo mais da União e essas pessoas, esses moradores desse terreno não pagaram mais foros e através da Emenda Constitucional que foi aprovada por esta Casa, a Constituição do Estado do Maranhão de minha autoria, as pessoas que moram nessas áreas poderão ser proprietárias do terreno onde moram, mas grande parte da ilha, como terrenos na área da Cohafuma, Vinhais, da Quintas do Calhau, do Cohaserma e vários terrenos de São Luís continuam pela interpretação errada do DPU, como sendo de propriedade da União e as pessoas não têm o direito de ter um registro em cartório dizendo que eles são proprietários do terreno e, além disso, eles têm que pagarem os foros e se vender o imóvel, além do imposto do município tem que pagar o laudêmio para a União, que é uma distorção, uma discriminação, um equivoco muito grande diante da máquina arrecadadora da União. Então, como a União, o Governo Federal através do DPU não vinha cumprindo na sua inteireza a Emenda Constitucional nº. 46. Eu fiz uma ação na Justiça Federal solicitando que a União corrigisse esse equivoco e que os moradores de São Luís não pagassem mais os foros e também esses terrenos deixassem de ser da União e passassem a ser do Estado, através da Emenda Constitucional que esta Casa aprovou, imediatamente passariam a ser das pessoas que já ocupam esses terrenos. Essa Emenda corre na Justiça Federal, o pedido de liminar aqui na Justiça Federal do Maranhão foi indeferido e ainda não foi julgado o mérito, embora já esteja tramitando há muito tempo na Justiça Federal. Mas, Senhor Presidente, a notícia alvissareira que eu queria trazer é que eu fiz essa representação à Justiça Federal e solicitei à Procuradoria Federal também que entrasse numa ação contra a União, e a notícia alvissareira que eu quero trazer é que, no Espírito Santo, a Procuradoria Federal entrou com uma ação também e a juíza Cláudia de Garcia Paula decidiu o seguinte: 01 - que a União Federal proceda de imediato o cancelamento dos registros desses imóveis como terreno de marinha; 02 a abstenção da cobrança de taxas de ocupação, foros e laudêmios sobre esses imóveis de Vitória do Espírito Santo. Então, o que diz a sentença? É que, além dos terrenos interiores, ela foi mais além, ela diz terrenos de marinha, aqueles que estão na orla marítima, depois da Emenda Constitucional nº. 46, também não são mais de propriedade da União. Isso é uma grande vitória da população de Vitória do Espírito Santo e nós esperamos que a Justiça Federal do Maranhão proceda como procedeu a juíza da Justiça Federal de Vitória e que também dê ganho de causa e interprete corretamente o artigo 46, da Constituição Federal, e que a Ilha de São Luís deixe de ser da União, que os moradores de São Luís tenham direito de ser proprietários do terreno em que moram e essas taxas nefastas, que são o foros, o laudêmio e a taxa de ocupação, deixem de ser cobradas para os moradores de São Luís. Muito obrigado, Senhor Presidente. O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO PAVÃO FI- LHO - Esta Presidência quer informar ao deputado Max Barros que todos nós estamos engajados na luta que V. Exª. defende. Com a palavra, o deputado Edivaldo Holanda. Cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, apenas dois registros. O primeiro quero fazer publicamente no que se refere a um pronunciamento meu, há cerca de três dias, quando, no calor das palavras no debate, eu pronunciei algumas palavras duras contra o meu colega o deputado Max Barros. Analisando o Diário da Assembléia, eu gostaria de, não só pedir perdão publicamente a esse companheiro elegante na tribuna, amigo, mas pedir que fossem retiradas, não sei se é possível, mas que sejam retiradas dos anais da Casa aquelas palavras pronunciadas em relação ao nosso companheiro Max Barros. Segundo me congratular com ele pela luta que já acompanho, deputado, há alguns anos, em defesa dos moradores da Ilha de São Luis. Essa bitributação que é feita pelo DPU e pela Prefeitura da capital. É lógico que a Prefeitura deve cobrar o imposto municipal porque é ela quem traz os benefícios para as ruas, para os bairros, para esta cidade. É preciso receber dos seus moradores a contrapartida para que possa continuar trabalhando em benefício dos moradores dessa nossa querida Ilha de São Luis, mas não é justo que o Departamento de Patrimônio da União continue cobrando laudêmios, taxas dos moradores desta cidade, fazendo com que muitos estejam hoje inclusive no Serasa, porque se recusam a pagar o que lhes é cobrado indevidamente contra a Constituição, contra os princípios do Código Tributário, municipal e nacional. Nós não podemos ser cobrados duas vezes pelo mesmo imposto como nós somos cobrados aqui na cidade de São Luís! E aos que se recusam um castigo: a inserção dos seus nomes em uma lista que mancha a reputação do contribuinte, do cidadão perante empresas de créditos, perante o comércio, perante bancos, perante a sociedade. Então, eu lia hoje, deputado Max Barros, e me lembrei de V.Exª. e da decisão da juíza de Vitória do Espírito Santo que foi uma decisão lúcida, justa, aplaudida e festejada pela população daquela ilha, irmã nossa. Por que a nossa Justiça Federal não faz o mesmo aqui? Nós apelamos também à Justiça Federal do nosso Estado para que algum juiz, a Procuradoria Federal faça o mesmo em defesa dos cidadãos da nossa querida cidade de São Luis. Eram essas as nossas palavras, Senhor Presidente, muito obrigado a V.Exª. Era essa a nossa homenagem também ao nosso deputado Max Barros. Obrigado. O SENHOR DEPUTADO MAX BARROS - Senhor Presidente, é uma questão de ordem. PAVÃO FILHO - Pela ordem V.Exª. pede? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - Pela Ordem! PAVÃO FILHO - Concedido a palavra a V.Exª. pela ordem! O SENHOR DEPUTADO MAX BARROS - Presidente, eu queria só registrar que são poucas as pessoas que reconhecem algum equívoco, que têm a humildade e a capacidade de pedir desculpas. Então, eu acho que isso mostra um gesto de grandeza do deputado Edivaldo Holanda e eu aceito perfeitamente o seu pedido de desculpas, o que mostra que ele é uma pessoa que realmente tem humildade e tem grandeza no seu espírito. Muito obrigado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Presidente, uma comunicação. PAVÃO FILHO - Concedo a palavra ao deputado Joaquim Haickel para fazer uma comunicação a esta Casa. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Comunicar que amanhã, às 8 horas da manhã, na sala das Comissões, a Comissão de Reforma do Regimento e da Constituição do Estado estará se reunindo com a Assessoria e com os consultores desta Casa para começar a trabalhar, a se debruçar em cima tanto da Constituição do Estado quanto do Regimento, para que a gente possa ter leis mais ágeis e mais aplicáveis na nossa Casa e no nosso Estado. PAVÃO FILHO - Parabéns à Comissão, deputado. A Mesa garante todas as condições necessárias para o profícuo trabalho da comissão. Concedo a palavra ao deputado Francisco Gomes por cinco minutos, sem direito a aparte. O SNEHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Senhoras e Senhores da galeria, da imprensa aqui presente. Senhor Presidente, nós não podemos, eu pessoalmente como servidor público, deixar esquecida a luta dos servidores públicos pelo resgate dos seus direitos conquistados ao longo de muito tempo e subtra-

14 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 ídos com a política salarial do governo. Vimos aqui a Medida Provisória nº. 20 e hoje está chegando a Medida Provisória nº. 21, ainda não lemos, mas que eu creio que trata do mesmo assunto da política salarial. Medidas Provisórias estas que tentam corrigir as distorções ou tentam agradar, de certa forma, os servidores públicos, embora ainda não se tenha chegado a um acordo entre os servidores públicos e o Governo do Estado. Senhor Presidente, hoje foram lidas quatro Indicações que fiz da maior importância para a região da Baixada Maranhense. Entre essas Indicações está a inclusão da recuperação da MA-006, entre o povoado de Ponta Branca a Perinã, do município de Pinheiro, ligando em direção a Cururupu, em direção a Mirinzal. Essa estrada beneficia hoje Guimarães, Cedral, Porto Rico, Cururupu, Serrano do Maranhão, Bacuri, Apicum-Açu, os quais estão sofrendo hoje com o total desmantelo daquela estrada esburacada. São 22 quilômetros apenas, mas que não podem ficar abandonados porque esses buracos vão se multiplicando ao longo da estrada. Seria uma injustiça, lendo o Plano de Metas do Governo para este ano, que a única coisa que foi incluída para a Baixada foi a recuperação da MA-014, que até hoje lá também 18 milhões, já completou o aniversário que era a data da sua conclusão e nada foi concluído. Eu tenho andado todos os finais de semana por essa estrada que está ali merecendo ser arrumada, e o governo incluiu a recuperação dessa estrada que já vem do governo anterior como a única obra para a Baixada Maranhense, segundo me consta. Eu não recebi até hoje o Plano de Metas do Governo, a única coisa que foi incluída para a Baixada Maranhense. E nós achamos que a baixada deveria merecer uma atenção especial do governo, para essas indicações que acabo de fazer, é a recuperação da MA-006, são 22 km entre Ponta Branca a Perinã, a construção da ponte sobre o Rio Pericumã, ligando Bequimão a Central do Maranhão. É outra obra importante que tem sido falada aqui desde a legislatura passada por diversos deputados, que tem feito indicação e que se falava que esta ponte estaria incluída entre essas pontes que foram construídas e que se encontram como esqueleto, e que não têm nenhuma serventia, nenhuma utilidade. Esta ponte aqui tem endereço certo, é sobre o Rio Pericumã, já existe uma estrada carroçável, transitável tanto de Bequimão até o Rio Pericumã, como do Rio Pericumã até Central do Maranhão, essa ponte tem endereço certo e é de grande utilidade para aquela região, é uma utilidade que vem diminuir os custos de transportes de combustível e de tudo para todos aqueles municípios que ficam ali dando movimentação do Município de Bequimão, que se passa pela estrada que liga Cujupe a Pinheiro a Santa Helena, e nem se vê o município de Bequimão. E aí nós vamos passar pela cidade de Bequimão, vamos dar movimentação aquele município, Senhor Presidente, essas estradas, essa ponte é de fundamental importância. Para concluir, importantíssimo também Senhor Presidente, é incluir a indicação que eu faço no plano de metas do governo está lá, como uma das metas a publicação de cinqüenta livros de autores maranhenses. Eu quero fazer a indicação da publicação de um livro intitulado História de um Professor de Aldeias que é de autoria do Padre Astolfo Serra, o Padre Astolfo Serra lá da baixada também escreveu este livro sobre a história do pai dele Joaquim Inácio Serra, que foi professor no pequeno povoado de Matinha hoje cidade, e esse livro é importantíssimo porque com a maestria capacidade intelectual e de comunicação do padre Astolfo Serra, coloca a história de um povo, de um povoado, de uma comunidade, a partir do currículo estudo do seu próprio pai que lecionava para uma multiplicidade de séries ao mesmo tempo, e a formação dele intelectual como professor daquela aldeia, hoje cidade de Matinha, então é muito importante, Padre Astolfo Serra já foi governador do Maranhão também, isto é digno de se registrar, Padre Astolfo Serra foi governador do Maranhão. E por último, Presidente, para completar é importante que a gente faça uma manifestação disto, que o plano de metas do governo foi muito pobre na questão de atendimento das pessoas portadoras de deficiências. Ontem a Deputada Helena falava aqui da questão acessibilidade e nós sabemos que no Maranhão são quase 900 mil maranhenses, quase um milhão de maranhenses que tem alguma deficiência, portador de alguma deficiência e a maioria desse pessoal está localizado na área rural, nas comunidades mais pobres, é uma grande quantidade de pessoas, é uma realidade, é uma massa de gente invisível segregados muitas vezes em sua residência e que merecem, portanto, uma atenção do governo. O quanto é penoso, Presidente, o quanto é penoso uma pessoa pobre que não pode andar e ter tantas pessoas da família para cuidarem dela e que uma simples cadeira de rodas poderia dar melhores condições e maior conforto e acessibilidade também, a essas pessoas. Obrigado Senhor Presidente, pelo tempo que me concedeu, mas é muito importante esse assunto. PAVÃO FILHO - Com a palavra o Senhor Deputado João Batista, por cinco minutos. Quero informar a deputada Helena e ao deputado Chico e a todos os deputados, que geralmente as casas fazem uma adaptação de elevadores para os deputados, nesta Casa a Mesa construiu uma estrutura permitindo a colocação do elevador para os deficientes, uma atitude de respeito àqueles que necessitam de uma atenção especial. Com a palavra o Deputado João Batista. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA (sem revisão do orador) - Bom dia, nobre Presidente, Senhores Deputados, senhoras e senhores que acompanham os nossos trabalhos nos mais diversos pontos do Estado e do planeta, para aqueles que nos acompanham via internet. Senhores Deputados, há pouco acompanhava o pronunciamento do Deputado Rigo Teles, quando parabenizava o Jornal Pequeno por seus 56 anos. Sou homem de imprensa e por isso tenho algumas poucas considerações a respeito desta data. O jornal se manter por quase seis décadas, acreditem senhores, não é fácil, é uma missão homérica um jornal se manter por quase seis décadas. Porque durante esse período ele atinge os mais diversos interesses, sejam políticos ou empresariais e, muitas das vezes esses interesses se levantam contra determinadas opiniões, textos publicados. Portanto, parabenizo porque sei da importância, sei do quanto é difícil manter um jornal por tantos longos anos. O jornal precisa todo dia ter algo novo, de algo que chame atenção, e muitas vezes essas opiniões elas vão ao encontro de interesses que são fortes e, às vezes, esses interesses se levando contra, não somente O Jornal Pequeno, mas qualquer publicação que exerça a liberdade de expressão no sentido de conflitar com determinados interesses em qualquer tempo. Portanto, diante disso quero parabenizar O Jornal Pequeno, e dizer que a busca da credibilidade deve ser eterna, porque nada mais precioso para um órgão de comunicação do que a credibilidade, você ter certeza de que aquilo é verdade, a busca deve ser incessante, freqüente, eterna, pela credibilidade. Portanto, parabéns ao Jornal Pequeno pelos seus 56 anos, e que a busca da credibilidade, a busca da imparcialidade seja uma missão eterna para aqueles que hoje fazem este jornal. Senhor Presidente, eu estive semana passada em Imperatriz, em uma Audiência Pública na Câmara Municipal de nossa cidade, e lá acompanhei os alunos do 6º período de Administração em Gestão Hospitalar da FAMA, lá de minha cidade e criaram um projeto sócio cultural, que visa arborizar a cidade de Imperatriz, para isto dão os primeiros passos buscando o apoio das autoridades e, disse a eles que trariam um pouco desse sentimento que eles têm lá em nossa cidade para que V. Exªs. tomem conhecimento, para que a Assembléia, para que autoridades das mais diversas regiões de nosso Estado possam tomar conhecimento que lá em Imperatriz há um grupo de estudantes preocupados com a questão ambiental, se disponibilizando tempo, disponibilizando dinheiro, disponibilizando os mais diversos recursos para que Imperatriz tenha uma nova consciência ecológica, para que as crianças possam perceber que preservar a natureza é importante e, inspirado nessa vontade dos estudantes, estou apresentando nesta Casa senhores, um projeto de lei, creio contarei com o apoio de todos, que cria o selo de responsabilidade social estadual, o que isso significa? Significa que as empresas que agirem corretamente, de forma responsável com a natureza e com seus funcionários, que agirem politicamente corretas, terão acesso a um selo de responsabilidade social estadual. E, é importante que o Estado, o Governo crie as condições para que as empresas possam desejar ter um selo como este em seu estabelecimento. Vejo empresas, Senhor Presidente Deputado Pavão Filho, que ficam contentes quando são citados por empresas que vem do sul do país, e chegam até com falsas pesqui-

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 15 sas para passar diplomas e certificados que são colocados na parede com motivo de orgulho, quando na verdade nada mais é do que um pedaço de papel sem nenhuma importância e, algumas empresas ficam felizes, alguns proprietários, empresários ficam felizes em poder colocar na parede um papel que não vale absolutamente nada, ninguém foi consultado para saber se aquela empresa tem importância ou não, pelo menos no que se refere há alguns diplomas, colocados em determinadas empresas desse Estado e de todo país, mas com relação ao Estado do Maranhão desejo, quero que as empresas desejem, dêem importância e para isso será importante a participação do Governo, para que possam ostentar, para que possam colocar em suas paredes o selo de responsabilidade social-estadual. Portanto, estou dando entrada nesse projeto hoje e quero muito que ele possa ter importância devida para que possa cumprir o seu papel a que me refiro e, a que desejo no momento da apresentação, eram essas as minhas colocações Senhor Presidente. PAVÃO FILHO - Concedo a palavra ao Deputado Jura Filho, por cinco minutos, sem direito a partes. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputadas, Senhores Deputados, galeria, imprensa. Venho a essa tribuna hoje Senhor Presidente, para lembrar ao nobre Deputado Valdinar Barros que ontem nesta Casa fez-se a seguinte crítica ao meu respeito, no que diz respeito à questão salarial, ele dizia que quando o Jura Filho foi vice-governador do Estado tinha o poder na mão, mas não soube usá-lo como o exgovernador José Reinaldo Tavares usou e que ele apareceu com a bandeira em defesa do salário mínimo, para o servidor e que eu fiquei calado aceitando aquela forma com que era pago os R$ 303,00. Eu quero dizer ao nobre Deputado Valdinar Barros, apenas para lhe lembrar que foi exatamente da Casa que V. Exª. veio, da Câmara Municipal de Imperatriz onde a Assembléia em uma itinerância e no momento em que assumi o Governo por alguns dias quando o ex-governador José Reinaldo viajou a China, eu fiz questão de ir aquela Casa, pois está funcionando lá, fazer uma ação exatamente no sentido de reverter à situação, fui aquela Casa dar entrada em uma mensagem de Governo, fazendo justiça para que se pagasse o salário mínimo naquele momento, o salário mínimo do piso nacional. Se V. Exª. não se lembra, é bom que rememore os anais desta Casa para que possa efetivamente lembrar-se do que aconteceu, e se tivesse sido votado naquele dia, com a mesma celeridade com que foi votada esta Lei do Cão para tirar as vantagens do Servidor Público, com certeza as distorções teria sido corrigida no momento oportuno que eu tive a condição de fazer alguma coisa, por que V. Exª. e o Maranhão sabem que a minha posição como vice-governador em determinado momento divergiu da posição do governador e ficamos efetivamente em posições antagônicas. Então, nobre deputado eu vim para fazer a V. Exª. esta lembrança de que quando tiver a oportunidade de fazer, fiz, e que infelizmente esta Casa não teve a oportunidade, ou melhor, dizendo não teve o compromisso de votar como votado foi com a mesma rapidez, que foi votado esta Lei do Cão, mandada pelo Governador Jackson Lago onde tira as vantagens do servidor e que o Maranhão inteiro tem acompanhado a insatisfação, a decepção com que os servidores do Estado vem se portando a cada dia, as greves são uma realidade que convivemos, manifestam a insatisfação que os servidores têm pela aprovação do recebimento do salário, mas em conseqüência disso tiveram perdas maiores como se não tivessem recebido o salário. Mas Senhor Presidente, Senhores Deputados, Deputado Valdinar Barros então, que fique a lembrança para que V. Exª. possa vir quando se tratar de um assunto se intere mais profundamente. Senhor Presidente, mas quando eu buscava na internet na página da Assembléia o pronunciamento do Deputado Valdinar Barros, me causou espanto Presidente e peço a V. Exª. que tome as providências cabíveis porque onde diz agência Assembléia no dia vinte e oito, várias notícias, várias chamadas e se faz uma chamada para os acontecimentos e pronunciamentos feitos desta tribuna no dia de ontem, vi vários pronunciamentos, mas não vi aqui a chamada para a crítica que eu fiz desta tribuna ao Governo e a crise que o governador está vivendo. Vi que o Deputado Valdinar Barros critica a posição do Deputado Jura Filho sobre o salário, vi que fala sobre a rejeição de requerimentos e causa reação da oposição, mas não vi nenhuma alusão ao pronunciamento que fiz no Pequeno Expediente, onde tecia críticas a crise que o Governo está vivendo e, como já presenciei outros deputados fazendo queixas, reclamando da assessoria de comunicação, quero fazer a minha, quero assinar junto àqueles que se sentiram lesados para que V. Exª. tome as providências cabíveis e que o tratamento seja igualitário a todos os deputados que ocupam esta tribuna, muito obrigado. PAVÃO FILHO - Deputado Antonio Pereira. Declina. Com a palavra o Deputado João Evangelista. O SENHOR DEPUTADO JOÃO EVANGELISTA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Membros da Mesa, Senhoras e Senhores Deputados, galeria e imprensa. Queremos hoje registrar a satisfação que sinto enquanto parlamentar que fui do município de São Luís, fui vereador por duas legislaturas e, pude ver de perto a situação da saúde pública em nossa cidade, fui autor de alguns requerimentos em visita na época aos hospitais, Socorrão, tinha aqui em São Luís, lutei muito por essa causa. Mas não poderia deixar de vir hoje registrar a minha satisfação de ver o município de São Luís ontem recebendo a sua população, as mulheres de nossa cidade no hospital da Mulher, que bom que veio já era para ter acontecido ao longo do tempo, mas nunca é tarde, para se fazer os reparos necessários na questão da administração pública. E olhando aqui os jornais hoje, vemos no semblante das pessoas que estão nesta foto imagino deputados e deputadas, a alegria, a satisfação de mulheres que não têm plano de saúde, que vivem a marcar uma consulta no hospital misto, para tratar das suas doenças, fazer o seu preventivo e, São Luís ganha este hospital. Quero Senhor Presidente, fazer o requerimento congratulando-me com o Prefeito Tadeu Palácio por esta iniciativa, que agora com esse hospital em São Luís com certeza não irá atender deputada Maura Jorge, apenas as mulheres de São Luís, porque o inchaço dos hospitais da capital é que o hospital é trabalhado para uma população de um milhão de habitantes e, atende dois, três milhões de habitantes e com isso não têm corredor que não fique lotado. Se os Socorrões hoje atendessem apenas a população de São Luís, teríamos um atendimento excelência do ponto de vista de acomodação dos leitos, mas infelizmente há uma vida enorme de doentes no interior do Estado, mas o Governador Jackson Lago já anuncia o primeiro em Presidente Dutra, entramos com o requerimento solicitando, para Pinheiro, para Pedreiras, lá no meio do sertão em São João dos Patos, por entender que esta descentralização Deputada Helena Barros Heluy, vai proporcionar melhor atendimento a população do interior conseqüentemente melhorará o atendimento da população de São Luís aqui nos Socorrões. Mas esse Hospital da Mulher, que prevê por mês, nove mil e quinhentos atendimentos de consultas, exames laboratoriais trezentos, exames especializados dois mil e quinhentos, cirurgias cento e dez; e uma coisa boa que vejo, ele é dotado de UTI para as mulheres desta cidade, principalmente as mulheres pobres que não têm um plano de saúde, que não podem pagar leito, sala para auditório, é um hospital que nos deixa com a sensação do resgate da cidadania das mulheres de São Luís por parte do Prefeito Tadeu Palácio. Ele diz aqui que conta com atendimentos especializados em Urologia, Ginecologia, Mastologia, Reumatologia, Gastroenterologia, Endocrinologia, Pneumologia, Cardiologia, Psicologia, Terapia Familiar e Serviço Social. São três salas cirúrgicas mais a UTI e 57 leitos. Eu me sinto muito feliz neste momento, porque quantas mulheres e homens também têm batido nas nossas portas, principalmente quem faz militância política aqui na capital. No socorro, no desespero, na busca de um espaço em uma UTI ou para fazer uma cirurgia e o município de São Luís dá esse passo importante. Eu quero até aqui pedir a Comissão de Saúde desta Casa, que vá ver esse hospital, que eu não vi, eu estou acompanhando as informações pela imprensa, mas é muito importante que as mulheres

16 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 deputadas desta Casa, a Comissão de Saúde possa ir lá ver essa prestação de serviço que hoje o Município de São Luís ganha. É importante o reconhecimento, Senhor Presidente, independentemente de partido, de ala ou de grupo, o ganho é da população. Eu não poderia deixar de registrar o nosso entusiasmo pela atitude do Prefeito Tadeu Palácio em construir este hospital para a mulher. E digo deputadas, quantas mulheres lá do interior do Maranhão serão socorridas aqui nesse hospital. E nós temos que estar preparados, Presidente, para as críticas na frente, mais na frente um pouco, qual a crítica? Olha, esse hospital está com macas pelo corredor, está atendendo mal e tal. Mas não é assim, é porque lá na outra ponta não tem essa prestação de serviços, com certeza amanhã esse hospital estará superlotado pela necessidade que têm as mulheres de buscar o socorro, e repito, principalmente as mais pobres. Eu vou inclusive nesta discussão, nós poderemos sugerir através da Comissão de Saúde, que tem um papel importante, ao Governador Jackson Lago, que nos Socorrões lá no interior do Maranhão possa se ter uma ala, deputadas, para o atendimento específico das mulheres do Socorrão no interior do Estado. É uma discussão que esta Casa pode contribuir através das parlamentares e da Comissão de Saúde. Muito obrigado e parabéns, prefeito Tadeu Palácio. PAVÃO FILHO Esta presidência se soma ao reconhecimento de V. Exª., Senhor Presidente. A Mesa gostaria de fazer as informações necessárias que foram aqui solicitadas pelos nobres deputados da tribuna, como é de praxe nós daremos sempre as informações de imediato e quando não temos as informações para fazê-la, nós informamos posteriormente. Com relação ao pedido do nosso nobre líder Deputado Ricardo Murad do Bloco de Oposição, a Mesa vai tomar as providências regimentais, constitucionais para que os secretários possam responder sobre pena de crime de responsabilidade. Com relação ao Deputado Paulo Neto, que V. Exª. fez a pergunta a Mesa, esta Casa não concordando com a decisão do juiz singular, esta Casa recorreu no mesmo dia que foi notificada ao Tribunal de Justiça do Maranhão. E mesmo dia é força de expressão, mas foi dada entrada no dia seguinte às 08h30min da manhã e o Presidente do Tribunal de Justiça em uma atitude de grandeza de fazer cumprir o ordenamento jurídico, o Desembargador Liciano de Carvalho revogou a decisão do juiz e fez prevalecer o entendimento jurídico, que este país inteiro tem com relação a essa questão de improbidade administrativa a agente político. Portanto, não houve em nenhum minuto a suspensão do mandato do Deputado Paulo Neto, esta Casa agiu de imediato e o Tribunal de Justiça reconheceu a nossa ação e fez prevalecer o entendimento jurídico que este país inteiro tem com relação a esse assunto. Em relação ao nobre Deputado Jura Filho, a assessoria de comunicação informa a Mesa e a Mesa informa a V. Exª., que como tiveram vários pronunciamentos dentro do mesmo foco, a Assembléia publicou como manchete. Navalha: Ricardo Murad defende afastamento de acusados, e no decorrer da matéria que foi publicada a partir do discurso do líder, deputado Ricardo Murad, são citados os apartes de V.Exª., deputado Jura: Em aparte, o deputado Jura Filho criticou a recepção oferecida ao governador, quer dizer, a Assessoria fez publicar, dentro de uma matéria, só o que foi levantado pela liderança e depois nos apartes dentro do mesmo foco da matéria, mas na verdade está aqui a cópia da publicação da data de ontem da Agência Assembléia. Portanto, não houve nenhuma discriminação, apenas a forma como foi colocado o posicionamento de V. Exª. É uma questão de análise jornalística. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Pela Ordem, Senhor Presidente. O SENHOR PPRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DO PAVÃO FILHO - Pela Ordem. Concedo a palavra a V. Exª. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - É só para registrar também o meu lamento com relação à ausência de referências de temas que eu também coloquei ontem na tribuna, inclusive com relação à inauguração do Hospital da Mulher, ressaltando a importância, ressaltando que isto estava dentro do Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, mas, lamentavelmente, nada disso apareceu no registro da Casa. E digo mais até para que a justificativa não seja aquela que, às vezes, já tenha sido feita. Tenho assessores de comunicação, a nossa Assessoria de Comunicação fez a matéria, mas lamentavelmente não passou no crivo da Casa. E apenas um registro foi com relação ao Decreto de Acessibilidade que manda que, até o dia 3 de junho, e isso era importante que saísse em todos os espaços da nossa Assembléia, da necessidade de estar assegurado a todos aqueles que necessitam da acessibilidade. Muito obrigada. PAVÃO FILHO - Feito o registro da reclamação de V. Exª. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Pela Ordem, Senhor Presidente. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Presidente, pela Ordem. Eu pedi... PAVÃO FILHO - Eu gostaria de, primeiro, responder à deputada. Feito o registro da reclamação da deputada Helena, que o interesse da administração do deputado João Evangelista é que na verdade todos sejam contemplados com a publicação dos vossos pronunciamentos, será feito esse ajuste para que, nas próximas publicações, essas questões sejam todas corrigidas. Pela Ordem, deputado Penaldon Jorge. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Senhor Presidente, eu gostaria de, ainda com relação ao tema que foi colocado em respeito ao deputado Paulo Neto, queria sugerir que a Mesa desta Casa, além das providências que foram adotadas, fizesse uma nota pública para que fosse veiculado pela imprensa aquilo que V.Exª. aqui afirmou que, em nenhum momento, o deputado Paulo Neto foi afastado da Casa, porque a veiculação da matéria foi exatamente no sentido contrário. Todo mundo na rua, a opinião pública sabia que o deputado Paulo Neto estava afastado, porque a impressão que se passou para a opinião pública é de que o juiz de primeiro grau afastou o deputado do cargo e que ele retornou por conta, isto é, que o juiz deu uma decisão que não foi cumprida aqui nesta Casa, não foi acatada, em nenhum momento, pela Mesa. Então é isso que eu queria e quero sugerir à Mesa para que seja transmitida à opinião pública, porque as ordens judiciais são para ser cumpridas, mas as absurdas, não. Então, eu gostaria de sugerir que a Casa, enquanto instituição, fizesse uma nota de esclarecimento que, nem do Dr. Roberto de Paula e nem de outro juiz de primeiro grau, esta Casa irá acatar o pedido de afastamento sem antes submeter ao crivo a que tem que ser submetido, que é a deliberação da Mesa, deliberação do Plenário e das instâncias do próprio Poder Judiciário. Era essa a sugestão. Ainda com relação à reunião que nós tivemos no gabinete, eu quero aqui ratificar o meu posicionamento que, se a Casa não representar, apesar da matéria ter sua ressonância ainda de debate em nível de Supremo, se a Casa não representar contra o magistrado, enquanto instituição, eu irei fazer uma representação em meu nome como deputado ao Conselho Nacional de Justiça, porque o ato é abusivo e é ilegal, para que a gente tenha uma decisão de uma outra instância sobre esse assunto. PAVÃO FILHO - Deputado Penaldon, é uma questão de ordem quando há uma interpretação regimental. Questão pela ordem é um fato relevante que a Mesa concede ao parlamentar essa comunicação. É claro que um debate de idéias, de temas se faz dentro do ordenamento regimental da tribuna, praxe comum nesta Casa, mas a sugestão que V.Exª. faz a Mesa, esta acata e está de pleno acordo com o pensamento de V.Exª.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 17 IV - ORDEM DO DIA. PAVÃO FILHO - Parecer em discussão. Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, a Ordem do Dia dos trabalhos, peço atenção de todos. Parecer em discussão e votação, único turno e em redação final. Parecer nº. 132/ 2007, da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final ao Projeto de Lei 25, de autoria do deputado Max Barros, que isenta das custas cartoriais as entidades e instituições sem fins lucrativos. Aprovado nos seus turnos regimentais e em forma do substitutivo. Relator o Senhor Deputado Victor Mendes. Em discussão. Em votação. Os Senhores Deputados e as Senhoras Deputadas que aprovarem permaneçam como se encontram. Aprovado em Redação Final. À sanção do Executivo. Projeto de Lei em discussão e votação em turno único. Projeto de Lei 29, de autoria do Executivo, encaminhado pela Mensagem 17 (lê). Transferidas a discussão e a votação da Sessão Extraordinária do dia 28, por falta de quórum regimental. Inscrito para discutir o Projeto o deputado Ricardo Murad. V.Exª. tem a palavra, deputado, por 10 minutos, com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Eu gostaria da atenção do líder do Governo, o deputado Edivaldo Holanda, uma vez que o Projeto já se encontra em fase final, já tendo sido inclusive objeto de análises por parte das Comissões Técnicas. É um projeto que remete ao fato, em resumo, deputados e deputadas, de toda empresa exportadora gerar crédito de ICMS e a legislação faz com que aquele crédito seja escriturado. Essas empresas ficam com créditos no seu ativo e esses créditos podem, pela legislação complementar, através da Lei Complementar 87/96 (segundo o artigo 25, os saldos credores acumulados, a partir da data de publicação desta Lei Complementar, por estabelecimentos que realizem operações e prestações de que tratam o inciso 2º, do artigo 3º, e o seu parágrafo único), ser na proporção que estas saídas representem do total das saídas realizadas pelo estabelecimento. Aí vem: 1 - Imputados pelos sujeitos passivos a qualquer estabelecimento seu no Estado, quer dizer, eu tenho crédito, eu exportei, eu tenho um estabelecimento meu no Estado que deve ICMS, então, eu posso fazer a compensação, havendo saldo remanescente, após essa aplicação prioritária, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de documento que reconheça o crédito. Significa dizer que eu fiz as compensações devidas, mas ainda assim fiquei com crédito. Como eu sou uma empresa exportadora, eu não tenho como utilizar esse crédito no meu débito, crédito normal de qualquer tipo de operação, de qualquer empresa comercial, então a lei me faculta que eu possa negociar esse crédito com empresas devedoras do ICMS, mas a lei, nesse caso, diz que a autoridade do Estado, o secretário da Fazenda, isso é a lei complementar, emita o competente documento de reconhecimento do crédito. É uma coisa imperativa, quer dizer, é direito dos empresários fazer essa compensação em uma segunda etapa após terem feito as compensações de acordo com o artigo da lei complementar. Aí vem, deputado Edivaldo Holanda, o que é que quer o governo? E aí vem a inconstitucionalidade, o governo quer transferir. Eu estou colocando que há tempo ainda de discutir com a Fazenda sob esse prisma da inconstitucionalidade para que os empresários não entrem na Justiça e para que o próprio sistema do fisco não fique, vamos dizer, sujeito a esse tipo de demanda judicial. O que é que quer o governo? O governo quer transferir, vejam bem, deputados, o governo quer dar ao secretário de Fazenda o poder de dizer qual a empresa, qual o percentual, mas como fazer isto que já está na lei complementar dizendo que aquele saldo será feito com a emissão de uma certidão pelo secretário da Fazenda do valor do crédito que será compensado da outra forma? Aí vem o governo e quer o quê? A Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento, de acordo com o interesse e conveniência da administração, nós estamos tirando um direito da empresa e transformando esse direito da empresa em uma situação de vontade do governo através do critério do seu secretário de Planejamento. Então, há uma inversão de ordem legal completamente inconstitucional no artigo 2º do Projeto de Lei do Governo. Então, eu quero, estou fazendo uma emenda para que a gente possa retirar de pauta esse projeto, discutir melhor esse projeto com o Sistema Fazendário e com o Planejamento para que não se cometa com os empresários, não se tire direito das empresas e se transfira ao secretário o poder de dar ou não dar um crédito naquele mês que já é, por delegação da lei complementar, direito daquela empresa que exportou. É um assunto sério e não pode ser discutido e votado com essa pressa que nós estamos vendo aqui. Então, eu estou fazendo uma emenda ao artigo 1º do Projeto adequando-o à norma estabelecida na legislação complementar. Com isso, meu querido líder Edivaldo Holanda, o projeto sai de pauta e teremos tempo de discutir com a Secretaria da Fazenda e com a Secretaria do Planejamento essas questões de inconstitucionalidade dos artigos que constam no Projeto de Lei do Governo. Era isso, Senhor Presidente, eu dou entrada, então, presidente Pavão, estou emendando o projeto. Ainda tem mais um fator agravante, deputada Helena, ou seja, se essa lei passar da forma como for, a Associação dos Fiscais e dos Auditores está preocupada que esses valores serão retirados daquele percentual que dão direito a eles de ter as gratificações. Então, também sob esse aspecto, é melhor uma análise mais apurada para que não se prejudique ainda mais a remuneração dos funcionários do grupo TAF do Estado. Portanto, dou entrada à emenda e esperamos uma discussão mais profunda para arrumarmos essa questão e tirarmos as inconstitucionalidades, pois nós não podemos transformar um direito do empresário, da empresa que exporta, que trabalha, que emprega, que recolhe os seus impostos a uma questão de uma vontade e uma discrição do secretário de Planejamento ou do secretário da Fazenda. PAVÃO FILHO - Encerrada a discussão. Esta Presidência vai adotar o mesmo critério que foi adotado no projeto anteriormente já feito nesta Casa. Então, nós vamos adotar o mesmo critério para não haver dois pesos e duas medidas. É o nosso pensamento sempre aqui na Presidência dos Trabalhos. Então, suspendo a sessão para que a Comissão de Constituição e Justiça possa emitir parecer à emenda apresentada pelo deputado Ricardo Murad. Está suspensa a Sessão e encaminhada à Presidência da Comissão de Constituição e Justiça. PAVÃO FILHO - Reabertos os trabalhos. A Mesa acata a sugestão da Comissão de Constituição e Justiça e faz cumprir o artigo 216 do Regimento Interno. A emenda vai à publicação, depois retorna para votação com o projeto na forma do artigo 216. Projeto de Lei nº. 41, capeado pela Mensagem 019/2007, do Poder Executivo (lê). Em discussão. Em votação. Os senhores e senhoras deputadas que aprovarem permaneçam como se encontram. Aprovado, vai à sanção, porque está em turno único. Projeto de lei em discussão e votação segundo turno, Projeto de Lei nº. 021 de autoria do nobre Deputado César Pires (lê). Transferida a discussão e votação da Sessão Ordinária anterior em virtude da ausência do autor em plenário por motivo justificado. Em discussão, em votação no segundo turno senhores e senhoras deputados que aprovarem permaneçam como se encontram, aprovado. Projeto Decreto Legislativo em discussão e votação único turno em regime de urgência, Projeto Decreto Legislativo 02 de autoria do Deputado Afonso Manoel. (lê). Transferida a discussão e votação da sessão ordinária de vinte e oito, por falta de quorum regimental. Em discussão, em votação os senhores deputadas e deputados que aprovarem permaneçam como se encontram. Aprovado a promulgação. Requerimento à deliberação do Plenário. Convido o Deputado César Pires e a Deputada Fátima Vieira para compor a Mesa dos trabalhos. Deputado Nonato Aragão Terceiro Secretário, Deputado César Pires Primeiro Secretário, Segundo Secretário está com licença médica, Requerimento à deliberação do Plenário. Requerimento nº. 227 de autoria do Deputado Alberto Franco. (lê). Transferida a discussão e votação da Sessão Ordinária anterior em virtude da ausência do autor em plenário. Em discussão. Em votação. Os senhores e senhoras deputados que aprovarem permaneçam como estão. Aprovado. Requerimento nº. 244 de

18 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 autoria do deputado Afonso Manoel. (lê). Em discussão. Em votação. Os senhores e senhoras deputados que aprovarem permaneçam como estão. Aprovado. Requerimentos à deliberação da Mesa. Requerimento nº. 242 de autoria da Senhora Deputada Graça Paz. (lê). Deferido o Requerimento. Requerimento nº. 243 de autoria do Deputado Ricardo Murad. (lê). Está inscrito para na forma regimental para discutir o Requerimento nº. 243 o deputado Ricardo Murad, V. Exª. tem dez minutos com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Obrigado Presidente. Quero dizer a V. Exª. e a Mesa da Casa, que o requerimento ele obedece todos os princípios da Constituição, obedece item por item aquilo que diz o nosso Regimento Interno, represento na Casa um Bloco de dezesseis deputados, assino o requerimento como Líder do Bloco de Oposição, e busco informações dentro desse contexto todo em que estamos vivenciado de utilização de recursos, de forma que seja necessário uma fiscalização mais rigorosa para que o Governo informe dentro do processo de dispensa de licitação para empresa OPENDOOR o valor de R$ 3 milhões com a justificativa de fazer campanha para dengue e campanha para aftosa. Sabemos que a campanha da aftosa, Senhor Presidente, ela já foi deflagrada a mais de mês, tivemos até eventos em Balsas e presença do nosso Deputado Stênio Rezende, foi lá governador, foi lá todo mundo. Então, acho que a divulgação, o trabalho inclusive da associação dos criadores está já praticamente concluído, e não se admite dispensa de licitação para pagar coisas pretéritas, não se admite para pagar coisas pretéritas, a campanha da dengue é desenvolvida fortemente no período invernoso, no início, no final das chuvas quando se tem grandes problemas com a dengue, isso também já passou. Além do valor que consideramos exorbitantes para uma empresa ganhar uma licitação de três milhões para somente dois objetivos. Deputada Helena, pois não. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - É discussão ainda? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD É discussão. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (aparte) - Deputado, eu me permito pedir o parte a V. Exª. para esclarecer qualquer possibilidade de dúvidas, os colegas deputados e deputadas e na sociedade com relação ao apoio que quero deixar bem explícito ao requerimento, não ao requerimento em si, por si só, por que é da larva do deputado A, B ou C, mas pela causa está dentro de uma coisa que tem marcado o meu agir, minha presença nesta Casa que é a luta por transparência, faz parte, talvez até ultrapasse os limites das regras. Então, quero apoiar de público V. Exª. neste requerimento, como também naqueles requerimentos de ontem que foi matéria vencida, que votei de acordo com a causa, por que era assim que eu fazia na época de governos anteriores, lutar por transparência, por clareza. Não vejo nisso nenhum demérito para aquele órgão ou aquela pessoa até física que possa ajudar a ter uma administração transparente para todos e para todas, é dentro dessa linha que continuo lutando, até mesmo para as nossas prestações de contas serem disponibilizadas através de nossas páginas é através disso que não vejo por que temos dúvidas em ter medidas dessa natureza, não importa dizer que é uma iniciativa política, porque todas as nossas ações são políticas, eu digo sempre, até forma como nós cumprimentamos numa determinada hora um deputado ou outro, uma pessoa ou outra, então quero deixar bastante claro isto, eu apoio a iniciativa, a causa independente de ser o Requerimento nº. 243/2007. Obrigada. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES - Deputado Ricardo, conceda-me um aparte? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Pois não, deputado Victor. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES (aparte) - É só para comungar do seu pensamento, dizer também que estarei apoiando o seu requerimento. O jornalista Décio Sá publicou no seu blog nessa semana, uma nota interessante que tem tudo haver com isso que V. Exª. está solicitando, iria ao ar no dia 26 de maio, ou seja, sábado passado, uma campanha do PDT, um comercial de um minuto de duração no breack do jornal da Record e esse breack, esse informe publicitário iria custar R$ 242 mil, só que ele não foi ao ar. Por quê? Porque a Record Nacional descobriu que essa nota que o PDT iria enviar foi através da agência, direção comercial da Agência OPEN DOOR e a Record começou a chegar o histórico da agência de publicidade citada, e lá ela não autorizou a veiculação dessa propaganda que o PDT tinha para rodar a nível nacional, porque viu 70 títulos protestados dessa empresa gerados na sua grande maioria pelo calote ao PT, então é muito sintomático uma propaganda de R$ 242 mil que realmente não foi ao ar, mas que iria ao ar se não fosse problema de avaliação da empresa, com os 3 milhões de liberação aqui para essa empresa. Então gostaria de comungar do seu pensamento. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO Deputado conceda-me um aparte? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Pois não, deputado Jura. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (aparte) - Deputado Ricardo Murad, ontem nós vimos nesta Casa, deputado, uma cena parecida com essa que nós estamos vivendo hoje, só que eu tenho certeza que o desfecho desta cena hoje será diferente da ontem, até porque preside a Mesa o nobre deputado Pavão Filho, que ontem defendeu a prerrogativa do deputado quanto a pedir informações ao secretário de Estado. E o que V. Exª. faz nada mais, nada menos é do que exatamente, cumprir a sua função de deputado, como eu tentei fazer ontem, e ele por presidir a Mesa e ontem também na composição da Mesa estava presente o Deputado Nonato Aragão, que por participar do bloco governista consequentemente negava todas as minhas informações. Mas hoje o voto de minerva, com certeza será do Presidente Pavão e ele por ser um parlamentar que defende as prerrogativas do deputado, vai desempatar favorável a V. Exª. e aí vai ter acesso as informações que V. Exª. tanto quer e esta Casa precisa ter conhecimento para poder discutir os fatos desse governo que está totalmente perdido. O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES Deputado, V.Exª. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM Um aparte também, deputado. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Antes de ouvir o Deputado Hélio e o Deputado Cutrim, eu só queria dizer ao Deputado Jura que eu sinceramente creio em uma evolução do entendimento do Presidente Evangelista, e consequentemente do meu querido Deputado Nonato Aragão a quem eu estimo muito, no sentido de quando se tratar de requerimento de informação nós nos atermos à questão regimental e constitucional. Mas a verdade, porque estando dentro da Constituição e do Regimento eu acho que o deputado precisa ter assegurado a sua autonomia, por isso que esse tipo de requerimento deputado Pavão, vai primeiro para a Mesa, porque se a Mesa aprova o plenário está desobrigado e impedido de mudar a decisão da Mesa. E o recurso ao plenário é um recurso extremo, para que em uma circunstância última o deputado tenha assegurado por uma decisão arbitrária não muito regimental da Mesa, muito dura, para que ele possa ter uma segunda chance de ver aquele seu direito preservado. Então eu acho que o deputado Evangelista ontem saiu daqui com muita sensibilidade em relação a esse assunto e creio que ele irá evoluir. Concedo o aparte ao Deputado Hélio Soares, em seguida o Deputado Raimundo Cutrim.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 19 O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES Agradeço deputado, mas falo depois do Deputado Cutrim. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD Então, Deputado Raimundo Cutrim. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM (aparte) Deputado, eu acho que nós estamos falando que é um fato que está dentro das atribuições do deputado, solicitar uma cópia, eu não acredito que esses documentos que são divulgados no Diário Oficial a Assembléia entenda, a maioria, que é um documento sigiloso. Eu acho que nós temos, os deputados de Oposição ou de Governo têm que tomar uma posição, vamos entrar na Justiça em bloco para que defina, nós não podemos estar pedindo por favor para ter acesso a um documento que é atribuição específica do deputado. Nós devemos ter uma posição juridicamente, se a Assembléia ou a Mesa se negarem, vamos recorrer o Judiciário para definir. Nós não podemos estar pedindo a cópia do documento e as pessoas, os deputados porque aliado ou não, fica cerceando o direito que nós temos acesso ao documento para verificar se foi aplicado o dinheiro do povo de maneira correta, só isto que está se querendo. PAVÃO FILHO - Deputado Ricardo, o seu tempo acabou. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Só ouvir o deputado Hélio e encerro sem comentário. PAVÃO FILHO Trinta segundos ao nosso nobre deputado Hélio Soares. O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES (aparte) - Sabia que o senhor está notando Deputado Ricardo, que não só a benevolência do nosso Presidente em exercício, como a sua sensatez faz com que os requerimentos desta ordem de interesse público, sejam aprovados, não tenho a menor dúvida que esse requerimento não vai receber um voto contra, até porque o próprio chefe de gabinete da Casa Civil deveria vir aqui e dizer assim, é aberto tudo que se criou a expectativa muito grande no Maranhão de uma mudança total de resquícios políticos, de coisas cotidianas, porque você quando passa muito tempo no poder nos sentimos até dono. Então a mudança, essa alternância de poder é salutar. Então quando uma pessoa pega um poder desse como estamos aqui passando nós tínhamos que fazer a diferença, mas eu não estou sentindo a diferença, mas esta Casa tem que dar aqui uma demonstração de independência, independência, de não subordinação por que o que se passa para a população quando se rejeita aqui projetos, que vai beneficiar os trabalhadores como a classe dos professores, a classe dos policiais aí o público, a população, os eleitores ficam assimilando que esta Casa é uma extensão do governo e nós não queremos isso e nós estamos aqui para apoiar os projetos do governo também desde que sejam beneficentes a nossa população. Tenho certeza que o nosso deputado Presidente em exercício pode até continuar direto que o nosso Presidente não está vindo muito aqui, então pode continuar direto aí porque nós estamos todos satisfeitos com o seu desempenho. Muito obrigado Deputado Pavão. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Eu incorporo todos os apartes, Senhor Presidente. PAVÃO FILHO - Eu só quero informar ao Deputado Hélio Soares que o nosso Presidente, o Presidente Titular desta Casa, Deputado João Evangelista, esteve toda sessão conosco e teve agora de cumprir uma agenda do Chefe do Poder Legislativo deste Estado e tem feito com muito brilhantismo e com muita maestria. Em votação na Mesa. Essa presidência desempata a favor do requerimento ao pedido de informação, cumprindo o alinhamento de meu pensamento como parlamentar defendido ontem nesta Casa. Todos os atos são publicados no Diário Oficial é do conhecimento público é pelo pedido de informação para que a Casa tome conhecimento. Deferido o requerimento. Quero informar aos senhores e senhoras deputados que a pedido do Presidente João Evangelista, ele está convidando o Presidente titular desta Casa, Deputado João Evangelista, está convidando a todos os senhores deputados e deputadas, é um convite do Presidente João Evangelista para um ato religioso que haverá hoje às 18 horas aqui na Igreja do Colégio Santa Teresa. É uma programação da Igreja Católica no mês de maio que é um mês dedicado a Maria. Então essa programação promovida pelo Colégio Santa Teresa aqui em frente praticamente da Assembléia e o Presidente João Evangelista convida a todos os deputados e deputadas para comparecerem a essa ação religiosa da igreja católica aqui em frente à Assembléia, aqui na igreja às 18h00min. Todos estão convidados. Outro convite a todos os deputados e deputadas é que amanhã nesta Casa, deputado Ricardo Murad, V. Exª. questionou, outros deputados questionaram a questão daquele consórcio para desenvolvimento do turismo no Maranhão, que é um consórcio interestadual, entre o Maranhão, o Pará e Piauí, que eu fui para defesa e estou pronto para fazê-la tantas quantas vezes for necessário. Nós propusemos a esta Casa um debate sobre o turismo e amanhã, foi adiado já uma vez, amanhã dia 30 de maio foi agendado para as 15h. Aqui no plenário desta Casa às 15h. Amanhã, 30 de maio, deputado Max às 15h o debate sobre esse Consórcio Turístico do Estado do Maranhão. Estará aqui o Secretário de Turismo, o Secretário da Indústria e do Comercio, representantes das empresas que fazem turismo no Maranhão e nós vamos ter um debate amplo para dirimir qualquer duvida com relação a esse consórcio que o Governador Jackson Lago que muito em boa hora está participando para ajudar o Maranhão a se desenvolver. Então amanhã as 15h00min o debate sobre o turismo aqui nesta Casa. Espero contar com a presença de todos os colegas deputados. Nos termos do artigo 107 do Regimento Interno, determina a inclusão na Ordem do Dia da Sessão Ordinária de quarta-feira, do dia 30 de maio 2007 dos seguintes itens: Parecer 125/07 de autoria da Comissão de Justiça e Redação Final rejeitando o Projeto de Lei nº. 082/2007 de autoria do Deputado Max Barros. (lê). Projeto de Lei n.º 34 de autoria do Deputado Victor Mendes. (lê). Requerimento n.º 245 de autoria do Deputado Victor Mendes. (lê). Requerimento n.º 246 de autoria da Deputada Helena Barros Heluy. (lê). Requerimento n.º 247 de autoria do Deputado José Lima. (lê). Vamos agora a próxima etapa dos trabalhos. V - GRANDE EXPEDIENTE. PAVÃO FILHO - Deputado sertanejo Stênio Rezende. V. Exª. dispõe de até 30 minutos. Declina. Horário destinado aos Blocos Parlamentares. Bloco Parlamentar Progressista tem 37 minutos de acordo com a informação da liderança fica dividido entre vários deputados. O primeiro deputado inscrito pela liderança é o Deputado Alberto Franco, V. Exª. tem 10 minutos. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, distinta galeria, senhores da imprensa. Na verdade eu quero me dirigir aos nobres deputados, às colegas deputadas, aos cidadãos e aos jornalistas para dizer da minha satisfação quando li a matéria veiculada pelo Jornal O Debate, de forma construtiva, de forma ativa e isenta que leva ao conhecimento da sociedade, dos leitores uma parte das nossas ações, dos nossos trabalhos legislativos em favor da construção de um Estado justo através do processo legislativo, dos nossos Projetos de Lei. Matéria também que mereceu a atenção da jornalista, do jornalista com relação ao trabalho do meu colega Nonato Aragão. Eu fico muito feliz em ver um trabalho isento dessa natureza dando propagação aos trabalhos que tem por objetivo não o sensacionalismo, mas a inclusão social, nós estamos vivendo no Maranhão um momento muito delicado; um momento que se nós não tivermos verdadeiramente um compromisso com os maranhenses, nós vamos estar construindo o retrocesso;

20 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 essa que é a verdade, mas eu confio na disposição do governo e no compromisso social dos meus colegas para que nós não mergulhemos nessa triste realidade fazer com que o Estado possa parar de prejudicar assim os 6 milhões de maranhenses que aguardam decisões, medidas, políticas sociais para viverem melhor; nesse sentido, senhores deputados a matéria fala de projetos relevantes, de projetos de uma importância social enorme que nós construímos aqui com o apoio dos senhores deputados e as senhoras deputadas, neste Parlamento; como por exemplo a Escola Pública que nós estamos propondo ao governo de Formação de Condutores de Veículos Automotores; porque quem é pobre não tem condições de tirar Carteira de Habilitação e a carteira de habilitação é um instrumento de busca de um espaço no mercado de trabalho, quem é humilde, quem não tem renda, não pode pagar Autoescola, hoje, Deputado Ricardo para se tirar uma carteira de habilitação tem que se gastar no mínimo 800,00 e os pobres, os desempregados ficam à margem desse processo e aí não podem sequer conseguir um emprego como motorista, porque não teve a oportunidade, Deputada Graça de tirar a sua carteira de habilitação; mas o governo pode construir inovando a Primeira Escola do Brasil de formação de condutores de veículos automotores, com critérios para matricular esses jovens, isto é, que sejam humildes, que não tenham rendas. As pessoas querem oportunidades! O SENHOR DEPUTADO NONATO ARAGÃO Permitame um aparte? O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO - Concedo um aparte ao nobre deputado Nonato Aragão. O SENHOR DEPUTADO NONATO ARAGÃO (aparte) - Deputado Alberto Franco, gostaria de dizer a Vossa Excelência que essa nossa composição também foi inspirada exatamente nesse seu projeto, daí a percepção que temos e o assédio das pessoas em busca de trabalho e de oportunidades. Por isso, as pessoas têm nos procurado constantemente, em nossa Casa, em nosso gabinete, por onde nos encontram, com a intenção de fazerem um curso de segurança e também de reciclagem. Deixo aqui algumas dúvidas com relação a esses cursos que oferecem reciclagem e formação de profissionais da área de segurança, nos quais percebo a existência talvez até de uma armadilha no sentido de favorecimento de vagas. Quando falam que existem vagas, porque, se fizer reciclagem, haverá sempre uma vaga desses profissionais e com isso há uma procura continuada tanto no meu gabinete quantos nos gabinetes de V.Exªs. e nos dos vereadores também. Isso nos deu a idéia exatamente inspirada na sua proposição de passar essa responsabilidade também ao Governo do Estado, formando profissionais, porque hoje só a iniciativa privada forma esses profissionais. Então, por que não o Governo, através da Secretaria de Segurança, formar profissionais da área de segurança e também proporcionar a reciclagem, que tenha até um custo, mas que seja um custo dentro da realidade do povo da nossa cidade, porque é uma exorbitância a cobrança de 500 reais por um curso de segurança de 15, 20 dias; e pelo curso de reciclagem tipo 350 reais para as pessoas que não têm a oportunidade de emprego. Existem aqui milhares de pessoas com esses cursos, mas que não têm oportunidade do emprego. Então, era essa a minha colaboração e lhe agradeço o aparte. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO - Muito oportuno, muito obrigado e parabéns pela iniciativa. Mas, Senhores Deputados, quero falar de um projeto de lei que já esta na Casa, no Diário de hoje, que protege o trabalhador, principalmente, os mais humildes. Veja, deputado Francisco Gomes, há uma incidência, um aumento assustador de doença de pele em função do aquecimento da terra. Os garis, os trabalhadores da construção civil e todos os trabalhadores que se expõem ao sol não têm, por parte da empresa ou do órgão público, o direito de usar o protetor solar, porque o protetor solar ainda é visto como cosmético, lamentavelmente, mas a nossa iniciativa, deputado João Batista, visa obrigar as empresas públicas, os órgãos públicos e as empresas privadas a distribuírem gratuitamente aos trabalhadores que desenvolvem atividades expostas aos raios solares, pelo menos, dois tubos de protetor solar de trinta para que os trabalhadores possam estar protegidos dessa doença que se alastra no mundo inteiro, que é o câncer de pele, e não só o câncer como outras doenças de pele que advém da radiação solar. Então, as nossas medidas são de pura inclusão social, de proteção social, por isso tenho absoluta certeza de que será aprovado como outros projetos nossos que já foram aprovados. Vi, Edivaldo Holanda, inúmeros estudantes no aeroporto recebendo o ex-governador José Reinaldo Tavares e alguém fez crítica, mas os estudantes têm motivos de sobra para aplaudir o exgovernador José Reinaldo, sem querer entrar no mérito da questão, porque foi a partir de minha iniciativa, conforme está aqui no jornal e com apoio dos meus colegas, que construímos uma lei importante que acabou, deputado Nonato Aragão, com a taxa de inscrição do vestibular da UEMA que era de R$ 75,00 e que excluía do processo do vestibular da UEMA milhares de jovens. Aprovamos e o José Reinaldo sancionou a lei e hoje são mais de 20 mil jovens do Maranhão que se inscrevem no vestibular da UEMA sem pagar a taxa, porque eles não tinham como pagar. Da mesma forma, fizemos a lei da meia passagem metropolitana e que o José Reinaldo sancionou e hoje os estudantes da região metropolitana têm esse benefício, assim como os estudantes de cursinho. Portanto, precisamos estar voltados para a construção de projetos de inclusão social e precisamos exercer a pressão necessária para que essas medidas tenham ressonância necessária no Poder Executivo, porque, senão, de nada valerão. O outro projeto que já está aqui em discussão, deputada Helena Barros Heluy, que obriga o conhecimento de direitos humanos nas instituições das Polícias Civil e Militar, deputado Edivaldo Holanda, e vai mais longe: obriga que os concursos públicos realizados pelo Estado tenham questões relacionadas ao conhecimento dos direitos humanos, porque hoje não tem! Então, o policial pode ingressar na atividade militar ou da Polícia Civil sem ter nenhuma noção do que são os direitos humanos, mas agora eles vão estar obrigados, porque as instituições vão ser obrigadas a ter nas relações internas, nos cursos internos, as disciplinas voltadas para o conhecimento dos direitos humanos. O concurso público também tem que ter questões voltadas para o conhecimento dos direitos humanos. Então, queria mencionar essas iniciativas, como por exemplo, a criação, deputado Edivaldo Holanda, do banco do povo, porque precisamos sensibilizar o governador Jackson Lago para criar o banco do povo, porque vai permitir que os profissionais que não têm um tostão para comprar matéria-prima possam desenvolver sua atividade e possam, então, adquirir uma ocupação remunerada com o incentivo do governo. O banco do povo beneficiará as pessoas humildes que têm profissão, que têm vontade de trabalhar, mas que não têm o início, que é o crédito para pagar, em longo prazo, com orientação técnica. Então, queremos dar essa contribuição ao Estado do Maranhão como parlamentar, mas desenvolvendo política de inclusão social e saindo um pouco da retórica que estamos vivendo no Maranhão que não contribui absolutamente em nada. É um acusando, outro defendendo, porque é assim que se faz nos parlamentos e o Maranhão, como disse, cresce como rabo de cavalo para baixo e perdemos o trem da história, e perdemos a oportunidade de contribuir para a construção de uma nova realidade. Muito obrigado, Senhor Presidente. PAVÃO FILHO - Concedo a palavra, dando continuidade ao tempo do Bloco Parlamentar Progressista, à deputada Eliziane Gama. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores da Mesa, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, galeria, colegas jornalistas e radialistas da imprensa. Inicio minha fala hoje, no tempo do Bloco, e é claro, como jornalista, jamais deixaria de parabenizar o Jornal Pequeno que hoje está comemorando 56 anos de trabalho em prol da construção de uma sociedade justa, em prol da construção de uma sociedade democrática. E todos nós temos consciência de que os veículos de comunicação são muito fundamentais e decisivos para essa construção da democracia. O Jornal Pequeno com a sua linha, que de pequeno, na verdade, acredito

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 21 que só tem o nome, tem dado grande contribuição para a nossa sociedade, para o Estado do Maranhão. Portanto, quero parabenizar esse jornal e a cada um dos jornalistas que fazem parte da equipe do Jornal Pequeno. Também quero fazer uma referência ao nosso presidente que, agora há pouco, fez isso de maneira muito plena quando se referia ao Hospital da Mulher, de cuja inauguração ontem tive a honra de participar, no Itaqui Bacanga. Este hospital hoje se propõe, através de uma estrutura belíssima, são três pavimentos, com UTI e vários leitos, só na UTI são cinco leitos, tem realmente uma estrutura muito grande para estar atendendo as mulheres, especialmente aqui em São Luís onde temos mais de 500 mil mulheres com anseio de serem bem atendidas e terem acesso à saúde, assim também como em todas as outras áreas. Vejo que o prefeito Tadeu Palácio (quero deixar aqui registrada a minha admiração e o meu respeito), a postura que ele tem adotado diante desta esta cidade, não somente na área da saúde, mas também na área da educação, na área da infra-estrutura, na área da limpeza urbana, em tantas outras áreas, o prefeito tem dado realmente um grande exemplo de administração pública com responsabilidade. E no que se refere à mulher, e eu como mulher hoje tendo a honra de presidir a Comissão da Mulher nesta Casa, tem mostrado essa sensibilidade quanto à participação feminina desde a sua estrutura de governo, incluindo, nas principais Secretarias do Estado, mulheres para estarem à frente da administração pública. Ele também cumpre essa promessa que é dar a nós mulheres esse hospital de muita qualidade, esse hospital que vai atender, não somente às mulheres do Itaqui-Bacanga, mas às mulheres da nossa cidade de São Luís. Então, parabéns ao prefeito, parabéns a nós todas mulheres que teremos acesso a um serviço de saúde, sem dúvida nenhuma, com qualidade. E parabéns ao prefeito que, num dia muito oportuno, no Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna, deu esse presente às mulheres de São Luís. Senhores, venho a esta tribuna hoje, naturalmente que gostaria de estar aqui fazendo, tratando de uma agenda muito mais propositiva, de uma agenda muito mais produtiva para o Estado do Maranhão, afinal de contas, é esse o anseio do nosso Estado. Quando houve alternância de poder neste Estado, todos nós sempre sonhamos com um Maranhão mais desenvolvido, equiparando-se em termo de desenvolvimento com outros estados brasileiros, porque infelizmente o Estado do Maranhão vem encabeçando os piores índices de exclusão social e, naturalmente, nós também não podemos deixar de entrar nessa discussão que tem sido as principais manchetes dos jornais de circulação nacional e infelizmente até internacional. Parece que o Estado do Maranhão, quando vai para as manchetes nacionais, vai por escândalo ou pelos índices de miséria que estão em nosso Estado e parece que a nível nacional infelizmente, às vezes, as coisas são muito semelhantes. O Brasil vai para as manchetes internacionais pela sua situação de não desenvolvimento ou pela situação de escândalos que têm permeado a estrutura política nacional. Não é um problema agora, não é um problema que nasceu de hoje, não, a questão da corrupção no Brasil é algo que já vem acontecendo há várias décadas e que se sucede há vários governos. Eu fiz uma pesquisa juntamente com a minha equipe de Assessoria e eu gostaria aqui de ler para os Senhores como essa questão de escândalo e de corrupção infelizmente é algo que vem permeando o nosso País. No governo Geisel, por exemplo, foram dez escândalos que a gente destacaria, por exemplo, aqui o caso Vladimir Hezorg. No governo Figueiredo, a anistia de 1979. E nós temos aí contabilizados 11 escândalos no governo José Sarney, dentre eles, seis escândalos a gente destacaria o escândalo do Ministério das Comunicações onde um grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney, e a concessão segundo as denúncias que se colocavam na época era em troca de cargos, votos ou apoio ao Presidente já no Governo Collor nós tivemos 19 casos de corrupção, e aí o mais notável foi o Esquema PC em seguida, veio o Governo Itamar Franco com 32 casos de corrupção dentre eles o escândalo do Orçamento da União, mais conhecido como Escândalo dos Anões do Orçamento mais em seguida, vem o Governo Fernando Henrique que aumenta para 44 casos de corrupção, veio a CPI do Narcotráfico que o Estado do Maranhão viveu isso de maneira muita participativa, CPI do Crime Organizado e com 44 casos de corrupção de maneira muito mais destacada pela imprensa. E em seguida veio o Governo Lula durante seus dois governos são na verdade até 3, 4 folhas que são na verdade 101 escândalos e vários que a gente poderia destacar Escândalo do Mensalão, Escândalo do caso da Amazônia, escândalo agora do caso da Crise da VARIG, enfim vários outros escândalos do atual governo. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA - Me permita um aparte, nobre deputada Eliziane Gama? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Só um minuto deputado, eu gostaria de concluir o meu raciocínio no primeiro momento, então na verdade essa questão da corrupção, uma questão infelizmente parece que esta permeada quando se refere a questão da política nacional, aqui no Estado do Maranhão eu vi a Deputada Helena Heluy falando recentemente, parece que existe corrupção em todos os poderes e agora se fala que é o escândalo mais recente, que é o escândalo que envolve vários políticos tanto deputados, nomes já foram citados melhor dizendo de deputados, de senadores e de tantos outros nomes que é chamada a Operação Navalha, e eu gostaria de fazer uma reflexão com cada um dos deputados, eu faço isso com muita segurança e com muita tranqüilidade, em falar porque quando eu fui eleita deputada estadual, a primeira posição que eu coloquei na minha vida foi de fazer um mandato ético, um mandato pautado na justiça social, o mandato onde o cidadão maranhense seja o destinatário final das nossas ações empreendidas dentro desta Casa. Eu quero dizer aos senhores que sou filha de evangélico, meu pai é pastor tenho um tio pastor, tenho um irmão pastor, e tenho um avô que na verdade não está mais entre nós, que durante toda a vida que ele construiu no interior do Estado, ele teve um sonho de ter um Estado mais desenvolvido de ter uma alternância de poder nesse Estado do Maranhão. Infelizmente ele acabou falecendo e não vivendo isso de maneira muito próxima, inclusive no dia que eu particularmente, nós ganhamos a eleição para deputada estadual claro que veio aquele sentimento de felicidade muito grande, mais ao mesmo tempo veio permeado de alguma tristeza, porque meu avô não vivenciou comigo esse momento de participação na política deste Estado do Maranhão, porque ele também sonhou com uma alternância, ele sonhou com dias melhores, ele sonhou com que essa sociedade, com que o Estado do Maranhão saísse da situação de miséria e da situação de tantos atos de corrupção que já passaram aqui no Estado do Maranhão. O que eu acho injustiça, é tentar se cortar e se fazer um limite, um corte de uma investigação específica em um determinado ano, eu quero fazer referência ao PPS nacional que com sua determinação que é o meu partido, um partido ético, um partido descente, um partido que tem levantado a bandeira do fim da corrupção e de participação muito mais efetiva da população, e das camadas populares nas mais diferentes ações do governo. Eu gostaria de ler aqui aos senhores uma nota, que foi escrita também pela executiva do PPS aqui no Estado do Maranhão, meu tempo vai terminar, mas se eu puder contar com a complacência aqui do líder do governo, que me dê só, mais algum tempo. Diante dos lamentáveis fatos apresentados á população com relação à Operação Navalha, o PPS do Maranhão a exemplo da postura já adotada nacionalmente pelo partido, vem a público registrar seu firme posicionamento em defesa da ampla investigação e punição exemplar de todos os culpados, envolvido desde o ano de 2000. E não somente ao ano de 2006, porque me parece que quando você faz um corte apenas ao ano de 2006, você sai do mérito da investigação e aí permeia-se aquela infiltração política, essa confusão ou essa relação promiscua entre os poderes no Brasil em minha opinião, é o que tem gerado tantos problemas e não a elucidação dos casos, que tem sido colocados pela mídia e que tem levado, às vezes, a opinião pública se manifestar contrária à posição de nós, enquanto políticos ou dos gestores que estão á frente dos poderes nesse Brasil. Continua ainda a nota: Época da chegada no Maranhão da construtora Gautama, principal alvo do esquema de corrupção apontado pela Polícia Federal, tal qual sugere o evangelho que se deva separar o joio do trigo, a importância nessa Operação Navalha que também se faça separação da investigação judiciária, e dêem injunções políticas, o PPS reafirma sua crença na conduta do Dr. Jackson Lago

22 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 Governador do Estado do Maranhão, e acima de tudo comunga com a vontade popular de que um outro Maranhão livre e forte, progressista, justo e descente é possível, eu quero deixar aqui senhores deputados e senhoras deputadas, a minha indignação e a minha posição. Eu vejo que hoje se colocar, por exemplo, o nome do Dr. Jackson Lago, um homem que tem uma história que foi construída durante tantas décadas lutando por dias melhores nesse Estado, e ai todos nós conhecemos o que ele já passou nas administrações públicas tanto na capital do Estado do Maranhão, como as suas lutas de ir para a rua, de lutar para que essa sociedade por não ser desenvolvida hoje depois de muitos sonhos, depois de muitas lutas, depois de muito suor e quem sabe até de sangue de camadas populares da sociedade em que nós chegamos a esse novo momento aonde o povo participa desse governo, aonde a sociedade, aonde vários partidos que montaram a chamada Frente de Libertação do Maranhão, parece que esse sonho, parece e aí há várias forças políticas que tentam derrubar esse grande sonho, eu vejo que nós não podemos deixar que essas conveniências políticas possam macular esse sonho, que é um sonho de um Maranhão livre, que é um sonho de um Maranhão justo que é um sonho de um Maranhão decente, nós não podemos fazer por que a força da polícia, ou que a força impositiva de um golpe, possa destruir aquilo que foi colocado de maneira soberana pelo povo através do voto democrático, através da posição suprema que é a participação da sociedade, queremos investigar, que vamos investigar, como tem defendido a posição nacional. Mas vamos investigar de maneira plena, não somente o ano de 2006, mas desde o ano de 2000, e também, lembrando de tantos outros escândalos que já se sucederam na história do Maranhão, a exemplo como do Pólo de Confecção de Rosário, o caso de Paulo Ramos/Arame e tantos outros exemplos, que a gente teria que ter muito mais tempo para estar discutindo, só lembrar que hoje saiu na Folha de São Paulo a lista de vários nomes da Construtora Gautama, com pessoas que seriam presenteadas e aí tem deputados federais, ex-deputados, senadores, ex-senadores, Ministros de Estados, cinco ministros do Tribunal de Contas da União e pelo menos vinte e três governadores, prefeitos, ex-governadores e ex-prefeitos e o que está na lista. O Estado do Maranhão tem vários nomes aqui, do Estado do Maranhão que acabam fazendo parte desta lista, que foi divulgada pela Gautama, muito obrigada. PAVÃO FILHO - Continuando o Bloco Parlamentar Progressista, com a palavra a Deputada Helena Barros Heluy. Queremos registrar a pedido do Deputado Afonso Manoel a presença da Graça Mendonça excandidata à vereadora pelo PMDB, seja bem vinda a essa galeria. Quero registrar também a presença do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cantanhede José Raimundo, e a presença do Vereador Natinho, sejam bem vindo a essa galeria. Com a palavra a Deputada Helena Helut, dez minutos. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, senhoras deputadas, deputados, colegas da imprensa, funcionários da Casa, senhores e senhoras da galeria, internautas, queria parabenizar a Deputada Eliziane por todo este levantamento que nos apresentou, aí trazendo fatos dessa história terrível, dolorosa, não é história, são práticas de corrupção no Brasil, mas na mesma forma como eu louvo a iniciativa, vou me permitir ligeiros, não reparos, mas reflexão a mais; primeiro no Governo Geisel consta apenas à morte de Vladimir Herzog, parece que não estamos aprofundando bem outros fatos dolorosos, desairosos ocorridos aquela época. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Deputada, só lembrando que eu apenas frisei o caso de Vladimir Herzog, mas na verdade na lista são dez casos. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Obrigada, porque chamou a atenção o fato apenas do Vladimir Herzog porque foi terrível, doloroso, emblemático para todas as lutas em defesa da liberdade, da vida, do direito de ser cidadão neste país diante das situações de impedimento dessas liberdades que foi a terrível ditadura pós-golpe de 64. Mas também me permito pela forma extremamente pedagógica como foram apresentados numericamente esses fatos de corrupção, o desaguadouro colocando e deixando ficarmos pensando, alguns pensaram assim, outros captaram a inteligência ou a estratégia de ficar o Governo Lula como o campeão de corrupção, foi isso que eu fiquei martelando, desculpe-me a simplicidade de expressão, parece que no Governo Lula é que há corrupção. Quanto à informação, me permita com todo respeito e outro tanto de admiração, é no Governo Lula que se está desbaratando de ponta a ponta deste país as práticas de corrupção, onde quer que aconteçam, praticadas por quem quer que seja, é esta a diferença e é por isso chega a cem e vai chegar a duzentos, a não sei quantos lamentavelmente. E, dando nome a quem é quem, quem são os envolvidos, os indiciados, os supostos praticantes desses fatos, é aí que está a diferença e, eu já colocava aqui e colocava inclusive em programas do meu partido ano passado e mais atrás ainda o significado destas operações, pelo menos mostrar para a sociedade que aquilo que para muitos é banal, é comum, é corriqueiro, é assim mesmo dizem: até todos fazem, mostrar que isto é crime, que isto quando se trata de administração tem até um nome mais elegante: é improbidade, mas no fundo é crime, no fundo é corrupção genericamente, mas que tem especificamente vários outros específicos dizendo a conduta e dizendo a pena que deverá ser cominada para quem as pratica. Mas não queria falar disso não, foi a fala da deputada Eliziane Gama, muito bem, contra a expressão que às vezes adoto e alguns não gostam, mas muito bem craniada, cumpriu a sua tarefa, o seu partido tem essa missão e louvo pela fidelidade de Vossa Excelência ao seu partido, é combater o Governo Lula, é combater o Governo Federal e todas as suas manifestações. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA Me conceda um aparte, nobre deputada. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Deputada Helena, eu gostaria de um aparte depois do deputado João Batista. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA (aparte) Nobre deputada o que gostaria de acrescentar ao seu pronunciamento e até tentei fazê-lo dentro do pronunciamento da deputada Eliziane Gama, é que nesse instante temos uma realidade social que não é aquela que desejamos naturalmente, essa sucessão de escândalos políticos envolvendo as mais diversas autoridades não tem trazido àquilo que se deseja, pelo menos de forma imediata. Marcos Valério é intimado, chamado para mediar negócios do Governo Federal, Delúbio Soares o ex-tesoureiro do PT dá autógrafos pela rua já fala em candidatura a deputado federal pelo Estado de Goiás. A impressão que se tem de forma imediata, é claro que o futuro nos dará a impressão devida e oportuna, enfim, a mais sensata, mas a impressão imediata que temos deputada, é que essa sucessão de escândalos ao invés de trazer pureza a política ou pelo menos a proximidade disto, está trazendo a insensibilidade da sociedade, Maluf com votação extraordinária apesar de todas as denúncias envolvendo o nome dele e, enfim, tantas outras pessoas envolvidas direta ou indiretamente em escândalos políticos saindo a cada dia mais fortalecido, isto naturalmente trás a preocupação porque o reflexo disto é como a sociedade está encarando todos esses escândalos. Portanto, era essa a minha contribuição ao seu pronunciamento. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Obrigada deputado João Batista, peço que seja incorporado. Preocupa-me porque eu vim aqui foi para falar da mulher e da medida provisória, a única que eu louvei desde a primeira hora de Lula com relação aos portadores de hanseníase, foi para isso que vim aqui, mas não há problema. É um prazer deputada Eliziane Gama. A SENHORA DEPUTADA ELISIANE GAMA (aparte) - Deputada Helena Barros Heluy, gostaria apenas de fazer uma coloca-

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 23 ção a V. Exª. Antes de tudo dizer e acho que V. Exª. tem consciência disso da minha admiração extrema pela sua conduta, para mim inclusive um exemplo de vida que sempre me propus a segui-la pela sua visão imparcial, pela sua visão de luta pelas ideais e também pela sua postura de fidelidade a seu partido. Quando V. Exª. coloca a minha postura de fidelidade a meu partido, também tenho realmente essa fidelidade a meu partido, mas em nenhum momento quando me pronunciei nessa Tribuna, tentei simplesmente colocar uma posição com relação ao Governo Lula, que naturalmente o meu partido faz oposição ao Governo Lula. É bem verdade que não podemos chegar e fechar os olhos para benesses que o Governo fez, mas também não fiz uma avaliação do ponto de vista subjetiva, coloquei simplesmente o fato de que não poderia me omitir a deixar de citar os casos que foram colocados durante o Governo Lula. V. Exª. coloca com muita clareza quando diz dessa investigação que foi colocada pelo Governo e daí se coloca nomes, se vai para opinião pública e a população começa ver quem verdadeiramente está envolvido ou não por corrupção, mas queria deixar isso bem claro que não quis tendênciar ao Governo e nem simplesmente cumprir uma fidelidade partidária, por exemplo, não cheguei a citar os nomes que foram hoje divulgados, inclusive na Folha de São Paulo e tem, por exemplo, o nome do ex-governador do Estado do Maranhão, José Reinaldo, tem o nome do Dr. Jackson Lago, tem o nome da Dr. Alexandra, ex-mulher do ex-governador Dr. José Reinaldo, mas também tem o nome do Deputado Federal Pedro Novais, tem o nome do Deputado Gastão Vieira. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Só um momento. Queria pedir a Mesa que não só me assegurasse o mesmo tempo que concedeu a Deputada Eliziane, porque é tudo relevante o que estamos colocando. A SENHORA DEPUTADA ELISIANE GAMA - Só mais dois nomes que eu gostaria de citar, do Senador José Sarney e da Senadora Roseana Sarney do PMDB do Maranhão. Então, foram esses nomes que hoje a Folha de são Paulo faz divulgação no seu site. Obrigada. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Pois não. Eu peço também que seja incluído. Acho que valeu a pena ter vindo à Tribuna a partir da fala de V. Exª. porque isso caracteriza mais e muito mais a importância, a forma do que está acontecendo no Brasil de hoje no que diz respeito a toda esta tarefa de fiscalização, de investigação, de ir a fundo. O que precisa efetivamente depois saber o resultado de tudo disso. E com relação ao que o Deputado João Batista colocava me parece que, isso faz com que eu ainda tenha que lutar muito e muito dos colegas e companheiros deputados, da sociedade civil no que diz respeito a uma educação verdadeiramente política voltado para conscientização do eleitorado. Paulo Maluf depois de preso foi homenageado como o mais votado do Estado de São Paulo. Então, nós temos que refletir também sobre isso. Estão escritos o Deputado Hélio Soares, o Deputado Ricardo Murad. O que eu faço Senhor Presidente, eu consulto V.Exª. como democrata que é, e que sempre entende que o debate vale a pena? PAVÃO FILHO Quero dizer a V. Exª. o debate é palpitante, mas nós temos todo um ritual regimental. Vou conceder o mesmo tempo de tolerância que foi concedido à Deputada Eliziane Gama. V. Exª. tem mais três minutos. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Três minutos e vamos ouvir em um minuto o Deputado Hélio Soares e em um minuto o Deputado Ricardo Murad. O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES (aparte) Deputada eu gostaria só de inverter a pauta em respeito a nosso líder, começa pelo nosso líder, Deputado Ricardo. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (aparte) Apenas para colocar dentro do Bloco depois vou fazer um pronunciamento junto com os companheiros, mas para colocar dentro do contexto do seu pronunciamento e o pronunciamento da Deputada Eliziane Gama, essa lista que apareceu agora com 225 nomes é dos mais variados partidos PT, PMDB, todo mundo. A PF disse que uma lista semelhante a elaborar por empresas em final de ano, festas e trata-se de brindes tipo gravatas chaveiro, uísque essas coisas.... A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Agradeço ao deputado Ricardo e é isso que eu tenho medo de depois acabar caindo no vazio ou na banalização. É isto que eu tenho medo também. Concedo um aparte ao senhor Deputado Hélio Soares. O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES (aparte) - Obrigada deputada. Deputada eu tinha um compromisso agora 11h30min 12h00min, mas quando vi a senhora se inscrever e a senhora é testemunha que tem ficado só nós dois aqui neste plenário. Eu lhe ouvindo até para servir de experiência e é sempre bom lhe ouvir e eu agradeço o aparte, tanto que a senhora ia falar um assunto que eu sabia qual era, me interessa e a senhora mudou para outro assunto totalmente interessante e de muita responsabilidade, principalmente para quem vai usar uma tribuna dessa aí para fazer os seus esclarecimentos e suas defesas como a senhora faz com bastante eficácia. Mas o que a gente vê aqui de vez em quando é muita gente querer justificar as suas fraquezas, os seus erros em cima do erro dos outros, dos erros que já passaram. Parabenizo V.Exa. por relatar aqui que realmente esse governo do nosso Presidente da República Lula, que eu defendo também, por ser até origem de trabalhador rural, não fica enfatizando muito isso aqui na tribuna para não parecer demagogia que o deputado não pode estar falando muito que foi isso, que foi aquilo. Ele tem que falar naquilo que está defendendo como à senhora faz e que sirva de exemplo para todos nós e a sociedade. Obrigada pelo aparte Deputada Helena. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Eu agradeço a benevolência de V. Exª. e vou me inscrever para o Expediente Final lamentando não ser transcrito no Diário da Casa, mas preciso falar do que significou o dia 28 de maio para as mulheres do meu país e também o que significou o dia 24 para toda comunidade portadora de hanseníase, é Governo Federal, é Governo Lula. PAVÃO FILHO Para concluir o tempo do Bloco estava inscrito, nós estávamos inscritos mas nós estamos declinando para ouvirmos a Deputada Graça Paz. Vossa Excelência tem 7 minutos para concluir o tempo do Bloco, nós estávamos inscrito, mas declinamos para ouvirmos a Deputada Graça Paz. V.Exª. tem 07 minutos para concluir o tempo do Bloco. Ou V. Exa. prefere amanhã? Bloco Parlamentar de Oposição. Deputado César Henrique Pires. Deputado César Pires, 8 minutos, Deputado Hélio Soares, 8, Deputado Ricardo, 7. O SENHOR DEPUTADO CESAR PIRES (sem revisão do orador) - Que Deus abençoe a todos nós. Senhor Presidente, senhores da Mesa, senhores da galeria, e imprensa, servidores, taquígrafos aqui presentes. Eu venho aqui, senhor Presidente primeiro prestar contas de uma viagem que fizemos, eu e o Deputado Pavão representando esta Casa em um Congresso de Deputados Estaduais. E dizer a V.Exª. e confesso, Deputado Pavão que agora a pouco, assisti de V. Exª. uma atitude de que nós naquela missão que estávamos reafirmamos as nossas convicções e a nossa crença de que o Parlamento é e deverá ser sempre um instrumento poderoso; curvar-se diante das tentações seria negar tudo aquilo que pregamos atrás, quando assim somos chamados a declinar os nossos posicionamentos. Ali, naquele Congresso foi discutido, Deputado Ricardo a fossilização, o engessamento porque passam as Assembléias Legislativas do Brasil como era um todo e que era preciso se formar, Deputada Helena, frentes assim de grupos políticos egressos de cada Parlamento, para acompanhar a Reforma Política, aonde desse um pouco mais de liberdade a nós parlamentares estadu-

24 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 ais. Nem sequer nós podemos ser criativos, porque somos tolhidos, ceifados por determinados amparos constitucionais; mas aqui, Senhor Presidente também se já são poucos eu quero levantar alguma coisa que nos resta, mas que parece que esta Casa deixa de reconhecer ou de conhecer. Não tenho formação jurídica, mas não sou tão analfabeto a ponto de não compreender os pequenos espaços aqui atentados; e quando vejo aqui, Deputada Helena, a nossa Constituição que esta Casa rasga continuamente, embora tenha sido ela razão de tê-la construído; diz aqui: É da competência exclusiva da Assembléia Legislativa. E lá na frente, no Inciso 20, diz aqui: fiscalizar, Deputado Ricardo e controlar diretamente atos do Poder Executivo incluindo os da administração indireta. Ora, compete a essa Casa acompanhar e eu lamento que ainda como Primeiro Secretário desta Casa, tenha emitido e aprovado pelos meus pares solicitando os encaminhamentos e as informações necessárias do secretário, não obtive resposta. Se eu como Primeiro Secretário a mim foi negado, a própria Mesa e a própria Casa, eu pergunto, quem poderá mais pedir ao secretário e ter informação? Vi na Folha de São Paulo na segunda-feira, o Presidente da ONG Transparência Brasil, Deputada Helena, que a senhora deve conhecer e aqui ele faz uma entrevista A Folha tratando da reforma política que é sempre ventilada quando emana, quando floresce esses aspectos de corrupção e debita a ausência de uma reforma política como se ela fosse a gênese, a genética, a causadora de todos esses atropelos que nós estamos assistindo. E aqui com a lucidez de sempre, o Cláudio Abrão diz aqui: reforma política não vai mudar nada disso e a discussão funcionará de novo como cortina de fumaça. E ressalta a importância da aplicação das leis e do acesso à informação. É justamente o que nós não temos aqui. Eu não quero e não vou fazer nunca préjulgamento de ninguém, mas como é que eu posso acompanhar as obras e os convênios dos meus municípios se têm apenas assentados nos convênios uma estrada vicinal de 30 km e não diz de onde para aonde. Eu não estou dizendo que o governo é corrupto, que o Jackson é corrupto, que o secretário é corrupto, o que eu quero na verdade é ter acesso à informação para que eu possa cumprir a minha missão parlamentar, simples, até já que sou fossilizado. Quando a gente argüi a Constituição quase nada se pode fazer. De todos os pedidos feitos nesta Casa têm sido atropelados e o que é pior, não se obtém resposta em momento nenhum dessas situações do governo estadual. Se criarmos essas vicissitudes aqui dentro, criaremos paralelamente a isso uma cultura e no futuro próximo, se o governo virá as gangorras na vida na substituição, a cultura está instalada já deformada e, portanto, quase nada se pode fazer. É vergonhosa uma situação como essa. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO Deputado permite-me um aparte? O SENHOR DPUTADO CÉSAR PIRES - Pois não, deputado Alberto. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO (aparte) Deputado, eu queria só me manifestar a respeito desse pronunciamento de V.Exª. com relação, por exemplo, ao que foi requerido pelo Deputado Ricardo, que, veja, eu particularmente não vejo necessidade nesses pedidos de informações porque esses processos licitatórios eles são atos públicos, se são públicos devem ser de conhecimento de todo mundo, basta você pedir ou ir... hoje inclusive tem sistema on line que a gente tem acesso, tem muitos, inclusive, prefeitos burlando isso, enganando, fazendo fraude nos processos licitatórios via internet fazendo moldagem para enganar. E aqui, por exemplo, esse processo eles podem ser, sem necessidade do requerimento, eles podem ter, o autor do requerimento pode ter o conhecimento do conteúdo desse documento sem necessariamente requerer, mas eu queria dizer a V.Exª. que eu também estou precisando de algumas informações da primeira secretaria desta Casa, com relação a servidor, a prestação de serviço de pessoal. Eu estou elaborando, fundamentando este requerimento que vai a V.Exª. e espero que V.Exª. me preste essas informações com esse espírito de transparência, que é peculiar de Vossa Excelência, em relação ao servidor contratado que não presta serviços, que não trabalha, que não faz jus à contrapartida da remuneração. Quero essas informações e antecipo que estou elaborando esses expedientes para dirigir a V.Exª., com exceção daqueles que estão lotados nos gabinetes dos deputados. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Deputado, eu posso dizer a V.Exª. que eu só tenho os do meu Gabinete e que está aberto a qualquer um o acesso à seção de pessoal. Quanto às outras questões, eu acho natural V.Exª. pedir, expressar as suas razões, assentar-se em um expediente, que com certeza o presidente dará seqüência as suas informações. Acho que também é perfeitamente compreensível e aceitável V. Exª., como parlamentar, ter acesso a essa situação e quero deixar bem claro que, como oposição, tenho me comportado dessa ordem, ou seja, se de um lado tenho sido leal à Mesa pelo comportamento meu, em nenhum minuto, me recusei a tomar, a sequenciar qualquer atitude da liderança do meu partido, nunca me curvei, nunca declinei um momento da minha vida aqui dentro, recusando-me a assinar ou retirar a qualquer momento a minha assinatura de lá. Portanto, não escuso as minhas em relação a esses procedimentos que tenho feito aqui, mas o que não acho correto, e não acharei nunca, é não ter, porque na verdade não está afrontando a liderança do nosso bloco, não está afrontando os nossos parlamentares, está na verdade fragilizando esta Casa, diluindo as suas oportunidades, retirando os seus direitos, as suas prerrogativas, ferindo de morte a Constituição Estadual e criando vícios e deformidades difíceis que, no futuro, poderão ser corrigidos. É simples, não há o que temer! O que não poder ser feito é não sabermos de estrada, de onde vai, para onde vai, não tem informação, por exemplo, de que adiantaria eu vim falar aqui mais do ex-governador José Reinaldo, mais do governador Jackson Lago não há por quê. A mídia nacional está aí, são as revistas, a Folha de São Paulo da semana passada dedicou seis folhas, os blogs nacionais estão aí a colocar isso, seria mentira tudo isso? De que adiantaria mais uma voz aqui dentro? Será que contrariaria tudo o que está sendo colocado? Agora o que eu quero, na verdade, é pedir a esta Casa que não veja os nossos cargos como eternos, porque nossa missão nesta Casa não é eterna, mas algo transitório e, como tal, devemos fazer as nossas investigações. Isso é que eu quero para que nós, junto com os nossos munícipes, possamos prestar contas, porque o que vejo é que inúmeros poços, deputada Helena Barros Heluy, que a própria CAEMA me forneceu dados, com 75% da obra paga e apenas 30%, 40% de obra feita. É uma agressão e eu não vou responsabilizar o governador Jackson Lago por isso, não. O que quero é buscar e remontar para que eu possa cobrar o que foi pago dessas empreiteiras, dessas empresas. É isso que devemos fazer na verdade, nada mais que isso... O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA - Deputado César? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Pois não. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA (aparte) - Oportuno o seu pronunciamento, mas acho que o momento é de nós deputados reconhecermos que há uma guerra midiática no Estado. Essa guerra midiática, queira ou não queira, atrapalha o Governo, pois imaginar que a mídia nacional vai ser reconquistada pelo governador Jackson Lago, neste momento, é impossível, diante de tudo que vem se falando a respeito dessa operação, mas o fato é que o Governo precisa, urgentemente, lançar uma frente de obras em todo o Estado do Maranhão, por onde as promessas de campanha foram feitas, para que a imagem pública dele possa ser recuperada diante das promessas que foram feitas. Claro que devemos ter a devida prudência com relação à guerra midiática que acontece neste momento no Estado, envolvendo as duas forças políticas, tanto o grupo Sarney quanto, evidentemente, o atual Governo. Portanto, é importante que se tenha prudência em função dessa guerra midiática e que se levante a questão de que o Governo precisa lançar aquelas coisas prometidas em campanha urgentemente em nosso Estado.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 25 O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM Permita-me um aparte, deputado? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Deputado Raimundo Cutrim. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO SOARES CUTRIM (aparte) Deputado, só queria parabenizá-lo pela sua lucidez e pedir aparte com relação ao nosso colega Pavão em deferir a solicitação justa e perfeita na forma da lei de uma cópia de um documento. Então, fico preocupado, claro que não se trata de Oposição e Governo, eu pedi a cópia de um convênio, é um direito e atende às atribuições de um deputado. Então, se isso for negado para o deputado, então o que é que estamos fazendo aqui? Então, estou pedindo, em vários municípios, se for negado, vou comprar uma briga na justiça para que possa ser isso reconhecido legalmente, porque está dentro das atribuições do deputado. Se o deputado entra com um requerimento e for negada a sua solicitação, se fosse contra a Prefeitura, que é o presidente da Câmara ou o prefeito, mas o deputado pode pedir qualquer que seja o documento de um convênio de qualquer município. Estou pedindo de alguns municípios e, se a Mesa negar, vou entrar na justiça, porque é um direito nosso. Temos de ver um documento e será que um documento, que é publicado no Diário Oficial, será que vai ser sigiloso? Eu não acredito que, em pleno século XXI, e a bancada de Oposição ou do Governo está se mantendo a favor ou contrário, isso é um direito do deputado, qualquer que seja ele, deputado A, B ou C, se foi feito o convênio vamos querer o quê? Verificar se aplicação do dinheiro público, do dinheiro do povo, está correta. Não vejo nada demais! O que não podemos é fazer desse documento uma briga politiqueira de um município, mas qualquer que seja ele temos obrigações de receber o documento e dentro dos trinta dias. Estou pedindo alguns documentos, já foram definidos, estou pedindo a instauração de uma extração de um processo de responsabilidade e é obrigatório a Assembléia dar apoio ao deputado qualquer que seja ele. Era só isso, deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Muito obrigado, deputado. Eu incorporo seus questionamentos ao meu pronunciamento. Obrigado, presidente deputado Pavão Filho, parabenizo pela sua lucidez também, acho que nossa viagem serviu, não foi para, vamos supor, criar conceitos novos, mas foi para consolidar o que já temos. Muito obrigado. PAVÃO FILHO - Agradeço V. Exª. Vamos sempre manter essa linha de coerência como sempre norteou a minha vida pública. Concedo a palavra ao Deputado Hélio Soares. O SENHOR DEPUTADO HÉLIO SOARES (sem revisão do orador) - Muito obrigado. Nosso grande líder, Presidente, Mesa Diretora, deputados e deputadas, galeria e imprensa. Uso a tribuna nesse momento apenas no cumprimento do meu dever de parlamentar e cumprir com os meus compromissos também na fidelidade com meu Estado. A que fidelidade me refiro? Estar sempre atento aos problemas que nos afligem. Meu grande Líder do Governo, Deputado Edivaldo Holanda, estou fazendo aqui neste momento um registro de todos os usuários a exemplo do que já fez o nosso partido, também através de nosso Deputado João Batista, da Região Tocantina quando se refere também as estradas, as BR s e as estradas vicinais que servem de escoamento para os nossos produtores rurais. O trecho da BR de Santa Helena, Presidente Deputado Pavão se V. Exª. pudesse descontar esse tempo que queria esperar o nosso líder terminar com essa ligação que é importante que V. Exª. fique atento para esse registro que vou falar; não querendo dizer que a sua ligação pode ser até mais importante, quem sabe se não é esse assunto que estou falando aqui? Quem sabe se não é Oxalá, que fosse? Então, acabamos de ouvir aqui o pronunciamento do nosso César Pires, que já não está mais aqui, mas Deputado Edivaldo Holanda, me ofereço aqui neste momento, está certo? Temos um trecho da BR que liga Santa Helena a Nunes Freire pontos localizados, faço isso porque passo sempre lá e as crianças que ficam ali jogando terra catando um dinheirinho dizem assim: Ah! O senhor é deputado? O senhor passa sempre aqui e os outros? Eu disse não; é porque cada deputado realmente vive mais em uma região ou em outra e eles andam muito de avião também, por isso não têm conhecimento do que ocorre nas BR s de nosso Estado. Então ali nessa BR que me refiro, há pontos localizados, eu medi exatamente tem buracos no transcurso, no perímetro dela toda, então são buracos localizados, mas que se não dermos manutenção agora ela vai cortar totalmente então eu medir chega a 800 metros Deputado Edivaldo Holanda, então se nós tivermos empenho aqui na bancada do governo e a nossa bancada, Cutrim lá é a MA lá não é Federal eu vou lhe explicar Santa Helena, porque V. Exª. ainda não está bem familiarizado com as nossas BRs, então confundiu eu concordo plenamente da confusão que, ás vezes, até eu que vivo no Maranhão inteiro, ás vezes, tem que ver no mapa se ela é Estadual ou Federal, mas seja ou não seja, cabe a nós termos interesses quando for federal para irmos um Governo Federal e Estadual por isso, que eu fiz questão que V. Exª. ouvisse aqui quero ir com V. Exª. ao governador ao Secretário de Infra-Estrutura, são pontos localizados eu tenho certeza que R$ 300 mil vai liberar o tráfico, o que não se pode é assalto, agora mesmo foi assaltado o médico lá de Nunes Freire porque ele tem que parar a velocidade está certo; foi assaltado até um investigador, ouviu Cutrim, um delegado de polícia, um agente levaram até o carro da polícia deixaram um agente vigiando lá o buraco. Então são pontos localizados mais que a população xingam os políticos. Tanto dinheiro aí mal gasto, tanto dinheiro desviado tanto coisa aqui que você poderia estar dentro na fiscalização, colocar ali 200 ou 300 mil reais libera nossa BR Deputado Pavão V. Exª. que é da Baixada Carutapera e viaja sempre por ali, embora seja de caminhonete, não percebe muito bem o buraco mais dá para V. Exª. perceber que você trafega por dentro. Então está tendo lá, Deputado Pavão Filho bastante assalto quase toda semana tem dois, três e passou de seis horas, Deputada Graça não se trafega mais lá é um risco constante, até criança assaltando e você tem umas crianças já 14, 15, 16 anos que com revólver de brinquedo fica em cima de nós, e nos espanta dizendo: Isso é um assalto! Me arranja um dinheirinho aí. Porque eles com aquela pá de terra colocando nos buracos. Então Deputado Edivaldo eu quero contar com a sua sensibilidade, que eu sei que existe é fluente a gente percebe para que não deixemos aquela BR cortar, por que são trechos localizados é um buraco aqui, daqui a 100 metros outro daqui a 200 metros. Então eu fiz questão de medir, então chega a 800 metros está certo só de reparos, então não é possível que nós políticos, Deputada Graça Paz a senhora que já foi na época de eleição, a senhora passou lá precisa passar agora para ver como é que está. Deixa que o povo está esperando porque eu vi, não os deputados que foram votados lá, todo mundo foi votado pena que o Penaldon não está aqui também que agora é governo. Então é muito bom de resolver essas coisas porque é o governo é que tem a caneta da liberação, então eu vou falar lá estou lá praticamente 15 em 15 dias Deputado Chico que nós falamos aqui, fizemos o registro e cabe a nossa responsabilidade... parabenizo o deputado Pavão pela nossa iniciativa aqui do IPVA, que eu quero chegar também nisso aí passou para 6 parcelas, vamos ver se o governador sanciona, já tem uma emenda nossa que lutamos muito por isso porque eu não sei de quem foi essa idéia triste de colocar o IPVA de uma vez, que ninguém sabe, você sai na rua pergunta ao usuário ou a um proprietário de carro pergunta se ele sabe o que é feito com o IPVA dele que ele paga, ninguém sabe, a gente só sente falta quando a gente passa numa BR dessa, e eu estou fazendo aqui esse registro porque eu passo lá, eu estou fazendo o registro porque é um compromisso que eu tenho com a minha sociedade, é um compromisso que eu tenho com meu Estado, porque os eleitores estão nos esperando lá, estão nos esperando lá para pedir votos novamente. Então, não é possível que governantes que nós eu me incluo nisso também, passamos aqui o tempo todo sem fazer uma reivindicação tão importante para o estado, porque se essa estrada cortar lá, vai ficar o fluxo ferry-boat aqui sem não poder, porque o ferry é usado por causa da BR lá, vão toda por fora que também está numa situação, que já entra deputado Cutrim, a BR federal que é a 316 que corta os três Estados, que teve efeito

26 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 deputado Pavão naquela audiência pública que nós fizemos lá com o Presidente da Casa deputado João Evangelista mais ou menos uns 15 deputados e fomos a Brasília, e teve efeito, teve um efeito fenomenal que logo, logo ainda tivemos a ajuda da Globo, também daquele repórter o Pedro Bial, aqui teve até uma sugestão de um deputado não sei se foi do Edivaldo Holanda, para botar a BR 316 para mudar para Pedro Bial, mas não foi o Pedro Bial, foi nós que incentivamos isso e demos esse crescimento a nível nacional e a Globo veio e filmou, foi uma contribuição valiosa, mas agora a nossa BR aqui depende de nós, eu tenho certeza Edivaldo Holanda que V. Exa. vai me convidar para ir aonde o governador para ele ouvir, eu filmei no celular, já passei para o computador, até Carutapera deputado Pavão, os buracos tenho certeza que a sensibilidade que V. Exa. tem demonstrado entre nós, não vai deixar com que nós possamos voltar aquela e passar 3 dias para chegar em Carutapera, você se lembra muito bem disso. Muito obrigado. PAVÃO FILHO - Quero informar a V. Exa. que tapar buraco da estrada de Carutapera que é a MA 206, já foi reivindicada por nós ao governo e está aguardando já só levantar a chuva para começar a tapar buraco. Com a palavra o deputado Ricardo Murad para fazer a complementação do tempo do Bloco de Oposição. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhoras deputadas, senhores deputados. Eu venho tratar do assunto do momento, abordando a questão da Operação Navalha no que toca o Maranhão de uma forma seqüencial ao que disse ontem. Eu disse aqui da tribuna que a oposição esperava uma manifestação do governador, em relação aos funcionários do Estado comissionados ou não que tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias, estão sendo indiciados para que eles os afastassem da administração afim de que eles pudessem até ter tempo de se defender e cuidassem com a administração sem essas pessoas. O Governador até agora silenciou, em resposta ao meu pronunciamento, o líder do governo veio naturalmente municiado com informações oriundas da defesa do governador Jackson Lago, dos seus advogados, dizendo que o governador não estava indiciado, que o governador não tinha bens bloqueados, não tinha conta bloqueada, que não iria depor, porque não tem nada com o governador. O deputado Marcelo veio defender o exgovernador José Reinaldo, mas pediu que em uma outra oportunidade ele pudesse fazer a defesa do tio. E eu vejo os jornais e sinceramente eu me preocupo, não com a situação do estado, juro por Deus que não, mas em como o governo pensa em levar essa questão. O Estado de São Paulo de hoje Senhor Presidente, tem duas manchetes importantes: Renan se defende no Senado, Renan o Presidente do Senado, e advogado contesta a versão do Presidente do Senado. Uma manchete legítima, verdadeira, real. O Imparcial trás uma nota, uma manchete:...faltou o Renan dizer de onde veio dinheiro. Estou falando de uma manchete de O Imparcial. Mas O Imparcial em nenhum momento desde que o governador e seus assessores, funcionários aí, tiveram seus nomes envolvidos ele não teve essa dureza, essa firmeza em cobrar da onde veio o dinheiro. O governador José Reinaldo em um artigo de hoje do Jornal Pequeno, eu não sei quem é que ele pensa que vai enganar, isso é o que eu quero saber, quem é que ele pensa que vai enganar. Acusação, é o título dele, aí ele diz aqui no trecho: em 2006... ele vem aqui discorrendo e tal, aí ele chega nesse ponto, 2006 foi ano passado, finalmente assinamos com o DNIT o convênio de delegação para construção de estradas, essa 402, que na própria explicação que o deputado Edivaldo Holanda tem em mãos, o governador Jackson Lago disse que ainda está sob análise as cláusulas do convênio porque ainda não se acertaram estado e governo federal. Mas esse não é tão grave, agora veja a má fé do ex-governador, ele diz assim: tínhamos como obrigação dar uma contrapartida de 10% no convênio e decidimos fazer as pontes como contrapartida. Está certo, se ele mesmo diz que o convênio foi assinado em 2006, as pontes deveriam ter começado após a assinatura do convênio, portanto no ano passado e as pontes foram feitas depois de uma denúncia da TV Mirante em 2004, quer dizer, como é que esse pessoal está querendo se defender? Eu não entendo quem é que está por trás disso aqui. O que aconteceu? Pagaram a Gautama por quatro pontes no leito da MA-402 antes de ser feita, isso lá no começo de 2004, veio a denúncia que tinha pago lá em 2004, aí eles correram para fazer, para tampar o buraco e vem Zé Reinaldo com essa história de dizer que em 2006 assinaram convênio e por isso fizeram a ponte. Não sei aonde vão chegar com este tipo de defesa. O Estado de São Paulo de hoje trás uma sub-manchete Lago favorito das empreiteiras, nosso governador. Investigado pela PF e aí é a sub-manchete do jornal de O Estado São Paulo, dentro do jornal, investigado pela PF, Jackson Lago do Maranhão é o recordista de contribuição do setor com 35,4%. O recordista em termos proporcionais é o governador do Maranhão, Jackson Lago, investigado pela Polícia Federal na Operação Navalha. Ontem o líder foi informado pela defesa do governador que ele não estava sendo investigado e que teve bancado pelo setor 35% do dinheiro que arrecadou. Da lista de contribuições, O Estado de São Paulo dizendo: da lista de contribuições... O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Deputado permita-me um aparte? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Dou em seguida, deixe só eu terminar meu querido líder, porque senão não dá tempo, mas eu vou lhe dar o aparte antes de concluir. Da lista de contribuições legais dadas a Lago no ano passado consta a Acem que doou R$ 400 mil. Eu ainda tenho dois minutos, não é Presidente? PAVÃO FILHO Ainda tem dois minutos, deputado, para completar os sete minutos. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Então vejam, em seguida ontem aqui o nosso líder e com todo o respeito eu digo porque sei que ele é uma pessoa que é cuidadoso, ele tem essa... e em um dia se eu tivesse alguém para me defender eu gostaria que ele me defendesse, porque ele é ético e é cuidadoso, mas essa coisa é uma coisa absolutamente difícil de um líder fazer. Aí ele diz: não, o governador não está intimado, não está arrolado. Aí vem hoje: Justiça intima Rondeau e dois governadores : Silas Rondeau e os governadores Teotônio Vilela e Jackson Lago foram intimados e mais o ex-procurador Ulisses César Martins, que estão arrolados no processo como indiciados pela Polícia Federal. Jackson Lago, governador do Maranhão, chegou a ter pedido de prisão pelo MP e a ministra não deu, nós já sabemos disso. Então, quer dizer, o governador vai depor amanhã intimado pela Justiça e aqui estão dizendo que o governador... O governador está com os bens bloqueados? Está. Está com a conta bloqueada? Está. Mas fazem um líder subir aqui e dizer que ele nem intimado foi e nem vai ser, e foi. Não está com contas bloqueadas, e está. Não está com os bens bloqueados, e está. Faz parte do inquérito? Faz. Quer dizer, é preciso que se encare essa questão de frente, nós não podemos encarar essa questão de uma forma oblíqua, jamais poderemos fazer isso. E uma coisa que não cala deputada Helena, nós já sabemos que o chefe maior pelo inquérito que recebe 8% seria o governador Jackson, pela investigação, pode até estar errado, mas pela investigação o chefe maior que recebe 8% de todas as medições é o governador Jackson Lago. O Gordão é o Ney Bello, o secretário de Infra-Estrutura, o Baixinho é o Sebastião que foi encontrado com R$ 750 mil na casa dele, mas fica faltando saber quem foi Quantum, tem um tal de Quantum, um tal de Zeus, um que tem a letra A e aqui os jetons. Então... PAVÃO FILHO - Deputado Ricardo, seu tempo acabou. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Estou encerrando, presidente. Então, eu digo o seguinte: se o governador Jackson Lago não encarar isto de frente, e como é que ele pode encarar isto de

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 27 frente? Primeiro, respondendo ao inquérito e tratando a questão com objetividade e com a seriedade que ela requer; segundo, afastando imediatamente de servidores comissionados ou que não estão envolvidos nessa história. Aí a gente poderia até ter uma impressão de que o governador estivesse tomando algum tipo de providência séria em relação a este caso. Obrigado, presidente. Desculpe o aparte aqui. PAVÃO FILHO - Com a palavra, o deputado Edivaldo Holanda pela liderança do Governo. Cinco minutos, sem direito a aparte. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, galeria, imprensa, internautas. Eu venho a esta tribuna, Senhor Presidente, mais uma vez, para tratar da obsessão ou desta conduta obsessiva do deputado Ricardo Murad em relação ao governador Jackson Lago. Se falei isso na tribuna, não lembro que o deputado Ricardo Murad diz, pode até ter sido uma falha do meu pronunciamento, mas qual era o problema que se via no fato de o Dr. Jackson Lago depor amanhã dentro deste inquérito, sobre cuja montagem já se falou aqui em relação ao Maranhão em tantos outros momentos, em tanto tempo nesta tribuna? E a palavra dele amanhã é necessária e esclarecedora. Esse é o início de um processo pelo qual o cidadão passa para mostrar, inclusive, a sua inocência; é o momento de se travar o contraditório. Ele vai mostrar amanhã, deputado Ricardo Murad, que não tem nada a ver com esta armação no que diz respeito a ele. Todos nós conhecemos a Operação Gautama e sabemos que ela está desvendando o processo de corrupção deste País. Necessário se faz que seja levado até as últimas conseqüências para que se possa estancar esta sangria que tem sido praticada nos cofres públicos deste País, e a deputada Eliziane Gama foi feliz quando enumerou aqui uma série de escândalos, durante vários governos desta República, e, infelizmente, deputado presidente Pavão Filho, a corrupção tem sido um câncer, através do qual a miséria tem se estabelecido no seio da sociedade. O trabalhador brasileiro, deputada Helena Heluy, paga quase três salários por ano para manter a corrupção. A corrupção praticada nos ministérios, a corrupção dos brindes, dos presentes, a corrupção das propinas e tudo isso vai ser esclarecido agora. Estamos nessa fase de instrução para que as pessoas sejam ouvidas e tudo venha às claras. O governador Jackson Lago não tem absolutamente nada a temer, deputado Ricardo Murad, e eu tenho certeza de que V.Exª. sabe disto e eu tenho certeza de que esta galeria, esta imprensa, V. Exªs., nós todos não tardaremos em ver a justiça clareando a injustiça que tem sido feita contra o governador Jackson Lago. Eram estas as minhas palavras, Senhor Presidente. Muito obrigado. VI EXPEDIENTE FINAL. PAVÃO FILHO - Com a palavra, a Deputada Helena Barros Heluy, 10 minutos. Declina Deputada Helena. Senhores e Senhoras Deputados. PAVÃO FILHO - Como nada mais a tratar, declaro encerrada a presente Sessão. Boa tarde a todos. EMENDA N.º 01 /2007 AO PROJETO DE LEI Nº 29/2007 Art. 1º - O art. 2º do Projeto de Lei nº 29/2007 passa a ter a seguinte redação: Art. 2º. Os saldos credores acumulados a partir da data de publicação desta Lei por estabelecimentos que realizem operações e prestações de que tratam o inciso II do art. 3º e seu parágrafo único da Lei Complementar nº 87/96 podem ser, na proporção que estas saídas representem do total das saídas realizadas pelo estabelecimento: I - imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado; II - havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de documento que reconheça o crédito. Parágrafo Único. Para todos os efeitos legais, os valores transferidos com base no inciso II deste artigo serão computados para fins de pagamento do adicional por atingimento de metas de arrecadação. Art. 2º. Fica suprimido o art. 3º do Projeto de Lei nº 29/2007. Art. 3º. O caput do art. 4º do Projeto de Lei nº 29/2007 fica renumerado como art. 3º e passa a ter a seguinte redação: Art. 4º O contribuinte que desejar efetuar transferência dos créditos fiscais de que trata o inciso II do art. 2º deverá observar os seguintes procedimentos: Art. 4º. Ficam renumerados os arts. 5º ao 12 do Projeto de Lei nº 29/2007, passando a ser, respectivamente, os arts. 4º ao 11. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, 29 de maio de 2007. - Ricardo Murad - Deputado Estadual. Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sexta Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada vinte e oito de maio de dois mil e sete. Presidente Senhor Deputado João Evangelista. Primeira Secretária, em exercício, Senhora Deputada Cleide Coutinho. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Valdinar Barros. Às dezesseis horas, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Carlos Alberto Milhomem, Cleide Coutinho, Edivaldo Holanda, Fátima Vieira, Francisco Gomes, Fufuca, Graça Paz, Graciete Lisboa, Helena Barros Heluy, Hélio Soares, João Evangelista, José Lima, Jura Filho, Marcelo Tavares, Marcos Caldas, Maura Jorge, Max Barros, Nonato Aragão, Paulo Neto, Pavão Filho, Pedro Veloso, Penaldon Jorge, Raimundo Cutrim, Ricardo Murad, Rigo Teles, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valdinar Barros e Victor Mendes. Ausentes: Alberto Franco, Antônio Bacelar, Camilo Figueiredo, Carlos Filho, César Pires, Eliziane Gama, João Batista, Joaquim Nagib Haickel, Mauro Jorge e Soliney Silva. I ABERTURA. EVANGELISTA - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. EVANGELISTA - Com a palavra, o Senhor Segundo Secretário para fazer a leitura do texto bíblico e do resumo da Ata da Sessão anterior. O SENHOR SEGUNDO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO VALDINAR BARROS (lê texto bíblico e Ata) - Ata lida, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Ata lida e considerada aprovada. EVANGELISTA - Com a palavra, a Senhora Primeira Secretária para fazer a leitura do Expediente.

28 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 A SENHORA PRIMEIRA SECRETÁRIA EM EXERCÍCIO DEPUTADA CLEIDE COUTINHO - (lê expediente). II - EXPEDIENTE FOI PUBLICADO NO DIÁRIO Nº 059 A SENHORA PRIMEIRA SECRETÁRIA EM EXERCÍCIO DEPUTADA CLEIDE COUTINHO - Expediente lido, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Expediente lido à publicação. III - PEQUENO EXPEDIENTE. EVANGELISTA - Deputado Victor Mendes, V.Exª. dispõe de até cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, jornalistas, boa tarde a todos. Gostaria apenas de registrar a nota do senador José Sarney, publicada domingo agora no Jornal O Estado do Maranhão, na coluna que ele tem semanalmente, contando aí, de forma resumida, essas atribuições que estão sendo dadas a ele sobre esse caso, sobre esse escândalo da Operação Navalha da Polícia Federal. Então, eu gostaria apenas de registrar, nos Anais da Casa, esse pequeno trecho do seu artigo, do seu pronunciamento no que diz respeito a isso tudo o que está acontecendo: Não justifica e nem entra na cabeça de ninguém que tenha sido eu que mobilizei a Polícia Federal para fazer uma Operação Navalha no Brasil inteiro e descobri, em um dos seus cruzamentos, a conexão Maranhão no sistema de propinas, inclusive com a indicação direta do governador, cuja prisão foi pedida. Não denunciei ninguém, mas se são verdadeiras as provas da Polícia Federal, seria mais um serviço que eu teria prestado ao Maranhão. Enfim, esse é apenas um pequeno trecho que foi publicado no jornal de ontem dentro de outras coisas que ele abordou e eu não podia deixar de fazer aqui esse registro para que fique publicado no nosso Diário e todos tomem conhecimento da isenção dele nesse processo e também da lisura de como a Polícia Federal tratou esse assunto. Era só isso que eu tinha a registrar, Senhor Presidente, obrigado. EVANGELISTA - Solicito a V. Exª. que oficialize, nos termos do Regimento, para poder ser publicado. Deputado Ricardo Murad, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados. Eu trato, Senhor Presidente, nesse início de Sessão, de dois assuntos. O primeiro quanto à seqüência que eu fiz na Sessão passada quando disse, aqui na tribuna, que o ex-governador José Reinaldo estava usando um carro com a placa fria HQE-9910. E hoje eu quero trazer um aditivo a essa denúncia de que a lei que esta Casa aprovou dá direito ao ex-governador, por quatro anos, de ter um carro oficial com placa quente, quer dizer, ele tem um com placa fria e outro com placa quente. Então, ele tem dois carros. Ele tem um Mitsubishi de placa fria e tem uma Hilux, de placa HPG-8660, da Secretaria de Administração. Eu faço essa colocação, Senhor Presidente, porque acho que nós devemos começar a ter uma exata noção do que é cumprir a Legislação. Um ex-governador tem direito a certas mordomias com recursos públicos com base na Legislação. Uma lei aprovada que dá direito a ele de ter cinco assessores, um carro oficial... Ele tem uma Mitsubisch placa HEQ-9910 de placa fria, placa reservada a trabalho policial quando em diligência e tem uma Hilux de placa HPG-8660, da Secretaria de Administração. A minha providência nobre líder Edivaldo Holanda, que se determine o Governo, determine imediatamente o cumprimento da Lei Estadual, só isso. O Governador tem direito a isso ao que o Governador tem direito aquilo, não tem aquilo mais aquilo. Eu espero que V.Exa. possa chegar ao Governo essa denúncia comprovada e que a lei seja cumprida. A outra questão senhor Presidente, eu acho que é de extrema importância no momento em que estamos vivendo, é a legislação que coíbe sobre todas as formas a possibilidade de corrupção no serviço público que hoje é o que se está discutindo, o Congresso Nacional, nas Assembléias, nas Câmaras Municipais, quais são os mecanismos que o Poder Público deve adotar para que haja dificuldade quando da execução do Orçamento das administrações públicas em todos os níveis de se fazer corrupção. Eu quero dizer em relação a isso presidente Evangelista, líder do Governo, líder da maioria, e aos meus pares, que eu dei entrada em duas emendas que acho que devam ser melhoradas pela Casa, acho que devam ser acrescidas de outras. Dei entrada a uma emenda que tem na legislação mineira e já disse isso aqui, na semana passada, mas a Casa não estava com tanto número e volto a lembrar os deputados e deputadas que se trata de colocar na Lei de Diretrizes um dispositivo que contemple que os subtítulos relativos a obras de serviços com indícios de irregularidades graves, informados pelo Tribunal de Contas da União e do Estado, pela Assembléia ou pelo órgão de controle interno, permanecendo as opções orçamentárias, físicas, financeiras dos contratos, convênios, etapas, parcelas a subtrechos, em fase em que foram identificadas as equipes condicionadas à adoção de medidas saneadoras pelo órgão, pela entidade responsável, sujeita à prévia deliberação da Assembléia, e também tornando obrigatória a liberação de parlamentares de execução obrigatória. Gostaria, Senhor Presidente, como líder da Oposição, de sugerir à Casa, à Mesa Diretora que tomasse para si essa iniciativa de dotar a nossa lei de diretrizes de estrutura legal para que pudéssemos nos adequar ao momento que o País vive e debate isso, para que possamos, já nessa aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, dar um passo para a frente no sentido de dar segurança aos gastos do dinheiro público. Portanto, deixo, neste Pequeno Expediente, essas duas questões: uma solicitando ao líder do Governo que tome providências em relação ao carro que o governador usa de forma ilegal e que o governador atual tem o dever de fazer com que a lei seja cumprida. E pedir a Casa que coloquemos como prioridade absoluta, a partir de agora, essa análise da LDO, esse foco que a nação exige que os parlamentos dêem em relação à segurança contra o desvio e a corrupção na administração pública. Obrigado, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Deputado Edivaldo Holanda, declina. Deputado Jura Filho, cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, galeria, imprensa. Mais uma vez, neste final de semana, todas as revistas publicadas nacionalmente trazem como matéria de capa a Operação Navalha. Novos fatos apareceram, novas denúncias, novos dados, novas pessoas estão sendo arroladas nesta teia e mais fortemente fazem-se ligações com o Maranhão, o governador, o ex-governador, e alguns jornais, jornais de apoio ao Governo, insistem em continuar dizendo que isso é coisa do Sarney. Será se o maranhense tem acompanhado todas as rádios, televisões e revistas? Tenho certeza de que ele tem o discernimento para saber que o envolvimento do governador, que ele insiste em negar e cada vez mais se complica quando as provas, os dados e as ligações vêm aparecendo, foi publicado, na última ISTOÉ, um manuscrito, de autoria do dono da Gautama, onde ele faz a distribuição das propinas para o Maranhão. E a coincidência das referências das ligações com as gravações feitas pela Polícia Federal é muito grande. Quando o governador chegou, na última semana, a São Luís, foi armado um circo para que pudesse recebê-lo e ele mostrando, quando chegou ao Aeroporto, dizia que ia combater a corrupção, dizendo e fazendo referência novamente à oligarquia. O que o Maranhão se pergunta é até quando o atual governador Jackson Lago vai usar esse discurso de oligarquia para dizer que o seu governo não anda, não faz e não acontecem coisas positivas por conta disso? É de admirar, porque o Jackson Lago recebeu o governo de um aliado seu, o ex-governa-

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 29 dor que também está implicado nessa corrupção da Operação Navalha, porque os fatos mostram a incompetência do governo, todos eles colocados nesta Casa. E é natural que o grupo de deputados que apóia o governo tente distorcer, mascarar e explicar, mas é um erro atrás do outro. Quando o grupo foi armado para festejar a chegada do governador no mesmo ambiente, porque, enquanto na Maria Aragão se fazia festa, na Gonçalves Dias os professores se reuniam para reivindicar os seus direitos. E todas as classes trabalhadoras do Estado continuam protestando, enfim, o Governo tem cometido erros seqüenciais e tenta colocar, mais uma vez, a culpa na oligarquia. Nós já vamos entrar no sexto mês de governo, governo que vem de quatro anos, cinco anos do seu antecessor, então, ele já não pode mais comparar sua incompetência administrativa colocando a culpa na oligarquia. Ele tem que superar as barreiras, tem que mostrar que a vida inteira que ele lutou para ser governador, que se preparava para isso, e na hora em que se acreditou, a maioria acreditou que havia mudança, mostra todos os dias do seu despreparo, da sua incompetência e da sua falta de compromisso com o Maranhão. O governador Jackson Lago, só para encerrar, Senhor Presidente, o governador Jackson Lago tem que mostrar serviço, tem que mostrar que estava preparado, tem que mostrar que o Maranhão, como ele diz, vai mudar para melhor porque até agora só mudou para pior. No Maranhão, a segurança, todos os dias, é reclamada, não por nós, basta ouvir a voz do cidadão: a educação, a corrupção, enfim, caros deputados e deputadas, o governador tem que mostrar que tem competência e parar de se esconder atrás de uma desculpa em que o Maranhão e o Brasil já não acreditam mais. EVANGELISTA - Deputado Max Barros, V. Exª. dispõe de até cinco minutos. Declina. Deputado Valdinar Barros. Deputado Nonato Aragão para compor a Mesa. O SENHOR DEPUTADO VALDINAR BARROS (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, Senhores e Senhoras da galeria, Senhores e Senhoras da imprensa. Senhor Presidente, Senhores Deputados, na semana passada, o deputado Jura Filho foi bastante indelicado conosco, mas eu não vou usar as armas que ele gosta de usar, não vou ser indelicado com ele porque eu poderia chamá-lo de Jura Sarney ou Jura Alberto, mas eu prefiro manter o equilíbrio, o carinho que eu tenho por ele, a amizade e vou chamá-lo, Senhor Presidente, de Jura Filho como ele é popularmente conhecido. Mas eu queria dizer ao deputado Jura Filho, meu amigo, sarneysista de carteirinha, que a questão do salário mínimo o colega não tem argumento nenhum para falar sobre salário mínimo. Ele foi vice-governador do Estado, tinha um poder enorme, Senhor Presidente, na mão, mas não soube usar esse poder e o deputado Jura Filho, nobre líder do governo Edivaldo Holanda, foi falar em salário mínimo, já no último ano de governo do José Reinaldo, foi que ele apareceu com uma bandeira de salário mínimo. Ora, senhores, três anos e meio calado, aceitando aquela forma que era paga dos R$ 303, 00. Então nobre deputado, não tem argumento para vir aqui defender negócio de salário mínimo, nós sim, chegamos ao governador e dissemos para ele: Governador, Maranhão não pode carregar essa mancha de não pagar o salário mínimo, e o governador esta pagando, assumiu e esta pagando o salário mínimo, por tanto eu quero dizer ao colega da oposição que melhore o discurso, se aprofunde mais, na semana passada senhores, eu estava discutindo com o Deputado Domingos Dutra no sentido de fazer emendas, Senhor Presidente ao orçamento para ajudar o nosso Estado e eu queria aqui que os colegas da oposição tivessem essa humildade de vir aqui na tribuna e pedir a Senadora Roseana, ao Senador Lobão, ao Senador José Sarney, aos Deputados da bancada deles para fazer emendas, para ajudar o Maranhão, para ajudar a crescer o nosso Estado, emendas no sentido de melhorar a educação, emendas no sentido de melhorar a saúde, emendas no sentido de melhorar a infra-estrutura do nosso Estado, eu entendo que de quem quer ajudar o Estado, querer agora que o Governador Jackson Lago, tenha recuperado, tenha reformulado o Estado em 5 meses, não passa de balela, não passa de balela. Então eu quero dizer que nós temos de nos dar as mãos, esse Estado precisa de nós, as estradas precisam ser recuperadas, a Universidade precisa ser recuperada e a responsabilidade, senhores recai sobre nossas costas, não só apenas do governador, mas todos nós podemos dar o melhor de si, para contribuir com a melhoria do nosso Estado, muito obrigado Senhor Presidente. EVANGELISTA - Deputada Helena Heluy, cinco minutos sem apartes, declina. IV - ORDEM DO DIA. EVANGELISTA - Projeto de Lei em discussão e votação em regime de urgência. Projeto de Lei nº. 069/2007 de autoria do Senhor Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Suspendo a Sessão para que as Comissões pertinentes a esta matéria possam emitir parecer. EVANGELISTA - Reaberta a sessão. O Senhor Presidente da Comissão Constituição e Justiça o Senhor Deputado Arnaldo Melo. O SENHOR DEPUTADO ARNALDO MELO - Senhor Presidente, o Projeto de Lei nº. 069/2007. (lê). Foi aprovado pelas Comissões por unanimidade Senhor Presidente, foi concluído os trabalhos. EVANGELISTA - Em discussão e votação. Primeiro e segundo turno em regime de urgência. O Projeto de Lei nº. 069/2007 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e deputados que aprovam permaneçam como estão. Aprovado. O projeto vai à Sanção. Projeto de lei em discussão e votação segundo turno. Projeto de Lei nº. 003/2007 de autoria do Deputado Pavão Filho. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. O Projeto vai à Sanção. Projeto de Lei nº. 021/2007 de autoria do Deputado César Pires. Está ausente o autor, transferido para a próxima Sessão. Projeto de Lei nº. 025/2007 de autoria do Deputado Max Barros. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. O projeto vai à Redação Final. Projeto de Lei nº. 060/2007, capeado pela Mensagem Governamental nº. 025/2007 de autoria do Poder Executivo. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. O projeto vai à Sanção. Requerimentos à deliberação do plenário. Requerimento nº. 227/2007 de autoria do Deputado Alberto Franco. Ausente. Requerimento nº. 228/2007 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. Convocada uma Sessão Extraordinária logo após esta. Requerimento nº. 229/2007 de autoria do Deputado Afonso Manoel. (lê). Em discussão. Em votação. As deputadas e os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. Convocada uma Sessão logo após esta. Requerimento nº. 232/2007 de autoria do Deputado Victor Mendes. (lê). Em discussão, em votação. As senhoras e senhores deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. Requerimento à Deliberação da Mesa. De autoria da Deputada Fátima Vieira. Deferido. Requerimento nº. 231/2007 de autoria da Deputada Fátima Vieira (lê). Deferido. Requerimento nº. 233/2007 de autoria do Deputado Jura Filho. Para encaminhar. (lê). Encaminhando pelo Bloco de Oposição o Deputado Ricardo Murad. Cinco minutos sem apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Eu posso fazê-lo daqui, ou da Tribuna? Tanto faz? EVANGELISTA - Da Tribuna, Exª. do ponto de vista do Parlamento fica mais visível aos Parlamentares que irão ouvir.

30 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Obrigado, Senhor Presidente a sua determinação é sempre bem vinda. Senhor Presidente, eu encaminho a votação desse requerimento que não é ao Plenário, é à Mesa. Porque V. Exª., não estava presente nas sessões anteriores; quando um Requerimento de idêntico teor, da Deputada Fátima foi rejeitado. Eu gostaria de dizer assim: O requerimento de um Parlamentar que quer ter acesso a documentos públicos que um cidadão qualquer poderia chegar à porta da Prefeitura e protocolar e exigir, conforme a Constituição aqueles documentos, obrigatoriamente seriam entregues. Ora, a Assembléia, a Mesa Diretora se negar a atender um Requerimento de um Parlamentar que quer ter acesso a cópias de convênios, planos de aplicação eu não vejo, sinceramente, Senhor Presidente eu não vejo como a Assembléia poder se posicionar através de sua Mesa dessa forma, eu acho que nesses momentos em que vivemos, de transparência, de exigência de transparência que todos possam verificar onde os dinheiros públicos estão sendo aplicados, como é que estas obras estão sendo desenvolvidas. Eu não vejo porque esta Casa se colocar na contra mão da história no momento atual, contemporâneo por que vive dos dinheiros públicos estão sendo aplicados, aonde, como é que as obras estão sendo desenvolvidas, eu não vejo porque esta Casa ela ser colocada na contra mão da história do momento atual contemporâneo por que vive hoje? Porque passa o nosso país? Então eu gostaria que nós aqui não fizéssemos um papel pior que os secretários estão fazendo de não darem bolas aos requerimentos de informações que esta Casa está solicitando deles de acordo com a Constituição, e de acordo com o regimento que eu sei que V.Exª. vai ser obrigado, o estado a processar o Secretário por crime de responsabilidade V.Exª. jamais poderá deixar de cumprir aquilo que reza a nossa Constituição. Então eu só queria colocar isto aqui da tribuna de que a Mesa da Casa, a Mesa da Assembléia tivesse essa preocupação, não é o caso específico de Bacabal, é com qualquer uma prefeitura, com qualquer uma Secretaria, em qualquer órgão público no nosso Estado a que a Assembléia tenha o dever de fiscalizar que um parlamentar não seja impedido de solicitar documentos para saber se aquele dinheiro, se aquela providência, foi tomada na forma regulamentar. Então eu não vejo problema nenhum dessa ordem para que possamos estar impedindo o acesso às informações, por parte dos parlamentares que fazem a nossa Assembléia. Era isso senhor Presidente. EVANGELISTA - Queremos informar ao plenário que qualquer decisão da Mesa o autor do requerimento pode recorrer à decisão da Mesa ao plenário, no exercício da democracia o regimento permite esses recursos, e nós aqui não queremos pré-julgar uma decisão da Mesa ou de um deputado em requerer ao plenário qualquer votação dessa natureza, é um direito de qualquer parlamentar. Indeferido o Requerimento. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO Presidente, eu recorrer ao plenário. EVANGELISTA - O autor do requerimento requer um recurso ao plenário, isto é democracia! Senhoras e senhores deputados, o Requerimento nº. 233/07 de autoria do Deputado Jura Filho foi rejeitado pela Mesa e o regimento faculta o direito de recorrer essa decisão ao plenário, eu vou colocar o requerimento em votação. Aos deputados e deputadas... O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - Questão de Ordem, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Com a palavra o Deputado Pavão Filho. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - Eu pergunto ao nobre Presidente. Só uma questão de dirimir dúvidas! Se esse recurso é de ofício? Ou se ele tem alguma tramitação para ser submetido ao plenário como a instância terminativa da proposição? EVANGELISTA - O Art. 52 do Regimento diz que; Em caso de indeferimento e a pedido do autor o plenário será consultado pelo processo simbólico, sem discussão nem encaminhamento em votação, Artigo 152. Não há encaminhamento nem discussão. As deputadas e deputados que aprovam o requerimento do deputado Jura Filho permaneçam sentados. Rejeitado o requerimento. Requerimento nº. 234/ 2007 de autoria do Deputado Jura Filho. (lê). Para encaminhar votação, Deputado Jura Filho. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, galeria e imprensa. Ao contrário do Deputado Edivaldo Holanda, aqui ninguém está fazendo política, nós queremos fazer os esclarecimentos no que está acontecendo em Bacabal. Nós temos aqui Senhor Presidente, uma denúncia feita por uma Comissão Permanente de Saúde e Meio Ambiente de Bacabal, que faz as denúncias, todas elas, baseadas nesse requerimento. Senhor Presidente, fiz esse requerimento baseado no Artigo 5º dos Direitos Individuais e Coletivos da Constituição que diz que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros, aos estrangeiros, residentes no país, inviabilidade do direito a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança, e a propriedade nos termos seguintes. Mas Senhor Presidente, diz o Inciso XXXIII do mesmo Artigo: todos têm o direito a receber dos órgãos públicos, informações do seu interesse particular ou de interesse coletivo em geral que serão prestadas no prazo da lei sob toda responsabilidade, salvar daquelas cujos sigilos sejam imprescindíveis à segurança da sociedade e do Estado. Senhor Presidente, baseado na Lei nº. 47 e nº. 17 de 29 de julho de 1965 no inciso IV e V. No inciso IV; para instruir a inicial o cidadão poderá requerer às entidades a que se refere o artigo 1º, a certidão de informação que julgar necessário, basta para isso iniciar a finalidade das mesmas. Inciso V; a certidão de informações a que se refere o parágrafo anterior deverá ser fornecida dentro de 15 dias da entrega sob recibo dos respectivos requerimentos e só poderão ser utilizadas para instrução de ação popular. E mais, Senhor Presidente! Baseado também na Lei n. 8.159, de 8 de janeiro de 91, se formos obedecer às leis, entendo que este requerimento está muito mais que embasado para que possam ser dadas a mim as informações. O que queremos são apenas informações que teoricamente seriam públicas; quero usar a prerrogativa de ser deputado, de representar uma região e pegar as informações que a população não tem, porque está sofrendo, mesmo com a liberação dos recursos. E V. Exª., que é um magistrado, assim também como o deputado Nonato Aragão que representa muitos eleitores e descende de um bairro pobre, e a deputada Fátima Vieira está votando favorável, eu solicito a V. Exª. que permita, não a mim, mas à população do Maranhão desmistificar essa questão da liberação dos recursos porque, caso contrário, nós, esta Casa e o Maranhão vamos pensar que os recursos foram liberados não para o bem do Maranhão, mas foram liberados, sim, para fazer uma eleição que é duvidosa. Então, solicito a V. Exª. que dê uma prova de lisura e de clareza na liberação dos recursos para as prefeituras que aprovem o requerimento, para que as informações cheguem a este deputado dentro do tempo hábil e efetivamente possa ser esclarecida essa questão. EVANGELISTA - Só para esclarecer ao nobre deputado, com todo respeito que V.Exª. merece, mas queríamos dizer a V.Exa. que o direito do parlamentar votar a favor ou contra e, quando vota a favor ou contra, não pode ser caracterizado por não tendo lisura no processo até porque é aberto, isto é, a solicitação do processo, deputado Jura, é aberta, portanto, cabe a V.Exª. requerer ao plenário quantas vezes achar conveniente. Não quero aqui criar dificuldades para alguém, agora entendo que, assim como V.Exª. tem o direito regimental e democrático de apresentar as proposições, outro deputado tem o direito democrático e regimental de se opor quando achar que deva. Então, não está

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 31 havendo um ato em que não haja lisura, é um ato democrático e a questão é tão aberta que o autor ainda recorre à soberania do Parlamento, que não é a Mesa, a soberania do Parlamento é o Plenário, é a composição do Plenário. Portanto, queremos esclarecer, respeitando as individualidades e todo o processo de votação, mas não podemos prejulgar o parlamentar quanto ao fato de haver ou não lisura, porque é um direito de votar a favor ou votar contra. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - Uma Questão de Ordem, Senhor Presidente? EVANGELISTA - Encaminhando à votação, mas antes concedo a Questão de Ordem ao deputado Jura Filho. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - Senhor Presidente, em momento algum, questionei a lisura do voto do parlamentar. O que questionei e solicitei é que V. Exªs. ajudem para que este voto, liberando as informações por mim requeridas, para tornar clara a questão da liberação dos recursos e esse pedido de informação não é somente de Bacabal, tenho certeza de que todos os deputados têm interesse em saber se o recurso foi ou não aplicado com deveria ser. É por isso que essas dúvidas e a forma com que é guardada a sete chaves suscitam por parte do deputado Ricardo Murad e acrescenta à CPI dos Convênios. A lisura a qual eu me referi é quanto V.Exªs. votarem a favor e liberarem informações para mostrar que não tem nada a esconder por parte do Governo do Estado e nem por parte desta Casa, por parte do Governo do Estado no que diz respeito à deliberação dos recursos aos municípios. EVANGELISTA - Deputado Pavão, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores e Senhoras Deputados, galeria, imprensa. Senhor Presidente, o que me faz vir à tribuna deste Parlamento coincidentemente está em pauta para ser apreciado pela Mesa e, possivelmente, há recurso do autor ao plenário, coincidentemente era o deputado Jura Filho, não poderia ser eu, poderia ser qualquer deputado e eu faria essas considerações que eu vou fazer aqui. Eu estava com uma emenda sendo elaborada, Senhor Presidente, uma PEC Estadual, uma Emenda à Constituição do Estado que acrescia no dispositivo Constitucional um inciso que obrigasse o Tribunal de Contas do Estado a encaminhar a esta Casa cópia das prestações de Contas quando forem solicitadas pelo Parlamento. Tive o cuidado de fazer uma visita ao Tribunal de Contas do Estado e discutir com o presidente, que foi um ex-colega nosso, deputado Edmar Cutrim, que é presidente do TCE, qual era a nossa intenção de apresentar uma PEC à Constituição do Maranhão. Então, Senhor Presidente, nós vamos discutir com o auditor do Tribunal, com o presidente do Tribunal as funções do Tribunal, as atribuições do Tribunal, a competência desta Casa com relação ao Tribunal de Contas do Estado. O Tribunal de Contas não tem obrigação de mandar cópias de prestação de contas de prefeitura para cá, ao Parlamento Estadual. O Tribunal tem obrigação de mandar a prestação de contas para o Parlamento Municipal por solicitação de qualquer Câmara Municipal ou de qualquer membro dela, porque o Parlamento Municipal é quem tem a competência de julgar as contas do Executivo Municipal. O Tribunal tem que emitir parecer técnico e a Câmara Municipal tem que julgar as contas do prefeito, qualquer vereador pode solicitar. Se tiver negação, ele entra com um mandado de segurança pedindo que seja fornecido, porque é uma prerrogativa constitucional, assim como esta Casa, Senhor Presidente, ou qualquer membro dela poderá fazê-lo para as contas que o tribunal julgar em nível de Estado. Por exemplo, o Tribunal de Contas do Maranhão julga as contas dos Secretários de Estado, qualquer deputado pode solicitar cópia de uma prestação de contas de uma Secretaria Estadual. Bom, se a Assembléia aprova ou não é uma conveniência política, mas do ponto de vista das prerrogativas jurídica é competência dessa Casa fiscalizar e legislar no âmbito do Estado. Então, o Tribunal de Contas ele julga Deputado Arnaldo Melo, as contas dos Secretários Estaduais, como julga as contas do governador, cabe a qualquer deputado solicitar informações porque são necessárias para o exercício do mandato parlamentar de cada um de nós. Aí sim, mas não cópia de contas porque inclusive Deputado Jura Filho, eu já fiz aqui isto, pedi cópia de contas de prestação de contas Deputado Ricardo Murad, não é informação, é cópia de contas, cópias das prestações de contas dos gestores municipais. Eu pedi, por exemplo, de Carutapera desde o mandato passado. Estou me referindo ao Requerimento n. 234. Eu só queria que o nosso grande líder Deputado Ricardo Murad me ajudasse na observação, eu sei que V. Exª. não errou se equivocou. Então, eu gostaria de pedir esta cópia de prestação de contas de outras prefeituras do passado, tive essa respostas do Tribunal, não me conformei, fui à construção, fiz um estudo. Eu vou voltar a esta tribuna com o estudo com relação à questão de competências nossa do Tribunal de Contas e das Câmaras Municipais com relação à prerrogativa do exercício seja ele a nível estadual ou a nível municipal. Agora se V. Exª. quer informação de um Secretário de Estado, de um convênio sim, aí é prerrogativa nossa e dessa Casa. Agora cópia de prestação de contas de gestor municipal é de competência de um vereador ou da Câmara Municipal, porque é ela que tem o papel de fiscalizar e julgar as contas dos gestores Municipais, mas eu volto a esta Casa senhores deputados, para fazer uma análise sobre esta questão de competência da Assembléia e das Câmaras Municipais o que diz respeito aos gestores públicos. Muito obrigado. EVANGELISTA - Encaminhando votação pelo bloco de oposição, Deputado Ricardo Murad, por cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. Acho que a discussão é boa, oportuna, mas quero aproveitar e discordar tanto da Mesa quanto do meu querido Vice Presidente Deputado Pavão Filho em relação a esta questão. Creio que a Mesa, pelo Regimento é a quem cabe a decisão de aprovar o Requerimento que é normal, o requerimento é a Mesa que dá, a Mesa vai para o plenário porque quer jogar, porque quer passar a responsabilidade para o plenário uma coisa que é dela, intrinsecamente dela e outra coisa, são dois deputados de Bacabal, dois solicitando informações a respeito daquilo que se passa no seu município, qual o problema? Eu quero apostar se a Deputada minha querida Graciete tenha alguma coisa a se opor, que não tem! Que ele bota lá trabalhando, é tudo público, o que é que tem? Então eu quero dizer ao Presidente, então eu quero dizer ao meu querido Segundo Secretário, a Deputada Fátima de Bacabal que a Mesa que é competente para deferir esses requerimentos, deferir a Mesa só poderia indeferir nesses requerimentos lá no âmago da interpretação regimental, se houvesse inconstitucionalidade, não no mérito. Então cabe a Mesa entrar no mérito se deve ou se não deve ter o pedido se é regimental ou não, sendo regimental a Mesa tem obrigação de aprovar o requerimento, esse é que é o entendimento, não cabe a Mesa discutir se está na hora ou não está na hora de pedir uma prestação de contas para o prefeito de Bacabal ou não, a Mesa tem que saber, é regimental ou não é regimental e sendo regimental independentemente do mérito do requerimento a Mesa tem obrigação de aprovar o requerimento do parlamentar. Agora ora meu querido Deputado Pavão se um cidadão qualquer pode chegar ao Tribunal de Contas do Estado e requerer a cópia da prestação de contas integral em quinze dias, o Presidente tem que dá, imagine uma Assembléia requisitando, tem competência sim! O cidadão tem, a Assembléia tem, a Comissão da Assembléia tem da Câmara tem, qualquer um tem, isso garantia constitucional, infelizmente essa é que é a realidade. Então meu Querido Presidente eu acho que a Mesa nesses casos, data vênia deve se ater ao Regimento, é regimental aprova V. Exªs. não estão aí para julgar méritos de requeri-

32 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 mento de informação e nem de requisição de documento, é regimental, não interessa o que seja a Mesa tem obrigação de dar seguimento aquela providência solicitada pelo parlamentar, não sendo regimental, não sendo constitucional, aí sim a Mesa indefere e o plenário dá a sua opinião definitiva se é regimental ou não, a discussão aqui não é política, não pode, não deve ser política, isso é o que eu estou dizendo e eu penso e pensava que esse entendimento da Assembléia era pacífico, a Mesa não é censora, a Mesa não é censor, não é censura e o requerimento de um deputado não pode haver Deputado Penaldon, não pode haver, há? Há análise quanto ao regimento, há! Há constitucionalidade há! Mas não há análise de censor. EVANGELISTA - Indeferido o requerimento. Em votação o requerimento, as deputadas e deputados que aprovam o requerimento permaneçam sentados, os que aprovam. Rejeitado o requerimento. Essa é uma discussão que fique aqui agora nessa reforma do Regimento a ser discutida, porque o Regimento diz isso; a Mesa pode Deferir ou Indeferir. E o Plenário pode dar a palavra final. É uma questão de alterar o Regimento, se for assim o entendimento. Requerimento nº. 235/2007, de autoria do Deputado Jura Filho. (lê). Encaminhando a votação o autor do Requerimento, Deputado Jura Filho. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - Senhor Presidente, o primeiro Requerimento meu que foi rejeitado pela Mesa e pelo Plenário foi dirigido ao secretário, ao secretário de Estado. O segundo requerimento... O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO Deputado me permite um aparte, Deputado Jura? O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - Não cabe aparte, deputado. Infelizmente, senão eu teria o maior prazer em dar um aparte a V.Exª. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - Não, não é discussão, é recurso ao Plenário? Mas é dentro do Requerimento, deputado? Ou do Recurso? EVANGELISTA - O Requerimento, Excelência. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - O segundo Requerimento meu que também foi rejeitado pela Mesa e consequentemente pelo Plenário, que eu me dirigi ao Tribunal de Contas, e o Deputado Pavão veio a esta tribuna fazer os esclarecimentos legais no que diz respeito ao Tribunal de Contas, mesmo eu não concordando com V. Exª. no que diz respeito ao Tribunal, mas o deputado foi muito feliz quando fez menção a este Requerimento. Porque este Requerimento faço ao Secretário de Educação do Estado, pedindo as informações dos convênios que foram assinados com o município de Bacabal e com a Secretaria de Educação. Indício nobre deputado, que é prerrogativa dos deputados. Se no Tribunal de Contas cabe ao poder público municipal, a Câmara, e este Requerimento é prerrogativa do deputado... e é negado, Senhor Presidente, negado, se assim for como foi o primeiro, porque o objeto do Requerimento não é mais o Tribunal em si do Secretário. Então, Senhor Presidente, eu peço a V.Exª., a Mesa que mantenha as prerrogativas de direito do deputado, porque a questão da conveniência política, essa é que está sendo posta aqui porque o que nós estamos querendo é apenas esclarecimento. A nós legisladores da mesma forma que as Câmaras Municipais, uma das prerrogativas é fiscalizar o Executivo, eu apenas estou pedindo informações, eu não estou fazendo nenhum juízo de valor antecipado. Esta Casa infelizmente, mais uma vez, rasga não apenas o Regimento, mas o direito do parlamentar, o direito do deputado, como disse o Deputado Ricardo Murad, aqui existe uma censura, as ações dos deputados que querem esclarecimentos para o Maranhão. E aí, nobre deputado, quando na quarta-feira eu dizia das pessoas que queriam participar do recebimento do Governador Jackson Lago, e que vinha ônibus do interior e ele perguntava; E o Pavão Filho fez a pergunta para o Deputado Edivaldo Holanda. São aqueles prefeitos que foram agraciados com os convênios? E aí, Presidente, fica uma grande interrogação por que esta Casa, esta Mesa e a maioria deste plenário nega aos deputados informações de convênios, informações que é direito do cidadão, imaginem do deputado. Sinceramente Senhor Presidente, não me convence e não entendo a razão pela qual, porque da mesma forma eu volto a dizer, de contribuir para dirimir as dúvidas que existem a respeito das liberações dos convênios do ex-governador José Reinaldo no que diz respeito à suspensão do uso em uma eleição. São ações como essa de esclarecimento que o Maranhão precisa ter e parte de requerimentos como esses. Mais uma vez, o direito do parlamentar está sendo cerceado em detrimento de favorecimento político de ações obscuras que o Maranhão precisa saber, e infelizmente não sabe. Peço a V.Exª., peço a Mesa que defira o requerimento que não aceita o Tribunal de Contas e, sim, ao secretário de estado da educação, o Senhor Lourenço Vieira da Silva. Muito obrigado. EVANGELISTA - Pergunto ao deputado Marcelo Tavares se o deputado Pavão Filho irá usar a palavra em nome do Bloco? V. Exª. dispõe de até cinco minutos sem apartes. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, gostaria de deixar aqui muito claro o nosso posicionamento, o nosso ponto de vista com relação à questão. Eu quero dizer ao nobre deputado Ricardo Murad que eu vou voltar no Grande Expediente ou pedir parte do tempo do bloco para abrirmos um debate aqui sobre essa questão, essa prerrogativa, a prerrogativa do parlamentar municipal e do estadual. Cópia de conta de prefeitura deve estar lá na Câmara Municipal para que o cidadão, que é o patrão, possa ter acesso a ela. A lei de Responsabilidade Fiscal determina aos gestores municipais que encaminhem as cópias das contas que prestam ao Tribunal para as Câmaras Municipais, que são o parlamento. Quando o prefeito não fizer, a Câmara Municipal entra na justiça. É o que está fazendo a Câmara de Carutapera que mandou um ofício para a prefeita para mandar a cópia das contas para lá e, se ela não fizer no prazo que foi dado, até o Ministério Público está cobrando isto para entrar na justiça. Quero até registrar a presença do nosso presidente da Câmara Municipal de Carutapera que está aqui juntamente com os vereadores de Carutapera, vários vereadores, Dodi, Geremias, Creusa e o Peixe Galo estão na nossa galeria. Mas a competência é da câmara, mas vou discutir com V.Exª. um debate no campo das idéias. Agora, Senhor Presidente, Senhores Deputados, do ponto de vista desse requerimento agora do deputado Jura Filho, pedindo cópia do convênio do Estado para a Prefeitura, é competência desta Casa; e prestação de contas de prefeitos é da Câmara. Agora, prestação de contas do Estado, onde tem dinheiro do Estado, cabe a nós solicitarmos informações para exercer o mandato. A conveniência desta Casa aprovar ou não é uma conveniência política, Senhor Presidente, e, deputado Ricardo, esta Casa é política, esta Casa é política, o Parlamento é político, o parlamento no mundo inteiro, a começar pelo Parlamento Romano, o parlamento do menor município do Brasil é político, Federal, Estadual ou Municipal. A prerrogativa de exercer mandato, solicitar informações, solicitar cópia de prestação de contas é um direito do parlamentar dentro da sua esfera de competência. A decisão da Mesa, porque na Mesa está lá o presidente, o parlamentar, está lá o secretário, que é um parlamentar, a secretária, que é uma parlamentar, estamos nós aqui no plenário, a decisão, porque é uma Casa política, agora é direito do deputado pedir? É. É um direito de ele pedir? É um direito de qualquer um de nós exercer mandatos das prerrogativas constitucionais. Quanto às prerrogativas constitucionais, a decisão é da maioria, na votação prevalece s maioria. Agora o deputado está no seu direito de solicitar. Agora, pelo que eu sei, Senhor Presidente, o convênio do Governo

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 33 Federal com o Estado, o convênio do Governo Estadual com uma Prefeitura tem que ter publicidade, senão, não tem valor. Esse convênio tem que ser publicado no Diário Oficial do Estado, todos os convênios do Estado do Maranhão com as prefeituras foram publicados no Diário do Estado do Maranhão, todos nós temos acesso ao Diário Oficial, todos os convênios do Governo Federal que agora até modernizou o online do Governo, do ponto de vista de informação de convênios com os Estado e prefeituras estão lá. Se vocês quiserem maiores detalhes do convênio, daquele número do convênio, entrem no site, você tem todo um detalhamento. Se não tiver publicidade dos atos públicos, não tem valor jurídico, por isso, todos os convênios foram publicados no Diário Oficial. Agora, se ele quer mais informação e se eu quero mais informações, é uma prerrogativa nossa de fazê-lo, a Casa faz se achar que deve e não sou eu que tenho que julgar a vontade do Parlamento, porque o Parlamento é um colegiado que decide pela sua maioria. Esse é o princípio da Democracia Parlamentar. Eram essas as considerações, Senhor Presidente. Muito obrigado. EVANGELISTA - Encaminhando pelo bloco de oposição, cinco minutos sem aparte, deputado Ricardo Murad. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, como a matéria é relevante, porque envolve interpretação regimental, constitucional e de direitos inalienáveis do mandato e das minorias que este regimento protege, a colocação do meu querido vicepresidente é equivocada na sua totalidade. O deferimento do requerimento pela Mesa deve basear-se na regimentalidade ou na constitucionalidade do mesmo, jamais na interpretação meritória. Agora mesmo, nós temos dois exemplos absolutamente que colocam a Mesa em uma situação até mal, aprovam um sem número de requerimentos para investigar o deputado Chico Coelho, que é professor de Balsas, com tudo que a deputada Fátima pediu, tudo que o deputado Jura pediu, o deputado Stênio pediu em relação a Riachão, em relação a Balsas, e a Mesa aprovou. V.Ex.ªs aprovaram e agora dois pesos e duas medidas, que história é essa? Por isso que eu digo que a interpretação não pode ser política por parte da Mesa, nunca! A Mesa tem que observar se é regimental ou inconstitucional o requerimento e nada mais e aprovar e deferir e ponto final. Ora, o requerimento é uma proposição, gente, o artigo 123 diz: quando não serão admitidas as preposições, as anti-regimentais não vão ser admitidas. Sobre assunto alheio a competência da Casa, que é aludido ou fazendo menções evidentemente constitucionais, estão aqui os casos, a Mesa não pode ficar fora disto aqui, presidente, para negar o requerimento de um parlamentar, me perdoe V.Exª., e a Mesa não pode ter dois pesos e duas medidas, porque aprovou para Stênio e não aprova para a Fátima; porque aprova para o deputado Stênio e não aprova para o deputado Jura Filho. Qual é o mecanismo de ação da Mesa que precisa estar baseado sempre no regimento? Infelizmente, presidente, eu estou insistindo nessa matéria, porque ela é importante para nós, faz parte daquilo que é essencial para a Assembléia e para o Parlamento. V. Exª. sabe que é muito ruim a gente ter dois pesos e duas medidas e começar a decidir em relação a quem é do nosso lado e quem é contra nós até porque V.Exª. aqui, quando preside, e V. Exªs. que estão na Mesa não têm lado. V. Exªs. têm o regimento e têm a Constituição, porque na hora que V. Exªs. deixarem de ter o Regimento e a Constituição, V. Exªs. não representam mais os deputados nesta Casa. Muito obrigado. EVANGELISTA Nós queremos informar, mais uma vez, aos deputados e às deputadas que quanto à discordância do Regimento, se a maioria entender, que altere o Regimento, o Regimento é claro nessa questão. Segundo, deputado Ricardo Murad, deixa eu dizer a V. Exª. uma coisa: quem presidiu a sessão, eu não sei se era um dos membros que estão aqui na sessão do requerimento do deputado Stênio, mas, quando um vice-presidente me substitui, ele tem a liberdade de pensar da forma que ele pensa e fazer as interpretações que lhe convier, dentro do regimento. Uma decisão, quando eu estou dirigindo, aí, sim, era uma ditadura. Vem o primeiro vice ou até o 4 vice-presidente e diz que não, porque o presidente João Evangelista decidiu assim, então, eu presidindo vou decidir também. Aí não funciona. Então, quem presidiu a sessão foi o deputado Pavão e não sei quais dos secretários. E o regimento, deputado, é claro, nós temos que aprender a viver em regime democrático respeitando a maioria e a minoria, a liberdade de pensamento, de expressão, de falar. Agora, é evidente que algumas questões aqui no Regimento se assim for que a Casa que está com uma Comissão proponha as mudanças necessárias e isso pode vir claro no regimento nesses casos, agora é preciso também entender que o lado político da matéria também tem que ser visto, de que forma? Não pela Mesa, estou falando do parlamento em si, imaginemos que esta Casa se transforme em um Tribunal de Contas efetivo, quando há grupos de posições antagônicas buscando ali a questão meramente política, não é o caso do deputado, estou apenas colocando que se a Assembléia no Maranhão, e qualquer Casa Legislativa parar para ser um Tribunal de Contas deixa de exercer o seu papel enquanto parlamento, mas quem determina é a maioria, não é a Mesa, e V. Exªs. podem propor a alteração do regimento quantas vezes acharem que devam modificar, para o melhor desempenho do exercício democrático. Indeferido o requerimento. Em votação o requerimento, o recurso do Deputado Jura do Requerimento nº. 235/2007 de autoria do Deputado Jura Filho. As deputadas e deputados que aprovam o requerimento, permaneçam sentados os que aprovam. Rejeitado o requerimento. Inclusive houve um equívoco V. Exª., ele induziu V. Exª. e quase que o Presidente ia também sendo induzido, na próxima tem que estar mais atento. Rejeitado o requerimento. Requerimento nº. 236/2007 de autoria do Deputado Jura Filho. (lê). Encaminhando o autor. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO Senhor Presidente, é natural que cada um dos requerimentos e vou excluir a questão do Tribunal de Contas, ela é feita aos secretários inerentes as suas pastas, todos eles são importantes, todas as informações são importantes, mas ao Dr. Edmundo, Secretário de Saúde do Estado ela tem, ela ressalta ainda mais as questões pelas quais requeremos essas informações. Eu já fiz aqui um pronunciamento nesta Casa, a Deputada Fátima também já fez, onde ecoávamos a reclamação e a realidade de Bacabal, a realidade da saúde. Tenho aqui, Senhor Presidente uma denúncia feita ao Ministério Público onde uma Comissão de Moradores de Bacabal denuncia que as mulheres grávidas, o que eles pedem? Verificar por qual razão as mulheres gestantes não estão sendo atendidas no prazo correto, nove meses, para dar a luz a seus bebês nos hospitais públicos, com serviços do SUS. A falta de pagamento dos servidores da saúde. Pede para verificar por que a falta de médicos nos Postos de Saúde e nas residências dos pacientes no Programa Saúde na Família. Pedem para verificar a questão da água contaminada tanto da caixa d água quanto do poço, a razão pelas quais os servidores dos hospitais públicos, principalmente o Socorrão, levam de casa a sua água, para não beberem a água do hospital. Ora, Senhor Presidente se a comunidade está gritando desta forma, sinceramente não vejo a razão pela qual esta Casa se nega a nos dar informação. E o deputado, mais uma vez, fazendo referência às palavras do Deputado Pavão Filho, quando ele diz da publicidade dos convênios por que são publicadas no Diário Oficial; mas é preciso, Senhor Presidente que esta Casa nos informe, para que tomemos as providências não porque queremos ser o Tribunal de Contas, mas porque queremos exercer na plenitude as prerrogativas de deputado, porque queremos exercer na plenitude os direitos de ser deputados e representar àqueles que nos mandaram para cá; queremos Senhor Presidente, que sejam dirimidas as dúvidas no que diz respeito à forma com que é conduzido o Recurso Público do Estado; queremos senhor Presidente, que as informações que chegam a mim, cheguem a qualquer um deputado independente de posição de grupo. E, o deputado Ricardo Murad bem lembrou aqui a questão do Deputado Stênio Rezende, a ele foram aprovados todos os pedidos de informação que foi feito a esta Casa, comprovam-se por este ato que

34 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 existe efetivamente dois pesos e duas medidas, comprova-se desta forma que não se querem mostrar as mazelas que o Governo tem feito com a conivência de algumas prefeituras, comprova-se Senhor Presidente, efetivamente que é preciso que ação mais dura por parte dos deputados seja tentativa, pelo menos assim vamos supor, porque uma já foi negada e levanta novamente, suscita-se a questão de CPI s de ações populares, e acredita-se efetivamente que todas as denúncias da Operação Navalha, que já fiz referência nesta tribuna, neste dia todas estas provas, ilações e comprovações, gravações feitas pela Polícia Federal efetivamente ela se tornam verdadeiras a partir da negativa de simples informações de convênios feitos com apenas uma prefeitura. Senhor Presidente, nós que não fazemos oposição, mas que defendemos porque o Deputado Stênio Rezende não é um deputado de oposição, mas tem uma posição política, ele teve asseguradas as informações da mesma forma gostaria que tivesse assegurado a mim, as informações a respeito da saúde de Bacabal. Solicito a Mesa, ao Presidente, Primeiro e Segundo Secretário, que vote favorável assim como a Deputada Fátima Vieira vem votando, para que possamos ter as informações que precisamos ter para dar a resposta ao povo não apenas de Bacabal, mas ao povo do Maranhão. EVANGELISTA - Encaminhando a votação pelo Bloco de Oposição Deputado Ricardo Murad. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, mais uma vez venho porque V. Exª. coloca outras interpretações, e como esse assunto para mim é fundamental não posso deixar de fazer a colocação que acho que tem que fazer. Quando V. Exª. se reporta ao plenário parece até que o plenário, pode em função de um recurso, mudar a Constituição e rápido. Então, vamos submeter ao plenário aqui o Artigo da Constituição, vamos submeter aqui o artigo do regimento, não é assim Presidente, no meu entendimento eu volto a bater na tecla de como o espírito que norteou a isenção na nossa Carta Estadual e nosso Regimento Interno no que se refere aos requerimentos de informação e as solicitações de documentos de órgãos sujeitos a nossa fiscalização. A competência da Mesa não está em adentrar no mérito do requerimento do parlamentar, a competência da Mesa está em saber se ele é regimental até porque a Mesa tem obrigação de garantir as prerrogativas do mandato. Então quando eu insisto com V. Exª. nisso é porque essa é essência do parlamento isso é o que fundamenta a nossa ação, a nossa existência. Então si o requerimento é regimental, se o requerimento é constitucional, não há de ser uma hipótese remota de que nós vamos querer transformar esta Casa no Tribunal de Contas, até porque é uma das obrigações precípuas do Poder Legislativo é fiscalizar o Executivo, é fiscalizar o Judiciário, é fiscalizar o Ministério Público, essa é uma das atribuições precípuas de todos os parlamentos do mundo. Então a minha insistência, eu sei que a Mesa não mudará de opinião de forma tão rápida, mas que sirva para meditações como V. Exª. é um homem que medita, eu sei. V. Exª. reflete, V.Exª. é uma pessoa preocupada com o parlamento, eu dou meu testemunho. Então eu quero que V. Exª. passe a ter essa preocupação daqui por diante, de tentar ver se o entendimento avança no sentido de garantir ao deputado, direito constitucional e regimental a garantia da provação nos requerimentos dos parlamentares. EVANGELISTA - O debate está mais na questão regimental, quero informar ao nobre deputado líder da oposição que em momento algum, jamais eu submeteria a Emenda a Constituição dessa forma que está sendo discutido o requerimento, Emenda à Constituição é coisa séria, como qualquer matéria é séria, mas ela demanda de interstícios de prazos e nós temos que cumprir evidentemente. Neste caso específico aqui o Artigo 152 é muito claro. O quê que diz aqui? Sujeitos à deliberação da Mesa, no Artigo 152 em caso de indeferimento. Então, o Regimento dá à Mesa poder de aprovar ou não, ele é mais democrático ainda, que dê ao autor que se sentir prejudicado diz o seguinte: Em caso de indeferimento e a pedido do autor o plenário será consultado pelo processo simbólico, sem discussão nem encaminhamento de votação, que é uma coisa, uma deliberação imediata da Mesa. Então, nós podemos corrigir sim, agora é evidente que, qualquer deferimento ou indeferimento da Mesa vai criar em relação ao autor ou a parte contrária à idéia do autor esse desconforto, e o regimento é tão democrático que dá ao plenário o julgamento da própria Mesa é imediato. Portanto, é a democracia e nós vamos sim, colocar as matérias e peço a V. Exªs. que todas essas inquietações regimentais que vão anotando, buscando para que se busque o aperfeiçoamento, para que não seja aquela ditadura. Está indeferido pela Mesa. Não! Busca-se a soberania que é o plenário, a soberania democrática do plenário. Indeferido. Em votação. As deputadas e deputados que aprovam o requerimento permaneçam sentados. Rejeitado contra o voto do deputado Pavão Filho. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - O meu voto e os votos dos outros que não votaram Senhor Presidente. É uma discriminação por que Senhor Presidente? EVASNGELISTA - Eu vou chegar para os demais. Eu vou ler os demais. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - É para funcionar igual a qualquer um deputado. EVANGELISTA - Eu coloquei deputado a V. Exª. nesse sentido até porque toda votação fica acompanhando no plenário e percebi que V. Exª. nos outros processos de votação levantou-se. Então, eu apenas citei o nome porque, às vezes, o deputado não entendeu. Quantas vezes argumentam conosco... O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - Não Senhor Presidente, peço a V. Exª. que retifique porque eu me sinto discriminado nesse plenário quando V. Exª. cita o meu nome, disse eu, por que você não citou dos outros deputados? EVANGELISTA - Tudo bem. V.Exª. votou a favor do requerimento, o vice-presidente, deputado Pavão Filho votou pela aprovação do requerimento do Deputado Stênio Rezende. Requerimento nº. 237/2007 de autoria do Deputado Jura Filho. (lê). Indeferido. Requerimento nº. 238/2007 de autoria do deputado Jura Filho. (lê). Encaminhando a votação o autor do requerimento, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, venho a esta tribuna novamente para insistir, para continuar insistentemente a dizer aos deputados, nobres colegas deputados e deputadas, que é importante que se mantenham os nossos direitos de deputados. V. Exª. no requerimento anterior foi ligeiro, muito rápido, mas esse requerimento ao qual faço ao Dr. Ney Belo solicitando que envie a esta Casa, consequentemente depois a mim e aos deputados interessados na questão, as cópias dos convênios Senhor Presidente, porque o que se vê naquela cidade é efetivamente que a liberação dos recursos não condiz com a realidade que a gente vive. Só para exemplificar, foram liberados R$ 300 mil para a recuperação do matadouro público municipal. Foi feito uma meia sola, como se diz. A recuperação é para inglês ver, porque efetivamente o ponto mais importante que é a Lagoa de Decantação para a não poluição do Rio Mearim, foi exatamente aquilo que recebeu a menor quantidade de recursos e está lá apenas para que as pessoas possam tentar enganar a população principalmente as que moram ali em volta. A fedentina, o mau cheiro Senhor Presidente, que contamina não apenas o bairro, que é o Bairro da Areia onde está implantado o matadouro público, ele chega ao centro da cidade. E aí Senhor Presidente, o que se vê é que não combina a liberação de recurso com a realidade que nós vivemos em Bacabal: seja na saúde, seja na questão da universidade que também foi

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 35 rejeitada da mesma forma Senhor Presidente, isso mais uma vez esta Casa não tem equilíbrio de medidas. Mais uma vez, não o direito do deputado, mas do eleitor, aquele que está lá no interior e que muitos estão vendo o debate através da internet, os internautas estão vendo que efetivamente esta Casa não está cumprindo a democracia tão falada e decantada aqui quanto aos direitos dos deputados, em no mínimo, pegar as informações necessárias. A infra-estrutura daquela cidade, os bairros, as estradas vicinais, o matadouro, objetos desses convênios, Senhor Presidente, estão deixando a desejar. E no momento em que a gente vive esse questionamento de convênio, de Operação Navalha, de propinas, de eleição duvidosa, efetivamente esta Casa perde uma oportunidade importante de contribuir para que o Maranhão, para que o governo, o atual governador Jackson Lago seja transparente, seja mostrado que os convênios efetivamente... aí independe de Bacabal ou não, os convênios para os vários municípios do Maranhão, de toda a multa de recursos de R$ 17 milhões, de R$ 70 milhões, de R$ 15 milhões, em Bacabal foram R$ 14 milhões e esses recursos efetivamente foram usados para o bem da comunidade. Mais uma vez, Senhor Presidente, senhor secretário e posteriormente ao plenário, se assim for negado esse requerimento, recorrerei novamente. Eu solicito a V. Exªs. que com certeza outras vezes, em outras oportunidades V.Exªs. irão usar a prerrogativa de parlamentar, de deputado e vão ter informações, e aí Senhor Presidente, estarei aqui vigilante para questionar a forma com que vai ser tratado. Eu solicito, peço aos senhores deputados que aprovem este requerimento, são apenas informações para que a comunidade do Maranhão, para que os parlamentares possam ter assegurado o seu direito que a nós é dado quando nos elegemos para esta Casa. Senhor Presidente, solicito, peço que seja deferido o requerimento para o qual será votado agora. O SENHOR DEPUTADO MAX BARROS Presidente, uma Questão de Ordem. EVANGELISTA - Com a palavra Sua Excelência, Deputado Max Barros. O SENHOR DEPUTADO MAX BARROS (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, eu queria apelar para a Mesa e para a Presidência, que independente de conotações políticas, sabemos que estão sendo solicitados convênios referentes à Prefeitura de Bacabal, que é tão bem representada aqui pela deputada Fátima Vieira, Jura Filho e a deputada Graciete Lisboa; agora, acho que estamos abrindo um precedente perigosíssimo aqui na Assembléia. Estamos diminuindo as atribuições deste Poder; qual é o papel do Legislativo? É legislar, fazer leis e fiscalizar e no momento em que não podemos solicitar documentos públicos, que são os convênios; que é uma prerrogativa nossa fiscalizar os recursos que são gastos pelo Governo do Estado, estamos subtraindo direitos e deveres desse Poder, estamos diminuindo a nossa função. Digo-lhe, Senhor Presidente que já votei contra encaminhamentos que foram feitos para que o Ministério Público abrisse um Inquérito para apurar alguma coisa, porque eu acho que esta Casa só poderia votar a favor, quando tivesse um juízo de valor, o inquérito, já é um indiciamento; mas solicitar documento ao que deveria ser público. O Governo Federal dispõe inclusive na Internet. Acho que não há nenhuma perseguição nesse caso, votaria a favor se fosse de um aliado meu ou de um adversário meu; a minha preocupação é que esta Casa diminua as prerrogativas que cada deputado tem e que esta Casa tem. Então, queria fazer esse apelo a V. Exª., que tem conduzido com tanto equilíbrio esta Casa, para que nossos direitos não sejam diminuídos, que o Poder Legislativo continue com as prerrogativas que ele tem. É esse o apelo que faço a V. Exª. e á Mesa. Muito obrigado. EVANGELISTA - Como vota a Primeira Secretária? A SENHORA PRIMEIRA SECRETÁRIA DEPUTADA CLEIDE COUTINHO - A favor. EVANGELISTA - Como vota o Segundo Secretário? O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO - Um minuto, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Passou do Processo aqui da Mesa, já iniciou. Indeferido. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO - Recorro ao Plenário, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Em votação o Requerimento de Recurso do Plenário, do deputado Jura Filho. Em votação. As deputadas e deputados que aprovam o requerimento do deputado Jura Filho, permaneçam sentados. Rejeitado. Requerimento 239/2007, de autoria do deputado Jura Filho. (lê). Encaminhando a votação, o autor deputado Jura Filho cinco minutos. Pelo Bloco da Situação, Deputado Penaldon e pela Oposição S. Exª. o Senhor Deputado Francisco Gomes. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, sete requerimentos, seis requerimentos meus já foram rejeitados. Nós vamos votar a última de uma série de sete, e todos eles as minhas argumentações e aí eu quero fazer minhas também, quero unir as minhas argumentações a fala do deputado Pavão quando defende o direito a prerrogativa dos deputados. E o que disse ainda agora o deputado Max Barros, aqui ninguém está fazendo juízo de valor, nós queremos é que essas informações mais precisas, para que as dúvidas sejam dirimidas, de repente as denúncias que chegaram a mim no que diz respeito a saúde, são denúncias enganosas onde estão totalmente erradas e tenho certeza, Senhor Presidente, se assim for eu virei aqui até para defender o prefeito. Mas é preciso que se apure e só pode acontecer se nós tivermos as informações. Eu solicitei, Senhor Presidente, informações a respeito da agricultura e foi negado. Eu não vou nem falar do Tribunal. Da educação, da mesma forma. Da saúde, e aqui eu elenquei algumas denúncias que me foram mandadas, assim também eu acredito que a deputada Fátima tenha recebido, no que diz respeito a universidade, infelizmente não tive tempo para encaminhar. E agora a última foi no que diz respeito as obras, o Secretário Dr. Ney Bello. E esta Senhor Presidente, é na questão da segurança. Essa questão da segurança não é problema municipal, é um problema estadual, vários debates já foram tratados aqui, acirrados inclusive entre, não acusação, mas levantando as questões e os dados que o Maranhão vivia a insegurança, Bacabal não é diferente, Presidente, senhores deputados e deputadas, Bacabal, o meu município que aqui é representado pelos 3 deputados, não é diferente. Ele precisa assim como todos precisamos saber se as ações do governo em parceria com o município eles efetivamente estão lá para proteção ao cidadão. Eu até entendo a posição da deputada Graciete, mas as informações, deputada, são exatamente para dirimir dúvidas, ninguém está dizendo que está certo ou errado, mas as informações, as denúncias chegam e tenho certeza de que V. Exª. acredita na lisura, na forma séria como o prefeito administra aquela cidade e os recursos a ela destinados. Então, deveria V.Exª. votar favoravelmente às informações porque dessa forma não pairariam dúvidas se o recurso está sendo bem ou mal empregado na cidade. V.Exª. estaria dando aqui uma prova de que acredita e que tem certeza de que os recursos estão sendo destinados a Bacabal e que estão sendo usados da forma mais clara, mais objetiva para atender os anseios do cidadão e dessa forma melhorar a sua vida. As informações que eu peço aqui, Senhores Deputados, me levam a crer que efetivamente existem erros desde a sua origem até o seu final, que existe erro desde a liberação até o uso que foi feito dos convênios, porque, se assim não fosse, as informações seriam aprovadas. E me lembro novamente do deputado Stênio Rezende, como aprovadas foram as solicitações feitas pelo deputado Stênio Rezende. Então, Se-

36 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 nhores Deputados, Senhora Deputada Graciete Lisboa, nós que fazemos parte, de forma ímpar, três deputados e uma única cidade, que fizemos história nesta Casa quando nós três sentamos a Mesa para dirigir os trabalhos, em nenhum momento, em tempo algum, aconteceu um fato dessa natureza, quando três deputados de uma mesma cidade dirigiram os trabalhos desta Mesa. Em nome de ações como essa, em nome da credibilidade que V.Exª. tem na administração do prefeito, em nome da lisura e da clareza da administração pública, para que possamos dar um passo no sentido de esclarecer as dúvidas sobre os convênios, Senhor Presidente, solicito aos nobres deputados e deputadas e à Mesa que aprove este requerimento, até porque todos nós estamos sujeitos à insegurança, quer dizer, de em um momento ou outro, cairmos nas garras de um bandido, sermos assaltados como outro dia foi a esposa de um deputado. Enfim, como já foram pessoas da polícia, secretários, solicito, Senhor Presidente, Senhores Deputados, que sejam favoráveis a esse requerimento. Muito obrigado. EVANGELISTA - Deputado Penaldon Jorge pelo Bloco Parlamentar Progressista. Cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, nobre amigo conterrâneo, ex-deputado José Jorge, que nos dá aqui a honra da sua sempre bem-vinda presença aqui nesta Casa. Eu quero iniciar a discussão fazendo uma reflexão sobre a modificação que está sendo sugerida em nível de regimento e algumas colocações que aqui foram feitas. Ouvi aqui afirmações de que esta questão não é política e de que é papel do deputado quando, na realidade, uma informação que não é verdadeira, todos aqueles que levam aqui essa questão à tribuna e seus interesses políticos, foi assim comigo quando levei a questão do município de Pinheiro e que fui aqui veementemente até criticado. A imprensa não gostou, estava insatisfeita porque todo dia eu vinha aqui trazendo denúncias com relação ao município de Pinheiro. E eu estou vendo, há muitos dias, Bacabal no Diário Oficial da Assembléia, e eu ainda não ouvi alguém dizer nada contra. Então, não se afirme daqui desta tribuna que isso aqui não tem interesse político, até porque esta Casa é política. Tentar fazer discussão daqui atribuindo caráter não político a matérias que nós aqui tratamos todos os dias é duvidar da nossa inteligência, da nossa própria compreensão das coisas. Segundo lugar, nós em nenhum momento vamos diminuir a nossa atividade. Quando nós delegamos competência aos órgãos que efetivamente têm competência para trabalhar as coisas, eu discordo do deputado Jura, do deputado Ricardo e quero continuar tendo sempre a minha prerrogativa. E, veja bem, quando pedi providências aqui para o município de Pinheiro, eu pedi para os órgãos que têm competência de analisar, não é que esta Casa não tenha, mas é constitucionalmente o papel externo do Poder Legislativo do mundo inteiro, como disse o deputado Ricardo Murad, fiscalizar os atos do Poder Executivo, essa é a nossa função externa. Mas, veja bem, nós temos, eu não sou auditor, deputado Jura Filho não é, o deputado Ricardo Murad não é auditor de prestação de contas, então nós estamos pedindo todos os convênios deste, daquele e daquele outro órgão e hoje de Bacabal, mas amanhã quando chegar Bacabal aqui vão vir os 217 municípios ou 150 ou 180, quantos forem e nós vamos deixar de ser deputados para nós sermos analistas de prestação de contas! Então, nós temos os órgãos e eu acho que qualquer deputado que tem aqui... Todo mundo se recorda com relação ao convênio do Viva Pinheiro, eu pedi providência a dois órgãos, pedi para o Tribunal de Contas e pedi para o Ministério Público Estadual, por quê? Eles têm elementos para trabalhar, não é que a Casa não tenha, e nem por isso esvaziou a competência do deputado para trabalhar, mas eu acho que nós não podemos particularmente, deputado Jura, sem qualquer discussão de seu prefeito Lisboa, de seu prefeito Filuca ou qualquer que seja ele. Eu acho que esta Casa tem que tomar posicionamento com ralação a isso porque, senão, daqui a alguns dias, nós não vamos nem vir às sessões, porque a Assessoria desta Casa não vai ter como prestar essas informações, dado o volume de material. Por outro lado, deputado Ricardo, quando se argumenta aqui desta tribuna que nós estamos tirando a esfera de fiscalização da mão do cidadão e da mão dos deputados, também não é verdadeiro, porque Bacabal é um município com mais de 50 mil habitantes, obedecendo, portanto, a regras específicas da lei 101, da lei complementar, a lei de responsabilidade fiscal, ou seja, publicação de balancetes, documentos permanentes na Câmara de Vereadores, que é lá, sim, que tem competência para falar. Os três deputados que aqui estão pelo lado político, a Câmara de Vereadores também com os políticos, a população como agente direto dessa relação e outros órgãos, quer dizer, municípios hoje com este porte nem encaminham mais documentos para o Tribunal de Contas, não ficam mais disponíveis lá na Prefeitura, para que a fiscalização... E outra coisa: não são mais sorteadas, não são mais levadas à fiscalização. Então, nos municípios com mais de 50 mil habitantes, a fiscalização é permanente e a lei diz que a documentação tem que estar no município à disposição dos técnicos do Tribunal de Contas que passam todos os meses, a não ser que não estejam passando em Bacabal, que não estejam passando em Pinheiro, em Caxias, em Timon, em Barra do Corda e em tantos outros municípios com mais de 50 mil habitantes. Então, são procedimentos de rotina e o Tribunal já faz, por isso, não adianta vir com esse discurso aqui querendo politizar uma ação que se diz que não tem política, que tem e que eu acho que os órgãos têm esta competência e não vão diminuir. Eu estou aqui falando porque sou membro dessa comissão para as modificações que forem precisas no regimento interno. Como deputado, não me sinto diminuído por não estar analisando a prestação de contas de Bacabal, de Pinheiro, de Caxias, seja de qual for o município, porque para isso tem o Tribunal de Contas que nos passa este parecer e que vai para a estância competente que é a Câmara onde se faz o julgamento político, ao qual nós temos que obedecer. Tanto tem que obedecer que, se o parecer do Tribunal vier e pelo quórum qualificado de defesa entender que aquele parecer não condiz com a realidade adotada dentro da análise, ele pode ser rejeitado. Rejeita-se o parecer pelo quórum qualificado de defesa e passa a prevalecer o parecer que a Câmara emitir. Então, só para enriquecer ou substanciar o teor dessa relação, eu acho que essas questões nós precisamos discutir e eu acho que esta Casa, Senhor Presidente, e a Mesa têm toda a liberdade, deve continuar tendo sim, para deferir ou para indeferir qualquer matéria que aqui nós colocarmos, acho que nós não podemos, deputado Ricardo Murad, subtrair desta Casa o poder de deferir ou indeferir. Até uma licença médica de um deputado, que é um ato simplesmente homologatório, eu acho que esta Casa ou outras Casas têm que se posicionar principalmente quando entende que sabe que o deputado se licencia, mas no outro dia ele está no plenário para assistir as sessões que ele não consegue se distanciar daqui, mas o interesse político levou que ele se afastasse do cargo para poder se submeter a uma situação dessa. Obrigado, Senhor Presidente. EVANGELISTA - Deputado Francisco Gomes, V. Exª. dispõe de até cinco minutos, falando em nome do Bloco de Oposição. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, senhoras e senhores da galeria e da imprensa, eu vim aqui, Presidente, porque nós estamos nessa discussão desses requerimentos, que no caso, se refere ao município de Bacabal. Eu não faço política em Bacabal, mas conheço bem Bacabal, os políticos de Bacabal, gerações atrás quando estive durante muito tempo lá e conheci o prefeito atual, doutor Lisboa, como médico, um médico de grande conceito naquela cidade a tal ponto que é o prefeito atual da cidade. Mas nós vemos que nenhum requerimento deste está tendo algum ato de desconfiança com o prefeito ou com o Governo do Estado, porque nós temos que fiscalizar não é só o prefeito que recebeu dinheiro, o Governo do Estado que repassou o dinheiro e que tem uma responsabilidade de acompanhar as obras, não é só a Câmara. O Governo do Estado através de sua auditoria tem uma responsabilidade de acompanhar a execução dos projetos, dos convênios que foram para aquele município. Então ninguém está achando que o prefeito não aplicou os recursos, ninguém

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 37 está dizendo isso. Agora, no momento em que nós negamos a aprovação de um pedido de informação daqueles recursos que foram efetivamente para lá, esta Casa ao aprovar pela sua maioria como está fazendo, está simplesmente colocando a administração do prefeito de Bacabal sob suspeição, por quê? Como disse o Deputado Penaldon, nós estamos aqui, somos políticos e estamos discutindo a política, está colocando o prefeito sob suspeição, porque não pode como ele é um aliado do governo, ele não pode ter as informações sobre os convênios celebrados pelo governo com aquela prefeitura, o conhecimento nosso desta Casa, que é um direito nosso e o conhecimento do público daquilo que foi feito. Então nós estamos colocando o prefeito de Bacabal sob suspeição, mas acontece que se essas informações fossem prestadas viriam ser lidas daqui aquilo que foi feito, o que foi repassado ou deixaram de ser repassados; não adianta publicar no Diário Oficial dizendo que foi feito o convênio no valor de tanto com o município, se a gente não sabe se esse dinheiro foi efetivamente repassado ou não, em quantas parcelas foi repassado, isto nós não sabemos, nós não temos conhecimento disto. Até porque o sistema nós não temos o sistema de informação financeira como tem o Governo Federal em que qualquer deputado federal ou qualquer senador tem acesso ao SIAF e sabe todo e qualquer recurso que foi repassado para qualquer prefeitura, qualquer Governo do Estado, qualquer entidade em todo o nosso país. Então isso é uma questão de transparência, se nós tivéssemos isso, deputado João Evangelista e já passamos aqui com Projeto de Lei para que fosse implantado isso e não foi aprovado, se nós tivéssemos isso, não havia necessidade de estar pedindo informação através da Mesa da Casa sobre os convênios celebrados a aplicação desses recursos e se foram efetivamente repassados. Então, nós temos que tomar cuidado com essa questão, tudo isso que nós estamos discutindo aqui, enchendo a paciência talvez de muitos por estar discutindo coisas tão corriqueiras, mas a sociedade está de olho no funcionamento desta Casa. Não só disso, mas de todos os nossos atos, de todas as nossas ações, a sociedade está de olho. Este Poder tem que se levantar, tem que mostrar que ele é um Poder Independente, que ele é um poder autônomo e que ele tem que trabalhar conjuntamente com os outros Poderes, é isso que nós estamos querendo ao pedir, ao fazer esse pedido de informação. Aprovamos o pedido de informação de convênios semelhantes como este, a Prefeitura de Balsas, a Prefeitura de Riachão e outras, que foram formuladas pelo deputado Stênio Rezende, todos são Prefeitos também aliados do Governo do Estado. Então por que foram prestadas essas informações? Nós aí estamos livrando a cara desse Prefeito, esses aí não têm nada, esses aí são limpos, esses aí cumpriram com os convênios. Agora os de Bacabal, estamos colocando o prefeito de Bacabal em um grande sacrifício ao não prestarmos estas informações para esta Casa que tanto mereço. Obrigado. EVANGELISTA Como vota a primeira secretária? Como vota o segundo secretário? Indeferido. Em votação o Requerimento do deputado Jura Filho, as deputadas e deputados que aprovam permaneçam sentados, os que aprovam. Rejeitado. Requerimento 240/2007 de autoria do deputado Antonio Bacelar, ausente. É a licença do deputado. Requerimento 240/2007 de autoria do deputado Antonio Bacelar. (lê). Deferido. Requerimento 241/2007 de autoria do deputado Max Barros. (lê). Deferido. Quero fazer o registro dos vereadores de Carutapera que se encontram em nossa galeria, sejam todos bem vindos. Quero registrar a presença do ex-deputado Rubens Pereira, do ex-deputado José Jorge que se encontram aqui em nossa Casa, sejam bem vindos. Registrar a presença do vereador Genival, de Ribamar Fiquene na galeria, a pedido do deputado Antonio Pereira. Registrar a presença do vice-prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia a pedido do deputado Afonso Manoel, sejam todos bem vindos a esta Casa, não só as pessoas citadas como todos que se encontram na galeria. Nos termos do Art. 107 do Regimento Interno, determina a inclusão na Ordem do Dia da Sessão Ordinária terça-feira, no dia 29 de maio de 2007, os seguintes itens: Projeto de Lei 041/2007, Requerimento 024, capeado pela Mensagem Governamental 19/2007 do Poder Executivo. Requerimento 242/ 2007 de autoria da deputada Graça Paz. Requerimento 243 /2007 do deputado Ricardo Murad. Requerimento 244/2007 de autoria do senhor deputado Afonso Manoel. Quero informar a esta Casa que os prédios públicos do país tem até o dia três de junho, para se adequar a lei de acessibilidade, informação que foi trazida a esta Mesa pela nobre deputada Helena Barros Heluy, e com todas as dificuldades da arquitetura deste prédio, esta Mesa tem buscado o espaço aos nossos irmãos deficientes e tem até o dia três de junho para cumprir a determinação da lei, do Decreto Lei N. 5296 de 3 de dezembro de 2004, que esta lei realmente seja cumprida neste país. V - GRANDE EXPEDIENTE. EVANGELISTA Deputado Marcos Caldas. Declina. Horário destinado aos partidos dos Blocos, Bloco Parlamentar de Oposição vinte e três minutos, ausente. V. Exª. dispõe até de vinte e três minutos lembrando que há outro orador inscrito nesse tempo também, o deputado Ricardo Murad. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO SOARES CUTRIM (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, imprensa, galeria. Ainda há pouco ouvi a discussão sobre o documento do deputado Jura Filho, estava ali pensando e fiquei perplexo, essa é umas das atribuições do deputado solicitar um documento de um convênio que é feito entre o Governo do Estado ou qualquer outro poder, ou município ou a secretaria, bem, como o Governo Federal ou os convênios que têm a contrapartida do Estado. Se estão tirando essas atribuições dos deputados eu fico muito triste, está ainda indeferindo da Mesa que é uma das atribuições do deputado solicitar cópia de um documento, de um convênio que é público, os documentos são públicos, o contrato, isto está na lei, ainda ouvi o deputado Penaldon Jorge com relação aos municípios, com mais de cinqüenta mil a população, é isso que nos deixa mais preocupados, porque vamos ter muitas dificuldades, porque sabemos que o Tribunal de Contas não tem estrutura para fazer a fiscalização nesses municípios com uma população com mais de cinqüenta mil habitantes e, eu não vejo como o tribunal de Contas poder ter condições técnicas e de pessoal para fiscalizar esses municípios. Agora tirar a prerrogativa do deputado e solicitar um documento e ainda o que fico mais preocupado é a própria Mesa indeferir, pode ser prefeito A, B, C ou D. Agora, sugeriria que o deputado Jura Filho entrasse na Justiça, porque acredito que uma prerrogativa de deputado; não podemos deixar que se esvaia no tempo e que passe sem solicitarmos; é a mesma coisa com relação ao sigilo de qualquer operação, nós, independente de quem quer que seja o sigilo tem que ser, é lei, é a mesma coisa de um funcionário público que tem conhecimento de fatos, divulgar fatos que têm conhecimento. Seja ele funcionário público, agente público ou político ou qualquer que seja. Então, esse fato do convênio, tem que rever o assunto, porque ainda há pouco em algumas sessões passadas, o deputado Stênio Rezende solicitou da prefeitura de Balsas e foi deferido; e sabemos que no caso deveria ser a Câmara Municipal e não o deputado. Acho que nesse caso dos convênios com o Governo do Estado, qualquer que seja ele, a prerrogativa é do deputado, tem na Constituição do Estado e tem também no Regimento Interno. Eu acho que a gente tem que verificar esse assunto e o deputado, nesse caso o deputado Jura Filho, que foi cerceado o direito dele de ter conhecimento de documento público, então vai entrar na Justiça para que o seu direito não possa ser cerceado, é só Presidente. EVANGELISTA Com a palavra o Senhor Deputado Ricardo Murad. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores e Senhoras Deputados, eu quero aproveitar o resto do tempo do nosso bloco, primeiro para reafirmar a nossa posição de que essa interpretação regimental ela não entra no mérito, se a Mesa deferir o requerimento de um deputado não

38 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 cabe recurso ao plenário, está aprovado e ponto final, aí você resguardou, garantiu a independência e a prerrogativa do parlamentar. Então é só para colocar essa coisa para que a gente não discuta duas coisas. O que aqui, vou defender e vou levar isso à frente para que a Mesa tenha esse entendimento, é que se o requerimento for Constitucional e Regimental a Mesa tem que aprovar. E a Mesa aprovando a maioria deixa de ter o direito de rejeitar o requerimento do parlamentar, seja a maioria que for em qualquer época, porque nós temos que legislar e prever o parlamento numa situação da República, a República sempre prevê situação de maioria e de minoria e é Constitucional o direito das minorias, quem não entender isso nunca que vai entender e levar a série, levar a frente o Sistema Republicano. Então eu quero dizer ao meu caro Presidente, a quem eu já disse aqui e repito, tenho a maior admiração, maior apreço e maior carinho, que nós precisamos rever o entendimento desta questão. Agora eu quero adentrar Senhor Presidente, o assunto do momento, assunto grave porque passa o País quando nós estamos assistindo pela grande imprensa e pela televisão o pipocar de denuncias em cima dos mais variados governos, partidos, não é uma ação dirigida a este ou aquele setor nesta Operação Navalha estão envolvidos partidos dos mais diversos governadores, das mais diversas matizes, e nós aqui na Assembléia temos que tratar obviamente da parte da operação que trata de assuntos de interesse do Maranhão. Eu não vou me estender mais do que aquilo que nós discutimos e deixamos aprovados na nossa reunião do nosso bloco, para que eu não cometa nenhum ato e nem um gesto largo e que não possa se adequar e se ater ao pensamento médio dos deputados que eu represento, nós sabemos que esse inquérito vai ser levado à frente pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal, e pelo Superior Tribunal de Justiça aonde até findar todas as fases dele, ele se processará e no nosso entendimento deverá continuar se processando, lá, que isto quer dizer para que todos entendam é que nós defendemos, nós do nosso bloco, que qualquer ação nossa, ela vai ser suscitada após o termino do inquérito e a pronuncia ou não dos envolvidos pelo Procurador Geral da República Dr. Antonio Fernandes. Este inquérito ele tem uma característica e ele deve se ater às fases, a produção de provas que estão nessa fase, depois o Ministério Público, reunida todas as provas, se eu estiver errado a Deputada Helena pode fazer sinal que é mestra e professora de direito penal, reunidas às provas, coletadas as provas, o autos vão para o Ministério Federal que denunciará ou fará a queixa contra quem achar que cometeu delitos. Mas nós da Oposição precisamos e esperamos do Governador Jackson Lago algumas decisões, algumas atitudes, alguns gestões a agência FOLHA coloca aqui: Governador exonera amigo citado em gravação da Operação Navalha, o Governador de Alagoas exonerou Novaes Neto em função do envolvimento dele, naturalmente que o governador está atônito, ele está diretamente envolvido no inquérito, na alteração, na denúncia como está o Governador Jackson lago, mas não seríamos nós que iríamos achar ou querer ou desejar que ele próprio se afaste, não! Não vamos chegar a este ponto, o Governador deverá permanecer no cargo até o final do inquérito, até o final das investigações, mas é inconcebível, inconcebível, inaceitável que ele não tenha à frente da administração pública funcionários, servidores, comissionados ou não que estão direta ou indiretamente ligados aos fatos denunciados, criminosos e com provas sobejas, com indícios sobejos e aí eu faço uma colocação direta, objetiva quando me refiro ao secretário de Infra-estrutura. Na chegada do secretário me pareceu que ele no aeroporto naquela entrevista ele teria até, de certa maneira, ameaçado o governador, ele chegou dono da razão: Sou secretário de infra-estrutura do Estado do Maranhão e daqui ninguém me tira, foi essa a impressão que ele passou. Na entrevista do O Imparcial ele foi mais duro ainda. Ora, a Isto É trás e eu não vou entrar no mérito aqui e dizer quem é o gordão, quem é o baixinho, quem é o chefe maior, mas eu já disse, eu acho que o governador não pode se afastar, então ele tem que ficar no cargo até ele se jure inocente, as provas, tudo aquilo que se coloca ou coloca no meio do caldeirão, mas é o governador eleito, ele merece o favor da dúvida. Então, mas o Ney Belo até provar a inocência ele deve ser imediatamente afastado, o Sebastião fiscal imediatamente afastado o Hortegal imediatamente afastado, e todos quantos mais possam ou tenham colaborado direto ou indiretamente com essa operação. Não há outra sob pena de se fazer ilações as mais diversas que comprometam S. Exª., porque ele já tem dois sobrinhos que ele disse que não pode fazer nada porque não são, vamos dizer assim, ligados funcionalmente a ele a não ser pelo parentesco. Um é assessor do Deputado Julião Amin, portanto realmente fora da alçada do governador; o outro é um sobrinho advogado que advoga, é um advogado, não há vínculo funcional, realmente não há. São parentes, mas o governador não pode demiti-los porque não são funcionários, mas o secretário de Infra-estrutura, o chefe do gabinete, toda aquela máquina azeitada que está aí, sendo suspeita não pode permanecer no cargo, até que se prove a inocência deles. Vamos dar esse crédito ao governador, nós não podemos estender esse crédito a todos quantos estão sendo acusados de participarem desta situação de desvio de dinheiro, de roubalheira e de transgressão aí das mais diversas. Os blogs, a gente sempre fala dos blogs, porque os blogs hoje são instantâneos. O SENHOR DEPUTADO PEDRO VELOSO V.Exª. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Ouço o Deputado Pedro Veloso. O SENHOR DEPUTADO PEDRO VELOSO (aparte) - Deputado Ricardo Murad, essa denúncia da Revista Isto É, me faz lembrar de uma outra muito grave também, a que colocou o atual Senador Cafeteira como assassino do Reis Pacheco, isso foi colocado como a verdade incontestável durante a campanha de 1998 e foi beneficiar a eleição da Drª. Roseana Sarney a governo do Estado, e depois se verificou que se tratava de uma armadilha apenas para derrubar o adversário. E nada me faz acreditar que essas matérias de agora não tenham a mesma finalidade. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Eu quero dizer ao nobre deputado Pedro Veloso, que não é o caso da Isto É só, é uma operação grande com provas sobejas publicadas na Folha de São Paulo, no Correio Brasiliense, no Estado de São Paulo, na Veja, na Época, no Jornal do Brasil, enfim, em toda a imprensa, em toda, toda. E não estão acusando só o Governador Jackson Lago, na mesma revista está na capa um Governador mimado pelo Presidente Lula, Jacques Wagner do PT, a mesma, mas não é só como eu disse, isto é, todos os jornais toda a grande imprensa está reverberando. O SENHOR DEPUTADO PEDRO VELOSO - V.Exª. me concede um aparte? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD Pois não, deputado. O SENHOR DEPUTADO PEDRO VELOSO (aparte) - Deputado o senhor fala a verdade está aí na capa da Isto É, mais se está dois governadores, um adversário, Dr. Carlos Magalhães e outro adversário do Dr. Sarney é uma coincidência muito grande. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - É isso que eu acho que a defesa do governador é muito frágil, quer dizer a defesa do governador está sendo, eu não sei, esse gabinete de crise que eu espero que V. Exª. não faça parte dele porque se for ai Deputado Pedro Veloso a inconsistência é tamanha que vocês vão acabar encalacrando o governador quer dizer, não adianta dizer porque o Sarney que mandou porque o Antônio Carlos mandou, porque todo mundo sabe que não foi, o que é preciso são ações seguras determinadas objetivas do governador já que ele não pode como eu disse se alto punir, ele não pode se alto afastar. Então vamos dar um crédito esperar o final do inquérito o que vai dar nesse inquérito vai dar que o Procurador da República depois do inquérito feito vai saber se denuncia ou se denuncia S. Exª.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 39 se as provas fizerem com que ele se convença do crime do governador, ele será denunciado para o Superior Tribunal de Justiça e se o Superior Tribunal de Justiça, receber esta denúncia ele está afastado 6 meses, aí esse processo descerá para esta Casa com toda a sua documentação suas provas para que a gente julga ou não a culpabilidade dele, se a Assembléia julgar culpada ele volta e vai ser processado julgado pelo STJ, se não ele ficará com um processo sobrestado continua governador se esta Casa não der, não admitir a culpa dele e quando terminar o mandato ele será julgado como cidadão qualquer, comum, pelos crimes que o Ministério Público acha que ele cometeu. O outro caminho, seríamos nós agora abrir uma investigação paralela a essa que está se dando e nós achamos que não há producente, não levará a lugar algum essa é a nossa posição, mas a sociedade maranhense espera, todos esperam uma ação do governador sem que se coloque sob o véu a posição do secretário de obras que está envolvido na operação, segundo... não vai ficar na infra-estrutura na prefeitura por quê? O Lula já afastou o ministro dele, o outro governador está demitindo todo mundo que está envolvido na operação, isso faz um homem público independente de achar que alguém é culpado ou não, até para dar tempo do amigo se defender, do amigo ter tempo de preparar sua defesa, de se conscientizar, de se dedicar a sua defesa e ele vai ficar para... O quê que o secretário poderá fazer hoje? A não ser se preocupar com sua defesa? Como é que ele vai ficar defendendo os interesses do Estado? Como? De que forma? Qual é a tranqüilidade emocional dele? Então, nós vamos esperar esses dias para que a poeira assente, a emoção se apague um pouco, para que o governador tire da administração todos aqueles que estão sendo acusados de alguma forma em relação a essa operação navalha, e essa onda também no interior, prefeituras estão vasculhadas pela polícia federal, Tuntun já foi vasculhada, a prefeitura de Tuntun e a polícia federal está agindo, ela não esta agindo só no Maranhão, não! Ela esta agindo em todo Brasil, em todos os seguimentos e em todos os setores, fala-se em ação da polícia no judiciário, falase em ação da polícia no Tribunal de Contas da União, fala-se da ação em todos os órgãos e em todos os setores. Então nós esperamos que o governador, haja se adiante e mostre a população maranhense, ao cidadão maranhense, que ele mesmo não considerando os seus amigos e correligionários que ocupem cargos culpados, mas que respeito à opinião pública e respeito ao processo ao procedimento de homem público que tem auxiliares investigados que os afaste, os demita e se amanhã for inocentes os readmita, mas enquanto isso ele deve afastar, todos sem exceção. Eu quero também Senhor Presidente, senhora presidenta com o prazer imenso, parece que o Presidente quis dar uma espécie de compensação à Deputada Fátima Vieira, depois de tê-la maltratado tanto. EVANGELISTA V. Exª. me permite um aparte Deputado? O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD Pois não deputado. EVANGELISTA (aparte) - Não é deputado, é nesta Casa os membros da Mesa tem exercido as suas funções tem o espaço tanto que nenhum membro da Mesa, quando eu estou ausente ou representando a Casa ou atendendo no gabinete quando senta no comando da mesa, ou o Secretário que esta na presidência, recebe qualquer orientação deste Presidente, eu acho que eles merecem esse respeito, não há compensação muito pelo contrario foram eleitos e eu quero dizer que eu estou muito feliz e satisfeito com essa Mesa e que tem realmente ajudado muito a conduzir esta Casa. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - Presidente é uma honra, um aparte de V. Exª., mas a minha compensação V. Exª. sabe que não foi nesse sentido, V. Exª. de uma forma sempre elegante como V. Exª. mostra a Deputada Fátima, de que aquele carinho depois de tantas negativas durante a Sessão de hoje, mas eu acho que e agora sem sombra de dúvidas, de novo eu quero lhe elogiar pela condução dos trabalhos da Assembléia, eu só queria deixar registrado o meu tempo esta se esgotando Deputada Helena Heluy, um editoria da Folha de São Paulo aonde diz assim; Cabe a justiça cobrar os eventuais abusos da PF. Mas o risco, mas não de um Estado policial e sim de um sistema mafioso e discorre de uma competência, que extraordinária o risco que o Brasil teria se afrouxarem agora as investigações, é em função disso e daquele excesso da PF, então o editorial disse assim: Vamos vigiar a PF, vamos colocar sobre luzes, mas vamos deixar com que ela faça o seu serviço, que pior o Estado na mão das máfias. Mas no trecho deste editorial tem uma parte que fala do Maranhão e eu vou ler esse trecho: Abusos, excessos, exageros de parte da Polícia Federal, talvez, com certeza, entretanto de parte de um político como o Governador Baiano Jacques Wagner, depois de passear em companhia da Ministra Dilma Rousseff numa lancha seguida pelo dono da Gautama, declarou ter se esquecido de prestar a gentileza, domingo de sol, você passeando, uma cervejinha explicou o governador, com serenidade apolínea, seu momento, congraçamento com a Gautama e o Dionísio. O editorial faz uma critica ao governador que diz que se esqueceu de ganhar a lancha que ele foi passear na Baia de Todos os Santos no domingo. Aí vem mais, longe das águas da Baia de Todos os Santos nítido do exagero também se verifica no estilo administrativo do Governador Jackson Lago do Maranhão, contrapondo-se ao domínio do clã Sarney em seu Estado, o pedetista elegera-se com o lema de que o Maranhão deixaria de ser governado por uma só família, cumpriu a promessa, duas dezenas de membros de sua própria foram contemplados com cargos administrativos e dois sobrinhos seus se encontram no foco da Operação Navalha. Então, são coisas que é preciso colocar com muita serenidade para que nós escutemos essas questões e ao mesmo tempo as enfrente de forma racional, o tempo terminou e ainda tinha alguns assuntos, mas reservo para amanhã. Dizer que esperamos sinceramente do governador esse posicionamento neste primeiro instante, quando ele é acusado de receber 8% de propina ele é o chefe maior, o gordão que é o Senhor Ney 2%, o baixinho que é o Senhor Sebastião fiscal 1% e aí tem um tal de Zeus e um tal de quanto que ainda está se querendo saber quem são essas figuras, tem um que é conhecido pela letra A, mas do governador se espera agora o imediato afastamento de todos os seus auxiliares que estão exercendo cargos do governo. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA Bloco Parlamentar Progressista 36 minutos, com a palavra o senhor Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, galeria e imprensa, senhor Presidente João Evangelista no plenário. Primeiramente senhora Presidente repondo um pouco aqui a questão levantada e debatida exaustivamente e de forma passional pelo Deputado Ricardo Murad e Jura Filho, sobre a questão do posicionamento da Mesa desta Casa, o que nós entendemos no plenário e acredito que todos que ouviram o debate travado na tribuna insistentemente pelo Deputado Ricardo Murad e Jura Filho é que quando a Mesa decide um voto Sim e outro voto Contra, só valeria a posição do Presidente caso o voto do Presidente fosse o voto do interesse do Deputado Ricardo Murad e do Deputado Jura Filho, como o voto do Presidente que é livre e soberano, voto de minerva para desempatar qualquer votação, estava desempatando toda ela dentro da consciência do Presidente do convencimento dele, do que ele achava como devia votar, esse voto era cerceador da prerrogativa dos deputados desta Casa. Isto não é verdade senhora Presidente, isto não é verdade senhores deputados que nós vimos aqui foi uma série de requerimentos politicamente colocados, para perseguir um prefeito de uma determinada cidade, que é um direito do deputado fazê-lo, como disse o Deputado Pavão essa é uma Casa política e o seu julgamento é político, as decisões são políticas, os votos são políticos nesses casos. Deputado João Evangelista, V. Exª. agiu como presidente, usando o

40 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 voto de minerva corretamente, fosse votando de um lado, de uma forma deferindo ou indeferido, essa é uma liberdade sua, é uma prerrogativa também sua de presidente, não cabe interpretação regimental. Eu fiquei deslumbrado hoje na sessão inteira, primeiramente, ao ver o novo visual do líder da oposição, deputado Ricardo Murad, todos os deputados, mas não foi só o visual físico, o cabelo, mas também uma forma dissimulada na tribuna como que se estivesse aconselhando o governador, mas, ao mesmo tempo, pré-julgando o governador do Estado nesta tribuna de uma forma que eu me senti como um tolo naquela tribuna, um bobo, aliás, neste plenário, enganado pelo deputado Ricardo Murad em suas palavras. Ora, Senhor Presidente, Senhores Deputados, nós estamos com esta operação em dez estados do Brasil, salve engano, e o governador Jackson Lago foi trazido para dentro deste tema por uma questão parecida com esta que os deputados Ricardo Murad e Jura Filho trouxeram à tribuna, achando que a posição do presidente, por exemplo, era uma posição cerceadora dos direitos das prerrogativas dos deputados quando eles, politicamente, estavam agindo, de um lado, como naquela luta de cabo de guerra, tentando puxar o regimento para o seu lado. Esta Polícia Federal que está agindo foi repreendida publicamente pelo presidente da República, deputado Penaldon, e mandou apurar os excessos dela. Foi o presidente da República, não fomos nós aqui do governo, foi o ministro Gilmar Mendes, deputada Helena Heluy, que disse que esta operação era farsista e chamou de canalhice o que estava acontecendo. Com respeito a algumas atitudes que foram tomadas, por exemplo, algemaram o ex-governador José Reinaldo, por quê? Um homem sobejamente conhecido do Estado, com moradia certa, ex-governador, político, homem que não tinha porque fugir de nenhuma acusação, mas foi arbitrariamente algemado inclusive contra a orientação da própria ministra Drª. Eliana Calmon. Foram excessos, foi esta Polícia Federal que disse que o Dr. Jackson Lago estava clandestino em Brasília, e o Dr. Jackson Lago entrou com uma ação, uma representação contra essa declaração da Polícia perante o ministro da Justiça, mas eu não ouvi, Senhores Deputados, uma linha na imprensa dizendo que o Dr. Jackson Lago entrou com uma representação contra esta declaração que está no inquérito, porque ele, como eu já mostrei e provei nesta tribuna, cumpriu uma agenda extensa naquele dia na capital federal, teve audiência com o Senhor Presidente da República, com o Vice-Presidente da República, com a bancada federal, com vários ministros, dando entrevista coletiva na capital federal, e ainda assim se diz que esse homem estava clandestino? Essa é uma declaração da Polícia Federal que está no inquérito que pelo deputado Ricardo Murad, ora defendendo o governador, tentando fazer a defesa de Jackson e dizendo que a Polícia vai à frente, é quem vai dizer, aliás, o final do inquérito, a justiça; mas ele, ao mesmo tempo, diz que o governador deveria se afastar. Não pode, foi eleito pelo povo! Todo o Maranhão sabe, o deputado Ricardo Murad sabe, conhece já, sobejamente sabemos os ingredientes da estação da Polícia Federal no Maranhão no que diz respeito aqui, no Maranhão, especificamente ao Dr. Jackson Lago. Eu li na tribuna desta Casa, Senhora Presidente, a única acusação, deputado Rigo, que quem está dentro da investigação da polícia colocada no frontispício do jornal aqui adversário do Dr. Jackson Lago, que é o Jornal O Estado do Maranhão, as duas únicas afirmações, deputado Marcelo, são as seguintes: ele está do meu lado. Esta expressão para eles quer dizer Jackson Lago. A outra expressão é vou consultar o meu chefe hierárquico. Para eles também se refere ao Dr. Jackson Lago. A outra é uma imagem congelada do hotel que filma todos os hóspedes que entram e saem, mas eles congelaram a imagem do governador como que se estivesse entrando sorrateiro, escondido no hotel, para depois fazer a repercussão na Globo e esta Rede Globo divulgou insistentemente até hoje esta imagem para dizer que o governador estava entrando escondido no hotel. Isso é um crime! Isso é de uma irresponsabilidade sem limites e a toda prova... As pontes, deputado Marcelo, que não ligam nada a coisa nenhuma, que a Globo mostrou também e fez com que outras emissoras do Brasil mostrassem, são as obras de arte feitas antes. As obras de arte são essas pontes, são bueiros que obrigatoriamente são construídos antes da terraplanagem e da colocação do asfalto. Eles se filmaram pegando mato para mostrar uma coisa abandonada e, lógico, que quando a estrada não existe, nós estamos vivendo no inverno, o capim cresce na região em torno das próprias obras de arte, as obras de engenharias que estão prontas, as pontes que estão prontas, que são as pontes que estão prontas esperando a estrada que liga Barreirinhas a Pirangi, 140 km da BR-402, que foi motivo de uma reunião na cidade de Parnaíba entre os governadores Jackson Lago, Wellington Dias e Cid Gomes no Ceará. E lá foi discutida a questão do trabalho do Governo Federal na construção da BR-402. As pontes são a contrapartida do Governo do Estado, mas foram mostradas criminosamente como pontes fantasmas, obras que não ligam nada a coisa nenhuma. O governador Jackson Lago, e eu já disse aqui e todos ouviram, lá no final deste inquérito, deputado Ricardo Murad, a declaração da imprensa, a declaração da Justiça de que ele não tem absolutamente nada, então é este imbróglio que está sendo levado a efeito pela Polícia Federal no Brasil. No jornal, já que V.Exª. fala tanto em blog aqui nesta tribuna, V.Exª. deveria ler o blog de um grande economista e comentarista político e de economia de uma televisão séria, Televisão Cultura, Luís Nassif que traz toda a história e toda uma defesa do doutor Jackson Lago e que não tem sido feita por nenhum outro órgão, porque não há interesse deles de apresentar o rastro de defesa do nosso governador. Aqui dizem alguns trechos assim: Apesar de rastreados pelas câmeras de segurança do hotel, a famosa câmera que congelou a imagem do doutor Jackson Lago e mandou para todas as televisões do Brasil, não há uma única imagem em que apareça qualquer um dos dois sobrinhos acusados com o governador. Há de se supor que, se a Polícia federal está rastreando pessoas e flagrou conversas entre várias autoridades e filmou, por exemplo, foi feita a filmagem de um funcionário da Gautama entrando no Ministério de Minas e Energia, entrando com uma mala na mão, uma pasta e saindo do Ministério sem nada na mão, ou seja, o dinheiro teria ficado lá dentro do Ministério. Poderiam ter filmado um sobrinho do Dr. Jackson Lago entrando no hotel, por que não? Porque a Polícia, deputado João Evangelista, não rastreando o Dr. Jackson Lago, fazendo a investigação sobre ele e seus sobrinhos, porque não filmou ele e os sobrinhos entrando com uma pasta em um desses hotéis e saindo sem essa pasta? Porque isso não existe. Isso só existiu dentro desse contexto político que nós estamos vivendo aqui no Estado do Maranhão: um processo no TSE para cassar um mandato legítimo, para usurpar um mandato popular que foi entregue ao Dr. Jackson Lago pelo povo e agora estão se aproveitando desse momento para trazer na marra o Dr. Jackson Lago para dentro disto. Não há nada no inquérito contra o governador, nada, a não ser as duas frases que o próprio Jornal O Estado do Maranhão mostra e a imagem congelada do Kubitschek Plaza que foi feita com todo o requinte de maldade que se costuma praticar aqui no Estado do Maranhão quando se quer perseguir alguém. O bloguista Nassif vem trazendo aqui todo um histórico para mostrar que o Dr. Jackson Lago não tem nada com isto. Aí ele fala aqui que a construção das pontes antes da rodovia é procedimento normal em obras desse tipo por razões de custo e logística, pois com esse método não há seccionamento no desenvolvimento do terraplenagem. Essa é uma das explicações aqui. Quando foi deflagrada a Operação Navalha, o governador cumpria agenda oficial em Brasília e viajaria para um congresso de governadores em Tucumã, na Argentina. Antes de embarcar, seus advogados tentaram obter acesso aos autos da investigação sem êxito, porque efetivamente o doutor Jackson Lago não consta formalmente como indiciado nem houvera contra si qualquer medida restritiva de liberdade ou patrimonial. Ao voltar da Argentina, viu o Senhor Governador, alvo das mais sérias acusações pela imprensa, sem ter acesso aos autos que correm em segredo de Justiça, imaginem os Senhores, hein? Ao receber jornalistas do Estado de São Paulo para prestar esclarecimentos, este lhe apresentou documentos que não estavam disponíveis ao público e confirmou que o jornal dispunha de três volumes dos autos em sua internet, ou seja, o acusado, o governador Jackson Lago, não tinha acesso aos autos que o incriminavam e que a essa altura já era de domínio da própria imprensa. Esse é o lado político desta ação policial. O Ministério Público Federal não pediu a prisão do doutor Jackson Lago, contrariando o que

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 41 foi amplamente veiculado pela imprensa. Também não houve contra ele qualquer pedido de controle de bens ou saldos em contas correntes e a ministra Eliane Calmon não determinou o controle dos bens e dos saldos em contas correntes do governador Jackson Lago como noticiou a imprensa. O Ministério Público Federal, acatando representação da Polícia Federal, pediu a prisão de 47 pessoas, medidas de buscas e apreensão nos seus endereços residenciais e profissionais e o controle de seus bens e saldos em contas correntes. Nesse rol não está o nome do governador Jackson Lago, está certo? Quando a ministra afirmou que deixava de decretar a prisão preventiva do governador Jackson Lago por óbice previsto na Constituição do Estado do Maranhão, deu margem a conjecturas de que houvera pedido nesse sentido, mas não houve nenhum pedido de prisão do doutor Jackson Lago. Senhor presidente, eu quero encerrar o meu pronunciamento, que o deputado Marcelo Tavares precisa de algum tempo, mostrando Senhora Presidente, aquilo que desagradou o deputado Ricardo Murad. Isto é o que desagradou o nosso deputado profundamente, foi e ele diz: a turma dos vinte reais. Ele repete o que a imprensa dele diz. Essa é a forma maldosa de se fazer política que nós não aceitamos, nós vimos ali um povo que foi espontaneamente, que foi com o coração, que foi derramando um sentimento de sua própria alma receber o seu governador no aeroporto, eu nunca vi em toda a minha vida política deputado Arnaldo Melo uma manifestação tão carinhosa quanto aquela, tão espontânea quanto aquela, você ver a Praça Pedro II lotada e quem olhava de cima você via que era cabeça com cabeça, multidão calorosamente aplaudindo o nosso governador e dizendo não esta violência que esta sendo trazida no solo maranhense, na tribuna desta Casa, na imprensa desse estado tentando denegrir a imagem, de um homem de bem, de um homem correto, de um homem de vida pública ilibada que tem desenvolvido ao longo de mais de 35 anos neste estado uma luta ao lado do povo, ao lado seriedade, ao lado da honestidade e que nada pode ser levado em conta a não ser o fato de que tudo está sendo dito é política para influenciar esta decisão que estar no TSE deputado Ricardo Murad, senhoras e senhores deputados, V.Exªs. não vão conseguir o intento que desejam que é tirar um mandato legitimo deste governo, deste governador nem manchar a sua honra. Muito obrigado Senhor Presidente. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA Com a palavra a senhora deputada Helena Barros Heluy. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (sem revisão da oradora) - Senhora Presidente, senhoras deputadas, senhores deputados companheiros da imprensa, galeria, através desses senhores e senhoras nos acompanhando, funcionários. Tentarei ser breve até como dizia ao me deslocar para cá, eu não vou falar mal de ninguém até porque que tudo colocado aqui eu já me expliquei, já coloquei a minha visão, meu posicionamento. A senhora Ministra Eliana se equivocou falta talvez de uma Constituição do Maranhão atualizada em seu gabinete, invocou o que não era o fundamento, até porque o dispositivo equivocado não dizia e aquilo que existia já foi há muito tempo considerado inconstitucional, então todo o meu posicionamento muito bem colocado à semana passada. Eu quero fazer apenas umas referencias estritamente ligada ao momento que estamos vivendo e agradecendo inclusive ao deputado João Evangelista, presidente, que não só recebeu o documento que fizemos chegar às mãos de todos os deputados presentes, mas chamou a atenção para um significado do dia 3 de junho próximo domingo, senhores deputados quando eu tive a preocupação de usar o tempo aqui do bloco sobre este fato, distribuía os todos os deputados e todas as deputadas e ainda tenho mais porque nem todas vieram, para que haja um empenho por parte dos senhores e das senhoras, sobretudo aqueles que falam muito no meu prefeito, na minha prefeitura, no meu município na minha cidade com relação ao significado desse Decreto Lei 5.296, do dia 2 de dezembro de 2004, e ele quer dizer em resumo seguinte, já foi muito bem dito, mas eu quero reforçar: os prédios públicos de todo o país, quer dizer de todos os estados, de todos os municípios, de todos os lugares no Brasil tem até 3 de junho para cumprir as determinações da Lei de Acessibilidade, e mais quem não cumprir o prazo determinado estará sujeito as penalidades administrativas cíveis e penais previstas no Art. 3º do referido decreto, e mais quando se prevê essas alterações e aqui eu tenho certeza vai calhar muito bem com os sentimentos e as preocupações e compromisso do deputado Arnaldo Melo que já foi inclusive Secretário de Cidades aqui no Estado do Maranhão, no que diz respeito no sentido dessa obrigação de dar condições de acessibilidade a todos, é no sentido de construirmos uma cidade onde todos nós possamos viver e viver bem, e todos, são todas as pessoas inclusive aquelas que tem dificuldades e são portadores de deficiência, o decreto se preocupa com tudo isto, mas nós já sabemos deputado Ricardo Murad que o Brasil é um país que tem as melhores leis do mundo, as mais avançadas do planeta deputado Rigo, e é o próprio Diretor do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Renato Boareto que nos chama, nos exorta nesse sentido que é uma legislação rica, as normas brasileiras da acessibilidade, são amplas e exigentes e tudo isto tem apenas um sentido, que sejam as necessidades apenas de algo, que sejam estas leis transformadas em ações concretas e de políticas públicas. Então a minha fala com relação a esse decreto tem este sentimento, o sentimento de fazer com que não se excluam 27 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 20 milhões de idosos e milhares de outras pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD - V. Exª. me concede um aparte, deputada? A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Pois não, será um prazer. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (aparte) - Eu quero só me associar e também em nome do bloco dizer que, achamos que essas medidas são fundamentais. Deixar um registro porque a nossa cidade de São Luís deputada Helena talvez seja a cidade menos preparada para o deficiente dentre todas as cidades brasileiras, nós não ligamos para calçadas, é impressionante a falta de cuidado das nossas calçadas, das nossas ruas e a prefeitura deveria começar porque são pequenos detalhes, pequenas coisas, mas que facilitam sobremaneira a vida de pessoas com alguma deficiência. É só para fazer esse adendo e colocar dentro do discurso de V. Exª. e concordando inteiramente. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Eu agradeço e insisto no sentido maior desta minha fala, fazer com que todos e todas saibam e quando eu digo todos, eu digo inclusive nós parlamentares com que todos nós saibamos desse decreto 5.296 e que ele exige que a partir do próximo domingo 3 de junho todas as cidades, todos os lugares no Brasil que tenham prédio público estes prédios tem que assegurar a acessibilidade. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Deputada, V.Exª. me permite um aparte? A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Pois não, deputado Chico Gomes! O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (aparte) - Deputada V. Exª. tem ao longo do tempo que eu estou aqui na Assembléia mais de 4 anos, liderado uma luta a favor das pessoas portadoras de deficiência e esta lei da acessibilidade colocada aí nos prédios públicos, ou nos logradouros públicos, é isso que está falando esta lei, o prazo está em cima aí e quando a própria notícia aí coloca a maioria dos nossos municípios nem conhece a legislação e muito menos essa lei, essa é uma questão que a gente tem um envolvimento maior, nós já fizemos aqui um seminário sobre esta questão que tem um relatório, que tem uma série de medidas a serem tomadas e que eu acho que essa Casa tem que seguir verdadeiramente este caminho com a sensibilidade

42 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 que V. Exª. tem demonstrado aqui na tribuna desta Casa e mesmo nas comissões em todos os trabalhos pelas pessoas portadoras de deficiências. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Muito obrigada deputado Chico Gomes, peço que incorpore. E para concluir até para que o deputado Marcelo Tavares ainda possa fazer uso do tempo, eu quero só lembrar um outro fato muito importante em termo de calendário, hoje é 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a menos de 10 dias fizemos uma grande audiência pública que é exatamente sobre esta causa e o Governo Federal hoje através do Presidente Lula baixou várias medidas com relação, com vistas a redução da mortalidade materna e com vistas inclusive ao chamado Parto Humanizado. Hoje é dia também, o Dia Internacional da Saúde da Mulher e a inconsonância com esta data que logo mais, era para ser às 9 h, já deve até estar começando a acontecer, está sendo inaugurada aqui em são Luís pelo Prefeito Tadeu Palácio, faço questão de registrar, sublinhando a importância desta inauguração o Hospital da Mulher. O Hospital da Mulher que vai funcionar na Avenida dos Portugueses na Vila Bacanga. Isso tudo está dentro de uma luta muito grande que vem da base dos movimentos de mulheres, das mais diversas organizações de mulheres chamando a atenção do poder público para políticas públicas reais, concretas e eficientes. Amanhã eu falarei em uma outra Medida Extraordinária do Presidente Lula, a sua vista voltada para os portadores de hanseníase que viveram nas colônias, nos asilos, nos hospitais por todas as suas vidas. Muito obrigada, Senhor Presidente. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA - Deputada Marcelo, para completar o tempo do bloco. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES (sem revisão do orador) - Senhora Presidente e Senhores Deputados. Venho a esta tribuna, ainda não da maneira como eu quero, ainda não vou me referir a Operação Navalha, operação essa que eu não tenho nenhuma dúvida, foi extremamente abusiva, mas até não vejo o abuso como responsabilidade da Polícia Federal, até porque todas as etapas dessa investigação passaram pelo crivo da Justiça, mas eu oportunamente farei referências a essa operação. Venho a esta tribuna agora trazer informação a respeito do que o Deputado Ricardo Murad, disse a pouco e que o ex-governador José Reinaldo utilizava placas frias e um carro de representação de governo, não é verdade a placa foi àquela determinada pelo Departamento de Trânsito do Estado do Maranhão, conforme documentos que eu tenho em mãos e que o Deputado Ricardo Murad conhece e que tantos não são frias, e se esse carro receber alguma multa ou se envolver em algum acidente que não acontecerá tenho certeza o Detran não terá nenhuma dificuldade a identificar a quem esse veículo presta serviço, a placa está devidamente registrada no Departamento de Trânsito no Estado do Maranhão. Então Deputado Ricardo Murad eu entendo de placa fria, aquela que não há registro, eu entendo como placa fria aquela que não pode ser identificada à procedência do veículo, então isso não acontece, ele só é uma placa descaracterizada, porque serve ao ex-governador, e esse instituto de carros e oficiais servindo aos ex-mandatários do Poder Executivo Federal e Estadual ao Instituto criado pelo ex-presidente José Sarney, quando através do decreto 94.090 de 13 de Março de 1987, instituiu essas prerrogativas que ex-ocupantes da presidência da República e do Governo do Estado teria, então não é imoral é legal e não é o exgovernador José Reinaldo que utiliza placas frias aqui no seu veículo, então deputado Ricardo Murad espero que V. Exª. Compreenda, que essa prática não é do governador José Reinaldo, e oportunamente também mostrarei a convicção que eu tenho da inocência dele nas acusações que recebe assim como do Governador Jackson Lago, essa operação ela é abusiva da maneira como aconteceu porque ela só tem um lado e aqui senhores não faço referências aos lados políticos do Estado do Maranhão, mas ela só fez até agora a parte dos acusadores, prendeu, investigou muito pouco, prendeu, condenou na mídia nacional todos aqueles que foram suspeitos e não foi dado ainda o direito à defesa. Em relação ao governador José Reinaldo nem informações daquilo que ele vinha sido acusado ele tinha e essas considerações eu tenho certeza que nós poderemos oportunamente oferecer a esta Casa. Mas Deputado Ricardo Murad, espero que V. Exª. tenha encerrado esse assunto porque não existe placa fria, a placa está no veículo que serve ao ex-governador José Reinaldo que é a placa estabelecida pelo Detran e registrada nos arquivos do Detran. Muito Obrigado, Senhores Deputados e Senhora Presidente. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA - Deputado Ricardo Murad, pelo tempo de 5 minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RICARDO MURAD (sem revisão do orador) - Minha querida Presidente Deputada Fátima Vieira, eu quero ser breve aproveitar aqui a presença do líder do governo da maioria, apenas deixar as colocações bem claras para que não fiquem dúvidas a respeito do posicionamento que adotamos na tribuna. Quando eu disse que o governador José Reinaldo ele não obedecia A Legislação que dá a ele certos privilégios como ex-governador, eu não fiz nenhuma afirmação caluniosa ele usa uma placa fria numa Mitsubisch, que não consta no cadastro nacional é uma placa que o Detran emite a pedido da polícia quando é necessário, quando um oficial ou um agente vai fazer uma investigação escondido que não pode. São placas especialíssimas para uso policial, ele usa uma delas isso é ilegal. A lei dá a ele o direito de ter um carro oficial, e um carro oficial tem que ter uma placa oficial e não tem placa oficial. A segunda denúncia que fiz, é que o ex-governador usa um segundo carro que a lei não prevê. E eu espero que o governo deixe com um carro com uma placa oficial registrada devidamente, e não uma placa fria usada por policiais em atividades de investigação e não tem uma coisa a vê com a outra. Quanto à defesa do Governador Jackson Lago, feita pelo nobre Deputado Edivaldo Holanda, é natural que o deputado, no resumo ele diz isso: culpados existem, mas não Jackson Lago, ele diz que o sobrinho pode ser culpado, José Reinaldo pode ser culpado. Todo mundo pode ser culpado, mas o Governador não. Eu não entrei em detalhes mas as evidências da participação do governador são óbvias. A imprensa não tem tratado o governador de outra forma a não ser como participante, como chefe maior do esquema de corrupção desvendado pela Polícia Federal. Essa é que a realidade. Aqui para a Revista a PF documentos encontrados na pasta de couro do dono da Gautama mostram a anatomia da corrupção no Maranhão e indicam o valor da propina recebida pelo governador Jackson Lago que não tem duas palavras e meia,,não, não, tem uma palavra só. Aqui diz, numa das gravações, e o, Ricardo citado não sou eu, é bom que isso fique claro, mas a gravação diz que o sobrinho do chefe maior ligou para Vicente cobrando a medição, estava numa gravação. Ricardo disse que o sobrinho do chefe maior que a gente sabe é o sobrinho de quem? Do governador Jackson Lago. Então, são coisas que a Polícia Federal está investigando, mas aí é o que eu disse, aí vem o deputado Edivaldo e traz o colunista Luis Nassif como grande defensor do governador José Reinaldo, um equívoco grave do deputado Edivaldo. No blog do jornalista Valter Rodrigues de hoje tem lá que o que disse Nassif: Não conheço o governador do Maranhão e, como não tenho acompanhado os aspectos policiais da Operação Navalha, não tenho a menor idéia da consistência.... Olha o que disse Luis Nassif porque o deputado Edivaldo passou aqui quase meia hora lendo um documento escrito pela Assessoria do governador locado no blog do Luis Nassif, mas o documento da Assessoria que o deputado leu aqui dizendo que era do jornalista, já que o governador não teve condições de se defender. Aí o jornalista Luis Nassif diz assim: (...) De qualquer modo, assessores do governador entram em contato solicitando a possibilidade de serem ouvidos porque não conseguem que sua versão seja divulgada junto com as acusações. Olha que coisa! O governador, com essa ampla mídia à disposição dele, jornais, rádios, televisões à disposição dele, disse que não consegue se

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 43 defender e o Luis Nassif, então, publica a defesa de quem? Dele, do governador, escrita por ele e o deputado Edivaldo vai dizer que aquilo que está lá foi escrito pelo jornalista, mas não foi. Está claro no contexto. Aí disse o jornalista Valter Rodrigues, fechando aqui a coisa, porque não consegue, refere-se ao que disseram os assessores que o Luis Nassif diz. Então, neste instante, eu digo o seguinte: meu querido líder Edivaldo Holanda, as provas contra o governador Jackson são sobejamente fortes, são provas irrefutáveis, são provas que não são discutíveis, então, eu quero dizer que em relação, como aquele negócio que o deputado Cutrim disse, é muito difícil a gente pedir que o governador se afaste porque o normal seria ele entregar o governo e deixar as investigações correrem, mas é difícil, não vamos chegar a esse extremo. Porém, há necessidade do governador tomar uma decisão em relação aos seus assessores diretos e vinculados a ele, de afastá-los enquanto perdurar a investigação e esta é uma coisa que não podemos mais esperar. Obrigado. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FATIMA VIEIRA - Com a palavra, o deputado Valdinar Barros, com direito a cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO VALDINAR BARROS (sem revisão do orador) Senhora Presidente, Senhores e Senhoras Deputados, Senhores da galeria, Senhoras e Senhores da imprensa. Eu quero pedir e vou insistir mais uma vez para que o deputado Ricardo Murad não acuse o governador Jackson Lago que tem apenas cinco meses de governo. De propineiro da Gautama, ele não tem autoridade para isso, porque também não é obrigado, deputado Ricardo Murad. Nunca vim a esta tribuna para acusar a ex-governadora Roseana Sarney de propineira porque foi ela quem trouxe a Gautama para o Maranhão e eu não quero ter a ousadia ou a indelicadeza de acusar a ex-governadora de propineira. Se V.Exª. diz que o governador Jackson Lago, o exgovernador José Reinaldo foi propineiro, então a ex-governadora Roseana também foi propineira. Eu não acredito que V.Exª. queira afirmar isso. Eu não quero ter a indelicadeza de dizer que o senador José Sarney é propineiro, porque ele também levou a Gautama lá para o Amapá para a reforma do aeroporto. Quanto à Revista IstoÉ, Senhores, essa é a terceira vez que essa revista presta um desserviço ao Maranhão. A Revista IstoÉ não tem moral, pois sempre esteve e estará a serviço da oligarquia Sarney, e é a terceira vez que a Revista IstoÉ tenta jogar lama ou jogar lideranças maranhenses dentro da lama, então essa revista não tem credibilidade, não tem. Portanto, eu quero dizer à população do Maranhão e quero pedir ao deputado Ricardo Murad que acuse, mas que traga a prova consistente, porque até agora a oposição está acusando com fatos escritos em jornais, que é o Jornal O Estado do Maranhão, que vive a serviço da oligarquia, e em fatos da Revista IstoÉ, que vive a serviço da oligarquia. Eu quero dizer que, até este momento, não tem sequer uma prova que desabone a conduta do nosso governador Jackson Lago. Foi por isso que o povo, as lideranças políticas, os prefeitos e vereadores receberam o governador, na quintafeira passada, e houve uma festa cívica aqui em frente ao Palácio dos Leões para ouvir o governador que falou para a multidão, falou como quem não teme nada, falou com responsabilidade para o povo do Maranhão. Muito obrigado, Senhora Presidente. VI EXPEDIENTE FINAL. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA - Com a palavra, o Senhor Deputado Raimundo Cutrim. Declina. Com a palavra, o Senhor Deputado Max Barros, 10 minutos com direito a apartes. Declina. EVANGELISTA Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão. SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO DIA 28 DE MAIO DE 2007. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO NONATO ARAGÃO O SENHOR SEGUNDO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO PENALDON JORGE A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a Sessão Extraordinária convocada para discussão e votação dos projetos abaixo relacionados: Projeto de Lei nº. 029/ 2007 de autoria do Poder Executivo, encaminhado pela mensagem nº. 017/07 (lê). Projeto de Decreto Legislativo nº. 002/2007 de autoria do Deputado Afonso Manoel. Peço ao Primeiro Secretário que faça a verificação do quorum. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO NONATO ARAGÃO Somente 17 deputados presentes. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA Não há quorum regimental para apreciar as matérias do dia. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTA- DA FÁTIMA VIEIRA Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão. R E S E N H A RESENHA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO DE RELAÇÕES DO TRABALHO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLI- CA, REALIZADA AOS 21 DIAS DO MÊS DE MAIO DO ANO DE 2007, ÀS 8:30 HORAS, NA SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN, DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTA- DO DO MARANHÃO. PRESENTES OS SENHORES DEPUTADO: VALDINAR BARROS PRESIDENTE MAURO JORGE - RELATOR VICTOR MENDES PAUTA DA REUNIÃO: PARECER Nº. 004/2007 - emitido ao PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº. 034/2007, de autoria do Deputado Victor Mendes, que dispõe sobre o registro e informação sobre a publicidade governamental. AUTORIA: Deputado Victor Mendes RELATOR: Deputado Mauro Jorge DECISÃO: Aprovado por unanimidade, o referido Projeto de Lei Ordinária nº. 034/2007 nos termos do voto do Relator. PARECER Nº. 005/2007 - emitido ao PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº. 031/2007, de autoria do Deputado Ricardo Murad, que dispõe sobre a divulgação do processo licitatório de órgãos da administração pública estadual.. AUTORIA: Deputado Ricardo Murad RELATOR: Deputado Mauro Jorge DECISÃO: Aprovado por unanimidade, o referido Projeto de Lei Ordinária nº. 031/2007 nos termos do voto do Relator. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 29 de maio de 2007.

44 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 Lucimar Ribeiro de Melo Secretária da Comissão COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PARECER Nº 001/2007 COMISSÃO DE RELAÇÕES DO TRABALHO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARECER N.º 06/2007 RELATÓRIO: Ref. Projeto de Lei n.º 067/2007 (Autor: Dep. Victor Mendes) RELATÓRIO: Trata-se da análise de mérito do Projeto de Lei 052/07, de autoria da Deputada Helena Barros Heluy, que assegura aos portadores de deficiência visual o direito de receber boletos de pagamento do consumo mensal dos serviços públicos de telefone, energia elétrica e água, confeccionado no Sistema Braille. É o relatório A título de ilustração, o Braile é uma Técnica que permite ao portador de deficiência visual a leitura por meio do contato dos dedos com pequenos pontos em relevo, que correspondem a letras. São seis pontos básicos que formam 63 combinações diferentes. A técnica ficou pronta em 1824 e sua primeira edição foi publicada cinco anos depois. No Brasil, começou a ser adotada em 1856. O método braile foi inventado pelo pianista francês Louis Braille. O referido projeto, insere-se no contexto das normas inerentes a defesa dos portadores de deficiência, enquadrando-se como norma específica. Destaca-se que, o referido Projeto já tramitou na Comissão de Constituição e Justiça, obtendo o parecer de constitucionalidade, legalidade e juridicidade favorável nos termos do substitutivo. Como é sabido, o devido processo legislativo é um conjunto coordenado de disposições que disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção dos atos normativos, decorre do devido processo legal e além de ser um direito subjetivo dos deputados, é uma garantia da sociedade, vez que o seu desrespeito acarreta, inexoravelmente, a inconstitucionalidade do dispositivo normativo. Em observância ao princípio do devido processo legislativo, além da análise de constitucionalidade, legalidade e juridicidade que é realizada pela Comissão de Constituição e Justiça, há a análise de mérito a ser realizada pelas Comissões temáticas como a presente Comissão. Por oportuno, a análise de mérito se resume na conveniência e oportunidade da matéria tratada no Projeto, ou seja, se a lei é o meio adequado para atingir o objetivo almejado. No presente caso, o conteúdo do Projeto, em análise, é conveniente e oportuno, haja vista, assegurar aos portadores de deficiência visual possibilidade de ter acesso as contas dos serviços que lhe são prestados, sendo a lei meio adequado para atingir esse fim. VOTO DO RELATOR: Do exposto, opinamos, no mérito, pela aprovação do Projeto de Lei nº 052/2007 em face de sua conveniência e oportunidade. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Defesa do Consumidor votam pela aprovação do Projeto de Lei n.º 052/2007, nos termos do voto do relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado FUFUCA DANTAS PRESIDENTE Deputado JOAQUIM NAGIB HAICKEL - RELATOR Deputado VALDINAR BARROS Trata-se de Projeto Lei que dispõe sobre a utilização de passagens e prêmios de milhagens aéreas adquiridas com recursos públicos e dá outras providências. Com efeito, o intuito do referido projeto é permitir que a utilização de prêmios e créditos de milhagens ofertadas pelas companhias aéreas seja feita em prol do Estado do Maranhão, e não em benefício do próprio servidor. Aprovado o exame de sua constitucionalidade perante à Comissão de Constituição e Justiça, cabe a esta Comissão, neste momento, opinar acerca do mérito do referido projeto. De se notar, portanto, que o intuito do projeto é defender, por meio de uma medida eficiente, o patrimônio público. Em respeito ao princípio republicano, evita-se que o servidor utilize-se personalisticamente de um benefício obtido às expensas do Estado. Neste sentido, sem mais reparos a fazer, opina-se pela adequação meritória do presente projeto de lei. VOTO DO RELATOR: Em face do exposto, opino pela adequação meritória do presente projeto de lei do Projeto de Lei n.º 067/2007, de autoria do Deputado Victor Mendes. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Relações do Trabalho e Administração Pública votam pela aprovação do Projeto de Lei n.º 067/2007, nos termos do voto do relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado VALDINAR BARROS PRESIDENTE Deputado CAMILO FIGUEIREDO RELATOR Deputado MAURO JORGE COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R Nº 076/2007 RELATÓRIO: Trata-se da Proposta de Emenda Constitucional n 003, de 2007, de autoria do deputado Rigo Teles, que acrescenta o inciso VII ao 11 do art. 24 da Constituição Estadual. Referido projeto assegura aos servidores públicos militares o direito ao adicional de remuneração para as atividades insalubres na forma da lei. Eis o relatório. A Constituição Federal, tomando a hierarquia do ordenamento jurídico, define uma seqüência de atos a serem observados pelos órgãos legislativos, visando à formação das espécies normativas. Assim, o respeito ao devido processo legislativo na elaboração das espécies normativas é um corolário à observância do princípio da legalidade consagrado no art. 5, II, da Constituição Federal, uma vez que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, ou seja, de espécie normativa devidamente elaborada pelo Poder competente, segundo as normas de processo legislativo constitucional, determinando, assim, a Carta Magna, quais os órgãos e quais os procedimentos de criação da norma. Tal princípio a que está submisso o Poder Público não permite que haja arbitrariedade por parte de qualquer ente que dele faça parte,

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 45 sob pena de ferir-se o Estado Democrático de Direito e a segurança jurídica. O poder de alteração das normas constitucionais encontra-se inserido na própria Constituição, pois decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional, portanto, conhece limitações constitucionais expressas e implícitas e é passível de controle de constitucionalidade. As emendas à Constituição que não são normas constitucionais originárias podem incidir, elas próprias, no vício da inconstitucionalidade, configurado pela inobservância de limitações jurídicas superiormente estabelecidas no texto constitucional por deliberação do órgão exercente das funções constituintes primárias ou originárias. Neste passo, dentro do complexo sistema de controle de constitucionalidade das leis brasileiro, as próprias Casas Legislativas tratam de fazê-lo num momento anterior, enquanto acontece a metamorfose do projeto numa lei ou qualquer outro ato normativo. Assim, fundamental o trabalho das consultorias legislativas no sentido de fazer com que os aludidos projetos obedeçam ao devido processo legislativo. Portanto, torna-se cediço que o processo de produção legiferante exige a observância estrita das regras constitucionais e legais. Assim, estabelece a Constituição Estadual: Art. 43 - São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I - fixação e alteração dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares; II - criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; III - organização administrativa, matéria tributária e orçamentária e serviços públicos; IV - servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; V - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado ou órgãos equivalentes e outros órgãos da administração pública estadual. Constata se que a matéria constante neste projeto versa sobre servidor público estadual. Incorre, portanto, na vedação expressa no art. 43, IV, da Constituição Estadual. De ver-se, ainda, que as emendas constitucionais não podem se furtar ao atendimento ao princípio da reserva de iniciativa. Aliás, com muito mais razão ainda o fazem, vez que tal espécie normativa sequer passa pela sanção do Governador do Estado, excluindo, de tal modo, por completo, a sua participação. Destarte, não se pode vislumbrar a proposta de emenda parlamentar que tem como objeto matéria pertinente à iniciativa legislativa do executivo, pois encontra-se viciada a sua natureza formal, uma vez que infringe o princípio constitucional da legalidade, expressão maior do Estado Democrático de Direito, garantindo que a sociedade não está adstrita às vontades particulares, pessoais, daqueles que governam, pois disciplina a aplicação do Direito assim como a sua elaboração. Mencionado princípio apresenta-se como um freio aos abusos e autoritarismos e personalismos, restringindo a atuação pública aos ditames legais e resguardos direitos pessoais e coletivos. O princípio da legalidade garante a supremacia da Constituição, lei maior, e também assegura que as demais normas do ordenamento jurídico devem à Constituição adequar-se, sob pena de serem banidas do sistema. Assim, tendo em vista que servidor público militar encontrase intrínseco à denominação servidor público nos temos da Constituição Estadual, vislumbra-se que a iniciativa legislativa sobre tal matéria é de competência privativa do Governador do Estado. Destarte, verifica-se que o projeto de emenda à Constituição em comento padece de manifesta inconstitucionalidade formal, pois não cabe a esta Casa a propositura do mesmo. O Supremo Tribunal Federal, por várias vezes já se manifestou sobre a questão, eis o teor das decisões, in verbis: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MILITARES. REGIME JURÍDICO. INICIATIVA PRIVA- TIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. PROCE- DÊNCIA DO PEDIDO. Emenda Constitucional 29/2002, do estado de Rondônia. Inconstitucionalidade. À luz do princípio da simetria, é de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo estadual as leis que disciplinem o regime jurídico dos militares (art. 61, 1º, II, f, da CF/ 1988). Matéria restrita à iniciativa do Poder Executivo não pode ser regulada por emenda constitucional de origem parlamentar. Precedentes. Pedido julgado procedente (ADI 2966 / RO RONDÔNIA, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Julgamento: 06/04/2005, Órgão Julgador: Tribunal Pleno). Com efeito, ao julgar procedente a ADI n. 546, de que foi Relator o Ministro Moreira Alves, o Plenário desta Corte, por unanimidade de votos, assentou, em relação a norma ordinária do Estado do Rio Grande do Sul (DJU de 14-4-2000, Ementário n. 1987): Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 4º e 5º da Lei n. 9.265, de 13 de junho de 1991, do Estado do Rio Grande do Sul. Tratando-se de projeto de lei de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, não pode o Poder Legislativo assinar- lhe prazo para o exercício dessa prerrogativa sua. Se assim é, com relação a lei, também há de ser quando se trate de emenda constitucional, pois a Constituição estadual e suas emendas devem igualmente observar os princípios constitucionais federais da independência dos poderes e da reserva de iniciativa de lei (artigos 2º, 61, 1º, f, e 25 da Constituição Federal e 11 do ADCT). (ADI 2.393-MC, Rel. Min. Sydney Sanches, julgamento em 9-5-02, DJ de 21-6-02). No mesmo sentido: ADI 3.051, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 30-6-05, DJ de 28-10-05. Verifica-se, assim, ser mansa e pacifica no Supremo Tribunal Federal a acertada tese de que mesmo as propostas de emenda à Constituição Estadual não se eximem da observância ao princípio constitucional da reserva de iniciativa, razão pela qual padece de inconstitucionalidade formal o projeto de emenda à Constituição em comento. VOTO DO RELATOR: Ante o exposto, opina-se pela rejeição da Proposta de Emenda Constitucional,, não podendo, pois adentrar ao ordenamento jurídico. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final votam pela rejeição da Proposta de Emenda Constitucional nº. 003 /2007, nos termos do voto do Relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM - RELATOR Deputado EDIVALDO HOLANDA Deputado VICTOR MENDES Deputado PAULO NETO

46 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R N 116/2007 RELATORIO: Trata-se de Projeto de Lei nº 064/2007, de autoria do Deputado Alberto Franco, que dispõe sobre a isenção de pagamento das taxas para renovação da Carteira Nacional de Habilitação - CNH e dá outras providências. Indigitado projeto isenta do pagamento das taxas para renovação da CNH, incluídos todos os exames necessários à renovação do documento, os motoristas profissionais, taxistas e mototaxistas desempregados. Para ter direito a tal benefício, as categorias mencionadas terão de apresentar a Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS, onde conste o registro de dispensa do último local de trabalho, ou declaração na forma da Lei pelo sindicato de sua categoria, bem como apresentar os dados cadastrais contidos no Cadastro Nacional de Informação Social CNIS expedido pelo INSS, caso tenha sido dispensado do trabalho. É o que havia a relatar Passo a opinar Primeiramente, dispõe a Constituição do Estado do Maranhão no seu artigo 43, III, in vebis: São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre : (...) III organização administrativa, matéria tributária e orçamentária e serviços públicos. (Grifamos). Infere-se que a matéria do Projeto de Lei é, segundo a Constituição do Estado do Maranhão, de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. Nesse sentido, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que o vício de iniciativa do projeto de lei cuja matéria é de iniciativa privativa do Chefe do Executivo não é sanado pela sanção. Assim, não atendidos estes requisitos constitucionais estarse-ia perpetrando uma inconstitucionalidade formal subjetiva (vício de iniciativa). Ademais, a Lei Complementar 101(Lei de Responsabilidade Fiscal) criou outros requisitos necessários aos atos de concessão de benefícios tributários, requisitos estes que somente poderão ser implementados pelo Chefe do Executivo. O artigo 14 dessa lei assevera: Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. 1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. 2º... VOTO DO RELATOR: Isto posto, somos pela rejeição do projeto em referência com base nos fundamentos supracitados. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam pela rejeição do Projeto de Lei nº 064/2007, nos termos do voto do Relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado PAULO NETO - RELATOR Deputado EDIVALDO HOLANDA Deputado VICTOR MENDES Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R N 120/2007 RELATORIO: Trata-se da análise de constitucionalidade do Projeto de Lei 007/07 que determina a todos os órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população, situados no território do Estado do Maranhão, a obrigatoriedade de atendimento a idosos, gestantes e portadores de deficiência em qualquer guichê. O Presente Projeto além de determinar o atendimento preferencial aos idosos, gestantes e portadores de deficiência, estabelece multa aos que não observarem tal comando e o parágrafo único do art. 2º estabelece que o descumprimento pelos órgãos públicos implicará em punição exemplar por desobediência à lei e, em relação a estabelecimento privado a proibição da renovação da licença de funcionamento. É o relatório O referido projeto insere-se no contexto das normas inerentes a defesa dos portadores de deficiência e dos idosos. A proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência e a defesa dos idosos estão inseridas na Competência Material concorrente da União, Estado e Distrito Federal. A competência legislativa concorrente ou suplementar consiste, necessariamente, na edição de normas gerais pela União e normas específicas ou especiais pelos Estados. Corroborando com o entendimento esposado acima, o Supremo Tribunal Federal, já se manifestou quando do julgamento da ADI 2334 / DF, onde figurou como relator o Ministro Gilmar Ferreira Mendes, in verbis: Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Decretos de caráter regulamentar. Inadmissibilidade. 3. Não configurada a alegada usurpação de competência privativa da União por Lei estadual. 4. Competência concorrente que permite ao Estado regular de forma específica aquilo que a União houver regulado de forma geral (art. 24, inciso V, da Constituição). 5. Não conhecimento da ação quanto aos Decretos nos 27.254, de 9.10.2000 e 29.043, de 27.8.2001, e improcedência quanto à Lei do Estado do Rio de Janeiro no 3.438, de 7.7.2000. ADI 2334 / DF - DISTRITO FEDERAL Relator(a): Min. GILMAR MEN- DES. O grifo é nosso. No âmbito da União, foi editada a Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzidas e a Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 que dispõe sobre o estatuto do idoso.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 47 Outrossim, já existe uma Lei Federal nº 10.048/2000 que estabelece atendimento prioritário as pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo, determinado no art. 2º, vejamos: Art. 1º As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei. Art. 2º As repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário, por meio de serviços individualizados que assegurem tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas a que se refere o art. 1º. A Lei supramencionada é regulamentada pelo Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, onde descreve o atendimento prioritário, vejamos: Art. 6 o O atendimento prioritário compreende tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas de que trata o art. 5 o. 1 o O tratamento diferenciado inclui, dentre outros: I - assentos de uso preferencial sinalizados, espaços e instalações acessíveis; II - mobiliário de recepção e atendimento obrigatoriamente adaptado à altura e à condição física de pessoas em cadeira de rodas, conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT; III - serviços de atendimento para pessoas com deficiência auditiva, prestado por intérpretes ou pessoas capacitadas em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS e no trato com aquelas que não se comuniquem em LIBRAS, e para pessoas surdocegas, prestado por guias-intérpretes ou pessoas capacitadas neste tipo de atendimento; IV - pessoal capacitado para prestar atendimento às pessoas com deficiência visual, mental e múltipla, bem como às pessoas idosas; V - disponibilidade de área especial para embarque e desembarque de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida; VI - sinalização ambiental para orientação das pessoas referidas no art. 5 o ; VII - divulgação, em lugar visível, do direito de atendimento prioritário das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida; VIII - admissão de entrada e permanência de cão-guia ou cãoguia de acompanhamento junto de pessoa portadora de deficiência ou de treinador nos locais dispostos no caput do art. 5 o, bem como nas demais edificações de uso público e naquelas de uso coletivo, mediante apresentação da carteira de vacina atualizada do animal; e IX - a existência de local de atendimento específico para as pessoas referidas no art. 5 o. 2 o Entende-se por imediato o atendimento prestado às pessoas referidas no art. 5 o, antes de qualquer outra, depois de concluído o atendimento que estiver em andamento, observado o disposto no inciso I do parágrafo único do art. 3 o da Lei n o 10.741, de 1 o de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso). 3 o Nos serviços de emergência dos estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde, a prioridade conferida por este Decreto fica condicionada à avaliação médica em face da gravidade dos casos a atender. 4 o Os órgãos, empresas e instituições referidos no caput do art. 5 o devem possuir, pelo menos, um telefone de atendimento adaptado para comunicação com e por pessoas portadoras de deficiência auditiva. Art. 7 o O atendimento prioritário no âmbito da administração pública federal direta e indireta, bem como das empresas prestadoras de serviços públicos, obedecerá às disposições deste Decreto, além do que estabelece o Decreto n o 3.507, de 13 de junho de 2000. Parágrafo único. Cabe aos Estados, Municípios e ao Distrito Federal, no âmbito de suas competências, criar instrumentos para a efetiva implantação e o controle do atendimento prioritário referido neste Decreto. Nota-se que, o Decreto no 2º do art. 6º já estabelece o conceito de atendimento preferencial como aquele que é realizado antes de qualquer outra, depois de concluído o atendimento que estiver em andamento. Desta forma, já é estabelecido através de uma Lei Federal, devidamente regulamentado por Decreto, o atendimento preferencial aos a idosos, gestantes e portadores de deficiência em qualquer guichê. O que está faltando é a implementação desse direito, através de ações eficazes como divulgação e conscientização da população e uma fiscalização efetiva por parte do Ministério Público e os Conselhos de Defesa dos Direitos dos Idosos e Deficientes. Verifica-se que, o presente Projeto não está preenchendo as lacunas da lei federal e sua regulamentação e, sim, está tratando de assunto já devidamente regulado pela União. Sobre o assunto, o Supremo Tribunal já manifestou-se, vejamos: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº. 2.210/01, DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. OFENSA AOS ARTIGOS 22, I E XII; 25, 1º; 170, CAPUT, II E IV; 1º; 18 E 5º CAPUT, II E LIV. INEXISTÊNCIA. AFRONTA À COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCOR- RENTE DA UNIÃO PARA EDITAR NORMAS GERAIS REFERENTES À PRODUÇÃO E CONSUMO, À PRO- TEÇÃO DO MEIO AMBIENTE E CONTROLE DA PO- LUIÇÃO E À PROTEÇÃO E DEFESA DA SAÚDE. ARTI- GO 24, V, VI E XII E 1º E 2º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Não cabe a esta Corte dar a última palavra a respeito das propriedades técnico-científicas do elemento em questão e dos riscos de sua utilização para a saúde da população. Os estudos nesta seara prosseguem e suas conclusões deverão nortear as ações das autoridades sanitárias. Competência do Supremo Tribunal Federal circunscrita à verificação da ocorrência de contraste inadmissível entre a lei em exame e o parâmetro constitucional. Sendo possível a este Supremo Tribunal, pelos fatos narrados na inicial, verificar a ocorrência de agressão a outros dispositivos constitucionais que não os indicados na inicial, verifica-se que ao determinar a proibição de fabricação, ingresso, comercialização e estocagem de amianto ou de produtos à base de amianto, destinados à construção civil, o Estado do Mato Grosso do Sul excedeu a margem de competência concorrente que lhe é assegurada para legislar sobre produção e consumo (art. 24, V); proteção do meio ambiente e controle da poluição (art. 24, VI); e proteção e defesa da saúde (art. 24, XII). A Lei nº. 9.055/95 dispôs extensamente sobre todos os aspectos que dizem respeito à produção e aproveitamento industrial, transporte e comercialização do amianto crisotila. A legislação impugnada foge, e muito, do que corresponde à legislação suplementar, da qual se espera que preencha vazios ou lacunas deixados pela legislação federal, não que venha a dispor em diametral objeção a esta. Compreensão que o Supremo Tribunal tem manifestado quando se defronta com hipóteses de competência legislativa concorrente. Precedentes: ADI 903/MG-MC e ADI 1.980/PR-MC, ambas de

48 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 relatoria do eminente Ministro Celso de Mello. Ação direta de inconstitucionalidade cujo pedido se julga parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade do artigo 1º e de seus 1º, 2º e 3º, do art. 2º, do art. 3º e 1º e 2º e do parágrafo único do art. 5º, todos da Lei nº. 2.210/01, do Estado do Mato Grosso do Sul. VOTO DO RELATOR: Do exposto, opino pela rejeição do Projeto de Lei nº 007/ 2007, em face de sua inconstitucionalidade. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam pela rejeição do Projeto de Lei nº 007/2007, nos termos do voto do Relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado PAULO NETO - RELATOR Deputado EDIVALDO HOLANDA Deputado VICTOR MENDES Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R N 129/2007 RELATORIO: Trata-se da apreciação do veto parcial ao Projeto de Lei Ordinária nº 054/2007, que cria cargos no Poder Judiciário e altera a redação da Lei 8.032/2004. Nas razões do veto parcial, o Excelentíssimo Governador do Estado, argüiu a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 3º, face a impossibilidade do Tribunal de Justiça transformar cargos públicos por ato administrativo, sem observar o processo legislativo. É o relatório. De acordo com o art. 47 da Constituição Estadual, o Projeto de lei aprovado por esta Casa, será enviado à sanção governamental. Se o Governador do Estado considerar a proposição, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, veta-lo-á, total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contado da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Assembléia Legislativa os motivos do veto. Sabe-se que, a criação, transformação e extinção dos cargos públicos se dá através de Lei formal e não mero ato administrativo. No caso em tela, o parágrafo único do art. 3º estabelece que poderá ser transformado os cargos vagos de Auxiliar Judiciário em Auxiliar Operacional de Serviços Diversos por meio de Resolução. Conforme o art. 30 da Constituição Estadual, em observância obrigatória da Magna Carta Federal, cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção do Governador do Estado, dispor sobre todas as matérias da competência do Estado e, em especial: VI - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas. Desta forma, a transformação do cargo, mesmo sendo vago, não poderá se dá através de mero ato administrativo (Resolução) como preceitua o dispositivo atacado. Neste sentido, assiste razão ao veto parcial do Projeto em análise, haja vista, a violação de princípios e normas constitucionais e legais. VOTO DO RELATOR: Do exposto, opinamos pela manutenção do veto parcial ao Projeto de Lei nº 054/2007, em face da inconstitucionalidade e ilegalidade do parágrafo único do art. 3º. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam, por maioria, pela manutenção do Veto parcial ao Projeto de Lei nº 054/2007, nos termos do voto do relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado EDIVALDO HOLANDA RELATOR Deputado VICTOR MENDES - CONTRA Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM Deputado PAULO NETO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 130/2007 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 099/2007, de iniciativa do ilustre Deputado RICARDO MURAD, que considera de Utilidade Pública o Sinclointem Sindicato dos Condutores de Automóveis Particulares de Lotação Intermunicipal do Estado do Maranhão, com sede e foro no Município de São Luís, Maranhão. Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, com a finalidade de desenvolver atividades de transportes de passageiros e cargas para todos os municípios do estado, atividades esportivas, culturais e religiosas capazes de gerar integração entre seus sindicalizados, como também, entre outras comunidades e associados. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 099/2007, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de 2004. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado EDIVALDO HOLANDA RELATOR Deputado VICTOR MENDES Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM Deputado PAULO NETO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 131/2007 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 100/2007, de iniciativa do ilustre Deputado RUBENS PEREIRA JUNIOR, que considera de Utilidade Pública a União dos Moradores do Bairro Formosa UMBF, com sede e foro em Timon, Maranhão.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 49 Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, com a finalidade de promover a assistência social, cultura, educação, saúde e promover o desenvolvimento econômico e social de combate à pobreza. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 100/2007, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de 2004. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado EDIVALDO HOLANDA RELATOR Deputado VICTOR MENDES Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM Deputado PAULO NETO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R N 134/2007 RELATORIO: Cuida-se do Projeto de Lei Ordinária nº 056/2007, que proíbe o despejo de água de lastro ou de qualquer outro tipo de produto que cause impacto ao meio ambiente por navios dotados de tanque/porões, na baia de São Marcos e dá outras providências. É o relatório, A título de lustração, as águas de lastro são aquelas deitadas ao mar, que ficam entre o porão e o caso e servem para equilibrar o nível de cargas. A nível federal foi editada a Lei nº 9.966/2000 que dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento do óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em água sob jurisdição nacional e dá outras providências. Na mencionada Lei é dado o conceito de substâncias nocivas ou perigosas, assim como de lastro limpo, vejamos: Art. 2 o Para os efeitos desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:... X substância nociva ou perigosa: qualquer substância que, se descarregada nas águas, é capaz de gerar riscos ou causar danos à saúde humana, ao ecossistema aquático ou prejudicar o uso da água e de seu entorno;... XVII lastro limpo: água de lastro contida em um tanque que, desde que transportou óleo pela última vez, foi submetido a limpeza em nível tal que, se esse lastro fosse descarregado pelo navio parado em águas limpas e tranqüilas, em dia claro, não produziria traços visíveis de óleo na superfície da água ou no litoral adjacente, nem produziria borra ou emulsão sob a superfície da água ou sobre o litoral adjacente; A mesma Lei, determina que os Portos terão, obrigatoriamente, instalações ou meios para o recebimento e tratamento dos resíduos para o combate a poluição conforme normas da órgão ambiental competente. Art. 5 o Todo porto organizado, instalação portuária e plataforma, bem como suas instalações de apoio, disporá obrigatoriamente de instalações ou meios adequados para o recebimento e tratamento dos diversos tipos de resíduos e para o combate da poluição, observadas as normas e critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. Também, a Lei estabelece que é proibida a descarga da água de lastro que possuam substancias nocivas classificada como categoria A, proibindo, também, a descarga das categorias B, C e D, salvo se cumprir cumulativamente com os seguintes requisitos: I a situação em que ocorrer o lançamento enquadre-se nos casos permitidos pela Marpol 73/78; II o navio não se encontre dentro dos limites de área ecologicamente sensível; III os procedimentos para descarga sejam devidamente aprovados pelo órgão ambiental competente, in verbis: Art. 15. É proibida a descarga, em águas sob jurisdição nacional, de substâncias nocivas ou perigosas classificadas na categoria A, definida no art. 4 o desta Lei, inclusive aquelas provisoriamente classificadas como tal, além de água de lastro, resíduos de lavagem de tanques ou outras misturas que contenham tais substâncias. 1 o A água subseqüentemente adicionada ao tanque lavado em quantidade superior a cinco por cento do seu volume total só poderá ser descarregada se atendidas cumulativamente as seguintes condições: I a situação em que ocorrer o lançamento enquadre-se nos casos permitidos pela Marpol 73/78; II o navio não se encontre dentro dos limites de área ecologicamente sensível; III os procedimentos para descarga sejam devidamente aprovados pelo órgão ambiental competente. 2 o É vedada a descarga de água subseqüentemente adicionada ao tanque lavado em quantidade inferior a cinco por cento do seu volume total. Art. 16. É proibida a descarga, em águas sob jurisdição nacional, de substâncias classificadas nas categorias B, C, e D, definidas no art. 4 o desta Lei, inclusive aquelas provisoriamente classificadas como tais, além de água de lastro, resíduos de lavagem de tanques e outras misturas que as contenham, exceto se atendidas cumulativamente as seguintes condições: I a situação em que ocorrer o lançamento enquadre-se nos casos permitidos pela Marpol 73/78; II o navio não se encontre dentro dos limites de área ecologicamente sensível; III os procedimentos para descarga sejam devidamente aprovados pelo órgão ambiental competente. 1 o Os esgotos sanitários e as águas servidas de navios, plataformas e suas instalações de apoio equiparam-se, em termos de critérios e condições para lançamento, às substâncias classificadas na categoria C, definida no art. 4 o desta Lei. 2 o Os lançamentos de que trata o parágrafo anterior deverão atender também às condições e aos regulamentos impostos pela legislação de vigilância sanitária. Art. 17. É proibida a descarga de óleo, misturas oleosas e lixo em águas sob jurisdição nacional, exceto nas situações permitidas pela Marpol 73/78, e não estando o navio, plataforma ou similar dentro dos limites de área ecologica-

50 QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 mente sensível, e os procedimentos para descarga sejam devidamente aprovados pelo órgão ambiental competente. 1 o No descarte contínuo de água de processo ou de produção em plataformas aplica-se a regulamentação ambiental específica. 2 o (VETADO) 3 o Não será permitida a descarga de qualquer tipo de plástico, inclusive cabos sintéticos, redes sintéticas de pesca e sacos plásticos. Art. 18. Exceto nos casos permitidos por esta Lei, a descarga de lixo, água de lastro, resíduos de lavagem de tanques e porões ou outras misturas que contenham óleo ou substâncias nocivas ou perigosas de qualquer categoria só poderá ser efetuada em instalações de recebimento e tratamento de resíduos, conforme previsto no art. 5 o desta Lei. Art. 19. A descarga de óleo, misturas oleosas, substâncias nocivas ou perigosas de qualquer categoria, e lixo, em águas sob jurisdição nacional, poderá ser excepcionalmente tolerada para salvaguarda de vidas humanas, pesquisa ou segurança de navio, nos termos do regulamento. Parágrafo único. Para fins de pesquisa, deverão ser atendidas as seguintes exigências, no mínimo: I a descarga seja autorizada pelo órgão ambiental competente, após análise e aprovação do programa de pesquisa; II esteja presente, no local e hora da descarga, pelo menos um representante do órgão ambiental que a houver autorizado; III o responsável pela descarga coloque à disposição, no local e hora em que ela ocorrer, pessoal especializado, equipamentos e materiais de eficiência comprovada na contenção e eliminação dos efeitos esperados. Nota-se que, a Lei Federal já prevê a fiscalização por parte do órgão ambiental competente. Consoante a Constituição Federal em seu art. 22, I e X, é da competência privativa da União legislar direito marítimo e regime dos portos e navegação lacustre, fluvial e marítima, como no assunto tratado no presente Projeto, vejamos: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;... X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; Desta feita, o Projeto em análise é materialmente inconstitucional, pois regula matéria privativa da União. VOTO DO RELATOR: Do exposto, opino pela rejeição do Projeto de Lei nº 056/2007, em face de sua inconstitucionalidade. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam pela rejeição do Projeto de Lei nº 056/2007, nos termos do voto do Relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 29 de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM - RELATOR Deputado PAULO NETO Deputado EDIVALDO HOLANDA Deputado VICTOR MENDES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº. 135/2007 RELATÓRIO: Trata-se do projeto de lei n 019, de 2007, de autoria do deputado Arnaldo Melo, que garante a prioridade no atendimento de idosos na rede pública estadual de saúde, e dá outras providências. Aludido projeto de lei tem como fundamento o indiscutível fato de que os idosos são os que mais sofrem com o descaso com que vem sendo tratada a Saúde Pública Estadual e, por sua vez, os que mais necessitam dos seus serviços. É o relatório. Tomando a Constituição Federal a hierarquia do sistema normativo, é nela que o legislador se norteará na produção legislativa e seu conteúdo. Para tanto, consagrou-se o princípio da legalidade ao preceituar que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. 5º, II, CF), ou seja, de uma espécie normativa devidamente elaborada em conformidade às disposições do processo legislativo constitucional. A Constituição Federal, visando, principalmente, evitar o arbítrio e o desrespeito aos direitos fundamentais do homem, previu a existência dos poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, repartindo entre eles as funções estatais. Os órgãos exercentes destas, para serem independentes, conseguindo frear uns aos outros, com verdadeiros controles recíprocos, possuem certas garantias e prerrogativas constitucionais. E tais garantias são invioláveis e impostergáveis, sob pena de desencadear desequilíbrio entre eles e desestabilização do governo. Sendo assim, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são instrumentais. Na ausência destes, o individuo acometido nas funções estatais legislar, administrar e jurisdicionar não teria como se desincumbir do dever posto a seu cargo. Quem desempenha as funções estatais está limitado a satisfazer os interesses públicos, ou seja, interesses de outrem: a coletividade. Assim, na elaboração das espécies normativas, há de se atender determinados conjuntos de atribuições, que se denominam competências públicas. Destarte, a Assembléia Legislativa, enquanto um órgão revestido de uma função estatal necessita observar minuciosamente a seqüência de atos e, precipuamente, competências, constitucionalmente previstos, pois a lei ao delimitar o campo de atuação legislativa, estabelece limites a ela quando tenha por objeto a restrição ao exercício de direitos individuais em beneficio da coletividade. No que pertine ao projeto de lei em comento, encontra-se em consonância ás disposições previstas à sua feitura, não padecendo, portanto, de vícios de inconstitucionalidade de natureza formal. Nesse passo, estabelece a Constituição Federal: Art. 196. A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bemestar e garantindo-lhes o direito à vida. Em conformidade às disposições supramencionadas, verificase, incontinenti, que o Estado, ou seja, todos os órgãos públicos, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, têm a obrigação de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bemestar e o direito à vida.

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2007 51 Impende-se, asseverar que entre os princípios, diretrizes e obrigações do Estado, está a garantia de atendimento prioritário ao idoso nos órgãos públicos prestadores de serviços de saúde à população. Nesse sentido, o Pretório Excelso já firmou entendimento. Eis o teor da decisão, in verbis: Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n. 3.542/01, do Estado do Rio de Janeiro, que obrigou farmácias e drogarias a conceder descontos a idosos na compra de medicamentos. Ausência do periculum in mora, tendo em vista que a irreparabilidade dos danos decorrentes da suspensão ou não dos efeitos da lei se dá, de forma irremediável, em prejuízo dos idosos, da sua saúde e da sua própria vida. Periculum in mora inverso. Relevância, ademais, do disposto no art. 230, caput da CF, que atribui à família, à sociedade e ao Estado o dever de amparar as pessoas idosas, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. (ADI 2.435-MC, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 13-3-02, DJ de 31-10-03) Em que pese o conteúdo louvável da espécie normativa em comento, o exercício da atividade legislativa não é absoluto, não podendo, pois, acarretar violação de direitos e garantias fundamentais. Assim, o artigo 7 do presente projeto de lei é considerado manifesta- mente inconstitucional ao dispor sobre norma de autorização ao Executivo, violando, portanto, o principio constitucional da separação dos poderes, peculiar ao Estado Democrático de Direito. Dessa feita, deve ser suprimido o art. 7 do mesmo. VOTO DO RELATOR: Diante do exposto, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 019/2007, em face de sua constitucionalidade, legalidade e juridicidade, com a supressão do art. 7º. É o voto. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam pela aprovação do Projeto de Lei nº019/2007, com a supressão do art. 7º, nos termos do voto do Relator. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, 29 em de maio de 2007. Deputado ARNALDO MELO PRESIDENTE Deputado EDIVALDO HOLANDA RELATOR Deputado VICTOR MENDES Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM Deputado PAULO NETO ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO PODER LEGISLATIVO EDITADO PELA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Registro no cartório de títulos e documentos sob os números 1.780 e 24.950. Rua do Egito, n.º 144, Centro - Fone: 214-5885 - FAX: (098) 222-6253 CEP.: 65010-908 - São Luís - MA Site: www.al.ma.gov.br - E-mail: secom@al.ma.gov.br JOÃO EVANGELISTA Pre sid e nte JORGE VIEIRA Diretor de Comunicação

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