Assustadores e Venenosos Assustado e chocado com as plantas tóxicas? Agora o temor e o choque serão ainda maiores. Nos próximos slides, os três animais peçonhentos mais famosos e perigosos que existem no Brasil serão apresentados. Em um total de 15.834 casos, 22 óbitos foram registrados apenas no ano de 2006 pelo SINITOX. Diferente dos animais venenosos, que produzem o veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes ou ferrões), os animais peçonhentos têm glândulas por onde o veneno passa ativamente. Eles, então, injetam o seu veneno com facilidade e de maneira ativa. Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; afastar a cama da parede; evitar pendurar roupas fora de armários e não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção são algumas das prevenções mais importantes.
SERPENTES - Gênero Bothrops Corresponde ao acidente ofídico de maior importância epidemiológica no país, sendo responsável por cerca de 90% dos envenenamentos. A picada causa muita dor e um sério edema no local, além de bolhas e sangramento. Nome científico: Bothrops jararacussu Nome popular: Jararacussu
SERPENTES - Gênero Crotalus É responsável por cerca de 7,7% dos acidentes ofídicos registrados no Brasil, podendo representar até 30% dos acidentes em algumas regiões. Apresenta o maior coeficiente de letalidade devido à freqüência com que evolui para insuficiência renal aguda (IRA). Nome científico: Crotalus durissus Nome popular: Cascavel
SERPENTES - Gênero Lachesis Existem poucos casos relatados na literatura. Por se tratar de serpentes encontradas em áreas florestais, onde a densidade populacional é baixa e o sistema de notificação não é tão eficiente, as informações disponíveis sobre esses acidentes são escassas. Nome científico: Lachesis muta Nome popular: Surucucu
SERPENTES - Gênero Micrurus Corresponde a 0,4% dos acidentes por serpentes peçonhentos registrados no Brasil. Não são agressivas e possuem o veneno mais potente do país. Os acidentes podem evoluir para insuficiência respiratória aguda levando ao óbito. Nome científico: Micrurus corallinus Nome popular: Coral verdadeira
ARANHAS - Gênero Loxosceles Seu veneno causa ferida muito grande no local da picada. Os acidentes ocorrem quando a pessoa ao se vestir, ou mesmo durante o sono, comprime o animal contra a pele. Normalmente, a dor só aparece várias horas após a picada. Nome científico: Loxosceles intermedia Nome popular: Aranha marrom
ARANHAS - Gênero Phoneutria Adotando posição de ataque, ela é uma espécie que se defende quando se sente ameaçada. São encontradas em bananeiras, folhagens, madeiras e pedras empilhadas. Produz dor local imediata sem evoluir para lesão local. Nome científico: Phoneutria pert Nome popular: Armadeira
ARANHAS - Gênero Latrodectus Uma das aranhas mais perigosas do Brasil. Embora muito pequena, seu veneno é muito tóxico. Encontrada em vegetação de praia, restingas e áreas urbanas. Sua picada produz dor muscular muito forte, sudorese e tremores. Nome científico: Latrodectus curacaviensis Nome popular: Viúva-negra
ESCORPIÃO AMARELO Tityus serrulatus Provoca os acidentes mais graves, com alta mortalidade em crianças menores de sete anos. Única espécie no país que se reproduz por partenogênese (formada por fêmeas). Produz dor intensa na hora da picada.
Em caso de acidente, ligue para o Disque-Intoxicação da RENACIAT (Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica), através do número 0800 722 6001. Para mais informações acesse o portal www.fiocruz.br/sinitox do SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico- Farmacológicas), que tem como principal atribuição coordenar o processo de coleta, compilação, análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento registrados no país pela RENACIAT. (Site e logo do Sinitox em todos os slides!) Animais: Instituto Vital Brazil