MINUTA DE ANTEPROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Regulamenta o inciso II do 4 do art. 40 da Constituição Federal, que dispõe sobre a concessão de aposentadoria especial ao servidor público titular de cargo efetivo do Poder Executivo cujas atividades sejam exercidas sob condições de risco. Art. 1 - A concessão de aposentadoria especial de que trata o inciso II do 4 do art. 40 da Constituição Federal, ao servidor público titular de cargo efetivo do Poder Executivo, Administração Direta e Indireta, que exerça atividade de risco fica regulamentada nos termos desta Lei Complementar. Art. 2º - Para efeitos desta Lei Complementar, considera-se atividade que exponha o servidor, integrante do Quadro Próprio do Poder Executivo QPPE, a risco I a do cargo de agente penitenciário; ( A Lei estadual 13757 fala em servidores penitenciários, portanto, mais amplo. Está sendo revogada)
II a do cargo de agente de execução, na função de educador social III a dos demais servidores que trabalhem nos mesmos ambientes e condições dos cargos mencionados nos incisos anteriores 1º - Consideram-se de risco as atribuições típicas do cargo, exercidas sob condições especiais de segurança, que exponham constantemente o servidor a possibilidade de dano à saúde ou a integridade física. 2º - Para o servidor que atender os requisitos de aposentadoria especial até a data da emissão da presente ei complementar, a comprovação do exercício da atividade de Educador Social e Agente Penitenciário será feita mediante certidão que deverá conter a descrição das atividades exercidas pelo servidor, fornecida pela chefia imediata da unidade de lotação, quando da solicitação de aposentadoria. 3º - Para o servidor que atender os requisitos de aposentadoria especial após a emissão da presente lei complementar, a comprovação do exercício da atividade de Educador Social e Agente Penitenciário será feita mediante certidão emitida pela Unidade de Recursos Humanos do órgão a que se vincula o servidor, de acordo com os registros das atividades por ele exercidas existente em sistema de gestão de pessoas, que deverá ser atualizado
periodicamente pela unidade de lotação do servidor. Art. 3 - O servidor a que se refere o art. 2º fará jus a aposentadoria especial ao completar cumulativamente: I vinte e cinco anos de efetivo exercício em atividade de que trata o art. 2º; II cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria; Art. 4 - O tempo decorrido de afastamento, que por sua natureza, retire o servidor do local sujeito a condições especiais não será computado para fins de aposentadoria especial, com exceção de: I férias; II licença por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; III licença gestante, adotante ou paternidade; IV participação em júri, casamento ou falecimento de pessoa da família; V- Licença para tratamento da própria saúde VI - Licença especial de que trata o artigo 247 da Lei Estadual 6174/1979 VII Afastamentos previstos nos artigos 128 e 249 da Lei Estadual 6174/1970
1º - O tempo anterior de serviço especial prestado ao Regime Geral, ou a outro Regime Previdenciário, desde que certificado nos termos da legislação previdenciária, tem assegurada a sua contagem para efeito de aposentadoria especial. Art. 5 - O servidor terá suspensa a contagem do tempo de serviço para fins de aposentadoria especial, quando nomeada para cargo de provimento em comissão ou função de Gestão Pública, que o retire do local sujeito a condições especiais. Art. 6 - Não será computado para fins de aposentadoria especial o tempo em que o servidor estiver afastado por Disposição Funcional, com ou sem ônus, e nessa atividade não estiver exposto às condições especiais previstas nesta lei. Art. 7 - O valor dos proventos daqueles que se aposentarem com base nesta lei corresponderá à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, e o reajustamento se dará com base no disposto no artigo 7º da Emenda Constitucional 41, de 31 de dezembro de 2003. Art. 8º - O tempo de trabalho exercido em atividade de risco será somado, após a respectiva conversão ao tempo de trabalho exercido em
atividade comum, para qualquer outra regra de aposentadoria, segundo os seguintes critérios: I Mulher: multiplicador de 1.20 sobre o tempo trabalhado em condições de risco; II Homem: multiplicador de 1.40 sobre o tempo trabalhado em condições de risco. Art. 9 - O disposto nesta Lei Complementar não implica afastamento do direito do servidor se apresentar segundo as regras gerais ou de transição, assegurada a conversão do tempo especial em comum, conforme previsto no artigo anterior. Art. 10º. O servidor de que trata esta lei que tenha completado as exigências para a aposentadoria especial objeto desta norma e que opte por continuar em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até efetivamente aposentar-se. Art. 11 - Ficam convalidadas, para todos os efeitos, as aposentadorias dos Agentes Penitenciários e Educadores Sociais concedidas antes da publicação desta Lei.
Art. 12 A aplicação da presente Lei Complementar será regulamentada por Ato Próprio do chefe do Poder Executivo a ser editado no prazo de 30 dias, aplicando-se aos servidores da Administração Direta e Indireta. Art. 13 Esta lei entra em vigor na data de sua publicação revogando-se o artigo 34 da Lei Estadual nº 13.757, de 09 de setembro de 2002, e demais disposições em contrário. Palácio das Araucárias, 24 de setembro de 2014 Governador do Paraná