Jesus, o Holocausto Perfeito Antônio Vitor
O principal propósito dos sacrifícios era fazer a expiação pelos pecados, mas também havia os de gratidãos, de ação de graças, de paz e de alguns outros rituais judaicos que não cabe descrição aqui. Todos esses variados sacrifícios apontam, ainda que comparativamente inadequados, para o sacrifício final e definitivo de Cristo. (POMMERENING 2017, p. 53) Dentro do processo liturgico levítico - e por sinal aquilo que havia de mais importante nele - vamos encontrar os holocaustos. Esse rito tinha como objetivo queimar por inteiro o animal que era oferecido por expiação e oferta de alguém. Contudo, este processo foi transitório e imperfeito, e depois acabou apenas ficando como mera liturgia no culto judeu. Hoje, desfrutamos do perfeito e eterno sacrifício de Cristo, onde na cruz do calvário, nos proporcionaou a redenção tão almejada pelo sacrifício hebreu. Esta redenção é incodicional e atemporal, e está diponível a todo aquele que crer. Nesta lição estudaremos um pouco a cerda deste processo, que inicia no holocausto (processo imperfeito e transitório) e encerra no sacrifício de Cristo (eterno e perfeito). Que Deus nos ajude no decorrer desta lição. O Holocausto Holocausto nada mais é que um Sacrifício levítico que consistia na queima completa da vítima animal sobre o altar (ANDRADE 1996, p 214). O holocausto era o mais relevante e importante sacrifício do culto levítico, onde através da oferta de animais limpos fazia a substituição do culpado pelo pecado cometido, e por sua grande importancia era o abre alas das solenidades.
Embora mais amplamente explicado e praticado pelos sacerdotes levíticos, o holocausto é uma prática muito antiga, que teve início muito provavelmente com Abel, e praticado por todo periodo do AT. O holocausto é também o mais antigo sacrifício da História Sagrada. Introduzido muito provavelmente por Abel, foi observado durante todo o príodo do Antigo Testamento. É o cerimonial que mais caracteriza o culto levítico; descreve, gestualmente, a peregrinação da alma penitente da Queda, no jardim do Éden, à Redenção, no monte Calvário. (ANDRADE 2018, p. 99). Introduzido no culto hebreu, os holocaustos no decorrer de sua história eram feitos privada e publicamente, e tinha várias finalidades, que iam desde os sacrifícios pelos pecados particulares até o sacrifício anual de expiação por toda a congregação de Israel. O holocausto do Antigo Testamento também possuíra uma função mais do que especial, que muitas vezes não fora observado pelo povo hebreu, ele tinha o objetivo de apontar para um sacrifício perfeito e eterno em Cristo, consumado na cruz do calvário. Eles eram transitórios e imperfeitos, pois não atendiam aos requisitos necessários para uma expiação completa, perfeita e eterna, onde eram oferecidos por homens imperfeitos que ao passar dos anos o tornaram em mera liturgia. Além do mais, o homem sozinho, não conseguirá jamais justificar-se, tendo em vista a sua imperfeição, e seus esforços serão inúteis diante da Graça ofertada por Deus, precisando assim de um mediador para sua justificação.
A rejeição radical de todo o culto sacrificial explica-se, como no cados dos profetas, pela supracitada percepção da falsa atitude fundamental em relação a Deus, que encontra sua expressão no culto sacrificial e, pela sua origem e natureza, nasceu de outra área cultual. O homem não pode, por seus sacrifícios, situar-se no mesmo plano de Deus, nem colocar em ordem,pelos próprios esforços, o seu relacionamento coom Deus. (WEISER, apud GONÇALVES 2017, p. 98) O holocausto foi observado até a destruição do segundo templo em 70 d.c., em ganhou um novo significado com massacre de Hittler aos Judeus, no período da grande guerra. Ao oferecer o sacrifício ao Senhor, o hebreu estava indiretamente realizando uma oração a Deus, mesmo que de forma silenciosa, era persuasiva, onde o adorador entregava em oferta o seu melhor em ato de adoração a Deus, esperando por remissão do que cometera. Jesus, o Holocausto perfeito A santidade de Deus exige uma restituição à altura; o homem, entretanto, não tem condições de satisfazer essa exigência. Sendo assim, Deus evidencia sua misericórdia e amor providenciando uma solução, mas a honra de Deus exigiu o sacrifício de um homem perfeito como único meio suficiente de reconciliação. O ser humano é incapaz de satisfazer essa exigência. Assim, Cristo morreu em lugar da humanidade. Essa incapacidade humana exigiu a morte de cruz para que se compreendesse o imensurável amor de Deus.. (POMMERENING 2017, p. 09) Como já dito anteriormente, os sacrifícios do AT eram transitórios e imperfeitos, onde os ministrantes não atendiam os requisitos necessários para uma expiação completa e perfeita, e nenhum homem que ofertava poderia por seus méritos justificar-se.
O holocausto porém apontava para uma eterna e perfeita redenção que se aporximava em Cristo, onde somente Ele cumpria os requistitos necessários para realizar uma total expiação. O sacrifício de Cristo porém ocorreu de uma forma diferente dos holocaustos oferecidos no AT. Enquanto no AT a vítima animal era queimada totalmente, Jesus veio a padecer num madeiro para nos promover a perfeita redenção, e a partir daí encerrara o antigo sistema sacerdotal levítico em seus holocaustos e ofertas cotidianas, com uma oferta eterna. O antigo sistema sacerdotal levítico chegara ao fim quando Cristo, de uma vez por todas e como Sumo Sacerdote da Nova Aliança, fez a purificação dos pecados. (GONÇALVES 2017, p. 99) Quem ofertava no antigo sitema sacrificial levítico, buscava por uma santificação que ele acreditara receber com o sacrifício daquele animal, contudo apenas em Cristo foi-nos concedida esta santificação. O objetivo do sacrifício de Cristo é a remissão dos pecados e a subsequente purificação, de tal modo que se possa atingir verdadeira santidade [...] Os sacrifício de animais eram totalmente incapazes de produzir resultados. Mas, na expiação feita pelo sacrifício único de Cristo, a remissão foi completa; e então, mediante o Espirito Santo, é produzida a santificação. (CHAMPLIN 2014, p. 771) [...] os sacrifícios de animais eram incompletos e não podiam expiar o pecado humano por inteiro; por isso o sacrifício de Cristo assume uma relevância de dimensões eteras por ser completo e perfeito. (POMMERENING 2017, p. 53)
Diferente do processo liturgico do AT, hoje temos acesso a expiação promovida pelo Sacrifício de Cristo incondicionalmente através da fé. Hoje não precisamos mais ofertar animais, mas apenas crer no Senhor Jesus como Salvador e Redentor de nossas vidas. Esperando Jesus voltar hoje. IEADERN Mário Lira 1- Setor 38 Referências: - CHAMPLIN, Russel Normam. O Novo Testamento interpretado, versículo por versículo, volume 05, Hagnos, 2014; - POMMERENING, Claiton Ivan. A Obra da Salvação. CPAD, 2017; - GONÇALVES, José. A Supremacia de Cristo, CPAD, 2017; - ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Adoração, Santidade e Serviço. CPAD, 2018; - ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD, 1996.
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