PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 006/2010



Documentos relacionados
2- Qual é o fato gerador? O fato gerador do IPTU é a propriedade predial e territorial, assim como o seu domínio útil e a posse.

Prefeitura Municipal De Belém Gabinete do Prefeito


PREFEITURA MUNICIPAL DE VIANA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Gabinete do Prefeito DECRETO Nº 286/2014

A lei de incentivos fiscais de Campinas

IPTU 2014: CONTRIBUINTES SOTEROPOLITANOS EM ESTADO DE ALERTA

LEI COMPLEMENTAR Nº 113 1

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - de.:il/q±j0=1 O\ LEI COMPLEMENTAR N 256/03 de 1Ode Julho de 2003

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - LEI COMPLEMENTAR N 490/13 DE 11 DE ABRIL DE 2013

Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul

PREFEITURA MUNICIPAL DE ALÉM PARAÍBA

PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

AÇÕES DE MELHORIA NA COBRANÇA DO IPTU E DO ITBI

ADMINISTRAÇÃO LIBERDADE PARA TODOS PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARAMIRANGA CEARÁ

LEI Nº Disciplina a cobrança do IPTU, estimula a criação de loteamentos, e dá outras providências.

PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014.

Projeto de Lei n.º 026/2015

IPTU 2013 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana

Tributação Imobiliária no Brasil Revendo Desafios

PARA FINS TRIBUTÁRIOS

O Prefeito Municipal de Iturama, faço saber que o Poder Legislativo Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:

DECRETO Nº , DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014.

PERMUTA DE IMÓVEIS CONCEITO

BRASIL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE DOIS LAJEADOS LEI MUNICIPAL Nº 460/95

PREFEITURA MUNICIPAL DE AQUIRAZ Secretaria de Finanças e Execução Orçamentária

Regulamenta os incentivos e benefícios fiscais instituídos pela Lei nº 5.780, de 22 de julho de 2014.

ESTADO DE SERGIPE PODER EXECUTIVO Governo do Município de Tobias Barreto

ESTUDO SOBRE A PLANTA GENÉRICA DE VALORES: ITBI DE BETIM

Manual de Avaliação de Imóveis

LEI Nº 848/01 DE, 01 DE OUTUBRO

Cota única e 1ª parcela ª parcela ª parcela ª parcela ª parcela ª parcela

Estado do Rio Grande do Sul Município de Venâncio Aires

Lei Municipal N.º 2.956

DECRETO Nº DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais,

PARECER DA COMISSÃO DE AGRICULTURA, MEIO AMBIENTE, OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS

LEI Nº DE 25 DE JUNHO DE 2014

R$1,60 por imóvel em apenas 3 minutos cada avaliação!

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

Quinta-feira, 26 de Abril de 2007 Ano XIII - Edição N.: 2834 Diário Oficial do Município Poder Executivo Secretaria Municipal de Governo

LEI Nº 2.176, DE 17 DE JULHO DE (ATUALIZADA ATÉ A LEI Nº 2.666, DE 20 DE AGOSTO DE 2010)

DECRETO Nº , DE 6 DE DEZEMBRO DE 2013.

TRIBUTAÇÃO PELO IPTU: GEOINFORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO CADASTRAL

FAQ Perguntas Frequentes

Informe. Legislativo MUNICIPAL

O contribuinte do IPTU é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor, a qualquer título.

I quando o prestador de serviços estabelecido no Município do Rio de Janeiro executar serviço;

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV,

PROJETO DE LEI Nº 004/2013, 21 de fevereiro de 2013

Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Estado de São Paulo - PUBLICADO (A) NO JORNAL

LEI N.º 1238/2003 Dispõe sobre alteração da lei 1183/2003, e dá outras providências.

I seja aprovado o projeto arquitetônico;

CONCEITOS DE IMÓVEL RURAL: aplicações na Certificação e no Registro de Imóveis

LEI COMPLEMENTAR Nº 251, De 26 de dezembro de 2005

ORDEM DO DIA FLS.394 , ESTADO DE SÃO PAULO. OFíCIO GP. N. 196/2012 Proc. n", 3194/96. Senhor Presidente,

INSTITUI O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS SERVIDORES ESTATUTÁRIOS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

SUBSTITUTIVO Nº 02 AO PROJETO DE LEI Nº

Prefeitura Municipal de Ponta Porã Administrando para Todos Procuradoria Geral do Município

O IPTU (PropertyTax) pelo Mundo

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE JARDIM

CÂMARA MUNICIPAL DE SABOEIRO-CE

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO CONSELHO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR CAE DO MUNICÍPIO NOS TERMOS DA MEDIDA PROVISÓRIA , DE 02 DE

ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE COLNIZA GABINETE DA PREFEITA. Lei nº. 116/2003. Súmula :

LEI Nº 1047/2012. O Prefeito do Município de Pinhalão, Estado do Paraná. Faço saber que a Câmara Municipal decreta, e eu, sanciono a seguinte Lei:

PARCELAMENTO ORDINÁRIO PORTO ALEGRE

ESTADO DE MATO GROSSO CAMARA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS Gabinete do Vereador Rodrigo da Zaeli

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS

A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIATUBA, Estado de Goiás, APROVA e eu, PREFEITO MUNICIPAL, SANCIONO a seguinte lei

MENSAGEM Nº. Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal,

M U N I C Í P I O D E A R V O R E Z I N H A ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADMINISTRAÇÃO 2009/2012

Instrução Normativa SRF nº 599, de 28 de dezembro de 2005

Lei Complementar n 43, de 16 de dezembro de 2010

PORTARIA GSF N 38/2013 Teresina (PI), 10 de junho de 2013.

ANEXO II LAUDO DE AVALIAÇÃO

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA;

ITBI IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS E DIREITOS A ELE RELATIVOS

LEI Nº 111/88. O PREFEITO MUNICIPAL DE COLÍDER. Faz saber que a Câmara Municipal decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

5º REVOGADO. 6º REVOGADO. 7º REVOGADO. 8º REVOGADO. 9º REVOGADO.

Estado do Rio de Janeiro MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS Fundação de Turismo de Angra dos Reis Conselho Municipal de Turismo

Dispõe sobre a Autorização Prévia à Análise Técnica de Plano de Manejo Florestal Sustentável- APAT, e dá outras providências

... LEI N , DE 9 DE ABRIL DE 2015

Manual para preenchimento da Guia de ITBI Lei Municipal 3.398, de 22 de fevereiro de e alterações, Decreto 069 de 03 de março de 1989

DISPÕE SOBRE AS CLASSES DOS BENS, COMPRA E VENDA E LEGITIMAÇÃO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO.- CEZAR DOS SANTOS ORTIZ Prefeito Municipal de Soledade.

ESTADO DE SERGIPE PREFEITURA MUNICIPAL DE ARACAJU Secretaria Municipal de Governo

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DO ARRAIAL PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º. /2007, DE 26 DE NOVEMBRODE 2007.

CRIA OS FISCAIS VOLUNTÁRIOS DO MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE VIAMÃO.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO SEBASTIÃO

ANEXO I PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO FLORIDO MINAS GERAIS CÓDIGO TRIBUTÁRIO DO MUNICÍPIO DE CAMPO FLORIDO LEI Nº 710/98

PREFEITURA MUNICIPAL DE BOTUVERÁ

PORTARIA Nº 98 DE 11/06/2010 (Estadual - Minas Gerais) Data D.O.: 12/06/2010

E S T A D O D O M A T O G R O S S O

Prefeitura Municipal de Ibirataia Estado da Bahia

PROJETO DE LEI Nº 001 DE 02 DE JANEIRO DE 2014 MENSAGEM

Art. 3º - Para fins de coletas, fica definido por região as seguintes. I Região do Picerno, primeira semana do mês de Outubro;

DECRETO Nº 092, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2009.

Transcrição:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 006/2010 INSTITUI A PLANTA GENÉRICA DE VALORES DO MUNICÍPIO DEFINE CRITÉRIOS PARA LANÇAMENTO DO IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito Municipal de José Bonifácio faz saber que a Câmara Municipal de José Bonifácio aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA PLANTA GENÉRICA DE VALORES ARTIGO - 1º Fica instituída a Planta Genérica de Valores do Município de José Bonifácio, constante no Anexo I desta Lei. ARTIGO - 2º Para efeitos de tributação, a apuração dos valores venais dos imóveis do Município de José Bonifácio será processada de acordo com as normas estabelecidas nesta Lei. CAPÍTULO II DA APURAÇÃO DOS VALORES VENAIS Seção I Do valor venal dos terrenos ARTIGO 3º - Os valores unitários por metro quadrado dos terrenos localizados em cada uma das zonas de valor são estabelecidos no Anexo II desta Lei. Parágrafo único - As zonas de valor são as faces de quadras assinaladas no Anexo I desta Lei, definidas pela similaridade de suas características e valores de mercado. ARTIGO 4º - Os valores venais territoriais são determinados pelo resultado da multiplicação da área do terreno em metros quadrados pelos respectivos valores unitários fixados no Anexo II desta Lei. ARTIGO 5º - Os imóveis sujeitos ao Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU não integrantes da Planta Genérica de Valores terão a apuração de seu valor venal territorial, para fins tributários, realizada pela Secretaria Municipal de Finanças. ARTIGO 6º - Os terrenos localizados no perímetro urbano que se destinarem à exploração agrícola, pecuária ou extrativista, vegetal ou agroindustrial, ficarão isentos do IPTU enquanto atender esse requisito.

Parágrafo único - O benefício do caput será concedido aos proprietários que demonstrarem cabalmente o atendimento do requisito fixado para a sua fruição, inclusive mediante apresentação dos documentos exigidos pela legislação de regência. Seção II Do valor venal das edificações ARTIGO 7º - A classificação de edificações e os valores correspondentes por metro quadrado de construção são aqueles constantes do Anexo II desta Lei. Parágrafo único - Os valores venais das edificações são determinados pelo resultado da multiplicação da área edificada no terreno, em metros quadrados, pelos respectivos valores unitários fixados, para cada tipo de edificação, no Anexo II desta Lei. ARTIGO 8º - Entende-se por área edificada aquela delimitada pelos contornos das faces externas das paredes ou dos pilares da edificação, computando-se os ambientes denominados varandas ou terraços, desde que cobertos, e as áreas de piscina, quando existir abrigo para casa de máquinas, com bomba e sistema de filtragem. Parágrafo único - Considera-se área de piscina a área correspondente ao espelho da água. ARTIGO 9º - A classificação das edificações será individual quando houver mais de uma edificação por lote ou inscrição imobiliária municipal. ARTIGO 10 - Nos casos em que houver mais de uma categoria ou padrão de construção por edificação, a classificação do imóvel poderá ser realizada conforme as diferentes áreas construídas, cadastradas individualmente e lançadas conjuntamente para fins de IPTU. Seção III Do valor venal dos imóveis ARTIGO 11 - O valor venal dos imóveis corresponde ao resultado da soma dos valores venais das edificações e do terreno. Parágrafo único - Nos casos de condomínios edilícios, horizontais ou verticais, os valores venais serão calculados considerando-se as respectivas frações ideais dos terrenos e/ou das edificações. Seção IV Do valor venal das áreas rurais

ARTIGO 12 - Os valores unitários, por alqueire, para as propriedades localizadas na Zona Rural do Município de José Bonifácio são estabelecidos no Anexo II desta Lei. CAPÍTULO III DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA Seção I Do Cálculo ARTIGO 13 - O Imposto Territorial Urbano (ITU) será calculado aplicando-se a alíquota definida no Artigo 26 da Lei Complementar 001 de 31 de dezembro de 1997, sobre o valor venal do terreno, definido conforme o Artigo 4º da presente Lei. ARTIGO 14 - O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) será calculado aplicando-se a alíquota definida no Artigo 26 da Lei Complementar 001 de 31 de dezembro de 1997, sobre o valor venal do imóvel, definido conforme o Artigo 7º. Seção II Do Fator de Progressividade ARTIGO 15 - O Fator de Progressividade (FP), definido no Anexo III, tem por objetivo propiciar adequação progressiva dos valores dos Impostos, por período de oito anos, à nova Planta Genérica de Valores. ARTIGO 16 - O Fator de Progressividade será multiplicado pelo valor do imposto calculado conforme o que dispõe a presente Lei, para cada um dos anos do período de adequação. ARTIGO 17 - Caso o valor do Imposto, quando da aplicação do Fator de Progressividade, resultar inferior ao valor do imposto do ano anterior, devidamente corrigido pelo índice oficial da inflação, será desconsiderado. Parágrafo único - Na situação explicitada no caput deverá ser lançado o valor do Imposto do exercício anterior, devidamente corrigido pelo Índice de Inflação oficial. ARTIGO 18 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de José Bonifácio, Paço Municipal João Felix de Mendonça, aos dois dias do mês de dezembro de dois mil e dez. DR. PEDRO JOSÉ BRANDÃO DOS REIS Prefeito Municipal

ANEXO II ZONAS DE VALOR DO METRO QUADRADO PARA FINS DE CÁLCULO DO VALOR VENAL DE TERRENO NA ZONA URBANA DE JOSÉ BONIFÁCIO ZONA VALOR DO m² 01 R$ 500,00 02 R$ 350,00 03 R$ 250,00 04 R$ 150,00 05 R$ 100,00 06 R$ 75,00 07 R$ 50,00 08 R$ 40,00 09 R$ 35,00 10 R$ 30,00 11 R$ 25,00 (*) O valor para o terreno localizado na Vila dos Machados e no Residencial Nova Iorque será o correspondente à Zona 09, ou seja, R$ 35,00 por metro quadrado. (**) O valor para o terreno localizado na Vila de Santa Luzia será o correspondente à Zona 08, ou seja, R$ 40,00 por metro quadrado. VALOR GENÉRICO DO METRO QUADRADO DO TIPO DE EDIFICAÇÃO PARA FINS DE CÁLCULO DO VALOR VENAL DA CONSTRUÇÃO NA ZONA URBANA DE JOSÉ BONIFÁCIO TIPO DE CONSTRUÇÃO VALOR DO m² (R$) CASA COMUM R$ 225,37 CONSTRUÇÃO PRECARIA R$ 113,77 APARTAMENTO R$ 342,45 LOJA R$ 372,75 GALPÃO R$ 85,65 TELHEIRO R$ 85,65 FABRICA R$ 171,30 EDIFICAÇÃO ESPECIAL R$ 431,17 valor genérico do alqueire (24.200,00 metros quadrados) para fins de cálculo do valor venal da propriedade rural de José Bonifácio O alqueire de terra localizado em qualquer ponto da zona rural de José Bonifácio terá o valor, para fins de cálculo de impostos, de R$ 15.000,00 (quinze mil reais)

ANEXO III FATOR DE PROGRESSIVIDE (FP) PARA ADEQUAÇÃO DOS VALORES DE IMPOSTOS À PLANTA GENERICA DE VALORES EXERCÍCIO FP PARA O IPTU FP PARA O ITU 2011 0,35 0,05 2012 0,45 0,20 2013 0,55 0,35 2014 0,65 0,50 2015 0,75 0,65 2016 0,85 0,80 2017 0,90 0,90 2018 1,00 1,00

MENSAGEM DO PROJETO DE LEI QUE DISPÕE SOBRE A NOVA PLANTA GENERICA DE VALORES DE JOSÉ BONIFÁCIO. O presente Projeto de Lei trata da revisão da Planta Genérica de Valores do Município, ação indispensável à boa gestão das finanças municipais, conforme comprova as várias notificações postas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo nestes últimos anos. A atual Planta Genérica de Valores, instrumento que define as diferentes zonas de valores das propriedades particulares do Município teve a sua última atualização em 1989, através da Lei nº 2.127, fixando nove (9) zonas de valorização, com seus respectivos valores do metro quadrado dos terrenos. A mesma Lei fixa os valores para as construções, classificadas em oito (8) categorias. Em 1990, a Lei nº 2.227 altera a classificação de alguns logradouros em função de melhorias recebidas e ainda fixa os novos valores das diferentes zonas de valorização, mais em função da alteração da moeda do que de real correção de valores. A Lei n º 2.485 de 1993 deu nova correção dos valores, agora convertidos em UFIR, a unidade fiscal criada pelo Governo Federal. Nesta Lei não há nenhuma proposta de alteração do zoneamento da Planta Genérica. A partir de então até a o ano em curso foram feitas somente atualizações monetárias dos valores fixados em 1993 (a dezessete anos atrás) sendo que a ultima revisão geral da Planta Genérica ocorreu em 1989, ou seja a vinte e um anos. Na última década e com mais força nos últimos anos a cidade de José Bonifácio tem assistido a um forte incremento no seu crescimento e por conseqüência um aquecimento imobiliário, com o surgimento de novos loteamentos e a valorização das áreas já urbanizadas, em especial a zona central da cidade. Isso fez com que houvesse cada vez mais um distanciamento entre o valor real da propriedade e o valor tributado sobre ela. Há casos que esta distorção levou a uma situação em que as taxas pagas por serviços municipais, como recolhimento de lixo e conservação de vias, ficou superior ao valor do próprio imposto. É de conhecimento geral os casos de transação comercial (compra e venda) de um imóvel feita através de financiamento por bancos oficiais que ocasionam a necessidade de revisão dos valores venais do imóvel (exigência do órgão financiador) pois o mesmo está muito defasado em relação ao valor de mercado. Frente a esse quadro, contratamos técnico especializado na área para que coordenasse trabalho de revisão da Planta Genérica, de forma a garantir participação de pessoas da comunidade que tivessem conhecimento na área de transações imobiliárias. A metodologia adotada foi a de envolvimento da comunidade e de técnicos municipais da área de cadastro e lançamentos no processo de construção desse importante instrumento de tributação, de forma que as soluções encontradas fossem compatíveis com a realidade, tanto social, política e administrativa do município, possibilitando sua efetiva aplicação.

O trabalho desenvolveu-se com as seguintes etapas: 1. Constituição, pelo executivo municipal da COMISSAO PARA REVISAO DA PLANTA GENERICA DE VALORES DO MUNICIPIO, através de Portaria do Senhor Prefeito compreendendo representantes do setor de comercialização de imóveis (Imobiliárias); da Associação Comercial da Cidade; Técnicos Municipais e Vereadores. Essa Comissão, sob a coordenação do consultor Carlos Alberto Bachiega, foi a responsável pelos estudos de revisão da Planta Genérica. 2. Realizou-se analise da legislação municipal existente sobre o assunto e preparação de material de trabalho com a Comissão (Mapas e Leis); 3. Foram feitas reuniões com a Comissão para a realização dos trabalhos, garantindo a completa compreensão do tema por seus membros e sua efetiva participação nas decisões; 4. Construiu-se uma nova planta criando zonas de valorização, conforme valores de mercado para lotes urbanos e ainda analise das distorções encontradas em função da atual PGV de forma a atualizá-la; 5. A Comissão debateu ainda, os valores fixados para o metro quadrado de construções, conforme classificação posta pelo Código Tributário do Município de forma a torná-la mais próxima da realidade de mercado; 6. Com os novos valores de mercado fixados a comissão optou pela definição de que o Valor Venal (base de cálculo do imposto territorial urbano) seria equivalente a 50% do valor de mercado definido na Planta de Valorização. 7. Com os novos valores definidos o consultor apoiado por técnico do setor de cadastro, elaborou tabelas de simulação de valores para os impostos de 2011 para auxiliar na definição de estratégias de implantação; 8. Após reuniões de avaliação das simulações a Comissão estabeleceu os parâmetros para implantação da proposta de atualização. Como a aplicação dos valores definidos, tanto para o valor venal dos terrenos vazios, assim como para as diferentes categorias de construções implicariam em grande impacto financeiro para os contribuintes, causado pelo grande período que a PGV ficou desatualizada, definiu-se pela aplicação de fator de progressividade por um período de sete anos para os impostos, ficando os Valores Venais atualizados, o que acarreta em melhoria significativa na arrecadação do ITBI. Fechada a proposta da Comissão, após passar pela nossa análise e de outros técnicos da Prefeitura, encaminhamos a mesma para apreciação preliminar dos senhores vereadores. Foram realizadas duas reuniões, na sala de reuniões da Câmara de Vereadores, onde a proposta foi debatida e os vereadores presentes fizeram

sugestões objetivando a melhoraria da proposta apresentada. As sugestões colocadas, no sentido de ampliar em mais um ano o tempo de adequação da atualização, dilatando o período para oito anos, iniciando no ano de 2011 com um índice menor, resultando em uma nova tabela de progressividade. O Projeto de Lei que agora apresentamos contempla todas as discussões e sugestões dadas pelos senhores vereadores. Ressaltamos novamente a importância do presente projeto de Lei de forma a definir um processo de atualização da Planta Genérica de Valores de nosso Município e assim propiciar uma adequação das receitas próprias do Município frente à valorização das propriedades. Tal ação é imprescindível à boa gestão pública, que deve ser feita com transparência e seriedade. Sabedor de que este também é o objetivo desta Casa de Leis, solicito a análise e aprovação do Projeto de Lei, dentro dos prazos legais. Prefeitura Municipal de José Bonifácio, Paço Municipal João Felix de Mendonça, aos dois dias do mês de dezembro de dois mil e dez. DR. PEDRO JOSÉ BRANDÃO DOS REIS Prefeito Municipal