Sistemas Distribuídos Aula 10
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- Luís Ferreira Sequeira
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1 Sistemas Distribuídos Aula 10 Aula passada Arquitetura P2P Bittorrent Distributed Hash Table (DHT) Aula de hoje Modelo computação distribuída RPC Marshalling e stubs Semântica operacional RMI
2 Computação Distribuída Como dividir a computação de forma a torná-la distribuída? arquitetura divide componentes Como fazer isto? Precisamos de uma abstração de programação Ideia 0: modelo cliente/servidor; troca de mensagens via sockets; troca de dados; segue um protocolo ex. web (HTTP)
3 Exemplo Web Cliente estabelece conexão (via sockets) Servidor aceita conexão (via sockets), dedica thread para atender cliente Cliente envia pedido usando HTTP (objeto) Servidor envia objeto requisitado, usando HTTP Cliente pode solicitar outros objetos PC running Firefox browser iphone running Safari browser HTTP request HTTP response HTTP request HTTP response Desvantagens deste modelo para computação distribuída? server running Apache Web server
4 Outra Abstração Como dividimos a computação em um sistema não distribuído? Funções (procedimentos) Ideia 1: usar a mesma abstração para sistemas distribuídos chamada de função como forma de distribuir a computação função está em outra máquina
5 Remote Procedure Call (RPC) RPC: distribuição da computação através de chamadas de função Nível de abstração mais elevado Esconde a complexidade nada de sockets, ou protocolos para o programador Mais transparente independente da máquina, SO, etc Modelo compreendido por programadores (chamada de função) função é um serviço
6 Lado do cliente Exemplo em Java conecta ao servidor - chama função no servidor sample.sum - retorna um objeto - objeto da class Integer
7 Desafios do RPC Processo que chama função e que executa função estão em máquinas diferentes espaço de endereçamento diferentes SO diferente, HW diferente (possivelmente) Representação dos dados possivelmente diferentes ex. LP diferentes, HW diferentes Redes e máquinas podem falhar durante a chamada de função
8 Modelo Síncrono para RPC Síncrono: função retorna quando retorna! Função bloqueante, mais natural para programador retorna quando resultado está pronto
9 Modelo Assíncrono para RPC Assíncrono: função retorna duas vezes (quando aceito, quando pronto) Permite thread continuar execução Segundo retorno via interrupção (a la signal handlers)
10 Representando Dados Como lidar com representação de dados diferentes? ex. little endian x big endian Como organizar os bytes de uma palavra (32 bits) na memória do computador? Chegaram 32 bits da rede, como organizar na memória? little endian ou big endian? depende de quem mandou! Byte mais significativo primeiro Byte menos significativo primeiro ex. ARM, PowerPC ex. Intel
11 Marshalling e Stubs Ideia: Converter dados para representação que não depende da máquina de comum acordo entre os dois lados; cada lado faz sua parte encapsulado fora do programa Usar também para strings, floats, tipos mais complicados (structs), etc. Stubs: código responsável por marshalling e unmarshalling dos parâmetros oferecido pela biblioteca, de uso obrigatório, mas transparente (programador não sabe) descrevem os parâmetros da função através de algum padrão, como XML
12 Marshalling e Stubs Passos em detalhe, retorno é simétrico Muitos passos, e muitas cópias fonte de ineficiência, redução de cópias?
13 Parâmetros por Referência Como passar parâmetros por referência (ponteiros)? espaço de endereçamento é outro Ideia: Pass by copy/restore criar estrutura como parâmetro, copiar os dados, passar como valor, copiar na volta transparente para programador Como saber tamanho da estrutura de dados? nem sempre explícito na linguagem E estrutura de dados que tem ponteiros? Solução apenas parcial
14 Falhas em RPC Como lidar com falhas? ex. servidor falha no meio da chamada Chamada local de função (sistema centralizado) se chamada falhar, sistema inteiro falha! RPC, o que fazer? Ideia 0: imitar chamada local muitas falhas no sistema, pois falhas parciais fazem parte de sistemas distribuídos Como lidar com falhas?
15 Semântica em RPC Falhas parciais são frequentes em SD ex. rede fora do ar Como tornar falhas parciais transparente ao programador? Introduzir semântica de operação de RPC número de chamadas da função no servidor 1) exatamente uma vez 2) ao menos uma vez 3) no máximo uma vez 4) zero ou uma vez (com conhecimento) Software (stubs) garantem a semântica
16 Garantindo Semânticas Ao menos uma vez: cliente continua tentando até receber resposta servidor processa, responde, sem guardar estado útil apenas para operações idempotentes (ex. HTTP GET) No máximo uma vez: cliente continua tentando até receber resposta servidor mantém registro dos pedidos, responde sem processar (guarda respostas) Exatamente uma vez: praticamente impossível de garantir cliente não tem como saber
17 Implementando Semânticas Semântica definida pela biblioteca de RPC Implementanda pela biblioteca assim como os stubs para marshalling nada fácil de garantir semântica Semântica permite sistema distribuído operar com falhas parciais fundamental para um SD transparente para programador
18 Remote Method Invocation RMI: RPC aplicado a orientação a objetos sai função entra método Objetos instanciados do lado do servidor (remote) e do lado do cliente (local) objetos podem persistir, mantém seu estado Facilita a distribuição do sistema programação ainda mais transparente Precisa resolver mesmos problemas que RPC, e alguns outros como persistência e sincronização
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