Avaliação do Comportamento Térmico de Transformadores
|
|
|
- Victor Azambuja Taveira
- 7 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 1 Avaliação do Comportamento Térmico de Transformadores N. C. de Jesus, C.E.C. Figueiredo, D.P. Bernardon, G. Mello, F. Diuner AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A Resumo--Este trabalho apresenta uma avaliação das condições de operação de transformadores no que se refere ao comportamento térmico do equipamento. A partir da metodologia de cálculo das temperaturas do óleo e enrolamento do transformador, apresenta-se uma análise comparativa com resultados obtidos em campo. Utilizou-se o equacionamento clássico para as elevações de temperatura, determinando-as a partir do comportamento real das curvas de carga dos transformadores e temperatura ambiente. s resultados serviram como suporte a implementação de um plano de ação, visando adequação e propostas de reajustes nos sistemas de imagem térmica, bem como alternativas de priorização no caso de necessidade de atuação do sistema de proteção. Palavras-chave--Carregamento, Limites Térmicos, Transformadores. A I. INTRDUÇÃ Parte ativa de um transformador constitui-se de uma fonte de calor devido às perdas que surgem em suas condições operacionais, com isso, há a elevação de temperatura destas partes. aquecimento do transformador diminui o rendimento e a vida útil do isolamento. Desta forma, a temperatura está intimamente ligada com as perdas no transformador, ou seja, quanto maior for o aquecimento, maior serão as perdas e menor será o rendimento. Com isso, há uma limitação da potência possível de ser solicitada ao equipamento, ou seja, a capacidade de carga do transformador está intrinsecamente ligada aos níveis de temperatura. Na realidade, pode-se considerar que o funcionamento em temperaturas elevadas causa um envelhecimento mais acelerado do isolamento, comparando-se com condições nominais. envelhecimento do isolamento relaciona-se diretamente com a vida útil do transformador. Entretanto, este tempo é bastante variável dependendo do ciclo de carga do N.C. de Jesus, Superintendência de Planejamento e Engenharia, AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, ( [email protected]). C. E. C. Figueiredo, Superintendência de Planejamento e Engenharia, AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, ( [email protected]). D. P. Bernardon, Superintendência de peração do Sistema, AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, ( [email protected]). G. Mello, Superintendência de Subtransmissão, AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, ( [email protected]). F. Diuner, Superintendência de peração do Sistema, AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, ( [email protected]). transformador, o qual o solicita termicamente. A seguir, apresentam-se considerações sobre o aquecimento de transformadores e o equacionamento utilizado para estimação dos parâmetros térmicos, comparando-se os resultados de simulação com os obtidos em campo. Posteriormente, verificou-se a projeção e proposta de carregamento limite de acordo com as características próprias do sistema, servindo como base para diversos estudos e análise do comportamento térmico de transformadores e ações correlatas. II. AQUECIMENT DE TRANSFRMADRES calor gerado nas diversas partes dos transformadores resulta em elevação de temperatura dos enrolamentos e do óleo. E assim, são determinadas as respectivas temperaturas absolutas em relação a temperatura ambiente. carregamento de transformadores sempre foi um assunto muito discutido na comunidade científica e a aplicação de uma carga superior a nominal pode trazer riscos ao equipamento. Mesmo a expectativa de vida do isolamento traz controvérsia, pois como é baseada na temperatura do ponto mais quente, normalmente na espira mais interna e elevada do enrolamento, sendo que muitos fatores influenciam o efeito cumulativo dessa temperatura. Portanto, não é fácil a tarefa de estimar com um grande grau de precisão a vida útil do isolamento, tanto em condições controladas, quanto mais em condições de serviço. acréscimo e decréscimo das temperaturas do óleo e dos enrolamentos dependem de vários fatores, tais como: - Perdas; - Ciclo de trabalho; - Condições ambientais; - Características construtivas e sistema de refrigeração. A. Limites Normalizados As normas adotam valores limites para ambos os casos, visando fornecer parâmetros de referência nas mais diversas situações operacionais. Entretanto, como os enrolamentos se aquecem mais intensamente, os limites são diferentes entre si. Estes valores são fornecidos pela tabela 1, conforme estabelecido pela NBR 416/1997 [1].
2 2 s transformadores são descritos com referência as classes de ºC e 6 C, respectivamente. Para ambos os casos e sob condições normais de operação, a norma adota os limites de temperatura apresentados a seguir. TABELA 1 - TEMPERATURAS LIMITE PARA CARREGAMENT NRMAL Transformador C 6 C Máxima Topo do óleo 9 C C Temperatura Ponto mais quente C 1 C Ainda na citada tabela, tem-se: Transformadores com elevação de temperatura média dos enrolamentos, acima da ambiente, não superior a ºC e elevação de temperatura do ponto mais quente do enrolamento, acima da ambiente, não superior a 6ºC; Transformadores com elevação de temperatura média dos enrolamentos, acima da ambiente, não superior a 6ºC e elevação de temperatura do ponto mais quente do enrolamento, acima da ambiente, não superior a 8ºC. III. EQUACINAMENT Na metodologia utilizada para estimativa das temperaturas do transformador, adotou-se o equacionamento descrito na norma IEEE Std C.7.91/9 [2] e considerações da norma NBR 416/97 [1] para avaliação do comportamento térmico dos transformadores. No procedimento de cálculo, utilizou-se à curva de carga com amostragem a cada minuto, tomando como base a temperatura ambiente medida para determinação das temperaturas do óleo e enrolamento. A temperatura do ponto quente é determinada, consistindo-se de três componentes como mostra a equação (1). Δθ = 6.τ ( Δθ (f) Δθ (i) 1 e + Δθ (i) (3) Δt nde: Δθ (i) - Elevação inicial do topo do óleo sobre a ambiente para o período inicial do intervalo [ o C] Δθ (f) - Elevação final do topo do óleo sobre a ambiente para qualquer carga [ o C] τ - Constante de tempo do topo do óleo [horas] Δt - intervalo de aquisição da curva de carga [1 minuto] A elevação de temperatura do topo do óleo no período final do intervalo é calculada como mostra a equação (4). n 2 fc.r Δθ P (f) + 1 = Δθ R (N) P + 1 Sendo: fc - Fator de carga RP - Relação das perdas em carga sobre as perdas a vazio n - Expoente do óleo do transformador Δθ (N) - Elevação do topo do óleo sobre a ambiente para carga nominal [ o C] Para qualquer valor de expoente do óleo (n) e qualquer valor de carregamento, a constante de tempo do topo do óleo é determinada de acordo coma seguinte expressão. (4) θ E θa + Δθ + ΔθE nde: = (1) θ E - Temperatura do ponto quente do enrolamento [ o C] θ A - Temperatura ambiente [ o C] Δθ - Elevação do topo do óleo sobre o ambiente [ o C] Δθ E - Elevação do ponto quente sobre o topo do óleo [ o C] A. Elevação de Temperatura do Óleo A temperatura do topo do óleo θ pode ser calculada conforme a equação a seguir. θ θ A + Δθ = (2) A elevação de temperatura do topo de óleo sobre a ambiente é determinada conforme a equação (3). Δθ(f) Δθ (i) Δθ(N) Δθ(N) τ = τ(n) 1 1 Δθ n n (f) Δθ (i) Δθ (N) Δθ (N) τ (N) - Constante de tempo térmica para carga nominal com temperatura inicial do topo do óleo igual a temperatura ambiente [horas] B. Elevação de Temperatura do Enrolamento De maneira similar, a elevação de temperatura do ponto quente do enrolamento poder ser determinada a partir da temperatura do topo do óleo, como se segue. θ E θ + ΔθE = (6) cálculo da elevação de temperatura do ponto quente do enrolamento sobre a temperatura do topo do óleo é obtido conforme as equações (7) e (8). ()
3 3 ΔθE = ΔθE (f) nde: 6.τ ( Δθ (f) Δθ (i)) 1 e E + Δθ (i) (7) E E 2.m ΔθE(N).fc Δt = (8) Δθ E (i) - Elevação inicial do ponto quente sobre o topo do óleo para o período inicial do intervalo [ o C] Δθ E (f) - Elevação final do ponto quente sobre o topo do óleo para qualquer carga [ o C] τ E - Constante de tempo do ponto quente do enrolamento [horas] m - Expoente do enrolamento ΔθE (N) - Elevação do ponto quente do enrolamento sobre o topo do óleo para carga nominal [ o C] IV. ANÁLISE D CMPRTAMENT TÉRMIC A. Dados do Transformador Tomando-se como referência as informações e dados de catálogo do transformador localizado na Subestação de São Leopoldo (SE SLE), bem como os parâmetros típicos e limites normalizados, obteve-se o comportamento da elevação de temperatura do óleo e enrolamento. s dados nominais do transformador utilizados na simulação foram os seguintes: Potência Nominal: 36/48/6 MVA Tipo de Refrigeração: NAN/NAF/NAF Limite de Elevação de Temperatura dos Enrolamentos: C Limite de Elevação de Temperatura de Óleo: C Peso do Núcleo e Enrolamento:. kg Peso do tanque e Acessórios: 17.7 kg Volume do Óleo: litros Perdas a Vazio: 42,94 kw Perdas Joule: 146,46 kw Perdas Adicionais : 39,44 KW B. Análise Térmica Para uma melhor avaliação do limite de carregamento do transformador, utilizaram-se dados típicos do sistema, incluindo o comportamento e perfil de potência demandada e temperatura ambiente. Inicialmente, tem-se o levantamento da curva de carga típica do transformador da SE SLE, registrada em 22/11/. Neste caso, para uma demanda máxima de 6,7 MVA (,9 pu) registrou-se o alarme relacionado à temperatura dos enrolamentos. E A figura 1 mostra o perfil da potência aparente do transformador registrado nesta data. Esta subestação apresenta monitoramento em tempo real das temperaturas ambiente, do óleo e enrolamento. Na mesma condição de carregamento, verificou-se uma temperatura máxima de 9 C nos enrolamentos. Para análise comparativa, estimaram-se ambas as temperaturas, do topo do óleo e do ponto quente do enrolamento, utilizando-se do método ponto a ponto e parâmetros específicos do transformador, como descrito anteriormente. S (MVA) 6,,,,,,,,,, 1,,, Carregamento do Transformador SE SLE - 6 MVA (22/11/) Fig. 1. Carregamento do transformador A figura 2 mostra a comparação entre as grandezas medidas e estimadas. bserva-se na mesma figura um comportamento similar entre as grandezas medidas e estimadas, entretanto, em torno do carregamento térmico mais significativo, existe uma diferença em torno de C entre as temperaturas do ponto quente do enrolamento. Além da utilização da fórmula clássica, mais conservativa, existe também a diferença de desempenho real das condições de troca e dissipação de calor do transformador sob análise em relação aos limites normalizados. Temperatura C Comportamento Térmico - Medição x Simulação SE SLE - 6 MVA (22/11/) T Óleo (simulação) T Enr. (simulação) T Ambiente (medição) T Óleo (medição) T Enr. (medição) Fig. 2. Comportamento térmico do transformador
4 4 C. Ajuste de Parâmetros De posse dos resultados da medição, realizou-se um ajuste dos parâmetros com o objetivo de reduzir os erros para esta condição. Neste caso, o parâmetro que tem maior influência na análise comparativa refere-se ao gradiente de temperatura dos enrolamentos sobre o óleo, bem como de pequenas alterações nos expoentes das fórmulas que determinam as diferenças entre as temperaturas do óleo e enrolamento. A figura 3 mostra a mesma análise comparativa considerando o ajuste dos parâmetros. Neste caso, adotou-se uma diferença de cerca de C entre a elevação da temperatura do ponto quente do enrolamento sobre o óleo. Este dado está em acordo com os valores observados nas medições, como se verifica pela análise dos resultados apresentados. S (MVA) Carregamento Limite do Transformador SE SLE - 6 MVA Fig. 4. Carregamento Limite do Transformador Temperatura C Comportamento Térmico - Medição x Simulação SE SLE - 6 MVA (22/11/) T Óleo (simulação) T Enr. (simulação) T Ambiente (medição) T Óleo (medição) T Enr. (medição) Fig. 3. Comportamento térmico do transformador (parâmetros ajustados) D. Limites de Carregamento Como os resultados comparativos indicaram que as simulações podem ser utilizadas com certa aproximação, principalmente sob carregamento elevado, onde o modelo se apresentou mais conservativo, pode-se adotar o mesmo método para estimar um limite de carregamento em função da curva de carga típica. Adotando-se a curva de carga típica, verificam-se os valores previstos para o crescimento de carga em conformidade aos valores adotados como limites de operação. A figura 4 mostra o perfil do carregamento máximo estimado para o transformador durante o período de verão. Neste caso, estimou-se para os dados de temperatura ambiente o valor relativo a C, mantendo-a constante ao longo do dia típico. A partir de dados previstos em termos do crescimento de demanda, determinou-se o comportamento dos parâmetros térmicos e elevação das temperaturas do óleo e do ponto quente do enrolamento. valor máximo encontrado na simulação foi de 16,3 C, conforme mostrado na figura. Salienta-se que os valores utilizados para este item não foram os ajustados e sim aqueles da simulação original, os quais mostram temperaturas mais elevadas, reduzindo-se assim a possibilidade de subestimar os limites. Temperatura C Comportamento Térmico - Simulação SE SLE - 6 MVA T Óleo (simulação) T Enr. (simulação) T Ambiente Limites NBR 416 Fig.. Comportamento térmico do transformador para carregamento limite Com base nos resultados obtidos, foram propostos novos ajustes para o sistema de proteção térmica e potência de referência para o máximo carregamento. s valores de ajuste foram aprovados em conjunto com o fabricante do equipamento. acompanhamento das temperaturas do transformador em tempo real permite a otimização do carregamento térmico, onde se tem como premissa estabelecer condições adequadas de produtividade da transformação sem a degradação da aceleração da vida útil do equipamento. s limites propostos na época do estudo são mostrados em seguida. Após avaliação final e como apresentado posteriormente, utilizou-se nova filosofia de proteção sem os respectivos níveis de alarme, mantendo-se os valores máximos definidos. Limite de Carregamento: 63,6 MVA (1,6 pu) Temperatura Máxima do Topo do Óleo: 9 C Temperatura Máxima do Ponto Quente: 11 C Ajustes Atuais do Alarme e Trip para Temperatura do Óleo: 7 C e 8 C Ajustes Propostos: 8 C e 9 C Ajustes Atuais do Alarme e Trip para Temperatura dos Enrolamentos: 8 C e C Ajustes Propostos: 9 C e 11 C
5 V. SUPRTE E APLICAÇÃ DA METDLGIA Com o estudo apresentado e resultados obtidos, validou-se a modelagem junto ao próprio fabricante do equipamento, onde foram propostos novos reajustes para o sistema de proteção. Como suporte adicional, foram estimadas as temperaturas para outros transformadores de potência. Neste sentido, desenvolveu-se um plano de ação, envolvendo atividades de planejamento, operação e manutenção do sistema da AES Sul. Neste procedimento, abordou-se diversas etapas no processo de análise do comportamento térmico dos transformadores, como descrito a seguir. A. Medidores de Temperatura Realizou-se o levantamento de todos os transformadores com possibilidade de alarme e/ou atuação devido à temperatura, seja esta temperatura do óleo ou do enrolamento. Juntamente a este trabalho, inclui-se os transformadores que estavam com seus carregamentos acima de 9%. Com base nas informações de carregamento, sinalização do óleo ou enrolamento, desarmes ocorridos, foi estabelecido um critério de priorização. A informação correta da temperatura é de fundamental importância para a realização deste trabalho, sendo assim, foram executadas atividades de campo para aferição e calibração de todos os medidores de temperaturas dos transformadores selecionados. De posse dos equipamentos devidamente calibrados e aferidos, iniciou-se a segunda etapa para a definição dos limites de Trip. B. Ajuste da Proteção de Temperatura Utilizando a NBR 416 [1], bem como os dados de placa fornecidos pelo fabricante e as análises de óleo efetuadas periodicamente pelas equipes de manutenção, pode-se avaliar mais precisamente cada caso. Após estudos realizados, obteve-se de forma clara os pontos mais críticos no sistema da AES Sul. Para a implementação dos ajustes de Trip, adotou-se uma nova metodologia, a qual mantém a segurança do equipamento e minimiza os impactos ocasionados aos clientes da AES Sul. Com os dados históricos dos indicadores técnicos de continuidade, e avaliação da performance atual dos alimentadores, definiram-se os critérios de priorização em função da criticidade dos clientes. Definiu-se dois estágios de Trip, sendo o primeiro estágio de Trip acionado quando da sinalização do alarme, que enviará sinal para redução momentânea em um circuito alimentador, o qual deverá obrigatoriamente reduzir cerca de % da carga do transformador de potência, reduzindo as temperaturas de operação e o risco de desarme do transformador. Como forma de manter a proteção do equipamento, o segundo estágio de Trip foi mantido no transformador de potência, sendo utilizado como proteção de retaguarda. C. Projeção de Carregamento e Temperatura A AES Sul através do histórico de crescimento de carga dos transformadores de potência, junto as solicitações novas de demanda do sistema, projetou o cenário de carga para estes equipamentos, bem como a informação das obras previstas para ampliação do sistema. Estes cenários de carga foram projetados para os períodos mais críticos, no verão de 6, 7 e 8, os quais visam a curto e médio prazo atender a demanda da AES Sul por meio da execução de obras de ampliação e expansão do sistema. D. Revisão de Proteção Paralelamente as atividades mencionadas anteriormente, revisou-se todo o sistema de proteção, para a definição de novos valores de carregamento, em função das temperaturas obtidas, avaliando-se os pontos onde a proteção poderia ocasionar restrição ao sistema, o que conduziu a alternativas e medidas no sentido de minimizar os possíveis impactos de carregamento ao sistema como um todo. Portanto, as atividades do plano de acompanhamento dos transformadores constituiriam-se na aferição/calibração dos medidores de temperatura, definição da filosofia de proteção e valores de atuação, definição dos critérios para priorização de alimentadores, implementação dos valores de trip e projeção da temperatura em função da previsão dos carregamentos. A figura 6 mostra um exemplo dos dados utilizados na planilha de acompanhamento do desempenho dos transformadores. Acompanhamento de Tranformadores Cenário Atual Projeção de Carga (7) Capacidade Trip AL Trip TR Desarmou por Previsão de bra Equipamento Carreg (%) Carreg (%) C Enrolamento C Óleo (MVA) Temperatura? Enrolamento Óleo Enrolamento Óleo CCE TR % sim 116% , Ampliação 6 SB1 TR-1 17% sim 18% Ampliação 6/7 - SE SB2 LAJ1 TR-1 % não 112% Transf. Carga p/ LAJ2 (2, MVA) CDL TR-2 % não 1% 13 69, bra distr p/ transferir carga p/ TR1-6 QUA TR % sim 116% 18 79,3 Ampliação 6 ETL2 TR % não 1% Ampliação 6 SCR2 TR-1 99% não 114% 9 67 Ampliação 7 - SE Sinimbu Z TR % não 14% Ampliação final 7 + SE Sapucaia EVE TR % não 12% 1 7 Ampliação 7 - SE DIR DIR TR-1 96% não 18% 14 77,7 Ampliação 7 - SE DIR ENC TR-1 94% não 14% 1 76 SLE TR % não 13% 79 Ampliação 7 - SE Sapucaia Fig. 6. Planilha de acompanhamento de transformadores VI. CNCLUSÕES E RECMENDAÇÕES Este artigo apresentou uma avaliação do comportamento térmico de transformadores de potência da AES Sul. Para estimativa das temperaturas do topo de óleo e ponto quente do enrolamento aplicou-se a metodologia e equacionamento em um caso exemplo, comparando-se os resultados de simulação e de campo. Após análise desses resultados e consulta ao próprio fabricante, validou-se os estudos, propondo-se novos ajustes e limites de operação, sem entretanto, considerar a perda excessiva de vida útil do equipamento. Deve-se salientar que é fundamental a utilização dos dados de catálogo e ensaios para obtenção de resultados adequados. De modo adicional, estimou-se o limite de carregamento para crescimento da demanda, bem como o cálculo para as demais instalações e transformadores a partir das curvas de carga detalhada em cada caso. Um aspecto importante sobre a análise do perfil térmico dos transformadores são os dados para aplicação da metodologia, pois valores típicos de norma podem levar a resultados distintos e, normalmente, se obtém valores mais conservativos.
6 6 De forma a contribuir com as necessidades levantadas, elaborou-se um plano de ação, envolvendo as áreas de engenharia, manutenção e operação do sistema. Um fator importante observado é a diferença real de desempenho de transformadores classe ºC, mas que usam papel do tipo termo-estabilizado, como no caso exemplo analisado, resultando em uma menor solicitação ao sistema de isolamento. Para análise do tempo de vida útil, deve-se considerar a produtividade do transformador, a qual é baseada na relação entre a perda de vida percentual real e a referencial, tomada em relação a um determinado período de tempo [3]. Salientase que devem ser realizadas análises criteriosas sobre os resultados de simulação, pela própria complexidade dos parâmetros, incluindo-se avaliações físico-químicas, grau de polimerização do papel isolante, gás-cromatográficas do óleo, ciclos de carregamento emergenciais e níveis de risco dos equipamentos, definindo as condições operativas do sistema, ou mesmo, no uso de sistema de monitoramento e diagnósticos integrados a outros aspectos relacionados aos limites operacionais. VII. REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS [1] NBR 416 Aplicação de Cargas em Transformadores de Potência - Procedimento, ABNT - NBR 416, Julho de [2] IEEE Guide for Loading Mineral-il-Immersed Transformer, IEEE Standard C.7.91, junho de 199. [3] C. J. Dupont; J. A. M. Chaves, Metodologia para Avaliação das Condições Admissíveis de Sobrecarregamento e da Perda de Vida Útil de Transformadores, XV SNPTEE - Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, Foz do Iguaçu/PR, outubro de 1999.
XXIV SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. 22 a 25 de outubro de 2017 Curitiba - PR
XXIV SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CB/GTM/23 22 a 25 de outubro de 2017 Curitiba - PR GRUPO XIII GRUPO DE ESTUDO GRUPO DE ESTUDO DE TRANSFORMADORES, REATORES,
Gestão e Monitoração Remota de Transformadores em Redes de Distribuição de Energia Elétricas Subterrâneas
Gestão e Monitoração Remota de Transformadores em Redes de Distribuição de Energia Elétricas Subterrâneas ANDRADE, F. F.; COELHO, J.; MATOS, R.; FRÖHLICH, A. A. M.; PIRES, R. P.; MOREIRA, W. S. C.; GUIMARÃES,
GRUPO VIII GRUPO DE ESTUDO DE SUBESTAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS (GSE)
SE/ 8 17 à 22 de outubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil RUPO VIII RUPO DE ESTUDO DE SUBESTAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS (SE) ANÁLISE DO COMPORTAMENTO TÉRMICO DE TRANSFORMADORES SUPRINDO CARAS NÃO
XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil
XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2012-22 a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil CARLOS ALVES DA SILVA AES Eletropaulo Metropolitana - Eletr. de São Paulo S.A. Fernando
SERVIçOS EM BUCHAS Trench França THE PROVEN POWER.
SERVIçOS EM BUCHAS Trench França Quem É Trench FranÇA? NOSSA PROPOSTA seu benefício A Trench França tem fabricado buchas e transformadores de corrente por mais de 60 anos. Anteriormente conhecida pelo
Título da Pesquisa: Palavras-chave: Campus: Tipo Bolsa Financiador Bolsista (as): Professor Orientador: Área de Conhecimento: Resumo:
Título da Pesquisa: Aquecimento de um motor elétrico em uma subestação elevatória de bombeamento de água Palavras-chave: Aquecimento de motor elétrico, Sobrecarga, Vida útil. Campus: Formiga Tipo de Bolsa:
Metodologia de análise de elevação de temperatura em TC (Transformador de Corrente)
Curso de Termografia Infravermelha Nível 2 do ITC Metodologia de análise de elevação de temperatura em TC (Transformador de Corrente) Autor: Alexsandro Teixeira Gomes [email protected] (31).3506.4428
Perfis de Temperatura em Transformadores de Distribuição Através do Equivalente Térmico Simplificado
Perfis de Temperatura em Transformadores de Distribuição Através do Equivalente Térmico Simplificado G.M.F.Ferraz; G.P. Lopes; M.L.B. Martinez; 1 Resumo Através de uma série de curvas de demanda aferidas
Capítulo II. Agrupamento de cargas e definições complementares
40 De modo geral, as cargas são agrupadas em um transformador de distribuição, que, desse modo, passa a fornecer energia para vários consumidores. Cada consumidor apresenta uma curva de demanda similar
Water Cooled Motor refrigerado à água
Motores I Automação I Energia I Transmissão & Distribuição I Tintas Water Cooled Motor refrigerado à água Baixo nível de ruído Fácil manutenção Baixo custo operacional Motores Water Cooled Os motores refrigerados
PEA5918 Redes Elétricas Inteligentes e Microrredes (Smart Grids e Microgrids)
PEA5918 Redes Elétricas Inteligentes e Microrredes (Smart Grids e Microgrids) Métodos Avançados de Controle Giovanni Manassero Junior Depto. de Engenharia de Energia e Automação Elétricas Escola Politécnica
XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil
XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2012-22 a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil Mauro Sergio Silveira Glenio Abejanda Gonçalves Elizio Barboza Aes Sul Distribuidora
ET720 Sistemas de Energia Elétrica I. Capítulo 4: Transformadores de potência. Exercícios
ET720 Sistemas de Energia Elétrica I Capítulo 4: Transformadores de potência Exercícios 4.1 Um transformador monofásico de dois enrolamentos apresenta os seguintes valores nominais: 20 kva, 480/120 V,
Métodos para Estimativa da Vida Útil de Baterias Chumbo-Ácido. Pedro Bezerra Leite Neto
Métodos para Estimativa da Vida Útil de Baterias Chumbo-Ácido Pedro Bezerra Leite Neto 2 Introdução 1. Baterias chumbo-ácido ainda representam a opção mais viável para aplicações em sistemas híbridos;
Décimo Quinto Encontro Regional Ibero-americano do CIGRÉ Foz do Iguaçu-PR, Brasil 19 a 23 de maio de 2013
DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DO CIRCUITO PRINCIPAL DE COMPENSADORES ESTÁTICOS INSTALADOS PARA INTEGRAÇÃO AO SISTEMA INTERLIGADO BRASILEIRO DE PARQUES EÓLICOS: O EXEMPLO DO CE EXTREMOZ Manfredo Correia Lima
Manuel L. B. Martinez Arimatéa A. Nunes Ivan P. Faria Octávio Moniz Rogério Salustiano Victor Telles
Universidade Federal de Itajubá Instituto de Sistemas Elétricos e de Energia Laboratório de Alta Tensão Manuel L. B. Martinez Arimatéa A. Nunes Ivan P. Faria Octávio Moniz Rogério Salustiano Victor Telles
Parâmetros Métricos e Medidas de Energia
Parâmetros Métricos e Medidas de nergia Introdução A demanda de energia para um processo de produção afeta, substancialmente, o impacto ambiental. As razões para tal são as emissões e os resíduos gerados
XIX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica. Software Computacional de Perdas Técnicas de Energia PERTEC
XIX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2010 22 a 26 de novembro São Paulo - SP - Brasil Software Computacional de Perdas Técnicas de Energia PERTEC Franco Pavan Ingrid Lourenço
Ganhos com a Nova Normalização de Transformadores Revisão da NBR 5440
BEM-VINDOS AO WEBINAR Ganhos com a Nova Normalização de Transformadores Revisão da NBR 5440 Apresentador:Eng Manuel Luís Barreira Martinez Laboratório de Alta Tensão da Universidade Federal de Itajubá
ANEXO II PIT PLANO DE INSPEÇÃO E TESTES
ANEXO II PIT PLANO DE INSPEÇÃO E TESTES DPEP/DVEN 04/2014 1 1 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO 1.1 FABRICAÇÃO DE TANQUES, TAMPA, CONSERVADOR E RADIADORES 1.1.1 Aspectos da solda Executar Acompanhar Informar Local
PEA2502 LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA
EXPERIÊNCIA N o PEA50 LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA RETIFICADORES NÃO CONTROLADOS DE DOIS CAMINHOS W. KAISER 0/009 1. OBJETIVOS Estudo do funcionamento e processo de comutação em retificadores
SUMÁRIO. Prefácio Autores do Livro Capítulo 1 - Aspectos Hidráulicos e Elétricos Básicos
SUMÁRIO Prefácio Autores do Livro Capítulo 1 - Aspectos Hidráulicos e Elétricos Básicos 1.1 - Introdução 1.2 - Mecânica dos Fluidos e Hidráulica 1.3 - Viscosidade e Outras Propriedades 1.3.1 - Viscosidade
PEA 3420 : Produção de Energia. SISTEMAS HÍBRIDOS (Solar Eólico)
PEA 3420 : Produção de Energia SISTEMAS HÍBRIDOS (Solar Eólico) 1 SISTEMAS HÍBRIDOS Definição: Sistema que utiliza mais de uma fonte de energia que, dependendo da disponibilidade dos recursos, deve gerar
Introdução. Resultados do ensaio em carregamento de um trafo monofásico: Rendimento (%) Potência no Secundário (W) Potência no Primário (W) ,5
Transformador 1 ntrodução Resultados do ensaio em carregamento de um trafo monofásico: otência no rimário (W) otência no Secundário (W) Rendimento (%) 35 0 0 96 60 6,5 155 10 77,4 10 180 85,71 65 40 90,57
6. Conclusões e recomendações
87 6. Conclusões e recomendações É importante relembrar que o funcionamento do motor de um grupo gerador, para uma revolução de 1800 RPM, sempre irá atingir o seu melhor desempenho, pois é fabricado para
Lista de Exercícios 3 Conversão de Energia
Lista de Exercícios 3 Conversão de Energia Aluno: Turma: 6 Período Professor(a): Geraldo Leão Lana ENSAIOS DE TRANSFORMADORES 1) Por que o ensaio a vazio a realizado no lado de baixa tensão? Quais as medidas
Thales Sousa Universidade Federal do ABC
XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétri SENDI 2016-07 a 10 de novembro Curitiba - PR - Brasil Thales Sousa Universidade Federal do ABC [email protected] Jose Antonio Jardini Fumiaki
INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA
INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA VALORES POR UNIDADE Júlio Borges de Souza 2.1 - INTRODUÇÃO - A UTILIZAÇÃO DE VARIÁVEIS ELÉTRICAS REAIS PARA A ANÁLISE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS APRESENTA CERTAS
Jairo Rodrigo Corrêa Copel Distribuição S.A.
XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétri SENDI 2016-07 a 10 de novembro Curitiba - PR - Brasil Jairo Rodrigo Corrêa Copel Distribuição S.A. [email protected] Monitoramento em subestações
VENTILAÇÃO LOCAL PARA INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADORES A SECO. PALAVRAS-CHAVE: Transformador de energia, aquecimento térmico, ventilação local.
VENTILAÇÃO LOCAL PARA INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADORES A SECO MARCO ANTONIO FERREIRA FINOCCHIO 1 ; JAIR HENRIQUE JUNIOR 2 ; JOSÉ ALEXANDRE DE FRANÇA 3 RESUMO: Este artigo apresenta a metodologia de cálculo
TÉCNICA DE ANÁLISE DE GASES PARA GANHO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA.
TÉCNICA DE ANÁLISE DE GASES PARA GANHO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. 1 - Resumo Desde a assinatura do Protocolo de Kyoto em 1997, o mundo vive, um momento de reflexão sobre o desequilíbrio ocasionado pela
Disciplina: Planejamento de Sistemas Elétricos de Potência- TE157 Aula 3.1 Tópico da Aula: Estudo e Projeção da Demanda de Energia Elétrica
Universidade Federal de Paraná Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica Disciplina: Planejamento de Sistemas Elétricos de Potência- TE157 Aula 3.1 Tópico da Aula: Estudo e Projeção da Demanda
3 Regime Permanente de Turbinas a Gás
3 Regime Permanente de Turbinas a Gás 3.1. Desempenho de Turbinas a Gás em Ponto de Projeto 3.1.1. Introdução O primeiro passo no projeto de uma turbina a gás é o cálculo termodinâmico do ponto de projeto,
Harmônicos em sistemas industriais: uma cooperação entre concessionária e consumidor
Por Flávio Resende Garcia Harmônicos em sistemas industriais: uma cooperação entre concessionária e consumidor Este artigo objetiva mostrar os resultados obtidos com as medições e os estudos de harmônicos
ESTUDO E ANÁLISE DA MISTURA DE ÁGUA E ETANOL ATRAVÉS DE EQUAÇÕES DE ESTADO.
ESTUDO E ANÁLISE DA MISTURA DE ÁGUA E ETANOL ATRAVÉS DE EQUAÇÕES DE ESTADO. S. F. VASCONCELOS 1, F. J. F. CHAVES 1, C. V. FERNANDES 1, N. SILVA 1, H. BISPO 1 1 Universidade Federal de Campina Grande, Unidade
ANEXO III. RELATÓRIO ASSUNTO ALIMENTAÇÃO DOS APARELHOS DE AR CONDICIONADO DA FACHADA LESTE RELATOR Engenheiro Paulo George
FOX Engenharia & Consultoria Ltda. DATA : 02/02/07 FOLHA: 1 INTRODUÇÃO O presente estudo técnico objetiva apresentar dados e parâmetros para proposta de instalação de aparelhos de Ar Condicionados na Fachada
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS
. Nº GSI ART054-09 - CD 382-09 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS João Roberto Cogo Artigo apresentado no Seminário de Técnicas de Conservação de Energia Elétrica Publicação CEMIG/PROCEL
Capítulo 2 - Norma EB 2175
Capítulo 2 - Norma EB 2175 2.1 Introdução Para o teste de sistemas de alimentação ininterrupta de potência, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) indica a norma EB 2175 (Sistemas de Alimentação
Motores de Indução Trifásicos Parte II
SEL-0437 Eficiência Energética Motores de Indução Trifásicos Parte II Prof. José Carlos de Melo Vieira Júnior E-mail: [email protected] 1 Tópicos da Aula de Hoje Análise da partida dos motores Análise
AVILEZ BATISTA DE OLIVEIRA LIMA FRANCISCO WALDEMAR RODRIGUES NETO
XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétri SENDI 2016-07 a 10 de novembro Curitiba - PR - Brasil AVILEZ BATISTA DE OLIVEIRA LIMA FRANCISCO WALDEMAR RODRIGUES NETO Companhia Energética do
Curso: Engenharia Elétrica Disciplina: Proteção e Operação do SEP Professor: MSc. Eng.º Alex A. C. Bozz
Curso: Engenharia Elétrica Disciplina: Proteção e Operação do SEP Professor: MSc. Eng.º Alex A. C. Bozz Transformador de Corrente Transformador de Corrente Introdução Todas as medições elétricas e as decisões
INTRODUÇÃO A SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA DEFINIÇÃO DE SISTEMA POR UNIDADE (PU)
RODRIGO PRADO DE PAULA TEMA 1 INTRODUÇÃO A SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA DEFINIÇÃO DE SISTEMA POR UNIDADE (PU) Introdução Em diversas aplicações na engenharia é útil escalar, ou normalizar, quantidades com
Submódulo Acompanhamento de manutenção de equipamentos e linhas de transmissão
Submódulo 16.2 Acompanhamento de manutenção de equipamentos e linhas de transmissão Rev. Nº. 0.0 0.1 1.0 Motivo da revisão Este documento foi motivado pela criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Um caminho para economizar energia e preservar o meio ambiente. Estudos de Casos Edifício de escritórios Hospital Shopping Center Hotel
Um caminho para economizar energia e preservar o meio ambiente. Edifício de escritórios Hospital Shopping Center Hotel Introdução A função de um cabo de potência é conduzir a energia elétrica da forma
XIII ERIAC DÉCIMO TERCER ENCUENTRO REGIONAL IBEROAMERICANO DE CIGRÉ. 24 al 28 de mayo de Comité de Estudio A3 - Equipamiento de Alta Tensión
Puerto Iguazú Argentina XIII ERIAC DÉCIMO TERCER ENCUENTRO REGIONAL IBEROAMERICANO DE CIGRÉ 24 al 28 de mayo de 2009 Comité de Estudio A3 - Equipamiento de Alta Tensión XIII/PI-A3-11 DISCUSSÃO SOBRE A
Aplicação de um TP Transformar grandezas normalizadas e fáceis de manejar com precisão e segurança, atuando em serviços de: Medição do consumo de ener
Introdução às Especificações de Transformadores de Potencial Indutivo Luiz Celso Julho de 2011 GRID Aplicação de um TP Transformar grandezas normalizadas e fáceis de manejar com precisão e segurança, atuando
Anexo I REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA QUE DEFINE OS NÍVEIS MÍNIMOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE FOGÕES E FORNOS A GÁS. Capítulo I CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO
Portaria Interministerial nº /MME/MCT/MDIC fl. 1 Anexo I REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA QUE DEFINE OS NÍVEIS MÍNIMOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE FOGÕES E FORNOS A GÁS Capítulo I CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO Art.
Submódulo 21.8 Estudos do controle cargafreqüência
Submódulo 21.8 Estudos do controle cargafreqüência Rev. Nº. 0.0 0.1 1.0 Motivo da revisão Este documento foi motivado pela criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Atendimento à Resolução Normativa
Novos requisitos da União Europeia para transformadores
Novos requisitos da União Europeia para transformadores Ecodesign Directive 1 da Comissão Europeia Introdução A Diretriz Ecodesign de produtos que usam energia (EuP) tornou-se lei na União Europeia em
DATA DATA PADRÃO SUBESTAÇÕES DE 500 kv PROJ: DEEC/SETEM 08/2007 ROTEIRO DE CÁLCULO - DIMENSIONAMENTO CONFERIDO:
N DISCRIMINAÇÃO DAS REVISÕES DATA CONFERIDO DATA APROVAÇÃO APROVAÇÃO D ES DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DO SISTEMA ELETROSUL CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. DATA DATA PADRÃO SUBESTAÇÕES DE 500 kv PROJ: DEEC/SETEM
Agradecimentos. Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica
Agradecimentos Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica regulado pela ANEEL Entidade proponente: AES Eletropaulo Gerente
Já ouviu falar na Tecnologia Inverter?
Já ouviu falar na Tecnologia Inverter? Para garantir a melhor temperatura no ambiente, temos o condicionador de ar como grande aliado. Mas, principalmente nas épocas mais quentes do ano, quando o aparelho
Instalações Elétricas Prediais. Condutores Elétricos. Prof. Msc. Getúlio Teruo Tateoki
Prof. Msc. Getúlio Teruo Tateoki Conceito -É assim chamado todo material que possui a propriedade de conduzir ou transportar energia elétrica. -Os condutores devem ser analisados sobre seguintes aspectos.
LABORATÓRIO INTEGRADO III
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS EXATAS CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA LABORATÓRIO INTEGRADO III Experiência 03: Ensaio de Vazio e Curto em Transformadores Trifásicos Prof. Norberto Augusto Júnior USJT
RELATORIO DE COMISSIONAMENTO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO
SE MAKRO ATACADISTA L65 Localização do Ponto de Medição MAKRO-RD BR. 364, S/N, KM 3,5 (PRINCIPAL) MAKRO-RD BR. 364, S/N, KM 3,5 (RETAGUARDA) Código CCEE ROMK65ENTR101P ROMK65ENTR101R NOME EMPRESA ASSINATURA
Mariana Carneiro Fernandes Copel Distribuição S.A.
XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétri SENDI 2016-07 a 10 de novembro Curitiba - PR - Brasil Mariana Carneiro Fernandes Copel Distribuição S.A. [email protected] O Uso da Proteção
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA EEL7051 Materiais Elétricos - Laboratório
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA EEL7051 Materiais Elétricos - Laboratório EXPERIÊNCIA 03 ENSAIO DE FIOS CONDUTORES 1 INTRODUÇÃO Esta aula tem como objetivo principal
Capítulo: 5 Estudo da Demanda de Energia Elétrica
Universidade Federal de Paraná Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica Capítulo: 5 Estudo da Demanda de Energia Elétrica Dr. Eng. Clodomiro Unsihuay Vila Curitiba-Brasil, 20 de Junio del
4 Cálculo de Equivalentes Dinâmicos
4 Cálculo de Equivalentes Dinâmicos 4.1 Introdução O crescimento do sistema de energia elétrica, o aumento do número de interligações e a sofisticação dos modelos para representação dos componentes de
Relatório Técnico Testes Comparativos entre Monitor On-line de Umidade MO Treetech e Análise de Teor de Água por Karl Fischer
Relatório Técnico Testes Comparativos entre Monitor On-line de Umidade MO Treetech e Análise de Teor de Água por Karl Fischer Marcos E. G. Alves Treetech Sistemas Digitais Ltda. 1. Introdução Este Relatório
Correção do Fator de Potência
SEL-0437 Eficiência Energética Correção do Fator de Potência Prof. José Carlos de Melo Vieira Júnior E-mail: [email protected] 1 Introdução Fator de potência: É possível quantificar numericamente as discrepâncias
Gerenciamento da Integração de Projetos. Parte 03. Gerenciamento de Projetos Espaciais CSE-301. Docente: Petrônio Noronha de Souza
Gerenciamento da Integração de Projetos Parte 03 Gerenciamento de Projetos Espaciais CSE-301 Docente: Petrônio Noronha de Souza Curso: Engenharia e Tecnologia Espaciais Concentração: Engenharia e Gerenciamento
Estimativas e Métricas Engenharia de Software
Tema da Aula - I Prof. Cristiano R R Portella [email protected] 9 Nas Engenharias, a atividade de medir é exercida com prioridade (peso, potência, tensão, sinal/ruído, tempo, espessura etc). O que
SELEÇÃO DOS CONDUTORES
SELEÇÃO DOS CONDUTORES UNIDADE III 1. INTRODUÇÃO Um correto dimensionamento dos condutores é tão importante quanto o próprio condutor utilizado. Realizar o cálculo e a seleção é necessário quando são instalados
ANÁLISE NA ESPECIFICAÇÃO DO MOTOR INDUÇÃO TRIFÁSICO EM FUNÇÃO DO SEU CARREGAMENTO
ANÁLISE NA ESPECIFICAÇÃO DO MOTOR INDUÇÃO TRIFÁSICO EM FUNÇÃO DO SEU CARREGAMENTO Décio Bispo 1, Victor de Paula e Silva 2, Kleber David Belinovski 3, Sérgio Ferreira de Paula Silva 4 Resumo O presente
/sonarengenharia
A Sonar Engenharia, empresa atuante nos setores de ELÉTRICA e GÁS, possui em seu quadro profissionais graduados em Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Eletrotécnica e Engenharia de Segurança no Trabalho.
Experimento Prático N o 4
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Departamento de Engenharia Área de Eletricidade Experimento Prático N o Eletricidade para Engenharia Lei de Ohm e Potência Elétrica L A B O R A T Ó R I O D E E L E T R I
CÁLCULO DAS PERDAS PARA MOTORES DE INDUÇÃO ATRAVÉS DE QUATRO MÉTODOS DIFERENTES E COMPARAÇÃO COM DADOS ENSAIADOS
GSI Nº: ART057-09 - CD 38-09 CÁLCULO DAS PERDAS PARA MOTORES DE INDUÇÃO ATRAVÉS DE QUATRO MÉTODOS DIFERENTES E COMPARAÇÃO COM DADOS ENSAIADOS João Roberto Cogo Agnelo Marotta Cassula Revisão 0 - Emissão
XVIII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica. Substituição do Sistema de Refrigeração na Prefeitura da Cidade do Recife
XVIII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2008-06 a 10 de outubro Olinda - Pernambuco - Brasil Substituição do Sistema de Refrigeração na Prefeitura da Cidade do Recife Dorival
aracterísticas Comuns
Aspectos con nstrutivos e características DOS TRANSFORMADORES UTILIZADOS EM SUBESTAÇÕES DE ENERGIA aracterísticas Comuns Isolar eletricamente dois circuitos; Ajustar a tensão de saída de um estágio do
8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007
1 8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 UTILIZACÂO DE UM MODELO MATEMÁTICO PARA ALTERACÂO NA ESCALA DE UM ROTÂMETRO PARA OPERAR COM UM FLUIDO QUALQUER Dias
UTILIZAÇÃO DE SENSORES CAPACITIVOS PARA MEDIR UMIDADE DO SOLO.
UTILIZAÇÃO DE SENSORES CAPACITIVOS PARA MEDIR UMIDADE DO SOLO. Silveira, Priscila Silva; Valner Brusamarello. Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS Av. Osvaldo Aranha, 103 - CEP: 90035-190 Porto
INFLUÊNCIA DE ASPECTOS MICROESTRUTURAIS NA RESISTÊNCIA À FRATURA DE AÇO ESTRUTURAL COM APLICAÇÕES OFFSHORE
INFLUÊNCIA DE ASPECTOS MICROESTRUTURAIS NA RESISTÊNCIA À FRATURA DE AÇO ESTRUTURAL COM APLICAÇÕES OFFSHORE Bernardo Soares Engelke 1 Marcos Venicius Soares Pereira 2 1 Aluno de Graduação do curso de Engenharia
Exercício Etapa 3 PEA 2200 / PEA Coletor solar : Aquecimento de água
1- Objetivos Exercício Etapa 3 PEA 2200 / PEA 3100 Coletor solar : Aquecimento de água Esta terceira etapa do exercício tem os seguintes objetivos: Substituir a tecnologia utilizada no aquecimento de água
O O Centro de Medição da AES Eletropaulo
O O Centro de Medição da AES Eletropaulo 19 a 21 de outubro de 2009 Hotel Transamérica São Paulo BRASIL Grupo AES no mundo 29 Países 132 Unidades Geradoras 15 Companhias de Distribuição 11 milhões de clientes
Planejamento dos Custos
UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina FEJ Faculdade de Engenharia de Joinville Planejamento dos Custos Régis Kovacs Scalice DEPS Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas Limites do 1
Electron do Brasil. Tecnologia ao seu alcance. Catálogo Monitemp Plus - rev5. Qualidade Comprovada! Ensaios de Tipo Realizados. Produtos Certificados!
Electron do Brasil Tecnologia Digital Qualidade Comprovada! Ensaios de Tipo Realizados Tecnologia ao seu alcance Catálogo Monitemp Plus - rev5 Produtos Certificados! 105.3 O Monitor de Temperatura MoniTemp
Experiência 04 Rigidez Dielétrica de Óleo Mineral
Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica Laboratório de Materiais Elétricos EEL 7051 Professor Clóvis Antônio Petry Experiência 04 Rigidez Dielétrica de Óleo Mineral Fábio
