AULA 00 Aula Demonstrativa
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- Thiago Sá Antas
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1 AULA 00 Aula Demonstrativa Políticas Comerciais. Protecionismo e Livre Cambismo. Políticas Comerciais Estratégicas. Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico. Barreiras Tarifárias. Modalidades de Tarifas. Formas de Protecionismo NãoTarifário. 1. Apresentação SUMÁRIO 2. Informações Sobre o Curso PÁGINA Análise da Disciplina Políticas Comerciais Mercantilismo Livre Cambismo Protecionismo Políticas Comerciais Estratégicas Barreiras Tarifárias Com. Internacional e Desenv. Econômico Modalidades de Tarifas 4.7. Formas de Protecionismo Não-Tarifário Quadro-Resumo Dica do Dia Questões Propostas 24 Gabarito 29 Questões Comentadas 30 Olá amigos! Como vão? Primeiramente, bem-vindos ao Curso de Comércio Internacional para o concurso ao cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. E aí? Preparados para encarar a prova de Comércio Internacional? Caso sim, este Curso lhe preparará mais ainda! Caso não, já está mais do que na hora de começar os estudos! A equipe do SILVIO SANDE CURSOS ON LINE PARA CONCURSOS estará ao seu lado em todos os momentos desta árdua caminhada! E, lembrem-se: só não passa no concurso aquele que desiste. Como sei que esse não é o seu caso, mãos à obra! Página 1 de 33
2 A divisão das aulas foi feita de forma bastante criteriosa, focadas na prova e com o máximo de detalhamento possível. Nossa proposta terá o seguinte foco: a abordagem completa da matéria. No entanto, não vamos desviar dos elementos que devem nortear o aprendizado eficaz: apresentação dos temas em uma sequência didaticamente elaborada, com abordagem clara e objetiva. Nessa linha, o nosso objetivo aqui é detalhar os itens do conteúdo programático, de tal forma que você conheça profundamente a matéria e chegue à prova com bastante segurança. Com isso, estarão aptos a enfrentar a prova da mesma forma que fizeram centenas de alunos aprovados que já estudaram por nosso curso. 1. Apresentação Antes de iniciarmos os comentários sobre o nosso curso, gostaria de fazer uma breve apresentação pessoal para os Concurseiros que não foram meus alunos no curso de Legislação Aduaneira. Meu nome é Vitor Valente e sou professor do SILVIO SANDE CURSOS ON LINE PARA CONCURSOS, nas disciplinas Legislação Aduaneira e Comércio Internacional. Engenheiro Civil de formação, graduado em 2003 pela UFBA, fui aprovado no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal em 2005, no qual a concorrência era dividida por Região Fiscal. Tomando posse em 2006, comecei o exercício do cargo no Serviço de Fiscalização, tendo exercido a Supervisão da Equipe de Fiscalização Aduaneira por 03 anos. Após também passar pela Equipe de Fiscalização de Tributos Internos e pela Equipe de Fiscalização Previdenciária, atualmente estou na Delegacia Regional de Julgamento DRJ. Em 2009, fiz novamente vestibular e ingressei na Faculdade de Direito/UFBA, me graduando em O interesse pelo Direito surgiu após os estudos para o concurso da Receita Federal. Foi um grande desafio conciliar trabalho, estudo, família, mas os desafios foram feitos para serem vencidos! Por isso não desanimem jamais. Há muitas dificuldades no caminho de todo Concurseiro, mas são passageiras, enquanto que a sua aprovação, a sua conquista, será duradoura! Bem, feitas as apresentações iniciais, e sem mais delongas, vamos ao que interessa! Página 2 de 33
3 2. Informações Sobre o Curso 1. Divisão das Aulas Nosso curso será desenvolvido ao longo de 08 aulas, incluindo esta aula demonstrativa. O curso terá por base o último edital para o concurso de AFRFB, realizado em Contudo, quando da publicação do próximo Edital, os novos pontos porventura existentes serão acrescentados às nossas aulas, assim como serão suprimidos aqueles pontos que não forem mais cobrados, não se preocupem! Importante salientar que a numeração dos tópicos é única para todo o curso, ou seja, se na aula inicial o último tópico foi o de número 4, a aula seguinte já começa pelo tópico 5, e assim por diante, uniformizando o curso. Optamos por seguir o conteúdo programático da matéria na sequência apresentada pelo edital, com poucas alterações, de forma a permitir uma ordenação mais didática da matéria, para que você possa ir avançando no estudo em uma sequência lógica e objetiva, de acordo com o cronograma abaixo: AULA 00 Apresentação. Informações Sobre o Curso. Análise da Disciplina. Políticas Comerciais. Protecionismo e Livre Cambismo. Políticas Comerciais Estratégicas. Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico. Barreiras Tarifárias. Modalidades de Tarifas. Formas de Protecionismo Não-Tarifário. AULA 01 01/02/2018 Organização Mundial do Comércio (OMC). Textos Legais, Estrutura e Funcionamento. Acordo Geral Sobre Tarifas e Comércio (GATT-1994). Princípios Básicos e Objetivos. Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços (GATS). Princípios Básicos, Objetivos e Alcance. AULA 02 15/02/2018 Sistemas Preferenciais. Sistema Geral de Preferências (SGP). Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC). Práticas Desleais de Comércio. Defesa Comercial. Medidas Antidumping. Medidas Compensatórias. Salvaguardas Comerciais. AULA 03 01/03/2018 Integração Comercial. Zona de Preferências Tarifárias. Área de Livre Comércio. União Aduaneira. Acordos Regionais de Comércio e a Organização Mundial de Comércio (OMC). Artigo 24º do GATT. Cláusula de Habilitação. Integração Comercial nas Américas. ALALC. ALADI. MERCOSUL. Comunidade Andina de Nações. Acordo de Livre Comércio Página 3 de 33
4 da América do Norte. CARICOM. MERCOSUL. Objetivos e Estágio Atual de Integração. Estrutura Institucional e Sistema Decisório. Tarifa Externa Comum. Aplicação. Principais Exceções. Regras de Origem. AULA 04 15/03/2018 Sistema Administrativo e Instituições Intervenientes no Comércio Exterior no Brasil. Câmara de Comércio Exterior (CAMEX). Receita Federal do Brasil (RFB). Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). O Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX). Banco Central do Brasil (BACEN). Ministério das Relações Exteriores (MRE). Classificação Aduaneira. Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (SH). Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM). AULA 05 29/03/2018 Contratos de Comércio Internacional. Convenção das Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias. Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS 2010). AULA 06 12/04/2018 Exportações. Incentivos Fiscais às Exportações. Importações. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Combustíveis. Fato Gerador. Incidência. Base de Cálculo. Regimes Aduaneiros (PARTE I). AULA 07 26/04/2018 Regimes Aduaneiros (PARTE II). 2. Metodologia Utilizada O desenvolvimento da teoria será intercalado com questões comentadas à medida que os temas forem sendo apresentados, de modo a unir a teoria e a prática de prova, fazendo com que você tenha uma visão completa do assunto. Isso ajuda muito na preparação, pois o estudo somente da teoria pode se tornar cansativo, com muitos detalhes e termos técnicos que acabam por confundir o aluno. Nesse sentido, ao final de cada tópico haverão questões comentadas, relacionadas ao assunto abordado, informando em quais concursos já foram cobradas. As questões propostas serão de múltipla escolha, estilo ESAF, retiradas de provas anteriores; pois, como a maioria deve saber e Página 4 de 33
5 quem não sabe, saberá agora a ESAF repete algumas questões já cobradas em outros concursos, ou seja, aprenda o passado para se dar bem no futuro. Haverá também questões elaboradas pelo professor, com o objetivo de simular questões de prova. Ao final de cada aula, haverá um Quadro-Resumo, abordando os principais tópicos, para melhor fixação, a Dica do Dia, e também questões propostas, com o gabarito ao final, para vocês treinarem! Por último, as questões comentadas, as quais servirão como revisão do assunto. Sugestão: leia toda a aula apresentada, após isso, volte e leia os pontos que teve mais dúvida ou que não entendeu direito. Em seguida, dê uma olhada no quadro-resumo e parta para a resolução das questões! Confira seu desempenho pelo gabarito, e, caso este não seja satisfatório (o que não vai acontecer, tenho certeza!), faça novamente as questões que teve mais dificuldades para resolver. Por fim, dê uma olhada nas questões comentadas. Esse mecanismo é um excelente fixador de conhecimento! 3. Legislação Aplicável Por se tratar de uma matéria denominada Comércio Internacional, não teremos uma legislação unificada que abarque todo o conteúdo, como ocorreu no curso de Legislação Aduaneira. Assim, faremos citações das bases legais utilizadas sempre que isso for necessário para a assimilação da carga programática. Abaixo segue link do site Portal da Legislação, mantido pelo Governo Federal, que é uma excelente ferramenta para pesquisar as diversas legislações, pois é de fácil navegação! 4. Suporte Por fim, informamos que nosso estudo não se limita à apresentação das aulas ao longo do curso. É mais do que natural que você tenha dúvidas, mas elas não podem permanecer até o dia da prova, não é mesmo? Então, estaremos sempre à disposição para responder aos seus questionamentos através do fórum de cada aula. Não deixe a dúvida contigo, ela deve ser eliminada o quanto antes! Principalmente se versar sobre resolução de questões. Sua aprovação é o nosso maior objetivo! Conte conosco! Nada será mais gratificante para nós do que recebermos um trazendo a notícia da sua aprovação. Página 5 de 33
6 3. Análise da Disciplina A ESAF vem aumentando, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, a cobrança das questões envolvendo Comércio Internacional. Vale ressaltar que os concursos realizados antes de 2005 eram divididos por áreas de conhecimento, assim, só fazia a prova referente a Comércio Internacional/Legislação Aduaneira o candidato inscrito na prova de Aduana. Atualmente, o conhecimento é exigido de todos! Isso sem falar no surgimento das questões discursivas, a partir do concurso de Diante de uma matéria com conteúdo tão extenso, e sem ter um diploma legal que aglutine todo o assunto cobrado, a banca tem um leque enorme de informações para elaborar as questões. Porém, asseguramos que se tudo correr dentro da normalidade, ou seja, se a banca não cometer absurdos, nosso curso permite você fazer, no mínimo, 80% da prova com muita tranquilidade, basta estudar atento e acompanhar todos os detalhes das aulas. Vamos estudar com afinco, galera! Não adianta arrebentar em outras disciplinas e ficar devendo 01 ou 02 questões de Comércio Internacional. Por se tratar de uma matéria bem específica, aquele que dominá-la já sai na frente, garantido pontos preciosos na pontuação final do certame! Assim, visto todos os itens que nortearão o nosso curso, vamos começar nossos estudos com uma pequena introdução ao Comércio Internacional, de maneira a contextualizar o objeto do nosso estudo e formar a base para um conhecimento sólido, até por que, em uma prova discursiva (segunda fase), devemos mostrar conhecimento sobre o que escrevemos, seguindo uma linha de raciocínio coesa, que busque a máxima pontuação na questão, não é verdade? Grande abraço! Vitor Valente Página 6 de 33
7 4. Políticas Comerciais O comércio entre as nações remonta à Antiguidade, e nasceu da necessidade dos indivíduos de comercializar mercadorias. Evoluindo, desde as maneiras mais rudimentares de interação, como, por exemplo, o escambo troca direta de mercadorias, teve enorme avanço na era das Grandes Navegações, ganhando importância mundial após a Globalização, influenciando economicamente toda e qualquer nação, principalmente através das suas balanças comerciais. Com a crescente importância do Comércio Internacional, as nações se viram obrigadas a criar as chamadas políticas comerciais1, que são um conjunto de medidas tomadas pelo governo de um país com o objetivo de influir e regular os mecanismos do comércio internacional de bens e serviços. Como os principais modelos clássicos podemos citar o livre cambismo (não intervenção estatal) e o protecionismo (utilização de barreiras comerciais; sendo que o mercantilismo possuía forte cunho protecionista). Tais modelos podem variar de país para país e também ao longo dos anos em uma mesma nação, a depender das conjunturas políticas, econômicas, sociais. Contudo, por serem modelos puros, não são aplicados em todos os seus aspectos; cada país se utiliza de certas características de cada modelo para importações e/ou exportações, de acordo com os seus interesses comerciais. Bem, para que cada país não resolvesse adotar per si um tipo de política comercial, ou mesmo um tipo de política para cada parceiro comercial ou para cada operação comercial realizada, prática que com toda a certeza causaria um colapso no comércio mundial, foi criado o Sistema Multilateral de Comércio, a ser estudado na Aula 01! 4.1. Mercantilismo O mercantilismo foi utilizado pelos Estados até o século XVII. Com forte cunho protecionista e intervenção estatal na economia, buscava o acúmulo de metais preciosos (ouro e prata) oriundos em sua grande parte das suas colônias (ex: Portugal e Espanha) ou da venda de produtos manufaturados (ex: Inglaterra), e o saldo positivo na 1Um dos pilares da política macroeconômica, juntamente com as políticas fiscal, monetária e cambial. Página 7 de 33
8 balança comercial2 a qualquer custo, através da restrição das importações e do aumento das exportações. Os críticos do protecionismo pregavam a diminuição ou mesmo a eliminação da intervenção estatal na economia. David Hume defendia que o próprio mercado, sem a intervenção do Estado, se encarregaria de ajustar as distorções sofridas por uma balança comercial deficitária. Já Adam Smith alegava que a liberalização do comércio em escala mundial elevaria o bem-estar social, em virtude do aumento da produção, proporcionada pela redução dos custos de produção e o consequente aumento da oferta de produtos Livre Cambismo O livre cambismo3 é uma construção teórica que defendia que o fim das barreiras comerciais traria maior bem-estar para as populações, possibilitando acesso a uma variedade maior de produtos; o governo, por seu turno, deveria limitar-se à manutenção da lei e da ordem (não-intervenção estatal), deixando de influir no mercado, o qual seria regulado por sua lei básica: oferta e procura. Nascido no final do século XVIII, sua utilização interessava, e muito, à burguesia, que buscava incessantemente o incremento do comércio dos bens manufaturados, o qual seria facilitado com a desburocratização dos mecanismos de controle governamental e a diminuição/eliminação de barreiras tarifárias. Seu principal expoente foi Adam Smith, cujo argumento principal era que uma melhor utilização dos recursos disponíveis proporcionaria o crescimento econômico da nação. Deveria haver também uma especialização da produção4, a qual acarretaria a venda de produtos de alta qualidade a preços mínimos no mercado e proporcionaria uma produção de larga escala (ganhos de escala, com a diminuição do custo unitário), se aproximando de uma livre concorrência perfeita. Outras vantagens seriam a distribuição ótima dos fatores de produção (mão-deobra, capital, tecnologia, recursos naturais) e o poder de livre escolha do consumidor (produto nacional x importado). Outro defensor, David Ricardo, argumentava que cada país deveria se especializar na produção de bens em que fosse relativamente ou 2A balança comercial registra as operações de exportação e importação de bens de determinado país; para que se obtenha um saldo positivo, as exportações devem ser maiores que as importações. 3Laissez-Faire, em tradução livre: deixar fazer. 4Teoria das Vantagens Absolutas: cada Estado somente deveria produzir bens cujo processo de produção fosse realizado da forma mais eficiente no qual empregasse menos mão-de-obra, comprando o restante dos produtos necessários de outros países (divisão internacional do trabalho). Página 8 de 33
9 comparativamente mais eficiente5, ou seja, os países se especializariam nos bens cuja produção fosse feita de forma relativamente eficiente e importariam somente aqueles bens cuja produção resultasse comparativamente ineficiente. As críticas foram no sentido de que com o liberalismo econômico, inevitavelmente surgiriam desigualdades de riquezas e oportunidades econômicas entre os países, ou seja, os países em desenvolvimento que continuassem a se limitar à produção de matérias-primas e a trocá-las por bens industrializados tenderiam a ficar cada vez mais pobres em comparação com os países desenvolvidos, contribuindo, assim, para uma concentração de renda cada vez maior. Ademais, o rápido desenvolvimento do Japão, argumenta outros, deveu-se à utilização de uma política protecionista. Para combater o liberalismo econômico, Raúl Prebisch, em uma das reuniões da CEPAL6, criou uma teoria denominada deterioração dos termos internacionais de troca, a qual defendia que os países menos desenvolvidos não tinham nada a ganhar com a adoção do livre cambismo e com a especialização da produção, haja vista que os produtos industrializados (de alto valor agregado, ex: eletroeletrônicos) tendiam a aumentar o seu valor em uma proporção maior do que os produtos primários (de baixo valor agregado, ex: alimentos), além dos valores individuais das suas vendas superarem em muito àqueles relacionados aos produtos de primeira necessidade. Tal situação levaria os países em desenvolvimento a um círculo vicioso difícil de superar, pois a proporção entre a quantidade de produtos primários necessária para a aquisição de produtos manufaturados aumentaria cada vez mais ao longo dos anos. Assim, a única saída seria a implantação imediata de indústrias nesses países, as quais deveriam ser protegidas por mecanismos protecionistas, tais como a proteção às indústrias nascentes e a substituição de importações, e ainda a criação de um bloco econômico no qual as indústrias de cada país seriam complementares entre si, além de fortalece-los nas negociações comercias com os países desenvolvidos. Nascia, assim, a ALALC7. Atualmente, os princípios do livre cambismo são aplicados no comércio intrablocos8, tais como a União Europeia, 5Teoria das Vantagens Relativas: o comércio internacional seria possível mesmo que um país tivesse vantagens absolutas com relação a todos os bens produzidos; assim, os produtos com maiores custos seriam importados e os produtos com os menores custos seriam produzidos no próprio país. 6Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, pertencente à ONU. 7Associação Latino-Americana de Livre Comércio, a qual analisaremos na Aula 03. 8Estudaremos os blocos econômicos na Aula 03. Página 9 de 33
10 cujas barreiras comerciais são gradativamente reduzidas entre os países integrantes do bloco Protecionismo O protecionismo, ao contrário do livre cambismo, se configura como um modelo no qual o Estado atua e regula o mercado em diversos aspectos, adotando tanto barreiras tarifárias (ex: aumento da alíquota de impostos) quanto barreiras não-tarifárias (ex: cotas) com relação à importação de bens e serviços, no intuito de promover o desenvolvimento econômico através do fortalecimento da indústria nacional, utilizando-se de práticas protetivas. Foi exatamente este o argumento utilizado por Friedrich List no sentido de impor barreiras aos produtos estrangeiros concorrentes daqueles produzidos pelas indústrias nascentes. Tais barreiras seriam gradativamente removidas à medida em que o parque industrial fosse se desenvolvendo, até alcançar o estágio de indústrias maduras. As restrições às importações, além de equilibrarem a balança comercial, também aumentariam o número de empregos no país. Sob essa ótica, os países deveriam produzir internamente as mercadorias em substituição às importações (ex: automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos), mesmo que a produção fosse feita a um custo bem maior do que a importação dos mesmos bens. O GATT/479 foi celebrado no intuito de impulsionar o comércio entre as nações, bastante prejudicado pela Segunda Guerra Mundial. Neste sentido, estabeleceu como regra o liberalismo econômico, sendo as práticas protecionistas a exceção, permitidas apenas em algumas situações, dentre as quais: a) segurança nacional (ex: licença de importação para armamentos, barreiras sanitárias); b) defesas comerciais (exemplo: medidas antidumping); c) estabilização da balança comercial ou do balanço de pagamentos10, para reequilibrar as reservas monetárias, desde que estejam seriamente comprometidas e que haja prazo determinado para a imposição das barreiras; d) proteção a setores industriais nascentes, limitada a países em desenvolvimento e em caráter temporário. No Brasil, a política protecionista reinou entre as décadas de 1950 e 1990, tendo como início o governo de Juscelino Kubitschek, com vistas a estimular a industrialização do país. A partir da década de 1990, no governo de Fernando Collor, ocorreu uma gradativa 9Acordo Geral Sobre Tarifas e Comércio, o qual estudaremos na Aula 01! 10O balanço de pagamentos agrega as importações/exportações de bens, serviços e capital financeiro, além das transferências. Página 10 de 33
11 liberalização da política comercial, com a redução de barreiras, principalmente as tarifárias. Uma das maiores críticas ao protecionismo é que, ao proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira, um aumento de preços nos produtos vendidos no mercando interno seria inevitável, o que geraria a diminuição da renda dos consumidores. Ademais, as indústrias nacionais, por estarem protegidas dos produtos estrangeiros, se tornariam fatalmente ineficientes, reduzindo a oferta de empregos. Nos dias atuais, assistimos ao avanço do neoprotecionismo, o qual se configura pelo uso abusivo de barreiras não-tarifárias, uma vez que a Organização Mundial do Comércio promoveu a redução das barreiras tarifárias Políticas Comerciais Estratégicas A adoção de políticas comerciais estratégicas pressupõe a existência de falhas no mercado, as quais podem ser corrigidas pela intervenção governamental. Caracterizam-se pelo grande estímulo estatal à produção e à competitividade, relacionados, em especial, aos bens de alto valor agregado (tecnologia de ponta) os quais têm seu valor aumentado com o passar dos anos destinados, sobretudo, à exportação Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico A disputa entre o livre cambismo e o protecionismo, apesar de remontar a séculos, encontra-se mais atual do que nunca, pelo fato do comércio internacional ser um dos principais responsáveis, se não o maior, pelo desenvolvimento econômico. Assim, a política comercial a ser adotada por cada país será aquela que lhe seja mais favorável, em determinada situação e em determinada época, desde que respeitadas as regras determinadas pela OMC. Os Estados Unidos são um caso bem curioso no que diz respeito à adoção de políticas comerciais. Quando no século XIX o livre cambismo era defendido pela Inglaterra e pela França, adotou uma feroz política protecionista, promovendo um intenso programa de industrialização; por outro lado, após a 2ª Guerras Mundial, quando o nacionalismo econômico atingiu seu apogeu, começou a pregar o livre cambismo, com o objetivo de exportar os seus produtos, livres de barreiras comerciais. Atualmente, adota um protecionismo moderado em relação a alguns setores de sua economia, como, por exemplo, a agricultura. Página 11 de 33
12 4.6. Barreiras Tarifárias As Barreiras Tarifárias são também denominadas de direitos aduaneiros, ou seja, são os tributos incidentes nas operações de comércio internacional, sendo os mais conhecidos o Imposto de Importação (II) e o Imposto de Exportação (IE), os quais, como vimos no curso de Legislação Aduaneira, não possuem uma finalidade meramente arrecadatória. Na verdade, têm um caráter eminentemente extrafiscal, o que proporciona ao governo estabelecer as suas políticas referentes ao comércio exterior, o qual, pelo fato de aumentar a cada ano, mostrase bastante dinâmico, requerendo para a sua regulação, na maioria das vezes, ações de efeito imediato. Os críticos falam que as barreiras tarifárias causam uma alocação ineficiente de recursos, prejudicando o fluxo do comércio internacional e, por conseguinte, causam uma redução do bem-estar geral; mas, são necessárias na medida em que se destinam à proteção de produtos nacionais, em detrimento de bens estrangeiros, e do câmbio, frente às moedas de outros países, sendo a forma mais antiga e conhecida de protecionismo Modalidades de Tarifas Ad Valorem: é a forma mais comum, sendo um percentual incidente sobre o valor da mercadoria, exemplo: 10%; atualmente, no âmbito da TEC só existem alíquotas ad valorem. Específica: é um valor que incide sobre a unidade ou quantidade de medida da mercadoria, exemplo: R$ 10,00/kg. Mista: ou composta, é uma tarifa que incorpora, ao mesmo tempo, elementos da tarifa ad valorem e da tarifa específica, exemplo: R$ 10,00/kg + 10% Formas de Protecionismo Não-Tarifário As Barreiras Não-Tarifárias BNT são todas as formas de barreiras que não sejam barreiras tarifárias (incidência de tributos). A partir da sua criação, a OMC começou a, gradativamente, reduzir as barreiras tarifárias incidentes sobre as operações comerciais realizadas entre seus membros, no intuito de incrementar cada vez mais o comércio internacional. Devido a isso, os países criaram as chamadas barreiras não-tarifárias, que são nada mais que instrumentos e mecanismos disfarçados, sendo a forma mais recente de protecionismo. Vale dizer, contudo, que alguns desses instrumentos/mecanismos são plenamente aceitos pela OMC, principalmente aqueles relativos à segurança e saúde, desde que guardem proporcionalidade com àquilo Página 12 de 33
13 que almejam proteger. Outros, por outro lado, são combatidos, através das medidas de defesa comercial11. Dentre as barreiras não-tarifárias, as mais importantes são: Cotas: restrição quantitativa, ou mesmo proibição, de importação de determinados produtos; é considerado por muito a mais severa e nociva barreira não-tarifária, tanto é que somente é tolerada em situações extremas. Controles Cambiais: adoção de câmbio flutuante, variando de produto para produto, na importação e na exportação, aumentando ou diminuindo de acordo com os objetivos governamentais, ex: proteção da indústria de eletrodomésticos. Subsídios: são benefícios econômicos que um governo concede a determinado setor para fortalecer sua posição competitiva, podendo ser direto (ex: subvenção em dinheiro) ou indireto (ex: créditos à exportação com juros baixos); tal prática também distorce o comércio entre nações, sendo considerada uma prática desleal de comércio12. Apesar de produzir resultados positivos no curto prazo ao expandir as exportações no longo prazo, traz efeitos negativos, pois impede uma alocação eficiente dos fatores de produção. Medidas Compensatórias: medida de defesa comercial com vistas a combater a utilização de subsídios. Medidas Antidumping: medida de defesa comercial utilizada para combater o dumping, que é a venda de uma mercadoria no exterior a preços inferiores aos normalmente praticados no mercado de origem. Medidas de Salvaguarda: medida de defesa comercial com o intuito de fornecer proteção temporária à indústria doméstica, em razão de prejuízos graves ou de ameaça de prejuízos graves decorrentes de um grande aumento da quantidade de importações. Medidas Sanitárias e Fitossanitárias: relacionadas à saúde, proteção da fauna/flora, controle de produtos agrícolas/pecuários. Barreiras Técnicas: restrições às características, qualidade, requisitos de segurança, processos de produção de determinadas mercadorias. Licenciamento de Importação: espécie de controle administrativo exercido pelos órgãos anuentes a cujo controle a mercadoria importada esteja sujeita; como vimos no curso de Legislação 11Sendo as mais importantes as medidas antidumping, medidas compensatórias e salvaguardas comerciais. Todas serão objeto de estudo detalhado na Aula 02! 12Outro exemplo é o dumping, qual será visto com detalhes na Aula 02! Página 13 de 33
14 Aduaneira, o LI ocorre necessariamente antes do registro da declaração de importação. Procedimentos Alfandegários: na medida em que sejam excessivamente burocráticos, tornam-se um entrave ao fluxo normal das operações de comércio exterior. Valoração Aduaneira Arbitrária: ou com valores fictícios, feita ao arrepio do Acordo de Valoração Aduaneira do GATT AVA-GATT, o qual estabelece os métodos de valoração aduaneira13. Acordo Voluntário de Restrição às Exportações: acordo bilateral através do qual um país limita voluntariamente suas exportações a outro país, ocorrendo em situações de retaliação. Finalizado este tópico, vamos ver como o assunto já foi cobrado. 01. (AFTN/1996) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio que parte do pressuposto de que a natureza desigual dos países e regiões torna a especialização uma necessidade, sendo o comércio o meio pelo qual todos os participantes obtêm vantagens dessa especialização. Cada país deveria especializar-se na produção de bens onde consegue maior eficiência, trocando o excedente por outros bens que outros países produzem com mais eficiência. O principal argumento contra o livre-cambismo, desde o século XIX (A. Hamilton e F.List), se concentra na ideia de que: a) O livre-cambismo é incapaz de promover a justiça social. b) No livre-cambismo, somente se beneficiam do comércio os países que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. Quando isso não ocorre, a concorrência é predatória. c) O livre-cambismo é bom para os países de economia madura, mas os países com indústrias nascentes necessitam de alguma forma de proteção. d) O livre-cambismo atende apenas aos interesses dos grandes exportadores, que usam a liberdade econômica para estabelecer monopólios e cartéis. e) Na verdade não existe livre-cambismo na prática. Todos os países são protecionistas em razão da intervenção do Estado. Comentários Alternativa A: as ideias protecionistas de List defendiam a imposição de barreiras aos produtos estrangeiros concorrentes daqueles produzidos pelas indústrias nascentes, ou seja, eram de viés econômico e não social. Incorreta. 13Analisados na Aula 07 do Curso de Legislação Aduaneira. Página 14 de 33
15 Alternativa B: uma demanda é dita inelástica quando não sofre alterações significativas, como no caso dos produtos primários. Assim, quem mais se beneficia do livre cambismo são os países desenvolvidos, exportadores de produtos industrializados, os quais possuem uma demanda elástica, a qual aumenta com o aumento de algum outro fator econômico, como, por exemplo, a renda dos consumidores. Incorreta. Alternativa C: é exatamente esse o pensamento de List: impor barreiras aos produtos estrangeiros concorrentes daqueles produzidos pelas indústrias nascentes, sendo tais barreiras gradativamente removidas à medida em que as indústrias fossem se desenvolvendo, até alcançar o estágio de indústrias maduras. Correta. Alternativa D: o monopólio e o cartel podem originar-se de uma política extremamente liberal e sem regulação estatal; a crítica de List está relacionada à proteção das indústrias nascentes. Incorreta. Alternativa E: o livre cambismo puro, sendo um modelo teórico, nunca foi aplicado em sua plenitude; contudo, o principal argumento contra o livre cambismo não era esse, mas as desigualdades geradas nas relações comerciais entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Incorreta. Gabarito: C 02. (AFTN/1998) Não é verdadeiro, em relação ao Livre-Cambismo, que: a) Todas as moedas devem ser conversíveis em ouro. b) O governo deve remover todos os obstáculos legais para o funcionamento de um comércio livre. c) Existe uma divisão internacional do trabalho. d) O governo deve se limitar à manutenção da lei e da ordem. e) Existe uma especialização de funções, motivada pela distribuição desigual de recursos naturais ou por outros motivos. Comentários O livre cambismo defende o fim das barreiras comerciais e a não intervenção estatal na economia, devendo o governo limitar-se à manutenção da lei e da ordem; Adam Smith, seu principal defensor, argumentava que deveria haver uma especialização da produção (teoria das vantagens absolutas), a qual se configurava em uma divisão internacional do trabalho. Já a conversão das moedas em ouro não é uma característica do livre cambismo, mas do Sistema de Bretton Woods (o qual estabeleceu diretrizes para as relações comercias e financeiras entre os países). Gabarito: A Página 15 de 33
16 03. (AFTN/1998) Indique a opção que não está relacionada com a prática do mercantilismo: a) O comércio exterior deve ser estimulado, pois um saldo positivo na balança fornece um estoque de metais preciosos. b) O princípio segundo o qual o Estado deve incrementar o bem-estar nacional. c) O conjunto de concepções que incluía o protecionismo, a atuação ativa do Estado e a busca de acumulação de metais preciosos, que foram aplicadas em toda a Europa homogeneamente no século XVII. d) A riqueza da economia depende do aumento da população e do volume de metais preciosos do país. e) Uma forte autoridade central é essencial para a expansão dos mercados e a proteção dos interesses comerciais. Comentários O mercantilismo defendia o acúmulo de metais preciosos (ouro/prata), e, sendo uma espécie de protecionismo, incumbia ao Estado intervencionista a responsabilidade pelo desenvolvimento econômico. Tais metais eram oriundos em sua grande parte das colônias (nos casos de Portugal e Espanha) ou da venda de produtos manufaturados (no caso da Inglaterra); sendo o mercantilismo aplicado, assim, de forma heterogênea, variando de país para país. Gabarito: C 04. (AFTN/1998) Entre as opções abaixo, indique aquela que não constitui argumento utilizado pelo protecionismo: a) É preciso manter as indústrias de um país em um nível tal que possam atender à demanda em caso de um corte de fornecimento externo devido a uma guerra. b) O comércio e a indústria são mais importantes para um país do que a agricultura e, portanto, devem ser submetidos a tarifas para evitar a concorrência com produtos estrangeiros. c) A adoção de tarifas favorece a criação de empresas nacionais. d) Quando há capacidade ociosa, as tarifas contribuem para aumentar o nível de atividade e de emprego, e, portanto, de renda de um dado país. e) As indústrias-chave da defesa nacional devem ser protegidas para evitar a ação de fornecedores estrangeiros. Comentários Alternativa A: a defesa da indústria nacional, em especial das indústrias nascentes, é uma das bandeiras do protecionismo, principalmente nos casos que envolvam a segurança nacional. Correta. Alternativa B: no pensamento protecionista não há distinção relativa ao grau de importância entre os setores comercial/industrial e o setor agrícola. Incorreta. Página 16 de 33
17 Alternativa C: a aplicação de tarifas a produtos estrangeiros favorece a indústria nacional, vez que torna o preço do produto nacional mais atraente para o consumidor, além de proporcionar a criação de empregos. Correta. Alternativa D: a imposição de tarifas a produtos estrangeiros favorece a indústria nacional, além de proporcionar a criação de empregos e um incremento na renda. Correta. Alternativa E: a proteção à segurança nacional, como, por exemplo, às indústrias de defesa nacional, são umas das exceções do GATT, permitindo a aplicação de tarifas (instrumento de cunho protecionista). Correta. Gabarito: B 05. (AFRF/2000) Entre as razões abaixo, indique aquela que não leva à adoção de tarifas alfandegárias. a) Aumento de arrecadação governamental. b) Proteção à indústria nascente. c) Estímulo à competitividade de uma empresa. d) Segurança nacional (defesa). e) Equilíbrio do Balanço de Pagamentos. Comentários Alternativa A: a utilização de direitos aduaneiros, apesar do seu caráter extrafiscal, aumenta a arrecadação do governo. Correta. Alternativa B: aumenta-se a tarifa dos produtos importados no intuito de proteger os produtos nacionais similares e produzidos pela indústria nascente. Correta. Alternativa C: a utilização de tarifas, sendo uma prática protecionista, vai de encontro à competitividade (objetivo da política liberal), dificultando, ou mesmo impedindo, as vendas de produtos estrangeiros no mercado interno. Incorreta. Alternativa D: é uma das exceções previstas pelo GATT, permitindo a utilização de tarifas. Correta. Alternativa E: é outras das exceções previstas pelo GATT, permitindo a utilização de tarifas. Correta. Gabarito: C 06. (AFRF/2000) Julgue as opções abaixo e assinale a correta: a) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio estabelecida através de tarifas protecionistas, a subvenção de créditos, a adoção de câmbios diferenciados. Página 17 de 33
18 b) O livre-cambismo só beneficia os países em desenvolvimento, que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. c) O livre-cambismo é uma doutrina pela qual o governo não provê a remoção dos obstáculos legais em relação ao comércio e aos preços. d) O livre-cambismo defende a adoção de tarifas em situação de defesa nacional. e) O livre-cambismo rege que a livre troca de produtos no campo internacional, os quais seriam vendidos a preços mínimos, num regime de mercado, se aproximaria ao da livre concorrência perfeita. Comentários O livre cambismo pregava o livre comércio internacional, sem a utilização de quaisquer barreiras protecionistas (tarifárias ou nãotarifárias) e sem a intervenção estatal, beneficiando a todos os países, pelo fato de proporcionar uma melhor utilização dos recursos disponíveis, utilizando-se da especialização da produção, a qual acarretaria a venda de produtos de alta qualidade a preços mínimos, se aproximando de uma livre concorrência perfeita. Gabarito: E 07. (AFRF/2000) Para explicar a relação entre comércio de produtos primários e industrializados, a Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) apresentou uma série de estudos e propostas. Acerca da CEPAL pode-se fazer as seguintes afirmativas abaixo, exceto: a) A CEPAL teve um papel decisivo na criação da ALALC. b) Os países produtores de bens primários deveriam diversificar sua produção, deixando de ser produtores de monoculturas. c) Os países em desenvolvimento deveriam abrir suas economias para torná-las mais competitivas e assim conquistarem espaço no comércio internacional. d) Os países em desenvolvimento deveriam procurar exportar produtos manufaturados. e) O comércio internacional tendia a gerar uma desigualdade básica nas relações de troca (uma deterioração nas relações de troca) pois os preços das matérias-primas (dos países em desenvolvimento) tendia a declinar a longo prazo, enquanto o preço dos produtos manufaturados (fabricados em geral em países desenvolvidos) tendia a subir. Comentários Alternativa A: a ALALC, ao lado da proteção às indústrias nascentes e da substituição de importações, foi vislumbrada por Raúl Prebisch, com vistas a proteger os países em desenvolvimento de um liberalismo econômico que lhes era nocivo. A criação desse bloco econômico proporcionaria que as indústrias dos países latinoamericanos se complementassem. Correta. Alternativa B: isso somente seria possível com a industrialização a qualquer custo de tais países, com a utilização de mecanismos Página 18 de 33
19 protecionistas, tais como a proteção às indústrias nascentes e a substituição de importações. Correta. Alternativa C: o contrário; os países em desenvolvimento deveriam utilizar práticas protecionistas contra o liberalismo econômico, em decorrência da deterioração dos termos internacionais de troca. Incorreta. Alternativa D: os produtos industrializados (de alto valor agregado, ex: eletroeletrônicos) tendiam a aumentar o seu valor em uma proporção maior do que os produtos primários (de baixo valor agregado, ex: alimentos), além dos valores individuais das suas vendas superarem em muito àqueles relacionados aos produtos de primeira necessidade. Correta. Alternativa E: é justamente o que defende a teoria da deterioração dos termos internacionais de troca, criada por Raúl Prebisch. Correta. Gabarito: C 08. (ACE/2008-ADAPTADA) A ausência de um sistema financeiro eficiente, que permita canalizar a poupança dos setores tradicionais para as novas indústrias, por representar uma falha de mercado, justifica o uso de restrições comerciais, na forma de tarifas, para proteger a indústria nascente. Comentários O GATT, apesar do seu viés liberalista, comporta a aplicação de alguns mecanismos protecionistas, de maneira excepcional. Sendo um deles a proteção a setores industriais nascentes, desde que limitada a países em desenvolvimento e concedida em caráter temporário. Gabarito: V 09. (ACE/2008) Embora o GATT proíba, como regra geral, a aplicação de medidas restritivas de caráter quantitativo, a imposição de cotas de importação é reconhecida como medida de política comercial legítima, quando de caráter condicional, excepcional e temporário, para a correção de desequilíbrios do mercado doméstico. Comentários O GATT, apesar do seu viés liberalista, comporta a aplicação de alguns mecanismos protecionistas, de maneira excepcional. Sendo um deles a utilização de defesas comerciais (medidas antidumping, medidas compensatórias, salvaguardas comerciais). No caso tratado pela questão, a defesa indicada são as salvaguardas comerciais, as quais Página 19 de 33
20 fornecem proteção temporária à indústria doméstica, em razão de prejuízos graves ou de ameaça de prejuízos graves decorrentes do aumento da quantidade de importações. Gabarito: V 10. (AFRF/2000-ADAPTADA) As Barreiras Não-Tarifárias (BNT) são frequentemente apontadas como grandes obstáculos ao comércio internacional. Podem vir a se constituir Barreiras Não-Tarifárias (BNT) todas as modalidades abaixo, exceto: a) Medidas Fitossanitárias. b) Barreiras Técnicas. c) Direitos Aduaneiros. d) Licença de Importação. e) Cotas. Comentários Os direitos aduaneiros (tributos incidentes nas operações de comércio exterior) são barreiras tarifárias. Gabarito: C 11. (AFRF/2000) Não constitui prática restritiva adotada pelos governos: a) Formação e operação de cartéis de crise, cujo objetivo é a recuperação de indústrias em dificuldade. b) Manutenção de barreiras à entrada no mercado de produto estrangeiro para proteger o produtor doméstico. c) Acordos de preços predatórios para os produtos exportados e para os produtos de venda doméstica. d) Negociação de acordos voluntários de exportação. e) Estabelecimento de relações privilegiadas fornecedor-cliente, impedindo acesso ao mercado de fornecedores externos. Comentários A prática de preços predatórios configura o dumping, que é uma prática desleal de comércio e não uma barreira não-tarifária. Gabarito: C 12. (ACE/2002) Com base no conhecimento econômico contemporâneo a respeito do comércio internacional e subsídios às exportações, pode-se dizer que: a) subsídios às exportações produzem resultados positivos em uma economia nacional e na economia internacional, na medida em que implicam expandir as exportações líquidas e, com isso, aumentar o PIB nacional, por conseguinte o global, no longo prazo. Página 20 de 33
21 b) subsídios às exportações podem produzir resultados positivos em uma economia nacional no curto prazo, por expandir as exportações líquidas, mas, no longo prazo, implicam distorções que dificultam a alocação eficiente de fatores de produção tanto internamente como, dependendo do tamanho da economia, em âmbito global. c) subsídios às exportações podem produzir resultados positivos em uma economia nacional no curto prazo, por expandir as exportações líquidas; além disso, encerram incentivos à formação bruta de capital, assegurando o crescimento no longo prazo. d) subsídios às exportações contribuem para o crescimento do PIB mundial no curto e no longo prazo, por implicarem o aumento das exportações brutas. Uma vez expandido o produto global, a distribuição dos benefícios dá-se de forma homogênea, em função inversa aos subsídios concedidos. e) subsídios às exportações contribuem para o crescimento do PIB apenas no curto prazo, por implicarem o aumento das exportações líquidas; no longo prazo, são eficazes apenas indiretamente, por atraírem investimentos estrangeiros, usualmente alocados a economias cujos governos estabelecem rígidos controles sobre os fluxos comerciais e financeiros sob sua jurisdição. Comentários Como vimos no item 4.6, a utilização de subsídios às exportações distorce o comércio entre nações, e, apesar de produzir efeitos positivos no curto prazo ao expandir as exportações no longo prazo, traz resultados negativos, pois impede uma alocação eficiente dos fatores de produção. Gabarito: B Página 21 de 33
22 Mercantilismo Livre Cambismo Políticas Comerciais Estratégicas Com forte cunho protecionista e intervenção estatal na economia, buscava o acúmulo de metais preciosos (ouro e prata) e o saldo positivo na balança comercial a qualquer custo; críticos: David Hume (o próprio mercado se encarregaria de ajustar as distorções sofridas por uma balança comercial deficitária), Adam Smith (uma liberalização do comércio elevaria o bemestar social, em virtude do aumento da produção, proporcionada pela redução dos custos e do aumento da oferta de produtos). Defendia que o fim das barreiras comerciais traria maior bem-estar para as populações, possibilitando acesso a uma variedade maior de produtos; o governo, por seu turno, deveria limitar-se à manutenção da lei e da ordem (não intervenção estatal), deixando de influir no mercado. Adam Smith: uma melhor utilização dos recursos disponíveis proporcionaria o crescimento econômico da nação, devendo haver também uma especialização da produção (teoria das vantagens absolutas), a qual acarretaria a venda de produtos de alta qualidade a preços mínimos no mercado, proporcionando uma produção de larga escala, se aproximando de uma livre concorrência perfeita; outras vantagens: distribuição ótima dos fatores de produção e o poder de livre escolha do consumidor. David Ricardo: cada país deveria se especializar na produção de bens em que fosse relativamente/comparativamente mais eficiente (teoria das vantagens relativas). Críticas: com o liberalismo econômico, inevitavelmente surgiriam desigualdades de riquezas e oportunidades econômicas entre os países, pois os países em desenvolvimento que continuassem a se limitar à produção de matérias-primas e a trocá-las por bens manufaturados tenderiam a ficar cada vez mais pobres em comparação com os países desenvolvidos; Raúl Prebisch: teoria da deterioração dos termos internacionais de troca, a qual defendia que os países menos desenvolvidos não tinham nada a ganhar com a adoção do livre cambismo e com a especialização da produção, haja vista que os produtos industrializados tendiam a aumentar o seu valor em uma proporção maior do que os produtos primários, criando um círculo vicioso; a solução seria a implantação de indústrias nesses países, protegidas por mecanismos protecionistas: proteção às indústrias nascentes e substituição de importações, e ainda a criação de um bloco econômico no qual as indústrias de cada país seriam complementares entre si (ALALC); atualmente, o livre cambismo é aplicado, de forma moderada, no comércio intrablocos. Sua adoção pressupõe a existência de falhas no mercado, as quais podem ser corrigidas pela intervenção governamental; estimulam a produção e competitividade de bens de alto valor agregado, destinados à exportação. Página 22 de 33
23 Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico Protecionismo Barreiras Tarifárias Barreiras Não-Tarifárias O comércio internacional é um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento econômico. Assim, cada país adotará a política comercial que lhe seja mais favorável, respeitadas as regras determinadas pela OMC. O Estado atua e regula o mercado em diversos aspectos, adotando tanto barreiras tarifárias quanto barreiras nãotarifárias com relação à importação de bens e serviços, no intuito de promover o desenvolvimento econômico através do fortalecimento da indústria nacional. Friedrich List: imposição de barreiras aos produtos estrangeiros concorrentes daqueles produzidos pelas indústrias nascentes, as quais seriam gradativamente removidas à medida que as indústrias se tornassem maduras; as restrições às importações, além de equilibrar a balança comercial, também aumentaria o número de empregos, assim, os países deveriam produzir internamente as mercadorias em substituição às importações. GATT/47: impulsionar o comércio internacional, a regra é o liberalismo, o protecionismo a exceção, exemplos: segurança nacional, defesa comercial, estabilização da balança comercial (desde que as reservas estejam seriamente comprometidas e que haja prazo determinado para tanto), proteção a setores industriais nascentes. Brasil: protecionismo (entre décadas de 1950 e 1990), com gradativa liberalização a partir da década de Críticas: a proteção da indústria nacional frente à concorrência estrangeira causaria um inevitável aumento de preços no mercando interno, gerando a diminuição da renda dos consumidores, além de ocasionar uma progressiva ineficiência dessas indústrias, reduzindo a oferta de empregos. Neoprotecionismo: uso abusivo de barreiras não-tarifárias. Também denominadas de direitos aduaneiros, são os tributos incidentes nas operações de comércio internacional, sendo os mais conhecidos o II e o IE; caráter eminentemente extrafiscal; tipos: ad valorem (percentual sobre valor da mercadoria), específica (valor que incide sobre unidade/quantidade da mercadoria), mista (incorpora as tarifas ad valorem e específica). Todas as formas de barreiras que não sejam tarifárias; são instrumentos e mecanismos disfarçados ; tipos: cotas (restrição quantitativa), subsídios (benefícios econômicos governamentais), medidas compensatórias (combate os subsídios), medidas antidumping (combate o dumping), medidas de salvaguarda (proteção à indústria doméstica de danos pelo aumento excessivo de importações), medidas sanitárias/fitossanitárias (saúde, proteção da fauna/flora, controle de produtos agrícolas/ pecuários), barreiras técnicas (restringe características, qualidade, requisitos de segurança), licenciamento de importação (controle administrativo exercido pelos órgãos anuentes), procedimentos alfandegários (caso excessivamente burocráticos), controles cambiais (câmbio flutuante, varia com o produto ou a operação), valoração aduaneira arbitrária (em desacordo com o AVA-GATT), acordo voluntário de restrição às exportações (país limita voluntariamente suas exportações a outro). Página 23 de 33
24 A melhor maneira de se motivar para estudar é ter a certeza de que você nunca irá desistir do seu objetivo, que é a aprovação! Questão 01. (AFTN/1996) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio que parte do pressuposto de que a natureza desigual dos países e regiões torna a especialização uma necessidade, sendo o comércio o meio pelo qual todos os participantes obtêm vantagens dessa especialização. Cada país deveria especializar-se na produção de bens onde consegue maior eficiência, trocando o excedente por outros bens que outros países produzem com mais eficiência. O principal argumento contra o livre-cambismo, desde o século XIX (A. Hamilton e F.List), se concentra na ideia de que: a) O livre-cambismo é incapaz de promover a justiça social. b) No livre-cambismo, somente se beneficiam do comércio os países que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. Quando isso não ocorre, a concorrência é predatória. c) O livre-cambismo é bom para os países de economia madura, mas os países com indústrias nascentes necessitam de alguma forma de proteção. d) O livre-cambismo atende apenas aos interesses dos grandes exportadores, que usam a liberdade econômica para estabelecer monopólios e cartéis. e) Na verdade não existe livre-cambismo na prática. Todos os países são protecionistas em razão da intervenção do Estado. Questão 02. (AFTN/1998) Não é verdadeiro, em relação ao Livre-Cambismo, que: a) Todas as moedas devem ser conversíveis em ouro. b) O governo deve remover todos os obstáculos legais para o funcionamento de um comércio livre. c) Existe uma divisão internacional do trabalho. d) O governo deve se limitar à manutenção da lei e da ordem. e) Existe uma especialização de funções, motivada pela distribuição desigual de recursos naturais ou por outros motivos. Questão 03. (AFTN/1998) Indique a opção que não está relacionada com a prática do mercantilismo: a) O comércio exterior deve ser estimulado, pois um saldo positivo na balança fornece um estoque de metais preciosos. b) O princípio segundo o qual o Estado deve incrementar o bem-estar nacional. c) O conjunto de concepções que incluía o protecionismo, a atuação ativa do Estado e a busca de acumulação de metais preciosos, que foram aplicadas em toda a Europa homogeneamente no século XVII. Página 24 de 33
25 d) A riqueza da economia depende do aumento da população e do volume de metais preciosos do país. e) Uma forte autoridade central é essencial para a expansão dos mercados e a proteção dos interesses comerciais. Questão 04. (AFTN/1998) Entre as opções abaixo, indique aquela que não constitui argumento utilizado pelo protecionismo: a) É preciso manter as indústrias de um país em um nível tal que possam atender à demanda em caso de um corte de fornecimento externo devido a uma guerra. b) O comércio e a indústria são mais importantes para um país do que a agricultura e, portanto, devem ser submetidos a tarifas para evitar a concorrência com produtos estrangeiros. c) A adoção de tarifas favorece a criação de empresas nacionais. d) Quando há capacidade ociosa, as tarifas contribuem para aumentar o nível de atividade e de emprego, e, portanto, de renda de um dado país. e) As indústrias-chave da defesa nacional devem ser protegidas para evitar a ação de fornecedores estrangeiros. Questão 05. (AFRF/2000) Entre as razões abaixo, indique aquela que não leva à adoção de tarifas alfandegárias. a) Aumento de arrecadação governamental. b) Proteção à indústria nascente. c) Estímulo à competitividade de uma empresa. d) Segurança nacional (defesa). e) Equilíbrio do Balanço de Pagamentos. Questão 06. (AFRF/2000) Julgue as opções abaixo e assinale a correta: a) O livre-cambismo é uma doutrina de comércio estabelecida através de tarifas protecionistas, a subvenção de créditos, a adoção de câmbios diferenciados. b) O livre-cambismo só beneficia os países em desenvolvimento, que apresentam uma pauta de exportações onde a maioria dos produtos possui demanda inelástica. c) O livre-cambismo é uma doutrina pela qual o governo não provê a remoção dos obstáculos legais em relação ao comércio e aos preços. d) O livre-cambismo defende a adoção de tarifas em situação de defesa nacional. e) O livre-cambismo rege que a livre troca de produtos no campo internacional, os quais seriam vendidos a preços mínimos, num regime de mercado, se aproximaria ao da livre concorrência perfeita. Questão 07. (AFRF/2000) Para explicar a relação entre comércio de produtos primários e industrializados, a Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) apresentou uma série de estudos e propostas. Acerca da CEPAL pode-se fazer as seguintes afirmativas abaixo, exceto: a) A CEPAL teve um papel decisivo na criação da ALALC. b) Os países produtores de bens primários deveriam diversificar sua produção, deixando de ser produtores de monoculturas. c) Os países em desenvolvimento deveriam abrir suas economias para torná-las mais competitivas e assim conquistarem espaço no comércio internacional. d) Os países em desenvolvimento deveriam procurar exportar produtos manufaturados. Página 25 de 33
26 e) O comércio internacional tendia a gerar uma desigualdade básica nas relações de troca (uma deterioração nas relações de troca) pois os preços das matérias-primas (dos países em desenvolvimento) tendia a declinar a longo prazo, enquanto o preço dos produtos manufaturados (fabricados em geral em países desenvolvidos) tendia a subir. Questão 08. (ACE/2008-ADAPTADA) A ausência de um sistema financeiro eficiente, que permita canalizar a poupança dos setores tradicionais para as novas indústrias, por representar uma falha de mercado, justifica o uso de restrições comerciais, na forma de tarifas, para proteger a indústria nascente. Questão 09. (ACE/2008) Embora o GATT proíba, como regra geral, a aplicação de medidas restritivas de caráter quantitativo, a imposição de cotas de importação é reconhecida como medida de política comercial legítima, quando de caráter condicional, excepcional e temporário, para a correção de desequilíbrios do mercado doméstico. Questão 10. (AFRF/2000-ADAPTADA) As Barreiras Não-Tarifárias (BNT) são frequentemente apontadas como grandes obstáculos ao comércio internacional. Podem vir a se constituir Barreiras Não-Tarifárias (BNT) todas as modalidades abaixo, exceto: a) Medidas Fitossanitárias. b) Barreiras Técnicas. c) Direitos Aduaneiros. d) Licença de Importação. e) Cotas. Questão 11. (AFRF/2000) Não constitui prática restritiva adotada pelos governos: a) Formação e operação de cartéis de crise, cujo objetivo é a recuperação de indústrias em dificuldade. b) Manutenção de barreiras à entrada no mercado de produto estrangeiro para proteger o produtor doméstico. c) Acordos de preços predatórios para os produtos exportados e para os produtos de venda doméstica. d) Negociação de acordos voluntários de exportação. e) Estabelecimento de relações privilegiadas fornecedor-cliente, impedindo acesso ao mercado de fornecedores externos. Questão 12. (ACE/2002) Com base no conhecimento econômico contemporâneo a respeito do comércio internacional e subsídios às exportações, pode-se dizer que: a) subsídios às exportações produzem resultados positivos em uma economia nacional e na economia internacional, na medida em que implicam expandir as exportações líquidas e, com isso, aumentar o PIB nacional, por conseguinte o global, no longo prazo. b) subsídios às exportações podem produzir resultados positivos em uma economia nacional no curto prazo, por expandir as exportações líquidas, mas, no longo prazo, Página 26 de 33
27 implicam distorções que dificultam a alocação eficiente de fatores de produção tanto internamente como, dependendo do tamanho da economia, em âmbito global. c) subsídios às exportações podem produzir resultados positivos em uma economia nacional no curto prazo, por expandir as exportações líquidas; além disso, encerram incentivos à formação bruta de capital, assegurando o crescimento no longo prazo. d) subsídios às exportações contribuem para o crescimento do PIB mundial no curto e no longo prazo, por implicarem o aumento das exportações brutas. Uma vez expandido o produto global, a distribuição dos benefícios dá-se de forma homogênea, em função inversa aos subsídios concedidos. e) subsídios às exportações contribuem para o crescimento do PIB apenas no curto prazo, por implicarem o aumento das exportações líquidas; no longo prazo, são eficazes apenas indiretamente, por atraírem investimentos estrangeiros, usualmente alocados a economias cujos governos estabelecem rígidos controles sobre os fluxos comerciais e financeiros sob sua jurisdição. Questão 13. (ACE/2002) O argumento em favor da proteção às indústrias nascentes ganhou força com a publicação do Report on Manufactures, de Alexander Hamilton, que defendeu o desenvolvimento nos Estados Unidos da América e o uso de tarifas para promovê-lo. A respeito dos instrumentos de proteção a indústrias nascentes é correto afirmar que: a) o argumento que analisa as economias de escala produzidas pela proteção a indústrias nascentes defende como instrumento principal as firmas, em vez de indústrias, uma vez que, ao concentrar os benefícios nas mãos de poucos agentes privados, preferencialmente um monopólio, criam-se condições para que a indústria local se desenvolva mais rapidamente. b) desde que ocorra, a proteção a indústrias nascentes atinge os resultados pretendidos a custos semelhantes, não importando muito se utiliza instrumentos tais como cotas, subsídios ou tarifas. c) o argumento que analisa a aquisição de experiência pela economia nacional, baseado no princípio de se aprender fazendo, o que permite justificar a proteção a tais indústrias por tempo indeterminado, preferencialmente longo, já que a inovação é condição necessária à manutenção da competitividade industrial. d) entre as principais críticas aos instrumentos utilizados para proteger indústrias nascentes estão os argumentos que apontam algumas de suas implicações, a exemplo da dificuldade de se escolher corretamente as indústrias que devem receber proteção, a relutância das indústrias a dispensar a proteção recebida e seus efeitos deletérios sobre outras indústrias. e) entre as principais críticas aos instrumentos utilizados para proteger indústrias nascentes estão os argumentos que apontam algumas de suas implicações, a exemplo da dificuldade de se combinar as indústrias que devem receber proteção com o modelo de substituição de importações, a concordância das indústrias em dispensar a proteção recebida e seus efeitos deletérios sobre outras indústrias. Questão 14. (AFRFB/2009) A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países, sendo perseguida a partir de ênfases diferenciadas quanto ao grau de exposição dos mercados domésticos à competição internacional. Com base nessa assertiva e considerando as diferentes orientações que podem assumir as políticas comerciais, assinale a opção correta. a) As políticas comerciais inspiradas pelo neo-mercantilismo privilegiam a obtenção de superávits comerciais notadamente pela via da diversificação dos mercados de exportação para produtos de maior valor agregado. Página 27 de 33
28 b) Países que adotam políticas comerciais de orientação liberal são contrários aos esquemas preferenciais, como o Sistema Geral de Preferências, e aos acordos regionais e sub-regionais de integração comercial celebrados no marco da Organização Mundial do Comércio por conterem, tais esquemas e acordos, componentes protecionistas. c) A política de substituição de importações valeu-se preponderantemente de instrumentos de incentivos à produção e às exportações, tendo o protecionismo tarifário importância secundária em sua implementação. d) A ênfase ao estímulo à produção e à competitividade de bens de alto valor agregado e de maior potencial de irradiação econômica e tecnológica a serem destinados fundamentalmente para os mercados de exportação caracteriza as políticas comerciais estratégicas. e) As economias orientadas para as exportações, como as dos países do Sudeste Asiático, praticam políticas comerciais liberais em que são combatidos os incentivos e quaisquer formas de proteção setorial, privilegiando antes a criação de um ambiente econômico favorável à plena competição comercial. Questão 15. (ACE/2012) Em relação aos subsídios às exportações, é correto afirmar que a) são proibidos pela normativa da OMC por distorcerem as condições de concorrência internacional. b) seus efeitos sobre os preços no mercado interno do país que os aplica são semelhantes aos de uma tarifa sobre as importações. c) produzem deterioração dos termos de troca ao elevar os preços no mercado interno e reduzi-los nos mercados de destino, o que é compensado pelo aumento da renda que provocam no mercado interno. d) exercem efeitos concentradores de renda na medida em que envolvem transferência de recursos públicos em favor de um segmento específico do setor produtivo, e diminuem a renda do próprio governo e dos consumidores. e) possuem efeitos positivos em termos do bem-estar econômico geral de um país na medida em que contribuem diretamente para o crescimento e diversificação da atividade econômica e para o aumento do emprego e da renda nos setores exportadores. Página 28 de 33
29 C A C C B Gabarito B C E C V V C D D A Página 29 de 33
30 Bem pessoal, vamos agora aos comentários das questões 13 a 15. As questões 01 a 12 já foram comentadas durante a aula. Questão 13. (ACE/2002) O argumento em favor da proteção às indústrias nascentes ganhou força com a publicação do Report on Manufactures, de Alexander Hamilton, que defendeu o desenvolvimento nos Estados Unidos da América e o uso de tarifas para promovê-lo. A respeito dos instrumentos de proteção a indústrias nascentes é correto afirmar que: a) o argumento que analisa as economias de escala produzidas pela proteção a indústrias nascentes defende como instrumento principal as firmas, em vez de indústrias, uma vez que, ao concentrar os benefícios nas mãos de poucos agentes privados, preferencialmente um monopólio, criam-se condições para que a indústria local se desenvolva mais rapidamente. b) desde que ocorra, a proteção a indústrias nascentes atinge os resultados pretendidos a custos semelhantes, não importando muito se utiliza instrumentos tais como cotas, subsídios ou tarifas. c) o argumento que analisa a aquisição de experiência pela economia nacional, baseado no princípio de se aprender fazendo, o que permite justificar a proteção a tais indústrias por tempo indeterminado, preferencialmente longo, já que a inovação é condição necessária à manutenção da competitividade industrial. d) entre as principais críticas aos instrumentos utilizados para proteger indústrias nascentes estão os argumentos que apontam algumas de suas implicações, a exemplo da dificuldade de se escolher corretamente as indústrias que devem receber proteção, a relutância das indústrias a dispensar a proteção recebida e seus efeitos deletérios sobre outras indústrias. e) entre as principais críticas aos instrumentos utilizados para proteger indústrias nascentes estão os argumentos que apontam algumas de suas implicações, a exemplo da dificuldade de se combinar as indústrias que devem receber proteção com o modelo de substituição de importações, a concordância das indústrias em dispensar a proteção recebida e seus efeitos deletérios sobre outras indústrias. Comentários Alternativa A: o objetivo da proteção às indústrias nascentes são os setores produtivos industriais e não simplesmente as empresas, de Página 30 de 33
31 maneira que protege a implantação desses setores e não a criação de novas empresas de um setor industrial já estabelecido. Incorreta. Alternativa B: os subsídios são barreiras não-tarifárias que são custeados pelos cofres públicos, enquanto que as barreiras tarifárias impostas aos produtos aumentam a arrecadação do país. Incorreta. Alternativa C: a proteção às indústrias nascentes é concedida por certo prazo, e não por prazo indeterminado. Incorreta. Alternativa D: a dificuldade de escolha das indústrias que receberão a proteção, a relutância destas quando do encerramento da proteção recebida e os efeitos negativos da proteção sobre outras indústrias estão entre as principais críticas relacionadas à proteção de indústrias nascentes. Correta. Alternativa E: o governo é quem decide por quanto tempo valerá a proteção concedida a determinado setor industrial, não dependendo da concordância ou discordância deste. Incorreta. Gabarito: D Questão 14. (AFRFB/2009) A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países, sendo perseguida a partir de ênfases diferenciadas quanto ao grau de exposição dos mercados domésticos à competição internacional. Com base nessa assertiva e considerando as diferentes orientações que podem assumir as políticas comerciais, assinale a opção correta. a) As políticas comerciais inspiradas pelo neo-mercantilismo privilegiam a obtenção de superávits comerciais notadamente pela via da diversificação dos mercados de exportação para produtos de maior valor agregado. b) Países que adotam políticas comerciais de orientação liberal são contrários aos esquemas preferenciais, como o Sistema Geral de Preferências, e aos acordos regionais e sub-regionais de integração comercial celebrados no marco da Organização Mundial do Comércio por conterem, tais esquemas e acordos, componentes protecionistas. c) A política de substituição de importações valeu-se preponderantemente de instrumentos de incentivos à produção e às exportações, tendo o protecionismo tarifário importância secundária em sua implementação. d) A ênfase ao estímulo à produção e à competitividade de bens de alto valor agregado e de maior potencial de irradiação econômica e tecnológica a serem destinados fundamentalmente para os mercados de exportação caracteriza as políticas comerciais estratégicas. Página 31 de 33
32 e) As economias orientadas para as exportações, como as dos países do Sudeste Asiático, praticam políticas comerciais liberais em que são combatidos os incentivos e quaisquer formas de proteção setorial, privilegiando antes a criação de um ambiente econômico favorável à plena competição comercial. Comentários Alternativa A: o neomercantilismo utiliza-se de barreiras não-tarifárias como mecanismo de restrição às importações. Incorreta. Alternativa B: pelo contrário, o SGP e os acordos regionais de integração comercial possuem cunho eminentemente liberal. Incorreta. Alternativa C: a substituição de importações, sendo uma prática protecionista, se valia da imposição de barreiras tarifárias aplicadas a produtos importados no intuito de proteger os produtos produzidos pela indústria nacional. Incorreta. Alternativa D: é justamente isso que significam as políticas comerciais estratégicas. Correta. Alternativa E: nas indústrias com o foco na exportação, há sim incentivos estatais, principalmente na forma de subsídios que beneficiam os setores exportadores. Incorreta. Gabarito: D Questão 15. (ACE/2012) Em relação aos subsídios às exportações, é correto afirmar que: a) são proibidos pela normativa da OMC por distorcerem as condições de concorrência internacional. b) seus efeitos sobre os preços no mercado interno do país que os aplica são semelhantes aos de uma tarifa sobre as importações. c) produzem deterioração dos termos de troca ao elevar os preços no mercado interno e reduzi-los nos mercados de destino, o que é compensado pelo aumento da renda que provocam no mercado interno. d) exercem efeitos concentradores de renda na medida em que envolvem transferência de recursos públicos em favor de um segmento específico do setor produtivo, e diminuem a renda do próprio governo e dos consumidores. e) possuem efeitos positivos em termos do bem-estar econômico geral de um país na medida em que contribuem diretamente para o crescimento e diversificação da atividade econômica e para o aumento do emprego e da renda nos setores exportadores. Página 32 de 33
33 Comentários Alternativa A: os subsídios às exportações são considerados uma prática desleal de comércio. Correta. Alternativa B: são os efeitos opostos, as tarifas aumentam o preço, enquanto os subsídios diminuem. Incorreta. Alternativa C: a deterioração dos termos de troca não é compensada pelo aumento da renda que provocam no mercado interno, pelo fato de um aumento artificial na renda distorcer o fluxo normal do comércio. Incorreta. Alternativa D: os subsídios às exportações, ao contribuir para a sua expansão, produzem efeitos positivos na economia interna, pelo menos no curto prazo, ocasionando aumento da renda do governo, pelo incremento da arrecadação. Incorreta. Alternativa E: ao contrário, provocam um efeito nocivo sobre o bemestar econômico geral pelo fato de distorcerem a alocação eficiente dos fatores de produção. Incorreta. Gabarito: A Amigos, hoje ficamos por aqui. Até a próxima aula! Qualquer dúvida, postem lá no fórum. Bons estudos! Abraços Vitor Valente [email protected] Página 33 de 33
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