Poluição & Biomonitoramento

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1 Poluição & Biomonitoramento Prof. Marcos Callisto Laboratório de Ecologia de Bentos Tel , Fax UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

2 Os ambientes aquáticos são ecossistemas valiosos! Valor ecológico: manutenção da vida silvestre, habitats significativos para inúmeras espécies, valor intrínseco dos ecossistemas, manutenção e incremento da qualidade do ambiente. UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

3 Rios - ecossistemas contínuos intimamente ligados à história brasileira; sistemas únicos e valiosos (contexto social e econômico); enfoques e soluções ambientalmente sustentáveis; cada parte possui conjunto de ambientes, fauna e flora; As estratégias de manejo devem refletir os requerimentos de toda a bacia! UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

4 Década de 70 Ambiente Vs. Desenvolvimento Fragilidade e Insustentabilidade da Economia Contemporânea Ritmo, Padrão de produção e Consumo UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

5 Poluição da água Decreto n.º /73, art. 13, 1º: Qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas, que possa importar em prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar das populações, causar dano à flora e à fauna, ou comprometer o seu uso para fins sociais e econômicos. UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

6 Poluição da água A poluição da água pode ser : Pontual Difusa Descarga de efluentes a partir de indústrias e de estações de tratamento de esgoto Escoamento superficial urbano, escoamento superficial de áreas agrícolas e deposição atmosférica São bem localizadas, fáceis de identificar e de monitorar Espalham-se por toda a cidade, são difíceis de identificar e tratar UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

7 Poluição da água Principais formas de poluição da água: Poluição Sedimentar Biológica Térmica Despejo de substâncias UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

8 Poluição Sedimentar Acúmulo de partículas em suspensão: Desmatamento, extração mineral, erosões Interferem na fotossíntese e na capacidade dos animais encontrarem alimentos; UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

9 Poluição Biológica Presença de organismos patogênicos (diarréias bacterianas, a cólera epidêmica e a febre tifóide); 4 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso à água potável tratada; Mesmo com o controle simples 250 milhões de casos de doenças transmitidas pela água por ano; Considera-se também a introdução de espécies. UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

10 Poluição Térmica Descarte de grandes volumes de água aquecida em rios e oceanos: Causas: Industrias (resfriamento de reatores, desmatamento, urbanização, etc) Aumenta metabolismo aumento no consumo de O 2 ; Densidade muda estratificação; Solubilidade diminui O 2 e N 2 ; UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

11 Poluição por Despejo de Substâncias Despejo de substâncias tóxicas presença não é fácil de remover e nem de detectar; Principais poluentes: Fertilizante agrícola, esgoto doméstico e industrial, petróleo e metais pesados UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

12 Vista a necessidade de cuidar desse bem precioso: Lei Federal 9433 de 8 de janeiro de 1997 Política Nacional de Recursos Hídricos Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Princípios da Gestão: gestão descentralizada e participativa (Comitês); bacia hidrográfica como unidade de estudo (Planos); usos múltiplos da água (Cadastramento); valoração da água (Cobrança). Lei no UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

13 Lei Federal de 29 de janeiro de 1999 Política Estadual de Recursos Hídricos Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM Resolução CONAMA n o 357 de 17 de Março de 2005 Deliberação Normativa 10/86 Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências

14 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL ECOSSISTEMAS NATURAIS ECOSSISTEMAS IMPACTADOS CARACTERÍSTICAS Alta diversidade espécies Alta resiliência Alta resistência SERVIÇOS Abastecimento doméstico e industrial Irrigação Dessedentação de animais Preservação da fauna e flora Recreação e lazer Geração de energia elétrica Recursos pesqueiros Transporte/navegação Geração de energia CARACTERÍSTICAS Baixa diversidade espécies Aumento número indivíduos Eutrofização artificial Contaminação ou poluição bacteriana Poluição química das águas Corrosão das canalizações Cor, sabor e odor desagradáveis Condições para blooms de algas Formação de espumas Elevação do custo de tratamento DESSERVIÇOS Doenças Diluição de despejos Mortandades de peixes Redução valor econômico Destruição de plantações Fonte: Callisto et al., 2004

15 BIOMONITORAMENTO (definição) Uso sistemático de respostas biológicas para avaliar mudanças no ambiente com o objetivo de utilizar esta informação em um Programa de Controle de Qualidade. Estas mudanças, na maioria das vezes, têm fontes antropogênicas. Rosenberg & Resh (1993) UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

16 O monitoramento ambiental deve responder: 1- Qual o estado funcional atual do ecossistema de onde os recursos serão retirados? 2- Para que propósito é possível utilizar os recursos (e quanto?), sem modificar o funcionamento do ecossistema? (Callisto & Gonçalves, 2005) UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

17 Biomonitoramento - Histórico - Senso comum de biomonitoramento (não cientistas) - Cheiro de H 2 S - Mortandade de peixes em lagoas costeiras - Mercúrio na Amazônia - Revolução Industrias canários em minas de carvão - Século XX identificação de spp indicadoras da degradação de rios e lagos, classificação biológica de lagos - Desenvolvimento lento (comparando com outras áreas) (Callisto & Gonçalves, 2005) UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

18 Escala de Estudos Leito pedregoso Detritos orgânicos na margem Silte e argila sobre seixos Biofilme musgos galhos ordem de rio segmento de rio Rápidos e remansos cascalho Microhabitats no leito Organização hierárquica de um ecossistema lótico e seus habitats e microhabitats. Fonte: UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

19 E na prática... Biomonitoramento e Levantamentos Ambientais: - antes e depois da instalação de um projeto (raro!) - antes e depois do lançamento de um poluente (em um rio) - Perguntas: - As técnicas de manejo estão funcionando? - As medidas de conservação estão ok? - Predizer impactos ambientais a priori (antes que ocorram!) - Biomonitoramento Histórico ou Levantamento a Longo Prazo - evidenciam problemas ambientais que estão começando... - duração: de alguns anos a algumas décadas (Callisto & Gonçalves, 2005) UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

20 Conformidade... - Respostas rápidas à legislação ambiental - Controle de qualidade de água a longo prazo - Bioindicadores: - testar carga poluidora de efluentes - manter padrões antes e após a construção de um projeto Reservatório Soledade (Ouro Branco) (Callisto & Gonçalves, 2005) UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

21 Condições de Referência (RCA): O RCA mede a variabilidade natural da biota entre locais em condições de referência. Vantagens: (i) (ii) (iii) define e quantifica saúde de ecossistemas; explica certa variação entre ecossistemas saudáveis; a mensuração da diferença de um local teste em relação a um local em condição de referência é a medida do efeito das fontes de estresse no ecossistema. Fonte: Bailey et al., UFMG ICB Depto. Biologia Geral, Lab. Ecologia de Bentos

22 SITES DE REFERÊNCIA - Critérios para seleção: CARACTERISTICAS LOCAIS REQUERIMENTOS O LOCAL DEVE... (a) ser representativo das principais características da região; (b) não estar sujeito, ou o mínimo possível, a influência humana; (c) ser de fácil acesso e seguro durante as amostragens; O LOCAL NÃO DEVE... (d) ser suficientemente distante de qualquer fonte de poluição que possa influenciar a composição das comunidades biológicas; (a) estar próximo a alterações físicas (pontes, canalizações, dragagem, deflorestamento, etc); (b) estar sujeito a significativas regulações adversas de água e/ou alterações do volume, vazão, temperatura; (c) localizar-se próximo de fontes de poluição. Callisto & Moretti, ONU

23 Biomonitoramento de corpos hídricos receptores de efluentes industriais nos limites da Gerdau Açominas/Ouro Branco através da avaliação de comunidades bentônicas Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

24 Introdução As atividades humanas têm exercido crescente pressão sobre os ecossistemas aquáticos. Os rios são os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Apenas indicadores físicos e químicos são insuficientes para uma detalhada avaliação ambiental. Bioindicadores são espécies escolhidas por sua sensibilidade ou tolerância a vários parâmetros, como poluição orgânica ou outros tipos de poluentes (Washington, 1984). Vantagens: - Organismos possuem maior suscetibilidade a uma ampla variedade de estressores. Ecossistemas podem ser avaliados em escalas espaciais e temporais mais amplas. Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

25 Introdução Macroinvertebrados bentônicos bioindicadores de qualidade de água são invertebrados (em sua maioria insetos) visíveis a olho nu (maiores que 0,5mm) e que vivem no fundo de rios e lagos, associados ao sedimento, em pedras, folhas em decomposição, etc. - Organismos cosmopolitas (presentes na grande maioria dos ambientes) - Natureza primariamente sedentária (se movimentam pouco), o que os torna indicadores fiéis das condições ambientais locais. - Ciclo de vida longo, o que permite avaliações ambientais em escalas temporais mais amplas. - Grupo de grande diversidade taxonômica, sendo possível estabelecer um nítido gradiente de espécies sensíveis e tolerantes a diversos impactos. - Amostragem, triagem e identificação relativamente simples. Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

26 Meta do Projeto Implementar um programa de biomonitoramento e de conservação dos recursos naturais nos limites da Gerdau Açominas/Ouro Branco. Avaliação de características físicas e químicas da água. Avaliação da integridade e diversidade dos hábitats. Biomonitoramento de macroinvertebrados nos sedimentos e, complementarmente, por meio de substratos padronizados. Fase 01: 2006 Fase 02: 2007 e 2008 Fase 03: 2009 a 2011 Fase 04: ? (10 anos contínuos!) Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

27 Pontos de Amostragem Ribeirão Gurita Córrego Cuiabá Estações de referência Estação G01 Estação G03 Estações impactadas Estação G02 Estação G04 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

28 Metodologia Mensuração de variáveis físicas e químicas na água Utilizando equipamentos portáteis (em campo): Condutividade elétrica Resistividade elétrica Redox da água Redox do sedimento Sólidos totais dissolvidos Temperatura da água ph Velocidade do fluxo d água Em laboratório: Oxigênio dissolvido Turbidez Alcalinidade Nitrogênio e fósforo totais Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

29 Metodologia Avaliação de Características Ecológicas em Trechos de Bacia Utilização do Protocolo de Avaliação Rápida das Condições Ecológicas e da Diversidade de Hábitats em Trechos de Bacias Hidrográficas, (Callisto et al., 2002). Avalia alterações antrópicas, vegetação ripária, heterogeneidade de hábitats, etc Pontuação: 0 a 40 pontos; condições impactadas 40 a 60 pontos; condições alteradas acima de 60 pontos; condições naturais Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

30 Metodologia Biomonitoramento dos sedimentos Amostrador Surber (30 x 30 cm, 0,25mm abertura de malha) Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

31 Metodologia Processamento em laboratório Lavagem de amostras Triagem e identificação dos organismos Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

32 Metodologia Biomonitoramento com substratos padronizados Bobs Pedras dos riachos da Gerdau Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

33 Principais Resultados Variáveis físicas e químicas na água G01 G02 G03 G04 Baixo redox do sedimento ph básico Alta turbidez Alta condutividade e resistividade Altos teores de oxigênio dissolvido Alta condutividade e resistividade Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

34 Principais Resultados Variáveis físicas e químicas na água Trechos de referência formaram grupos separados dos degradados G01 G02 G04 G03 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

35 Principais Resultados Avaliação de Características Ecológicas em Trechos de Bacia Gerdau 1 Gerdau 2 Gerdau 3 Gerdau 4 Natural Alterado Impactado G01 em condições intermediárias G02 em condições alteradas G03 em condições naturais G04 em condições intermediárias Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

36 Principais Resultados Biomonitoramento dos sedimentos e substratos padronizados RIQUEZA TAXONÔMICA Pedras Sedimento ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Bobs G1 G2 G3 G4 15 Maior em G03. Tendência de queda nos sedimentos durante o ano de 2008 (provavelmente em função da ocorrência de fortes chuvas) ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

37 Principais Resultados Biomonitoramento dos sedimentos e substratos padronizados ÍNDICE DE DIVERSIDADE 2,50 2,00 Pedras 1,50 2,50 2,00 Sedimento 1,00 0,50 1,50 1,00 0,50 0,00 0,00 2,50 2,00 ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Bobs G1 G2 G3 G4 1,50 1,00 Maior em G03. Ampla variação ao longo do tempo. 0,50 0,00 ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

38 Principais Resultados Biomonitoramento dos sedimentos e substratos padronizados ÍNDICE BIÓTICO (BMWP) Pedras 100 Sedimento G1 G2 G3 G ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Bobs Maior em G03. Ampla variação ao longo do tempo ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

39 Principais Resultados Biomonitoramento dos sedimentos e substratos padronizados DENSIDADE DE ORGANISMOS Pedras Sedimento ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Bobs G1 G2 G3 G4 400 Maior em G04 (Chironomidae). Baixa em G ago/07 set/07 out/07 nov/07 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 G1 G2 G3 G4 Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

40 Principais Resultados Fase 3: rompimento tubulação esgotos - Na área vizinha à estação G02 houve o rompimento da tubulação de esgotos desde o final de Estes esgotos drenam para o riacho e têm contribuído para o enriquecimento das águas com nutrientes. - A concentração de P-total na água desse riacho, que raramente ultrapassava o valor de 1mg.L-1, obteve em março o valor de 457mg.L-1. Esse valor é comparável aos valores observados em riachos altamente poluídos de grandes centros urbanos. Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

41 Principais Resultados Fase 3: rompimento tubulação esgotos - A eutrofização é visível através da intensa colonização de algas sobre as pedras e seixos no fundo do riacho. - Este lançamento pode levar à perda de diversos grupos de organismos sensíveis à poluição orgânica (p.ex. Plecoptera, Trichoptera e Ephemeroptera), diminuindo a biodiversidade bentônica. - Recomenda-se que intervenções na área sejam feitas com urgência. Parceria Gerdau Açominas/Laboratório de Ecologia de Bentos ICB,UFMG Síntese Metodológica e Resumo de Resultados

42 Um pouco de nossa experiência na UFMG Bacia do Rio das Velhas

43 Instituições Governamentais Sociedade Civil Organizada Instituições Privadas Bacia Geração de conhecimentos Transmissão destes conhecimentos Mobilização e atuação Desenvolvimento Sustentável

44

45 Quanto maior a concentração urbana, pior a qualidade das águas?

46 (C⁰) MZ 28- Rio do Peixe MZ25-Ribeirão Maquiné MZ26- Ribeirào da Mata MZ 27-Rio Jaboticatubas MZ37- Córrego das Pedras MZ18- Rio Pardo Pequeno MZ29- Rio Paraúna MZ30- Rio Curimataí TEMPERATURA N= 863 Córrego Baleares (jusante ETE Arrudas) Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Chuva1/03 Chuva2/03 Chuva1/04 Seca1/04 Seca2/04 Chuva1/05 Chuva2/05 Seca1/05 Seca2/05 Chuva1/06 Chuva2/06 Seca1/06 Seca2/06 Chuva1/07 Chuva2/07 Seca1/07 Seca2/07 Chuva1/08 Seca1/08 Seca2/08 Chuva2/08 Seca1/09 Chuva1/09 Chuva2/09 chuva1/10 Da cabeceira (Ouro Preto) a foz (Barra do Guaicuí) Valores entre 20⁰ a 30⁰ são ideais de crescimento de comunidade aquática (CETESB,2006)

47 MZ25-Ribeirão Maquiné MZ26- Ribeirào da Mata MZ 27-Rio Jaboticatubas MZ37- Córrego das Pedras MZ18- Rio Pardo Pequeno MZ29- Rio Paraúna MZ30- Rio Curimataí POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (ph) N= Córrego Baleares (jusante ETE Arrudas) MZ 28- Rio do Peixe Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Chuva1/03 Chuva2/03 Chuva1/04 Seca1/04 Seca2/04 Chuva1/05 Chuva2/05 Seca1/05 Seca2/05 Chuva1/06 Chuva2/06 Seca1/06 Seca2/06 Chuva1/07 Chuva2/07 Seca1/07 Seca2/07 Chuva1/08 seca1/08 seca2/08 chuva2/08 seca1/09 chuva1/09 Chuva2/09 Chuva1/10 Da cabeceira (Ouro Preto) a foz (Barra do Guaicuí) Limite superior ou inferior das classes 1,2 e 3 DN 01/2008 ( 6 9 )

48 MZ18-Rio Pardo Pequeno referência MZ29-Córrego Paraúna referência MZ30-Córrego Paraúna referência OXIGÊNIO DISSOLVIDO N= MZ28 -Rio do Peixe referência MZ25-Ribeirão Maquiné referência MZ37-Córrego da Pedras referência MZ27 Rio Jaboticatubas referência MZ26-Ribeirão a Mata- referência Chuva 1-03 Chuva 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Chuva 1-10 Alto RMBH Médio Baixo Cabeceira Limite classe 1 DN Copam 01/2008 ( maior que 6 mg/l) Foz Limite classe 2 DN Copam 01/2008 ( 5,0 6,0 mg/l) Limite classe 2 DN Copam 01/2008 ( 4,0 5,0 mg/l)

49 MZ27 RiO Jaboticatubas referência MZ18-Rio Pardo Pequeno referência MZ29-Córrego Paraúna referência MZ30-Córrego Paraúna referência CONDUTIVIDADE ELÉTRICA N= MZ28 -Rio do Peixe referência MZ25-Ribeirão Maquiné referência MZ26-Ribeirão da Matareferência MZ37-Córrego da Pedras referência Chuva 1-03 Seca 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Chuva 1-10 Alto RMBH Médio Baixo Cabeceira Valores acima de 100 ms/cm indicam ambientes impactados (CETESB, 2005) Foz

50 NTU MZ 28- Rio do Peixe MZ 27-Rio Jaboticatubas MZ25-Ribeirão Maquiné MZ26- Ribeirào da Mata MZ18- Rio Pardo Pequeno TURBIDEZ N= Córrego Baleares (jusante ETE Arrudas) MZ37- Córrego das Pedras MZ29- Rio Paraúna MZ30- Rio Curimataí Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Chuva1/03 Chuva2/03 Chuva1/04 Seca1/04 Seca2/04 Chuva1/05 Chuva2/05 Seca1/05 Seca2/05 Chuva1/06 Chuva2/06 Seca1/06 Seca2/06 Chuva1/07 Chuva2/07 Seca1/07 Seca2/07 Chuva2/08 Seca1/09 Chuva1/09 Chuva2/09 Chuva1/10 Da cabeceira (Ouro Preto) Limite classe 1, 2 e 3 DN Copam 01/2008 ( maior 100 NTU) à foz (Barra do Guaicuí)

51 (mg/l) MZ29-Córrego Paraúna referência MZ30-Córrego Paraúna referência SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS N= MZ28 -Rio do Peixe referência MZ37-Córrego da Pedras referência MZ27 Rio Jaboticatubas referência MZ26-Ribeirão da Matareferência MZ25-Ribeirão Maquiné referência MZ18-Rio Pardo Pequeno referência Chuva 1-03 Chuva 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Chuva 1-10 Cabeceira Alto RMBH Médio Baixo Limite classe 1, 2 e 3 DN Copam 01/2008 ( maior 500 mg/l) Foz

52 ( mg / L ) MZ25-Ribeirão Maquiné MZ26- Ribeirào da Mata MZ 27-Rio Jaboticatubas MZ37- Córrego das Pedras MZ18- Rio Pardo Pequeno MZ29- Rio Paraúna MZ 28- Rio do Peixe MZ30- Rio Curimataí Córrego Baleares (jusante ETE Arrudas) P-Total N= 825 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Chuva1/03 Chuva 2/03 Chuva 2/03 Seca1/04 Seca2/04 Chuva1/05 Chuva2/05 Seca1/05 Seca2/05 Chuva1/06 Chuva2/06 Seca1/06 Seca2/06 Chuva1/07 Chuva2/07 Seca1/07 Seca2/07 Chuva1/08 Seca1/08 Seca2/08 Chuva2/08 Seca1/09 Chuva1/09 Da cabeceira (Ouro Preto) Limite classe 3DN Copam 01/2008 (0,1 0,15) Limite classe 1 e 2 DN Copam 01/2008 ( menor 0,1) à foz (Barra do Guaicuí)

53 MZ27 Rio Jaboticatubas referência MZ18-Rio Pardo Pequeno referência MZ26-Ribeirão da Mata- referência MZ37-Córrego da Pedras referência MZ29-Córrego Paraúna referência MZ30-Córrego Paraúna referência (mg/l) MZ25-Ribeirão Maquiné referência N-Total N= MZ28 -Rio do Peixe referência Chuva 1-03 Chuva 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Alto RMBH Médio Baixo Cabeceira Limite classe Resolução Conama 357/2005 (menor 1,27 mg/l) Foz

54 77,76 6,44 3,88 142, ,7 6831,9 142,50 4,12 142,5 9,01 5,77 2,89 0,85 142,50 5,15 8,85 4,52 142,50 4,92 7,75 3,49 3,06 2,75 DENSIDADE POPULACIONAL X P-TOTAL 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Da cabeceira (Ouro Preto) a foz (Barra do Guaicuí)

55 77,76 6,44 3,88 142, ,7 6831,9 142,50 4,12 142,5 9,01 5,77 2,89 0,85 142,50 5,15 8,85 4,52 142,50 4,92 7,75 3,49 3,06 2,75 DENSIDADE POPULACIONAL x N-TOTAL 9 8,5 8 7,5 7 6,5 6 5,5 5 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Alto RMBH Médio Baixo Rio das Velhas Da cabeceira (Ouro Preto) a foz (Barra do Guaicuí)

56 Como a distribuição de bioindicadores muda ao longo da bacia?

57 BMWP (Biological Monitoring Working Party) MZ37-Córrego da Pedras referência MZ28 -Rio do Peixe referência MZ27 Rio Jaboticatubas referência MZ26-Ribeirão da Mata- referência MZ25-Ribeirão Maquiné referência referência MZ18-Rio Pardo Pequeno referência MZ29-Córrego Paraúna MZ30-Córrego Paraúna referência Chuva 1-03 Chuva 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Alto RMBH Médio Baixo Cabeceira Foz

58 ASPT (Average Score per Taxon) 7 MZ28 -Rio do Peixe referência MZ37-Córrego da Pedras referência MZ27 Rio Jaboticatubas referência MZ29-Córrego Paraúna referência MZ26-Ribeirão da Mata- referência MZ25-Ribeirão Maquiné referência MZ18-Rio Pardo Pequeno referência MZ30-Córrego Paraúna referência Chuva 1-03 Chuva 2-03 Chuva 1-04 Seca 1-04 Chuva 2-04 Chuva 1-05 Seca 1-05 Seca 2-05 Chuva 2-05 Chuva 1-06 Seca 1-06 Seca 2-06 Chuva 2-06 Chuva 1-07 Seca 1-07 Seca 2-07 Chuva 2-07 Chuva 1-08 Seca 1-08 Seca 2-08 Chuva 2-08 Chuva 1-09 Seca 2-09 Chuva 2-09 Alto RMBH Médio Baixo Cabeceira Foz

59 Influência da ETE-Arrudas Ribeirão Arrudas jusante da ETE Arrudas Fósforo Total Nitrogênio Total Oxigênio Dissolvido Riqueza Taxonônima

60 MATERIAL E MÉTODOS Trechos em Condições de Referência ou em Condições Minimamente Alteradas Áreas Protegidas Parques Estaduais e Nacionais Paz et al. (2009) Neot. Biol. & Cons.

61 Método BEAST - Benthic Assessment of SedimenT MATERIAL E MÉTODOS Physical-chemical parameters influenced by human activities (e.g., nutrients, oxygen, turbidity) To establish Reference Conditions Stepwise Discriminant Analysis of abiotic data (Statistica 6.0) MDS and CLUSTER for reference sites (Primer 6 Beta) To determine the reference group Simper Analysis for benthic communities of reference sites (Primer 6 Beta) MDS with reference and tested sites using benthic community data (Primer 6 Beta) To evaluate sites to be tested Ordenation axis of tested sites in contrast with reference sites BEAST elipses (Statistica 6.0) Modified from Feio et al. (2006) Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

62 Os resultados do BEAST classificaram 16 sites em: RESULTADOS -naturais (2 sites, 7 famílias bentônicas típicas), 3,0 2,0 stress 0,07 - alterados (4 sites, 12 famílias bentônicas típicas), - impactados (3 sites, 2 famílias tolerantes), 1,0 0,0 C órrego B aleares C órrego S ta. Terezinha -1,0 C órrego C ardoso -2,0 - degradados (7 sites, 5 famílias resistentes). -3,0-3,0-2,0-1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 3,0 stress 0,05 2,0 stress 0,05 2,0 1,0 C órrego B om S ucesso C órrego N. S ra. P iedade 1,0 C órrego B om S ucesso C órrego E ng. N ogueira C órrego 1º de M aio 0,0 C órrego E ng. N ogueira 0,0-1,0-1,0-2,0-3,0-2,0-2,0-1,0 0,0 1,0 2,0-3,0-2,0-1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

63 RESULTADOS Sites degradados e com baixa qualidade de água na bacia do rio das Velhas. 3,0 2,0 1,0 stress 0,05 R ibeirão A rrudas 0,0-1,0 R ibeirão A rrudas C órrego O nça C órrego O nça -2,0-3,0-3,0-2,0-1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 3,0 stress 0,05 2,0 1,0 R io Itabirito 0,0 R io das V elhas -1,0-2,0-3,0 C órrego do O nça -4,0-2,0 0,0 2,0 4,0 Sites naturais, importantes para a conservação da biodiversidade aquática. Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

64 RESULTADOS Sites Naturais Riqueza: ,8 Densidade: ind/m 2 Chironomidae 38% Hydropsychidae 22% Helicopsychidae 8% Oligochaeta 7% Leptohyphidae 4% Baetidae 4% Elmidae 3% Leptophebiidae 2% Bivalvia 2% Gastropoda 1% Philopotamidae 1% Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

65 RESULTADOS Sites Alterados Riqueza: 7 + 4,6 Densidade: ind/m 2 Chironomidae 66% Oligochaeta 18% Hydropsychidae 4% Psychodidae 3% Simuliidae 2% Gastropoda 2% Baetidae 1% Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

66 RESULTADOS Sites Impactados Riqueza: 5 + 4,4 Densidade: ind/m 2 Oligochaeta 66% Chironomidae 26% Psychodidae 1% Baetidae 1% Moreno et al. (2009) Hydrobiologia

67 SITUAÇÃO ATUAL ECOSSISTEMAS IMPACTADOS Extração de Areia Erosão Garimpos Esgotos Domésticos Aterro Sanitário Esgotos Industriais CARACTERÍSTICAS ECOLÓGICAS Baixa diversidade espécies Aumento número indivíduos de espécies tolerantes à poluição Contaminação de recursos hídricos e/ou poluição bacteriana Poluição química das águas: Cor, sabor e odor desagradáveis Corrosão de tubulações Condições para blooms de algas tóxicas Formação de espumas (altas concentrações de nutrientes) (DE)SERVIÇOS AMBIENTAIS Doenças Diluição de despejos Mortandades de peixes Redução valor econômico Destruição de plantações

68 INTERVENÇÕES Gerando Informações Pesquisa Recuperação da Vegetação Ripária Estações de Tratamento de Esgotos Fiscalização do Estado sobre as Empresas

69 METAS COM A RECUPERAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS... CARACTERÍSTICAS ECOLÓGICAS Alta diversidade espécies Alta resiliência Alta resistência SERVIÇOS AMBIENTAIS Abastecimento doméstico e industrial Irrigação Dessedentação de animais Preservação da fauna e flora Recreação e lazer Geração de energia elétrica Recursos pesqueiros Transporte/navegação Geração de energia

70 Garantir saúde para as futuras gerações QUALIDADE DE VIDA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SERVIÇOS ECOLÓGICOS QUALIDADE DE AGUA QUANTIDADE DE AGUA PESCA APOIO GOVERNO ESTADUAL APOIO GOVERNO FEDERAL PARCERIAS INTERNACIONAIS SAÚDE HUMANA MOBILIZAÇÃO SOCIAL TRANS DISCIPLINARIDADE PESQUISA REDES DE COLABORAÇÃO CIENTÍFICA

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