DIMENSÕES DA CIDADANIA
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- Thomas Lagos Bacelar
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1 Guilhardes de Jesus Júnior Mestre e Doutorando em Desenvolvimento e Meio Ambiente UESC/PRODEMA
2 O QUE É CIDADANIA? Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Aos brasileiros e estrangeiros residentes no país estão garantidas a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
3 DIMENSÕES DA CIDADANIA Direitos civis: Vida Liberdade Direitos sociais: Saúde Trabalho Direitos Políticos: Votar e ser votado Participação Segurança Lazer Resistência
4 ASPECTOS QUE COMPÕEM A TEMÁTICA AMBIENTAL ÉTICA POLÍTICA SOCIEDADE CULTURA ECONOMIA TECNOLOGIA ECOLOGIA CIÊNCIA
5 Preservação dos recursos ambientais Viabilidade econômica O Desenvolvimento sustentável atende às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Justiça social Político-institucional
6 O CIDADÃO não é mero receptor, é SUJEITO daquilo que pode conquistar. Não pode esperar que a solução dos problemas de seu bairro ou sua rua venha apenas dos outros.
7 Só existe cidadania se houver a prática da reivindicação, da apropriação de espaços, da busca para fazer valer os direitos e cumprir os deveres.
8 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
9 Que é meio ambiente? Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente): conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
10 LEI Nº DE 20 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a Política de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade do Estado da Bahia a totalidade dos elementos e condições que, em sua complexidade de ordem física, química, biológica, socioeconômica e cultural, e em suas inter-relações, relações, dão suporte a todas as formas de vida e determinam sua existência, manutenção e propagação, abrangendo o ambiente natural e o artificial
11 O meio ambiente visto na Constituição e na legislação, é visto como um bem incorpóreo, que tem valor enquanto universalidade. Suas manifestações materiais são suscetíveis de apropriação pública ou privada.
12 PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL São os princípios que servem de critério básico e inafastável para a exata inteligência e interpretação de todas as normas que compõem o sistema jurídico ambiental, condição indispensável para a boa aplicação do Direito nessa área, Antônio Herman Benjamin, Ministro do STJ
13 PRINCÍPIO DA NECESSÁRIA INTERVENÇÃO ESTATAL: o Estado tem o dever de intervir na defesa e preservação do meio ambiente, no âmbito dos seus Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), pela atividade compulsória dos órgãos e agentes estatais;
14 PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO: pauta-se na adoção de todas as medidas necessárias para evitar que as ações humanas causem danos ambientais irreversíveis ou de difícil reparação. Cuida do risco concreto e potencial (visível e previsível pelo conhecimento)
15 PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO: Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência de absoluta certeza cientifica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental. Cuida do risco abstrato (invisível e imprevisível pelo conhecimento humano).
16 PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR: 1. é a absorção dos custos ambientais por quem polui o ambiente; 2. confunde-se com o princípio da responsabilidade, visto como a responsabilização civil, administrativa ou penal do agente responsável pelas atividades lesivas ao meio ambiente
17 PRINCÍPIO DO USUÁRIO PAGADOR: 1. valor econômico dos recursos ambientais - todo aquele que se utilizar desses recursos deve pagar para isso. 2. Confunde-se com o poluidor-pagador pagador
18 PRINCÍPIO DA DEMOCRACIA OU DA PARTICIPAÇÃO: se materializa através do cumprimento dos direitos constitucionais à ampla informação e participação da sociedade civil. Se materializa através da educação ambiental, da informação ambiental, do direito de petição, da iniciativa popular e das ações judiciais promovidas pelos cidadãos e suas organizações.
19 PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE OU DA INFORMAÇÃO: toda a informação referente ao meio ambiente é pública, vale dizer, qualquer cidadão pode ter acesso a ela. A informação visa garantir ao cidadão a possibilidade de tomar posições ou intervir em determinada matéria, e refere-se tanto a documentos, como relatórios de impacto ambiental, até estudos realizados sobre o meio ambiente.
20 PRINCÍPIO DA UBIQÜIDADE: significa que toda vez que uma política, atuação ou legislação sobre qualquer atividade, obra, etc. tiver de ser criada ou produzida, deve ser levado em consideração o meio ambiente como objeto de proteção.
21 PRINCÍPIOS CONSAGRADOS PELO STJ
22 Princípio da solidariedade Princípio-base do moderno Direito Ambiental, pressupõe a ampliação do conceito de proteção da vida como fundamento para a constituição de novos direitos. Para tanto, impõe o reconhecimento de que a vida humana que se protege no texto constitucional não é apenas a vida atual, nem é somente a vida humana. Tudo está inserido no conjunto global dos interesses e direitos das gerações presentes e futuras de todas as espécies vivas na Terra. Fonte:
23 Princípio da precaução Preconiza que as ações positivas em favor do meio ambiente devem ser tomadas mesmo sem evidência científica absoluta de perigo de dano grave e irreversível. A precaução, assim, é anterior à própria manifestação do perigo, garantindo margem de segurança da linha de risco, em prol da sustentabilidade. Nos casos em que há conhecimento prévio das lesões que determinada atividade pode causar no ambiente, aplica-se outro princípio: o da prevenção. Fonte:
24 Princípio da responsabilidade Sua premissa básica é: quem causa dano ao meio ambiente deve por ele responder, ficando sujeito a sanções cíveis, penais ou administrativas. É aplicado como corolário da gestão antecipatória do risco ambiental, já que, sem possibilidade de reparação do dano, as ações de precaução e prevenção teriam pouca ou nenhuma utilidade. A responsabilização supõe o reconhecimento de uma nova face da responsabilidade civil em matéria ambiental: trata-se de reparar prevenindo. Fonte:
25 Princípio do mínimo existencial ecológico Postula que, por trás da garantia constitucional do mínimo existencial, subjaz a idéia de que a dignidade da pessoa humana está intrinsecamente relacionada à qualidade ambiental. Ao conferir dimensão ecológica ao núcleo normativo, assenta a premissa de que não existe patamar mínimo de bem-estar estar sem respeito ao direito fundamental do meio ambiente sadio. Fonte:
26 Princípio da proibição do retrocesso ecológico Pressupõe que a salvaguarda do meio ambiente tem caráter irretroativo: não pode admitir o recuo para níveis de proteção inferiores aos anteriormente consagrados, a menos que as circunstâncias de fato sejam significativamente alteradas. Essa argumentação busca estabelecer um piso mínimo de proteção ambiental, para além do qual devem rumar as futuras medidas normativas de tutela, impondo limites a impulsos revisionistas da legislação. Fonte:
27 Como a coletividade pode contribuir na construção de políticas públicas de prevenção e defesa do meio ambiente?
28 Espaço de legitimação Espaço de representação Espaço de participação Espaço de educação Espaço de convívio e tolerância
29 FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I soberania; II a cidadania; V o pluralismo político. Art. 23.: É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
30 FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Art. 30.: Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.
31 FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Art. 225.: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
32 FUNDAMENTO LEGAL Lei 6.938/81 Política Nacional do Meio Ambiente - Art. 6º estruturação do SISNAMA
33 POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO Propor a política ambiental do município e fiscalizar o seu cumprimento; Analisar e, se for o caso, conceder licenças ambientais para atividades potencialmente poluidoras em âmbito municipal o Resolução CONAMA 237/97 o Resolução CEPRAM nº 3925/2009 o Decreto Estadual nº /2008 Promover a educação ambiental;
34 POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO Propor a criação de normas legais, bem como a adequação e regulamentação de leis, padrões e normas municipais, estaduais e federais; Opinar sobre aspectos ambientais de políticas estaduais ou federais que tenham impactos sobre o município; Receber e apurar denúncias feitas pela população sobre degradação ambiental, sugerindo à Prefeitura as providências cabíveis.
35 ATENÇÃO!!!! O Conselho NÃO CRIA LEIS: sua competência normativa é limitada O Conselho NÃO TEM PODER DE POLÍCIA: não fiscaliza, não multa, não embarga, não prende nem manda prender
36 COMPOSIÇÃO
37 PASSOS Mobilização Redação e aprovação da Lei Nomeação dos conselheiros e conselheiras Discussão e aprovação do Regimento Interno Reuniões periódicas
38
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