1. Quadro Resumido Revisões
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- Elias Carvalhal Amorim
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1 1. Quadro Resumido Revisões Nome Incidência Base Legal Informações Como Fazer A lei 5.890, de 1973 determinou a correção dos Deve-se apurar os salários de contribuição da época; salários mais antigos, por índices estabelecidos. Os Corrigir os salários de contribuição, anteriores aos últimos 12, índices eram apurados durante um ano inteiro, e seu pelos índices estabelecidos (Não aplica-se correção nas 12 resultado aplicado em todos os salários do ano. Esta últimas contribuições). s por tempo forma de apuração costuma ser maléfica, uma vez Recalcular o SB e a RMI. de contribuição, idade e Lei 6.423, Art 1 que, principalmente nos salários dos meses iniciais ORTN/OTN especial, concedidas entre Súmula 02, do TRF4 de cada ano, aplica-se um índice extremamente Verificar o número de contribuições acima do menor valor teto a defasado. entre todas as contribuições. A Lei 6.423, de 1977, determinou a aplicação Atualizar a RMI de acordo com o art. 58 dos ADCT (CF88), até obrigatória da ORTN (OTN e BTN posteriormente) Setembro de (Correção da RMI proporcional ao salário para as correções de valores, entretanto a mínimo). previdência social não obedeceu a esta regra. Súmula 260 (Extinto TFR) Buraco Negro Mudança no Teto de 20 para 10 Salários (Lei 7.787/89) Aplica-se aos casos em que o beneficio foi concedido antes de e derivou de outro benefício. entre a , que não tenham sido revisados administrativamente. Alguns casos podem ser revisados até Benefícios Concedidos entre a , para segurados que contribuíam com salários superiores ao menor valor teto. Súmula 260 do TRF Art. 144 da Lei 8.213/91 STJ AgRg SC 2005/ PR 2010/ TRF4 AC RN STF RE RS As políticas de reajustes implantadas para o reajuste previdenciário, eram em determinada época, nocivas ao segurados. Para corrigir tal distorção, foi editada a súmula 260, determinando que o primeiro reajuste dos benefícios previdenciários fosse aplicado integralmente. Geralmente calculado juntamente com a revisão do Art. 58 do ADCT. A Constituição Federal de 1988 determinou que os benefícios fossem calculados com base na média dos últimos 36 salários de contribuição, corrigidos mês a mês. Porém muitos benefícios foram concedidos com base nos últimos 36 meses, sendo que apenas os 24 mais antigos eram corrigidos. A Lei eliminou o maior valor teto, limitando o teto a 10 unidades salariais. A partir de então, deixou de considerar as contribuições efetuadas acima do menor valor teto, causando prejuízo aos segurados que contribuíram em valores altos. A aplicação desta revisão, poderá dar direito a outras revisões, como o Buraco Verde, ou revisão decorrente dos aumentos do TETO (EC 20 e 41) Verificar a data de início do benefício originário (Geralmente auxílio doença ou acidente, ou outra aposentadoria que derivaria a pensão por morte); Aplicar Integralmente o primeiro reajuste para o benefício; Recalcular a RMI do benefício derivado, com base nos novos valores do benefício originário; Atualizar a RMI de acordo com o art. 58 dos ADCT (CF88), até Setembro de (Correção da RMI proporcional ao salário mínimo). O Prévius não efetua totalmente este tipo de revisão, por não possuir a tabela de reajuste da RMI anterior a 11/1988. Esta revisão é dividia em duas partes: a primeira parte, que consiste em revisar a primeira aposentadoria, deve ser feito por fora do sistema, descobrindo assim o valor correto do segurado na data de concessão do segundo benefício. Deve-se apurar os salários de contribuição da época; Corrigir os últimos 36 salários de contribuição; Recalcular o SB e a RMI. Verificar se havia direito a benefício em , mesmo que proporcional; Havendo direito, considerar como salário de contribuição a remuneração que o segurado recebia, desde que este fosse base de cálculo para o desconto do INSS; Apurar a nova RMI. Não confundir com o teto máximo para a RMI. O Prévius não limita no menor valor teto, portanto basta efetuar o cálculo normalmente; 6
2 Com a promulgação da carta Magna, houve a preocupação em recuperar o poder de compra dos benefícios expressos em quantidade de salários Art. 58 dos mínimos. Benefícios cuja DIB seja ADCT, da Art. 58 da ADCT Discute-se o termo final da revisão, se é a data de anterior a CF/88 publicação da lei ( ) ou a efetiva implantação do novo plano de benefícios ( ), pois esta última pega o rejuste do salário mínimo que ocorreu em 09/1991. Inclusão do 13 Salário no PBC Alteração de Alíquota de Auxílio- Acidente Aumento na Alíquota da Pensão Por Morte (Isonomia) entre e , desde que no seu período básico de cálculo tenham recebido 13 Segurados que tiveram seu auxílio acidente deferido antes de , em alíquota inferior a 50% Pensão por morte concedida antes de Lei 8.212, Art 28 7º Lei 8.212, Art 29 3º Súmula 688 do STF Lei 8.870, Art 1, Art 8, Art 2 e Art 29 Lei 9.032, de Art3 e Art 75 da Lei 9.032, de A Lei é clara ao afirmar que o 13 Salário compõe o salário de contribuição do segurado. Uma vez que componha o SC, deveria também compor o cálculo do salário de benefício, pois este é formado pela média dos SC do segurado. O INSS nunca entendeu desta forma, não incluindo o 13 no cálculo dos benefícios. A lei de , determinou que o 13 integra o SC, porém exceto para o cálculo de benefício. Esta revisão não costuma trazer um grande reflexo financeiro, pois altera no máximo 4 SC do segurado. A alíquota do auxílio acidente, foi unificada em 50% pela lei 9.032, de , independentemente da gravidade da lesão redutora da capacidade laborativa. Os segurados que vinham recebendo este auxílio em alíquota inferior requereram na justiça a equiparação de seus benefícios à nova lei. Outra hipótese recorrente é o segurado que recebeu o benefício em um percentual, porém sua lesão daria direito a um percentual superior (conforme Lei 8.213/91) A alíquota da pensão por morte, foi unificada em 100% pela lei 9.032, de , independentemente da quantidade de dependentes. Entende-se que os beneficiários que recebiam a pensão por morte, a qual foi calculada com alíquota menor anteriormente, deveriam ter a aplicação imediata desta nova lei. (Considerando o principio da Isonomia) Corrigir a RMI até 09/1991 pelo salário mínimo e somente após pela tabela de reajuste da RMI. Apurar os salários de contribuição da época, somando-se no mês de Dezembro, o salário do mês ao 13 salário. (Verificar o Teto de Contribuição) Recalcular o Salário de Benefício Recalcular a RMI Verifica-se na data da DIB a alíquota aplicada sobre o salário de benefício. Se for constatado o coeficiente inferior, aplica-se o novo coeficiente ao cálculo. No Prévius, pode ser recalculada a RMI, desde que seja digitado o coeficiente a ser aplicado, ou ainda, pode se digitar a RMI correta (já com a aplicação do novo coeficiente), para que os benefícios sejam corrigidos até a data Atual. Verifica-se na data da DIB (da pensão por morte) a alíquota aplicada sobre o salário de benefício. Se for constatado o coeficiente inferior a 100%, aplica-se o novo coeficiente ao cálculo. No Prévius, pode ser recalculada a RMI, desde que seja digitado o coeficiente a ser aplicado, ou ainda, pode se digitar a RMI correta (já com a aplicação do novo coeficiente), para que os benefícios sejam corrigidos até a data Atual. 7
3 IRSM de Fevereiro de 1994 Medida Provisória 242/05 Art. 29, II, da LBPS Revisão do Teto (EC 20 e 41) O benefício ter sido concedido em data posterior a 02/1994 e em sua memória de cálculo constarem SC anteriores a Março de 1994 Auxílio doença e auxílio acidente concedidos entre e Outros benefícios decorrentes da concessão destes ou benefícios que tenham em seu PBC auxílio doença ou auxilio acidente no período acima Benefícios por incapacidade concedidos a partir de até que não tiveram descarte dos 20% menores SC no cálculo da média Benefícios Concedidos até , para segurados que contribuíam sobre o teto e cujo salário de benefício foi limitado pelo Teto. Lei 8.880, Art. 21 Lei , Art 1 e Art 2 CF88, Art. 62 MP 242 Lei 9.876, Art. 2 e Art. 29 Decreto /09, Art 3 Enunciado 66 e 67 TRRJ A previdência Social deixou de incluir nos cálculos, correção sobre os salários de contribuição, a inflação do mês de Fevereiro de 1994, medida pelo IRSM, que foi de 39,67%. A Medida Provisória 242, reformulou o cálculo de auxílio doença e auxílio acidente, como forma de reduzir seu valor. Esta medida teve vida curta: foi arquivada 4 meses após sua publicação, tornando nulos todos os seus efeitos. Importante efetuar os cálculos antes de se pedir esta revisão; pois em alguns casos, o cálculo do benefício conforme MP é mais benéfico. A MP utilizava como média as últimas 36 contribuições para o cálculo do SB. O decreto criou um regra específica para o cálculo das médias dos benefícios por incapacidade: caso o segurado contasse com menos de 144 contribuições no período contributivo, não haveria o descarte dos 20% menores salários em sua média. Recomenda-se que tal revisão seja pleiteada juntamente ao INSS, através de processo administrativo. Se a média salarial, porventura, resta superior ao limite máximo do salário de contribuição (teto), significa dizer que o segurado contribuiu por aquela média nos dois sentidos: por um lado, suas contribuições foram calculadas sobre aquela média salarial; por outro, ele faz jus aquela média. A EC 20/98 elevou o teto para R$ 1.200,00 e a EC 41/03 para R$ 2.400,00. Portanto entende-se que os benefícios que ficaram superiores ao teto, devem ser reajustados artificialmente quando houveram os reajustes no teto e não houveram reajustes nos benefícios. Apurar os salários de contribuição da época; Atualizar todos os SC, incluindo no índice dos anteriores a Março de 1994 o IRSM de Fevereiro de 1994 (39,67%); Recalcular o Salário de Benefício e a RMI. O Prévius efetua automaticamente este cálculo, desde que seja escolhido para o índice de correção dos SC o índice chamado de ReajusteSaláriosContribuição. Apurar os salários de benefício do segurado de acordo com a Lei 9.876/99 Comparar o SB com o da concessão pela MP para verificar se a revisão é vantajosa. No Prévius basta efetuar o cálculo normalmente, pelas regras da Lei 9.876, desta forma poderá ser comparado a RMI gerada pelo cálculo do Prévius com o valor concedido pelo INSS. Apurar os salários de benefício do segurado de acordo com a Lei 9.876/99 Selecionar os 80% maiores salários corrigidos, e fazer a média aritmética simples destes. Recalcular a RMI. No Prévius basta efetuar o cálculo normalmente, pelas regras da Lei 9.876, desta forma poderá ser comparado a RMI gerada pelo cálculo do Prévius com o valor concedido pelo INSS. Verificar na carta de concessão se houve limitação ao teto; Não ter sido aplicado a revisão do Buraco Verde; Verificar na carta de concessão, a média salarial do segurado, sem limitação ao teto. Calcular a RMI. Calcular os reajustes dos benefícios, e os reajustes artificiais destes. 8
4 A Lei de , criou uma regra para recuperação da perda, ocasionada pelo descompasso entre os reajustes do teto dos benefícios e da renda mensal dos segurados. entre a , e aqueles concedidos a partir de Lei 8.870, Art. 26 Buraco Verde , cujo SB tenha ficado acima do teto, e a RMI, consequentemente, tenha sido calculada apenas sobre o teto. Lei 8.880/94, Art. 21 e Art. 26 A lei entende que a diferença entre o salário de benefício (ou média dos salários de contribuição) e o teto seja incorporada, ao valor do benefício juntamente com o primeiro reajuste do mesmo após a concessão, limitando-se sempre ao teto máximo do salário de contribuição vigente na competência em que ocorrer o reajuste. Nas situações em que a aplicação desta revisão redunde em nova limitação ao teto, sugere-se a revisão do teto (EC 20 e EC 41). A Lei determinava que a pensão por morte deveria ser considerada a partir da data do óbito do segurado, ou em caso de morte presumida, da decisão judicial. Verificar na carta de concessão se houve limitação ao teto; Dividir o salário de benefício da data da concessão pelo teto da mesma data, para encontrar o coeficiente da diferença (coeficiente teto); Aplicar o coeficiente teto no primeiro reajuste da RMI. Pensão cujo Óbito ocorreu antes da lei 9.528/97 Melhor Renda na Pensão por morte Pensões por morte requeridas após , cujo segurado instituidor tenha falecido antes desta data. Pensões por morte concedidas a partir de , para dependentes de segurados que estivessem em gozo de qualquer aposentadoria. Lei 8.213, Art. 74 Lei 9.528, Art. 2 e Art 74 Lei Art. 2 e Art. 75 Em 1997 esta regra foi alterada: a pensão passou a ser devida a partir da data do óbito apenas se for requerida dentro de 30 dias; se requerido depois disso, passa a ser devida a partir da DER. Esta revisão busca a implantação da pensão desde a data do óbito, quando este ocorreu na vigência da norma anterior a Principalmente se a DER for após a Lei de , porém o óbito ocorreu antes desta data, ou seja, eram regras diferentes para o cálculo do benefício. A partir de , temos novas regras para pensão por morte. O valor da pensão será de 100% de uma aposentadoria que o segurado recebida, ou 100% de uma aposentadoria por invalidez, calculada na data do falecimento. Na base legal há existência de duas opção, porém o INSS faz uma regra excludente, se o segurado estiver aposentado este assume 100% da sua aposentadoria. Deve-se verificar se o segurado se aposentou e continuou trabalhando. Esta tese revisional é nova, e não há, ainda, jurisprudência a respeito. Verificar qual a norma vigente na data do óbito, verificando a data correta para a DIB; Verificar se houve diferença entre a forma do cálculo utilizada pelo INSS e a descrita na lei; Recalcular a RMI. Verificar o benefício que o segurado recebia na data do óbito; Apurar a aposentadoria por invalidez na data do óbito; Verificar qual a renda é mais vantajosa. 9
5 Quando o segurado exerce mais de uma atividade, geralmente a atividade exercida a mais tempo será considerada principal e as demais como secundárias. Para concessão o INSS trata cada vínculo Segurados que contribuem separadamente, sendo cada um calculado em mais de uma atividade Lei de Custeio, lei proporcionalmente ao seu tempo. Entende-se que econômica 8.212, Art. 28º isto fere o princípio da isonomia, uma vez que a simultaneamente, desde previdência trata o segurado como um único que não façam IN RFB 971/09, Art. contribuinte em suas normas de custeio e trata-o de contribuições sobre o teto 64 forma diferente na concessão do benefício. em uma delas. Entende-se que o segurado deve ter todos os seus salários somados, formando um único salário de contribuição (como é feito no custeio) para se calcular o salário de benefício. Segurados com Atividades Concomitantes Art. 29, 5, da LBPS Sentenças ou Acordos Trabalhistas Conversão de Integral em Proporcional imediatamente após a cessação de auxílio doença ou aposentadoria por invalidez, sem que tenha havido novas contribuições ao sistema. Todo benefício que foi calculado sem considerar em seus salários de contribuição, valores reconhecidos em causas trabalhistas. Benefícios que foram concedidos proporcionalmente e que não reconheceram determinado tempo de contribuição. Lei 5.316, Art. 6 Lei 5.890, Art. 3 Lei 6.367, Art. 5 Lei Lei 9.032, Art. 61 Lei 8.212, Art. 43 Súmula 31 da TNU IN 45 INSS/PRES, de , Art. 90 STJ AgRg. No REsp /SC Entende-se que se no PBC houver um período de pagamentos de benefício por incapacidade, sua duração deve ser contada. Além disso o Salário de Benefício recebido deverá servir como SC para aquele período, no momento do cálculo da nova aposentadoria. O que ocorre é que em determinados casos o INSS apenas converte um benefício em outro, mantendo o mesmo benefício que o segurado estava recebendo, sem efetuar um novo cálculo para encontrar o novo SB. O INSS, na maioria das vezes, não reconhece as decisões trabalhistas como prova plena para concessão dos benefícios previdenciários. Os valores reconhecidos em causas trabalhistas, devem compor os salários de contribuição, uma vez que estes sofreram incidência de INSS. Nas sentenças trabalhistas que resultem em pagamento de verbas salariais ao reclamante, o cálculo pericial detalha as verbas do período, bem como as contribuições previdenciárias. Este documento deve ser juntado ao processo previdenciário para reconhecimento de tais verbas. Em alguns casos o INSS faz a concessão proporcional de um benefício que poderia ter sido Integral, se o tempo total fosse reconhecido. Um dos recursos para ampliar o tempo é pedir reconhecimento do período laborado no campo, caso já não tenha sido reconhecido administrativamente. O mais comum é se incluir o trabalho realizado antes dos 14 anos de idade, que não é reconhecido pela autarquia por força da lei. Outra hipótese muito comum é o reconhecimento da justiça do trabalho por um tempo laborado informalmente. Verificar se houve contribuições concomitantes; Somar os salários de contribuição (esta deverá ser limitada ao teto); Calcular a RMI com base nestes salários; Verificar o Auxilio Doença recebido ou calculá-lo e reajustá-lo; Considerar os salários de benefícios recebidos como auxílio doença, nos meses que o segurado recebeu, para o cálculo do novo benefício, ; Calcular a RMI com base nos novos salários; Verificar se o segurado teve causas trabalhistas procedentes; Verificar se o INSS considerou este fato no momento da concessão do benefício; Considerar o tempo e/ou os valores para base de cálculo do benefício; Calcular a RMI com base nos novos salários; Apurar o tempo de contribuição completo, incluindo o tempo não reconhecido pelo INSS ; Verificar o coeficiente que foi aplicado pelo INSS ao salário de benefício; Calcular a RMI com base nos novos salários; 10
6 Muitos trabalhadores laboram em condições especiais sem ter o conhecimento do benefício previdenciário equivalente. Portanto deve haver uma Segurados com direito a TRF2 AC compensação para o trabalhador que está exposto a aposentadoria especial situações delicadas. que, erroneamente, RJ Nestes casos pleiteia-se, uma conversão do benefício receberam do INSS concedido em aposentadoria especial. Geralmente o aposentadoria por tempo TRF4 AC 7009 PR que muda é o coeficiente aplicado. de serviço, ou Esta conversão pode trazer, para o segurado, outra aposentadoria por idade vantagem, que é a de ter o marco inicial de seu benefício antecipado a data que atingiu os requisitos para a concessão da aposentadoria especial. Conversão de Por Tempo de Contribuição em Especial Inclusão de Tempo especial na Por tempo de Contribuição Restabelecimento de benefício Cancelado indevidamente Desaposentação e Nova Segurados aposentados por tempo de contribuição, ou por idade, que durante parte de sua vida laboral tenham trabalhado em condições especiais, que não foram consideradas pelo INSS na concessão do benefício. Benefícios cancelados pelo INSS sem que tenha dado ao segurado tempo para se defender, e benefícios por incapacidade cancelados sem que o segurado tenha recuperado suas condições de trabalho. Segurados aposentados que continuaram trabalhando e contribuindo ao INSS. Lei 8.213, Art. 57 STJ AgRg no Resp MG 2008/ STJ AgRg no resp MG 2008/ TRF4 Ag 0 RS TRF4 REOAC 9999 SC TRF3 AI SP STJ AgRg no Resp SC 2001/ Muitas vezes o trabalhador labora parte de sua vida em uma atividade especial, não tendo direito ao benefício correspondente. Neste caso, deve se converter o tempo especial em tempo comum, e conceder-lhe a aposentadoria por tempo de contribuição. Portanto deve-se pedir a consideração do tempo especial. O exercício de atividade sob condições especiais deve ser comprovado por laudos técnicos. Uma ocorrência comum é o cancelamento de benefícios por incapacidade, sem que o segurado tenha recuperado suas condições laborais, comprovando a continuidade da incapacidade por laudo médico. Outro fato é quando a auditoria interna do INSS encontra uma suposta irregularidade em benefícios concedidos, cessando este imediatamente. Deve-se pleitear o restabelecimento do benefício que fora concedido. Entende-se que o segurado possui o direito de renunciar a aposentadoria que recebe, em favor de uma nova aposentadoria, com valores mais vantajosos. Não existe um cálculo de deseaposentação: o que se deve fazer é o cálculo da nova aposentadoria do segurado, como se ele ainda não fosse aposentado, e comparar com a renda recebida atualmente, para confirmar a vantagem. È importante estar preparado para o caso de ser determinada a devolução dos valores recebidos no benefício anterior. Verificar o tipo de trabalho do beneficiário (especial ou não) ; Verificar a espécie do benefício concedido pelo INSS; Verificar se pode ocorrer retroação do período; Caso não haja, o que apenas ira mudar é o coeficiente aplicado sobre o Salário de benefício; Caso haja retroação, deve-se calcular a nova RMI com base na nova DIB, PBC e suas respectivas contribuições. Verificar se o segurado laborou em uma atividade especial durante algum período ; Calcular o tempo correto, incluindo o tempo especial com o seu devido fator de conversão para o tempo comum; Calcular a nova RMI com base no novo tempo de contribuição (novo coeficiente). Verificar se o segurado teve seu benefício cessado e o motivo ; Calcular o valor correto da renda mensal à época em que o benefício fora cancelado; Pedir o restabelecimento do mesmo e o ressarcimento dos meses em que o benefício deveria ter sido pago e não foi. Verificar se o segurado esta aposentado e continuou trabalhando e contribuindo para o INSS ; Calcular uma nova aposentadoria, sendo a DIB a data da nova aposentadoria; Comparar o valor recebido pelo segurado com a nova RMI calculada. Referência Bibliográfica Lemes, Emerson Costa. Manual dos Cálculos Previdenciários, 2 edição. Juruá: Curitiba
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