A EXECUÇÃO DOS PLANOS

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1 ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO A EXECUÇÃO DOS PLANOS Jorge Carvalho ATAM setembro/2017 Coimbra

2 1. O Ordenamento do Território praticado em Portugal tem sido muito pouco eficaz devido a: - Excesso de complexidade administrativa, procedimentos muito morosos, por vezes contraditórios, frequentemente inúteis. - Atitude muito passiva da Administração, ausência de programação e da consequente mobilização de instrumentos executórios.

3 2. Um Sistema de Ordenamento do Território, para ser eficaz, tem que: - Perspetivar, influenciar e orientar, estimular ou recusar as iniciativas dos mais diversos agentes que atuam sobre o território. - Considerar as mais e menos valias geradas pelo Ordenamento, cumprindo princípios de justiça e acautelando o interesse coletivo. - Adotar uma atitude estratégica e operativa, fazer acontecer nos locais e momentos adequados as operações de que o território e a população necessitam, o que exige uma forte iniciativa da Administração.

4 3. A atual Lei de Bases aponta o caminho para a melhoria do Sistema de Ordenamento do Território em Portugal: - Promoção da execução como tarefa pública (art.º 54.º, 1), - Programação inscrita nos planos de atividades municipais (art.º 56.º, 5) - Particulares com o dever de concretizar conforme programação municipal (art.º 54.º, 2) - Perequação na distribuição de renda fundiária e de encargos urbanísticos (art.º 64.º a 66.º) - Execução sistemática no âmbito de unidades de execução e de operações de reabilitação urbana delimitados pelos municípios (art.º 55.º, 3 e art.º 56.º, 4)

5 EXECUÇÃO DOS PLANOS URBANÍSTICA FLORESTAL AGRÍCOLA AMBIENTAL

6 EXECUÇÃO URBANÍSTICA (conforme RJIGT) SISTEMÁTICA a regra: os PMOT são executados através dos sistemas de (Art.º 147º, nº 1 e 2) ASSISTEMÁTICA quando a execução sistemática se revela impossível ou desnecessária (Art.º 147º, nº 3)

7 EXECUÇÃO URBANÍSTICA SISTEMÁTICA SISTEMAS DE EXECUÇÃO (Art.º 147º a 151º) - por Iniciativa dos Interessados - por Cooperação - por Imposição Administrativa Estruturação da Propriedade (Art.º 162º) REPARCELAMENTO DO SOLO URBANO (Art.º 164º a 170º) no âmbito de UNIDADES DE EXECUÇÃO delimitadas pela Câmara Municipal EXPROPRIAÇÃO por Utilidade Pública (Art.º 159º)

8 UNIDADES DE EXECUÇÃO: SELEÇÃO E DELIMITAÇÃO Objetivos (Art.º 148º, nº 2): - Assegurar um desenvolvimento urbano harmonioso - Justa repartição de benefícios e encargos entre proprietários - Cedências para espaço e equipamentos públicos Quesitos Operativos (Art.º 146º, nº 4): - Viabilidade jurídica/ fundiária - Sustentabilidade económica/ financeira - Mobilização de parceiros e respetivos meios (privados e do Município)

9 OPERAÇÕES DE REABILITAÇÃO URBANA Estratégia: - Favorecer a reabilitação em detrimento de obras novas. Ações: - Limitar muito a expansão edificatória, fazer reverter para os municípios uma parte das mais-valias, participação adequada no financiamento das infraestruturas. - Política municipal muito ativa para a reabilitação e efetivo uso dos edifícios, utilizando e articulando instrumentos de apoio e incentivo com instrumentos impositivos e de pressão.

10 OPERAÇÕES DE REABILITAÇÃO URBANA Instrumentos a utilizar no âmbito das ORU: - De apoio e incentivo: - Incentivos fiscais. - Isenção ou redução de taxas urbanísticas das obras de reabilitação e reconstrução. - Apoios financeiros do Estado, os do IFFRU e outros que eventualmente existam. - Impositivos e de pressão: - Penalidades fiscais, complementares dos incentivos. - Intimação e, quando caso disso, obras coercivas - Venda forçada ou expropriação por utilidade pública - Arrendamento forçado

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