Relatório do Orçamento de 2018
|
|
|
- Filipe Santana
- 6 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1
2 Índice 1. Introdução Resumo do Receita Receitas Correntes Receitas de Capital Despesa Despesa Corrente Despesa de Capital Grandes Opções do Plano Equilíbrio Corrente Quadro Plurianual Conclusão
3 1. Introdução O inicio do novo mandato autárquico coincide com o período de maior execução do Portugal 2020, para o qual o Município de Penamacor se preparou convenientemente ao longo dos últimos anos, quer a nível financeiro, quer ao nível da elaboração de projetos de execução e candidaturas aos programas operacionais. O orçamento para o ano 2018 prevê a realização de investimentos estruturantes para o desenvolvimento económico e social do concelho de Penamacor, nomeadamente: Conclusão do Plano de Pormenor da ampliação da Zona Industrial de Penamacor e sua infraestruturação; Requalificação do Centro de Saúde de Penamacor; Requalificação integral da zona histórica de Penamacor e respetivos acessos; Requalificação do edifício do Teatro clube de Penamacor; Reforço da aposta na promoção turística do Concelho, com a criação da Porta de Entrada na Malcata e abertura da Casa Ribeiro Sanches Criação de uma Incubadora de Base Tecnológica Elaboração de projetos para a construção e reabilitação de edifícios para habitação e arrendamento Obras de Reabilitação Urbana nas freguesias do concelho; 3
4 No atinente à despesa corrente, o orçamento para 2018 mantém a política de contenção da despesa e a preocupação da afetação prudente dos recursos públicos, não descurando, ainda assim, o apoio ao desenvolvimento das atividades económica e socioculturais no concelho, bem como o reforço das medidas de cariz social, com o objetivo de atenuar as desigualdades sociais. O rigor promovido na gestão da autarquia, nos últimos anos, conjugado com a realização física e financeira do Portugal 2020, permitiu a criação de condições e a implementação de uma nova estratégia de desenvolvimento do concelho de Penamacor, alicerçada no investimento, no apoio à criação de emprego e na promoção turística e cultural do concelho. Em suma, o orçamento de 2018 vem evidenciar a alteração estratégica de desenvolvimento do concelho iniciada no ano 2017, propondo-se a Câmara Municipal em criar mais e melhores condições de atratividade para a fixação de pessoas e empresas, através da realização de investimentos e a implementação de medidas de criação de emprego, bem como desenvolver ações de promoção turística, nas áreas do lazer, da cultura e do desporto. 4
5 2. Resumo do O orçamento do Município de Penamacor para o ano de 2018 totaliza , correspondendo a um aumento de 15,22% comparativamente com o orçamento de 2017, essencialmente por força do aumento das componentes de capital. Relativamente ao capítulo das receitas verifica-se um aumento de 8,06% nas receitas correntes e de 34,90% nas receitas de capital, por força do aumento das previsões de receita provenientes das candidaturas ao programa Portugal2020. No atinente às previsões da despesa verifica-se uma evolução semelhante à Receita, registando-se um aumento de 4,40% nas despesas correntes e um aumento de 29,67% nas despesas de capital. O Quadro seguinte apresenta a comparação entre os valores resumidos do orçamento de 2018 e do orçamento de Descrição Quadro I - Variação do 2017/ Var. % Orç. 2017/2016 Receitas Correntes ,06% Receitas de Capital ,90% Total da Receita ,22% Despesas Correntes ,40% Despesas de Capital ,67% Total das Despesas ,22% 5
6 3. Receita 3.1. Receitas Correntes O Quadro II apresenta a evolução das receitas correntes do orçamento de 2018 comparativamente com o orçamento de Quadro II - Evolução das Receitas Correntes Descrição Var. Orç / Orç Impostos diretos ,87% 02 - Impostos indiretos ,77% 04 - Taxas, multas e outras penalidades ,27% 05 - Rendimentos de propriedade ,14% 06 - Transferências correntes ,50% 07 - Venda de bens e serviços correntes ,55% 08 - Outras receitas correntes ,76% TOTAL DAS RECEITAS CORRENTES ,06% Conforme demonstrado no quadro anterior, o valor total das receitas correntes inscritas no orçamento de 2018 aumenta comparativamente com os valores do orçamento de O aumento deste tipo de receitas resulta essencialmente do aumento das estimativas dos Impostos Diretos, dos Rendimentos de Propriedade, das Transferências Correntes, das Vendas de Bens e Serviços Correntes e das outras Receitas Correntes. O aumento das receitas previstas nos Impostos diretos resulta essencialmente do aumento na estimada de IMI. Relativamente às Transferências correntes, registam um aumento de 8,50% comparativamente com as previsões de
7 Na rubrica Venda de Bens e Prestação de Serviços verifica-se um aumento das estimativas orçamentais por força da atualização das tarifas associadas aos serviços de abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos sólidos urbanos realizado no ano Relativamente às Taxas, multas e outras penalidades verifica-se um decréscimo de 23,27% comparativamente com o previsto em 2017, relativo à redução das previsões de receita na atividade de tratamento de águas residuais. Nas restantes rubricas apesar de se verificarem variações significativas, as mesmas não têm expressão relevante no valor global do orçamento da receita corrente. 7
8 3.2. Receitas de Capital O de 2018 apresenta um aumento significativo, de aproximadamente 35%, nas receitas de capital por comparação com o orçamento do ano Este aumento resulta da inclusão nas receitas relativas a Transferências de Capital das verbas relativas às comparticipações do Programa Portugal O Quadro III apresenta a previsão das Receitas de Capital inscritas nos orçamentos de 2018 e 2017: Quadro III - Evolução das Receitas de Capital Descrição Var. Orç / Orç Venda de bens de investimento ,10% 10 - Transferência de capital ,30% 11 - Ativos Financeiros ,00% 13 - Outras Receitas de capital ,00% 15 - Reposições não abatidas aos pagamentos ,00% TOTAL DAS RECEITAS DE CAPITAL ,90% 8
9 4. Despesa 4.1. Despesa Corrente O orçamento de 2018 prevê um aumento de aproximadamente 4,40% nas despesas correntes, comparativamente com o orçamento de O Quadro IV apresenta a evolução das despesas correntes, por comparação com o ano Quadro IV - Evolução das Despesas Correntes Descrição Var. Orç / Orç Despesas com o pessoal ,55% 02 - Aquisição de bens e serviços ,25% 03 - Juros e outros encargos ,03% 04 - Transferências correntes ,23% 06 - Outras despesas correntes ,24% TOTAL DAS DESPESAS CORRENTES ,40% Este aumento resulta essencialmente dos seguintes capítulos: 01 Despesas com o Pessoal, por força do descongelamento das progressões nas carreiras dos funcionários públicos, e ; 02 Aquisição de bens e serviços, por força do aumento das previsões relativas à aquisição de bens e serviços em alta relativos ao abastecimento de água, saneamento; De registar também a diminuição verificada em algumas rúbricas, nomeadamente: 9
10 03 Juros e outros encargos, registam a redução dos encargos com juros de mora e com juros bancários; 04 Transferências correntes, resultante de uma diminuição das previsões das transferências para as famílias, nomeadamente através redução do número dos Contratos de Inserção Emprego; 06 Outras despesas correntes, diminuição das previsões relativas a outras despesas correntes. 10
11 4.2. Despesa de Capital Considerando que o ano de 2018 corresponde ao segundo ano de execução efetiva do Programa Portugal 2020, o orçamento de 2018 prevê um aumento de 29,67%, nas despesas de capital, comparativamente com o ano 2017assente essencialmente no aumento das despesas com a Aquisição de bens de capital, cujo aumento ascende a 36,26%. Conforme demonstrado no quadro seguinte, estima-se um aumento significativo nas despesas relativas à Aquisição de bens de capital. Quadro V - Evolução das Despesas de Capital Descrição Var. Orç / Orç Aquisição de bens de capital ,26% 08 - Transferência de capital ,17% 09 - Ativos financeiros ,00% 10 - Passivos financeiros ,54% 11 - Outras despesas de capital ,37% TOTAL DAS DESPESAS DE CAPITAL ,67% Relativamente às restantes rúbricas, as oscilações de valor não representam em alterações significativas no valor total da despesa de capital. Acresce referir que, apesar das disposições previstas no OE de 2017, na rúbrica relativa aos Ativos Financeiros mantém-se inscrito para 2018 o valor relativo ao pagamento do Fundo de Apoio Municipal. 11
12 5. Grandes Opções do Plano As Grandes Opções do Plano (GOP s) integram a descrição das dotações da despesa relativas aos investimentos e a outras despesas consideradas relevantes na gestão autárquica. Permitem ainda a descrição da previsão de despesas a realizar a médio prazo, ótica plurianual, bem como a identificação de despesas potenciais, a realizar no ano a que se refere o orçamento, para as quais não foi ainda garantida fonte de financiamento. Em 2018, o Município de Penamacor pretende dar continuidade à realização diversos projetos transversais para o concelho, nomeadamente os projetos financiados no âmbito do Portugal O Quadro VI infra apresenta o resumo das GOP s por funções, com identificação do financiamento definido ou não definido. A análise ao quadro seguinte permite identificar a importância das Funções Sociais no orçamento de 2018, nomeadamente as funções; de Ensino; da Saúde; do Ordenamento do Território; do Saneamento, do Abastecimento de Água; dos Resíduos Sólidos; da Proteção do Meio Ambiente e Cons. Natureza; da Cultura; e o Desporto, Recreio e Lazer. Prevê-se igualmente o esforço significativo na reestruturação dos serviços municipais demonstrado pelo impacto financeiro canalizado para a função Administração Geral. À semelhança dos anos anteriores nas Outras Funções encontram-se inscritas as dotações relativas ao pagamento da dívida contraída pelos executivos anteriores, responsáveis pela cativação de uma parcela extremamente importante do orçamento autárquico, continuando a limitar, de sobremaneira, a gestão do executivo da Câmara Municipal de Penamacor. 12
13 Quadro VI - Grandes Opções do Plano Funções Orçam. Definido Orçam. Não Definido Total das GOP's Administração Geral Segurança e Ordem Pública Proteção Civil e Luta Contra Incêndios FUNÇÕES GERAIS Ensino não Superior Saúde Ação Social Ordenamento do Território Saneamento Abastecimento de Água Resíduos Sólidos Prot. Meio Ambiente e Cons. Natureza Cultura Desporto, Recreio e Lazer FUNÇÕES SOCIAIS Indústria e Energia Transportes e Comunicações Turismo Outras funções Económicas FUNÇÕES ECONÓMICAS Transferências entre Administrações Outras não Especificadas OUTRAS FUNÇÕES TOTAL DAS GOP'S
14 6. Equilíbrio Corrente O art.º 40º da Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro, que aprova o Regime Financeiro das Autarquias Locais e Entidades Intermunicipais (RFALEI) estabelece as regras de equilíbrio orçamental. Estabelece o n.º 2 do art.º 40º do RFALEI que a receita corrente bruta cobrada deve ser pelo menos igual à despesa corrente acrescida das amortizações médias dos empréstimos de médio e longo prazos. No Quadro VII demonstra-se o cumprimento do equilíbrio orçamental previsto no n.º 2 do art.º 40º do RFALEI. Quadro VII Demonstração do Equilíbrio Corrente (art.º 40º RFALEI) Descrição Valor ( ) Receita Corrente Despesa Corrente Amortização Média de Empréstimos Saldo Orçamental Corrente
15 7. Quadro Plurianual O n.º 1 do art.º 44º do RFALEI determina que, em simultâneo com a apresentação do orçamento, seja apresentada uma proposta de quadro plurianual de programação orçamental, em articulação com as Grandes Opções do Plano. Nos termos do n.º 3 do art.º 44º do RFALEI, os limites definidos no quadro plurianual de programação orçamental, elaborado em conformidade com as disposições previstas no n.º 2 do mesmo artigo, são vinculativos para o ano seguinte ao do exercício económico do orçamento e indicativos para os restantes. No Quadro VII apresenta-se o quadro plurianual de programação orçamental, para o período
16 Capitulo Descrição RECEITA 01 Impostos diretos Impostos indiretos Taxas, multas e outras penalidades Rendimentos da propriedade Transferências correntes Venda de bens e serviços correntes Outras receitas correntes Total das Receitas Correntes Venda de bens de investimento Transferências de capital Ativos financeiros Outras receitas de capital Reposições não abatidas nos pagamentos Total das Receitas de Capital TOTAL DAS RECEITAS Receitas Com Origem no de Estado Receitas Com Origem no do Município DESPESA Despesas com o pessoal Aquisição de bens e serviços Juros e outros encargos Transferências correntes Outras despesas correntes Total das Despesas Correntes Aquisição de bens de capital Transferências de capital Ativos financeiros Passivos financeiros Outras despesas de capital Total das Despesas de Capital TOTAL DAS DESPESAS Quadro VIII - Quadro Plurianual
17 8. Conclusão O orçamento para o ano 2018 evidência a preocupação do executivo municipal na concretização de projetos essenciais, consistindo num instrumento de gestão ambicioso para o desenvolvimento socioeconómico do concelho de Penamacor. Igualmente, na sequência das atividades desenvolvidas nos últimos anos, serão mantidas ações tendentes a capacitar os serviços da autarquia de meios e formação adequada à prestação eficaz do serviço público Penamacor, 26 de novembro de 2017 O Presidente da Câmara Municipal, (Dr. António Luís Beites Soares) 17
Relatório do Orçamento de 2019
Índice 1. Introdução... 3 2. Resumo do... 5 3. Receita... 6 3.1. Receitas Correntes... 6 3.2. Receitas de Capital... 8 4. Despesa... 9 4.1. Despesa Corrente... 9 4.2. Despesa de Capital... 11 5. Grandes
Execução Orçamental. Receita
Relatório de Gestão No presente relatório, elaborado em conformidade com o estabelecido no ponto 13 do POCAL Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais, visa-se de forma precisa, clara e sintética
RELATÓRIO DE GESTÃO 2015
RELATÓRIO DE GESTÃO 2015 ÍNDICE 1. Nota Introdutória... 3 2. Relatório... 4 3. Receitas... 4 4. Receitas Próprias... 6 5. Transferências... 6 6. Despesas... 8 7. Encargos de Funcionamento... 9 8. Rácios
Relatório de Gestão O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.
O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER Peter Drucker 1. Introdução Dando cumprimento ao disposto nos artigos 75.º e 76.º da Lei 73/2013
EXECUÇÃO ORÇAMENTAL ,49 OPERAÇÕES DE TESOURARIA ,47 RECEITAS ORÇAMENTAIS ,02
ENTIDADE M.S.V. MUNICIPIO SAO VICENTE Pág. 1 PERÍODO JANEIRO A DEZEMBRO - 2014/12/31 R E C E B I M E N T O S SALDO DA GERÊNCIA ANTERIOR... 179.594,96 EXECUÇÃO ORÇAMENTAL... 113.004,49 OPERAÇÕES DE TESOURARIA...
Relatório EXECUÇÃO ORÇAMENTAL
Relatório EXECUÇÃO ORÇAMENTAL JANEIRO 2016 ÍNDICE Análise Orçamental Global 5 Receita 7 Receitas Correntes 10 Receitas de Capital 16 Despesa 20 Alterações e Revisões Orçamentais 23 Despesas Correntes 24
F L U X O S D E C A I X A ANO 2010 ENTIDADE CM MORA MUNICIPIO DE MORA Pág. 1 PERÍODO JANEIRO A DEZEMBRO /12/31 R E C E B I M E N T O S
10:37 2011/04/02 Fluxos de caixa Pag. 1 ENTIDADE CM MORA MUNICIPIO DE MORA Pág. 1 PERÍODO JANEIRO A DEZEMBRO - 2010/12/31 R E C E B I M E N T O S SALDO DA GERÊNCIA ANTERIOR... 165.362,24 EXECUÇÃO ORÇAMENTAL...
AC. EM CÂMARA. (03) PRIMEIRA REVISÃO ORÇAMENTAL CMVC E SMSBVC:- Relativamente ao
1 AC. EM CÂMARA (03) PRIMEIRA REVISÃO ORÇAMENTAL CMVC E SMSBVC:- Relativamente ao assunto indicado em título foram tomadas as deliberações que seguidamente se indicam:- A) - PRIMEIRA REVISÃO ORÇAMENTAL
MAPA DE FLUXOS DE CAIXA
RECEBIMENTOS Saldo da Gerência Anterior 412.308,65 Execução Orçamental 270.257,93 Operações de Tesouraria 142.050,72 Receitas Orçamentais 21.088.233,63 01 IMPOSTOS DIRECTOS 3.281.239,34 0102 Outros 3.281.239,34
