RELATÓRIO DE GESTÃO 2015

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1 RELATÓRIO DE GESTÃO 2015

2 ÍNDICE 1. Nota Introdutória Relatório Receitas Receitas Próprias Transferências Despesas Encargos de Funcionamento Rácios Sobre o Grau de Cobertura das Despesas Análise da Situação Económica e Financeira Balanço Imobilizado Disponibilidades Demonstração de Resultados (Por Natureza) Evolução das Dívidas de Curto, Médio e Longo Prazo Dívidas de Terceiros Curto Prazo Dívidas a Terceiros Curto Prazo Serviço da Dívida Empréstimos a Instituições de Crédito MLP Investimento Global Proposta de Aplicação de Resultados Conclusão /17

3 1. NOTA INTRODUTÓRIA A estrutura económico-financeira da Autarquia, no período compreendido entre a , evidencia as seguintes características: 1. Reduzido contributo das receitas próprias no total das receitas (16,05%); 2. Dependência das receitas externas (83,95%); 3. Verifica-se assim que dos ,31 que totalizam a receita, apenas ,33 reportam a receitas próprias; 4. No que à despesa concerne, é de destacar nas despesas correntes o peso dos encargos com pessoal, os quais representam 56,81% do total. 3/17

4 2. RELATÓRIO O presente relatório, incide essencialmente nos aspetos relacionados com a receita, a despesa, o crédito, o investimento, e a análise da situação económica e financeira. 3. RECEITAS RECEITAS CORRENTES MONTANTES TOTAIS 01 Impostos diretos ,55 02 Impostos indiretos 6.762,89 04 Taxas, multas e outras penalidades ,05 05 Rendimentos de propriedade 40,44 06 Transferências Correntes: ,11 Fundo de Equilíbrio Financeiro ,00 Fundo Social Municipal ,00 Participação Fixa no IRS ,00 Outras ,81 Estado-Particip. Comunit. Projetos Cofinanciados 0,00 IEFP ,30 Outros Serviços e Fundos Autónomos 0,00 07 Venda de Bens e Serviços Correntes ,21 08 Outras receitas correntes ,35 TOTAL DE RECEITAS CORRENTES , ,60 RECEITAS DE CAPITAL MONTANTES 09 Venda de Bens de Investimento ,70 10 Transferências de Capital: ,66 Fundo de Equilíbrio Financeiro ,00 Outras 0,00 Estado-Particip. Comunit. Projetos Cofinanciados ,66 12 Passivos Financeiros ,00 13 Outras Receitas de Capital 0,00 TOTAL DE RECEITAS DE CAPITAL , ,36 Reposições não abatidas nos pagamentos , ,07 Saldo da gerência anterior , ,28 TOTAL GERAL , ,31 4/17

5 Receita ano , , , , , , , , , ,00 0,00 RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL TOTAL GERAL A origem das receitas correntes, por ordem decrescente é a seguinte: Fundo de Equilíbrio Financeiro; Impostos Diretos; Venda de Bens e Serviços Correntes; Outras (Transferências do Estado); Transferências do Instituto de Emprego e Formação Profissional; Participação Fixa no IRS; Outras Receitas Correntes; Fundo Social Municipal; Taxas, Multas e Outras Penalidades; Estado - Participações Comunitárias Projetos cofinanciados; Impostos Indiretos e Rendimentos de Propriedade. No que concerne às receitas de capital, constata-se a seguinte ordem de grandeza das mesmas: Fundo de Equilíbrio Financeiro; Passivos Financeiros; Estado - Participações Comunitárias Projetos cofinanciados; Venda de Bens e Investimento. Para uma melhor compreensão do funcionamento da estrutura financeira da Câmara e de acordo com os mapas supra, consideram-se, tanto a nível das Receitas Correntes como a nível das Receitas de Capital, as sub-rúbricas Transferências Correntes e Transferências de Capital. Tal tem por finalidade, uma melhor compreensão sobre quais as receitas geradas pela Autarquia e quais as provenientes do exterior. 5/17

6 4. RECEITAS PRÓPRIAS RECEITAS PRÓPRIAS CORRENTES MONTANTES TOTAIS Impostos Diretos ,55 Taxas, Multas e Outras Penalidades ,05 Rendimentos de Propriedade 40,44 Venda de Bens e Serviços ,21 TOTAL , ,25 RECEITAS PRÓPRIAS DE CAPITAL MONTANTES Venda de bens de investimento ,70 Outras Receitas de Capital 0,00 TOTAL , ,70 Receita por Cobrar (Água) , ,38 TOTAL RECEITAS PRÓPRIAS (CORRENTES E DE CAPITAL) ,33 5. TRANSFERÊNCIAS TRANSFERÊNCIAS FUNDO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO; FUNDO SOCIAL MUNICIPAL; PARTICIPAÇÃO FIXA NO IRS MONTANTES TOTAIS Correntes ,00 Capital ,00 Outras Transferências: SUB-TOTAL , ,00 Correntes ,81 Capital 0,00 SUB-TOTAL , ,81 TOTAL ,81 6/17

7 Gráfico: Receita Global / Receita Ptópria , , , ,00 Fundos Municipais Receitas Próprias Receitas Global ,00 0,00 Como, aliás ficou referido, constata-se assim no capítulo das receitas três realidades: A primeira é a de que, dos ,31 de receita global, apenas ,33, constituem receitas próprias do Município. A segunda reside no facto dos fundos municipais totalizarem, por si só, ,00 ou seja representam 65,52% da receita global. A terceira verifica-se uma receita por cobrar, que totaliza o valor de ,38 referente a: Água; Saneamento; Resíduos Sólidos; Tarifa fixa de água; Taxa de Recursos Hídricos. 7/17

8 6. DESPESAS DESPESAS CORRENTES MONTANTES 01 Pessoal ,01 02 Aquisição de bens e serviços ,30 03 Juros de Empréstimos e outros juros ,12 Juros da divida pública ,51 Juros de Locação Financeira 0,00 Outros Juros 9.512,61 04 Transferências Correntes ,86 05 Subsídios ,40 06 Outras Despesas Correntes ,96 TOTAL DESPESAS CORRENTES ,65 DESPESAS DE CAPITAL MONTANTES 07 Aquisição de bens de capital: ,53 Investimento ,90 Bens de domínio Público ,63 08 Transferências de Capital ,40 09 Ativos Financeiros ,00 10 Passivos Financeiros ,98 11 Outras despesas de capital ,19 TOTAL DESPESAS DE CAPITAL ,10 TOTAL DESPESAS CORRENTES E DE CAPITAL ,75 Para uma melhor caracterização da despesa, a mesma foi sistematizada em três grandes grupos: Encargos de funcionamento; Serviço de divida; Investimento global. 8/17

9 7. ENCARGOS DE FUNCIONAMENTO ENCARGOS DE FUNCIONAMENTO MONTANTES Pessoal ,01 Aquisição de Bens e Serviços ,30 Outras Despesas Correntes ,96 TOTAL ,27 Gráfico: Encargos de Funcionamento , , , , ,00 Outras Despesas Correntes Aquisição de Bens e Serviços Despesas com Pessoal Total das Desp. Correntes ,00 0,00 As despesas com pessoal da Autarquia, representam 64,32% do total das despesas de funcionamento. 9/17

10 8. RÁCIOS SOBRE O GRAU DE COBERTURA DAS DESPESAS Receitas Correntes Despesas Correntes > , ,65 = ,95 As despesas correntes foram inferiores as receitas correntes em ,95. Outros indicadores: Cobertura das despesas pelas receitas = (Receita Total / Despesa Total) Cobertura das despesas pelas receitas = ,31 / ,75. Cobertura das despesas pelas receitas = 100,34%. As receitas totais do Município foram superiores às despesas totais em 0,34% ou seja ,56. Peso das despesas correntes nas receitas correntes = (Despesas Correntes/ Receitas Correntes) Peso das despesas correntes nas receitas correntes = ,65 / ,60. Peso das despesas correntes nas receitas correntes = 85,07%. 10/17

11 9. ANÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA A análise económica financeira sintetiza os resultados obtidos pela Câmara Municipal de Ourique, em 31 de Dezembro de BALANÇO O Balanço constituído pelo Ativo, Passivo e Situação Líquida, descreve no ativo todos os bens e direitos, no passivo as obrigações e a situação líquida quantifica o valor do Património da Autarquia. Para a construção do balanço, concorreram, entre outros, o Imobilizado Corpóreo, bens do domínio público e Investimentos Financeiros, que constituem parte integrante do Ativo do Município. ACTIVO PASSIVO Imobilizado Fundos Próprios Bens do domínio público ,37 Património ,54 Imobilizações Incorpóreas ,74 Reservas legais ,59 Imobilizações Corpóreas ,41 Doações ,04 Investimentos Financeiros ,97 Resultados transitados ,23 Resultados líquidos do exercício ,82 Circulante ,22 Existências 0,00 Passivo Dívidas de Terceiros - CP ,02 Dívidas a Terceiros MLP ,73 Títulos negociáveis 0,00 Dívidas a Terceiros - C Prazo ,71 Depósitos em Inst. Finc. e Caixa ,15 Acréscimos e diferimentos 0,00 Acréscimos e diferimentos Proveitos diferidos 0,00 TOTAL DO ACTIVO ,66 TOTAL DO FUNDOS PRÓPRIOS + PASSIVO ,66 11/17

12 9.2 IMOBILIZADO ACTIVO BRUTO Designação 2015 Bens do Domínio Público Terrenos e recursos naturais ,11 Outras construções e infraestruturas ,86 Outros bens do domínio público 3.903,73 Imobilizações incorpóreas Despesas de investigação e desenvolvimento ,00 Propriedade industrial e outros direitos ,24 Imobilizações corpóreas Terrenos e recursos naturais ,52 Edifícios e outras construções ,80 Equipamento básico ,24 Equipamento de transporte ,75 Ferramentas e utensílios ,81 Equipamento administrativo ,26 Outras imobilizações corpóreas ,61 Imobilizado em curso ,47 Investimentos Financeiros Partes de capital ,97 Obrigações e títulos de participação ,00 TOTAL ,37 Os edifícios e outras construções, outras construções e infraestruturas, terrenos de recursos naturais, bem como as imobilizações em curso contribuíram significativamente para o valor do ativo bruto. 12/17

13 9.3 DISPONIBILIDADES Depósitos Bancários Designação 2015 CGD - Orçamental ,97 CGD - Não Orçamentais ,78 CGD - Cauções ,93 Caixa Agrícola 737,09 BPI - Orçamental 872,06 Millennium BCP 3.413,28 Caixa - Orçamental 2.042,16 Caixa - Não Orçamentais 793,88 Títulos negociáveis 0,00 Outras aplicações de tesouraria - Não Orçamentais 0,00 TOTAL , DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS (POR NATUREZA) Valor Resultados Operacionais ,47 Resultados Financeiros ,39 Resultados Correntes ,08 Resultados Líquidos do exercício ,82 O Município de Ourique encerrou as suas contas referentes ao exercício económico de 2015, com um Resultado Liquido do Exercício de ,82. 13/17

14 9.5 EVOLUÇÃO DAS DÍVIDAS DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO DÍVIDAS DE TERCEIROS CURTO PRAZO Designação Clientes, c/c , , , Contribuintes, c/c 1.439, , ,91 24 Estado e Outros Entes Públicos 1.028, ,96 703,64 Total Dividas de Terceiros - Curto prazo , , ,02 A Dívida de Terceiros está diretamente relacionada com as Vendas de Bens e Serviços mais especificamente à venda de água DÍVIDAS A TERCEIROS CURTO PRAZO TOTAL , , ,71 Esta rubrica do Balanço inclui principalmente, as Dívidas a Fornecedores (conta corrente e imobilizado) e a Prestação de Serviços (outros credores) SERVIÇO DA DÍVIDA A fraca capacidade de gerar receitas evidenciada pela Autarquia, reflete-se no desequilíbrio orçamental. Em as dívidas da Autarquia a instituições de crédito apresentam os seguintes valores: a) Dívida a médio e longo prazo ,73; b) Dívida a curto prazo - 0,00. 14/17

15 EMPRÉSTIMOS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO M/L Prazo Data Amortização Dívida , , , , , ,73 Ao comparar os últimos três anos dos empréstimos de Médio e Longo Prazo verificou-se um decréscimo de ,16 quando comparado, o valor em dívida do final do ano de 2013, com o demonstrado no final do ano de INVESTIMENTO GLOBAL Resumidamente o valor dos investimentos feitos até é o constante no quadro infra: INVESTIMENTOS MONTANTES Edifícios ,86 Construções Diversas ,74 Material de transporte ,02 Equipamento informático ,29 Software informático ,56 Equipamento administrativo 4.941,23 Equipamento básico ,20 TOTAL ,90 15/17

16 11. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS Nos termos do ponto do Decreto-lei n.º 54-A/99, de 22 de Fevereiro, quando houver saldo positivo na conta 59 Resultados Transitados, o seu montante pode ser repartido da seguinte forma: a) Reforço do património; b) Constituição ou reforço de reservas. Refere ainda que deve constituir-se o reforço anual da conta 57.1 Reservas Legais, no valor de 5% do Resultado Líquido do Exercício. Ano de 2015 No ano 2015 houve Resultados Líquidos no montante de ,82, propõe-se que a aplicação seja da seguinte forma: Reforço do Património ,93; Reservas Legais ,89. 16/17

17 12. CONCLUSÃO Resumidamente poder-se-á concluir que o funcionamento do município é condicionado essencialmente, pelos seguintes fatores: 1. Dependência das receitas externas (transferências do Estado); 2. Elevado peso dos encargos com pessoal no total das despesas; 3. Equilíbrio do orçamento corrente através de transferências do orçamento de capital; 4. Investimento depende de candidaturas a projetos comunitários. Paços do Município de Ourique, 15 de Março de 2016 O Presidente da Câmara /Marcelo David Coelho Guerreiro/ 17/17

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