Princípios Orientadores
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- Kevin Abreu Dinis
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1 Escola de Engenharia Candidatura para a Eleição dos Representantes dos Professores e Investigadores ao Conselho de Escola da Escola de Engenharia da Universidade do Minho Princípios Orientadores
2 Candidatura para a Eleição dos Representantes dos Professores e Investigadores ao Conselho de Escola da Escola de Engenharia da Universidade do Minho Princípios Orientadores Contexto O Conselho de Escola, órgão colegial máximo de governo e de decisão estratégica, tem um papel determinante na vida da Escola de Engenharia. De entre as suas competências destacamse: a definição das linhas gerais de orientação da Escola, a eleição do seu Presidente e a aprovação das alterações aos Estatutos da Escola. Neste quadro, a eleição dos membros do Conselho de Escola constitui um ato da maior importância para o futuro da Escola. O novo período de vida da Escola, no triénio , deverá ser um período de consolidação, mas também de evolução para responder a novos desafios, ancorando sempre o seu crescimento em elevados padrões de qualidade dos seus projetos de ensino e de investigação. Neste contexto, o Conselho de Escola é chamado a desempenhar um papel fundamental, não só como agregador de vontades e promotor de mudança, mas também como centro de maturação e aferição de estratégias e práticas que afirmem a EEUM como uma Escola de excelência, relevante para o país e com reconhecimento internacional. Ao Conselho de Escola compete ainda um papel de pensamento estratégico capaz de gerir, com prudência e determinação, eventuais processos de mudança, promovendo o estudo prévio de simulação de todas as suas fases, visualizando os respetivos resultados, e envolvendo todos os membros da Escola na tomada de decisão. Neste contexto, entende-se como fundamental a manutenção da estabilidade da organização e a promoção de processos de concertação a todos os níveis, como condições para uma mudança efetiva, sustentada e de largo impacto. Ao longo do presente mandato dos seus órgãos de governo, a EEUM desenvolveu e aprovou um Plano Estratégico para o horizonte 2020 que consubstancia um conjunto de caminhos que concretizam precisamente esta visão de excelência e de afirmação internacional. Os últimos três anos marcaram também a implementação do novo quadro regulamentar decorrente do RJIES. Os Estatutos da Escola constituem a referência regulamentar que deverá garantir o suporte efetivo a todas as iniciativas e projetos no período que se vai seguir, e até ao ano horizonte de Decorridos estes três anos, entendemos que o Conselho de Escola deverá ser promotor de uma reflexão sobre os Estatutos da Escola de Engenharia, com a contribuição de todos os órgãos e de todos os membros da comunidade académica. Neste contexto, o presente manifesto constitui a expressão das perceções de um conjunto muito alargado de membros da Escola de Engenharia que, congregados na construção e consolidação de uma Escola de relevância internacional, têm como objetivo a constituição e a promoção de uma lista candidata ao Conselho de Escola comprometida com essa visão. 1
3 Integram esta lista professores e investigadores das várias subunidades orgânicas, com percursos académicos diversificados, com experiência nas várias vertentes da missão académica em numerosos projetos de investigação, de ensino e de interação com a sociedade, possuindo ainda uma elevada experiência de participação em órgãos de governo da Universidade. O fator determinante de agregação deste conjunto alargado de professores e investigadores é a sua visão comum sobre o papel a desempenhar pela Escola de Engenharia na sociedade, atual e futura, e sobre o modo como esta procurará responder, e mesmo antecipar, aos desafios exigentes. Visão Esta candidatura partilha uma visão ambiciosa para a Escola de Engenharia da Universidade do Minho tendo como desígnio ser uma Escola relevante no Espaço Europeu do Ensino Superior, com uma atuação globalizada, lutando para integrar o conjunto das Escolas de Engenharia líderes a nível internacional. Esta relevância concretiza-se quando é publicamente reconhecido que a Escola de Engenharia: participa na criação de conhecimento científico e tecnológico, contribuindo para a geração de riqueza, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida; atua na formação de profissionais de engenharia e tecnologia que à sua reconhecida competência profissional associam capacidades de inovação e de empreendedorismo, com sentido ético e uma visão global que equaciona os grandes desafios do século XXI; põe o seu saber e as suas competências ao serviço da sociedade através da participação em programas, projetos e iniciativas para cuja concretização seja relevante e justificada a intervenção de uma instituição universitária; explicita a dimensão cultural da Ciência e Tecnologia, demonstrando de que modo o conhecimento científico e tecnológico pode contribuir para enfrentar e resolver os desafios do presente e do futuro que se colocam à sociedade. Princípios Para a concretização da visão para o futuro da Escola de Engenharia atuaremos no Conselho de Escola de acordo com os princípios orientadores a seguir enunciados. Assumir a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico como aspetos centrais em toda a atividade da Escola, na medida em que a sua capacidade de gerar conhecimento lhe confere legitimidade acrescida na difusão e aplicação desse conhecimento e no diálogo com a sociedade e com a cultura. Afirmar a oferta educativa através de um conjunto de características distintivas assumidas como identitárias e diferenciadoras, respondendo aos desafios do Espaço Global do Ensino Superior, atuando em rede, estimulando parcerias, racionalizando recursos e melhorando o funcionamento das estruturas de gestão pedagógica. Reconhecer a pós-graduação como o principal eixo de crescimento da sua oferta educativa, e valorizar o portefólio de cursos orientando-o às necessidades do mercado de trabalho especializado e explorando as oportunidades associadas a áreas emergentes de conhecimento. 2
4 Prosseguir, logo a partir do início do novo mandato, e na sequência da reflexão já iniciada no atual Conselho, o debate sobre vários temas de caráter estruturante, nomeadamente a representatividade das subunidades nos diferentes órgãos de governo, assim como a adequação das subunidades à evolução dos projetos de ensino e dos projetos de investigação. Dar uma particular atenção à captação e formação dos estudantes e acompanhamento dos graduados ao longo do seu percurso profissional, com uma atenção constante e sistemática à realidade envolvente. Em particular, o Conselho de Escola apoiará a criação de um Observatório da Oferta Educativa, junto das escolas, empresas e associações profissionais de Engenharia. Contribuir para a definição de uma política de captação recursos humanos docentes, investigadores, trabalhadores não docentes não investigadores e estudantes e de desenvolvimento das suas competências com a aplicação de judiciosas práticas de gestão ao nível da seleção, formação, avaliação e motivação. Esta política deve ser acompanhada pela promoção de adequadas condições de realização pessoal e profissional de todos os recursos humanos no seu percurso na EEUM. Procurar que o conjunto das subunidades orgânicas da Escola constitua uma rede, devidamente articulada, que permita uma resposta ágil aos desafios externos e garanta, internamente, a utilização eficiente dos recursos, a rentabilização de competências, a flexibilidade das soluções e uma avaliação adequada de desempenho. Apoiar o desenvolvimento de mecanismos e instrumentos de suporte à operação e gestão da sua atividade, que garantam o exercício da autonomia e responsabilidade própria. Esta inclui a definição e implementação de estratégias de desenvolvimento, a gestão eficaz dos seus recursos, incluindo os financeiros, e a obrigação de prestar contas, de forma regular, aos seus membros e subunidades, bem como à Universidade. Este princípio exigirá que, em concertação com a Reitoria, a Escola passe a dispor de um Modelo de Custos e Receitas Globais que assegure a sua coesão. Promover uma Escola relevante para o país e reconhecida a nível internacional, através do desenvolvimento de políticas integradas e participadas de promoção dos projetos da Escola, criando e sustentando a marca Engenharia@UMinho, com uma intervenção estruturada de todos os seus membros docentes, investigadores, não docentes e não investigadores, estudantes e Alumni. Considera-se que o Conselho de Escola deverá promover reflexões diversas, em articulação com a Presidência, que permitam concretizar as suas linhas de orientação estratégica. Tópicos relevantes nesta cooperação institucional são, entre outros, a autonomia da Escola, incluindo a captação e a utilização de receitas próprias, a adequação da estrutura de subunidades orgânicas à missão da Escola, a oferta educativa, a identificação de áreas científicas ou de desenvolvimento emergentes, as condições de funcionamento da Escola e a gestão dos seus recursos humanos. No quadro estatutariamente definido, em sede de Conselho de Escola e em articulação com os outros órgãos de governo, os docentes e investigadores reunidos nesta lista empenhar-se-ão em criar as condições que permitam à Escola de Engenharia uma atuação em conformidade com a visão acima enunciada, assumindo assim a sua quota de responsabilidade no cumprimento da missão da Universidade do Minho. Escola de Engenharia, 6 de novembro de
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