Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações
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1 Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Redes definidas por software e Computação em Nuvem Prof. Rodrigo de Souza Couto
2 Informações Gerais Prof. Rodrigo de Souza Couto Página da disciplina: Sala: 5019E Áreas de Atuação (temas de pesquisa e desenvolvimento) Redes de Computadores Computação em Nuvem Horário das aulas Terça-feira: 7:00 às 8:40 Sala 18 Quinta-feira: 7:00 às 8:40 Sala 18
3 PARTE 1 REDES DEFINIDAS POR SOFTWARE (SDN) 3
4 Bibliografia Esta aula é baseada no seguinte trabalho: [1] Diego Kreutz, Fernando M. V. Ramos, Paulo Verissimo, Christian Esteve Rothenberg, Siamak Azodolmolky, Steve Uhlig. Software-Defined Networking: A Comprehensive Survey. Proceedings of the IEEE,
5 Planos de Funcionalidades em Redes de Computadores Figura adaptada de [1] 5
6 Planos de Funcionalidades em Redes de Computadores Figura adaptada de [1] 6
7 Plano de Dados Encaminha dados entre as interfaces do equipamento de rede Verifica tabelas que indicam interface de destino dos dados Quais são as funções básicas dos planos de dados de roteadores e comutadores convencionais? 7
8 Plano de Dados Encaminha dados entre as interfaces do equipamento de rede Verifica tabelas que indicam interface de destino dos dados Exemplos Plano de dados de roteadores Verifica, através do IP de destino e da tabela de roteamento, em qual interface o pacote será encaminhado Plano de dados de comutadores Verifica, através do MAC de destino e da tabela de comutação, em qual interface o quadro será encaminhado 8
9 Planos de Funcionalidades em Redes de Computadores Figura adaptada de [1] 9
10 Plano de Controle Protocolos utilizados para preencher as tabelas de encaminhamento dos elementos no plano de dados Planos de controle de diferentes dispositivos de rede podem se comunicar para definir os conteúdos das tabelas de encaminhamento O que representa os planos de controle de roteadores e comutadores convencionais? 10
11 Plano de Controle Exemplos Plano de controle em roteadores Protocolos de Roteamento Construção da tabela de roteamento Trocam mensagens de controle entre roteadores para definir rotas na rede RIP, OSPF, BGP, IS-IS, etc. Plano de controle em comutadores Mecanismo de autoaprendizagem Construção da tabela de comutação Baseado no MAC de origem de um quadro Protocolo Spanning tree Eliminação de laços (loops) na rede 11
12 Planos de Funcionalidades em Redes de Computadores Figura adaptada de [1] 12
13 Plano de Gerenciamento Utilizado no monitoramento remoto da rede e na configuração do plano de controle Define as políticas de rede Qual tipo de tráfego será negado Qual o nível de QoS garantido Entre outras Exemplos Configurações manuais do gerente de rede Protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol) NETCONF (Network Configuration Protocol) 13
14 Redes Tradicionais Cada dispositivo de encaminhamento executa um plano de dados e um plano de controle Plano de controle deve atuar com algoritmos distribuídos 14
15 Redes tradicionais são complexas e difíceis de gerenciar Operadores precisam configurar separadamente cada dispositivo de rede A configuração de políticas de rede complexas torna-se muito difícil e suscetível a erros Comandos de configurações são de baixo nível e específicos para cada fabricante P.ex. não é possível configurar da mesma forma um dispositivo Cisco e um Juniper 15
16 Redes tradicionais são complexas e difíceis de gerenciar Configurações realizadas não se adaptam de acordo com as condições da rede Redes tradicionais não se adaptam facilmente a mudanças de carga e falhas Dificuldade de realizar engenharia de tráfego Mudanças no plano de controle são difíceis de implementar Redes são integradas verticalmente É necessário mudar o software de cada dispositivo de rede P.ex. incluir um protocolo de roteamento diferente 16
17 Redes Definidas por Software (SDN) Um controlador executa o plano de controle Atenção: Isso não implica que o controlador seja fisicamente centralizado 17
18 Ideias básicas do SDN Quebra da integração vertical Separação do plano de dados e de controle Diferentes equipamentos de diferentes fabricantes podem operar sob um mesmo controle Plataforma de Controlador O que é necessário para isso ser realidade? Fabricante A Fabricante B Fabricante C Figura adaptada de [1] 18
19 Ideias básicas do SDN Quebra da integração vertical Separação do plano de dados e de controle Diferentes equipamentos de diferentes fabricantes podem operar sob um mesmo controle Plataforma de Controlador Fabricante A Southbound API Aberta Uma API (Applications Programming Interface) para o controlador se comunicar com os comutadores Ela deve ser aberta, para pode ser implementada por diferentes fabricantes Fabricante B Fabricante C Figura adaptada de [1] 19
20 Ideias básicas do SDN Quebra da integração vertical Separação do plano de dados e de controle Diferentes equipamentos de diferentes fabricantes podem operar sob um mesmo controle Plataforma de Controlador Southbound API Aberta A Southbound API mais comum é o OpenFlow, visto mais adiante no curso Fabricante A Fabricante B Fabricante C Figura adaptada de [1] 20
21 Ideias básicas do SDN Aplicações de rede programam a rede através de chamadas ao Controlador Utilização de Northbound APIs Aplicações de rede Plataforma de Controlador Northbound API Aberta Southbound API Aberta Funções de controle da rede podem ser alteradas simplesmente escrevendo novas aplicações de rede 21
22 Ideias básicas do SDN Software do controlador é também chamado de Sistema Operacional de rede Network Operating System (NOS) Aplicações de rede Plataforma de Controlador Northbound API Aberta Southbound API Aberta 22
23 Redes Tradicionais Muito tipos de dispositivos de rede Diferentes dispositivos coexistem Novos serviços são adicionados por meio de middleboxes Figura adaptada de [1] 23
24 Redes SDN: Unificação de dispositivos de rede Dispositivos podem ser idênticos, mas com comportamentos definidos pela aplicação Uma nova aplicação na rede não necessita de mudança do dispositivo ou da adição de middleboxes Figura adaptada de [1] 24
25 Redes SDN: Unificação de dispositivos de rede Com base nas aplicações, Controlador instala regras de fluxo nos dispositivos de encaminhamento Figura adaptada de [1] 25
26 Vantagens do SDN Facilidade de configuração da rede Plano de controle central pode ser configurado de acordo com uma determinada condição da rede P.ex. Configuração se adapta com a carga da rede Linguagem de mais alto nível para configuração Configuração menos suscetível a erros Todas as aplicações pode utilizar a mesma informação provida pelo plano de controle Integração de diferentes aplicações pode ser mais fácil P.ex. balanceamento de carga com roteamento 26
27 Vantagens do SDN Incentivo à inovação Facilidade de reprogramar o plano de controle Controlador possui uma visão global da rede Facilita o desenvolvimento de aplicações P.ex. a aplicação conhece toda a topologia da rede e a manipula com interfaces de alto nível 27
28 Definição de SDN em quatro pilares [1] 1) O plano de controle e o plano de dados são separados Dispositivos de rede se tornam meros encaminhadores de pacotes 2) Decisões de encaminhamento são baseadas em fluxos, ao invés de simplesmente destino do pacote Fluxo é definido com um conjunto de campos de um pacote, que atuam como critério de classificação, e um conjunto de ações associadas P.ex. Encaminhar todos os pacotes parar porta 80, com IP pela interface 1 Permite unificar diferentes dispositivos de rede Roteadores, comutadores, firewalls, middleboxes, etc. 28
29 Definição de SDN em quatro pilares [1] 3) A lógica de controle é movida do dispositivo de rede para uma entidade externa Denominada Controlador SDN ou Sistema Operacional de Rede (NOS Network Operating System) Plataforma de software que executa em servidores comuns e fornece abstrações e recursos para programa a rede Semelhante a um sistema operacional de computadores 4) A rede é programável através de softwares que executam sobre um NOS NOS interage com o plano de dados pela SouthBound API Principal motivador do SDN 29
30 Visão Geral da Arquitetura SDN Cada plano é dividido em camadas, que serão detalhadas ao longo dessa parte do curso Figura adaptada de [1] 30
31 Visão Geral da Arquitetura SDN Algumas camadas podem não existir em alguns casos P.ex. Hipervisor e Virtualização Baseada em Linguagens Figura adaptada de [1] 31
32 Plano de Dados: Infraestrutura de Rede Conjunto de equipamentos de rede Simples elementos de encaminhamento Não tomam decisões autônomas São programados pelo controlador Em comutadores com OpenFlow habilitado, a programação do Controlador é feita por tabelas de fluxo 32
33 Infraestrutura de Rede : Esquema básico de um dispositivo Tabelas de fluxo especificam o comportamento para cada fluxo. Definição de fluxo depende dos campos do pacote! Figura adaptada de [1] 33
34 Infraestrutura de Rede : Entradas das Tabelas de Fluxo Dentro de um dispositivo, uma sequência de tabelas de fluxo definem como o pacote será tratado Figura adaptada de [1] 34
35 Infraestrutura de Rede : Entradas das Tabelas de Fluxo Note que, neste exemplo, o fluxo pode ser definido com informação de diferentes camadas Figura adaptada de [1] 35
36 Infraestrutura de Rede : Entradas das Tabelas de Fluxo Mais detalhes na aula sobre OpenFlow! Figura adaptada de [1] 36
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