SUPERVISOR DE ENSINO
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- Emanuel Galindo Belo
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1 SUPERVISOR DE ENSINO 01. A função social dos Especialistas em Educação, dentre eles o Supervisor Escolar, nem sempre foi vista de acordo com a concepção pedagógica atual, que concebe o supervisor como elemento de articulação do dinamismo do projeto políticopedagógico da escola e parte integrante do coletivo dos professores. Em sua origem, a supervisão esteve identificada com: (A) a inspeção da educação escolar. (B) a fiscalização e a padronização das rotinas escolares às normas oficiais, e à organização e planejamento do trabalho do professor. (C) a formação e a capacitação dos docentes da escola, realizada nos encontros de planejamento e nas atividades pedagógicas da escola. (D) a organização do trabalho coletivo da escola, por meio do planejamento participativo. (E) a qualidade da produção do ensino. 02. Para uma melhor organização do trabalho na escola, o profissional da educação, seja Orientador Educacional ou Supervisor Escolar, necessita de: (A) Leitura, pesquisa, coleta de informações com pessoas e discussão; (B) Trabalho em grupo, palestras, seminários e debate; (C) Interpretação de textos, estudo do meio e estudo de caso; (D) Os recursos apresentados são exclusivamente do cotidiano do Orientador educacional; (E) Os recursos apresentados nos itens A, B e C são do cotidiano do Orientador educacional e do Supervisor Escolar. 03. Clara é supervisora de uma escola de Ensino Fundamental e necessitou analisar as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (Resolução CEB n 2, de 7/4/1998), a fim de orientar os docentes, constatando que nas práticas curriculares de sua escola deve-se possibilitar a/o (A) vivência de princípios éticos da individualidade e da competitividade, a fim de preparar o educando para a realidade social contemporânea. (B) reconhecimento de que as aprendizagens são constituídas por meio da experimentação empírica, que conduz à assimilação plena. (C) igualdade de acesso a uma base nacional comum para legitimar a unidade e a qualidade da ação pedagógica na diversidade nacional. (D) adaptação entre educação e natureza biológica do educando, para trazer à tona as estruturas que estão prontas desde o nascimento. (E) prioridade à Língua Portuguesa entre todas as demais disciplinas, como base de sustentação para a construção do conhecimento. SUPERVISOR DE ENSINO [email protected] 1
2 04. A construção da Supervisão Pedagógica como ocupação específica dentro das escolas brasileiras, historicamente, foi marcada por alguns elementos, EXCETO: (A) Pela execução de atividades técnicas e de caráter prescritivo. (B) Pelo modelo norte-americano de supervisão empresarial. (C) Pela integração do trabalho e o diálogo com os outros profissionais da educação para melhor pensar o processo educativo. (D) Pelo controle e fiscalização das atividades realizadas em sala de aula, de forma externa e distanciada, para elaboração de análises do como ensinar. (E) Por uma origem preponderantemente externa à escola, solidificada em décadas anteriores pela ditadura militar, caracterizando-se como um profissional que zelava pela manutenção do status quo. 05. Embora, as funções exercidas pela equipe técnico-administrativa de uma escola (diretor, supervisor, orientador), na prática, sejam demandadas pelo próprio cotidiano e pelas competências dos sujeitos, há tarefas que são de responsabilidade de determinado profissional dada a sua formação específica. A atribuição que diz respeito unicamente à supervisão escolar é (A) Articular a escola com o nível superior da administração do sistema educacional. (B) Acompanhar o desenvolvimento dos programas curriculares e do processo de avaliação. (C) Controlar aspectos materiais e financeiros da escola. (D) Orientar pais e alunos quanto aos problemas de aprendizagem surgidos. (E) Secretariar as ações relativas aos índices de desempenho dos alunos. 06. No contexto brasileiro, a supervisão com a função de controle surgiu no cenário sociopolítico-econômico na década de 70. Atualmente a função do supervisor assume uma concepção mais pedagógica, caracterizada por um trabalho de: (A) assistência ao professor, em forma de planejamento e execução do processo de ensino e aprendizagem. (B) assistência ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento, avaliação e atualização do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. (C) assistência somente ao professor que apresenta dificuldades para fazer o planejamento e avaliar o processo de aprendizagem. (D) assistência exclusiva à direção da escola, em forma de planejamento e fiscalização do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. (E) assistência prioritária aos estudantes que apresentam condutas consideradas inadequadas no espaço escolar. SUPERVISOR DE ENSINO [email protected] 2
3 07. Maria é supervisora escolar em São Paulo e foi convidada a acompanhar o Conselho Tutelar de seu município numa visita a uma família que não tem seus filhos matriculados na escola. Do ponto de vista legal (LDB, ECA, PDE), Maria deve orientar a família a matricular as crianças porque a(s) (A) educação escolar é o único direito que lhes permitirá ser considerados cidadãos. (B) crianças terão direito aos programas assistenciais, através da matrícula. (C) educação é direito de todos e todas e dever da família e do Estado. (D) a família perderá o pátrio poder caso as matrículas sejam efetuadas. (E) crianças a partir de 4 anos precisam estar na escola. 08. Nas últimas décadas, superou-se a concepção da Supervisão Escolar pela Teoria Geral da Administração, desmistificando a perspectiva meramente tecnicista e considerando a escola como uma agência cultural. Nesta perspectiva, o Supervisor Escolar, passa a ser visto como um (A) político escolar. (B) técnico dialógico. (C) administrador orgânico. (D) professor reflexivo. (E) controlador democrático. 09. Pode-se dizer que o trabalho da supervisão escolar nos dias atuais é: (A) uma função responsável pela melhoria do serviço burocrático da escola, visando ao controle de todos os processos. (B) centrado, prioritariamente, em fiscalizar as atitudes e procedimentos didáticos dos professores. (C) dar assistência ao educando, em períodos de avaliação, com o objetivo de organizar grupos de estudo. (D) participar de assessoramento e coordenação de todas as atividades pedagógicas da escola que tenham influência no processo ensinoaprendizagem. (E) organizar avaliações internas da escola para preparar os alunos para as avaliações nacionais. SUPERVISOR DE ENSINO [email protected] 3
4 10. Como poderia um Supervisor Educacional comportar-se diante de uma realidade escolar em que a metade do corpo docente é constituída de profissionais desqualificados e descomprometidos com o processo educativo, mediante as exigências governamentais do saber significativo, para o cidadão do futuro? (A) Desenvolver um plano de ação direcionado a todos os seguimentos da instituição escolar, adotando uma postura inovadora, ousada e criativa. (B) Desenvolver um plano de ação direcionado, sobretudo, aos profissionais comprometidos com o progresso da escola. (C) Informar a Secretaria da Educação sobre a realidade escolar, a fim de punir tais profissionais. (D) Desenvolver um plano de ação direcionado unicamente ao corpo discente da instituição para qualificar e premiar a escola. (E) Acompanhar a instituição não se comprometendo com essas particularidades do processo educativo, de maneira que cada um faça sua parte. (...) 50. Um Diretor de estabelecimento de ensino indaga ao Supervisor, no dia de sua visita à escola, se deve comunicar a outras instâncias (e quais seriam estas) os casos de alunos com número elevado de ausências. O Supervisor, com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal 9.394/96), deveria informá-lo que (A) devem ser notificados ao Conselho Tutelar do Município, ao Juiz da Comarca e à Diretoria de Ensino apenas os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. (B) deve ser notificada ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima do percentual permitido em lei, que é de vinte e cinco por cento, conforme o previsto na LDB e no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). (C) somente devem ser comunicados ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público os casos em que os alunos tenham atingido o percentual mínimo de cinquenta por cento do total de horas letivas. (D) se os alunos apresentam quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei, devem ser notificados os casos ao Conselho Tutelar do Município, ao Juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público. (E) a notificação ao Conselho Tutelar do Município, ao Juiz da Comarca e à Diretoria de Ensino deve ser feita apenas quando os casos de ausências configurarem-se como de evasão escolar. SUPERVISOR DE ENSINO [email protected] 4
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