NORMA TÉCNICA SUMÁRIO
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- Vítor Gabriel Bergmann Corte-Real
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1 31/10/ de 36 SUMÁRIO 1 FINALIDADE CAMPO DE APLICAÇÃO RESPONSABILIDADES DEFINIÇÕES REFERÊNCIAS DISPOSIÇÕES GERAIS Generalidades Contatos do Acessante com a CONCESSIONÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E CONSTRUTIVAS Critérios e Padrões Técnicos Requisitos de Qualidade Requisitos de Segurança ANEXOS Formulários CONTROLE DE REVISÕES APROVAÇÃO... 36
2 31/10/ de 36 1 FINALIDADE Esta Norma Técnica tem como finalidade concentrar e sistematizar os requisitos de informações técnicas pertinentes às novas conexões ou alteração de conexões existentes, de consumidores que façam a adesão ao sistema de compensação de energia, ao sistema de distribuição em média tensão dada CEMAR Companhia Energética do Maranhão e da CELPA Centrais Elétricas do Pará S/A, empresas do Grupo Equatorial Energia, doravante denominadas apenas de Concessionária, de forma a facilitar o fluxo de informações e simplificar o atendimento a estes consumidores. São apresentados os requisitos para a conexão de microgeração à rede de baixa tensão (BT), da CEMAR e da CELPA para unidades consumidoras monofásicas, bifásicas e trifásicas, através de fontes renováveis com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL. Não estão considerados nesta norma os requisitos de consumidores que possuem geradores particulares de BT, de fontes não renováveis, onde não é permitido paralelismo permanente com a rede elétrica da CONCESSIONÁRIA. Os requisitos técnicos para estes casos estão prescritos na norma NT CONEXÃO DE GERADORES PARTICULARES AO SISTEMA ELÉTRICO DA CONCESSIONÁRIA, na sua última versão. 2 CAMPO DE APLICAÇÃO Aplica-se à Gerência de Expansão e Melhoria do Sistema Elétrico, Gerência de Planejamento do Sistema Elétrico, Gerência de Serviço de Rede, e à Gerência de Operação do Sistema Elétrico, pertencentes à Diretoria de Distribuição; Gerência de Recuperação de Energia e à Gerência de Relacionamento com o Cliente, pertencente à Diretoria de Relações Comerciais, no âmbito da CONCESSIONÁRIA. Também se aplica a todas as unidades consumidoras estabelecidas na área de concessão da CONCESSIONÁRIA, com necessidade de utilização ou instalação de grupos geradores de energia através de fontes renováveis, que façam a adesão ao sistema de compensação de energia, sendo que a utilização dos mesmos está condicionada à análise de projeto, inspeção, teste e liberação para funcionamento por parte desta concessionária. Também se aplica a Projetistas e Empresas que realizam serviços na área de concessão da CONCESSIONÁRIA. 3 RESPONSABILIDADES Gerência de Expansão e Melhoria do Sistema Elétrico: Estabelecer as normas e padrões técnicos para elaboração de projeto e instalação de geradores de energia elétrica particulares,
3 31/10/ de 36 através de fontes renováveis, que façam a adesão ao sistema de compensação de energia. Coordenar o processo de revisão desta norma. Gerência de Operação do Sistema Elétrico: Realizar as atividades relacionadas à operação do sistema elétrico de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo. Participar do processo de revisão desta norma. Gerência de Planejamento do Sistema Elétrico: Realizar as atividades relacionadas ao planejamento do sistema elétrico de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo. Participar do processo de revisão desta norma. Gerência de Serviço de Rede: Realizar os serviços de rede de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo. Participar do processo de revisão desta norma. Gerência de Recuperação de Energia: Realizar as atividades relacionadas à recuperação de energia de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo. Participar do processo de revisão desta norma. Gerência de Relacionamento com o Cliente: Realizar as atividades de relacionamento com o cliente de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo, divulgando as mesmas ao cliente. Participar do processo de revisão desta norma. Projetistas e Empresas que realizam serviços na área de concessão da CONCESSIONÁRIA: Realizar suas atividades de acordo com as regras e recomendações definidas neste instrumento normativo. 4 DEFINIÇÕES 4.1 Acessada Distribuidora de energia elétrica em cujo sistema elétrico o Acessante conecta suas instalações. 4.2 Acessante Consumidor, central geradora, distribuidora, agente importador ou exportador de energia, cujas instalações se conectem ao sistema elétrico de distribuição, individualmente ou associado a outros. No caso desta norma, o termo Acessante se restringe a consumidores que possuam geração de energia que façam a adesão ao sistema de compensação de energia. 4.3 Acesso Disponibilização do sistema elétrico de distribuição para a conexão de instalações de unidade consumidora, central geradora, distribuidora, ou agente importador ou exportador de energia,
4 31/10/ de 36 individualmente ou associados, mediante o ressarcimento dos custos de uso e, quando aplicável conexão. 4.4 Acordo operativo Acordo celebrado entre acessante e acessada que descreve e define as atribuições, responsabilidades e o relacionamento técnico-operacional e comercial do ponto de conexão e instalações de conexão. 4.5 COI Centro de Operações Integradas. 4.6 Comissionamento Ato de submeter equipamentos, instalações e sistemas a testes e ensaios especificados, antes de sua entrada em operação. 4.7 Condições de acesso Condições gerais de acesso que compreendem ampliações, reforços e/ou melhorias necessários às redes ou linhas de distribuição da acessada, bem como os requisitos técnicos e de projeto, procedimentos de solicitação e prazos, estabelecidos nos Procedimentos de Distribuição para que se possa efetivar o acesso. 4.8 Condições de conexão Requisitos que o acessante obriga-se a atender para que possa efetivar a conexão de suas Instalações ao sistema elétrico da acessada. 4.9 Consulta de Acesso A consulta de acesso é a relação entre concessionária e os agentes com o objetivo de obter informações técnicas que subsidiem os estudos pertinentes ao acesso, sendo facultado ao Acessante a indicação de um ponto de conexão de interesse Contrato de Conexão às Instalações de Distribuição (CCD) Contrato celebrado entre o acessante e a distribuidora acessada, que estabelece termos e condições para conexão de instalações do acessante às instalações de distribuição, definindo, também, os direitos e obrigações das partes.
5 31/10/ de Contrato de fornecimento Instrumento celebrado entre distribuidora e consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo A, estabelecendo as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica Contrato de uso do sistema de distribuição (CUSD) Contrato celebrado entre o acessante e a distribuidora, que estabelece os termos e condições para o uso do sistema de distribuição e os correspondentes direitos, obrigações e exigências operacionais das partes Dispositivo de seccionamento visível Caixa com chave seccionadora visível e acessível que a acessada usa para garantir a desconexão da central geradora durante manutenção em seu sistema Geração distribuída (GD) Centrais geradoras de energia elétrica, de qualquer potência, com instalações conectadas diretamente no sistema elétrico de distribuição ou através de instalações de consumidores, podendo operar em paralelo ou de forma isolada e despachadas ou não pelo ONS Informação de Acesso A informação de acesso é a resposta formal e obrigatória da acessada à consulta de acesso, com o objetivo de fornecer informações preliminares sobre o acesso pretendido Instalações de conexão Instalações e equipamentos com a finalidade de interligar as instalações próprias do a cessante ao sistema de distribuição, compreendendo o ponto de conexão e eventuais instalações de interesse restrito Microgeração distribuída Central geradora de energia elétrica, com potência instalada menor ou igual a 75 kw e que utilize fontes com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico Entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL, responsável pelas atividades de coordenação e controle da operação da geração e da transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
6 31/10/ de Padrão de Entrada É a instalação compreendendo o ramal de entrada, poste ou pontalete particular, caixas, dispositivo de proteção, aterramento e ferragens, de responsabilidade do consumidor, preparada de forma a permitir a ligação da unidade consumidora à rede da CONCESSIONÁRIA Parecer de Acesso O parecer de acesso é a resposta da solicitação de acesso, sendo o documento formal obrigatório apresentado pela acessada onde são informadas as condições de acesso (compreendendo a conexão e o uso) e os requisitos técnicos que permitam a conexão das instalações do Acessante Ponto de conexão comum Conjunto de equipamentos que se destina a estabelecer a conexão na fronteira entre as instalações da acessada e do Acessante Ponto de Entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da CONCESSIONÁRIA com as instalações elétricas da Unidade Consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento Relacionamento Operacional Acordo, celebrado entre proprietário de microgeração distribuída e acessada, que descreve e define as atribuições, responsabilidades e o relacionamento técnico-operacional e comercial do ponto de conexão e instalações de conexão Sistema de compensação de energia elétrica Sistema no qual a energia ativa gerada por unidade consumidora com microgeração distribuída ou minigeração distribuída compense o consumo de energia elétrica ativa Sistema de Geração Híbrido Aquele que utiliza conjuntamente mais de uma fonte de energia, dependendo da disponibilidade dos recursos energéticos locais, para geração de energia elétrica. A opção pelo hibridismo é feita de modo que uma fonte complemente a eventual falta da outra Solicitação de Acesso É o requerimento acompanhado de dados e informações necessárias a avaliação técnica de acesso, encaminhado à concessionária para que possa definir as condições de acesso. Esta etapa se dá após a validação do ponto de conexão informado pela concessionária ao Acessante.
7 31/10/ de Unidade Consumidora Conjunto composto por instalações, ramal de entrada, equipamentos elétricos, condutores e acessórios, incluída a subestação, quando do fornecimento em tensão primária, caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em apenas um ponto de entrega, com medição individualizada, correspondente a um único consumidor e localizado em uma mesma propriedade ou em propriedades contíguas.
8 31/10/ de 36 5 REFERÊNCIAS 5.1 ANEEL (2010), Resolução Normativa Nº 414 Estabelece as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica de forma atualizada e consolidada; 5.2 ANEEL (2012), Resolução Normativa Nº 482 Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras providências. 5.3 ANEEL (2012), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 1 Introdução: Revisão 5; 5.4 ANEEL (2012), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 3 Acesso ao Sistema de Distribuição: Revisão 4; 5.5 ANEEL (2010), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 4 Procedimentos Operativos do Sistema de Distribuição: Revisão 1; 5.6 ANEEL (2011), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 5 Sistemas de Medição: Revisão 2; 5.7 ANEEL (2012), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 6 Informações Requeridas e Obrigações: Revisão 5; 5.8 ANEEL (2012), Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST: Módulo 8 Qualidade da Energia Elétrica: Revisão 5; 5.9 NBR 5410:2005 Instalações elétricas de baixa tensão; 5.10 NBR IEC 62116: Procedimento de ensaio de anti-ilhamento para inversores de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica; 5.11 Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Norma Regulamentadora Nº 10 (NR 10:2004) Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
9 31/10/ de 36 6 DISPOSIÇÕES GERAIS 6.1 Generalidades A conexão de acessantes em BT não será realizada em instalações de caráter provisório, a não ser que as alterações futuras possam ser efetuadas sem a necessidade de mudanças nas instalações de conexão. A conexão não poderá acarretar prejuízos ao desempenho e aos níveis de qualidade dos serviços públicos de energia elétrica a qualquer consumidor, conforme os critérios estabelecidos pelo Poder Concedente. A CONCESSIONÁRIA poderá interromper o acesso ao seu sistema quando constatar a ocorrência de qualquer procedimento irregular ou deficiência técnica e/ou de segurança das instalações de conexão que ofereçam risco iminente de danos a pessoas ou bens, ou quando se constatar interferências, provocadas por equipamentos do acessante, prejudiciais ao funcionamento do sistema elétrico da acessada ou de equipamentos de outros consumidores. A CONCESSIONÁRIA coloca-se à disposição para prestar as informações pertinentes ao bom andamento da implantação da conexão, desde o projeto até sua energização, e disponibilizará para o Acessante suas normas e padrões técnicos. Todos os consumidores estabelecidos na área de concessão da CONCESSIONÁRIA, independente da classe de tensão de fornecimento, devem comunicar por escrito, a eventual utilização ou instalação de grupos geradores de energia em sua unidade consumidora, sendo que a utilização dos mesmos está condicionada à análise de projeto, inspeção, teste e liberação para funcionamento por parte da CONCESSIONÁRIA. Após a liberação pela CONCESSIONÁRIA, não devem ser executadas quaisquer alterações no sistema de interligação de gerador particular com a rede, sem que sejam aprovadas as modificações por parte da CONCESSIONÁRIA. Havendo alterações, o interessado deve encaminhar o novo projeto para análise, inspeção, teste e liberação por parte desta concessionária. Esta Norma poderá, em qualquer tempo e sem prévio aviso, sofrer alterações, no todo ou em parte, motivo pelo qual os interessados deverão, periodicamente, consultar a CONCESSIONÁRIA quanto à sua aplicabilidade.
10 31/10/ de Contatos do Acessante com a CONCESSIONÁRIA As informações necessárias para conexão ao Sistema de Distribuída podem ser obtidas prioritariamente no site da CEMAR ( e da CELPA ( ou nas Agências com Atendimento Corporativo: a) Agência de Atendimento Corporativo CEMAR (São Luís, Bacabal, Timon e Imperatriz) ou estabelecer contato com a Central de Atendimento Corporativo através do telefone ou [email protected]; b) Agência de Atendimento Corporativo CELPA (Belém, Castanhal, Marabá, Redenção, Santarém e Altamira) ou estabelecer contato com a Central de Atendimento Corporativo através do telefone ou [email protected]; O Acessante, ou Representante Legal munido de procuração assinada e reconhecida em cartório, deve dirigir-se ao Atendimento Corporativo CEMAR ou CELPA, para obter todos os esclarecimentos de ordem comercial, técnica, legal e econômico-financeira, necessários e relativos à geração de energia elétrica, onde, entre outras informações, deve fornecer dados para caracterização da Unidade Geradora, particularmente no que se refere à produção, posição do projeto, discriminação da potência instalada e previsões de carga em caráter preliminar; Cabe à CONCESSIONÁRIA disponibilizar ao interessado as normas técnicas, orientar quanto ao cumprimento de exigências obrigatórias, fornecer as especificações técnicas de materiais e equipamentos, informar os requisitos de segurança e proteção, e que será procedida a fiscalização da obra antes do recebimento; A solicitação de acesso deve ser formalizada pelo usuário interessado, através de formulário de informações básicas dos Anexos desta norma, por tipo de fonte geradora, disponibilizada no site da Concessionária, e nas Agências com Atendimento Corporativo Procedimentos de acesso Os procedimentos de acesso estão detalhados no Módulo 3 dos Procedimentos de Distribuição (PRODIST). Consistem nas várias etapas necessárias para a obtenção de acesso ao sistema de distribuição. Aplicam-se tanto a novos Acessantes quanto à alteração de carga/geração. Para a viabilização do acesso ao sistema elétrico é necessário o cumprimento das etapas de solicitação de acesso e parecer de acesso. Essas etapas são apresentadas de forma sucinta na Figura 1 e descritas a seguir.
11 31/10/ de 36 Figura 1 Etapas de acesso de Microgeradores ao Sistema de Distribuição da CONCESSIONÁRIA Até 30 dias Solicitação de acesso Emissão do parecer de acesso Vistoria Até 30 Dias (*) Até 90 Dias Celebração relacionamento operacional Emissão do relatório da vistoria Até 15 Dias Aprovação do ponto de conexão Até 7 Dias (*) a partir da solicitação de vistoria por parte do acessante Solicitação de Acesso Nesta etapa ocorre a solicitação formal, pelo acessante, de acesso ao sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA, através de sua área de clientes corporativos; A solicitação é formalizada através de formulário especifico por tipo de fonte geradora a ser encaminhado obrigatoriamente à CONCESSIONÁRIA pelo Acessante que se propõe a interligar o sistemas de Microgeração ao sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA. Os formulários reúnem as informações técnicas e básicas necessárias para os estudos pertinentes ao acesso, bem como os dados que posteriormente serão enviados a ANEEL para fins de registro da unidade de geração. Os formulários encontram-se nos anexos desta norma; Após a emissão de Parecer de acesso ou junto à entrega do formulário de informações básicas deve ser anexado o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo físico e diagramas. O projeto elétrico deve ser apresentado, arquivos dos desenhos (diagramas, plantas e cortes), em AutoCAD 2004 e PDF, no formato mínimo A2 (quando necessário o formato mínimo A4) e memorial descritivo em formato A4, na forma digital com tamanho máximo de 5 MB (por ) e encaminhados para o atendimento corporativo através
12 31/10/ de 36 dos s: (CEMAR) ou (CELPA). a) Memorial descritivo, contendo no mínimo: Caracterização da(s) Unidade(s) Consumidora(s) com a atividade nela exercida; Descrição das cargas a serem atendidas pelo Sistema de Geração; Características do tipo de geração e de conversão (inversores), esquema de proteção da unidade geradora, disjuntores, chaves de isolamento da rede e outros itens que se fizerem necessários ao entendimento do projeto; Características da Subestação, Dimensionamento de cabos, Estudo de Curtocircuito, Especificação dos Transformadores de Corrente e de Potencial; b) Uma via da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de projeto, emitida pelo CREA; c) Diagrama unifilar elétrico contendo detalhes da proteção e das instalações: Havendo pendências nas informações fornecidas pelo Acessante, o mesmo deverá regularizá-las em até 60 dias a partir da notificação feita pela CONCESSIONÁRIA. A solicitação de acesso perderá sua validade se o Acessante não regularizar as pendências no prazo estipulado Parecer de Acesso O parecer de acesso é documento obrigatório apresentado pela CONCESSIONÁRIA, sem ônus para o Acessante, onde são informadas as condições técnicas e comerciais de acesso e os requisitos técnicos que permitem a conexão das instalações do Acessante e os respectivos prazos. A CONCESSIONÁRIA tem até 30 dias para emissão do parecer de acesso. Quando o acesso ao sistema de distribuição exigir execução de obras de reforço ou ampliação no sistema de distribuição, devem ser observados os procedimentos e prazos praticados pela CONCESSIONÁRIA para tal fim. Depois de emitido o Parecer de Acesso com as informações descritas anteriormente, o Relacionamento Operacional referente ao acesso deve ser assinado entre as partes no prazo máximo de 90 dias após a emissão do parecer de acesso. A inobservância deste prazo incorre em perda da garantia das condições de conexão estabelecidas, a não ser que um novo prazo seja pactuado entre as partes.
13 31/10/ de Relacionamento Operacional Acessantes do sistema de distribuição de baixa tensão da CONCESSIONÁRIA, devem celebrar com a Distribuidora o Relacionamento Operacional, cujo modelo de referência consta do ANEXO I RELACIONAMENTO OPERACIONAL PARA A MICROGERAÇÃO DISTRIBUÍDA do módulo 3 do PRODIST, o qual deverá ser assinado no máximo em 90 dias após a apresentação do Parecer de Acesso ao acessante. Nota: 1. Nenhuma obra pode ser iniciada sem a celebração do Relacionamento Operacional Obras Após a celebração do Relacionamento Operacional referente à conexão, são executadas as obras necessárias, vistoria das instalações e a ligação do microgerador. As instalações de conexão devem ser projetadas observando-se as características técnicas, normas, padrões e procedimentos específicos do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA, além das normas da ABNT. Os equipamentos a serem instalados pelo acessante no ponto de conexão deverão ser obrigatoriamente aqueles homologados pela CONCESSIONÁRIA Obras de responsabilidade do Acessante São de responsabilidade do Acessante as obras de conexão de uso restrito e as instalações do ponto de conexão. Sua execução somente deverá iniciar após liberação formal da CONCESSIONÁRIA. Todas as obras para a conexão deverão ser construídas segundo os padrões da CONCESSIONÁRIA, de acordo com os projetos aprovados na fase de solicitação do acesso. As obras de conexão devem ser executadas observando-se as características técnicas, normas, padrões e procedimentos específicos do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA, além das normas da ABNT Ponto de Conexão e Instalações de Conexão Para a implantação das obras sob responsabilidade do Acessante, cabe à CONCESSIONÁRIA: Realizar vistoria com vistas à conexão das instalações do Acessante, apresentando o seu resultado por meio de relatório formal, incluindo o relatório de comissionamento,
14 31/10/ de 36 quando couber, no prazo de até 30 (trinta) dias a contar da data de solicitação formal de vistoria pelo Acessante. Emitir a aprovação do ponto de conexão, liberando-o para sua efetiva conexão, no prazo de até 7 dias a partir da data em que forem satisfeitas as condições estabelecidas no relatório de vistoria. Os prazos estabelecidos ou pactuados, para início e conclusão das obras a cargo da distribuidora, devem ser suspensos, quando: O interessado não apresentar as informações sob sua responsabilidade; Cumpridas todas as exigências legais, não for obtida licença, autorização ou aprovação de autoridade competente; Não for obtida a servidão de passagem ou via de acesso necessária à execução dos trabalhos; ou Em casos fortuitos ou de força maior. Os prazos continuam a fluir depois de sanado o motivo da suspensão Obras de responsabilidade da CONCESSIONÁRIA Cabe à CONCESSIONÁRIA a execução de obras de reforma ou reforço em seu próprio sistema de distribuição para viabilizar a conexão da microgeração, respeitando os prazos habitualmente utilizados para tal. O Acessante tem a opção de assumir a execução das obras de reforço ou reforma da rede acessada seguindo os procedimentos da norma NT.GEMS Incorporação de Redes de Distribuição, em sua última versão, sendo a CONCESSIONÁRIA responsável pelo ressarcimento dos custos referentes a estas obras conforme Resolução Normativa ANEEL 482/ Solicitação de Vistoria Após a conclusão das obras necessárias para início da operação do sistema, o Acessante deverá informar a CONCESSIONÁRIA, nas agências ou postos de atendimento, que terá o prazo de até 30 dias para realização de vistoria.
15 31/10/ de 36 7 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E CONSTRUTIVAS 7.1 Critérios e Padrões Técnicos Características do sistema de distribuição CEMAR/CELPA em baixa tensão (BT) As redes de distribuição trifásicas, bifásica e monofásicas em BT possuem neutro comum, contínuo, multi e solidamente aterrado. O sistema de distribuição de baixa tensão deriva do secundário dos transformadores trifásicos/monofásicos de distribuição, conectados em estrela aterrada. A configuração do sistema de baixa tensão é sempre radial, admitindo-se a transferência quando possível Forma de conexão Os Acessantes deverão ser interligados ao sistema elétrico de baixa tensão no mesmo ponto de conexão da unidade consumidora. Tabela 1 Forma de Conexão em Função da Potência CEMAR/CELPA CONCESSIONÁRIA CARGA INSTALADA DA UNIDADE CONSUMIDORA POTÊNCIA INSTALADA DA MICROGERAÇÃO FORMA DE CONEXÃO CEMAR 12 kw 12 kw Monofásico CEMAR 12 a 75kW 12 a 75kW Trifásico CELPA 10 kw 10 kw Monofásico CELPA 10 kw a 15 kw 10 kw a 15 kw Bifásico CELPA 15 a 75 kw 15 a 75 kw Trifásico Conexão de geradores por meio de inversores Para conexão de geradores que utilizam um inversor como interface de conexão, tais como geradores eólicos, solares ou microturbinas, deverão se basear no esquema simplificado a seguir:
16 31/10/ de 36 Figura 2 Forma de conexão do acessante (através de inversor) à rede de Baixa Tensão CONCESSIONÁRIA GD Nota: 2. Somente serão aceitos inversores certificados pelo Programa Brasileiro Certificação do INMETRO de Inversores para Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFCR). Excepcionalmente, até que o processo de etiquetagem por parte do INMETRO esteja consolidado, poderão ser aceitos inversores que apresentem certificados dos laboratórios internacionais acreditados pelo INMETRO. Não serão aceitos inversores cujos certificados de testes forem de laboratórios diferentes dos acreditados pelo INMETRO.
17 31/10/ de Conexão de geradores que não utilizam inversores Para conexão de geradores que não utilizam um inversor como interface de conexão, como os geradores síncronos ou assíncronos, normalmente utilizados para turbinas hidráulicas ou térmicas, deverão se basear no esquema simplificado a seguir: Figura 3 Forma de conexão do acessante (sem a utilização de inversor) à rede de Baixa Tensão da CONCESSIONÁRIA CONCESSIONÁRIA GD É necessária a utilização de fonte auxiliar para alimentação do sistema de proteção. Deverá ser utilizado um sistema no-break com potência mínima de 1000VA de forma que não haja interrupção na alimentação do sistema de proteção. Opcionalmente poderá ser instalado conjunto de baterias, para suprir uma eventual ausência do no-break. Adicionalmente, deverá ser previsto o trip capacitivo.
18 31/10/ de Sistema de medição O sistema de medição de energia utilizado nas unidades consumidoras que façam a adesão ao sistema de compensação de energia deverá ser bidirecional, ou seja, medir a energia ativa injetada da rede e a energia ativa consumida da rede Medidor bidirecional Para novos clientes, a CONCESSIONÁRIA promoverá a instalação do medidor adequado, sendo que a diferença entre o custo do medidor bidirecional e o medidor convencional é de responsabilidade do cliente. Para clientes existentes, a CONCESSIONÁRIA promoverá a substituição do medidor instalado pelo medidor adequado e a diferença entre o custo do medidor bidirecional e o medidor convencional é de responsabilidade do cliente. Caso a caixa de medição existente não comporte a instalação do medidor bidirecional, o cliente deverá promover a substituição da mesma Dispositivo de seccionamento visível (DSV) Um dispositivo de seccionamento visível (DSV) é um requisito de segurança, sendo recomendado pela CONCESSIONÁRIA, e sua instalação será após a caixa de medição do padrão de entrada, ter capacidade de condução e abertura compatível com a potência da unidade consumidora Padrão de entrada Para adesão ao sistema de compensação de energia, o padrão de entrada da unidade consumidora deverá estar de acordo com esta norma e em conformidade com a versão vigente da Norma NT FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BAIXA TENSÃO, no que diz respeito às alturas das caixas de medição, aterramento, postes, etc. Deverá ser instalado junto ao padrão de entrada, após a caixa de medição, um dispositivo de seccionamento visível (DSV) conforme descrito nesta norma. A Figura 5 apresenta um exemplo de disposição do DSV no padrão de entrada, que poderá ser instalado tanto na parte inferior quanto na lateral direita da caixa de medição.
19 31/10/ de 36 Figura 5 Exemplo de padrão de entrada com disposição DSV Nota: 3. O padrão de entrada deverá ser com caixa de medição polimérica polifásica. 4. O dispositivo de seccionamento visível (DSV) é um requisito de segurança, sendo recomendado pela CONCESSIONÁRIA Requisitos de proteção para a conexão Os requisitos de proteção exigidos para as unidades consumidoras que façam a adesão ao sistema de compensação e se conectem a rede de baixa tensão seguem as determinações contidas na Seção 3.7 do PRODIST.
20 31/10/ de 36 Tabela 2 Requisitos de proteção REQUISITO DE PROTEÇÃO Elemento de desconexão (3) Elemento de interrupção (4) POTÊNCIA INSTALADA ATÉ 75 kw Sim Sim Proteção de sub e sobretensão Sim (5) Proteção de sub e sobrefrequência Sim (5) Proteção de sobrecorrente Relé de sincronismo Anti-ilhamento Sim Sim Sim Nota: 5. Elemento de interrupção automático acionado por proteção. 6. Não é necessário relé de proteção específico, mas um sistema eletroeletrônico que detecte tais anomalias e que produza uma saída capaz de operar na lógica de atuação do elemento de interrupção. Nos sistemas que se conectam na rede através de inversores, as proteções relacionadas na Tabela 2 podem estar inseridas nos referidos equipamentos, sendo a redundância de proteções desnecessária Ajustes Para os sistemas que se conectem a rede sem a utilização de inversores (centrais térmicas ou centrais hidráulicas) os ajustes recomendados das proteções estabelecidas, são apresentados na Tabela 3: Tabela 3 Ajustes recomendados das proteções REQUISITO DE PROTEÇÃO POTÊNCIA INSTALADA ATÉ 75 kw TEMPO MÁXIMO DE ATUAÇÃO Proteção de subtensão (27) 0,8 p.u. 5 seg Proteção de sobretensão (59) 1,1 p.u. 5 seg Proteção de subfrequência (81U) 59,5 Hz 5 seg Proteção de sobrefrequência (81O) 60,5 Hz 5 seg Proteção de sobrecorrente (50/51) Conforme padrão de entrada de energia N/A Relé de sincronismo (25) 10 / 10 % tensão / 0,3 Hz N/A
21 31/10/ de 36 Anti-ilhamento (78 ou Rocoff df/dt) N/A Ajustes diferentes dos recomendados acima deverão ser avaliados para aprovação pela CONCESSIONÁRIA, desde que tecnicamente justificados. Nota: 7. Ilhamento não será permitido, sob qualquer circunstância. 7.2 Requisitos de Qualidade A qualidade da energia fornecida pelos sistemas de geração distribuída às cargas locais e à rede elétrica da CONCESSIONÁRIA é regida por práticas e normas referentes à tensão, cintilação, frequência, distorção harmônica e fator de potência. O desvio dos padrões estabelecidos por essas normas caracteriza uma condição anormal de operação, e os sistemas devem ser capazes de identificar esse desvio e cessar o fornecimento de energia à rede da CONCESSIONÁRIA. Todos os parâmetros de qualidade de energia (tensão, cintilação, frequência, distorção harmônica e fator de potência) devem ser medidos na interface da rede/ponto de conexão comum, exceto quando houver indicação de outro ponto, quando aplicável Tensão em regime permanente Quando a tensão da rede sai da faixa de operação especificada na Tabela 4, o sistema de geração distribuída deve interromper o fornecimento de energia à rede. Isto se aplica a qualquer sistema, seja ele mono ou polifásico. Todas as menções a respeito da tensão do sistema referem-se à tensão nominal da rede local. As tensões padronizadas para a baixa tensão da CEMAR são: 380/220 V (transformadores trifásicos) e 440/220 V (transformadores monofásicos) e para CELPA são: 220/127 V (transformadores trifásicos) e 127 V (transformadores monofásicos);. O sistema de geração distribuída deve perceber uma condição anormal de tensão e atuar (cessar o fornecimento à rede). As seguintes condições devem ser cumpridas, com tensões eficazes e medidas no ponto de conexão comum: Tabela 4 Resposta às condições anormais de tensão TENSÃO NO PONTO DE CONEXÃO COMUM (% em relação à V nominal) TEMPO MÁXIMO DE DESLIGAMENTO (7) V < 80 % 0,4 s (8) 80 % V 110 % Regime normal de operação 110 % < V 0,2 s (8)
22 31/10/ de 36 Notas: 8. Chave seccionadora visível e acessível, recomendada pela CONCESSIONÁRIA, que a acessada usa para garantir a desconexão da central geradora durante manutenção em seu sistema. O tempo máximo de desligamento refere-se ao tempo entre o evento anormal de tensão e a atuação do sistema de geração distribuída (cessar o fornecimento de energia para a rede). O sistema de geração distribuída deve permanecer conectado à rede, a fim de monitorar os parâmetros da rede e permitir a reconexão do sistema quando as condições normais forem restabelecidas. 9. Para sistemas de geração distribuída que não utilizam inversores como interface com a rede, os tempos de atuação estão descritos na Tabela 3. É recomendável que o valor máximo de queda de tensão verificado entre o ponto de instalação do sistema de geração distribuída e o padrão de entrada da unidade consumidora deve ser de até 3% Faixa operacional de frequência O sistema de geração distribuída deve operar em sincronismo com a rede elétrica e dentro dos limites de variação de frequência definidos nos itens abaixo: Microgeração com inversores Para os sistemas que se conectem a rede através de inversores (tais como centrais solares, eólicas ou microturbinas) deverão ser seguidas as diretrizes abaixo: Quando a frequência da rede assumir valores abaixo de 57,5 Hz, o sistema de geração distribuída deve cessar o fornecimento de energia à rede elétrica em até 0,2 s. O sistema somente deve voltar a fornecer energia à rede quando a frequência retornar para 59,9 Hz, respeitando o tempo de reconexão descrito no item Quando a frequência da rede ultrapassar 60,5 Hz e permanecer abaixo de 62 Hz, o sistema de geração distribuída deve reduzir a potência ativa injetada na rede segundo a equação: P f f 0, 5 R rede nomin al Sendo: ΔP é variação da potência ativa injetada (em %) em relação à potência ativa injetada no momento em que a frequência excede 60,5 Hz (P M ); f rede é a frequência da rede; f nominal é a frequência nominal da rede; R é a taxa de redução desejada da potência ativa injetada (em %/Hz), ajustada em - 40 %/Hz. A resolução da medição de frequência deve ser 0,01 Hz.
23 31/10/ de 36 Se, após iniciado o processo de redução da potência ativa, a frequência da rede reduzir, o sistema de geração distribuída deve manter o menor valor de potência ativa atingido (PM - ΔPMáximo) durante o aumento da frequência. O sistema de geração distribuída só deve aumentar a potência ativa injetada quando a frequência da rede retornar para a faixa 60 Hz ± 0,05 Hz, por no mínimo 300 segundos. O gradiente de elevação da potência ativa injetada na rede deve ser de até 20 % de PM por minuto. Quando a frequência da rede ultrapassar 62 Hz, o sistema de geração distribuída deve cessar de fornecer energia à rede elétrica em até 0,2 s. O sistema somente deve voltar a fornecer energia à rede quando a frequência retornar para 60,1 Hz, respeitando o tempo de reconexão descrito no item O gradiente de elevação da potência ativa injetada na rede deve ser de até 20 % de PM por minuto. A Figura 6 ilustra a curva de operação do sistema fotovoltaico em função da frequência da rede para a desconexão por sobre/subfrequência. Figura 6 Curva de operação do sistema de geração distribuída em função da frequência da P/P M [%] rede para desconexão por sobre/subfrequência Microgeração sem inversores 57,5 60,1 60,5 62 F [Hz] Para os sistemas que se conectem a rede sem a utilização de inversores (centrais térmicas ou centrais hidráulicas) a faixa operacional de frequência deverá estar situada entre 59,5 Hz e 60,5 Hz. Os tempos de atuação estão descritos na Tabela Proteção de injeção de componente c.c. na rede elétrica O sistema de geração distribuída deve parar de fornecer energia à rede em 1 s se a injeção de componente c.c. na rede elétrica for superior a 0,5 % da corrente nominal do sistema de geração distribuída. O sistema de geração distribuída com transformador com separação galvânica em 60 Hz não precisa ter proteções adicionais para atender a esse requisito.
24 31/10/ de Harmônicos e distorção da forma de onda A distorção harmônica total de corrente deve ser inferior a 5 %, na potência nominal do sistema de geração distribuída. Cada harmônica individual deve estar limitada aos valores apresentados na Tabela 5. Tabela 5 Limite de distorção harmônica de corrente HARMÔNICAS ÍMPARES LIMITE DE DISTORÇÃO 3 a 9 < 4,0 % 11 a 15 < 2,0 % 17 a 21 < 1,5 % 23 a 33 < 0,6 % HARMÔNICAS PARES LIMITE DE DISTORÇÃO 2 a 8 < 1,0 % 10 a 32 < 0,5 % Fator de potência O sistema de geração distribuída deve ser capaz de operar dentro das seguintes faixas de fator de potência quando a potência ativa injetada na rede for superior a 20% da potência nominal do gerador: Sistemas de geração distribuída com potência nominal menor ou igual a 3 kw: FP igual a 1 com tolerância de trabalhar na faixa de 0,98 indutivo até 0,98 capacitivo; Sistemas de geração distribuída com potência nominal maior que 3 kw e menor ou igual a 6 kw: FP ajustável de 0,95 indutivo até 0,95 capacitivo; Sistemas de geração distribuída com potência nominal maior que 6 kw: FP ajustável de 0,90 indutivo até 0,90 capacitivo. Após uma mudança na potência ativa, o sistema de geração distribuída deve ser capaz de ajustar a potência reativa de saída automaticamente para corresponder ao FP predefinido. Qualquer ponto operacional resultante destas definições/curvas deve ser atingido em, no máximo, 10 s. 7.3 Requisitos de Segurança Este item fornece informações e considerações para a operação segura e correta dos sistemas de geração distribuída conectados à rede elétrica.
25 31/10/ de 36 A função de proteção dos equipamentos pode ser executada por um dispositivo interno ao inversor para as conexões que o utilizem como interface com a rede ou por dispositivos externos para aquelas conexões que não utilizem inversor como interface Perda de tensão da rede Para prevenir o ilhamento, um sistema de geração distribuída conectado à rede deve cessar o fornecimento de energia à rede, independentemente das cargas ligadas ou outros geradores distribuídos ou não, em um tempo limite especificado. A rede elétrica pode não estar energizada por várias razões. Por exemplo, a atuação de proteções contra faltas e a desconexão devido à manutenção Variações de tensão e frequência Condições anormais de operação podem surgir na rede elétrica e requerem uma resposta do sistema de geração distribuída conectado a essa rede. Esta resposta é para garantir a segurança das equipes de manutenção da rede e das pessoas em geral, bem como para evitar danos aos equipamentos conectados à rede, incluindo o sistema de geração distribuída. As condições anormais compreendem as variações de tensão e frequência acima ou abaixo dos limites definidos no item e e a desconexão completa da rede, representando um potencial para a formação de ilhamento de geração distribuída Proteção contra ilhamento O sistema de geração distribuída deve cessar o fornecimento de energia à rede em até 2 segundos após a perda da rede (ilhamento). Nota: 10. Os inversores aplicados em sistemas fotovoltaicos devem atender ao estabelecido na ABNT NBR IEC Reconexão Depois de uma desconexão devido a uma condição anormal da rede, o sistema de geração distribuída não pode retomar o fornecimento de energia à rede elétrica (reconexão) por um período mínimo de 180 segundos após a retomada das condições normais de tensão e frequência da rede Aterramento O sistema de geração distribuída deverá estar conectado ao sistema de aterramento da unidade consumidora.
26 31/10/ de Proteção contra curto-circuito O sistema de geração distribuída deve possuir dispositivo de proteção contra sobrecorrentes, a fim de limitar e interromper o fornecimento de energia, bem como proporcionar proteção à rede da CONCESSIONÁRIA contra eventuais defeitos a partir do sistema de geração distribuída. Tal proteção deve ser coordenada com a proteção geral da unidade consumidora, através de disjuntor termomagnético, localizado eletricamente antes da medição e deve ser instalado na posição vertical com o ramal de entrada conectado sempre em seus bornes superiores, no padrão de entrada de energia da unidade consumidora Seccionamento Um método de isolação e seccionamento do equipamento de interface com a rede deve ser disponibilizado conforme item desta norma Religamento automático da rede O sistema de geração distribuída deve ser capaz de suportar religamento automático fora de fase na pior condição possível (em oposição de fase). Nota: 11. O tempo de religamento automático varia de acordo com o sistema de proteção adotado e o tipo de rede de distribuição (urbano ou rural). Podendo variar de 500 ms até 60 segundos Sinalização de segurança Junto ao padrão de entrada de energia, próximo a caixa de medição/proteção, deverá ser instalada uma placa de advertência com os seguintes dizeres: CUIDADO - RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO - GERAÇÃO PRÓPRIA. A placa de advertência deverá ser confeccionada em PVC com espessura mínima de 1 mm e conforme modelo apresentado na Figura 7.
27 180 Elaborado em: 31/10/ de 36 Figura 7 Modelo de placa de advertência 250 RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO GERAÇÃO PRÓPRIA
28 31/10/ de 36 8 ANEXOS 8.1 Formulários FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES BÁSICAS - USINA FOTOVOLTAICA INFORMAÇÕES BÁSICAS DE MINIGERAÇÃO COM USINA FOTOVOLTAICA N CONTA CONTRATO: N DA INSTALAÇÃO: Observação: O consumidor deve informar os dados acima que se localizam na parte superior direita da sua conta de energia. RESPONSÁVEL TÉCNICO: N CREA: N DA ART: Nome Endereço: Município: CEP: RG: CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: PROPRIETÁRIO Ramo de Atividade (descrição) Nome Endereço: Município: CEP: Coordenadas Geográficas CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: USINA FOTOVOLTAICA Latitude: CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO Data de início do uso do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA: Geração híbrida? ( ) Não possui ( ) Possui Especificar quais: Longitude: Potência total gerada (kw): Demanda Contratada (kw): Potência total injetada (kw): Tensão nominal (V): Fator de potência: DADOS DOS TRANSFORMADORES Potência Total Instalada: Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Reatância do trafo (%) Tensão Primária (V) Tensão Secundária (V)
29 31/10/ de 36 Faixa de regulação (+ ou x%) caso o transformador permita comunicação de tap DADOS DOS GERADORES Área Total da usina (m²): N de arranjos: Quant. de módulos: Arranjos N de placas por arranjo Área do arranjo (m²) Potência de Pico (kw) DADOS DOS INVERSORES Data de entrada em Operação Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Faixa de tensão de operação (V) Corrente nominal (A) Fator de potência Rendimento (%) Fabricante Modelo DADOS COMPLEMENTARES É obrigatório o preenchimento integral deste formulário Anexar o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo físico e diagramas Local e data: N do Protocolo: O proprietário/representante legal é o responsável pelas informações anotadas Assinatura do cliente:
30 31/10/ de 36 FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES BÁSICAS - USINA EÓLICA INFORMAÇÕES BÁSICAS DE MINIGERAÇÃO COM USINA EÓLICA N CONTA CONTRATO: N DA INSTALAÇÃO: Observação: O consumidor deve informar os dados acima que se localizam na parte superior direita da sua conta de energia. RESPONSÁVEL TÉCNICO: N CREA: N DA ART: Nome Endereço: Município: CEP: RG: CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: PROPRIETÁRIO Ramo de Atividade (descrição) Nome Endereço: Município: CEP: Coordenadas Geográficas CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: Latitude: USINA EÓLICA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO Data de início do uso do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA: Geração híbrida? ( ) Não possui ( ) Possui Especificar quais: Longitude: Potência total gerada (kw): Demanda Contratada (kw): Potência total injetada (kw): Tensão nominal (V): Fator de potência: DADOS DOS TRANSFORMADORES Potência Total Instalada: Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Reatância do trafo (%) Tensão Primária (V) Tensão Secundária (V) Faixa de regulação (+ ou x%) caso o transformador permita comunicação de tap DADOS DOS GERADORES
31 31/10/ de 36 Natureza (Instalação nova, ampliação): Quantidade de geradores: Data de entrega em operação: Potência nominal do gerador (kva) Fator de potência do gerador Tensão nominal de geração (V) DADOS DOS INVERSORES Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Faixa de tensão de operação (V) Corrente nominal (A) Fator de potência Rendimento (%) Fabricante Modelo DADOS COMPLEMENTARES É obrigatório o preenchimento integral deste formulário Anexar o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo físico e diagramas Local e data: N do Protocolo: O proprietário/representante legal é o responsável pelas informações anotadas Assinatura do cliente:
32 31/10/ de 36 FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES BÁSICAS - USINA HIDRÁULICA INFORMAÇÕES BÁSICAS DE MINIGERAÇÃO COM USINA HIDRÁULICA N CONTA CONTRATO: N DA INSTALAÇÃO: Observação: O consumidor deve informar os dados acima que se localizam na parte superior direita da sua conta de energia. RESPONSÁVEL TÉCNICO: N CREA: N DA ART: Nome Endereço: Município: CEP: RG: CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: PROPRIETÁRIO Ramo de Atividade (descrição) Nome Endereço: Município: CEP: Coordenadas Geográficas CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: USINA HIDRÁULICA Latitude: CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO Data de início do uso do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA: Geração híbrida? ( ) Não possui ( ) Possui Especificar quais: Rio: Bacia: Sub Bacia: Longitude: Potência total gerada (kw): Demanda Contratada (kw): Potência total injetada (kw): Tensão nominal (V): Fator de potência: DADOS DOS TRANSFORMADORES Potência Total Instalada: Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Reatância do trafo (%) Tensão Primária (V) Tensão Secundária (V) Faixa de regulação (+ ou x%) caso o transformador permita comunicação de tap
33 31/10/ de 36 Natureza (Instalação nova, ampliação): DADOS DOS GERADORES Quantidade de geradores: Data de entrega em operação: Potência nominal do gerador (kva) Potência gerada (kw) Fator de potência do gerador Tensão nominal de geração (V) Tensão máxima de geração (pu) Tensão mínima de geração (pu) Reatância direta Xd (Ohms) Reatância em quadratura Xq (Ohms) DADOS COMPLEMENTARES É obrigatório o preenchimento integral deste formulário Anexar o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo físico e diagramas Local e data: N do Protocolo: O proprietário/representante legal é o responsável pelas informações anotadas Assinatura do cliente:
34 31/10/ de 36 FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES BÁSICAS - USINA TÉRMICA INFORMAÇÕES BÁSICAS DE MINIGERAÇÃO COM USINA TÉRMICA N CONTA CONTRATO: N DA INSTALAÇÃO: Observação: O consumidor deve informar os dados acima que se localizam na parte superior direita da sua conta de energia. RESPONSÁVEL TÉCNICO: N CREA: N DA ART: Nome Endereço: Município: CEP: RG: CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: PROPRIETÁRIO Ramo de Atividade (descrição) Nome Endereço: Município: CEP: Coordenadas Geográficas CPF/CNPJ: Contato: Telefone: Fax: USINA TÉRMICA Latitude: CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO Data de início do uso do sistema de distribuição da CONCESSIONÁRIA: Geração híbrida? ( ) Não possui ( ) Possui Tipo de combustível: Especificar quais: Longitude: Potência total gerada (kw): Demanda Contratada (kw): Potência total injetada (kw): Tensão nominal (V): Fator de potência: DADOS DOS TRANSFORMADORES Potência Total Instalada: Quantidade de transformadores Potência nominal (kva) Reatância do trafo (%) Tensão Primária (V) Tensão Secundária (V) Faixa de regulação (+ ou x%) caso o transformador permita comunicação de tap
35 31/10/ de 36 Natureza (Instalação nova, ampliação): DADOS DOS GERADORES Quantidade de geradores: Data de entrega em operação: Potência nominal do gerador (kva) Potência gerada (kw) Fator de potência do gerador Tensão nominal de geração (V) Tensão máxima de geração (pu) Tensão mínima de geração (pu) Reatância direta Xd (Ohms) Reatância em quadratura Xq (Ohms) DADOS DOS INVERSORES Quantidade de inversores Potência nominal (kva) Faixa de tensão de operação (V) Corrente nominal (A) Fator de potência Rendimento (%) Fabricante Modelo DADOS COMPLEMENTARES É obrigatório o preenchimento integral deste formulário Anexar o projeto das instalações de conexão, incluindo memorial descritivo, localização, arranjo físico e diagramas Local e data: N do Protocolo: O proprietário/representante legal é o responsável pelas informações anotadas Assinatura do cliente:
36 31/10/ de 36 Código: Revisão: 9 CONTROLE DE REVISÕES REV DATA ITEM DESCRIÇÃO DA MODIFICAÇÃO RESPONSÁVEL 00 17/11/ Emissão Inicial 01 30/10/2014 Todos Revisão Geral Francisco Carlos Martins Ferreira / Loreen Lohayne Buceles Campos / Orlando Maramaldo Cruz Adriane Barbosa de Brito Carlos Henrique da Silva Vieira Francisco Carlos Martins Ferreira Gabriel Jose Alves dos Santos Gilberto Teixeira Carrera Thays de Morais Nunes Ferreira 10 APROVAÇÃO ELABORADOR (ES) / REVISOR (ES) Adriane Barbosa de Brito Gerência de Normas e Padrões Carlos Henrique da Silva Vieira - Gerência de Normas e Padrões Francisco Carlos Martins Ferreira Gerência de Normas e Padrões Gabriel José Alves dos Santos - Gerência de Normas e Padrões Gilberto Teixeira Carrera Gerência de Normas e Padrões Thays de Morais Nunes Ferreira - Gerência de Normas e Padrões APROVADOR (ES) Jorge Alberto Oliveira Tavares Gerência de Normas e Padrões
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