Geopolítica do petróleo

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1 Geopolítica do petróleo

2 Primórdios da indústria do petróleo 1850: o óleo de baleia e a fase liqüefeita do carvão mineral ( óleo de carvão ) forneciam uma iluminação cara e precária. Desta carência floresceu a moderna indústria do petróleo. 1854: início do refino do petróleo, ainda rudimentar, com a produção do querosene e início da fabricação do lampião próprio para querosene

3 Primórdios da indústria do petróleo 1859: Edwin Drake perfura o primeiro poço de petróleo em Titusville, Pensilvânia 1862: Miller instituiu a Canadá Oil Company em 1860 e, em 1862, perfurou o primeiro poço superprodutor (2000 barris/dia) de que se tem notícia

4 Primórdios da indústria do petróleo Mercado consumidor, tecnologia de refino e lampião adequado levou a rápida expansão do mercado. Refinadores de óleo iluminante acorreram imediatamente a Titusville, pagando até US$ 20,00 pelo barril do produto, preço que, descontada a inflação, supera o pico atingido mais de um século depois. 1861: primeira exportação de petróleo norte-americano para Europa. 1862: produziram-se três milhões de barris de petróleo na Pensilvânia.

5 Primórdios da indústria do petróleo A doutrina da regra da captura privilegia o individualismo e a propriedade, caracterizando-se pela ausência de responsabilidade, limitada unicamente pelo direito do proprietário vizinho de perfurar a mesma jazida mineral, desde que esta se prolongue por sob a projeção dos limites de sua propriedade no subsolo. O sistema de concessão, aplicado em praticamente todo o mundo com exceção de Estados Unidos e Inglaterra, sustenta que as riquezas do subsolo são propriedade do Estado, a quem é facultado permitir ao concessionário, de acordo com o interesse da coletividade, a exploração industrial destes recursos naturais.

6 Primórdios da indústria do petróleo A ausência de mecanismos regulatórios foi, inquestionavelmente, uma das razões pela qual o preço do barril de petróleo variou caoticamente desde os US$ 20,00 iniciais para US$ 10,00 em janeiro de 1861, chegando a US$ 0,10 no final do mesmo ano, elevando-se para US$ 4,00 em 1862 e US$ 7,25 em Oscilação análoga ocorria com os preços das propriedades Era a indústria do caos

7 Truste e Integração: a Standard Oil Company 1862: Rockefeller fundou uma pequena companhia, a Rockefeller, Andrews and Flager Compra de petróleo bruto, sua destilação e a comercialização do querosene derivado 1870: Rockefeller fundou a Standard Oil Company, sendo o principal protagonista da história do petróleo no século XIX Concebeu um plano que constituiria o modelo adotado por todas as grandes corporações petrolíferas do mundo: a integração e o monopólio Rockefeller uniu-se às empresas ferroviárias, que monopolizavam o transporte de petróleo bruto e derivados. Visava eliminar a concorrência

8 Truste e Integração: a Standard Oil Company No início dos anos 1870 a Standard Oil detinha menos de 3% do mercado de querosene refinado nos EUA, percentual que saltou, em 1879, para 90% As décadas de 1880 e 1890 assistiram ao contínuo crescimento e domínio do mercado, tanto interno quanto externo Standard Oil ainda concentravam-se no refino, no transporte (controlava os recém-instalados ramais dutoviários) e na comercialização. Era a grande compradora de petróleo bruto dos EUA

9 Truste e Integração: a Standard Oil Company As décadas de 1880 e 1890 assistiram ao contínuo crescimento e domínio do mercado, tanto interno quanto externo. Em 1885, a Seep Agency, braço comercial da Standard, anunciou que o preço que pagaria pelo óleo bruto seria o do mercado internacional, cuja cotação diária seria por ela calculada e divulgada. Consolidava assim o truste da Standard Oil, exercendo o completo domínio do mercado americano e, por extensão, do mundial

10 Truste e Integração: a Standard Oil Company 1882: invenção da lâmpada elétrica Em 1902, dezoito milhões de lâmpadas elétricas estavam em uso nos Estados Unidos. Entretanto, quase que simultaneamente ao refluxo do mercado de querosene, surgiam os automóveis, propulsionados por gasolina, até então um derivado pouco nobre do petróleo. As indústrias petrolífera e automobilística, irmanadas pela fascinação exercida pelo automóvel nos consumidores, seguiram articuladas durante todo o século XX, movimentando uma quantidade de recursos e influindo na geopolítica mundial em escala incomparável a qualquer outro segmento industrial.

11 Truste e Integração: a Standard Oil Company Na virada do século, a Standard Oil era a concretização do plano germinado por Rockefeller. Constituía uma empresa integrada de petróleo, participando de todas as atividades do setor: exploração, perfuração, produção, transporte, refino, distribuição e comercialização. Em 1911, após longo e conturbado processo judicial, a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos determinou a dissolução da Standard Oil Company em trinta e três sociedades

12 Truste e Integração: a Standard Oil Company A magnitude da companhia pode ser avaliada pela importância de algumas das empresas que sobrevieram a seu desmembramento: Exxon (Standard Oil de New Jersey), Mobil (Standard Oil de New York), Chevron (Standard Oil da Califórnia), Sohio (Standard Oil de Ohio), Amoco (Standard Oil of Indiana), Continental Oil (Conoco) e Atlantic.

13 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Em 1928, a indústria mundial do petróleo vivia uma crise de superprodução, devido a entrada da União Soviética na produção global de petróleo, que praticavam preços inalcançáveis pela concorrência Estados Unidos, México, Venezuela e União Soviética, então os maiores produtores mundiais, inundavam de óleo o mercado, provocando uma competição descomedida entre as grandes empresas com conseqüente queda vertiginosa no preço do petróleo.

14 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Todas as majors haviam-se estabelecido, e era inconcebível um monopólio mundial, a exemplo do exercido pela Standard Oil no final do século XIX, pois nenhuma das empresas era rija o suficiente para submeter as demais. 1928: Acordo de Achnacarry, que, fundamentalmente, dividia o mercado consumidor mundial entre as majors. Cada empresa recebia uma quota em diversos mercados, de acordo com sua participação em 1928, só podendo aumentar seu volume à medida que crescesse a demanda total.

15 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Interessava aos grandes conglomerados petrolíferos, igualmente, assegurar que as novas e promissoras reservas petrolíferas do Oriente Médio permanecessem com as companhias que já dominavam o mercado 1934: Acordo de Londres, cartel internacional das Sete Irmãs : Exxon, Mobil, Socal (atual Chevron), Texaco, Gulf, Shell e Anglo- Persian (atual BP) O domínio do Cartel das Sete Irmãs prolongou-se até o início dos anos 1970

16 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Com o ostensivo apoio dos governos americano, inglês e francês, ditava os rumos da economia mundial, exercendo uma influência poderosa nos governos dos países hospedeiros, obrigados a declinar de sua soberania em favor dos interesses do capital petrolífero. O poder das Irmãs era ainda mais proeminente nos países árabes e na Venezuela, obrigados a produzir, a um custo mínimo, o petróleo, que seria vendido pelos preços determinados pelo Cartel, sendo a diferença apropriada pelas gigantes do petróleo. Em 1950, o Cartel detinha nada menos que 99,4% do petróleo produzido pelos maiores exportadores mundiais.

17 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Até o final da década de 1950, as reações a tão amplo domínio foram esporádicas e isoladas. Posteriormente, os países produtores introduziram um maior controle do Estado na produção, elaborando contratos do tipo concessão e partilha de produção 1960: a redução de preços de compra pelas 7 irmãs levou a criação da OPEP. Os cinco signatários originais do acordo de criação da Organização Arábia Saudita, Venezuela, Kuait, Iraque e Irã (posteriormente foram admitidos, pela ordem, Qatar, Indonésia, Nigéria, Equador e Gabão) - eram responsáveis por mais de 80% das exportações mundiais de petróleo bruto.

18 Os Cartéis Mundiais: As Sete Irmãs e a OPEP Apesar do poder de fogo da Organização, suas conquistas ao longo da década de 1960 foram discretas. A relação oferta/demanda foi bruscamente alterada na virada dos anos 1960 para O consumo mundial de dezenove milhões de barris/dia em 1960 elevou-se para fantásticos quarenta e quatro milhões em O mundo e, especialmente, os EUA, tornava-se cada vez mais dependente do Oriente Médio A nova década seria a linha divisória da produção norte-americana, que viu esgotada sua histórica capacidade excedente. A OPEP tornava-se dia a dia mais forte e as reivindicações dos países exportadores se avolumavam.

19 Anos de Choque A Guerra do Iom Kipur teve início em outubro de 1973 quando forças egípcias e sírias atacaram territórios ocupados por Israel nos conflitos anteriores A anunciada ajuda militar de US$ 2,2 bilhões dos Estados Unidos para Israel fez com que a OAPEP Organização Árabe dos Países Produtores de Petróleo se unissem em prol da causa árabe

20 Anos de Choque Em 17 de outubro de 1973, os países árabes produtores aumentaram unilateralmente o valor do barril em 70%, assumindo inteiramente a incumbência da fixação do preço, como também decidiram por um embargo na produção de 5% em relação ao nível de setembro, sucedido por cortes consecutivos de mais 5% a cada mês, enquanto Israel não se retirasse dos territórios ocupados em O impacto do choque do petróleo sobre a economia ocidental foi extraordinário, principalmente no que tange aos países não desenvolvidos e importadores de petróleo, como o Brasil. O aumento de preço desequilibrou o balanço de pagamento inibindo sua capacidade de crescimento. Para atender à demanda, foram obrigados a recorrer a empréstimos externos, absorvendo o superávit da OPEP (os denominados petrodólares ) e iniciando o processo de construção de suas monumentais dívidas externas.

21 Anos de Choque As Sete Irmãs já não mais impunham sua vontade na determinação do preço e dos volumes a serem produzidos. Entretanto, não tiveram dificuldade de transferir o aumento de preço para os consumidores O embargo durou cinco meses. A fase de estabilização, ainda que em altos patamares, duraria pouco. Em 1979, o fundamentalista xiita, Aiatolá Ruhollah Komeini, depõe o xá Reza Pahlavi, responsável por um controverso movimento em direção à ocidentalização do Irã. Sua queda e os sucessivos e eficientes movimentos grevistas da época fizeram com que a indústria petrolífera iraniana tivesse sua produção reduzida de 6,5 milhões barris/dia para insignificantes 235 mil/dia

22 Anos de Choque As exportações iranianas representavam de 4 a 5% do petróleo mundialmente consumido, por isso o chamado segundo choque não era para ser tão intenso o quanto foi o primeiro. Os preços subiram 150% acima do patamar dos US$ 13,00 que vinha sendo praticado em A explicação para uma variação tão abrupta, em comparação com a restrição de demanda de módicos 5%, foi a incerteza e ansiedade de um mercado ainda traumatizado pela crise de A corrida se deu não em razão de escassez de petróleo, mas devido à ânsia dos países importadores e das companhias internacionais em repor seus estoques estratégicos ante o pânico de uma escalada incontrolável de preços.

23 Anos de Choque Ainda em 1979, estudantes extremistas xiitas invadem a embaixada americana em Teerã e passam a manter encarcerados 63 norteamericanos. Os Estados Unidos embargam as importações e congelam os bens iranianos em seu território. Em resposta, o Irã proíbe a exportação de seu petróleo para qualquer companhia norte-americana. Se o clima entre países importadores e companhias internacionais já era de pânico, agora a situação era dramática, empurrando o preço do petróleo para seu mais alto patamar histórico: US$ 45,00 a US$ 50,00, estabilizando-se, em agosto de 1980, em US$ 32,00.

24 Anos de Choque Em setembro daquele fatídico 1980, o Iraque invade militarmente o Irã, aproveitando-se da profunda instabilidade política reinante no país. Entre as razões misturavam-se questões étnicas, religiosas, políticas e, sobretudo, econômicas. A solução foi lançar mão desses estoques, incrementar a produção no Mar do Norte, no México e no Alasca e contar com a providencial boa vontade da Arábia Saudita em aumentar sua produção em quase 1 milhão de barris/dia. Em janeiro de 1981 os preços acomodavam-se em torno de US$ 35,00 o barril.

25 Anos de Choque Os anos que se seguiram presenciaram uma nova estruturação da indústria petrolífera mundial. O novo patamar de preço do barril era elevadíssimo, mais de 1000% acima do praticado antes do primeiro choque. Uma das conseqüências desta nova realidade foi um espetacular surto de crescimento na indústria. Antigas jazidas, antes subeconômicas, voltaram a ser explotadas; técnicas de exploração e produção antes inutilizáveis, tornaram-se viáveis, permitindo um vigoroso incremento na produção e o descobrimento de novas e prolíferas jazidas. A tecnologia para exploração-produção em águas profundas desenvolveu-se rapidamente, especialmente no Brasil e no Mar do Norte, abrindo um novo horizonte de campos gigantes.

26 Anos de Choque As políticas governamentais induzindo à parcimônia no consumo energético começavam a fazer efeito, o que, juntamente com a recessão mundial dos anos 1980 e o relativo sucesso da utilização de outras fontes de geração de energia (carvão, gás natural, energia nuclear, álcool etílico e outras combustíveis renováveis), contribuíram sobremaneira para a estabilização da curva da demanda petrolífera. A participação do petróleo na matriz energética dos países industrializados caiu de 53% em 1978 para 43% em 1985.

27 Anos de Choque Simultaneamente, o poderio obtido pela OPEP, nas duas décadas anteriores, esvanecia-se. Os conflitos internos entre os membros e a lenta, porém firme, reversão do mercado de vendedor para comprador, bem como o fortalecimento do mercado spot, foram fatores que contribuíram para o enfraquecimento da entidade. Os preços do barril de petróleo decaíram rapidamente a partir de 1983, atingindo seu mais baixo patamar pós-choques no primeiro semestre de 1986: US$ 9,50. Para muitos, esta excepcional queda constituiu o contra-choque ou terceiro choque do petróleo. O preço do barril de petróleo manteve-se estável até o início dos anos 1990.

28 Anos 1990 A demanda voltara a crescer e a produção e reservas norte-americanas continuavam em declínio. A dependência do Ocidente em relação ao Oriente Médio aumentava, pois o acréscimo nas reservas mundiais invariavelmente dali procediam. Em agosto de 1990, o Iraque invade o Kuait, iniciando a Guerra do Golfo. Ele dispunha então de 20% das reservas mundiais. A reação dos EUA e de seus aliados foi imediata. O importante era vencer rapidamente a guerra, mantendo o suprimento de petróleo seguro

29 Anos : Ataque de 11 de setembro, fazendo preço cair com o temor de uma crise econômica global : baixa capacidade ociosa em 2005, e posterior crescimento da economia global, preço aumenta de U$ 55,00/barril para U$ 130,00/barril 2008: crise financeira global, preço do petróleo despenca de U$ 130,00/barril para U$ 40,00/barril 2009: OPEP reduz produção para aumentar os preços : preços estáveis por volta de $ 100,00/barril 2015: derrubada de preços - Shale gás, Irã e Rússia 2016: acordo OPEP Rússia

30 Eventos geopolíticos e econômicos: impacto nos preços do petróleo

31 Preços em diferentes referências

32 Impacto das decisões da OPEP nos preços

33 Capacidade ociosa da OPEP e seu reflexo nos preços

34 Balanço da oferta e demanda global

35 Tendência para os próximos anos Maior participação na produção de petróleo por países não pertencentes à OPEP Ex: Brasil, Estados Unidos e Russia China já compete com os USA nos novos contratos de petróleo Menor dependência dos Estados Unidos devido a perspectiva de aumento na produção nacional de petróleo (Alaska) e o crescimento da produção de gás e petróleo não convencional (shale gas e tight oil)

36 Crescimento da produção de países não pertencentes à OPEP

37 Produção de shale gas e tight oil nos Estados Unidos

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