RUMO A UM NOVO VAREJO Q

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RUMO A UM NOVO VAREJO Q"

Transcrição

1

2 : N o V a r e j o n o v a r e j o : N o V a r e j o : N o V a r e j o : N o V a r e j o : N o V a r e j o : N o V a r e j o Publisher Roberto Meir Diretora Comercial, Marketing e Relacionamento Fabiana Zuanon [email protected] Diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo Jacques Meir [email protected] Diretora de Operações, Relações Institucionais e Corporativas Carina Almeida [email protected] Diretora Financeira e Administrativa Lucia Maria De Bellis Mascaretti [email protected] Gestora-Executiva do Design Tatiane Martins [email protected] REDAÇÃO Editor da Plataforma NOVAREJO Renato Muller [email protected] CIP CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO Gerente Aline Tobal [email protected] Analista de Pesquisa Eduardo Bueno [email protected] Analista de Pesquisa Luana Soares [email protected] Assistente de Pesquisa Rafael Di Sessa [email protected] NÚCLEO DE CRIAÇÃO Designers Érika Bernal, Flávio Pavan, Luciana Abrão e Robson Carvalho REVISÃO Dora Wild APOIO EDITORIAL Silvio Laban PARCEIRO ACADÊMICO Insper IMPRESSÃO Log & Print Gráfica Logística Ranking NOVAREJO Brasileiro é uma publicação da Padrão Editorial Eireli. Av. Pacaembu, Pacaembu CEP Telefax A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos publicados nesta revista, salvo expresso consentimento dos seus editores. Padrão Editorial Eireli. Mídia Oficial: Parceria: Parceiro Acadêmico: RUMO A UM NOVO VAREJO Q ualquer caminho é bom se você não sabe para onde vai. E, por muito tempo, o varejo brasileiro cresceu com base em tentativa e erro, acumulando conhecimento de forma empírica e, com isso, crescendo muito mais lentamente do que seu potencial permitiria. Esses tempos, felizmente, estão chegando ao fim. A modernização do varejo exige que os negócios se desenvolvam com base em conhecimento. A internet e tecnologias diversas que fizeram com que o varejo pudesse mensurar tudo o que acontece com o consumidor somente escancararam essa realidade. Essa mensuração traz réguas de comparação e permite que as empresas olhem para suas operações e enxerguem pontos de melhoria em processos e negócios. O varejo passa por um momento de inflexão, e é por isso que o Grupo Padrão apresenta ao mercado o primeiro Ranking NOVAREJO Brasileiro. Mais que uma listagem das maiores empresas do setor varejista, a publicação é um profundo estudo sobre onde podem estar localizados os pontos de eficiência do varejo. As métricas que o varejo não tem o costume de analisar foram estudadas e exploradas para compor o mais amplo panorama do mercado brasileiro, em um conjunto rico de informações, muitas das quais inéditas, que contribuirão para que o setor desperte para a importância de medir e comparar seu desempenho, inaugurando uma série histórica de dados sobre o varejo. O Ranking NOVAREJO Brasileiro, desenvolvido pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), traz um conteúdo único em suas análises. A solidez desse trabalho é avalizada por nossos parceiros no projeto. O Insper, uma das instituições acadêmicas de excelência no Brasil, é nosso parceiro acadêmico, nos apoiando na definição da metodologia a ser adotada e na construção de uma estrutura que refletisse o mercado brasileiro e suas características. Já a Serasa Experian é um parceiro que tem nos números a base de seu negócio e o alicerce de uma oferta de serviços que contribuem para a profissionalização do varejo brasileiro. Tanto o Insper quanto a Serasa Experian compartilham diversos valores conosco. Valores como a busca pela excelência, a inovação e a produção de dados e informações de modo sistemático que possam orientar as decisões de negócios no varejo brasileiro. Três parceiros que desenvolveram uma publicação que não é apenas um Ranking e, sim, um verdadeiro estudo do atual estágio do setor e que aponta caminhos para a evolução, incluindo ganhos de produtividade e competitividade. Convido você a mergulhar no conteúdo das próximas páginas e ter uma nova visão sobre o nosso varejo. O negócio da intuição e da barriga no balcão ganha agora o poder da mensuração e da régua de indicadores que permite uma melhor avaliação de riscos e investimentos e orienta decisões em bases sólidas. O varejo da informação, que conhece seus números e a partir daí define suas estratégias de crescimento. Nos orgulhamos de poder contribuir para a criação e o desenvolvimento do setor mais dinâmico e importante da economia brasileira. Boa leitura! Realização: ROBERTO MEIR PUBLISHER GRUPO PADRÃO

3 06 APRESENTAÇÃO SUMÁRIO POR QUE UM RANKING PARA O VAREJO BRASILEIRO? 06 OBJETIVOS, METODOLOGIA, CONCEITOS QUAIS FORAM AS BASES PARA O DESENVOLVIMENTO DO RANKING 10 O VAREJO NO BRASIL UM PANORAMA DO SETOR QUE MOVE A ECONOMIA DO PAÍS 15 RANKING GERAL SAIBA QUAIS SÃO AS 200 MAIORES EMPRESAS DO VAREJO BRASILEIRO 26 RANKINGS SETORIAIS CONHEÇA AS MAIORES EMPRESAS E OS INSIGHTS MAIS RELEVANTES DE CADA SEGMENTO 72 AS MELHORES AS TOP 20 DO VAREJO BRASILEIRO: QUEM MAIS CRESCEU, MAIS EMPREGOU, AS MAIS PRODUTIVAS CONCLUSÕES OE ESTÃO AS OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO E MELHORIA DE DO VAREJO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO VAREJO E m uma parceria inédita, a Serasa Experian e o Grupo Padrão lançam o Ranking NOVAREJO Brasileiro, uma importante ferramenta de consulta e referência para o mercado que reúne informações sobre as 200 empresas varejistas mais bem avaliadas do País. Voltada a gestores públicos e privados, autoridades econômicas, executivos e interessados em geral, a publicação apresenta dados estratégicos, com análises aprofundadas e inéditas a respeito do desempenho das principais companhias do varejo brasileiro. O Ranking NOVAREJO Brasileiro traz informações sobre faturamento, investimentos, fusões, aquisições e prazos de entrega de produtos, entre outras, além de dados sobre a estrutura organizacional do varejo, como número de empregados, número de lojas, nome dos sócios e principais executivos. O anuário, que inclui pareceres sobre o cenário macroeconômico e perspectivas para o setor, é mais uma ação da Serasa Experian no sentido de contribuir para a profissionalização e o crescimento sustentável do varejo brasileiro, com propostas para modernizá-lo e capacitá-lo para os desafios do mercado. O Ranking NOVAREJO Brasileiro mostra uma radiografia do segmento, que permitirá aos gestores utilizar um instrumento eficiente e confiável para a tomada de decisões de negócios, com mais segurança. Em períodos de recessão, como o que estamos vivendo, é ainda mais relevante ter o respaldo de instrumentos como o ranking para compreender melhor quem são as empresas que atuam no setor, minimizando os impactos negativos provenientes de se estabelecer relações comerciais às escuras. A desaceleração das vendas, o encarecimento do crédito, a inflação e o aumento do desemprego são alguns dos fatores de risco que afetam diretamente os varejistas no momento, criando um cenário adverso. Mas há espaço para crescer. O varejo restrito (combustíveis e lubrificantes; hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos; móveis e eletrodomésticos; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; livros, artigos culturais, entre outros) será responsável pelo aumento nas vendas, porque a população irá concentrar a renda nas compras cotidianas. E isso será possível porque haverá uma alta real embora baixa, da ordem de 2,2% dos rendimentos dos brasileiros. As empresas que querem aproveitar qualquer chance de defender suas margens devem lançar mão de todos os recursos de vendas, como a fidelização do público-alvo e conceitos recentes como o omnichannel, quando a marca está presente em todos os canais de vendas. Mas nenhuma estratégia é desenvolvida sem informação. E se o apoio dos dados é importante em momentos econômicos menos turbulentos, para superar a crise é imprescindível ter instrumentos de trabalho como o apresentado pelo Ranking NOVAREJO Brasileiro, uma vez que o conhecimento, baseado em informações confiáveis, é fundamental para um desempenho favorável no mundo corporativo. E informação está no DNA da Serasa Experian. Somos líderes na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. A companhia desenvolve soluções voltadas a todas as fases do ciclo de negócio do varejista, da prospecção à recuperação, incluindo serviços de prevenção à fraude e consultoria, com expertise para orientar e criar as melhores estratégias para cada varejo. JOSÉ LUIZ ROSSI É PRESIDENTE DO SERASA EXPERIAN E EXPERIAN AMÉRICA LATINA 5

4 PIB DO VAREJO BRASILEIRO O cálculo do PIB do varejo brasileiro é baseado no consumo final das famílias, um dos componentes do PIB do País. APRESENTAÇÃO Nos últimos dez anos, o varejo viveu uma espécie de década de ouro, com forte crescimento das vendas e aumento da sua relevância para o desenvolvimento da economia brasileira. Movimentando em 2014 um total de R$ 421,7 bilhões, o setor é o maior empregador privado do País e continua a ganhar espaço em meio a um cenário de desaquecimento, no qual eficiência e produtividade tornam-se ainda mais relevantes. Este Ranking NOVAREJO Brasileiro apresenta os resultados de um estudo que investigou o comportamento das principais empresas do varejo brasileiro e mostra que o segmento será de extrema relevância na recuperação da pujança da economia. Entre os números mais importantes do Ranking, que você verá nas próximas páginas, temos que: 1) O faturamento das 200 maiores varejistas brasileiras subiu 17,1% em ) As 200 maiores representam 12,2% das vendas totais do varejo brasileiro 3) O número de lojas das 200 mais teve uma expansão de 8,1% em ) A rentabilidade por loja subiu 7,7% 5) As 200 maiores empregam 1,16 milhão de pessoas, 7,3% mais que em ) A produtividade média por funcionário subiu 8,4% OBJETIVOS O varejo é um dos principais setores da economia, seja em termos de geração de riqueza, seja em quantidade de empresas. Ainda hoje, porém, é um dos setores mais carentes de informações e conhecimento para tomada de decisão. Considerando esta realidade, o Ranking NOVAREJO Brasileiro tem o objetivo de prover ao mercado um panorama do setor no País, apresentando dados, análises e insights valiosos. O Ranking pretende ser uma referência para consulta e definição de estratégias relacionadas ao negócio, visando o crescimento e a profissionalização das empresas do setor. Em virtude da carência de dados das empresas e do setor, alguns dados do Ranking foram estimados pelo mercado ou pela equipe do Centro de Inteligência Padrão (CIP), e não puderam ser auditados. Por essa razão, este material não deve ser considerado um documento oficial com caráter contábil. Ainda assim, as análises aqui contidas oferecem uma referência válida a respeito do momento atual e das tendências do setor varejista. CONCEITOS VAREJO O varejo inclui todas as atividades relativas à venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal, segundo Kotler. Considerando essa definição, varejista é qualquer instituição que tenha como atividade a venda produtos ou serviços ao consumidor final, não importa qual seja o canal utilizado para isso. Toda transação que ocorre em uma loja, na internet, telefone, televisão ou na casa do consumidor; envolvendo atividades relacionadas à venda direta de produtos e serviços aos consumidores finais, para uso pessoal, não relacionado a negócios, caracteriza-se como varejo. Para Parente, o varejo consiste em todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final. O varejista, de acordo com Giuliani, é um negociante que vende produtos e serviços, de uso pessoal ou familiar, aos consumidores, sendo ele o último negociante de um canal de comerciantes. PIB = C + I + G + X M Em que: C Representa o consumo privado ou consumo final das famílias I É a totalidade de investimentos realizada no período G Corresponde aos gastos do governo X É o volume de exportações M É o volume de importações O consumo final das famílias diz respeito aos gastos para a aquisição de bens ou serviços. Ou seja, refere-se a tudo o que as famílias gastaram no ano, seja na compra de uma geladeira, de produtos de higiene pessoal, medicamentos, alimentação fora de casa ou materiais para construção e reforma da casa. E todos esses são produtos consumidos por meio do varejo. Dessa forma, o consumo final das famílias é utilizado neste estudo para o cálculo do PIB do varejo brasileiro; sendo que ambos os valores são equivalentes entre si. FATURAMENTO LÍQUIDO Faturamento líquido da empresa é o faturamento bruto proveniente da venda de produtos e serviços e da revenda de mercadorias, mais crédito-prêmio de IPI, deduzidos dos impostos incidentes sobre as vendas, ou seja, aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda (ICMS, PIS/PASEP sobre faturamento, Cofins etc.), IPI, vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. O faturamento líquido é calculado da seguinte forma: FATURAMENTO BRUTO (vendas de produtos + vendas de mercadorias + prestação de serviços) (-) DEDUÇÕES DO FATURAMENTO BRUTO (devoluções de vendas, abatimentos, impostos e contribuições incidentes sobre vendas) = FATURAMENTO LÍQUIDO CRESCIMENTO DO FATURAMENTO O indicador mensura a evolução do faturamento líquido da empresa em relação ao ano anterior. O cálculo é feito da seguinte forma: Crescimento do faturamento = (faturamento líquido 2014/faturamento líquido 2013)-1 POR LOJA O conceito de rentabilidade por loja é apresentado neste material para fins de análise e não representa o valor real da rentabilidade em cada loja da empresa. Ele representa o faturamento médio produzido por loja, ou seja, quão rentável é cada loja. O indicador foi calculado da seguinte forma: Rentabilidade por loja = faturamento líquido / número de lojas POR LOJA A variação da rentabilidade por loja mensura quanto a rentabilidade por loja da empresa cresceu ou diminuiu de 2013 para O indicador é calculado da seguinte forma: Variação da rentabilidade por loja = (rentabilidade por loja 2014 / rentabilidade por loja 2013) - 1 POR FUNCIONÁRIO O conceito de produtividade por funcionário foi desenvolvido apenas para a geração das análises e não representa o valor real da produtividade dos funcionários da companhia. Ele representa quanto cada funcionário teria gerado de faturamento para a empresa, em média. O indicador é calculado da seguinte forma: Produtividade por funcionário = faturamento líquido / número de funcionários 6 7

5 POR FUNCIONÁRIO A variação da produtividade por funcionário mensura quanto à produtividade do colaborador da empresa cresceu ou diminuiu de 2013 para O indicador é calculado da seguinte forma: Variação da produtividade por funcionário = (produtividade por funcionário 2014/ produtividade por funcionário 2013) -1 EBITDA O significado da sigla Ebitda é Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, ou lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. É um indicador financeiro bastante utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas de mercado. De forma geral, o Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos. Esse indicador é usado pelos analistas para estimar a geração de caixa operacional pela companhia. O conceito de Ebitda utilizado neste material é o definido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM editou no dia 4/10/2012 a Instrução 527/12, que dispõe sobre a divulgação voluntária de informações de natureza não contábil, como o Ebitda. O objetivo da instrução é uniformizar a divulgação desses dados, a fim de melhorar o nível de compreensão dessas informações e torná-las comparáveis entre as companhias abertas. LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO LÍQUIDO) O lucro líquido representa o lucro restante depois que todo o custo e as despesas (incluindo impostos) foram deduzidos do faturamento total em um determinado período. Se o resultado é positivo, chamamos de lucro; se é negativo, de prejuízo. CRITÉRIOS CLASSIFICAÇÃO A classificação dos grupos e empresas varejistas no Ranking foi baseada no faturamento líquido. Quando da impossibilidade de encontrar do faturamento líquido, foi utilizado o faturamento bruto. Nos casos de faturamentos iguais, o segundo critério utilizado na classificação das empresas foi o número de lojas. E, em terceiro lugar, foi considerado o número de funcionários. DADOS Os dados utilizados neste material referem-se ao final do exercício de O faturamento é o contabilizado e registrado pela empresa no referido exercício. O número de lojas e funcionários correspondem ao que a empresa possuía em 31/12/2014. Esse critério foi adotado para permitir que os cálculos de crescimento, rentabilidade por loja, produtividade por funcionário fossem realizados utilizando uma mesma base e que as análises e insights gerados a partir deles tivessem consistência e validade. Além disso, sempre que possível, foram utilizados apenas os dados das operações de varejo das empresas, nos casos em que elas atuam em mais de um ramo de atividade, como é o caso da Coteminas. ESTRUTURA O Ranking NOVAREJO Brasileiro é constituído por duas partes. Inicialmente, apresenta o ranking geral dos 200 maiores grupos varejistas do País, trazendo dados como faturamento líquido do exercício de 2014, crescimento do faturamento, número de lojas, número de funcionários, sede (cidade e Estado), presidente ou principal executivo e bandeiras com que operam. O ranking geral utiliza a abordagem de grupos ou, quando não pertencente a nenhum grupo, de empresas individuais. Dessa forma, esse ranking é constituído tanto por grupos como o GPA, como por empresas como a Netshoes. Na segunda parte deste material são apresentados os rankings por segmento. Nesses rankings, os grupos que atuam em mais de um segmento de varejo foram desmembrados em suas respectivas unidades de negócio. O GPA foi dividido em Multivarejo (atuação em super e hipermercados), Via Varejo (eletroeletrônicos e móveis), Cnova (e-commerce) e Assaí (atacarejo). Por outro lado, os grupos cujas unidades de negócio possuem atuação no mesmo segmento foram mantidos unificados nos rankings por segmento. Este é o caso do Grupo Boticário, em que O Boticário, Quem disse, berenice?, Eudora e The Beauty Box atuam no segmento de cosméticos e perfumaria. METODOLOGIA ESCOPO Para a realização de um trabalho consistente e estruturado, que permitisse a realização de cruzamentos e análises relevantes para o mercado, foram identificados e utilizados neste material os principais segmentos do varejo; seja pela sua relevância no faturamento do setor, seja pela presença de, no mínimo, cinco players relevantes. Isso acontece porque, sem a presença de cinco players relevantes, não seria possível cumprir o principal objetivo deste estudo prover o mercado de análises e insights inéditos. Em vista desse escopo, os rankings presentes neste material não priorizaram somente o tamanho das empresas. Para que a realização das análises fosse possível e tivesse representatividade para os segmentos abordados, além do tamanho da empresa também houve a preocupação de garantir que cada segmento fosse representado por, no mínimo, seus cinco maiores players, mesmo que estes não fossem tão representativos em termos de tamanho para o varejo geral. Dessa forma, nos rankings geral e setorial há empresas que não estão entre as maiores do País, mas estão entre as maiores de seu segmento de atuação. Os grupos e empresas presentes neste material foram levantados de edições da revista NOVAREJO, de dados de associações setoriais e instituições do varejo e de outros rankings do mercado, como o Melhores & Maiores da Exame e o Ranking da Abras. SEGMENTOS O Ranking NOVAREJO Brasileiro aborda 12 segmentos. Devido à semelhança de formatos de negócio e de produtos comercializados, alguns segmentos foram agrupados na sua apresentação e análises. Os segmentos avaliados são os seguintes: 01. Atacarejo 02. Calçados 03. Casa & Decoração 04. E-commerce 05. Eletroeletrônicos e Móveis 06. Farmácias, Cosméticos e Perfumaria 07. Livrarias e Papelarias 08. Materiais de Construção 09. Óticas 10. Redes Alimentícias e Fast-Food 11. Super e Hipermercados 12. Vestuário e Lojas de Departamento LEVANTAMENTO E COLETA DE DADOS Os dados e informações contidas neste material foram levantados e coletados por meio de fontes primárias e secundárias. Por fontes primárias, entende-se o que foi enviado por meio de questionários pelas próprias empresas varejistas, tanto de capital aberto quanto de capital fechado. Nos casos de dados informados pelas companhias de capital fechado que não divulgam seus demonstrativos de resultados, não podendo ser verificados pela equipe do Centro de Inteligência Padrão (CIP), eles são de responsabilidade da própria empresa que os enviou. Nesse sentido, todas as empresas que enviaram seus dados via questionário para este estudo concordaram com o Termo de Responsabilidade dele constante. O respondente do questionário e a empresa a que representa se responsabilizam pela veracidade dos dados e informações aqui preenchidas. Isso significa que o respondente e a empresa são responsáveis por garantir que os dados e informações presentes neste questionário e entregues à equipe do CIP Centro de Inteligência Padrão são os oficiais da empresa e, portanto, verdadeiros. Os dados informados pelas companhias de capital aberto, além de contarem com o Termo de Responsabilidade, também foram comparados com os dados e informações contidos nos demonstrativos de resultados e relatórios anuais publicados pela empresa. Além disso, como poucas empresas são de capital aberto, houve necessidade de recorrer a fontes secundárias especializadas para obter as informações faltantes. Esses dados são considerados aproximados, em vista da impossibilidade de serem verificados. Também há dados estimados, valendo-se da utilização de valores de dólar comercial e do euro para cálculo dos faturamentos líquidos. Foram levantados dados para o ranking em si e para as análises. Os dados apresentados no ranking são considerados básicos. Por outro lado, também foram levantados dados considerados mais estratégicos e que são utilizados apenas de forma consolidada para fins de análises e geração de insights. Alguns desses dados são o Ebitda, lucro líquido e Capex. 8 9

6 O VAREJO NO BRASIL O varejo pode ser definido como o conjunto das atividades que compreendem o processo de venda de produtos diretamente aos consumidores finais. As empresas que atuam no comércio varejista, assim, funcionam como um elo entre os consumidores e atacadistas e produtores, não apenas intermediando essa relação comercial, mas também atuando ativamente para selecionar os produtos mais adequados ao atendimento às necessidades específicas dos clientes em cada região, segmento e mercado. Para isso, adotam, cada vez mais, técnicas avançadas de gestão, tecnologia e atendimento. Nos últimos anos o varejo consolidou-se como o setor mais importante da economia brasileira, contribuindo efetivamente com o PIB, com a geração de empregos e o crescimento do País. Ao apresentar continuamente índices de crescimento acima do PIB durante a chamada década de ouro, entre 2003 e 2013, o segmento passou a responder por uma parcela cada vez maior da economia do País. Em 2013, por exemplo, a participação de varejo e serviços no PIB brasileiro chegou a 55,71%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o consumo das famílias alcançou R$ 3,03 trilhões. O varejo tem uma relação muito forte com o cotidiano da população e com a economia do País. Trata-se de um setor muito sensível às oscilações de mercado e da conjuntura social e econômica, que começaram a ocorrer a partir de Por conta disso, identificamos a necessidade de fornecer ao mercado um material que oferece às empresas do setor a oportunidade de identificar e reagir às mudanças que têm ocorrido. No decorrer dos últimos anos identificamos grandes mudanças nos hábitos de consumo da população, avanços tecnológicos e esforços por parte das empresas em aumentar sua eficiência, gerar resultados, melhorar o atendimento ao cliente e os processos internos. Tudo isso gera uma mudança no ambiente de negócios e gera novos desafios e oportunidades para as empresas do setor. Em 2014 o consumo das famílias representou em média 62% do PIB brasileiro, e o comércio foi responsável por 25% dos empregos gerados no País, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O setor fechou 2014 com 7,9 milhões de pessoas empregadas, quase um milhão a mais que no ano anterior. E o cenário varejista é extremamente diversificado: ao mesmo tempo em que milhares de empreendedores individuais desenvolvem pequenos comércios, o GPA, maior varejista do País, conta com mais de 156 mil colaboradores. O VAREJO EM 2014 O ano de 2014 foi marcado por uma série de eventos que contribuíram para que houvesse uma desaceleração na economia brasileira. No segundo semestre do ano houve aumento nos preços, crescentes restrições de crédito, endividamento das famílias, aumento do desemprego e instabilidades políticas, que contribuíram para uma desaceleração do consumo doméstico. Dados do IBGE mostram que o consumo das famílias tem se mostrado cada vez mais representativo ao longo dos últimos dez anos, tendo crescido acima do Produto Interno Bruto ao longo desse período e chegando a 62,5% do PIB total em Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o crescimento do comércio tem sido, consistentemente, superior ao crescimento do PIB. Em 2014 o consumo das famílias avançou 0,9%, o que contribuiu efetivamente para o crescimento das vendas no comércio. A desaceleração do consumo doméstico no segundo semestre de 2014 influenciou diretamente o setor varejista, visto que em média 62% do PIB brasileiro é composto pelo consumo das famílias. Em 2014 o varejo restrito apresentou o menor crescimento desde 2003, com expansão de 2,2% na comparação anual. De forma sintomática e em uma antecipação do que seria a tônica do ano seguinte, em dezembro de 2014 o varejo apresentou desempenho negativo na maioria de suas categorias. Mesmo com o menor crescimento em 11 anos, o resultado das vendas do varejo em 2014 foi superior ao do PIB, que apresentou expansão de apenas 0,1%. Entre os segmentos que apresentaram maior crescimento no volume de vendas em 2014 estão os artigos farmacêuticos e os super e hipermercados. Por outro lado, os segmentos de tecidos, vestuários e calçados, bem como livros, jornais e papelaria, apresentaram retração na comparação anual. De acordo com o relatório da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), embora o ano de 2014 tenha apresentado redução no número de famílias endividadas, houve COMÉRCIO EMPREGA 22,3% DO TOTAL DE PESSOAL OCUPADO ENTRE 2008 E 2013 VEJA A DISTRIBUIÇÃO DO PORCENTUAL DO PESSOAL OCUPADO NO PERÍODO POR SEÇÕES DA CNAE 2.0 Distribuição porcentual do saldo do pessoal ocupado assalariado, por seções da CNAE 2.0 Brasil período ,2% 5,7% 6,7% 5,1% 8,5% 22,3% 10,7% 22,3% 12,0% 12,5% COMÉRCIO; REPARAÇÃO AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS CONSTRUÇÃO SAÚDE HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL EDUCAÇÃO ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES IÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO TRANORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO DEMAIS SEÇÕES Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Metodologia das Estatísticas de Empresas, Cadastros e Classificações, Cadastro Central de Empresas

7 COMÉRCIO E SERVIÇOS DOMINAM O RANKING DE EMPRESAS ABERTAS NO PAÍS JUNTOS, OS SEGMENTOS REPRESENTAM 86% DAS EMPRESAS ATIVAS NO BRASIL, SEGUO EMPRESÔMETRO DO IBPT INFORMAÇÃO 2013 VARIAÇÃO VARIAÇÃO REPRESEN- TAÇÃO DO TOTAL TOTAL ,42% ,07% ,00% SERVIÇOS ,43% ,01% ,90% COMÉRCIO ,67% ,22% ,74% IÚSTRIA ,36% ,46% ,22% AGRONEGÓCIO ,40% ,12% ,56% FINANCEIRO ,09% ,37% ,29% SERVIÇOS PÚBLICOS ,79% ,28% ,29% CONSUMO DAS FAMÍLIAS GANHA IMPORTÂNCIA NO PIB 1,9 2,1 1,2 1,3 2,4 2,7 1,4 1,6 3,0 1,8 3,2 59,8% 60,3% 60,3% 59,9% 58,9% 61,1% 59,6% 60,3% 62,5% 62,4% 62,5% ,0 3,8 2,2 4,1 2,5 4,4 2,7 4,8 3,0 5,5 3,4 PIB CONSUMO FINAL DAS FAMÍLIAS VEAS FÍSICAS NO VAREJO AMPLO (%), um aumento no comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas. O tempo médio para comprometimento com dívida passou de 6,7 meses em 2013 para 6,9 meses em 2014 e a parcela média da renda comprometida passou de 29,4% para 30,4%, o que demonstra piora na situação financeira dos consumidores. Com base nos dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), houve também aumento na taxa média de juros para cartão de crédito e cheque especial entre 2013 e PERECTIVAS Nos últimos anos houve crescimento da concorrência e mudanças nos hábitos de consumo, com a continuidade do movimento de inserção da classe C no universo do consumo e a aquisição de produtos de categorias mais sofisticadas. Ao mesmo tempo, os desafios trazidos pelo comércio eletrônico e pela necessidade de integração das lojas on-line e off-line demandam novas soluções tecnológicas e investimentos em gestão e treinamento das equipes para que as empresas se mantenham competitivas. Para enfrentar esse cenário de transformação e buscar novas oportunidades é necessário que as empresas que compõem o varejo planejem cuidadosamente suas ações e estratégias, traçando planos e avaliando constantemente seu desempenho. Superar os desafios econômicos e analisar o comportamento do mercado, bem como os hábitos, desejos e demandas dos consumidores, são medidas de extrema importância para que as empresas encontrem oportunidades de expansão de negócios e aumento de rentabilidade. VAREJO AMPLIADO REGISTRA MENOR CRESCIMENTO NOS ÚLTIMOS ANOS MAIS DEPEENTE DE CRÉDITO, O SETOR CAIU 1,7% EM 2014, ENQUANTO O VAREJO RESTRITO SUBIU 2,20% ANO VAREJO RESTRITO (%) VAREJO AMPLIADO (%) ,30% 11,10% ,80% 3,10% ,20% 6,40% ,70% 13,60% ,10% 9,90% ,90% 6,80% ,90% 12,20% ,70% 6,60% ,40% 8,00% ,30% 3,60% ,20% (-) 1,7% ATIVIDADES COMPARAÇÕES INTERANUAIS VOLUME RECEITA VOLUME RECEITA COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES 6,3 11 2,6 7,9 HIPER SUPERMERCADOS, PRODUTOS ALIMENTÍCIOS, BEBIDAS E FUMO 1,9 12,1 1,3 8,4 HIPERMERCADOS E SUPERMERCADOS 1,9 11,8 1,3 8,3 TECIDOS, VESTUÁRIO E CALÇADOS 3,4 8,8-1,1 3,4 MÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS 4,9 9,3 0,6 7,2 MÓVEIS -1,6 5,5 0,5 7,8 ELETRODOMÉSTICOS 8,6 11,4 0,9 6,9 ARTIGOS FARMACÊUTICOS, MÉDICOS, ORTOPÉDICOS, DE PERFUMARIA E 10,2 15,7 9 14,1 COSMÉTICOS EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PARA ESCRITÓRIO, INFORMÁTICA E COMINICAÇÃO 6,9 4,1-1,7-4,2 LIVROS, JORNAIS, REVISTAS E PAPELARIAS 2,6 7,9-7,7-1,4 OUTROS ARTIGOS DE USO PESSOAL E DOMÉSTICO 10,3 16,3 7,9 13,8 VAREJO RESTRITO 4,3 11,9 2,2 8,5 VEÍCULOS, MOTOS, PARTES E PEÇAS 1,5 2,4-9,4-6,5 VOLUME DE VEAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 6,9 10,9 0 5,8 VAREJO AMPLIADO 3,6 8,9-1,7 3,9 1. Período indicado do ano corrente ante ao igual período do ano anterior Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Elaboração: Serasa Experian 12 13

8 RANKING 200 OS MAIORES GRUPOS DO VAREJO BRASILEIRO 14 15

9 200 MAIORES 12% foi quanto o faturamento líquido dos 200 maiores grupos de varejo representou do PIB do varejo brasileiro em 2014 GRUPO / EMPRESA SEDE CIDADE UF FATURAMENTO LÍQUIDO VALOR (EM R$) CRESCIMENTO DE LOJAS DE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE / PRINCIPAL EXECUTIVO BAEIRAS GPA³ CARREFOUR¹ WALMART BRASIL¹ LOJAS AMERICANAS - LASA 3 MAGAZINE LUIZA 2 GRUPO BOTICÁRIO 1 CENCOSUD BRASIL 4 MÁQUINA DE VEAS 3 RAIA DROGASIL 2 MAKRO 4 DROGARIAS DP 3 C&A 1 DIA% 5 RENNER 2 CASAS PERNAMBUCANAS 4 MC DONALD S 3 * RIACHUELO 3 FARMÁCIAS PAGUE MENOS 2 LEROY MERLIN 6 ZAFFARI & BOURBON 4 ALPARGATAS 3 SUPER MUFFATO 5 BRASIL PHARMA 3 SUPERMERCADOS BH 5 SUPERMERCADO COOR 1 LOJAS HAVAN 7 MARISA 3 LOJAS CEM 4 FAST SHOP 1 SDB COMÉRCIO DE ALIMENTOS 5 GAZIN 2 MATEUS SUPERMERCADOS 4 SOA SUPERMERCADOS 4 GRUPO SBF 6 Barueri Rio de Janeiro São José dos Pinhais Nossa Senhora do Socorro Porto Alegre Barueri Fortaleza Porto Alegre Cambé Belo Horizonte Curitiba Brusque Salto Campo Grande Douradina São Luís RJ PR SE RS CE RS PR MG PR SC MS PR MA ,5% 13,3% 4,1% 20,5% 20,9% 16,0% 1,9% 6,4% 18,6% 4,4% 11,1% 17,8% 15,2% 19,4% 41,7% 11,7% 16,2% 17,7% 5,0% 7,9% 8,3% 19,1% 8,8% 19,7% 14,3% 41,0% 8,0% 18,4% 13,5% 22,9% 16,7% 13,4% 23,8% Ronaldo Iadrudi Charles Desmartis Guilherme Lodeiro Miguel Gomes Gutierrez Luiza Helena Trajano Miguel Krigsner Silvio Pedra Luiz Carlos Batista Marcilio Pousada Roger Laughlin Gilberto Martins Ferreira Paulo Correa Freddy Wu José Galló Anita Louise Regina Harley José Valledor Flávio Rocha Francisco Deusmar de Queirós Alain Ryckeboer Clelci Zaffari Márcio Luiz Simões Utsch Éderson Muffato Paulo Gualtieri Pedro Lourenço de Oliveira Pedro Joanir Zonta Luciano Hang Márcio Luiz Goldfarb Giácomo Dalla Vecchia Milton Kakumoto Ignácio Pereira Osmar Aparecido Dianim Della Valentina Ilson Mateus José Barral Sebastião Bomfim Filho Extra Supermercado, Pão de Açúcar, Extra Hiper, Minimercado Extra, Minuto Pão de Açúcar, Casas Bahia, Pontofrio, Extra.com.br, Casasbahia.com.br, Pontofrio.com, Barateiro.com, Partiuviagens.com.br, Ehub.com.br, Assaí, Gpa Malls Carrefour, Atacadão e Supeco Walmart, Big, Hiper Bom Preço, Bompreço, Mercadorama, Nacional, Maxxi Atacado, Tododia, Sam s Club Lojas Americanas, Americanas Express, Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato, Ingresso.com, Submarino Finance, Digital Finance e B2w Viagens Magazine Luiza O Boticário, Eudora, Quem Disse, Berenice? E The Beauty Box Gbarbosa, Perini, Mercantil Rodrigues, Bretas, Prezunic Insinuante, Ricardo Eletro, City Lar, Eletro Shopping e Salfer Droga Raia e Drogasil Makro, Makro Speciale, Makro Cestas Drogaria e Drogarias Pacheco C&A Dia% Lojas Renner, Camicado e Youcom Pernambucanas Mcdonald s, Mc Café Riachuelo Farmácia Pague Menos, Pague Menos Manipulação Leroy Merlin Supermercado Zaffari, Bourbon Shopping Havaianas, Dupé, Topper, Rainha, Mizuno, Sete Léguas, Timberland, Meggashop, Osklen Super Muffato Drogaria Big Benn/Guararapes, Drogaria Rosário, Farmácia Sant ana, Mais Econômica Farmácias e Farmais Supermercados BH Supermercado Condor Havan Marisa Lojas Cem Fast Shop, Fast Life Comper Gazin, Atacado Gazin, Gazin Colchões Mateus, Mix Mateus, Eletro Mateus, Armazém Mateus, Bumba Meu Pão, Invicta Produtos Farmacêuticos Sonda Supermercados e Cobal Supermercados Centauro, Nike Store e By Tennis *Nota 1: O faturamento apresentado na demonstração de resultados do McDonald s está em dólares. O valor foi convertido em reais, considerando o dólar que consta na própria demonstração, de R$ 2, Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa.

10 200MAIORES 1,2 milhão de pessoas foi quanto os 200 maiores grupos de varejo empregaram em GRUPO / EMPRESA SUPERMERCADOS MUIAL 4 TEA 1 SARAIVA 2 ANGELONI 4 HABIB S 1 ATACADISTA ROLDÃO 6 COOP 4 PAQUETÁ CALÇADOS 1 TELHANORTE 1 Y.YAMADA 5 SAVEGNAGO SUPERMERCADOS 4 DMA DISTRIBUIDORA 1 C&C 1 MULTI FORMATO DISTRIBUIDORA 5 GRUPO CARVALHO 2 KALUNGA 7 COMERCIAL ZARAGOZA 5 GRUPO IMC - INT. MEAL COMP. ALIMENTAÇÃO 3 HERING 3 AM PM MINI MARKET 5 * CSD - COMP. SULAMERICANA DE DISTRIBUIÇÃO 5 LÍDER SUPERMERCADOS 4 ARMAZÉM PARAÍBA 5 DROGARIA ARAÚJO 1 BFFC - BRAZIL FAST FOOD CORPORATION 3 LOJAS COLOMBO 3 SUPERMERCADO BAHAMAS 5 CACAU SHOW 2 SAPORE 7 PANVEL FARMÁCIAS 2 MÓVEIS ROMERA 6 GIASSI SUPERMERCADOS 4 LEADER 4 ELETROZEMA 4 SUPERMERCADO ZONA SUL 4 POLISHOP 1 FUJIOKA ELETRO IMAGEM 4 NETSHOES 2 SEDE CIDADE Rio de Janeiro Guarulhos Criciúma Itapevi Santo André Canoas Belém Sertãozinho Belo Horizonte Belo Horizonte Teresina Taubaté Blumenau Rio de Janeiro Maringá Belém Bacabal Belo Horizonte Rio de Janeiro Farroupilha Juiz de Fora Itapevi Campinas Eldorado do Sul Arapongas Içara Rio de Janeiro Araxá Rio de Janeiro Goiânia UF RJ SC RS PA MG MG PI SC RJ PR PA MA MG RJ RS MG RS PR SC RJ MG RJ GO FATURAMENTO LÍQUIDO VALOR (EM R$) CRESCIMENTO ,4% ,0% ,1% ,7% ,4% ,3% ,7% ,5% ,0% ,0% ,7% ,6% ,0% ,7% ,0% ,0% ,4% ,7% ,1% ,9% ,5% ,0% ,5% ,0% ,7% ,6% ,0% ,2% ,6% ,1% ,5% ,3% ,5% ,6% ,4% DE LOJAS NA DE FUNCIONÁRIOS N/D PRESIDENTE / PRINCIPAL EXECUTIVO Justino Gomes de Castro Fernando Bara Melgaço Jorge Saraiva Neto José Augusto Fretta António Alberto Saraiva Ricardo Roldão Marcio Francisco Blanco do Valle Marcos Ravazzolli Manuel Correa Yoshio Yamada Sebastião Edson Savegnago Levy Nogueira Osvaldo Leivas Euler Nejm Reginaldo Mouta de Carvalho Paulo Garcia Cleber Gomez Pierre Berenstein Fábio Hering Leocadio de Almeida Antunes Filho Carlos Tavares Cardoso Osmar Corrêa Rodrigues João Claudino Fernandes Modesto Araujo Ricardo Figueiredo Bomeny Adelino Colombo Jovino Campos Alexandre Tadeu da Costa Daniel Rivas Mendez Julio Ricardo Mottin Luiza Menegon Romera Zefiro Giassi Robson Gouvêa Romeu Zema Neto Fortunato Fernando Leta João Boschilia Appolinário Teruo Fujioka Marcio Kumruian BAEIRAS Supermercado Mundial Tenda Atacado Livraria Saraiva, Editora Saraiva, Saraiva Digital Eletro Angeloni, Supermercado Angeloni, Farmácia Angeloni Habib s, Ragazzo, Box30, Promilat, Ice Lips/Portofino, Arabian Bread Atacadista Roldão Coop, Zapt Coop, Drogarias Coop, Postos Coop, Coopemcasa.com.br Lojas Paquetá, Paquetá, Gaston, Paquetá Esportes, Esposende, Dumond, Capodarte, Lilly s Closet, Atelier Mix, Ortopé Telhanorte Y. Yamada, Superfarma Yamada Supermercado Savegnago, Starcine, Rotisseria Savegnago, Autoposto Savegnago, La Bella Pasta, Café & Cia Epa Plus C&C Casa e Construção Supernosso, Rede Apoio Mineiro Carvalho Mercadão, Carvalho Supermercado e Carvalho Júnior Kalunga Comercial Zaragoza Frango Assado, Viena e Ra Catering Hering Store, Puc, Hering Kids, Hering For You, Dzarm Am Pm Supermercados Cidade Canção, Supermercados São Francisco, Cooper Rede Supermercados Líder, Liderzan, Magazan, Farmalíder, Líder Saúde, Superpontos, Café Líder, Castanheira Shopping Center, Fomento Mercantil, Castanheira Empreendimentos e Participações, Fazenda Três Marias Armazém Paraíba Drogaria Araújo, Araújo Manipulação Bob s, Doggis, Yoggi, Pizza Hut e KFC Lojas Colombo Supermercado Bahamas, Empório Bahamas, Bahamas Mix Cacau Show Vitrines e Fast Food Sapore Panvel Farmácias Móveis Romera Giassi Supermercados Leader, Leadercard Eletrozema, Zema Cia. de Petróleo, Consórcio Zema, Concessionárias Zema, Zema Fashion Supermercado Zona Sul, Zona Sul Atende, Mega Box Polishop Fujioka Netshoes, Zattini *Nota 2: AM PM Mini Market é a loja de conveniência dos postos Ipiranga. 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa.

11 200MAIORES Mais de 8 mil lojas foram abertas pelos 200 maiores grupos em GRUPO / EMPRESA CASA & VÍDEO 4 DROGARIA CATARINENSE 4 SELECT 5 * SUPERMERCADOS PAGUE MENOS 5 CARMEN STEFFENS 1 DROGARIAS NISSEI 4 GRUPO MM 7 LOJAS QUERO-QUERO 1 CASSOL 1 AREZZO&CO 3 GRUPO CRM 1 GIRAFFAS 7 UNIDASUL 5 BR MANIA 5* GRUPO RABELO 1 TOK & STOK 4 SUPERMERCADO NORDESTÃO 1 SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES 5 INBRAS 3 ELETROSOM 3 HORTIGIL HORTIFRUTI 4 D AVÓ SUPERMERCADOS 5 GRUPO TRIGO 1 BARBOSA SUPERMERCADOS 5 ADIÇÃO DISTRIBUIÇÃO EXPRESS 5 REALMAR DISTRIBUIDORA 5 FORMOSA SUPERMERCADOS 5 EXTRAFARMA 7 CYBELAR 1 RESTOQUE 3 * JAD ZOGHEIB 5 FOTOTICA 1 LOJAS AVENIDA 1 JAÚ SERVE SUPERMERCADOS 5 ULTRAFARMA 1 ATAKAREJO 5 MERCADO TORRE DE JACAREPAGUÁ 5 CAMISARIA COLOMBO 1 BURGER KING 3 SUPERMERCADOS INTERCONTINENTAL 5 BR HOME CENTERS 6 SEDE CIDADE Rio de Janeiro Joinville Petrolina Nova Odessa Franca Curitiba Ponta Grossa Santo Crito São José Belo Horizonte Tamboré Esteio Petrolina Maracanaú Barueri Parnamirim Guarulhos Monte Carmelo Cariacica Rio de Janeiro Guarulhos Divinópolis Serra Belém Belém Tietê Bauru Cuiabá Jaú Santa Isabel Salvador Rio de Janeiro Barueri São João de Meriti Goiânia RJ SC PE PR PR RS SC MG RS PE CE RN MG ES RJ MG ES PA PA MT BA RJ RJ GO FATURAMENTO LÍQUIDO VALOR (EM R$) CRESCIMENTO ,5% ,0% ,8% ,0% ,1% ,0% ,0% ,3% ,6% ,0% ,9% *Nota 3: Select é a loja de conveniência dos postos Shell. *Nota 4: BR Mania é a loja de conveniência dos postos BR Distribuidora. *Nota 5: Faturamento da Restoque: neste material desconsidera Dudalina, visto que, no início de 2014, a Dudalina ainda era uma empresa independente.. UF 26,8% 13,8% 11,4% 6,1% 2,5% 16,7% 17,9% 18,6% 20,0% 15,0% 11,8% 3,1% 19,2% 7,3% 9,2% 34,6% 35,0% 8,4% 26,7% 8,6% 87,6% -1,0% 0,0% DE LOJAS 79 N/D N/D DE FUNCIONÁRIOS N/D PRESIDENTE / PRINCIPAL EXECUTIVO Fábio Carvalho Alberto Bornschein Vasco Dias Laerte Santi Chio Mário Spaniol Sergio Maeoka Jeroslau Pauliki Peter Furukawa Alexandre Castro Soares Alexandre Café Birman Renata Moraes Alexandre Guerra Augusto de Cesaro Jose Lima de Andrade Neto João Rabelo Ghislaine Dubrule Manoel Etelvino de Medeiros Pedro Lopes Michel Sarkis Antonio Acir Rosa Antero Filippo Flávio Rocha de Avó Mario Chady e Eduardo Ourivio Nelson Barbosa Valdemar Amaral Luiz Coutinho José Santos de Oliveira Pedro Lazera Ubirajara Pasquotto Livinston Martins Bauermeister Jad Zogheib Álvaro Vieira Rodrigo Caseli João Sanzovo Neto Sidney Aparecido De Oliveira Teobaldo Costa Erasmo Gonçalves da Silva Álvaro Maluf Junior Iuri Miranda Antônio Cunha Jacinto Borges BAEIRAS Casa&Vídeo Drogaria Catarinense, Farmaagora Select Supermercados Pague Menos Carmen Steffens Farmácias Nissei Lojas Mercado Móveis Rede Quero-Quero Cassol Centerlar, Projeto de Paginação, Fábrica de Tintas Arezzo, Schutz, Anacapri e Alexandre Birman. Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau Giraffas Supper Rissul, Macromix Atacado, Num Instante, CBS, Valore, Estância Rissul, Amigo Pet, Decsul, Compre Bem Br Mania Rabelo Tok Stok Nordestão Lopes Supermercados Ellus e Ellus Second Floor, Richards e Selaria Richards, Vr e Vr Kid, Salinas, Alexandre Herchcovitch, Bobstore, Mandi, Tommy, Brands House Eletrosom Hortifruti Supermercado D avó, D avó Farma, D avó Posto Spoleto, Koni Store e Domino s Pizza Barbosa Supermercados Drogarias Abc, Abc Atacado e Varejo, Auto Postos Abc Extrabom Supermercados Super Formosa, Formosa Mix, Formosa Motos, Formosa Farma, Formosa Postos, Formosa Pneus Farmácias Extrafarma Cybelar Le Lis Blanc, John John, Bo.bô, Noir Lelis e Rosa Chá Confiança Supermercados, Confiança Flex Fototica Lojas Avenida Jaú Serve Supermercados Ultrafarma Atakarejo Mercado Torre de Jacarepaguá Camisaria Colombo Burger King Supermercados Intercontinental Tend Tudo e Casa Show 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa.

12 200MAIORES GRUPO / EMPRESA COVABRA SUPERMERCADOS 5 CHILLI BEANS 1 NAZARÉ COM. DE ALIMENTOS E MAGAZINE 5 SUPERMERCADO VIANENSE 5 DAFITI 6 EBAL - EMPRESA BAIANA DE ALIMENTOS 4 SUPERMERCADO BERGAMINI 5 BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS 5 ÓTICAS CAROL 6 DROGARIA ONOFRE 1 FNAC 3 * LUPO 4 TONIN SUPERATACADO 5 ÓTICAS DINIZ 6 BALAROTI 4 BERLAA 6 SUPERMERCADOS CASAGRAE 4 VERAN SUPERMERCADOS 5 SUPERMERCADO & PADARIA VERDEMAR 5 SUPERMERCADO SUPERPÃO 5 COMERCIAL DELTA PONTO CERTO 5 SUPERMERCADOS IMPERATRIZ 5 COMERCIAL DE ALIMENTOS PARCERIA 5 BONANZA SUPERMERCADOS 5 CIA BEAL DE ALIMENTOS 4 MARISOL 3 COTEMINAS 3 * BARCELOS & CIA 5 SUPERMERCADOS JOANIN 4 MORENA ROSA 6 SUPERMERCADO DA FAMÍLIA 5 LOJAS KOERICH 4 DUDALINA 4 ENXUTO SUPERMERCADOS 5 MERCADINHO BELÉM 5 A.C.D.A. IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO 5 KOCH SUPERMERCADOS 5 PAULO E MAIA SUPERMERCADOS 5 REDE AVENIDA 4 DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS FARTURA 5 LIVRARIA CULTURA 2 SUPER IMEC 5 AORINHA SUPERMERCADO 5 SEDE CIDADE Jundiaí Barueri Belém Nova Iguaçu Salvador Brasília Araraquara São Sebastião do Paraído Curitiba Curitibanos Linhares Ferraz de Vasconcelos Belo Horizonte Guarapuava Limeira Santo Amaro da Imperatriz Fortaleza Caruaru Cascavel Jaraguá do Sul Montes Claros Campos dos Goytacazes São Caetano do Sul Cianorte Jaboatão dos Guararapes Florianópolis Campinas Fortaleza Rio Branco Tijucas Brasília Assis Fortaleza Lajeado UF PA RJ BA DF MG PR SC ES MG PR SC CE PE PR SC MG RJ PR PE SC CE AC SC DF CE RS FATURAMENTO LÍQUIDO VALOR (EM R$) CRESCIMENTO ,7% ,0% ,2% ,2% ,2% ,0% ,4% ,0% ,8% ,2% ,4% ,1% ,8% ,3% ,8% ,9% ,0% ,8% ,0% ,1% ,7% ,1% ,2% ,9% ,8% ,0% ,9% ,1% ,2% ,6% ,6% ,6% ,8% ,4% ,6% ,9% ,5% *Nota 6: O faturamento apresentado na demonstração de resultados da FNAC está em euros. O valor foi convertido em reais, considenrando o euro em 31/12/2014, de R$ 3,2142. *Nota 7: O faturamento da Coteminas considera apenas as operações de varejo da empresa. 8,0% DE LOJAS NA PRESIDENTE / DE FUNCIONÁRIOS PRINCIPAL EXECUTIVO Ronaldo dos Santos Caito Maia Artur Corrêa Mario Viana Philipp Povel Eduardo Sampaio Odílio Bergamini Mário Habka Ronaldo Pereira Junior Marcos Arede N/D Jacques Brault Liliana Aufiero Luiz Antonio Tonin Arione Monteiro Diniz Helio Balaroti Júnior Nilso Berlanda Itamar Casagrande Antonio Latuf Cury Alexandre Poni Leonardo Valente Hyczy Euclides Pezzi Vidal Procópio Lohn Djalma Farias Cintra Flávio, Wilson, Carlos, Paulo e Rubens Beal Giuliano Donini Josué Christiano Gomes da Silva Licinio Maciel Barcelos Netto Amancio Cruz dos Santos Marco Franzato Edvaldo dos Santos Antônio Koerich N/D Sônia Hess de Souza Pedro Celso Gonçalves Aldenor Araujo Evaldo José Koch José Fagundes Maia Neto João Antônio Binato Fernando Ramalho Sergio Herz Leonardo Taufer % foi a média do crescimento do faturamento líquido dos 200 maiores varejistas em 2014 Amauri Gouveia BAEIRAS Covabra Supermercados Chilli Beans Nazaré Comercial de Alimentos E Magazine Vianense Supermercados Dafiti, Dafiti Shopping, Dafiti Sports Cesta do Povo Hipermercados Bergamini Big Trans Comercial de Alimentos Óticas Carol Drogaria Onofre Fnac Lupo, Lupo Sport Tonin Supermercado, Tonin Superatacado Óticas Diniz Balaroti Berlanda Casagrande Supermercados Veran Supermercados Verdemar Supermercado & Padaria Superpão, Oba Atacado, Super Baratão, Triunfante Comercial Delta Ponto Certo Supermercados Imperatriz, Imperatriz Gourmet Comercial de Alimentos Parceria Bonanza Supermercados Super Beal Marisol, Mineral, Lilica Repilica e Tigor T. Tigre Artex, Mmmartan, Casas Moysés Barcelos & Cia Supermercados Joanin Joy, Loboh, Morena Rosa, Maria Valentina, Zinco Supermercado da Família Lojas Koerich Dudalina, Individual, Base Enxuto Supermercados Mercadinho Belém A.C.D.A. Importação e Exportação Supermercados Koch Super Maia Supermercados Avenida Distribuidora de Alimentos Fartura Livraria Cultura Imec, Italianinho Alimentos, Líder do Sul Alimentos, Chef Imec Restaurante, Desco Super&Atacado, Farmácia Imec Andorinha Hiper Center 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa.

13 200 GRUPO / EMPRESA GRUPO GRAZZIOTIN 3 LE BISCUIT 3 ASUN COMÉRCIO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS 5 PGL DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS 5 SUPERMERCADO GUANABARA 5 SUPERMERCADO SUPER LUNA 5 ROELLI FILHOS & CIA 5 PRIVALIA 6 GRUPO SCALINA 7 DEL MORO SUPERMERCADOS 5 IRMÃOS BOA SUPERMERCADOS 5 MULTICOISAS 1 UNICOMPRA SUPERMERCADOS 5 CATRICALA & CIA 5 MASTER ATS SUPERMERCADOS 5 GRUPO ORNATUS 5 MERCANTIL NOVA ERA 5 MWN COMERCIAL DE ALIMENTOS 5 PATRONI PIZZA 6 COMERCIAL ZAFFARI 5 DICICO 3 SUPERMERCADOS PASTORINHO 5 PINHEIRO SUPERMERCADO - O BOM VIZINHO 5 MAGAZINE LILIANI 1 SUPERMERCADOS QUEIROZ 5 LACOSTE 1 * UNICASA 3 RESERVA 6 KANUI 6 SANTA LOLLA 6 IMAGINARIUM 6 KARNEKEIJO FOOD SERVICE 5 TRITON EYEWEAR 1 ENTREPOSTO 5 * FOGO DE CHÃO 6 L OCCITANE 6 * SIDE WALK 6 * LASELVA 1 MAHOGANY 1 TIP TOP 6 BAKED POTATO 1 AMOR AOS PEDAÇOS 1 CITY SHOES 6 NETFARMA 1 MAIORES SEDE CIDADE Passo Fundo Feira de Santana Gravataí Bagé Padre Miguel Betim São Gabriel da Palha Guarulhos Alta Floresta Jundiaí Campo Grande Arapiraca São José do Rio Preto Erechim Santana de Parnaíba Manaus Fortaleza Passo Fundo Presidente Prudente Fortaleza Imperatriz Mossoró Bento Gonçalves Rio de Janeiro Teresópolis Recife Porto Alegre Jundiaí Osasco Rio de Janeiro Barueri UF RS BA RS RS RJ MG ES MT MS AL RS AM CE RS CE MA RN RS RJ RJ PE RS RJ FATURAMENTO LÍQUIDO VALOR (EM R$) CRESCIMENTO ,1% ,2% ,5% ,7% ,1% ,6% ,0% ,5% ,8% ,9% ,8% ,6% ,4% ,7% ,0% ,0% ,6% ,1% ,8% ,7% ,3% ,6% ,6% ,4% ,0% ,6% ,4% ,6% ,0% ,4% ,0% ,7% ,4% ,0% ,0% *Nota 8: O faturamento da Lacoste considera apenas Brasil. *Nota 9: Entreposto é a loja de conveniência dos postos Ale Combustíveis. *Nota 10: O faturamento da L occitane está em euros na fonte. O valor foi convertido em reais, considerando o euro em 31/12/2014, de R$ 3,2142. *Nota 11: O faturamento da Side Walk considera apenas o que foi gerado nas lojas próprias. DE LOJAS N/A NA NA DE FUNCIONÁRIOS N/D N/D N/D % das sedes dos 200 maiores grupos de varejo estão localizadas no estado de PRESIDENTE / PRINCIPAL EXECUTIVO Renata Grazziotin Roberto Fernando Távora Hentzy Arminio José Abreu Lima da Rosa Lindonor Peruzzo Adevilton Correa de Morais Navarro Agostino Cândido Carlos Roberto Rondelli Lucas Carné Luís Delfim de Oliveira Clecindo Del Moro Luciano Boa Lindolfo Martin Jadielson Almeida Roberti José Catricala Jae Ho Lee Luiz Gastaldi Junior Marco Antônio Moura Rubens Augusto Junior Clelci Zaffari Dimitrios Markakise João Gregório Honório Pinheiro Douglas Liliani Edson Queiroz Ricardo Palmari Frank Zietolie Rony Meisler Bruno Henriques Fábio Martinez Carlos Zilli Inácio Jr. Miguel Haidamus Marcelo Alecrim Jandir Dalberto Benjamin Beaufils Tinho Azambuja, Luis Gelpi e Eduardo Rizk Onófrio Laselva Jaime Drummond David Bobrow Cairo Maschi Ivani Calarezi Paulo Fernando Bittencourt Eduardo Mangione BAEIRAS Grupo Grazziotin, Pormeno$, Tottal Casa & Conforto Le Biscuit Asun Comércio de Gêneros Alimentícios PGL Distribuição de Alimentos Supermercado Guanabara Supermercado Super Luna Rondelli Supermercados Privalia Trifil e Scala Del Moro Supermercados Boa Supermercados Multicoisas Unicompra Supermercados Catricala & Cia Master, Atacadão Econômico Jin Jin Wok, Morana, Balonè, Jin Jin Sushi, Mysandwich, Little Tokyo Mercantil Nova Era Super Lagoa Patroni Pizza Comercial Zaffari, Stok Center Dicico Supermercados Pastorinho Pinheiro Supermercado, Mundo Pinheirinho, Pino s Restaurante Magazine Liliani Supermercados Queiroz, Hiper Queiroz Lacoste Dell Anno, Favorita, New e Casa Brasileira Reserva Kanui Santa Lolla Imaginarium Karnekeijo Varejo, Karnekeijo Food-Service, Deskontão Atacado Triton Eyewear Entreposto Fogo de Chão L occitane Side Walk Laselva Mahogany Tip Top Baked Potato Amor aos Pedaços City Shoes Netfarma 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa

14 CALÇADOS SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) ALPARGATAS 3 SÃO PAULO ,3% ,5% ,9% ,3% ,4% PAQUETÁ CALÇADOS 1 CANOAS RS ,5% 350 0,3% ,2% CARMEN STEFFENS 1 FRANCA ,0% ,9% ,9% ,5% ,5% AREZZO&CO 3 BELO HORIZONTE MG ,3% ,7% ,9% ,5% ,8% CITY SHOES 6 RIO DE JANEIRO RJ ,0% 78 11,4% ,9% VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) C&A 1 SÃO PAULO ,8% ,1% ,0% ,4% ,0% CASAS SÃO PAULO ,7% 309 2,0% ,9% ,7% ,2% PERNAMBUCANAS 4 LOJAS RENNER E PORTO ALEGRE RS ,2% ,7% ,3% YOUCOM 3 RIACHUELO 3 SÃO PAULO ,2% ,2% ,1% ,3% ,9% LOJAS HAVAN 7 BRUSQUE SC ,0% 85 39,3% ,2% MARISA 3 SÃO PAULO ,0% 416 2,2% ,7% ,5% ,4% GRUPO SBF 6 SÃO PAULO ,8% ,2% ,3% HERING 3 BLUMENAU SC ,1% 827 8,8% ,2% ,8% ,2% INBRAS 3 SÃO PAULO ,5% 348-3,9% ,6% RESTOQUE 3* SÃO PAULO ,3% ,1% ,4% LOJAS AVENIDA 1 CUIABÁ MT ,6% CAMISARIA SÃO PAULO ,6% 434 6,9% ,6% COLOMBO 1 LUPO 4 ARARAQUARA ,4% ,3% ,8% MARISOL 3 JARAGUÁ DO SUL SC ,1% ,5% ,3% ,4% ,3% MORENA ROSA 6 CIANORTE PR ,0% DUDALINA 4 SÃO PAULO ,2% GRUPO GRAZZIOTIN 3 PASSO FUO RS ,1% 321 6,3% ,2% GRUPO SCALINA 7 GUARULHOS LACOSTE 1* SÃO PAULO ,6% 84 0,0% ,6% RESERVA 6 RIO DE JANEIRO RJ SANTA LOLLA 6 SÃO PAULO SIDE WALK 6* SÃO PAULO ,0% 27 28,6% ,8% TIP TOP 6 SÃO PAULO ,7% ,2% ,9% *Nota 5: Faturamento da Restoque neste material desconsidera Dudalina, visto que, no início de 2014, a Dudalina ainda era uma empresa independente. *Nota 8: O faturamento da Lacoste considera apenas Brasil. *Nota 11: O faturamento da Side Walk considera apenas o que foi gerado nas lojas próprias. 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa. 26

15 Produtividade (faturamento/funcionários em R$) MÚLTIPLOS DESAFIOS Segmento de vestuário reúne grandes redes e avança na consolidação, mas eficiência é desafio a ser solucionado O setor de vestuário vive um momento de polarização, com grandes redes que adotaram um posicionamento de moda acessível ocupando a liderança em vendas e diversos players segmentados ganhando espaço com base em propostas de valor significativas para determinados grupos de consumidores. Nesse cenário, duas grandes tendências moldam o segmento. As principais redes de moda ocuparam o espaço das lojas de departamentos, com lojas de grande superfície, apelo de moda acessível e prestígio, dependência dos cartões private label para financiamento dos negócios e comando da uma longa e complexa cadeia de distribuição. O crescimento do fast-fashion deu uma nova dinâmica a esse ecossistema e passou a demandar mais eficiência operacional, uma vez que os espaços para erros na definição das coleções ficaram ainda menores e as margens, apertadas. Para aumentar sua presença no mercado, as redes especializadas têm desenvolvido dois caminhos paralelos. O primeiro, trilhado especialmente pelo varejo premium, é a consolidação de marcas sob grandes grupos de capital aberto, como InBrands e Restoque, que têm buscado ativos para aquisição e ganho de sinergias operacionais. O segundo é a construção de grandes redes de franquias, permitindo a expansão de marcas com propostas de valor mais populares por todo o País por meio do investimento de empreendedores que se associam às marcas, que possuem o know-how da operação. Hoje, 7,6% das lojas brasileiras que operam em franquia são de vestuário, o que demonstra a força desse modelo de negócios para o desenvolvimento do setor CALÇADOS MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS AREZZO&CO CARMEN STEFFENS Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) ALPARGATAS PAQUETÁ CALÇADOS MATRIZ - LOJAS X DE FUNCIONÁRIOS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS Produtividade (faturamento/funcionários em R$) MARISOL LUPO HERING RESERVA GRUPO SCALINA MARISA Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) CASA PERNAMBUCANAS RIACHUELO A matriz acima compara a rentabilidade das operações de varejo (venda/loja) e a produtividade das equipes de loja (vendas/funcionário), o que permite gerar novas análises a respeito do comportamento das operações varejistas e traz insights úteis para o entendimento do atual momento das empresas do setor, bem como suas oportunidades estratégicas. No setor calçadista, as análises ficaram prejudicadas pela forma de divulgação dos dados pelas empresas. Os dois grupos que aparecem com maior faturamento por loja são conglomerados que possuem uma significativa operação industrial, mas não desmembraram seus números nem nos comunicados ao mercado, nem nos contatos realizados pelo Centro de Inteligência Padrão para este ranking. É possível inferir que, caso fosse possível colocar neste gráfico somente os faturamentos (e vendas por loja) dessas empresas, a rentabilidade cairia, uma vez que um menor faturamento seria dividido pelo número de lojas. Por outro lado, a produtividade subiria, já que a operação varejista tem menos colaboradores que os conglomerados como um todo. Assim, é possível prever que todas as empresas avaliadas neste gráfico estariam próximas, o que faz sentido considerando seus modelos de negócios e formatos de loja. O setor de vestuário e lojas de departamentos se mostra polarizado, com as grandes redes do setor posicionadas de forma muito clara em dois grandes vetores. No primeiro caso, as principais redes de lojas de departamentos, com lojas de autosserviço de grande superfície (com frequência como âncoras em shopping centers) e grande fluxo de clientes, se posicionam à direita no gráfico, com maior faturamento por loja. No quadrante inferior esquerdo, de forma relativamente concentrada, estão as redes especializadas, que atuam no sistema de franquias com lojas pequenas, em ruas ou como satélites em shopping centers. Seus pontos de venda, segmentados, têm fluxo bem menor de clientes, mas uma quantidade proporcionalmente maior de funcionários que as lojas de departamentos, já que o atendimento consultivo é esperado nesse modelo de loja. A consequência é uma baixa venda por metro quadrado, aliada a uma menor produtividade. Duas empresas fogem à regra: a primeira é a Marisa, que, embora se posicione como uma rede de lojas de departamentos, conta com pontos de venda menores que seus concorrentes diretos e também possui um tíquete médio menor, fatores que convergem para colocar a empresa bastante próxima à média geral do setor. A segunda exceção é a Reserva, que, com uma rentabilidade por loja ligeiramente superior à das demais redes especializadas, destaca-se fortemente no que se refere à produtividade de seus pontos de venda, graças ao seu posicionamento de mercado, ao tipo de produto comercializado e à postura descolada que encontra grande ressonância junto ao público. C&A

16 VESTUÁRIO, LOJAS DE DEPARTAMENTO E CALÇADOS 1EM 2014, A MARGEM EBITDA DAS EMPRESAS DE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTOS LISTADAS NO RANKING 3AS REDES DO SEGMENTO DE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO TIVERAM UM CRESCIMENTO DE 17,2% SOBRE CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS - VESTUÁRIO 2O LUCRO LÍQUIDO DAS NA COMPARAÇÃO ANUAL. 4AS REDES DE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTOS AMPLIARAM O FOI DE 14,5%. MÉDIO DE LOJAS EM 9,7% E A MÉDIA POR LOJA AVANÇOU 7,8%. 5HOUVE CRESCIMENTO MÉDIO DE 5,39% NA ÁREA TOTAL DE VEAS DAS LOJAS DO SEGMENTO DE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO. 6 EM MÉDIA, 77,5% DAS LOJAS DE VESTUÁRIO SÃO FRANQUEADAS. EMPRESAS DO SETOR DE VESTUÁRIO CAIU 14,4% 7EM 2014, O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DE 8 11 O DE LOJAS DAS REDES VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO TEVE UM AUMENTO DE APENAS 0,2%, PREJUDICADO POR UMA REDUÇÃO DE 16,8% NO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DA HERING E DE 16,4% NA MARISOL. 9 NO SETOR CALÇADISTA, A MÉDIA (EBITDA) FOI DE 13,6%. POR OUTRO LADO, A POR FUNCIONÁRIO DO SETOR DE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO SUBIU 14,5% SOBRE CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS - CALÇADOS EM 2014 AS REDES VAREJISTAS DE CALÇADOS LISTADAS NO RANKING TIVERAM UM CRESCIMENTO DE 13,4% NO FATURAMENTO MÉDIO. DO SEGMENTO DE CALÇADOS SUBIU 35,1% NA COMPARAÇÃO ANUAL. A MÉDIA POR LOJA, PORÉM, CAIU 9,7% EM RELAÇÃO A O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DAS EMPRESAS DE CALÇADOS CRESCEU 22,5% NO ANO PASSADO E A AVANÇOU 10,2%

17 CASA E DECORAÇÃO GRUPO / EMPRESA RANKING NOVAREJO SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) LEADER 4 RIO DE JANEIRO RJ ,3% TOK & STOK 4 BARUERI COTEMINAS 3* MONTES CLAROS MG ,2% 239-0,8% ,2% ,3% ,0% LE BISCUIT 3 FEIRA DE SANTANA BA ,2% 66 69,2% ,3% MULTICOISAS 1 CAMPO GRAE MS ,9% 185 5,7% ,5% CAMICADO 3,11 PORTO ALEGRE RS ,8% 59 28,3% ,0% IMAGINARIUM 6 TERESÓPOLIS RJ ,4% 178 1,7% ,6% MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO GRUPO / EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) LEROY MERLIN 6 SÃO PAULO ,0% 32 3,2% ,7% ,2% ,0% TELHANORTE 1 SÃO PAULO ,0% 38 5,6% ,4% ,9% ,1% C&C 1 SÃO PAULO ,0% 50 11,1% ,6% LOJAS QUERO-QUERO 1 SANTO CRITO RS ,0% ,5% ,8% CASSOL 1 SÃO JOSÉ SC ,0% BR HOME CENTERS 6 GOIÂNIA GO ,0% 26 23,8% ,3% BALAROTI 4 CURITIBA PR ,3% ,7% ,8% DICICO 3 SÃO PAULO ,6% *Nota 7: O faturamento da Coteminas considera apenas as operações de varejo da empresa. 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da e mpresa 11.Unidade de negócio de casa e decoração da Renner UM MERCADO QUE NADA CONTRA A MARÉ Varejo de materiais de construção enfrenta conjunção de fatores que dificultam expansão dos negócios E m um cenário macroeconômico de inflação em alta, elevação dos níveis de desemprego e diminuição da confiança dos consumidores, a tendência é que os segmentos mais dependentes de crédito sofram. Em 2014 esse cenário descreveu perfeitamente o comportamento do setor de materiais de construção. A redução de 5,9% nas vendas reais em 2014, segundo o IBGE, cria uma situação de aumento de competitividade no setor, parcialmente contrabalanceada pela fragmentação do mercado. Números divulgados pela Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco) indicam a existência de 144 mil lojas do setor no Brasil. Segundo dados da revista do Anuário NOVAREJO Brasileiro o setor movimentou R$ 141 bilhões em Entretanto, 40% deles têm no máximo 200 metros quadrados de área e apenas 16% têm área acima de mil metros quadrados. A líder de mercado Leroy Merlin conta com apenas 32 pontos de venda no país e os cinco maiores varejistas do setor somam um faturamento de R$ 10,1 bilhões, o equivalente a 7% das vendas do setor. Dessa forma, tem-se um cenário com milhares de pequenos pontos de venda de pequena superfície e baixo faturamento, normalmente focados na venda de materiais básicos, que apresentam margem operacional baixa. Uma soma de fatores que, em um momento de crise, pressiona o pequeno varejo. Outra característica marcante do varejo de materiais de construção é seu regionalismo. À exceção da Leroy Merlin e BR Home Centers, as redes estão presentes em no máximo três Estados e, com frequência, contam com lojas em apenas uma Unidade da Federação. Poucas têm musculatura, em um setor de baixas margens e elevadas exigências de investimento, para desenvolver uma ampla presença geográfica. Também são, via de regra, redes familiares de capital fechado, embora haja fundos de investimentos em algumas varejistas regionais e os líderes sejam companhias globais listadas em Bolsa em seus países de origem

18 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS CASA E DECORAÇÃO MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS Produtividade (faturamento/funcionários em R$) LOJAS QUERO-QUERO BALAROTI DICICO TELHANORTE Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) LEROY MERLIN Produtividade (faturamento/funcionários em R$) TOK & STOK LEADER COTEMINAS Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) A análise da matriz do setor de materiais de construção mostra os dois líderes do setor em posições semelhantes na produtividade de suas lojas, mas com uma diferença gritante no eixo do desempenho de cada ponto de venda. Enquanto a vice-líder Telhanorte se apresenta pouco acima da média nas vendas por loja, a líder Leroy Merlin traz um desempenho muito superior ao de seus concorrentes, o que pode ser explicado pelo foco em materiais de acabamento e decoração, que aumentam o tíquete médio dos clientes e a rentabilidade dos PDVs. O fato de a rede ser a que foi mais longe nesse posicionamento e, ao mesmo tempo, ter o melhor desempenho das lojas não é coincidência. No outro extremo, no quadrante de baixa rentabilidade e baixa produtividade, a Dicico é o destaque negativo. Tanto o mix quanto o formato das lojas justificam esse posicionamento da varejista na matriz. De um lado, a participação dos materiais básicos (de valor unitário menor e margens mais apertadas) é maior nas lojas da rede, tornando os PDVs menos rentáveis. De outro, enquanto a concorrência está baseada quase exclusivamente em lojas de grande superfície, a empresa apostou no passado em lojas menores, que ficam em um meio termo entre os home centers e as lojas de bairro. Essa estratégia permitiu à rede se expandir no interior de, no qual os grandes home centers têm menos oportunidades para se viabilizar, mas resulta em um faturamento menor por ponto de venda, a exemplo do que também pode ser observado no setor supermercadista. Mais ao centro do gráfico estão Quero-Quero e Balaroti, redes regionais de médio porte que estão no meio do caminho entre os dois extremos apresentados até aqui no setor. Ambas as redes se posicionam como home centers regionais e tentam atender às demandas dos clientes tanto por materiais básicos quanto por acabamento e decoração. CASA & DECORAÇÃO O gráfico de casa & decoração traz três empresas com posicionamentos bastante distintos, o que explica suas posições relativas na matriz rentabilidade/ produtividade. A Leader, maior varejista do setor depois da aquisição das mais de 70 lojas da rede Seller, ocupa uma posição mais intermediária tanto na venda por loja quanto no faturamento por funcionário. Suas lojas de autosserviço que oferecem produtos de tíquete médio menor (especialmente cama, mesa e banho, no caso da Seller, enquanto as unidades Leader se aproximam das lojas de departamento, agregando um mix relevante de artigos para casa ao tradicional sortimento de vestuário das redes do setor no País) posicionam a rede no quadrante superior do gráfico, embora mais próximo da média. A Tok&Stok, por sua vez, apresenta a maior venda por loja e também o mais elevado índice de vendas por funcionário do setor. Suas amplas lojas, que oferecem circuitos de compra aos clientes com mix coordenado e sazonalidade nas condições, permite à varejista obter vendas com tíquete médio mais elevado, ao mesmo tempo em que o apelo fashion de móveis e acessórios estimula os consumidores a voltar com mais frequência (o que é mais normal nos itens de decoração, oferecidos na loja em formato de autosserviço). No caso da Coteminas, os números se referem às suas bandeiras de varejo, como Casa Moysés e MMartan. Com lojas menores, normalmente como satélites em shopping centers, e um giro de produtos menos intenso, a rede acaba por se posicionar abaixo da média nos dois eixos de avaliação 34 35

19 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E CASA & DECORAÇÃO CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2 1AS EMPRESAS DO SETOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO QUE FORAM AVALIADAS NESTE RANKING APRESENTARAM EM 2014 UM AUMENTO MÉDIO DE 4,6% NA ÁREA DE VEAS. 3 AS GRAES REDES DO SETOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO AUMENTARAM O 7 FATURAMENTO EM 6% EM COMPARAÇÃO COM O MÉDIO DE PONTOS DE VEA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO AUMENTOU EM 6,0%. 4A MÉDIA POR LOJA DO SEGMENTO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CAIU 0,2%. 5 RANKING NOVAREJO CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS - CASA E DECORAÇÃO 6 O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DAS REDES NO SEGMENTO DE CASA & DE MATERIAIS DE DECORAÇÃO, O FATURAMENTO MÉDIO CONSTRUÇÃO APRESENTOU TEVE UM CRESCIMENTO DE 20,5% UM CRESCIMENTO DE NA COMPARAÇÃO COM ,5% E A 8 POR FUNCIONÁRIO AVANÇOU 7% SOBRE O MÉDIO DE LOJAS DAS REDES DO SEGMENTO CASA E DECORAÇÃO SUBIU 20,8%. A MÉDIA POR LOJA DO SEGMENTO CASA E DECORAÇÃO SUBIU 1,8% NA COMPARAÇÃO ANUAL

20 E-COMMERCE GRUPO / EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) CNOVA 2,12 SÃO PAULO ,2% NA NA NA NA ,6% ,7% B2W 3,13 RIO DE JANEIRO RJ ,8% NA NA NA NA NETSHOES 2 SÃO PAULO ,4% NA NA NA NA ,1% ,9% DAFITI 6 SÃO PAULO ,2% NA NA NA NA PRIVALIA 6 SÃO PAULO ,0% NA NA NA NA KANUI 6 SÃO PAULO NA NA NA NA NETFARMA 1 BARUERI ,0% NA NA NA NA 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa 12.Unidade de negócio de e-commerce do GPA 13.Unidade de negócio de e-commerce das Lojas Americanas - LASA. O DESAFIO DA LUCRATIVIDADE E-commerce mantém ritmo acelerado de crescimento, mas poucas são as empresas que já operam no azul O omércio eletrônico ocupa um espaço cada vez mais importante no processo de compra dos clientes. Não apenas como canal de vendas, mas especialmente como meio de informação sobre produtos e serviços. Nos últimos dez anos, o número de pessoas com acesso à internet saltou de 25,9 milhões para 97 milhões, segundo a E-Consulting, estimulado pelo crescimento do uso de dispositivos móveis e pela contínua inserção da classe C no universo do consumo. Para o varejo, o crescimento do acesso à internet é condição essencial para a expansão dos negócios on-line. Assim, a democratização do acesso criou novas oportunidades de negócios e fez com que as vendas subissem de R$ 30,1 bilhões em 2011 para R$ 53,1 bilhões em 2014, também segundo a E-Consulting. Já o E-Bit afirma que nos últimos dois anos houve um crescimento anual de 28% no faturamento do e-commerce brasileiro e mais de nove milhões de pessoas compraram on-line pela primeira vez. Até o fim da década, de acordo com o instituto, a expectativa é de um crescimento anual entre 10% e 15%. Segundo o emarketer, o Brasil é o único país da América Latina entre os dez maiores mercados globais. Os números chamam a atenção, mas as varejistas on-line enfrentam dois grandes desafios. O primeiro é a integração com as operações off-line para acompanhar a demanda de consumidores que esperam que as marcas ofereçam o mesmo tipo de experiência de consumo, independentemente do canal de contato. Essa integração tem levado ao desenvolvimento de soluções híbridas, como o click & collect, em que os clientes retiram nas lojas os produtos comprados on-line. A outra grande questão, especialmente para quem atua somente na internet, é como operar no azul. Poucos varejistas on-line já são lucrativos, e a resposta passa pela eficiência na gestão e nos processos para, em um segmento no qual o preço e a comodidade são os principais drivers de consumo, encontrar uma equação de custos que permita aliar preços baixos, grande sortimento e velocidade na entrega

21 5RANKING NOVAREJO 7 O ÍICE DE DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS FOI DE 28,7% EM AS EMPRESAS DO SEGMENTO EM MÉDIA, O EBITDA APRESENTARAM UM DOS VAREJISTAS AUMENTO DE ON-LINE ANALISADOS NESTE 3,3% RANKING APRESENTOU UM EM SEU LUCRO LÍQUIDO CRESCIMENTO DE 38,0% 2EM 2014 NA COMPARAÇÃO EM 2014, ALCANÇAO UMA EM 2014 O FATURAMENTO COM MARGEM EBITDA DE 0,9%. MÉDIO DAS EMPRESAS QUE CONSTAM NESTE 34 RANKING APRESENTOU O TEMPO CRESCIMENTO DE 59,3% MÉDIO DE NA COMPARAÇÃO ANUAL. ENTREGA DAS MERCADORIAS, 9 NOS SITES AVALIADOS, FOI DE 7 DIAS. AS EMPRESAS 8 DO SEGMENTO INVESTIRAM EM MÉDIA 3,5% DO O QUADRO DE FATURAMENTO A FUNCIONÁRIOS EM TECNOLOGIA POR FUNCIONÁRIO DAS EMPRESAS DO DA INFORMAÇÃO. ENTRE AS EMPRESAS AVALIADAS TEVE, EM 2014, SETOR TEVE UM NESTE RANKING, A TAXA DE UMA ELEVAÇÃO DE CRESCIMENTO DE CONVERSÃO É DE 1,46%. 29,3%. 20,4% EM E-COMMERCE 1 6 CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS 40 41

22 ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS RANKING NOVAREJO SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) VIA VAREJO 2,14 SÃO CAETANO DO SUL ,2% ,8% ,4% ,6% ,8% MAGAZINE LUIZA 2 SÃO PAULO ,9% 756 1,6% ,0% ,0% ,7% LOJAS RIO DE JANEIRO RJ ,9% ,6% ,5% AMERICANAS 3,15 MÁQUINA DE SÃO PAULO ,4% ,2% ,8% ,9% ,4% VEAS 3 LOJAS CEM 4 SALTO ,4% 226 5,1% ,7% FAST SHOP 1 SÃO PAULO ,5% 85 0,0% ,5% GAZIN 2 DOURADINA PR ,7% 209 4,5% ,6% ,6% ,5% ARMAZÉM BACANAL MA ,5% PARAÍBA 5 LOJAS COLOMBO 3 FARROUPILHA RS ,6% 267 4,7% ,7% ,1% ,6% MÓVEIS ROMERA 6 ARAPONGAS PR ELETROZEMA 4 ARAXÁ MG ,5% ,6% ,6% ,0% ,5% POLISHOP 1 SÃO PAULO ,5% ,0% ,0% ,6% ,5% FUJIOKA ELETRO GOIÂNIA GO ,6% ,2% ,1% IMAGEM 4 CASA & VÍDEO 4 RIO DE JANEIRO RJ GRUPO MM 7 PONTA GROSSA PR ,1% GRUPO RABELO 1 MARACANAÚ CE ,8% ,7% ,8% ELETROSOM 3 MONTE CARMELO MG ,7% CYBELAR 1 TIETÊ ,2% 153 4,1% ,6% BERLAA 6 CURITIBANOS SC LOJAS KOERICH 4 FLORIANÓPOLIS SC ,1% ,2% ,6% MAGAZINE LILIANI 1 IMPERATRIZ MA ,7% UNICASA 3 BENTO GONÇALVES RS ,6% ,8% ,9% 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa 14.Unidade de negócio de eletroeletrônicos do GPA 15.Os dados excluem B2W que está no segmento e-commerce. A DIFÍCIL TAREFA DE ATRAIR O CLIENTE Em um cenário de juros em alta e confiança em queda, varejo de eletroeletrônicos e móveis busca soluções O ano de 2015 reservou uma tempestade perfeita para o varejo de eletroeletrônicos e móveis. Como é regra no setor de bens duráveis, trata-se de um segmento dependente de crédito, renda e confiança para se desenvolver, uma vez que os consumidores, para adquirir bens de maior valor, precisam contrair dívidas por um período relativamente longo de tempo. Sem crédito, sem renda e sem confiança do cliente para consumir, torna-se muito mais difícil para as empresas de varejo gerar vendas. Desde o segundo semestre do ano passado, esse tripé de performance do setor vem sendo abalado. A confiança dos consumidores começou a exibir sinais de fraqueza antes mesmo da Copa do Mundo, mas o efeito 7 a 1 derrubou os indicadores. O vale-tudo das eleições e os primeiros meses do novo mandato de Dilma Rousseff só viram recuo nos números. A renda dos consumidores já vinha em estagnação desde o fim de 2013, 42 43

23 ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS Produtividade (faturamento/funcionários em R$) quando o modelo econômico baseado em fomento ao consumo mostrou exaustão. Mais que isso, o aumento do desemprego em 2015 diminuiu a renda da população e desestimulou a compra de bens duráveis. O desemprego em alta, aliado ao choque do forte aumento do preço das utilities em virtude da crise hídrica e de decisões equivocadas a respeito da gestão da matriz energética nos últimos anos, trouxe uma forte redução na renda média disponível para consumo, provocando mudanças nos hábitos dos consumidores e o adiamento da decisão de compra de uma série de categorias de produtos, especialmente automóveis, materiais de construção e eletroeletrônicos e móveis. Não à toa, os principais players de eletros e móveis têm buscado inovações para superar o momento adverso. A Via Varejo tem investido em novos formatos de loja e na renovação de pontos de venda, enquanto o Magazine Luiza busca inovações na integração on-line/off-line e a Máquina de Vendas vem promovendo um choque de gestão para finalmente atuar de forma mais sinérgica. Caminhos bastante diferentes para superar um momento delicado do mercado. 0 0 ELETROZEMA POLISHOP LOJAS COLOMBO MÓVEIS ROMERA MÁQUINA DE VEAS MAGAZINE LUIZA GAZIN Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) LOJAS CEM FUJIOKA ELETRO IMAGEM VIA VAREJO RANKING NOVAREJO 1EM MÉDIA, O 3ESSE VALOR É EBITDA DAS EMPRESAS SEMELHANTE AO DO SETOR SUBIU INVESTIMENTO MÉDIO 24,6% EM 2014, DAS EMPRESAS EM LEVAO A MARGEM NOVAS LOJAS, QUE RESULTOU EM UMA O AUMENTO DA EFICIÊNCIA EXPANSÃO DE 4,4% DAS OPERAÇÕES DO SETOR NA ÁREA DE VEAS OCORREU MESMO COM O DAS VAREJISTAS. FATO DE QUE AS EMPRESAS 4 DO SETOR INVESTEM EM 6EM 2014 AS MÉDIA APENAS 0,3% EMPRESAS DO DO FATURAMENTO SEGMENTO EM TECNOLOGIA DA AMPLIARAM INFORMAÇÃO. EM 4,4% O DE POR OUTRO LADO, LOJAS. 7 O LUCRO LÍQUIDO DAS VAREJISTAS ANALISADAS CAIU 20,7% EM 2014 NA O QUADRO DE COMPARAÇÃO ANUAL. FUNCIONÁRIOS TEVE UM 5O FATURAMENTO MÉDIO DAS EMPRESAS CRESCIMENTO DE 4,2% DO SETOR AVALIADAS NESTE RANKING É NA COMPARAÇÃO ANUAL. DE R$ 3,7 BILHÕES, UM CRESCIMENTO DE 15,5% EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR. EBITDA A 6,6%. 2 O gráfico referente ao setor de eletroeletrônicos e móveis é significativo por apresentar uma linha de tendência bastante clara, sem grandes pontos fora da curva, como é típico dos demais segmentos avaliados. Trata-se de um setor que tem uma oferta de produtos relativamente comoditizada tanto em preço quanto em características técnicas, em pontos de venda estabelecidos praticamente da mesma forma em todo o País (o chamado formato de magazine ). Poucas são as empresas que desenvolvem modelos de negócios diferentes, mas elas se destacam. Recentemente, a Via Varejo, um destaque em faturamento por loja, passou a desenvolver novos formatos de PDV, buscando diferenciação e o atendimento a demandas ainda não atendidas pela rede. Vale lembrar também que a operação on-line Cnova não faz parte dessa análise, o que certamente impacta o índice de vendas por funcionário. No eixo da produtividade, Magazine Luiza e Gazin estão em um patamar diferente, devido à estratégia de desenvolvimento de múltiplos canais de venda (Luiza) e negócios complementares (Gazin), que geram sinergia e aumento de eficiência das operações. O grande destaque, tanto em produtividade quanto no faturamento por loja, é uma rede de médio porte. A Fujioka, com seu mix que inclui categorias pouco usuais no setor, como ótica e fotografia, obtém um fator de diferenciação e, com sua forte presença no interior de Goiás, se consolida na região como um varejista multicategorias, definindo um posicionamento que encontra grande ressonância no público da região A POR FUNCIONÁRIO TAMBÉM AVANÇOU EM 2014: 10,2%. 8A MÉDIA POR LOJA DO SEGMENTO APRESENTOU, NO ANO PASSADO, UMA EXPANSÃO DE 9,6%. 45

24 FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA GRUPO / EMPRESA GRUPO BOTICÁRIO 1 SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO SÃO JOSÉ DOS PINHAIS Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) PR ,0% ,1% ,3% RAIA DROGASIL 2 SÃO PAULO ,6% ,8% ,1% ,6% ,2% DROGARIAS DP 3 SÃO PAULO ,1% ,7% ,4% ,5% ,4% FARMÁCIAS PAGUE MENOS 2 FORTALEZA CE ,7% ,9% ,3% ,3% ,8% BRASIL PHARMA 3 SÃO PAULO ,8% ,5% ,4% ,1% ,2% DROGARIA ARAÚJO 1 BELO HORIZONTE MG ,0% 136 4,6% ,7% ,0% ,0% PANVEL FARMÁCIAS 2 ELDORADO DO SUL RS ,6% 321 4,6% ,6% DROGARIA RANKING NOVAREJO CATARINENSE 4 JOINVILLE SC ,5% ,3% ,2% DROGARIAS NISSEI 4 CURITIBA PR EXTRAFARMA 7 BELÉM PA ,7% ULTRAFARMA 1 SANTA ISABEL ,0% DROGARIA ONOFRE 1 SÃO PAULO ,8% L'OCCITANE 6* JUIAÍ ,6% MAHOGANY 1 OSASCO ,0% 150-6,3% ,3% Nota 10: O faturamento da L occitane está em euros na fonte. O valor foi convertido em reais, considerando o euro em 31/12/2014, de R$ 3, Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa. TUDO PELO BEM-ESTAR Setores de farmácias, cosméticos e perfumaria mostram resiliência e continuam crescendo muito acima da média do varejo S e existe um ponto fora da curva no varejo brasileiro, ele é o setor de farmácias, cosméticos e perfumaria. O aumento dos cuidados com a saúde e o foco das empresas do setor em bem-estar, e não na prevenção de doenças, tem impulsionado as vendas do segmento. Em 2014, segundo o IBGE, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos teve um aumento de 9% nas vendas na comparação anual, muito acima da expansão total do varejo. Ainda assim, esse foi o pior desempenho desde 2006, com uma ligeira desaceleração sobre os 10,1% de É um setor relativamente imune às crises. No que se refere ao setor de medicamentos, fortemente regulamentada e com grande parte do mix tabelado pelo governo, a oportunidade para aumento de performance está muito mais ligada à eficiência operacional do que ao crescimento das vendas. Vantagem para as grandes redes de farmácias, que ganharam musculatura nos últimos anos com a entrada de capital de fundos de investimento ou IPO na Bovespa e, dessa forma, receberam novos recursos para estimular a expansão, o ganho de escala e os investimentos na melhoria de suas práticas de gestão. A oportunidade de aumento de receitas e resultados está ligada à venda de não medicamentos, especialmente itens de maquiagem e perfumaria, que apresentam margens mais amplas e transformam as farmácias em lojas de bem-estar, e não em lugares de tratamento de doenças. Uma mudança sensível de posicionamento para os grandes players, que os pequenos têm dificuldade em acompanhar. No setor de cosméticos o Brasil é um dos grandes destaques mundiais, ocupando a terceira posição no ranking global, com um faturamento estimado pela Euromonitor em R$ 101,7 bilhões em A relevância do setor no varejo do País é exemplificada pelo Grupo Boticário, sexto maior varejista do País e maior rede de franquias de cosméticos do mundo, e atrai redes estrangeiras interessadas em ocupar espaços no mercado nacional, especialmente no segmento premium

25 Produtividade (faturamento/funcionários em R$) FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS GRUPO BOTICÁRIO PALVEL FARMÁCIAS RAIA DROGASIL DROGARIAS DP DROGARIA ONOFRE DROGARIA ARAÚJO DROGARIAS NISSEI FARMÁCIAS PAGUE MENOS O gráfico de perfumaria, cosméticos e farmácias foi um dos mais interessantes gerados pela análise realizada pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP). A combinação de duas empresas nos extremos superiores nos dois eixos, com uma maioria de varejistas absolutamente indistinta, mostra de forma eloquente o que vem ocorrendo com o setor nos últimos anos. A empresa que se destacou no que se refere às vendas por loja é a Ultrafarma, com um volume completamente fora da curva do setor. Dois aspectos justificam esse posicionamento da rede no gráfico, como a única no quadrante superior. O primeiro deles é o fato de que a rede possui uma rede de lojas pequena, concen trando suas receitas em poucos pontos de venda. O segundo, e mais importante, aspecto é a forte presença da marca nas vendas on-line, algo que o setor como um todo está apenas tateando. O e-commerce de medicamentos ainda tem um longo caminho a percorrer (até mesmo por restrições legais), mas a Ultrafarma vem indicando um percurso que funciona. Do ponto de vista da produtividade dos funcionários, a referência no varejo é o Grupo Boticário, que, com sua estrutura multinegócios e multiformatos, promove fortemente a eficiência Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) em suas lojas franqueadas em todo o País. A oferta de um mix de produtos altamente reconhecido e desejado pelos clientes estimula as ações da equipe de vendas e gera resultados superiores no que se refere ao volume de vendas por funcionário. Curiosamente, todas as demais empresas analisadas no setor se posicionaram muito próximas, tanto em vendas por funcionário quanto em faturamento por loja. Em um setor em que até recentemente era proibido ir além da venda de medicamentos e cosméticos, e no qual as lojas são similares tanto em área quanto em layout, a falta de diferenciação aparece na análise dos números. A possibilidade de obter eficiência a partir do ganho de escala, das negociações comerciais e da estrutura de back office é o que tem gerado resultados para as empresas do setor de farmácias. 48 ULTRAFARMA A MARGEM EBITDA MÉDIA DAS EMPRESAS ANALISADAS NESTE RANKING FOI DE 3,1%. A ÁREA DE VEAS DAS VAREJISTAS DO SETOR APRESENTOU EM 2014 UMA EXPANSÃO DE 11,0%. 6 SHOPPING CENTERS O DE LOJAS EM APRESENTOU UMA EXPANSÃO MÉDIA DE 9,2%. AS EMPRESAS DO SETOR QUE CONSTAM NESTE RANKING AUMENTARAM SEU FATURAMENTO EM 16,2% EM 2014 EM COMPARAÇÃO COM AS 49 JÁ EM DE UNIDADES, O CRESCIMENTO DAS REDES FOI DE 5%. 5EM MÉDIA, 70,0% DAS LOJAS DO SEGMENTO SÃO FRANQUEADAS. 8 EMPRESAS REDUZIRAM EM 0,9% O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS NO ANO PASSADO, MAS A POR FUNCIONÁRIO CRESCEU 19,5% NA COMPARAÇÃO ANUAL. 4AS EMPRESAS INVESTEM DUAS VEZES MAIS EM EXPANSÃO DO QUE EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: 1,3% DO FATURAMENTO, É INVESTIDO EM NOVAS LOJAS, CONTRA 0,6% EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. 7NAS EMPRESAS DO SEGMENTO QUE POSSUEM OPERAÇÃO ON-LINE, A TAXA MÉDIA DE CONVERSÃO É DE 1,1% E O TEMPO MÉDIO DE ENTREGA DOS PRODUTOS É DE 3 DIAS. 9A MÉDIA DAS LOJAS DO SEGMENTO SUBIU 7,7% EM 2014.

26 LIVRARIAS E PAPELARIAS SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) SARAIVA 2 SÃO PAULO ,1% 116 2,7% ,4% KALUNGA 7 SÃO PAULO ,0% ,1% ,3% ,7% ,9% FNAC 3* SÃO PAULO ,2% LIVRARIA SÃO PAULO ,9% 22 10,0% ,5% ,2% ,7% CULTURA 2 LASELVA 1 SÃO PAULO ,4% *Nota 6: O faturamento apresentado na demonstração de resultados da FNAC está em euros. O valor foi convertido em reais, considenrando o euro em 31/12/2014, de R$ 3, Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa. Produtividade (faturamento/funcionários em R$) LIVRARIAS E PAPELARIAS MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS KALUNGA Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) SARAIVA LIVRARIA CULTURA As três redes de livrarias e papelarias analisadas mostram cenários diferentes que geram um debate interessante sobre a viabilidade de determinados modelos de negócios em segmentos distintos. A Kalunga, principal varejista de materiais de escritório do País, apresenta um volume de vendas por loja abaixo da média do setor, mas uma produtividade por funcionário que bate as demais empresas analisadas. Isso decorre de um modelo de negócios baseado em pontos de venda de médio porte, com oferta de produtos em uma espécie de atacarejo de papelaria : lojas com estrutura básica, foco na venda em volume e autosserviço. Com tíquetes médios relativamente baixos, as lojas têm faturamento médio abaixo das outras empresas avaliadas, mas o autosserviço contribui para elevar o desempenho por funcionário. Por outro lado, Saraiva e Cultura têm índices semelhantes de vendas por loja, mas modelos de negócios bastante distintos: enquanto a Cultura apresenta grandes pontos de venda posicionados como templos da cultura, com um grande mix de livros, a Saraiva apresenta uma variedade maior de formatos (o que a permite ter uma capilaridade maior no mercado) e tem nos eletrônicos uma parcela importante de seus negócios. De forma interessante, a conjunção desses fatores faz com que as duas redes apresentem índices de faturamento por loja muito semelhantes. Por outro lado, na venda por funcionário a Saraiva se destaca, posicionando-se de forma sólida no quadrante superior do gráfico. Embora apresente um resultado inferior no que se refere ao faturamento por funcionário, é entendido pelo mercado que esse foco em um atendimento consultivo é um dos grandes diferenciais da Cultura, ao lado da ambientação dos pontos de venda e da proposta de desenvolvimento de espaços multiculturais. Dessa forma, o desafio passa a ser como aumentar a receita por funcionário sem descaracterizar o atendimento personalizado que é a marca da empresa. 1 2 O FATURAMENTO MÉDIO DAS EMPRESAS DO SETOR AVALIADAS NESTE RANKING SUBIU 2,6% EM 2014 EM COMPARAÇÃO COM NO ANO PASSADO, AS EMPRESAS DO SEGMENTO AMPLIARAM EM 11,9% O MÉDIO DE LOJAS, MAS A MÉDIA POR LOJA CAIU 3,5%. O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DAS EMPRESAS DO SETOR TEVE UM AUMENTO DE 4,5%, ENQUANTO A POR FUNCIONÁRIO SUBIU 3,8% EM 2014 NA 3COMPARAÇÃO ANUAL

27 ÓTICAS GRUPO / EMPRESA RANKING NOVAREJO SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) FOTOTICA 1 SÃO PAULO ,4% CHILLI BEANS 1 BARUERI ,0% 600 2,0% ,6% ,0% ,0% ÓTICAS CAROL 6 SÃO PAULO ,0% ,7% ,5% ÓTICAS DINIZ 6 SÃO PAULO ,8% 789 8,4% ,4% ,1% ,8% TRITON EYEWEAR 1 SÃO PAULO Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa. UMA NOVA ABORDAGEM 4 O CRESCIMENTO O DE PONTOS MÉDIO DE DE VEA EM SHOPPING 5 FATURAMENTO DO CENTERS TEVE UM SETOR EM 2014 FOI CRESCIMENTO DE 8,7% DE 19,3%. NA COMPARAÇÃO ANUAL. 7 EM TERMOS TOTAIS, O DE LOJAS DAS A REDES SUBIU 8,2% NA COMPARAÇÃO ANUAL. 6 MÉDIA DAS LOJAS CRESCEU 4,9%. JÁ A ÁREA TOTAL DE VEAS DAS EMPRESAS DO SEGMENTO AS EMPRESAS DO SETOR 8 SUBIU 1,7% NA AUMENTARAM EM 5,6% O QUADRO COMPARAÇÃO ANUAL. DE FUNCIONÁRIOS EM 2014 E A POR FUNCIONÁRIO TEVE UMA ELEVAÇÃO DE 7,6% Fast-fashion e foco em beleza e bem-estar impulsionam mudanças no setor óptico no Brasil S e há um segmento do mercado em que a tônica é de empresas familiares, pouco formalizadas, que sobrevivem de forma independente e com margens apertadas, esse é o de óticas. Apenas seis grupos alcançaram volume de vendas suficiente para figurar neste Ranking, reforçando o fato de que, em um setor que movimentou R$ 23,1 bilhões em 2014, a quase totalidade desse volume vem de pequenas redes ou operadores independentes. Trata-se de um setor com crescimento baixo e vendas médias relativamente elevadas: segundo a Associação Brasileira de Produtos e Equipamentos Ópticos (Abiótica), o segmento cresceu apenas 3% no ano passado e em média cada cliente gasta R$ 348 na compra de óculos solares e R$ 296 em óculos de grau. Ao mesmo tempo em que a oferta de crédito ajuda na compra de produtos, no caso dos produtos de grau a compra é tradicionalmente movida por necessidade. Mudar esse foco é o que as principais redes do setor têm buscado fazer. Tanto na oferta de óculos solares quanto nos produtos de grau, as empresas vêm procurando estimular os consumidores a comprar mais ao tratar os produtos como acessórios de moda. A combinação do modelo e cor dos óculos com o restante do vestuário ou com o humor do cliente cria novo apelo de compra. A abordagem voltada à moda também cria uma nova dinâmica no setor, com o desenvolvimento de coleções de duração limitada sem garantia de continuidade, transportando o modelo fast-fashion do vestuário para as óticas. No grande varejo, foi-se o tempo em que as óticas eram pontos de venda voltados à saúde. Como também ocorre com as farmácias, quem tem investido em um posicionamento de bem-estar e beleza tem obtido resultados superiores O INVESTIMENTO DAS EMPRESAS LISTADAS NO RANKING EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO CORREOE A 0,6% DO FATURAMENTO. 99% DAS LOJAS DO SEGMENTO SÃO FRANQUIAS.

28 REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) MCDONALD'S 3* BARUERI ,7% 866 6,7% ,8% ,7% ,0% HABIB'S 1 ITAPEVI ,4% 430 0,0% ,4% GRUPO IMC INTERNATIONAL MEAL COMPANY SÃO PAULO ,7% 413 7,0% ,6% ,1% ,4% ALIMENTAÇÃO 3 AM PM MINI RIO DE JANEIRO RJ ,9% ,1% ,6% ,0% ,7% MARKET 5* BFFC - BRAZIL FAST FOOD RIO DE JANEIRO RJ ,7% ,9% ,4% ,5% ,0% CORPORATION 3 CACAU SHOW 2 ITAPEVI ,2% ,2% ,6% ,0% ,0% SAPORE 7 CAMPINAS SELECT 5* PETROLINA PE ,0% 944 9,4% ,9% ,5% ,2% GIRAFFAS 7 TAMBORÉ ,6% ,2% ,9% GRUPO CRM 1 SÃO PAULO ,0% ,2% ,3% ,0% ,2% BR MANIA 5* PETROLINA PE ,8% ,8% ,5% ,8% ,5% GRUPO TRIGO 1 RIO DE JANEIRO RJ ,0% 510 6,3% ,9% BURGER KING 3 BARUERI ,6% ,8% ,6% PATRONI PIZZA 6 SÃO PAULO ,0% ENTREPOSTO 5* ,6% 276 7,0% ,1% ,0% ,1% FOGO DE CHÃO 6 PORTO ALEGRE RS ,4% 9 0,0% ,4% JIN JIN SANTANA DE MY SAWICH PARNAÍBA LITTLE TOKIO 5 BAKED POTATO 1 SÃO PAULO ,1% AMOR AOS PEDAÇOS 1 SÃO PAULO ,4% 60-7,7% ,0% *Nota 1: O faturamento apresentado na demonstração de resultados do McDonald s está em dólares. O valor foi convertido em reais, considenrando o dólar que consta na própria demonstração, de R$ 2,656.*Nota 2: AM PM Mini Market é a loja de conveniência dos postos Ipiranga. *Nota 3: Select é a loja de conveniência dos postos Shell. *Nota 4: BR Mania é a loja de conveniência dos postos BR Distribuidora. *Nota 9: Entreposto é a loja de conveniência dos postos Ale Combustíveis. 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa 54 55

29 PRESENÇA CONSTANTE Redes de alimentação e fast-food convivem com pequenos operadores independentes no dia a dia dos consumidores À primeira vista, o setor de alimentos e fast-food impressiona pela pujança: R$ 300 bilhões de faturamento em 2014 e 6 milhões de pessoas empregadas no setor, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Atualmente, 53% dos brasileiros almoçam fora pelo menos uma vez por semana e 38% dos gastos mensais com alimentação em 2014 ocorreram no chamado food-service (índice que chega a 51,3% na classe A e fica em apenas 18% na classe E). Dois aspectos, porém, levantam alertas para o segmento. O primeiro ponto é macroeconômico: com o aumento dos preços das utilities, ficou mais caro comer fora de casa. A queda de renda da população também tende a refrear a expansão do setor e cria novos desafios, especialmente para quem (e este é o segundo ponto) é, normalmente, de pequeno porte: 63% das empresas têm de dois a cinco restaurantes e 48% dos estabelecimentos do setor têm vendas mensais abaixo de R$ 25 mil. A possibilidade de desenvolver operações padronizadas, com consistência no know-how, processos, cardápio e fornecedores, fez do franchising um modelo de negócios muito apropriado ao setor de alimentação. Em 2014, 20,1% das franquias brasileiras eram de foodservice, movimentando R$ 25,6 bilhões em lojas. Entre as empresas listadas neste ranking, são as que não adotaram o modelo de franquias são aquelas que se desenvolveram como restaurantes, que exigem um investimento mais elevado e, assim, têm uma expansão mais restrita. O setor de redes alimentícias e fast-food é, dessa forma, marcado por uma presença marcante no cotidiano dos clientes, mas por meio de pequenas operações. As marcas que conseguem avançar, criar notoriedade e desenvolver redes de grande porte (e que, por isso, figuram neste ranking), estão tipicamente estruturadas em franquias, contribuindo para a profissionalização de todo o setor. REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS Produtividade (faturamento/funcionários em R$) CACAU SHOW AM PM MINI MARKET BR MANIA SELECT SAPORE GRUPO TRIGO GIRAFFAS BFFC - BRAZIL FAST FOOD CORPORATION GRUPO IMC - INTERNACIONAL MEAL COMPANY ALIMENTAÇÃO Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) Diversos pontos chamam a atenção na análise do gráfico do setor de redes alimentícias e fast- food. Em primeiro lugar, a força da marca McDonald s e seu grande apelo junto aos consumidores fazem com que seus pontos de venda se destaquem no faturamento. Embora fique abaixo da média em vendas por funcionário, uma vez que outras empresas do setor trabalham price points mais elevados, a empresa mostra continuar forte na atração de clientes. Outra empresa que se destaca nos aspectos ligados ao faturamento é o International Meal Company (IMC), que opera restaurantes com tíquete médio mais elevado (especialmente os localizados em rodovias), o que torna a operação mais forte no que se relaciona às vendas por loja, ainda que sua produtividade por funcionário também esteja abaixo da média. Trata-se, de fato, de uma operação que demanda uma quantidade maior de colaboradores para funcionar de maneira eficiente. No eixo da produtividade por funcionário, a Cacau Show é o grande destaque do ranking, com suas lojas pequenas, de alto giro de consumidores e tíquete médio baixo. De cafezinho em cafezinho, de bombom em bombom, a rede de franquias constrói um negócio sólido. Outro aspecto relevante da análise das redes de alimentos e fast-food é o fato de que as bandeiras de lojas de conveniência encontram-se agrupadas, com desempenhos semelhantes nos dois eixos de análise. Não existe grande diferenciação dessas redes, nem no que se refere aos produtos vendidos, aos serviços apresentados, nem em superfície de vendas. O setor de lojas de conveniência está estruturado em lojas pequenas dentro de postos de combustíveis, o que limita as opções de formato e dirige o mix de produtos para itens adquiridos por praticidade ou como complemento a compras em outros canais de venda. MCDONALD S

30 EM DE 75,7% DAS LOJAS UNIDADES, O SÃO FRANQUEADAS. CRESCIMENTO FOI DE 11,3%, COM UM AUMENTO DE 27,4% NO DE LOJAS EM COMPARAÇÃO, O EM SHOPPINGS. INVESTIMENTO MÉDIO O EBITDA DAS EMPRESAS EM TECNOLOGIA DO SETOR TEVE EM 2014 UM DA INFORMAÇÃO CRESCIMENTO DE 16,3% CORREOEU A 3,3% SOBRE O ANO ANTERIOR, DO FATURAMENTO. LEVAO A MARGEM DE A 13,7% CRESCIMENTO: FATURAMENTO X LOJAS X FUNCIONÁRIOS A MÉDIA POR LOJA DO SEGMENTO SUBIU 17,3% EM O FATURAMENTO O QUADRO DE MÉDIO DAS EMPRESAS FUNCIONÁRIOS SUBIU 28,6% EM TEVE UMA EXPANSÃO DE 14,5% E A O INVESTIMENTO MÉDIO EM NOVAS LOJAS POR FUNCIONÁRIO A ÁREA DE VEAS DAS EMPRESAS DO EM 2014 CHEGOU A 7,4% DO FATURAMENTO SUBIU SETOR SUBIU 26,2% 4,2% EM EM DAS EMPRESAS. REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD 58 59

31 SUPER E HIPERMERCADOS GRUPO / EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) MULTIVAREJO 1.16 SÃO PAULO ,4% ,5% ,4% ,3% ,1% WALMART BRASIL 1.17 BARUERI ,1% 468 0,0% ,1% CARREFOUR 1.18 SÃO PAULO CENCOSUD BRASIL 4 NOSSA SENHORA DO SOCORRO SE ,9% 220-0,5% ,4% ,5% ,7% DIA% 5 SÃO PAULO ,2% ,8% ,8% ,8% ,8% ZAFFARI & BOURBON 4 PORTO ALEGRE RS ,9% 30 0,0% ,9% ,0% ,8% SUPER MUFFATO 5 CAMBÉ PR ,1% 41 2,5% ,2% ,7% ,8% SUPERMERCADOS BH 5 BELO HORIZONTE MG ,7% 135 6,3% ,6% ,8% ,0% SUPERMERCADO COOR 1 CURITIBA PR ,3% 39 8,3% ,5% ,9% ,9% SDB COMÉRCIO DE CAMPO GRAE MS ,9% 51 4,1% ,1% ,5% ,2% ALIMENTOS 5 MATEUS SUPERMERCADOS 4 SÃO LUÍS MA SOA SUPERMERCADOS 4 SÃO PAULO ,4% 36 0,0% ,4% ,9% ,3% SUPERMERCADOS RIO DE JANEIRO RJ ,4% 19 0,0% ,4% ,2% ,8% MUIAL 4 ANGELONI 4 CRICIÚMA SC ,7% 27 0,0% ,7% ,9% ,0% COOP 4 SANTO ARÉ ,7% 28-15,2% ,1% ,5% ,4% Y.YAMADA 5 BELÉM PA ,0% 36 0,0% ,0% ,0% ,0% SAVEGNAGO SERTÃOZINHO ,7% 36 2,9% ,5% ,6% ,7% SUPERMERCADOS 4 DMA DISTRIBUIDORA 1 BELO HORIZONTE MG ,6% 97 4,3% ,6% ,9% ,7% MULTI FORMATO BELO HORIZONTE MG ,7% 27 12,5% ,5% ,9% ,2% DISTRIBUIDORA 5 COMERCIAL ZARAGOZA 5 TAUBATÉ ,4% 14 7,7% ,6% ,9% ,4% CSD - COMPANHIA SULAMERICANA DE MARINGÁ PR ,5% 45 28,6% ,2% ,6% ,8% DISTRIBUIÇÃO 5 LÍDER SUPERMERCADOS 4 BELÉM PA ,0% 15-6,3% ,2% ,2% ,1% SUPERMERCADO JUIZ DE FORA MG ,0% 33 6,5% ,4% ,2% ,5% BAHAMAS 5 GIASSI SUPERMERCADOS 4 IÇARA SC ,1% 14 7,7% ,1% ,9% ,7% SUPERMERCADO ZONA RIO DE JANEIRO RJ ,3% 35 0,0% ,3% ,9% ,3% SUL 4 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa 16.Unidade de negócio de super e hipermercados do GPA 17.Os dados excluem Maxxi Atacado e Sam s Club que estão no segmento atacarejo 18.Os dados excluem Atacadão que está no segmento atacarejo

32 SUPER E HIPERMERCADOS SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) SUPERMERCADOS PAGUE NOVA ODESSA ,8% 20 11,1% ,1% ,0% ,1% MENOS 5 UNIDASUL 5 ESTEIO RS ,9% 48 0,0% ,9% ,8% ,8% SUPERMERCADO PARNAMIRIM RN ,4% 9 0,0% ,4% ,4% ,7% NORDESTÃO 1 SUPERMERCADOS IRMÃOS GUARULHOS ,1% 27 0,0% ,1% ,9% ,9% LOPES 5 HORTIGIL HORTIFRUTI 4 CARIACICA ES ,9% 30 3,4% ,0% ,6% ,5% D'AVÓ SUPERMERCADOS 5 SÃO PAULO ,6% 10 11,1% ,7% ,5% ,1% BARBOSA GUARULHOS SUPERMERCADOS 5 ADIÇÃO DISTRIBUIÇÃO DIVINÓPOLIS MG ,0% 27 8,0% ,5% ,3% ,2% EXPRESS 5 REALMAR DISTRIBUIDORA 5 SERRA ES ,8% 24 0,0% ,8% ,1% ,1% FORMOSA BELÉM PA ,1% 3 0,0% ,1% ,1% ,2% SUPERMERCADOS 5 JAD ZOGHEIB 5 BAURU ,2% 9 0,0% ,2% ,0% ,5% JAÚ SERVE JAÚ SUPERMERCADOS 5 ATAKAREJO 5 SALVADOR BA ,4% 6 20,0% ,7% ,2% ,5% MERCADO TORRE DE JACAREPAGUÁ 5 RIO DE JANEIRO RJ ,7% 13 0,0% ,7% ,8% ,4% SUPERMERCADOS INTERCONTINENTAL 5 SÃO JOÃO DE MERITI RJ ,0% 21 0,0% ,0% ,3% ,6% COVABRA JUIAÍ ,7% 12 9,1% ,4% ,3% ,3% SUPERMERCADOS 5 NAZARÉ COMERCIAL DE BELÉM PA ,2% 5 0,0% ,2% ,1% ,9% ALIMENTOS E MAGAZINE 5 SUPERMERCADO NOVA IGUAÇU RJ ,2% 18 0,0% ,2% ,4% ,0% VIANENSE 5 EBAL EMPRESA BAIANA SALVADOR BA ,0% 285-1,4% ,5% ,6% ,3% DE ALIMENTOS 4 SUPERMERCADO SÃO PAULO BERGAMINI 5 BIG TRANS COMERCIAL DE BRASÍLIA DF ,4% 14 7,7% ,6% ,3% ,9% ALIMENTOS 5 TONIN SUPERATACADO 5 SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍDO MG % 14 27,3% ,3% ,9% ,0% 1.Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa

33 SUPER E HIPERMERCADOS GRUPO / EMPRESA VERAN SUPERMERCADOS 5 SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO FERRAZ DE VASCONCELOS Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) ,8% 12 0,0% ,8% ,2% ,3% COMERCIAL DELTA PONTO LIMEIRA ,0% 18 5,9% ,7% ,2% ,4% CERTO 5 SUPERMERCADOS IMPERATRIZ 5 SANTO AMARO DA IMPERATRIZ SC ,8% 16 0,0% ,8% ,4% ,1% COMERCIAL DE ALIMENTOS FORTALEZA CE ,0% 31 6,9% ,8% ,2% ,8% PARCERIA 5 BONANZA SUPERMERCADOS CARUARU PE ,1% 21 0,0% ,1% ,2% ,9% CIA BEAL DE ALIMENTOS 4 CASCAVEL PR ,7% 10 11,1% ,6% ,1% ,7% BARCELOS & CIA 5 SUPERMERCADOS JOANIN 4 SUPERMERCADO DA FAMÍLIA 5 CAMPOS DOS GOYTACAZES SÃO CAETANO DO SUL JABOATÃO DOS GUARARAPES RJ ,9% 11 0,0% ,9% ,6% ,6% ,8% 20 0,0% ,8% ,7% ,6% PE ,9% 19-5,0% ,6% ,8% ,0% ENXUTO SUPERMERCADOS 5 CAMPINAS ,6% 6 0,0% ,6% ,7% ,8% MERCADINHO BELÉM 5 FORTALEZA CE ,6% 10 11,1% ,3% ,5% ,5% A.C.D.A. IMPORTAÇÃO E RIO BRANCO AC ,6% 10 25,0% ,7% ,8% ,4% EXPORTAÇÃO 5 KOCH SUPERMERCADOS 5 TIJUCAS SC ,8% 11 22,2% ,5% ,5% ,6% PAULO E MAIA BRASÍLIA DF ,4% 15 7,1% ,2% ,5% ,8% SUPERMERCADOS 5 REDE AVENIDA 4 ASSIS ,9% ,5% DISTRIBUIDORA DE FORTALEZA CE ,6% 13 8,3% ,2% ,2% ,3% ALIMENTOS FARTURA 5 SUPER IMEC 5 LAJEADO RS ,5% 21 5,0% ,1% ,1% ,2% AORINHA SÃO PAULO ,0% 1 0,0% ,0% ,2% ,4% SUPERMERCADO 5 ASUN COMÉRCIO DE GRAVATAÍ RS ,5% 20 5,3% ,9% ,9% ,3% GÊNEROS ALIMENTÍCIOS 5 PGL DISTRIBUIÇÃO DE BAGE RS ,7% 23 0,0% ,7% ,5% ,3% ALIMENTOS 5 SUPERMERCADO BETIM MG ,6% 7 0,0% ,6% ,0% ,6% SUPER LUNA 5 ROELLI FILHOS & CIA 5 SÃO GABRIEL DA PALHA ES Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa

34 SUPER E HIPERMERCADOS SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas CRESCIMENTO Faturamento/ (em R$) funcionários (em R$) DEL MORO ALTA FLORESTA MT ,5% 11 37,5% ,5% ,3% ,4% SUPERMERCADOS 5 SÃO JOSÉ DO RIO CATRICALA & CIA 5 PRETO MASTER ATS ,6% 9 0,0% ,6% ,7% ,7% SUPERMERCADOS 5 ERECHIM RS ,4% 9 12,5% ,9% ,5% ,8% MWN COMERCIAL DE FORTALEZA CE ,0% 11 0,0% ,0% ,8% ,1% ALIMENTOS 5 COMERCIAL ZAFFARI 5 PASSO FUO RS ,6% 17 6,3% ,7% ,4% ,5% SUPERMERCADOS PRESIDENTE PASTORINHO 5 PRUDENTE PINHEIRO SUPERMERCADO ,1% 7 0,0% ,1% ,4% ,6% O BOM VIZINHO 5 FORTALEZA CE ,8% 11 10,0% ,1% ,8% ,9% SUPERMERCADOS MOSSORÓ RN % % % % % QUEIROZ 5 ATACAREJO SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS LOJAS FUNCIONÁRIOS GRUPO / EMPRESA CIDADE UF VALOR (em R$) CRESCIMENTO CRESCIMENTO Faturamento/lojas (em R$) CRESCIMENTO Faturamento/ funcionários (em R$) ATACADÃO 1,8 SÃO PAULO ,6% ,0% ASSAÍ 2,9 SÃO PAULO ,7% 84 12,0% ,5% ,5% ,3% MAKRO 4 SÃO PAULO ,4% 78 0,0% ,4% ,6% ,1% MAXXI ATACADO/SAM'S BARUERI ,1% 76 0,0% ,1% CLUB 1,10 TEA 1 GUARULHOS ,0% 25 8,7% ,5% ATACADISTA ROLDÃO 6 SÃO PAULO ,3% 20 17,6% ,5% GRUPO CARVALHO 2 TERESINA PI ,0% 46-11,5% ,9% ,0% MERCANTIL NOVA ERA 5 MANAUS AM ,7% KARNEKEIJO 5 RECIFE PE ,0% 3 0,0% ,0% Faturamento estimado 2.Faturamento informado por meio de questionário 3.Faturamento extraído da demonstração contábil 4.Faturamento extraído da Exame - Melhores & Maiores 5.Faturamento bruto 6.Faturamento extraído de fontes secundárias especializadas 7.Faturamento extraído de fontes da empresa 8.Unidade de negócio de atacarejo do Grupo Carrefour 9.Unidade de negócio de atacarejo do GPA 10.Unidade de negócio de atacarejo do Walmart Brasil

35 SUPER E HIPERMERCADOS MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS ATACAREJO MATRIZ LOJAS X FUNCIONÁRIOS Produtividade (faturamento/funcionários em R$) DIA% MULTIVAREJO SDB COMÉRCIO DE ALIMENTOS CENCOSUD BRASIL SUPERMERCADOS BH SOA SUPERMERCADO Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) SUPER MUFFATO SUPERMERCADO COOR CARREFOUR ZAFFARI & BOURBON Produtividade (faturamento/funcionários em R$) MAKRO ATACADISTA ROLDÃO ATACADÃO 1 ASSAI 2 TEA GRUPO CARVALO KARNEKEIJO Rentabilidade (faturamento/lojas em R$) PREÇO BAIXO E CONVENIÊNCIA Setor de supermercados vê oportunidades de expansão com lojas de proximidade e atacarejos N o setor de supermercados, diferentes formatos de PDV levam a padrões de desempenho bastante claros. No eixo do faturamento por loja, os hipermercados, focados em volume, acabam por se sobressair. E, nesta análise, o fato de o Carrefour ter quase 100% de suas lojas (excluindo Atacadão, avaliado à parte com outros atacarejos) no formato hipermercado, faz com que suas vendas por loja sejam um ponto fora da curva. O segundo colocado em vendas por loja, o Zaffari, também concentra suas operações em hipermercados, o que corrobora a tese. Redes que operam múltiplos formatos de loja gravitam em torno da média do setor, ao lado de redes que têm como predominância o formato de supermercados. No que se refere ao faturamento por loja, uma empresa como o GPA, que atua em multiformatos, vê suas lojas de vizinhança compensando os hipermercados. Na avaliação da produtividade dos funcionários, existe um agrupamento das empresas, todas mantendo uma relação relativamente semelhante, independentemente da área dos PDVs. A exceção à regra é o Dia%, cujo modelo de negócios se aproxima dos hard discounters europeus, com pouquíssimo serviço, ambiente espartano e foco em eficiência operacional e autosserviço. Com essa combinação, a empresa é um ponto muito fora da curva no eixo da produtividade. Por ser um segmento intensivo em mão de obra e de baixíssimas margens, os super/hipers convivem com o dilema de lidar com o elevado turnover do varejo sem oferecer um serviço excepcional, ou reforçar a qualidade do serviço e prejudicar suas margens, uma vez que em tempos de desaquecimento da economia os consumidores têm buscado opções mais focadas em valor (como o atacarejo), o que inibe repasses de custos. No atacarejo, o grande destaque em faturamento é o Atacadão, que vem impulsionando os números do Grupo Carrefour nos últimos anos com suas lojas de grande superfície, espartanas e focadas no autosserviço. Com isso, conseguem um nível aceitável de produtividade por funcionário e se destacam nas vendas por loja no segmento do setor alimentar que mais cresce. Seus concorrentes diretos, Roldão e Assaí, apresentam desempenhos semelhantes nas duas dimensões do gráfico, uma que possuem não apenas modelos de negócios parecidos, mas também estruturas de loja similares, em uma espécie de atacarejo de proximidade : lojas básicas, com venda baseada em produtos de primeira necessidade em quantidade, e foco em preço, em localizações que demandam menos deslocamento dos consumidores. O Makro é a empresa de destaque em produtividade por funcionário, pelo modelo de negócios focado no público corporativo e que demanda ainda menos intervenção da equipe de vendas no piso de loja. Ainda assim, fica na média no que se refere ao faturamento por loja, mostrando que seu modelo de negócios precisa de ajustes. Os dois destaques negativos do ranking são Grupo Carvalho e Karnekeijo, mas os números fornecidos para este ranking incluem as operações não atacadistas do grupo, como negócios de distribuição, o que impacta os resultados e, certamente, a análise dessas empresas

36 SUPER/ 1 HIPERMERCADOS E ATACAREJO O faturamento de R$ 294,8 bilhões em 2014 indica a importância do setor supermercadista para a economia brasileira. Empregando 1,76 milhão de pessoas em pontos de venda, os supermercados são a principal força do varejo brasileiro e, com isso, balizam o desempenho do setor como um todo. Em 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas subiram 1,8% em termos reais. Profundas transformações estão ocorrendo nos hábitos dos consumidores, impactando diretamente o desempenho dos diversos formatos de loja. Números divulgados pela Nielsen mostram que em 2014 as vendas no formato cash & carry (atacarejo) cresceram 9,7%, contra 6,5% dos supermercados e 6,2% dos minimercados. Os hipermercados, por sua vez, tiveram queda de 0,7% nas vendas. Os dados apontam para uma polarização do comportamento dos consumidores em dois vetores. De um lado, está a conveniência oferecida pelos supermercados e minimercados. Do outro, o preço baixo apresentado pelo atacarejo. O consumidor também tem se comportado de uma forma mais racional. Pressionado por tempo e dinheiro, ele reduziu em 4,7% seu volume de idas aos pontos de venda entre 2006 e 2014, mas aumentou em 5,6% o tíquete médio. Menos visitas, porém mais assertivas, e utilizando modelos de lojas diferentes para atender demandas diferentes. As principais redes de supermercados têm desenvolvido uma estratégia multiformatos para lidar com essas mudanças no comportamento dos clientes. GPA, Carrefour e Walmart contam com supermercados, hipermercados, lojas de vizinhança e atacarejo, enquanto grupos como Cencosud, SDB e Multiformato apresentam mais de um modelo de loja para atender demandas específicas de clientes. As redes regionais, por sua vez, geralmente são monoformato, mas se beneficiam do fato de operarem, tipicamente, supermercados e estabelecerem relacionamentos mais próximos com seus clientes. Não é coincidência o fato de redes regionais crescerem mais que o grande varejo, especialmente no caso das redes estabelecidas no interior dos Estados, que têm apresentado índices de crescimento acima das capitais. Em 2014, os primeiros indícios de desaceleração da economia impulsionaram o desenvolvimento dos atacarejos, que atraíram 1,4 milhão de novos lares no ano passado e assumiram um papel semelhante ao dos hipermercados há três décadas. Focado em baixo custo para oferecer preço baixo, é um modelo de negócios que vem encontrando ressonância em um volume cada vez maior de clientes. Com lojas de mais de três mil metros quadrados e produtos vendidos em grandes quantidades também para pessoas físicas, o formato ainda se beneficia de ter o próprio PDV como um minicentro de distribuição, o que reduz custos logísticos. O setor de super/hiper/atacarejo deverá manter, no curto e médio prazo, o comportamento polarizado que coloca em xeque os hipermercados, hoje nem tão convenientes para atrair quem busca proximidade, nem tão barato a ponto de convencer quem visa a preço baixo. A aposta do varejo em serviços e a remodelação dos pontos de venda é a tentativa das empresas para revitalizar o formato. A MARGEM EBITDA MÉDIA DAS EMPRESAS DO SETOR DE SUPER E HIPERMERCADOS FOI DE 7,84% EM SUPER/HIPER LISTADAS AS EMPRESAS DE NESTE RANKING TIVERAM AUMENTO NO FATURAMENTO MÉDIO DE 13,9% EM SUPER/HIPER INVESTEM, AS EMPRESAS DO SEGMENTO DE EM MÉDIA, 0,8% DE SEU FATURAMENTO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. 4 O MÉDIO DE LOJAS DAS REDES DO SETOR SUPER/HIPER REPRESENTADAS NESTE RANKING SUBIU 5,7% EM 2014, MAS A ÁREA DE VEAS TEVE UMA EXPANSÃO MÉDIA DE 6,8%. 5A MÉDIA DAS LOJAS DO SEGMENTO SUPER/HIPER POR METRO QUADRADO SUBIU 6,6% EM RANKING NOVAREJO 6 8NO ATACAREJO, A MARGEM EBITDA CHEGOU A 4,9% A EM 2014 E OS LUCROS MÉDIA POR LOJA LÍQUIDOS SUBIRAM NO SETOR SUPER/ 3,1% NA HIPER SUBIU COMPARAÇÃO ANUAL. 8,0% NA COMPARAÇÃO ANUAL. 710 AS EMPRESAS DO SETOR DE SUPER E HIPERMECARDOS AMPLIARAM O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS EM AS REDES DE ATACAREJO PRESENTES 7,8% EM 2014 E A NESTE RANKING TIVERAM POR CRESCIMENTO DO FATURAMENTO DE COLABORADOR AVANÇOU 15,4% EM ,6%. 11 EM 2014, A EXPANSÃO 14 MÉDIA DA ÁREA DE VEAS DAS EMPRESAS DO SEGMENTO ATACAREJO FOI DE 10,6%, 13 COM ALTA DE 6,0% NO DE LOJAS. AS EMPRESAS DO SEGMENTO ATACAREJO AUMENTARAM EM 4,2% O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS EM AS EMPRESAS DO SETOR DE ATACAREJO INVESTIRAM EM MÉDIA 0,3% DO FATURAMENTO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. 12 A MÉDIA POR LOJA SUBIU 9,1% NOS ATACAREJOS BRASILEIROS EM A POR FUNCIONÁRIO, POR SUA VEZ, SUBIU 7,5%

37 AS MELHORES DO VAREJO CONFIRA AS TOP 20 DO RANKING 72 73

38 Quem mais cresceu? Quem mais abriu loja? Quem tem a maior produtividade por funcionário? Descubra nas próximas páginas quem são as top 20 do varejo brasileiro. AS QUE MAIS CRESCERAM Classificação das empresas pelo crescimento do faturamento líquido de 2014 em relação ao ano anterior POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO CRESCIMENTO 1 NETFARMA E-COMMERCE 150,0% 2 HABIB'S REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 117,4% 3 CNOVA E-COMMERCE 90,2% 4 BURGER KING REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 87,6% 5 GRUPO MM ELETROELETRONICOS E MÓVEIS 57,1% 6 CSD - COMPANHIA SULAMERICANA DE DISTRIBUIÇÃO SUPER E HIPERMERCADOS 45,5% 7 TEA ATACAREJO 44,0% 8 CASAS PERNAMBUCANAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 41,7% 9 DAFITI E-COMMERCE 41,2% 10 LOJAS HAVAN VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 41,0% 11 ELETROZEMA ELETROELETRONICOS E MÓVEIS 40,5% 12 CARMEN STEFFENS CALÇADOS 40,0% 13 BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS SUPER E HIPERMERCADOS 36,4% 14 TIP TOP VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 35,7% 15 DEL MORO SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS 35,5% 16 ULTRAFARMA FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 35,0% 17 A.C.D.A. IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO SUPER E HIPERMERCADOS 34,6% 18 LOJAS AVENIDA VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 34,6% 19 ASSAÍ ATACAREJO 32,7% 20 ÓTICAS CAROL ÓTICAS 32,0% AS QUE MAIS EXPAIRAM Classificação das empresas por crescimento de lojas ou expansão de 2014 em relação ao ano anterior POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO EXPANSÃO 1 CARMEN STEFFENS CALÇADOS 140,9% 2 LE BISCUIT CASA E DECORAÇÃO 69,2% 3 BURGER KING REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 51,8% 4 LOJAS HAVAN VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 39,3% 5 DEL MORO SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS 37,5% 6 ÓTICAS CAROL ÓTICAS 32,7% 7 8 CSD - COMPANHIA SULAMERICANA DE DISTRIBUIÇÃO IRMÃOS BOA SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS 28,6% SUPER E HIPERMERCADOS 28,6% 9 SIDE WALK VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 28,6% 10 CAMICADO CASA E DECORAÇÃO 28,3% 11 TONIN SUPERATACADO SUPER E HIPERMERCADOS 27,3% 12 A.C.D.A. IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO SUPER E HIPERMERCADOS 25,0% 13 GRUPO CRM REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 24,2% 14 BR HOME CENTERS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 23,8% 15 BR MANIA REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 23,8% 16 KALUNGA LIVRARIAS E PAPELARIAS 23,1% 17 KOCH SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS 22,2% 18 RIACHUELO VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 21,2% 19 ATAKAREJO SUPER E HIPERMERCADOS 20,0% 20 DIA% SUPER E HIPERMERCADOS 19,8% 74 75

39 AS MAIORES S POR LOJA Classificação das empresas pela rentabilidade por loja (faturamento/lojas) - em R$ POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO POR LOJA 1 AORINHA SUPERMERCADO SUPER E HIPERMERCADOS SUPERMERCADO BERGAMINI SUPER E HIPERMERCADOS FORMOSA SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS ATACADÃO ATACAREJO ULTRAFARMA FARMÁCIAS. COSMÉTICOS E PERFUMARIA ZAFFARI & BOURBON SUPER E HIPERMERCADOS SUPERMERCADOS MUIAL SUPER E HIPERMERCADOS LEROY MERLIN MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO COMERCIAL ZARAGOZA SUPER E HIPERMERCADOS NAZARÉ COMERCIAL DE ALIMENTOS E MAGAZINE SUPER E HIPERMERCADOS ATAKAREJO SUPER E HIPERMERCADOS SUPERMERCADO NORDESTÃO SUPER E HIPERMERCADOS ATACADISTA ROLDÃO ATACAREJO LÍDER SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS CARREFOUR SUPER E HIPERMERCADOS ASSAÍ ATACAREJO GIASSI SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS TEA ATACAREJO MAKRO ATACAREJO SUPER MUFFATO SUPER E HIPERMERCADOS AS MAIORES S POR FUNCIONÁRIO Classificação das empresas pela produtividade por funcionário (faturamento/funcionários) - em R$ POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO POR FUNCIONÁRIO 1 CNOVA E-COMMERCE KANUI E-COMMERCE GRUPO BOTICÁRIO FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA MAKRO ATACAREJO DIA% SUPER E HIPERMERCADOS ATACADISTA ROLDÃO ATACAREJO ATACADÃO ATACAREJO COMERCIAL ZARAGOZA SUPER E HIPERMERCADOS NETSHOES E-COMMERCE LEROY MERLIN MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO TELHANORTE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO ASSAÍ ATACAREJO KALUNGA LIVRARIAS E PAPELARIAS TEA ATACAREJO FUJIOKA ELETRO IMAGEM ELETROELETRONICOS E MÓVEIS AREZZO&CO CALÇADOS SARAIVA LIVRARIAS E PAPELARIAS ULTRAFARMA FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA ZAFFARI & BOURBON SUPER E HIPERMERCADOS ATAKAREJO SUPER E HIPERMERCADOS

40 AS QUE MAIS AUMENTARAM A POR LOJA Classificação das empresas pela rentabilidade por loja (faturamento/lojas) - em R$ POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO 1 HABIB'S 2 GRUPO SBF 3 CASAS PERNAMBUCANAS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO POR LOJA 117,4% 53,3% 38,9% 4 TEA ATACAREJO 32,5% 5 COOP SUPER E HIPERMERCADOS 28,1% 6 7 MERCADO TORRE DE JACAREPAGUÁ BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS 8 AMOR AOS PEDAÇOS 9 UNICASA 10 BURGER KING 11 COMERCIAL DELTA PONTO CERTO 12 ELETROZEMA 13 TIP TOP SUPER E HIPERMERCADOS 26,7% SUPER E HIPERMERCADOS 26,6% REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD ELETROELETRONICOS E MÓVEIS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 25,0% 23,9% 23,6% SUPER E HIPERMERCADOS 22,7% ELETROELETRONICOS E MÓVEIS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 22,6% 20,9% 14 LOJAS QUERO-QUERO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 19,8% 15 UNICOMPRA SUPERMERCADOS 16 MAGAZINE LUIZA SUPER E HIPERMERCADOS 19,8% ELETROELETRONICOS E MÓVEIS 19,0% 17 ASSAÍ ATACAREJO 18,5% 18 SDB COMÉRCIO DE ALIMENTOS SUPER E HIPERMERCADOS 18,1% 19 CHILLI BEANS ÓTICAS 17,6% 20 SUPERMERCADO BAHAMAS SUPER E HIPERMERCADOS 17,4% AS QUE MAIS AUMENTARAM A POR FUNCIONÁRIO Classificação das empresas pelo crescimento da produtividade por funcionário de 2014 em relação ao ano anterior POSIÇÃO GRUPO / EMPRESA SEGMENTO POR FUNCIONÁRIO 1 ALPARGATAS CALÇADOS 55,4% 2 BRASIL PHARMA 3 CASAS PERNAMBUCANAS FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 49,2% 47,2% 4 CNOVA E-COMMERCE 46,7% 5 COMERCIAL DELTA PONTO CERTO 6 ELETROZEMA SUPER E HIPERMERCADOS 46,4% ELETROELETRONICOS E MÓVEIS 32,5% 7 MERCADINHO BELÉM SUPER E HIPERMERCADOS 32,5% 8 9 BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS IRMÃOS BOA SUPERMERCADOS 10 RAIA DROGASIL SUPER E HIPERMERCADOS 25,9% SUPER E HIPERMERCADOS 24,6% FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 24,2% 11 COTEMINAS CASA E DECORAÇÃO 24,0% 12 BALAROTI MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 22,8% 13 HERING 14 DROGARIA ARAÚJO VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 20,2% 20,0% 15 CHILLI BEANS ÓTICAS 20,0% 16 MAGAZINE LUIZA 17 MARISOL ELETROELETRONICOS E MÓVEIS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 19,7% 18,3% 18 VERAN SUPERMERCADOS SUPER E HIPERMERCADOS 17,3% 19 RIACHUELO 20 LOJAS COLOMBO VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO ELETROELETRONICOS E MÓVEIS 15,9% 15,6% 78 79

41 CONCLUSÕES CRUZAMENTO DAS ANÁLISES SETORIAIS REVELA OE ESTÃO AS OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO E MELHORIA DE DO VAREJO A té aqui, o Ranking NOVAREJO Brasileiro realizou análises setoriais com, o objetivo de entender, em cada segmento, quais práticas, modelos de negócios e formatos de loja têm oferecido aos varejistas mais oportunidades de crescimento, lucratividade e produtividade. Agora é a vez de avaliar o setor como um todo e extrair novas conclusões. É impossível falar em um único varejo no Brasil. Neste Ranking, foram analisados segmentos muito diferentes, com os mais diversos históricos de desenvolvimento e estágios de maturidade. Na média, as empresas que compõem o Ranking apresentaram, em 2014, um crescimento de 17,1% em seu faturamento, índice muito acima da inflação do período (de 6,41%, segundo o IBGE) e que demonstra um desempenho bastante saudável. As empresas que compõem o Ranking tiveram no ano passado um faturamento líquido médio de R$ 2,04 bilhões, contra R$ 1,88 bilhão em Esse crescimento, porém, se apresenta de forma heterogênea nos diversos segmentos do varejo. Enquanto as empresas de e-commerce tiveram uma expansão média de 59,3% em seu faturamento líquido, as livrarias e papelarias apresentaram um crescimento abaixo da inflação do período. Interessante destacar que a expansão dos maiores e-commerces brasileiros ocorre em um ritmo que é mais que o dobro daquele divulgado pelo E-Bit e pela E-Consulting em seus estudos sobre o setor (em ambos os casos na casa dos 20% a 30% de crescimento). Isso permite inferir que o grande varejo, especialmente aquele que conta com marketplaces para impulsionar sua expansão, apresenta uma aceleração de seu ritmo de crescimento, ajudando o setor a amadurecer. O e-commerce de nicho e os pequenos negócios do setor crescem a um ritmo mais lento, o que tende a gerar uma consolidação do mercado nas empresas que têm mais estrutura, plataformas tecnológicas mais desenvolvidas e um fluxo de clientes que torne seu marketplace interessante para pequenos operadores. As redes alimentícias e de fast-food foram o segundo segmento com maior expansão em todo o varejo brasileiro no ano passado, considerando as empresas que constam no Ranking. A alta de 28,6% no faturamento líquido das maiores redes do segmento decorre de um ambiente favorável ao crescimento, uma vez que o brasileiro cada vez mais se alimenta fora do lar, devido às demandas do estilo de vida contemporâneo. O segmento é ainda uma opção viável de lazer e tem nas franquias um modelo de negócios que permite o crescimento com o uso de capital de um terceiro (o franqueado), o que permite acelerar o crescimento. Esse movimento ocorre especialmente nos shopping centers nos quais o número de pontos de venda do setor teve uma expansão de 27,4%, contra 11,3% do total do setor e 8,1% da média do varejo brasileiro. Em todo o varejo, nas empresas que trabalham com modelo de franquias cerca de 83% dos pontos de venda são franqueados. Nas redes alimentícias e de fast-food esse índice é de 75,7% e as marcas que constam desse Ranking, já tendo conquistado notoriedade junto aos clientes, são parte importante do mix de lojas dos shopping centers, razão pela qual sua expansão é muito forte por esse canal. O setor de óticas, que tem 99% de suas lojas operando com o sistema de franquias, apresentou em 2014 um aumento de 19,3% em seu faturamento, com alta de 8,2% no número de lojas e de 8,7% nas unidades em shopping centers. A mudança de perfil do setor, de um produto de saúde para um acessório de moda, contribui para impulsionar a expansão, que encontra nas franquias a possibilidade de diluir os investimentos necessários para o crescimento. No caso de setores que demandam grandes investimentos para a abertura de pontos de venda, como os de eletroeletrônicos e móveis, super/hiper ou materiais de construção, o modelo de franchising não encontra tanta ressonância e a expansão se dá com recursos próprios ou pelo financiamento ao crescimento, seja por meio do sistema financeiro, seja pela entrada de fundos de investimento e abertura de capital. Não é coincidência o fato de que nesses setores as maiores empresas listadas no Ranking sejam companhias de capital aberto com controle estrangeiro. Outro movimento importante verificado na análise das empresas participantes deste Ranking é o crescimento de 7,96% na área média das lojas, um movimento impulsionado pelos atacarejos (10,6%) e pelas farmácias, cosméticos e perfumarias (11%). São dois segmentos com realidades totalmente distintas, mas que têm em comum o aumento da demanda dos consumidores, gerando adaptações das empresas do setor. E-COMMERCE REDES ALIMENTÍCIAS CASA E DECORAÇÃO ÓTICAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTOS VAREJO GERAL FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIAS ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS ATACAREJO SUPER E HIPERMERCADOS CALÇADOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS 16,9% 2,6% 20,5% 19,3% 17,2% 17,1% 16,2% 15,5% 15,4% 13,9% 13,4% No caso dos atacarejos, que se constituíram como grandes galpões para a oferta de produtos em quantidade a preços baixos, espaço é um item essencial. Mesmo as empresas que atuam com modelos de loja menores para agregar um pouco de conveniência e encontrar mais oportunidades de localização de seus pontos de venda têm procurado construir lojas maiores, que facilitam a operação logística (especialmente o armazenamento dos produtos no próprio PDV). Já as redes de farmácias vêm ampliando a área de suas lojas como uma resposta à crescente demanda dos consumidores por produtos relacionados a bem-estar e qualidade de vida. O impacto sobre os PDV decorre da necessidade de uma melhor apresentação do mix e da criação de um ambiente de compras mais agradável. Com o aumento da área de vendas e do número de lojas, naturalmente as empresas do Ranking contrataram mais e continuaram contribuindo para que o setor varejista impeça um aumento nas taxas de desemprego no País. O Ranking verifica que, em 2014, houve um crescimento de 7,3% no número de funcionários das empresas aqui listadas. O cruzamento do faturamento com a expansão do número de funcionários e de loja permite concluir que, em 2014, o varejo brasileiro foi mais eficiente e produtivo. O faturamento por loja das empresas subiu 7,8% na comparação anual, com destaque para os 17,3% obtidos pelas redes alimentícias e de fast food e pelos quase 10% dos eletroeletrônicos/móveis e do atacarejo. O faturamento por funcionário avançou 8,4% e em 2014 ficou em média em R$ 298 mil. CRESCIMENTO DO FATURAMENTO ,6% 59,3%

42 Destacam-se nessa avaliação de produtividade o e-commerce, com 29,3% de crescimento (devido à maior eficiência do setor na conversão das vendas), o segmento de casa & decoração, com 24% (o que é consistente com o maior foco dado às empresas ao autosserviço), e as redes de farmácias, cosméticos e perfumaria, com 19,5% (têm agregado valor por meio da venda de itens de perfumaria e cosméticos). O foco do varejo em eficiência operacional, que se tornou um mantra em 2015 com o desaquecimento da economia, já vinha sendo praticado no ano passado. As empresas listadas no Ranking registraram um crescimento de 18,9% na rentabilidade Ebitda em 2014, com um crescimento de 22,2% no Ebitda ao longo do ano. Considerando um aumento médio de 17,1% nas vendas das empresas listadas neste Ranking, percebe-se que as empresas encontraram margem para fazer mais com menos e, assim, aumentar seus resultados acima do crescimento das receitas. UM VAREJO PULVERIZADO O varejo brasileiro ainda é um varejo de pequenas empresas. Mesmo com o intenso crescimento das vendas das 200 empresas listadas neste ranking, o índice de concentração é relativamente baixo entre as empresas do setor. Analisando a participação das cinco maiores varejistas de cada segmento sobre o total das vendas, verifica-se que o e-commerce é onde se encontra a maior concentração de mercado, com 35% do faturamento do setor consolidado nos cinco maiores operadores. Como vimos anteriormente, esses players também apresentaram um crescimento significativamente maior que a média do mercado, em 2014, o que indica um aumento da concentração do setor, ao contrário do que seria de esperar com as baixas barreiras à entrada de novos players, especialmente com operações de nicho. O que ocorre no e-commerce é que os principais varejistas têm desenvolvido com agressividade suas estratégias de marketplace, trazendo para si uma parcela maior das transações on-line e se responsabilizando pelo fulfillment dessas operações. Ao mesmo tempo em que essa estratégia oferece novas oportunidades de ganho de escala e aumento de eficiência, amplia os desafios logísticos e os custos de última milha. Uma equação com um balanço difícil de alcançar. Outro segmento que se destaca quando se trata de concentração é o de eletroeletrônicos e móveis. As cinco principais redes do setor representaram, em 2014, 34% das vendas, com uma presença muito significativa da líder do mercado, quase 2,5 vezes maior que a segunda colocada. Trata-se de um segmento de alto volume e baixa margem, no qual a escala faz muita diferença e no qual detalhes operacionais impactam profundamente os negócios. O ranking setorial mostra que não existe uma correlação direta entre o porte da empresa e o crescimento de suas vendas, indicando que a eficiência da gestão é um fator muito mais importante para a expansão do faturamento do que a escala pura e simples. O terceiro colocado em concentração de mercado é o de super e hipermercados, aqui analisado de forma separada do atacarejo. Dessa forma, a participação dos cinco maiores sobre as vendas do setor alcança apenas 25%. Embora nas capitais os grandes varejistas tenham uma posição dominante, existem inúmeras redes de supermercados no interior dos Estados, com presença importante regionalmente mas pouca musculatura para crescer além de suas fronteiras atuais. Com 21% de participação das cinco maiores nas vendas totais, o segmento de atacarejo é o quarto mais concentrado do varejo brasileiro. Um setor com grande potencial de expansão nos próximos anos e que atrairá o interesse de novos players, ao mesmo tempo em que verá os operadores já presentes reforçarem seus investimentos. É de se esperar um acirramento da competitividade em um segmento que já opera um modelo enxuto, focado em eficiência operacional. A concentração das farmácias, lojas de cosméticos e perfumarias vem se acentuando com a aceleração do crescimento das vendas das maiores redes. Especialmente no segmento farmacêutico, esse crescimento decorre da adoção de boas práticas de gestão e de uma mudança de paradigma, em que as lojas passam a ser centros de bem-estar que comercializam produtos e serviços mais ligados à preservação da saúde do que ao tratamento de doenças. No que diz respeito aos cosméticos, a expansão por meio de franquias e a pujança do mercado nacional abrem oportunidades para redes nacionais e regionais, especialmente para expansão por meio de franquias. No setor de vestuário, lojas de departamentos e calçados, a concentração de mercado alcança 14%, em grande medida pela expansão das redes de lojas de departamentos especializadas, que puxaram para cima os indicadores de eficiência do setor. Em 2014, a produtividade por funcionário saltou 14,5% e a rentabilidade por loja cresceu 7,8%, em grande medida devido à disseminação do formato de loja de grande superfície com foco em autosserviço e moda acessível. Outra vertente é a expansão das redes por meio de franquias, diminuindo a comoditização do setor, permitindo que as empresas desenvolvam propostas de valor diferenciadas e contribuindo para melhorar os indicadores operacionais. Com poucas redes de abrangência nacional, o segmento de óticas tem um índice de concentração de apenas 11%, número que, levando em conta a capilaridade possível para o setor por meio da expansão via franquias, deverá crescer nos próximos anos. Os principais varejistas do setor têm investido R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 0 34,5% R$ 53,1 E-COMMERCE 33,7% R$ 153,8 ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 25,4% R$ 294,9 SUPER E HIPERMERCADOS 21% R$ 211,8 ATACAREJO FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTOS em um posicionamento de moda para seus produtos, procurando afastar o segmento da ideia de correção de deficiências visuais para agregar estilo com preços acessíveis. Com o sucesso dessa estratégia, as grandes redes têm ocupado espaços antes reservados a varejistas independentes. O segmento de materiais de construção e casa & decoração é um dos menos consolidados do varejo brasileiro. Ao mesmo tempo em que as cinco principais redes já ultrapassaram R$ 1 bilhão em faturamento, esse é um segmento composto, em sua maioria absoluta, por lojas independentes, de pequeno porte. No caso específico dos materiais de construção, as pequenas empresas do setor têm como foco a venda de itens básicos, comoditizados, que apresentam margem bastante estreita. Como foi visto anteriormente, nas análises setoriais, em materiais de construção os maiores índices de produtividade e rentabilidade por loja encontram-se nas empresas que investem na oferta de produtos de acabamento e decoração, em lojas de grande superfície. Assim, o setor vai se constituindo em torno de algumas grandes redes, ainda com presença geográfica restrita, e uma infinidade de pequenos varejistas no limite da formalização. É um setor prestes a vivenciar grandes transformações e iniciar um processo de consolidação. O setor com menor índice de concentração no varejo brasileiro é o de produtos alimentícios e fast-food. Em 2014, as cinco maiores redes do setor representaram apenas 4% das vendas totais. Ao mesmo tempo em que essas marcas são reconhecidas nacionalmente e têm forte presença geográfica, dividem espaço com milhares de lojas independentes e de operadores informais,. As redes listadas neste Ranking tiveram em 2014 um aumento de 28,6% em seu faturamento, com expansão de 17,3% na rentabilidade por loja, mas de apenas 4,2% na produtividade por funcionário. É um segmento intensivo em pessoas e que se expande de modo acelerado (11,3% em número de lojas), especialmente pelo sistema de franquias. Em todo o mundo, o processo de consolidação do varejo vem ocorrendo, com velocidade mais ou menos acelerada, de acordo com limitações geográficas, legais e políticas. No Brasil, poucas são as reservas legais à expansão do grande varejo e não existe, como no mercado francês, uma cláusula de barreira que impeça a entrada de redes em determinados mercados. Dessa forma, a expansão do varejo tende a ocorrer com base na capacidade das empresas em gerar eficiência e produtividade em seus negócios, o que cria operações mais qualificadas e acelera a inovação no setor. 20,3% R$ 150,6 FATURAMENTO DO SETOR 2014 valores em bilhões % PARTICIPAÇÃO 5 MAIORES 14,1% R$ ,4% R$ 23,1 ÓTICAS 7,2% R$ 141 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 3,9% R$ 300 REDES ALIMENTÍCIAS E FAST FOOD 82 83

43

RANKING IBEVAR 2015-120 MAIORES Faturamento em 2014

RANKING IBEVAR 2015-120 MAIORES Faturamento em 2014 RANKING IBEVAR 2015-120 MAIORES 1 Grupo Pão de Açucar 72.318.920.859 2.143 159.829 2 Grupo Carrefour 37.927.868.864 258 70.000 3 Grupo Walmart Brasil 29.647.436.292 544 74.738 4 Lojas Americanas - LASA

Leia mais

Ranking IBEVAR [ ] Maiores Empresas do Varejo Brasileiro

Ranking IBEVAR [ ] Maiores Empresas do Varejo Brasileiro Ranking IBEVAR [ ] do Varejo Brasileiro Ranking IBEVAR [ ] 12 0 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro Realização O presente estudo é uma iniciativa do IBEVAR, do PROVAR Programa de Administração de Varejo

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUPERMERCADOS JULHO DE 2017

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUPERMERCADOS JULHO DE 2017 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUPERMERCADOS JULHO DE 2017 O DEPEC BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por

Leia mais

ANÁLISE MENSAL - PMC

ANÁLISE MENSAL - PMC ANÁLISE MENSAL - PMC Maio/ 2015 Varejo continua com queda acentuada no volume de vendas O Comércio Varejista brasileiro apresenta o quarto mês consecutivo de queda do volume de vendas no comparativo mensal,

Leia mais

ANÁLISE MENSAL - PMC

ANÁLISE MENSAL - PMC ANÁLISE MENSAL - PMC Janeiro/ 2016 Varejo inicia o ano com recuo de -1,5% O Varejo brasileiro inicia o ano de 2016 dando continuidade à tendência de queda no volume de vendas com o primeiro mês do ano

Leia mais

TOP 50 OS MUNICÍPIOS COM MAIOR POTENCIAL DE CONSUMO

TOP 50 OS MUNICÍPIOS COM MAIOR POTENCIAL DE CONSUMO TOP 50 OS MUNICÍPIOS COM MAIOR POTENCIAL DE CONSUMO _ Conheça as regiões mais prósperas para encontrar novas oportunidades de vendas INTRODUÇÃO Identificar as regiões onde é possível abrir novas unidades

Leia mais

APRESENTAÇÃO GERAL.

APRESENTAÇÃO GERAL. APRESENTAÇÃO GERAL O LATAM RETAIL SHOW, mais qualificado evento para o varejo, franchising e shopping centers da América Latina, reúne conteúdo de relevância estratégica com uma ampla área de exposição

Leia mais

VAREJO AMPLIADO CRESCE 1,1% EM ABRIL, APONTA ICVA

VAREJO AMPLIADO CRESCE 1,1% EM ABRIL, APONTA ICVA CIELO S.A. CNPJ/MF 01.027.058/0001-91 Comunicado ao Mercado VAREJO AMPLIADO CRESCE 1,1% EM ABRIL, APONTA ICVA Indicador considera a receita de vendas deflacionada pelo IPCA em comparação com abril de 2014;

Leia mais

Área de Estudos Econômicos. Expectativa de vendas 1 semestre de 2017

Área de Estudos Econômicos. Expectativa de vendas 1 semestre de 2017 Área de Estudos Econômicos Expectativa de vendas 1 semestre de 2017 Expectativa de vendas - 1 semestre de 2017 Observar e entender como foram as vendas no segundo semestre de 2016 é fundamental para auxiliar

Leia mais

ANÁLISE MENSAL - PMC

ANÁLISE MENSAL - PMC ANÁLISE MENSAL - PMC Novembro/ 2015 Antecipação de compras para o Natal mantém vendas positivas O volume de vendas do comércio varejista continuou com índice mensal positivo, segundo crescimento consecutivo

Leia mais

ANÁLISE MENSAL - PMC

ANÁLISE MENSAL - PMC ANÁLISE MENSAL - PMC Setembro/ 2015 Comércio apresenta em setembro 8º recuo mensal consecutivo O comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,5% no mês de setembro de 2015 em relação ao mês anterior,

Leia mais

RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015

RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015 RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015 Abril, 2016 CENÁRIO MACROECONÔMICO MUDANÇAS NO MERCADO BRASILEIRO 2016 ECONOMIA É A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO Var% PIB Brasil -3,8% 2015 vs 2014 AGROPECUÁRIA: +1,8% INDÚSTRIA:

Leia mais

COMÉRCIO VAREJISTA JUNHO DE 2017

COMÉRCIO VAREJISTA JUNHO DE 2017 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos COMÉRCIO VAREJISTA JUNHO DE 2017 O DEPEC BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas

Leia mais

RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015

RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015 RANKING ABAD NIELSEN 2016 BASE 2015 Abril, 2016 O RANKING EM NÚMEROS RANKING ABAD NIELSEN 2016 DADOS GERAIS DO ESTUDO O NÚMERO DE RESPONDENTES SEGUE EM CRESCIMENTO 2002 2003 2004 2005 2006 2007

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO DO COMÉRCIO VAREJISTA: INOVAÇÃO

PESQUISA DE OPINIÃO DO COMÉRCIO VAREJISTA: INOVAÇÃO PESQUISA DE OPINIÃO DO COMÉRCIO VAREJISTA: INOVAÇÃO Inovação Em um ambiente altamente competitivo como o setor do comércio, o diferencial de um estabelecimento pode garantir aos negócios sobrevivência

Leia mais

04/11/2017. Earning. Lucro Before. Antes dos. Interest. Juros IR Imposto s/ lucro. Taxes

04/11/2017. Earning. Lucro Before. Antes dos. Interest. Juros IR Imposto s/ lucro. Taxes Earning Lucro Earning Lucro Before Antes dos Before Antes dos Prof. Daniel R. Nogueira www.danielnogueira.com.br [email protected] Interest Juros Taxes Imposto s/ lucro Depreciation and Depreciação

Leia mais

Índice de Eficiência no Recebimento IER

Índice de Eficiência no Recebimento IER JOB: 14_0423 Metodologia Índice de Eficiência no Recebimento IER O IER foi desenvolvido pela Diretoria de Especialidade de Abastecimento e Distribuição (DEAD) para identificar e mensurar a eficiência no

Leia mais

VAREJO AMPLIADO CRESCE 0,4% EM MAIO, APONTA ICVA

VAREJO AMPLIADO CRESCE 0,4% EM MAIO, APONTA ICVA CIELO S.A. CNPJ/MF 01.027.058/0001-91 Comunicado ao Mercado VAREJO AMPLIADO CRESCE 0,4% EM MAIO, APONTA ICVA Percentual é calculado a partir da receita de vendas deflacionada pelo IPCA em comparação com

Leia mais