ANÁLISE MENSAL - PMC
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- Renata Ana Beatriz Barreto Caminha
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2 ANÁLISE MENSAL - PMC Novembro/ 2015 Antecipação de compras para o Natal mantém vendas positivas O volume de vendas do comércio varejista continuou com índice mensal positivo, segundo crescimento consecutivo após oito meses de quedas, crescendo em novembro 1,5% sobre o mês imediatamente anterior. Apesar de positivo, a alta não reflete a atual situação do volume de vendas do setor, pois, nos demais índices de comparação anual, acumulado no ano e em 12 meses, apresenta desaceleração forte. O comparativo anual, mês atual em relação ao mesmo mês do ano anterior, caiu 7,8%, maior queda desde março de 2003, quando o indicador ficou em -11,4%, e o menor valor para o mês de novembro em toda série histórica, iniciada em No acumulado do ano, janeiro a outubro, a queda foi de 4,0% e em 12 meses o setor acumula perda de 3,5%, sendo ambas as quedas mais acentuadas para as respectivas comparações dos últimos doze anos. Em cenário ainda mais desfavorável se encontra o Varejo Ampliado, setor que agrega todos os índices do Varejo mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças e Material de construção, com os indicadores: anual, acumulado ano e em 12 meses com resultados negativos de 13,2%, 8,4% e 7,8%, respectivamente. Apenas o resultado mensal apresentou modesto crescimento de 0,5%. A alta verificada no penúltimo mês do ano tem como principal fator a antecipação das compras do Natal, ocasionada em grande parte pela Black Friday (termo criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear a ação de vendas anual que acontece na sexta-feira após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. A data vem sendo adotada em outros países e a cada ano se fortalece mais no Brasil). As promoções, principalmente em um momento de perda da renda com aumento da inflação, incentivaram as famílias a consumir, pois criam a oportunidade de reduzir o impacto das compras na renda familiar.
3 Gráfico 01 Fonte: IPCA/ IBGE. Elaboração Instituto Fecomércio-PE O gráfico acima mostra uma tendência de queda brusca nas vendas com seu início em julho de 2014, época do evento da Copa do Mundo de Futebol, quando o varejo já sentia uma desaceleração do consumo com a redução do horário de expediente devido aos jogos do Brasil. Outros fatores já ficavam evidentes também, como a inflação pressionada perto do teto da meta diminuindo o poder de compra das famílias. A partir deste mês a curva descendente no comércio foi ficando cada vez mais acentuada, com o volume de vendas chegando a recordes negativos em alguns meses. Atualmente a expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) é de que o comércio encerre o ano de 2015 com recuo de 4,1%, expectativa que vem ficando cada vez mais realista ao analisarmos o acumulado em 12 meses. Com uma conjuntura bastante adversa, o comércio reflete a baixa confiança dos empresários e das famílias, o que gera redução de investimento e consumo. A CNC, através da pesquisa de Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), relata que a principal preocupação é, em primeiro e segundo lugar, com as condições atuais e com os investimentos, apontando queda de 50,8% e 23,6% em dezembro de 2015 em relação ao mesmo mês do ano anterior; em terceiro lugar e também bastante negativas ficam as expectativas com relação ao futuro da economia, com queda de 15,7%. As famílias também são analisadas pela CNC com a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que, apesar de melhora na comparação mensal, ainda evidenciam quedas significativas na anual, com pessimismo em relação a compras para duráveis, perspectivas de consumo, compra a prazo e emprego atual. Ambas as pesquisas explanam dificuldades dos agentes, que são refletidas nas vendas do comércio. Os segmentos com destaque em novembro para o Brasil foram Tecidos, vestuário e calçados (0,6%), Móveis e eletrodomésticos (6,9%), Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria (12,%), Equip. e mat. para escritório informática e comunicação (17,4%) e Outros arts. de uso pessoal e doméstico (4,1%), todos impactados pelas compras da Black Friday, que afetou principalmente as atividades que englobam produtos eletrônicos e de informática,
4 geralmente são escolhas para presentes no fim de ano. Destaque também para Veículos e motos, partes e peças (1,2%) e Material de construção (0,6%), que conseguiram absorver o aquecimento do consumo, saindo, assim, das taxas negativas. O comércio varejista de Pernambuco (PE) apresentou mais uma vez crescimento maior que o nacional no índice mensal, com alta de 1,7% em relação ao mês imediatamente anterior - o aumento é um dos sete maiores entre os Estados presentes na pesquisa. Tabela 1 Variação do comércio Varejista e Varejista ampliado por atividades - Novembro/ 2015 ATIVIDADES VARIAÇÃO MENSAL (BASE: IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR) ACUMULADO EM 12 MESES ACUMULADO NO ANO ACUMULADO EM 12 MESES SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO Combustíveis e lubrificantes -12,7-10,1-15,2-6,9-5,7 Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo Fonte: Pesquisa MensaL do Comércio (PMC) IBGE. Elaboração Instituto Fecomércio-PE -6,5-7,5-10,9-6,5-6,1 Tecidos, vestuário e calçados -22,0-17,8-21,5-13,1-11,2 Móveis e eletrodomésticos -28,2-23,4-25,6-17,8-16,5 Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos 4,5 8,8 10,3 7,1 7,2 Livros, jornais, revistas e papelaria -5,4-4,8-17,0-7,1-7,9 Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação Outros artigos de uso pessoal e doméstico -33,4-35,5-31,4-30,0-27,7-8,9-5,8 6,6 2,9 3,9 Veículos, motocicletas, partes e peças -26,9-33,2-27,9-16,9-15,3 Material de construção -16,5-16,3-13,3-8,8-7,3 Varejo -12,2-10,2-11,8-7,3-6,4 Varejo Ampliado -16,7-17,1-16,2-10,0-8,9 A desaceleração do comércio pernambucano é maior que o brasileiro, reflexo de uma perda de renda real maior e de uma maior taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR), fazendo com que as famílias tenham uma queda na confiança superior a média nacional. O índice anual está com queda superior a dois dígitos nos últimos quatro meses da pesquisa - em novembro de 2015 ficou em -11,8%; já os acumulados no ano e em 12 meses recuaram 7,3% e 6,4%, respectivamente - ambas as menores taxas da série histórica. Os únicos segmentos ainda positivos no ano são Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%) e Outros arts. de uso pessoal e doméstico (2,9%). que resistem pela essencialidade do uso e por serem segmentos com uma variedade de produtos com ticket médio mais baixo. As atividades que têm o crédito como motor de consumo ainda são as mais afetadas em 2015, pelas consecutivas altas dos juros, que restringiram e encareceram o crédito. O volume de vendas desses segmentos está com taxas negativas de dois dígitos, atingindo perda acumulada no ano de 30%, como é o caso de equipamentos de informática.
5 REFERÊNCIAS CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (ICF). CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (ICEC). EXPEDIENTE - FECOMÉRCIO-PE Presidente: Josias Silva de Albuquerque Diretora-executiva do Instituto Fecomércio: Brena Castelo Branco Economista: Rafael Ramos Designer: Nilo Monteiro Revisão de Texto: Aleph Consultoria Linguística CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor.
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EM % Média : 3,8% Média : 2,7% FONTE: IBGE ELABORAÇÃO: BRADESCO
PIB 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* Fonte: IBGE e IPEA CRESCIMENTO Elaboração
