Microfones - Noções e Aplicações
|
|
|
- Kátia Bonilha da Rocha
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Microfones - Noções e Aplicações
2 A concepção deste manual é simples. Primeiro, apresentaremos uma visão geral das características técnicas dos microfones: como eles operam, como são seus padrões de captação acústica, e também suas características elétricas. Depois então passaremos à discussão sobre como usá-los, isto é, a interação de múltiplos microfones, as distâncias adequadas, e como os microfones se comportam em diversos tipos de aplicações. Nosso objetivo é fazer uma abordagem simples e fácil de ser compreendida. No final, apresentaremos uma série de aplicações básicas e mostraremos como escolher o microfone AKG mais adequado. Quase todas as aplicações apresentadas aqui referem-se à captação de voz, uma vez que isso cobre tipicamente 80% a 90% dos casos. Nossa prioridade para este estudo são os auditórios e igrejas, uma vez que tais aplicações são variadas o suficiente e, por analogia, podem ser estendidas a outras situações de captação de voz. Os requisitos específicos para estúdios de gravação e para sonorização não serão abordados aqui. Se você um dia tentou imaginar porque existem tantos modelos na linha de microfones AKG, certamente não terá mais dúvidas ao concluir a leitura deste manual, pois existe uma aplicação para cada um deles. 1. Como funcionam os microfones Existem dois princípios operacionais usados nos microfones AKG: o dinâmico e o capacitivo. O microfone do tipo dinâmico consiste de um diafragma fino acoplado a uma pequena bobina de alumínio imersa num forte campo magnético. Quando o som atinge o diafragma, ele então se move para dentro e para fora, fazendo a bobina também se mover. O movimento da bobina dentro do campo magnético fixo gera uma voltagem nos terminais da bobina, que é análoga à condição da pressão do ar no diafragma, como mostra a Fig.1.
3 Figura 1 Os microfones que usam o princípio do capacitor variável são conhecidos como microfones capacitivos ou condenser (o termo condensador vem da terminologia eletrônica antiga). O microfone capacitivo consiste de uma placa fixada muito próxima ao diafragma, como mostra a Fig.2. Entre a placa e o diafragma é mantida uma carga elétrica polarizada, de forma que quando o diafragma se move sob a influência das ondas sonoras, a voltagem entre ele e a placa varia da mesma forma.
4 Figura 2 Atualmente, na maioria dos microfones capacitivos a polarização é obtida por meio de um eletreto, uma camada pré-polarizada, localizada na placa ou então atrás do próprio diafragma. Os microfones profissionais de alta qualidade geralmente usam polarização externa. A Fig.3 mostra a vista em corte de um microfone capacitivo pré-polarizado, com o material polarizante (eletreto) localizado na placa. Figura 3 Todos os microfones capacitivos possuem um pré-amplificador localizado junto ao diafragma, necessário para converter a alta impedância do elemento capacitivo variável a um valor adequadamente baixo, para que o sinal possa ser facilmente transmitido sem perda significativa através de um cabo comum. Alguns microfones pré-polarizados são alimentados diretamente por uma bateria de 9 volts, como mostrado no diagrama da Fig.3, mas quase todos os microfones capacitivos são alimentados externamente por uma fonte de 48 volts em corrente contínua, chamada de phantom power, que é fornecida pela mesa de mixagem ou outro tipo de equipamento onde o microfone pode ser conectado (pré-amplificador, etc). Alguns microfones, como o AKG C1000S, podem ser alimentados tanto por uma bateria interna de 9V quanto por phantom power.
5 1.1. Padrões de captação dos microfones A característica mais fundamental de um microfone é seu padrão de captação tri-dimensional. Talvez 90% de todos os microfones estejam dentro de duas categorias: omnidirecionais e cardióides. Os microfones do tipo cardióide são, basicamente, unidirecionais, e existem três variações: cardióide, hiper-cardióide, e super-cardióide. A AKG oferece uma variedade de padrões de captação em sua linha de microfones de mão, dinâmicos ou capacitivos. Alguns modelos, geralmente referidos como shotgun, possuem um tubo longo que os torna altamente direcionais em freqüências médias e altas. Esses designs exóticos não usados nas aplicações mais comuns, mas são extremamente úteis quando a captação precisa ser feita a uma distância razoável da fonte sonora Omnidirecional A Figura 4 mostra o padrão omnidirecional numa representação em duas dimensões conhecida como padrão polar (A), e também numa representação tri-dimensional (B). Figura 4 O padrão omni é obtido restringindo a entrada do som no microfone a um único ponto na frente do diafragma. Por causa disso existe pouquíssima distinção quanto à direção em que o som incide, e assim o microfone responde igualmente aos sons vindos de todas as direções. Nas freqüências muito altas há uma tendência à captação maior pela frente, mas na maioria das aplicações isso é irrelevante Cardióide A Figura 5 mostra os detalhes do microfone do tipo cardióide. Observe que há dois caminhos até o diafragma: um pela frente, e outro pelas aberturas dos lados.
6 Figura 5 Para fontes sonoras localizadas no eixo do microfone ( on-axis ), isto é, com ângulo de incidência de 0, o som que entra pela frente sempre chega antes do som que entra por trás, pois ele atravessa um caminho mais curto (Fig.5A), e por isso é captado pelo microfone. Para uma fonte sonora localizada atrás (180 ) do microfone, os dois sons que chegam ao diafragma são opostos e iguais, e assim se cancelam (Fig.5B). Na construção do microfone é usada uma resistência acústica para assegurar que os caminhos pela frente e por trás fiquem iguais para o caso de sinais que incidem a 180 do eixo. Para posições intermediárias, a resposta irá variar, como mostra o diagrama polar na Fig.6A. Na Fig.6B é mostrada uma representação tri-dimensional do padrão cardióide. Figura 6 A estrutura interna de um microfone cardióide é muito mais complexa do que a de um microfone omni, e é tomado um cuidado muito grande no projeto do caminho por trás para que o cancelamento para fontes a 180 seja uniforme na maior gama possível de freqüências.
7 Figura 7 O gráfico da Fig.7 mostra um ótimo exemplo de microfone cardióide, medido em 0, 90, e 180. Como se pode observar, a rejeição em 180 é da ordem de 20 a 25 db na faixa de freqüências médias, mas a ação cardióide diminui tanto nas freqüências muito baixas quanto nas muito altas Hiper-cardióide e super-cardióide Estes tipos são variações do padrão cardióide básico, e podem ser muito úteis em certas aplicações. Se o caminho por trás é levemente alterado, pode-se variar o ângulo no qual a captação é mínima. Existem dois padrões resultantes dessas alterações, que são conhecidos como hiper-cardióide e super-cardióide. Esses padrões têm o efeito de mudar o alcance do microfone, e podem ser muito úteis em determinadas aplicações de sonorização, por permitir mais ganho sem microfonia do que um cardióide. Isto será discutido na próxima seção Aspectos importantes dos microfones Vejamos algumas diferenças importantes existentes entre os microfones com captação omnidirecional e os com captação cardióide Omnidirecionais A maioria dos microfones omni, sobretudo do tipo capacitivo, possui uma resposta de freqüências bastante suave e por isso são largamente usados para captação de voz, tanto em sistemas de sonorização quanto em estúdios de gravação. Os microfones omnidirecionais têm um ruído de manuseio relativamente baixo e não possuem o efeito de proximidade, que realça os graves, como os cardióides (veja a seguir).
8 Por causa de seus diafragmas bem amortecidos, os microfones omnidirecionais geralmente são mais robustos do que os cardióides Cardióides Um microfone cardióide possui um alcance maior do que um omnidirecional. Graças ao seu padrão de captação voltado para a frente, ele possui uma alta relação entre a resposta a sons vindos na direção de seu eixo e a resposta a direções aleatórias. A Fig.8A mostra uma comparação entre microfones omnidirecionais e cardióides, em termos de distâncias equivalentes de operação. O que essa ilustração demonstra é que o microfone cardióide pode ser usado a uma distância 1,7 vezes maior do que um omnidirecional, e ainda assim oferecendo a mesma supressão global do ruído aleatório do ambiente. Um microfone com padrão hiper-cardióide pode ser usado a uma distância 2 vezes maior do que o omnidirecional para produzir um mesmo resultado, e um microfone com padrão super-cardióide pode ser usado a uma distância 1,9 vezes maior. Em termos de decibéis, quando usados a uma mesma distância de operação a rejeição do cardióide a os sons que chegam aleatoriamente é da ordem de 4,8 db a mais do que um omnidirecional (Fig.8B). Por comparação, o super-cardióide teria uma rejeição de 5,8 db a mais, e o hiper-cardióide uma rejeição de 6 db a mais. Figura 8
9 O efeito de proximidade é ao mesmo tempo uma bênção e uma desgraça. Muitos cantores adoram a ênfase dos graves que se obtém quando seguram o microfone cardióide muito perto da boca, e por isso jamais pensam em usar um microfone omnidirecional. Por outro lado, o efeito de proximidade faz o microfone cardióide ser muito sensível a ruídos pelo seu manuseio e aos efeitos do vento. A Fig.9 mostra o efeito de proximidade típico com um microfone cardióide: a resposta de freqüências é mostrada para distâncias de operação desde 7,5 cm até 30 cm. Esse microfone foi projetado para ter uma queda de resposta a baixas freqüências de acordo com o aumento da distância, de forma que o efeito de proximidade restaure as baixas freqüências quando o microfone é posicionado mais próximo. Muitos dos microfones indicados para voz são projetados dessa maneira, de forma a poderem causar um pequeno reforço quando usados próximos à boca. Figura 9 Em aplicações normais de sonorização, o padrão cardióide oferece imunidade extra à realimentação (microfonia), embora talvez nem sempre tão próximo dos 4,8 db mencionados no item 1 acima. Como podemos ver, os padrões hiper-cardióide e super-cardióide oferecem uma pequena melhoria em relação ao cardióide em termos de imunidade a sons aleatórios. Embora o engenheiro de gravação possa preferir o cardióide comum por seu ponto nulo em 180, o engenheiro de sonorização geralmente prefere o super-cardióide e o hiper-cardióide pelo seu maior alcance. Ao abrir mais o lóbulo posterior (180 ) na resposta direcional (veja representação dos padrões na Fig.8B), o padrão frontal fica mais justo do que no cardióide comum. Isso pode também ser útil no palco, onde dois ou mais cantores podem estar bastante próximos um do outro. Os gráficos da Fig.8C mostram os ângulos nominais de aceitação (±3 db) oferecidos pelos microfones de padrão cardióide Características elétricas dos microfones AKG Nesta seção discutiremos cinco itens que têm a ver com o aspecto elétrico do microfone: impedância, sensibilidade, nível de ruído intrínseco, ponto de saturação, e alimentação Impedância
10 De acordo com a tendência atual, os microfones capacitivos da AKG possuem impedância interna da ordem de 200 ohms, enquanto os dinâmicos possuem impedâncias que variam de 200 a 800 ohms. De uma forma geral, esses valores podem ser incluídos na designação baixa impedância. Todos os microfones da AKG são projetados para serem conectados em entradas de mesas de mixagem ou de outros equipamentos de áudio que tenham impedância nominal de ohms ou mais. A vantagem dos microfones de baixa impedância é que eles podem ser usados à uma distância bastante grande da mesa de mixagem, sem haver perdas consideráveis. Isso permitiria a operação sem problemas a distâncias de até cerca de 200m, embora raramente isso aconteça nas aplicações comuns. Uma vez que as linhas de baixa impedância são balanceadas, elas são virtualmente insensíveis a perturbações elétricas externas. Os microfones de alta impedância já foram muito usados em aplicações onde as distâncias são muito curtas, mas atualmente não há vantagens para seu uso, até porque os pré-amplificadores de baixa impedância de alta qualidade caíram de preço drasticamente Sensibilidade Para medir a sensibilidade de um microfone, ele é colocado num campo sonoro de referência recebendo um nível de pressão sonora de 94 db SPL com freqüência de Hz. O nível de pressão sonora de 94 db é equivalente a 1 Pascal (Pa), que é a unidade de medida de pressão. Nessas condições, é medida a voltagem de saída no microfone, sem carga, e então é estabelecida a sensibilidade nominal, em mv/pa. A sensibilidade também pode ser indicada em decibéis relativos a 1 volt, designação conhecida como dbv. A tabela a seguir mostra as sensibilidades de alguns microfones AKG. MODELO TIPO SENSIBILIDADE dbv C414B/ULS capacitivo (multi-padrão) 12,5 mv/pa -38 C480, CK61 capacitivo (multi-cápsula) 20 mv/pa -34 C535EB capacitivo (vocal/instrumento) 7 mv/pa -43 C3000B capacitivo eletreto (2 padrões) 25 mv/pa -32 D3800 dinâmico (vocal) 2,8 mv/pa -51 D770 dinâmico (vocal/instrumento) 2,5 mv/pa -52 D58 dinâmico (cancelamento de ruído) 0,72 mv/pa -63 Obs.: A equação para converter de mv/pa para dbv é: dbv = 20 log (mv/pa) - 60 Embora a faixa de variação total mostrada na tabela seja de cerca de 25 db, levando-se em conta o uso recomendado para cada um dos modelos, a média da voltagem de saída provavelmente não variará tanto. Os três modelos dinâmicos, por exemplo, são indicados para uso próximo à fonte sonora, o que resultará uma maior voltagem média de saída. Da mesma forma, os quatro modelos capacitivos podem ser usados em gravações clássicas e posicionados no estúdio a até cerca de 5 metros da fonte sonora. Isso significa que as voltagens efetivas de saída para todos os tipos de microfones tenderá a valores muito próximos. Na verdade, esta é uma consideração importante no projeto de um modelo de microfone Nível de ruído intrínseco O ruído intrínseco de um microfone capacitivo é o nível de ruído audível que ele produz quando é colocado isolado de fontes sonoras externas. Um microfone que possui um nível de ruído intrínseco de 15 dba, por exemplo, produz praticamente a mesma saída que um microfone perfeito colocado num local cujo ruído ambiente é de 15 dba. A nova tecnologia de microfone capacitivo com um pré-amplificador integrado no modelo AKG C480 permite um nível de ruído da ordem de 10 dba. Este valor é tão baixo quanto o de qualquer microfone capacitivo de estúdio, e por isso esses microfones são indicados para uso em gravação digital. Os microfones dinâmicos não têm especificação de ruído intrínseco, pois este depende da sensibilidade do microfone e do circuito eletrônico ao qual ele está acoplado. Para muitas aplicações pode-se seguramente ignorar o nível de ruído intrínseco dos microfones, uma vez que o ruído ambiente geralmente é muito maior
11 do que o do microfone Ponto de saturação O limite máximo efetivo do nível de pressão sonora que um microfone pode suportar é o valor no qual o sinal de saída do microfone começa a apresentar uma determinada quantidade de distorção harmônica. Os valores típicos adotados como padrões pela indústria para isso são 0,5% ou 1%, e são sempre indicados na especificação. Na maioria dos microfones capacitivos da AKG, o ponto de saturação está na faixa de 130 a 140 db SPL, para valores de distorção de 0,5% ou 1%. No caso dos microfones dinâmicos, as especificações de saturação em geral indicam o nível sonoro que produz distorção harmônica de 1% e 3%. Muitos microfones podem ser usados em campos sonoros de até 156 db, produzindo não mais do que 3% de distorção na saída. Na maioria das aplicações envolvendo captação de voz para comunicação e sonorização, pode-se ignorar essas limitações, mas em estúdios de gravação e em sonorização de música, com microfones posicionados muito próximos de instrumentos com volume alto, podemos facilmente atingir níveis da ordem de 130 db Ruído de manuseio Muitos microfones antigos feitos para se segurar na mão eram muito suscetíveis a ruídos de manuseio. Hoje, a maioria dos fabricantes resolveu este problema através de uma montagem cuidadosa da cápsula dentro do corpo do microfone, e também com a implementação de um filtro que corte as freqüências baixas nos microfones indicados para uso muito próximo. Não existem padrões para se medir o ruído de manuseio, e sua ocorrência ou não é meramente conseqüência da menor ou maior atenção do fabricante no detalhamento do seu projeto. Os microfones da AKG destacam-se por seu baixo nível de ruído de manuseio Alimentação Todos os microfones capacitivos necessitam de algum tipo de alimentação elétrica, pois contêm dentro deles um circuito eletrônico de pré-amplificação. Muitos microfones de eletreto são alimentados por uma bateria interna de 9 volts, e por isso quando o microfone não está em uso, a alimentação deve ser desligada, para economizar a bateria. Quase todos os microfones capacitivos que não usam eletreto são alimentados por phantom power, como mostra a Fig.10. Este tipo de alimentação utiliza tensões contínuas (DC) de 12, 24 ou 48 volts. A tolerância para os valores é suficientemente grande, de maneira que muitos dos microfones capacitivos da AKG podem ser alimentados com tensões desde 9 até 52 volts, tornando-os adaptáveis a uma larga faixa de condições de operação. Alguns dos modelos de estúdio, como o antigo C414EB/P48 só pode operar com alimentação de 48 volts.
12 Figura Princípios básicos de uso Nesta seção apresentaremos conceitos fundamentais importantes para o uso de microfones em algumas situações mais comuns Interferência de múltiplos microfones A maioria das pessoas tem uma tendência a usar muitos microfones. A regra simples, em termos de desempenho, é a de que menos geralmente é mais. Quando se tem muitos microfones abertos não só causam coloração no som, devido a picos e cortes na resposta, como também podem fazer o sistema ficar mais suscetível a realimentação (microfonia). Vejamos exemplos de alguns problemas comuns A regra de 3:1 A Figura 11A mostra a maneira correta de se captar duas pessoas muito próximas, cada uma com um microfone. Se a distância entre os microfones é de pelo menos três vezes a distância de cada microfone para a respectiva pessoa, então o nível sonoro de uma pessoa que atinge o microfone da outra será cerca de 10 db mais baixo do que o nível sonoro da própria pessoa em seu microfone, o que é baixo o suficiente para não ser um problema. Se, no entanto, a fonte sonora 1 é mais forte do que a fonte 2, como mostrado na Fig.11B, então a fonte mais fraca deverá se aproximar mais do seu microfone, conforme o necessário.
13 Figura Múltiplos microfones No caso de haver dois ou mais microfones num púlpito, cada um numa direção diferente, então o posicionamento não requer muita preocupação, exceto assegurar-se de que o caminho da voz para cada microfone esteja livre, sem obstrução por outro microfone. Esta situação é comum em audiências coletivas. Entretanto, se dois microfones são combinados para manter o palestrante captado, então deve-se ter um cuidado extra. A Fig.12A mostra como geralmente isso é feito por pessoas inexperientes, com os dois microfones posicionados afastados, angulados de forma a cobrir todas as posições possíveis do palestrante. Essa forma está errada, e a forma correta é mostrada na Fig.12B, onde ambos os microfones são colocados um acima do outro, e virados de forma que o ângulo de cobertura comum deles seja amplo o suficiente para captar o palestrante em qualquer posição. Figura 12 Qual a diferença? Na configuração mostrada na Fig.12A, só existe uma posição correta para o palestrante, que é no ponto eqüidistante dos microfones. À medida que ele se move dessa posição, os atrasos relativos do sinal da voz do palestrante até os microfones vão ser diferentes, e a combinação resultante apresentará efeitos de interferência, com cancelamentos e ênfases. Na verdade, se você nunca ouviu esse tipo de efeito, é aconselhável que você monte um esquema similar e experimente, para perceber como esta combinação é ruim. Em seguida, monte o esquema da Fig.12B e perceba como ele é mais consistente em qualidade para qualquer posição do palestrante Reflexões de superfícies próximas e efeitos de bordas A Fig.13A mostra problemas comuns em sonorizações e gravações. A superfície reflexiva pode ser uma mesa, um púlpito, uma parede, ou mesmo o chão. No caso mostrado aqui, existem efetivamente dois sinais sonoros atingindo o microfone, um direto e outro refletido. Eles se combinam no microfone com um atraso entre eles, produzindo uma resposta de freqüências irregular, como a do gráfico da Fig.13A. A regra então é manter o microfone o mais afastado possível do ponto de reflexão - ou então montá-lo ao nível da superfície, como sugere a Fig.13B, fazendo com que seja captado somente o som direto.
14 Figura 13 É bom lembrar que o efeito é pior em microfones omnidirecionais, uma vez que sua captação não possui rejeição fora de eixo. Os microfones cardióides podem minimizar esse efeito pela discriminação na captação, mas o melhor é evitar este tipo de condição. Durante as últimas duas décadas, o problema das reflexões nas paredes e no chão tem estimulado o uso de um tipo de microfone conhecido como boundary mic, que possui um perfil em forma de flange e é feito para ser montado no nível da superfície. Nesta posição o microfone só pode captar o som direto e o som refletido que esteja efetivamente em fase com o som direto, o que faz com que o sinal de saída do microfone seja duas vezes maior (+6dB) do que o de um microfone comum colocado longe da parede. As primeiras versões dos microfones de superfície eram do tipo omnidirecional, mas atualmente há vários do tipo cardióide também. A AKG fabrica os dois tipos Vento e microfone não se combinam Seja ao ar livre ou em ambientes fechados, é imperativo proteger o microfone do vento, sobretudo os microfones direcionais. Jamais sopre num microfone para saber se ele está funcionando! Além de ser desagradável para a audiência, isso também pode impregnar a tela do microfone. É impressionante a quantidade de pessoas que costumam falar em público e que não têm um conhecimento básico sobre o uso do microfone. A regra fundamental para se evitar os ruídos de sopro e pop é segurar o microfone de lado, apontando para a boca de quem está falando, mas não permitindo que este fale de frente para o microfone. Isso evitará os pufs do sopro, que são tão irritantes para o ouvinte. A solução então é posicionar o microfone num lugar onde o impacto do sopro não possa chegar.
15 Figura 14 Nos casos em que o microfone é seguro na mão, a pessoa que o segura precisa saber que a melhor posição é deixar o microfone mais para o lado do rosto, apontando para a boca. Nesses casos, seria útil usar uma espuma sobre a tela do microfone. A Fig.14 mostra como posicionar o microfone. 3. Estudos de casos A seguir são apresentados casos típicos de usos de microfones para captação de voz e instrumentos Captando oradores, cantores e instrumentos em templos Com as informações apresentadas até aqui, podemos então examinar em detalhes alguns problemas específicos de captação. Vamos começar pela captação de voz, que é a aplicação mais comum do microfone. O ambiente típico de um templo ou igreja atual possui amplificação de voz, que em geral pode ser captada em muitas posições diferentes: altar, púlpito e outros locais Microfone em púlpito A Fig.15 mostra um púlpito visto de cima (A) e de frente (B). Geralmente há uma prancheta no meio, à frente do orador, e a posição ideal para o microfone é à direita ou à esquerda dessa prancheta, dependendo da preferência da pessoa. Uma opção excelente de microfone para este caso seria usar a haste flexível AKG GN30E, com o microfone CK80 ou CK47 (capacitivos) da série modular Discreet Acoustics. O projeto desses microfones, com um perfil bem fino e um segmento tubular, oferece uma melhor diretividade (hiper-cardióide) ao longo do seu eixo principal. Os graves são levemente cortados para compensar o efeito de proximidade, e seu acabamento em cor escura torna-o quase imperceptível à distância. A haste flexível do tipo pescoço de ganso simplifica o ajuste da posição do microfone.
16 Figura 15 Estamos assumindo que o orador ocupará o púlpito sozinho, olhando para a frente, e o microfone posicionado de forma que os movimentos dos braços, ou partes da roupa, não interferem no microfone. Outra opção seria o uso da haste GN30E com o microfone CK31, também capacitivo. O CK31 é um microfone cardióide que é menos aparente do que o CK80 ou o CK Microfone em altar Atualmente, para esta aplicação pensa-se logo num microfone de superfície ( boundary mic ). Na maioria dos altares modernos, a melhor opção é usar dois ou três modelos direcionais (C547BL ou C680BL), como mostra a Fig.16A. Aqui, o sacerdote olha para o público, e um microfone de superfície pode ser usado para permitir um maior ganho sem realimentação (microfonia). Se houver mais posições prováveis do sacerdote, deve-se usar outros microfones para garantir uma cobertura adequada. Como em geral o altar é coberto por um pano, não é possível montar o microfone permanentemente nele, mas para evitar que ele saia da posição ideal, é recomendável fixá-lo à superfície do altar usando uma fita adesiva dupla-face. No caso de um altar tradicional, como mostrado na Fig.16B, é melhor usar um microfone de superfície com captação omnidirecional, localizado o mais próximo possível da interseção das superfícies horizontal e vertical do altar. Neste caso também devem ser usados tantos microfones quantos forem necessários. Figura 16
17 De uma forma geral, deve-se ligar apenas um microfone de cada vez. Isso é recomendado principalmente para o altar, onde pode haver dois ou mais microfones que se estiverem abertos ao mesmo tempo poderão criar um som muito pouco natural. Nesses casos, é recomendável o uso de algum tipo de mixagem ou gate automático, que só ative um microfone de cada vez Orador que se movimenta Em alguns templos, toda a plataforma frontal é usada pelo sacerdote, e em geral é usado um microfone de mão. Para esses casos, pode-se experimentar vários microfones AKG sem fio e escolher aquele que capta melhor a voz do orador. É recomendável que o microfone possua uma espuma na grade, para reduzir o efeito do sopro no caso de uso muito próximo da boca. Também é indicado que o técnico de som utilize um dispositivo limitador, para que o sinal de saída do sistema de sonorização não sature caso haja supermodulação. Para esta aplicação seriam indicados os sistemas sem fio WMS40/880, WMS81/880 e WMS81/3800, que têm microfones dinâmicos e oferecem uma ênfase de presença que os oradores em geral apreciam. O sistema sem fio C535WL/1, com microfone capacitivo, possui uma resposta mais suave, e pode também ser usado com a maioria das vozes Batismos e casamentos Para serviços de batismo e casamentos, que geralmente acontecem numa área aberta, com as pessoas em pé, à frente do público no templo, o tipo de microfone mais indicado seria o de lapela, sem fio, como os modelos C417, CK97, C477WR ou C577WR da AKG. Sendo o casamento um evento mais monumental, é muito comum hoje em dia gravar a cerimônia em vídeo e, em alguns casos, podem ser instalados microfones também nos noivos, para que suas vozes possam ser ouvidas melhor Como posicionar o microfone de lapela O uso do microfone de lapela freqüentemente é feito da forma errada. Muitas vezes ele é posicionado na gravata ou na lapela, a uma distância muito grande da boca da pessoa, e por isso não funciona bem. A melhor posição é preso na gravata (ou na frente da camisa, caso não haja gravata), pois assim o microfone fica centralizado. Entretanto, não se deve posicionar o microfone muito alto pois assim o queixo da pessoa poderá bater no microfone caso ela tenha que abaixar a cabeça para ler algo escrito. Um microfone como o CK97 possui um bom corte nos graves (para compensar o som mais grave captado junto ao peito) e a ênfase adequada nas freqüências altas (para compensar a posição de captação fora de eixo). Também é importante certificar-se de que os movimentos da pessoa não atingirão o microfone e nem esticarão o seu cabo, o que poderia causar ruídos indesejáveis Música no templo Em muitas religiões tradicionais, a música, executada basicamente por coro e órgão, pode não necessitar de qualquer amplificação, mas atualmente há uma tendência de se gravar também a música, como parte da cerimônia. Os comentários que faremos aqui são gerais e aplicam-se tanto para gravação quanto para a sonorização. A melhor forma de se captar as vozes do coro é usando alguns microfones pendurados, como os capacitivos CK31 ou CK47, da série modular HM1000 Discreet Acoustics da AKG. Desses modelos, o CK47 é o melhor pois possui um padrão de captação mais fechado e uma resposta de graves mais estendida. A Fig.17 mostra detalhes de captação de coro. Em geral, quatro a sete microfones devem ser suficientes. No caso de um coral dividido, é recomendável um conjunto simétrico de microfones. Para um grupo maior do que o mostrado aqui, os microfones devem ficar mais alto, geralmente mantendo a mesma proporção do esquema do exemplo.
18 Figura 17 O órgão raramente precisa de reforço, mas obviamente teria que ser microfonado caso se deseje gravar a música da cerimônia. Pode haver alguns casos em que seja necessária uma pequena amplificação do coral. Em geral o solista do coro não precisa ser captado separadamente, mas apenas pela sua posição dentro do coro, usando os microfones suspensos.
1. Como funcionam os microfones
Page 1 of 9 1. Como funcionam os microfones Existem dois princípios operacionais usados nos microfones AKG: o dinâmico e o capacitivo. O microfone do tipo dinâmico consiste de um diafragma fino acoplado
Microfonia. Como controlar esse incômodo.
Microfonia. Como controlar esse incômodo. Autor: David Fernandes Alguns problemas são crônicos na maioria das igrejas, independentemente do fato de seus templos serem grandes ou pequenos e de possuírem
Técnicas de Gravação e Mixagem de Audio. Apostila 6. Microfones. Microfones. 1. Funcionamento
Técnicas de Gravação e Mixagem de Audio Apostila 6 Microfones AC Microfones 1. Funcionamento! Microfones são transdutores, ou seja, conversores que transformam energia acústica em elétrica. Os microfones
Áudio CURSO: PRODUÇÃO DE VÍDEO. Coordenador do curso Prof. Dr. Francisco Isidro Masseto. Autor Suzy Sampaio
Áudio 1 Coordenador do curso Prof. Dr. Francisco Isidro Masseto Autor Suzy Sampaio PACC Programa Anual de Capacitação Continuada Curso: Produção de Vídeo. de Massetto, F. I., Dotta, S., Vargas, T. Moralez,
funções dos microfones: captação do som controle acústico Técnico: saber escolher e posicionar
João Paulo Teixeira [email protected] www.ipb.pt/~joaopt Departamento de Electrotecnia ESTiG Instituto Politécnico de Bragança funções dos microfones: captação do som controle acústico Técnico: saber escolher
Acústica - CIM028. Prof. Dr. Thiago Corrêa de Freitas
Acústica - CIM028 Curso Superior de Tecnologia em Luteria Setor de Educação Profissional e Tecnologica Universidade Federal do Paraná Aula 04 25 de Maio de 2017 O microfone é um transdutor eletroacústico,
TECNOLOGIA EM SUAS MÃOS.
TECNOLOGIA EM SUAS MÃOS. A DLP Pro Audio foi elaborada para atender amplamente a demanda do mercado musical, produção de rádio e TV, estúdios de gravação, cinema, entre outros. Testados e aprovados por
Métodos de Gravação em Estéreo
Métodos de Gravação em Estéreo Quando você ouve sobre o poder do posicionamento dos microfones pela primeira vez, você fica instantaneamente fascinado. Será que centímetros de diferença no posicionamento
Aterramento, ruído e segurança
Page 1 of 5 Aterramento, ruído e segurança Informação técnica para usuários de produtos de áudio profissional da Yamaha O aterramento inadequado pode criar risco mortal. Mesmo que não venha a causar perigo,
Design da parede defletora e diretrizes de instalação para sistemas Vive Audio
Design da parede defletora e diretrizes de instalação para sistemas Este documento fornece diretrizes para projetar e instalar uma parede defletora para sistemas Vive Audio. Leia essas diretrizes cuidadosamente
C411 lll. AKG Acoustics GmbH Lemböckgasse 21 25, 1230 Vienna/AUSTRIA, fone: (+43-1) *
Microfones Fones de ouvido Microfones s/fios Fones de ouvido s/fios Microfones de cabeça Componentes acústicos AKG Acoustics GmbH Lemböckgasse 21 25, 1230 Vienna/AUSTRIA, fone: (+43-1) 86654-0* e-mail:
1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA Instruções detalhadas de segurança: Antes da colocação em funcionamento do aparelho deverá ler cuidadosamente todas as inst
Manual de Instruções Versão 1.0 junho 2003 PORTUGUÊS 1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA Instruções detalhadas de segurança: Antes da colocação em funcionamento do aparelho deverá ler cuidadosamente todas as instruções
WIRED MICROPHONE PGA 98H USER GUIDE. Manual do Usuário Shure Incorporated 27A27348 (Rev. 2) Printed in China
WIRED MICROPHONE PGA 98H USER GUIDE Manual do Usuário 2015 Shure Incorporated 27A27348 (Rev. 2) Printed in China Microfone de Instrumento com Presilha Microfones PG Alta Parabéns pela compra de um novo
DOMÍNIO TOTAL, DO ESTÚDIO AO PALCO.
Microfones KSM TM DOMÍNIO TOTAL, DO ESTÚDIO AO PALCO. Microfones KSM A PROVA DE QUE SENSIBILIDADE E RESISTÊNCIA PODEM CONVIVER EM PERFEITA HARMONIA. Meticulosamente produzidos com componentes da mais
O que você precisa saber sobre Direct Boxes
O que você precisa saber sobre Direct Boxes Autor: David Fernandes Recentemente um amigo me perguntou qual a diferença entre direct boxes ativos e passivos. Perguntou também em que caso é melhor usar um
e 914 Manual de instruções
e 914 Manual de instruções Material fornecido Material fornecido e 914 suporte para microfone MZQ 800 proteção contra vento MZW 64 bolsa instruções resumidas instruções de segurança Este microfone não
ALFAKITS A-30
KIT PLACA AMPLIFICADOR 30 W RMS MONO C/ PRÉ-AMPLIFICADOR Primeiramente queremos agradecer a aquisição do KIT PLACA AMPLIFICADOR 30W RMS MONO com pré-amplificador Mod.A30 da ALFAKITS. Este manual procura
Parte 1: Conceitos básicos sobre o som
Page 1 of 5 Parte 1: Conceitos básicos sobre o som por Miguel Ratton A contínua evolução dos sistemas de sonorização vem permitindo produzir cada vez melhor todos os níveis sonoros. Com a ampliação da
ESTANQUEIDADE DETECÇÃO DE VAZAMENTOS NÃO VISÍVEIS DE LÍQUIDOS SOB PRESSÃO EM TUBULAÇÕES ENTERRADAS
FOLHA N O 1/5 1. OBJETIVO Estabelecer parâmetros para verificação de funcionamento dos equipamentos principais utilizados no ensaio de Estanqueidade Detecção de Vazamentos Não Visíveis de Líquidos Sob
LICITAÇÃO Nº 004/2011-PREGÃO ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA
LICITAÇÃO Nº 004/2011-PREGÃO ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA 1 EQUIPAMENTOS QUANTIDADE Especificações mínimas 01 Sistema de Conferência e Discussões - Equipado com a tecnologia de mistura automática inteligente
Laboratório Experimental
1 Roteiro de práticas de Introdução à Intrumentação Biomédica Prof. Adilton Carneiro Laboratório Experimental Prática I: Caracterização e construção de circuitos básicos com amplificadores operacionais
1 Estúdio de Gravação - Mixagem e Masterização
1 A palavra microfone vem do vocabulário grego que quer dizer Mikros, pequeno + Phone, som. O Microfone foi inventado por David Hughes no ano de 1878 e é um aparelho que transforma, através de fenômenos
TRC-360 MANUAL DO USUÁRIO
TRC-360 MANUAL DO USUÁRIO CAIXA DE SOM AMPLIFICADA 200W ÍNDICE Prefacio...2 Conteúdo da Embalagem...2 Informações de segurança...3 Funções do Painel Frontal...4 Funções Painel Traseiro...6 Conexões do
Experimento 8 Circuitos RC e filtros de freqüência
Experimento 8 Circuitos C e filtros de freqüência OBJETIO O objetivo desta aula é ver como filtros de freqüência utilizados em eletrônica podem ser construídos a partir de um circuito C Os filtros elétricos
SERIES WIRED MICROPHONE PG ALT A TM PGA181 USER GUIDE. Manual do Usuário Shure Incorporated 27A27346 (Rev. 3)
PG ALT A TM SERIES WIRED MICROPHONE PGA181 USER GUIDE Manual do Usuário 2015 Shure Incorporated 27A27346 (Rev. 3) PGA181 Microfones PG Alta Parabéns pela compra de um novo microfone da série PG Alta Shure.
MANUAL DAS CAIXAS DE CONEXÃO PARA OS TORQUÍMETROS T20 E T22
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA LABORATÓRIO DE MÁQUINAS, ACIONAMENTOS E ENERGIA MANUAL DAS CAIXAS DE CONEXÃO PARA OS TORQUÍMETROS T20
SEM Acústica. Universidade de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia Mecânica
Universidade de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia Mecânica SEM5917 - Acústica Fonte principal: Microphone Handbook, B&K 1 Objetivos: Dinâmica de Sensores Acústicos
STV 15 SET na figura acima a freqüência das variações do sinal de onda quadrada da câmera mostradas no topo do padrão xadrez é de 0,11 MHz
STV 15 SET 2008 1 FREQÜÊNCIAS DE VÍDEO ASSOCIADAS COM A VARREDURA HORIZONTAL no padrão xadrez da figura acima, o sinal de onda quadrada no topo representa as variações do sinal da câmera do sinal composto
SERIES MANUAL TÉCNICO M112D
MANUAL TÉCNICO Dimensões: Peso: Construção: Acabamento: Tela de proteção: Conexão de áudio: Conexão de AC: 382mm x 485mm x 660mm (AxLxP) 36kg MadeFibra Poliéster preto texturizado Aço com furo sextavado
Caixas Ativas e Passivas. SKY 3000, SKY 2200, SKY 700, SKY 600 e NASH SPL Máximo em Função da Distância e da Altura
Caixas Ativas e Passivas SKY 3000, SKY 2200, SKY 700, SKY 600 e NASH 1244 SPL Máximo em Função da Distância e da Altura www.studior.com.br Homero Sette 18-07 - 2012 É muito comum o usuário de caixas acústicas
SERIES MANUAL TÉCNICO. S112D High. Power Subwoofer
MANUAL TÉCNICO Dimensões sem grid: Dimensões com grid: Peso sem grid: Peso com grid: Construção: Acabamento: Tela de proteção: Conexão de áudio: Conexão de AC: 412mm x 480mm x 600mm (AxLxP) 412mm x 513mm
AMP SIMULATOR AS1. Manual do Proprietário garantia
AMP SIMULATOR AS1 Manual do Proprietário garantia Introdução Antes de tudo, a NIG agradece a sua opção. Esteja certo de estar adquirindo um produto concebido com bastante cuidado, carinho e dedicação para
Você pode criar um Home Theater? Claro!
Você pode criar um Home Theater? Claro! O que é um Home Theater? Um sistema de home theater reproduz uma experiência de cinema no conforto e na conveniência da sua casa. Os avanços na tecnologia têm dado
Microfones PG ALTA ONDE COMEÇA O SOM DE VERDADE.
Microfones PG ALTA TM ONDE COMEÇA O SOM DE VERDADE. Microfones PG ALTA TM UMA TRADIÇÃO DE SOM VERDADEIRO. Os microfones Shure sempre ofereceram durabilidade e qualidade de som incomparáveis, tornando-os
Soluções para Ambientes Corporativos
Soluções para Ambientes Corporativos Problemas de comunicação? A TOA possui sistemas de conferência e áudio que resolvem tudo! Som limpo: os sistemas de conferência e áudio de alta qualidade da TOA. Com
Experimento 8 Circuitos RC e filtros de freqüência
Experimento 8 Circuitos C e filtros de freqüência OBJETIO O objetivo desta aula é ver como filtros de freqüência utilizados em eletrônica podem ser construídos a partir de um circuito C Os filtros elétricos
Folha 5 Transístores bipolares.
Folha 5 Transístores bipolares. 1. Considere um transístor npn que possui uma queda de potencial base emissor de 0.76 V quando a corrente de colector é de 10 ma. Que corrente conduzirá com v BE = 0.70
Limpeza das lentes. Gravar um vídeo com o seu equipamento portátil não é difícil. Mas é preciso atenção e cuidado com os detalhes que farão diferença.
AULA 3 IMAGEM Limpeza das lentes Gravar um vídeo com o seu equipamento portátil não é difícil. Mas é preciso atenção e cuidado com os detalhes que farão diferença. Primeiro passo: Limpe as lentes do seu
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELETRICA E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY CAMBRIDGE, MASSACHUSETTS 02139
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELETRICA E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY CAMBRIDGE, MASSACHUSETTS 02139 Cálculos de Interrupção de alta freqüência Ron Roscoe O esquema acima representa
Prof. Henrique Barbosa Edifício Basílio Jafet - Sala 100 Tel
Prof. Henrique Barbosa Edifício Basílio Jafet - Sala 100 Tel. 3091-6647 [email protected] http://www.fap.if.usp.br/~hbarbosa Tarefas da Semana (1) Medir a impedância do capacitor fornecido em função da
Página 1
1. A função da eletrônica de potência é controlar o fluxo de potência, processando a energia das fontes de alimentação disponíveis (rede elétrica, geradores ou baterias) através de dispositivos semicondutores
O que é corrente alternada?
1 O que é corrente alternada? Corrente Contínua (CC ou DC-direct current) versus Corrente Alternada (CA ou AC-alternating current) A figura ao lado mostra um diagrama esquemático de um circuito básico
Noções básicas de circuitos elétricos: Lei de Ohm e Leis de Kirchhoff
Noções básicas de circuitos elétricos: Lei de Ohm e Leis de Kirchhoff Material 2 Resistores de 3.3kΩ; 2 Resistores de 10kΩ; Fonte de alimentação; Multímetro digital; Amperímetro; Introdução Existem duas
OM SISTEMAS MOD: AMD3000SS
TRANSMISSOR DE ESTADO SÓLIDO DE 3000W. OM SISTEMAS MOD: AMD3000SS Características Gerais: O transmissor de radiodifusão AMD3000SS foi projetado para operar em qualquer freqüência dentro da faixa de AM,
COMPORTAMENTO DOS GERADORES NA PRESENÇA DE CAPACITORES Por Eng. Jose Starosta, MSc
COMPORTAMENTO DOS GERADORES NA PRESENÇA DE CAPACITORES Por Eng. Jose Starosta, MSc [email protected] O uso de geradores como fonte de energia em instalações (fonte principal ou back-up ) tem se
ELETRICIDADE CAPÍTULO 2 ELEMENTOS DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS
ELETRICIDADE CAPÍTULO 2 ELEMENTOS DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS 2.1 - INTRODUÇÃO - EXISTEM CINCO ELEMENTOS BÁSICOS IDEAIS QUE SÃO UTILIZADOS EM CIRCUITOS ELÉTRICOS. - ELEMENTOS ATIVOS (GERAM ENERGIA ELÉTRICA)
ATENÇÃO: A partir da amostra da aula, terá uma idéia de onde o treinamento de eletroeletrônica poderá lhe levar.
ATENÇÃO: O material a seguir é parte de uma das aulas da apostila de MÓDULO 2 que por sua vez, faz parte do CURSO de ELETRO ANALÓGICA -DIGITAL que vai do MÓDULO 1 ao 4. A partir da amostra da aula, terá
Fixação da carroceria
Fixação na seção dianteira do chassi auxiliar Fixação na seção dianteira do chassi auxiliar Maiores informações sobre a escolha da fixação se encontram no documento Seleção do chassi auxiliar e da fixação.
O Amplificador Operacional como uma fonte de tensão controlada por tensão diferencial
Slide 1 O Amplificador Operacional como uma fonte de tensão controlada por tensão diferencial entrada entrada entrada entrada configuração nula Amplificadores operacionais são amplificadores diferenciais
Amplificador de áudio de potência com TDA 2030
Amplificador de áudio de potência com TDA 2030 Vanderlei Alves S. Silva Certamente a música é algo que agrada a todos, dependendo de seu estilo, interprete, instrumentação, arranjos musicais, sempre vai
Campo sonoro em espaços fechados
Universidade de São Paulo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Departamento de Tecnologia da Arquitetura AUT 0278 - Desempenho Acústico, Arquitetura e Urbanismo Ambientes fechados Ranny L. X. N. Michalski
Utilizando o Calculador Etelj de SPL
Utilizando o Calculador Etelj de SPL Homero Sette 18 12 2012 Este utilitário permite o cálculo do nível de pressão sonora (SPL) em db, a uma distância r, em metros, em função do número de caixas, da sua
CAPÍTULO IV SISTEMA DE PROTEÇÃO
CAPÍTULO IV SISTEMA DE PROTEÇÃO PROFESSOR: SÉRGIO QUEIROZ DE ALMEIDA 1 CAPÍTULO IV SISTEMA DE PROTEÇÃO 4.2 ATERRAMENTO Para o bom funcionamento de um sistema elétrico, seja na área de potência ou na área
Eletricidade e Magnetismo II 2º Semestre/ 2014 Experimento 4: Filtros de Frequência - Passa Baixa e Passa Alta
Eletricidade e Magnetismo II º Semestre/ 14 Experimento 4: Filtros de Frequência - Passa Baixa e Passa Alta Nome: Nº USP: Nome: Nº USP: Informações Importantes: Vocês devem realizar os procedimentos experimentais,
Microfones Countryman Earset WCE6 e WCE6i, Microlapela WCB6
Microfones sem fio Earset Lapela Microfones Countryman Earset WCE6 e WCE6i, Microlapela WCB6 Os Microfones Countryman Earset e Microlapela distribuídos pela Shure oferecem qualidade de som excepcional,
Analisador de Espectros
Analisador de Espectros O analisador de espectros é um instrumento utilizado para a análise de sinais alternados no domínio da freqüência. Possui certa semelhança com um osciloscópio, uma vez que o resultado
Índice. DISCREET ACOUSTICS modular
Índice Página 1 Segurança e meio ambiente................................. 103 2 Apresentação............................................ 103 2.1 Introdução........................................... 103
Usando o Microfone Condensador Behringer C-1U com GNU-Linux
Usando o Microfone Condensador Behringer C-1U com GNU-Linux Gilberto André Borges Mestre em Música / UDESC O microfone Behringer C-1U possui uma placa de som integrada. Esta característica o transforma
ALFAKITS AS-50
KIT PLACA AMPLIFICADOR 50 W RMS ESTÉREO Primeiramente queremos agradecer a aquisição do KIT PLACA AMPLIFICADOR 50W RMS ESTÉREO Mod.AS-50 da ALFAKITS. Este manual procura detalhar todo o processo de montagem
ASSISTENTE DE SOM FURG CONCURSO PÚBLICO
1. Sabe-se que o ouvido humano escuta numa faixa de 20hz a 20khz e dentro de um espectro de equalização, encontramos diversas frequências. Podemos dizer que apenas as frequências medias estão entre: a)
O DECIBEL INTRODUÇÃO TEÓRICA
O DECIBEL OBJETIVOS: a) conhecer o decibel como unidade de relação entre potências ou tensões elétricas; b) conhecer níveis de referência de tensão e potência elétricas através da unidade de medida decibel;
DIODO ZENER Conceitos de Regulação de Tensão, Análise da Curva do Diodo Zener
DIODO ZENER Conceitos de Regulação de Tensão, Análise da Curva do Diodo Zener OBJETIVOS: Analisar o funcionamento de um diodo zener; entender o conceito de regulação de tensão. INTRODUÇÃO TEÓRICA O diodo
ATENÇÃO: A partir da amostra da aula, terá uma idéia de onde o treinamento de eletroeletrônica poderá lhe levar.
ATENÇÃO: O material a seguir é parte de uma das aulas da apostila de MÓDULO 3 que por sua vez, faz parte do CURSO de ELETRO ANALÓGICA -DIGITAL que vai do MÓDULO 1 ao 4. A partir da amostra da aula, terá
1. INTRODUÇÃO 2. CARACTERÍSTICAS
1. INTRODUÇÃO 2. CARACTERÍSTICAS O TediPrompter é um projetor de textos portátil especialmente desenvolvido para apresentações em público como seminários, programas ao vivo e discursos políticos e religiosos.
Mecânica Efeito Doppler Acústico
Efeito Doppler Acústico O que você pode aprender... - Propagação de ondas sonoras - Deslocamento Doppler de freqüência Princípio: Se uma fonte de som estiver em movimento relativo ao seu meio de propagação,
SUPORTES DE MONITORES
52 SUPORTES DE MONITORES SUPORTES DE MONITORES DA SOUTHCO Integrando a sua grande experiência em Tecnologias de Posicionamento a uma completa linha de soluções em braços de montagem e controle de posicionamento,
Sintetizador A2.1 Erotronix
Sintetizador A2.1 Erotronix Manual de operações Este Manual é específico e deve ser lido antes de usar o Sintetizador A2.1 1 Índice Glossário... 2 Descritivo... 3 Painel de controle... 5 Comandos... 9
ELETRÔNICA II. Aula 09 CONFIGURAÇÕES COMPOSTAS PAR DIFERENCIAL. Claretiano 2015 Mecatrônica Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino
ELETRÔNICA II Aula 09 CONFIGURAÇÕES COMPOSTAS PAR DIFERENCIAL Claretiano 2015 Mecatrônica Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino CONFIGURAÇÕES COMPOSTAS Conexão em cascata Conexão cascode Conexão Darlington
Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP
1 Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP Tópicos Relacionados Ondas longitudinais, velocidade do som em gases, freqüência, comprimento de onda,
Eletricidade II. Aula 1. Resolução de circuitos série de corrente contínua
Eletricidade II Aula 1 Resolução de circuitos série de corrente contínua Livro ELETRICIDADE II Avaliações Provas - 100 pontos lesp-ifmg.webnode.com 2 Conexão de um circuito série Um circuito série contém
1 Objetivo. 2 Componentes. Projeto de Mini Transmissor FM de Curto Alcance
Universidade Tecnológica Federal do Paraná Departamento Acadêmico de Eletrônica EEX11 - Intro. a Lab. em Eletricidade e Eletrônica Prof. Luiz Nacamura Junior Projeto de Mini Transmissor FM de Curto Alcance
Manual de Instruções DUAL DIAPHRAGM CONDENSER MICROPHONE B-2 PRO. Gold-Sputtered Large Dual-Diaphragm Studio Condenser Microphone
Manual de Instruções DUAL DIAPHRAGM CONDENSER MICROPHONE B-2 PRO Gold-Sputtered Large Dual-Diaphragm Studio Condenser Microphone 2 DUAL DIAPHRAGM CONDENSER MICROPHONE B-2 PRO Manual de Instruções Instruções
ALFAKITS A-10
KIT PLACA AMPLIFICADOR 10 W RMS MONO Primeiramente queremos agradecer a aquisição do KIT PLACA AMPLIFICADOR 10W RMS Mod. A-10 da ALFAKITS. Este manual procura detalhar todo o processo de montagem desse
