Radiação Eletromagnética (cap. 4)
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- Wilson Arruda Gomes
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1 Radiação Eletromagnética (cap. 4) Elisabete M. de Gouveia Dal Pino AGA215 Astronomy: A Beginner s Guide to the Universe, E. Chaisson & S. McMillan (Cap. 8) Introductory Astronomy & Astrophysics, M. Zeilek, S. A. Gregory & E. v. P. Smith (Cap. 2) Apostila, J. Gregorio-Hetem, V. Jatenco-Pereira, C. Mendes de Oliveira ( Agradecimentos: Vera Jatenco
2 É o estudo dos astros usando os conhecimentos científicos disponíveis Astrofísica
3 Radiação Eletromagnética Luz emitida pelos objetos astronomicos: chave para entendimento do Universo Temperatura, composiçao quimica, movimento: obtidos a partir da Radiaçao Eletromagnetica Luz que vemos: começou sua jornada decadas, seculos, milhoes de anos, bilhoes de anos Ceu nos mostra nao apenas luz DISTANTE, mas luz de MUITO TEMPO ATRAS! Radiacao eletromagnetica: transporte de energia por flutuacoes do campo eletrico e magnetico Diferentes faixas espectrais: visivel, IV, UV, radio, raios-x, raios- Compreende-la antes de estudar emissao e fisica estelar
4 Natureza da Luz Natureza da luz foi um dos motores da física. Duas visões do século XVII: Isaac Newton acreditava que a luz era composta de partículas Christian Huygens acreditava que a luz era uma onda
5 Luz: Carater Corpucular ou Ondulatorio? Veremos que AMBOS! DUALIDADE
6 Natureza da Luz: seu carater ondulatorio Onda eletromagnetica: luz viaja por meio de ondas que não precisam de meio fisico para serem transportadas (diferente de ondas sonoras, agua, ondas sismicas, etc.) Carater ondulatorio: Similar a pedra lançada na agua esta forma ondas circulares que deslocam folha proxima: ENERGIA e informaçao transportadas do lugar onde pedra foi lançada ate o local da folha pela onda Onda não é objeto fisico: nenhuma agua viajou da pedra até a folha superficie da agua oscilou à medida que ONDA passava O que se moveu? Onda é o padrao de movimento: sobe-desce (oscilatorio) que se move através da superficie da agua
7 Onda: Movimento Oscilatorio Propagação de uma onda de amplitude H, comprimento da onda : 2 h H sen x v 2 x fixando t=0 h H sen O primeiro máximo será dado por λ x 4 velocidade v, e t h = H Novo maximo quando: x + λ h = H 4
8 Onda: movimento oscilatorio evolução no tempo : t x H h v 2 sen fixando 4 x t H h v 4 2 sen t v λ 2π 2 π H sen h Máximos h=h: em t=0 e v λ t λ v PERÍODO FREQÜÊNCIA
9 Onda eletromagnetica: LUZ λ : comprimento de onda - distancia entre dois maximos (cristas) P = λ/c = 1/P = c/λ PERÍODO FREQÜÊNCIA c : velocidade da Luz no vacuo
10 Velocidade da Luz Velocidade da luz é medida pela 1 a vez em 1675 por Ole Roemer: Utilizou observação de eclipses das luas de Júpiter: Os eclipses ocorriam antes do previsto quando a Terra estava mais próxima de Júpiter e após o previsto quando a Terra estava mais longe. Diferença devido ao tempo necessário para a luz se propagar. Hoje: A velocidade da luz no vácuo, c, é uma constante da natureza e seu valor é c = ,458 km/s
11 Natureza da Luz: seu carater ondulatorio Onda eletromagnetica: Uma carga em repouso gera um campo elétrico em sua volta. Se esta carga estiver em movimento acelerado, o campo elétrico, em uma posição qualquer, estará variando no tempo e gerará um campo magnético que também varia com o tempo. Estes campos, em conjunto, constituem uma onda eletromagnética, que se propaga mesmo no vácuo.
12 Radiação eletromagnética. Oscilação dos campos elétrico e magnético (plano de oscilaçao) - eles são perpendiculares; - as ondas são transversais. - ondas mecânicas precisam de um meio p/ se propagarem. Ondas E-M não. propagação com a velocidade da luz
13 Ondas eletromagnéticas h h H sen 2 x v t Pico amplitude H nó v comprimento de onda
14 Ondas eletromagnéticas Campos elétrico e magnético vibram em planos perpendiculares entre si com velocidade c. A direção de oscilação do campo elétrico (ou magnético) e a direção de propagação definem o plano de polarização. Permite conhecer o meio por onde a radiação se propaga. Se E sempre oscila no mesmo plano: luz plano-polarizada
15 Ondas eletromagnéticas Variáveis básicas: : comprimento de onda : freqüência v : velocidade de propagação Para radiação eletromagnética: v = c (velocidade da luz). = c. é medido em unidade de comprimento:. é medida em unidade de freqüência, i.e., [1/tempo] Hertz, megahertz, gigahertz, etc... = micrômetro = 10-6 m nm = nanômetro = 10-9 m Å = Angstron = m
16 Para radiação eletromagnética: v = c (velocidade da luz) = c Ondas eletromagnéticas
17 Reflexão e Refração Reflexao: luz ao incidir em espelho angulo de incidencia = angulo de reflexao Refraçao: Quando a luz propaga atravessando diferentes meios, ela sofre refração, mudando de velocidade em função dos diferentes índices de refração (n). Se n 2 >n 1, temos: n 1 sen i = n 2 sen r lei de Snell-Descartes luz é distorcida ou refratada: Exemplos do caminho da luz em telescópios refletores e refratores.
18 Velocidade da Luz em diferentes meios Refraçao: Vacuo: n =1 Ar: n = 1,0003 Vidro: n = 1,5 v = c/n Indice de refracao depende de λ: n = n(λ). Quando luz BRANCA (mistura de cores) atravessa PRISMA: decomposta em varios λs (diferentes cores)
19 Luz branca em um prisma Decomposição da luz Um prisma separa (refrata) a luz branca nas cores do arco-íris (nos diferentes λs). Espectro contínuo
20 Luz: Difraçao e Interferencia Thomas Young realiza a experiência da fenda dupla, mostra o fenômeno de interferência da luz e conclui sobre sua natureza ondulatória. Tal como agua: ondas de luz quando encontram obstaculo (1 fenda): difratam. Quando convergem encontrando outras: interferem Interferencia de 2 ondas passando por 2 fendas: fonte franjas de interferência fendas Ver demonstracao na lousa
21 Difracao
22 Inteferencia
23 Luz: Difraçao Intensidade da radiacao (I) da luz difratada (que passa pela fenda): E: intensidade do campo eletrico I ~ E 2 E = E o sena Pode-se demonstrar que a largura angular do primeiro maximo: θ = λ/d λ: comprimento de onda da radiacao D: tamanho da abertura da fenda θ nenhuma imagem otica pode ser < θ: limite de difraçao Ex.: telescopio com abertura (fenda) de diametro D=1m vendo luz de λ= 5000 A = 500 x 10-9 m θ = λ/d = 500 x 10-9 m /1 m = 5 x 10-7 rad = 0,1
24 Efeito Doppler Fonte emissora desloca-se em relação ao observador. Fonte em repouso, emitindo luz a um comprimento de onda 0. Fonte aproxima-se do observador: comprimento de onda observado será menor ( 1 < 0 ). Fonte afasta-se: comprimento de onda observado será maior ( 2 > 0 ).
25 Desvio para o vermelho Para velocidades não-relativísticas (fonte com v << c) repouso afastamento 0 = 0 0 v c v c
26 Desvio para o vermelho Desvio para o vermelho Desvio para o azul > 0 Velocidade positiva (< 0 ). Velocidade negativa
27 Efeito doppler usado para determinar a rotação de um objeto. Rotação: efeito doppler = 0 0 v c
28 Natureza corpuscular da Luz: FOTON Quando luz interage com materia (atomos ou moleculas): comportase como pacote discreto: Quantum de luz ou energia = fóton Energia do fóton é proporcional à freqüência da radiação eletromagnética: h é a constante de Planck: energia = freq h ou E = h h = 6, joule segundo = 6, erg segundo Exemplo luz verde: - = 510 nm ou 5100 Å ou 0,00051 mm - = 5, Hz ou GHz - E = 3, erg ou 9, calorias ou 2,43 ev ev = eletronvolt, energia de um elétron que passa por uma diferença de potencial de 1 volt.
29 Espectro Eletromagnetico Luz que chega das estrelas na forma de ondas eletromagneticas pode ser estudada por: Sua intensidade em dada faixa do espectro: I(λ) Ou na forma de luz dispersada em um espectro
30 O ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO Penetra a atmosfera? Comprimento de onda () - em metros Microond. Infraverm. Visível Ultraviol. Raios-X Raio Gama Do tamanho de... freqüência - em Hertz prédios humanos abelha agulha protozoários moléculas átomos núcleo atomico Temperatura - em Celsius - 272ºC - 173ºC ºC 10 Milhões ºC
31 Espectro Eletromagnetico Baixas frequencias (λ grandes): à esquerda da luz visivel Radio (AM, FM, TV) IV: percebemo-lo como calor Altas frequencias (λs pequenos): à direita do visivel: UV: bronzeamento e queimaduras solares raios-x: penetram tecido humano raios-: menores λs, associados a radio-atividade, danosos a celulas vivas
32 Espectro eletromagnético VISIVEL: do violeta ao azul: 3900 A a 7200 A 1 A = 10-8 cm = 0,1 nm Informação sobre as propriedades físicas dos astros são obtidas direta ou indiretamente de seus espectros: temperaturas, densidades e composições
33 Rádio e microondas AM: khz FM: MHz TV (VHF): Mhz TV (UHF), celular: MHz Hidrogênio neutro: 1400 MHz (21 cm) Monóxido de carbono (CO): 115, 230, 345 GHz Radiação cósmica de fundo (max): 220 GHz jatos de partículas relatívisticas, Sol
34 Infravermelho IV distante (do visivel): (0,02 0,3 milimetros) emissão de poeira IV médio: 1,4 20 emissão de galáxias distantes, estrelas de baixa massa IV próximo: 0,7 1,4 emissão de galáxias distantes, estrelas de baixa massa visível IV próximo IV distante nebulosa da cabeça de cavalo
35 Visível emissão de estrelas, nebulosas Å vermelho ( nm); laranja ( ); amarelo ( ); verde ( ), azul ( ), anil ( ), violeta ( )
36 Ultravioleta UV próximo: nm regiões de formação estelar, núcleos ativos de galáxias, estrelas massivas UV distante: λ= nm (E= h =120 6,2 ev) núcleos ativos, gás quente extra-galáctico aurora boreal em Júpiter HST Sol em 17nm satélite SOHO
37 Raios-X raios-x moles: 0,1 10 kev (1 kev= 1000 ev) núcleos ativos de galáxias, gás intra-aglomerado de galaxias raios-x duros: kev jatos de partículas relativísticas aglomerado de galáxias 1E Chandra
38 Raios- 100 kev 1 GeV (fótons ainda mais energéticos foram detectados) (1 GeV = 10 9 ev) gamma-ray bursts, núcleos ativos, objetos compactos todo o céu acima de 100 MeV EGRET
39 Janelas atmosféricas no espectro eletromagnético A atmosfera terrestre absorve a radiação ao longo do espectro EM: Onde atmosfera é TRANSPARENTE à radiacao: ha JANELAS visível e rádio: atmosfera é transparente: podemos observar Universo desde a superficie da Terra IR: parcilamente transparente UV, raios-x e raios-: atmosfera é opaca: observaçoes devem ser feitas por satélites em orbitas
40 Intensidade, Fluxo e Luminosidade Para descrever radiaçao que chega na Terra: conceitos geométricos ângulo sólido de um feixe de radiação definido em função da área A interceptada pelo feixe numa superfície esférica de raio R.
41 Área da superfície de uma esfera R A = 4 R 2
42 No circulo: ângulo entre duas retas a / r é medido em radianos (= 2, toda circunferência; perímetro = 2r). Na esfera: ângulo sólido (abertura do cone) A / r 2 é medido em estero-radianos (= 4, toda a esfera; área de superfície A= 4 r 2 )
43 Ângulo Sólido Ângulo sólido em coordenadas esféricas: Elemento de área da= (r d ) (r sen d ) da= (r 2 sen d d ) L ângulo sólido elementar subtendido pela área da: d = sen d d dd da = r 2 dω F[R] R
44 Considere elemento de área a, formando um ângulo com a normal ao elemento ΔA: Intensidade I na direçao θ: depende da posição, da direção e do tempo. Intensidade : energia por unidade de tempo, por uma unidade de área A da fonte emissora, que atravessa um elemento de área a (ou o angulo solido ΔΩ na direçao θ)
45 Intensidade monocromática (I ) a quantidade de energia emitida por unidade de tempo t, por unidade de área da fonte A, por unidade de freqüência, por unidade de ângulo sólido dω em uma dada direção θ: I cos dt de da d d nas unidades: erg cm -2 s -1 sr -1 Hz -1. sr = esterorradiano unidade de ângulo sólido I d I d Sabendo que: A intensidade integrada (compreende fótons de todas as freqüências ou comprimentos de onda) é dada por I I d I d
46 Fluxo a Fluxo: relaciona-se à energia que chega por unidade de tempo a uma unidade de área da superficie coletora (de um telescopio)
47 Fluxo - relaciona-se com energia coletada (medida) por um telescopio (ou que atravessa uma superficie) Fluxo (F): energia que chega na superficie (do detetor) por unidade de tempo (Δt), por uma unidade de área (da superfície coletora) Δa, por unidade de freqüência (Δ) energia F unidades: erg cm -2 s -1 Hz -1 Aa t O fluxo F a uma dada freqüência, corresponde à integral das intensidades I em todos ângulos sólidos: F 2 I cos d I cos sen d d O fluxo total é dado pela integral de F em todas as freqüências: 0 0 F F d = energia/ Δa Δt
48 Intensidade X Fluxo (A) Intensidade: relaciona-se a energia por uma unidade de área A da fonte emissora, que atravessa um elemento de área a. (B) Fluxo: corresponde a energia que atravessa a unidade de area Δa da superficie (coletora) - é composta de feixes de todas as direçoes
49 Luminosidade Estrela de raio R, localizada a uma distância d do observador. A luminosidade L energia total emitida em todas as direções potência irradiada : L E t [ Watts ou erg/s]
50 Fluxo à distância d L L R d É a potência medida por unidade de área à uma distância d do centro da estrela. F = F[d] = L / (4d 2 ) F = L / A
51 Fluxo emitido na superfície da estrela F(R ) Se a superficie concentrica esta na superficie da estrela: F L R 2 4 R L R 2 4 F R
52 Fluxo Superficial L F[R ] R É a potência emitida por unidade de área da estrela. F[R ] = L / (4 R 2 )
53 Fluxo emitido na superfície da estrela F(R ) Se a superficie concentrica esta na superficie da estrela: 2 4 R L R F A uma distância d, a luminosidade é dada por ) ( 4 2 d F d L desta forma, o fluxo observado a uma distancia d, é: ) ( ) ( 2 R F d R d F R F R L 2 4
54 O fluxo cai com o inverso do quadrado da distância à fonte
55 Fluxo e distância O fluxo de uma fonte de luminosidade L decresce inversamente ao quadrado da distância. fluxo luminosidade 2 4 distância
56 Fluxo e Luminosidade da radiação Por exemplo: luminosidade do Sol: 3, watt Fluxo (brilho aparente) do Sol na Terra: 1373 watt/metro 2. luminosidade de Sirius (CMa): 1, watt (i.e., 26,1L ) Fluxo (brilho aparente) de Sirius na Terra: 0,12 watt/km 2
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