As salinas do. Parque Natural da. Ria Formosa
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- Sara Regueira Philippi
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1 As salinas do Parque Natural da Ria Formosa Nuno Grade ICNF, I.P. Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve
2 A Salinicultura... A evolução da exploração salineira durante o século XX conheceu, até aos finais dos anos 60, períodos alternados de estagnação e incremento, ao ritmo das conjunturas económicas e sociais. Quarenta anos depois a situação tinha-se alterado completamente, a abertura de mercados e as modificações tecnológicas na pesca e na indústria levaram a um colapso quase total da actividade. No Algarve, graças às suas excelentes condições climatéricas para a produção de sal esta actividade assumiu grande importância a partir dos anos 60. A industrialização, o agrupamento de pequenas salinas e alterações na forma de exploração, levou que num espaço de tempo relativamente curto se viesse a tornar na principal região produtora, conseguindo resistir às crises no sector.
3 A Salinicultura... A salinicultura é uma das principais actividades económicas na área do Parque Natural da Ria Formosa. Em termos nacionais, em 2013, a produção algarvia de sal representou cerca de 95% do total da produção ( ton). No concelho de Tavira encontra-se a maior área de salinas nesta Área Protegida, com mais de 40% do total, seguindo do de Olhão e de Faro. Nos últimos anos, a actividade ganhou um novo alento devido às acções de valorização do produto sal artesanal, em especial a comercialização de flor de sal.
4 Possiveis estratégias para o desenvolvimento da actividade - Reconhecimento das paisagens salineiras tradicionais como paisagens culturais; - Certificação e denominação de origem para o sal de produção artesanal, o qual deverá ser destinado exclusivamente para o mercado alimentar; - Recuperação in situ de pelo menos cada uma das tipologias tradicionais portuguesas com fins demonstrativos; - Exploração de actividades complementares nas salinas com recurso a trabalhos experimentais no domínio da produção de algas, exploração da flora halófita para fins alimentares e ornamentais e aquacultura extensiva; - Gestão de salinas abandonadas para fins de Conservação da Natureza; - Organização dos produtores ao nível nacional e europeu. In Neves, Renato Os salgados portugueses no séc. XX - que perspectivas para as salinas portuguesas no séc. XXI? I Seminário Internacional sobre o sal português Instituto de História Moderna da Universidade do Porto.
5 A importância das salinas para as aves As salinas, apesar de serem uma área não natural, são cada vez mais reconhecidas pela sua importância ecológica, visto serem um local de refúgio, alimentação e nidificação para muitas aves aquáticas, contribuindo para a sua conservação e preservação. Este habitat artificial assume especial importância durante o inverno (local de refúgio e alimentação durante a preia-mar ), primavera e verão (nidificação), albergando números importantes de espécies, em especial aquáticas e limícolas. Durante as migrações é um importante ponto de apoio para inúmeras populações de aves nas suas trajectórias migratórias entre a Europa e África.
6 Borrelho-de-coleira-interrompida Charadrius alexandrinus - Nidificante
7 Pernilongo Himantopus himantopus - Nidifica em exclusivo nas salinas
8 Alfaiate Recurvirostra avosetta Nidifica em exclusivo nas salinas
9 Chilreta Sternula albifrons - Nidificante
10 Mergulhão-pequeno Tachybaptus ruficollis - Nidificante
11 Garça-branca Egretta garzetta
12 Galeirão Fulica atra - Nidificante
13 Flamingo Phoenicopterus roseus
14 Maçarico-de-bico-direito Limosa limosa
15 Rola-do-mar Arenaria interpres
16 Perna-vermelha Tringa totanus
17 A importância turística das salinas As salinas têm vindo a ganhar importância como local para a observação de aves. São locais de fácil acesso, disponíveis praticamente todo o ano e, é quase garantido que o visitante consegue observar aves. Na área do PNRF somente uma salina tem um percurso pedreste marcado, nos restantes locais o acesso é feito de form expontânea, o que pode acarretar alguns problemas quer para o funcionamento da exploração, quer em termos de perturbação para as aves.
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