Lei /03 Estatuto do Desarmamento

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1 Lei /03 Estatuto do Desarmamento Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas Sinarm, define crimes e dá outras providências. Link para a Lei /03. Link para o Decreto 5.123/04. Link para o Decreto 3.665/00. O Sinarm serve para cadastrar e organizar a circulação de armas no país, mas não alcança as armas de fogo das forças armadas e auxiliares bem como as que constem de registros próprios. Registro O registro é obrigatório, tem validade de 3 anos no território nacional com expedição de registro pela Polícia Federal após a autorização do Sinarm. Esse registro serve para autorizar o proprietário a manter a arma de fogo no interior de sua residência ou domicílio, ou local de trabalho, desde que seja o titular ou responsável legal. Restrições: É vedado ao menor de 25 anos adquirir arma de fogo ressalvados casos dos incisos I, II, III, V, VI, VII, X do artigo 6 desta Lei. Porte Também tem validade em todo o território nacional de até 5 anos e expedido pela Polícia Federal. O porte autoriza o

2 cidadão a trazer consigo a arma de fogo de forma discreta fora das dependências da residência ou local de trabalho. No Decreto 5.123, Art. 28. O proprietário de arma de fogo de uso permitido registrada, em caso de mudança de domicílio ou outra situação que implique o transporte da arma, deverá solicitar guia de trânsito à Polícia Federal para as armas de fogo cadastradas no SINARM, na forma estabelecida pelo Departamento de Polícia Federal. Porte Funcional Art. 6. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I os integrantes das Forças Armadas; II os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal; III os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei; IV os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de (cinqüenta mil) e menos de (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº , de 2004) V os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; VI os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal; VII os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias; VIII as empresas de segurança privada e de transporte de

3 valores constituídas, nos termos desta Lei; IX para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observandose, no que couber, a legislação ambiental. X integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário. Dos Crimes e das Penas Posse irregular de arma de fogo de uso permitido (falta de registro da arma) Arma de fogo Expele projétil por combustão; Acessório É o artefato que acoplado a arma melhora o desempenho, modifica efeito secundário do tiro ou aspecto visual da arma; Munição Artefato completo pronto para carregamento e disparo de arma de fogo; Em residência ou local de trabalho, desde que seja o titular ou responsável legal; Crime doloso de mera conduta permanente e de perigo abstrato; Detenção de 2 a 4 anos, e multa; Art. 3 do Decreto Uso proibido é a antiga designação dos produtos com uso restrito. Arma de fogo obsoleta: arma de fogo que não se presta mais ao uso normal. Arma desmuniciada configura crime, mas a arma quebrada (inapta) não configura crime. A pluralidade de armas é crime único. Omissão de cautela

4 Omitir cautela para que menor de 18 anos ou pessoa portadora de deficiência se apodere de arma de fogo; Prevalece que é crime omissivo impróprio, ou seja, só se consuma quando terceiro se apodera da arma; Prevalece que o crime é culposo. Se doloso, configuraria o art. 16 (fornecer a menor de 18 anos); Não importa se a arma é de uso proibido ou permitido neste crime; Detenção de 1 a 2 anos, e multa; Observação: Caso seja munição, não configura o crime, mas configura a contravenção do art. 19, P. 2; Conduta equiparada Proprietário ou diretor de empresa de segurança ou transporte de valores. Deixar de registrar a ocorrência e comunicar a Polícia Federal sobre o extravio da arma, munição ou acessório. Tem prazo de 24 horas após o fato; Porte de armas de uso permitido Art. 14 Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar; Reclusão de 2 a 4 anos, e multa; A Adin declarou inconstitucional a proibição de fiança; Neste caso, o ato de vender não está expresso, mas está implícito no fornecer ; Disparo de arma de fogo Art. 15; Disparar ou acionar a arma de fogo; Lugar habitado ou adjacências; Em via pública ou em direção a ela; Tiro para cima ou para baixo configura o crime;

5 Reclusão de 2 a 4 anos, e multa; Conflito com art. 132 do CP que é a periclitação da vida e da saúde de outrem. Disparo em ambiente fechado, entre muros, que coloque a integridade individual de terceiro; Não importa se a arma é de uso proibido ou permitido; Posse ou porte ilegal de arma de uso restrito Art. 16 Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar; Reclusão de 3 a 6 anos, e multa; Supressão ou alteração de marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de fogo ou artefato; Modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz; Possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato (instrumento preparado com capacidade de causar um efeito) explosivo ou incendiário; Portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado; Vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo; Comércio ilegal de armas de fogo Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma

6 utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar; Reclusão de 4 a 8 anos, e multa; Equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste artigo, qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência. Tráfico internacional de arma de fogo Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente; Reclusão de 4 a 8 anos, e multa; Causa de aumento do art. 19 se for de uso restrito; O art. 12 teve sua eficácia suspensa pelo art. 30 até 31 de dezembro de 2009 Abolitio Criminis Temporária Todo mundo teve a oportunidade de entregar as armas ou fazer o registro. Mapa Mental de Direito Administrativo Lei Proibições e Penalidades Mapa Mental de Direito Administrativo Lei Proibições e Penalidades

7 Mapa Mental de Direito Administrativo Lei Provimento Mapa Mental de Direito Administrativo Lei Provimento

8 Mapa Mental de Administrativo Disciplinar Direito Regime

9 Responsabilidades Mapa Mental de Direito Administrativo Regime Disciplinar Responsabilidades Lei /2006 Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências.

10 Penas As penas do artigo 28 podem ser substituídas por outra a qualquer tempo, desde que ouvidas as partes. No parágrafo 2 trás critérios legais para diferenciar o porte de tráfico, cabendo ao juiz verificar a quantidade da substância apreendida, o local e as condições, de acordo com as circunstâncias sociais e pessoais, bem como a conduta do agente e antecedentes do agente. Estas penas são aplicadas ao réu primário um prazo máximo de 5 meses e aos reincidentes o máximo de 10 meses (vide Art. 28, P. 3). Apenas a reincidência específica pode elevar a aplicação máxima. O prazo mínimo de ambos é de 1 (um) dia. Descumpridas as sanções impostas, o Juiz deverá utilizar sucessivamente a molestação verbal e a multa, sendo esta última especificamente de 40 dias-multa à 100 dias-multa ou de um trigésimo à 3 vezes o salário mínimo. (vide Art. 29) O cultivo de pequena quantidade de planta psicotrópica para consumo pessoal se equipara ao porte de drogas com as mesmas penas. (vide Art. 28, P. 1) A forte corrente doutrinária e jurisprudencial entendendo ser inaplicável a insignificância, pois: Portaria norma ineficaz, pois o usuário, em regra, trás pouca quantidade (STJ HC ); A pena de baixa intensidade é proporcional à pequena ofensividade de quantidade enfins; O Art. 30 trás prazo prescricional específico de 2 anos. Tráfico O local que for encontrado plantio de plantas psicotrópicas será desapropriadas e repassadas aos colonos para o plantio de

11 alimentos, abrangindo toda a propriedade, independente dela ter metade da área com plantio de drogas e a outra de alimentos. A regulamentação de desapropriação está na Lei 8.257/91. A prática de mais de um verbo (vide art. 31) no mesmo contexto de fato configura crime único, pois é tipo misto alternativo. Se os contextos são diferentes prevalece que há concurso de crimes, podendo ser material ou crime continuado (vencida a tese do estado de traficância permanente). Alguns desses verbos tem características peculiar, como o importar, pois basta a droga entrar no território brasileiro que está sendo confirmado o crime de importação. Outro caso é o de remeter, caso a droga seja interceptada, será entendida como um crime consumado, sendo desnecessário que chegue ao destinatário. No caso do adquirir, o crime se consuma desde o acordo de conversa, sendo desnecessária o repasse da droga. Prevalece nos tribunais que a palavra isolada de policiais é suficiente para a condenação de tráfico, pois: Não são impedidos de depor; Dado poder de intimidação das organizações de tráfico é inviável a busca de prova testemunhal. O tráfico de drogas é equiparado ao hediondo. Sua pena é de 5 à 15 anos. Ao fixar a pena máxima, as circunstâncias dos art. 42 irão preponderar as circunstâncias do art. 59. Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. Art. 59. Nos crimes previstos nos arts. 33, caput e 1 o, e 34 a 37 desta Lei, o réu não poderá apelar sem recolher-se à prisão, salvo se for primário e de condenatória. bons antecedentes, assim reconhecido na sentença

12 A redação atual do art. 33, P.1, I trata da matéria-prima, do insumo e do produto químico destinado a preparação. A expressão destinada a preparação de droga não é elemento subjetivo, mas sim objetivo. Ex.: Éter e acetona. Crimes Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: I importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas; II semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas; III utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas. Não importa se a detenção é precária, o crime é instantâneo, não atual, desnecessário o fim de lucro. Parágrafo 2º Auxílio ao uso 1 a 3 anos / 100 a 300 diasmulta Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso de drogas. Parágrafo 3º Oferecer droga para alguém uso compartilhado, independente de lucro pagamento de 700 a de dias-multa eventualmente sem objetivo de lucro relacionamento para consumirem juntos. determinado para o 6 meses a 1 ano, e Fornecer droga a pessoa de seu

13 Os parágrafos 2º e 3º não são equiparados ao crime hediondo. São crimes de menor potencial ofensivo. Parágrafo 4º Causa de diminuição de pena De 1/6 a 2/3 O indivíduo deve ser réu primário com bons antecedentes, e não deve se dedicar à atividade criminosa ou não se integra a uma organização criminosa. Tem caráter equiparado ao hediondo. Por coerência, ficaria afastada a denominação tráfico privilegiado, pois o privilégio é incompatível com a hediondez. A proibição de conversão da pena restritiva de direitos foi declarada inconstitucional pelo STF e sua execução suspensa pela resolução nº 5/2002 do Senado Federal. Prevalece no STF e STJ que a quantidade da droga é critério redutor. No HC do STF que a retirada de substância do rol daquelas considerada droga (Resolução da ANVISA) configura abolitio criminis em relação as drogas. Art. 34 informa que quem tem maquinário ou aparelho destinado a fabricação de drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal. Isto é equiparado ao crime hediondo. Desnecessário que o aparelho tenha uso específico. Pena de reclusão de 3 a 10 anos, e 1200 a 2000 dias-multa. Art. 35 Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não. Apesar da letra da lei dizer que mesmo que o indivíduo se associe para cometer apenas um tráfico, o STJ entende que deve haver estabilidade e permanência, ou seja, não permitindo que ao cometer apenas uma vez seja considerado associação. Este artigo não é equiparado a hediondo. O termo quadrilha prevista no Código Penal é a associação de mais de 3 pessoas para cometerem crimes, ou seja, tem estabilidade e permanência.

14 Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e 1o, e 34 desta Lei É o mais grave da lei. Existe uma colisão do art. 36 com a causa de aumento por financiamentono Art. 40, VII O tipo habitual tem causa de aumento. Outra visão é que a causa de aumento deve ser desconsiderada. Se além de financiar trafica, responde por tráfico com causa de aumento. Se só financia, responde pelo tipo autônomo. Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos o arts. 33, caput e 1, e 34 desta Lei. De 2 a 6 anos. Desnecessária a condenação de terceiros pelo crime de associação. Se o informante toma decisões na associação, ele passa a ser integrante. Crime instantâneo. Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com Caso a prescrição seja culposamente responde por este artigo, mas se for dolosamente será considerado tráfico (art. 33). determinação legal ou regulamentar. Causa de aumento de pena De acordo com o Art. 40, os aumentos de penas podem ser de 1/6 a 2/3, mas que depende de sua: Transnacionalidade Natureza, Procedência ou Circunstâncias (art. 40, I) É desnecessário que se trate uma organização criminosa, ou até mesmo que o agente ultrapasse a fronteira, desde que seja comprovado sua vontade de fazer isto. A competência de aumento de pena leva para a Justiça Federal; Caso seja um agente de função pública ou de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância; Dentro de ambiente prisional, social, educacional,

15 cultural, recreativas, esportivas ou beneficentes, trabalho coletivo, local de espetáculo ou diversões de qualquer natureza, ambiente de tratamento de usuários de drogas ou reinserção social, unidades militares ou policiais, ou transporte público (art. 40, II) Basta proximidade com o local, sendo desnecessária a prova de que a droga se destinava aos frequentadores desses locais; Violência, emprego de arma de fogo, intimidação difusa ou coletiva, grave ameaça (art. 40, IV); Interestadualidade (art. 40, V) Desnecessário que a droga cruze a fronteira; Visa ou envolve de crianças e adolescente, ou quem tem diminuída capacidade de entendimento ou determinação (art. 40, VI) O idoso não faz parte; Delação premiada Art. 41. Essa delação premiada pode acontecer no inquérito ou no processo criminal através de um indiciado ou acusado ajudando na identificação do outros participantes, recuperação total ou parcial do produto do crime. Com isto, terá a pena diminuída de 1/3 a 2/3. A diminuição é um ato privativo do juiz, não há efeito jurídico na promessa do MP. Fixação de Pena Art. 42. O juiz irá considerar a quantidade, natureza, personalidade e a conduta social do agente. Multa do Tráfico Art. 43 Também é diferente do sistema do Código Penal. Veja: CP: De 30 a 360 dias-multa; Valor de 1/30 a 5 salários mínimo, podendo até aumentar em 3x esse valor se o indivíduo é muito rico;

16 Lei de Drogas: Específico no tipo o número de dias-multa; Valor de 1/30 a 5 salários mínimo, podendo até aumentar em 10x esse valor se o indivíduo é muito rico; Vedações Art. 44 Os crimes previstos nos arts. 33, caput e 1o, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis (art. 77, CP Suspensão condicional da pena), graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos. Parágrafo Único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente específico. Observações: Aos crimes equiparados a hediondo, a proibição é desnecessária, pois já está na CF. Aos não equiparados, ela é inconstitucional. Procedimento Penal No JECRIM tem as seguintes peculiaridades: Mesmo se recusado o compromisso de comparecer em juízo, não há prisão em flagrante; O conteúdo da transação penal será uma das penas do art. 28; Para a lavratura do auto de prisão em flagrante e recebimento da denúncia basta para demonstrar a materialidade o auto de constatação. Para a condenação, a doutrina exige perícia definitiva. O prazo do inquérito é de 30 dias preso e 90 dias solto,

17 podendo ser duplicado pelo juiz. O relatório deverá justificar as razões a classificação do delito. A remessa dos autos do inquérito será sempre feita em juízo das diligências complementares. (art. 52) Meios peculiares de investigação 1. Infiltração de agente Tem natureza jurídica de cautelar preparatória, natureza investigativa e não preventiva. Não admite o agente provocador, mas sim o infiltrado; 2. Entrega vigiada Este meio tem peculiaridades frente ao flagrante postergado, pois além do controle judicial tem como requisitos: 1. Conhecimento de itinerário provável; 2. Identificação dos envolvidos; Requisitos gerais Autorização judicial; Prévia oitiva do MP; Procedimento / Processo Recebida a denúncia, o juiz notificará por escrito o acusado para oferecer a defesa prévia em 10 dias. A defesa poderá convocar até 5 testemunhas e requerer as demais provas que entender pertinentes. Prevalece no STJ que a defesa prévia pode ser substituída pela resposta a acusação do art. 396-A do CPP. Aplica-se subsidiariamente o art. 397 do CPP da absolvição sumária. Art. 56, P. 1 Afastamento cautelar do funcionário público de

18 suas atividades na decisão que recebe a denúncia. A audiência será marcada em 30 dias, salvo se instaurado o incidente de dependência, quando o prazo será de 90 dias. O STF pacificou que a ordem dos atos é prevista no rito especial do art. 57, ou seja, o interrogatório será o primeiro ato. Art. 57. Na audiência de instrução e julgamento, após o interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas, será dada a palavra, sucessivamente, ao representante do Ministério Público e ao defensor do acusado, para sustentação oral, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por mais 10 (dez), a critério do juiz. O réu não poderá apelar em liberdade no crimes dos arts. 33, caput e 1o, e 34 a 37 desta Lei, salvo se primário ou de bons antecedentes. Disposições transitórias finais e Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilícito transnacional, são da competência da Justiça Federal. Parágrafo único. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam sede de vara federal serão processados e julgados na vara federal da circunscrição respectiva.

19 Vídeos Aulas sobre Lei do Servidor Público Federal 8.112/90 Prof. Lucília Sanches O Saber Direito Aula desta semana destaca temas, conceitos e institutos relacionados ao regime jurídico do servidor público federal Lei n.º 8.112/90 e normas constitucionais. As aulas esclarecerão questões como: os agentes públicos, políticos, colaboradores e os servidores públicos, tanto em sentido amplo, quanto em sentido estrito. Segundo a professora Lucília Sanches, a Lei n /90 é o regime jurídico base para todos os servidores públicos federais, com algumas normas pontualmente aplicáveis também àqueles que ocupam cargo em comissão ainda que não possuam o status de servidor, além de ser a fonte de inspiração para os regimes jurídicos dos servidores estaduais e municipais, explica. Segue o link para a Lei 8.112/90. Aula 1 Agentes Públicos e Cargos No primeiro encontro, será abordado o conceito de agentes públicos, com todas as suas subdivisões e os diversos tipos de cargos públicos, com enfoque nos cargos efetivos. GVGC8

20 Aula 2 Estatuto Jurídico A partir da segunda aula uma análise de temas específicos do estatuto jurídico do servidor público federal, como as diversas formas de provimento, as hipóteses de vacância e as possibilidades de deslocamento Aula 3 Direitos e Vantagens dos Servidores Federais Na terceira aula, serão estudados os direitos e vantagens dos servidores federais Aula 4 Licenças,

21 Afastamentos, Concessões Direito de Petição e O quarto encontro é dedicado a apresentação das licenças, dos afastamentos, das concessões e do direito de petição. Aula 5 Regime disciplinar, Penalidades e Processo Disciplinar O quinto e último encontro aborda o regime disciplinar do servidor federal, com análise das penalidades e do processo disciplinar. Mapa Mental 8.112/90 Mapa Mental de Leis 8.112/90 de Leis

22 Mapa Mental de Leis /90 Mapa Mental de Leis 8.112/90 Conceitos Mapa Mental de Leis 8.112/90 Conceitos

23 Mapa Mental de Leis /90 - Conceitos Mapa Mental de Leis 8.112/90 Provimento Mapa Mental de Leis 8.112/90 Provimento

24 Mapa Mental de Leis /90 - Provimento Mapa Mental 8.666/93 Mapa Mental de Leis 8.666/93 de Leis

25 Mapa Mental de Leis /93

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