BOLBO E PROTUBERÂNCIA

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1 Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Neuroanatomia 2004/2005 BOLBO E PROTUBERÂNCIA Aula leccionada pelo Prof. Barbosa O bolbo e a protuberância fazem parte do tronco cerebral, constituindo a vesícula encefálica primitiva rombencéfálica; e dentro do rombencéfalo, o bolbo é o mielencéfalo e a protuberância o metencéfalo. É preciso ter presente que a medula espinhal vai sofrer uma profunda alteração: a placa alar e a placa basilar, que davam origem ao corno dorsal e ao corno anterior respectivamente, vão sofrer uma planificação, ao nível da parte superior do bolbo, de modo que, o sulco limitante que se vislumbra na medula, vai dividir o pavimento do 4º ventrículo, tendo a placa alar medialmente e a placa basilar lateralmente. Uma das principais diferenças entre medula e bolbo é o aparecimento do 4º ventrículo, que também está presente na protuberância, esta última sofrendo ainda maiores alterações. Protuberância, ponte ou ponte de varólio, pois faz a comunicação entre o cortéx e cerebelo. As modificações que ocorrem no bolbo são muito mais ténues na parte distal junto á medula que na parte mais craneal junto à protuberância: o aparecimento do 4º ventrículo e de trajectos alternativos ou diferentes daqueles que feixes importantíssimos tinham na medula dois feixes feixe cortico-espinhal que sofre aqui a decussação das pirâmides e vai ter um papel fulcral no destruir dos cornos anteriores da medula, lemnisco medial que tem origem no núcleo gracilis e cuneatos vai ter um papel fulcral no destruir do corno posterior. É a chamada decapitação dos cornos. Para além desta decapitação dos cornos, há o aparecimento de novos núcleos importantíssimos: dorsal do vago, do feixe solitário, do hipoglosso (não tão importante), tendo os dois primeiros função daquilo que se chamava núcleo pneumotácico no controlo da respiração e batimento cardíaco. Em termos funcionais há uma relação integrativa com o vago muito marcada, visto que o bolbo é capaz de modular a dor através de fibras descendentes que vão ter efeito a nível cardíaco, respiratório e de todas as vísceras, uma vez que a partir daqui nascem as fibras viscerais do vago. Basicamente as vísceras são controladas pelo glossofaríngeo, vago e parte do acessório. A sua importância como órgão regulador e integrador de função autónoma é marcadíssima. Bolbo e Protuberância pág. 1

2 Daqui inferimos o conceito de morte cerebral. Hoje em dia, para se tirar um órgão não conta o coração estar a bater ou não, o que conta é o cérebro estar a funcionar ou não, e as provas de funcionamento do cérebro e de reversibilidade e irreversiblidade do seu funcionamento assentam na verificação de estruturas do tronco cerebral, nomeadamente, do bolbo e da protuberância. É a sua detecção que determina se a máquina deve ser desligada e os órgãos retirados para transplante ou não, daí a sua importância no funcionamento vegetativo. abertura do bolbo e formação do 4º ventrículo, vias que cruzam, aparecimento de núcleos, e uma quantidade enorme comparada com aquilo que acontecia na medula de formação reticular. Tudo isto leva a que o bolbo tenha um aspecto progressivamente diferente da medula. E são estas progressivas imagens de diferença e inclusão progressiva de outras estruturas que vão ser focadas nesta aula. Quanto à morfologia externa da medula: fissura mediana anterior, sulco médio posterior, cornos anteriores e posteriores, feixe cortico-espinhal feixe espinho-talâmico, feixes gracilis e cuneatos que vão terminar em núcleos específicos, cujas fibras que chegam aí podem partir quer do gânglio dorsal raquidiano (via directa) quer da substância cinzenta (via indirecta), feixe espinho-cerebeloso dorsal feixe espinho-cerebeloso ventral, feixes das colunas posteriores e feixe cortico-espinhal que vão Ter um trajecto muito complicado e que veiculam as propriocepções conscientes. No bolbo, existe uma fossa romboide, com dois triângulos, um anterior e outro posterior. No meio se vêm-se sistematicamente as estrias medulares. O triângulo inferior é mais complicada porque tem o sulco médio e o sulco limitante; no triângulo superior existe uma eminência do facial (impropriamente chamada assim, porque quem faz a eminência é o abducente, à volta do qual se encontram fibras da facial), e uma área mais escura que corresponde ao serúlio cinzento porque tem neurónios que contem toda a noradrenalina existente no cérebro. O triângulo inferior tem o triângulo do hipoglosso, depois o do vago, e o mais lateral que é o vestibular. O obéx, e entre o obéx e abertura do canal do epêndimo, situa-se Bolbo e Protuberância pág. 2

3 um órgão circum-vascular onde não há barreira hematoencefálica, no qual o líquido encefalo-raquidiano e as estruturas dentro daquela zona comunicam abertamente, os vasos comunicam-se directamente. É o que caracteriza os órgão vasculosos circum vestibulares, e é a chamada área postrema. Na parte distal do bolbo, vê-se o sulco médio posterior, o sulco póstero-intermédio, o fascículo cuneatos e o fascículo gracilis que vão terminar em dois núcleos, o núcleo cuneatos e o núcleo gracilis respectivamente, e as aferências continuam-se como pedúnculo cerebeloso inferior. Há aqui uma parte do gracilis que parece continuar-se com o tegmento do bolbo e que vai terminar num complexo olivar inferior, onde vai terminar o feixe espinhocerebeloso dorsal. Este complexo olivar inferior tem muita importância porque há muitas fibras proprioceptivas do membro inferior que vão terminar aí no núcleo Z. Na parte ventral do bolbo ainda se vê muito do que se via na medula: a fissura anterior, o sulco antero-lateral, donde sai um nervo que é a continuação do 1º nervo raquidiano e sob o ponto de vista funcional, são fibras eferentes somáticas, que é o hipoglosso; e entre o hipoglosso, o glossofaringeo e o vago, fica o bolbo lateral onde avulta uma estrutura, a oliva, ou melhor dizendo, o núcleo olivar principal, porque a oliva ou complexo olivar inferior tem 3 núcleos. No sulco que separa o bolbo da protuberância, vê-se a sair o abducente, o facial e o vestibulococlear. Na protuberância avulta um sulco médio por onde passa um vaso, a artéria basilar, e por isso chamado sulco da artéria basilar. O limite superior da protuberância é a emergência do 5º par de nervos craneanos: trigémio que se pergunta sistematicamente. Os nervos craneanos durante muito tempo, foram referidos como pares, porque são todos bilaterais: 1º par olfactivo 7º par facial 2º par óptico 8º par vestibulococlear 3º par oculomotor 9º par glossofaríngeo 4º par troclear 10º par vago 5º par trigémio 11º par acessório 6º par abducente 12º par hipoglosso Há ainda um nervo terminal junto à fita olfactiva e um nervo vomero-nasal. A fissura anterior na sua parte final é como que apagada por fibras que saltam duma estrutura, com uma forma cilindrica ou cónica, mas que os anatomistas resolveram chamar piramidal as pirâmides bulbares onde estão os feixes cortico-espinhais. Isto acontece porque começa a decussação a partir das fibras mais cervicais e terminando nas mais sagradas, e por ordem, as mais laterais cruzam primeiro que as mais mediais. A esta ordem chama-se somatotopia. O primeiro corte é junto à decussação, depois um corte logo a seguir à decussação e depois um corte quando abre o 4º ventriculo. Bolbo e Protuberância pág. 3

4 Da decussação para cima, existem pirâmides com o feixe cortico-espinhal, da decussação para baixo, já não tem o feixe cortico-espinhal, mas apenas um bocadinho seu que não cruza que é o feixe cortico-espinhal anterior. As fibras ao nível da decussação infletem dorsal e lateralmente em direcção ao cordão antero-lateral. Exp.: se considerarmos o cordão anterior, as fibras vão passar para o cordão anterolateral do lado oposto (cruzam dorso-lateralmente). Na decussação, 90% das fibras cruzam as pirâmides dorso-lateralmente, 8% fica como feixe cortico-espihal anterior e cruza só quando atinge os seus alvos a nível da medula e há 2% que não cruza. Temos então a medula com o seu feixe cortico-espinhal anterior, o cortico-espinhal lateral e os cornos. Ao entrar no bolbo vê-se o gracilis e o cuneatos, e o que vai acontecer é que as fibras das pirâmides vão inflectir dorso-lateralmente para o lado oposto, fazendo com que haja uma separação do corno anterior da medula do resto da substância cinzenta é a decapitação do corno anterior da medula. Por outro lado, as fibras do cordão posterior que vão terminar ao nível do núcleo gracilis e do núcleo cuneatos vão decussar também, e vão formar um conjunto de fibras que são as fibras arciformes internas que vão correr para o cérebro, ascendendo até ao tálamo. No núcleo gracilis e cuneatos está situado o 2º neurónio da via da propriocepção e o 3º neurónio está no tálamo, as fibras dos feixes gracilis e cuneatos cruzam e sobem formando o lemnisco (ou banda) medial. Mas antes de formar o lemnisco medial, as fibras cruzam, e ao cruzar decapitam o corno posterior. Resumindo: Decapitação do corno anterior pelo feixe cortico-espinhal Decapitação do corno posterior pela formação dos lemniscos mediais Se houver uma estimulação das fibras do feixe cortico-espinhal, o estímulo vai correr para a medula. Se estimular as fibras do lemnisco medial, o estímulo corre para o tálamo. São sentidos opostos, mas o efeito a nível da estrutura é o mesmo. Tem-se que reter que a fibras do cortico-espnhal estão a ir para a medula, e as fibras do lemnisco medial dirigem-se para o tálamo. Na parte mais distal do bolbo inicia-se a decussação, não há pirâmides, está em curso a decussação das pirâmides. Não há pirâmide, porque as fibras cruzam e cortam a cabeça anterior do corno anterior da medula e vão-se formar aqui dois núcleos, uma vez que o corno anterior continua-se pelo bolbo através de dois núcleos, núcleo supra-espinhal que vai dar origem ás fibras que vão sair da medula pela raiz anterior do 1º nervo raquidiano e pela raiz espinhal do nervo acessório, que são as fibras que vão enervar o trapézio e o esternocleidomastoideu, (o resto do acessório vai para o vago, por Bolbo e Protuberância pág. 4

5 isso é chamado de acessório), e a células que vão formar uma coluna e se vão continuar com o hipoglosso. núcleo espinhal do nervo acessório Isto é a decapitação. As outras partes do bolbo continuam na mesma: os feixes espinhocerebelosos estão na periferia, a coluna posterior ainda intacta, o cordão posterior ainda intacto com o cuneatos, o gracilis, e o corno posterior que vai sofrer o corte a seguir. Ao corno posterior nesta altura já se chama núcleo do feixe espinhal do trigémio. O feixe dorsolateral que separava o corno posterior da superfície da medula fica na mesma, mas passa a chamar-se feixe espinhal do trigémio, e fica a mesma coisa porque são fibras que em vez de virem do tronco, vêm da cara. Portanto, o núcleo e o feixe espinhal do trigémio é a continuação do corno posterior, e o trajecto craneal até ao VPL e VPR é igual, mas em vez de se chamar lemnisco lateral, chama-se lemnisco trigeminal. [nesta altura da aula, assistimos ao striptease do Prof. Barbosa] A inflexão dorso-lateral das fibras do feixe cortico-espinhal fez com que parte do corno anterior se separasse do resto. O cordão posterior ainda continua intacto com o gracilis e o cuneatos, mas repara-se que existe um bocadinho de substância branca que indicia já o aparecimento do núcleo gracilis e cuneatos, que vão aparecer á medida que nós caminhamos cranealmente. Os outros feixes continuam na parte lateral do bolbo. Nesta zona ainda há os feixes espinho-cerebelosos anterior e lateral, mas o anterior tem um trajecto diferente do lateral, pois atinge o tálamo pelo lemnisco medial, enquanto que o lateral forma o lemnisco lateral. [Prof. Barbosa eufórico e espantado com os conhecimentos de neuroanatomia do 2ºano 2004/2005] Num corte acima do ponto onde as fibras decussam, passa-se a ver na parte mais ventral do bolbo as pirâmides, porque as decussações ficam mais caudalmente, e vê-se em toda a sua plenitude na parte posterior a decapitação dos cornos posteriores e a decussação dos lemniscos mediais. O cordão anterior do bolbo, embora se pareça com o cordão anterior da medula possui fibras completamente diferentes: no bolbo são fibras cortico-espinhais e na medula eram as fibras vestibulo-espinhais, as intersegmentares, as olivo-espinhais. Está em pleno curso a decussação dos lemniscos mediais. Tem-se então o núcleo cuneatos e o núcleo gracilis aos quais vêm ter fibras que vão estabelecer sinapse e depois ascendem pelo lemnisco medial. Estas fibras primeiro cruzam para o lado oposto e dirigem-se para níveis superiores. Ao cruzar, elas cortam o corno posterior, é a decapitação do corno posterior. No entanto, no resto do bolbo, já há grandes diferenças. Para além do aparecimento dos Bolbo e Protuberância pág. 5

6 núcleos, há uma grande área de células dispersas e irregulares a que se chama formação reticular do bolbo, e vai surgir aqui o núcleo giganto-celular do bolbo que vai dar origem ao feixe reticulo-espinhal medial. O feixe espinho-talamico anterior já se incorporou a nível do lemnisco espinhal, o feixe espinhotalamico lateral é o lemnisco lateral. No bolbo também surge o complexo olivar inferior. Ao complexo olivar inferior e ao núcleo cuneatos chama-se bolbo lateral, onde correm todos os feixes que vinham da medula para níveis superiores: espinho-cerebelosos, rubro-espinhal, espinho-talamico lateral. Nele existe o núcleo olivar inferior principal. É um corredor por onde passam os feixes que vinham da medula para regiões segmentares superiores ou que vêm da parte superior para a medula. Lateralmente ao núcleo cuneatos e ao núcleo gracilis, existe o núcleo cuneatos acessório onde terminam as fibras que ascendendo pelo feixe cuneiforme não encontraram o seu alvo no sítio onde entraram ao nível de C1-C8 porque não há núcleo torácico ou de Clarck. Estas células formam um núcleo que é em tudo irmão do núcleo torácico ou de Clarck e depois as suas fibras vão como as do núcleo torácico ou de Ckarck. Enquanto que o núcleo torácico ou de Clarck dá origem ao feixe espinhocerebeloso dorsal que vai terminar no cerebelo como fibra nervosa, o núcleo cuneatos acessório vai dar origem a fibras que se vão incorporar no pedúnculo cerebeloso inferior e dirigem-se para o cerebelo, são as fibras arciformes externas dorsais. As fibras arciformes internas são as fibras do lemnisco medial. O canal do epêndimo vai-se aproximando do sulco posterior que vai abrindo, o que indicia a formação do 4º ventrículo. Junto do epêndimo vê-se um núcleo com fibras que é o do hipoglosso, e que o triângulo mais chegado à linha média no chão do 4º ventrículo é o núcleo do hipoglosso. Mais lateralmente vemos o núcleo dorsal do vago, que já é visível mesmo no bolbo fechado. Num corte mais acima que o anterior, vemos o cuneatos, o gracilis, o acessório, a decussação lemniscal, e á volta do canal do epêndimo existem núcleos a aparecerem, o do hipoglosso e dorsal do vago, e no meio destes mais profundamente situa-se o núcleo do feixe solitário, e mais lateral ainda são os núcleos vestibulares. São os núcleos que vocês têm de saber no chão do 4º ventrículo... e mais nada!!! O do solitário não se vê porque está entre o dorsal do vago e o do hipoglosso, no entanto existe no meio destes dois o núcleo intercalado mas não é esse que eu quero!!!. Chama-se núcleo solitário, porque ao contrário de todos os outros núcleos, as suas fibras são completamente encapsuladas pelas células, formando um túnel ao longo de toda a protuberância e todo o bolbo. É um núcleo imenso que recebe fibras aferentes viscerais gerais, que são fibras que vem das vísceras e tem uma importância enorme na regulação da dor porque é a chamada área assíncona do bolbo. Há também a este nível, para além do lemnisco medial e das fibras cortico-espinhais, um feixe longitudinal medial que está sempre por baixo do aqueduto cerebral ou daquilo que o representa a nível do 4º ventrículo, e que entra na medula no cordão anterior confundindo-se com as fibras do intersegmentar e tem por função fazer a coordenação dos movimentos da cabeça com os movimentos dos Bolbo e Protuberância pág. 6

7 olhos; é a integriddade do feixe longitudinal medial que é testada nas provas de morte aparente! [é provável que saem perguntas no exame sobre este feixe] Agora começa a 2ª parte da história... acabaram-se os feixes, acabaram as alterações induzidas pelos feixes e as grandes alterações a este nível são induzidas pelo aparecimento de núcleos que não havia na medula, sendo os mais importantes em termos funcionais o do hipoglosso na parte medial do 4º ventrículo, o núcleo dorsal do vago e os vestibulares; mais profundamente, o núcleo do feixe solitário, entre o do hipoglosso e o dorsal do vago. Aqui surge também o núcleo olivar inferior principal que faz parte do complexo olivar inferior. [isto é importante porque é grande a probabilidade de um núcleo ser perguntado na gincana porque se vê ] Deste complexo olivar inferior fazem também parte o núcleo olivar medial e o núcleo olivar dorsal e é esta a origem das fibras trepadoras do cerebelo. Há muita informação que vem do feixe espinho-olivar da oliva para o cerebelo e vai ser importante na estimulação das células de Purkinge. Há aqui as pirâmides, o lemnisco medial que se vai aproximando da parte dorsal, e as fibras do feixe longitudinal medial. Núcleos arqueados e estrias medulares: os núcleos arqueados são agregações variáveis de pessoas para pessoas que estão na parte ventral das pirâmides e que são células que deviam ter ido para a parte ventral da protuberância (a protuberância que recebe informação proveniente do cortex para a base da ponte onde as fibras fazem sinapse indo para o cerebelo). Estas células que estão na base da ponte, são chamadas células pônticas/núcleos pônticos, e há algumas destas células que se perdem, que migram mal e vão formar os núcleos arqueados que recebem as fibras que vêm do cortex e estabelecem sinapse aqui, e se são irmãos das fibras cortico-ponticas, estas fibras cruzam para o lado oposto e vão entrar no cerebelo pelo pedúnculo cerebeloso inferior, constituindo as fibras arciformes externas ventrais. Resumindo... Fibras arciformes externas ventrais que vem dos núcleos arqueados Fibras arciformes externas dorsais que vem do cuneiforme acessório Fibras arciformes internas que são o lemnisco medial Mas há células destas que se perdem no meio do bolbo e cujo axónio emerge no chão do 4º ventrículo formando as estrias medulares. As estrias medulares são o irmão das fibras arciformes externas ventrais mas que ascende pela parte média e que se vê a emergir na base do 4º ventrículo. Os núcleos: dorsal do vago, vestibular, hipoglosso, solitário, complexo olivar, formação reticular, e começa a aparecer no 4º ventrículo o pedúnculo cerebeloso inferior. E o feixe espinho-cerebeloso dorsal Bolbo e Protuberância pág. 7

8 aproxima-se deste pedúnculo cerebeloso inferior; o feixe cortico-espinhal continua na sua posição, o lemnisco medial vai subindo e as fibras longitudinais mediais também. Pergunta clássica: na linha média do bolbo que fibras antero-posteriores conhece? Diga de modo ordenado. Para onde se dirigem essas fibras? Qual a importância funcional dessas fibras? R.: dorso-ventralmente, as fibras do feixe longitudinal medial, depois as fibras do lemnisco medial e por fim as fibras cortico-espinhais. Para além disso vê-se o núcleo olivar inferior com o seu núcleo medial e a sua estrutura lateral, envolvido por fibras brancas a formar uma cápsula, que se chama o amiculo da oliva. Vê-se também fibras que sobem pela parte média e vão aparecer no chão do 4º ventrículo e que são as estrias medulares. Acerca do núcleo puntobulbar, apenas se poderá perguntar as aferências e eferências do núcleo punto bulbar que formam o feixe circum olivar, porque se vê muito bem na parte inferior da oliva um feixe muito bem marcado que vem das pirâmides e que se forma aí e que também têm a ver com essas fibras arciformes que migram mal mas não vou perguntar mais nada acerca do nucleo puntobulbar. São três as origens das diferentes fibras arciformes, do lemnisco medial dos núcleos arqueados, as que ficam perdidas no meio do bolbo e é esse núcleo punto bulbar ou núcleo do feixe circum olivar esse não vos pergunto porque está muito mal explicado. O pedunculo cerebeloso infeior com dois núcleos: o núcleo coclear dorsal e o núcleo coclear ventral, recebem as fibras que vêm da cóclea, e vão dar, nos cortes que vem a seguir, fibras que cruzam a linha média e que vão permitir separar a protuberância numa porção dorsal ou tegmentar e numa porção ventral ou basilar. Fibras cruzadas na oliva, núcleo coclear dorsal e o núcleo coclear ventral, mantém-se o núcleo do hipoglosso até uma zona muito alta, o núcleo do vago e os núcleos vestibulares muito importantes no equilíbrio. A parte reticular do bolbo é muito marcada, e vai aparecendo o núcleo ambíguo. Núcleo supra-espinhal que mandava fibras para o 1º nervo cervical, núcleo hipoglosso (língua) com fibras eferentes somáticas, que quem comanda são células que têm a ver com os pares de nervos craneanos, nomeadamente, facial, glossofaríngeo e vago, sendo o núcleo ambíguo o local onde nascem as Bolbo e Protuberância pág. 8

9 suas fibras eferentes somáticas. O lemnisco medial vai subindo e dentro em pouco em vez de estar organizado numa coluna vertical, vai-se horizontalizar e vai perfurar fibras que vem do núcleo coclear dorsal de um lado para o oposto que é o corpo trapezoide. Na parte mais distal da ponte vê-se 4º ventrículo, pedúnculo cerebeloso inferior a entrar para o cerebelo, o feixe longitudinal medial, sempre por baixo do 4º ventrículo ou por baixo da substância cinzenta no aqueduto cerebral, cada vez a achatar mais, a oliva a fazer proeminência na sua parte lateral, o glossofaríngeo a sair, os feixes cortico-espinhais com os núcleos arciformes que dão origem às fibras arciformes externas ventrais. Ao entrar na ponte, há fibras que vinham do núcleo coclear dorsal e ventral e que cruzam para o lado oposto e são essas que estão horizontalizadas e que formam no seu todo o corpo trapezoide. A perfurar o corpo trapezoide em direcção ao cortex, as fibras do lemnisco medial que corriam verticalmente e que passam a correr em banda. As fibras do corpo trapezoide horizontalmente a serem perfuradas pelas fibras do lemnisco medial formam como que uma rede que permite dividir a protuberância em duas porções: uma parte de passagem onde se encontra nucleos ponticos, que estão no seu local correcto (porque os que não estão no seu local correcto são os arciformes que estão perdidos no bolbo) que recebem fibras corticais, cruzam para o lado oposto e dão origem ao maior dos pedúnculos cerebelosos que é o pedunculo cerebeloso médio, e uma parte que é verdadeira continuação do bolbo, que é a porção tegmentar da protuberância. Protuberância divide-se numa porção basilar e numa porção tegmentar separadas pelo corpo trapezoide. Na parte inferior da porção tegmentar, as fibras que descem são ou cortico-espinhais que vão para as piramides, ou cortico-ponticas que terminam nos nucleos da ponte ou nos nucleos arciformes (pergunta-se onde terminam as fibras cortico-ponticas? ) ou fibras cortico-nucleares que vem do cortex para os nucleos motores dos nervos craneanos; é portanto uma zona de passagem a porção basilar da ponte. A porção tegmentar da ponte tem muitos núcleos, nomeadamente aquele que fazia a eminência do facial, o colículo do facial, erroneamente chamado porque não é o facial, é o abducente que tem à sua volta o facial. O facial que é arrastado pelo crescimento da protuberância para as profundidades da porção tegmentar da ponte e leva trás de si os seus axónios, mas deixa o seu trajecto inicial. Portanto as suas fibras dirigem-se primeiro superiormente, depois medialmente, circundam o abducente e depois é que saem, é o chamado joelho do facial. Formação reticular da protuberância muito complexa, o corpo trapezoide e o lemnisco medial, e o feixe longitudinal medial. Corpo trapezoide, a protuberância com as suas fibras ponticas e os seus núcleos ponticos, o lemnisco medial, o núcleo do facial, o núcleo do abducente, o facial a formar o joelho, a saída do abducente e a saída do facial, e também o feixe longitudinal medial. Bolbo e Protuberância pág. 9

10 O facial trazido para a parte mais ventral depois forma o seu joelho saindo e circundando o núcleo do abducente, fazendo o tal joelho do facial ou eminência teres na base do 4º ventriculo. Superiormente a divisão da protuberância é muito maior, desapareceu o corpo trapezoide e a fronteira ente a porção basilar e a porção tegmentar da protuberância passa a ser o lemnisco medial que se dirige para o tálamo. Lateralmente ao lemnisco medial está o lemnisco espinhal, o lemnisco lateral e o lemnisco trigeminal. Os lemniscos formam todos uma banda periférica em volta da parte reticular da protuberância e quase que a circundam completamente. Nasce o nervo troclear, o feixe longitudinal medial junto ao aqueduto cerebral e começa a aparecer o pedúnculo cerebeloso superior que é a via de saída das fibras do cerebelo Esta aula já está... resolvi desgravá-la literalmente, tal e qual aquilo que o Prof disse na aula, uma vez que os livros temos nós em casa. O Prof Barbosa recomendou tanto o Nolte como o Gray para o estudo completo desta matéria. Os slides apresentados na aula, são na sua maioria as imagens do Nolte, razão pela qual não as coloquei aqui, contudo, aconselho que as visualizem ao longo da leitura da aula. Foi notório o espanto e o contentamento do Prof demonstrado ao longo da aula e principalmente no final com alguns dos experts do nosso fantástico 2º ano!!!! Parabéns 2º ano!!! Aos que perceberam continuem a dominar, aos restantes, espero que esta aula vos ajude a entender tudo isto (e a mim também!!!)!!! Só me resta apelar que desgravem as aulas... Não se percebe como é que há tantos gravadores a gravar as aulas... e raramente surgem aulas desgravadas... E não só as aulas de Neuro, mas também das outras disciplinas como Fisio e Psic, que fazem muito jeito a todos!!! Não custa assim tanto e aprende-se melhor!!! Desejo boa sorte a todos para a gincana e para o temível exame ;-) Liliana Costa [email protected] Bolbo e Protuberância pág. 10

11 Bolbo e Protuberância ERRATA!!! Aiii!!! Pág. 1 2º parágrafo: onde se lê ( ) tendo a placa alar medialmente e a placa basilar lateralmente deve-se ler ( ) tendo a placa alar lateralmente e a placa basilar medialmente Pág. 2 últ parágrafo: onde se lê ( ) fossa romboide, com dois triângulos, um anterior e outro posterior deve-se ler ( ) fossa rombóide, com dois triângulos, um superior e outro inferior Pág. 5 2º parágrafo: onde se lê ( ) trajecto craneal até ao VPL e VPR deve-se ler ( )trajecto craneal até ao VPL e VPM 3º parágrafo: onde se lê Nesta zona ainda há os feixes espinho-cerebelosos anterior e lateral deve-se ler Nesta zona ainda há os feixes espinho-talâmicos anterior e lateral onde se lê ( ) enquanto que o lateral forma o lemnisco lateral. deve-se ler ( ) enquanto que o lateral forma o lemnisco espinhal. Pág. 6 1º parágrafo: onde se lê O feixe espinho-talamico anterior já se incorporou a nível do lemnisco espinhal, o feixe espinho-talamico lateral é o lemnisco lateral. deve-se ler O feixe espinho-talamico anterior já se incorporou a nível do lemnisco medial, o feixe espinho-talamico lateral é o lemnisco espinhal. Pág. 8 4º parágrafo: onde se lê São três as origens das diferentes fibras arciformes, do lemnisco medial dos núcleos arqueados, as que ficam perdidas no meio do bolbo e é esse núcleo punto bulbar ou núcleo do feixe circum olivar deve-se ler São três as origens das diferentes fibras arciformes, do cuneiforme acessório do lemnisco medial dos núcleos arqueados, e as que ficam perdidas no meio do bolbo e é esse núcleo punto bulbar ou núcleo do feixe circum olivar Sorry errar é humano!!! Caso alguém detecte mais algum lapso, agradecia que me avisasse ;-) Liliana Costa [email protected] Bolbo e Protuberância

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