RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO
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- Stéphanie Costa Casado
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1 UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA CIVIL CAMPUS CAMPO MOURÃO ENGENHARIA CIVIL MARCELO PALHARINI RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO Relatório de Estágio Curricular Obrigatório apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Campo Mourão. Orientador: Prof. Msc. Luiz Becher Autorizo o encaminhamento para avaliação, Assinatura do prof. Orientador CAMPO MOURÃO 2014
2 RESUMO Este relatório tem como objetivo apresentar as atividades mais significativas desenvolvidas no estágio do curso de Engenharia Civil. O estágio foi realizado em duas empresas diferentes e em duas etapas. A primeira foi caracterizada por serviços na área de acabamentos e orçamentos, e a segunda teve ênfase na execução e gerenciamento de obras. Ambos trouxeram um grande aprendizado para fortalecer os conhecimento teóricos adquiridos em sala.
3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DESCRIÇÃO DAS UCE (UNIDADE CONCEDENTE DE ESTÁGIO)...4 MAX SERVICOS ESPECIALIZADOS DE ACABAMENTO LTDA - ME OBJETIVOS DO ESTÁGIO E RESUMO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO - MAX SERVIÇOS DE ACABAMENTOS DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO - ENGETEC DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PRINCIPAIS PROBLEMAS ENCONTRADOS RELAÇÃO DO ESTÁGIO COM AS DISCIPLINAS DO CURSO CONCLUSÕES APRENDIZADO PRÁTICO RELACIONAMENTO PROFISSIONAL SUGESTÕES PARA A UNIVERSIDADE CONSIDERAÇÕES FINAIS...18
4 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Reforma Apartamento... 5 Figura 2 - Fórum Ivaiporã... 6 Figura 3 - Reforma Apartamento Figura 4 - Armação Ferragem... 8 Figura 5 - Locação Areia... 9 Figura 6 - Locação Ferragem... 9 Figura 7 - Fundação... 9 Figura 8 - Projetos Figura 9 - Usina Móvel de Concreto Figura 10 - Formas Pilares Figura 11 - Alvenaria Figura 12 - Lajes Protendidas Figura 13 - Escoras Figura 14 - Pilares Figura 15 - Defeito Vigas Figura 16 - Defeito Vigas Figura 17 - Laje Nervurada Figura 18 - Laje Nervurada
5 4 1 INTRODUÇÃO Este relatório tem por objetivo descrever as atividades de estágio obrigatório realizado em duas fases. A primeira etapa foi realizada na empresa Max Serviços Especializados de Acabamento em Maringá-Pr, no período de 02 de Janeiro a 02 de Março de 2012, com atividades desenvolvidas no setor de acabamentos e orçamentos. A segunda etapa foi realizada na empresa Engetec de Campo Mourão-PR, no período de 28 de Março de 2012 a 18 Maio de 2012, com atividades desenvolvidas na Construção do Fórum de Ivaiporã-Pr. Nos estágios foram desenvolvidos todas as atividades necessárias para o desenvolvimento do estagiário, sendo: leitura e orientação de execução de projetos, acompanhamento de obras, orçamento de materiais, conferencia de materiais, resolução de problemas construtivos, relacionamento pessoal com a mão de obra e especialista técnico, dentre outros. Através das experiências adquiridas nas obras, foi possível levantar várias considerações sobre os métodos construtivos e as atividades desenvolvidas, tendo em vista o cumprimento do objetivo do estágio. 1.1 DESCRIÇÃO DAS UCE (UNIDADE CONCEDENTE DE ESTÁGIO) MAX SERVICOS ESPECIALIZADOS DE ACABAMENTO LTDA - ME Empresa especializada na área de acabamentos em geral, atuando na cidade de Maringá-Pr e região. Também atua com projetos de design de interiores e reformas. Tem foco na qualidade e na mão de obra especializada, tendo como clientes predominantes a classe média/alta. ENGETEC - ENGENHARIA E TECNOLOGIA Fundada em 2007, com sede em Campo Mourão-Pr, atua em diversas áreas como: Topografia, Ambiental, Jurídica, Segurança do Trabalho, Construção Civil e Design de Interiores. A empresa tem o objetivo de atender o cliente em diversas
6 5 áreas, trabalhando com uma variedade de profissionais. Atualmente atua no âmbito nacional participando de licitações, tendo obras na região e em outros estados. 1.2 OBJETIVOS DO ESTÁGIO E RESUMO DAS ATIVIDADES MAX - SERVIÇOS DE ACABAMENTOS As atividades do estágio foram realizadas em diversas obras, sempre com serviços de reformas. O estagiário participava desde o orçamento da reforma como do auxílio de orientação da mão de obra. O relacionamento com o cliente e com a mão de obra eram constantes, trabalhando com profissionais de diversas áreas. Figura 1 - Reforma Apartamento ENGETEC - FÓRUM IVAIPORÃ O estágio foi realizado na obra da construção do Fórum da cidade de Ivaiporã-Pr. A obra possui 40 ambientes e aproximadamente 3000 metros quadrados, sendo em pavimento térreo e superior.
7 6 Figura 2 - Fórum Ivaiporã Fonte: Paraná Centro O estágio se iniciou na etapa da fundação. A montagem do canteiro, terraplenagem e locação da obra já estavam prontos. A obra tinha diariamente aproximadamente 30 funcionários, incluindo a presença de um Engenheiro Civil residente e um mestre de obra, que permitia o desenvolvimento de várias atividades sob sua orientação, como: Controle dos Materiais, Orientação da mão obra sobre serviços técnicos, conferência da ferragem, alvenaria, concretagem da parte estrutural, e leitura de projetos arquitetônicos e estruturais.
8 7 2 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO - MAX SERVIÇOS DE ACABAMENTOS 2.1 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES O ambiente de trabalho era intercalado entre o escritório e as obras em andamento. Pela manhã o estagiário providenciava os materiais necessários para o trabalho, e também os orçamentos solicitados por clientes para futura aprovação. Com os materiais encaminhados o estagiário se dirigia até as obras, com as orientações necessárias para a mão de obra. Era feito um rigoroso acompanhamento, e após o término havia uma inspeção para avaliação do trabalho. Isso garantia a satisfação do cliente e a qualidade do serviço. Figura 3 - Reforma Apartamento 02
9 8 3 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO - ENGETEC 3.1 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Ambiente de Trabalho A obra continha vestiário, banheiro e área de vivência onde os funcionários realizavam as refeições e o tempo de descanso. Havia também escritório, central de armação de ferragem, estocagem de brita e areia, depósito de materiais e reservatório de água. Figura 4 - Armação Ferragem Materiais Os materiais eram recebidos e conferidos a sua quantidade e qualidade, tudo devidamente anotado no diário de obras. O cimento e o cal eram armazenados em um depósito coberto sobre um estrado de madeira elevado 30 cm do solo. A brita e a areia eram estocados ao ar livre, e as ferragens também com elevação do solo. Os materiais ao ar livre eram solicitados por etapa conforme a necessidade na obra, e a localização também mudava conforme a necessidade, procurando ficar o mais próximo da sua utilização final.
10 9 Figura 5 - Locação Areia Figura 6 - Locação Ferragem As fundações foram feitas através de sapatas apoiadas sobre estacas. Figura 7 - Fundação
11 10 Havia acompanhamento com projeto em mãos, para orientação da montagem das formas das vigas baldrames, juntamente com a indicação da ferragem correta. Figura 8 - Projetos Em algumas etapas da obra era utilizado uma usina móvel de concreto, juntamente com um caminhão betoneira para concretagem da fundação e pilares. Isso diminuía o custo do concreto e trazia maior rapidez ao processo. Figura 9 - Usina Móvel de Concreto
12 11 As formas dos pilares foram reaproveitadas durante toda a obra, pois eram presas por grampos de ferro que não danificavam as formas na retirada, conforme podemos ver na figura abaixo: Figura 10 - Formas Pilares Os espaçadores eram utilizados na ferragem de todos os pilares, e um cabo de cobre corria por alguns pilares, conforme projeto, vindo desde a fundação para aterramento da descarga elétrica. Para alvenaria, foram utilizados blocos cerâmicos de 09 furos. Os blocos foram assentados com argamassa produzida no local, com utilização de junta seca em alguns ambientes. Em todas as janelas foram utilizadas verga e contaverga. Figura 11 - Alvenaria
13 12 Na grande parte da obra foram utilizados lajes protendidas, com enchimento de EPS e capa de concreto. O aço protendido na vigota gera uma contra-flecha proporcionando um vão de até 3 metros sem escoramento. As escoras utilizadas foram de eucalipto, cortadas de acordo com o tamanho necessário. Pude acompanhar a montagem das escoras, armaduras, formas e a concretagem. Também foi possível observar a colocação dos elementos elétricos nas lajes. Para a concretagem das lajes foi utilizado concreto usinado, e para cura a laje foi mantida umedecida e respeitado o tempo de cura do concreto. Figura 12 - Lajes Protendidas Figura 13 - Escoras
14 PRINCIPAIS PROBLEMAS ENCONTRADOS Os problemas são comuns em uma construção, ainda mais quando é uma construção de grande porte, porque a complexidade dos projetos e dos sistemas construtivos aumentam trazendo maior dificuldade na execução, mas é exatamente para isso que a graduação te prepara com conhecimentos que podem trazer soluções na hora que eles acontecem. Nesta obra foram observados alguns problemas e suas soluções: Incompatibilidade de projetos No pavimento superior foi constatado que um pilar estava locado bem no local da porta de entrada do ambiente. Como solução foi necessário mudar a localização da porta, o ambiente era grande e permitia a mudança. Em um banheiro no projeto não havia janela. A solução foi abrir o vão da janela para o poço de luz. Figura 14 - Pilares
15 14 Problemas Técnicos e de execução. Na concretagem da laje, uma forma de viga rompeu derramando uma quantidade grande de concreto e atrasando o trabalho. Outras formas não chegaram a romper mas cederam e geraram barrigas nas vigas. Foi necessário uma movimentação de uns 10 homens para reparar o problema da viga rompida. Para as vigas com barrigas foi necessário descascar as vigas para poder fazer o reboco. Figura 15 - Defeito Vigas 1 Figura 16 - Defeito Vigas 2
16 15 O parlatório foi construído com laje nervurada e enchimento de EPS. Durante a conferência de nervuras nas lajes pode-se notar a falta de uma nervura. Isso ocorreu na hora da montagem devido a perca de aproximadamente 2 cm no espaçamento entre os EPS, resultando na sobra de uma fila de EPS e uma linha de nervura. Como solução indicada pelo engenheiro, foi realocado as nervuras no centro do vão da laje. Figura 17 - Laje Nervurada 1 Figura 18 - Laje Nervurada 2
17 RELAÇÃO DO ESTÁGIO COM AS DISCIPLINAS DO CURSO Desde o início do estágio pode-se se observar várias disciplinas da universidade através de praticas realizadas na obra. Projetos: a constante vivência com projetos arquitetônicos e complementares trouxe uma maior compreensão, sempre auxiliado por um engenheiro. Materiais de Construção Civil / Logística e Gerenciamento de Materiais: controle de materiais, maneiras de estocagem e utilização de vários materiais na obra contribuíram para um maior conhecimento da aplicação dos mesmos. Fundações / Teoria das Estruturas / Concreto Armado: Na obra foi possível visualizar como a parte estrutural funciona na prática, como vigas, viga T, pilares, fundações rasas, lajes protendidas e nervuradas. Elétrica / Hidráulica: os projetos complementares também faziam parte do acompanhamento, podendo ver como é importante a compatibilização de obras em obras desse porte. Segurança do Trabalho: havia visita periódica na obra do engenheiro de segurança do trabalho para avaliação das condições do ambiente de trabalho e dos trabalhadores. Todos os funcionários recebiam os EPI, mesmo assim pode-se notar a resistência de alguns a utilizar todos os equipamentos. Ética: é fundamental para o bom desempenho do trabalho ter ética. Melhora os relacionamentos interpessoais e a qualidade no resultado final. Em momentos de tensão ou divergências, agir de maneira correta contribui para que o ambiente continue em harmonia.
18 17 4 CONCLUSÕES A vivência no canteiro de obras torna possível uma maior compreensão dos conhecimentos técnicos adquiridos em sala de aula. Foi observado que para conclusão de uma obra com qualidade é necessários atentar para vários fatores como: a mão de obra qualificada, materiais com qualidade, aplicação da técnica de maneira correta, relacionamentos interpessoais, intempéries, e ainda imprevistos do dia a dia. 4.1 APRENDIZADO PRÁTICO É indispensável para a preparação do estudante para o mercado de trabalho a experiência prática em obras. Isso trás confiança e clareza das informações aprendidas para sua formação técnica, sendo que os problemas e soluções vividos em obra muitas vezes trás um aprendizado que não seria possível obter em sala de aula. 4.2 RELACIONAMENTO PROFISSIONAL O convívio com engenheiros e outros profissionais são de extrema importância para a formação pessoal. Eles trazem anos de experiência e vivência com a profissão, transmitindo conhecimentos técnicos adquiridos na práticas que facilitam o trabalho. Além disso a convivência com outros colaboradores é importante para desenvolver relacionamentos interpessoais que serão necessários para convivência durante toda a carreira do profissional. 4.3 SUGESTÕES PARA A UNIVERSIDADE O formato do estágio da universidade é excelente, mas acredito que seria de grande auxílio do estagiário se recebesse maiores informações em sala de aula sobre as documentações utilizadas em obra.
19 CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi um tempo muito importante para meu desenvolvimento profissional e pessoal, convivendo diariamente com aproximadamente 30 colaboradores e acompanhando diversas fases de execução da obra, fortalecendo o conhecimento teórico aplicado a prática.
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