Robôs Industriais conceitos, classificação, aplicação e programação
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- Amália Caldeira Lacerda
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1 ROBÔS INDUSTRIAIS. Definição Tipos de Robôs Exemplos Garras Aplicações Conceitos Importantes
2 Definição Um robô industrial é uma máquina manipuladora, com vários graus de liberdade, controlada automaticamente, reprogramável, multifuncional, que pode ter a base fixa ou móvel, para utilização em aplicações de automação industrial
3 ANATOMIA Base: Fixa no chão de fábrica ou em um suporte; Elos: Formam una cadeia cinemática; Juntas: Movimento dos elos; Efetuador final: Formado pelo punho e uma garra ou ferramenta; Atuadores: Motores elétricos, hidráulicos ou pneumáticos; Sensores: Encoders, Tacômetros, Lasers, Câmeras etc. ROBO PUMA (MOTOMAN)
4 GRAUS DE LIBERDADE Graus de Liberdade: número de movimentos individuais das articulações. Identifica a versatilidade do robô. 6 graus de liberdade: configuração mais complexa: 3 graus para posicionar o efetuador final, e 3 para orientá-lo.
5 Aspectos mecânicos/estruturais Um manipulador é uma combinação de elementos estruturais rígidos (corpos ou elos), conectados entre si através de articulações (juntas); Uma cadeia cinética composta por: Elos (Links): Os corpos da cadeia; Juntas: Articulações entre os corpos. Conectam os elos e permitem a realização de movimentos de um elo em relação ao elo anterior.
6 Aspectos mecânicos/estruturais Junta 2 Elo 1 Elo 2 J 3 J1 Elo 3 Junta 4 Junta 6 Elo 0 Junta 5
7 Juntas: compõem o par cinemático formado por dois elos adjacentes. Dois tipos básicos: - junta de rotação; - junta prismática (de translação) O número de juntas equivale ao número de graus de liberdade do manipulador
8 Juntas Prismáticas (lineares) P o movimento de dois elos (hastes) adjacentes é linear
9 Juntas de Rotação (revolução) R o movimento de dois elos (hastes) adjacentes é de rotação
10 Junta Esférica (rótula): permite a rotação em torno de três eixos simultaneamente
11 As juntas de um robô com 6 graus de liberdade podem ser divididas em dois grupos: As três primeiras, próximas da base, são denominadas juntas principais, pois permitem posicionar o elemento terminal (efetuador) em qualquer posição no espaço, dentro do volume de trabalho do robô; As três finais, próximas do elemento terminal (efetuador) são denominadas juntas do punho, e permitem orientar efetuador. Na classificação de robôs, somente as três juntas principais são consideradas elas determinam o volume de trabalho e as características mecânicas do manipulador
12 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Diversas combinações de elementos (juntas e elos) podem ser realizadas para se obter uma determinada configuração. Principais configurações relativas à estrutura mecânica: Robô de Coordenadas Cartesianas/Pórtico; Robô de Coordenadas Cilíndricas; Robô de Coordenadas Esféricas; Robô Scara; Robô Articulado ou Antropomórfico; Robô Paralelo.
13 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Cartesianas/Pórtico Possui três juntas prismáticas (PPP), resultando em um movimento composto por três translações, cujos eixos de movimento são coincidentes com um sistema de coordenadas de referência cartesiano. Uma variante deste tipo de robô é a configuração tipo Pórtico. O volume de trabalho gerado é um paralelepípedo.
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15 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Cartesianas/Pórtico Volume de Trabalho
16 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Cilíndricas Nesta configuração, os eixos de movimento podem ser descritos no sistema de coordenadas de referência cilíndrica. É formado por duas juntas prismáticas e uma de revolução (PPR), compondo movimentos de duas translações e uma rotação. O volume de trabalho gerado é cilíndrico.
17 Robô de Coordenadas Cilíndricas (PPR)
18 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Cilíndricas Volume de Trabalho
19 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Esféricas Nesta configuração, os eixos de movimento formam um sistema de coordenadas de referência polar, através de uma junta prismática e duas de rotação (PRR), compondo movimentos de uma translação e duas rotações. O volume de trabalho gerado é aproximadamente esférico.
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21 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô de Coordenadas Esféricas Volume de Trabalho
22 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô SCARA Nesta configuração, o robô apresenta duas juntas de rotação dispostas em paralelo, para se obter movimento num plano, e uma junta prismática, perpendicular a este plano (PRR), apresentando portanto uma translação e duas rotações. É empregado geralmente em tarefas de montagem automatizada. O volume de trabalho é aproximadamente cilíndrico.
23 Robô SCARA (RRP)
24 Robô SCARA (RRP)
25 Robô SCARA (RRP)
26 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô SCARA Volume de Trabalho
27 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô Articulado ou Antropomórfico Nesta configuração, existem pelo menos três juntas de rotação (RRR). O eixo de movimento da junta de rotação da base é ortogonal às outras duas juntas de rotação, que são simétricas entre si. Tal configuração é a que permite maior mobilidade aos robôs. O volume de trabalho apresenta um geometria mais complexa em relação às outras.
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29 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô Articulado ou Antropomórfico Volume de Trabalho
30 Classificação de Robôs Quanto à Estrutura Mecânica Robô Paralelo Apresenta configuração tipo plataforma e mecanismos em forma de cadeia cinemática fechada. Possui três juntas prismáticas (PPP) ou três juntas de rotação (RRR).O volume de trabalho é aproximadamente esférico.
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32 Classificação de Robôs Quanto à Geração Tecnológica Primeira Geração: Sequência Fixa Uma vez programados, repetem uma sequência de operações; para operações diferentes, precisam ser reprogramados. O ambiente de operação do robô deve ser estruturado. Segunda Geração: Possuem recursos computacionais e sensores que permitem ao robô agir em um ambiente parcialmente estruturado, calculando em tempo real os parâmetros de controle para a realização dos movimentos. Atividades envolvendo reconhecimento de peças e manipulação de peças com desvio de posicionamento são características desta geração.
33 Classificação de Robôs Quanto à Geração Tecnológica Terceira Geração: Apresentam inteligência suficiente para se conectar com outros robôs e máquinas, armazenar programas e se comunicar com outros sistemas computacionais. Podem tomar decisões em operações de montagem, tais como montar uma adequada combinação de peças, rejeitar peças defeituosas e selecionar uma combinação correta de tolerâncias.
34 Componentes: Manipulador (estrutura mecânica); Atuadores; Sensores; Controlador; Unidade de Potência
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37 Manipulador Unidade mecânica Duas categorias de movimentos: Do braço. Do punho: Pitch (pra cima e pra baixo) Yaw (para os lados) Roll (rotação
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40 Órgãos Terminais Definição Dispositivo fixado no punho de um robô que permite ao mesmo realizar uma tarefa específica Em geral, os órgãos terminais são projetados especialmente para a tarefa a ser executada A maioria dos fabricantes de robôs já oferecem determinados órgãos terminais como acessórios
41 Garras usadas para pegar e segurar objetos em operações como: carregar e descarregar máquinas pegar peças de um transportador e arranjá-las sobre um pallet manusear caixas, garrafas, matérias primas, etc. manipular ferramentas Ferramentas - usado para realizar algum trabalho sobre a peça, e não apenas manuseá-la: soldagem a ponto soldagem a arco pintura
42 Mecânicas- usa dedos mecânicos acionados por um mecanismo de pega Os dedos são apêndices da garra que fazem contato direto com o objeto. Podem ser: Fixos: partes integrantes do mecanismo de pega Intercambiáveis: compensação do desgaste mecanismo de pega pode acomodar diferentes modelos de peças Não-mecânicas - Dispositivo de pega no qual são usados princípios não mecânicos tais com imãs, copos de sucção, etc. Alguns tipos usuais são: Copos de sucção (ventosas) Garras magnéticas Garras adesivas Ganchos, cadinhos e outros dispositivos
43 Constrição física Dedos são projetados de acordo com a geometria da peça, não permitindo sua movimentação Atrito Dedos devem aplicar uma força que é suficiente para reter a peça por atrito contra a gravidade, acelerações ou qualquer outra força durante o ciclo de trabalho. Almofadas aumentam o coeficiente de atrito e protegem a peça de danos
44 Quanto à quantidade de dispositivos de pega: Simples: apenas um dispositivo de pega é montado no punho Duplo: existem dois dispositivos de pega montados no punho. Vantagem manuseio de dois objetos separadamente
45 Quanto à maneira de pegar o objeto
46 Movimento dos dedos Movimento pivotante dedos giram ao redor de pontos fixos na garra; normalmente é usado algum tipo de mecanismo articulado Movimento linear os dedos deslocam-se entre si paralelamente, abrindo-se e fechando-se; normalmente são utilizados trilhos como guias
47 Garra Angular
48 Garra paralela
49 Garras não-mecânicas - Copos de sucção (ventosas) Indicadas para certos tipos de objetos: planos, lisos e limpos de modo a permitirem a formação do vácuo entre objeto e copo Objeto macio -> material do copo duro Objeto duro -> material do copo macio (borracha, plástico) Formação do vácuo através de: bomba de vácuo venturi
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51 Garra mista: vácuo + mecânica
52 Garras não-mecânicas - Magnéticas Indicadas para manuseio de materiais ferrosos, principalmente chapas e placas. Vantagens: tempo de pega rápido garra não precisa ser projetada para um determinado tamanho de peça manuseio de peças ferrosas com furos necessidade de apenas uma superfície de pega Desvantagens: magnetismo residual da peça de trabalho possíveis deslizamentos naturais menor precisão de manuseio não é possível pegar apenas uma chapa de uma pilha sem dispositivos adicionais
53 Tipos Garras eletromagnéticas controlam facilmente a liberação da peça ao final do ciclo de trabalho necessitam de uma fonte de CC e de uma unidade de controle adequada Garras c/ imãs permanentes não exigem fonte de energia não controlam a liberação da peça ao final do ciclo de trabalho sem um separador
54 Garras não-mecânicas - Adesivas Utilizam substância adesiva para operação de pega Indicadas para manusear tecidos e outros materiais leves Problema: substância adesiva perde aderência pelo uso repetido Contorna-se esta limitação carregando o material adesivo na forma de fita contínua
55 Orgãos Terminais - Ferramentas A ferramenta manipulada pelo robô é presa diretamente ao punho Exemplos de órgãos terminais do tipo ferramentas utilizados na Robótica: Ferramenta para soldagem a ponto ou arco; Bicos de pintura por pulverização; Mandris para usinagem Aplicadores de cimento ou adesivo líquido para montagem; Ferramentas de corte por água ou laser
56 Solda Arco Submerso Fluxo-Núcleo (FCAW)
57 MIG torch
58 Limar e parafusar
59 Medidas de Grandezas Físicas: Transdutores Convertem variações de grandezas físicas em variações elétricas (corrente, tensão), as quais podem ser medidas e gerar, indiretamente, uma medida da variação
60 Transdutores Transdutor Grandeza Física Função de Transferência Ruído Grandeza Elétrica Tempo; Massa, força; deformação; Comprimento, distância, velocidade, aceleração; Intensidade luminosa; Tensão Elétrica, corrente, potência; Pressão, nível Vazão; Umidade; Temperatura; Campos Elétrico e Magnético; etc.. Resistência; Capacitância; Indutância; Tensão; Corrente
61 Transdutores Exemplo Prático NTC Termômetro com NTC Voltímetro Digital Condicionador de Sinal
62 Sensores Sensores são dispositivos que detectam e geram informações sobre o equipamento e sobre o meio onde estão inseridos. Sensores produzem um sinal que permite medir uma determinada grandeza, como: Força, torque, temperatura, posição, velocidade,
63 Classificação Sensores podem ser classificados de diversas maneiras: De acordo com o seu princípio de funcionamento; De acordo com a função realizada; De acordo com sua localização; De acordo com o tipo de ativação.
64 Principio de Funcionamento Classes: Mecânicos. Elétricos. Magnéticos. Térmicos. Outros, como acústicos, químicos, de proximidade, radioativos, tátil, ópticos, voz e visão.
65 Sensores mecânicos Usados para medir quantidades como: Posição. Velocidade. Forma. Força e torque. Pressão. Vibração, estresse. Massa.
66 Sensores elétricos Usados para medir quantidades como: Tensão. Corrente. Carga. Condutividade.
67 Sensores magnéticos Usados para medir quantidades como: Campo magnéticos Fluxo magnético. Permeabilidade magnética.
68 Sensores térmicos Usados para medir quantidades como: Temperatura. Fluxo de calor. Condutividade térmica. Calor específico.
69 Sensores segundo a função Sensores podem ser categorizados de acordo com a função que realizam em: Manipulação: Que interagem com o meio ambiente do mecanismo. Ex: sensores de Força. Aquisição: Que permitem ao mecanismo perceber seu próprio estado. Ex: encoders.
70 Sensores segundo a localização Sensores podem ser categorizados de acordo com sua localização em: Internos: o Encoders, resolvers, etc.; Externos: Swiches, táteis, proximidade e fotoelétricos. Intertravamento: Usados para proteger o mecanismo. Travam o mecanismo até que certa condição se torne válida (pressão de fluido, temperatura alta, etc)
71 Com Contato x Sem Contato Sensores com contato são dispositivos eletromecânicos que detectam mudança através de contato físico direto com o objeto alvo. Exemplos: Encoders, chaves fim de curso Encoders convertem movimento em sinais e dados. Chaves fim de curso são usadas quando o objeto alvo pode ter contato físico.
72 Sensores sem contato são dispositivos eletrônicos de estado sólido que criam um campo ou feixe de energia e reagem a distúrbios nesse campo. Características: nenhum contato físico é requerido; ausência de partes móveis que podem obstruir, desgastar ou quebrar geralmente podem operar com maior rapidez; maior flexibilidade de aplicação. Exemplos: Sensores fotoelétricos, indutivos, capacitivos e ultra-sônicos Os sensores sem contato podem também estar suscetíveis à energia irradiada por outros dispositivos ou processos.
73 Sensores - Exemplos: - Posição Linear/Angular; - Odometria; - Ópticos Reflexivos; - Ultrasom; - Tacogerador; - Giroscópio; - Acelerômetro; - Strain gauge (força); - Proximidade; - Etc., etc., etc..
74 Sensores de Posição - Resistivos
75 Chaves fim de curso
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78 Resolver Sensor de ângulo, analógico, cuja saída é proporcional ao ângulo que um elemento de rotação faz em relação a um elemento fixo
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89 Sensores de Proximidade Indutivos Os sensores de proximidade indutivos são projetados para detectarem objetos metálicos. Características: não estão sujeitos à avaria ou desgaste mecânicos. não são afetados por pó, graxa, óleo ou fuligem, na face sensora. detectam tanto os metais ferrosos quanto os não-ferrosos. seu princípio de funcionamento baseia-se na geração de um campo eletromagnético.
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91 Estrutura do Sensor de Proximidade Indutivo: Conjunto de Núcleo de Bobina e Ferrite Oscilador Circuito acionador Circuito de saída
92 Fatores de correção:
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104 Barreira Sensores Fotoelétricos
105 Por Reflexão Sensores Fotoelétricos
106 Tacômetro DC
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112 Sensores de Ultrassom
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