Realidade, Imaginário ou Mito?

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1 Golfinhos do Tejo

2 Realidade, Imaginário ou Mito?

3 E então os golfinhos viam-se aos montes deles por aí fora Foram frases como esta que nos incentivaram a descobrir se existe um aumento do número de golfinhos nesta área e uma melhoria considerável do ecossistema do Estuário do Tejo. Historicamente existem várias referências à presença de cetáceos no Tejo.

4 Cetáceos Mamíferos marinhos: grupo altamente especializado de mamíferos que se adaptaram ao mar e que dependem deste na totalidade ou, pelo menos, em parte do seu ciclo de vida. Respiram ar atmosférico São homeotérmicos Possuem glândulas mamárias Possuem pêlos

5 Cetáceos Ordem Cetacea - Vida totalmente aquática Misticetos Odontocetos Sub-ordem Mysticeti Família Balaenidae, baleias francas Família Neobalaenidae, baleia franca anã Família Eschrichtiidae, baleia cinzenta Família Balaenopteridae, rorquais

6 Cetáceos Sub-ordem Odontoceti Família Physeteridae, cachalotes Família Kogiidae, cachalote anão Família Ziphiidae, baleias de bico Família Platanistidae, golfinho de rio Indiano Família Iniidae, golfinho de rio do Amazonas Família Lipotidae, golfinho de rio Chinês Família Pontoporiidae, golfinho de La Plata Família Monodontidae, beluga e narval Família Delphinidae, golfinhos Família Phocoenidae, botos

7 Cetáceos Relação entre as populações humanas e os cetáceos Monstros marinhos Gigantes arrojados nas praias Baleias capturadas em mar alto para consumo humano Populações naturais que precisam de ser estudadas e preservadas

8 Área de estudo

9 Objetivos Construir um mapa temporal para compreender a ocorrência e o comportamento ao longo do tempo dos cetáceos e, sobretudo, tentar perceber se os avistamentos no Tejo estão a aumentar. A investigação é baseada nos avistamentos das pessoas que utilizam o estuário, arrojamentos, em registos históricos, em dados de naturalistas e em informações da imprensa, desde o século XIX até ao presente.

10 Arrojamentos Os mamíferos marinhos encalham na costa, vivos ou mortos, seja por causas naturais ou antropogénicas.

11 Registo de arrojamentos 07/12/1992 : Um golfinho apareceu morto, ontem, no areal da Costa da Caparica (Fonte: Jornal Público) 06/02/1998 : Golfinho deu à costa na Praia de São João (Fonte: Jornal Público) 21/03/1998 : 2 golfinhos mortos deram à costa ontem, na zona do Tamariz, no Estoril (Fonte: Semanário) 24/05/1998 : Golfinho apareceu ontem ferido junto à praia do tamariz, no Estoril (Fonte: Correio da Manhã) 14/10/2013 : Golfinho morto encontrado na Torre de Belém (Fonte: Correio da Manhã)

12 Registo de arrojamentos 04/06/2005 : Baleia comum deu à costa morta no Cais do Beato, Lisboa.

13 Registo de arrojamentos 1971: Cachalote

14 Avistamentos Têm sido inúmeros os relatos de avistamentos de golfinhos na última década no Tejo. O último deles data de Agosto de 2014, na zona de Algés. Dentro do estuário, têm ocorrido sempre avistamentos de oportunidade.

15 Registo de avistamentos

16 Registo de avistamentos 165 fontes históricas entre séc. XIII e XX historical accounts/sightings/strandings (25) 20th century scientific sightings following Teixeira & Duguy (1981) and Sequeira (1988) (67) 20th century local captures following Teixeira (1979) (45) - observations of opportunity (28)

17 Século XX Nos tempos recentes, têm sido avistados golfinhos-roazes e golfinhos-comuns no Estuário do Tejo. Os primeiros relatos de avistamentos no Estuário do Tejo são dos finais dos anos 1980, na zona de Cascais. A espécie observada nesta altura é o Golfinho-Roaz. Existe um relato de observação de um cachalote, nos finais do ano de 1992.

18 Outrora, o canal que se pode observar entre a Cova do Vapor e o Bugio, era nos dias calmos de Verão, um cenário tão cheio de coisas boas, que despertava todo o nosso interesse. A movimentação que imprimia na superfície do mar era originada pelos largos cardumes de peixe que rebulhavam de agitação e saltavam sobre as águas. Esta era umas das muitas cenas impressionantes que se podiam ver, encantamento que não inspirava algum receio, sobretudo quando passava perto da embarcação. Uma outra espetacular atração eram os golfinhos e os roazes que, em Portugal, são conhecidos por vários nomes, desde roaz corvineiro a galhudo. In Tu, Costa Minha!... O passado e o presente, 2002

19 Século XX Naturalistas como Augusto Nobre, descrevem a observação regular de pequenos cetáceos no Tejo: Os botos têm sido regularmente observados. In Vertebrados (Mamiferos, repteis e peixes), 1935

20 Século XIX Nos rios Tejo e Sado entram frequentemente bancos de delfins. Baldaque da Silva In Estado actual das pescas em Portugal, 1892

21 Século XVIII Peixe monstruoso que apareceu nas praias do Tejo a 16 de Maio de 1748 Revista "Relaçam, do mostruoso peixe, que nas prayas do Tejo appareceo em 16 de Mayo deste presente anno de 1748."

22 Século XVIII In Gazeta de Lisboa Ocidental, 1723

23

24 Século XVII " alguns dos que, seguindo a esteira dos navios, vão com eles a Portugal e tornam para os mares pátrios, bem ouviriam estes já no Tejo que esses mesmos maiores que cá comiam os pequenos, quando lá chegam acham outros maiores que os que comam também a eles. In Sermão de Santo António aos Peixes, 1654

25 Século XVI Damião de Góis Urbis Olisiponis Descriptio 1554

26 Século XVI Nos nossos dias, em muitos lugares próximos daquela praia, damos com um tipo de pessoas que os habitantes do local começa a tratar pelo nome de homens marinhos... Conforme chegou dos nossos antepassados, os tritões saltavam para a costa e, uma vez por outra, tinham por costume vir até à praia... Damião de Góis In Elogio da Cidade de Lisboa, 1554

27 Século XVI Tritões Nereidas Sereias

28 Século XVI João de Castro In Roteiro de Lisboa a Goa, 1538

29 Século I Uma embaixada remetida de Lisboa a Tibério expressamente para tal efeito deu-lhe conhecimento que em determinada gruta fora avistado e ouvido um tritão a tocar o seu búzio, apresentando-se na forma que se conhece. Plínio In Naturalis Historia,77-79dC

30 O que sabemos? Historicamente, sempre ocorreram cetáceos no estuário do Tejo. Várias espécies de cetáceos têm sido avistadas, sempre com um caráter irregular e esporádico. Não existem evidências de ter existido uma população residente de golfinhos no Tejo. Hoje em dia, os avistamentos parecem seguir padrões semelhantes aos do passado.

31 Reconstruir o passado, conhecer o presente e prever o futuro, eis o difficil e sublime papel da sciencia [Baldaque da Silva]

32 Cristina Brito Lese Costa Vera Jordão Francisco Martinho Inês Carvalho

33 Cristina Brito Lese Costa Vera Jordão Francisco Martinho Inês Carvalho

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