Exegese da Neopedagogia da Gramática

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1 Francisco Dequi Exegese da Neopedagogia da Gramática (Escolarização do Português) FACULDADE DE TECNOLOGIA IPUC - FATIPUC Centro de Estudos Sintagramaticais - CES Órgão de Pesquisa da Faculdade da FATIPUC

2 Francisco Dequi Diagramação e artefinalização: Alceu Vanzing Capa: Alceu Vanzing Revisão: O autor D426e Dequi, Francisco Exegese da Neopedagogia da Gramática: Escolarização do Português / Francisco Dequi. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC - FATI- PUC, p. 1. Língua Portuguesa: Gramática: Ensino I. Título CDU: :37 Catalogação na publicidade: Angelito Fraga dos Santos (CRB 10/1145)

3 TESE GENÉRICA DA NEOPEDAGOGIA DA GRAMÁTICA A gramática viva da língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. EXEGESE DA NEOPEDAGOGIA DA GRAMÁTICA Esta Exegese da Neopedagogia da Gramática, em suas 20 miniteses, visa a resumir a tese genérica com textos mais sucintos e com outros exemplários. Tem como objetivo fundamental mostrar o outro caminho de dominar a estrutura e o funcionamento da nossa língua. Propõe a modernização de suas aulas utilizando uma didática visualizadora. 3

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5 EXEGESE DA NEOPEDAGOGIA DA GRAMÁTICA (Resumo) O autor colima mostrar que a gramática da Língua Portuguesa possui uma lógica perceptível e demonstrável. Nossos manuais escolares falham ao não direcionar seu ensino dentro dessa sua coerência natural que facilita o seu real domínio. A pesquisa defende a tese de que A gramática viva da Língua Portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. O autor, utilizando os instrumentos pedagógicos chamados de sintagramas, fórmula da oração normal, diagrama verbal, propõe um ensino bem objetivo destacando os núcleos das regras natas. Assim, a sintaxe mostrada pelos sintagramas fica visualizada e facilmente assimilável tornando-se um grande auxiliar no domínio das orientações para a redação e interpretação objetiva de bons textos. As pesquisas baseadas nos mecanismos vivos e reais que orientam a estrutura e o funcionamento da língua ensejaram também a descoberta de algumas regras vigentes na estrutura de textos, as quais não foram detectadas pelos tradicionais gramáticos. Essas regras podem ajudar imensamente o estudante a dominar os mecanismos sintáticos com destaque à finalidade da concordância, da colocação e da regência. Põem à luz também as possibilidades expressionais oferecidas pela quadrimorfia dos determinantes. A própria liderança do nome e do verbo, na estruturação de textos, é posta em evidência. Tudo é ministrado de forma viva e visualizada pela Neopedagogia da Gramática tornando o ensino modernizado como requer o atual estudante. 5

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7 INTRODUÇÃO Esta exegese da Neopedagogia da Gramática pretende propiciar uma visão muito sucinta do moderno processo de levar o estudante em geral a dominar os rudimentos básicos da gramática natural da Língua Portuguesa utilizando um sistema visualizador que leva a perceber os fatos gramaticais. Ao analisar a dinâmica da estruturação dos textos, mesmo em redações comuns, constata-se que há regras seculares que comandam a sintaxe das orações, dos períodos e dos próprios parágrafos. Nos códigos tradicionais da comunicação lusa, há regras naturais seculares que jamais devemos ignorar, pois constituem a base da estruturação gramatical das línguas românicas. Nessas línguas, a dinâmica estrutural permanece a mesma desde os remotos tempos do nosso idioma. Os quatro tipos de concordância são sempre vinculados a um nome. O verbo continua sendo o determinante máximo dentro de uma oração e adota apenas a bimorfia, apresentando-se na forma simples ou na forma composta. No entanto, os demais termos da fórmula da oração os determinantes ou os determinados podem se expressar assumindo qualquer uma das formas da quadrimorfia: forma de palavra, forma de grupo nominal, forma de oração reduzida ou forma de oração desenvolvida. Salvo melhor juízo, parece-nos que as gramáticas tradicionais têm adotado uma estrutura engessada, preparada para ser decorada e não assimilada. Não focaliza a finalidade das regras sintáticas fundamentais. Estas, indiscutivelmente, são revestidas de uma lógica consistente que vige em todas as línguas românicas. Aqui, é bom lembrar que, no passado, a famosa análise sintática era chamada de análise lógica. Assim, a gramática básica a ser ensinada deve ser lógica e natural. 7

8 A Neopedagogia da Gramática visa a tornar o domínio da estrutura e funcionamento das orações, dos períodos e dos parágrafos mais concreto e, para isso, o visualiza com sintagramas, com fórmula da oração e, no ensino do verbo, utiliza um diagrama único para, não só reconhecer os seus elementos constituintes internos, como também para dominar as peripécias e as anomalias dos verbos irregulares, mostrando que existe regularidade entre os verbos irregulares. Os identificadores sintáticos da concordância, da regência e da colocação dos determinantes, se vistos pela neopedagogia, têm destacada a finalidade da sua existência e do seu uso. Os instrumentos pedagógicos chamados de sintagramas, fórmula da oração e o diagrama verbal levaram o autor a perceber que nosso ensino pode ser facilitado. Para isso, aqui e ali propõe-se uma nomenclatura mais ajustada. Não é admissível classificar como pronome a palavra que acompanha o nome, de dizer que tal palavra é advérbio quando os sintagramas mostram que advérbio não é, de tipificar um vocábulo como sendo definido ou indefinido quando se percebe claramente que é definidor e indefinidor. Algumas revelações inovadoras têm espantado alguns gramaticologistas, mas a lógica da linguagem dos sintagramas e dos fatos dissipa, com nitidez, as dúvidas. Regras inatas e vigentes como nome, mesmo sendo determinante de outro nome, não efetua concordância. Se concordância entre eles houver, será fruto da concordância nominal de cada nome. A classificação de cujo como adnome relativo também assustou, mas a verdade possui a sua força, a Sintagramática a mostra com nitidez. Criticam alguns estudiosos alegando que proposta neopedagógica é redutora. Pois é essa a redução e a nucleação das regras gramaticais que buscamos visando sempre ao domínio das normas básicas suficientes e unificadoras. Os acentos gráficos oficiais podem ser justificados baseados em regra única. As quatro concordâncias realmente possuem o nome como seu único regente. Confesso ainda que minhas pesquisas foram baseadas diretamente na observação da estrutura e funcionamento dos textos normais da língua portuguesa. A bibliografia citada nas minhas obras, visam a homenagear os gramáticos que

9 através da minha vida escolar sedimentaram em mim as bases para que este pesquisador pudesse descobrir uma Neopedagogia da Gramática que tornasse mais coerente e acessível o ensino escolar do idioma luso, seguindo sempre a linha-mestre da tese genérica que sustenta: A gramática viva da Língua Portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios: nome/verbo e determinante/determinado. Prof. Francisco Dequi 9

10 MINITESE I OS BINÔMIOS E A LINGUAGEM DOS SINTAGRAMAS Falar ou escrever é determinar nomes e verbos com termos em forma de palavra, grupo nominal, oração reduzida ou oração desenvolvida. TÉCNICAS: Utilização de instrumentos pedagógicos visualizadores dos fatos gramaticais tais como fórmula da oração, sintagramas, código numérico, diagrama verbal. NOMENCLATURA: Adoção da tradicional, com alguns ajustes e/ou inovações coerentes e simplificadoras. Para economia de tempo, passaremos a demonstrar os fatos gramaticais básicos diretamente em cima de exemplos utilizando, de imediato, a fórmula da oração, os sintagramas, os cinco códigos numéricos e as eventuais nomenclaturas ajustadas. FÓRMULA DA ORAÇÃO NORMAL Nenhuma lição gramatical faz-se consistente se não se basear no gabarito sintático fundamental que chamamos de fórmula da oração. Abaixo segue a demonstração que abrange sintagramas, código numérico e as quatro formas em que os termos podem se apresentar: 10

11 Observação: Na sequência dos capítulos em suas miniteses, as nomenclaturas inovadoras, a quadrimorfia dos determinantes e outros conteúdos terão explicações específicas sobre os componentes da fórmula da oração. 11

12 DEFINIÇÕES Definição sintática do NOME: Nome é a palavra que ocupa ou pode ocupar a posição 1 da fórmula da oração e tem ou pode ter determinantes concordantes. A coerência induz à nomenclatura cognata da palavra nome. Veja: NOME > pronome, adnome, grupo nominal, oração nominal reduzida, oração nominal desenvolvida. CONCORDÂNCIA > concordância nominal, concordância pronominal, concordância adnominal. Definição semântica e tradicional do NOME: Nome é a palavra que representa seres em geral coisas concretas ou abstratas. Definição sintática do VERBO: Verbo é a palavra que ocupa, com exclusividade, a posição 2 da fórmula da oração e, por ser determinante máximo e perene do nome um, efetua concordância verbal com esse nome 1 presente ou representado. Definição semântica do VERBO: Verbo é o determinante máximo dentro da oração. É a palavra que DIZ. Assim, o nome É, o verbo DIZ. O importante é reter que o verbo ocupa, com exclusividade, a posição 2 da fórmula da oração. E o nome pode apresentar-se nas posições 1, 3, 4 e, com frequência, na 5, sendo, aqui, adnome ou complemento nominal. DETERMINANTE E DETERMINADO Trata-se evidentemente de nomenclatura genérica. Determinante será sempre subordinado. No contraste determinante / determinado, o determinado será sempre subordinante. Esse binômio pode ser elucidado assim: Determinante é o termo que diz, ou que completa, ou que especifica ou que qualifica um nome. Determinado (palavra) é o polo recipiente da semântica injetada pelo determinante. Este, em 99% dos casos, será ou um NOME ou um VERBO. Os sintagramas com 12

13 suas setas são eficientíssimos e precisos em levar a perceber esses dois alvos. Tudo quanto for exposto pode ser constatado no exemplário com quadrimorfia a seguir: Posição 1 da fórmula da oração Posição 3 da fórmula da oração 13

14 Posição 4 da fórmula da oração Posição 5 da fórmula da oração Posição 5 intercalada 14

15 Observações: a) O verbo, determinante máximo dentro da oração, é bimórfico: apresenta-se apenas na forma simples ou na forma composta. b) Mais adiante, teremos uma minitese, em capítulo especial, para expor com mais pormenores a quadrimorfia dos determinantes. SINTAGRAMA DA COORDENAÇÃO No relacionamento coordenativo de termos da oração não figuram os polos determinante e determinado, pois, nesta interligação, não existe subordinação das peças uma a outra. Sabe-se que, onde houver determinante e determinado, se concretiza o liame subordinativo. Assim, no relacionamento coordenativo, não perceberemos subordinação, nem determinância entre os polos, nem setas, e sim, um sintagrama ortogonal sem seta em qualquer extremidade de contato. Na estruturação de textos, encontraremos apenas duas espécies de real coordenação. Ela se faz ou pelo liame aditivo ou pelo alternativo. Somente com E ou com OU bem como com outros conectivos tendo sentido similar. Os exemplos ilustrados com sintagramas deixam clara essa visão: A QUADRIMORFIA NA COORDENAÇÃO Na coordenação, os polos anexados podem se fazer com peças nas quatro formas: palavras, grupos nominais, orações reduzidas ou orações desenvolvidas. Veja-o na adição: 15

16 Com a demonstração dos sintagramas, fica fácil perceber que as peças coordenadas podem ocupar (em conjunto) uma posição da fórmula da oração. O código numérico também deixa clara essa função conjunta. VERBOS DE LIGAÇÃO DENTRO DA FÓRMULA DA ORAÇÃO As orações com adnome predicativo, normalmente postado após o verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, andar, ficar, continuar) envolvem-se em duas concordâncias com o nome 1: a do adnome predicativo e a do verbo de ligação. Acompanhe os sintagramas: Essa biconcordância continua ocorrendo na estruturação da voz passiva composta, onde os verbos SER e ESTAR funcionam como verbos auxiliares com um particípio posposto. Ambos concordam com o nome 1 o auxiliar e o particípio. 16

17 OUTROS SINTAGRAMAS Quando a posição 1 da fórmula da oração se constituir de um único nome-núcleo teremos o tradicional sujeito simples. O sujeito composto compõe-se de dois ou mais nomes-núcleo, ligados pelo sintagrama da coordenação. Os sintagramas da regência foram extraídos da ponta da seta:,,,, que traduzidos querem dizer, respectivamente, verbo completo; verbo incompleto que rege um complemento sem preposição; verbo incompleto que rege um complemento preposicionado; verbo duplamente incompleto e verbo de ligação. Percebamos essas situações nos verbos das frases a seguir: Temos ainda os sintagramas de abrangência, os que limitam o bloco de palavras que devem ser tomadas como um todo no desempenho de uma função sintática, ou seja, na ocupação de uma posição da fórmula da oração. Pode ser uma chave, uma elipse, ou um retângulo abrangendo o conjunto a ser focalizado. Pode-se também simplesmente sublinhar a peça a ser analisada. Veja-os no texto: 17

18 Sucintamente, aí estão os instrumentos pedagógicos que a Neopedagogia da Gramática utiliza para visualizar a estrutura e o funcionamento das nossas orações, dos nossos períodos e dos nossos parágrafos. Na linguagem dos sintagramas, no capítulo da tese sobre a Neopedagogia da Gramática, pode-se encontrar explicações mais pormenorizadas sobre a sua utilização. 18

19 MINITESE II VERBOS QUE TROCAM DE CONJUGAÇÃO Na língua portuguesa, há verbos usadíssimos que, no segundo quadro do diagrama, trocam de vogal temática e passam para outra conjugação: da 1ª para a 2ª ou da 2ª para a 3ª. O verbo é o determinante máximo dentro da estrutura da oração. Possui abundante variação. Concorda desinencialmente com o nome 1 (sujeito). Na sua utilização vemo-lo variando em tempo e modo, exibindo essa acrobacia por meio dos seus sufixos modo-temporais. Possui uma vogal temática que indica a qual grupo regular pertence na sua flexão geral (1ª, 2ª ou 3ª conjugações). O seu núcleo significativo, conhecido como radical, pode manter-se o mesmo em toda a sua flexão, enquadrando-o entre rol dos verbos ditos regulares. Os de conjugação irregular alteram o radical e, algumas vezes, também outros constituintes. A amostragem de tudo isso é feita através de um gráfico amplamente estudado e divulgado que foi chamado de diagrama verbal um valioso instrumento pedagógico para o seu domínio. Esse diagrama está dividido em 12 blocos modo-temporais. Na sua distribuição na página diagramada, não se seguiu o critério modo-temporal da gramática tradicional. Adotou-se o critério derivacional. Para o domínio dos verbos irregulares, este critério mostrou-se muito eficiente no levar a perceber as anomalias do verbo irregular. O diagrama único e inalterado na sua distribuição estampado sempre na 19

20 mesma página prestigia a memória visolocativa : O mesmo bloco modo-temporal é localizado sempre no mesmo lugar da página. Assim, o pretérito imperfeito do modo indicativo sempre está fixo no canto superior direito. O pretérito perfeito do indicativo sempre aparece na metade esquerda da folha. Por isso, recomenda-se manter sempre essa distribuição na impressão das explicações ou dos exercícios em sala de aula. Essa inalteração da figura do diagrama fixa e memoriza a localização das propriedades do verbo, o que, para o seu estudo, é muito importante ajuda muito no seu domínio. Observação: O Centro de Estudos Sintagramaticais, órgão de pesquisas da FATIPUC, disponibiliza, sem restrições, os dois diagramas que podem ser reproduzidos livremente por qualquer aluno ou qualquer escola, isto é, está liberada sua utilização. <portuguespelaneopedagogia.blogspot.com.br> Nesta minitese, visamos apenas a sustentar que, na nossa língua, há verbos que trocam de conjugação. Diz a minitese: Na língua portuguesa, há verbos usadíssimos que, no segundo quadro do diagrama, trocam de vogal temática e passam para outra conjugação: da 1ª para a 2ª ou da 2ª para a 3ª. (E diga-se ainda: da 3ª para a 2ª como o verbo VIR). Nosso propósito, nesta síntese da neopedagogia do verbo, é mostrar apenas um dos aspectos das nossas pesquisas: mostrar que o Português possui verbos que, na sua flexão, trocam de conjugação. Por isso, aqui serão apresentados sucintamente no diagrama com anotações laterais: um verbo diagramado para cada conjugação regular e, na sequência, alguns verbos irregulares que trocam de vogal temática e de conjugação alvo desta minitese. As explicações deixam clara e confirmada a minitese. O diagrama é o gráfico através do qual é possível estudar, pesquisar e analisar todos os verbos da língua portuguesa. A seguir, apresentamos diagramas com algumas observações laterais: 20

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22 Verbo MUDAR - 1ª conjugação regular 22

23 Verbo VENDER - 2ª conjugação regular 23

24 Verbo DIVIDIR - 3ª conjugação regular 24

25 COMPROVAÇÃO DA MINITESE Ao confrontar a conjugação dos verbos irregulares a seguir, inseridos no diagrama, visualiza-se onde ocorrem as anomalias do verbo. O lema levar a perceber faz-se presente. Pode-se constatar o radical alterado bem como algumas desinências, ou ainda, no primeiro quadro, algum sufixo modo-temporal rebelde. Como algo inédito, mas real, faz-se demonstração de que alguns verbos usadíssimos trocam de conjugação no segundo quadro. Passam da primeira para a segunda conjugação (dar, estar e seus derivados), ou da segunda para a terceira (ver e seus derivados), ou da terceira para a segunda (vir e seus derivados). 25

26 Verbo VER pertence à 2ª conjugação desde o seu infinitivo. No 2º quadro, passa para a 3ª conjugação regular. Compare com dividir. 26

27 Como derivado do verbo VER, prever segue esse seu primitivo. No 2º quadro, passa para a 3ª conjugação regular. 27

28 É regra: Os verbos derivados de verbo irregular seguem a conjugação de seu primitivo. No entanto, prover é rebelde. Não segue o seu primitivo no 2º quadro. 28

29 Verbo DAR pertence à 1ª conjugação. No entanto, no 2º quadro, passa a seguir a 2ª conjugação. 29

30 O verbo ESTAR pertence à 1ª conjugação, mas, no 2º quadro, muda de radical e de VT e segue a 2ª conjugação. 30

31 O verbo VIR pertence à 3ª conjugação. No 2º quadro, a sua VT I passa a integrar o radical e a VT passa a ser um E da 2ª conjugação. 31

32 Se o objetivo desta síntese era o de dar uma ideia do que seria o Verbo Diagramado e mostrar que há, na nossa língua, verbos que trocam de conjugação, a intenção foi concretizada. Evidentemente, o Verbo Diagramado não é apenas isso. Um livro de 220 páginas intitulado como Verbo Diagramado propicia um rico estudo sobre esta categoria fundamental de uma língua, o verbo. Ninguém será um bom docente sem conhecer a sua neopedagogia realmente extraordinária. 32

33 MINITESE III LIDERANÇA DO NOME E DO VERBO Na estruturação de textos, o nome e o verbo atraem quase todas as determinâncias. Quando escrevemos ou lemos, não nos damos conta de que o alvo da maioria das determinâncias incide sobre um nome ou sobre um verbo. Ao aplicarmos os sintagramas que mostram a estrutura e o funcionamento dos nossos textos, passamos a observar que as setas-sintagrama apontam ou para um nome ou para um verbo. Realmente, essas duas categorias gramaticais atraem quase todas as determinâncias. A linguagem dos sintagramas é clara. Observemos sua informação nas demonstrações a seguir. Algumas vezes, o nome é substituído por um pronome. A validade da tese continua neste caso também, pois o nome recebe a determinância por meio desse seu substituto e representante. É o que se verifica com o pronome elas no 33

34 terceiro texto. A seta essencial informa com clareza. O verbo composto possui semântica fundamental no último elemento, por isso, o seu complemento verbal ou o seu advérbio se dirigem a esse elemento final da forma composta. Observe o comportamento dos sintagramas na oração: Em todas as miniteses tem-se abundância de textos sintagramados, onde se veem as setas-sintagrama a mostrar e confirmar a asserção Na estruturação de textos, o nome e o verbo atraem quase todas as determinâncias. Por isso, a demonstração acima se torna suficiente para assimilá-la. Assim mesmo, convidamos os estudiosos a observar o rumo das setas em todas as obras da neopedagogia: quase todas incidem ou num verbo ou num nome. 34

35 MINITESE IV - SINTAXE DO VERBO COMPOSTO Na língua portuguesa, como nos demais idiomas neolatinos, os constituintes do verbo composto possuem papéis sintáticos definidos: o auxiliar efetua concordância verbal, e o verbo fundamental recebe os complementos e os determinantes circunstanciais. Trata-se de um conteúdo gramatical importante e frequentíssimo, pouco tratado nos programas escolares. Envolve concordância verbal e adnominal bem como identifica a regência e o alvo exato do determinante adverbial. No ato de redigir, o domínio da sua sintaxe ajuda muito na construção correta. Na folha diagramada, entre as formas nominais do verbo infinitivo, gerúndio e particípio vemos um pequeno texto, mas importante e bem destacado. Dentro de um retângulo destacando as três formas nominais do verbo, lemos este texto sucinto, mas de grande utilidade: São verboides que formam verbos compostos ou orações reduzidas. Evidentemente, aqui vamos versar sobre a sintaxe dos verbos compostos, constituídos de um auxiliar precedendo um infinitivo, um gerúndio ou um particípio. Na construção de orações com verbos compostos, há séculos, regras vivas e naturais comandam sua redação tradicional e correta, ou seja, o auxiliar efetua a concordância verbal com o nome 1, e o verbo principal recebe os complementos e os determinantes circunstanciais. Os sintagramas prestarão ótima ajuda no levar a perceber esses fatos incontestáveis. Vejamos alguns exemplos iniciais: 35

36 Observando a flexão, vemos que os auxiliares TER e HAVER mantêm o particípio invariável. SER e ESTAR permitem a variação do particípio, registrando, na oração, a biconcordância: do auxiliar com o nome 1 (sujeito) e do particípio com o mesmo nome 1. Assim, esse sujeito recebe dois determinantes concordantes: os verbos auxiliares SER e ESTAR e o particípio. Na voz passiva composta (com os auxiliares ser ou estar), há também essa biconcordância. Na voz ativa composta (com os auxiliares ter ou haver), o particípio permanece inflexível. Esse comportamento de SER e ESTAR de permitir concordância do adnome predicativo com o nome 1 (sujeito) se verifica também quando esses dois verbos são simples verbos de ligação. Nestes casos, igualmente, podemos ter a dita biconcordância do verbo de ligação e do adnome predicativo. Entretanto, aqui não se trata de verbo composto. Vamos exemplificar para que tudo fique cristalino: 36

37 Na língua portuguesa, temos outros verbos que podem funcionar como auxiliares. Entram neste pequeno rol os verbos dever, poder, ir e gostar os quais injetam um resquício semântico na forma composta. VERBOS COMPOSTOS COM DOIS AUXILIARES Quando houver dois ou mais auxiliares, o primeiro deles fará a concordância verbal em nome da forma composta. Veja exemplos: Se os verbos SER ou ESTAR integrarem a forma verbal composta com mais de um auxiliar, mesmo no particípio, fica caracterizada a voz passiva e a biconcordância se configurará. Observe os exemplos acima. É bom lembrar que o gerúndio, no português, é sempre invariável e pode integrar uma forma composta como em Estou estudando o teu caso. Ela vai levando a sua vida assim. 37

38 VERBO COMPOSTO NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA Sabe-se que, na nossa língua, além da voz passiva composta com os auxiliares SER e ESTAR, possuímos a voz passiva simples, também mencionada como voz passiva sintética construída com a partícula apassivadora SE. A voz passiva somente pode ocorrer com verbos que exigem objeto direto um complemento sem preposição. Tal transitividade acontece tanto na voz passiva composta como na voz passiva sintética. Mas a voz passiva com o apassivador SE pode construir-se na forma composta com auxiliar e a concordância segue a mesma regra: o auxiliar efetua a concordância verbal e o fundamental recebe os determinantes circunstanciais. Em todos esses casos, vê-se que se confirma a minitese: Na língua portuguesa, como nos demais idiomas neolatinos, os constituintes do verbo composto possuem papéis sintáticos definidos: o auxiliar efetua a concordância verbal, e o verbo fundamental recebe os complementos e os determinantes circunstanciais. 38

39 MINITESE V - QUADRIMORFIA DOS DETERMINANTES No plano linguístico, falar ou escrever é determinar nomes e verbos com termos em forma de palavra, grupo nominal, oração reduzida ou oração desenvolvida. A gramática tradicional ensina esta matéria dividindo-a em análise sintática interna e análise sintática externa. Trata-se de uma divisão inadequada, pois, muitas vezes, uma oração inteira ocupa o espaço de uma posição da fórmula da oração. Isso não viabiliza a visão nítida de uma estrutura textual onde as peças se juntam para preencher as posições do verbo principal na fórmula da oração. Ensinar pela técnica neopedagógica da quadrimorfia dos determinantes deixa mais clara a percepção da tessitura dos determinantes e determinados, mostrando que as posições da fórmula da oração podem ser ocupadas por qualquer uma das quatro formas: palavra, grupo nominal, oração reduzida ou oração desenvolvida. E é isso mesmo que acontece nos textos. Os sintagramas ajudarão a entender bem essa estruturação normal das orações, dos períodos e dos parágrafos. Vamos aos exemplos ilustrados: Quadrimorfia dos ocupantes da posição 1 39

40 Quadrimorfia dos ocupantes da posição 3 Quadrimorfia dos ocupantes da posição 3 preposicionada Quadrimorfia dos ocupantes da posição 4 40

41 Quadrimorfia dos ocupantes da posição 5 (adnome) Quadrimorfia dos ocupantes da posição 5 (complemento nominal) CARACTERIZAÇÃO DAS QUATRO FORMAS DOS DETERMINANTES - Forma de palavra (P) O determinante (ou determinado) terá forma de palavra caso se constitua 41

42 de um único nome, ou de pronome. Se introduzido por preposição pura, continuará tendo forma de palavra uma vez que a preposição pura não é considerada adnome, mas introdutora de determinante. Obs.: As preposições introdutoras de determinante mais comuns são: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Ex.: - Forma de grupo nominal (GN) O determinante (ou determinado) terá forma de grupo nominal se tiver um nome como núcleo revestido de adnome ou de complemento nominal. Ex.: - Forma de oração reduzida (OR) Cabe aqui também reprisar a importante observação que consta na parte final do diagrama verbal que faz referência às formas nominais do verbo. Diz o texto cercado: São verboides que formam verbos compostos ou orações reduzidas. Assim, o determinante terá forma de oração reduzida se for estruturada com um verboide (infinitivo, gerúndio ou particípio). Observe os exemplos. 42

43 - Forma de oração desenvolvida (OD) O determinante terá forma de oração desenvolvida se for estruturado dentro destas duas condições: a) se possuir um verbo com flexão normal; b) se for encabeçado por um dos introdutores: conjunção integrante (nominativa), por conjunção adverbiativa ou por um pronome ou adnome relativo. Ex.: A compreensão da quadrimorfia dos determinantes passada pela neopedagogia traz diversas vantagens: unifica o ensino sintático ao não dividi-lo em análise sintática interna e análise sintática externa; mostra como a fórmula da oração pode ser preenchida com variedade de opções; torna o ensino sintático pró- -redação e pró-interpretação, pois mostra como construir textos e como analisar as construções prontas. 43

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45 MINITESE VI - PREPOSIÇÃO COMO INTRODUTOR DE TERMOS INTRAORACIONAIS A preposição é essencialmente introdutor de termos intraoracionais. É polivalente. Pode encabeçar qualquer uma das quatro formas desses termos subordinados. Diz a minitese original: A preposição é essencialmente introdutor de termos intraoracionais. É polivalente. Pode encabeçar qualquer uma das quatro formas desses termos subordinados. Uma versão mais atualizada sustenta: A preposição é essencialmente introdutora universal de determinantes. Pode encabeçar qualquer uma das quatro formas de determinantes. Fique claro que onde houver uma preposição, ali começa um determinante um termo subordinado a uma palavra. Esse termo subordinado pode apresentar-se numa das quatro formas. Daí a razão de se afirmar que preposição é um introdutor universal. A abrangência expressa pelo adjetivo universal é real. As gramáticas tradicionais nunca focalizaram essa sua polivalência que envolve a quadrimorfia. Na verdade, a preposição pode introduzir determinantes em qualquer uma das quatro formas. O exemplário a seguir, ilustrado pelos sintagramas aplicados em cima da quadrimorfia mostra, com nitidez, o papel de introdutor universal da preposição: 45

46 Nas orações acima, vemos o determinante destacado introduzido por uma preposição nas quatro formas. A preposição sublinhada, realmente, encabeça o termo delimitado. Outros exemplos reforçam esse fato exposto nesta minitese: Considera-se ser pura a preposição que não se aglutina com a palavra seguinte. Essa preposição pura que introduz um determinante feito de uma única palavra não altera a forma do termo. No entanto, se a preposição se aglutinar ao um adnome, esse determinante passará a ter forma de grupo nominal. Na nossa língua, temos preposições simples e preposições compostas. Ambas igualmente podem ser puras ou aglutinadas. Observemos os exemplos de preposições simples ou compostas aglutinadas: 46

47 Esse fato de preposição pura ou preposição aglutinada ocorre também com as preposições simples. Veja: O importante é reter que, onde houver preposição, ali começa um determinante que sempre será peça subordinada. Esteja essa preposição aglutinada ou pura, sempre será introdutora de um determinante, isto é, de um termo subordinado. 47

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49 MINETESE VII - COORDENAÇÃO Nos textos da língua portuguesa, têm-se apenas dois nexos nitidamente coordenativos: o aditivo e o alternativo. A gramática tradicional vê cinco tipos de nexos coordenativos. No entanto, se fizermos uma análise mais atenta, depararemos apenas duas espécies de relacionamento sem determinância entre si: a adição e a alternância. As ditas orações coordenadas explicativas, conclusivas ou adversativas, na verdade, revelam dependência e subordinação de um termo a outro. Somente os conectivos E e OU, (e similares) anexam peças que se juntam sem qualquer dependência ou subordinação. Vejamos: Para facilitar a compreensão deste conteúdo, é preciso lembrar que o grande líder da estrutura oracional é o VERBO. Por isso, aqui, podemos ver os sintagramas tocando nos verbos tanto na subordinação como na falsa coordenação. Ficou claro, na linguagem dos sintagramas, que o símbolo ortogonal sem 49

50 seta revela coordenação e independência das peças vinculadas e que o símbolo curvo com seta informa subordinação e dependência, pois um termo está a serviço do outro, sendo-lhe determinante. Assim, preferimos classificar as três últimas como oração subordinada adverbial adversativa, conclusiva e explicativa, pois vemos claramente nelas oposição ao que foi dito, conclusão do que foi dito e explicação do que foi dito. Os sintagramas acessórios dirigidos aos verbos dizem serem adverbiais essas orações, porquanto não há regência em determinantes acessórios. E mais, essas orações adverbiais (adversativa, conclusiva e explicativa) não possuem quadrimorfia. As coordenadas, aditivas e alternativas, sim, podem juntar ou alternar peças quadrimóficas. Vejamos: Para que se perceba o acerto desta minitese, acrescentemos mais três exemplos das falsas coordenadas: Outro fato que diferencia a coordenação da subordinação é o posicionamento dos polos. Na coordenação aditiva e alternativa, os polos podem trocar de 50

51 posição sem prejudicar a mensagem. Nas adversativas, conclusivas e explicativas fica impraticável essa mudança de colocação. Testemos esse fato utilizando os exemplos acima: Tente realizar esse deslocamento também nas falsas coordenadas e perceba essa impossibilidade de permuta, ou, ao menos, o surgimento da obscuridade na mensagem: Os examinadores leram o teu livro, PORÉM nada entenderam. Os examinadores leram o teu livro, LOGO devem ter entendido a trama. Atenha-se somente a esse fato, POIS, do contrário, você será condenado. Outro argumento que mostra a diferença entre coordenação e a subordinação é a possiblidade sintática de eliminar um dos polos. Haverá, evidentemente, uma amputação da mensagem, sim, mas, na coordenação, a estrutura sintática fica plenamente realizada. Tal não ocorre quando eliminamos um dos polos na falsa coordenação. Aproveitemos os mesmos exemplos: 51

52 A eliminação de um dos polos, na coordenação, é possível, na subordinação ou falsa coordenação, o texto fica capenga. Observe: Nestes três textos com falsa coordenação, há dependência entre uma oração e outra. Impossível eliminar a primeira. Cremos ser lógica essa visão da neopedagogia, pois oposição, conclusão e explicação se dão em cima de fatos que se expressam por meio de orações. Conclusão: coordenação clara somente existe na adição e na alternância. 52

53 MINITESE VIII CRASE COM REGRA ÚNICA A tradicional crase pode ser explicada com apenas uma regra, pois resulta de um único fato sintático: fusão de a introdutor de determinante, com um segundo a. O ensino tradicional adota um sistema feito para decorar as regras postiças que não ajudam a entender bem a estrutura e a finalidade da aplicação do sinal de crase. Não oferece a base que conduza ao real domínio desse fato sintático. A neopedagogia da gramática simplifica e leva a perceber e a constatar a existência ou inexistência e fusão de dois as que constituem a dita crase. O processo leva a perceber se existe ou não existe a fusão de preposição A com um segundo A. Seu ensino resume-se nesta estratégia: constatar a existência e a sobreposição de A preposição e de um outro A. Este pode ser um artigo feminino, ou um pronome, ou ainda, inicial de pronome. Demonstrações informatizadas, com visual dinamizado postadas em blog ou em DVDs facilitam a compreensão desse fato sintático que vem maltratando os estudiosos da nossa língua. A figura abaixo propicia noção clara do que é e como funciona essa crase: 53

54 Como se vê, a crase em foco sempre será fruto da fusão de dois AS : preposição A + um segundo A, sinteticamente mencionados, como A1 e como A2. Na crase, um se sobrepõe ao outro. O A1 sempre será uma preposição. Esta ou é regida ou é mera introdutora de determinante adverbial. O A2 será um artigo feminino, ou um pronome ou o inicial de um pronome ou adnome. As frases a seguir mostram pela técnica de levar a perceber e ajudarão a assimilar bem esta matéria, sem decorar as inúmeras regras tradicionais. Se faltar o A2, fica inviabilizada a crase. É fácil perceber esses casos. Basta construir orações e observar: Assim, nenhum dos dois AS pode faltar para que aconteça a verdadeira crase, pois ela é a fusão de A1 e de A2, ou seja, A1 preposição com um segundo a, o A2. Vejam-se alguns verbos que não regem o A1: encontrar, cortar, ver, riscar, colher e milhares de outros. 54

55 Vejam-se também alguns verbos, alguns nomes e alguns adnomes que regem o A1: Referir-se a, obedecer a, entregar a, ater-se a; acesso a, favorecimento a, obediência a, respeito a; favorável a, relativo a, acessível a, contrário a... Para que aconteça a crase, basta que a palavra subsequente inicie com outro a, artigo ou pronome ou inicial de pronome. Assim, poder-se-ia explicar por meio de regra única qualquer sinal de crase. Todos os casos representam a fusão de A1 (preposição) com A2 (pronome ou inicial de pronome). No Blog portuguespelaneopedagogia.blogspot.com, ou no DVD da Neopedagogia da Gramática têm-se explicações dinamizadas que mostram, com nitidez, essa crase baseada em regra única. É importante destacar que a tradicional crase sempre intruduz um determinante em forma de grupo nominal. Tal verdade insere esta minitese na tese genérica: A gramática vida da Língua Portuguesa pode ser estruturada e ensinada com base os binômios nome/verbo e determinante e determinado. 55

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57 MINITESE IX IDENTIFICADORES SINTÁTICOS Na língua portuguesa, os identificadores sintáticos da regência, da colocação e da concordância funcionam como indícios relacionadores dos polos determinante e determinado e como auxiliares da interpretação objetiva de textos. O IDENTIFICADOR SINTÁTICO DA COLOCAÇÃO Indaga-se, a colocação dos termos da oração tem tanta importância assim? Reponda-se, algumas vezes, sim. A colocação dos determinantes pode ser decisiva. Veja-se a mensagem da oração alterando-se caso se mude a colocação do nome 1 e do nome 3: Evidentemente, o exemplo é singelo, mas serve muito bem para enfatizar a regra natural da colocação que interfere na comunicação da mensagem exata. Na oração acima, temos dois nomes capazes de praticar a ação expressa pelo verbo encontrou. Em cada construção, o nome1 é que praticou a ação do verbo. Nessas condições, a própria concordância verbal não ajuda a captar a mensagem que se quer emitir. Somente a lógica da colocação consegue propiciar a luz segura para a interpretação precisa e objetiva, aquela que o texto realmente diz. 57

58 O IDENTIFICADOR SINTÁTICO DA CONCORDÂNCIA O identificador sintático da concordância pode ser decisivo no reconhecer os polos determinante e determinado. Demonstremos em cima de exemplificação similar à dada. Observemos: Nesse texto, a concordância propicia a certeza de que quem praticou a ação de encontrar foram os filhos. O verbo na terceira pessoa do plural concordando com os filhos (= eles) identificam esse relacionamento de determinante e determinado como mostram os sintagramas. Quando a colocação e a concordância desempenham seu papel identificador seguindo as flexões e a posição normal sugerida pela fórmula da oração normal, a mensagem fica nítida. Observemos: O IDENTIFICADOR SINTÁTICO DA REGÊNCIA Como poderia a regência ajudar na identificação dos polos determinante e determinado? Vamos utilizar o lema da neopedagogia o levar a perceber e ilustremos com sintagramas já que esses símbolos foram introduzidos para ajudar a entender bem os fatos gramaticais. Portanto, vejamos a informação dos sintagramas em cima de textos: 58

59 Duas perguntas: qual determinado exige que seu determinante se introduza com a preposição DE? Qual determinado impõe que seu determinante se introduza pela preposição EM? As respostas são simples e claras. Os sintagramas apontam para os seus determinados (regentes): temor DE, confiar EM. Certamente, com essa exemplificação ilustrada com sintagramas, deixa- -se clara a minitese: Na língua portuguesa, os identificadores sintáticos da regência, da colocação e da concordância funcionam como indícios relacionadores dos polos determinante e determinado e como auxiliares da interpretação objetiva dos textos. 59

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61 MINITESE X AS QUATROS CONCORDÂNCIAS Na língua Portuguesa, existem quatro tipos de concordância, e o nome é o seu único regente. Eis aqui mais uma minitese com colocações realmente inovadoras. Sustenta que, na nossa língua, temos quatro tipos de concordância. Duas destinam-se a identificar polos determinantes e determinados e duas destinam-se a identificar o substituinte e o substituído. Vamos entender por meio de demonstrações em cima de pequenos textos e utilizando o lema pedagógico do levar a perceber. Se alguém vir, no lado esquerdo de casa, um galo cantando e, no lado direito, diversas galinhas ciscando, poderá dizer aqui está o galo e ali estão as galinhas. Galo e galinhas são nomes, representam seres do mundo real. E mais: na fórmula da oração, eles ocupam uma das posições 1, 3, 4 ou 5. Nas primeiras páginas, já propiciamos a definição sintática do nome: Nome é a palavra que ocupar ou pode ocupar a posição 1 da fórmula da oração e tem ou pode ter determinantes concordantes. Na mesma minitese, demos também a definição semântica: Nome é a palavra que representa seres em geral, concretos ou abstratos. Vejamos as quatros concordâncias: Concordância nominal Que seria concordância nominal? Nada mais que a concordância do nome com o ser que ele representa. Na estória do galo e das galinhas, tencionamos 61

62 levar a perceber a existência da concordância nominal, a que faz referência aos seres que representamos com os nomes galo e galinhas. Se eu vejo apenas um galo utilizo esse nome no singular. Se eu deparar diversas galinhas utilizo o respectivo nome no plural. Que seriam esses ajustes senão a clara concordância nominal do nome com o ser ou os seres que as palavras em foco representam? O nome galo ali representa um único ser; o nome galinhas representa diversos seres. Tem-se certeza disso? Sim, a concordância nominal não deixa espaço para dúvidas. Nos exemplos citados, os nomes denotam inclusive os gêneros dos nomes utilizados. Concordância pronominal Eis aí mais uma palavra derivada de NOME: pronome. Ela significa exatamente no lugar do nome. Fixando-nos na fórmula da oração, podemos dizer que o pronome afasta o nome de uma posição nominal e se põe no lugar dele. Temos aqui, em virtude dessa substituição, a verdadeira concordância pronominal, o ajuste do pronome com o nome substituído. Essa concordância pronominal ajuda a realizar a interpretação objetiva aquilo que o texto realmente diz. Observe a precisão comunicativa dos pronomes sinalizada pela concordância pronominal: A concordância pronominal nos passa a certeza de que quem canta é galo (galo = ele) e quem cisca são as galinhas (elas = galinhas). Singelo? Sim, singelo, quase ridículo! Mas por aí se veem claramente as regras em vigor que raramente são passadas aos alunos pelos gramáticos. Concordância verbal A concordância verbal é o ajuste desinencial que o determinante verbo faz com o seu nome 1 (ou com o seu representante). Essa concordância nos propicia a certeza de quem é o alvo da determinância verbal. 62

63 Concordância adnominal A concordância adnominal é o ajuste desinencial do determinante adnome nato com o seu nome determinado. Esse acerto nos dá certeza da ligação do determinante adnome com o determinado nome. Veja o adnome concordando: O reconhecimento dos quatro tipos de concordância torna-se muito importante para quem deseja dominar bem a gramática natural da nossa língua. Seu domínio é muito simples, pois segue uma lógica transparente. Assim, - a concordância nominal é a que o nome realiza com o ser que nomeia; - a concordância pronominal é a que o pronome efetua com o nome representado; - a concordância verbal é a que o verbo faz com o seu nome 1; - a concordância adnominal é a que o adnome nato (adjetivo) executa com o nome determinado. Confirma-se, com toda a clareza, a real existência das quatro concordâncias que atuam na estrutura e funcionamento dos nossos textos, ou seja, Na língua Portuguesa, existem quatro tipos de concordância, e o nome é o seu único regente. 63

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65 MINITESE XI NOME NÃO CONCORDA COM NOME Nome, mesmo sendo flexível e determinante de outro nome, jamais efetua concordância entre si, ou seja, nome não concorda com nome. O conteúdo desta minitese já foi copiado por um famoso gramático. Em todas as edições de sua gramática, nunca havia inserido esta ideia de que nome não concorda com nome, ainda que um seja determinante do outro. Tal cópia ideológica mostra que a neopedagogia está certa no levantar essa verdade. Mas o que importa é que esse levantamento vem facilitar muito o domínio das nossas incontáveis regras de concordância e dispensa a longa decoreba. A partir dessa regra básica, as outras todas encontram explicações pela dedução. Como sempre, vamos enfatizar a regra por meio de exemplos: Essa inconcordância do nome determinante com o nome determinado persiste também quando os dois nomes forem ligados por preposição. Observem- -se as frases: 65

66 O mesmo ocorre em nomes compostos preposicionados e com hífen: Quando um nome predicativo pós-verbo de ligação for determinante do nome 1, a regra nome não concorda com nome continua válida, ainda que um seja determinante do outro. Os exemplos sustentam essa orientação: Os próprios nomes-adnome (tradicionais apostos) seguem a regra fundamental focalizada nesta minitese, estejam hifenizados ou não. Acompanhe: 66

67 Nos nomes compostos epicenos, depara-se, na sua estrutura interior, a vigência da regra geral nome não concorda com nome, mesmo que um seja determinante do outro. Os exemplos comprovam tal fato: Acreditamos que a farta exemplificação nos levou a perceber que a regra fundamental destacada nesta minitese confirmou, com segurança, que nome determinante de outro nome, mesmo sendo flexível, não efetua concordância entre si. Entretanto, é bom destacar que, se houver coincidência de gênero e número entre os dois, trata-se da vigência da dita concordância nominal: cada nome concorda com o ser que representa. Isso daria a impressão de que nome pode concordar com nome. Não é isso que ocorre. As frases a seguir ilustram esse fato que jamais terá o condão de contraditar a regra exposta nesta minitese: Acreditamos que a farta exemplificação nos levou a perceber que a regra fundamental destacada nesta minitese confirmou, com segurança, que nome determinante de outro nome, mesmo sendo flexível, não efetua concordância entre si. Caso se vislumbre coincidência de gênero e número entre os dois, tal fato ocorre por força da concordância nominal que cada um realiza com o ser que representa. 67

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69 MINITESE XII - PRONOME RELATIVO E SEU PAPEL BIVALENTE O pronome relativo possui papel bivalente na estruturação de textos: é introdutor e é pronome. Como pronome se posta na ordem direta quando sujeito, e, na ordem indireta, quando tiver qualquer outra função. Entretanto, a oração adnominal por ele introduzida sempre se posta na ordem direta. Para iniciar este estudo, vamos a uma visão primária: trata-se de um pronome, portanto, uma palavra que substitui um nome. Ele retoma o nome precedente e o representa numa posição da fórmula dentro da oração que ele introduz. Esta oração é determinante acessório do nome precedente, é um adnome na forma de oração desenvolvida. Sempre se posta após esse nome determinado. Assim, a oração adnominal introduzida pelo relativo sempre será determinante e o nome precedente sempre será o determinado. O sintagrama acessório parte dessa oração e incide no nome precedente, deixando claro que a oração adnominal é determinante e o nome apontado é o determinado. Os exemplos sintagramados atuarão como eficientes mestres a explicar toda essa acrobacia gramatical do pronome relativo e da oração adnominal (adjetiva): 69

70 PRONOME RELATIVO E REGÊNCIA O pronome relativo adota a regência (a preposição ou o introdutor zero) que o nome antecedente adotaria se ele estivesse presente na oração adnominal. Isso significa que o pronome relativo complemento poderá ser encabeçado, ou não, por preposição. Vejamos as duas situações: O pronome relativo mais usado nos textos é o invariável que. Os seus sinônimos flexíveis o qual, a qual, os quais, as quais podem substituir o monossílabo invariável. Estes efetuam concordância pronominal e identificam com mais clareza o nome que eles estão substituindo. 70

71 Onde está a bivalência do pronome relativo? Está no fato de ele ser introdutor da oração adnominal e no de ele representar o nome precedente dentro da oração por ele começada. A bivalência salta aos olhos nos textos dados. Vejamos mais exemplos. Observe os sintagramas externos e os internos: Os textos acima revelam que o relativo se envolve com dois introdutores: um é o próprio pronome relativo que encabeça a oração adnominal (adjetiva); outro é a preposição que antecede o introdutor oracional pronome relativo. Assim, preposição atende a uma regência interna da oração, o pronome relativo introduz a oração adjetiva em forma desenvolvida. Os sintagramas aplicados nos textos acima deixam claros esses fatos sintáticos. TRIVALÊNCIA DO PRONOME RELATIVO QUEM A linguagem dos sintagramas mostra, com nitidez, esse desdobramento do relativo QUEM. Acompanhe: Nos textos acima, é aceitável também utilizar a pessoa ao invés de aquele ). A trivalência do quem continuaria configurada. Assim, a trivalência esta- 71

72 ria no tríplice valor que teria esse QUEM: a) representa um ser aleatório levado para dentro da oração adjetiva; b) introduz a oração adnominal (adjetiva); c) desempenha uma função dentro da oração por ele introduzida. Observemos a linguagem dos três sintagramas (sempre 3) e do código numérico. O ADNOME RELATIVO CUJO Eis aqui mais um item que vem provocando espanto entre estudiosos da nossa língua. É que todas as gramáticas tradicionais mandam decorar que CUJO é pronome relativo. Ora, pronome substitui um nome e o que vemos ali é um verdadeiro adnome. E mais, ele realiza concordância adnominal com o nome com quem forma um grupo nominal. Por ser introdutor de oração adjetiva (adnominal) papel do pronome relativo é razoável que seja classificado como adnome relativo. Acompanhe a exemplificação ilustrada: O objetivo da presente minitese era o de passar uma síntese da função sintática do pronome relativo na construção de textos, mostrando sua bivalência. Evidentemente, ficamos apenas na demonstração primária. Muitos outros aspectos são explorados e ilustrados com mais pormenores no manual da tese genérica da Neopedagogia da Gramática. 72

73 MINITESE XIII - TAXIONOMIA DAS PALAVRAS A fundamentação sintática é único método lógico e seguro para a taxionomia das palavras da língua portuguesa. A gramática natural da língua portuguesa possui uma estrutura lógica e fácil de ser dominada e utilizada. A que está sendo ensinada nas nossas aulas é impositiva e foi feita para ser decorada. A dificuldade em assimilá-la começa pela sua nomenclatura complexa e, algumas vezes, incoerente. Uma nomenclatura ajustada aos fatos gramaticais pode ajudar muito a entender a estrutura e o funcionamento das regras naturais para o bom uso da nossa língua nacional. Por isso, propomos um ajuste que poderá auxiliar os estudiosos racionais dos nossos códigos de comunicação. A boa nomenclatura é autoexplicativa. Esta minitese mostrará o projeto para uma nomenclatura que traduza fielmente os fatos gramaticais. As nossas palavras estão todas dicionarizadas. Elas se apresentam soltas, fora de contexto, fora da fórmula da oração. Ao utilizá-las, na formação de bons textos, devemos seguir regras gramaticais em vigência. O domínio dessas regras supõe uso de nomenclatura classificatória que realmente facilite o acesso a sua aplicação. A junção das palavras para formar frases segue uma dinâmica nata nas línguas em geral. Por isso, a Neopedagogia da Gramática sustenta que falar ou escrever é determinar nomes e verbos com termos em forma de palavra, de grupo nominal, de oração reduzida ou de oração desenvolvida. Essa convicção propiciou 73

74 os fundamentos para a tese genérica que estamos defendendo há anos: A gramática viva de língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. Urge, portanto, que se explique imediatamente o que se entende por determinante e determinado. E, depois, que seria nome e verbo. Determinante é o que diz algo de outro termo, que complementa outro termo, ou que especifica ou restringe outro termo. E esse outro termo será o determinado normalmente um nome ou um verbo. NOME, como já se disse, é a palavra que ocupa ou pode ocupar a posição 1 da fórmula da oração e tem ou pode ter determinantes concordantes. Dessa palavra básica, pode-se derivar a nomenclatura cognata e coerente para classificar palavras, grupos nominais e orações. Aqui segue um rol desses classificadores com radical ligado à palavra NOME: - Pronome significa que substitui o nome. O exemplo mostra claramente esse papel representativo do pronome: - Adnome significa junto ao nome. Veja esse fato no exemplo: - Complemento nominal = que completa um nome. Veja-o na oração: 74

75 - Regência nominal = um nome que rege, que precisa de um complemento. Como em: - Concordância nominal ou adnominal: a primeira refere-se à concordância que um nome faz com o ser que ele representa; adnominal é a concordância que o adnome flexível realiza com o nome. - Grupo nominal = um conjunto de palavras que tem o nome como núcleo e ocupa uma posição nominal na fórmula da oração. Observe: - Oração nominal = oração reduzida ou desenvolvida que, na fórmula da oração, ocupa o lugar de um nome. Os textos a seguir dão ideia de orações nominais: - Oração adnominal = oração reduzida ou desenvolvida que desempenha a função de um adnome. Veja exemplos dessas orações adjetivas: 75

76 Cremos ter ficado claro que o NOME traz a ideia nuclear para sugerir as nomenclaturas naturais e lógicas acima. Sua naturalidade e coerência as tornam autoexplicativas. VERBO segundo a neopedagogia da gramática, verbo, sintaticamente, é o ocupante exclusivo da posição 2 da fórmula da oração. É o determinante máximo do nome 1 com o qual deve realizar obrigatoriamente a concordância verbal, revelando, assim, sua eterna subordinação a esse determinado essencial que tradicionalmente é chamado de sujeito. Semanticamente verbo, é a palavra que expressa ação. Quando for copulativo, é classificado como verbo de ligação. Do radical da palavra VERBO, podem-se derivar nomenclaturas cognatas e coerentes como: - Complemento verbal (palavra, grupo nominal, oração nominal que completam o verbo). Os sintagramas aplicados nas orações abaixo informam todos esses pormenores: - Advérbio: determinante acessório que injeta no verbo uma circunstância (tempo, modo, lugar, causa, condição...). 76

77 - Regência verbal: propriedade que alguns verbos têm de exigir complementação preposicionada ou apreposicionada. Alguns exemplos apenas: - Desinência verbal: morfema final do verbo, destinada a realizar a concordância verbal. - Concordância verbal: é o ajuste das desinências verbais com o número e a pessoa do nome 1 (sujeito). Vejam-se os mesmos exemplos: OUTRAS NOMENCLATURAS Há ainda nomenclaturas não ligadas aos radicais dos líderes NOME e VERBO que merecem observações. Sucintamente, relacionamos algumas com rápida explicação: PREPOSIÇÃO é o introdutor universal de determinantes. A sua nomenclatura parece ser adequada, pois se coaduna com seu verdadeiro papel de iniciador de um termo subordinado e determinante em qualquer uma das quatro formas. 77

78 CONJUNÇÃO é o introdutor e, ao mesmo tempo, identificador da forma desenvolvida do determinante nominal ou adverbial, com claras características de subordinação. CONECTIVO COORDENATIVO é o anexador de peças quadrimórficas equivalentes que desempenham a mesma função sintática. Assim sendo, uma não será determinante da outra. ASSINTAGMA é a palavra ou expressão sem vínculo sintático com o nome ou com o verbo da oração, razão por que não possui codificação numérica e pode ser identificado com o sintagrama com corte na seta ( ) ou com 0 (zero). A interjeição e o vocativo são dois exemplares dessa expressão solta. BIFACIALIDADE DA BOA NOMENCLATURA A minitese XIII sustenta que a fundamentação sintática é o único critério lógico e seguro para a taxionomia das palavras da língua portuguesa. Trata-se de classificação básica das palavras. Entretanto, a neopedagogia, no individualizar palavras ou expressões, focaliza também o aspecto semântico que o determinante ou determinado possui. Assim, a boa nomenclatura identifica dois aspectos na classificação das peças: o sintático e o semântico. Analisando etimologicamente a palavra pronome, vê-se que ela se constitui de dois elementos pro + nome. O prefixo pro denota lugar e a palavra fundamental nome faz referência a ser, ou seres representados. Na fórmula da oração, o pronome substitui o nome. Ocupa a posição do nome. O que se refere à colocação diz respeito à sintaxe. Mas, quando nos reportamos ao significado que o determinante adiciona, tipificamos o aspecto semântico. Se pronome significa no lugar do nome, adnome quer dizer junto do nome, advérbio, evidentemente, quer dizer junto do verbo. Assim teremos pronomes possessivo, demonstrativo, indefinidor, numeral e outros. Depararemos também adnomes possesivo, demonstrativo, indefinidor, numeral e outros. A nomenclatura sintática de advérbio, igualmente, poderá diversificar-se com a adição 78

79 semântica e dir-se-á advérbio de lugar, de tempo, de modo, de causa, de condição, etc. A vasta exemplificação exposta em quadros, nas páginas 81 e 82, (Sintagramática, 6ª edição, 2002) deixará claros os dois aspectos nomenclaturais aqui focalizados: nomenclatura sintática e nomenclatura semântica. Vê-se nitidamente que a primeira palavra constitui nomenclatura sintática. A segunda injeta o aspecto semântico. A linguagem das setas acessórias também informa, com clareza, que o adnome acompanha o nome (fato sintático); o sentido acrescido pelo determinante (possessivo, demonstrativo, qualificador, definidor) traz a matiz semântica. Está aí a nomenclatura bifacial. OS PRONOMES TAMBÉM TÊM NOMENCLATURA BIFACIAL Os PRONOMES, em geral, seguem a nomenclatura bifacial dos admones. Eles representam os nomes e se tipificam semanticamente. Vejamos o exemplário: 79

80 Os eventuais artigos que antecedem os pronomes possessivos, os numerais, ou qualificativos funcionam como adnomes do nome que subjaz ao pronome, isto é, são adnomes do nome que está representado pelo pronome. A BIFACIALIDADE DO ADVÉRBIO O enfoque bifacial da boa nomenclatura gramatical, na nossa língua, existe também na classificação dos advérbios determinante que se liga ao verbo. O aspecto sintático da palavra advérbio está nítido e significa junto do verbo. A expressão da semântica de cada advérbio também está consagrada. É tradicional a classificação dessa categoria gramatical com a bifacialidade, dizendo-se advérbio de tempo, advérbio de lugar, advérbio de modo, advérbio de causa, advérbio de dúvida, assim por diante. A relação a seguir mostra essa classificação bifacial: 80

81 Nota-se que a nomenclatura sintática desse determinante acessório do verbo será sempre ADVÉRBIO. Mas, quando se quer traduzir a nuança semântica, a terminologia é vasta e variável, podendo até ser liberta e subjetiva. 81

82 NOMENCLATURA NA SINTAXE ENDOVOCABULAR Na sintaxe endovocabular feita com os determinantes morfêmicos (prefixos e sufixos) anexados ao radical, tem-se igualmente a bifacialidade nomenclatural: prefixo e sufixo enfocam o aspecto sintático, pois posicionam esses determinantes antes e depois do radical. Este morfema básico sempre será o determinado endovocabular. (Ver minitese 16) ' NOMENCLATURA PARA A CLASSIFICAÇÃO DE ORAÇÕES DETERMINANTES A coerência nomenclatural para a classificação das orações determinantes (posições 3, 4 e 5) liga-se às palavras básicas nome e verbo. Dir-se-á, assim, oração nominal (ao invés de substantivas), orações adverbiais (como no tradicional) e orações adnominais (ao invés de adjetivas). Por que essa mudança? Simplesmente para seguir a proposta lógica sugerida pela fórmula da oração e vincular essa taxionomia às duas palavras fundamentais da nossa língua: nome e verbo. Tal coerência torna nosso ensino mais objetivo e útil. Se a oração subordinada (determinante) ocupar o lugar de um nome, dir- -se-á nominal ; se desempenhar a função de advérbio (determinante acessório de um verbo) classificar-se-á como adverbial ; se adjetivar um nome (determinando-o) como faz um adnome, será considerada adnominal. Evidentemente, essas denominações sempre serão acompanhadas de outras classificadoras como oração nominal complemento verbal, oração adverbial de tempo, modo, ou oração adnominal restritiva,.... Se for o caso, dir-se-á ainda em forma reduzida ou em forma desenvolvida. O importante é que se vincule com os núcleos NOME ou VERBO, porquanto é isso que ocorre com a sua sintaxe natural. Com as exposições acima, fica viabilizada a taxionomia neopedagógica não só das palavras, mas também das orações e das peças endovocabulares. Confirma-se a minitese XIII que sustenta: A fundamentação sintática é o único método lógico e seguro para a taxionomia das palavras da língua portuguesa. 82

83 MINITESE XIV ORAÇÃO SUBJETIVA A lógica sintática assegura que a oração subjetiva jamais será oração subordinada. Temos aqui mais uma tese que causou espanto entre estudiosos que, até hoje, simplesmente, aceitaram o que as gramáticas tradicionais ensinam. Uma copia da outra e vai-se passando à frente sem reflexões sobre a sua veracidade. A oração que ocupa a posição 1 da fórmula da oração é ensinada como oração subordinada substantiva subjetiva. Subordinada? Equívoco inaceitável! ISTO OU ISSO Para levar a perceber a tese que aqui se pretende sustentar, utilizaremos a fórmula da oração e a substituição da oração nominal ocupante da posição 1 com um dos pronomes demonstrativos neutros isto ou isso. Toda oração nominal (substantiva) é substituível por um dos pronomes citados. Observemo-los ocupando a posição 1 da fórmula: 83

84 Fica evidente que a oração nominal sublinhada ocupa a posição 1 da fórmula. E ainda, a concordância verbal de é e de constará com o todo oracional ou com o representante isso não deixa dúvida sobre essa sustentação. As orações nominais Reter os impulsos irracionais; Que se retenham os impulsos irracionais; estarem todos inscritos; e que todos estão inscritos são orações subjetivas e jamais subordinadas. Será equívoco carimbá-las como orações subordinadas substantivas subjetivas. Basta classificá-las como orações nominais subjetivas uma vez que elas realmente ocupam a posição 1 dos verbos é e constará. Esses dois verbos são os verdadeiros determinantes e subordinados ao representante do nome 1. ISSO ou a oração nominal 1 atuam como subordinantes e não são subordinados. Veja-se ainda a informação segura do sintagrama essencial: Alguém poderá indagar: como não será subordinada a oração introduzida pela conjunção subordinativa QUE? Ora, é secular o ensino equivocado de que a força subordinativa está nesse monossílabo quê. A oração iniciada por esse quê, na fórmula da oração, está na posição de subordinante e não de subordinada. O 2 sempre é determinante do 1. O verbo sempre se subordina a nome 1. Qual seria o papel daquele QUE? Apenas o de predizer e marcar que o termo subsequente terá forma de oração desenvolvida. A força subordinativa não existe naquele que. A posição que ela ocupa na fórmula dirá se a oração é ou não é subordinada. As orações reduzidas apresentadas nos exemplos acima são classifica- 84

85 das pela gramática tradicional como orações subordinadas, no entanto, elas são desprovidas de QUE. Assim sendo, quem estaria subordinando tal oração reduzida sem que? Eis aí mais uma prova de que esse QUE não tem força subordinativa. Ele apenas nominaliza (torna nominal) a oração desenvolvida. Para quem gosta de visualização convidamos a observar a linguagem dos sintagramas. A seta dupla sempre nasce do verbo (termo subordinado) e incide sempre na posição 1, que sempre é subordinante. Ou seja, qualquer seta-sintagrama sempre informa que, na extremidade cega, está o determinante (subordinado) e, na ponta, está o determinado (subordinante). Assim, a oração subjetiva, sempre apontada pela seta dupla, é subordinante e exige concordância de seu subordinado que é o verbo. Por fim, mais um argumento: é notório que a preposição sempre será indício de subordinação. Onde houver uma preposição, ali começa um determinante, um termo subordinado. O nome 1, o isso 1, a oração ocupante da posição 1 jamais serão introduzidos por preposição, o que significa que a oração dita subjetiva jamais poderá ser subordinada. Portanto tem razão a tese: A lógica sintática assegura que a oração subjetiva jamais será oração subordinada. 85

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87 MINITESE XV ORAÇÃO PRINCIPAL / VERBO PRINCIPAL Sob o aspecto sintático, não existe oração principal, mas verbo principal. Nesta minitese, para fundamentar bem nosso raciocínio, vamos convocar a fórmula da oração, pois ela pode nos dar luzes para que enxerguemos a lógica desta sustentação. O verbo é o líder na estruturação de orações e períodos. É o ocupante exclusivo da posição 2 da fórmula. É a palavra que DIZ. Agora, vamos encaixar, mentalmente neste gabarito, textos e passemos a analisar como eles se estruturam: A gramática tradicional ensina que Os teus pares SABEM é oração principal. Ora, esse conjunto de palavras não constitui oração, pois é apenas um fragmento de oração. Falta ali um complemento para o verbo sabem. Observe a lógica dos sintagramas e do código numérico. Os teus pares ocupa a posição 1, e SABEM é o determinante 2. Onde estaria o termo 3, complemento e determinante 87

88 regido de SABEM? É toda a oração: que você leu esta ata. Solução? Não classifiquemos como oração principal um fragmento de oração. Declaremos que ali existe o verbo principal que diz algo do nome 1, mas está amputado, pois falta um complemento desse verbo. Neste caso, afirmar que não existe oração principal, mas verbo principal é mais coerente e lógico. Outro exemplo: Como aceitar que se classifique como oração principal o conjunto de palavras Neste momento, é bom com a exclusão de seu determinado essencial, o termo 1 (o nome 1 ou seu representante), o tradicional sujeito de é? Dizer apenas Neste momento, é bom seria emitir uma mensagem amputada sem o nome 1 ou sem seu representante (isto). Coloquemos na ordem direta o período acima dizendo: Acompanhemos a informação segura dos sintagramas e do código numérico acima. Solução? Não classifiquemos como oração principal um fragmento de oração. Digamos verbo principal e não, oração principal. É mais coerente e lógico. Vamos a mais um texto: 88

89 Mesmo sendo acessório o determinante 4 do verbo chover, esse advérbio temporal em forma de oração faz falta. A mensagem a ser transmitida, sem esse termo, fica lacunosa. Aqui também não se pode classificar como oração principal o conjunto de palavras chovia copiosamente sem o seu advérbio de tempo. A clareza da mensagem que se quer expressar supõe a utilização dessa circunstância determinante 4, advérbio de tempo. Diante disso, classificar como oração principal excluindo o seu determinante temporal não é nada racional. Solução? Não classifiquemos como oração principal um fragmento de oração. Identifiquemos o verbo principal. É mais coerente e lógico. Examinemos ainda um texto com oração adnominal (adjetiva). Esse determinante de um nome, dito acessório, algumas vezes, é decisivo na transmissão da mensagem que se deseja transmitir. Acompanhe o raciocínio e a análise do texto a seguir com inclusão e/ou exclusão da oração adnominal introduzida por pronome relativo: Classificar a oração sublinhada como oração principal excluindo o determinante adnominal que encomendamos pela Internet seria amputar o determinante 5 utilizado pelo emissor. A sua mensagem fica prejudicada. Caso esse determinante 5 seja um complemento nominal (determinante regido por um nome), se houver esse corte, a comunicação fica ainda mais lacunosa. Acompanhe a análise do texto com um nome regente de complemento: Não é razoável classificar como oração principal a parte sublinhada excluindo um complemento de um nome integrante da dita oração principal. A oração de que os meliantes voltariam é determinante integrante e complemento do nome certeza. 89

90 Solução? Não classifiquemos como oração principal um fragmento de oração. Enfatizemos o verbo principal. É mais coerente e lógico. Estamos convictos de que as exposições reforçadas com exemplários elucidados com sintagramas mostraram que é ilógico classificar um fragmento de oração como oração principal. Mostrou-se que é mais coerente e mais real utilizar verbo principal ao invés de oração principal. 90

91 MINITESE XVI ELIPSE DO VERBO Não existem frases simplesmente nominais. Existem orações com verbo mentalizado. Novamente a fórmula da oração pode visualizar a realidade sintática que, neste capítulo, será exposta: a omissão de termos da oração que ficam no nível da mentalização. A palavra mais focalizada nesta minitese é o verbo. A sua elipse ou mentalização é responsável pelo surgimento da teoria da existência de frase nominal. É logicamente impossível admitir, nos textos, orações simplesmente nominais, ou seja, sem a presença de verbo, ainda que apenas mentalizado. A mensagem não se realiza. Ora, o verbo é a palavra que DIZ. É o determinante essencial dentro da oração. E mais, é o verdadeiro estruturador da oração. Sem verbo presente ou mentalizado, não existirá oração e, consequentemente, não haverá veiculação de mensagem. Vejamos esta situação: De repente, um barulhão nos céus. Os moços olham para cima. Dois aviões! O texto tem apenas um verbo, fisicamente, presente: olham. Tradicionalmente, dir-se-ia que ali temos duas frases nominais. Ao buscar a mensagem existente nesse conjunto de palavras, estando fora do contexto e tendo de relatar a outrem o fato por escrito, o emissor deverá necessariamente fazer vir à tona as palavras que ficaram mentalizadas. Dirá, por exemplo: 91

92 De repente, ouvem um barulhão nos céus. Os moços olham para cima. Viram dois potentes aviões. É claro, a subjetividade de cada leitor irá sugerir o verbo oculto a ser revelado. Outro receptor levantaria outro(s) verbo(s). Mas a verdade é que, sem verbo presente ou mentalizado, não haverá comunicação de mensagem. Na página 248 do volume da tese genérica da Neopedagogia da Gramática, existem diversos textos que exemplificam as ditas frases nominais. Lá, as orações estão ilustradas com sintagramas, principalmente com o que denota a elipse e a mentalização, ou seja, os parênteses ( ). Dia de temporal ( ) dia de enchente. (é) Cada macaco ( ) no seu galho. (fique) ( ) Muitos projetos, mas ( ) pouca realização. (vemos) (vemos) ( ) Deus no céu e esse profeta ( ) aqui na terra. (temos) (temos) ( ) Água, por favor! (deem-me) Quem desenhou isto? João ( ). (desenhou isto) Como se vê, a palavra omitida é um verbo que pode ficar mentalizado. Esta situação é que, entre os gramáticos, estabeleceu existirem frases nominais. Nesta minitese, preferimos sustentar que não existem as ditas frases nominais, mas existem orações com verbo mentalizado. É bom alertar que não é apenas o verbo que pode estar mentalizado. Em muitos contextos, outros termos também podem manter-se ocultos, pois facilmente imaginados. Na posição 1, é frequente a omissão do pronome 1, pois as desinências verbais podem identificar com precisão quem seria o nome 1 ou pronome 1. Observem-se os exemplos: 92

93 Pode-se também ter omissão de um conjunto de palavras, bem como uma oração inteira. Observemos este texto: - Vocês foram ao teatro? - Sim. (= Sim, fomos ao teatro.) - Onde estava o cadáver? - Aqui. (= Cadáver estava aqui.) Como acreditamos que o foco da presente minitese tenha ficado bem claro, podemos parar nessa síntese exposta com exemplificação elucidada com sintagramas. Ficou demonstrado que Não existem frases simplesmente nominais. Existem orações com verbo mentalizado. O verbo fisicamente presente ou mentalizado sempre configurará oração e não a simples frase nominal. 93

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95 MINITESE XVII PONTUAÇÃO OBJETIVA A pontuação objetiva correta e clara está intimamente ligada à sintaxe dos determinantes e determinados. O domínio do relacionamento e da colocação dos determinantes e determinados, na formação de textos, orientará o uso correto dos sinais de pontuação. Os símbolos mais utilizados para marcar essas pausas ou modulações vocais podem ser divididos em intraoracionais e interoracionais, ou ainda, finalizadores de períodos e parágrafos na redação de textos. A vírgula (,), na estruturação de textos, pode isolar palavras, grupos nominais ou orações. O ponto-final (.), o ponto de interrogação (?), o ponto de exclamação (!) e reticências (...) podem marcar a finalização de períodos, ou conjunto de períodos na finalização de um texto maior. Cada sinal impõe modulação fônica própria. A vírgula possui as orientações mais diversificadas na redação correta e clara de textos. Esse símbolo pode indicar pausa entre dois ou mais determinantes ou entre dois ou mais determinados, tenham eles qualquer uma das quatro formas, ou estejam esses termos em qualquer uma das posições: nominais, adverbiais, ou adnominais. No correr das explanações e das exemplificações aparecerão concretizadas essas situações. USO DA VÍRGULA A vírgula, nos textos, geralmente marca pausa curta. O seu uso prende-se a orientações sintáticas. Pode sinalizar sequência de peças equivalentes, desloca- 95

96 mentos ou intercalação de determinantes. É utilizada também para separar palavras ou expressões desligadas da estrutura sintática de um texto. Pode ainda sinalizar omissão e mentalização do verbo ou do conectivo aditivo. Na síntese a seguir, tentaremos propiciar orientações em sete itens: 1. Vírgulas-parênteses são utilizadas para isolar qualquer palavra, grupo nominal ou oração que interrompam a sequência normal dos determinantes e determinados dentro de um texto. Apresentam-se em dupla: uma corresponde a um abrir o parêntese e outra a um fechar. Vejam-se os exemplos ilustrados com sintagramas: 2. Vírgula adverbiação indireta é a que isola o advérbio em qualquer uma das quatro formas, postado antes do seu verbo. Os textos abaixo mostram algumas dessas colocações indiretas: 3. Vírgula coordenação assindética isola palavras, grupos nominais ou orações que se adicionam e desempenham a mesma função. A sequência de três ou mais desses termos com função idêntica e adicionados separam-se os primeiros por vírgula e o último pelo conetivo e. 96

97 4. Vírgula pré-conjuncional sinaliza pausa antes de conjunções adversativas, conclusivas, explicativas, bem como antes da conjunção causal pois e similares. Vejamos alguns exemplos desses casos: 5. Vírgula elíptico-verbal é a que sinaliza a omissão e mentalização de um verbo claramente subentendido. Observemos alguns exemplos: 6. Vírgula vocativa separa uma palavra ou uma expressão exclamativa e apelativa postada no início ou no fim da oração. Alguns exemplos ajudarão a identificar a vírgula vocativa: 97

98 7. Vírgula subjetiva é a que foge dos critérios sintáticos postos acima e se impõe para tornar mais precisa a mensagem que o emissor pretende externar. Veja-se a função aclaradora desse sinal nos textos a seguir: VÍRGULAS PROIBIDAS Há textos com todos os termos bem colocados que, de forma alguma, podem ser separados por vírgula. A fórmula munida dos sintagramas básicos mostra a posição direta dos determinantes com a impossibilidade de aplicar o sinal de pausa entre os polos ligados pelos sintagramas. A figura mostra que o sintagrama essencial não pode ser cortado. Alerta claramente que não devemos colocar uma vírgula entre o determinante e determinado essenciais. A seta integrante que ruma do 3 para o 2 informa o relacionamento do complemento com seu verbo. Entre essa ligação não se admite vírgula. A seta acessória liga o determinante adverbial 4 ao seu determinado verbo 2. Não se deve separar por vírgula determinante assim postado na ordem direta. Os três sintagramas mostram a colocação direta dos termos. Tal colocação inviabiliza o corte desse relacionamento regular, por meio de vírgula. É o império da lógica sintática. No entanto, os três sintagramas podem ser cortados por vírgulas-parên- 98

99 teses que representam o encaixe que corta momentaneamente o fluxo de texto. E isso é permitido pela lógica sintática. O casal de vírgulas simbolizado pelos parênteses que isolam uma pequena e passageira explicação, não interfere na regra básica da virgulação e não corta os sintagramas reveladores da ordem direta. Uma vírgula se contrapõe à outra. Abaixo oferecem-se alguns exemplos com sintagramas que superam as duas vírgulas as quais ficam aceitáveis. Note-se, neste caso de vírgulas parênteses, que os sintagramas não são interrompidos na sua função de ligar os polos determinante e determinado. Impera ali evidente lógica. O casal de vírgulas não interfere no relacionamento indicado pelo sintagrama. OUTROS SINAIS DE PONTUAÇÃO Deixamos claro que o sinal de pontuação da virgulação supõe domínio sintático. Os finalizadores de períodos e parágrafos (ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e reticências) encontram boas orientações nas gramáticas tradicionais. Apenas o ponto-final pode receber ilustrações visualizadas pela neopedagogia por meio dos sintagramas. Os dois pontos (:) e o ponto e vírgula (;) não se destinam a encerrar períodos ou parágrafos, pois atuam no interior desses textos maiores. Nossa minitese da pontuação tem como objetivo propiciar visões mais concretas do sinal de pontuação intimamente ligado à sintaxe interna de períodos que é a vírgula. Se o escopo for alcançado, ficaremos satisfeitos. 99

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101 MINITESE XVIII SINTAXE ENDOVOCABULAR Na formação de novas palavras, utiliza-se a sintaxe endovocabular, na qual os morfemas (afixos) funcionam como determinantes e os semantemas (radicais) como determinados. Novamente o binômio determinante e determinado se faz presente. Na sintaxe endovocabular, os morfemas prefixo e sufixo juntam-se ao semantema e formam novas palavras, as chamadas de derivadas. Trata-se de um processo importante para o enriquecimento vocabular. Nossa língua propicia vasto repertório de radicais e afixos greco-latinos, bem como uma considerável lista de radicais lusos com os quais podemos criar novas palavras. O determinante prefixo adicionado ao radical cria outra palavra, a derivada, deixando-a na categoria gramatical original. Já o determinante sufixo reveste-se da virtude de passar uma palavra de uma categoria para outra. Ambos os morfemas têm o poder de criar novas palavras. Acompanhe os exemplos: fazer / desfazer; pôr / contrapor; possível / impossível; real / irreal... Constata-se que o verbo primitivo, ao ser prefixado, continua verbo; o adjetivo nato, com a junção de prefixo, também não altera sua categoria gramatical. Essa é a regra natural. Tal estabilidade classificatória não acontece com a adição de sufixos. O quadro a seguir baseado na fórmula da oração mostra como realmente os sufixos preparam as palavras derivadas para ocupar posições diversas e definidas, podendo ser adaptadas conforme o sufixo, para ocupar as posições nominais, verbais, adnominais e a adverbial, derivando-se de um lexema original. Acompanhemos: 101

102 O esquema deixa claro que os sufixos nominativos criam palavras para ocupar todas as posições nominais da fórmula da oração. Os sufixos verbiativos preparam a palavra para ocupar a posição 2, a do verbo, o determinante máximo dentro de uma oração. Os sufixos adnominativos adaptam a palavra para desempenhar a função de adnome (adjetivo). O sufixo mente, único com função adverbiativa, prepara a palavra para ocupar a posição 4, sendo advérbio. Trata-se de um esquema inédito e real criado para levar a perceber certos fatos nunca antes vistos assim. Apresentado, desta forma, esse gráfico pode ajudar muito a compreensão desta minitese. O radical sempre possui base semântica. É o determinado endovocabular. Os determinantes afixos (prefixos e sufixos) podem alterar ou ampliar o sentido desse núcleo vocabular. Tal sintaxe interna do vocábulo cria novas palavras. Assim, partindo do radical da palavra primitiva respeitar, podemos criar diversas palavras: 102

103 Aplicado o sintagrama endovocabular simplificado, vê-se a real existência de uma sintaxe endovocabular onde vigoram os polos determinante e determinado. O radical sempre será o elemento nuclear e determinado. Aqui também a seta- -sintagrama parte do determinante e aponta para o determinado. É o que se vê na ilustração das palavras acima. BIFACIALIDADE DOS AFIXOS ENDOVOCABULARES Na sintaxe endovocabular feita com determinantes e determinados, também temos a nomenclatura bifacial expressando o aspecto sintático e o aspecto semântico. Dizer prefixo é mencionar a colocação indireta do determinante: antes do radical. É fazer referência sintática. Ao dizer que DES é prefixo negativo, faz-se referência semântica. Eis aí os dois aspectos: o sintático (prefixo, colocado antes) e negativo que externa o tipo de sentido injetado no radical. A bifacialidade nomenclatural realmente está presente também na sintaxe endovocabular. Analisemos o papel de cada elemento: DES = prefixo negativo (determinante) RESPEIT = radical sede do significado básico da(s) palavra(s) cognatas AR = sufixo verbal OSO = sufixo adnominativo (adjetivador) MENTE = sufixo adverbiativo de modo A = vogal temática verbal classificatória do verbo da 1 ª conjugação BILI = sufixo nominalizador conotador de possibilidade DADE = sufixo nominativo (torna a palavra um nome) DESINÊNCIAS Aqui mais um morfema importante na estrutura gramatical da nossa língua. Desinência é o instrumento de concordância diferente do sufixo. Posta-se como a última peça das palavras flexíveis, pois destina-se a ser um dos identificadores sintáticos que ligam os polos determinante a seu determinado, ou, como 103

104 revelado no capítulo das quatro concordâncias, liga a palavra representante ao seu representado. As desinências se dividem em desinências nominais e desinências verbais. Este morfema volta-se para dentro de sua palavra e para fora: para dentro quando revela que a palavra está no plural. Para fora quando deixa clara a relação externa do determinante e determinado. Temos aqui um morfema que realiza não apenas a sintaxe endovocabular, mas também um ajuste extravocabular. A tese original sobre esta matéria é mais ampla e traz mais elucidações com vasta exemplificação onde os radicais e os afixos greco-latinos mostram seu grande poder de ampliar o repertório vocabular dos estudiosos da nossa língua. Nesta síntese, transmitimos apenas o essencial. Recomenda-se que se visite obra Fono-Orto-Morfo que é ampla e exemplifica mais. 104

105 MINITESE XIX ACENTUAÇÃO OBJETIVA Dominada a tonicidade natural das palavras sem diacrítico, 99,8% dos acentos gráficos oficiais da língua portuguesa podem ser explicados com uma única regra. Lendo textos escritos, verificam-se algumas palavras com acento gráfico ( ou ^) e muitas outras sem esses diacríticos. Pergunta-se, que fazem esses acentos gráficos? Simples! Marcam qual vogal é a tônica para o leitor saber onde tonificar. E quando não há esse acento gráfico, como vou saber qual vogal é a mais forte? Pois vamos explicar tudo isso. Comecemos pelas explicações preliminares: a) A neopedagogia fala em vogal tônica e não, em sílaba tônica; b) A neopedagogia identifica as vogais numerando-as da direita para a esquerda; c) A neopedagogia assegura que todas as palavras construídas com mais de uma vogal, possuem uma que é a mais forte a tônica. Vamos numerar todas as vogais da direita para a esquerda, mas apenas as pronunciadas. O u, entre g-e, g-i, q-e e q-i, não proferido não é contado. Identifiquemos as vogais numerando-as da direita para a esquerda: Expostas as orientações preliminares, vamos passar aos três itens que ajudam a localizar a vogal tônica de TODAS as palavras sem acento gráfico: 1. Se a palavra sem acento gráfico terminar por A, E, O, AM, EM, ENS, consideradas terminações FRACAS, a vogal tônica será a vogal 2. Exemplos: 105

106 2. Se a palavra sem acento gráfico tiver OUTRA terminação, esta será FORTE e a tonicidade se fixará na vogal 1. Exemplos: 3. Se, por força dos dois itens acima, a tonicidade cair em cima de um i ou de um u, tendo essas duas vogais uma vogal anterior encostada e não tendo, no seu lado direito, o apoio de consoante sua ou de uma nasalização, a tonicidade natural foge para essa vogal anterior encostada. Vejamos exemplos dessa tonificação, ou não, da vogal anterior: Observação: O S nunca tem força tonificadora de vogal anterior. IMPORTANTÍSSIMO: Os três itens acima ajudam a localizar todas, todas, todas as vogais tônicas das palavras sem acento gráfico. Pesquise e constate você mesmo a veracidade dessa orientação. ACENTUAÇÃO GRÁFICA BASEADA EM REGRA ÚNICA (99,8% dos acentos gráficos) O acento gráfico anula a tonicidade natural dada acima e tonifica outra vogal. Exemplos com palavras homógrafas: Exemplos confrontando com palavras inexistentes: 106

107 Observação: Nos exemplos, utilizamos a seta comum. Não se trata de sintagrama. O símbolo serve apenas para mostrar em que vogal estaria a tonicidade nata e para qual vogal o acento gráfico a desviou. Portanto, mostra o deslocamento da tonicidade e cria nova palavra. 99,8 % dos acentos gráficos se explicam pela regra única, quase todos. Apenas 0,2% dos acentos gráficos oficiais têm outra justificativa uma insignificância! Neste pequeno percentual, não há deslocamento de tonicidade. Entre estes 0,2%, o diacrítico tem apenas papel diferenciador. Acompanhemos os casos a seguir: a) Nas monossílabas monovocálicas, o acento gráfico funciona como diferenciador fonético, entrando no jogo das terminações fortes e terminações fracas naturais diferenciadas apenas pelo diacrítico. Observemos: b) Marca-se com acento agudo a base (vogal 2 tônica e aberta) dos três encontros vocálicos ÉI, ÉU e ÓI. Na vogal três, esses sinais foram abolidos pela recente reforma. Compare: herói (vogal 2) / heroico (vogal 3). Obs.: A seta reversiva mostra que a tonicidade natural já estava na vogal 2. O sinal apenas marca timbre aberto. Mais exemplos: c) Sinais conservados pelo Acordo Ortográfico a fim de diferenciar suas categorias gramaticais: 107

108 Observação: Os substantivos fôrma / forma têm diacrítico facultativo. d) Acento circunflexo sinalizador de plural nos verbos TER e VER quando utilizados na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Os seus derivados, no plural, seguem a mesma regra; no singular, seguem a regra única. Acompanhe tudo isso no exemplário abaixo: Estudiosos da nossa língua, toda a tonicidade e toda a acentuação gráfica oficial do português podem ser explicadas pelas orientações acima. Algo fácil, lógico e inédito. Observação: O sinal de crase não envolve tonicidade. Marca um fato sintático uma contração de preposição A com um segundo A. Vou à escola. (= Vou a + a escola.) Ver minitese específica. Pode surgir uma indagação pertinente a respeito desta pesquisa: Por que este trabalho faria parte de tese genérica que tem este texto: A gramática viva da língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado? A resposta pode ter mais de uma justificativa: - porque o acento gráfico deslocador de tonicidade pode passar uma palavra homógrafa de uma categoria para outra. Assim, na fórmula da oração, o diacrítico pode alterar sua posição. Observe: Essa tua mágoa me magoa muito. Veja ainda: Tu, com estas águas, aguas estas folhagens. Assim tu estás contribuindo... Por aí, fica fácil perceber que, pelo acento gráfico, cria-se nova palavra podendo, conforme o caso, mudar de posição e função sintática dentro da fórmula da oração, pois troca de categoria gramatical e mexe na determinância. 108

109 - E ainda, porque o próprio texto da tese genérica focaliza os binômios NOME e VERBO da tese genérica, bem como determinante e determinado. O acento gráfico entra claramente nesse jogo como se vê nos textos acima destacados e em muitos outros. O texto da tese genérica mostra claro propósito de abranger toda a gramática. A acentuação gráfica, pela importância que tem, não poderia ser excluída. Se a neopedagogia sugere simplificar todo o ensino gramatical, tornando-o mais objetivo, mais claro e mais útil, a acentuação gráfica tem importância fundamental e, como ficou explicado, liga-se também à sintaxe, por isso, insere-se na tese genérica. 109

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111 MINITESE XX FONÉTICA SIMPLIFICADA Para a caracterização e a individualização dos fonemas da língua nacional, basta observar a sua produção pelo aparelho fonador mediante apenas dois aspectos: o topológico e o modal. Na atualidade, no ensino fundamental e no ensino médio, estão sendo excluídos os programas que passam conhecimentos, ainda que elementares, sobre a fonética. Qual a razão dessa exclusão? Várias: primeiro, julga-se esse conteúdo como inútil; segundo, porque os professores não se prepararam para ministrar aulas objetivas e claras sobre essa matéria; terceiro, porque os alunos não gostam dessas lições, principalmente quando mal passadas; quarto, porque os programas existentes nas gramáticas e nos manuais escolares esmiúçam demais e isso os torna cansativos. A neopedagogia, praticando a estratégia do levar a perceber, testou passar apenas os rudimentos da fonética. A objetividade de seu ensino agradou e produziu bons resultados. Suas aulas ministradas com nomenclatura adequada, reduzida e assimilável têm se mostrado agradáveis e úteis. A fonética estuda os sons da língua, analisa os fonemas que constituem as sílabas. Ambos fonemas e sílabas não vinculam significados, são assemânticos. A sílaba tem como núcleo o fonema vogal, podendo esta ser ou não ser revestida de consoante na sua formação. Por ser assemântico, o fonema consoante não se enquadra no binômio determinante e determinado. Junta-se e subordina-se a uma vogal. Forma apenas a relação de pertinência do verbo pertencer. O sintagrama utilizado para mostrar o seu relacionamento consonantal junto à vogal é o simplificado, com traço contínuo e, como já se disse, conotará pertinência (de pertencer) 111

112 e não indicará determinância. Tal sintagrama sempre se endereçará a uma vogal- -núcleo formadora de sílaba com adjunção de um fonema consoante ou sem esse revestimento. Assim exposto, fica claro que os fonemas se dividem em dois tipos bem distintos: vagais e consoantes. PRODUÇÃO DA VOGAL Vogal é o fonema produzido sem imposição de qualquer obstáculo, seja na forma de constrição, seja na forma de oclusão, ou outra no aparelho fonador. A coluna de ar sonorizada sai livremente do aparelho fonador. Para a individualização de cada vogal, é suficiente submetê-la ao exame de suas características de produção verificando o modo como se realiza e a zona onde se concretiza. Verifiquemos essa produção localizando esses dois aspectos. Os gráficos ajudam a compreender com facilidade a individualização das vogais. Zoneamento da cavidade bucal em três áreas. 112

113 Vogais colocadas no seu ponto de formatação. Zoneamento bucal das consoantes. 113

114 Zoneamento bucal com os pontos sinalizados e denominados. Aqui se está seguindo a orientação tradicional de estabelecer três zonas, mostrando as três áreas em que se moldam as vogais da nossa língua. Entretanto, não adotamos a nomenclatura abstrata e incompleta (anterior, média e posterior). Preferimos a caracterização da vogal de forma mais segura e mais precisa. Vogal dental, alveolar, pré-palatal, palatal, pós-palatal, pré-gutural e gutural que condiz com a real classificação ponderando o ponto de sua produção. O docente pode mostrar a sequência de sua produção, abrindo sua cavidade bucal e levando o aluno a perceber o ponto de sua moldação. Basta abrir a boca e pronunciar as vogais nesta ordem: i, e, é, a, ó, o, u e repetir diversas vezes... i, e, é, a, ó, o, u... Observe esta sequência natural acompanhando a produção vocálica na figura a seguir: 114

115 Zoneamento bucal das vogais e seu ponto de articulação. Análise dos fonemas vocálicos: a é e i ó o u vogal palatal átona vogal pré-palatal, tônica vogal alveolar, tônica vogal dental, átona vogal pós-palatal, tônica vogal pré-gutural, tônica vogal gutural, átona cascata moela parede fritura miolos miolo rótula PRODUÇÃO DAS CONSOANTES COM A OPOSIÇÃO SURDA E SONORA Para a individualização de cada consoante, é suficiente submetê-la ao exame de suas características de produção verificando onde ocorre o obstáculo (constrição, oclusão ou outro) e quais os órgãos que entram na sua formatação. O modo 115

116 expresso pela nomenclatura surdo ou sonoro leva a perceber como se produz, gerando classificação natural de cada consoante. Os gráficos e a experimentação ajudam a compreender com facilidade a individualização das consoantes. Retenha- -se que esses fonemas são naturalmente orais, fato que dispensa essa menção nas análises. Quando forem nasais será conveniente dizê-lo. Zoneamento bucal das consoantes. Análise das consoantes iniciais b s d f j g l lh m n consoante bilabial, sonora consoante alveolar surda consoante linguodental sonora consoante labiodental surda consoante palatal sonora consoante gutural sonora consoante lateroalveolar consoante latero palatal consoante bilabial nasal consoante alveolar nasal bandido sacada descida fábula jato guri lenda filhote mistura nascedouro 116

117 nh p c r rr t v x z consoante palatal nasal consoante bilabial surda consoante gutural surda consoante alveolar vibrante (breve) consoante alveolar vibrante (longa) consoante linguodental surda consoante labiodental sonora consoante palatal surda consoante alveolar sonora tamanho pastor campos encontram terreno entulho vascaíno xícara zebra ORAL / NASAL Como já vimos, consoantes possuem também divisão bipartida em oral e nasal. Como a maioria das consoantes são naturalmente orais, dispensa-se acrescentar a expressão oral. Quando forem nasais, recomenda-se utilizar essa identificação dizendo-se nasal. É básico ver onde ficam as zonas nasais e como essas consoantes se produzem com essa característica. Funcionam como consoantes nasais o dígrafo NH e as consoantes M e N quando finalizadores de sílabas. Veja-os nas palavras tamanho, canto, jasmim. Observemos os pontos em que se formatam as nasais, no gráfico abaixo: Zoneamento buconasal das consoantes nasais. 117

118 Fica, assim, dado o critério simples e objetivo para caracterizar os fonemas da língua portuguesa. Evidentemente, não propomos um caminho para cursos mais avançados, mas para que funcione bem em sala de aula no ensino fundamental e no médio. DETERMINÂNCIA OU PERTINÊNCIA? Determinância envolve adição de significados. Os determinantes afixos (prefixo e sufixo) injetam significados no radical. Permeia subordinação entre as peças. Já na pertinência, não se configura jogo de significados. Existe uma subordinação, mas apenas para construir sílabas sem ponderar significados. Na sintaxe dos fonemas e na sintaxe das sílabas, as elucidações podem ser feitas pela seta simples que pode mostrar subordinação e pertinência, ficando apenas no plano material (o físico). Utilizando uma comparação, talvez, inédita, pode-se dizer que, aqui, não se pondera o aspecto espiritual (o do significado). Isso ocorre tanto na estruturação das sílabas com fonemas, como na estruturação das palavras ponderando apenas as sílabas despidas de significado. O núcleo da sílaba é a vogal. O núcleo do vocábulo estruturado com sílabas, alheio ao significado, é a sílaba tônica. Encaradas dessa maneira, as sílabas átonas ou as subtônicas se ligam à tônica apenas materialmente, sem ponderar significados. A seta simples da pertinência mostrará apenas esse relacionamento físico-material. Eis aí o ensino da fonética simplificada que nos propúnhamos oferecer aos estudiosos e aos docentes que clamam por um projeto pedagógico mais objetivo e útil. A verdade é que, para a caracterização e individualização dos fonemas da língua nacional, basta observar a sua produção pelo aparelho fonador mediante dois aspectos: o topológico (locativo) e o modal. O caminho oferecido atinge perfeitamente a meta. Neste capítulo também cabe a pergunta: por que esta matéria foi incluída na tese genérica que introduziu este trabalho? Porque nela há um relacionamento sintático. Diferente, é verdade. Diz respeito à pertinência, uma vez que não envolve significados. E ainda, porque nosso objetivo é abranger toda a gramática e torná-la simples e objetiva, ou seja, palatável. 118

119 CONCLUSÃO Parece ter ficado claro que há outro caminho para dominar a gramática viva que comanda a estrutura e o funcionamento da língua portuguesa. A tese que se defende parece desbravadora e desafiadora. Sustenta que a gramática viva da língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. Estamos convencidos de que é impossível ensinar Português por meio de textos, sem antes fixar o domínio do arcabouço gramatical. Urge enfatizar que o domínio da gramática não deve ser desprezado, mas modernizado o seu ensino. Assim, parece patriótico e construtivo buscar e debater esse outro caminho que se denominou de Neopedagogia da Gramática. Ele deve ser científico, útil e didático e estribar-se no lema levar a perceber. Os instrumentos pedagógicos denominados sintagramas, código numérico, fórmula da oração e o diagrama para o estudo de todos os verbos, indiscutivelmente, dizem e mostram, ou seja, levam a perceber. A sugestão de uma nomenclatura objetiva, clara e coerente, deve, igualmente, ser analisada a fim de que se evite a dualidade classificatória uma para a sintaxe e outra para a morfologia, como se vê em advérbio e adjunto adverbial, ou adjetivo e adjunto adnominal. É preciso debater um projeto que simplifique o ensino e a aprendizagem do arcabouço gramatical objetivo e útil. Como exemplo, pondere-se o paralelo racional de adnome / advérbio. Esta pesquisa, independente de posturas seculares de renomados gramáticos, fez emergir visões novas a serem ponderadas no ensino da língua portuguesa. 119

120 A quadrimorfia dos determinantes, as quatro concordâncias efetivamente existem nos textos. A sintaxe endovocabular, a pronominação e a renominação das posições nominais da fórmula da oração, a bivalência do pronome relativo, o reconhecimento e a distinção dos introdutores de determinantes, o papel dos identificadores sintáticos, as revelações inéditas das variações do verbo mostradas pelo minilaboratório do diagrama, a sintaxe endovocabular que explicita a determinância entre os morfemas que constituem a palavra derivada e a composta, a distinção clara entre sufixo e desinência, o papel de cada constituinte do verbo composto, tudo traz nova visão sobre a arquitetura das palavras e dos textos. Tudo mostra e confirma a tese de que a gramática viva da língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. Com o intuito de que este projeto abrangesse nova visão de todo o ensino gramatical, nos demos a liberdade de incluir dois capítulos que parecem não se encaixar diretamente na tese básica: A gramática viva da língua portuguesa pode ser estruturada e ensinada tendo como base os binômios nome / verbo e determinante / determinado. Trata-se da Acentuação Objetiva baseada em regra única. À primeira vista, parece não se enquadrar na tese dos determinantes e determinados. Na verdade, integra-se uma vez que o deslocamento da tonicidade prepara a palavra para ocupar posições diferentes na fórmula da oração modificando o endereço das determinâncias. Não poderia a tese deste capítulo excluir-se do projeto mais amplo uma vez que ela vem impressionando os pesquisadores pela inovação, clareza e objetividade do ensino da acentuação gráfica oficial. Além de ensinar a acentuação gráfica oficial com apenas uma regra, mostra a localização natural da vogal tônica de todas as palavras da nossa língua sem o diacrítico. Isto, sem dúvida, é inédito e constitui uma grande vantagem. Outro capítulo que parece não se enquadrar dentro da grande tese é o da análise fonética. Realmente, na menção dos fonemas que constituem as sílabas, não existe o relacionamento de determinante e determinado, mas o da pertinência. Um fonema se junta, faz pertença a uma vogal, o que é mostrado com uma seta simples. Assim, o projeto para uma Neopedagogia da Gramática em volume completo seria lacunoso se ele não abrangesse também o ensino da fonética e o da Acentuação Objetiva. Daí a razão da sua inclusão neste trabalho. Saliente-se que a pesquisa não assume postura servil de simplesmente 120

121 copiar estruturas gramaticais seculares existentes. Desbrava novos caminhos. Incentiva o espírito crítico e incita ao estudo e à análise dos fatos gramaticais vivos não detectados nem registrados pelos linguistas tradicionais. Busca caminhos mais objetivos e mais claros que levem ao domínio da gramática natural e viva da estrutura e do funcionamento dos textos. E, para isso, moderniza utilizando instrumentos pedagógicos que mostram a sintaxe intraoracional e interoracional. Visualiza a ordem direta e a indireta dos determinantes por meio de sintagramas. Adota o critério sintático para a classificação morfológica das palavras. Tem a coragem de dizer e provar que não existe oração principal, mas verbo principal; que não há oração nominal, mas oração com verbo elíptico e mentalizado; que a oração subjetiva jamais é subordinada. Tudo isso faz parte da Neopedagogia da Gramática que, realmente, levanta questões com novos enfoques, que se estriba em verdades visíveis, tornando-se extremamente útil. Coloca-se este projeto à disposição dos estudiosos da comunidade lusófona na esperança de que ele lhes seja útil e lhes atice o espírito de pesquisa e de crítica sobre os fenômenos da língua portuguesa. Aceitam-se sugestões e contestações, principalmente, se fundamentadas. Qualquer colaboração será muito bem-vinda. 121

122 122

123 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática da língua portuguesa. 14. ed. São Paulo: Saraiva, CÂMARA JR, Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. 6. ed. Petrópolis: Vozes, CEGALA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 17. ed. São Paulo: Nacional, CUNHA, Celso. Gramática do português contemporâneo. 1. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, DEQUI, Francisco. Carta Magna da Língua Portuguesa. 3. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC, Sintagramática Identificação de determinantes e determinados. 5. ed. Canoas: Centro de Estudos Sintagramaticais, Sintagramática. 6. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATI- PUC, Redação por Recomposição. 15. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC, Português: Fono-Orto-Morfo. 6. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC, Verbo Diagramado. 8. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC,

124 . Neopedagogia da Gramática 18 Teses Surpreendentes. 2. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC, Bases Gramaticais Multilíngues Português. 3. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC, Interpretação Objetiva Com apoio sintagramatical. 2. ed. Canoas: Faculdade de Tecnologia IPUC FATIPUC, LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Briguet, GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: FGV, PS.: Pode parecer estranho que, na referência bibliográfica deste trabalho, são citadas diversas obras deste autor. Tal postura já foi externada no último parágrafo da Introdução desta obra e merece ainda uma explicação. O projeto tem-se como simplificador e modernizador do nosso ensino gramatical. Seu córpus são os textos normais do bom jornalismo, ou seja, da língua nacional. Assim, minhas pesquisas basearam-se na estrutura e no funcionamento dos textos corretos da melhor mídia do país, bem como nas longas experiências obtidas na minha docência em todos os níveis de ensino. Com o lançamento da Carta Magna da Língua Portuguesa, o projeto manteve-se uno e difereciado. Apesar de existirem respeitáveis e consagrados gramáticos e linguistas nacionais e internacionais, não há bibliografia com essa linha inovadora e construtiva. Por isso, peço escusas por essa lacuna involuntária. 124

125 ÍNDICE Introdução... 7 Minitese I Os binômios Falar ou escrever é determinar nomes e verbos com determinantes em forma de palavra, grupo nominal, oração reduzida ou oração desenvolvida. Minitese II Verbos que trocam de conjugação Na língua portuguesa, há verbos usadíssimos que, no segundo quadro do diagrama, trocam de vogal temática e passam para outra conjugação: da 1ª para a 2ª ou da 2ª para a 3ª. Minitese III Liderança do nome e do verbo Na estruturação de textos, o nome e o verbo atraem quase todas as determinâncias. Minitese IV - Sintaxe do Verbo Composto Na língua portuguesa, como nos demais idiomas neolatinos, os constituintes do verbo composto possuem papéis sintáticos definidos: o auxiliar efetua concordância verbal, e o verbo fundamental recebe os complementos e os determinantes circunstanciais. Minitese V - Quadrimorfia dos determinantes No plano linguístico, falar ou escrever é determinar nomes e verbos com termos em forma de palavra, grupo nominal, oração reduzida ou oração desenvolvida. Minitese VI - Preposição como introdutor de termos intraoracionais A preposição é essencialmente introdutora universal de determinantes. Pode encabeçar qualquer uma das quatro formas de determinantes. 125

126 Minetese VII - Coordenação Nos textos da língua portuguesa, têm-se apenas dois nexos nitidamente coordenativos: o aditivo e o alternativo. Minitese VIII Crase com regra única A tradicional crase pode ser explicada com apenas uma regra, pois resulta de um único fato sintático: fusão de a introdutor de determinante, com um segundo a. Minitese IX Identificadores Sintáticos Na língua portuguesa, os identificadores sintáticos da regência, da colocação e da concordância funcionam como indícios relacionadores dos polos determinante e determinado e como auxiliares da interpretação objetiva de textos. Minitese X As quatros concordâncias Na língua Portuguesa, existem quatro tipos de concordância, e o nome é o seu único regente. Minitese XI Nome não concorda com nome Nome, mesmo sendo flexível e determinante de outro nome, jamais efetua concordância entre si, ou seja, nome não concorda com nome. Minitese XII - Pronome relativo e seu papel bivalente O pronome relativo possui papel bivalente na estruturação de textos: é introdutor e é pronome. Como pronome se posta na ordem direta quando sujeito, e, na ordem indireta, quando tiver qualquer outra função. Entretanto, a oração adnominal por ele introduzida sempre se posta na ordem direta. Minitese XIII - Taxionomia das palavras A fundamentação sintática é único método lógico e seguro para a taxionomia das palavras da língua portuguesa. Minitese XIV Oração subjetiva A lógica sintática assegura que a oração subjetiva jamais será oração subordinada. Minitese XV Oração principal / verbo principal Sob o aspecto sintático, não existe oração principal, mas verbo principal. 126

127 Minitese XVI Elipse do verbo Não existem frases simplesmente nominais. Existem orações com verbo mentalizado. Minitese XVII Pontuação objetiva A pontuação objetiva correta e clara está intimamente ligada à sintaxe dos determinantes e determinados. Minitese XVIII Sintaxe endovocabular Na formação de novas palavras, utiliza-se a sintaxe endovocabular, na qual os morfemas (afixos) funcionam como determinantes e os semantemas (radicais) como determinados. Minitese XIX Acentuação Objetiva Dominada a tonicidade natural das palavras sem diacrítico, 99,8% dos acentos gráficos oficiais da língua portuguesa podem ser explicados com uma única regra. Minitese XX Fonética Simplificada Para a caracterização e a individualização dos fonemas da língua nacional, basta observar a sua produção pelo aparelho fonador mediante apenas dois aspectos: o topológico e o modal. Conclusão Referências

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