STC Sistemas de Telecomunicação
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- Rafael Alencastre Amaral
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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CAMPUS SÃO JOSÉ SANTA CATARINA STC Sistemas de Telecomunicação Prof. Ramon Mayor Martins [email protected] PARTE 2: Sistemas de Radioenlace Disponível em:
2 2. Sistemas de Radioenlace
3 2.1 Tipos de Rádios ponto-a-ponto -Radioenlaces trabalham com sistema Full-Duplex -Hierarquia de Mutiplexação: -Rádios PDH : possuem interfaces PDH (n troncos E1) dispensa mux PDH -Rádios SDH : possuem interfaces SDH Radios STM 1 63*E1 Radios STM 0 21*E1 *E1 (2048 Mbits/s - 30 canais de voz digitalizados 30 * 64 Kbits/s (PCM 30)
4 2.2 Aplicações nas faixas do espectro VHF/ UHF (30 MHz ~ 300 MHz / 300 MHz ~ 3 GHz) utilizam o fenômeno da difração; - pequena capacidade de transmissão; - mais vulneráveis a ruidos externos (interferências) ; - vantagem de poder trabalhar em links semi-obstruído.
5 2.2 Aplicações nas faixas do espectro SHF/EHF (3 GHz ~ 30 GHz / 30 GHz ~ 300 GHz) propagação em visibilidade -utilizada em enlaces de alta, média e baixa capacidade Faixa de 4 a 8 GHz - as mais adequadas para a utilização em rádios de alta capacidade (principalmente backbones regionais e nacionais enlaces de 30 a 50 km) úteis para longas distancia Faixa superiores a 10 GHz (11 GHz) sofrem atenuações crescentes devido a chuvas - para curta distancia *frequências cada vez mais altas são limitadas pela distancia Faixas acima de 11 GHz (15, 18, 23 e 38 GHz) links nas regiões urbanas de curta distancia.
6 2.2 Aplicações nas faixas do espectro Frequências disponíveis no Brasil para implantação de enlaces rádio digitais ponto a ponto
7 2.2 Aplicações nas faixas do espectro Relação frequência x distância
8 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama básico:
9 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama extendido:
10 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama extendido: Transmissor Tem a função de transladar o sinal modulado em frequência intermediaria (FI) em RF e ampliar esse sinal a um nível adequado para ser transmitido. Pode ser dividido em 3 blocos fundamentais: Unidade de FI, Unidade de RF e Amplificador de Potencia FI: 70 ou 140 MHz Amplificador de Potência: ATPC: Pode haver um dispositivo chamado ATPC (controle automático de potencia automatic transmission power control) tem por objetivo reduzir a potencia a um nível mínimo e somente aumentar gradativamente qdo por problemas de desvanecimento o nível na estacao oposta for reduzido).
11 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama extendido: Receptor Tem a função de transladar o sinal RF para FI. Pode ser dividido em 2 blocos fundamentais: Unidade de RF e Unidade de FI Unidade de RF: -Pré-Amplificador RF de baixo ruído, e equipado muitas vezes com um AGC (controle automático de ganho). -AGC tem a finalidade de redução de potencia para os casos de desvanecimento -Misturador : converte o sinal de RF em FI, por meio do batimento do sinal de FI com o sinal de RF gerado no oscilador local. Unidade de FI: -1o de 730 MHz e 2o de 70 ou 140 MHz -Filtros de FI, com a finalidade de selecionar o sinal a ser demodulado -Amplificador de FI com AGC
12 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama extendido: Técnica Back-off Os equipamentos TX e RX não apresentam diferença nos processos de radio analógicos para rádios digitais. -A principal diferença é: sistemas digitais são mais sensíveis aos problemas de distorção e intermodulação, de forma que os amplificadores devem operar na região linear, longe da saturação. Os analógicos podem trabalhar na região de saturação; -Técnica Back-off: Para minimizar a distorção - efetua-se a redução do nível de saída do amplificador de potencia em relação ao nível de saturação. -O valor de back-off necessário cresce com o nível de modulação.-ex: 4 PSK típico 2 db, 64 QAM e 128 QAM típico 7 ou 8 db
13 2.4 Diagrama de Comunicação de Rádio ponto-a-ponto Diagrama extendido: Branching (Ramificação) Nos sistemas de radio ponto a ponto utilizam-se normalmente uma única antena e um único guia de onda por polarização, operando com vários transmissores e receptores. -Para acoplar e desacoplar os sinais de tx e rx são utilizados os circuitos de derivação ou ramificação ou Branching -Branching consiste de um Duplexador cadeias de filtros passa faixa circuladores isoladores e circuitos de guia de onda ou cabo coaxial. -Circulador derivadores enviam um sinal de RF injetado na porta adjacente (em um determinado sentido d rotação). -Filtro Rejeita Faixa utilizado nos planos em q a separação entre as subfaixas inferior e superior é muito pequena (7.5 GHz e 6 GHz).
14 2.4 Propagação em Radioenlace Zona / Elipsóide de Fresnel Fresnel estabeleceu que a quantidade de energia transmitida ao longo do espaço livre e recebida em um determinado ponto, ao longo da trajetória, está contido no volume de um elipsoide cujo tamanho depende do comprimento da onda e da distancia entre tx e rx. -O Raio da enésima zona de Fresnel é dado por:
15 2.4 Propagação em Radioenlace Zona / Elipsóide de Fresnel A primeira zona corresponde a 95% do sinal, as outras zonas são responsaveis por 5% do sinal -é recomendado que, para uma transmissão sem perdas consideráveis, que 60% da primeira zona de fresnel esteja totalmente livre
16 2.4 Propagação em Radioenlace Zona / Elipsóide de Fresnel A primeira zona corresponde a 95% do sinal, as outras zonas são responsaveis por 5% do sinal -é recomendado que, para uma transmissão sem perdas consideráveis, que 60% da primeira zona de fresnel esteja totalmente livre
17 2.4 Propagação em Radioenlace Zona / Elipsóide de Fresnel LOS Line of sight: área aberta, livre de obstáculos, e com todos os equipamentos visíveis nlos Near Line of Sight: Quase Linha de Visada : a 1ª zona de Fresnel esta ultrapassando o limite de 40% de obstrução NLOS Non Line of Sight: Sem linha de visada: não existe linha visual entre os equipamentos.
18 2.4 Propagação em Radioenlace Refração/ Raio Terrestre Equivalente/Fator K: -Para analisar a propagação das ondas de rádio na atmosfera, usa-se o artifício de considerar o feixe sem curvatura, aumentando o raio da Terra. -Desta forma, tem-se o feixe representado em linha reta e a curvatura da Terra diminuída (raio aumentado) o novo raio da terra é chamado de raio equivalente; -A correção da curvatura da Terra (raio equivalente) é realizada com a aplicação do fator K -O Fator K é relativo ao índice de refração (n) e ao raio da Terra (a)
19 2.4 Propagação em Radioenlace Refração/ Raio Terrestre Equivalente/Fator K: o valor do fator K = 4/3 é definido para a atmosfera padrão como uma média no índice de refração na atmosfera (também chamado de Kmédio) -A atmosfera sofre variações de pressão, umidade e temperatura, com isto, o índice de refração tb sofre essas alterações, fazendo com que o fator K varie -Para projetar radioenlaces deve-se sempre corrigir o fator K aplicando 2 fatores K: o padrão k médio = 4/3 e o K mínimo (o qual varia em função do comprimento do enlace). -Para enlaces longos o fator K determinante será o K mínimo pois ao percorrer um espaço maior, as ondas passam por vários meios distintos em que os índices de refração são variados e neste caso a aplicação do K mínimo aproxima-se mais da realidade do que o K médio.
20 2.4 Propagação em Radioenlace Refração/ Raio Terrestre Equivalente/Fator K: -Em enlaces longos: K mínimo é < 1, diminuído) em enlaces longos e ao aplicarmos este fator, tem-se um estufamento da Terra (raio -Em enlaces curtos: K médio = 4/3
21 2.4 Propagação em Radioenlace Difração: -Fenômeno ocorre qdo a onda é limitada em seu avanço, por um obstaculo que deixa passar somente parcela das frentes de onda -Se algum obstáculo interrompe parte da frente de onda, os radiadores comporão uma nova onda 0 com características de frentes diferente da onda original -A perda por difração é sempre em função do fator K -Quanto menor o K, a perda por difração aumenta devido a maior influência da curvatura da Terra. -Por razões de segurança, se usa o K mínimo
22 2.4 Propagação em Radioenlace Difração Gume de Faca: -Este modelo para cálculo é utilizado para obstáculos com um formato que se assemelha a uma faca. (objetos íngremes não arredondados) -Esse modelo produz a perda mais baixa do que qualquer modelo -o gume de faca é o caso extremo (baixo) em termos de perda por difração
23 2.4 Propagação em Radioenlace Difração / Difração Gume de Faca: -Método Bullington, Epstein-Paterson, Deygout: modelo quando o perfil do enlace apresenta 2 ou mais obstáculos. -Método Bullington substitui as obstruções por um único morro equivalente. Este morro é definido pelo encontro virtual de linhas que partem das torres de transmissão e recepção mais altas A atenuação equivalente é calculada como gume de faca
24 2.4 Propagação em Radioenlace Difração / Difração Gume de Faca: -Método Bullington, Epstein-Paterson, Deygout: modelo quando o perfil do enlace apresenta 2 ou mais obstáculos. -Método Epstein-Peterson Divide o perfil entre os vários obstáculos existentes, criando vários perfis com um único obstáculo e calcula a atenuação de cada um deles.
25 2.4 Propagação em Radioenlace Difração / Difração Gume de Faca: -Método Bullington, Epstein-Paterson, Deygout: modelo quando o perfil do enlace apresenta 2 ou mais obstáculos. -Método Deygout Introduz o conceito de obstáculo principal, sendo este o morro que produz maior atenuação considerando-o como único. O enlace fica dividido em dois sub-enlaces. Aplica-se novamente a definição do obstáculo principal para cada sub-enlace, até que não haja mais obstáculos
26 2.4 Propagação em Radioenlace Atenuação: Atenuação Devido a Chuva: -Utilização de freq. superiores a 10 GHz a atenuação do sinal de radio causado pelas chuvas -Faixas superiores a 10 GHz, a indisponibilidade causada pelas chuvas é o fator que limita os comprimentos dos enlaces
27 2.4 Propagação em Radioenlace Atenuação: Atenuação causada pela Atmosfera: -deve ser considerada em radioenlaces apesar de ser menor que a atenuação devido a chuva em freq. mais altas. -causada por dois componentes: oxigênio e vapor d agua -a atenuação por gases ocorre entre 58 GHz e 62 Ghz (absorção atmosférica)
28 2.5 Cálculos de Radioenlace Enlace de altura diferente: Direcionamento de um enlace Ponto a Ponto com alturas diferentes ângulo de tilt
29 2.5 Cálculos de Radioenlace Atenuação de espaço livre: Uma OEM propagado-se no espaço sofre uma atenuação contínua. Ao nos afastarmos da fonte a mesma quantidade de energia é distribuída em uma área maior, diminuindo a densidade de potência na região A atenuação de espaço livre pode ser calculada pela expressão abaixo:
30 2.5 Cálculos de Radioenlace Dimensionamento de um enlace ponto-a-ponto: A partir do nível mínimo de sinal exigido pelo receptor faz-se o somatório das demais variáveis, corrigindo-as sempre que for necessário. A equação geral é dada por: Comportamento da potência ao longo do percurso: Indicação gráfica da variação do nível de potência ao longo do percurso da OEM
31 2.5 Cálculos de Radioenlace Horizonte de Rádio: Define-se como radiohorizonte, a linha de horizonte com radiovisibilidadepara umtransmissor ou receptor. Leva-se em conta a curvatura terrestre e a refraçãoatmosférica. A equação abaixo, indica a máxima distância entre um transmissor e um receptor,em função da altura das antenas para que haja radiovisibilidade
32 2.5 Cálculos de Radioenlace Cálculo do Raio de Fresnel: O raio da seção reta circular da primeira zona de Fresnel em um ponto definidopelas distâncias D1 e D2 a partir das antenas na trajetória da visada do rádioenlace pode ser calculado como se segue: Verificar as obstruções da primeira zona e as perdas causadas pelas mesmas. Se o elipsóide de Fresnel estiver livre de obstruções è propagação no espaço livre
33 2.5 Cálculos de Radioenlace Perda no espaço livre: A perda (L), em db, devido à propagação em espaço livre é dada pela seguinte equação:
34 2.6 Equipamentos Transmissores: -Ex: ATH System Waveform-HS -Frequency bands 10GHz, 11GHz, 13GHz, 18GHz, 24GHz and 26GHz. -Available modulation schemes QPSK / 16QAM / 32QAM / 64QAM / 128QAM / 256QAM -Up to 16xE1 or 1xE3, one Gigabit Ethernet and one Fast Ethernet traffic interfaces with true traffic capacity from 10 Mbps up to 180 Mbps, 240 Mbps or 310 Mbps.
35 2.6 Equipamentos Transmissores: -Ex: ATH System Waveform-IDU -Up to 310Mbps data throughput, full duplex -QPSK / 16QAM / 32QAM / 64QAM / 128QAM / 256QAM -E1/T1/E3/DS3
36 2.6 Equipamentos Transmissores: -Up to 310Mbps data throughput, full duplex -QPSK / 16QAM / 32QAM / 64QAM / 128QAM / 256QAM -E1/T1/E3/DS3
37 2.7 Antenas Por causa da transmissão de sinais de micro-ondas em linha de visada direta, são preferíveis antenas altamente diretivas (porque não disperdiçam a energia irradiada e porque proporcionam um aumento no ganho. Antena Corneta (Horn) Antenas com Refletor Parabolicas e Cassegrain
38 2.7 Antenas Antena Corneta (Horn) -Os guias de onda são o tipo predominante de linha de transmissão usado com sinais de micro-ondas -Guias de onda, tem baixa perda -Portanto, antenas de micro-ondas devem ser alguma extensão dos guias de onda ou uma extensão deles. -guias de onda, são radiadores ineficientes se sua extremidade for deixada aberta
39 2.7 Antenas Antena Corneta (Horn) -Uma antena corneta tem excelente ganho e diretividade -quanto maior a corneta, maior o ganho e a diretividade -O ganho e diretividade são funções diretas de suas dimensões -Ângulo de abertura tambem influencia no ganho e diretividade -Largura do feixe é de aprox. 30º (normalmente ângulos de feixe na faixa de e 10º e 60º -Suas dimensões determinam a frequência de operação
40 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico -Antenas cornetas são usadas sozinhas em muitas aplicações de micro-ondas -Quando requer-se maiores ganhos ou diretividade, usa-se a corneta com um refletor parabólico. -Refletor Parabolico: é uma estrutura em forma de prato grande feita de metal ou uma tela -A energia irradiada pela corneta esta apontada para o refletor, que concentra a energia irradiada em um feixe estreito e o reflete em direção ao destino -Larguras de feixe de apenas alguns graus são típicas com refletores parabólicos -O que representa ganhos extremamente altos -A antena corneta é colocada no ponto focal
41 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico - Na transmissão, a corneta irradia o sinal para o refletor que rebate as ondas em um feixe paralelo estreito -Na recepção, o refletor capta o sinal eletromagnético e rebate as ondas em direção a antena no ponto focal -Ganho: O ganho da antena parabólica é diretamente proporcional a abertura da parábola -O ganho é dado por: G = 6 ((D / Lambda) ^2) onde G: ganho, D: diâmetro do disco, Lambda: comprimento de onda em metro
42 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico - Com uma largura de feixe de menos de 0.5º, o sinal irradiado de um refletor parabólico é um feixe bem estreito e deve ser apontado com grande precisao para que o sinal possa ser captado. -Apesar de existir Fresnel, a diretividade precisa ajuda a evitar a interferência de sinais que chegam em ângulos fora da largura. Métodos de Alimentação: Há muitas configurações posicionamento da corneta. físicas utilizadas no -Uma delas é o guia de ondas se curvar de modo que a corneta fique posicionada exatamente no ponto focal
43 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico
44 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico
45 2.7 Antenas Antena com refletor parabólico (Cassegrain) - Nesse caso, a antena corneta é posicionada no centro do refletor parabólico. -No ponto focal, existe outro refletor pequeno ou com um formato parabólico ou hiperbólico. -A radiação da corneta atinge o refletor de pequeno porte, que, então, reflete a energia para o prato maior que, por sua vez, irradia o sinal em feixes paralelos. -Ex: Antenas grandes de estações terrestres
46 Artigo #02 Dimensionamento de enlace ponto-a-ponto de link backup micro-ondas utilizando Radiomobile *Utilizar o software Radiomobile para cálculo de enlace completo; *Aplicação: enlace micro-ondas backup de fibra óptica para interligação entre o IFSC-SJ e o IFSC-Florianópolis; *Escolher o melhor caminho para o enlace; *Escolher os equipamentos (rádio, antenas, etc); *Escolher os parâmetros do enlace (frequência, potência dos rádios, ganho das antenas); *Realizar os cálculos teóricos e comparar com os simulados. *Referências: -[Exemplo de dimensionamento] -[Exemplo de aplicação] -[Catálogos RFS] -[Software Radiomobile]
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