PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

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1 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS Jonatas Barrionuevo Theodoro 1º Ten. QOBM Cascavel- 2012

2 SUMÁRIO 1. O FOGO HISTÓRICO DO FOGO DEFINIÇÃO O TRIÂNGULO DO FOGO COMBUSTÍVEL COMBURENTE PONTOS NOTÁVEIS PONTO DE FULGOR PONTO DE COMBUSTÃO PONTO DE IGNIÇÃO CLASSES DE INCÊNDIO INCÊNDIO CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS QUANTO AO COMBUSTÍVEL (CLASSES DE INCÊNDIO) FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO CALOR CALOR TRANSMISSÃO DE CALOR CONDUÇÃO CONVECÇÃO RADIAÇÃO OU IRRADIÇÃO MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS RESFRIAMENTO ABAFAMENTO RETIRADA DO MATERIAL AGENTES EXTINTORES... 11

3 7.1 ÁGUA CO PQS ESPUMAS E DIVERSOS PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS NORMAS REGULADORAS EQUIPAMENTOS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS SISTEMA FIXO SISTEMA MÓVEL APARELHOS EXTINTORES TIPOS DE EXTINTORES EXTINTOR DE ÁGUA (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE ÁGUA (MANUAL) EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA (PRESSÃO INJETADA) EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO PQS (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO PQS (PRESSÃO INJETADA) EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2) EXTINTOR DE HALON COMPOSTO HALOGENADO EXTINTOR DE PÓ TIPO ABC EXTINTORES SOBRE RODAS (CARRETAS) ANOTAÇÕES... 32

4 1. O FOGO 1.1 HISTÓRICO DO FOGO O nosso planeta já foi uma massa incandescente, que passou por um processo de resfriamento, até chegar à formação que conhecemos. Dessa forma, o fogo existe desde o início da formação da Terra, passando a coexistir com o homem depois do seu aparecimento. Presume-se que os primeiros contatos, que os primitivos habitantes tiveram com o fogo, foram através de manifestações naturais como os raios que provocam grandes incêndios florestais. Na sua evolução, o homem primitivo passou a utilizar o fogo como parte integrante da sua vida. O fogo colhido dos eventos naturais e, mais tarde, obtido intencionalmente através da fricção de pedras, foi utilizado na iluminação e aquecimento das cavernas e no cozimento da sua comida. FONTE: BIBLIOTECA CBRJ. Nesse período, o homem dominava, plenamente, as técnicas de obtenção do fogo tendo-o, porém, como um fenômeno sobrenatural. O célebre filósofo e cientista Arquimedes, nos estudos sobre os elementos fundamentais do planeta, ressaltou a importância do fogo, concluindo que eram quatro os elementos: o ar, a água, a terra e o fogo. No século XVIII, um célebre cientista francês, Antoine Lawrence Lavoisier, descobriu as bases científicas do fogo. 1

5 A principal experiência que forneceu a chave do enigma foi colocar uma certa quantidade de mercúrio (Hg - o único metal que normalmente já é líquido) dentro de um recipiente fechado, aquecendo-o. Quando a temperatura chegou a 300 ºC, ao observar o interior do frasco, encontrou um pó vermelho que pesava mais que o líquido original. O cientista notou, ainda, que a quantidade de ar que havia no recipiente diminuíra de 1/5, e que esse mesmo ar possuía o poder de apagar qualquer chama e matar. Concluiu que a queima do mercúrio absorveu a parte do ar que nos permite respirar (essa mesma parte que faz um combustível queimar: o oxigênio). Os 4/5 restantes eram nitrogênio (gás que não queima), e o pó vermelho era o óxido de mercúrio, ou seja, o resultado da reação do oxigênio com o combustível. Os seus estudos imutáveis, até os dias atuais, possibilitaram o surgimento de estudos avançados no campo da Prevenção e Combate a Incêndio. 1.2 DEFINIÇÃO Podemos definir fogo como o resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à combustão de materiais diversos. Desse modo, o fogo pode ser entendido como uma entidade gasosa emissora de radiação decorrente da combustão. O fogo é uma reação química e, portanto, são necessários pelo menos dois elementos que reajam entre si na presença de alguma circunstância que favoreça a reação. FONTE: WIKICOMMONS. 2

6 2. O TRIÂNGULO DO FOGO O Triângulo do Fogo é uma forma didática, criada para melhor ilustrar a reação química da combustão onde cada ponta do triângulo representa um elemento participante desta reação. Para que exista Fogo, 3 elementos são necessários: Combustível; Comburente (Oxigênio); Calor (Energia de Ignição). TRIÂNGULO DO FOGO. 2.1 COMBUSTÍVEL É toda substância capaz de queimar, servindo de campo de propagação do fogo. Para efeito prático as substâncias foram divididas em combustíveis e incombustíveis, sendo a temperatura de 1000 ºC para essa divisão, ou seja, os combustíveis queimam abaixo de 1000 ºC, e os incombustíveis acima de 1000 ºC, isto se deve ao fato de, teoricamente, todas as substâncias poderem entrar em combustão (queimar). Estados Físicos dos Combustíveis: SÓLIDOS LÍQUIDOS GASOSOS Ex: Madeira, Tecido, Papel, Mato, etc. Ex: Gasolina, Álcool Etílico, Acetona, etc. Ex: Acetileno, GLP, Hidrogênio, etc. 3

7 Tipos de queima: Combustíveis Sólidos Queimam em superfície e profundidade. Combustíveis Líquidos Queimam somente em superfície. Combustíveis Gasosos Queimam totalmente, após mistura com o O COMBURENTE combustão. É o elemento que reage com o combustível, participando da reação química da Principais Índices de Concentração de Oxigênio: Ar Atmosférico Respiração do Ser Humano Combustão 21% Normal 21% Normal 16% Mínimo 13% Mínimo para chamas 04% Mínimo para brasas Hoje em dia, já se conhecem outros elementos químicos, também chamados de comburentes, que reagem com o combustível provocando a combustão, sendo essa atuação através da utilização de recursos laboratoriais, não sendo possível observá-las em processos naturais. 4

8 EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 1.O fogo é um processo de transformação química que libera: a) luz e calor b) calor e energia c) irradiação e energia d) gazes e luz e) energia e vácuo 2. Os três elementos indispensáveis para existência do fogo são: a) comburente, oxigênio, combustível b) comburente, calor, combustível c) comburente, nitrogênio, calor d) combustível, calor, nitrogênio. e) calor, ignição, luz 3. O elemento básico do fogo, que alimenta e serve de campo de propagação, é: a) o oxigênio b) o CO2 c) o combustível d) o calor. e) madeira 4. A função do calor na combustão é: a) propagar o incêndio b) iniciar a combustão c) intensificar as chamas d) alimentar o princípio de incêndio. e) emitir luz 6. A porcentagem de oxigênio no ar que respiramos é de: a) 1% b) 78% c) 21% d) 25% e) 68% 7. As substancias são divididas em combustíveis e incombustíveis a: a) 200º b) 350º c) 780º d) 1000º e) 590º 8. Queimam em superfície e profundidade: a) Combustíveis Sólidos b) Combustíveis líquidos c) Gases inflamáveis d) Materiais Pirofóricos e) Materiais Radioativos

9 3. PONTOS NOTÁVEIS 3.1 PONTO DE FULGOR É a temperatura mínima, na qual o corpo combustível começa a desprender vapores, que se incendeiam em contato com uma chama ou centelha (agente ígneo), entretanto a chama não se mantém devido a insuficiência da quantidade de vapores. 3.2 PONTO DE COMBUSTÃO É a temperatura mínima, na qual o corpo combustível começa a desprender vapores, que se incendeiam em contato com uma chama ou centelha (agente ígneo), e mantém-se queimando, mesmo com a retirada do agente ígneo. 5

10 3.3 PONTO DE IGNIÇÃO É a temperatura, na qual os gases desprendidos do combustível entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer outra chama ou centelha (agente ígneo). TABELA DE PONTOS NOTÁVEIS DA COMBUSTÃO SUBSTÂNCIA PONTO DE FULGOR (ºC) PONTO DE COMBUSTÃO (ºC) Acetona Acetileno GÁS 305 Álcool Etílico 12,6 365 Gasolina Nitroglicerina Óleo de Oliva Propano GÁS 450 Querosene

11 EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 1. A temperatura mínima, na qual o corpo combustível começa a desprender vapores, que se incendeiam em contato com uma chama ou centelha (agente ígneo), entretanto a chama não se mantém devido a insuficiência da quantidade de vapores: a) Ponto de Ignição b) Ponto de Fulgor c) Ponto de Ebulição d) Ponto de Combustão e) Ponto de Bala 2. É a temperatura, na qual os gases desprendidos do combustível entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer outra chama ou centelha (agente ígneo): a) Ponto de Ignição b) Ponto de Fulgor c) Ponto de Ebulição d) Ponto de Combustão e) Ponto Frio 3. É a temperatura mínima, na qual o corpo combustível começa a desprender vapores, que se incendeiam em contato com uma chama ou centelha (agente ígneo), e mantém-se queimando, mesmo com a retirada do agente ígneo: a) Ponto de Ignição b) Ponto de Fulgor c) Ponto de Ebulição d) Ponto de Combustão e) Ponto de Fusão

12 1 4. CLASSES DE INCÊNDIO 4.1 INCÊNDIO Fogo que foge ao controle do homem, lavrando com intensidade, destruindo e causando prejuízos. 4.2 CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS Visando obter maior eficiência nas ações de combate a incêndio, tornando-as mais objetivas e seguras com o emprego do agente extintor correto, os incêndios foram agrupados de acordo com o material combustível. Da mesma forma, buscando uma maior exatidão de nossa linguagem técnica e conseqüentemente um melhor desempenho em nossas ações, os incêndios foram agrupados por suas proporções. 4.3 QUANTO AO COMBUSTÍVEL CLASSE DE INCÊNDIO MATERIAL COMBUSTÍVEL EXEMPLOS A B C D Combustíveis sólidos comuns Combustíveis líquidos, gasosos e pastosos Combustíveis Energizados Combustíveis Metais Madeira, Papel, Tecido, Borracha, Plásticos e etc. Gasolina, Álcool, Gás de Cozinha, Acetileno, Manteiga, etc. Televisor, Geladeira, Ventilador, Computador, etc. Magnésio, Sódio, Potássio, etc. 7

13 5. FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO CALOR 5.1 CALOR Calor é uma forma de energia, denominada energia térmica ou calórica. Essa energia é transferida sempre de um corpo de maior temperatura para o de menor temperatura, até existir equilíbrio térmico. Unidades de medida: Caloria (Cal), BTU, Joule (J). Temperatura é uma grandeza primitiva, não podendo, por isso, ser definida. Podemos considerar a Temperatura de um corpo como sendo a medida do grau de agitação de suas moléculas. Escalas: Celsius ( ºC), Kelvin (K) e Fahrenheit ( ºF). Ao receber calor, o combustível se aquece até chegar a uma temperatura que começa a desprender gases (os combustíveis inflamáveis normalmente já desprendem gases a temperatura ambiente). Esses gases se misturam com o oxigênio do ar e em contato com uma chama ou até mesmo uma centelha, dá início à queima. Em face a este fenômeno, é de extrema importância o controle da temperatura em ambientes com combustíveis, pois cada combustível emana gases numa temperatura específica, podendo desta forma, em contato com uma simples centelha dar início a um princípio de incêndio. 5.2 TRANSMISSÃO DE CALOR É de importância indiscutível, quer nos trabalhos de extinção, ou nos trabalhos de prevenção o conhecimento de quantas e quais as maneiras do CALOR poderá ser transmitido. As formas de transmissão de calor de um corpo para o outro ou para um meio, são: CONDUÇÃO; CONVECÇÃO; RADIAÇÃO ou IRRADIAÇÃO. 8

14 5.3 CONDUÇÃO É o fenômeno pelo qual o Calor se transmite de corpo para corpo ou em um mesmo corpo, de molécula para molécula. A quantidade de calor a se transferir por condução, dependendo da condutibilidade do material por onde transita, o qual varia de material para material Ex: Se aquecermos uma barra de ferro em uma de suas extremidades e a outra esteja em contato com o material combustível, este poderá incendiar-se. 5.4 CONVECÇÃO É a forma característica dos fluídos, sejam eles gases ou líquidos. O ar aquecido diminui de densidade tornando-se leve tendendo a subir. Os incêndios que se propagam pelo poço dos elevadores e pelas caixas das escadas e pela parte externa dos edifícios, ocorrem em consequência da convecção. TRANSMISSÃO DE CALOR PELA CONVECÇÃO. 9

15 5.5 RADIAÇÃO OU IRRADIAÇÃO É a transmissão do calor por meio de ondas caloríficas, como por exemplo: (Raios Solares: Sol x Terra= 8 minutos). Ela se processa através do espaço vazio não necessitando continuidade molecular entre a fonte calorífica e o corpo a receber Calor. O calor irradiado transmite-se em linha reta, até encontrar um obstáculo. TRANSMISSÃO DO CALOR DE UM PRÉDIO A OUTRO ATRAVÉS DA IRRADIAÇÃ0.

16 EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 1. É exemplo de transmissão de calor pôr convecção: a) a propagação do calor através do poço de elevador de prédio alto, atingindo ponto de ignição de materiais; b) o aquecimento de madeira exposta ao calor solar; c) a propagação de incêndio entre janelas de prédios próximos, através do calor irradiado; d) o aquecimento de uma mesa de passar roupas, em contato com ferro elétrico ligado. e) transmissão de calor molécula para molécula. 2. A transmissão de calor que se processa através de energia solar é denominada : a) condução b) convecção c) irradiação d) iluminação e) incisão 3. A alternativa que cita corretamente as classes de incêndio e seus respectivos exemplos é: a) classe A (antimônio), classe B ( plástico termoestável) e classe D ( gás metano) b) classe A ( plástico), classe B ( tecido) e classe C ( televisão ligada) c) classe A ( papel), classe B ( gasolina) e classe D ( limalha de ferro) d) classe A ( plástico), classe B ( gás liqüefeito de petróleo) e classe D ( magnésio). e) classe A (Magnésio), classe B ( plástico termoestável) e classe D ( gás metano) 4. Os gases liquefeitos e as tintas pertencem à classe de incêndio: a) B b) C c) D d) A e) NDA 5. Um aparelho elétrico desligado da tomada pertence à classe de incêndio: a) B b) C c) D d) A e) NDA 6. É a transmissão do calor por meio de ondas caloríficas se processa através do espaço vazio não necessitando continuidade molecular entre a fonte calorífica e o corpo a receber Calor. O calor irradiado transmite-se em linha reta, até encontrar um obstáculo. a) condução b) convecção c) irradiação d) iluminação e) impulsão 7. O fenômeno pelo qual o Calor se transmite de corpo para corpo ou em um mesmo corpo, de molécula para molécula. a) condução b) convecção c) irradiação d) iluminação e) vácuo

17 6. MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO INCÊNDIO Quando estudamos o TRIÂNGULO DO FOGO, concluímos que a combustão só existiria quando estivessem presentes em proporções ideais, os 03 (três) elementos básicos (combustíveis, comburente, energia para ignição). Calcado nesses conhecimentos é que se baseiam os métodos modernos de Combate a Incêndios. Por dedução lógica e simples, chegamos a conclusão que no momento em que desfizermos o triângulo, o fogo será extinto. Para isto, existem 3 possibilidade para extinção de um incêndio, que são: RESFRIAMENTO; ABAFAMENTO; RETIRADA DO MATERIAL. 6.1 RESFRIAMENTO É o método pelo qual, através de agentes extintores próprios, se faz absorção do calor do corpo em combustão, baixando a um ponto de insatisfação a energia de ignição. 10

18 6.2 ABAFAMENTO Este método consiste em se impedir que o comburente (oxigênio contido no ar atmosférico), permaneça em contato com o combustível, numa porcentagem ideal para a alimentação da combustão. Como já observado, no momento em que a quantidade de oxigênio do ar atmosférico se encontrar abaixo da proporção de aproximadamente 13% a 16%, a combustão deixará de existir. 6.3 RETIRADA DO MATERIAL Este método consiste na retirada do combustível inflamado, impedindo deste modo que haja a propagação do fogo. Este processo, embora ideal e econômico é pouco usado. Ele não requer qualquer tipo de agente extintor. 7. AGENTES EXTINTORES São substâncias que possuem a propriedade de extinguirem determinadas combustões. O sucesso do combate está relacionado com a sua correta utilização e o tipo de combustível. Existem inúmeros agentes extintores, sendo os mais difundidos aqueles que possuem um baixo custo operacional e um bom rendimento. Estudaremos a seguir os mais comuns. 7.1 ÁGUA É o agente extintor "universal". A sua abundância e as suas características de emprego, sob diversas formas, possibilitam a sua aplicação em diversas classes de incêndio. Como agente extintor a água age principalmente por resfriamento e por abafamento, podendo paralelamente a este processo agir por emulsificação e por diluição, segundo a maneira como é empregada. Apesar de historicamente, por muitos anos, a água ter sido aplicada no combate a incêndio sob a forma de jato compacto, hoje sabemos que a água apresenta um resultado melhor quando aplicada sob a forma de jato neblinado, pois absorve calor numa velocidade muito maior, diminuindo consideravelmente a temperatura do incêndio conseqüentemente extingüindo-o.

19 Quando se adiciona à água substâncias umectantes na proporção de 1% de Gardinol, Maprofix, Duponal, Lissapol ou Arestec, ela aumenta sua eficiência nos combates a incêndios da Classe A. À água assim tratada damos o nome de "água molhada". A sua maior eficiência advém do fato do agente umectante reduzir a sua tensão superficial, fazendo com que ela se espalhe mais e adquira maior poder de penetrabilidade, alcançando o interior dos corpos em combustão. É extraordinária a eficiência em combate a incêndios em fardos de algodão, lã, etc., fortemente prensados e outros materiais hidrófobos (materiais compostos por fibras prensados). O efeito de abafamento é obtido em decorrência da água, quando transformada de líquido para vapor, ter o seu volume, aumentado cerca de 1700 vezes. Este grande volume de vapor desloca, ao se formar, igual volume de ar que envolve o fogo em suas proximidades, portanto reduz o volume de ar (oxigênio) necessário ao sustento da combustão. O efeito de emulsificação é obtido por meio de jato neblinado de alta velocidade. Podese obter, por este método, a extinção de incêndios em líquidos inflamáveis viscosos, pois o efeito de resfriamento que a água proporcionará na superfície de tais líquidos, impedirá a liberação de seus vapores inflamáveis. Normalmente na emulsificação gotas de inflamáveis ficam envolvidas individualmente por gotas de água, dando no caso dos óleos, aspecto leitoso; com alguns líquidos viscosos a emulsificação apresenta-se na forma de uma espuma que retarda a liberação dos vapores inflamáveis. Formas de Aplicação da Água A água apresenta excelente resultado no combate a incêndios da Classe A, podendo ser usada também na Classe B, não podendo ser utilizada na Classe C, pois conduz corrente elétrica. 12

20 7.2 CO2 (Gás Carbônico) É um gás incombustível, inodoro, incolor, mais pesado que o ar, não é tóxico, mas sua ingestão provoca asfixia. Atua por abafamento, dissipa-se rapidamente quando aplicado em locais abertos. Não conduz corrente elétrica, nem suja o ambiente em que é utilizado. O Dióxido de Carbono apresenta melhor resultado no combate a incêndios das Classes B e C. Na Classe A apaga somente na superfície. 7.3 PQS (Pó Químico Seco) Composto de finíssimas partículas com características de um talco micro-pulverizado, não abrasivo, não condutor de corrente elétrica, normalmente de bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio. Atua por abafamento. Não conduz corrente elétrica, não é tóxico, mas sua ingestão em excesso provoca asfixia. Contamina o ambiente sujando-o, podendo danificar inclusive equipamentos eletrônicos, desta forma, deve-se evitar sua utilização em ambiente que possua estes equipamentos no seu interior. O Pó Químico Seco apresenta melhor resultado no combate a incêndios das Classes B e C. Na Classe A apaga somente em superfície. 7.4 ESPUMAS É uma solução aquosa de baixa densidade e forma contínua, é constituída por um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) formadas de película d'água. Para que se formem as películas, é necessário a mistura de um agente espumante. Podemos ter dois tipos clássicos de espuma: Espuma Química e Espuma Mecânica. Espuma Química é resultante de uma reação química entre uma solução composta por "água, sulfato de alumínio e alcaçuz" e outra composta por "água e bicarbonato de sódio". Espuma Mecânica é formada por uma mistura de água com uma pequena porcentagem (1% a 6%) de concentrado gerador de espuma e entrada forçada de ar. Essa mistura, ao ser submetida a uma turbulência, produz um aumento de volume da solução (de 10 a 100 vezes) formando a Espuma. 13

21 Como agente extintor a espuma age principalmente por abafamento, tendo uma ação secundária de resfriamento, face a existência da água na sua composição. Existem vários tipos de espuma que atendem a tipos diferentes de combustíveis em chamas. Alguns tipos especiais podem atender uma grande variedade de combustíveis. A Espuma apresenta excelente resultado no combate a incêndios das Classes A e B, não podendo ser utilizado na Classe C, pois conduz corrente elétrica. 8. PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS A prevenção de incêndio envolve uma série de providências e cuidados, cuja aplicação e desenvolvimento visam evitar o aparecimento de um princípio de incêndio, ou pelo menos limitar a propagação do fogo caso ele surja. Verifica-se que a causa material da maioria absoluta dos incêndios é sempre acidental, isto é, reflete o resultado de falhas humanas. Daí concluir-se que praticamente os incêndios que destroem Edificações industriais, comerciais e residenciais, têm origem em condições e atos inseguros perfeitamente evitáveis numa flagrante demonstração de que a todos cabe uma parcela de responsabilidade. A adoção de medidas preventivas visando evitar o incêndio e o pânico, sem dúvida preservará a segurança e a tranquilidade das pessoas nos seus locais de trabalho e nos lares, além de converterem-se em benefícios social e econômico para a sociedade em geral. Porém, para que isto se torne realidade, é preciso que todos tomem consciência da necessidade da participação ativa na aplicação mais efetiva das medidas de segurança, pois não se trata apenas de proteger o patrimônio, mas também, sobretudo de resguardar a vida humana. Portanto, "Prevenção contra incêndios é o conjunto de normas e ações realizadas para evitar a ocorrência de incêndios, retardar a sua evolução, facilitar a ação de combate e prover segurança do pessoal". 8.1 NORMAS REGULADORAS Hoje, no Estado do Paraná, a principal norma que regula a prevenção contra incêndios é o Código de Prevenção de Incêndios do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná que fixa requisitos 14

22 mínimos de proteção contra incêndios, exigíveis em todas as edificações, tendo em vista a segurança de pessoas e bens. Ainda, além das normas estaduais existem normas reguladas pela ABNT, onde especificam normas de segurança e padrões através de NBRs (Normas Brasileiras Reguladoras). Uma das principais normas utilizadas pelos Corpos de Bombeiros de todo Brasil é a NBR 9077 (Saídas de Emergência em edifícios). 9. EQUIPAMENTOS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS 9.1 FIXO Tubulação de Incêndio Existem dois tipos de tubulação de incêndio, a canalização preventiva e a rede preventiva. São dutos destinados a condução da água exclusivamente para o combate a incêndios, podendo ser confeccionados em ferro-fundido, ferro galvanizado ou aço carbono e diâmetro mínimo de 63mm (2 1/2") para a canalização e 75mm (3") para a rede. Tal duto sairá do fundo do reservatório superior (excepcionalmente sairá do reservatório inferior), abaixo do qual será dotado de uma válvula de retenção e de um registro, atravessando verticalmente todos os pavimentos da edificação, com ramificações para todas as caixas de incêndio e terminando no registro de passeio (hidrante de recalque). Caixa de Incêndio (Hidrante) 15

23 Terá a forma paralelepipedal com as dimensões mínimas de 70 cm de altura, 50cm de largura e 25cm de profundidade; porta de vidro com a inscrição "INCÊNDIO" em letras vermelhas e possuirá no seu interior um registro de 63mm (2 1/2") de diâmetro e redução para junta "Storz" com 38mm (1 1/2") de diâmetro na qual ficará estabelecida as linhas de mangueira e o esguicho (canalização); e hidrantes duplos e saídas com adaptação para junta "Storz", podendo esta ser de 38mm (1 1/2") ou 63mm (2 1/2") de diâmetro, de acordo com o risco da edificação. Serão pintadas na cor vermelha, de forma a serem facilmente identificáveis e poderão ficar no interior do abrigo de mangueiras ou externamente ao lado destes (rede). HIDRANTE VISÃO (INTERNA). Linhas de Mangueiras Possuirão o diâmetro de 38mm (1 1/2") e 15 (quinze) metros de comprimento, e haverá no máximo 02 (dois) lances permanentemente unidos (canalização), e diâmetro de 38mm (1 1/2") ou 63mm (2 1/2"), de acordo com o risco da edificação, de 15 (quinze) metros de comprimento. Esguicho Serão do tipo tronco cônico com requinte de 13mm (1/2") para a canalização preventiva, e do tipo regulável e em número de 02 (dois) por hidrante para a rede preventiva. 16

24 Hidrante de Recalque O registro de passeio (hidrante de recalque) possuirá diâmetro de 63mm (2 1/2"), dotado de rosca macho e adaptador para junta "Storz" de mesmo diâmetro e tampão. Ficará acondicionado no interior de uma caixa com tampo metálico com a inscrição "INCÊNDIO". Tal dispositivo deverá ficar localizado junto à via de acesso de viaturas, sobre o passeio e afastado dos prédios, de forma a permitir uma fácil operação. Seu objetivo principal é abastecer e pressurizar a tubulação de incêndio, através das viaturas do Corpo de Bombeiros. Casa de Bombas É um compartimento destinado especialmente ao abrigo de bombas de incêndio (motobomba) e demais apetrechos complementares ao seu funcionamento, não se admitindo o uso para circulação ou qualquer outro fim. O seu acesso será através da porta corta-fogo e seu objetivo é pressurizar o sistema. Reserva Técnica de Incêndio (RTI) Quantidade de água existente no reservatório da edificação, destinada exclusivamente à extinção de incêndio, sendo assegurada através da diferença de nível entre a saída da canalização de incêndio e da rede de distribuição geral. A quantidade mínima de água é regulada pelo Código de Prevenção de Incêndios do Corpo de Bombeiros do Paraná, onde descreve que 1/3 da capacidade do reservatório d água deve ser empregado no sistema de prevenção da edificação MÓVEL O sistema móvel compreende o número de extintores de incêndios necessários para proteger um estabelecimento, onde são analisados os seguintes critérios: Da natureza do fogo a extinguir; Da substância utilizada para a extinção do fogo; Da quantidade dessa substância. 17

25 EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 1. A derrubada de mato e preparação de uma faixa com queima controlada de cobertura vegetal seca é um exemplo de extinção do fogo pôr: a) retirada do combustível b) resfriamento terreno c) abafamento do combustível d) isolamento do combustível. e) emulsificação 2. A alternativa correta, quanto aos agentes extintores e seus respectivos métodos de extinção do fogo, é a: a) água ( abafamento), CO2 ( quebra da reação química) e PQS ( abafamento) b) água ( resfriamento), CO2 (abafamento/resfriamento) e PQS ( retirada de material/abafamento) c) água ( resfriamento), CO2 ( abafamento/resfriamento) e PQS (abafamento) d) água ( resfriamento), C02 ( abafamento) e PQS ( abafamento/resfriamento). e) água ( pirólise), C02 ( abafamento) e PQS ( abafamento/resfriamento). 3. A água na forma de neblina atua como método de extinção porque: a) abafa e resfria b) apenas resfria c) apenas abafa d) age por extinção química e) retira o material combustível 4. O agente extintor que extingue incêndio de classe B pelo método principal (abafamento) e o método secundário (resfriamento) é denominado: a) halon b) água pressurizada c) pó químico seco d) espuma e) nitrogênio 5. O agente extintor água atua na combustão como método de extinção que age por : a) abafamento, apenas b) resfriamento, somente c) resfriamento e abafamento d) quebra da reação química em cadeia. e) umidificação 6. O agente extintor espuma possui como método de extinção do fogo : a) o resfriamento, apenas b) a retirada de material, somente c) o abafamento e o resfriamento d) o abafamento e a quebra da reação química em cadeia. e) isolamento da superfície

26 10. APARELHOS EXTINTORES A finalidade dos extintores é facilitar o combate imediato e rápido à pequenos focos de fogo, não devendo ser considerados como sistemas de extinção mais complexos, mais sim, como equipamento adicional que deve ser usado para eliminar os princípios de incêndio no seu estado inicial, antes mesmo que se torne necessário lançar mão de maiores recursos. O êxito no emprego dos extintores depende dos seguintes fatores: De uma distribuição apropriada dos aparelhos pelas áreas a proteger. De manutenção adequada e eficiente. O pessoal que é previsto para manejar os aparelhos, deverão receber treinamento a fim de serem familiarizados com as técnicas de extinção. A aplicação dos extintores em princípios de incêndio não deve justificar qualquer demora no acionamento dos dispositivos de alarme geral e na mobilização de maiores recursos, mesmo quando parecer que o fogo pode ser dominado rapidamente. É importante que os aparelhos estejam localizados em pontos perfeitamente visíveis e de fácil acesso, devendo ser mantidos sempre prontos para utilização. Os extintores deverão ser colocados de modo que: Facilite a sua visualização; Seja de fácil acesso; Onde haja menos probabilidade do fogo bloquear o seu acesso; Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por círculo ou por uma seta de cor vermelha com bardas amarelas; 18

27 Deverão ser pintadas uma grande área do piso abaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Essa área deverá ser no mínimo de 01m X 01m (um metro quadrado); Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto da indústria; Os extintores não deverão ser encobertos por pilhas de materiais. 19

28 10.1 TIPOS DE EXTINTORES OS EXTINTORES PODEM SER: Extintor de água (H2O): a. Pressurizado. b. Pressão injetada. c. Manual, tipo costal ou cisterna. Extintor de espuma: a. Mecânica (pressurizado). b. Mecânica (pressão injetada). c. Química. Extintor de pó químico seco: a. Pressurizado. b. Pressão injetada. Extintor de gás carbônico (CO2) Extintor de composto Halogenado 20

29 10.2. EXTINTOR DE ÁGUA (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA CARACTERÍSTICAS 10 LITROS INCÊNDIO CLASSE A 10 METROS 60 SEGUNDOS UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA. 21

30 10.3. EXTINTOR DE ÁGUA (MANUAL) BOMBA COSTAL. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 10 A 20 LITROS INCÊNDIO CLASSE A 10 METROS CONFORME O OPERADOR A PRESSÃO É PRODUZIDA MANUALMENTE EXTINTOR TIPO CISTERNA. ATUALMENTE POUCO UTILIZADO. 22

31 10.4. EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE ESPUMA (PRESSURIZADO). CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA CARACTERÍSTICAS 9 LITROS INCÊNDIO CLASSE A E B 5 METROS 60 SEGUNDOS UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE ESPUMA PRESSURIZADO. 23

32 10.5. EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA (PRESSÃO INJETADA) EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNCIA COM PRESSÃO INJETADA. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 9 LITROS INCÊNDIO CLASSE A E B 5 METROS 60 SEGUNDOS Funcionamento: Há um cilindro de gás comprimido acoplado ao corpo do extintor que, sendo aberto, pressuriza-o, expelindo a mistura de água e EFE quando acionado o gatilho. A mistura, passando pelo esguicho lançador, se combina com o ar atmosférico e sofre o batimento, formando a espuma. UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA (PRESSÃO INJETADA) 24

33 10.6. EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO - PQS (PRESSURIZADO) EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO PQS (PRESSURIZADO). CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 1, 2, 4, 6, 8 e 12 Kg INCÊNDIO CLASSE B E C 5 METROS 15 segundos para extintor de 4kg, 25 segundos para extintor de 12 Kg O pó sob pressão é expelido quando o gatilho é acionado. UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO. 25

34 10.7. EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO - PQS (PRESSÃO INJETADA) EXTINTOR DE PÓ QUIMICO SECO (PRESSÃO INJETADA) CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 4, 6, 8 e 12 Kg INCÊNDIO CLASSE B E C 5 METROS 15 segundos para extintor de 4kg, 25 segundos para extintor de 12 Kg Junto ao corpo do extintor há um cilindro de gás comprimido acoplado. Este, ao ser aberto, pressuriza o extintor, expelindo o pó quando o gatilho é acionado. UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE PQS (PRESSÃO INJETADA). 26

35 10.8. EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2) EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 2, 4 E 6 Kg INCÊNDIO CLASSE B E C 2,5 METROS 25 SEGUNDOS O gás é armazenado sob pressão e liberado quando acionado o gatilho. Cuidados: Segurar pelo punho do difusor, quando da operação. CORRETA UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO SEMPRE SEGURANDO PELO PUNHO DO DIFUSOR. 27

36 10.9. EXTINTOR DE HALON (COMPOSTO HALOGENADO) EXTINTOR DE HALON. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA FUNCIONAMENTO CARACTERÍSTICAS 1, 2, 4, E 6 Kg INCÊNDIO CLASSE B E C 3,5 METROS 15 SEGUNDOS PARA O DE 2KG Sob pressão é liberado quando acionado o gatilho. O halon é pressurizado pela ação de outro gás (expelente), geralmente nitrogênio. O halon (hidrocarboneto halogenado) é um agente extintor de compostos químicos formados por elementos halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo). É utilizado em equipamentos elétricos por apagar incêndios sem deixar resíduos. Foi banido pelo Protocolo de Montreal por ser nocivo à camada de ozônio. UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE HALON. 28

37 10.10 EXTINTOR TIPO PÓ ABC. EXTINTOR TIPO ABC. CARGA APLICAÇÃO ALCANCE MÉDIO DO JATO TEMPO DE DESCARGA CARACTERÍSTICAS 1, 2, 4, 6, 12 Kg INCÊNDIO CLASSE A, B E C 3,5 METROS 13 A 15 SEGUNDOS PARA O DE 6 KG Extintor Pó ABC multiuso, com teor de 55% de Monofosfato de Amônio. Produto de alto desempenho, designado para as 3 classes de incêndio, combate a incêndio classe A (Madeira, papel e etc.) através do isolamento proporcionado pelo derretimento do agente sobre o combustível, para a classe B (combustível líquidos) combate por resfriamento e interrupção da reação e incêndios classe C (equipamentos energizados) através de abafamento e resfriamento. Sua utilização é similar ao extintor de Pó Químico Seco 29

38 Vantagens: Segurança ao operador. O pó ABC apaga todos os tipos de incêndio em carros com mais eficiência. Ele é capaz de apagar chamas de até 2 metros em sólidos, e 4 metros em líquidos inflamáveis. Validade de 5 anos. Garantia de qualidade por parte dos fabricantes Comodidade para o usuário, que passa um grande período sem preocupações EXTINTORES SOBRE RODAS (CARRETAS) São aparelhos com maior quantidade de agente extintor, montados sobre rodas para serem conduzidos com facilidade. As carretas recebem o nome do agente extintor que transportam, como os extintores portáteis. Devido ao seu tamanho e a sua capacidade de carga, a operação destes aparelhos obriga o emprego de pelo menos dois operadores. As carretas podem ser: De água; De espuma mecânica; De espuma química; De pó químico seco; De gás carbônico. 30

39 EXTINTORES SOBRE RODAS SELEÇÃO DO AGENTE EXTINTOR SEGUNDO A CLASSIFICAÇÃO DO FOGO 31

40 EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 1. O extintor de incêndio é um equipamento utilizado para: a) incêndio de grandes proporções b) incêndio em plantas petroquímicas c) princípios de incêndios d) incêndio de médio porte. e) extraordinários 2. Quais os tipos de extintores? a) De agua, de pó químico, de co2, e de espuma. b) De agua, de pó químico, de co2, e de nitrogênio. c) De agua, de Bismuto, de co2, e de espuma. d) De agua, de pó químico, de Silício, e de espuma. e) De agua, de pó químico, de Antimônio, e de espuma. 3 Marque um X na alternativa correta. Ao usar o extintor de CO² não se pode pegar no: ( ) Bico. ( ) Trava de segurança. ( ) Difusor. ( ) Lacre ( ) Alça 4. Qual desses tipos de extintores não tem manômetro? ( ) Pó químico seco (PQS). ( ) Extintor de CO². ( ) Extintor com carga de água pressurizada. ( ) Extintor Emulsificado ( ) Extintor pulverizador 5. Para apagar o fogo de um pedaço de madeira uso o extintor de: ( ) CO². ( ) Pó Químico Seco (PQS). ( ) Com carga de água. ( ) Metais Pirofóricos. ( ) líquidos inflámaveis 6. Qual o tipo de extintor existente na edificação ideal para combater incêndio classe A? a.( ) C0² b.( ) água c. ( ) Pó Químico Seco (PQS) d.( ) H²S e. ( ) Espuma

41 ANOTAÇÕES 32

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