ECONOMIA MICRO E MACRO ECONOMIA MICRO E MACRO
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4 MARCO ANTONIO SANDOVAL DE VASCONCELLOS ECONOMIA MICRO E MACRO Respostas das Questões Propostas e Questões Adicionais Livro do Mestre SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.A
5 2000 by EDITORA ATLAS S.A. Composição: Set-up Time Artes Gráficas s da Editora Atlas Vendas Marketing Direto Promoção Editorial Editorial Jurídico Produção CPD/Internet Livraria Atlas Home Page: 4
6 SUMÁRIO Prefácio Parte I Introdução à economia 1 INTRODUÇÃO À ECONOMIA Questões propostas Questões adicionais Parte II Microeconomia 2 DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO Questões propostas Questões adicionais 3 ELASTICIDADES Questões propostas Questões adicionais 4 APLICAÇÕES: INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE VENDAS E FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS Questões propostas Questões adicionais 5 PRODUÇÃO Questões propostas Questões adicionais 6 CUSTOS DE PRODUÇÃO Questões propostas Questões adicionais 7 ESTRUTURAS DE MERCADO Questões propostas Questões adicionais 5
7 Parte III Macroeconomia 8 FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA Questões propostas Questões adicionais 9 CONTABILIDADE SOCIAL Questões propostas Questões adicionais 10 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RENDA E PRODUTO NACIONAIS; O MERCADO DE BENS E SERVIÇOS Questões propostas Questões adicionais 11 O LADO MONETÁRIO DA ECONOMIA Questões propostas Questões adicionais 12 INTERLIGAÇÃO ENTRE O LADO REAL E O LADO MONETÁRIO ANÁLISE IS-LM Questões propostas Questões adicionais 13 INFLAÇÃO Questões propostas Questões adicionais 14 O SETOR EXTERNO Questões propostas Questões adicionais 15 POLÍTICA FISCAL E DÉFICIT PÚBLICO Questões propostas Questões adicionais 16 NOÇÕES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Questões propostas Questões adicionais 6
8 PREFÁCIO Todas as questões de múltipla escolha propostas no livro-texto são resolvidas a seguir. Em sua quase totalidade, são perguntas retiradas de concursos públicos, particularmente da área fiscal. Incluímos um conjunto de novas questões de múltipla escolha, que poderão ser utilizadas nas provas de aproveitamento. Julgamos desnecessário incluir as questões de revisão, já que as respostas encontram-se diretamente no próprio texto dos capítulos. Brevemente, incluiremos mais um conjunto de novas questões de múltipla escolha, bem como questões do tipo falsa ou verdadeira e perguntas discursivas. O Autor 7
9 Parte I Introdução à Economia 1 INTRODUÇÃO À ECONOMIA QUESTÕES PROPOSTAS 1. O problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é: a) A pobreza. b) O controle dos bens produzidos. c) A escassez. d) A taxação daqueles que recebem toda e qualquer espécie de renda. e) A estrutura de mercado de uma economia. RESPOSTA: alternativa c. A escassez é o problema fundamental da Economia, porque, dadas as necessidades humanas ilimitadas, deve-se buscar a melhor utilização dos recursos físicos escassos (fatores de produção, como terra, capital e trabalho) na tentativa de suprir tais necessidades. 2. Os três problemas econômicos relativos a o quê, como, e para quem produzir existem: a) Apenas nas sociedades de planejamento centralizado. b) Apenas nas sociedades de livre empresa ou capitalistas, nas quais o problema da escolha é mais agudo. 8
10 c) Em todas as sociedades, não importando seu grau de desenvolvimento ou sua forma de organização política. d) Apenas nas sociedades subdesenvolvidas, uma vez que desenvolvimento é, em grande parte, enfrentar esses três problemas. e) Todas as respostas anteriores estão corretas. RESPOSTA: alternativa c. Os três problemas econômicos relativos a o quê, como e para quem produzir existem em todas as sociedades, não importando seu grau de desenvolvimento ou sua forma de organização política. Isso porque os recursos produtivos são escassos, e as necessidades sempre se renovam, mesmo em países mais ricos. 3. Em um sistema de livre iniciativa privada, o sistema de preços restabelece a posição de equilíbrio: a) Por meio da concorrência entre compradores, quando houver excesso de demanda. b) Por meio da concorrência entre vendedores, quando houver excesso de demanda. c) Por pressões para baixo e para cima nos preços, tais que acabem, respectivamente, com o excesso de demanda e com o excesso de oferta. d) Por meio de pressões sobre os preços que aumentam a quantidade demandada e diminuem a quantidade ofertada e diminuem a demanda, quando há excesso de demanda. e) Todas as alternativas anteriores são falsas. RESPOSTA: alternativa d. O sistema de preços na livre iniciativa privada restabelece o equilíbrio tanto pela concorrência entre compradores, quanto entre vendedores (alternativas a e b incompletas). Quando ocorre excesso de oferta, os preços são pressionados para baixo, de forma a diminuir a quantidade ofertada e aumentar a demandada. Quando há excesso de demanda, os preços são pressionados para cima, de forma a aumentar a quantidade ofertada e diminuir a demandada. Portanto, a alternativa c é falsa, sendo correta somente a alternativa d. 9
11 4. A Curva de Possibilidades de Produção é utilizada nos manuais de economia para ilustrar um dos problemas fundamentais do sistema econômico: por um lado, os recursos são limitados (escassez) e não podem satisfazer a todas as necessidades ou desejos; por outro, é necessário realizar escolhas. Essa curva, quando construída para dois bens, mostra: a) Os desejos dos indivíduos perante a produção total desses dois bens. b) A quantidade total produzida desses dois bens em função do emprego total da mão-de-obra. c) A quantidade disponível desses dois bens em função das necessidades dos indivíduos dessa sociedade. d) Quanto se pode produzir dos bens com as quantidades de trabalho, capital e terra existentes e com determinada tecnologia. e) A impossibilidade de atender às necessidades dessa sociedade, visto que os recursos são escassos. RESPOSTA: alternativa d. A Curva de Possibilidades de Produção (ou Curva de Transformação) mostra quanto se pode produzir dos bens com as quantidades de trabalho, capital e terra existentes e com determinada tecnologia. Supondo apenas dois bens, X e Y, essa curva pode ser mostrada graficamente como segue: B em Y. E. A. B.. D C 0 10 B em X
12 Os pontos A, B e C representam combinações de produções alternativas de X e Y em que todos os recursos produtivos estão sendo utilizados (pleno emprego dos fatores de produção). A escolha de uma das infinitas alternativas disponíveis em cima da curva dependerá das preferências da sociedade. No ponto D, a sociedade não está ocupando totalmente seus recursos (desemprego de fatores de produção). O ponto E não pode ser atingido com os recursos atualmente disponíveis; isso só ocorrerá com o aumento desses recursos, ou com progresso tecnológico. Deve ser observado que essa curva diz respeito às alternativas de produção (oferta), o que elimina as alternativas a e c, que se referem aos desejos e necessidades do consumo (demanda). 5. Dada a curva de possibilidades de produção, aponte a alternativa errada: B em X C. D. A. B. E B em Y a) A economia não pode atingir B, com os recursos de que dispõe. b) O custo de oportunidade de passar de C para D é zero. c) O custo de oportunidade de aumentar a produção de X em 5, a partir do ponto E, é igual a 2 unidades de Y. d) Nos pontos C e D, a economia apresenta recursos produtivos desempregados. 11
13 e) Somente as alternativas a, b e d estão corretas. RESPOSTA: alternativa e. O custo de oportunidade é o grau de sacrifício da sociedade, ao aumentar a produção de um bem, medido em termos da produção alternativa sacrificada. Por exemplo, no gráfico, o custo de oportunidades de produzir-se mais 2 unidades de Y são as 5 unidades de X sacrificadas. Analogamente, o custo de oportunidade de produzir-se mais 5 unidades de X são 2 unidades de Y sacrificadas. Dessa forma, as quatro primeiras alternativas da questão estão corretas: alternativa a: de fato, a curva de possibilidades de produção mostra a produção máxima, com recursos existentes. O ponto B só poderá ser atingido se houver ou um aumento dos recursos produtivos ou melhoria tecnológica; alternativa b: os pontos antes da fronteira de possibilidades de produção indicam que há desemprego de fatores produtivos. Nesse caso, a economia pode passar do ponto C para D, aumentando a produção dos dois bens, sem sacrificar a produção de nenhum deles. Ou seja, o custo de oportunidades é zero; alternativa c: correta. Analogamente, o custo de oportunidade de produzir mais 2 unidades de Y é igual a 5X, partindo do ponto A; alternativa d: correta. Veja o comentário da alternativa b; alternativa e: alternativa falsa, pois todas as outras quatro alternativas estão corretas (inclusive alternativa c). 6. Assinale a afirmação falsa: a) Um modelo simplificado da economia classifica as unidades econômicas em famílias e empresas, que interagem em dois tipos de mercado: mercados de bens de consumo e serviços e mercado de fatores de produção. b) Os serviços dos fatores de produção fluem das famílias para as empresas, enquanto o fluxo contrário, de moeda, destina-se ao pagamento de salários; aluguéis, dividendos e juros. 12
14 c) Os mercados desempenham cinco funções principais: I. estabelecem valores ou preços; II. organizam a produção; III. distribuem a produção; IV. racionam os bens, limitando o consumo à produção; e V. prognosticam o futuro, indicando como manter e expandir a capacidade produtiva. d) A curva de possibilidade de produção dos bens X e Y mostra a quantidade mínima de X que deve ser produzida, para um dado nível de produção de Y, utilizando-se plenamente os recursos existentes. e) A inclinação da curva de possibilidades de produção dos bens X e Y mostra quantas unidades do bem X podem ser produzidas a mais, mediante uma redução do bem Y. RESPOSTA: alternativa d. A curva de possibilidade de produção dos bens X e Y mostra a quantidade máxima de X que deve ser produzida, para um dado nível de produção de Y, utilizando-se plenamente os recursos existentes. É possível, contudo, produzir qualquer quantidade de X inferior ao máximo dado pela curva de possibilidades da produção. As demais alternativas estão corretas e são auto-explicativas. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Em uma economia de mercado, os problemas do o quê, quanto, como e para quem deve ser produzido são resolvidos: a) Pelos representantes do povo, eleitos por meio do voto. b) Pelos preços dos serviços econômicos. c) Pelo mecanismo de preços. d) Pelos preços dos recursos econômicos. e) Pela quantidade dos fatores produtivos. RESPOSTA: alternativa c. Em uma economia de mercado, os problemas do o quê, quanto, como e para quem deve ser produzido são resolvidos pelo mecanismo de preços. 13
15 No mercado de bens e serviços, determina-se o quê e quanto produzir, a partir da oferta dos produtores e da procura dos consumidores; no mercado de fatores de produção, determina-se para quem produzir, isto é, a repartição de renda entre salários, juros, aluguéis e lucros. Como produzir resolve-se no âmbito das empresas (trata-se de questão de eficiência produtiva). Devemos destacar que, numa economia centralizada, os problemas econômicos fundamentais são resolvidos por um Órgão Central de Planejamento, que faz um levantamento das necessidades da população e um inventário dos recursos disponíveis. 2. Em relação à curva de possibilidade de produção a seguir, uma das afirmações é falsa. Identifique-a. B em Y Y 1 0 X 1 B em X a) A curva de possibilidade de produção só se desloca a longo prazo, em função do aumento do número de ofertantes. b) Cada combinação de X e Y significa uma possibilidade de utilização ótima dos fatores produtivos. c) A produtividade física marginal de cada recurso produtivo decresce com a maior utilização de recursos produtivos da economia. d) Os fatores de produção são escassos. RESPOSTA: alternativa a. 14
16 A alternativa a é falsa. A curva de possibilidades de produção desloca-se a longo prazo, em função do aumento da quantidade de fatores de produção e do progresso tecnológico. As demais alternativas estão corretas. É oportuno um comentário sobre a alternativa c. A produtividade física marginal é a razão entre a variação dos produtos sobre a variação na quantidade do fator de produção (capital, mão-de-obra, terra). Como veremos no Capítulo 5 (Produção), segundo a lei dos rendimentos decrescentes, a partir de certo estágio, o produto total cresce a taxas menores que o acréscimo do fator variável de produção (ou seja, a produtividade física marginal do recurso decresce). Também é conhecida como lei dos custos crescentes. Esse fato justifica o formato côncavo da curva de possibilidades de produção: com recursos plenamente empregados, para produzir mais unidades do bem Y, a sociedade precisa sacrificar quantidades cada vez maiores de X; ou seja, os custos de transformação são crescentes. 3. Numa economia do tipo centralizado, os problemas econômicos fundamentais são resolvidos: a) Pela produção em grande escala de bens de consumo. b) Pelo sistema de preços. c) Pelo controle da curva de possibilidades de produção. d) Pelo planejamento da atividade econômica. e) N. r. a. RESPOSTA: alternativa d. Diferentemente do que ocorre nas economias de mercado, em que os consumidores sinalizam as respostas para problemas fundamentais da economia, numa economia do tipo centralizado (ou planificado) a decisão provém de um Órgão Central de Planejamento, responsável pelo planejamento da atividade econômica. 4. Aponte a alternativa falsa. Os bens são procurados porque: a) São raros. b) São escassos. c) São livres. d) São ofertados. 15
17 e) A alternativa c está errada. RESPOSTA: alternativa c. Os bens não são livres pelo fato de não serem abundantes, mas, sim, raros (ou escassos). Portanto, a alternativa c é falsa. Observe que a alternativa e é verdadeira. 5. Aponte a alternativa falsa: a) A curva de transformação da produção existe tanto numa economia de mercado como numa economia centralizada. b) Numa economia, é o sistema de preços que resolve o problema de escolher o ponto da curva de possibilidades de produção para a qual a economia será levada. c) Quanto menores forem as disponibilidades de recursos da economia, mais afastada da origem estará a curva de possibilidades de produção. d) Se os custos de oportunidade forem constantes, a curva de transformação será uma reta. RESPOSTA: alternativa d. Uma economia com baixa disponibilidade de recursos não consegue atingir o mesmo nível de produção que uma economia com mais recursos (tudo o mais constante) e, portanto, sua curva de possibilidades de produção estará mais próxima da origem. 16
18 Parte II Microeconomia 2 DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Assinale a alternativa correta: a) A macroeconomia analisa mercados específicos, enquanto a microeconomia analisa os grandes agregados. b) A hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da macroeconomia. c) No mercado de bens e serviços, são determinados os preços dos fatores de produção. d) A questão de como produzir é decidida no mercado de fatores de produção. 17
19 e) Todas as alternativas estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. As alternativas a, b, c e d estão erradas. Estariam corretas se fossem colocadas como segue: alternativa a: a macroeconomia analisa grandes agregados, enquanto a microeconomia analisa mercados específicos; alternativa b: a hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da microeconomia; alternativa c: no mercado de bens e serviços, são determinados os preços dos bens e serviços; alternativa d: a questão de como produzir é decidida no âmbito das empresas. 2. Se o produto A é um bem normal e o produto B é um bem inferior, um aumento da renda do consumidor provavelmente: a) Aumentará a quantidade demandada de A, enquanto a de B permanecerá constante. b) Aumentarão simultaneamente os preços de A e B. c) O consumo de B diminuirá e o de A crescerá. d) Os consumos dos dois bens aumentarão. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Se o produto A é um bem normal e o produto B é um bem inferior, com um aumento da renda do consumidor o consumo de B diminuirá e o de A crescerá. Na alternativa a, o bem A é normal e o B é um bem de consumo saciado, cujo consumo permanece inalterado, quando a renda do consumidor aumenta. Exemplos aproximados: sal, açúcar, farinha etc. 3. Assinale os fatores mais importantes, que afetam as quantidades procuradas: a) Preço e durabilidade do bem. b) Preço do bem, renda do consumidor, custos de produção. 18
20 c) Preço do bem, preços dos bens substitutos e complementares, renda e preferência do consumidor. d) Renda do consumidor, custos de produção. e) Preço do bem, preços dos bens substitutos e complementares, custos de produção, preferência dos consumidores. RESPOSTA: alternativa c. Os fatores mais importantes que afetam as quantidades procuradas são o preço do bem, os preços dos bens substitutos e complementares, a renda e as preferências dos consumidores. Os custos, citados em três alternativas, afetam as quantidades ofertadas, não as procuradas. 4. O efeito total de uma variação no preço é a soma de: a) Efeito substituição e efeito preço. b) Efeito substituição e efeito renda. c) Efeito renda e efeito preço. d) Efeito preço, efeito renda e efeito substituição. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. O efeito de uma variação do preço é chamado de efeito preço e é a soma dos efeitos substituição e renda. 5. O leite torna-se mais barato e seu consumo aumenta. Paralelamente, o consumidor diminui sua demanda de chá. Leite e chá são bens: a) Complementares. b) Substitutos. c) Independentes. d) Inferiores. e) De Giffen. RESPOSTA: alternativa b. 19
21 Leite e chá são bens substitutos, visto que quando o preço do leite cai ocorre aumento da demanda de chá. 6. Dada a função demanda de x: D x = 30 0,3 p x + 0,7 p y + 1,3R sendo p x e p y os preços dos bens x e y, e R a renda dos consumidores, assinale a alternativa correta: a) O bem x é um bem inferior, e x e y são bens complementares. b) O bem y é um bem normal, e x e y são bens substitutos. c) Os bens x e y são complementares, e x é um bem normal. d) Os bens x e y são substitutos, e x é um bem normal. e) Os bens x e y são substitutos, e x é um bem inferior. RESPOSTA: alternativa d. Observando apenas os sinais dos coeficientes, o sinal positivo do coeficiente da renda indica que há uma relação direta entre a renda do consumidor (R) e a demanda do bem x, o que revela que x é um bem normal (isso já elimina as alternativas a e e). O sinal positivo do coeficiente do preço do bem y (p y) indica relação direta entre alteração no preço de y e a demanda de x (por exemplo, se aumenta o preço do guaraná, aumenta a demanda de Coca-Cola); ou seja, x e y são bens substitutos. Como não temos a função demanda de y, não podemos saber se y é um bem normal ou inferior, o que elimina a alternativa b. Sabemos apenas que y é um bem substituto de x. 7. Supondo o preço do bem no eixo vertical e a quantidade ofertada no eixo horizontal, podemos afirmar que, coeteris paribus: a) A curva de oferta desloca-se para a direita quando o preço do bem aumenta. b) A curva de oferta desloca-se para a esquerda quando o preço do bem cai. 20
22 c) A curva de oferta desloca-se para a direita quando aumentam os custos de produção. d) A quantidade ofertada aumenta quando o preço do bem aumenta, coeteris paribus. e) Todas as alternativas estão corretas. RESPOSTA: alternativa d. Supondo o preço do bem no eixo vertical e a quantidade ofertada no eixo horizontal, podemos afirmar que, coeteris paribus, a quantidade ofertada aumenta, quando o preço do bem aumenta, conforme mostra o gráfico a seguir: p p S p e E D 0 q e q 21
23 As demais alternativas estão erradas. Quanto às alternativas a e b, a curva de oferta não se desloca quando o preço do bem cai ou aumenta. Ela só se desloca quando há mudanças em outros fatores que afetam a oferta de um bem (preço de bens substitutos na produção, custos, alterações tecnológicas, mudanças nos objetivos da empresa). No que se refere à alternativa c, a curva de oferta desloca-se para a esquerda quando aumentam os custos de produção (as quantidades anteriores têm que ser vendidas a preços mais elevados). 8. Para fazer distinção entre oferta e quantidade ofertada, sabemos que: a) A oferta refere-se a alterações no preço do bem; e a quantidade ofertada, a alterações nas demais variáveis que afetam a oferta. b) A oferta refere-se a variações a longo prazo; e a quantidade ofertada, a mudança de curto prazo. c) A quantidade ofertada só varia em função de mudanças no preço do próprio bem, enquanto a oferta varia quando ocorrerem mudanças nas demais variáveis que afetam a oferta do bem. d) Não há diferença entre alterações na oferta e na quantidade ofertada. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Para fazer distinção entre oferta e quantidade ofertada, sabemos que a quantidade ofertada só varia em função de mudanças no preço do próprio bem, enquanto a oferta varia quando ocorrerem mudanças nas demais variáveis que afetam a oferta do bem. 9. Assinale a alternativa correta, coeteris paribus: a) Um aumento da oferta diminui o preço e aumenta a quantidade demandada do bem. b) Uma diminuição da demanda aumenta o preço e diminui a quantidade ofertada e demandada do bem. 22
24 c) Um aumento da demanda aumenta o preço e diminui a oferta do bem. d) Um aumento da demanda aumenta o preço, a quantidade demandada e a oferta do bem. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa a. Um aumento da oferta causa uma queda no preço e aumenta a quantidade demandada (deslocamento sobre a curva de demanda para a direita do equilíbrio anterior). As alternativas b, c e d seriam corretas se afirmassem: alternativa b: uma diminuição da demanda diminui o preço e a quantidade ofertada do bem; alternativa c: um aumento da demanda aumenta o preço e a quantidade ofertada do bem; alternativa d: um aumento da demanda aumenta o preço e a quantidade ofertada do bem. 10. O aumento do poder aquisitivo, basicamente determinado pelo crescimento da renda disponível da coletividade, poderá provocar a expansão da procura de determinado produto. Evidentemente, o preço de equilíbrio: a) Deslocar-se-á da posição de equilíbrio inicial para um nível mais alto, se não houver possibilidade da expansão da oferta do produto. b) Cairá do ponto inicial para uma posição mais baixa, se a oferta do produto permanecer inalterada. c) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades procuradas se realizam ao longo da curva inicialmente definida. d) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades ofertadas se realizam ao longo da curva inicialmente definida. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. 23
25 O aumento do poder aquisitivo, basicamente determinado pelo crescimento da renda disponível da coletividade, poderá provocar a expansão da procura de determinado produto. Evidentemente, o preço de equilíbrio deslocar-se-á da posição de equilíbrio inicial para um nível mais alto, se não houver possibilidade da expansão da oferta do produto. Graficamente: p S p p D q q D q 11. Dado o diagrama a seguir, representativo do equilíbrio no p reço de X S X (oferta de X ) 24 P X (dem anda de X ) 0 quantidade de X
26 mercado do bem X, assinale a alternativa correta. a) X é um bem de Giffen. b) Tudo o mais constante, o ingresso de empresas produtoras no mercado do bem X provocaria elevação do preço de equilíbrio desse bem. c) O mercado do bem X é caracterizado por concorrência perfeita. d) Tudo o mais constante, um aumento da renda dos consumidores provocaria um aumento no preço de equilíbrio do bem X, se este for inferior. e) Tudo o mais constante, a diminuição do preço do bem Y, substituto do bem X, levará a um aumento do preço de equilíbrio de X. RESPOSTA: alternativa c. Vejamos cada alternativa: alternativa a: errada. Seria um bem de Giffen se a curva de demanda fosse positivamente inclinada. E bem de Giffen é a única exceção à lei geral da demanda (pela qual há relação inversamente proporcional entre quantidade demandada e preço, coeteris paribus); alternativa b: errada. O ingresso de mais empresas aumentaria a oferta e, dada a demanda, o preço de equilíbrio cairia; alternativa c: correta. O preço é determinado pelo mercado, sem interferências. A existência de uma curva de oferta já indica ser um mercado competitivo, ou em concorrência perfeita (ver Capítulo 7); alternativa d: errada. O preço de equilíbrio aumentaria se X fosse um bem normal; alternativa e: errada. A diminuição do preço de um bem substituto Y levará a um deslocamento da demanda de X para a esquerda (queda) e, portanto, a uma queda no preço de X. 12. Dadas as funções oferta e demanda do bem 1, D 1 = 20 0,2p 1 p 2 + 0,1 (R) 25
27 S 1 = 0,8p 1 e a renda do consumidor R = 1.000, o preço do bem 2p 2 = 20, assinale a alternativa errada: a) O preço de equilíbrio do bem 1 é 100. b) A quantidade de equilíbrio do bem 1 é 80. c) Os bens 1 e 2 são bens complementares. d) O bem 2 é um bem normal. e) O bem 1 não é um bem inferior. RESPOSTA: alternativa d. A quantidade e preço de equilíbrio são encontrados igualandose a oferta e a demanda do bem. Fazendo as substituições necessárias, temos: D 1 = S ,2p , = 0,8p 1 p 1 = 100 Q = D 1 = S 1 = 0,8p 1 Q = 0, Q = 80 Portanto, as alternativas a e b estão corretas. A alternativa c também está correta, o que é observado pelo sinal do coeficiente do preço do bem 2, indicando uma relação inversa entre q 1 e p 2. A alternativa e está correta, pois uma elevação da renda aumenta a demanda do bem (o bem 1 é normal, podendo-se dizer que não é inferior, como indica o coeficiente positivo da variável Renda). A alternativa d é a incorreta porque não conhecemos a função demanda do bem 2, e apenas do bem 1, pelo que não sabemos se o bem 2 é ou não um bem normal. (Nota: no gabarito do livro-texto, foi considerada erroneamente a alternativa b como sendo a certa. A correção será feita na segunda edição.) 26
28 QUESTÕES ADICIONAIS 1. Assinale a alternativa errada: a) Os preços das mercadorias são determinados no mercado de bens e serviços. b) Quanto produzir é decidido no mercado de bens e serviços. c) Para quem produzir é decidido no mercado de fatores de produção. d) A questão de como produzir é decidida no âmbito das empresas. e) Todas as alternativas estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Somente os preços de bens e serviços são determinados no mercado de bens e serviços, e não todos os tipos de bens (como fatores de produção). Os problemas de quanto, para quem e como produzir são decididos no mercado de fatores, no mercado de bens e serviços e no mercado de fatores, respectivamente. Portanto, as alternativas a, b, c e d estão erradas. 2. O preço de equilíbrio para uma mercadoria é determinado: a) Pela demanda de mercado dessa mercadoria. b) Pela oferta de mercado dessa mercadoria. c) Pelo balanceamento das forças de demanda e oferta da mercadoria. d) Pelos custos de produção. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. O preço de equilíbrio para uma mercadoria é determinado pelas forças conjuntas de demanda e oferta da mercadoria. As alternativas a e b estão incompletas e a alternativa d diz respeito somente ao funcionamento da oferta da mercadoria. 3. Uma mercadoria que é demandada em quantidades maiores, quando a renda do consumidor cai, é um: a) Bem normal. 27
29 b) Bem inferior. c) Bem complementar. d) Bem substituto. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. É a própria definição de bem inferior. Seria um bem normal (alternativa a) se, quando a renda do consumidor caísse, a quantidade demandada também caísse. Observe-se ainda que os conceitos de bem complementar e substituto (alternativas c e d) não dizem respeito às variações de renda, mas às variações nos preços de outros bens. Bens substitutos ou concorrentes são os bens em que, quando aumenta o preço de um, a quantidade demandada do outro também aumenta, coeteris paribus (tudo o mais constante). Exemplo: carne de frango e carne de vaca. Bens complementares (como camisa social e gravata) são os bens nos quais a procura cai quando aumenta o preço do outro, coeteris paribus. 4. Assinale a alternativa correta: a) A curva de procura mostra como variam as compras dos consumidores quando variam os preços. b) Quando varia o preço de um bem, coeteris paribus, varia a demanda. c) A demanda depende basicamente do preço de mercado. As outras variáveis são menos importantes e supostas constantes. d) A quantidade demandada varia inversamente ao preço do bem, coeteris paribus. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. A quantidade demandada varia inversamente ao preço do bem, coeteris paribus. 28
30 A alternativa a não está correta, porque a procura é um desejo, uma aspiração, e não a compra efetiva. É como se o consumidor elaborasse uma tabela (uma escala) de preços e quantidades do bem. Ele escolherá aquela quantidade que maximizará sua satisfação, de acordo com suas possibilidades financeiras. A alternativa b estaria correta se se referisse à quantidade demandada (movimento ao longo da curva), e não à demanda (deslocamento da curva de demanda). Vale lembrar que temos variações na quantidade demandada, quando há mudanças no preço do próprio bem, coeteris paribus (por exemplo, de A para B, no gráfico a seguir). p reço. B.A D 0 D 1 0 quantidade Quando ocorrem alterações em outras variáveis que afetam a procura (preço de outros bens, renda e preferências do consumidor), há um deslocamento da curva (D 0 para D 1). Quanto à alternativa c não se pode dizer que as outras variáveis (renda, preços de bens substitutos e complementares, e preferências dos consumidores) sejam menos importantes e supostas constantes. 5. Dada uma diminuição no preço, há uma diminuição no consumo, coeteris paribus. O bem é: a) Normal. 29
31 b) Inferior. c) Substituto. d) Complementar. e) De Giffen. RESPOSTA: alternativa e. As denominações normal e inferior dizem respeito a variações de renda, e não de preço. As denominações complementar e substituto somente têm sentido quando se fala de variação de preço de outro bem. Bem de Giffen é aquele cuja função demanda é positivamente inclinada e, portanto, uma diminuição de preço provoca redução em seu consumo. 6. Uma das maneiras de fazer distinção entre aumento da quantidade procurada e aumento da procura é dizer que o primeiro: a) Poderia resultar de uma queda de preço, enquanto o segundo, não. b) Não poderia resultar de um aumento de preço, enquanto o segundo, sim. c) Refere-se a um aumento de curto prazo na quantidade adquirida, e o segundo a um aumento de longo prazo. d) Provoca um aumento das despesas totais por parte dos compradores, enquanto o segundo, não. e) É essencialmente o mesmo que o segundo, à exceção de certa diferença na elasticidade-preço da procura. RESPOSTA: alternativa a. A variação da quantidade procurada depende única e exclusivamente do preço do bem e é representada pelo movimento ao longo da curva de demanda. A variação da procura depende de fatores exógenos (como renda, preços dos substitutos e complementares etc.) e nunca do próprio preço do bem, sendo representada pelo deslocamento de toda a curva de demanda. 30
32 7. Assinale o fator que não provoca deslocamento da curva de oferta de um bem. a) Alteração no preço do próprio bem. b) Alteração nos custos de produção. c) Alteração no preço de um bem substituto na produção. d) Alteração nos objetivos do empresário. e) Alterações na tecnologia de produção do bem. RESPOSTA: alternativa a. A alteração no preço do próprio bem provoca variação somente da quantidade ofertada (deslocamento sobre a curva de oferta) e não sobre a oferta (deslocamento da curva de oferta). 8. O equilíbrio de mercado de um bem é determinado: a) Pelos preços dos fatores utilizados na produção do bem. b) Pela demanda de mercado do produto. c) Pela oferta de mercado do produto. d) Pelas quantidades de fatores utilizados na produção do bem. e) Pelo ponto de intersecção das curvas de demanda e da oferta do produto. RESPOSTA: alternativa e. O equilíbrio de mercado de um bem é determinado pelo ponto de intersecção das curvas de demanda e da oferta do produto. As demais alternativas estão incompletas, não propriamente erradas. 9. Num dado mercado, a oferta e a procura de um produto são dadas, respectivamente, pelas seguintes equações: Q s = P Q d = 300 8P onde Q s, Q d e P representam, na ordem, a quantidade ofertada, a quantidade procurada e o preço do produto. A quantidade transacionada nesse mercado, quando ele estiver em equilíbrio, será: a) 2 unidades. 31
33 b) 188 unidades. c) 252 unidades. d) 14 unidades. e) 100 unidades. RESPOSTA: alternativa b. O preço e a quantidade de equilíbrio são obtidos igualando-se a quantidade ofertada (Q s ) com a quantidade procurada (Q d ). Temos então: Q s = Q d P = 300 8P 18P = 252 P = 14 A quantidade transacionada pode ser obtida substituindo-se o valor de P na equação de Q s ou de Q d. Q s = P = (14) = 188 Q =
34 3 ELASTICIDADES QUESTÕES PROPOSTAS 1. Considerando-se os pontos A(p 1,q 1) = (12,8) e B(p 2,q 2) = (14,6), a elasticidade-preço da demanda no ponto médio é igual a: a) 7/13 b) +7/13 c) 13/7 d) +13/7 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Após encontrarmos o ponto médio M(p 0, q 0) = (13,7), calculamos a elasticidade-preço da demanda: E pp = P 0 q 0. q P 0 (q 1 q 0 ) 13 (8 7) =. =. = p q 0 p 1 p 0 7 (12 13)
35 2. Uma curva de procura exprime-se por p = 10 0,2q onde p representa o preço e q a quantidade. O mercado encontra-se em equilíbrio ao preço p = 2. O preço varia para p = 2,04, e, tudo o mais mantido constante, a quantidade equilibra-se em q = 39,8. A elasticidade-preço da demanda ao preço inicial de mercado é: a) 0,02 b) 0,05 c) 0,48 d) 0,25 e) 0,25 RESPOSTA: alternativa d. Dada a fórmula da elasticidade-preço da demanda ao preço de equilíbrio (ou usual) p 0, temos: E pp = P 0 q 0. q P 0 (q 1 q 0 ) =. p q 0 q(p 1 p 0 ) Pela equação de procura p = 10 0,2q podemos encontrar q 0. Uma vez que p 0 = 2, temos q 0 = 40. Substituindo os valores obtidos, na equação da elasticidade, temos: E pp = 2.(39,8 40) 40 (2,04 2) = 0,25 ou E pp = 0,25 portanto, com E pp = 0,25, a demanda é inelástica no ponto p 0 = 2. 34
36 3. Uma curva de demanda retilínea possui elasticidade-preço da procura igual a 1: a) Em todos os pontos. b) Na intersecção com o eixo dos preços. c) Na intersecção com o eixo das quantidades. d) No ponto médio do segmento. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Uma curva de demanda retilínea possui elasticidade-preço da procura igual a 1 no ponto médio do segmento. Dado o gráfico a seguir, prova-se matematicamente, no apêndice a este capítulo, que a elasticidade-preço da demanda é igual a: E pp = segmentoac segmentoba p B dem anda elástica. A (ponto m édio) dem anda inelástica 0 C q segue-se que se: 35
37 AC = BA AC > BA AC < BA E pp = 1 (demanda de elasticidade unitária) E pp > 1 (demanda elástica) E pp < 1 (demanda inelástica) 4. Aponte a alternativa correta: a) Quando o preço aumenta, a receita total aumenta, se a demanda for elástica, coeteris paribus. b) Quando o preço aumenta, a receita total diminui, se a demanda for inelástica, coeteris paribus. c) Quedas de preço de um bem redundarão em quedas da receita dos produtores desse bem, se a demanda for elástica, coeteris paribus d) Quedas de preço de um bem redundarão em aumentos de receita dos produtores desse bem, se a demanda for inelástica, coeteris paribus. e) Todas as alternativas anteriores são falsas. RESPOSTA: alternativa e. As alternativas a, b, c e d são falsas. A receita total de vendas das empresas (que equivale aos gastos ou dispêndios totais do consumidor) é dada por: onde: RT = receita total p = preço unitário de venda q = quantidade vendida RT = p. q A partir dessa expressão, parece claro que: Demanda elástica: se p aumenta, q cai mais que proporcionalmente, RT cai; se p cai, q aumenta mais que proporcionalmente, RT aumenta. Demanda inelástica: 36
38 se p aumenta, q cai menos que proporcionalmente, RT aumenta; se p cai, q aumenta menos que proporcionalmente, RT cai. Demanda de elasticidade unitária: a variação de p é idêntica (com sinal trocado) à variação de q, o que mantém a RT inalterada. Observamos então que as alternativas a, b, c e d são falsas e a alternativa e está correta. 5. Quanto à função demanda, é correto afirmar: a) Um aumento no preço do bem deixará inalterada a quantidade demandada do bem, a menos que também seja aumentada a renda nominal do consumidor. b) Um aumento no preço do bem, tudo o mais constante, implicará aumento no dispêndio do consumidor com o bem, se a demanda for elástica com relação a variações no preço desse bem. c) Se essa equação for representada por uma linha reta negativamente inclinada, o coeficiente de elasticidade-preço será constante ao longo de toda essa reta. d) Se essa função for representada por uma linha reta paralela ao eixo dos preços, a elasticidade-preço da demanda será infinita. e) Se a demanda for absolutamente inelástica com relação a modificações no preço do bem, a função demanda será representada por uma reta paralela ao eixo dos preços. RESPOSTA: alternativa e. Quando a curva de demanda é paralela ao eixo dos preços, a elasticidade-preço da demanda é zero (e, por definição, a demanda é absolutamente inelástica). Significa que, qualquer que seja a variação de preços, a quantidade demandada não se altera. Quando a demanda é paralela ao eixo das quantidades, diz-se que ela é infinitamente elástica. Um exemplo é o mercado em concorrência perfeita; como é mostrado no Capítulo 2, a demanda para as empresas individuais é dada pelo preço de mercado. 6. Indique a afirmação correta. 37
39 a) Um aumento na renda dos consumidores resultará em demanda mais alta de x, qualquer que seja o bem. b) Uma queda no preço de x, tudo o mais permanecendo constante, deixará inalterado o gasto dos consumidores com o bem, se a elasticidade-preço da demanda for igual a 1. c) O gasto total do consumidor atinge um máximo na faixa da curva de demanda pelo bem em que a elasticidade-preço é igual a zero. d) A elasticidade-preço da demanda pelo bem x independe da variedade de bens substitutos existentes no mercado. e) Um aumento no preço do bem y, substituto, deslocará a curva de demanda de x para a esquerda. RESPOSTA: alternativa b. Uma queda no preço de x, tudo o mais permanecendo constante, deixará inalterado o gasto dos consumidores com o bem, se a elasticidade-preço da demanda for igual a 1. Isso acontece porque a queda de preço será proporcionalmente igual ao aumento da quantidade consumida. Dessa forma, o gasto dos consumidores permanecerá constante. 7. A curva de procura por determinado bem é expressa pela função Q = 1.000/P 3. Pode-se afirmar que: a) Se o preço de mercado aumentar, os consumidores gastarão menos renda na aquisição desse mercado. b) Se o preço de mercado diminuir, os consumidores gastarão menos renda na aquisição desse produto. c) Se o preço de mercado aumentar, os consumidores gastarão mais renda na aquisição desse produto. d) Se o preço de mercado diminuir, os consumidores gastarão o mesmo volume de renda na aquisição do produto. e) O dispêndio total dos consumidores na aquisição do produto aumenta na mesma proporção do aumento do preço de mercado. RESPOSTA: alternativa a. 38
40 A função demanda Q = 1.000/P 3 pode ser reescrita como Q = 1.000P 3, e trata-se de uma função potência (do tipo y = ax b ). Prova-se matematicamente no apêndice a este capítulo no livro texto que, em funções potência, o expoente b da variável x (no exercício, o expoente do preço, igual a 3) é a própria elasticidade-preço da demanda. Temos, então, uma demanda altamente elástica (um aumento no preço de, digamos, 10% leva a uma queda da quantidade demandada de 30%, tudo o mais constante). Com a demanda elástica, se o preço do bem aumentar, os consumidores gastarão menos renda na compra do bem, dado que a queda na quantidade comprada será proporcionalmente maior que o aumento do preço do bem. Dessa forma, a alternativa a é a correta. Vale observar que a propriedade assinalada das funções potência aplica-se a quaisquer outras elasticidades, não apenas à elasticidade preço da demanda. Por exemplo, na função demanda: Q = 30p 0,8 R 1,2 onde R é a renda dos consumidores, a elasticidade-renda da demanda é igual a 1,2 (bem superior ou de luxo: um aumento de, digamos, 10% na renda levaria a um aumento de 12% na quantidade demandada, coeteris paribus). 8. Se uma curva de procura é unitariamente elástica em todos os seus pontos, isso significa, com relação (a) à aparência gráfica da curva de procura e (b) aos gastos totais dos compradores para aquisição da mercadoria, que: a) A curva de procura é uma reta e que as despesas totais dos compradores são as mesmas em todos os níveis de preços. b) A curva de procura não é uma reta, e a despesa total dos compradores diminui quando o preço cai. c) A curva de procura é uma reta e, quando o preço cai, os gastos totais dos compradores aumentam primeiro e depois caem. d) A curva de procura não é uma reta e as despesas totais dos compradores aumentam quando o preço cai. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa e. 39
41 Nenhuma das respostas (a, b, c ou d) é correta. A curva de procura não poderia ser uma reta (na qual seria impossível ter sempre elasticidade unitária) e as despesas totais dos compradores seriam as mesmas em todos os níveis de preços, pois um aumento percentual do preço seria respondido por uma queda percentual da quantidade de mesma magnitude, não afetando as despesas. 9. Calcular o coeficiente de elasticidade cruzada entre a procura dos produtos A e B, em certa localidade, sabendo-se que toda vez que há um acréscimo de 10% no preço de um, sua quantidade procurada diminui 8%, enquanto a quantidade procurada do outro, se seu preço permanece constante, aumenta 10%. O coeficiente será igual a: a) 10% b) 1 c) 2 d) 1/2 e) 11% RESPOSTA: alternativa b. então: A elasticidade-preço cruzada entre os bens A e B é igual a: Epp AB variação percentual da quantidade procurada do bem A = variação percentual do preço do bem B Epp AB = 10% = 1 10% Os bens A e B são, portanto, substitutos (E pp AB positiva). 10. Aponte a alternativa correta: a) Se o preço variar em $ 2, e a quantidade demandada em 10 unidades, concluímos que a demanda é elástica. b) A elasticidade-preço cruzada entre dois bens é sempre positiva. 40
42 c) A elasticidade-preço da demanda de sal é relativamente baixa. d) A elasticidade-preço da demanda de alimentos é, em geral, bastante elevada. e) A elasticidade-renda da demanda de manufaturados é relativamente baixa. RESPOSTA: alternativa c. Neste caso, é conveniente analisarmos todas as alternativas: alternativa a: é incorreta, pois cita somente um valor absoluto para preço e outro para quantidade. Portanto, a afirmação é inconclusiva no que diz respeito à elasticidadepreço da demanda; alternativa b: a elasticidade-preço cruzada entre dois bens somente será positiva se os bens forem substitutos; alternativa c: é correta, visto que bens essenciais, como o sal, têm elasticidade-preço relativamente baixa; alternativa d: é incorreta, pois a elasticidade-preço da demanda, para bens essenciais, como os alimentos, costuma ser baixa; alternativa e: é incorreta pois a elasticidade-renda de bens manufaturados é relativamente elevada (quanto mais elevada a renda, a tendência é aumentar mais o consumo de produtos manufaturados do que alimentos, cujo consumo tem limite fisiológico). QUESTÕES ADICIONAIS 1. Se a curva de procura for de um tipo em que a redução de 10% no preço provoca um aumento de 5% na quantidade de mercadoria que o público adquire, nessa região da curva, a procura em relação ao preço será: a) Elástica. b) Unitariamente elástica. c) Infinitamente elástica. d) Inelástica, embora não perfeitamente. e) Totalmente inelástica ou anelástica. 41
43 pois: RESPOSTA: alternativa d. Trata-se de uma elasticidade-preço da procura igual a 0,5, Epp = + 5% = 0,5 10% Ou seja, uma demanda pouco sensível (isto é, inelástica) quando o preço varia: a quantidade demandada varia menos que proporcionalmente à variação do preço, coeteris paribus. 2. Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é nula, os bens são: a) De primeira necessidade. b) Complementares. c) Substitutos. d) Independentes. e) Inferiores. RESPOSTA: alternativa d. Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é nula, significa que o aumento no preço de um deles não consegue afetar a quantidade demandada do outro, coeteris paribus. Já que o aumento do preço de um bem em nada afeta o outro, os dois são independentes. 3. A elasticidade-renda da demanda é o quociente das variações percentuais entre: a) Renda e preço. b) Renda e quantidade demandada. c) Quantidade e preço. d) Quantidade e renda. e) Quantidade e preço de um bem complementar. RESPOSTA: alternativa d. 42
44 A resposta vem da definição formal de elasticidade-renda, que é a variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual na renda, coeteris paribus, isto é, o quociente das variações percentuais entre quantidade e renda. 4. Se uma empresa quer aumentar seu faturamento e a demanda do produto é elástica, ela deve: a) Aumentar o preço. b) Diminuir o preço. c) Deixar o preço inalterado. d) Depende do preço do bem complementar. e) Depende do preço do bem substituto. RESPOSTA: alternativa b. Se a demanda do produto é elástica, a quantidade demandada tem variação percentual de magnitude maior que a variação percentual do preço. Dessa forma, a receita total seguirá o sentido da quantidade, pois esta influirá mais na mudança da receita quando houver mudança do preço. Assim, se o preço cair, a quantidade demandada aumentará (em percentual maior que o preço) e a receita total aumentará. A resposta a não é correta, pois um aumento de preço levaria a uma queda da quantidade demandada e da receita total. 5. A elasticidade cruzada de bens complementares é: a) Igual a zero. b) Menor que zero. c) Maior que zero e menor que um. d) Maior ou igual a um. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Quando dois bens são complementares, o aumento do preço de um causa queda na quantidade demandada de ambos os bens. Portanto, a elasticidade cruzada, definida como variação percentual 43
45 na quantidade demandada, dada uma variação percentual no preço de outro bem, coeteris paribus, será negativa (menor que zero). 6. Um acréscimo no preço de uma mercadoria quando a demanda é inelástica causa nos gastos totais do consumidor: a) Um acréscimo. b) Um decréscimo. c) Nenhuma alteração. d) Qualquer das respostas acima, dependendo do tipo de bem. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Se a demanda do produto é inelástica, a quantidade demandada tem variação percentual de magnitude inferior à variação percentual do preço. Assim, os gastos totais do consumidor seguirão o sentido do preço, pois este influirá mais na mudança dos gastos quando houver mudança do preço. Assim, se o preço subir, a quantidade consumida cairá (em percentual menor que o preço) e os gastos totais terão um acréscimo. 7. Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é negativa, o aumento no preço de um deles provocará, coeteris paribus: a) Um aumento no preço do outro. b) Uma diminuição no preço do outro. c) Um aumento no consumo do outro. d) Uma diminuição no consumo do outro. e) Um aumento no consumo do próprio bem. RESPOSTA: alternativa d. A resposta vem da definição de elasticidade cruzada, que é a variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual no preço de outro bem, coeteris paribus. Se o valor da elasticidade cruzada for negativo, um aumento de preço de um bem terá como contrapartida uma diminuição no consumo do outro bem. 44
46 8. Se uma curva de procura é elástica no que se refere a seu preço, o significado exato disso é que qualquer aumento de preço irá provocar: a) Um aumento da quantidade adquirida pelos compradores. b) Um deslocamento da curva da procura para uma nova posição. c) Um aumento dos gastos totais por parte dos compradores. d) Uma redução da quantidade adquirida pelos compradores, e uma queda no gasto total dos consumidores. e) Uma alteração não propriamente descrita por qualquer dos itens anteriores. RESPOSTA: alternativa d. Se a demanda do produto é elástica, a variação percentual da quantidade adquirida pelos compradores tem magnitude maior que a variação percentual do preço. Dessa forma, o gasto total dos consumidores seguirá o sentido da quantidade, pois esta influirá mais na mudança do gasto quando houver mudança do preço. Assim, se o preço aumentar, a quantidade adquirida cairá (em percentual maior que o preço) e o gasto total dos consumidores também cairá. 45
47 4 APLICAÇÕES: INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE VENDAS E FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS QUESTÕES PROPOSTAS 1. Quando falamos em incidência de um imposto, estamos: a) Referindo-nos ao grupo que realmente paga o imposto ao governo, independentemente de o ônus ser, ou não, transferido para outro grupo qualquer. b) Medindo o ponto até o qual o imposto tende a reduzir os incentivos entre o grupo que o paga. c) Referindo-nos ao grupo que realmente paga a conta fiscal, não importando se é ele, ou não, que recolhe o dinheiro aos cofres públicos. d) Perguntando se o imposto em questão é progressivo ou regressivo. e) Perguntando se o imposto em questão é direto ou indireto. RESPOSTA: alternativa c. Quando falamos em incidência de um imposto, referimo-nos ao grupo que realmente paga a conta fiscal, não importando se é ele, ou não, que recolhe o dinheiro aos cofres públicos. 2. Num mercado competitivo, o governo estabeleceu um imposto específico sobre determinado produto. A incidência do imposto se dará, simultaneamente, sobre produtores e consumidores, se: 46
48 a) As curvas de oferta e demanda forem absolutamente inelásticas. b) A curva de demanda for absolutamente inelástica e a de oferta, algo elástica. c) A curva de demanda for infinitamente elástica e a de oferta, absolutamente inelástica. d) As curvas de oferta e demanda forem algo elásticas. e) As curvas de oferta e demanda forem infinitamente elásticas. RESPOSTA: alternativa d. A incidência do imposto específico (de vendas) dar-se-á simultaneamente sobre produtores e consumidores. Sabendo-se que o imposto específico representa um custo adicional, desloca a curva de oferta para cima (isto é, a mesma quantidade será ofertada a um preço maior). O aumento de preço incidirá apenas sobre os consumidores se a curva de demanda for vertical (elasticidade-preço da demanda igual a zero: perfeitamente inelástica). O aumento de preço incidirá apenas sobre os produtores se a curva de demanda for horizontal (elasticidade-preço da demanda for infinitamente elástica). Em nosso caso, intermediário, o imposto específico incide tanto sobre os consumidores como sobre os produtores. 3. O governo lança um imposto de vendas de $ 5 por unidade vendida, numa indústria competitiva. As curvas de oferta e procura têm alguma elasticidade no preço. Esse imposto faz com que, no diagrama de oferta e procura: a) Toda a curva de oferta desloque-se para a esquerda, num movimento que indique $ 5, mas (a menos que a procura seja perfeitamente elástica) o preço não aumenta. b) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento para cima, que indique menos do que $ 5, mas (a menos que a procura seja altamente elástica) o preço terá um aumento de $ 5. c) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento para a esquerda que indique menos do que $ 5, mas (a menos que a procura seja altamente inelástica) o preço aumentará de mais que $ 5. 47
49 d) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento que indique $ 5, mas (a menos que a oferta seja perfeitamente elástica) qualquer aumento de preço será menor do que $ 5. e) Toda a curva de procura tenha um deslocamento que indique $ 5, e o preço subirá $ 5. RESPOSTA: alternativa d. Não importando quais são as elasticidades da oferta e demanda, a curva de oferta sempre terá um deslocamento para cima que indique exatamente o valor do imposto específico. Dado que as curvas de oferta e de procura possuem alguma elasticidade, os produtores e consumidores dividirão a parcela que pagarão do imposto, o que significa que o aumento de preço será menor que $ 5 (se fosse igual a $ 5, os consumidores estariam arcando com todo o imposto). 4. Dadas as curvas de oferta e demanda S = p D = 300 2p, o preço de equilíbrio, após um imposto específico de $ 15 por unidade, é igual a: a) 100 b) 90 c) 105 d) 110 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. A nova curva de oferta é: A curva de demanda é: No equilíbrio, S = D: S = p 15 D = 300 2p p 15 = 300 2p 3p = 315 p =
50 5. Com os dados da questão anterior, a arrecadação total do governo, após o imposto, é igual a: a) b) c) d) e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. A arrecadação total do governo é o imposto por unidade vendida ($ 15) multiplicado pela quantidade vendida (D). Para encontrarmos D, substituímos o preço de equilíbrio na equação da demanda: D = 300 2p = 300 2(105) = 90 A arrecadação do governo é de 90 15, ou seja, $ Ainda com os dados da questão 3, a parcela da arrecadação paga pelo consumidor é igual a: a) 450 b) c) 900 d) 90 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Para essa questão falta calcular o preço que o consumidor pagaria sem o imposto (preço de equilíbrio sem o imposto): S = D p = 300 2p 3p = 300 p =
51 A parcela do consumidor é a diferença entre os preços que ele paga com e sem imposto multiplicado pela quantidade comprada, isto é, ( ) 90 = $ Quanto maior a elasticidade-preço de demanda: a) Maior a receita total do governo, com a fixação de um imposto ad valorem. b) Menor a receita total do governo, com a fixação de um imposto específico. c) Maior a parcela do imposto paga pelos consumidores. d) Os produtores transferem todo o ônus do imposto aos consumidores. e) Maior a parcela do imposto paga pelos vendedores. RESPOSTA: alternativa e. Quanto maior a elasticidade-preço da demanda, mais sensíveis são os consumidores a mudanças de preço (e a quantidade demandada cai mais com o imposto), fazendo com que os vendedores acabem arcando com a maior parcela do imposto. Quanto às demais alternativas, c está afirmando o oposto da verdade, d só ocorreria se a elasticidade-preço fosse nula, a e b são incorretas, pois a elasticidadepreço não afeta a arrecadação total do governo, e sim a distribuição da incidência entre consumidores e produtores. 8. Suponha que a demanda seja dada por D = p e a oferta por S = p. Com o objetivo de defender o produtor, é estabelecido um preço mínimo de 12 reais por unidade. Aponte a alternativa correta: a) A política de subsídios é mais econômica para o governo que a política de comprar o excedente. b) A política de compras é mais econômica para o governo que a política de subsídios. c) O preço de equilíbrio é de 9,6 reais. d) Ao preço mínimo, a quantidade ofertada é 10. e) Ao preço mínimo, a quantidade demandada é 34. RESPOSTA: alternativa a. 50
52 Precisaremos calcular o valor das incógnitas D (quantidade demandada ao preço mínimo), S (quantidade ofertada ao preço mínimo) e p (preço que os consumidores aceitam pagar por S): D = p = (12) = 10 unidades S = p = (12) = 34 unidades O preço p é quanto o consumidor pagará se toda a produção de 34 unidades for colocada no mercado (não é o preço de equilíbrio, no qual desconsidera-se o imposto): D = p 34 = p p = 9,6 Na política de subsídios, o governo paga ao produtor a diferença entre o preço mínimo ($ 12) e o preço p que o produtor obteve no mercado ($ 9,6), ou seja, $ 2,4 para cada unidade. Sabendo que foram ofertadas 34 unidades, o gasto total do governo com a política de subsídios é de 2,4 34 = $ 81,6. O gasto total do governo na política de compras é calculado multiplicando-se o preço mínimo prometido ao produtor ($ 12) pelo excedente de produção que o consumidor não comprou (S D = = 24), ou seja, a política de compras custa ao governo = $ 288. Portanto, a política de subsídios é mais econômica para o governo do que a política de compras. Quanto às alternativas d e e, os valores estão invertidos e a alternativa c estaria correta se fosse $ O diagrama a seguir representa o mercado do bem x. Preço p 1 Oferta p 0 0 q 0 51 q 1 Dem anda Q uantidade
53 Podemos afirmar corretamente que: a) A cobrança de um imposto específico sobre o bem x incidiria integralmente sobre os produtores. b) x é um bem inferior. c) Um aumento da renda dos consumidores deslocará a curva de oferta para a direita, elevando a quantidade produzida. d) A fixação de um preço mínimo, p 1, elevaria a quantidade de equilíbrio para q 1. e) A cobrança de um imposto ad valorem incidiria em parte sobre os produtores e em parte sobre os consumidores. RESPOSTA: alternativa e. A cobrança de um imposto ad valorem incidiria em parte sobre os produtores e em parte sobre os consumidores. Como o imposto ad valorem representa um custo adicional, desloca a curva de oferta para cima (isto é, a mesma quantidade será ofertada a um preço maior). Incidiria apenas sobre os consumidores se a demanda fosse infinitamente inelástica, e apenas sobre os produtores se a demanda fosse infinitamente elástica. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Para uma indústria em concorrência perfeita, a oferta do produto é dada por Q s = 3P 2. Se a demanda for dada por Q d = P, a imposição de um tributo específico de $ 2,00 por unidade transacionada fará com que o preço de equilíbrio seja (desprezando-se os algarismos a partir da terceira casa decimal): a) 7,84 b) 8,30 c) 7,38 d) 9,38 e) 6,30 RESPOSTA: alternativa b. 52
54 Um imposto de vendas específico pode ser interpretado como um aumento de custos para a empresa, deslocando a curva de oferta para cima e para trás. A inclusão do imposto trará uma diferença entre preço de mercado (p) (pago pelo consumidor) e o preço relevante para o produtor (p ), igual a: sendo T o valor do imposto. p. p = p T A curva de oferta dos produtores, com imposto, dependerá de Considerando-se os dados do exercício, a curva de oferta com imposto fica: Q s = 3p 2 Q s = 3 (p T ) 2 Q s = 3 (p 2) 2 Q s = 3p 6 2 Q s = 3p 8 Para determinar o preço de equilíbrio, basta igualar essa oferta com a função demanda Q d = p; portanto, temos: Q s = Q d 3p 8 = p 13p = 108 p = 8,30 2. O controle de preços por meio de racionamento: a) Significa que a procura é infinitamente elástica. b) Significa que as rendas monetárias não têm influência sobre o preço. c) Significa que nem a oferta nem a procura têm influência na determinação do preço. 53
55 d) É um esforço para reprimir aumentos de preços, deslocando a curva de oferta. e) É um esforço para aumentos de preços, deslocando a curva da procura. RESPOSTA: alternativa c. O controle de preços por meio de racionamento significa que nem a oferta nem a procura têm influência na determinação do preço. As forças de mercado não mais operam. 3. Um tributo diz-se direto quando: a) Incide sobre a renda e a riqueza. b) Incide sobre a produção de bens. c) Incide sobre o valor adicionado em cada fase do processo produtivo. d) É arrecadado diretamente pelo governo. e) Incide sobre a comercialização de mercadorias. RESPOSTA: alternativa a. Os tributos diretos incidem sobre a riqueza e a renda. Apenas os tributos indiretos incidem sobre a produção e comercialização de bens (alternativas b, c e e). 54
56 5 PRODUÇÃO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Quando o Produto Total cai: a) A produtividade média do trabalho é nula. b) A produtividade marginal do trabalho é nula. c) A produtividade média do trabalho é negativa. d) A produtividade marginal do trabalho é negativa. e) A produtividade marginal é maior que a produtividade marginal do trabalho. RESPOSTA: alternativa d. 55
57 Quando o produto total começa a cair, significa que a produtividade marginal passou a ser negativa após o produto total atingir seu máximo. A produtividade média continua positiva (mas declinante) e superior à produtividade marginal. 2. Assinale a alternativa correta: a) Produtividade média é a variação do produto sobre a variação da quantidade de um fator de produção. b) Produtividade marginal é a relação entre o produto e a quantidade de um fator de produção. c) No máximo do produto total, a produtividade média é máxima. d) No máximo do produto total, a produtividade marginal é zero. e) A produtividade média pode tornar-se negativa, após atingir-se o máximo do produto total. RESPOSTA: alternativa d. 56
58 No máximo do produto total, a produtividade marginal é zero. Graficamente: Produto Total ( q) Produto Total 0 N (núm ero de trabalhadores) PM g N PM e N Produtividade M édia da m ão-de-obra 0 N (núm ero de trabalhadores) Produtividade M arginal da m ão-de-obra Lembremos que a produtividade marginal pode ser calculada derivando-se o produto total a cada ponto (é a derivada primeira). No ponto de máximo, sabemos que a derivada primeira é zero (e a derivada segunda menor que zero). A alternativa a define a produtividade marginal, não a média. 57
59 A alternativa b define a produtividade média, não a marginal. Quanto à alternativa e, a produtividade marginal é que pode tornar-se negativa, após o máximo do produto total. 3. A função produção de uma firma alterar-se-á sempre que: a) Os preços dos fatores de produção se alterem. b) A empresa empregar mais de qualquer fator de produção variável. c) A tecnologia predominante sofrer modificações. d) A firma elevar seu nível de produção. e) A demanda elevar-se. RESPOSTA: alternativa c. A função de produção somente se altera (desloca) por fatores exógenos, como mudança da tecnologia e da remuneração dos fatores. Mudanças endógenas, como composição da quantidade de fatores empregada, somente causa movimento ao longo da mesma função de produção. 4. A lei dos rendimentos decrescentes: a) Descreve o sentido geral e a taxa de mudança na produção da firma quando é fixada a quantidade de recursos. b) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais abundantes, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo. c) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais reduzidos, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo. d) É constante, com a observação de que há limites à produção atingível, quando quantidades crescentes de um só fator são aplicadas a quantidades de outros. e) Explica o formato da curva de custo médio de longo prazo. RESPOSTA: alternativa c. A lei dos rendimentos decrescentes refere-se a produtos extras sucessivamente mais reduzidos, obtidos pela adição de medidas 58
60 iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo. Trata-se de um fenômeno que ocorre a curto prazo, período no qual se mantém pelo menos um fator fixo. O produto total cresce inicialmente a taxas crescentes (produtividade marginal crescente). A partir de certo ponto (máximo da produtividade marginal) continua crescendo, mas a taxas decrescentes (produtividade marginal decrescente, mas positiva), até atingir o máximo, e passar a decrescer (produtividade marginal negativa). Graficamente, a produção total comporta-se da seguinte forma: Produto Total Produto Total 0 N (núm ero de tra b a lh a d o res) A função citada é a chamada função de produção: relaciona a quantidade produzida à quantidade de mão-de-obra e de capital (que se mantém fixa a curto prazo). 5. Assinale a alternativa errada: a) A lei dos rendimentos decrescentes prevalece quando tivermos pelo menos um fator de produção fixo. b) Temos rendimentos decrescentes de escala quando, ao aumentarmos todos os fatores de produção, a produtividade média dos fatores se reduz. 59
61 c) A lei dos rendimentos decrescentes é a mesma que a dos rendimentos decrescentes de escala. d) Rendimentos de escala supõem que nenhum fator de produção se mantém fixado. e) A lei dos rendimentos decrescentes diz que, se tivermos um fator de produção fixo, ao aumentarmos a quantidade do fator variável, a produção cresce inicialmente a taxas crescentes, depois decrescentes, para finalmente cair. RESPOSTA: alternativa c. A lei dos rendimentos decrescentes refere-se ao curto prazo, quando pelo menos um fator de produção permanece fixo. O conceito de rendimentos decrescentes de escala refere-se ao longo prazo, quando todos os fatores de produção variam (isto é, não há fatores fixos), e a produção varia menos que proporcionalmente à variação na quantidade total de fatores (a produtividade média dos fatores reduzse). Ainda no que se refere ao conceito de rendimentos de escala: temos rendimentos crescentes de escala (ou economias de escala), quando a produção aumenta mais que proporcionalmente à variação na quantidade total de fatores de produção (a produtividade média dos fatores aumenta), e temos rendimentos constantes de escala, quando a produção varia na mesma proporção da quantidade de fatores (a produtividade média mantém-se constante). As demais alternativas estão corretas. QUESTÕES ADICIONAIS 1. A função de produção, em determinado período: a) É a relação entre a oferta de um produto com seu preço, coeteris paribus. b) É a relação da oferta de um produto com seu preço, com os custos de produção e nível tecnológico. c) É a relação entre a quantidade física produzida e os insumos utilizados na produção. 60
62 d) É a relação de substituição entre capital e mão-de-obra. e) Todas as alternativas citadas estão erradas. RESPOSTA: alternativa c. A função de produção é a relação técnica entre a quantidade física produzida e os insumos utilizados na produção. É um conceito tecnológico que relaciona quantidades físicas de produto (output) e dos fatores de produção (input). A função oferta, à qual se referem as alternativas a e b, relaciona a produção a preços (não quantidades físicas) do produto e dos fatores de produção. É um conceito mais econômico. 2. A função de produção relaciona: a) Custos com fatores de produção. b) Salários com lucros. c) Insumos com produção. d) Custos com produção. e) Preço com quantidade ofertada. RESPOSTA: alternativa c. A função de produção é a relação entre as quantidades físicas de produto e de fatores de produção, ou seja, qual a produção gerada por certa quantidade de insumos. 61
63 6 CUSTOS DE PRODUÇÃO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Se conhecemos a função produção, o que mais precisamos saber a fim de conhecer a função custos: a) A relação entre a quantidade produzida e a quantidade de fatores necessária para obtê-la. b) O custo dos fatores, e como se pode esperar que esses custos variem. c) Que fatores são variáveis. d) Todas as alternativas acima. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. A alternativa a (incorreta) é exatamente a função de produção, que não leva em consideração os custos, somente as relações físicas entre insumos e produtos. A alternativa b é a correta, visto que dada a função de produção (isto é, as possíveis quantidades de insumos e produto), é necessário saber quais são os custos daqueles insumos dados pela função de produção. 62
64 2. Dividindo-se os custos totais de uma firma em fixos e variáveis e considerando-se que: I. os primeiros estão associados ao uso invariável de um fator de produção, logo não variam com o nível de produção; II. os últimos variam com o volume de fatores e alteram-se com o nível de produção; III. pode-se afirmar, então, que, quando opera a lei dos rendimentos decrescentes: a) Os custos totais médios sempre crescem com o aumento da produção. b) Os custos fixos médios e os custos variáveis médios sempre aumentam com a expansão da produção. c) Os custos fixos médios declinam com o aumento da produção e os variáveis médios primeiro declinam e depois aumentam com a expansão da produção. d) Os custos fixos médios não se alteram com a expansão da produção, somente os variáveis médios diminuem. e) Os custos totais médios são sempre declinantes com o aumento da produção. RESPOSTA: alternativa c. Na teoria dos custos de produção, a Lei dos Rendimentos Decrescentes é mais apropriadamente chamada Lei dos custos crescentes, e justifica o formato em U das curvas de custos médios e marginais. Graficamente, temos: C u sto s ($ ) 0 63 (quantidade produzida)
65 Como se observa, a alternativa c é a correta, pois os custos fixos médios declinam, e os custos variáveis médios primeiro declinam e depois aumentam, com o aumento da produção. Vale observar que os custos totais médios são a soma dos custos variáveis médios e dos custos fixos médios. Como os custos fixos médios tendem a zero, os custos totais médios tendem a igualarse aos custos variáveis médios. 3. Aponte a alternativa errada. A curva de custo marginal: a) É o valor tangente da curva de custo total em cada ponto desta. b) Sempre cruza a curva de custo médio em seu ponto de mínimo. c) Sempre cruza a curva de custo variável médio em seu ponto de mínimo. d) a, b e c estão corretas. e) Todas as alternativas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. É incorreto afirmar que todas as alternativas estão erradas, porque três delas estão certas: a, b e c. A curva de custo marginal representa a variação do custo total para a produção de uma unidade extra. Visto que as tangentes em cada ponto da curva de custo total representam exatamente essa variação, a alternativa a está correta. As alternativas b e c são semelhantes e corretas porque, sabendo que os custos fixos (inclusos no custo total) não influem no custo marginal, a curva de custo marginal deve cruzar o mínimo das curvas de custo médio e custo variável médio. 4. Um aumento da produção a curto prazo sempre diminuirá: a) O custo variável médio. b) O custo total médio. c) O custo fixo médio. d) O custo marginal. e) O número de trabalhadores empregados. RESPOSTA: alternativa c. 64
66 Aumento a curto prazo na produção torna operante a Lei dos custos crescentes e considera que o custo fixo não varia. Portanto, um aumento na produção dissolverá mais o custo fixo entre as unidades produzidas, e ele deve diminuir. 5. Se o custo fixo for nulo: a) O custo total é igual ao custo médio. b) O custo médio será maior que o custo marginal. c) O custo marginal será maior que o custo médio. d) O custo médio variável é igual ao custo total. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa e. Aparentemente, a alternativa a estaria correta, mas devemos lembrar que para economistas sempre há algum custo fixo, sejam despesas financeiras, comerciais, administrativas, impostos etc., por mais simples que seja a atividade. Portanto, o exercício não tem resposta correta. 6. Quando o custo médio está declinando: a) O custo marginal deve estar declinando. b) O custo marginal deve estar acima do custo médio. c) O custo marginal deve estar abaixo do custo médio. d) O custo marginal deve estar crescendo. e) Alternativas a e b conjuntamente. RESPOSTA: alternativa c. Para que o custo médio diminua, somente é necessário que o custo marginal esteja abaixo dele, forçando-o a cair, não interessando se o custo marginal está declinando ou crescendo. 7. A Lei dos custos crescentes refere-se ao seguinte fato: a) Quando a população crescer, a cota per capita de A (na ausência de uma mudança tecnológica) tenderá a cair. b) Quando a produção de A crescer, o custo monetário total para a produção também cresce. c) Os custos totais crescem sempre a taxas crescentes. 65
67 d) Os custos médios e marginais primeiro caem, para depois crescerem, quando existirem fatores fixos. e) Mostram que os custos totais crescem a taxas decrescentes. RESPOSTA: alternativa d. A Lei dos custos crescentes refere-se ao fato de que os custos médios e marginais primeiro caem para depois crescerem, quando existirem fatores fixos. Isso se deve a que a produtividade dos fatores cai com seu uso e, conseqüentemente, os custos aumentam. 8. Aponte a alternativa errada: a) O custo marginal corta o custo médio no mínimo do custo médio. b) O custo fixo médio é constante a curto prazo. c) Com o aumento da produção, o custo total médio tende a igualar o custo variável médio. d) A longo prazo não existem custos fixos. e) As alternativas a, c e d estão corretas. RESPOSTA: alternativa b. Observando o gráfico a seguir: C u sto s ($ ) 0 66
68 notamos que a única alternativa errada é a b, pois o custo fixo médio (dado pela relação entre custo fixo total e quantidade produzida) cai com o aumento da produção. Na verdade, é o custo fixo total (não o médio) que é constante a curto prazo. 9. Ocorrem economias externas para uma firma se: a) A expansão da indústria, à qual pertence a firma, aumenta os custos totais dessa firma. b) O governo impõe um imposto sobre o produto da firma. c) A expansão da indústria, à qual pertence a firma, diminui os custos totais dessa firma. d) Penetram no mercado dessa firma outras firmas concorrentes. e) Aumenta a demanda pelo produto da firma. RESPOSTA: alternativa c. Ocorrem economias externas para uma firma se a expansão da indústria, à qual ela pertence, diminui os custos totais dessa firma. As economias externas também são chamadas de externalidades positivas. No caso de a expansão da indústria (ou setor) levar a aumentos dos custos da firma, temos deseconomias externas ou externalidades negativas (é o caso da alternativa a). 10. Quando uma empresa provoca deseconomias externas: a) Os custos privados são maiores que os custos sociais. b) Os custos sociais são maiores do que os custos privados. c) Não há diferença entre custos privados e sociais. d) Está provocando externalidades positivas. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Deseconomias externas significam externalidades negativas, isto é, a empresa está operando e exportando custos para outras empresas (custos sociais) maiores que seus próprios custos privados. 67
69 QUESTÕES ADICIONAIS 1. O que acontece com o preço e a quantidade de equilíbrio quando aumentam os custos de produção de um bem qualquer? a) O preço sobe e a quantidade cai. b) O preço cai e a quantidade aumenta. c) Preço e quantidade caem. d) Preço e quantidade sobem. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. O aumento dos custos de produção de um bem causa redução da oferta do bem (deslocamento da curva de oferta para cima) resultando no aumento do preço e redução da quantidade. 2. Aponte a alternativa incorreta: a) A longo prazo, não existem custos fixos. b) Uma curva de custo médio de longo prazo constante indica a existência de rendimentos constantes de escala. c) A isoquanta representa infinitas combinações de mão-de-obra e de capital que representam o mesmo custo total de produção. d) Rendimentos decrescentes de escala têm o mesmo significado de deseconomias de escala. e) Os custos de longo prazo representam horizontes de planejamento, não os custos efetivamente incorridos. RESPOSTA: alternativa c. A isoquanta representa infinitas combinações de mão-de-obra e capital que representam a mesma quantidade produzida. As combinações de mão-de-obra e de capital que levam ao mesmo custo total de produção são denominadas de isocusto. 68
70 7 ESTRUTURAS DE MERCADO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Se o custo marginal exceder a receita marginal, no intervalo em que o custo marginal é crescente, a firma deve: a) Expandir a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal. b) Contrair a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal. c) Contrair a produção até que a receita marginal iguale o lucro marginal. d) Contrair a produção até que o custo marginal iguale o lucro marginal. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. 69
71 O fato de o custo marginal crescente estar acima da receita marginal significa que quanto mais a produção for aumentada, maior será o prejuízo da firma. Portanto, a firma deve contrair a produção até que o custo marginal caia e fique igual à receita marginal (e seu lucro será maximizado). 2. Não é característica da concorrência pura : a) Os preços podem subir ou baixar, sem qualquer restrição. b) O produto de cada vendedor é idêntico ao dos demais. c) Há substancial mobilidade dos recursos na economia. d) Os produtos de diferentes vendedores são diferenciados. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Uma das hipóteses básicas do modelo de concorrência perfeita é a da homogeneidade, segundo a qual todas as empresas produzem bens idênticos. A alternativa d caracteriza uma estrutura de mercado em concorrência monopolística, e não pura (ou perfeita). Pode também ser característica de alguns setores oligopolizados (automóveis etc.). 3. Em concorrência perfeita, uma firma estará em equilíbrio de curto prazo no nível de produção em que: a) O custo médio mínimo for igual ao preço. b) O custo marginal for igual ao preço. c) A receita média for igual à receita marginal. d) O custo variável médio for igual à receita marginal. e) O custo fixo médio for igual ao preço. RESPOSTA: alternativa b. Independente da forma de mercado, uma empresa maximiza lucros quando a receita marginal (RMg) iguala o custo marginal (CMg). Afinal, se: RMg > CMg: o lucro está crescendo (as receitas adicionais superam os custos adicionais); RMg < CMg: o lucro está caindo (as receitas adicionais são inferiores aos custos adicionais). 70
72 Portanto, apenas quando RMg = CMg temos o lucro máximo. Em concorrência perfeita, o preço do bem é dado para a firma individual (ela não tem poder de afetar o preço que é fixado pelo mercado). Assim, a receita adicional (RMg), por unidade vendida, é o próprio preço do bem, fixado pelo mercado: p = RMg e a condição de equilíbrio de curto prazo (ou seja, de maximização de lucros) fica: CMg = p Custo marginal = preço 4. Em concorrência perfeita, a curto prazo, a firma não produz abaixo do ponto mínimo da curva: a) Custo médio. b) Custo marginal. c) Custo variável médio. d) Custo fixo médio. e) Custo variável total. RESPOSTA: alternativa c. A firma só consegue operar acima de seu ponto de fechamento, em que o custo médio variável é mínimo e garante-se o pagamento pelo menos dos custos fixos, sem os quais a firma não funciona. 5. Em concorrência perfeita, a curva de oferta da firma será dada: a) Pela curva de custo variável médio. b) Pela curva de custo marginal, acima do custo variável médio mínimo. c) Pela curva de custo médio, acima do custo marginal. d) Pela curva de receita marginal. e) Pela curva de custo marginal, acima do custo fixo médio. RESPOSTA: alternativa b. 71
73 A curva de custo marginal representa a oferta, pois quando há um aumento de demanda (observável pelo aumento do preço), a empresa deve aumentar a quantidade produzida e terá custos para isso (custos marginais), ou seja, os custos marginais refletem a oferta. Deve ser acima do custo variável médio mínimo, pois esse é o ponto de fechamento da empresa: ela não consegue arcar com os custos fixos e torna-se impossível seu funcionamento. 6. No modelo de concorrência perfeita, indique a proposição falsa: a) A receita marginal é igual à receita média. b) A curva de demanda tem elasticidade-preço nula. c) A firma produz acima do ponto mínimo da curva de custo variável médio. d) As firmas são tomadas de preço no mercado. e) A longo prazo, existem apenas lucros normais. RESPOSTA: alternativa b. A única alternativa incorreta é a b, pois em concorrência perfeita a elasticidade-preço é infinita (os consumidores têm muitas alternativas para deixar de comprar o produto de uma empresa e, por isso, não absorvem sequer aumentos infinitesimais de preço). 7. A quantidade que uma firma deverá produzir para maximizar seus lucros: a) Pode comumente ser determinada pelo estudo de sua escala de procura ou de receita. b) Deve ser estabelecida procurando-se a produção que acarrete o custo total mais baixo. c) Deve ser estabelecida procurando-se a produção com o menor custo marginal. d) Depende de uma comparação dos custos fixos com os custos variáveis. e) Encontra-se no ponto em que a curva do custo total estará a maior distância vertical, abaixo da curva de receita total. RESPOSTA: alternativa e. 72
74 Quanto maior for a distância entre a curva de receita total e de custo total quando a primeira estiver acima da segunda, maior será o lucro total da firma, ou seja, ela maximizou seu lucro. 8. No longo prazo, uma firma obtém lucro máximo vendendo a quantidade de um bem ou serviço que iguala o custo marginal à receita marginal. Em concorrência perfeita, essa quantidade: a) Promove lucro superior ao normal. b) Promove lucros extraordinários para a firma, tornando-a, a longo prazo, monopolista. c) Não pode ser produzida, pois na concorrência perfeita não existe lucro. d) Promove apenas lucro normal. e) Corresponde ao máximo que a firma pode produzir. RESPOSTA: alternativa d. O lucro normal representa o que o empresário obteria em outra atividade (ou seja, é o custo de oportunidade de optar por uma atividade, em vez de outra). E as curvas de custos, na teoria econômica, devem incluir tais custos (implícitos), além dos custos explícitos (que envolvem desembolso financeiro). Quando a receita total (RT) supera o custo total (CT), temos lucros extraordinários, acima dos lucros normais, embutidos nos custos totais (CT). Em concorrência perfeita, há a presença de lucros extraordinários a curto prazo e, dadas as hipóteses, reduzir-se-á o preço de mercado, até chegar-se a um ponto em que não existirão mais lucros extraordinários, ou seja: LT = RT CT = 0 Cessa, dessa forma, a entrada de novas firmas. Nesse ponto, existirão apenas lucros normais, embutidos nos custos totais. Vale observar que tal não ocorre em monopólio ou oligopólio, onde existem barreiras à entrada de novas empresas, com o que persistirão lucros extraordinários, mesmo a longo prazo. 73
75 9. Em monopólio, a curva de oferta será dada: a) Pela curva de custo variável médio. b) Pela curva de custo marginal, acima do custo variável médio. c) Pela curva de custo marginal, acima do custo fixo médio. d) Pela curva de receita marginal. e) Em monopólio não existe uma curva de oferta. RESPOSTA: alternativa e. Em monopólio não existe curva de oferta, pois não há uma relação definida entre preço e quantidade: a empresa pode ofertar a mesma quantidade e o preço pode ser diferente, dependendo apenas da curva de demanda, formando um ponto único sobre esta curva, que será a oferta. 10. Não é característica do monopólio: a) Barreiras à entrada de novas firmas. b) Transparência de mercado. c) Produto sem substitutos próximos. d) Lucros extraordinários a longo prazo. e) Lucros extraordinários a curto prazo. RESPOSTA: alternativa b. O monopólio não tem transparência de mercado para evitar que novas empresas tentem entrar no mercado. Por exemplo, empresas monopolistas não divulgam sua tecnologia, sua fonte de matériaprima, seu processo produtivo, sua capacidade ociosa etc. para conseguir manter seus privilégios e seus lucros extraordinários. 11. De acordo com a teoria microeconômica, a diferença básica entre firmas que operam em concorrência perfeita e firmas que operam em monopólio (monopolista) é que: a) O monopolista não pode cobrar um preço que lhe proporcione lucro substancial, ao passo que o concorrente perfeito sempre pode ter um lucro desse tipo. b) O concorrente perfeito pode vender quanto quiser a determinado preço, enquanto o monopolista tem que reduzir 74
76 seu preço, sempre que quiser qualquer aumento de suas vendas. c) A elasticidade da procura diante do monopolista tem um valor maior do que a elasticidade da procura ante o concorrente perfeito. d) O monopolista procura maximizar lucros, enquanto o concorrente perfeito procura igualar o preço ao custo médio. e) O monopolista apresenta uma curva de custo médio sempre decrescente, enquanto o concorrente perfeito não apresenta nenhuma curva de custos. RESPOSTA: alternativa b. De acordo com a teoria microeconômica, uma diferença básica entre firmas que operam em concorrência perfeita e a firma que opera em monopólio (monopolista) é que o concorrente perfeito pode vender quanto quiser a determinado preço, enquanto o monopolista tem que reduzir seu preço sempre que quiser qualquer aumento de suas vendas. Isso porque, para o monopolista, a curva de demanda do mercado é a própria curva de demanda do monopolista, enquanto para o produtor, no regime de mercado de concorrência perfeita, a curva de demanda é infinitamente elástica (isto é, vende tudo o que quiser ao preço dado pelo mercado). 12. Oligopólio significa: a) O mesmo que concorrência imperfeita. b) Uma situação em que o número de firmas no mercado é grande, mas os produtos não são homogêneos. c) Uma situação em que o número de firmas concorrentes é pequeno, ou uma situação em que, mesmo com grande número de firmas, poucas dominam o mercado. d) A condição especial da concorrência perfeita que se acha próxima do monopólio. e) Que as firmas são monopolistas entre si. RESPOSTA: alternativa c. 75
77 Oligopólio significa uma situação em que o número de firmas concorrentes é pequeno ou uma situação em que, mesmo com grande número de firmas, poucas dominam o mercado. Um exemplo do primeiro caso é a indústria automobilística; e do segundo caso a distribuição de bebidas, em que poucas empresas respondem pela maior fatia do faturamento do setor. 13. Aponte a alternativa incorreta: a) A principal diferença entre um mercado em concorrência monopolista e um mercado em concorrência perfeita é que o primeiro refere-se a produtos diferenciados, enquanto o segundo diz respeito a produtos homogêneos. b) A longo prazo, os mercados monopolistas e oligopolistas apresentam lucros extraordinários. c) Nos modelos clássicos de oligopólio, o objetivo das empresas é a maximização do mark-up. d) Em concorrência perfeita, a demanda para a firma é infinitamente elástica. e) As barreiras à entrada de novas firmas em mercados concentrados (monopólio, oligopólio) permitem a existência de lucros extraordinários a longo prazo. RESPOSTA: alternativa c. Nos modelos clássicos de oligopólio, o objetivo das empresas é a maximização de lucros. As demais alternativas estão corretas, como o leitor pode observar no texto. 14. Aponte a alternativa errada: a) Em monopólio, existem barreiras à entrada de novas empresas no mercado. b) Em concorrência perfeita, os produtos são homogêneos. c) Em oligopólio, a curva de demanda é infinitamente elástica. d) A curva de oferta em concorrência perfeita é o ramo crescente da curva de custo marginal, acima do custo variável médio. e) Em concorrência monopolística, os produtos são diferenciados. RESPOSTA: alternativa c. 76
78 Em oligopólio, a curva de demanda costuma ser relativamente inelástica, visto que todo o mercado do bem produzido em oligopólio é atendido por poucas empresas, não dando mais alternativas para os consumidores trocarem o produto pelo da outra empresa. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa falsa: a) A longo prazo, não existem custos fixos. b) Uma empresa que não consiga cobrir seus custos fixos deve encerrar suas atividades. c) A curva de custo variável médio é cortada no ponto de mínimo pela curva de custo marginal. d) O conceito de economias de escala é equivalente ao de rendimentos crescentes de escala. e) A longo prazo, o custo total é igual ao custo variável total. RESPOSTA: alternativa b. A empresa só deve parar a produção se não conseguir cobrir os custos variáveis (como salários) e, mesmo assim, somente se a previsão for que esta situação perdurará. A firma, conseguindo pagar pelo menos os custos variáveis, deve continuar a operar. 2. Se uma empresa, monopolista absoluta na produção do bem X, maximizadora de lucros, for constrangida a pagar ao governo, com tributo, uma quantia fixa por período de tempo, independentemente da quantidade produzida de X no período: a) Reduzirá a produção e aumentará o preço de venda. b) Manterá inalterados a quantidade produzida de X e o preço de venda, não transferindo o tributo ao consumidor. c) Transferirá integralmente o tributo ao consumidor, dados os poderes de mercado que detém. d) Manterá inalterado o preço e reduzirá a produção. e) Manterá a produção inalterada e aumentará o preço de venda na medida da divisão do tributo pelo volume da produção. RESPOSTA: alternativa b. 77
79 O monopolista manterá inalterados a quantidade produzida de X e o preço de venda, não transferindo o tributo ao consumidor. Contudo, cabe destacar que a resposta é correta apenas se o monopolista não tiver prejuízo econômico. No caso de incorrer em prejuízo econômico, a empresa deverá sair do mercado no longo prazo. Isso acontece porque, pagando uma quantia fixa, o imposto afeta apenas os custos fixos do monopolista e não seus custos variáveis. Conseqüentemente, a curva de custo marginal permanecerá inalterada e o ponto de maximização de lucro será o mesmo. 3. Assinale a afirmação falsa. a) A curva da oferta de um bem X, se for uma reta e passar pela origem dos eixos de preços e quantidades, terá coeficiente de elasticidade-preço unitário. b) A curva de oferta da indústria, no prazo e em regime de concorrência perfeita, será a soma das quantidades oferecidas por todas as firmas. c) A curva de oferta indica os preços máximos capazes de induzir os vendedores a colocar as várias quantidades no mercado. d) A oferta do monopolista, no curto prazo em condições de demanda e custos inalterados, é um único ponto que indica uma quantidade e um preço. e) A curva de oferta de uma firma, no curto prazo e em regime de concorrência perfeita, será a curva de custo marginal para todas as quantidades iguais ou superiores àquela para a qual o custo variável médio é mínimo. RESPOSTA: alternativa c. A curva de oferta indica os preços mínimos capazes de induzir os vendedores a colocar as várias quantidades no mercado. As demais alternativas estão corretas. 78
80 Parte III Macroeconomia 8 FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA QUESTÕES PROPOSTAS 1. Assinale a alternativa errada: a) A política de rendas corresponde basicamente aos controles de preços e salários. b) A política monetária tem aplicação mais imediata que a política fiscal. c) A política tributária é um tipo de política fiscal. d) A política cambial, no setor externo, refere-se a alterações na taxa de câmbio. e) Todas as alternativas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. A alternativa e é incorreta, porque todas as alternativas anteriores estão exatas. A política de rendas controla preços e salários da economia, isto é, as rendas da economia. A política monetária aplica-se mais rapidamente que a fiscal, pois esta depende de votações e sua aplicação é mais demorada após a decisão de efetuá-la ter sido tomada. Políticas tributárias e de gastos do governo são os tipos de política fiscal. A política cambial refere-se à atuação do governo em relação ao setor externo via taxa de câmbio. 79
81 2. A política fiscal de um governo pode ser definida como sua política relativa à (ao)(aos): a) Relação entre o total de suas compras de bens e serviços e o total de seus pagamentos de pensões. b) Regulamentação de atividades bancárias e de crédito. c) Total e aos tipos de despesas e à maneira de financiar essas despesas (tributação, levantamento de empréstimos etc.). d) Serviços de educação, saúde e segurança nacional. e) Regulamentação de impostos. RESPOSTA: alternativa c. Deve-se falar tanto em gastos, como no financiamento de tais gastos. Assim, a política fiscal refere-se às despesas do governo e ao financiamento dessas despesas. As alternativas a e d referem-se somente a gastos, a alternativa e cita somente financiamento e a alternativa b refere-se à política monetária. 3. A política monetária e a política fiscal diferem, essencialmente, pelo seguinte fato: a) A política monetária trata dos recursos totais arrecadados e dos gastos pelo governo, enquanto a política fiscal trata das taxas de juros. b) A política fiscal procura estimular ou desestimular as despesas de investimento e de consumo, por parte das empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e a disponibilidade de crédito, enquanto a política monetária funciona diretamente sobre as rendas por meio da tributação e dos gastos públicos. c) A política monetária procura estimular ou desestimular as despesas de consumo e de investimento, por parte das empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e a disponibilidade de crédito, enquanto a política fiscal funciona diretamente sobre as rendas mediante a tributação e os gastos públicos. d) Não há, essencialmente, diferença entre as duas, uma vez que os objetivos e as técnicas de operações são os mesmos. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. 80
82 A política monetária e a política fiscal diferem, essencialmente, pelo seguinte fato: a política monetária procura estimular ou desestimular as despesas de consumo e de investimento, por parte das empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e a disponibilidade de crédito, enquanto a política fiscal atua diretamente sobre as rendas por meio da tributação e dos gastos públicos. A resposta poderia ser complementada com o fato de que a política monetária é mais imediata (bastando uma resolução das autoridades monetárias), enquanto a política fiscal é mais lenta, pois, além de ser necessária sua votação no Congresso Nacional, só pode ser implementada no exercício seguinte (princípio da anterioridade). 4. No mercado de trabalho, são determinadas quais das seguintes variáveis macroeconômicas? a) Nível de emprego e salário real. b) Nível de emprego e salário monetário. c) Nível geral de preços e salário real. d) Salário real e salário monetário. e) Nível de emprego e nível geral de preços. RESPOSTA: alternativa b. No mercado de trabalho, mediante o equilíbrio entre a oferta de mão-de-obra por parte dos trabalhadores e da demanda de mão-deobra por parte das empresas, determinam-se o nível de emprego e o salário monetário (nominal, corrente). A determinação do nível de salário real depende do nível geral de preços, que se forma no mercado de bens e serviços. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Uma medida de política fiscal pura, anti-recessiva, materializa-se por meio de: a) Aumento de gastos do governo e/ou redução da carga tributária acompanhados de um aumento nos meios de pagamento. 81
83 b) Redução de gastos do governo e/ou aumento da carga tributária acompanhados de um aumento nos meios de pagamento. c) Aumento de gastos do governo e/ou redução da carga tributária com meios de pagamento constantes. d) Redução dos gastos do governo e/ou aumento da carga tributária com meios de pagamentos constantes. e) Aumento dos meios de pagamento com gastos do governo e carga tributária constantes. RESPOSTA: alternativa c. Uma medida de política fiscal pura, anti-recessiva, materializase por meio de aumento do governo e/ou redução da carga tributária com meios de pagamento constantes. Uma política fiscal pura é sempre financiada pela arrecadação, e não por políticas monetárias. 2. A política monetária via orçamento monetário tem por objetivos principais a perfeita coordenação das seguintes variáveis: a) Nível de atividade econômica; taxa de inflação; taxa de juros e nível de liquidez em patamares desejados. b) Concessão de subsídios ao setor produtivo; fazer baixar a taxa de inflação; aumentar os meios de pagamentos. c) Zerar o déficit orçamentário do governo; combater a inflação; controlar a taxa de juros. d) Compatibilizar a arrecadação de impostos com as despesas do governo; gerar superávits orçamentários e aumentar a liquidez do sistema financeiro. e) Taxa de câmbio, taxa de juros e emprego. RESPOSTA: alternativa a. A política monetária via orçamento monetário tem por objetivos principais a perfeita coordenação das seguintes variáveis: nível de atividade econômica, taxa de inflação, taxa de juros e nível de liquidez em patamares desejados. 82
84 As demais alternativas já envolvem também instrumentos de política fiscal (subsídios, impostos etc.). 9 CONTABILIDADE SOCIAL QUESTÕES PROPOSTAS 1. Em Economia, formação de capital significa especificamente: a) A compra de qualquer mercadoria nova. b) Investimento líquido. c) A tomada de dinheiro emprestado. d) A venda ao público de qualquer nova emissão de ações. e) Poupança. RESPOSTA: alternativa b. Formação de capital significa investimento líquido, isto é, os investimentos realizados no período menos a depreciação do estoque de capital do período anterior. 2. O Produto Interno Bruto, a preço de mercado, equivale a: 83
85 a) Produto Interno Bruto a custo de fatores + renda líquida enviada ao exterior. b) Produto Interno Líquido a custo de fatores + impostos indiretos + depreciação subsídios. c) Produto Interno Líquido a preço de mercado + amortização de empréstimos externos. d) Produto Nacional Líquido a preço de mercado + dívida externa bruta. e) Produto Nacional Bruto a preço de mercado + impostos indiretos subsídios. RESPOSTA: alternativa b. O produto bruto é igual a produto líquido mais depreciação. Produto a preço de mercado é igual a produto a custo de fatores mais os impostos indiretos menos os subsídios do governo. Portanto, Produto Interno Bruto, a preço de mercado, equivale a Produto Interno Líquido a custo de fatores mais impostos indiretos e depreciação menos os subsídios. 3. Considerando-se os dois grandes agregados macroeconômicos: Produto Interno Bruto (a preços de mercado) e Produto Nacional Bruto (a preços de mercado), em um sistema econômico aberto como, por exemplo, o brasileiro, se o país remete mais renda para o exterior do que dele recebe, teremos: a) PIBpm > PNBpm b) PIBpm < PNBpm c) PIBpm = PNBpm d) As transações com o exterior não afetam nem o PIB nem o PNB. e) Importações > exportações. RESPOSTA: alternativa a. Sabemos que PIB = PNB RLFE, isto é, o produto interno (renda produzida dentro do país) é o produto nacional (renda que efetivamente pertence ao país) menos a renda líquida de fatores 84
86 externos (remuneração dos fatores externos). Se RLFE é positiva, o PIB é maior que o PNB. 4. Suponha uma economia em que não exista governo nem transações com o exterior. Então: a) PIBpm > PIBcf > RNB. b) PIBpm < PIBcf < RNB. c) PIBpm = PIBcf > RNB. d) PIBpm = PIBcf < RNB. e) PIBpm = PIBcf = RNB. sendo: PIBpm Produto Interno Bruto a preço de mercado. PIBcf Produto Interno Bruto a custo de fatores. RNB Renda Nacional Bruta. RESPOSTA: alternativa e. Como não existe governo, não temos impostos indiretos e subsídios, o que torna o PIB a preços de mercado igual ao PIB a custo de fatores, isto é: PIBpm = PIBcf Como não há transações com o exterior, não há diferença entre a RNB (ou PNB) e o PIB, e então temos: PIBpm = PIBcf = RNB 5. O Produto Nacional de um país, medido a preços correntes, aumentou consideravelmente entre dois anos. Isso significa que: a) Ocorreu um incremento real na produção. b) O investimento real entre os dois anos não se alterou. c) O país está atravessando um período inflacionário. d) O país apresenta taxas significativas de crescimento do produto real. e) Nada se pode concluir, pois é necessário ter informações sobre o comportamento dos preços nesses dois anos. 85
87 RESPOSTA: alternativa e. Considerando, por exemplo, os anos 1990 e 1991, o produto nacional a preços correntes é dado por: PN 90 = Σ p 90 q 90 PN 91 = Σ p 91 q 91 Ou seja, ele pode ter crescido devido apenas ao aumento de preços. Para aferirmos o crescimento real da economia, precisamos do PN a preços constantes de um dado ano (o chamado PN real), que é obtido deflacionando-se o PN a preços correntes (chamado PN nominal ou monetário), por um índice de preços. 6. As Contas Nacionais do Brasil fornecem os seguintes dados (valores hipotéticos, em milhões de reais): I. Renda Nacional Líquida a custo de fatores: II. Impostos Indiretos: III. Impostos Diretos: 500 IV. Subsídios: 100 V. Transferências: 200 VI. Depreciação: 400 VII. Renda Líquida enviada ao exterior: 0 Os índices de carga tributária bruta e líquida serão, respectivamente (desprezando-se os algarismos a partir da terceira casa decimal): a) 30,00 e 25,24. b) 19,04 e 14,29. c) 24,00 e 19,05. d) 27,77 e 23,02. e) 23,80 e 19,04. RESPOSTA: alternativa e. Sabendo-se que a expressão Renda Nacional refere-se à Renda Nacional Líquida a custo de fatores (RNLcf ), temos: 86
88 RNBcf = RNLcf + Depreciação = = PNBpm = RNBcf + Impostos indiretos Subsídios = = PIBpm = PNBpm Renda líquida enviada ao exterior = = O Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB ) é igual a: ICTB = Ti + Td. 100 PIBpm onde: Ti = tributos indiretos = e Td = tributos diretos = 500 Portanto, o Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB) será: ICTB = = 23,80% O ICTL, o Índice de Carga Tributária Líquida, será igual a: ICTL = Ti + Td Tr Sub. 100 PIBpm sendo: Tr = transferências do governo ao setor privado e Sub = Subsídios. Portanto, temos que: ICTL = = 19,04% Em uma economia, a renda enviada para o exterior é maior que a renda recebida do exterior. Então: a) O Produto Interno Bruto é maior que o Produto Nacional Bruto. b) O Produto Interno Bruto é menor que o Produto Nacional Bruto. c) O Produto Interno Bruto é igual ao Produto Nacional Bruto. 87
89 d) O Produto Interno Bruto a custo de fatores é maior que o Produto Interno Bruto a preços de mercado. e) O Produto Nacional Bruto a custo de fatores é menor que o Produto Nacional Bruto a preços de mercado. RESPOSTA: alternativa a. O Produto Interno Bruto (PIB) é igual ao Produto Nacional Bruto (PNB) mais a renda enviada ao exterior (RE), menos a renda recebida do exterior (RR), isto é: Se RE > RR, segue que PIB = PNB + RE RR PIB > PNB. 8. Com os dados abaixo, para uma economia hipotética, responda às questões 8a e 8b. PIB a preços de mercado Tributos indiretos 500 Subsídios 250 Consumo final das famílias 400 Formação bruta de capital fixo 400 Variação de estoques 100 Exportações de bens e serviços de não fatores 500 Importações de bens e serviços de não fatores 100 Depreciação 100 Impostos diretos 200 Transferências de assistência e previdência 150 Outras receitas correntes líquidas do governo 600 Juros da dívida pública interna 100 Poupança corrente do governo (superávit) 100 8a. O consumo final das administrações públicas é igual a: a) unidades monetárias. b) 650 unidades monetárias. c) 600 unidades monetárias. d) 550 unidades monetárias. e) 700 unidades monetárias. 88
90 RESPOSTA: alternativa e. No Sistema de Contas Nacionais, a conta das administrações públicas é apresentada da forma a seguir. Os números referem-se aos dados do exercício. Débitos Créditos Consumo final das administrações públicas: Subsídios ao setor privado Transferência de assistência e previdência Juros da dívida pública interna Saldo: Poupança corrente do governo Tributos indiretos Tributos diretos Outras receitas correntes do governo TOTAL DOS DÉBITOS CORRENTES TOTAL DAS RECEITAS CORRENTES... Substituindo os valores do exercício neste razonete, o consumo final das administrações é calculado por resíduo, já que temos todos os valores dos demais itens. O Total das Receitas e dos Débitos Correntes é igual a 1.300, com o que chegamos a 700 unidades monetárias para o consumo final das administrações públicas. 8b. O total das receitas correntes do governo é: a) unidades monetárias. b) unidades monetárias. c) unidades monetárias. d) unidades monetárias. e) 800 unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. Utilizando o razonete da questão anterior e os dados da tabela, basta somar o total dos créditos (Tributos indiretos Tributos 89
91 diretos Outras receitas correntes líquidas do governo 600), e chegamos ao total das Receitas correntes do governo = Em determinada economia (valores hipotéticos), o Produto Nacional Líquido a custo dos fatores é 200. Sabendo-se que: Renda líquida enviada ao exterior: 50. Impostos indiretos: 80. Subsídios: 20. Depreciação: 80. Calcule o valor do Produto Interno Bruto a preços de mercado a) 310 b) 290 c) 230 d) 390 e) 270 RESPOSTA: alternativa d. Primeiramente, chegaremos a fórmula do PIB a preços de mercado: PIBpm = PNBpm + RLEE PIBpm = (PNLpm + d) + RLEE PIBpm = [(PNLcf + Ti Sub) + d] +RLEE Sabendo que PNLcf = 200, RLEE = 50, Ti = 80, Sub = 20 e d = 80, temos: PIBpm = [( ) + 80] + 50 PIBpm = A diferença entre Renda Nacional Bruta e Renda Interna Bruta é que a segunda não inclui: a) O valor das importações. b) O valor da renda líquida de fatores externos. c) O valor dos investimentos realizados no país por empresas estrangeiras. 90
92 d) O valor das exportações. e) O saldo da balança comercial do país. RESPOSTA: alternativa b. A Renda Nacional Bruta inclui em sua contabilidade a renda líquida de fatores externos, enquanto a Renda Interna Bruta a desconsidera. 11. O salário mensal de determinada categoria de trabalhadores era de $ ,00 em 1990 e $ ,00 em Os índices de custo de vida correspondentes são 100 para 1990 e 240 para Logo, o salário real em 1991, em valores constantes de 1990, é: a) $ ,00 b) $ ,00 c) $ ,00 d) $ ,00 e) $ ,00 RESPOSTA: alternativa c. Considerando que salário real 91/90 valores constantes de 90, temos: é o salário real em 91 a Salário real 91/90 = Salário nominal 91 Índice depreços Salário real 91/90 = = $ Não é considerada uma transação da economia informal: a) Mercado paralelo do dólar. 91
93 b) Empregado não registrado em carteira. c) Autônomos que não fornecem recibo pelo pagamento de seu serviço. d) Aluguel estimado do caseiro de uma fazenda. e) Guardadores de automóveis não registrados. RESPOSTA: alternativa d. Todas as respostas representam desobediência civil de atividades econômicas regulares de mercado, exceto o aluguel estimado do caseiro de uma fazenda, já que consiste numa renda implícita do proprietário da fazenda e, embora não apareça no mercado, é computado no Produto Nacional. 13. Para fins de contabilidade social, qual das despesas governamentais abaixo é considerada transferência: a) Cursos de alfabetização de adultos. b) Manutenção de aeroportos. c) Manutenção de estradas. d) Salários de funcionários aposentados. e) Vacinação em massa. RESPOSTA: alternativa d. Transferência do governo é uma transação que aparece no mercado, mas é excluída do Produto Nacional, pois não o altera. Somente é considerada a transferência direta, isto é, sem considerar os serviços prestados pelo governo. Portanto, salários de funcionários aposentados representam transferência governamental. Cursos de alfabetização não são uma transferência, pois são serviços do governo (bolsas de estudo seriam). 14. Se compararmos a matriz insumo-produto com o sistema de contas nacionais de um país, num mesmo período, veremos que: a) Não há relação alguma entre a matriz e o sistema. b) Ambos incluem os fluxos financeiros da economia. c) A matriz inclui as transações intermediárias, e o sistema não. 92
94 d) A matriz é elaborada em termos de estoques, e o sistema, em termos de fluxos. e) A matriz permite calcular o estoque de capital nacional, e o sistema, o produto nacional. RESPOSTA: alternativa c. A matriz é uma radiografia da estrutura da economia, pois mostra toda a cadeia produtiva, ou seja, inclui transações com bens e serviços intermediários, diferentemente do sistema de contas nacionais, que inclui somente bens e serviços finais. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa correta: a) O investimento em ações é um componente do investimento agregado, no sentido da contabilidade social. b) Não existe dupla contagem quando se agrega o valor adicionado da indústria de pneus com o valor adicionado da indústria de automóveis. c) A diferença entre o PIB e o PNB é dada pelas exportações e pelas importações. d) A renda a custo de fatores é calculada a partir do produto a preços de mercado, retirado o valor dos impostos diretos e somados os subsídios governamentais. e) A renda líquida dos fatores externos inclui o valor das amortizações de empréstimos financeiros tomados pelo país. RESPOSTA: alternativa b. Não existe dupla contagem na medição do PIB, pelo fato de estarem sendo somados os valores adicionados, excluindo as compras intermediárias. 2. Assinale a alternativa incorreta: a) Economia informal é a mesma coisa que economia subterrânea. 93
95 b) O produto nacional a preços de mercado é dado pela renda nacional a custo de fatores, somados os impostos indiretos e retirados os subsídios do governo. c) O Produto Nacional Líquido é a diferença entre o Produto Nacional Bruto e a depreciação de ativos fixos. d) Os gastos das empresas estatais não são considerados como gastos do governo, de acordo com a contabilidade social. e) O Índice de Desenvolvimento Humano da ONU reflete mais adequadamente o padrão de desenvolvimento humano e social dos países. RESPOSTA: alternativa a. O conceito de economia informal refere-se à desobediência civil de atividades formais de mercado, como, por exemplo, a sonegação de impostos, a falta de registro em carteira de empregados, enquanto o conceito de economia subterrânea inclui atividades ilegais ou marginais, como contrabando, tráfico etc. 94
96 10 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RENDA E PRODUTO NACIONAIS; O MERCADO DE BENS E SERVIÇOS QUESTÕES PROPOSTAS 1. No modelo keynesiano básico de determinação da renda, assinale a alternativa errada: a) Para que haja equilíbrio, a soma dos vazamentos deve ser igual à das injeções. b) Para que haja equilíbrio, a oferta agregada deve igualar a demanda agregada. c) Renda de equilíbrio é o mesmo que renda de pleno emprego. d) No equilíbrio da renda, numa economia fechada e sem governo, os investimentos planejados devem igualar as poupanças planejadas. e) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. RESPOSTA: alternativa c. A alternativa c é a única incorreta, já que no modelo keynesiano básico a renda de equilíbrio pode estar abaixo da renda de pleno emprego, dependendo da demanda agregada da economia. 2. Supondo investimentos autônomos em relação à renda nacional, se os indivíduos desejarem poupar mais nos diversos níveis de renda planejada, no novo equilíbrio ter-se-á: a) O nível de renda e de poupança aumentará. 95
97 b) O nível de investimento realizado excederá o da poupança realizada. c) O nível de investimento realizado será menor que o da poupança realizada. d) O nível de poupança será constante e o da renda diminuirá. e) O nível de poupança se elevará e o de consumo se reduzirá, mas a renda permanecerá constante. RESPOSTA: alternativa d. Quando os indivíduos desejam poupar mais, para os diversos níveis de renda planejada, tem-se um deslocamento da curva de poupança de S 0 para S 1, como mostra o gráfico. Sendo o investimento constante com a renda, um aumento da poupança acaba resultando numa diminuição da renda (de y 0 para y 1) e em poupança constante (esta nunca varia se o investimento for constante com a renda). I, S S 1 S 0 I 1 = S 1 I0 = S0 I y 1 y 0 y 3. São fatores que contribuem para a elevação do produto real na economia, de acordo com o pensamento keynesiano: a) Redução do déficit governamental, tudo o mais constante. 96
98 b) Maiores exportações e menores importações de bens e serviços, menor tributação, enquanto a economia se encontrar em nível abaixo do pleno emprego dos fatores. c) Maiores gastos do governo, maior poupança interna e menores níveis de tributação, por induzirem a maior demanda agregada. d) Redução de barreiras alfandegárias às importações de bens e serviços. e) Redução das exportações de bens e serviços, em razão de provocar aumento na disponibilidade interna de bens e serviços. RESPOSTA: alternativa b. A alternativa b é correta. Mais exportações e menos importações aumentam o produto real da economia, já que elevam a demanda agregada. Redução de impostos aumenta a renda disponível dos agentes, aumentando o consumo destes e a demanda agregada. As alternativas a, d e e reduzem o produto real e a alternativa c não garante o aumento do produto, já que os efeitos do aumento dos gastos do governo e redução da tributação podem ser revertidos pela maior poupança. Note que mesmo a alternativa c somente é correta considerando-se que a economia não esteja no pleno emprego, tudo o mais constante. 4. Em um modelo keynesiano simples de determinação da renda de equilíbrio, toda vez que o investimento autônomo sofrer um aumento, a renda nacional subirá por um múltiplo desse aumento. Essa expansão da renda variará: a) Em relação direta com a propensão marginal a consumir. b) Em relação direta com a propensão marginal a poupar. c) De acordo com a taxa de juros de longo prazo. d) Em relação inversa com a propensão marginal a consumir. e) Em relação direta com a soma das propensões marginais a consumir e a poupar. RESPOSTA: alternativa a. 97
99 A expansão total da renda quando há aumento do investimento é dependente do multiplicador da economia, que é diretamente dependente da propensão marginal a consumir (maior propensão marginal a consumir causa maior variação da renda). 5. Considere duas economias, numa das quais as importações são uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do multiplicador: a) Da primeira será maior que o da segunda. b) Da segunda será maior que o da primeira. c) Da primeira será igual ao da segunda. d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a consumir. e) Da segunda é função do nível de importação. RESPOSTA: alternativa b. Os valores dos multiplicadores são: importações induzidas por aumentos da renda real: km = 1/(1 b + m 1) importações autônomas, independentes da renda real: km = 1/(1 b) Como m 1 > 0, segue k m > k m. Intuitivamente, as importações representam um vazamento do fluxo de renda. Dada uma elevação da demanda, se as importações dependem da renda, teremos um vazamento adicional a cada etapa do efeito multiplicador. 6. Em um modelo keynesiano simples, se a propensão marginal a poupar for 20% e houver um aumento de $ 100 milhões na demanda por investimento, a expansão no produto nacional: a) Será de $ 200 milhões. b) Será de $ 500 milhões. c) Não pode ser calculada, pois não se sabe qual a propensão marginal a consumir. 98
100 d) Não ocorrerá. e) Será de $ 2 milhões. RESPOSTA: alternativa b. Sendo s = propensão marginal a poupar, b = propensão marginal a consumir, k = multiplicador da renda, I = variação da demanda por investimento e Y = expansão no produto nacional, temos: b = 1 s = 1 0,2 b = 0,8 k = 1 1 b = 1 1 0,8 k = 5 Y = k I = Y = $ 500 milhões 7. Aponte a afirmativa falsa: a) O mecanismo do estabilizador automático amortece o efeito dos ciclos econômicos. b) O teorema do orçamento equilibrado mostra que, se aumentarmos os gastos públicos na mesma proporção do aumento da tributação, o nível de renda aumentará no mesmo montante do aumento dos gastos e da tributação. c) No mecanismo do estabilizador automático, a tributação é suposta independente do nível de renda nacional. d) Com a inclusão da tributação no modelo básico, o consumo é suposto dependente da renda disponível. e) No hiato deflacionário, a renda de equilíbrio está aquém da renda de pleno emprego. RESPOSTA: alternativa c. O mecanismo do estabilizador automático supõe tributação progressiva em relação à renda, de forma a atenuar grandes aumentos de renda e grandes reduções de renda. 99
101 8. Segundo Keynes, três elementos básicos estão envolvidos nas decisões para investir: a) Disponibilidade de capital de giro, taxa de juros e nível de lucros esperados. b) Custo do investimento, fluxo de renda líquida a ser gerado pelo investimento e taxa de juros. c) Taxa de juros do mercado, custo de produção dos bens de capital e taxa de salários. d) Custos variáveis de produção, taxa de salários vigente e lucro esperado. e) Fluxo de renda a ser gerado pelo investimento, disponibilidade de capital de giro e taxa de juros. RESPOSTA: alternativa b. Os três elementos básicos são o custo do investimento (preço de oferta), o fluxo de renda líquida (que junto com o preço de oferta resultam em certa eficiência marginal do capital) e a taxa de juros (que deve ser menor que a eficiência marginal do capital para que o investimento ocorra). 9. O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relação existente entre: a) A taxa corrente de investimento e a taxa de juros. b) O nível corrente de investimentos e o nível de renda. c) O nível corrente de investimentos e a variação no nível de renda. d) O nível corrente de investimento e o nível de gastos do governo. e) O nível de investimentos e o nível de poupança. RESPOSTA: alternativa c. O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relação existente entre o nível corrente de investimento e a variação no nível de renda. Ou seja, o nível de investimento (I) depende das variações do produto e não do nível do produto. Note que, ao contrário do multiplicador keynesiano, o princípio do acelerador supõe que a taxa de investimento é que depende da renda (produto), isto é: 100
102 I = f (variações da renda). No multiplicador, temos que: variações da renda = ki variações no investimento, sendo k I o multiplicador keynesiano. 10. Numa economia fechada e sem governo, são dados: I. a função consumo, pela equação: C = /4y, sendo y o nível de renda; e II. o nível de investimento (autônomo) = 40. Se o produto de pleno emprego for 300, o aumento do nível de investimento necessário para que a economia esteja equilibrada com pleno emprego será: a) 80 b) 60 c) 45 d) 15 e) 30 RESPOSTA: alternativa d. Nessa economia, temos que y = C + I = /4y + 40 Portanto, resolvendo a equação, y* = 240 Como a renda de pleno emprego é igual a y pe = 300, é necessário um aumento de renda Lembrando que y = (ype y*) = = 60. y = ki I, e que ki= 1. (1 propensão marginal a consumir) 101
103 temos que Como temos 1 ki= (1 ¾) = 4. y = ki I 60 = 4 I e, portanto, I= 15 Ou seja, para obtermos um aumento de renda de 60, basta elevarmos os investimentos (ou outra variável da demanda agregada) em 15, que serão multiplicados quatro vezes, criando renda. 11. Conhecidas, para uma economia fechada e sem governo (e supondo que não haja lucros retidos pelas empresas): Função poupança: S = ,2yd, onde yd = renda pessoal disponível. Função investimento: I = ,1y, onde y = renda (produto) nacional. Assinale a alternativa correta: a) O nível de equilíbrio do produto é, aproximadamente, 14,3. b) A função consumo é C = ,2y d. c) É impossível conhecer o produto de equilíbrio, pois não foi dada a função renda pessoal disponível. d) O nível de equilíbrio do produto é 300. e) O multiplicador dos investimentos autônomos é 5. RESPOSTA: alternativa d. São dados: e S = ,2yd I = ,1y Como não há governo, a renda disponível y d é igual à renda nacional y. Analisemos cada alternativa: alternativa a: Renda de equilíbrio: OA = DA y = C + I Como a função consumo C é complemento da poupança, temos: 102
104 C = y S C = y ( ,2y) C = ,8y Substituindo as funções C e I na condição de equilíbrio, vem: Portanto: y = C + I = ,8y ,1y = ,9y y 0,9y = 30 = 30/0,1 y = 300 diferente de 14,3, como aparece na alternativa a. alternativa b: a função consumo é o complemento da função poupança, igual a C = ,8y d (e não C = ,2y d, como aparece na alternativa b). alternativa c: não é verdade. Como o enunciado diz que não há governo (e, portanto, não há impostos), a renda disponível (y d = y T) é igual à renda nacional y. alternativa d: alternativa correta. Ver resolução na alternativa a. alternativa e: errada. O multiplicador do investimento, com investimento induzido pela renda (I= f(y)), é dado pela fórmula: ki = 1. (1 b i 1) sendo i 1 a declividade da função investimento. Temos então: ki = 1 = 1 = 10 (1 0,8 0,1) 0,1 (e não 5, como no exercício) 12. Dados, para uma economia hipotética aberta e com governo: C = ,8y d I = 5 + 0,1y G = 50 X =
105 onde: M = ,14y T = ,2y C = consumo das famílias y d = renda disponível G = gastos do governo X = exportação de bens e serviços M = importação de bens e serviços y = produto nacional T = tributação um aumento de 100 unidades monetárias no gastos do governo, tudo o mais mantido constante, provocaria acréscimo do produto nacional igual a: a) 100 unidades monetárias. b) Menos que 100 unidades monetárias, porque a tributação também aumentaria. c) 250 unidades monetárias. d) 500 unidades monetárias. e) unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. A questão refere-se ao efeito do multiplicador keynesiano dos gastos do governo (ou seja, qual o acréscimo do produto nacional, gerado por um aumento de 100 unidades monetárias nos gastos do governo), mas em sua versão ampliada, supondo investimentos, tributos e importações como funções crescentes do produto nacional. Sua fórmula é: onde: kg = y = 1. G 1 b ( 1 t 1 i 1 + m 1) b = propensão marginal a consumir = 0,8; t 1 = alíquota marginal da tributação = 0,2 (obtida na função T = ,2y); 104
106 i 1 = propensão marginal a investir = 0,1 (obtida na função I = 5 + 0,1y); m 1 = propensão marginal a importar = 0,14 (obtida na função M = ,14y). Temos então: kg = ,8 (1 0,2) 0,1 + 0,14 Portanto, um aumento de 100 nos gastos do governo leva a um aumento do produto de 250, tudo o mais mantido constante. QUESTÕES ADICIONAIS 1. No modelo keynesiano de determinação de equilíbrio da renda e do produto, é certo que: a) Um aumento nos impostos tem maior poder de diminuir o produto de equilíbrio que igual contração nos gastos do governo, tudo mais constante. b) A estabilidade do equilíbrio requer propensão marginal a consumir maior que 1. c) A propensão marginal a consumir é maior que a propensão média a consumir. d) O produto estará em equilíbrio, quando o investimento realizado for igual à poupança realizada. e) A propensão média a consumir é maior que a propensão marginal a consumir. RESPOSTA: alternativa e. No modelo keynesiano de determinação da renda: a função consumo é dada por C = a + by d; 105
107 onde: C: consumo; a: consumo autônomo (que não depende da renda); b: propensão marginal a consumir; e y d: renda disponível. a propensão média a consumir é igual a PMeC = C = a + byd = a + b yd yd yd a propensão marginal a consumir é dada por PMgC = b; Como a é positivo, conseqüentemente, PMeC > PMgC. yd 2. A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será garantida se: a) A economia estiver operando com pleno emprego de mão-deobra. b) Houver equilíbrio entre a procura e a oferta globais de bens e serviços. c) O fluxo do investimento adicional for mantido. d) Houver equilíbrio no mercado monetário. e) Houver equilíbrio no balanço de pagamentos. RESPOSTA: alternativa c. A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será mantida se o fluxo do investimento adicional for mantido. Assim como a renda aumentará num múltiplo do aumento autônomo de investimentos, ela também cairá segundo um múltiplo de uma eventual queda dos investimentos (ou outro elemento autônomo da demanda agregada). 3. O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é: a) Positivo e maior que um. b) Positivo e localizado entre zero e um. c) Igual a zero. d) Igual a um. e) Negativo com o valor absoluto maior que um. 106
108 RESPOSTA: alternativa d. O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é igual a um. Significa que, dado um aumento nos gastos do governo e na tributação de igual valor (por exemplo, 100), a renda nacional aumentará nessa mesma magnitude (100). Isso ocorre porque a soma dos efeitos multiplicadores dos gastos e da tributação kg = 1. 1 b kt = b. 1 b (sendo b a propensão marginal a consumir) é igual a um. Assim: kg + kt = 1 b = 1 b = 1 1 b 1 b 1 b Por essa razão, o Teorema do Orçamento Equilibrado também é conhecido como Teorema do Multiplicador Unitário (ou ainda Teorema de Haavelmo, seu criador). 4. Indique a opção falsa. No modelo keynesiano de determinação da renda: a) Os acréscimos à capacidade produtiva resultantes do aumento de investimento não são computados, pois o estoque de capital, no curto prazo, é supostamente dado. b) Um aumento no investimento resultará em um aumento na renda de equilíbrio, menor se a receita de impostos for função crescente da renda do que se o imposto for fixo. 107
109 c) Quando os gastos do governo e as receitas de um imposto fixo são aumentados no mesmo montante, a renda nacional cresce no valor do aumento dos gastos do governo. d) Os multiplicadores dos itens de despesas consideradas autônomas como investimentos, gastos do governo ou exportações são todos iguais e positivos. e) A igualdade entre investimento realizado e poupança planejada é condição de equilíbrio. RESPOSTA: alternativa e. A condição de equilíbrio, no modelo keynesiano de determinação da renda, é dada pela igualdade entre investimento planejado (ex ante) e poupança planejada (ex ante) e não pelo investimento realizado (ex post) e poupança planejada (ex ante). As demais alternativas estão corretas. As alternativas a e d são autoexplicativas. A alternativa b refere-se ao fato de o efeito multiplicador de um aumento no investimento ser menor, quando a tributação é uma função crescente da renda, pois isso representa um vazamento de renda a cada etapa do processo. A alternativa c refere-se ao multiplicador do orçamento equilibrado (ou multiplicador unitário). 5. Um dos pontos-chaves do modelo keynesiano é que o produto nacional de equilíbrio é determinado pela demanda efetiva e que: a) O produto nacional de equilíbrio pode situar-se abaixo do pleno emprego dos recursos produtivos. b) A oferta agregada determina sozinha o pleno emprego. c) A demanda agregada não afeta o nível de emprego de trabalhadores. d) O pleno emprego é sempre atingido qualquer que seja a propensão marginal a consumir. e) O equilíbrio sempre coincide com o pleno emprego. RESPOSTA: alternativa a. 108
110 As alternativas b, c, d e e correspondem ao modelo clássico. A alternativa correta é a a porque a economia pode estar em equilíbrio tendo desemprego de recursos produtivos. 11 O LADO MONETÁRIO DA ECONOMIA 109
111 QUESTÕES PROPOSTAS ECONOMIA MICRO E MACRO 1. O que define a moeda é sua liquidez, ou seja, a capacidade que possui de ser um ativo prontamente disponível e aceito para as mais diversas transações. Além disso, três outras características a definem: a) Forma metálica, papel-moeda e moeda escritural. b) Instrumento de troca, unidade de conta e reserva de valor. c) Reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior. d) Instrumento de troca, curso forçado e lastro-ouro. e) Forma metálica, reserva de valor e curso forçado. RESPOSTA: alternativa b. A moeda é definida por sua liquidez e tem três outras características (ou funções): serve como instrumento de troca, unidade de conta de toda a economia e reserva de valor dos agentes. 2. As operações entre o público e o setor bancário, conforme o caso, podem criar meios de pagamento ou destruir meios de pagamento. Dentre as operações a seguir relacionadas, qual delas é responsável pela criação de meios de pagamento? a) Pessoas realizam depósitos a prazo nos bancos. b) Bancos vendem ao público, mediante pagamento a vista, em moeda, títulos de diversas espécies. c) A empresa resgata um grande empréstimo contraído no sistema bancário. d) Empresas levam aos bancos duplicatas para desconto, recebendo a inscrição de depósitos a vista ou moeda manual. e) Saque de cheques nos caixas dos bancos. RESPOSTA: alternativa d. Analisaremos todas as alternativas: 110
112 alternativa a: há destruição de moeda, pois depósitos a prazo não são considerados meios de pagamento (M 1); alternativa b: há destruição de moeda (bancos reduzem M 1 e ampliam M 2, M 3 ou M 4, dependendo dos títulos vendidos ao público); alternativa c: há destruição de moeda, pois diminui M 1 (ou diminuindo moeda com o público, ou seus depósitos), e aumenta o caixa dos bancos comerciais; alternativa d: há criação de moeda, pois o aumento dos depósitos a vista ou moeda manual aumenta os meios de pagamento; alternativa e: é apenas uma transferência de depósitos em conta corrente para moeda em poder público (não altera M 1, somente sua composição). 3. O Banco Central do Brasil (Bacen) tem, entre suas responsabilidades, a de: a) Emitir papel-moeda, fiscalizar e controlar os intermediários financeiros, supervisionar a compensação de cheques. b) Atuar como banco do governo federal e renegociar a dívida externa brasileira. c) Aceitar depósitos, conceder empréstimos ao público e controlar os meios de pagamento do país. d) Executar as políticas monetária e fiscal do país. e) Formular a política monetária e cambial do país. RESPOSTA: alternativa a. As funções do Bacen refletem seu objetivo de regular a moeda e o crédito em níveis compatíveis com o crescimento da produção, mantendo a liquidez do sistema. Isso ocorre por meio de emissão de papel-moeda, fiscalização e controle dos intermediários financeiros e supervisão da compensação de cheques, entre outros. Note que o Bacen não é um banco comercial, portanto, não concede empréstimos ao público e não aceita depósitos do público. A política fiscal e a formulação de políticas cambial e monetária são responsabilidades do governo. 111
113 4. Entende-se por operações de mercado aberto, especificamente: a) Concessão de empréstimos, por parte dos bancos comerciais, empresas e consumidores. b) Concessão de empréstimos, pelo Banco Central, a bancos comerciais. c) Venda de ações, em bolsa, pelas empresas ao público em geral. d) Atividade do Banco Central na compra ou venda de obrigações do governo. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Operações de mercado aberto consistem em compras e/ou vendas, por parte do Bacen, de obrigações (títulos) governamentais no mercado de capitais. 5. A principal função da reserva compulsória sobre os depósitos bancários, como instrumento de política monetária, é: a) Permitir ao governo controlar a demanda de moeda. b) Permitir às autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar. c) Impedir que os bancos comerciais obtenham lucros excessivos. d) Impedir as corridas bancárias. e) Forçar os bancos a manter moeda ociosa no sentido de cobrir as suas necessidades de caixa. RESPOSTA: alternativa b. A reserva compulsória é um instrumento de política monetária que permite às autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar, isto é, permite o controle dos meios de pagamento. 6. Constitui-se num instrumento de redução do efeito multiplicador dos meios de pagamentos: 112
114 a) Um aumento dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. b) Uma diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. c) Um aumento da taxa de juros no mercado de capitais. d) Uma diminuição da participação do papel-moeda em poder do público na composição dos meios de pagamento. e) Nenhuma das alternativas anteriores. RESPOSTA: alternativa a. Um aumento nos depósitos ou reservas compulsórias dos bancos comerciais diminui a possibilidade dos bancos comerciais de emprestarem ao setor privado, reduzindo assim a multiplicação da moeda na economia. As alternativas b e d representam fatores de expansão do efeito multiplicador dos meios de pagamento. Um aumento da taxa de juros (alternativa c) não afeta o multiplicador monetário. 7. Numa economia em que as autoridades monetárias não recebem depósitos a vista do público, em que as reservas totais dos bancos comerciais constituem 30% dos depósitos a vista e o público, em média, guarda papel-moeda na razão de 20% dos depósitos a vista, o multiplicador da base monetária é igual a: a) 2,4 b) 2,5 c) 3,3 d) 3,4 e) 5 RESPOSTA: alternativa a. A fórmula do multiplicador da base monetária (que representa um aumento dos meios de pagamento, dado um aumento na base), é: m = 1 + c c + r 113
115 sendo: c = taxa de retenção de moeda pelo público, sobre o total de depósitos a vista; e r = taxa de reservas dos bancos comerciais, sobre o total de depósitos a vista. No exercício com r = 0,3 e c = 0,2, temos que: m = 2,4 8. Para reduzir o volume de meios de pagamentos, o Banco Central deve: a) Comprar títulos da dívida pública. b) Elevar a emissão de papel-moeda. c) Elevar a taxa de redesconto. d) Reduzir a reserva compulsória dos bancos comerciais. e) Reduzir a taxa de juros para desconto de duplicatas. RESPOSTA: alternativa c. Para reduzir o volume de meios de pagamento, o Bacen deve elevar a taxa de redesconto, estimulando os bancos comerciais a reduzir os empréstimos ao setor privado, isto é, causando uma redução dos meios de pagamento. As outras alternativas levam ao aumento do volume de meios de pagamento. 9. A teoria quantitativa da moeda afirma que: a) Uma variação na quantidade de moeda, caso sua velocidade de circulação seja estável, causará uma variação na mesma direção no produto nacional em termos nominais. b) A velocidade de circulação da moeda é instável. c) Uma variação na quantidade de moeda causa aumentos nos gastos do governo. d) A quantidade de moeda em circulação não afeta nem o nível de renda, nem o nível de preços. e) A quantidade de moeda determina o nível de taxa de juros e, por conseguinte, a taxa corrente de investimento. 114
116 RESPOSTA: alternativa a. A equação quantitativa é dada por: MV = Py onde: M = saldo da quantidade de moeda ou meios de pagamentos; V = velocidade-renda (ou de circulação) da moeda (número de giros que a moeda dá ao longo de um período); P = nível geral de preços; y = renda (produto) real; Py = renda nominal ou monetária = Y. Reescrevendo a equação MV = Y, temos que com a velocidade constante (V), uma variação na quantidade de moeda M causará variação na mesma direção no produto nacional em termos nominais (Y). 10. Na hipótese de que um país esteja produzindo com plena utilização dos fatores de produção, um aumento da oferta monetária provocará: a) Aumento da renda real. b) Diminuição da renda real. c) Aumento do nível geral de preços. d) Diminuição do nível geral de preços. e) Aumento de emprego de mão-de-obra. RESPOSTA: alternativa c. Voltando à equação quantitativa da moeda: MV = Py Se o país estiver com um nível de renda (produto) de pleno emprego (portanto, y constante), isto é, utilizando todos os fatores de produção, um aumento da oferta monetária (M), supondo V constante, deverá provocar um aumento de preços (P). 115
117 11. Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda da moeda é: a) Crescente com a taxa de juros. b) Decrescente com a taxa de juros. c) Crescente com o índice geral de preços. d) Decrescente com o nível geral de preços. e) Constante. RESPOSTA: alternativa e. Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda da moeda é sempre constante. A velocidade-renda da moeda depende de fatores institucionais, como hábitos de pagamento, grau de verticalização da estrutura produtiva etc., que só se alteram a prazos muito longos. Outrossim, no modelo keynesiano, a velocidade-renda da moeda não é constante, pois depende da taxa de juros. 12. Uma das medidas abaixo é inconsistente com uma política tipicamente monetarista de combate à inflação. Identifique-a: a) Restrições às operações de crédito ao consumidor. b) Elevação das taxas de juros. c) Diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais no Banco Central. d) Reajustes salariais abaixo da inflação do período. e) Cortes em subsídios governamentais. RESPOSTA: alternativa c. A diminuição nos depósitos compulsórios, tudo o mais constante, aumenta o multiplicador bancário e, conseqüentemente, provoca expansão nos meios de pagamento. Numa política tipicamente monetarista de combate à inflação, busca-se contração dos meios de pagamentos, nunca expansão. QUESTÕES ADICIONAIS 1. De acordo com o modelo estático de equilíbrio, se um excesso de demanda agregada em relação à oferta agregada provocar elevação do nível geral de preços: 116
118 a) Esse aumento de preço persistirá se o governo não permitir a expansão dos meios de pagamento. b) A taxa de juros aumentará e o nível de emprego cairá se o governo permitir a adequada expansão dos meios de pagamento. c) Adequada expansão dos meios de pagamento reduzirá o custo do dinheiro e, com isso, serão reduzidos os preços na economia. d) Esse aumento de preços será eliminado em conseqüência do reequilíbrio entre demanda e oferta agregados se, tudo o mais constante, o governo não permitir a expansão dos meios de pagamento. e) O desequilíbrio será necessariamente auto-agravante, ou seja, aumentos de preços serão repassados aos salários e estes, de novo, aos preços, e assim por diante. RESPOSTA: alternativa d. Um excesso de demanda sobre a oferta agregada pode ser expresso graficamente da seguinte forma: P OA P 1 P 2 DA y R enda real excesso d e D A 117
119 Se o governo não alterar o volume de meios de pagamentos, o excesso de demanda agregada provocará inflação de demanda, elevando os preços de P 0 para P 1, quando então oferta e demanda agregada se reequilibrarão automaticamente. 2. Uma das características básicas do modelo keynesiano é que: a) A propensão marginal a consumir é sempre igual à unidade. b) A função-poupança depende somente das taxas de juros. c) A elasticidade-renda de demanda por moeda é sempre igual a zero. d) A renda de equilíbrio é a renda de pleno emprego. e) A velocidade de circulação da moeda depende da taxa de juros. RESPOSTA: alternativa e. No modelo keynesiano, a velocidade de circulação da moeda depende da taxa de juros. Isso ocorre pois a demanda de moeda no modelo keynesiano depende da taxa de juros (e da renda nominal). Como a velocidade de circulação da moeda é igual à razão entre demanda de moeda e renda nominal, isto é, V = M d /Y, a variação da taxa de juros afeta a demanda de moeda e sua velocidade de circulação. 3. Em 1986, o Banco do Brasil sofreu uma alteração em seu papel dentro do Sistema Financeiro Nacional. Que alteração foi essa? a) O Banco do Brasil perdeu sua função de autoridade monetária quando, por decisão do CMN, foi suprimida a Conta Movimento. b) O Banco do Brasil deixou de ser o executor da política oficial de crédito rural e industrial. c) O Banco do Brasil passou a ser o banco emissor. d) O Banco do Brasil passou a aprovar os orçamentos monetários preparados pelo Banco Central. 118
120 e) O Banco do Brasil passou a regular o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país. RESPOSTA: alternativa a. Em 1986 (após o Plano Cruzado), o Banco do Brasil deixou de ser Autoridade Monetária ao perder a conta Movimento, que lhe permitia sacar, a custo zero, volumes monetários contra o Tesouro Nacional, e atender, assim, às demandas de crédito do setor estatal. 4. São funções do Conselho Monetário Nacional e da Comissão de Valores Mobiliários, respectivamente: a) Executar a política monetária e realizar a compensação de cheques. b) Fortalecer o setor empresarial nacional e estimular a aplicação de poupança no mercado acionário. c) Autorizar as emissões de papel-moeda e ser o Banco dos Bancos. d) Fixar diretrizes e normas da política cambial e regulamentar as operações de redesconto de liquidez. e) Estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários, assegurar o funcionamento eficiente e regular bolsas de valores e instituições auxiliares que atuem nesse mercado. RESPOSTA: alternativa e. Cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o estabelecimento de limites para a remuneração das operações e serviços bancários e assegurar seu funcionamento eficiente (entre outros); e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cabe regular as bolsas de valores e instituições auxiliares que atuem nesse mercado. 119
121 12 INTERLIGAÇÃO ENTRE O LADO REAL E O LADO MONETÁRIO ANÁLISE IS-LM QUESTÕES PROPOSTAS 1. Numa economia fechada, mas com governo, a curva IS convencional é o locus das combinações de renda e taxa de juros que faz com que: a) O consumo seja igual ao investimento. b) A poupança seja igual ao investimento. c) Poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos do governo mais os investimentos. d) A poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos do governo. 120
122 e) Os impostos sejam iguais aos gastos do governo. RESPOSTA: alternativa c. A curva IS convencional é sempre o locus das combinações de renda e taxa de juros que faz com que os vazamentos sejam iguais às injeções da economia. Numa economia fechada e com governo, isso significa que a poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos do governo mais investimentos, respectivamente. É o equilíbrio no mercado de bens e serviços da economia. 2. A forma da curva IS depende: a) Da procura por precaução e especulativa por dinheiro. b) Do tamanho do multiplicador e da elasticidade do investimento em relação à taxa de juros. c) Do tamanho do multiplicador e dos requisitos de reserva monetária. d) Da procura especulativa para transações por dinheiro. e) Da posição do ramo da curva LM conhecida como armadilha da liquidez. RESPOSTA: alternativa b. O tamanho do multiplicador keynesiano e a elasticidade dos investimentos em relação à taxa de juros são os dois fatores que determinam a forma e a inclinação da curva IS, enquanto o formato da curva LM depende da elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros e da velocidade-renda da moeda (inverso do coeficiente marshalliano). 3. Das medidas de política econômica abaixo, indique aquela que provoca deslocamento para a direita da curva IS: a) Redução da carga tributária autônoma. b) Aumento da carga tributária autônoma. c) Redução dos salários nominais. d) Aumento dos salários nominais. e) Redução dos gastos do governo. RESPOSTA: alternativa a. 121
123 A redução da carga tributária autônoma provoca aumento autônomo (isto é, independente da renda) na função consumo e na poupança. As pessoas consumirão e pouparão mais, dadas as taxas de juros. Isso representa deslocamento da curva IS para a direita. 4. No modelo IS/LM, o conhecido efeito multiplicador das despesas governamentais, dos investimentos autônomos e das exportações é tanto maior: a) Quanto maior for o efeito das taxas de juros sobre o consumo e o investimento. b) Quanto menor for a propensão marginal a consumir e a investir. c) Quanto menor for o efeito das taxas de juros sobre o consumo e o investimento. d) Quanto maior for o efeito da inflação sobre o consumo. e) Quanto menor for o efeito da inflação sobre o consumo. RESPOSTA: alternativa c. A questão refere-se ao multiplicador keynesiano para o modelo completo. O multiplicador, coeteris paribus, será maior quanto maior for a propensão marginal a consumir e quanto menor for o efeito das taxas de juros sobre o investimento. O efeito da taxa de juros sobre o investimento é a declividade da função demanda de investimentos, que afeta a declividade da IS. Quanto menor esse efeito (isto é, quanto mais inelástica a demanda de investimentos às variações na taxa de juros), menos a política monetária amortece o efeito multiplicador da demanda agregada sobre o nível de renda. Cabe destacar que o efeito da taxa de juros sobre o consumo é incorporado no efeito do investimento. E que o modelo, em sua versão tradicional, não trata do efeito da inflação sobre o consumo, pois refere-se apenas a variáveis reais, com preços fixados. Outrossim, devemos destacar que, quanto menor for o efeito da taxa de juros sobre a demanda de moeda, maior será o multiplicador da política fiscal; contudo, não é o que pede o exercício. 122
124 5. No que se refere ao equilíbrio do produto nacional e da taxa de juros em uma economia, é correto afirmar: a) Uma política monetária contracionista levaria a uma redução na produção e na taxa de juros. b) Um aumento na tributação, tudo o mais constante, provocaria a redução na produção e aumento na taxa de juros da economia. c) Uma política fiscal expansionista, de redução do superávit ou aumento do déficit do governo, provocaria aumento no produto nominal e na taxa de juros. d) Uma política fiscal conduzida para reduzir o déficit do governo, tudo o mais constante, provocaria aumento na taxa de juros de equilíbrio e redução no produto nominal. e) Uma política monetária expansionista levaria a um aumento de juros e redução na produção. RESPOSTA: alternativa c. Uma política fiscal expansionista, de redução do superávit ou aumento do déficit do governo, provocaria aumento no produto nominal e na taxa de juros. Veja o quadro a seguir: Política Taxas de juros Produto nominal Fiscal expansionista Fiscal contracionista Monetária expansionista Monetária contracionista aumentam diminuem diminuem aumentam aumenta diminui aumenta diminui 6. Uma economia apresenta desemprego de mão-de-obra com equilíbrio ocorrendo em uma situação extrema de escassez de liquidez. Então, uma política econômica adequada para eliminar o desemprego será: a) Diminuir o volume dos meios de pagamentos. b) Aumentar o volume dos meios de pagamentos. c) Diminuir os gastos do governo. 123
125 d) Aumentar os gastos do governo. e) Diminuir a carga tributária. RESPOSTA: alternativa b. Nesse caso, tendo uma situação de extrema escassez de liquidez, é um sinal de que estamos no caso clássico (isto é, de que a curva LM é vertical); portanto, a recomendação de política econômica é de expansão nos meios de pagamentos (para deslocar a LM para a Taxa de juros i direita). Graficamente: (Renda real) Cabe destacar que, nessa situação, a política fiscal é ineficaz (isto é, um deslocamento da curva IS apenas agravaria o problema de falta de liquidez). Graficamente: Taxa de juros i 124 (Renda real)
126 7. Se os investimentos forem absolutamente inelásticos com relação a variações na taxa de juros: a) Aumentos no estoque de moeda, tudo o mais constante, acarretarão aumentos no produto nacional. b) Maiores gastos do governo acarretarão redução na taxa de juros da economia. c) Aumentos no estoque de moeda, tudo o mais constante, provocarão aumentos na taxa de juros de equilíbrio da economia. d) Aumentos de estoque de moeda, tudo o mais constante, não produzirão efeito sobre o produto nacional. e) A política fiscal será completamente ineficaz para promover modificações no produto nacional. RESPOSTA: alternativa d. Dentro do modelo keynesiano, aumentos no estoque de moeda, tudo o mais constante, levam a uma queda na taxa de juros (dinheiro abundante no mercado). Como os investimentos dependem inversamente da taxa de juros, uma queda na taxa de juros deveria viabilizar novos projetos de investimento, elevando a demanda agregada e, conseqüentemente, o produto nacional (supondo desemprego de recursos). Esse fenômeno é o chamado efeito Keynes, relativo a uma expansão monetária sobre o lado real da economia. Entretanto, a questão supõe que os investimentos são absolutamente inelásticos em relação à taxa de juros, o que fará com que uma expansão monetária não consiga elevar o produto nacional (alternativa d). 8. Uma economia em que se aplica o modelo keynesiano generalizado apresenta desemprego de mão-de-obra e posição de equilíbrio no trecho intermediário da curva LM. A adoção de uma medida de política monetária pura, anti-recessiva, provocará: a) Aumento das taxas de juros, da renda real e do emprego de mão-de-obra. b) Aumento da taxa de juros e da renda real e redução do emprego de mão-de-obra. 125
127 c) Redução da taxa de juros e aumento da renda real e do emprego de mão-de-obra. d) Redução da taxa de juros e da renda real e aumento do emprego de mão-de-obra. e) Redução da taxa de juros, da renda real e do emprego da mãode-obra. RESPOSTA: alternativa c. Graficamente, temos: i Nessa situação, uma medida de política monetária pura desloca LM 0 para LM 1, provocando aumento da renda real e redução da taxa de juros, além do aumento do emprego de mão-de-obra (pois o equilíbrio inicial está na situação em que não há pleno emprego dos recursos). 9. No ramo da armadilha de liquidez da curva LM, um acréscimo de gastos induz um aumento da renda que é: a) Menor do que aquele dado pelo multiplicador keynesiano. b) Maior do que aquele dado pelo multiplicador keynesiano. c) Igual ao dado pelo multiplicador keynesiano. d) Igual ao supermultiplicador. e) Nenhum dos casos acima. RESPOSTA: alternativa c. 126
128 No ramo da armadilha da liquidez, o aumento dos gastos do governo não afeta a taxa de juros e, portanto, não reduz os investimentos do setor privado (não ocorre crowding-out). Assim, o efeito do aumento dos gastos do governo não sofre nenhum desconto, sendo completo e igual ao multiplicador keynesiano. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa incorreta: a) A sensibilidade da demanda de investimentos em relação à taxa de juros é um fator que determina a inclinação da curva IS. b) A elasticidade da demanda especulativa em relação à taxa de juros é um fator que explica o formato da curva LM. c) Aumentos da oferta de moeda deslocam a curva LM. d) A velocidade-renda da moeda é um fator de deslocamento da curva IS. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. As alternativas de a a d estão corretas, e portanto e é incorreta. A declividade da curva IS depende do valor do multiplicador keynesiano de gastos e da elasticidade da demanda de investimentos em relação à taxa de juros, enquanto a declividade da curva LM depende da velocidade-renda da moeda e da elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros. 2. Trata-se de um fator que afeta o comportamento da curva IS: a) Elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros. b) Propensão marginal a poupar. c) Velocidade-renda da moeda. d) Oferta de moeda. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. 127
129 Alterações da propensão a poupar afetam o valor do multiplicador keynesiano e, portanto, da curva IS. As alternativas a, c e d referem-se a variáveis que afetam a curva LM. 13 INFLAÇÃO 128
130 QUESTÕES PROPOSTAS ECONOMIA MICRO E MACRO 1. Se todos os preços subirem, pode-se ter certeza que houve inflação? a) Sim. b) Sim, contanto que a taxa de juros real não se altere. c) Sim, contanto que a renda de equilíbrio esteja abaixo da renda de pleno emprego. d) Sim, contanto que a taxa de juros nominal não se altere. e) Sim, contanto que este aumento faça parte de alta persistente no nível geral de preços. RESPOSTA: alternativa e. Se todos os preços subirem, o aumento de preços é generalizado. Para que isso signifique inflação, esse aumento deve ser generalizado e também contínuo, isto é, deve fazer parte de alta persistente no nível geral de preços. 2. Uma das conseqüências mais claras de todo processo inflacionário é: a) Que o PIB em termos reais permanece estacionário. b) Que a classe trabalhadora e, em geral, aqueles que percebem rendas fixas sofrem perda de poder aquisitivo. c) Que o multiplicador keynesiano tende a zero. d) Que a tecnologia da economia tende a mostrar rendimentos crescentes de escala (ou custos unitários decrescentes). e) Que a velocidade de circulação da moeda decresce. RESPOSTA: alternativa b. A perda de poder aquisitivo da classe trabalhadora e daqueles que recebem rendas fixas é uma das conseqüências mais claras do processo inflacionário. Isso acontece pois seus orçamentos ficam cada vez mais reduzidos até a chegada de um reajuste. As demais alternativas são menos óbvias, sendo que as alternativas d e e estão totalmente incorretas. 3. A Curva de Phillips expressa uma relação entre: 129
131 a) A taxa de crescimento do produto real e a taxa de crescimento dos gastos do setor público. b) O volume de desemprego e a taxa de salário nominal. c) A taxa de crescimento do nível geral de preços e a parcela do PIB apropriada pelos trabalhadores. d) A taxa de desemprego e a taxa de crescimento dos salários nominais. e) A taxa de crescimento do nível geral de preços e a taxa de crescimento dos gastos do setor público. RESPOSTA: alternativa d. A Curva de Phillips expressa uma relação (inversa) entre a taxa de desemprego e a taxa de crescimento dos salários nominais (que representa a taxa de inflação). 4. Considerando os dois gráficos abaixo, onde: OA = oferta agregada; DA = demanda agregada; P = nível geral de preços; Y = nível de renda real; y* = nível de renda real com pleno emprego. GRÁFICO I G R Á F IC O II Qual das seguintes assertivas é verdadeira? a) O gráfico I representa alta de preços atribuível a uma inflação de custos. b) O gráfico II representa alta de preços atribuível a uma inflação de demanda. 130
132 c) Tanto o gráfico I como o gráfico II representam alta de preços atribuível a uma inflação de demanda. d) O gráfico II representa alta de preços atribuível a uma inflação de custos. e) Nenhum dos gráficos está representando elevação dos preços. RESPOSTA: alternativa d. O gráfico I representa alta de preços atribuível a uma inflação de demanda (pois a demanda aumenta) e o gráfico II representa alta de preços atribuível a uma inflação de custos (pois a oferta aumenta). Portanto, a alternativa d está correta. 5. Quando o governo possui déficit público excessivo e emite moeda para cobri-lo, é válido esperar que: a) Gere inflação interna. b) Gere déficit no balanço comercial do país e queda de preços internos. c) Gere excesso de oferta de bens do setor privado. d) Não tenha nenhum impacto sobre o sistema econômico. e) Aumente a dívida externa do país e provoque deflação interna. RESPOSTA: alternativa a. A emissão de moeda, quando o governo já possui déficit público excessivo, tende a provocar inflação de demanda, pois leva normalmente a um aumento da demanda, em relação à oferta de bens e serviços ( muito dinheiro à cata de poucas mercadorias ). 6. A essência das análises econômicas realizadas pelos ideólogos da reforma monetária que culminou no Plano Cruzado reside no fato de que: um determinante significativo da inflação corrente é a própria inflação passada e que o melhor previsor da inflação futura é a inflação passada. A esse fenômeno os analistas denominam: a) Efeitos de preços relativos. b) Inflação inercial. c) Hiperinflação. d) Inflação de demanda. 131
133 e) Inflação de custos ou de oferta. RESPOSTA: alternativa b. A inflação inercial é provocada fundamentalmente pelos mecanismos de indexação formal (correção de salários, aluguéis e demais contratos) e informal (preços de bens e serviços e tarifas e impostos públicos). Por essa razão, os mentores do Plano Cruzado propuseram o congelamento geral de preços, salários e tarifas, para eliminar a memória inflacionária. 7. Das assertivas a seguir, assinale aquela que é verdadeira. a) Qualquer pressão inflacionária pode ser eliminada desde que os preços se tornem perfeitamente flexíveis para cima. b) Segundo a teoria quantitativa da moeda, jamais poderá ocorrer inflação por excesso de demanda. c) Em uma economia com desemprego de mão-de-obra não pode ocorrer inflação. d) Não é possível eliminar um processo inflacionário se os salários estão crescendo. e) O fenômeno da ilusão monetária pode originar um processo inflacionário por excesso de demanda. RESPOSTA: alternativa e. A ilusão monetária refere-se ao fato de que as pessoas percebem mais o salário nominal (monetário) do que o salário real, ou seja, não percebem claramente que os preços dos bens aumentam mais que seus salários nominais. Com isso, os trabalhadores oferecem mais seus serviços do que deveriam, pensando que o salário é maior do que efetivamente é. Ademais, as pessoas, julgando-se mais ricas, demandam mais bens e serviços. Se a economia estiver com a oferta de bens a pleno emprego, esse fenômeno pode provocar inflação de demanda. 8. Supondo que a economia se encontre a pleno emprego: a) Um aumento nos gastos do governo, tudo o mais constante, provocaria aumento do produto real e redução do nível geral de preços. 132
134 b) Uma redução nos tributos, tudo o mais constante, levaria a uma redução no produto real da economia. c) Uma expansão dos meios de pagamento, tudo o mais constante, provocaria inflação de oferta. d) Um aumento nos níveis de investimento, tudo o mais constante, provocaria inflação de oferta. e) Um aumento nos níveis de investimento, tudo o mais constante, provocaria inflação de demanda. RESPOSTA: alternativa e. Um aumento nos níveis de investimento, tudo o mais constante, provoca inflação de demanda, quando a economia se encontra em pleno emprego. Deve ser observado que, a curto prazo, os investimentos são tipicamente elementos da demanda agregada. Apenas a longo prazo eles são considerados como oferta agregada, quando então aumentam a capacidade produtiva da economia. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa incorreta: a) A estagflação refere-se à ocorrência simultânea de inflação e desemprego. b) Aumentos nos preços dos produtos agrícolas, por força de geadas, provocam inflação de custos. c) Segundo a corrente estruturalista, a principal causa da inflação é o desequilíbrio estrutural do setor público. d) Dinheiro demais à cata de poucos bens define uma inflação de demanda. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Segundo a corrente estruturalista, as principais causas da inflação não são em virtude do desequilíbrio do setor público, mas de fatores estruturais mais relacionados ao setor privado, tais como a baixa sensibilidade da agricultura, estímulos de preços (devido à estrutura agrária), à estrutura oligopolista do mercado, que provoca 133
135 estagflação, à estrutura do comércio internacional, que obriga os países periféricos a constantes desvalorizações de sua moeda etc. 134
136 14 O SETOR EXTERNO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Uma política econômica de valorização da moeda nacional em relação à moeda internacional visa: a) Aumentar as exportações e reduzir as importações. b) Reduzir as exportações e aumentar as importações. c) Manter exportações e importações inalteradas. d) Facilitar a entrada de capitais oficiais compensatórios no país. e) Facilitar a entrada de capital estrangeiro de risco no país. RESPOSTA: alternativa b. As exportações, tudo o mais constante, aumentam quando a moeda nacional é desvalorizada e diminuem quando a moeda nacional é valorizada. Por outro lado, as importações, tudo o mais constante, aumentam quando a moeda nacional é valorizada e diminuem quando a moeda nacional é desvalorizada. 2. Qual das seguintes situações caracteriza um déficit no Balanço de Pagamentos? a) Saída líquida de capitais autônomos e transações correntes deficitárias. b) Aumento da dívida externa. c) Entrada líquida de capitais autônomos e transações correntes superavitárias. d) Exportações menores do que as importações de bens e serviços. 135
137 e) Entrada líquida de capitais autônomos superior ao déficit das transações correntes. RESPOSTA: alternativa a. Saída líquida de capitais autônomos (MK A) e transações correntes (BTC) deficitárias garantem déficit no Balanço de Pagamentos (BP), já que o saldo deste é igual à soma de MK A e BTC. MK A < 0 e BTC < 0 resultam em BP < 0. As alternativas c e e garantem um superávit no BP. As alternativas b e d são inconclusivas, pois referem-se somente à Balança Comercial e à Balança de Capitais, respectivamente. 3. Um país paga juros sobre sua dívida externa para outro país credor. Essa transação será registrada no Balanço de Pagamentos do país devedor com valor: a) Negativo no balanço de serviços. b) Positivo no balanço de serviços. c) Negativo no balanço de capitais autônomos. d) Positivo no balanço de capitais autônomos. e) Negativo no balanço de capitais compensatórios. RESPOSTA: alternativa a. Pagamento de juros sobre a dívida externa é registrado no Balanço de Pagamentos com valor negativo no Balanço de Serviços, pois entra negativamente na conta Renda de Capitais. 4. Numa economia aberta, um déficit no Balanço de Pagamentos em conta corrente corresponde a: a) Uma exportação de poupança doméstica, que se canaliza para investimento no exterior. b) Uma saída de capitais para o exterior. c) Uma elevação do nível de reservas internacionais do país. d) Uma importação de poupança externa, que se canaliza para investimentos domésticos. e) Um superávit no balanço de pagamentos. RESPOSTA: alternativa d. 136
138 Um déficit em conta corrente (isto é, no Balanço de Transações Correntes) significa que o país recebeu mais bens e serviços do que enviou ao exterior. Nesse sentido, houve uma poupança externa positiva do país, que absorveu bens e serviços do exterior, que serão canalizados para investimentos domésticos. Assim, houve transferência real positiva para o país, mas uma transferência financeira negativa (a contrapartida em dólares para a entrada de recursos reais), ou seja, houve aumento do passivo externo do país com o resto do mundo. 5. Quanto ao Balanço de Pagamentos de um país, sabe-se que: a) O saldo total do Balanço de Pagamentos é igual à soma da balança comercial com o balanço de serviços, salvo erros e omissões. b) O saldo de transações correntes, se positivo (superávit), implica redução em igual medida do endividamento externo bruto, no período. c) A soma do movimento de capitais autônomos com o movimento de capitais compensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo de transações correntes, salvo erro e omissões. d) A soma do movimento de capitais autônomos com o de capitais compensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo total do Balanço de Pagamentos. e) O saldo total do Balanço de Pagamentos é igual à soma da balança comercial com o balanço de serviços e as transferências internacionais, salvo erros e omissões. RESPOSTA: alternativa c. A soma do movimento de capitais autônomos com o de capitais compensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo de transações correntes, salvo erro e omissões. BTC = (MKA + MKC) 137
139 onde BTC é o saldo em transações correntes; MK A é o saldo da conta de capitais autônomos; e MK C é o saldo da conta de capitais compensatórios. 6. Em determinada economia, o valor das exportações (FOB) é de 18 bilhões de dólares e o valor das importações (CIF) é de 19 bilhões de dólares, sendo que os fretes e seguros sobre as importações correspondem a, respectivamente, 1 e 2 bilhões de dólares. O saldo da balança comercial é: a) Um superávit de 2 bilhões de dólares. b) Um déficit de 1 bilhão de dólares. c) Um superávit de 1 bilhão de dólares. d) Um déficit de 4 bilhões de dólares. e) Nem déficit, nem superávit. RESPOSTA: alternativa a. Como vimos na questão anterior, o saldo da balança comercial refere-se a exportações e importações FOB. Como já temos o valor das exportações FOB (18 bilhões), resta determinar as importações FOB, que são iguais às importações CIF (19 bilhões) menos fretes e seguros sobre importações (3 bilhões), ou seja, as importações FOB são de 16 bilhões (19 3). Assim, o saldo da balança comercial é dado por: Exportações FOB Importações FOB = = 2 bilhões de dólares de superávit. 7. Uma economia apresentou, em determinado ano, o seguinte registro em suas transações com o exterior: Exportações de mercadorias (FOB) = 100 Importações de mercadorias (FOB) = 90 Donativos (saldo líquido recebido) = 5 Saldo do balanço de pagamentos em conta corrente (déficit) = 50 Movimento de capitais autônomos (entrada líquida) = 10 Então, o saldo do balanço de serviços é igual a: a) 65 (déficit) b) 70 (déficit) 138
140 c) 35 (déficit) d) +10 (superávit) e) 15 (déficit) RESPOSTA: alternativa a. Sendo BTC = Transações Correntes, BC = (X M) = Balanço Comercial, X = exportações, M = importações, BS = Balanço de Serviços, TU = Transferências Unilaterais ou donativos e MK A = movimento de capitais autônomos, temos: BTC = BC + BS + TU BS = BTC BC TU = BTC (X M) TU BS = 50 (100 90) 5 = 65 (déficit) 8. Com os dados a seguir, para uma economia hipotética, responda às questões 8a e 8b: Produto Nacional Líquido a custo de fatores Exportações de bens e serviços de não-fatores 100 Importações de bens e serviços de não-fatores 200 Tributos diretos 150 Tributos indiretos 200 Depreciação 60 Saldo do governo em conta corrente 150 Subsídios governamentais 80 Saldo do Balanço de Pagamentos em conta corrente (déficit) 40 8a.O Produto Interno Bruto, a preços de mercado (PIBpm) é igual a: a) b) c) d) e) RESPOSTA: alternativa b. Para o cálculo do PIBpm, precisamos apenas das seguintes informações do exercício: 139
141 PNLcf = Impostos Indiretos (Ti) = 200 depreciação (d) = 60 Subsídios (Sub) = 80 Temos então: PNBcf = PNLcf + d = = PNBpm = PNBcf + Ti Sub = = Para chegarmos ao PIBpm, precisamos de renda líquida de fatores externos (RLFE), também chamada de serviços de fatores. Para encontrar o valor da RLFE, é necessário conhecer a estrutura do Balanço de Pagamentos e, mais especificamente, do balanço de transações correntes. O exercício supõe transferências unilaterais inexistentes, e as exportações e importações estão em termos de CIF (Cost Insurance and Freight), não FOB (Free on Board). As importações e exportações CIF (que são dadas) são as importações e exportações FOB acrescidas dos serviços não-fatores, e é dado o saldo do balanço de transações correntes. Com isso é possível determinar a RLFE (serviço de fatores). O saldo em conta corrente do BP, ou Balanço de Transações Correntes (BTC), que equivale à soma da Balança Comercial (BC), Balanço de Serviços (BS) e Transferências Unilaterais (TU), pode também ser mostrado como: BTC = Xnf Mnf + RLFE + TU onde Xnf e Mnf são as exportações e serviços não-fatores. Substituindo os valores da questão, chegamos a e 40 = RLFE + 0 RLFE = + 60 Voltando à fórmula do PIB e do PNB, vem: 140
142 PNBpm = PIBpm + RLFE = PIBpm + 60 PIBpm = b.Uma das alternativas abaixo é correta. Identifique-a: a) A dívida externa cresceu 190, no período. b) O passivo externo líquido cresceu 40, no período. c) A disponibilidade interna de bens e serviços é igual a d) A carga tributária bruta foi, aproximadamente, de 19% do PIB a preços de mercado. e) A economia remeteu ao exterior poupança líquida igual a 40. RESPOSTA: alternativa b. O passivo externo líquido, com os dados do exercício, realmente cresce 40 como contrapartida ao déficit das transações correntes. Ou seja, as obrigações com o exterior aumentaram em 40. Seria oportuno levantar comentários sobre as demais alternativas: alternativa a: nada pode ser dito sobre a variação da dívida externa bruta, pois não temos informações sobre o movimento de capitais do balanço de pagamentos; alternativa c: a disponibilidade interna de bens e serviços é a soma do PIBpm com as transferências unilaterais. Como o PIBpm = 1.620, e as transferências inexistentes, a disponibilidade interna (ou Renda Nacional Disponível) é de 1.620, e não 1.820; alternativa d: O Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB ) é igual a: ICTB = 21,6% (e não 19%, como no enunciado) alternativa e: O Brasil absorveu uma poupança líquida real de 40, e não remeteu 40. Deve ser lembrado que, quando há déficit no balanço de transações correntes, isso significa que absorvemos poupança no sentido real (absorvemos bens e 141
143 serviços do exterior), e transferimos dólares para o exterior (transferência apenas em termos financeiros). 9. Uma das afirmações abaixo é correta. Identifique-a: a) Define-se a taxa de câmbio como o preço, em moeda estrangeira, de uma unidade de moeda nacional. b) A redução da taxa interna de juros é instrumento de combate ao déficit do Balanço de Pagamentos. c) Em qualquer regime de taxa de câmbio, o Banco Central é forçado a manter um volume adequado de reservas cambiais para atender aos excessos de procura sobre oferta de moeda estrangeira. d) Um país, no curto prazo, conseguirá sustentar a paridade cambial, em regime de taxas de câmbio fixas, reduzindo os juros internos ou centralizando o câmbio. e) Restrições tarifárias ou quantitativas às importações e subsídios às exportações são alternativas tecnicamente inferiores às desvalorizações cambiais para melhorar o Balanço de Pagamentos, porque podem distorcer a alocação de recursos e ensejar medidas retaliatórias de outros países, que as neutralizem. RESPOSTA: alternativa e. A alternativa é auto-explicativa. Restrições tarifárias ou quantitativas às importações e subsídios às exportações são alternativas tecnicamente inferiores às desvalorizações cambiais para melhorar o Balanço de Pagamentos, porque podem distorcer a alocação de recursos e ensejar medidas de retaliação de outros países, que as neutralizem. 10. O Brasil participa, ao lado de vários outros países, de vários organismos internacionais cujos objetivos, em síntese, são o financiamento a longo prazo, a realização de empréstimos, a regulamentação do fluxo de comércio exterior entre os diversos países etc. Qual dentre esses organismos internacionais foi criado com a finalidade de socorrer seus 142
144 associados nos desajustes de seus balanços de pagamentos e evitar a instabilidade cambial? a) Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) (Banco Mundial). b) Fundo Monetário Internacional (FMI). c) Corporação Financeira Internacional (CFI). d) Acordo Geral das Tarifas e Comércio (GATT) (General Agreement on Tariffs and Trade). e) Organização Mundial do Comércio (OMC). RESPOSTA: alternativa b. O FMI tem justamente a finalidade de socorrer os países associados nos desajustes de seus balanços de pagamentos e evitar a instabilidade cambial. O Bird (Banco Mundial) é uma entidade de financiamento do desenvolvimento econômico, enquanto o GATT (atual OMC) regula e fiscaliza tarifas cobradas no comércio internacional, para evitar práticas de dumping ou de protecionismo exacerbado. A CFI (Corporação Financeira Internacional) é um órgão do Banco Mundial que financia projetos de melhoria de competitividade e qualidade empresariais. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Uma balança comercial favorável significa: a) Excesso de exportações de mercadorias e outros créditos em conta corrente sobre as importações de mercadorias e outros débitos em conta corrente. b) Excesso de moeda estrangeira recebida por nosso país sobre a moeda de nosso país recebida por estrangeiros. c) Excesso do total dos créditos sobre o total dos débitos no balanço de pagamentos. d) Excesso de exportações de mercadorias sobre importações de mercadorias. e) Aumento da poupança externa. 143
145 RESPOSTA: alternativa d. Um balanço comercial (BC) favorável significa superávit no BC, que ocorre quando as exportações superam as importações. Note que isso significa redução da poupança externa. 2. O Balanço de Pagamentos do Brasil apresentou as seguintes estatísticas para um dado ano, em milhares de dólares: Mercadorias e Serviços = 312 Transferências Unilaterais = + 31 Balanço de Capitais Autônomos = Erros e Omissões = + 41 Pode-se afirmar, com base nesses dados, que o valor das transações correntes para esse ano foi de: a) 281 b) c) d) e) RESPOSTA: alternativa a. Sendo BTC = saldo de Transações Correntes, BC = Balanço Comercial, BS = Balanço de Serviços e TU = Transferências Unilaterais, temos: BTC = BC + BS +TU = 0 + ( 312) + (+ 31) = Se o Balanço de Pagamentos Internacionais de uma nação mostra que suas importações FOB representam menos do que suas exportações FOB, a nação possui um: a) Déficit no Balanço de Pagamentos. b) Superávit no Balanço de Pagamentos. c) Déficit na Balança Comercial. d) Superávit na Balança Comercial. 144
146 e) A alternativa c é a correta. RESPOSTA: alternativa d. A situação em que importações FOB são menores que as exportações FOB representa superávit na Balança Comercial, nada podendo ser concluído sobre o Balanço de Pagamentos total. 15 POLÍTICA FISCAL E DÉFICIT PÚBLICO 145
147 QUESTÕES PROPOSTAS ECONOMIA MICRO E MACRO 1. Em matéria de tributação, o princípio do benefício afirma que: a) Os impostos devem ser distribuídos proporcionalmente ao nível de renda dos indivíduos. b) Os impostos devem ser distribuídos de modo que o encargo suportado seja igual para todos os indivíduos. c) As pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem que recebem das despesas governamentais. d) Os tributos devem incidir principalmente sobre os mais ricos. e) Os impostos devem ser iguais para todos. RESPOSTA: alternativa c. Em matéria de tributação, o princípio do benefício afirma que as pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem que recebem das despesas governamentais. A alternativa a refere-se ao outro princípio, chamado de princípio da capacidade de pagamento. 2. A carga tributária de um país é considerada progressiva quando: a) É realizada, principalmente, por meio de impostos incidentes sobre a produção industrial. b) Onera todos os segmentos sociais na mesma proporção. c) Onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de menor poder aquisitivo. d) Onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de maior poder aquisitivo. e) É realizada, principalmente, por meio de impostos incidentes sobre a comercialização da produção. RESPOSTA: alternativa d. A carga tributária de um país é considerada progressiva quando onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de maior poder aquisitivo; e é considerada regressiva quando onera 146
148 proporcionalmente mais os segmentos sociais de menor poder aquisitivo. As alternativas a, c, e e referem-se a estruturas tributárias regressivas; a alternativa b diz respeito a impostos proporcionais. 3. Nas discussões sobre tributos, faz-se distinção entre impostos progressivos, regressivos e proporcionais. Define-se que um imposto é: a) Progressivo, quando se retira uma proporção decrescente da renda do contribuinte à medida que a renda deste aumenta. b) Proporcional, quando se retira uma proporção constante da renda do contribuinte, independentemente da renda que este aufere. c) Regressivo, quando se retira uma porção crescente da renda do contribuinte, à medida que sua renda aumenta. d) Regressivo, quando se retira uma porção decrescente da renda do contribuinte, à medida que sua renda decresce. e) Proporcional, quando a alíquota cresce proporcionalmente com o nível de renda do contribuinte. RESPOSTA: alternativa b. Um imposto é proporcional (ou neutro) quando todos os contribuintes pagam uma mesma proporção de imposto em relação a suas rendas. No caso de um imposto progressivo, essa proporção é crescente com a renda, e no caso de um imposto regressivo, a proporção é decrescente com a renda. 4. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é: a) Um imposto progressivo porque se aplica tanto sobre artigos de luxo como sobre gêneros de primeira necessidade. b) Um imposto regressivo, porque os ricos gastam menor porcentagem de sua renda total em mercadorias tributadas e, daí, a proporção dos pagamentos de impostos em relação à renda é maior para as pessoas pobres. c) Um imposto progressivo, porque os ricos gastam mais do que os pobres. 147
149 d) Um imposto regressivo, porque há mais dinheiro arrecadado de um homem pobre do que de um rico. RESPOSTA: alternativa b. Analisaremos todas as alternativas: alternativa a: a progressividade de um imposto não é conhecida, sabendo-se somente as características dos produtos em que se aplica o imposto; alternativa b: correta; alternativa c: gastos absolutos com os impostos não revelam a progressividade dos impostos. É preciso conhecer os gastos percentuais em relação à renda; alternativa d: idem. 5. Em relação às finanças públicas, uma das afirmativas a seguir é falsa. Identifique-a: a) O conceito de déficit primário inclui os juros reais da dívida passada. b) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) pode ser caracterizado como imposto indireto. c) Em períodos de inflação, um imposto progressivo sobre a renda contribuiria para frear a expansão da renda disponível e, em conseqüência, do consumo do setor privado. d) Se a alíquota de um imposto sobre vendas não variar segundo o produto vendido, esse imposto será regressivo, do ponto de vista da renda do consumidor. e) No cálculo do déficit público, segundo o conceito operacional, excluem-se as despesas com correção monetária. RESPOSTA alternativa a. O conceito de déficit primário exclui os juros reais. Os juros reais são incluídos no conceito operacional. 148
150 QUESTÕES ADICIONAIS 1. É incorreto afirmar que: ECONOMIA MICRO E MACRO a) Obtém-se superávit fiscal quando a arrecadação supera as despesas do exercício, excluindo os juros da dívida. b) O déficit operacional é a soma do déficit primário com os juros reais da dívida pública. c) O resultado operacional é obtido excluindo-se do resultado nominal a taxa de inflação e variação cambial. d) Não pode ocorrer simultaneamente superávit primário e déficit operacional. e) O conceito de déficit público representa um fluxo, enquanto o conceito de dívida pública é um estoque. RESPOSTA: alternativa d. Pode ocorrer simultaneamente superávit primário e déficit operacional, quando são incluídos os juros pagos pelo governo. Por exemplo, se o superávit operacional for de 4% do PIB e os juros pagos 6% do PIB, ter-se-á um déficit operacional de 2% do PIB. 149
151 16 NOÇÕES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO QUESTÕES PROPOSTAS 1. Com determinada propensão a consumir, uma redução na relação y/k (produto-capital): a) Diminui a taxa de crescimento da economia. b) Aumenta a taxa de crescimento da economia. c) Não teria efeito sobre a taxa de crescimento da economia. d) a, b, e c estão corretas. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Com determinada propensão a consumir, uma redução na relação y/k (produto-capital) aumenta a taxa de crescimento da economia. É oportuno destacar que uma redução na relação y/k implica que a mesma quantidade de produto tem que ser produzida com mais capital. 2. No modelo Harrod-Domar, se a função poupança é S = 0,2y e a relação capital-produto é 4, então, em equilíbrio, a taxa de crescimento da renda é: a) 2% b) 5% c) 12% d) 3,2% e) 8% 150
152 RESPOSTA: alternativa b. Sendo S = s. y = poupança agregada, s = propensão a poupar (ou taxa de poupança), y = renda real, v = relação produto-capital e y = taxa de crescimento da renda, temos: S = 0,2. y = s. y s = 0,2 v = 1 / relação capital-produto = 1/4 = 0,25 y = s. v = 0,2. 0,25 = 0,05 = 5% 3. Sobre o modelo Harrod-Domar, assinale a alternativa errada: a) Se a propensão a poupar for 0,3 e a relação produto-capital 0,4, a taxa de crescimento da renda é de 12%. b) Equilíbrio em fio de navalha significa que, uma vez saindo da trajetória de crescimento, não é possível mais voltar a ela. c) A principal crítica ao modelo é a relação produto-capital constante. d) O investimento é visto como elemento de oferta e de demanda agregada. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. A alternativa e está errada, pois todas as alternativas anteriores são corretas. Note que as alternativas b e c estão intimamente ligadas. Resolveremos a alternativa a, que necessita de cálculos: y = s. v = 0,3. 0,4 = 0,12 = 12% 4. Um aumento da taxa de crescimento econômico é possível quando ocorrer: a) Aumento da taxa de investimento. b) Deslocamento dos investimentos para os setores em que a relação K/y (capital-produto) seja a mais elevada. c) Aumento da quantidade de K por unidade de produto. 151
153 d) Todas as alternativas acima. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. As alternativas b e c (e, portanto, d e e) estão incorretas, pois levam à redução da relação produto-capital e, desse modo, da taxa de crescimento econômico. A alternativa correta é a a. (Nota: No gabarito do livro-texto, está indicado erroneamente a alternativa d como sendo a certa. A correção será feita na próxima edição.) 5. Na análise de crescimento econômico segundo Harrod e Domar, uma das hipóteses básicas é que a função de produção agregada possui: a) Coeficientes fixos. b) Coeficientes variáveis. c) Coeficientes fixos e uma relação capital-produto maior do que um. d) Coeficientes variáveis e uma relação capital-produto menor do que um. e) Coeficientes fixos e uma relação capital-produto menor do que um. RESPOSTA: alternativa a. Os coeficientes da função de produção são fixos porque a relação produto-capital é tomada como constante. Note que a relação capital-produto é menor que um. 6. Uma economia com taxa interna de poupança de 20%, com uma relação y/k de 0,4 e com uma poupança externa de 5% do Produto Nacional terá uma taxa potencial de crescimento da economia de: a) 8,00% b) 6,00% c) 10,00% d) 6,25% e) entre 6,00% e 9,00% RESPOSTA: alternativa c. 152
154 Lembrando que y = s. v, onde s é a soma da poupança interna mais a poupança externa e v é relação marginal produto-capital (que supomos igual à relação média produto-capital), temos então: y = (0,2 + 0,05). 0,4 = 0,10 ou y = 10% 7. Numa economia em desenvolvimento, a relação incremental capital-produto é igual a 3; a propensão interna a poupar é de 17% do PIB; a depreciação do capital fixo equivale a 5% do PIB e a taxa de crescimento populacional é de 2,8% a.a. O governo, para manter elevado o nível de emprego, decide fazer crescer a economia à taxa de 3,2% a.a. em termos per capita. Nessas condições, a poupança a ser obtida no exterior (déficit do Balanço de Pagamentos em conta corrente) deverá ser, como proporção do PIB, de: a) 6,0% b) 12,0% c) 14,2% d) 3,2% e) 3,5% RESPOSTA: alternativa a. Trata-se do modelo Harrod-Domar mais ampliado. A fórmula usual é: y = s. v (1) onde: y é a taxa de crescimento do produto; s é a propensão (média e marginal) a poupar; v é a relação marginal (incremental) produto-capital. Chamando s I à poupança interna e s E à poupança externa, a fórmula usual do modelo (1) se transforma em: 153
155 y = (si + se). v (2) Deve-se ainda retirar a poupança para a provisão para depreciação (ou investimentos necessários para reposição de equipamentos) d. Assim, a fórmula (2) fica: y = (si+ se d). v (3) Antes de substituir os dados do exercício, temos que ver qual é a taxa de crescimento do produto desejado y. Como a taxa de crescimento do produto per capita y c é de 3,2% a.a. e a população cresce à taxa de 2,8% a.a., temos que: y = n + yc isto é, a taxa de crescimento do produto é igual à taxa de crescimento da população mais a taxa de crescimento do produto per capita. Substituindo os valores, temos: y = 2,8% + 3,2% = 6% Portanto, substituindo os valores em (3), temos: Resolvendo para s E, temos: 6% = (17% + se 5%). 1/3 se = 6% que é a poupança a ser obtida no exterior. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa incorreta: a) Se a taxa efetiva for maior que a taxa garantida de crescimento, tem-se escassez de capital. b) Se a taxa garantida for maior que a taxa efetiva de crescimento, tem-se excesso de capacidade instalada. 154
156 c) A taxa garantida de crescimento é obtida quando tem-se o equilíbrio entre oferta e demanda agregada de bens e serviços, com o estoque de capital plenamente empregado. d) Se a taxa natural for superior à taxa garantida de crescimento, tem-se escassez de mão-de-obra. e) A taxa efetiva de crescimento ocorre quando a oferta agregada iguala a demanda agregada de bens e serviços. RESPOSTA: alternativa d. Se a taxa natural de crescimento, que é a taxa de crescimento da mão-de-obra, for superior à taxa garantida de crescimento, significa a ocorrência de desemprego de mão-de-obra, que estará crescendo mais do que o requerido para o crescimento da produção do país. 155
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