A COMPREENSÃO DO CONCEITO DE FRAÇÃO
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- Sandra Azeredo Carreira
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1 A COMPREENSÃO DO CONCEITO DE FRAÇÃO Educação e Produção do Conhecimento nos Processos Pedagógicos Cleber de Oliveira dos Santos 1 Nesse trabalho apresentam-se os resultados de uma pesquisa sobre a compreensão de estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Superior sobre o conceito de fração. De acordo com Nunes e Bryant (1997), com as frações as aparências enganam e alguns alunos podem passar pela escola sem dominar diversos aspectos cruciais do conceito de fração. Segundo os autores em referência, a utilização correta dos termos fracionais e sua operacionalização não é garantia de compreensão a respeito das frações. De fato, a fração é um conteúdo da disciplina de Matemática em que os alunos apresentam dificuldades, conforme os resultados de pesquisa apresentados por Amorim (2007). Qual é a natureza dessas dificuldades? Resultam dos métodos de ensino adotados? Dos conteúdos contemplados? Do modo de sistematização proposto nos livros didáticos brasileiros? Essas dificuldades são superadas no decorrer dos anos de escolarização? Quais os elementos que emperram a apropriação teórica do conceito de fração? Diante desses questionamentos, elaborou-se o seguinte problema de pesquisa: qual a compreensão dos estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Superior sobre o conceito de fração? Para tanto, apresentam-se as duas questões a seguir, para 27 estudantes dos três níveis de ensino a fim de responderem individualmente por escrito. (1) O que é 3? (2) Localize na reta numérica o número racional 3. 1 Licenciado em Matemática UNISUL campus Tubarão (SC). Especialista em Educação Matemática UNISUL campus Tubarão (SC). Especialista em Matemática UFSC campus Florianópolis (SC). Graduando Licenciatura em Física UNISUL campus Tubarão (SC). Aluno especial da disciplina Fundamentos da Teoria Histórico-Cultural do Curso de Mestrado em Educação UNISUL campos Tubarão (SC). 1
2 Os colaboradores da pesquisa foram 73 estudantes do Ensino Fundamental (6º, 8º e 9º ano), oito estudantes do Ensino Médio (2ª série) e 166 estudantes do Ensino Superior (Cursos de Ciências Contábeis e Engenharia de Produção) de instituições de ensino públicas e privadas, localizadas no sul do estado de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa com base nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural, mais especificamente na crítica dos autores adeptos a essa teoria sobre o ensino tradicional. Foram detectados, nas respostas, alguns elementos dos princípios didáticos: caráter sucessivo da aprendizagem, a acessibilidade, o caráter consciente e visual, direto ou intuitivo do ensino (DAVÍDOV, 1987). As categorias de análise incidem nas seguintes relações: discreto e contínuo; significações aritméticas, algébricas e geométricas; conceito empírico e teórico. Assim, foram adotados os seguintes procedimentos: análise das respostas dos estudantes; identificação do princípio didático subjacente às respostas; reflexão teórica com base nos fundamentos da Teoria Histórico- Cultural. O ensino tradicional, na concepção de Davýdov (1982), limita-se aos conceitos espontâneos, ao desenvolvimento do pensamento empírico. Em oposição a este, Davýdov elaborou uma proposta para o ensino de Matemática com base nos princípios da Teoria Histórico-Cultural. A coleta dos dados foi realizada em dois dias distintos. No primeiro dia, após informá-los sobre o sigilo em relação à identificação dos colaboradores da pesquisa, os estudantes responderam, individualmente, à seguinte questão: o que é 3? Após a análise dos resultados dessa primeira questão, fez-se necessário um segundo momento de coleta de dados, por meio de uma nova questão a fim de se verificar a compreensão teórica do mesmo: localizar na reta numérica o número racional 3. De posse das respostas, estas foram analisadas segundo os princípios didáticos apresentados por Davídov (1987). Constatou-se que as respostas expressam os fundamentos dos princípios da escola tradicional, tais como: caráter sucessivo da aprendizagem, a acessibilidade, o caráter consciente e visual, direto ou intuitivo do ensino (DAVÍDOV, 1987). 2
3 Caráter sucessivo: de acordo com esse princípio, na escola primária é oferecida aos estudantes uma formação baseada no pensamento empírico. Nesse sentido, mantém-se o teor dos conhecimentos que a criança aprende no cotidiano, antes de entrar na escola. Com o passar dos anos essa relação permanece, o que impossibilita a inserção dos conhecimentos teóricos no currículo (DAVÍDOV, 1987). Acessibilidade: com base nesse princípio, os conceitos, na escola tradicional, são organizados para se adequar ao nível de idade e ao nível de desenvolvimento já atingido pelas crianças. Para Davýdov, este princípio deve ser transformado em princípio da educação que desenvolve. O ensino deve criar condições para que ocorra o desenvolvimento mental dos estudantes (DAVÍDOV, 1987). Caráter consciente: a partir desse princípio o ensino contempla as abstrações diretamente relacionadas às ilustrações dadas aos órgãos dos sentidos. Em oposição ao princípio do caráter consciente, Davýdov sugere o princípio da atividade, no qual os estudantes são orientados, pelo professor, a revelarem sua origem do conhecimento (DAVÍDOV, 1987). Caráter visual: nesse princípio as generalizações são realizadas a partir do destaque dos indícios comuns dados externamente nos objetos. Tal princípio, na proposta de Davýdov, é superado pelo caráter objetal. As ações com o objeto do conhecimento levam os estudantes a reproduzirem o modelo e o representarem na forma objetal, gráfica e literal. Desse modo, possibilita-se a revelação da essência do conceito e suas manifestações particulares (DAVÍDOV, 1987). Na sequência, são apresentadas e analisadas algumas respostas para: o que é 3? Inicia-se com a resposta de um estudante do 6º ano do Ensino Fundamental (Ilustração 1). Ilustração 1 Resposta do E1 2-6º ano do Ensino Fundamental 2 Para manter os nomes dos estudantes em sigilo, utilizou-se a letra E, inicial da palavra estudante, acompanhada de um número que identifica cada colaborador da pesquisa. 3
4 O estudante associa a fração 3 a uma imagem empírica cujo formato lembra retângulo e um círculo. Para ele, 3 representa uma figura que foi dividida em quatro partes iguais e pintada três dessas partes. Vale destacar que 100% dos estudantes desse ano escolar desenharam figuras para representar a fração 3. 2). No 8º ano do Ensino Fundamental a situação não é diferente (Ilustração Ilustração 2 Resposta do E2-8º ano do Ensino Fundamental Os estudantes (85%) do 8º ano do Ensino Fundamental também associam a fração 3 a uma imagem visual. Apenas 10% reconhecem a fração 3 como três partes de um todo, ou seja, um inteiro dividido em quatro partes iguais, no qual se tomam três dessas partes, e 5% desses responderam simplesmente que 3 era uma fração. O teor visual empírico permanece no último ano do Ensino Fundamental, porém, agora, como abstração verbal, conforme a ilustração 3: Ilustração 3 Resposta do E3-9º ano do Ensino Fundamental No 9º ano do Ensino Fundamental, 90% dos estudantes explicam que a fração 3 significa três partes de um todo dividido em quatro. Apenas 5% representam a fração 3 visualmente e outros 5% responderam simplesmente que 3 era uma fração. O teor conceitual permanece o mesmo. Trata-se da representação empírica abstraída na mente dos estudantes. Já não se faz mais necessário desenhá-la, embora seja o desenho o fundamento de suas respostas.
5 No Ensino Médio surge uma nova forma de representar a fração: a decimal, ainda que a compreensão predominante no Ensino Fundamental coexista (Ilustração ): Ilustração Resposta do E - 2ª série do Ensino Médio Metade dos estudantes da 2ª série do Ensino Médio reconhece a fração 3 como três partes de um todo dividido em quatro. Os outros 50% dos estudantes dividem 3 por e representam a fração 3 como o número racional 0,75. Mas o desenho também permanece, tal como ocorre no Ensino Fundamental, na maioria das respostas dos estudantes do Ensino Médio, diferentemente do que acontece no Ensino Superior, no qual os desenhos quase não são contemplados, embora o teor das respostas seja semelhante ao do Ensino Médio. Na sequência, apresenta-se a resposta de um estudante do 2º semestre do Ensino Superior do Curso de Ciências Contábeis (Ilustração 5). Ilustração 5 Resposta do E5 No Ensino Superior, 85% dos estudantes de diferentes cursos apresentaram respostas semelhantes à ilustração 5. Apenas 10% associaram a fração 3 visualmente e 5% responderam simplesmente que 3 era uma fração. Diante desses resultados, questiona-se: os estudantes, colaboradores da pesquisa, compreendem frações em seu contexto matemático, no lugar geométrico do conceito de número? A representação empírica dá conta da representação na reta numérica? Na busca por respostas para essas questões, foi apresentada uma nova questão aos estudantes: localize na reta numérica o 5
6 número racional 3. Tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio a resposta foi a mesma (Ilustração 6): Ilustração 6 Resposta do E6 - do Ensino Médio No Ensino Superior prevaleceu a representação decimal (0,75), conforme a resposta de um estudante do Curso de Ciências Contábeis (Ilustração 7). Ilustração 7 Resposta do E7 Embora a maioria dos estudantes (95%) tenha localizado corretamente o ponto geométrico correspondente, estes não compreendem o significado da fração na reta. Além disso, 5% deles localizaram a fração 3 entre os números 3 e. Apenas dois estudantes localizaram corretamente a fração 3 na reta numérica, conforme a resposta de um estudante do Curso de Engelharia de Produção (Ilustração 8). Ilustração 8 Resposta do E8 Desse modo, os resultados indicam que a relação direta da fração com uma imagem visual, empiricamente dada, não garante a sua compreensão para além do exemplo particular considerado no ensino da fração. Considerações finais 6
7 Os resultados indicam que a maioria dos estudantes, dos diferentes níveis de ensino, não compreende fração para além da relação direta com a representação visual empírica. Nos anos seguintes a imagem é abstraída, mas o conteúdo dessa representação permanece. Os estudantes concebem fração como: divisão, parte de algo, razão e proporção. Portanto, faz-se necessário, tal como aponta Davídov (1987), repensar os conteúdos e métodos de ensino. Referências AMORIM, M. P. Apropriação de significações do conceito de números racionais: um enfoque histórico-cultural f. Dissertação de Mestrado, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, DAVÍDOV, V. V. Análisis de los principios didácticos de la escuela tradicional y posibles principios de enseñanza en el futuro próximo. In: SHUARE, M. La psicología Evolutiva y pedagógica en la URSS. Moscú: Progreso, p DAVÝDOV, V. V. Tipos de generalización en la enseñanza. 3. ed. Habana: Editorial Pueblo y Educación, NUNES, T.; BRYANT, P. Crianças fazendo matemática. Porto Alegre,
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