IMPACTOS TRIBUTÁRIOS DA LEI /2014 NO SETOR ELÉTRICO

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1 IMPACTOS TRIBUTÁRIOS DA LEI /2014 NO SETOR ELÉTRICO

2 Sumário: Contratos de Concessão de Serviço Público (OCPC 05 e ICPC 01): PIS/Pasep e Cofins Regime Cumulativo e não-cumulativo: Atividade de Distribuição; Atividade de Transmissão. Depreciação/Amortização dos bens reversíveis: Indenizáveis; Não indenizáveis.

3 Contratos de Concessão de Serviço Público (OCPC 05 e ICPC 01) PIS/Pasep e Cofins Regime Cumulativo Atividade de Distribuição; Atividade de Transmissão.

4 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO BASE DE CÁLCULO A base de cálculo prevista no art. 2 da Lei n 9.718/1998, passou a ser a receita bruta, conforme definido no art. 12 do Decreto-lei n 1.508/1977 (redação dada pelo art. 52 da Lei n /2014);

5 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO Decreto-lei 1.598/1997 Art. 12. A receita bruta compreende: (Redação dada pelo art. 2º. da Lei ) I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; II - o preço da prestação de serviços em geral; III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III.

6 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO - BIFURCAÇÃO NAS DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA ELÉTRICA, O CUSTO DA CONSTRUÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS NÃO SÃO TRATADOS COMO ATIVO IMOBILIZADO, MAS SIM ATIVO INTANGÍVEL E FINANCEIRO (OCPC 05): ATIVO INTANGÍVEL ATIVO FINANCEIRO RESULTADO RECEITA

7 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO - INTANGÍVEL DEVE SER EXCLUÍDA da receita bruta, a receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de concessão de serviços públicos. (inciso VI, 2º. do art. 3º. da Lei 9.718/1998 com redação dada pelo art. 52 da Lei /2014) Essa exclusão, nas DISTRIBUIDORAS, deverá ocorrer no período de construção, quando se registra o ativo intangível em contrapartida com a receita. A tributação ocorrerá pelo total do fornecimento de energia elétrica.

8 PIS/COFINS CUMULATIVO (APLICÁVEL AO NC) LEI /2014 Capítulo II PIS e Cofins ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO - FINANCEIRO Art. 56. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, a receita decorrente da construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo financeiro representativo de direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro, integrará a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, à medida do efetivo recebimento. Assim, nas DISTRIBUIDORAS, essa receita no período de construção, será incluída na Base de Cálculo, somente quando da indenização ao final da concessão.

9 PIS/COFINS LEI /10833 REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO NAS TRANSMISSORAS DE ENERGIA ELÉTRICA, O CUSTO DA CONSTRUÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS NÃO SÃO TRATADOS COMO ATIVO IMOBILIZADO, MAS SIM COMO ATIVO FINANCEIRO (OCPC 05): ATIVO FINANCEIRO RESULTADO RECEITA

10 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Não há previsão de exclusão para o caso de ativo financeiro, no entanto, conforme visto, o art. 56 da Lei n /2014 estabeleceu que a incidência dessas contribuições ocorrerá à medida do efetivo recebimento desse ativo financeiro. Assim, nas TRANSMISSORAS, essa receita no período de construção, só será incluída na Base de Cálculo, quando do recebimento da RAP, e não pelo registro o Ativo financeiro X Receita.

11 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Considerando que as transmissoras registram, no resultado, o custo de construção, bem como a receita de construção que teve como contrapartida o ativo financeiro, quando do faturamento da RAP, elas reconhecerão no resultado somente o O&M, a Remuneração e atualização (receita financeira), a diferença será creditada no ativo financeiro, como baixa.

12 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Exemplo: no momento inicial definiu-se: O&M = 70%; Investimento = 20%; e remuneração = 10%; total 100%. Faturamento da RAP = 100% = ,00 Débito : Contas a receber R$ ,00 Credito: Receita de O&M R$ 7.000,00 Crédito: Receita financeira R$ 1.000,00 Crédito: Ativo financeiro R$ 2.000,00

13 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Assim, a tributação, tanto do O&M, Receita Financeira (remuneração), bem como do recebimento da receita de construção, será pelo regime de caixa, já aplicado ao lucro presumido. A atenção maior é justamente da não inclusão na BC, da Receita de Construção quando de sua apropriação em contrapartida com o ativo financeiro.

14 Contratos de Concessão de Serviço Público (OCPC 05 e ICPC 01) PIS/Pasep e Cofins Regime Não-Cumulativo Atividade de Distribuição; Atividade de Transmissão.

15 PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO ART. 1º. DA LEI /02 COM REDAÇÃO DO ART. 54 DA LEI /14 BASE DE CÁLCULO A base de cálculo prevista no art. 1 da Lei n /2002 e da Lei n /2003, passou a ser a receita bruta, conforme definido no art. 12 do Decreto-lei n 1.508/1977, e todas as demais receitas auferidas pela Pessoa Jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, com os respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente (inciso VIII do caput do art. 183 da LSA);

16 PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO ART. 1º. DA LEI /2002 Art. 54. da Lei /2014: A Lei n o , de 30 de dezembro de 2002, passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 1 o A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa,, assim entendido incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil.

17 PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO ART. 1º. DA LEI / o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei n o 1.598/1977, e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes do AVP de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei n o 6.404/ o A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep é o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, conforme definido no caput e no 1 o.

18 PIS/COFINS LEI 9.718/ REGIME NÃO CUMULATIVO ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO - BIFURCAÇÃO NAS DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA ELÉTRICA, O CUSTO DA CONSTRUÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS NÃO SÃO TRATADOS COMO ATIVO IMOBILIZADO, MAS SIM COMO ATIVO INTANGÍVEL E FINANCEIRO (OCPC 05): ATIVO INTANGÍVEL ATIVO FINANCEIRO RESULTADO RECEITA

19 PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO ART. 1º. DA LEI / (REDAÇÃO DADA P/ART. 54/55 LEI ) 3 o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: (...) XI (X) - reconhecidas pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de concessão de serviços públicos;

20 PIS/COFINS CUMULATIVO (APLICÁVEL AO NC) LEI /2014 Capítulo II PIS e Cofins ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO - FINANCEIRO Art. 56. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, a receita decorrente da construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo financeiro representativo de direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro, integrará a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, à medida do efetivo recebimento. Assim, nas DISTRIBUIDORAS, essa receita no período de construção, será incluída na Base de Cálculo, somente quando da indenização ao final da concessão.

21 PIS/COFINS LEI /10833 REGIME NÃO CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO NAS TRANSMISSORAS DE ENERGIA ELÉTRICA, O CUSTO DA CONSTRUÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS NÃO SÃO TRATADOS COMO ATIVO IMOBILIZADO, MAS SIM COMO ATIVO FINANCEIRO (OCPC 05): ATIVO FINANCEIRO RESULTADO RECEITA

22 PIS/COFINS CUMULATIVO E NÃO CUMULATIVO LEI /2014 Capítulo II PIS e Cofins ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO Essa exclusão, da receita de construção, deverá ocorrer no período de construção, quando se registra o ativo financeiro em contrapartida com a receita. Não há previsão de exclusão para o caso de receita de construção cuja contrapartida tenha sido o ativo financeiro, no entanto, o art. 56 da Lei n /2014 estabelece que a incidência dessas contribuições ocorrerá à medida do efetivo recebimento.

23 PIS/COFINS NÃO CUMULATIVO LEI /2014 Capítulo II PIS e Cofins ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO - FINANCEIRO Art. 56. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, a receita decorrente da construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo financeiro representativo de direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro, integrará a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, à medida do efetivo recebimento. Assim, nas TRANSMISSORAS, essa receita no período de construção, só será incluída na Base de Cálculo, quando do recebimento da RAP, e não pelo registro do Ativo financeiro X Receita.

24 PIS/COFINS LEI /2002 e LEI /2003 REGIME NÃO-CUMULATIVO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO REGIME MISTO Exemplo: no momento inicial definiu-se: O&M = 70%; Investimento = 20%; e remuneração = 10%; total 100%. Faturamento da RAP = 100% = ,00 Débito : Contas a receber R$ ,00 Credito: Receita de O&M (Competência) R$ 7.000,00 Crédito: Receita financeira (Competência) R$ 1.000,00 Crédito: Ativo financeiro (Caixa) R$ 2.000,00

25 PIS LEI ART. 3º. (CRÉDITOS) 1 o O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2 o desta Lei sobre o valor: (...) III - dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI, VII e XI do caput, incorridos no mês;

26 PIS LEI ART. 3º. (CRÉDITOS) Art.3º. Do valor apurado na forma do art. 2º. a PJ poderá descontar créditos calculados em relação a: VI Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado (...) XI bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços.

27 PIS LEI ART. 3º. (CRÉDITOS) CRÉDITOS NA ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO/DISTRIBUIÇÃO 21. Na execução de contratos de concessão de serviços públicos, os créditos gerados pelos serviços de construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento de infraestrutura, quando a receita correspondente tiver contrapartida em ativo intangível, representativo de direito de exploração, ou em ativo financeiro, somente poderão ser aproveitados, no caso do ativo intangível, à medida que este for amortizado e, no caso do ativo financeiro, na proporção de seu recebimento, excetuado, para ambos os casos, o crédito previsto no inciso VI do Caput. (Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado)

28 PIS LEI ART. 3º. (CRÉDITOS) 22. O disposto no inciso XI do caput (art. 3º.) não se aplica ao ativo intangível referido no 21. XI - bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços. Assim, nas DISTRIBUIDORAS o crédito sobre o ativo financeiro ocorrerá somente quando da indenização. Havendo prorrogação, automaticamente o ativo financeiro será transferido para o ativo intangível a ser amortizado.

29 Contratos de Concessão de Serviço Público (OCPC 05 e ICPC 01) IMPOSTO DE RENDA P.JURÍRIDA LUCRO PRESUMIDO

30 IRPJ LUCRO PRESUMIDO CONTRATO DE CONCESSÃO - LEI /2014 ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO Art. 44. No caso de contratos de concessão de serviços públicos, a receita reconhecida pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, não integrará a base de cálculo do imposto sobre a renda, quando se tratar de imposto sobre a renda apurado com base no lucro presumido ou arbitrado.

31 IRPJ LUCRO PRESUMIDO CONTRATO DE CONCESSÃO - LEI /2014 ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Não identificamos nenhum dispositivo na Lei n /2014 que permitisse a exclusão da Receita decorrente da construção, recuperação, reforma e ampliação, ou melhoramento da infraestrutura cuja contrapartida seja ativo financeiro, NA APURAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO.

32 IRPJ LUCRO PRESUMIDO CONTRATO DE CONCESSÃO - LEI /2014 ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Pela regra geral o lucro presumido é calculado com base em um percentual sobre a receita recebida. A receita decorrente da construção, recuperação, reforma e ampliação, ou melhoramento da infraestrutura cuja contrapartida seja ativo financeiro não é recebida naquele momento, assim, não será objeto de tributação do IRPJ e nem da CSLL.

33 IRPJ LUCRO PRESUMIDO CONTRATO DE CONCESSÃO - LEI /2014 ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Exemplo: no momento inicial definiu-se: O&M = 70%; Investimento = 20%; e remuneração = 10%; total 100%. A base de cálculo do Lucro Presumido será a receita total. Faturamento da RAP = 100% = ,00 Débito : Contas a receber R$ ,00 Credito: Receita de O&M R$ 7.000,00 Crédito: Receita financeira R$ 1.000,00 Crédito: Ativo financeiro R$ 2.000,00

34 Contratos de Concessão de Serviço Público (OCPC 05 e ICPC 01) IMPOSTO DE RENDA P.JURÍRIDA LUCRO REAL

35 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA CONTRATO DE CONCESSÃO ART. 35 DA LEI /2014 ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO Art. 35. No caso de contrato de concessão de serviços públicos em que a concessionária reconhece como receita o direito de exploração recebido do poder concedente, o resultado decorrente desse reconhecimento deverá ser computado no lucro real à medida que ocorrer a realização do respectivo ativo intangível, inclusive mediante amortização, alienação ou baixa.

36 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA CONTRATO DE CONCESSÃO ART. 35 DA LEI /2014 ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO Parágrafo único. Para fins dos pagamentos mensais referidos no art. 2 o da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (ESTIMATIVA), a receita mencionada no caput não integrará a base de cálculo, exceto na hipótese prevista no art. 35 da Lei n o 8.981, de 20 de janeiro de 1995 (SUSPENSÃO/REDUÇÃO).

37 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA CONTRATO DE CONCESSÃO ART. 35 DA LEI /2014 ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Noss contratos de concessão de serviço público de transmissão de energia elétrica, a Receita de Construção que teve como contrapartida o ativo financeiro, já foi tributada para fins de IRPJ e CSLL, pois em momento algum ocorreu a exclusão da receita ou a adição da despesa de construção.

38 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA LUCRO REAL CONTRATO DE CONCESSÃO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Art. 36. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, o lucro decorrente da receita reconhecida pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo financeiro representativo de direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro, poderá ser tributado à medida do efetivo recebimento.

39 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA LUCRO REAL CONTRATO DE CONCESSÃO Art. 36. ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO Parágrafo único. Para fins dos pagamentos mensais determinados sobre a base de cálculo estimada de que trata o art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a concessionária poderá considerar como receita o montante efetivamente recebido.

40 IMPOSTO DE RENDA P.JURÍDICA LUCRO REAL CONTRATO DE CONCESSÃO ATIVIDADE DE TRANSMISSÃO O que se busca tributar é o lucro, que neste caso corresponde a Remuneração; Margem e Receita Financeira, que são reconhecidas contabilmente quando do registro da fatura da RAP.

41 EXTINÇÃO DO RTT/FCONT CONTRATOS DE CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS ART. 16 DA LEI /2014 Art. 16. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, o contribuinte deverá: I - calcular o resultado tributável do contrato de concessão acumulado até a data da adoção inicial, considerando os métodos e critérios vigentes em 31 de dezembro de 2007; II - calcular o resultado tributável do contrato de concessão acumulado até a data da adoção inicial, considerando as disposições da Lei nº , de 2014, e da Lei nº 6.404, de 1976; III - calcular a diferença entre os valores referidos nos incisos I e II do caput; e IV - adicionar, se negativa, ou excluir, se positiva, a diferença referida no inciso III do caput na apuração do lucro real em quotas fixas mensais durante o prazo restante de vigência do contrato. 2º A diferença determinada conforme o inciso III do caput deverá ser controlada no LALUR.

42 EXTINÇÃO DO RTT/FCONT CONTRATOS DE CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS ART. 5º. AO ART. 10 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA (RFB) 1.493/2014 A DIFERENÇA APURADA ENTRE OS CRITÉRIOS, SOCIETÁRIO E FISCAL ( ), PODERÁ SER ADICIONADA OU EXCLUÍDA DURANTE O PERÍODO DE CONCESSÃO, DESDE QUE O CONTRIBUINTE EVIDENCIE ESSA DIFERENÇA EM SUBCONTA VINCULADA AO ATIVO OU AO PASSIVO.

43 DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO LUCRO REAL

44 DEPRECIAÇÃO ATIVO IMOBILIZADO EXCLUSÃO LALUR ART. 57 DA LEI 4.506/64 ALTERADO PELO ART. 40 DA LEI /2014 Art. 57. Poderá ser computada como custo ou encargo, em cada exercício, a importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência normal. 1 o A quota de depreciação dedutível na apuração do imposto será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição do ativo.

45 DEPRECIAÇÃO ATIVO IMOBILIZADO EXCLUSÃO LALUR ART. 57 DA LEI 4.506/64 ALTERADO PELO ART. 40 DA LEI /2014 2º A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos. (sem alteração) 3º A administração do Imposto de Renda publicará periodicamente o prazo de vida útil admissível a partir de 1º de janeiro de 1965, em condições normais ou médias, para cada espécie de bem, ficando assegurado ao contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação dos seus bens, desde que faça a prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente. (sem alteração)

46 DEPRECIAÇÃO ATIVO IMOBILIZADO EXCLUSÃO LALUR ART. 57 DA LEI 4.506/64 ALTERADO PELO ART. 40 DA LEI / Caso a quota de depreciação registrada na contabilidade do contribuinte seja menor do que aquela calculada com base no 3 o, a diferença poderá ser excluída do lucro líquido na apuração do lucro real, observando-se o disposto no 6 o. (novo) 16. Para fins do disposto no 15, a partir do período de apuração em que o montante acumulado das quotas de depreciação computado na determinação do lucro real atingir o limite previsto no 6 o, o valor da depreciação, registrado na escrituração comercial, deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. (novo)

47 AMORTIZAÇÃO DO ATIVO INTANGÍVEL - ART. 41 DA LEI /2014 Art. 41. A amortização de direitos classificados no ativo não circulante intangível é considerada dedutível na determinação do lucro real, observado o disposto no inciso III do caput do art. 13 da Lei n o 9.249, de 26 de dezembro de Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964: III - de despesas de depreciação, amortização, manutenção, reparo, conservação, impost os, taxas, seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis, exceto se intrinsecamente relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços;

48 ANTONIO GANIM Tel.: (61)

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