Resenha. Clássico sobre Heidegger
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- Sebastião Sousa Martinho
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1 Resenha Clássico sobre Heidegger RICHARDSON, W. J., S.J Heidegger, Through Phenomenology to Thought. Preface by Martin Heidegger. 4. ed., New York, Fordham University, 776 p. Quarenta anos se passaram desde a publicação da primeira edição da obra de W. J. Richardson. Qual a importância da mesma em nossos dias? O primeiro mérito dela se encontra em sua proposta original de leitura de Heidegger através da hipótese de diferenciação entre Heidegger I e Heidegger II, e, se concordarmos que esta hipótese tem se mostrado pertinente, então poderemos afirmar que Heidegger, Through Phenomenology to Thought já é um clássico. A diferenciação entre um segundo Heidegger em contraposição ao primeiro Heidegger implicaria uma primazia daquele em detrimento deste, então supostamente superado? Esta não parece ser a posição tomada na interpretação do conjunto da obra do filósofo feita por W. J. Richardson, que inclusive contou com a discussão feita com Heidegger, desde o projeto da obra até a elaboração da carta-prefácio em resposta a duas perguntas que lhe fez. Bem pelo contrário, Richardson inaugura uma opção metodológica, partilhada pela maior parte dos principais intérpretes atuais, que consiste em ler Heidegger a partir de seu começo, em uma época (na década de 60) em que não se tinha acesso a grande parte de seus cursos e escritos como hoje temos através da Gesamtausgabe. A chave de leitura da obra de Richardson já nos é dada na carta-prefácio escrita por Heidegger em resposta 251 FILOSOFIA FILOSOFIA UNISINOS UNISINOSVol. 5 Vol. Nº 5 9 Nº 9 JUL/DEZ JUL/DEZ p
2 252 às perguntas: Como realmente se deve compreender sua primeira experiência da questão do ser em Brentano? (p. VII) e admitindo-se que no seu pensamento aconteceu uma viravolta (Kehre), como esta pode ter acontecido, ou, em outros termos, como é preciso pensar um tal acontecimento nele mesmo? (p. XVI). À primeira pergunta, Heidegger responde remetendo ao primeiro texto filosófico que leu, Sobre o múltiplo sentido do ser em Aristóteles, de Brentano, e que não cessou de retomar desde 1907, na questão sobre o sentido do ser e se nos seus múltiplos sentidos, ser como propriedade, como possibilidade ou efetividade, ser como verdade e ser como esquema de categorias, haveria um acordo ou de onde o ser como tal receberia sua determinação. A resposta heideggeriana a esta primeira pergunta já aponta para uma determinada modalidade de leitura de sua obra: seguir o caminho percorrido pela interrogação acerca do sentido do ser e examinar as formulações elaboradas. O método para tratar da questão sobre o sentido do ser é encontrado na fenomenologia husserliana, abrindo-se assim um renovado estudo da obra de Aristóteles. Contudo, o distanciamento em relação a Husserl é claramente indicado por Heidegger ao discutir o título que havia sido proposto por Richardson à sua tese de doutorado (From phenomenology to thought, Der Weg von der Phänomenologie zum Seinsdenken, Da fenomenologia ao pensamento). Se pelo termo fenomenologia se entende a posição filosófica de Husserl, então o título proposto, ao expressar uma oposição, é justificado. Contudo, cabe, frisa Heidegger, desfazer os equívocos gerados pelo duplo sentido da expressão pensamento do ser (Seinsdenken). Em seu sentido tradicional, metafísico, significa a explicitação do ser dos entes, a saber, da essência e da existência destes últimos, tema que ainda ocupa a fenomenologia de Husserl, mas se nós entendemos a fenomenologia como o deixar-se mostrar do assunto mais próprio do pensar, então o título deve ser: Um caminho através da fenomenologia ao pensamento do ser (Ein Weg durch die Phänomenologie in das Denken des Seins) (p. XVI). Esta ob-
3 servação de Heidegger determinou que Richardson modificasse o título da sua obra para Through Phenomenology to Thought (Através da fenomenologia ao pensamento). A segunda pergunta confronta Heidegger diretamente com a ocorrência de uma viravolta (Kehre) em seu pensamento, que se deu aproximadamente em 1936 e levou Richardson a propor a distinção, que se impôs desde então, entre Heidegger I e Heidegger II. Sobre esta ele se posiciona: A distinção que você fez entre Heidegger I e Heidegger II é justificada apenas com a condição de que se tenha constantemente em mente: só através do que foi pensado sob o I torna-se acessível, em um primeiro momento, o que está para ser pensado sob o II. Mas o I só se torna possível se for contido no II (p. XXII). Este enunciado, que de saída propõe uma circularidade, aponta, de saída, duas coisas: o Heidegger fenomenólogo ou, melhor, hermeneuta prepara o caminho para o Heidegger II, e este, por seu turno, abre o espaço em que se pode mostrar o sentido do I, na medida em que o Heidegger II situa a dimensão para a qual o pensamento precisa abrir-se, a paragem na qual é preciso ingressar, a livre amplitude da verdade do ser como presença doada. A reviravolta do pensamento heideggeriano, segundo o próprio Heidegger, não teria sido nem inventada por ele nem diria respeito apenas a ele mesmo. Longe de ser mera conversão pessoal, ela diz respeito à modificação do ser do homem moderno. Não num sentido psicológico ou biológico, sublinha Heidegger, citando um texto de sua autoria do semestre de inverno de 1937/38, mas no sentido do relacionamento do homem com o ser, relacionamento revirado não pelo homem, mas por um destinamento (Geschick) do próprio ser. O que está em questão na reviravolta, diz Heidegger, é o homem na sua relação com o ser, isto é, na viravolta: o ser e a sua verdade em relação ao homem (p. XXI), que corresponde também ao título de 1927, ser e tempo, revirado no título de 1962, tempo e ser : dá-se ser. Esta carta-prefácio vem confirmar o trabalho realizado por Richardson, que no prefácio à presente edição de sua obra narra sua aproximação e o primeiro encontro com 253
4 254 Heidegger, assim como a surpreendente reação deste, que, após ter lido detidamente seu projeto de tese e tê-lo discutido pessoalmente em uma entrevista, telefona para M. Müller e lhe diz: Quem é esse garoto? Tantos têm me entendido errado, e aqui está um que me entendeu completamente, e, além disso, ele é americano! Como isso é possível? (p. XXXII). O que é que Richardson entendeu no pensamento de Heidegger, que recebeu deste uma confirmação tão indubitável de sua interpretação? Ele mesmo nos responde ao dizer que tinha em mente a experiência original da questão do ser ocasionada pela sua [Heidegger] leitura da tese de Brentano sobre Aristóteles, como o acontecimento de onde tudo começou. A descoberta da questão do ser foi também a descoberta de seu esquecimento. (p. XXXIII). Isso lhe dá uma pista de leitura, de modo que neste momento me ocorreu a idéia de que o período tardio deveria ser pensado como uma tentativa de repetir (Wiederholung) o não-dito do período inicial o que não era dito nem o poderia ser no horizonte de Ser e tempo. Isso estabelecia a questão dos dois Heidegger: a hipótese do tardio repetindo o primeiro exigia a tarefa de apresentar uma unidade e continuidade, e, ao mesmo tempo, explicar a diferença de foco e estilo entre ambos (p. XXX). Após termos situado a hipótese de leitura da obra de Heidegger proposta pelo autor, podemos entrar na estrutura da mesma. Ela está dividida em três grandes partes, a primeira trata do Heidegger I, a segunda da famosa viravolta na questão e no método do primeiro Heidegger e a terceira do Heidegger tardio, até a obra O que significa pensar?, de 1952, na medida em que o autor pretende ter alcançado seus objetivos com as preleções deste ano, e não por pressupor que Heidegger não tenha dito mais nada sobre o problema desde então. A introdução e o desenvolvimento da obra, à luz da hipótese interpretativa à base da diferenciação entre Heidegger I e Heidegger II, seguem passo a passo os textos publicados e inéditos, tendo sempre a preocupação primeira de deixar o próprio Heidegger falar. Esta direção é claramente indicada
5 na Introdução: Ainda que sinuoso, o caminho [de Heidegger] é simples, segue uma única direção. O propósito destas páginas é traçar em alguma medida este caminho, a fim de suscitar a questão para que outros também possam trilhá-lo. (p. 3). Richardson segue então, passo a passo, o caminho trilhado por Heidegger, iniciando pelo problema do ser e o problema do pensar, apontando para a interpretação heideggeriana do nascimento da metafísica na distinção entre aparência e idéia em Platão. Colocar o problema não apenas do ser, mas antes do sentido do ser é a própria pergunta acerca da fundamentação da metafísica, que implica sua superação. Mas o que significa superar a metafísica? Destruí-la simplesmente? Certamente não. Heidegger não pretende arrancar o chão da filosofia, mas arar o solo em que ela encontra sua força, meditar acerca de sua essência como modo de retornar a seus fundamentos, ou seja, pensar em relação à verdade de seu ser. O que é que mantém a unidade do é? O que significa dizer que algo é? Apontar para a diferença radical entre os entes indicados no é e o ser permite a Heidegger sair dos paradoxos platônicos e aristotélicos da relação ambígua entre o uno e o múltiplo, entre os entes e o ser supremo, abre uma via de desconstrução da onto-teologia. Assim, a noção de diferença ontológica permite introduzir a chave de leitura do pensamento ocidental como sendo constituído pelo esquecimento da questão do sentido do ser. O contraponto do problema do ser se encontra no problema do pensar. O que significa pensar? Esta questão não é menos complexa do que a questão anterior. Pensar, para Heidegger, é pensar o ser. Deste modo, a questão do sentido do ser torna-se o esforço de pensar o processo do ser. Richardson nos mostra que o pensar, no sentido heideggeriano, se refere ao pensar essencial ou fundacional (das wesentliche Denken), que negativamente se distancia do pensar metafísico (objeto do paciente e longo trabalho desconstrutivo) e positivamente se formula como acontecer da verdade (alétheia), o tornar-se manifesto no processo de mostração dos entes e da própria estrutura do existente humano (Dasein), concebido como ek-sistência. 255
6 256 Com a colocação destes dois problemas, do ser e do pensar, Richardson introduz os parâmetros do caminho trilhado pelo filósofo e nos fornece o arcabouço de sua interpretação da mesma. O desenvolvimento da problemática se divide então em três grandes partes: Do aí ao ser, na qual trata dos grandes textos de Heidegger I (Ser e tempo, Kant e o problema da metafísica, A essência do fundamento e O que é metafísica?); A viravolta, segunda parte que aborda a passagem do primeiro para o segundo Heidegger, através do exame dos textos dos anos 30 (Sobre a essência da verdade, A auto-afirmação da Universidade alemã e Introdução à metafísica); e Do ser ao aí, terceira parte, mais extensa, dividida em duas secções. A secção A acompanha a crítica heideggeriana do pensamento ocidental em sua decadência, a começar por Platão e se estendendo até Nietzsche, mas encontrando em Rilke, considerado então como o poeta por excelência da metafísica em sua consumação, a transição para a repetição do pensar, busca de um outro começo. Desta forma, a secção B da terceira parte é denominada de A re-petição do pensar, que começa com o retorno heideggeriano à poesia de Hölderlin em seus cursos de , na questão sobre a origem da obra de arte e a essência do dizer poético, atravessa a leitura de Nietzsche e Hegel, retorna aos pensadores anteriores a Sócrates (Heráclito, Parmênides e Anaximandro), para alcançar o exame do primeiro curso dado por Heidegger após sua retomada da cátedra na Universidade de Freiburg: O que significa pensar? ( ). A análise deste curso constitui o encerramento do percurso longitudinal feito por Richardson, que mais se preocupa em apresentar o pensamento do filósofo, elucidando a direção do mesmo, do que tomar uma posição. Esta aparece na conclusão da obra. Na conclusão de sua obra, Richardson chama a atenção para o não-fechamento do caminho proposto por Heidegger, e então se trata antes de buscar a direção e o sentido de tal caminho, perpassado sempre por um esforço de krisis no sentido genuíno que Heidegger busca nesta palavra grega: o cortar fora de um ente tudo o mais para contê-lo em seus limites, sendo que limite deve ser entendido não como algo que cinde, mas como aquele lugar onde pode começar a ser o
7 que é como tal. É então que Richardson desenvolve sua tese da distinção entre Heidegger I e Heidegger II, a partir da compreensão de que o mesmo problema ocupa ambos (o esforço de superação da metafísica pela tarefa de pensar o sentido do ser-como-verdade); que em ambos os casos o esforço é ultrapassar a polaridade sujeito-objeto pelo deixar manifestar-se o processo negativo do desvelamento; que o método característico do Heidegger II é o processo do pensar, do Heidegger I, o processo da fenomenologia. A diferença entre ambos pode assim ser esboçada: Se no Heidegger I a natureza do ente que executa o método é caracterizada como transcendência (ser-no-mundo, existência), no Heidegger II ela é caracterizada como eksistência, sendo que em ambos os casos o ente privilegiado, o Dasein, se distingue pela prerrogativa de ser abertura para o ser. Se no primeiro a negatividade se situa na finitude da transcendência, no segundo ela se localiza na finitude da destinação do ser, assim como no primeiro o caráter temporalhistórico do processo é uma prerrogativa do Dasein, responsável pela realização disto por intermédio do caráter de resolução (Entschlossenheit), determinante da liberdade, ao passo que no segundo o caráter temporal-histórico do processo cabe ao próprio ser, a história e o povo pensados sobre o fundo da destinação do ser, de tal modo que a realização do processo requer que o homem devolva o pensar à sua liberdade. Richardson então propõe que o pensamento do ser como está explicitado no Heidegger II não é simplesmente o termo de uma odisséia que começou com a fenomenologia de Ser e tempo. Ele é essa fenomenologia o mesmo processo de interpretação hermenêutica transformada dentro de uma nova modalidade. E, além disso, esta transformação não é arbitrária, determinada por circunstâncias extrínsecas. Muito menos é uma fuga através de uma nova problemática ocasionada pelo fracasso da antiga. Antes disso, a transformação do Heidegger I em II nasce da necessidade imposta pela experiência original do ser como finito (negativo). A substituição de foco do ser-aí (Dasein) para o ser (a qual, tanto quanto podemos ver, caracteriza a diferença fundamental entre os dois períodos) foi requerida por exigências da própria análise hermenêutica, assim que se tornou claro que a 257
8 primazia no processo do ser pertence ao próprio ser. E quando ocorre tal? Precisamente quando o autor começou a meditar a negatividade da verdade como tal. Este é o sentido genuíno da viravolta (Kehre) em Da essência da verdade [...]. (p. 624). 258 Dado isso, ver o Heidegger I como o mesmo que o Heidegger II é tão errôneo quanto enxergar uma clivagem entre ambos. Heidegger I tornou-se vítima da própria metafísica que tentava ultrapassar e por isso a segunda parte de Ser e tempo não foi escrita. A linguagem da metafísica era inadequada para a essencialidade não-metafísica do pensamento. O Heidegger II é uma re-tomada e re-petição do Heidegger I. Podemos então admitir que Heidegger II diz o que o Heidegger I não disse. Se alguns insistem em uma absoluta mesmidade de ambos, nós podemos dizer que há uma profunda continuidade entre os dois períodos e uma necessária evolução de um para outro. Brevemente: o Heidegger I e o Heidegger II não são o mesmo (das Gleiche) mas são um (das Selbe) (p. 625). Neste ponto, Richardson confronta o leitor com uma interrogação paradoxal. Haveria como encontrar o Heidegger mais original, mais genuíno? O Heidegger II, na medida em que emerge a partir do fracasso do Heidegger I, não seria mais original? Ora, o próprio filósofo nos alerta que O que persevera no pensar é o caminho. Na realidade, o completo desdobramento do Heidegger II, pensando a relação entre ser e linguagem, em sua meditação sobre o Lógos, não está longe do que era a principal ambição do Heidegger I. Richardson então propõe, para resolver este paradoxo, a hipótese do que denomina de Ur- Heidegger, o Heidegger primitivo, que se encontra em suas fontes, a começar pelo influxo da leitura do livro de Brentano sobre Aristóteles, e, antes deste, ainda como seminarista, a relação entre ser e linguagem aparece no estudo das Sagradas Escrituras e nas especulações da teologia. Então, é na elucidação da krisis, ou seja, no questionamento que os limites do próprio caminho heideggeriano coloca, que Richardson conclui sua obra. Os limites do próprio pensar, da relação entre ser e linguagem, o ser como acontecimento-apropriação (Ereignis), a alétheia e, enfim, a própria finitude do pensar: Mas estas
9 são questões, questões, questões. Há respostas? O que nós devemos fazer para encontrá-las? Não devemos fazer nada, mas esperar (Wir sollen nichts tun sondern warten) (p. 641). Richardson acrescenta à sua obra um Epílogo, escrito em 1976 por ocasião da morte de Heidegger. É um texto muito poético, no qual o autor retoma o caminho de Heidegger, mas agora podendo introduzir um questionamento acerca do envolvimento do filósofo com o nazismo, em 1933, assim como sua tentativa de se posicionar frente a este, apesar de seus compromissos. Segundo Richardson, a leitura heideggeriana de Nietzsche deste período constitui uma sutil, mas genuína confrontação com o nazismo. O que pode significar o caminho proposto por Heidegger, que afirma que somente um Deus pode nos salvar? Que Deus é este? Richardson lembra que Heidegger iniciou sua meditação a partir do Deus judaico-cristão e sempre manteve um diálogo vivo com os teólogos de sua época, mesmo que não tenha tomado as mesmas posições destes. No fim das contas, o fim de Heidegger foi sereno. Quando o fim esteve próximo, ele pediu a um de seus estudantes, Bernard Welte, padre da arquidiocese de Freiburg, para fazer um pequeno sermão em seu enterro, tomando por tema o seguinte texto da Escritura: Peça e você receberá, procure e você encontrará, bata e a porta abrirá para você (Lucas 2,9). E então Richardson conclui seu epílogo: Era, então, um fim ou um começo? O que nós sabemos com certeza é apenas que era um retorno para onde ele havia iniciado, depois de uma distante origem. Aqueles que admiraram seu gênio, que aprenderam muito com seus esforços e honraram-no por sua fidelidade a sua pergunta por sua infatigável prontidão para a espera podem apenas respeitar o silêncio deste momento. Mas eles podem esperar... que o inesgotável poder do simples (Aletheia, o Lógos) finalmente devolva seu próprio nome para ele, tanto quanto para surpreendê-lo e tornálo livre no fim. Deve a serenidade de seu saber realmente prover uma porta para o eterno! 259 Trata-se de uma interpretação teológica de Heidegger? Em que medida a leitura de Richardson espera poder salvar a
10 filosofia de Heidegger de sua ambigüidade? São interrogações que esta magnífica e sincera obra produz no leitor, que não sai da mesma sem carregar os benefícios de sua leitura cuidadosa e precisa dos tortuosos caminhos heideggerianos. Cabe ainda ressaltar ao leitor duas importantes contribuições do trabalho árduo de Richardson: colocar à disposição sua proposta de tradução para a língua inglesa do difícil vocabulário heideggeriano e apresentar a primeira e mais completa cronologia das obras e dos cursos ministrados por Heidegger. Mario Fleig Professor do PPG-Filosofia da UNISINOS, psicanalista, membro da Association Lacanienne Internationale Felipe Garrafiel Pimentel Acadêmico do curso de Psicologia da UNISINOS, formando em História (UFRGS) e bolsista de iniciação científica (PIBIC) no projeto de pesquisa A ética orginária heideggeriana à luz dos conceitos fundamentais da filosofia aristotélica, sob a coordenação do Prof. Mario Fleig
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