Desenvolvimento do coração
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- Mateus Valgueiro Castilho
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1 Desenvolvimento do coração O desenvolvimento dos vasos sangui neos primitivos e das primeiras ce lulas do sangue comec a aos dias na mesoderme extraembriona ria do saco vitelino e do alantoide. A primeira mudanc a observada consiste na formac a o de acu mulos de ce lulas mesenquimais (angioblastos), chamados ilhotas sanguíneas. Os vasos sangui neos primitivos, no princi pio, esta o isolados entre si e logo se fundem para formar redes vasculares. Enquanto isso, o mese nquima circundante se diferencia em ce lulas dos tecidos muscular e conjuntivo, que formara o as diferentes tu nicas da parede vascular. De uma forma semelhante, sa o formados os tubos cardi acos primitivos na área cardiogênica. 1
2 F131CA12 Formam-se dois cordo es cardi acos, macic os e paralelos, que posteriormente formam cavidades e se transformam nos tubos cardi acos primitivos direito e esquerdo Ao ser produzido o dobramento lateral do embria o, ambos os tubos cardi acos se aproximam entre si e suas paredes se fundem para formar o tubo cardi aco u nico ou corac a o primitivo 2
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5 Também ocorre o dobramento cefa lico e o tubo cardi aco gira ate ficar em posic a o ventral com relac a o ao intestino anterior e caudal com relac a o a membrana fari ngea 4ª semana Em uma etapa mais avanc ada, o corac a o primitivo, de forma tubular, sofre duas constric o es prima rias e fica dividido em tre s cavidades. Estas sa o, em sentido craniocaudal, o bulbo cardi aco, o ventri culo e o a trio. Imediatamente se desenvolve o tronco arterioso, em conexa o com o bulbo cardi aco, e o seio venoso, como uma quarta cavidade em seguida ao a trio. O tronco arterioso se comunica cranialmente com os arcos ao rticos. O seio venoso apresenta duas expanso es laterais chamadas cornos direito e esquerdo que, por sua regia o caudal, recebem as veias umbilicais que prove m da placenta, as veias vitelinas que ve m do saco vitelino e as veias cardinais comuns que recolhem o sangue de todo o corpo do embria o 5
6 Desta forma, durante a quarta semana do desenvolvimento, e formado o sistema cardiovascular primitivo e o corac a o comec a a bater ao se estabelecer a circulac a o fetoplacenta ria primitiva, dando ini cio ao funcionamento do primeiro sistema do embria o O bulbo cardi aco e o ventri culo crescem mais ra pido que o resto do corac a o primitivo, o que faz com que este se dobre e adote a forma de U (alc a bulboventricular) e, mais tarde, de S. Ao se dobrar, o a trio e o seio venoso ficam localizados dorsalmente ao tronco arterioso, ao bulbo cardi aco e ao ventri culo 6
7 Coração tubular: alongamento, dilatações e constrições alternadas: -Bulbo Cardíaco: tronco arterial, cone arterial e cone cordial - Ventrículo Primitivo -Átrio Primitivo -Seio Venoso: recebe as veias umbilical, vitelínicas e cardinais comuns 7
8 Crescimento mais rápido do bulbo cardíaco e ventrículo: alça bulboventricular. Curvamento do coração primitivo: átrio e seio venoso localizados dorsalmente 8
9 Desenvolvimento dos a trios Desde a metade da quarta semana comec am a se desenvolver espessamentos mesode rmicos na parede dorsal e ventral do duto auriculoventricular. Sa o os coxins endoca rdicos, que o septam para formar os dutos atrioventriculares direito e esquerdo (Figs e 9-22). Simultaneamente, a partir da parede dorsocranial do a trio primitivo se desenvolve uma estrutura laminar em forma de meia lua, o septum primum (Fig A e B). Este septo cresce em direc a o aos coxins endoca rdicos fundidos e deixa uma abertura chamada foramen primum (foramen; buraco) que vai se reduzindo paulatinamente (ver Fig A, B, C e D). Antes de sua completa oclusa o, na parte superior do septo aparecem va rios orifi cios que logo confluem para se transformarem no foramen secundum (ver Fig C, D, E e F). Isto permite que a comunicac a o entre os dois a trios continue, ja que o crescimento do septum primum terminara obliterando completamente o foramen primum. 9
10 Por volta do final da quinta semana, a partir da parede ventrocranial do a trio se forma outra la mina semilunar, o septum secundum, que cresce em direc a o aos coxins endoca rdicos, passando pelo lado direito do septum primum (ver Fig E, F, G e H). Este segundo septo cobre o foramen secundum sem fecha -lo e sua borda livre deixa uma abertura chamada forame oval ou forame de Botal (ver Fig G). Posteriormente, a porc a o superior do septum primum e reabsorvida e a parte inferior funciona como uma va lvula do forame oval (ver Fig G e H). Esta va lvula permite que o sangue circule do a trio direito para o a trio esquerdo, em vez de passar para o sistema pulmonar que esta pouco desenvolvido durante todo o peri odo fetal 10
11 seio venoso passa a fazer parte do a trio direito as paredes da veia primitiva va o sendo incorporadas a parede do a trio esquerdo, ate que os quatro ramos da veia pulmonar primitiva tenham comunicac a o direta com a parede atrial, constituindo, assim, as veias pulmonares Desenvolvimento dos ventri culos A medida que avanc a o desenvolvimento, o bulbo cardi aco se incorpora a s paredes dos ventri culos e forma a parte superior do ventri culo direito (cone arterioso) e do esquerdo (vesti bulo ao rtico). A partir da extremidade caudal do ventri culo primitivo, desenvolvese o septo interventricular. Este septo cresce em direc a o cranial, para os coxins endoca rdicos fundidos, e deixa um orifi cio interventricular que comunica ambos os ventri culos Ao final da se tima semana, ocorre o fechamento do orifi cio interventricular 11
12 Circulação fetal e neonatal A circulac a o fetal fica estabelecida pelo sangue que chega da veia umbilical proveniente dos capilares vilosos placenta rios. Esse san- gue, carregado de O2 (80% de saturac a o), irriga o pare nquima hepa tico. A veia porta, que recebe o sangue pouco oxigenado prove- niente do intestino, desemboca no duto venoso. Essa mistura de sangue oxigenado proveniente da placenta e de sangue pouco oxigenado que chega do intestino e das regio es caudais do feto faz com que o sangue da veia cava inferior contenha uma concentrac a o menor de O2 (70% de saturac a o). Ao desembocar no a trio direito, o sangue fetal oxigenado que leva a veia cava inferior passa na sua maior parte para o a trio esquerdo atrave s do forame oval (orifi cio de Botal), e o restante, misturado com o sangue pouco oxigenado que vem da veia cava inferior, passa para o ventrículo direito (Fig A). O sangue se distribui pelas arte rias da cabec a, do pescoc o e das extremidades superiores, que sa o as regio es do feto melhor oxigenadas 12
13 Do a trio direito, uma parte do sangue passa para o tronco pulmonar. Entretanto, a quantidade se sangue que passa para as arte rias pulmonares e muito pequena, isso porque o pulma o na o ventilado do feto oferece uma resiste ncia vascular elevada. Portanto, a maior parte do sangue atravessa o duto arterioso, vaso arterial temporal que desemboca no basta o ao rtico (Fig A). Assim, o sangue com uma saturac a o de O2 relativa-mente baixa, devido a mistura que ocorre na desembocadura do duto arterioso, corre pela aorta descendente e irriga as vi sceras tora cicas e abdominais e as extremidades inferiores, para voltar a placenta pelas arte rias umbilicais direita e esquerda, que nascem nas arte rias ili acas, ramificac o es terminais da aorta. Circulação neonatal Imediatamente depois do parto e produzida uma contrac a o dos vasos umbilicais; isso, ale m da ligadura do corda o umbilical, provoca a diminuic a o da pressa o sangui nea na veia cava inferior e no a trio direito. Por outro lado, quando o rece m-nascido comec a a respirar, seus pulmo es se expandem e as arteri olas e os capilares se dilatam. Dessa forma, diminui a resiste ncia vascular, o que permite que o maior volume sangui neo que percorre o tronco pulmonar se desvie para as arte rias pulmonares As mudanças do padrão circulatório não são abruptas. Estendem-se pela 1 a infância. 13
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