COLÉGIO OFÉLIA FONSECA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "COLÉGIO OFÉLIA FONSECA"

Transcrição

1 COLÉGIO OFÉLIA FONSECA A FIGURA FEMININA NA LITERATURA SOB A ÓTICA DAS OBRAS LITERÁRIAS: O CORTIÇO E DOM CASMURRO Yara Moura São Paulo 2014

2 Yara Maria Soares Moura A FIGURA FEMININA NA LITERATURA, SOB A ÓTICA DAS OBRAS LITERÁRIAS: O CORTIÇO E DOM CASMURRO Trabalho realizado e apresentado sob a orientação da Professora Cristiane Bastos Ferreira, da disciplina de Língua Portuguesa Criação. São Paulo 2014

3 A maior recompensa para o trabalho do homem não é o que ele ganha com isso, mas o que ele se torna com isso John Ruskin O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Fernando Pessoa

4 Dedicatória Dedico este trabalho aos meus pais, que me mostraram e me mostram até hoje sempre o melhor caminho a seguir, que nunca mediram esforços para realizar um sonho meu, que comemoraram cada pequena conquista até hoje. A eles devo não só a vida, mas a educação, a honestidade e o caráter que tenho. Mais que a vida, me deram amor, carinho e educação; não tudo o que mereço, mas tudo de que preciso. A todas as pessoas que me amam e torcem, pelo meu sucesso. Aos meus tios e tias, que, de todas as formas, se esforçaram ao máximo para me ajudar. A todas as mulheres que me ensinaram a ser uma mulher: minha mãe, em primeiro lugar, que me apresentou o mundo da melhor maneira possível, dentro do seu entendimento, à minha madrinha, que fez parte de toda minha trajetória e à minha irmã. Dedico este trabalho também ao mestre Valdeci Lopes, que cada vez mais está presente em todas as minhas principais conquistas.

5 Agradecimentos No início de 2012, milhões de coisas retratavam aquele momento, medo seria o sentimento mais claro entre todos eles; medo de mudar, de arriscar. Aos poucos, entendi que isso era importante para a minha formação com a total ajuda dos meus pais, pois ali um novo ciclo tinha início, uma nova vida. Saía de uma escola onde fui uma aluna e entrava em um colégio, onde me tornaria estudante. Em meio a tantas mudanças, algumas pessoas me ensinaram o quão importante era ter alguém, pois sem o apoio de cada uma delas, a realização de mais este sonho não seria possível. Agradeço a toda a equipe do colégio Ofélia Fonseca, ao grupo e as pessoas que fazem parte do meu cotidiano, ajudando-me de forma totalmente direta. Este é o resultado de três anos que passei no colégio onde aprendi a aprender, onde me tornei uma estudante, mérito de cada um dos mestres que me ensinaram não apenas fórmulas ou interpretação de textos, mas respeito, dignidade e união. Ensinaram-me a questionar, a entender, a pensar e a admirar. O professor medíocre conta, o bom professor explica, o professor superior demonstra e o grande professor inspira (William Arthur Ward). Assim, agradeço muito aos mestres do colégio Ofélia Fonseca, André, Cristiane, Carlos, Henrique, Luis Fernando, Salomão, Cecília, Carolina, Guilherme, Renato, Thais, Alexandre, Daniel, Valdeci e à direção e coordenação do colégio, Eva, Marisa, Solange e Sérgio, além de todos os que me proporcionaram a oportunidade de ser uma pessoa melhor. Mais uma vez, cito e agradeço a professora Cristiane, minha orientadora, que se dispôs a ajudar, entendeu cada falha, cada erro, que tirou dúvidas, indicou materiais, me guiou da melhor maneira possível; foi mais que uma orientadora, uma inspiração para cada palavra escrita, já que também influenciou na minha formação, de forma direta, durante todo esse trajeto, todo esse longo caminho traçado. Uma grande professora, de quem sou grande fã, pois é mãe, amiga, mulher e com maestria faz um ótimo papel, o de grande professora. Muito obrigada!

6 Resumo Neste trabalho, o objetivo será discutir a figura feminina sob a ótica das obras literárias O Cortiço, de Aluísio Azevedo e Dom Casmurro, de Machado de Assis. Discutiremos o papel da mulher do século XIX na literatura, já que dois autores no mesmo período e contexto criaram personagens tão diferentes. Será apresentado o contexto histórico em que se encaixava o mundo e o Brasil no século XIX, a questão da mulher, pois essa é parte consideravelmente relevante; as escolas literárias, Realismo e Naturalismo, especificando características e autores, a análise de ambas as obras citadas e estudadas, além dos comentários e comparação entre as personagens Bertoleza e Rita Baiana (de O cortiço) e Capitu (de Dom Casmurro). Concluiremos com as divergências entre essas representações femininas para que possamos entender o papel da mulher na literatura do final desse século tão opressor para a figura feminina.

7 SUMÁRIO 1.Introdução 8 2. Desenvolvimento Século XIX: mundo Século XIX: Brasil Século XIX: A questão da mulher 19 3.Realismo Características Autores Mundo e Brasil Naturalismo Características Autores Mundo e Brasil Analise Dom Casmurro Analise de O Cortiço Comentário sobre as personagens femininas Bertoleza, Rita Baiana e Capitu: filme e seriado Comparação entre Bertoleza, Rita Baiana e Capitu Conclusão 44 Bibliografia 47

8 1. Introdução Qual o papel da figura feminina na literatura? Essa questão pode ser feita e refeita por diversas vezes. Porém, para ser respondida, deve-se primeiramente entender o papel da mulher na história e na sociedade. A mulher, nos padrões de uma sociedade conservadora, era vista como mãe, pessoa que gerava a vida. Nesse contexto, pode-se entender que, efetivamente, a mulher só era mulher se fosse mãe, se gerasse uma vida. Em 476 até o ano 1000, nos séculos V e XV, na Europa Ocidental, ocorre o período denominado Idade Media ou Era Medieval, conforme apresentado em aulas de história e pesquisas relacionadas ao tema. Esse período caracterizava-se, principalmente, pelo fortalecimento e desenvolvimento da Igreja Católica e do Cristianismo. Devido à ideologia cristã, a mulher foi posta de lado. Com esse ideário da Igreja, a mulher era tratada como um ser pecador e como um objeto de pecado. A Igreja define Eva como a pecadora, a figura feminina que somente servia para gerar vidas e, se essa vida fosse um homem, ela teria certa contemplação ou privilégios na família, mas não poderia passar disso ou alcançar o desejado lugar de um homem. Esses ideais fizeram parte do pensamento da sociedade durante toda a Idade Média. Nesse período, a mulher continuou sendo nada mais do que um ser totalmente submisso, indefeso e dependente do homem. Essa sociedade fica conhecida como patriarcal, conforme apresentado em site da Universidade Federal de Santa Maria 1, na qual a regra é ditada pelo homem. O papel da mulher, nesse momento, é apenas exercer a função de obedecer, cuidar da casa, dos filhos e do marido. Ela permanece, ainda, sem voz ou espaço significativo na sociedade. Durante o período da Idade Média nada sofre nenhuma modificação, como já visto. Na realidade, tudo permaneceu praticamente igual, durante os séculos seguintes XVI, XVII e XVIII. No século XIX, esse ideário sob a mulher sofre algumas modificações e reajustes na sociedade. Esse século foi marcado pela Segunda Revolução Industrial, (metade do século 1 Explicação do conceito de patriarcalismo: Revista Sociais e Humanas, Gilberto Freyre, Mulheres, patriarcado, pensamento social do Brasil. Centro de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. 8

9 XIX), período que proporciona grandes modificações em questões sociais, econômicas e tecnológicas. Esse momento, para as mulheres, também tem grande importância. É em meio a tantas mudanças que a mulher acompanha e muda também. Nesse período, ocorre a primeira luta pelos seus direitos: a mulher vai às ruas para impor igualdade de direitos perante o homem. Direitos jurídicos, intelectuais, econômicos, políticos e sociais e direito de viver sem excessiva proteção do homem, de ser igual perante todos. Segundo registros do século XIX 2, a mulher conquista, em 1857, o direito do divórcio, o que define que a mulher pode pedir a separação, mas não em qualquer momento. Após essa lei ser elaborada, um homem tinha o direito de romper seu casamento com qualquer prova de infidelidade da mulher, ou seja, se o homem estivesse disposto a romper, poderia; mas a mulher não, a não ser que existissem, nesse caso, provas concretas de crueldade, não sendo suficiente a traição. Em meio a isso surge o primeiro grupo de mulheres que passa a lutar pelos seus direitos de forma concreta e a primeira conquista, também concreta, é o direito ao voto. Essa luta pelo direito de votar dura cerca de cem anos. Em 3 de maio de 1893, a mulher vota pela primeira vez. O primeiro país a tornar consistente e firme a idéia do voto feminino é a Nova Zelândia, em Desde aquele momento, as condições femininas, mudam pouco e a mulher gradativamente ocupa um posto supostamente cômodo e confortável. Até a mulher viver essa ascensão, ocorreu muita luta para o direito ao voto. Muito tempo para algo que já deveria ser direito da mulher, assim como é do homem. E por que será que não é? Será que é cômodo e confortável? A idéia e objetivo deste trabalho é entender o contexto histórico e cultural, no mundo e no Brasil, no século XIX, período em que Machado de Assis e Aluizio Azevedo escrevem obras com figuras femininas divergentes em um mesmo contexto histórico. Procura-se, também, 2 Informações retiradas, de artigos, diante do que se entende como principais idéias. Artigos, recanto das letras, baseados em depoimentos de Louisa Garret (uma pioneira da medicina e membro da União Social e Política das Mulheres). (Louisa Garrett Anderson, depoimento de 1839). 3 Informações baseadas em pesquisa feita, a partir do site do MPF (Ministério Público Federal), Procuradoria Regional da República; E Câmara Brasileira de Jovens Escritores, fundado em 29 de dezembro de

10 entender as escolas literárias envolvidas nas obras em um contexto geral (Brasil e mundo) e analisar tamanha diferença do papel da figura feminina nessas obras. Este trabalho tem como principal objetivo entender a mulher em meio à literatura e a obras do final do século XIX. Para isso, entender o movimento feminista e a história da mulher em um contexto geral é de fundamental importância, especialmente no século supracitado. A ideia de desenvolver este tema surgiu da inquietação que surge quando o tema mulher é exposto em qualquer centro de discussão. Ainda, o encanto pelas personagens das obras escolhidas também muito nos influenciou. A escolha deve-se ao fato de que as obras O Cortiço e Dom Casmurro são pertencentes ao mesmo momento histórico, mas a escolas literárias diferentes. Este, também, estudará duas obras. O Cortiço, obra naturalista que tem por base uma habitação coletiva, onde seus moradores, Rita Baiana, Bertoleza, João Romão, entre outros, têm interesses divergentes. Um cortiço carioca com muita história para contar. A obra é publicada em 1890 e o autor deixa em evidência personagens da sociedade brasileira da época: o mestiço, o negro, o português, entre outros. A segunda é Dom Casmurro, obra vinculada ao Realismo que buscou a crítica social por meio de vários aspectos, como o adultério. A obra se baseia na história do casal Bentinho e Capitu, protagonistas da obra, que vivem uma grande amizade e dessa nasce uma paixão, geradora de diversos conflitos, o que não atrapalharia muito em um futuro casamento. A narrativa gira em torno dos protagonistas e é contada a partir do ponto de vista do narrador, Bento Santiago, que narra em clima de suspense, deixando o leitor com expectativas e questionamentos. Sua primeira edição data de Em meio ao contexto do feminismo, pretende-se buscar uma análise da mulher considerada promíscua no século XIX. A relevância de um tema como este está relacionada ao entendimento do papel da figura feminina na sociedade, já que a mulher, até hoje, sofre um pré-conceito e, portanto, um preconceito. A representação da figura feminina nessas obras é fictícia e isso já se tem em vista. Porém, devemos nos lembrar de que elas mostram a visão da figura masculina sobre a figura feminina, de um ponto mais realista possível. Já que são essas obras significativas na história da literatura brasileira, por suas personagens ricas em detalhes e características e tão divergentes dentro de um mesmo período, optamos por elas. 10

11 Assim, este trabalho será embasado em estudos bibliográficos de críticas literárias, livros didáticos e textos complementares e de apoios de história e literatura e, também, em filmes e seriados. Afinal, qual o histórico da mulher na sociedade? E se só era vista sob olhar de homem, quando passou a ter voz na literatura? Qual a relevância da mesma na história da nossa literatura? Pode-se buscar interpretar essas questões e valores femininos com base nas obras apresentadas. E é nesse contexto que se pretende responder a essas questões; entender o Realismo, o feminismo e, sob a ótica da literatura, entender a figura feminina sob a visão das obras O Cortiço e Dom Casmurro a partir das personagens Capitu, D. Gloria, Sancha e prima Justina (da obra de Machado de Assis) e Bertoleza, Rita Baiana, Piedade e Pombinha da obra de Aluísio Azevedo. 11

12 2. Desenvolvimento Marcado por transformações, cenário de grandes mudanças científicas e tecnológicas, portador de uma revolução: é assim que o século XIX tem início. Em diversos âmbitos, o mundo assistira ao desenvolvimento acelerado, extraordinário e desenfreado da ciência e da tecnologia. Inovação e transformação seriam as palavras certas para definir esse século. Mudanças importantes na indústria ocorreram entre 1850 e 1870, assim, passam a denominar esse período de segunda revolução industrial, porque, basicamente, traz mudanças como: o trabalho assalariado, a tecnologia, a utilização de máquinas. Podemos definir revolução como sinônimo de mudança. Nesse momento, com tamanha tecnologia, as indústrias passam a ter novas fontes de trabalho: troca-se a mão de obra humana pela de máquinas, já que estas produziam mais em menos tempo. O petróleo e a eletricidade são grandes descobertas e a revolução traz consigo as indústrias de aço, química e elétrica, tornando-se a principal atividade econômica do século XIX. O que também ajudara essa atividade econômica foram a evolução dos meios de transportes, que aumentou o tráfego de produtos e pessoas. Nesse contexto, surgem novas potências mundiais: Alemanha, Estados Unidos e Japão. A Alemanha com o algodão e materiais elétricos, os Estados Unidos com as ferrovias e o Japão, com um grande progresso na indústria têxtil e construção naval. Em diversos âmbitos, o século XIX gira em torno de mudanças: a economia no mundo inteiro é liberal, com liberdade de produção e circulação; assim, consequentemente, as empresas têm um rápido crescimento, juntamente com o capitalismo. A sociedade acostumara-se com uma nova maneira de viver. Como resultado dessa revolução, surge uma sociedade de classes, na qual cada indivíduo crescia pelo seu esforço e/ou capacidade 4. Nesse momento existia a burguesia e o proletariado, que ocupavam importâncias muito divergentes: a burguesia, com seus direitos e liberdades e o proletariado, com suas obrigações. Em meio a tantas mudanças, a mulher, até então tão reprimida, também passa a ter um novo papel na sociedade. 4 Informações sobre a doutrina Monroe retiradas da biblioteca virtual de direitos humanos da universidade de São Paulo. 12

13 2.1 O mundo durante o século XIX Para melhor entendermos o fim do século XIX, comentaremos o seu período inicial, simplesmente para não darmos um grande salto. Seguiremos, portanto, uma ordem cronológica de acontecimentos para alcançarmos maior objetividade. No início do século, em 1801, precisamente, os Estados Unidos passam a ter um novo presidente, Thomas Jefferson, que influenciara a independência do país. A Inglaterra e a França entram em conflito entre 1805 e Nesse mesmo período, o presidente dos Estados Unidos conquista o território da Louisiana, anteriormente francês, e o Haiti conquista sua independência; assim como diversos outros países. A Espanha, precisamente em 1808, passa a investir em movimentos para também conquistar sua independência, o que ocorre em 1811 com o Paraguai e com a Venezuela. Por sua vez, a Inglaterra entra em conflito com os Estados Unidos. Napoleão Bonaparte abdica do poder em Nesse período é criado o primeiro veículo a vapor; assim, a tecnologia entra em uma nova era, momento de inovação. O mundo passa por certo aperfeiçoamento, já que nunca tinha presenciado tamanha mudança, inclusive nas áreas tecnológicas. A Argentina torna-se independente em 1816 e o México em Londres inova, por exemplo, com a iluminação nas ruas, consequência de seu desenvolvimento tecnológico e de ideais progressistas. Os Estados Unidos apresentam uma doutrina que se pode entender como um conjunto de ideários ou princípios, que são como alicerces para um sistema: a doutrina Monroe, que tinha como principal objetivo afastar qualquer interesse europeu da área de influência norte-americana. Em 1830, ocorre uma revolução na França, a Revolução Liberal, que visava à liberdade, já que o país vivera, por um longo período, em regimes absolutistas 5. Assim, podemos perceber que o século XIX é um período de profundas transformações políticas e econômicas no mundo inteiro, até porque muitos países conquistaram sua independência, o que influenciou muito tais transformações. 5 Informações sobre a revolução liberal na França, entendidas a partir da leitura do texto Da Revolução Liberal até ao final do séc. XIX, extraídas do site da Universidade de Coimbra. 13

14 Por volta de 1840, a China inicia uma guerra por motivos comerciais; um pouco após isso, o México e os Estados Unidos passam por um conflito por motivos territoriais. A tecnologia agora inova também na saúde. Em 1846, a anestesia é utilizada pela primeira vez. A Europa é tomada por conflitos e os Estado Unidos têm um dos seus mais sangrentos conflitos: a guerra de secessão ou Guerra Civil, em Entre 1872 e 1877, a tecnologia passa por mais transformações. O telefone, o microfone e o fonógrafo são inventados. Pouco após esse momento, em 1885, o primeiro carro movido à gasolina é inventado. Dez anos depois, o raio- X é criado, o que oferece maiores condições para a saúde; o primeiro aparelho cinematográfico e o telégrafo sem fio são criados, exemplos esses de avanços tecnológicos como herança de uma revolução que transformou o mundo: a revolução industrial. Além disso, os Estados Unidos entram em guerra contra a Espanha. Durante o século XIX, o mundo passou por certas transformações que, por longos espaços de tempo, podem-se considerar extraordinárias em questão de avanços tecnológicos e políticos. Essas mudanças também influenciaram o Brasil e a mulher, personagem protagonista da monografia; o que poderemos entender e visualizar melhor nos próximos capítulos. 14

15 2.2 O Brasil no século XIX Durante esse século, o mundo tem um grande desenvolvimento, como apresentado anteriormente. Com o Brasil não foi diferente. O país crescera de forma rápida. Pode-se entender que, também como consequência da revolução industrial, nosso país, assim como muitos outros, conquista sua independência e se desenvolve econômica e politicamente. Após revoluções políticas, o século XIX fora cenário de revoluções tecnológicas no Brasil. Em 1808, a família real chega ao país com o objetivo de fugir das invasões napoleônicas. A França estava em um momento de expansão territorial e tinha a Inglaterra como pior antagonista; a solução fora bloquear esses continentes, fechando os portos da Inglaterra e de outras regiões, sendo criado um bloqueio continental, que tinha como objetivo enfraquecer as exportações e, consequentemente, a economia dos países adversos. Portugal, no entanto, enxergava-se ameaçado com a situação, pois a economia portuguesa dependia da inglesa. Como Portugal não acolhe a idéia de bloqueio, as tropas napoleônicas passam a invadir Portugal, aproveitando-se do bom momento no Brasil, de forma estratégica, a família real vem para cá. Nesse mesmo momento, ocorre a abertura dos portos, ideia de Dom João VI, já que precisava manter a economia com a Inglaterra; a família real passa cerca de um mês na atual região da Bahia e logo após migra para o Rio de Janeiro, que passa a ser a sede do governo. O Rio de Janeiro passa por transformações e mais industrialização. Em 1815, o Brasil passa de colônia a reino unido a Portugal. Ocorre o falecimento da rainha de Portugal, mãe de Dom João, que assume o trono até 1820, quando Portugal passa por um período delicado de revoltas. D. João deixa seu filho Dom Pedro I no poder. O Brasil tinha o primeiro imperador, Dom Pedro I, de apenas nove anos. Em 1817, em Pernambuco, acontece uma revolução, a qual fora iniciada pela grande quantidade de portugueses no comando e/ou regência do país, além da insatisfação popular com o aumento de impostos. Nesse momento inicia-se a busca pela construção de um Brasil independente. A ideia era que o país tivesse sua própria cultura, política, seu próprio modo de governar, já que a existia uma insatisfação considerável por parte da população, pois as elites queriam liberdade e autonomia política, além da insatisfação com a economia e altos impostos. Em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I nega o retorno a Portugal e afirma que ficaria no Brasil; nesse momento, já alinhava o país para a independência com, por exemplo, a 15

16 organização da marinha de guerra, o retorno das tropas portuguesas, entre outras medidas. No final de 1822, precisamente em 7 de setembro, ao receber uma carta da coroa portuguesa, que demandava sua volta imediata a Portugal, Dom Pedro I declara independência do país. Em dezembro de 1822, D. Pedro é coroado imperador do Brasil e Portugal reconhece a independência do país por meio de uma indenização. Esse momento também fica marcado pela insatisfação de algumas partes da população, que eram contra a independência, o que fora rapidamente reprimido pelo exército imperial. Dom Pedro I, após conquistar a independência, entra em um conflito com o irmão, Dom Miguel, por volta de Dom Miguel era absolutista e Dom Pedro, liberal, sendo que o imperador do Brasil ficara conhecido como libertador, já que libertara o Brasil de Portugal, e Portugal das mãos de Dom Miguel. Em 24 de setembro de 1834, ocorre o falecimento de Dom Pedro I. Em 1840, o segundo reinado tem inicio; o qual só teria fim em 1889, com a proclamação da república. O segundo reinado inicia-se assim que Dom Pedro II conquista a maioridade, pois só tinha quatorze anos quando morre seu pai. Assim, passa a comandar o país com o apoio de todos os que lutaram por ele e por sua maioridade. O governo deste, por sua vez, liberal, faz com que os conservadores entrem um uma violenta guerra: entre 1842 e 1844 ocorre a Revolta dos Liberais, guerra entre liberais e conservadores; os liberais partiam para o conflito. Apesar de todos os conflitos políticos, houve, aqui, um grande avanço tecnológico, estimulado, especialmente, por Dom Pedro I. Em 1850, a luta para encerrar a escravidão já era forte, porém o que marca esse momento fora Lei de Terras, que tinha como principal objetivo dar fim à idéia de que tinha terra quem herdava. A partir de então, as terras deveriam ser compradas, impossibilitando a distribuição ou heranças dessas terras. O país, economicamente, estava bem devido às indústrias; o café mais tarde, seria a salvação da pátria, mas naquele momento o grande produto era o algodão, já que era a matéria prima para a confecção de roupas. A tecnologia mudara radicalmente a vida em sociedade. O século XIX é marcado por diversos acontecimentos, mas o que realmente marca muito o país em sua segunda metade, assim como a independência na primeira, é a abolição da escravidão. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assina a Lei Áurea, que tinha como 16

17 objetivo libertar os escravos; a idéia da abolição da escravidão finalmente se concretizara. No entanto, a abolição deixava parte das elites insatisfeitas, pois elas se utilizavam da exploração. Os opressores não pensavam nos oprimidos e o medo das consequências da abolição existia, mas logo se entende que a escravidão acabara e que a exploração da mão de obra escrava fora criminalizada. Em 1890 já era claro o quanto o país crescera. Os resultados eram vistos em causas e efeitos da imigração. A população do país, naquela época, já chegava a 14,3 milhões de habitantes, mas o incentivo à imigração ainda era grande. Assim, muitos imigrantes aqui chegaram, principalmente em São Paulo, já que tinham lá havia muitas oportunidades de emprego. O último grande acontecimento do século foi a guerra de canudos, a qual ocorre devido à situação precária da população baiana. Na literatura, Aluisio Azevedo publica a obra O cortiço em 1890, de cunho naturalista. Em 1899, Machado de Assis publica a obra Dom Casmurro. Em diversos âmbitos, pode-se entender que o século XIX foi um período de inovações na política, pois o país torna-se independente; na tecnologia, pois juntamente com essa independência, passa a exportar muitos produtos, o que, consequentemente, relaciona-se à economia. Assim, o país tem um alto desenvolvimento em diversos aspectos. Para melhor compreender esse momento e a situação da mulher nesse período histórico, é importante notarmos o quanto ela sofria preconceitos. Faz-se, portanto, necessário, entender as mudanças pelas quais passou o mundo no século XIX para compreendermos também a questão da mulher, que passara a fazer parte da sociedade, da política e da economia, já que também passara a trabalhar. 17

18 2.3 Século XIX: a questão da mulher Pode-se entender melhor a mulher do século XIX se entendermos o seu passado histórico de opressão, já que a sociedade impunha claras divergências entre a figura feminina e a masculina. Idade Média é o modo como denominados os séculos de V a XV, dividido em dois momentos: Alta e Baixa. Durante a Alta Idade Média ocorre a formação do feudalismo, em que o desenvolvimento econômico era pautado na agricultura e no trabalho dos servos. A Baixa Idade Média, por sua vez, foi caracterizada pela queda ou crise do feudalismo e por um chamado pré-capitalismo. A sociedade era dividida em nobreza, clero e servos. A nobreza representava a alta sociedade e cuidava das questões financeiras, pois tinha relevante ligação com a política e o reinado. O clero eram os membros da Igreja Católica e tinha um poder muito grande na sociedade, pois o período fora marcado pela ascensão dessa instituição. Os servos e os artesãos, por sua vez, eram os que trabalhavam, também denominados terceira camada, os quais pagavam para os senhores feudais para comer e beber, além de servir a eles. Do século XV para o XVI, ocorre a transição da era feudal para a capitalista, quando o sistema medieval sofre uma grande pressão e passa por um declínio, oferecendo lugar à sociedade capitalista. A mulher, no período medieval, sofria com a submissão do homem. Era tratada como objeto, sendo que esse objeto não tinha valor algum. Era vista como símbolo do pecado pela Igreja. Assim, se era nobre, servia apenas para procriar e cuidar da prole. Se nascesse serva, trabalharia no campo e, também, cuidaria da educação dos filhos. Assim, o único papel da figura feminina na sociedade era gerar filhos e cumprir o papel de esposa, cuidando do marido e sendo totalmente dependente dele; era vista como instrumento e propriedade do homem; ser muito próximo da carne, do pecado, tinha rótulo de pecadora; levava titulo de esposa, mãe, camponesa, artesã, mas sempre com um homem à frente. Seria como uma criança hoje, que sempre precisa do pai ou da mãe por perto... Com a mulher era assim, tinha certa liberdade, 18

19 mas precisava do apoio de um homem para ficar a sua frente ou representá-la em qualquer situação. O fortalecimento dos ideais cristãos trouxe grande opressão para a mulher. Como era pecado, a mulher praticava o ato sexual com o único objetivo de procriar e não poderia, de forma alguma, demonstrar prazer. O casamento entre os nobres era escolhido como um acordo entre famílias. Com o desenvolvimento do capitalismo, surge uma pseudo- salvação feminina : buscou-se entender de onde viera tamanho julgamento da mulher: Eva, a pecadora; Maria, santa e pura e Maria Madalena, a pecadora arrependida. No entanto, o pensamento sobre a inferioridade da figura feminina permaneceu o mesmo. Em meio ao desenvolvimento do capitalismo, a mulher também se transforma. Ela continua totalmente submissa ao homem, porém, em razão do desenvolvimento acelerado da industrialização, isso sofre algumas mudanças. Com a primeira guerra mundial, em 1918, os homens tinham de manter a posição deles de guerrilhar e as mulheres, que, até então, apenas cuidavam da casa e dos filhos, passaram a trabalhar, até porque a economia do país precisava andar. Com o fortalecimento e solidificação do sistema capitalista, algumas leis passaram a favorecer as mulheres. Todos são iguais perante a lei, isso é lei, faz parte da constituição federal do país, artigo 5º 6. Porém, sabe-se que essa lei não é posta em prática. Na teoria existe, mas na prática não. As mulheres tentam mudar essa realidade desde o século XVII, quando surgiram os primeiros movimentos feministas. Quando a primeira e a segunda guerra mundial se dão por encerradas, vem juntamente com esse fim as mortes de muitos homens. Nesse momento, a ida da mulher para as fábricas passa a ser definitiva em vez de provisória. O século XIX serviu como palco para esses 6 Artigo 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; Esse é um dos termos, o primeiro, deixando claro que a mulher perante a lei não tem diferença em relação ao homem. Termo apresentado no site da Constituiçao da Republica Federativa do Brasil. 19

20 acontecimentos, devido ao fortalecimento do capitalismo. Assim, a classe feminina passa a ser beneficiada com algumas leis, o salário da mulher e do homem não deveria ter diferença e a mulher grávida não poderia trabalhar. Sabe-se bem que essas leis não mudaram muito a situação da mulher, que trabalhava entre quatorze e dezoito horas e, ainda assim, existia diferença salarial em relação ao ordenado dos homens. A mulher já havia conquistado certos direitos legais, mas continuava a ser oprimida por um sistema machista. A virada do século XVIII para o XIX não é gloriosa para as mulheres, que, apesar de tudo, já trabalhavam. Isso poderia ser considerado uma vitória, mas como tinham essa conquista, deveria buscar mais. Assim, o movimento feminista e suas respectivas integrantes passam a conquistar, aos poucos, seu espaço. Durante o século XIX, especialmente no final dele, as revoluções feministas começam a tomar forma. As mulheres passaram a lutar pelos seus direitos, assim como lutariam pela própria vida. Agora, as convicções ideológicas surgem e se fortificam. Entre conflitos e guerras, nasce a denominada terceira onda feminista, que tem inicio com o pensamento de que a mente não tem sexo, reflexão de Poulin de La Barre, filósofo que inicia esse movimento. Após a primeira guerra mundial, o voto já era mais uma conquista feminina, além do trabalho. Com um discurso, considerado radical para a época, Clara Zetkin 7 surge com idéias revolucionárias na temática mulher. Pioneira no movimento feminista, surge com a edificação das manifestações. ( ) que o feminismo adquire uma prática de ação política organizada. Reivindicando seus direitos de cidadania frente aos obstáculos que os contrariam, o movimento feminista, na França, assume um discurso próprio, que afirma a especificidade da luta da mulher (ALVES; PITANGUY, 1991, p. 32). Assim, entende-se que, com base nesse fim do século XIX, o feminismo realmente toma forma de política e a mulher passa a ser vista de um outra forma e a lutar pelos seus direitos. 7 Nasce em 5 de julho de 1857, é professora, jornalista, deputada alemã e uma pioneira no movimento feminista, em A figura histórica, luta pelo socialismo, comunismo e luta pela cauda da mulher. 20

21 Em meio a esses acontecimentos, o final do século XIX, na literatura, é marcado pelo Realismo e pelo Naturalismo. Obras como O Cortiço e Dom Casmurro apresentam essas figuras femininas de maneiras diversas, exatamente como eram retratadas em uma considerada nova sociedade. 21

22 3. Realismo Já que o século XIX é um momento de mudanças políticas, econômicas, sociais; é também um período de transformações nas artes e, especialmente, na literatura. O Realismo é um movimento artístico e literário que surgiu entre 1857 e Esse movimento tem início na França e tem como princípio abordar temas sociais e a realidade do ser humano. É explícita a linguagem política e também as denúncias da sociedade, como corrupção, pobreza, exploração e até adultério. O Realismo surge como uma reação ao Romantismo, já que é contrário à idéia de sentimentalismo exagerado e idealizações. A partir desse momento, a escola predominante busca exemplificar apenas a realidade. O Realismo aparece nas obras literárias, pinturas e teatro. Nas obras em prosa, o Realismo muda totalmente a visão da literatura, pois passa a abordar temas polêmicos para a sociedade. Nas pinturas, as imagens, retratavam a pobreza das classes baixas. A tristeza e a dor retratavam a realidade, basicamente. No teatro, o romance fora trocado pelo cotidiano, não existiam mais uma mocinha e um herói, mas sim a classe baixa, o negro, a escravidão, a mulher, a desigualdade social e diversos problemas. O mais claro exemplo é a obra Madame Bovary, de Gustave Flaubert 8, publicada pela primeira vez em 1857, marco inicial do Realismo francês, que não é aceita inicialmente por não idealizar as personagens e trazer escândalos como o adultério e a morte da protagonista. Essa a obra marca a transição para o Realismo, apresenta a hipocrisia da sociedade burguesa de forma clara e objetiva e abre as portas para um novo estilo literário. Flaubert, devido á sua ousadia, sofre acusações e passa por um julgamento. A protagonista da obra, Madame Bovary, é considerada como símbolo da depreciação de valores burgueses, ou seja, ato de depredar os valores da elite. 8 Um dos autores mais importantes do Realismo, sua obra marca a transição do Romantismo para o Realismo francês. 22

23 Madame Bovary sou eu, disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem,durante o seu julgamento, em (extraído de Assim, Flaubert passa a ser visto como o autor que ridiculariza a imagem do próprio país e a condição social em que vive. Na realidade, o autor escreve a verdade sobre a alta sociedade, já que Emma Bovary, protagonista da obra, é da alta sociedade e comete um adultério. A estética realista no mundo é marcada pela influência da Revolução Industrial, já que isso traz para a sociedade novos valores. No mundo, o Realismo também aparece de forma reveladora: o dia a dia nos romances passa a ser rígido; a classe baixa, escravizada; o amor, a ser realizado em meio ao adultério e à falsidade e o dinheiro, a ser valorizado acima de tudo. Em suma, uma crítica feroz aos ideais burgueses. Figura 1: O vagão de terceira classe Fonte: Daumier, Honoré, Disponível em: ; acessado em 11 de novembro de 2014, às 15:01 23

24 3.1 Características do Realismo Essa escola tem como principal objetivo contradizer o Romantismo. O sentimentalismo e o sofrimento presentes nos romances liberavam espaço para histórias do cotidiano e para o materialismo. Para entender de forma sucinta o Realismo, pode-se conhecer melhor o Romantismo; essa escola é representada pelo exagero dos sentimentos, pela ansiedade, pelo apego pelo sofrimento. Os românticos buscavam a dor e, com isso, fugiam da realidade por meio do escapismo. Como antítese aos ideais burgueses românticos surge o Realismo, que traz a crítica social, a crítica à burguesia e retira a imagem de encanto da alta sociedade. Com o elevado crescimento das tecnologias e das ciências no século XIX, as obras também acabam sendo influenciadas por essas tecnologias. São recorrentes em obras do final do século XIX características como a objetividade; a ideia de que quanto mais realística for a obra, melhor; descrições de objetos e personagens; linguagem direta, sem grandes floreios. Os sentimentos deixam espaço para os interesses sociais; assim como o casamento passa a ser um contrato feito a partir de interesses e não um ato de amor como João Romão e Bertoleza de O cortiço. O herói romântico passa a ter problemas, dúvidas, como Bentinho de Dom Casmurro. Nas obras, a narrativa passa por um tempo quase real, com intervalos, uma narrativa lenta e quanto às personagens, são trabalhadas cheias de particularidades, no caso de Machado de Assis, com profundidade psicológica. A personagem feminina é tratada, em obras realistas, com indiferença. Era vista como objeto para o homem, não precisava sentir prazer. A mulher era mais uma personagem apresentada sem idealizações, simplesmente como uma figura real, com seus defeitos e, muitas vezes, praticamente sem qualidades. De idolatrada, idealizada e próxima da perfeição, a mulher passa a ser objeto de desejo, já que ninguém mais acreditava em felicidade eterna. 24

25 3.3 O Realismo no Brasil: Machado de Assis O Realismo no mundo tem características tão claras como no Brasil, deixa de maneira explícita o conflito entre o individual e o coletivo, o conflito das classes baixas e das classes altas, a figura feminina como um objeto, o escravo (já que, aqui, ainda existiam alguns...) como um ser totalmente submisso aos senhores e as escravas eram tratadas como até mesmo bichos. O grande nome do Realismo brasileiro é Joaquim Maria Machado de Assis. Machado de Assis, assim era chamado o cronista, romancista e poeta que nascera na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1839 e em 1859 passou a publicar obras que marcaram a época e até hoje são de fundamental importância. Inicia sua carreira literária com poesia, trabalha como jornalista e, em 1872, publica seu primeiro romance, Ressurreição, ainda de linhagem romântica. Em 1881 inaugura o Realismo no Brasil com a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, inovadora não apenas devido aos aspectos realistas, mas no modo como faz uso da ironia e na construção de um narrador-personagem com profundidade psicológica e grande. Em 1899, a obra Dom Casmurro é publicada, sobre a qual nos debruçaremos em breve. Machado de Assis é o grande nome da nossa literatura realista. Suas obras tratam de questões sociais como a escravidão e apresentam uma clara visão de mundo sobre o adultério, a hipocrisia e até mesmo o egoísmo; além do pessimismo, característica bastante recorrente em suas obras. já que o autor ironiza a elite de forma mordaz. Com o Realismo, surge na literatura uma linguagem clara e objetiva, que, sem rodeios, passa ir a direto ao ponto principal da questão. Aqui no Brasil, o Realismo também se mostra nas pinturas e obras, sendo que cada detalhe apresentado expressava mais a realidade. Nas pinturas as cores escuras são predominantes; na literatura, as palavras eram utilizadas de forma objetiva. Mas e a mulher, como estava nesse momento? Nada mais eram do que objetos do homem: objeto de trabalho e de desejo. A partir dessa realidade, há a denúncia da hipocrisia da sociedade burguesa no nosso caso, de mentalidade ainda escravocrata. 25

26 Simultaneamente ao Realismo, surge no Brasil o Naturalismo, escola literária relacionada ao Realismo. Deve-se entender essa escola para compreendermos melhor a obra O Cortiço, tipicamente naturalista. 26

27 4. Naturalismo Ainda século XIX, surge, em 1870, o movimento denominado Naturalismo, que tem por base, assim como o Realismo, uma fiel e real observação da realidade. Para os naturalistas, influenciados por ideias cientificistas e, especialmente, deterministas, o ambiente determinava o homem. O indivíduo era totalmente influenciado pelo ambiente. O papel atribuído ao Naturalismo era o de mostrar a realidade desse novo mundo. O Determinismo é uma teoria desenvolvida para explicar a idéia de que tudo o que acontece é gerado por uma reação de causa e consequência e de que o meio determina o homem. Essa é a breve explicação para a transformação sofrida pela personagem Jerônimo, na obra O Cortiço, português que sofre um abrasileiramento : Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1890, p. 66 e 67 Assim, o Naturalismo também pode ser entendido como uma radicalização do Realismo. A partir desse momento, o sexo também passa a fazer parte das obras de forma patológica. Precursor e pioneiro desse movimento, o francês Émile Zola escreve a obra Germinal, em que aborda a realidade nas minas de carvão. Para construir um romance de tese, o autor passa um tempo com uma família mineira, para sentir na própria pele a realidade dessa parcela da população. Lá, presencia uma guerra sangrenta, em que atua como um repórter. Na sua obra, 27

28 apresenta idéias objetivas e mostra a realidade de forma crua. Zola aborda a política e a sociedade com muita verdade, como nenhum autor fizera antes. A obra é precursora em diversos aspectos, entre eles, na questão da luta de classes. O Naturalismo surge em meio a um período em que a sociologia ganhara espaço. Os autores naturalistas tinham como objetivo entender o comportamento humano e social, além de entender a ideia marxista da luta de classes, apresentando de forma clara a realidade e o sofrimento das classes baixas, as quais dissecavam com muita propriedade. Nesse período, as obras passavam a criticar e denunciar a escravidão, o preconceito e, até mesmo, o elevado materialismo das classes sociais mais altas. 28

29 4.1 Características do Naturalismo Essa escola sofre grande influencia do Realismo, é como um aprofundamento cientificista do Realismo. O homem passa a ser mais exposto ao determinismo e, assim, o meio social decide o destino das personagens. O mundo era explicado através da força da natureza, pois as personagens nas obras, por exemplo, eram descritas como animais, em seus aspectos totalmente biológicos. Essa tese é aplicada com clareza na obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo, que valoriza o cientificismo do final do século XIX 10. O ser humano é compreendido como maleável ao ambiente, ao meio, assim como foi explicitado por meio da citação de Jerônimo. Mais um aspecto que influencia os naturalistas era o evolucionismo de Darwin 11. Acreditavase, naquele momento, que tudo poderia ser explicado pela ciência: os desejos do ser humano poderiam ter comprovações científicas. Nas artes plásticas, a idéia era voltar-se para o real. Apregoava-se pintar apenas o que se podia observar, simplesmente o real, sem idealizações. Nas obras literárias, a construção dos cenários e das personagens tinha que ser algo muito real, realidade essa clara, nua e crua, inclusive, muitas vezes, com os autores fazendo uso de uma linguagem coloquial. Os temas naturalistas, em comparação aos realistas, eram mais duros. Pode-se dizer que os desejos humanos jamais haviam sido retratados de tal forma. O ser humano era retratado por meio de seus instintos, como um animal como outro qualquer. A violência, a traição, a exploração, tudo era retratado com o maior embasamento científico possível. 10 No cientificismo, a crença era a de que, a ciência explicaria tudo. Qualquer ação do homem tinha uma clara explicação, que poderia ser comprovada pela ciência. 11 As teorias evolucionistas buscavam a explicação de cientistas para a evolução, transformação e modificações das espécies. 29

30 4.2 O Naturalismo no Brasil: Aluísio de Azevedo No Brasil, o Naturalismo segue com clareza as premissas do Naturalismo francês. A ideia era mostrar, de forma clara, o comportamento do ser humano e realizar uma crítica social ao comportamento patológico da monarquia, da Igreja e da burguesia. O maior nome do Naturalismo no Brasil é Aluisio Azevedo, que publica obras que se apresentam como pioneiras do movimento. Aluisio Tancredo Belo Gonçalves Azevedo, ou Aluisio Azevedo, escreve obras como O Mulato, publicada em 1881 obra que inaugura o Naturalismo brasileiro e O Cortiço, em Na obra O Mulato, o autor apresenta as primeiras marcas do movimento literário, com críticas relevantes à escravidão que causam espanto pelo fato de a obra criticar a sociedade de forma satírica. No entanto, é com a obra O Cortiço que o autor é consagrado, já que o romance aborda temas muito pertinentes para a sociedade da época, como o surgimento dos cortiços no Rio de Janeiro, a escravidão, a ganância, e a mulher descrita com inferioridade em relação ao homem. As personagens são retratadas com todos os seus defeitos. Por meio dela, o autor denuncia as adversidades de uma sociedade egoísta, que visa apenas ao lucro e não persegue valores humanitários. É uma obra recheada de cenas de sexo e de morte. Assim, o autor apresenta sua tese determinista a partir da construção de personagens que, por muitas veze,s apresentam comportamentos patológicos. Nessa obra, os pobres moram no cortiço e os ricos são moradores de um sobrado ao lado do cortiço. As personagens do referido romance mostram a ambição, a esperteza, a inveja, a submissão. João Romão engana, rouba e é muito mesquinho. Bertoleza é a escrava submissa a João Romão. Miranda, covarde e oportunista. Jerônimo, honesto e dedicado, abrasileira-se, tornando-se malandro. Léonie é prostituta e Rita Baiana, uma assanhada dançarina. Assim, com tamanha clareza, as personagens de O cortiço são apresentadas. Com suas obras, Aluisio conquista um grande espaço dentre os clássicos da literatura brasileira, já que apresenta a dolorida realidade de uma sociedade marcada pela desigualdade social e pelo individualismo. 30

31 5. Análise de Dom Casmurro A obra, publicada em 1899, é narrada em primeira pessoa, seguindo a linhagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas, em que Machado de Assis reforça ainda mais sua tão característica ironia e o seu pessimismo. A narrativa segue uma pseudo-autobiografia 12 da personagem Bento Santiago, protagonista da que conta a própria história: Bentinho frequenta o seminário por uma promessa da mãe. Amigo de Capitu, apaixona-se pela moça e com ela se casa. Tem um grande amigo, Escobar, e passa a vida toda questionando uma suposta traição. Nessa linhagem, a obra se enquadra em um perfil realista, já que aborda temas como o adultério. Dom Casmurro traça o caminho fiel ao período em que está inserido, já que as personagens fogem de idealizações. A narrativa se apresenta rica em detalhes. Há o aprofundamento psicológico de cada personagem, principalmente de Bentinho, que pensa tenta convencer o leitor de que fora traído, o que não fica claro. Ironias e sátiras são presentes em diversos momentos na obra, o que caracteriza não só a personagem, mas também o seu autor, Machado de Assis. Bentinho mostra-se uma personagem de caráter ambíguo, sendo que por momentos impõe o que quer ou não, em outros momentos aceita o que querem para sua vida. Como ele mesmo narra a historia de sua vida, sempre tenta encaixar momentos e reviver algumas lembranças. A narrativa apresenta algumas noções de tempo, sendo que estas são formadas pelas memórias do passado, fatos do passado e as sensações do psicológico. A obra é considerada por críticos como complexa e é muito importante também por denunciar nossa sociedade machista e patriarcal. 12 Pseudo=falso, na obra Dom Casmurro, a personagem segue uma falsa autobiografia, ou seja, Bentinho não tem uma biografia, mas o autor Machado de Assis escreve a obra, como se fosse uma biografia da personagem. 31

32 6. Análise de O Cortiço A obra de Aluísio Azevedo é narrada em 3º pessoa. O autor constrói um narrador onisciente, ou seja, entende e sabe tudo o que se passa na obra. Assim, o narrador entra na mente das personagens por meio do discurso indireto livre, expressando claramente a sua opinião sobre as personagens, muitas vezes reafirmando preconceitos existentes na sociedade. Utiliza a sátira, elemento essencial nas obras naturalistas do período. O tempo apresenta-se em um formato linear. Assim, a história tem começo, meio e fim. O Cortiço se passa no Rio de Janeiro e apresenta, dentre outros, dois espaços de fundamental importância: o cortiço São Romão, onde vivem Bertoleza, João Romão, Rita Baiana, Pombinha, entre outras personagens. Ali existe a explícita presença de uma mistura de raças. O outro espaço é o sobrado, onde viviam Miranda e as personagens burguesas da obra. A obra é composta por personagens totalmente detalhadas. João Romão era o mesquinho, ganancioso, oportunista, dono do cortiço, e amigou-se com Bertoleza por interesse na exploração de sua mão-de-obra. Miranda era comerciante português, invejava João Romão, pois a personagem tinha dinheiro, enquanto ele tinha, apenas, um lugar na alta sociedade. Bertoleza era escrava, sonhadora, mulher e negra, só tinha reconhecimento pelo trabalho. Rita Baiana era provocante, sensual, a cara do Brasil, alegoria do Brasil sob a ótica do Naturalismo. Firmo, o amante de Rita; Jerônimo, o português, muito honesto que acaba por se abrasileirar. Piedade, esposa de Jerônimo, vira alcoólatra. Pombinha, a moça pura do cortiço, vira prostituta. Diversas personagens são apresentadas com riquezas nos detalhes, já que são partes dessa grandiosa obra que mostra o meio como sua principal personagem. A obra faz uma crítica ao sistema de exploração capitalista. Aluisio Azevedo critica o comportamento patológico até do egoísmo de João Romão. Em meio a um cortiço, tantas personagens, todos acompanham a ascensão de João Romão. O autor submete suas personagens ao desejo, ao sexo e ao dinheiro, além de ironizar a sociedade e as classes do período, tanto do cortiço, quanto do sobrado. 32

33 7. Comentário sobre as personagens femininas das obras O cortiço e Dom Casmurro As obras O Cortiço e Dom Casmurro têm suas personagens ricas em detalhes e, como não poderia ser diferente, as mulheres aparecem de maneiras bem diversas. Na obra O Cortiço, as personagens são pouco idealizadas. Na realidade, o autor foge de idealizações: a mulher, muitas vezes, é encarada de forma totalmente promíscua. Pode-se perceber que o próprio autor, Aluísio Azevedo, interpreta as personagens da mesma maneira que a sociedade as interpreta. Pois sob os olhos da sociedade do século XIX, a mulher era promíscua, totalmente dependente da figura masculina, primitiva e até selvagem. Assim, entende-se a necessidade, da sociedade do século XIX de caracterizar a figura feminina como objeto, como um animal, sem pensamentos, desejos ou até mesmo uma personalidade. Miranda nunca a tivera, nem nunca a vira, assim tão violenta no prazer. Estranhou-a. Afigurou-se-lhe estar nos braços de uma amante apaixonada: descobriu nela o capitoso encanto com que nos embebedam as cortesãs amestradas na ciência do gozo venéreo. Descobriu-lhe no cheiro da pele e no cheiro dos cabelos perfumes que nunca lhe sentira; notou-lhe outro hálito, outro som nos gemidos e nos suspiros. E gozou-a, gozou-a loucamente, com delírio, com verdadeira satisfação de animal no cio. Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1890, p. 17 No trecho citado, pode-se entender claramente a necessidade que o autor encontra de deixar explícito o ato de Miranda, algo que vai além da luxúria, da necessidade e da futilidade masculina. Esse trecho apresenta, também, o desrespeito com a mulher. O autor trata a personagem como um animal no cio, um bicho que não precisa ter afeto, mas precisa de violência. Dona Estela, nesta cena, é chamada pelo narrador de prostituta adestrada. Nesse ponto, pode-se perceber não só o preconceito, mas a total falta de respeito, já que, a personagem de Miranda e o próprio narrador trata a mulher como uma mera fêmea. No decorrer da obra, percebe-se, com clareza, a opressão sofrida pela mulher do final do século XIX, pois todas são retratadas como objeto, de forma animalesca. 33

34 As mulheres do cortiço são retratadas de maneiras diferentes, pois ali existem várias figuras femininas. Bertoleza era escrava e devido a uma falsa carta de alforria, junta-se com João Romão. Na verdade, faz um acordo para trabalhar no cortiço e, assim, conquistar a sua liberdade. Liberdade essa que não é verdadeira, pois Bertoleza trabalhava sem parar, sem folga ou descanso, era a que mais trabalhava no cortiço. Rita Baiana era sensual, a cara do Brasil: mulata, bonita, envolvente, era namorada de Firmo, depois se evolve com Jerônimo. Essa personagem apresenta o melhor e o pior da mulher, ao mesmo tempo. Piedade fora traída pelo marido, Jerônimo, com Rita Baiana, e vira alcoólatra. Zulmira é filha de Dona Estela, casa-se com João Romão, por ascensão social. Pombinha era a mocinha do cortiço, a boa menina acaba que virando prostituta. Estela é esposa de Miranda, e representa um dos casos de adultério na obra. Léoni é a prostituta. Na obra O Cortiço, alguns elementos são presentes de forma clara. O autor é naturalista, então deixa explicito de forma real cada personagem. Assim, aproveita-se do positivismo, de teorias evolucionistas, do determinismo e da zoomorfização das personagens. Trata cada personagem como se a própria ciência os explicasse, pois sua complexidade deveria ser explicada a partir da ciência. A obra traz fortes traços: a crítica social, o determinismo, que explicava o homem, pois este era totalmente influenciado pelo meio em que vivia e as personagens zoomorfizadas, ou seja, tratadas como animais, sendo que, as mulheres carregam parte principal nesse quesito. O casal João Romão e Bertoleza representa a exploração, a infidelidade, o preconceito, o machismo, a luta de classes e a zoomorfização, pois Bertoleza era inferior a João Romão, sendo que, tratava a companheira como um objeto de exploração. Dona Estela e Miranda são um casal de grande importância, pois retratam o adultério, o capitalismo, a ascensão social e a ganância. Os dois principais casais da obra representam os grandes temas retratados na mesma. A obra apresenta, de forma indireta, uma escala de poder, como uma pirâmide. Assim ficam no topo João Romão e Miranda e, como base, Bertoleza, pois além de mulher era negra e escrava e, portanto, não tinha nenhum valor na sociedade, apesar de trabalhar muito. A situação precária das personagens femininas da obra retrata, de fato, o século XIX, era de total submissão ao homem, a quem obedecia de forma passiva ou era tratada como 34

35 vagabunda. Mesmo as personagens secundários eram submissas ao homem, ou dependiam deles para algo: Olha! Pediu ela, faz-me um filho, que eu preciso alugar-me de amade-leite... Agora estão pagando muito bem as amas! A Augusta Carne-Mole, nesta última barriga, tomou conta de um pequeno ai na casa de uma família de tratamento, que lhe dava setenta mil-réis por mês!.. Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1890, p. 62 Essa personagem apresenta a idéia de trair o marido, pois ele não queria engravidá-la. Grávida de outro homem, o marido Bruno (personagem secundário na obra) a expulsa de casa, e Leocádia tem o filho, o que, com o passar do tempo, torna-se motivo de arrependimento por parte do marido. Na realidade, as mulheres daquele período pensavam em ter filhos, pois facilitava em suas necessidades. Já que a mulher não tinha espaço na sociedade, cumpriria o seu papel como mãe e tudo ficaria mais fácil. Sobraria, para as mais carentes, então, a opção de se vender. Cada personagem de Aluísio Azevedo tem uma característica própria. Dentre elas, algumas inquietam o pensamento do leitor, já que, no cortiço, moravam várias mulheres, todas com jeitos diferentes, apresentando um problema na sociedade. De forma natural, o autor apresenta Pombinha, Léoni, Bertoleza, Rita Baiana, Dona Estela, Augusta, Piedade, Leandra, Ana, Neném, Augusta Carne-Mole, Leocádia. Assim, o ambiente é voltado às personagens femininas, pois além dos homens representarem o capitalismo, as mulheres representam problemas sociais. São estudadas para que sejam construídas suas características próprias. A obra de Machado de Assis, Dom Casmurro, aborda o tema do adultério a complexidade feminina. O romance faz referência à mulher e deflagra sua posição de inferioridade em relação ao homem, que a posiciona como adúltera. Machado de Assis trabalha com precisão todas as suas personagens, sejam elas masculinas ou femininas. Sendo assim, apresenta uma nova postura, através de suas personagens. O romance de Machado de Assis apresenta a personagem de Bentinho sofrendo por uma suposta traição, que não ultrapassa o limite do imaginário, pois é a visão do próprio personagem, que acredita ter sido traído pela esposa. 35

36 O autor dá inicio a obra explicando o titulo, que é o mesmo nome da personagem principal, Bento Santiago. Escrito em primeira pessoa, o romance é como um relato da vida de Bentinho, ele cita a família, como foi à vida na igreja e, em meio a tudo isso, a vida com Capitu. Essa historia é entregue a todo o desenrolar da obra, ninguém sabe se realmente, Capitu traiu ou não Bento Santiago. O autor utiliza recursos como a ironia, bastante presente em obras machadianas. Bentinho vivia em uma casa na Rua de Matacavalos com a mãe Dona Glória, o tio Cosme, Justina e José Dias. Por conta da promessa feita pela mãe, aos quinze anos Bentinho vai para o seminário. Já era amigo de Capitu e, apaixonado por ela, sabendo que viraria padre, pede ajuda para José Dias, o agregado, para continuar próximo a Capitu. Com o passar do dias no seminário, Bento conhece Escobar, conta a ele sobre Capitu e os dois juram não serem padres, pois um amava Capitu e o outro, ao comércio. O tempo passa, Capitu e Bentinho se casam. Escobar casa-se com Sancha, melhor amiga de Capitu. Bento tem um único filho. Escobar morre. Bento percebe Capitu diferente. Assim, a personagem principal passa a acreditar que fora traído e que o seu único filho, Ezequiel, era filho de Escobar. A dúvida separa a família Santiago. Bentinho pensa em se matar, D. Glória e o resto da família já tinham morrido e só restava a ele a esposa e o filho, que cada vez mais lembrava o amigo Escobar. 36

37 A obra gira em torno dessa dúvida, o que acaba sem ser esclarecida. Machado de Assis apresenta, nessa obra, uma relevante crítica ao adultério. Capitu é descrita como morena olhos claros, a princípio, uma moça bonita e encantadora. Encanta o marido e destrói a família, talvez. Nesse momento, ficara explícita que esse seria o instinto da mulher, de seduzir, uma critica à inferiorização da mulher. Ouvimos passos no corredor; era D. Fortunata. Capitu compôsse depressa, tão depressa que, quando a mãe apontou à porta, ela abanava a cabeça e ria. Nenhum laivo amarelo, nenhuma contração de acanhamento, um riso espontâneo e claro, que ela explicou por estas palavras alegres: - Mamãe, olhe como este senhor cabeleireiro me penteou; pediu-me para acabar o penteado, e fez isto. Veja que tranças! Assis, de Machado. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Editora MEDIAfashion (coleção folha, grandes escritores brasileiros), 1899, p. 85 No trecho, pode-se perceber a inquietação de Bento ao perceber tamanha mentira de Capitu, a forma como mentia, negava, fingia, era dissimulada, falsa, encobria verdades. O grande medo me Bento, na verdade, era a desconfiança, o jeito de Capitu. A construção da personagem de Capitu ocorre por meio da construção de um monstro, pois a personagem era mantida sempre de forma ativa, nunca passiva. Assim, certas atitudes da moça passavam perplexidade para o marido. A visão sob a figura feminina da obra de Machado é um tanto complexa, pois é a visão de um marido ciumento que estuda duas mulheres em sua vida, a mãe e Capitu, até onde se pode dizer, o anjo e o mostro, um retrato jamais preciso. De acordo com o ensaio de Roberto Schwarz, em Duas Meninas, a personagem Capitu, gera todo esse sobressalto pela ação de satisfazer a realidade, nunca o imaginário, o contrário de Bento: a personagem é enigmática, gera dúvidas, ativa o bastante, para ser imaginária. Capitu é a representação da mulher emancipada, a mulher independente e, por isso, merece o exílio. 37

38 8. Bertoleza, Rita Baiana e Capitu: filme e seriado Baseado na obra O Cortiço, Francisco Ramalho Junior dirige o filme a partir do romance naturalista. O filme apresenta o cenário composto pelo cortiço de João Romão e pelo sobrado de Miranda, o romance difunde do Naturalismo, explicando cada personagem, tendo como base a influência do meio e do contexto histórico. A personagem Bertoleza, no filme, assim como na obra, é uma personagem submissa, não tem poder. Inicia o filme trabalhando, como continua até o fim de sua vida. Logo no início é Bertoleza quem ajuda João Romão a ascender socialmente, pois é explorada pelo homem. Assim, juntos, conquistam cada pedacinho de terras. Mas Bertoleza não tem se quer reconhecimento do seu trabalho. No filme, Bertoleza era negra, andava sempre suja, a personagem não tinha tempo para nada, que não fosse o trabalho, era totalmente submissa e claramente explorada. Rita Baiana, interpretada pela atriz Betty Faria, mostra o contrário de uma mulher submissa. Rita gostava de dançar, era mulata, bonita, sensual. Essa personagem era ligada de forma totalmente direta ao Brasil. Rita se envolve com Jerônimo, personagem esse casado, e que se abrasileira pela moça, assim a personagem com a cara do Brasil tem o poder de transformar outras personagens. Era totalmente encantadora, Rita conhecia todos que morava próximo ao cortiço, todos os dias era dia de festa, Rita era conhecida como assanhada pelas lavadeiras. O filme, assim como a obra, trata da traição, do amor, da ambição, da luxuria, de mentiras, de brigas,de sofrimentos e de tragédia. O seriado dirigido por Luis Fernando Carvalho, apresentado pela rede globo 13, trata da questão do possível adultério, assim como a obra Dom Casmurro. Capitu e todo seu encanto enigmático, apresentado de forma nítida tanto na obra, quanto na fiel representação de Luis Fernando. Em meio a uma única dúvida, Capitu traiu ou não Bentinho? Tanto a obra quanto o seriado tornam mais complexa a questão do adultério, apresentado no Realismo. 13 Minissérie apresentada em 2008, pela rede globo de televisão 38

39 9. Comparação entre Bertoleza, Rita Baiana e Capitu A personagem Bertoleza é de grande importância para a obra de Aluisio Azevedo. Além de ajudar João Romão a ascender, apresenta as características de uma escrava. Aluísio aproveita para fazer uma critica à sociedade. Bertoleza trabalhava sem parar, sem folga ou descanso; era totalmente submissa a João Romão, pois esse comprara sua carta de alforria. Trabalhava muito porque queria uma vida tranquila na velhice. Ela é usada por João Romão, que a descarta assim que se torna visconde a partir do momento em que, a escrava não serve mais para ele, decide entregá-la de volta aos seus antigos donos. Bertoleza se mata com uma facada. A personagem representava a classe social inferior, a escrava, trabalhadora. A obra discute vários temas, a exploração é um deles. A personagem, totalmente submissa ao homem, não tinha sequer um pequeno reconhecimento de João Romão. Ah! Ele esse dia estava intolerante com tudo e com todos; por mais de uma vez mandara Bertoleza à coisa mais imunda. Nesse dia serviu mal e porcamente os fregueses; tratou aos repelões a Bertoleza. Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1890, p. 79 No trecho é apresentada a forma como João Romão tratava Bertoleza, realidade não só dela, mas de quase todas as personagens femininas. Mas, e a Bertoleza?... Sim! Era preciso acabar com ela! despachá-la! Sumi-la por uma vez! Idem, p

40 Aqui a idéia presente era a de, após servir, poder ser descartada. A personagem era tratada como não só um ser inferior, mas algo muito abaixo, já que, o próprio autor com ela não perdia tempo, ela não tinha desejos ou opiniões. Assim, essa personagem é, de forma mais clara, a mais submissa dentro da obra. Não tinha reconhecimento, era negra, mulher. Bertoleza era como a heroína naturalista, já que, tinha nela o principal aspecto do Naturalismo, a crítica social. Ainda em O cortiço, aparece a personagem Rita Baiana, morena, sensual, alegoria do Brasil. Não é a protagonista da obra, mas toma à frente, pela sua determinação. Mulher expansiva e liberada, Rita Baiana encaixa-se perfeitamente em um perfil encantador. A personagem fugia do politicamente correto, além de se mostrar forte, intensa, sedutora. A personagem é como alma do cortiço, o melhor e o pior da mulher se encaixam nela. Aquela não endireita mais!... cada vez fica até mais assanhada!... Parece que tem fogo no rabo! Pode haver o serviço que houver, aparecendo pagode vai tudo pro lado! Olha que saiu o ano passado com a festa da Penha! Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1890, p. 33 No trecho, o próprio narrador deixa clara a ideia apresentada pelas lavadeiras de que Rita Baiana era realmente assanhada. Na verdade, uma personagem totalmente forte, não tinha vergonha ou medidas, era mulher, independente do contexto. Essa personagem é rica em detalhes, descritos física e psicologicamente; forte, sedutora, encantadora, a alma do cortiço, não se importa com o que pensam sobre ela. Então, que me diz agora? Sente-se ou não melhorzinho? Ele voltou para a rapariga o seu olhar de animal prostrado e, por única resposta, passou-lhe o braço esquerdo na cintura e procurou com a mão direita segurar a dela. Queria com isto traduzir o seu reconhecimento, e a mulata assim o entendeu, tanto que consentiu: mal, porém, a sua carne lhe tocou na carne, um desejo ardente apossou-se dele; uma vontade desensofrida de senhorear-se no mesmo instante daquela mulher e possuí-la inteira, devorá-la num só hausto de luxúria, trincá-la como um caju. Idem, p

41 Assim, pode-se perceber tamanho encanto, não só de todas as personagens próximas ao cortiço, mas, além disso, encanto esse de Jerônimo, que além de encanto, tem profundo desejo pela personagem. Na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, a personagem em questão é Capitu, personagem de ordem totalmente enigmática. Capitu vem do Realismo, desperta curiosidade, pois nada é certo, quando se entende a questão do adultério. Bentinho passa a duvidar da esposa, pensa que Capitu tinha um caso com Escobar, seu melhor amigo e, inclusive, que tivera um filho com o suposto amante. Porém, em meio à tamanha desconfiança, nada ficara provado, deixando essa realidade viva somente nos pensamentos malucos de Bentinho. Eu amava Capitu! Capitu amava-me! E as minhas pernas andavam, desandavam, estacavam, trêmulas e crentes de abarcar o mundo. Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira. Assis, de Machado. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Editora MEDIAfashion (coleção folha, grandes escritores brasileiros), 1899, p. 85 Assim, Bentinho mostra o quanto gosta da mulher, demonstra todo o encanto e magia por Capitu. Porém, a desconfiança ultrapassa esses limites e Capitu é apresentada como uma grande mulher, mas nada concreto, pois Bentinho confunde a ele e ao próprio leitor, pois transforma a imagem de Capitu em monstro, já que eu o anjo era Dona Glória. Capitu era uma representação de uma mulher independente e/ou emancipada. 41

42 10. Conclusão No decorrer das pesquisas realizadas da elaboração deste trabalho, pode-se dizer que as questões da introdução foram respondidas, em relação ao papel que ocupa a mulher na sociedade do final do século XIX, conforme apresentado, a idéia das mulheres nas obras literárias, a questão desta na sociedade e na literatura. Foi apresentado o contexto histórico, acontecimentos do século XIX, com base nas aulas de história, de literatura e em pesquisas. O que ocorrera no mundo e no Brasil, naquele período, foi o tema do início do desenvolvimento, já que a ideia era buscar um contexto geral e entender o que se passava naquele momento. Após entender os acontecimentos do período, pôde-se entender a mulher no mesmo momento, em que os autores Machado de Assis e Aluisio Azevedo escrevem as obras estudadas. No quinto capítulo, pôde-se analisar as obras O cortiço e Dom Casmurro, com base na leitura, no filme e na série entender melhor as personagens Bertoleza, Rita Baiana e Capitu, personagens anteriormente comentadas. As mulheres de Aluisio Azevedo, Rita Baiana e Bertoleza, apresentam grande diferença entre si, Bertoleza é submissa e depende de João Romão para conquistar o seu principal objetivo, sua carta de alforria; objetivo esse não realizado com sucesso, pois se mata antes de ser entregue novamente para seus antigos donos. Bertoleza é a clara representação de submissão, pois essa trabalha como escrava durante toda a obra é tratada como bicho, amigada de João Romão, não tem se quer reconhecimento pelo seu trabalho. Na mesma obra, a personagem Rita Baiana, é apresentada como uma mulher totalmente independente de qualquer homem, mulata, sedutora, encantadora, forte, politicamente incorreta, pois essa não se importava com o que pensavam sobre ela. Rita era lavadeira, animada, não reclamava da vida. Tinha um caso com Jerônimo, que se abrasileira por ela, personagens ligados ao adultério, pois Jerônimo trai Piedade para ficar com Rita Baiana. Na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, a personagem em questão é Capitu, essa é totalmente enigmática, nada fica muito claro quando o assunto é Capitu. Casada com Bentinho, Capitu sofre pela desconfiança do marido. Morena de olhos claros, inteligente, totalmente ligada ao suspense, Capitu é descrita por Bentinho, como dissimulada e adúltera, o que não fica claro em momento algum da obra, pois isso fica no imaginário de Bentinho, que narra a história sob o seu ponto de vista, o quê, possibilita ao leitor caracterizá-lo como machista. 42

43 No entanto, pode-se concluir que, mesmo em um mesmo período histórico-literário, as personagens são construídas de maneira diferentes, já que os autores que as criaram também defendem pontos de vista diversos: Machado critica o machismo presente na nossa sociedade, enquanto Aluísio Azevedo corrobora com a visão machista em relação à mulher. A mulher é encarada pela sociedade do século XIX como anjo ou demônio, visão esta mantida pelos naturalistas e criticada por Machado de Assis, que conseguiu transcender a visão de mundo de sua época. 43

44 Bibliografia Livros Mônaco, Janotti; Maria de Lourdes. Sociedade e política na primeira república. SP: atual editora 1999 Castelli jr., Roberto; Historia em rede; conhecimentos do Brasil e do mundo. SP: editora scipione 2013 Sene, de Estáquio, Moreira, João Carlos. Geografia geral e do Brasil, espaço geográfico e globalização. Editora scipione 2010 Assis, de Machado. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Editora MEDIAfashion (coleção folha, grandes escritores brasileiros), 1899 Azevedo, Aluisio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora Ática, Schwarz, Roberto. Duas Meninas. Companhia das letras, São Paulo, 1997 Oliveira de Santos, Pérsio. Introdução a sociologia. Volume único. Ensino médio. Editora ática, Artigos Gualda Catarina, Linda. A mulher silenciada em o Primo Basílio e Dom Casmurro, revista historiador São Paulo. Vol. 1, nº 5, ano V, Nov/2008. Aguiar Francelina, Maria; N.B. Olenca, Vargas Peretti, Pâmela; S. Regina. O cortiço de Aluisio azevedo: um retrato histórico da mulher promíscua na republica velha ( ), revista historiador, ano 01, numero 01, dezembro Sites de consulta acessado em 21 de setembro de :22 acessado em 21 de setembro de :38 ereduc.pdf acessado em 21 de setembro de :45 acessado em 21 de setembro de :03 44

45 acessado em 21 de setembro de :17 acessado em 21 de setembro de :42 acessado em 21 de setembro de :09 acessado em 26 de setembro de :51 acessado em 26 de setembro de :01 acessado em 26 de setembro de :56 acessado em 26 de setembro de :09 acessado em 03 de outubro de :06 acessado em 03 de outubro de :58 acessado em 03 de outubro de :40 acessado em: 03 de setembro de :06 acessado em: 04 de setembro de :20 acessado em: 04 de setembro de :09 acessado em: 04 de setembro de :22 acessado em: 05 de setembro de :06 acessado em: 05 de setembro de :24 acessado em: 06 de setembro de :06 45

46 acessado em: 08 de setembro de :06 acessado em 04 de outubro de :28 acessado em 15 de outubro de :24 acessado em 15 de outubro de :00 acessado em 15 de outubro de :10 acessado em 15 de outubro de :00 BiografiaArturAzevedo.htm acessado em 16 de outubro de :47 %20Irani%20Barbosa%20de%20Lima.pdf acessado em 20 de outubro de :00 acessado em 20 de outubro de :30 acessado em 20 de outubro de :00 acessado em 21 de outubro de :54 acessado em 26 de setembro de :00 acessado em 26 de setembro de :51 acessado em 26 de setembro de :01 acessado em 26 de setembro de :56 acessado em 26 de setembro de :09 Filmes O Cortiço. Direção: Francisco Ramalho Jr. Produção: Renato Carreira Filho Luis A. Livieri. Argus filmes do Brasil

47 Capitu. Direção: Luis Fernando Carvalho. Produção: Euclydes Marinho, Daniel Piza. Rede globo

O iluminismo ou Século das luzes

O iluminismo ou Século das luzes O iluminismo ou Século das luzes Início O contexto histórico em que surgiu o Iluminismo Burguesia e Iluminismo As luzes da razão O que o iluminismo defendia O que o iluminismo combatia Os pensadores iluministas

Leia mais

A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO A busca por oportunidades iguais de trabalho e renda entre homens e mulheres é o foco de discussão entre grupos feministas em todos os países. A discriminação no campo de

Leia mais

Os processos históricos que encadearam a emergência da Sociologia

Os processos históricos que encadearam a emergência da Sociologia Os processos históricos que encadearam a emergência da Sociologia 1. Contextualização Histórica. Fatores que contribuíram para o nascimento da Sociologia Sociais, econômicos, culturais. FEUDALISMO: Tipo

Leia mais

Revolução Industrial Professor Fernando Benevides

Revolução Industrial Professor Fernando Benevides Revolução Industrial Professor Fernando Benevides REVOLUÇÃO: toda e qualquer transformação radical que atinja drasticamente os mais variados aspectos da vida de uma sociedade. Modo de produção Artesanal

Leia mais

CARACTERÍSITICAS DO REALISMO

CARACTERÍSITICAS DO REALISMO REALISMO Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades.

Leia mais

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Agrupamento de Escolas de Arraiolos Escola EB 2,3/S Cunha Rivara de Arraiolos Ano Lectivo 2009/2010 HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º A Teste de Avaliação nº 4 TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CUBA Escola Básica Integrada c/ Jardim de Infância Fialho de Almeida, Cuba Ano Lectivo 2007/2008

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CUBA Escola Básica Integrada c/ Jardim de Infância Fialho de Almeida, Cuba Ano Lectivo 2007/2008 9. Cooperar com outros em tarefas e projectos comuns. O Império Colonial português no Séc. XVIII: - Recursos naturais e actividades económicas; - Movimentos da população, tráfico de escravos; - A sociedade

Leia mais

Resumo de Sociologia 2º ano

Resumo de Sociologia 2º ano Resumo elaborado pelos professores do Colégio Odete São Paio: Milra e Jorge. Resumo de Sociologia 2º ano Bens e serviços Bens são todas as coisas materiais colhidas na natureza ou produzidas para satisfazer

Leia mais

Indústria e Industrialização. Prof. Melk Souza

Indústria e Industrialização. Prof. Melk Souza Indústria e Industrialização Prof. Melk Souza A Evolução da Indústria Indústria é a atividade por meio da qual os seres humanos transformam matéria-prima em produtos semi acabado (matéria-prima para outros

Leia mais

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Agrupamento de Escolas de Arraiolos Escola EB 2,3/S Cunha Rivara de Arraiolos Ano Lectivo 2009/2010 HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º B Teste de Avaliação nº 4 TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Leia mais

Segunda Revolução Industrial e o Fordismo

Segunda Revolução Industrial e o Fordismo 1. (UFSM) Assim como a industrialização se propagou para o resto do mundo, também a terceira revolução técnico-científica age sobre todo o planeta. Assinale verdadeira (V) ou falsa (F) nas alternativas

Leia mais

Geografia População (Parte 2)

Geografia População (Parte 2) 1. Estrutura Etária: Geografia População (Parte 2) A Transição Demográfica corresponde à mudança no perfil de idade dos habitantes, engloba proporções de crianças, jovens/adultos, idosos, homens e mulheres.

Leia mais

Conteúdo para recuperação do I Semestre

Conteúdo para recuperação do I Semestre Conteúdo para recuperação do I Semestre I Bimestre II Bimestre 8 ANO Antigo Regime; Iluminismo. Ideias Iluministas na América; Revolução Francesa ANTIGO REGIME Conceito foi a denominação atribuída ao período

Leia mais

Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP

Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP Universidade de São Paulo Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP Qual a USP que queremos: A USP hoje e daqui a 20 anos Estela Damato NUSP 7693618 São Paulo 2014 Introdução Pensar no futuro de uma universidade

Leia mais

3ºAno - 1º Bimestre. Encaminhamento Metodológico. Instrumento de Avaliação. Recursos. Trabalho,

3ºAno - 1º Bimestre. Encaminhamento Metodológico. Instrumento de Avaliação. Recursos. Trabalho, 3ºAno - 1º Bimestre Conteúdo Objetivos Encaminhamento Metodológico. Recursos Instrumento de Avaliação Trabalho, cultura e poder 1.1. Revolução Inglesa 1.2. Revolução Industrial 1.3. Revolução Francesa

Leia mais

O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL BRASIL REINO UNIDO 1815 BRASIL É ELEVADO A REINO UNIDO A PORTUGAL

O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL BRASIL REINO UNIDO 1815 BRASIL É ELEVADO A REINO UNIDO A PORTUGAL O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL BRASIL REINO UNIDO 1815 BRASIL É ELEVADO A REINO UNIDO A PORTUGAL BRASIL DEIXA DE SER COLÔNIA PARA SE TRANSFORMAR EM REINO COMO ISSO ACONTECEU? Pelo CONGRESSO DE VIENA,

Leia mais

Evolução do conceito de marketing

Evolução do conceito de marketing Evolução do conceito de marketing Sociedades coletoras, nômades A primeira atividade de marketing Troca de produtos de pesca, caça e agricultura para atender as necessidades dos indivíduos Comércio primitivo

Leia mais

Prof. Gabriel Rocha Sede: EBS. Percurso 13 EUA: formação e expansionismo territorial

Prof. Gabriel Rocha Sede: EBS. Percurso 13 EUA: formação e expansionismo territorial Prof. Gabriel Rocha Sede: EBS Percurso 13 EUA: formação e expansionismo territorial América do Norte e América Anglo-Saxônica. Quarto país mais extenso do mundo. Politicamente, os EUA dividem-se em 50

Leia mais

Esta lista foi extraída e adaptada do Brasil República. As imagens foram extraídas do site Bandeiras, que vende bandeiras históricas brasileiras.

Esta lista foi extraída e adaptada do Brasil República. As imagens foram extraídas do site Bandeiras, que vende bandeiras históricas brasileiras. Bandeiras do Brasil O Brasil já teve 12 bandeiras diferentes, sem contar a nossa atual bandeira. A maior parte foram bandeiras portuguesas que foram hasteadas no Brasil desde a época de Pedro Álvares Cabral.

Leia mais

A Revolução Industrial inaugurou uma nova era, caracterizada pela produção em massa e pela expansão da vida urbana.

A Revolução Industrial inaugurou uma nova era, caracterizada pela produção em massa e pela expansão da vida urbana. A Revolução Industrial inaugurou uma nova era, caracterizada pela produção em massa e pela expansão da vida urbana. O QUE É INDÚSTRIA? Indústria é todo o esforço empreendido pela humanidade para transformar

Leia mais

COM O GRITO DO IPIRANGA, ENCERROU-SE O PERÍODO COLONIAL, INICIANDO O BRASIL IMPÉRIO

COM O GRITO DO IPIRANGA, ENCERROU-SE O PERÍODO COLONIAL, INICIANDO O BRASIL IMPÉRIO COM O GRITO DO IPIRANGA, ENCERROU-SE O PERÍODO COLONIAL, INICIANDO O BRASIL IMPÉRIO A EUROPA E BRASIL NO SÉCULO XIX (Resumo apostila 04 ) Tempo e Espaço, são duas coisas importantes para você se localizar

Leia mais

Émile Durkheim e a sociologia da educação

Émile Durkheim e a sociologia da educação Émile Durkheim e a sociologia da educação Graduandos: Augusto Patzlaff; Camilo de Oliveira; Isis Petrocelli; Leonardo de Alexandria; Italo Noan Sociologia da Educação I - A Émile Durkheim (1858-1917) Vida

Leia mais

PENSADORES CONTRATUALISTAS

PENSADORES CONTRATUALISTAS PENSADORES CONTRATUALISTAS Thomas Hobbes (1588-1679) Principal obra: LEVIATÃ John Locke (1632-1704) Charles-Louis de Secondat, ou Montesquieu (1689-1755) Principal obra: O espírito das leis. Jean-Jacques

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SECRETARIA DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SECRETARIA DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS DELIBERAÇÃO Nº 99, DE 23 DE JULHO DE 2013 O DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO, tendo em vista a decisão tomada em sua 316ª Reunião Ordinária, realizada em 23 de julho de 2013, e o que consta

Leia mais

A escravidão negra no sistema de ensino apostilado Aprende Brasil

A escravidão negra no sistema de ensino apostilado Aprende Brasil A escravidão negra no sistema de ensino apostilado Aprende Brasil Laura Laís de Oliveira Castro Unesp (Câmpus de Bauru) [email protected] Resumo O presente resumo expandido pretende analisar

Leia mais

Índice. Fetichismo da mercadoria. A vida. As classes sociais Mais-valia. Materialismo histórico. Comunismo. Estrutura e superestrutura ALIENAÇÃO

Índice. Fetichismo da mercadoria. A vida. As classes sociais Mais-valia. Materialismo histórico. Comunismo. Estrutura e superestrutura ALIENAÇÃO karl marx Índice A vida Materialismo histórico Estrutura e superestrutura As classes sociais Mais-valia ALIENAÇÃO Fetichismo da mercadoria Comunismo Karl Heinrich Marx (1818-1883) foi o terceiro dos 7

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 26/03/2011 Nota: Professor: Edvaldo Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

Primeira Guerra Mundial [Questões]

Primeira Guerra Mundial [Questões] Primeira Guerra Mundial [Questões] ::: Fonte Do Saber - Mania de Conhecimento ::: adsense1 PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - QUESTIONÁRIO ADSENSE2 1) Dê o significado das expressões abaixo: a- Pan Eslavismo União

Leia mais

Unidade IV ECONOMIA E NEGÓCIOS. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade IV ECONOMIA E NEGÓCIOS. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade IV ECONOMIA E NEGÓCIOS Prof. Maurício Felippe Manzalli Antecedentes da globalização Década de 1970 Período de crises e ajustes: Crise da inflação Ajustes monetários e produtivos Economia política

Leia mais

Os sistemas capitalista e socialista

Os sistemas capitalista e socialista Os sistemas capitalista e socialista Na Europa durante o Renascimento Comercial e Urbano nos sec. XIII e XIV quando os habitantes dos burgos firmam os primeiros princípios como a busca do lucro, acumulação

Leia mais

Geografia População (Parte 1)

Geografia População (Parte 1) Geografia População (Parte 1) 1. População Mundial: Define-se população mundial como o número total de humanos vivos no planeta num dado momento. Em 31 de Outubro de 2011 a Organização das Nações Unidas

Leia mais

AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELAS CRIANÇAS QUE TRABALHAM E ESTUDAM

AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELAS CRIANÇAS QUE TRABALHAM E ESTUDAM UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELAS CRIANÇAS QUE TRABALHAM E ESTUDAM Flávia

Leia mais

O surgimento da sociedade de massas. O crescimento populacional

O surgimento da sociedade de massas. O crescimento populacional O surgimento da sociedade de massas O crescimento populacional A partir de 1850, na Europa e nos Estados Unidos, houve um enorme crescimento populacional, crescimento das cidades e aparecimento das primeiras

Leia mais

O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara.

O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara. O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara. A segunda metade do século XIX presencia profundas modificações

Leia mais

COLÉGIO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO PARALELA. 3ª Etapa 2010

COLÉGIO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO PARALELA. 3ª Etapa 2010 COLÉGIO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO PARALELA 3ª Etapa 2010 Disciplina: História Educadora:Marta Maria Ano: 8º. Turma: 8.1 Caro educando, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

Instruções. Se o Caderno estiver incompleto ou contiver imperfeição gráfica que prejudique a leitura, peça imediatamente ao Fiscal que o substitua.

Instruções. Se o Caderno estiver incompleto ou contiver imperfeição gráfica que prejudique a leitura, peça imediatamente ao Fiscal que o substitua. 1 2 Instruções Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Se, em qualquer outro local deste Caderno, você assinar, rubricar,

Leia mais

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789)

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) PROFESSOR: EQUIPE DE HISTÓRIA BANCO DE QUESTÕES - HISTÓRIA - 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= A Declaração dos Direitos

Leia mais

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL

TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Agrupamento de Escolas de Arraiolos Escola EB 2,3/S Cunha Rivara de Arraiolos Ano Lectivo 2009/2010 HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º Ano Teste de Avaliação nº 2 TESTE DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Leia mais

Conexão campo - cidade

Conexão campo - cidade Conexão campo - cidade O que você entende sobre a conexão entre o campo e a cidade? Quais os principais valores existentes para a conexão entre o campo e a cidade? CONEXÃO No dicionário, conexão é a ação

Leia mais

Trabalho Sobre a Cultura Cientifíco-tecnológica

Trabalho Sobre a Cultura Cientifíco-tecnológica 1 P a g e Trabalho Sobre a Cultura Cientifíco-tecnológica Trabalho realizado realizado pelo aluno Paulo Joon nº2 da turma 2 do 11º ano do Colégio de S. Teotónio no âmbito da disciplina de Filosofia(2º

Leia mais

Formação da literatura brasileira nos anos 1950. Em 1959 é publicado Formação da literatura brasileira. No mesmo ano também sai

Formação da literatura brasileira nos anos 1950. Em 1959 é publicado Formação da literatura brasileira. No mesmo ano também sai Formação da literatura brasileira nos anos 1950 Bernardo Ricupero 1 Em 1959 é publicado Formação da literatura brasileira. No mesmo ano também sai Formação econômica do Brasil e, no ano anterior, tinha

Leia mais

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO II ETAPA LETIVA HISTÓRIA 5.º ANO/EF 2015

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO II ETAPA LETIVA HISTÓRIA 5.º ANO/EF 2015 SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA MANTENEDORA DA PUC Minas E DO COLÉGIO SANTA MARIA ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO II ETAPA LETIVA HISTÓRIA 5.º ANO/EF 2015 Caro(a) aluno(a), É tempo de conferir os conteúdos estudados

Leia mais

Este caderno, com oito páginas numeradas sequencialmente, contém cinco questões de Geografia. Não abra o caderno antes de receber autorização.

Este caderno, com oito páginas numeradas sequencialmente, contém cinco questões de Geografia. Não abra o caderno antes de receber autorização. 04/07/2010 Caderno de prova Este caderno, com oito páginas numeradas sequencialmente, contém cinco questões de Geografia. Não abra o caderno antes de receber autorização. Instruções 1. Verifique se você

Leia mais

IDEOLOGIAS DA ERA INDUSTRIAL

IDEOLOGIAS DA ERA INDUSTRIAL Com o desenvolvimento industrial surgiram várias correntes ideológicas que pretendiam justificar e apoiar o capitalismo (doutrinas liberais), ou condená-lo e destruí-lo (doutrinas socialistas). CAPITALISMO

Leia mais

Pesquisa de Avaliação dos Serviços Públicos de Florianópolis

Pesquisa de Avaliação dos Serviços Públicos de Florianópolis Pesquisa de Avaliação dos Serviços Públicos de Florianópolis A carga tributária brasileira é uma das mais elevadas do mundo, em 2011 ela chegou a 35% do PIB, valor extremamente elevado. Seria de se esperar

Leia mais

Colégio Santa Dorotéia

Colégio Santa Dorotéia Colégio Santa Dorotéia Área de Ciências Humanas Disciplina: Geografia Série: 8 a - Ensino Fundamental Professora: Joyce de Lima Atividades para Estudos Autônomos Data: 28 / 3 / 2016 Aluno(a): N o : Turma:

Leia mais

Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia

Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia Pronunciamento da Deputada ANN PONTES, PMDB-PA., na Sessão do dia 01/06/2006. Pronunciamento Dia Mundial do Meio Ambiente Senhor Presidente, Senhoras e senhores deputados, No próximo dia 05 de junho comemora-se

Leia mais

A realidade do SAB para as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. O acesso à Educação

A realidade do SAB para as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. O acesso à Educação 33 A realidade do SAB para as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Quase 5 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 7 e 14 anos (18,8% da população da região) vivem no Semi-árido. No Brasil,

Leia mais

IDADE CONTEMPORÂNEA. Prof. Iair FERRA- MENTAS MANUAIS DIVISÃO DO TRABALHO TRABALHO INDIVIDUAL FERRAMENTAS MECÂNICAS

IDADE CONTEMPORÂNEA. Prof. Iair FERRA- MENTAS MANUAIS DIVISÃO DO TRABALHO TRABALHO INDIVIDUAL FERRAMENTAS MECÂNICAS Definição: conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais caracterizadas pela substituição da energia física pela mecânica, da ferramenta pela máquina e da manufatura pela fábrica. ARTESANATO

Leia mais

A situação na região, na época, era muito precária. Havia fome, seca constante, a miséria e a violência afetava a região. A situação, somada com a

A situação na região, na época, era muito precária. Havia fome, seca constante, a miséria e a violência afetava a região. A situação, somada com a A Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos foi um movimento político-religioso brasileiro que durou de 1893 a 1897, ocorrida na cidade de Canudos no interior do Estado da Bahia.

Leia mais

Objetivos. Ciências Sociais. Século XIX: Configuração sócio-histórica de América Latina (I) Prof. Paulo Barrera Agosto 2012

Objetivos. Ciências Sociais. Século XIX: Configuração sócio-histórica de América Latina (I) Prof. Paulo Barrera Agosto 2012 Ciências Sociais Prof. Paulo Barrera Agosto 2012 Século XIX: Configuração sócio-histórica de América Latina (I) Objetivos Estudar as origens de América Latina no contexto da consolidação da dominação européia

Leia mais

A Nação é uma sociedade política e o autor do nosso livro-texto, em sua doutrina, dispõe que a Nação se compõe de dois elementos essenciais:

A Nação é uma sociedade política e o autor do nosso livro-texto, em sua doutrina, dispõe que a Nação se compõe de dois elementos essenciais: Resumo Aula-tema 02: Teoria Geral do Estado. A Teoria do Estado foi construída pela nossa história, é uma disciplina nova, embora já existissem resquícios desde a Antiguidade, mas faz pouco tempo que ela

Leia mais

REALIZAÇÃO DO TRABALHO

REALIZAÇÃO DO TRABALHO PROJETO DE LEITURA Não basta ter uma biblioteca para a formação de uma comunidade leitora. É preciso, sobretudo, um plano de ação que se preocupe com as práticas de incentivo à leitura. Nós criamos estratégias

Leia mais

CAPÍTULO 2 A Finalidade da Ética no Mundo Contemporâneo

CAPÍTULO 2 A Finalidade da Ética no Mundo Contemporâneo CAPÍTULO 2 A Finalidade da Ética no Mundo Contemporâneo Antes mesmo de ingressar propriamente no trato das questões contemporâneas da ética cumpre justificar o salto da antiguidade clássica 1 para o atual.

Leia mais

A sociedade humana é histórica muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais.

A sociedade humana é histórica muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais. A MULHER NO MERCADO DE Illustration of a woman working at the central bureau of the Theatrophone in Paris. TRABALHO A sociedade humana é histórica muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção,

Leia mais

Período Joanino Quando o Brasil virou capital do Império Português

Período Joanino Quando o Brasil virou capital do Império Português Período Joanino Quando o Brasil virou capital do Império Português Napoleão e Portugal 1804 Napoleão dominava a Europa, sendo coroado Imperador 1806 Bonaparte, decreta o Bloqueio Continental O objetivo:

Leia mais

Ciências Humanas História. Guerra Fria

Ciências Humanas História. Guerra Fria Ciências Humanas História Guerra Fria Relembrando Professor Evandro R. Saracino [email protected] Facebook.com/ersaracino Facebook.com/errsaracino Estude o MESMO conteúdo 2x por dia Leia, leia muito,

Leia mais

GRUPO I POPULAÇÃO E POVOAMENTO. Nome N. o Turma Avaliação. 1. Indica, para cada período histórico, o fluxo migratório que lhe corresponde.

GRUPO I POPULAÇÃO E POVOAMENTO. Nome N. o Turma Avaliação. 1. Indica, para cada período histórico, o fluxo migratório que lhe corresponde. Nome N. o Turma Avaliação GRUPO I 1. Indica, para cada período histórico, o fluxo migratório que lhe corresponde. Período a. Durante o século XIX e início do século XX. b. Após a Segunda Guerra Mundial.

Leia mais

Luís Figueiredo. Unit Business Director and International Business Development. 15 a 17 de Novembro de 2011 Hotel Avenida Maputo Moçambique

Luís Figueiredo. Unit Business Director and International Business Development. 15 a 17 de Novembro de 2011 Hotel Avenida Maputo Moçambique Luís Figueiredo Unit Business Director and International Business Development 15 a 17 de Novembro de 2011 Hotel Avenida Maputo Moçambique "Um electrão um sorriso" O impacto social das infraestruturas eléctricas

Leia mais

Colégio Santa Dorotéia

Colégio Santa Dorotéia Colégio Santa Dorotéia Tema Transversal: Casa comum, nossa responsabilidade. Disciplina: Geografia / ESTUDOS AUTÔNOMOS Série: 5ª - Ensino Fundamental Aluno(a): N o : Turma: Professora: Data: / /2016 Querido(a)

Leia mais

PGH 04 - TÓPICOS EM HISTÓRIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL

PGH 04 - TÓPICOS EM HISTÓRIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL DISCIPLINAS DO CURSO DE MESTRADO EM HISTÓRIA PGH 01 - METODOLOGIA DA PESQUISA EM HISTÓRIA O conhecimento histórico e sua produção em diferentes tradições historiográficas. Estratégias de construção dos

Leia mais

Melhor Realista Português Estilo realista-naturalista Um dos ideólogos do Realismo Lusitano (1865-1890)

Melhor Realista Português Estilo realista-naturalista Um dos ideólogos do Realismo Lusitano (1865-1890) Eça a de Queirós(1845 s(1845-1900) 1900) Melhor Realista Português Estilo realista-naturalista Um dos ideólogos do Realismo Lusitano (1865-1890) 1890) Influência do Determinismo (Taine): Meio, Raça a e

Leia mais

BIOLOGIA QUÍMICA HISTÓRIA GEOGRAFIA SOCIOLOGIA

BIOLOGIA QUÍMICA HISTÓRIA GEOGRAFIA SOCIOLOGIA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO PROCESSO DE INGRESSO NA UPE Sistema Seriado de Avaliação CADERNO DE PROVA - 2ºDIA BIOLOGIA QUÍMICA HISTÓRIA GEOGRAFIA SOCIOLOGIA DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO Não deixe

Leia mais

THE BLACK BOOK OF FASHION

THE BLACK BOOK OF FASHION RESUMO EXECUTIVO Este relatório apresenta, de forma sucinta, alguns aspectos competitivos que são abordados no recém lançado livro THE BLACK BOOK OF FASHION Como ganhar Dinheiro com Moda, que foi escrito

Leia mais

FIP20902 Tópicos em Física Interdisciplinar: Metodologia da Pesquisa Científica. O Pesquisador e a Comunicação Científica

FIP20902 Tópicos em Física Interdisciplinar: Metodologia da Pesquisa Científica. O Pesquisador e a Comunicação Científica FIP20902 Tópicos em Física Interdisciplinar: Metodologia da Pesquisa Científica O Pesquisador e a Comunicação Científica 24/08/2007 Comunicação Científica Receita de sucesso Clear mind Clearly stated problem

Leia mais

Jean-Jacques Rousseau (1753) de Maurice Quentin de La Tour Da vontade geral surge o Estado

Jean-Jacques Rousseau (1753) de Maurice Quentin de La Tour Da vontade geral surge o Estado 1 JEAN-JACQUES ROUSSEAU: A VONTADE GERAL. Jean-Jacques Rousseau (1753) de Maurice Quentin de La Tour Da vontade geral surge o Estado Rousseau e a democracia direta 2 Assim como os demais pensadores políticos

Leia mais

CONTEÚDOS DE FILOSOFIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE FILOSOFIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE FILOSOFIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas SECRETÁRIA

Leia mais

O PLANEJAMENTO DOS TEMAS DE GEOGRAFIA NA ORGANIZAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

O PLANEJAMENTO DOS TEMAS DE GEOGRAFIA NA ORGANIZAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA O PLANEJAMENTO DOS TEMAS DE GEOGRAFIA NA ORGANIZAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA Aula 9 META Apresentar as diferentes possibilidades de trabalhar os temas da geografia na realidade local. OBJETIVOS Ao fi nal

Leia mais

2.1 Educação. Por que Educação? Comparação Internacional. Visão 2022

2.1 Educação. Por que Educação? Comparação Internacional. Visão 2022 Por que Educação? Um dos principais determinantes da competitividade da indústria é a produtividade do trabalho. Equipes educadas e engenheiros bem formados utilizam melhor os equipamentos, criam soluções

Leia mais

Feudalismo. Prof. Tácius Fernandes História

Feudalismo. Prof. Tácius Fernandes História Feudalismo Prof. Tácius Fernandes História O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servis. Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa

Leia mais

IDADE CONTEMPORÂNEA A REVOLUÇÃO FRANCESA

IDADE CONTEMPORÂNEA A REVOLUÇÃO FRANCESA REVOLUÇÃO FRANCESA Revolução burguesa. Antecedentes/causas: Maior população da Europa Ocidental (25 milhões). 80% rural. Absolutismo parasitário Luís XVI Festas, banquetes, pensões, guerras inúteis, tratados

Leia mais

Imperialismo. Evandro Albuquerque de Andrade

Imperialismo. Evandro Albuquerque de Andrade Imperialismo Evandro Albuquerque de Andrade Conceito Termo empregado para caracterizar a expansão ou tendência de ampliação política e econômica de uma nação. Os meios utilizados para a consecução desses

Leia mais

CIDADANIA: será esse o futuro do desenvolvimento do País?

CIDADANIA: será esse o futuro do desenvolvimento do País? THATIANA SOUZA CIDADANIA: será esse o futuro do desenvolvimento do País? Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós- Graduação do Cefor como parte das exigências do curso de Especialização em Legislação

Leia mais

MACHISMO E ESCOLA: A EDUCAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

MACHISMO E ESCOLA: A EDUCAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER MACHISMO E ESCOLA: A EDUCAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Prof. Ms. Halline Iale Barros Henriques Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP/Devry) [email protected]

Leia mais

Março/2016 Março/2016

Março/2016 Março/2016 São Paulo 2030 Março/2016 Março/2016 2 de 80 OBJETIVO Mapear as opiniões e as percepções dos moradores da cidade da São Paulo em relação a temas do cotidiano e à prestação de políticas públicas, bem como

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DA LÍNGUA INGLESA Nome da disciplina: Comunicação e Expressão Código da disciplina: 990101 A leitura como vínculo leitor/texto,

Leia mais

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO. Número de aulas semanais 1ª 2. Apresentação da Disciplina

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO. Número de aulas semanais 1ª 2. Apresentação da Disciplina FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO Série Número de aulas semanais 1ª 2 Apresentação da Disciplina Uma das principais características que distinguem o ser humano das outras espécies animais é a sua capacidade

Leia mais

as influências do constitucionalismo alemão no constitucionalismo brasileiro,

as influências do constitucionalismo alemão no constitucionalismo brasileiro, A influência do constitucionalismo alemão no constitucionalismo brasileiro CLÁUDIA DE REZENDE MACHADO DE ARAÚJO Advogada, cientista política, mestre em Direito, Analista Judiciária do TRF-1ª Região. INTRODUÇÃO

Leia mais

SOCIOLOGIA A SOCIOLOGIA EM AÇÃO

SOCIOLOGIA A SOCIOLOGIA EM AÇÃO SOCIOLOGIA A SOCIOLOGIA EM AÇÃO A SOCIOLOGIA É estudo científico dos fatos sociais e, portanto, da própria sociedade. Exerce influência: na ação de governos, na educação, na vida política, na religião,

Leia mais

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 11º ANO

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 11º ANO PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 11º ANO Ano Lectivo - 013/014 (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO MÓDULO 4 A EUROPA NOS SÉCULOS XVII E XVIII SOCIEDADE, PODER E DINÂMICAS COLONIAIS MÓDULO 5 - O

Leia mais

Prezado Sr. Theis (Representante da Zentralstelle für das Auslandsschulwesen),

Prezado Sr. Theis (Representante da Zentralstelle für das Auslandsschulwesen), Prezado Sr. Theis (Representante da Zentralstelle für das Auslandsschulwesen), Prezado Sr. Matter (Presidente do Conselho Administrativo da Sociedade Escolar Barão do Rio Branco), Prezado Sr. Timm (Vice-Presidente

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUCIANO TEIXEIRA

URBANIZAÇÃO LUCIANO TEIXEIRA URBANIZAÇÃO LUCIANO TEIXEIRA Urbanização Pouco mais de 50% da população do planeta é considerada urbana hoje, segundo a ONU. No Brasil, segundo o Censo 2010 do IBGE, a taxa é de 85%. A ideia do urbano

Leia mais

no Estado do Rio de Janeiro

no Estado do Rio de Janeiro MICROEMPREENDEDORES FORMAIS E INFORMAIS NOTA CONJUNTURAL DEZEMBRO DE 2013 Nº27 no Estado do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL DEZEMBRO DE 2013 Nº27 PANORAMA GERAL De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra

Leia mais

REGIONALIZAÇÕES MUNDIAIS

REGIONALIZAÇÕES MUNDIAIS REGIONALIZAÇÕES MUNDIAIS Vivian Q. Pretti -Geografia- REGIONALIZAR é dividir, e ao mesmo tempo agrupar, áreas do território que possuem características semelhantes. Para regionalizar é necessário estabelecer

Leia mais

Jimboê. História. Avaliação. Projeto. 5 o ano. 3 o bimestre

Jimboê. História. Avaliação. Projeto. 5 o ano. 3 o bimestre Professor, esta sugestão de avaliação corresponde ao terceiro bimestre escolar ou à Unidade 3 do Livro do Aluno. Projeto Jimboê 5 o ano Avaliação 3 o bimestre 1 Avaliação NOME: ESCOLA: PROFESSOR: TURMA:

Leia mais

Produção do texto: Ilustração e Diagramação:

Produção do texto: Ilustração e Diagramação: Produção do texto: Flávia Azevedo Fernandes Mariana Alvarenga Eghrari Pereira Ilustração e Diagramação: Alex Leal - Mtb 4998/DF Uma promoção da Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania em

Leia mais

Caracterização do território

Caracterização do território Perfil do Município de Betim, MG 30/07/2013 - Pág 1 de 14 Caracterização do território Área 346,8 km² IDHM 2010 0,749 Faixa do IDHM Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799) (Censo 2010) 378089 hab. Densidade demográfica

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. 4º Bimestre

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. 4º Bimestre 1º ano A atividade filosófica -A filosofia como felicidade e um bem. - Atitude Ingênua, Atitude Crítica e Atitude Filosófica. -A dúvida e o diálogo. Pensamento, consciência e Filosofia. -A consciência

Leia mais

Trabalho 001- Estratégias oficiais de reorientação da formação profissional em saúde: contribuições ao debate. 1.Introdução

Trabalho 001- Estratégias oficiais de reorientação da formação profissional em saúde: contribuições ao debate. 1.Introdução Trabalho 001- Estratégias oficiais de reorientação da formação profissional em saúde: contribuições ao debate. 1.Introdução As pesquisas e os investimentos que influenciaram as mudanças nas propostas para

Leia mais

EXAME HISTÓRIA A 1ª FASE 2011 página 1/7

EXAME HISTÓRIA A 1ª FASE 2011 página 1/7 EXAME HISTÓRIA A 1ª FASE 2011 página 1/7 GRUPO II PORTUGAL E A COMUNIDADE INTERNACIONAL: DO SEGUNDO PÓS-GUERRA À ACTUALIDADE Este grupo baseia-se na análise dos seguintes documentos: Doc. 1 Apoios aos

Leia mais

Confucionismo As oito virtudes. Respeito aos outros Tolerância Perdão Fidelidade Devoção Confiança Dever Culto aos antepassados.

Confucionismo As oito virtudes. Respeito aos outros Tolerância Perdão Fidelidade Devoção Confiança Dever Culto aos antepassados. China O Território Chinês Formação da China A civilização chinesa surgiu em torno do Rio Amarelo (Huang He), por volta de 5000 a.c. Esses povos foram dominados por outra etnia, a Shang, dando início, em

Leia mais

ENSAIO FILOSÓFICO ACERCA DO TEMA FORA DA ARTE NÃO HÁ SALVAÇÃO

ENSAIO FILOSÓFICO ACERCA DO TEMA FORA DA ARTE NÃO HÁ SALVAÇÃO 27 ENSAIO FILOSÓFICO ACERCA DO TEMA FORA DA ARTE NÃO HÁ SALVAÇÃO Júlia de Holanda [email protected] Brasília-DF 2006 28 ENSAIO FILOSÓFICO ACERCA DO TEMA FORA DA ARTE NÃO HÁ SALVAÇÃO Júlia

Leia mais

ACORDA BRASIL COM A MULHER

ACORDA BRASIL COM A MULHER ACORDA BRASIL COM A MULHER O que se pensa quando se lê este titulo? Neste momento eu lembro um trecho de uma poesia de Fernando Pessoa que diz eu quero fazer uma canção que faz acordar as crianças e adormecer

Leia mais

DESAFIOS PARA GARANTIR O TRABALHO DECENTE PARA OS/AS JOVENS, COM ESPECIAL ATENÇÃO ÀS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA

DESAFIOS PARA GARANTIR O TRABALHO DECENTE PARA OS/AS JOVENS, COM ESPECIAL ATENÇÃO ÀS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA DESAFIOS PARA GARANTIR O TRABALHO DECENTE PARA OS/AS JOVENS, COM ESPECIAL ATENÇÃO ÀS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA FORUM NACIONAL TRABALHO DECENTE PARA OS JOVENS: FORTALECENDO A AGENDA NACIONAL DE TRABALHO

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 O começo de tudo Em O Capital, Marx começa pela mercadoria, indicada por M. Ele começa pelo objeto da troca

Leia mais

COLÉGIO SANTA TERESINHA

COLÉGIO SANTA TERESINHA EU CONFIO COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br PLANEJAMENTO DE AÇÕES DA 1ª ETAPA 2016 PROFESSOR (A):JulianaSilva Cordeiro PERÍODO DA

Leia mais

Juventude e Saúde Pública: Jovem, construtor da vida

Juventude e Saúde Pública: Jovem, construtor da vida PROGRAMAÇÃO 11 de Setembro (Terça-feira) Público: Educadores RPN Reunião Pedagógica Noturna Público: Educadores de todos os Segmentos Convidados: 1. Derli Silveira (Professor de Filosofia e Sociologia-

Leia mais

MONOGRAFIA. Manual de Orientação

MONOGRAFIA. Manual de Orientação Fundação Armando Alvares Penteado FACULDADE DE DIREITO COORDENADORIA DE PESQUISA MONOGRAFIA Manual de Orientação 1 Modelo sugerido de Projeto de Monografia PROJETO DE MONOGRAFIA Nome do aluno: Matrícula:

Leia mais

Um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia

Um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia Um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia por Efraim Neto Urge preveni-los do muito que se poderia fazer, com apoio no saber científico, e do descalabro e pequenez do que se está fazendo Darcy

Leia mais

Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ

Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ 3 set 2007 Nº 35 Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ Por Antonio Marcos Ambrozio Economista da SAE Vagas na indústria de transformação foram deslocadas para outras regiões do

Leia mais