CAIXAS DE PAPELÃO ONDULADO
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- Victor Ferretti de Sequeira
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1 ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DE PAPEL E CELULOSE Data: 17/10/96 No.10 CAIXAS DE PAPELÃO ONDULADO Este segmento do setor de papel e celulose é um dos mais diretamente afetados pelas variações da economia, sendo, inclusive, tomado como um dos indicadores do nível de atividade. No Brasil, de modo a poder acompanhar as bruscas oscilações da demanda, as empresas atuantes nesse mercado costumam trabalhar com um excedente de capacidade produtiva ao redor de 30%. Como resultado da estabilidade e do crescimento verificados após a implantação do Real, a expedição de caixas e chapas de papelão ondulado elevou-se 15%, entre 1993 e 1995, alcançando mil toneladas naquele último ano. As principais empresas brasileiras são integradas com produção própria de papéis das categorias kraft, capa e miolo (matérias-primas para a produção de caixas) e, a partir de 1994, ocorreram investimentos significativos para aumento de 40% da capacidade instalada de produtos acabados. As perspectivas de mercado são favoráveis uma vez que estão associadas à continuidade do crescimento das economias nacional e internacional. CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO As caixas de papelão ondulado (PO) são produzidas a partir das chapas de PO que, por sua vez, utilizam como principais matérias-primas papéis de embalagem das categorias miolo e capa (capa de 1 a ou Kraftliner e capa de 2 a ). Os papéis miolo e capa de 2 a são produzidos com alta participação de fibras recicladas, enquanto no kraftliner utiliza-se fibra virgem de Pinus (fibra longa). O papel miolo é usado para ser ondulado e os papéis capa para servirem de cobertura e forro das chapas de PO. De acordo com a resistência desejada, as chapas podem ser simples (capa-corrugado-capa), dupla (capa-corrugado-capacorrugado-capa) ou triplex (4 fileiras de capa e 3 de corrugado intercaladas). As caixas triplex são de elevada resistência sendo usadas para acondicionamento de motores e demais peças pesadas. A chapa de papelão é formada na onduladeira, máquina que efetua o corrugamento do papel miolo e a colagem das diversas capas. A transformação das chapas em caixas é feita nas impressoras (chamadas impressoras corte e vinco) responsáveis pelo corte, vinco e impressão das peças, nos seus diferentes formatos. A comercialização dos produtos de papelão ondulado restringe-se, basicamente, ao mercado interno dos países e obedece a encomendas dos consumidores. As principais empresas demandantes pertencem aos setores alimentício, químico/farmacêutico, metalúrgico, bebidas e de materiais elétrico e de comunicação.
2 MERCADO INTERNACIONAL Produção e Consumo Mundiais As estatísticas mundiais disponíveis para produtos de papelão ondulado são incipientes. O maior produtor mundial são os Estados Unidos que, em 1995, produziram mil toneladas de caixas, conforme dados da Fibre Box Association (FBA). O Japão, 2 o produtor mundial, produziu mil toneladas. Segundo a Federação Européia dos Fabricantes de Cartão Ondulado (FEFCO), a Europa produziu, naquele mesmo ano, mil toneladas, com destaque para a Alemanha e a Itália com, respectivamente, mil t e mil toneladas. Expedição de Papelão Ondulado ,1 20 Milhões toneladas ,4 3,4 2,8 1,4 0 EUA Japão Alemanha Itália Brasil Fonte:ABPO, FBA, FEFCO A taxa de crescimento do consumo de caixas de papelão ondulado, no período 1985/1995, foi de 4,0% a.a. nos Estados Unidos; 5,2% a.a. no Japão; 6,4% a.a. na Europa e 4,5% a.a. no Brasil. O consumo per capita, em 1995, foi de 88mkg/habitante nos Estados Unidos, 70 kg no Japão e 34 kg na Europa. No Brasil esse indicador situa-se ao redor de 8,7 kg/habitante. A China, que antes da passagem do século deverá ultrapassar o Japão na produção e consumo de papel e caixas, tem um consumo per capita de caixas de papelão de apenas 4,0 kg/habitante. Perspectivas Após a firme demanda verificada em 1995, a primeira metade de 1996 apresentou-se com fraco desempenho nos principais mercados. Esse arrefecimento, aliado ao aumento de capacidade, provocou uma erosão nos preços dos papéis de embalagem. Na Europa, o declínio foi mais sentido na Alemanha e na Itália, com reflexos menores no Reino Unido. Nos Estados Unidos, a demanda do 1 o trimestre foi 3% menor, com um melhor desempenho da economia americana no 2 o trimestre (crescimento de 4,8% no PIB). As perspectivas para a economia americana no segundo semestre/96 apontam para crescimento da produção de bens não duráveis de 4%, enquanto que, para 1997, estima-se aumento de 2,1% para o PIB. Na Europa Ocidental é esperado um crescimento de 2% para a demanda de produtos corrugados em Quanto ao Japão, o crescimento econômico esperado para 1996 situa-se ao redor de 2%, subindo para 2,5% em A partir, principalmente, do melhor desempenho da economia dos Estados Unidos, é prevista uma recuperação dos preços dos papéis de embalagem, embora não se vislumbre, para 1997, os patamares atingidos em 1995.
3 Matérias-Primas para Papelão Ondulado: Preço nos Estados Unidos US$ / t C A P A M I O L O Fonte: Jaako Pöyry MERCADO NACIONAL Produção e Consumo Nacionais O Brasil, em 1995, foi o sétimo produtor mundial de papéis de embalagem (2.510 mil t) utilizando 61% do volume produzido para a conversão em papelão ondulado. A expedição de caixas e acessórios de PO (que pode ser considerada igual ao consumo), por sua vez, alcançou mil t, sendo 4,5% superior à de O crescimento do consumo no período 1993/95 (após o Plano Real) foi de 15%. Brasil: Expedição de Papelão Ondulado Mil toneladas O mercado é sazonal com picos de vendas em março e outubro e patamares mínimos entre novembro e janeiro. Em 1994, o advento do Plano Real propiciou uma atipicidade das vendas que continuaram crescentes em novembro e dezembro. O ano de 1995 iniciou-se com patamares normais de vendas, demanda excepcionalmente crescente até março e, a partir daí, queda até julho, quando foi atingido o menor volume dos últimos três anos. No segundo semestre de 95 ocorreu ligeira recuperação da demanda que continuou a crescer nestes oito primeiros meses de Mil toneladas Brasil: Expedição de Papelão Ondulado Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
4 O faturamento (FOB-fábrica, sem IPI) dessa indústria, em 1995, alcançou R$1,8 bilhão, sendo 64% superior ao registrado em 1994, devido à recuperação dos preços ocorrida em todos os produtos de papel. No período jan-ago/96, o faturamento global foi de R$ 1,07 bilhão, 15% inferior a igual período do ano anterior. A concorrência é acirrada: cada 1% de avanço de market-share corresponde à uma elevação de faturamento ao redor de R$18 milhões Brasil: Preços Médios de Produtos de Papelão Ondulado US$ / t Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez As caixas de papelão ondulado são usadas principalmente para o transporte de bens industrializados sendo um produto característico de mercado interno. As exportações, em geral para países da América Latina que fazem fronteira com o Brasil, corresponderam, em 1995, a 3% das vendas. Entre os diferentes produtos para embalagem, as caixas de PO respondem, no Brasil, por cerca de 32% do mercado. Brasil: Produtos para Embalagem Flexíveis 4% Metais 19% Vidro 20% Cartão Plástico 13% Papel Caixas P.O. 32% A indústria de produtos alimentícios concentra o uso desse tipo de embalagem com absorção de cerca de 33% do total expedido. No período 1990/1995, a expedição de embalagens de papelão ondulado cresceu nos mercados de alimentos (de 31% para 33%), bebidas (de 3% para 5%) e material elétrico/comunicação (de 4% para 5%), decrescendo nas indústrias química (de 10% para 9%) e metalúrgica (de 8% para 7%) e nos setores de vidro/cerâmica (de 4% para 2,5%). Estrutura da Oferta Nacional A oferta nacional está distribuída por 68 empresas representadas por 80 unidades industriais. As regiões Sudeste e Sul concentram os centros produtivos, com participações de 60% e 27% da produção total expedida em A maior parte das empresas atuantes nesse segmento é constituída por fábricas não integradas (sem produção própria de papel). Já as líderes do setor - Klabin, Rigesa, Trombini, Igaras e Orsa - apresentam elevado grau de integração e contribuíram com 58% do volume expedido em Todas as empresas são nacionais, com exceção da Rigesa que pertence ao grupo norte-americano Westvaco Corporation e da Igaras que tem 50% de participação da Riverwood International Corporation. O conjunto dessa indústria empregava, diretamente, pessoas em dezembro/95. A produtividade, quando medida pelo índice t/homem, evoluiu de 64,63 em1990, para 105,68 em 1995.
5 Brasil: Principais Empresas Produtoras de P.O. Klabin 17% Outras 42% Orsa Igaras 10% Trombini 12% Rigesa 14% A partir de 1994 ocorreram investimentos expressivos (da ordem de US$ 250 milhões) em aumento de capacidade de produtos acabados, principalmente das empresas Klabin, Rigesa, Igaras e Orsa. Como conseqüência, a capacidade instalada elevou-se de cerca de mil t para mil t, encontrando-se as principais empresas preparadas para atender ao aumento de consumo esperado com a continuidade do crescimento da economia brasileira. Por outro lado, são necessários pesados investimentos para elevação da capacidade de produção das matérias-primas utilizadas, quais sejam: papéis de embalagem, celulose fibra longa e fibra reciclada, além do reflorestamento. Perspectivas O crescimento do consumo aparente de papelão ondulado no Brasil, no período 1986/95, foi de 3, a.a., frente a 2,4% a.a. para a taxa de evolução do PIB. Entre 1993/94 e 1994/95, os incrementos de consumo foram de 9,9% e 4,7%, para variações do PIB de, respectivamente, 5,7% e 4,1%. No presente exercício, as vendas entre janeiro e agosto apresentaram-se 3,25% superiores às de igual período de 1995, estimandose que, até o final do ano, o crescimento seja de 5% a. Tal correlação permite traçar um cenário bastante favorável para esse segmento nos próximos anos, já que se projeta um crescimento sustentado da economia brasileira entre 5% a a.a. Os principais setores demandantes desse tipo de embalagem têm anunciado arrojados planos de investimentos. Por exemplo, segundo levantamento realizado pelo Ministério da Indústria e do Comércio, a indústria de alimentos pretende investir, entre 1995/2000, US$ 4,9 bilhões; a indústria química/farmacêutica - US$ 10,7 bilhões; a metalúrgica - US$ 6,8 bilhões; setores de materiais elétrico/comunicação - US$ 4,1 bilhões e a indústria de bebidas com US$ 6,3 bilhões. Esses setores industriais absorveram 59% da expedição brasileira de papelão ondulado de Adotando-se, sobre o consumo de papelão ondulado verificado em 1995, um incremento de 5% para o ano de 1996 e, a partir daí, a.a., a produção necessária para atendimento do consumo projetado para o ano 2000 mostraria uma taxa de ocupação de 74% da atual capacidade instalada. Nesse exercício foi adotado um índice de perda de 13% quando da conversão do volume produzido de papelão ondulado em produtos acabados. Brasil: Projeção do Consumo Aparente de Produtos de Papelão Ondulado / Consumo Aparente Produção Necessária Capacidade Instalada Atual Taxa de Utilização % Fonte: BNDES / GESET1- AO2 Mil t
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