Versões do Pai no ensino de Lacan
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- Isaque Nobre Frade
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1 Versões do Pai no ensino de Lacan Sandra Maria Espinha Oliveira Palavras-chave: o desejo e a lei, a série e a lei, a série dos mitos freudianos do pai, a proibição e o gozo, o pai, a linguagem e a castração. Para Freud, o pai sempre esteve no centro de suas elaborações sobre o sujeito do inconsciente. Desde sua teoria da sedução, é no pai que Freud se apóia para dar conta da irrupção do desejo no mundo do sujeito, atribuindo-lhe a função traumática de encarnar o caráter hétero do desejo. Na passagem da teoria da sedução à teoria do fantasma, é, também, através do pai, que Freud introduz na psicanálise a dimensão da verdade. A regulação da trama edípica, em cujo centro Freud instala o pai, ilustra a introdução do sujeito no mundo do desejo. No Édipo, o pai é aquele que, ao mesmo tempo, desencadeia a entrada nesse complexo e detém a chave do seu declínio, cuja significação derradeira é a entrada em cena do pai morto. Suporte das identificações com as quais avança o sujeito, o pai é, também, aquele que assinala a mãe como objeto desejável ao marcá-lo com uma proibição. Ponto de ancoragem do material associativo, o pai, que se esclarece como não sendo o genitor, é ainda, para Freud, objeto de invenções imaginadas na história romanceada que a criança constrói para explicar sua vinda ao mundo, ficção que repousa, ao contrário, sobre uma certeza quanto à orígem materna. Lacan, por sua vez, opondo-se aos pos-freudianos, que em seu movimento de ir para além do pai, passaram a dar mais ênfase à mãe, dedicou-se, na primeira parte de seu ensino, caracterizada pelo que se chamou de retorno a Freud, a recuperar na psicanálise esse centro paterno do sujeito freudiano. Desde o início de seu trabalho de releitura de Freud, Lacan retoma o questionamento freudiano sobre o pai sem, no entanto, considerar como conclusiva sua função edípica. Desde seus primeiros Seminários, ele busca introduzir, em seu ensino, a fórmula de um mais além do Édipo.
2 2 Para Marie-Hélène Brousse, há, em Lacan, um primeiro mais além do Édipo, que é um mais além epistemológico. Trata-se, diz ela, de um esforço contínuo de ir do mito à estrutura, ou seja, de transformar o mito em matema. 1 A partir do enunciado fundamental, o inconsciente está estruturado como uma linguagem, Lacan produz uma primeira formalização do complexo de Édipo, que o separa do mito. Trata-se da fórmula da metáfora paterna, onde as versões imaginárias do pai e da mãe, construídas na novela familiar de cada um, são reduzidas a funções simbólicas escritas em uma relação que se expressa em termos de matema. O esforço de Lacan é o de racionalizar o mito freudiano em termos de linguagem, reduzindo-o a significantes operativos que vão sustentar o sujeito na ordem simbólica. O pai é reduzido ao nome, ou seja, é reduzido a um puro significante, o significante do Nome-do-pai (NP), e a mãe é reduzida à função desejo, representada pelo significante do desejo da mãe (DM). Dessa maneira, a metáfora paterna é uma operação de substituição de significantes que tem como efeito ordenar o Outro da linguagem (A) com o significante do desejo (Φ). Através dela, o outro é reduzido à ordem simbólica e o desejo a um efeito de sentido. O Nome-do-pai, ao substituir o desejo sempre enigmático da mãe, introduz a significação fálica no lugar do Outro, produzindo-se o enlaçamento do desejo com a lei, cujo efeito é a localização do gozo fora do corpo. O Nome-do-pai simboliza no falo o gozo que parasita o corpo do sujeito, dando-lhe um sentido. O que a mãe quer é o falo, constituído pela imagem do órgão que, presente no corpo do homem, a faz incompleta. Portador do falo, o pai priva a mãe em um duplo sentido: ele interdita à criança sua busca infinita e incestuosa de se fazer, ela mesma, objeto do desejo da mãe e priva a mãe do objeto fálico. Ao barrar o gozo da mãe seja aquele que seria o dela, como desejante, ou o que se teria através dela, como desejada a função do pai se reduz a designar por um nome esse lugar que, na ordem simbólica, foi esvaziado de gozo. O Nome-do-pai é uma espécie de engrenagem que integra as pulsões parciais e a sexualidade à dialética do desejo, ou seja, submete o ser de gozo do sujeito à lei fálica do desejo. Essa redução do pai ao nome, do pai ao pai morto, torna-se o equivalente à função do que se transmite no Édipo, que não é a transmissão da vida, mas a transmissão subjetiva 1 BROUSSE, Marie-Hélène Los cuatro discursos y el Otro de la modernidad, Santiago de Cali, Editor Letra, 2000, p. 8.
3 3 de um desejo. O funcionamento do Nome-do-pai, como significante que mortifica o gozo, permite ao neurótico, ou seja, àquele que passou pelo Édipo, encontrar, nessa passagem pelo Outro, uma razão para o seu gozo, uma lei que, ao dividir esse gozo, autoriza o desejo. O Nome-do-pai é o significante que sustenta o sujeito confrontado à castração. Dessa maneira, na metáfora paterna, Lacan conjuga, em uma mesma fórmula, dois complexos freudianos: Èdipo e castração. Nela, a lei da interdição do incesto da qual o pai se encarrega ao situar a mãe como proibida é a condição do desejo. É porque a mãe é proibida pelo pai lado esquerdo da fórmula que ela se converte no objeto perdido que faz existir o desejo, representado pelo falo lado direito da fórmula. A lei paterna funda o desejo sobre um menos de gozo, ou seja, sobre uma castração imposta pelo pai. Na metáfora paterna, encontram-se articulados o pai e a castração. NP. DM NP A DM x Φ Édipo pai x castração Segundo Marie Hélène Brousse, esse mais além do Édipo lacaniano, constituído por esse intento de ir mais além do mito por meio da separação entre o eixo imaginário e o eixo simbólico, faz do Édipo uma lei universal da produção de um sujeito 2, mesmo se essa lei não funciona em alguns casos, como é o caso das psicoses. Trata-se, diz ela, de uma lei geral à qual se deve dar valores singulares, ou seja, de uma lei universal que deve ser submetida à prova da formalização dos casos singulares. Lacan opera, assim, uma desconstrução do mito familiar cuja consequência foi separar a psicanálise de uma teoria da família. A metáfora paterna retira a consistência da famíla para reduzir o que é determinante na transmissão, que nela se opera, ao nome de um desejo. Um segundo passo, nesse mais além do Édipo lacaniano, será dado no Seminário XVII, O Avesso da Psicanálise, desta vez, para localizar a psicanálise, não mais em um mais além do mito, mas em um mais além do pai e do próprio Freud. Nesse momento, ao 2 BROUSSE, M-H op.cit, p.10.
4 4 proceder a uma nova leitura do Édipo, Lacan critica Freud e a si mesmo pela articulação da castração com o pai. Ele mostra que essa vinculação do pai à castração é uma construção do neurótico, porque a castração não é apenas uma operação simbólica, mas é algo da ordem do real da estrutura. Será, portanto, em relação a esse real da castração que Lacan vai retomar a série dos mitos freudianos do pai, caracterizados pelos mitos de Édipo, Totem e Tabu e Moisés e o monoteísmo, para fazer uma leitura estruturalista de seus elementos e chegar a uma fórmula que os reuna em uma elaboração freudiana sobre o pai. Para Lacan, através desses mitos, Freud faz do pai a condição do gozo para cada sujeito, equivalência que ele vai, então, qualificar como sendo um sonho de Freud 3. Agora, o que ele visa não é mais a metáfora do pai, não é mais o pai que funda e legaliza o desejo no contexto fálico, mas o pai confrontado ao que, a partir dessa lei que funda o desejo sobre um falta de gozo, continua a ser o eco de um gozo fora da lei. O irreal do mito é o que, para Lacan, permite ao homem articular aquilo que lhe escapa do real. Ele o define como o que dá forma épica à estrutura, ou seja, como uma imaginarização do real. Seu aspecto épico constitui uma forma de atribuição subjetiva através da qual, no mito, o sujeito toma a seu cargo o que é da estrutura, fazendo-se o herói de uma história que não foi escrita por ele. A caracterização dos mitos freudianos do pai como um sonho de Freud é uma forma de tratá-los como conteúdos manifestos, ou seja, como algo a ser interpretado. O que orienta Lacan é a idéia de reduzir o aspecto épico da teorização freudiana para dela extrair a estrutura que esses mitos revestem. Além disso, designar os mitos do pai como um sonho de Freud é, também, tocar na questão do desejo do analista Freud, ou seja, é tocar no ponto não analisado do desejo de Freud como um ponto de detenção de suas elaborações sobre o pai e de retrocesso frente à clínica das histéricas. A serie dos mitos freudianos será, portanto, examinada, também, através de uma releitura do caso Dora. Duas noções vão interessar particularmente a Lacan, nessa análise dos mitos do pai: o saber e a verdade. Na formalização dos quatro discursos, desenvolvida por Lacan no Seminário XVII, essas duas noções constituem, respectivamente, um dos quatro elementos ou letras (S 2 ) e um dos quatro lugares, o lugar da verdade, designado como embaixo e à 3 LACAN, J. O Seminário, livro XVII O avesso da psicanálise, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1992, p. 110.
5 5 esquerda. Saber e verdade serão, por sua vez, articulados ao que, na teoria lacaniana dos discursos, se constitui como um conceito essencial, o conceito de gozo, do qual Lacan faz tanto um lugar, aquele designado como embaixo e à direita, quanto uma letra (a). Nessa teoria, o gozo ocupa um lugar tão fundamental, que Lacan vai nomear esse campo do gozo, aberto por ele, como o campo lacaniano. lugares : agente / desejo trabalho / Outro verdade gozo / perda letras : S 1 (significante- amo) ; S 2 (saber) ; S (sujeito) ; a (objeto de gozo) Enquanto letra (a), ou seja, enquanto objeto a, o gozo é produto de uma perda. Ele não está, portanto, na orígem, mas é produto da estruturação de um discurso que o ordena. Como lugar, ele pode transformar alguns fenômenos em gozo, sem que a priori eles o sejam. Assim, o saber (S 2 ), o sujeito (S) ou o significante mestre (S 1 ) podem funcionar como gozo. Como letra, o gozo pode, também, ocupar outros lugares: o do desejo no discurso do analista, onde ele funcionará como causa; o da verdade no discurso da histérica; ou o do trabalho para o discurso universitário. Constitui-se, assim, nessa articulação dos lugares com os elementos, uma pluralização dos modos de gozo. Entre os lugares e as letras, com os quais Lacan formaliza os discursos, nada se parece com o que encontramos na escrita da metáfora paterna. Não há, no conjunto de suas letras, nada sobre o Nome-do-pai (NP) ou sobre o Desejo da mãe (DM) ou sobre a função castração (Φ). Será, pois, através do discurso histérico que Lacan vai estabelecer uma correlação entre o Édipo e os discursos, interessando-se pela estrutura desse discurso para reintroduzir o Édipo e fazer sua crítica à questão do pai em Freud. 4 Lacan vai, agora, interpretar o mito de Édipo a partir do mito de Totem e Tabu, colocando-os como avessos, um do outro. Enquanto que, no complexo de Édipo, o assassinato do pai permite o acesso ao gozo da mãe, no mito de Totem e Tabu, esse mesmo assassinato proibe para sempre esse gozo. Lacan se empenha em desmentir o triunfo de Édipo sobre a proibição do gozo, demonstrando que sua história prossegue e o leva a 4 BROUSSE, M-H. op.cit. p.34.
6 6 converter-se, ele próprio, na encarnação da castração. A morte do pai não liberta Édipo da castração. No final, esta retorna, produzindo-se o momento em que Édipo perde algo. Se Édipo Rei ganha tudo, ou seja, ganha o gozo da mãe, a coroa, os filhos, o reconhecimento, Édipo em Colona, perde os olhos. Ele paga com o objeto (a) a perda de gozo. A castração recorda-lhe que está ali, até o ponto de transmutar seu ser. 5 Ao corrigir o mito de Édipo com o mito de Totem e Tabu, Lacan propõe um outro sentido para o complexo de Édipo, que conflui com o sentido de Totem e Tabu, ou seja, o de que o assassinato do pai não permite o gozo, mas, antes, o proibe. Lacan faz da relação entre a morte do pai e o gozo não uma relação de causalidade, mas uma relação de equivalência, dizendo: O pai morto é o gozo 6. A figura do assassinato do pai representa, no mito, o gozo que deve ser mortificado, excluido, castrado. E, é com essa leitura que o sentido freudiano da proibição do gozo pelo pai é considerado por Lacan como um sonho de Freud. A proibição diz Miller é a figuração dramática, patética, de algo que se funda na estrutura do gozo, ou seja, sobre o fato do impossível. 7 A proibição do desejo é re-interpretada por Lacan como um sentido imaginário, isto é, fantasmático, dado ao impossível do gozo. A proibição é um sentido que se dá a um fato fundamental... que é de estrutura, a saber, a perda de gozo. Aí onde... havia proibição, (Lacan) coloca a perda, uma perda, pode-se dizer, automática. O gozo só se mantém em perda, e é essa perda que é imputada ao pai.... a verdade do pai é a perda e... a imputação que lhe é feita de ser o agente da castração não é senão a racionalização de um fenômeno de entropia. 8 No mito de Totem e Tabu a articulação do pai com a perda de gozo é imediata. O assassinato do pai proibe de cara o gozo da mãe. Nele, a associação com a castração não é tão evidente como no mito de Édipo, onde ela surge representada pela perda dos olhos. Em Totem e Tabu, a consequência do assassinato do pai é a fraternidade. No lugar do pai, os irmãos erigem um totem, que representa a lei que proibe a endogamia, ou seja, que proibe as mulheres do clã. O totem é, geralmente, um animal que não se pode matar e cuja representação serve para localizar uma tribo. Ele é um significante coletivizador, que 5 MILLER, J. A. Religión, psicoanálisis. In: Freudiana no 40, Barcelona, Ed. Paidós, 2004, p LACAN, J. op.cit, p MILLER, J. A. opcit, p idem, p.30.
7 7 identifica as pessoas que estão agrupadas por uma mesma lei e, ao mesmo tempo, representa esse pai primitivo, esse pai ciumento, todo poderoso, que goza da posse de todas as mulheres, impondo abstinência sexual a todos os membros masculinos da horda. O totem impõe a lei, representando, ao mesmo tempo, o pai morto, fundador dessa lei do desejo, e o pai vivo, ou seja, o pai gozador. O tabu que o totem instaura é definido por Freud como um ato proibido que pode se tornar um ato comandado, isto é, uma ordem para que seja efetuada uma orgia de gozo, a chamada refeição totêmica. Todos os membros do clã se juntam para transgredir a lei. Eles matam o animal proibido e realizam, em um pacto, essa orgia de gozo que é o banquete totêmico. Trata-se de um excesso permitido e até mesmo comandado, ou seja, uma violação solene de uma interdição. Nela, Freud reconhece o retorno do gozo que não conseguiu ser totalmente metabolizado pela lei. No mito de Totem e Tabu, o que encontramos nessa figura do pai, seja sob a forma do pai vivo, seja sob a forma do pai morto, é uma articulação do significante com o gozo, uma articulação do Nome-do-pai com o gozo. O totem, enquanto significante do pai, carrega consigo esse empuxo ao gozo presente na refeição totêmica. Trata-se de um pai primitivo que, enquanto uma instância simbólica, dita a lei da castração para os outros, colocando-se, ao mesmo tempo, fora dela. O gozo infinito que lhe é atribuido coloca-o em uma posição de exceção. Ele é o ao menos um que não se submete à norma fálica e que constitui o conjunto do todos castrados ou todos inseridos na função fálica. O mito de Totem e Tabu constitui o enunciado do impossível, que é gozar de todas as mulheres. O pai morto equivale à morte desse gozo infinito, ou seja, equivale ao gozo como impossível, que é uma das definições do real da estrutura. Tempo anterior ao Édipo, nesse mito, prevalece a articulação do pai com o real. No Édipo, temos uma outra versão do pai como instância simbólica, articulada ao que Freud chamou de herdeiro desse complexo, com o qual o sujeito vai se identificar. Trata-se do Ideal do eu, que se constitui a partir de um traço do pai, lugar para onde o sujeito vai endereçar sua questão sobre o desejo e sobre o gozo perdido. O Ideal do eu é a versão neurótica do pai, esse pai ideal, que se constitui como um pai do amor, uma espécie de Deus-pai que protege o sujeito do desamparo de ficar sozinho diante do gozo desse crocodilo de dentes abertos, que é como Lacan descreve, nesse momento, a mãe. Esse pai
8 8 edípico, cujo assassinato constitui um voto de que ele exista, é um lugar sustentado pelo sujeito como o esconderijo de um saber do qual ele se imagina separado ou excluído. Ele é um pai que poderia responder aos apelos de saber do sujeito, constituindo-se como um pai que sabe, ou seja, como esse lugar do Outro da palavra, que Lacan batizou de sujeito suposto saber, objeto de uma fé que não é senão a fé que se tem na linguagem. 9 Se, para Lacan, a verdade sobre a proibição do gozo, atribuida ao pai no mito de Édipo, é a perda de gozo, enunciada em Totem e Tabu, como um fato de estrutura, o questionamento sobre a verdade do pai edípico, idealizado como pai do saber, será feito através do discurso da histérica. È a histérica que, com seu sintoma, tenta restituir, a partir da impotência do pai, um pai que sabe tudo. Sem entrar nos detalhes da retomada do caso Dora, feita por Lacan no Seminário XVII, podemos resumir dizendo que, na relação da histérica com o pai, este desempenha o papel de amo castrado. Se o gozo da histérica está no saber, ou seja, nesse empuxe ao saber inconsciente, que fundamentou a psicanálise sobre a livre associação das primeiras histéricas de Freud, esse saber, colocado em posição de amo, só lhe interessa para servir à verdade. Em sua busca de saber, a verdade que ela indaga é a verdade da castração do amo. Sua manobra fundamental é demonstrar a impotência do saber do amo, dedicandose a compensá-la - em uma concorrência com o falo - ao encarnar o objeto precioso e poderoso que lhe falta. Ela quer, como surge no sonho de Dora, a caixa de jóias vazia, para se oferecer como sendo a única jóia capaz de preenchê-la. O Ideal é o Nome-do-pai do neurótico, cuja crença no apaziguamento do desejo e na conjunção possível entre os sexos, visa um mestre do desejo. Dessa maneira, se o neurótico ama o pai por seu saber, é com a condição de que o pai o guarde para ele, cobrindo com um olhar cego o gozo que se exerce para além de sua jurisdição. O chamado ao pai depende de uma astúcia do sujeito, pois, para manter sua crença no pai que sabe, ele se desvia do próprio saber que faltaria advir. 10 Para Lacan, o pai não sabe e esse não saber do pai é identificado com a idéia da castração do pai. Se Freud formulava a idéia de um pai castrador, para Lacan, o pai é castrado e é assim que ele pode funcionar como pai. Para ele, se Freud tivesse seguido a 9 MILLER, J. A. op.cit, p SILVESTRE, Michel O pai, sua função na psicanálise. In: Amanhã a psicanálise, Rio de Janeiro, J. Zahar Ed., 1991, p
9 9 lógica do discurso da histérica, ele não teria ficado no complexo de Édipo, ou seja, ele não teria consentido com a invenção desse sujeito que visa salvaguadar a figura de um pai todo amor. Édipo foi um ponto de defesa freudiano contra a abertura do discurso histérico no que se refere à verdade do amo. No mito de Édipo, há um fechamento da questão da verdade. O deciframento do enigma da esfinge acaba com a epidemia, termina com o horror e tudo se reordena com o filho na cama da mãe, razão pela qual Lacan diz que Édipo não tem inconsciente. O deciframento do enigma, a resposta humanista de Édipo pela via natural do homem com suas etapas de criança, adulto e velho, continua sendo um enigma. A conseqüência desse fechamento da questão da verdade, vai se produzir em um segundo movimento edípico que, como já vimos, não existe em Freud, mas que existe em Lacan, ou seja, o conseqüente retorno da verdade que é a castração de Édipo. No Édipo lacaniano, que é o Édipo em Colona, a verdade aparece sob dois aspectos: sob a forma do enigma colocado pela esfinge, enigma que Édipo apaga com sua resposta, e sob a forma da castração, que é o preço a pagar por esse fechamento da questão da verdade. 11 A idéia do pai castrado não contradiz a formulação do Um da exceção, que não se relaciona com o saber do pai, mas com o gozo do pai. A feroz ignorância de Yahvé, esse Deus apaixonado dos judeus, presente no terceiro mito freudiano sobre o pai, Moisés e o Monoteismo, é a representação de uma posição radical de ignorância sobre o que era o regime de gozo antes dele, tratando-se de um nada querer saber, que não é outra coisa senão a própria representação do gozo. Em Moisés e o Monoteísmo, o pai que proibe o gozo sob a forma da lei, surge como retorno do recalcamento do pai original e do gozo que ele designa. Lacan se interroga se há algo que possa vigiar esse gozo, se há significante que possa ordenar o campo do gozo e acalmar a feroz ignorância que temos que enfrentar. Toda essa articulação entre o pai, a verdade e o saber, vai culminar com a noção de que o pai simbólico se situa no nível em que o saber faz função de verdade. É no discurso do analista que vamos encontrar o saber no lugar da verdade. O Nome-do-pai, ao fundar o recalque originário, faz com que a verdade jamais possa ser dita por inteiro. No saber do inconsciente, um ponto, que é o Nome-do-pai, equivale a um significante que aponta para 11 LACAN, J. op. cit, p. 114.
10 10 uma falha na estrutura. O pai morto é a marca de uma falta de significante no Outro, especialmente, de uma falha no saber inconsciente, que faz com que a verdade que corresponde a esse saber, só possa ter a estrutura de um semi-dizer. Assim, a única resposta que pode retornar ao sujeito quando interroga o pai morto é a castração, isto é, a falta de gozo, que precede qualquer interdição. O pai edípico revela-se, então, como uma ficção do neurótico, contruída sobre essa não resposta radical, para produzir uma figura de pai propícia a seu desejo. A interdição se revela ser apenas um semblante porque o ponto de partida não é um gozo que teria sido proibido, mas a não relação sexual. A permissão para gozar não muda a estrutura do gozo. Esta comporta, em si mesma, uma hiância. A barreira (da proibição) que Freud... encenou diz Miller não é senão o semblante, a projeção que reveste uma hiância. 12 Da barreira freudiana da proibição, Lacan passa à noção de uma barreira quase natural contra o gozo. Em Subversão do sujeito..., ele já antecipava que não é a lei que impede o sujeito o acesso ao gozo, o gozo é proibido a quem fala. É a barreira do prazer, erigido como um princípio que busca o equilíbrio, que reserva o gozo a momentos de infração. Não é a proibição do gozo que constitui o objeto do desejo, é o prazer que, concebido como regra, opõe sua medida ao infinito do gozo. Com respeito ao gozo infinito, o prazer, como princípio, desempenha o papel de Nome-do-pai, elaboração que vai reduzindo cada vez mais o Édipo a um mito. Na análise lacaniana dos mitos freudianos do pai, Totem e Tabu é o que permite ir para além do Édipo e definir o pai como um operador estrutural da relação entre o gozo do corpo e o sigificante no simbólico. O pai morto como gozo é o próprio sinal do impossível, isto é, o sinal do real com o qual o simbólico se depara. O pai gozador de Totem e Tabu é o pai do real como impossível. O pai, que é o agente da castração, não é o pai castrador, pois, este é uma fantasia do neurótico. O pai real é apenas um efeito da linguagem, uma construção da linguagem. O real é sempre um efeito da linguagem, não havendo outro real. Lacan separa, então, o que ele havia articulado na metáfora paterna, ou seja, ele separa o pai da castração, passando a defini-la como uma operação real introduzida pela incidência do significante, seja ele qual for, na relação do sexo 13, que determina o pai como um real impossível. O pai é o nome que se dá ao real impossível, o que faz com que 12 MILLER, J. A. op. cit, p LACAN, J. op. cit, p.121.
11 11 ele seja necessariamente imaginado como privador. O pai privador, do segundo tempo do Édipo, é uma imaginarização do real como impossível. A castração é um fato de estrutura e o pai é o que vem nomear ou mesmo tamponar, como uma rolha, essa relação sexual que não existe. O que se chama pai é aquilo que substitui a não inscrição ou a não existência da relação sexual. É ao pai que vai ser atribuida essa não relação, ou seja, é ao pai que vão ser imaginariamente atribuídos a castração e o gozo perdido por estrutura. Para Marie Hélène Brousse, contra a posição freudiana que diz que há o pai, Lacan postula o axioma da clínica psicanalítica: não há relação sexual. Ali, onde o pai aparecia como causa da proibição do gozo, Lacan faz emergir o objeto a como causa do desejo. Esse mais além do pai é o que se descobre na experiência analítica por meio da repetição de um gozo que é o retorno de uma perda. Trata-se do que Freud formulou como a inscrição de uma primeira experiência de satisfação, que se fixa como uma vivência traumática, ou seja, como o traço da impossibilidade de que essa primeira vez se repita. Inscrita essa marca, esse traço chamado de unário, se produz um sujeito que vai buscar um objeto perdido para sempre e que, nessa busca, só pode encontrar uma outra marca, ou seja, só reencontra a produção de uma perda. O traço unário instala uma série de repetições como perda, resumindo a estrutura do Outro a uma primeira inscrição (S 1 ) e uma segunda (S 2 ), que está implicada pelo que se produziu ao inscrever-se a primeira marca. O trauma introduz a repetição de um de mais inicial, que se revela ser um de menos. 14 Lacan separa o pai da marca, separando-o da função de causa do gozo ou de causa do trauma. É a linguagem que é traumática por comportar em seu centro uma não relação. O gozo não está relacionado com o pai, mas com o discurso e com esse efeito do discurso que é o sintoma. O sintoma é o que produz uma relação onde não há relação. O pai edípico, ao permitir escrever uma relação onde ela não existe, converte-se, pois, para Lacan, em um sintoma, um sintoma universalizado para todos os neuróticos. O pai é o nome mais usual do sintoma dos seres falantes MILLER, J. A. op. cit, p BROUSSE, M-H. op. cit, p. 18.
12 12 Podemos, então, repetir, com Miller, que os mitos freudianos do pai são contos feitos para romancear a perda de gozo ou, com Lacan, que eles são ficções que o impasse sexual secreta para racionalizar o impossível de onde ele provém. 16 Para Miller, a incidência ou a virulência dos semblantes do pai na experiência analítica responde a um uso prático. Para ele, o Nome-do-pai deve ser reconhecido em sua dignidade de instrumento, devendo ser articulado a um outro registro do mito em Freud, que constitui o registro dos mitos da libido. Estes contam, não a história do roubo do gozo pelo pai, mas o conto das migrações da libido. A metáfora do pai diz Miller fracassa sempre em barrar o gozo. Se há morte do pai, não há, de modo algum, morte do gozo. Assim, se do lado da metáfora do pai, o gozo é impossível, do lado da metominia do gozo, ele é real, ou seja, ele retorna sempre ao mesmo lugar. 17 Ao conceber a castração como determinada pela linguagem e não pelo pai, Lacan deixa a descoberto o estatuto de semblante do pai, fazendo emergir, no seu lugar, o objeto a como causa. A clínica lacaniana passa ser uma clínica baseada no objeto a, cuja impossível nomeação questiona o Nome-do-pai e presentifica a libido como o que é irredutível à sua simbolização. Passa-se do pai como metáfora ao pai em sua função de sintoma. Passa-se do pai universal ao pai singular, ou seja, ao pai em seu laço com o objeto, cuja consequência é a pluralização dos Nomes-do-pai. Para concluir, lembremo-nos de que, no Seminário XVII, Lacan se pergunta pelo estatuto contemporâneo do pai, da verdade e do saber, em um mundo atravessado pelas produções do discurso da ciência. Diante da dificuldade moderna com o gozo, ele tenta fazer valer a resposta do discurso analítico e a ética da psicanálise, refletindo sobre como esta pode ser verificada pela produção desses seres novos, que são os analistas, no que estes podem encarnar, como diz Eric Laurent, um novo destino da pulsão LACAN, J. Televisão. J. Zahar Ed., 1993, p MILLER, J. A. Petit introduction à l au-delà de l Oedipe. In: Revue de L Ecole de la Cause Freudienne, no 21, p LAURENT, Eric Lacan y los discursos. Buenos Aires, Manantial, 1992, p. 15.
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