Guia do Voluntário 1
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- Carlos Eduardo Fartaria Bonilha
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1 Guia do Voluntário 1
2 Apresentação A PRO BONO surgiu enquanto forma de aliar o mundo jurídico ao mundo do voluntariado; duas realidades que se desencontram no nosso dia-a-dia mas que acreditamos fazer sentido em conjunto. Pensamos que o projeto PRO BONO poderá ser único no sector do voluntariado em Portugal, visto que se propõe promover voluntariado especializado na área jurídica é nossa convicção que devemos ajudar com aquilo que melhor sabemos fazer. A ideia fundamental da PRO BONO é promover ligações transversais entre as juristas, advogados e sociedade de advogados, Faculdades e estudantes de Direito, instituições de solidariedade social e seus beneficiários, de forma a proporcionar apoio jurídico aos mais carenciados, promover o voluntariado junto dos juristas, criar uma comunidade de voluntariado jurídico e proporcionar uma experiência única aos alunos. Neste guia encontrarão de uma forma sucinta os moldes de funcionamento da PRO BONO, bem como algumas regras e orientações que devem ser seguidas como forma de assegurar o funcionamento harmonioso de todo o projeto, permitindo que cumpramos o fim a que nos propomos: ajudar aqueles que de outra forma não conseguiriam ver os seus problemas jurídicos resolvidos. 2
3 Aos nossos voluntários Juristas, onde está o nosso ideal de justiça? Onde ficaram os valores que vos moviam enquanto estudantes? Acreditamos que a cooperação neste projeto ajudará a reencontrar alguns ideais que julgavam perdidos mas que, no fundo, estão apenas escondidos por entre os dias apressados e as horas de trabalho infindáveis. Precisamos da vossa experiência, dos vossos conhecimentos técnicos como garantia da prestação de um serviço de qualidade. Precisamos que ponham tudo quanto sabem à disposição dos mais carenciados. Caros Estudantes, acham que não podem mudar um pouco o vosso Mundo? Querem passar da mera resolução dos casos práticos que vos são colocados nas aulas a casos da vida real? Contamos convosco, com a vossa energia e motivação, com a vossa atitude empreendedora e pró ativa na vida, para que, em colaboração com um jurista experiente, nos ajudem a chegar a cada vez mais beneficiários! Temos a certeza que, com os conhecimentos já adquiridos estarão em condições de pensar em várias problemáticas, ainda assim terão sempre um jurista experiente ao vosso lado, pelo que serão seus ajudantes nesta causa. E porque, como alguém dizia, o voluntariado é uma estranha forma de egoísmo, poderão ter neste projeto a oportunidade de ganhar experiência na realidade jurídica, desenvolver novas competências e contactar com Juristas experientes, adquirindo novos conhecimentos. 3
4 Objectivos da PRO BONO A nossa missão é contribuir para o acesso ao Direito, promovendo a colaboração entre Juristas, instituições de solidariedade social e estudantes de, na defesa exclusiva dos interesses comuns das pessoas mais carenciadas, dando resposta a problemas de ação social, exclusão e pobreza. Enquanto prosseguimos esta nossa missão, acreditamos que estamos ainda a criar uma cadeia de valor em que cada um participantes sairá beneficiado. 4
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6 Como funciona a PRO BONO? ; 6
7 ESTATUTO DOS VOLUNTÁRIOS 1. Uma vez inscritos na Bolsa de Voluntariado PRO BONO poderão ser contactados, pela mesma, para a divulgação dos diferentes casos que forem surgindo. O contacto será feito telefonicamente ou via Não será obrigatório que escolham um caso sempre (podem, por exemplo não ter disponibilidade naquele momento), mas é importante que aceitem pelo menos 3 casos por ano. 3. Devem informar a PRO BONO caso queira sair da bolsa de voluntariado, caso contrário, continuarão a ser contactados quando haja casos a precisar de voluntários; 4. A partir do momento em que aceitam o caso, deverão encará-lo de forma séria, com profissionalismo e rigor. As partes deverão promover um contacto próximo e com transparência; 5. Nenhum dos voluntários que colabora com a PRO BONO será remunerado pelo apoio prestado; 6. Deverão promover, quando necessário, o contacto com o beneficiário do apoio jurídico, privilegiando o contacto pessoal. Este tanto pode ser feito no escritório do jurista como junto da pessoa a quem está a ser prestado apoio 7
8 ESTATUTO DOS ESTUDANTES No que respeita aos estudantes que com a PRO BONO colaborem: 1. Devem procurar estar a par do desenvolvimento do caso e devem ainda ver todas as suas dúvidas esclarecidas, como forma de aprendizagem; 2. Ficarão responsáveis pelas pesquisas que forem acordadas entre si e o jurista em causa e, de forma geral, devem ainda ficar encarregues de tarefas mais práticas como contactar com o beneficiário em causa, contactar a instituição, tratar de documentos, etc. 3. Para além do que ficou dito acima, deverão prestar toda a ajuda de que o jurista necessite; 4. Deverão ter uma atitude moralmente correta e acima de tudo, perceber que estão a lidar com situações de extrema necessidade que merecem o todo o respeito; 5. Devem preencher, no final de cada caso, um formulário de avaliação e procurar obter um testemunho visual para ser divulgado nos meios de divulgação da PB; 8
9 ESTATUTO DOS JURISTAS Olhando agora ao papel dos Juristas, importa perceber que: 1. Terão que cumprir as respectivas regras deontológicas e os seus princípios éticos; 2. No prazo de dois anos após a assessoria prestada à pessoa carenciada, não deverão angariar, direta ou indiretamente, serviços remunerados à mesma; 3. Terão que colaborar ativamente com o estudante atribuído ao caso e prestar-lhe todo o apoio de que necessite; 4. Deverão ter em mente a sua tarefa pedagógica de mentor do estudante de Direito e promover a sua colaboração, distribuindo-lhes tarefas; Idealmente deverão elaborar um plano estratégico e delimitar objectivos conjuntos; 5. Devem preencher, um questionário de avaliação com os pontos fortes e fracos do projeto e algumas observações que ache indicadas; 9
10 ESTATUTO DA PRO BONO A PRO BONO terá, numa primeira fase, um importante papel de divulgação da iniciativa e recolha dos casos que necessitem de apoio jurídico, bem como de distribuição e interligação com os vários voluntários inscritos. Numa fase mais avançada, a PRO BONO fará apenas uma monitorização dos processo e das relações entre as várias partes envolvidas. Finda a abordagem ao processo, a PRO BONO deverá promover o preenchimento de um pequeno relatório e comprometer-se a analisá-lo, no sentido de melhorar sempre, com as várias sugestões e criticas que forem surgindo. Será ainda responsabilidade da PRO BONO, a entrega de um certificado final. Assim teremos as seguintes funções: 1. Servir de estrutura de controlo e articulação entre os vários intervenientes; 2. Levantamento de voluntários e identificação de situações junto das instituições; 3. Controlo de qualidade e de satisfação dos intervenientes; 10
11 NOTAS FINAIS Embora não tenhamos feito qualquer referência aos prazos nos estatutos dos diversos voluntários que connosco colaborem, a verdade é que é imprescindível garantir a eficiência na resolução dos problemas jurídicos das pessoas que nos pedem ajuda. A maior parte dos problemas com que iremos lidar serão problemas extremos e de grande urgência de cuja solução depende a qualidade de vida de várias pessoas. Desta forma deixamos um pedido final para que, uma vez aceites os casos, se dediquem a esta causa. Sugerimos que as partes envolvidas não deixem passar mais do que 2 dias, após terem tomado conhecimento do caso, para fazerem os primeiros contactos entre si e agendarem uma primeira reunião. A PRO BONO estará sempre disponível para prestar esclarecimentos /ou apoio através dos seguintes contactos: [email protected] 11
12 Telemóvel : Muito Obrigada, Teresa Morais Leitão Inês Graça Esquema Final de Funcionamento: INSTITUIÇÕES ENCAMINHAM OS CASOS ALUNOS + JURISTAS 12
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