REDE SOCIAL DE CELORICO DE BASTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "REDE SOCIAL DE CELORICO DE BASTO"

Transcrição

1 REDE SOCIAL REDE SOCIAL DE CELORICO DE BASTO 1

2 Índice Geral Introdução 7 CAPITULO I 1. Objectivos do diagnóstico social Finalidades da rede social Caracterização do concelho Caracterização demográfica Caracterização económica Dinâmicas demográficas e familiares Desemprego Desemprego registado por grupo etário Desemprego registado segundo tempo de inscrição Desemprego registado segundo os níveis de escolaridade 4.4 Gabinete Inserção Profissional Educação Nível de escolarização da população Caracterização do agrupamento de escolas População escolar na rede pública Educação pré-escolar º ciclo do ensino básico º e 3º ciclos do ensino básico e secundário Abandono escolar por nível de escolaridade Oferta formativa Novos centros escolares Educação especial Acção social escolar Saúde Cobertura dos serviços de saúde Habitação 50 CAPITULOII 1. Infra-estruturas existentes no Concelho Equipamentos e respostas na área da acção social 54 2

3 2.1 Crianças e Jovens Crianças e jovens em perigo Equipamentos de apoio à terceira idade Serviço de apoio domiciliário Lar de idosos Gabinete Apoio Emigrante Rendimentos/pensões Deficiência Situações de risco Problemáticas específicas 72 4.Análise SWOT 74 Considerações Finais Objectivos/ Acções 79 Plano de Acção 98 Anexos 101 3

4 Índice de quadros Quadro 1- Classificação das freguesias de Celorico de Basto segundo a tipologia 17 de áreas urbanas Quadro 2- Enquadramento demográfico de Celorico de Basto 19 Quadro 3- Evolução demográfica do concelho de Celorico de Basto 20 Quadro 4- Densidade populacional por freguesias em Celorico de Basto 23 Quadro 5- Evolução das taxas de natalidade 25 Quadro 6- Evolução das taxas de mortalidade 25 Quadro 7- Saldo natural 25 Quadro 8- Componentes de crescimento demográfico 26 Quadro 9- Evolução dos índices demográficos 26 Quadro 10- Taxa de actividade 27 Quadro 11- População residente por sector de actividade 28 Quadro 12- Percentagem da população residente por sector de actividade nas 29 freguesias Quadro 13- Evolução da taxa de analfabetismo por freguesia 37 Quadro 14- Estabelecimentos de ensino e educação da rede pública 39 Quadro 15- Distribuição da população escolar 39 Quadro 16- Evolução do número de crianças do ensino pré-escolar por freguesia 40 Quadro 17- População escolar no ensino básico nos últimos 10 anos 41 Quadro 18- Taxas de insucesso e sucesso escolar no 1ºciclo 42 Quadro 19- Evolução do número de alunos no 2ºciclo 42 Quadro 20- Evolução do número de alunos no 3ºciclo 43 Quadro 21- Evolução do número de alunos no ensino secundário 43 Quadro 22- Taxas de sucesso/insucesso escolar no 2º e 3ºciclo/secundário 43 Quadro 23- Cursos de educação e formação 45 Quadro 24- Cursos de educação e formação de adultos-efa 46 Quadro 25- Cursos profissionais de nível secundário 46 Quadro 26- Oferta formativa da escola profissional de Fermil 46 Quadro 27- Evolução do número de alojamentos familiares clássicos 50 Quadro 28- Número e tipologia de alojamentos 51 4

5 Quadro 29- número de edifícios segundo a intensidade da função residencial e o 52 número de alojamentos Quadro 30- Forma de ocupação dos alojamentos 52 Quadro 31- Equipamentos de apoio a crianças e jovens 56 Quadro 32- Número de processos activos e crianças sinalizadas 58 Quadro 33- Equipamentos/respostas sociais para jovens em risco 59 Quadro 34- População residente deficiente, segundo o tipo de deficiência 70 Quadro 35- População inscrita no gabinete de alcoologia 71 5

6 Índice de figuras Figura 1- Mapa do concelho de Celorico de Basto 16 Figura 2- Evolução da população residente no concelho 19 Figura 3- Evolução da população residente por freguesia 20 Figura 4- Pirâmide etária do concelho de Celorico de Basto 21 Figura 5- Evolução da densidade populacional 23 Figura 6- População residente no concelho por sector de actividade 27 Figura 7- Índice do poder de compra concelhio 32 Figura 8- Caracterização socioeconómica das famílias/alunos 48 Figura 9- Valências da creche e número de utentes 57 Figura 10- Distribuição das respostas para idosos por freguesia 60 Figura 11- Distribuição por género de idosos 62 Figura 12-Estado civil dos idosos 62 Figura 13- Tipo de dependência dos idosos 63 Figura 14- Distribuição dos utentes da oficina móvel 65 Figura 15-Distribuição dos utentes da unidade móvel de saúde 66 Figura 16- Distribuição das famílias carenciadas por freguesia 67 Figura 17- Distribuição dos utentes do Celorico a Mexer 67 Figura 18- Número de pensionistas por tipo de pensão 69 Figura 19- Beneficiários do Rendimento Social de Inserção por idade Figura 20- Distribuição dos beneficiários de RSI por sexo

7 Introdução A Rede Social foi criada no ano de 1997, sendo definida como o conjunto das diferentes formas de entreajuda, bem como das entidades particulares sem fins lucrativos e dos organismos públicos que trabalham no domínio da acção social e articulem entre si e com o Governo a respectiva actuação, com vista à erradicação ou atenuação da pobreza e exclusão social e à promoção do desenvolvimento social (Diário da República de ). A Rede Social representa um instrumento de gestão territorial, ao nível da rede de serviços e equipamentos sociais existentes num território desempenhando uma dupla função: por um lado, de planeamento dos investimentos sociais; e, por outro, constitui uma base de dados da oferta de serviços e equipamentos sociais existentes. Pretende, ser um instrumento nos domínios da informação social, da preparação da tomada de decisões em matéria de acção social, de gestão territorial dos serviços e equipamentos, de apoio à cooperação institucional e de informação ao cidadão. O desenvolvimento social pressupõe, em primeiro lugar, a tomada de consciência colectiva dos problemas sociais existentes e, em segundo, a mobilização dos actores locais para a resolução dos problemas ou encontrar soluções para superar esses mesmos problemas, constituindo uma condição prévia à mobilização dos actores interessados, isto é, a mobilização dos actores em torno de objectivos concretos que visam a solução dos problemas existentes. Deste modo, tornou-se necessário desenvolver estratégias de intervenção, traduzidas numa planificação, que visou optimizar os recursos existentes para suscitar as dinâmicas de desenvolvimento. A intervenção em rede constitui o motor dos processos de desenvolvimento social locais, na medida em que favorece a articulação das intervenções sociais em diferentes áreas protagonizadas pelas diferentes redes locais. O desenvolvimento social, incidindo em territórios específicos, deve despoletar uma dinâmica territorial e não sectorial, ou seja, deve alicerçar-se em acções multidimensionais transversais, que articulem intervenções em diferentes áreas/eixos como o emprego, a educação, a saúde, a habitação, o equipamento e respostas sociais e situações de risco. 7

8 Este pressuposto não se traduz na rejeição das políticas e medidas específicas sectoriais, mas na sua utilização de forma concertada e, enquadrada numa planificação estratégica territorial que visa o desenvolvimento local. Estas experiências mostram como o desenvolvimento social está necessariamente articulado com as dinâmicas de desenvolvimento local. Ambas as formas de intervenção procuram desencadear processos de mobilização de actores com o objectivo de desenvolver um dado território. Subjacente á rede social está o trabalho em parceria e a cooperação entre diferentes entidades. O Diagnóstico Social surge, assim, de várias participações, reunindo as seguintes instituições: - Câmara Municipal de Celorico de Basto; - Instituições de Solidariedade Social - Santa Casa da Misericórdia de Arnóia - Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social do Braga, Equipa de Acção Social de Celorico de Basto; - Unidade Local de Saúde de Celorico de Basto; - Centro de Formação de Celorico de Basto; - Centro de Emprego de Celorico de Basto e GIP (Gabinete de Inserção Profissional); - Comissão Local de Acompanhamento do Rendimento Social de Inserção; - Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, de Celorico de Basto; - Plataforma Supra concelhia do Tâmega; -CIM- Comunidade Intermunicipal do Tâmega. A actualização, da informação relativa à rede de serviços e equipamentos sociais, revela-se de extrema importância para o processo de planeamento e tomada de decisão em matéria de política local de acção social, e permite, simultaneamente, a identificação dos diferentes serviços e equipamentos sociais disseminados pelo concelho e desenvolvidos pelas instituições das redes solidária, pública e lucrativa. Consideram-se pilares do desenvolvimento social: a erradicação da pobreza; a promoção do emprego, generalizando o direito ao trabalho e dirigindo esforços para a redução do desemprego; e a integração social, entendida como a construção de uma sociedade justa, segura, fundada na defesa dos direitos humanos, na não descriminação, na tolerância, no respeita pela diversidade, na igualdade de oportunidades, na solidariedade, na segurança e na participação social, cultural e política, de todos. 8

9 Estes pilares fundamentais para o desenvolvimento social assentam, por sua vez, sobre um conjunto de pressupostos: uma noção de desenvolvimento sustentável que onde o desenvolvimento social se articula com o desenvolvimento económico e a protecção do ambiente; a transparência na administração em todos os sectores, eliminando as formas de discriminação; o encorajamento das parcerias com organizações livres e representativas da sociedade civil; e o favorecimento dos mecanismos de associação e participação das pessoas, sobretudo daquelas que se encontram em situação de exclusão social. A última versão do Diagnóstico Social de Celorico de Basto foi realizada em 2004, sendo agora actualizada com o objectivo de introduzir dados mais recentes sobre a realidade social do concelho e de compreender as suas evoluções actuais. De salientar que a informação com datas diferenciadas dificultou a compatibilização de alguns dados. Um bom diagnóstico é garante da adequabilidade das respostas às necessidades locais e é fundamental para garantir a eficácia de qualquer projecto de intervenção. A Rede Social assume-se como o principal e fundamental instrumento de desenvolvimento social, potenciando um trabalho articulado e partilhado que viabilize a concretização dos objectivos de melhoria da qualidade de vida da população. Tem como objectivo o combate à pobreza e à exclusão social, visando a inclusão social de todos os cidadãos, através da promoção da participação no mercado de trabalho e da garantia da igualdade de oportunidades, numa sociedade que se pretende que tenha uma melhor qualidade de vida e um maior grau de coesão social. As metas definidas são exigentes e devem contribuir para a erradicação das designadas bolsas de pobreza, para a melhoria da saúde, da educação, do acesso ao emprego, da equidade social e da cooperação. A metodologia da Rede Social representa o principal motor do desenvolvimento social, na medida em que impulsiona o trabalho de parceria alargada, privilegia a planificação estratégica da intervenção social, que contribuirá para uma maior eficácia e eficiência na resolução dos problemas sociais que atingem transversalmente a população. Assim, pretende-se que o diagnóstico social produza um conhecimento alargado do meio, abrangendo as diferentes áreas e dimensões da realidade social, em particular os factores de vulnerabilidade e os processos de exclusão social. Procurou-se, ainda, não só identificar mas também compreender os problemas existentes, o que pressupõe uma relação entre as diferentes variáveis em presença e a identificação, não apenas das vulnerabilidades, bem como dos recursos e das 9

10 potencialidades existentes no concelho que podem estar disponíveis, ou ser mobilizadas, para a intervenção social. Numa óptica de pesquisa-acção, o Diagnóstico Social é também um instrumento de participação de todos os que detêm elementos de conhecimento sobre a realidade. Desta forma, todos os parceiros do Conselho Local de Acção Social (CLAS), conjugados com as estatísticas oficiais, são um instrumento de pesquisa que fazem parte integrante do processo de intervenção porque são um instrumento de interacção e comunicação entre actores face à compreensão da realidade e à identificação de necessidades. O documento que se apresenta é composto por três capítulos: no primeiro apresenta-se o diagnóstico social do concelho, no segundo capitulo apresenta-se a rede de equipamentos sociais existentes no concelho. 10

11 CAPITULO I 1. Objectivos do Diagnóstico Social O processo de planeamento, e mais especificamente, o planeamento estratégico aplicado à área social, assente numa metodologia da rede social, é um instrumento promotor do desenvolvimento social local. A metodologia da Rede Social, assente no trabalho de parceria alargada, efectiva e dinâmica, postula e promove uma planificação estratégica da intervenção social, articulando localmente as diferentes intervenções dos diversos agentes presentes no território e com responsabilidades em termos do desenvolvimento sustentado. A intervenção desenvolvida no âmbito da Rede Social, bem como o funcionamento de todos os seus órgãos, orientam-se pelos princípios da subsidiariedade, da integração, da articulação, e da inovação, visando a criação de estratégias de intervenção de combate à pobreza e à exclusão social. Para que este processo seja eficaz, é fundamental que no planeamento da intervenção social local, se efective uma articulação entre as múltiplas políticas, medidas e acções contempladas nos diferentes documentos de planeamento. Desta forma poder-se-á assegurar que o planeamento e instalação de serviços e equipamentos sociais se farão progressivamente de forma equitativa, tendo em conta a rentabilização dos recursos existentes e a verdadeira participação dos agentes locais (públicos e/ou privados). A Rede Social representa o instrumento por excelência da operacionalização do Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI), apresentando-se como um fórum que congrega as diferentes políticas sociais e parcerias que visam a promoção do desenvolvimento social local. Para a própria «sobrevivência» da rede social, é imperativo que a participação, a parceria seja uma realidade efectiva, o que implica sentar à mesma mesa todos os actores/agentes com responsabilidades locais e entre eles se concertarem acções que promovam o desenvolvimento social local sustentado. Simultaneamente, deverá contribuir para uma harmonização quer nos modelos de funcionamento quer nos processos de planeamento, tornando-se peças fundamentais para uma melhor rentabilização/distribuição dos recursos territorialmente, e, por outro lado, permitindo perspectivar o futuro de cada território a médio e longo prazos. 11

12 É fundamental para a afirmação do próprio Programa da Rede Social ao nível nacional, a integração de estruturas de base local, numa esforço contínuo de reforço do papel das redes sociais locais nas decisões sobre as opções para a sua área territorial, nomeadamente, a obrigatoriedade do parecer do CLAS e o seu carácter vinculativo sobre candidaturas, projectos e acções a desenvolver localmente. Paralelamente, a inclusão de Diagnósticos Sociais e dos Planos de Desenvolvimento Social (PDS) no Plano Director Municipal (PDM), vem reforçar a perspectiva do desenvolvimento integrado, sustentável. O Sistema de Informação Local deverá funcionar, para além de um mecanismo de recolha constante e actualizada de informações, privilegiar e acentuar a sua função de disseminação equitativa dessa mesma informação a todos os interessados e implicados no desenvolvimento social. De salientar o papel prospectivo deste processo, isto porque, constitui-se como um instrumento para pensar e prever a acção futura, que aplicado ao PDS permite construir o modelo futuro para o município/território, e deverá ser visto como modelo de inovação, a implementar cada vez mais, como forma de equacionar o futuro. A intervenção deve assentar numa visão integrada da pobreza e exclusão social, no desenvolvimento de uma cidadania, na construção de um sistema de diagnóstico e informação, na promoção de processos de planeamento integrado e, na avaliação e acompanhamento da qualidade dos serviços e dos equipamentos, isto é, das respostas sociais. A Rede Social surge no quadro de uma nova geração de políticas sociais activas, que assenta nos princípios da responsabilização e mobilização da sociedade e do indivíduo no combate à pobreza e à exclusão social. São objectivos das novas políticas sociais: - potenciar a eficácia social das medidas de intervenção, a partir da articulação estreita entre prioridades globais e especificidades locais; - o incentivo à mais valia das relações de cooperação e de parceria entre organismos públicos e a iniciativa social privada; - a progressiva territorialização da intervenção social; - a rentabilização das práticas e estruturas de solidariedade já existentes; o reconhecimento do designado sector social. A existência das redes de solidariedade e protecção social informais, com uma longa tradição na sociedade portuguesa, materializadas nas redes de entreajuda familiar, de 12

13 vizinhança, da área de residência, da vida profissional, cultural, desportiva, nos grupos e iniciativas de acção social, no associativismo e nas instituições particulares; bem como das suas potencialidades e raio de acção. Com o Programa da Rede Social procura-se uma nova consciencialização colectiva para os problemas sociais, a activação dos meios e agentes de resposta, isto é, a conjugação de esforços e, a optimização dos meios de acção (nos) locais. O Diagnóstico Social de Celorico de Basto orientou-se pelos seguintes objectivos: - Descrever, analisar e interpretar os problemas sociais existentes no concelho de Celorico de Basto; - Elencar as respostas sociais, recursos humanos e materiais existentes; - Avaliar a adequação dos recursos aos problemas; - Apontar pistas para a planificação futura, designadamente, definindo prioridades de intervenção social, identificando as respostas e recursos deficitários e sugerindo formas de adequar os recursos existentes às necessidades identificadas. Partindo de uma análise ao concelho, nomeadamente aos seus problemas, tendências de evolução e desafios, orientamo-nos para os domínios mais vulneráveis, como as dinâmicas demográficas e familiares; o emprego; a educação; a saúde; a habitação; os equipamentos e respostas sociais; as situações de risco e a formação profissional. Por outro lado, a consciência de que as evoluções demográficas têm fortes e diversas consequências sociais, e a de que o envelhecimento da população é uma tendência inequívoca, tanto a nível nacional, como concelhio, conduziu a um estudo mais aprofundado nesta área, pretendendo-se, assim uma aposta forte neste domínio de intervenção do PDS, para Durante o processo de reflexão sobre os problemas e desafios do concelho, definiram-se quais os problemas prioritários dentro de cada um dos domínios considerados e, ao fazer uma análise interpretativa desses problemas conduziu-se a uma identificação de causas possíveis para os mesmos, de modo tornar-se mais fácil a identificação de estratégias de intervenção e respectivas acções. 1.1 FINALIDADES DA REDE SOCIAL São quatro as finalidades que a Rede Social enquanto fórum de articulação e congregação de esforços se propõe atingir: - a erradicação ou atenuação da pobreza e exclusão social; 13

14 - a concepção e avaliação das políticas sociais; - a renovação e a inovação de estratégias de intervenção no contexto das dinâmicas em presença; - o planeamento estratégico. Para atingir estas finalidades a intervenção ao nível local deve ser orientada por quatro princípios: Integração: convergência de medidas e de pessoas, visando a incrementação de projectos locais de desenvolvimento; Articulação: procura de complementaridade e conjugação de esforços, baseada na integração e articulação progressiva das várias parcerias; Subsidiariedade: proximidade aos problemas e participação das populações; Inovação: condição de garantia da capacidade de adaptação à mudança, pela mobilização da multidisciplinaridade e inter-institucionalidade, procurando desburocratizar processos e acções. A lógica de intervenção introduzida pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 197 vem preconizar: - a promoção da integração e da coordenação das intervenções; - a implementação de redes territoriais de desenvolvimento local; - o desenvolvimento de acções de dinamização e apoio à consolidação do partenariado local; - a racionalização da adequação das respostas/equipamentos, dos recursos e dos agentes às necessidades locais; - o desenvolvimento integrado e sustentado promotor da coesão económica, social e territorial. São competências do CLAS, a dinamização da Rede Social, prosseguindo os objectivos estratégicos do seu programa de implementação, designadamente com: - a promoção da integração e coordenação das intervenções a nível concelhio; - a promoção da racionalidade na adequação das respostas/equipamentos, recursos e agentes às necessidades locais; - a promoção do desenvolvimento integrado; - a indução do diagnóstico e do planeamento participados; 14

15 - a obtenção de uma maior eficácia social através da articulação das intervenções. O PDS surge como um documento de referência/enquadramento das intervenções para a promoção do desenvolvimento social e insere-se num processo de planeamento estratégico, procurando dar resposta às exigências da sociedade e exige: - planear de forma integrada: perspectiva multidimensional dos problemas; - planear os objectivos a alcançar e as formas de os alcançar, assegurando a participação de todos os agentes locais implicados/afectados; - planear tendo em conta as oportunidades e as ameaças que se colocam no processo de implementação do plano. Em síntese, PDS é um instrumento de definição conjunta e negociada de objectivos e estratégias concelhias, operacionalizado através de um Plano de Acção onde são contemplados os projectos integrados e as acções prioritárias para promoção do desenvolvimento social local. 2. Caracterização do concelho de Celorico de Basto O concelho de Celorico de Basto pertence ao distrito de Braga, está localizado na região norte litoral sendo circundado pelos concelhos de, Amarante, a sudeste (área de Km2), Cabeceiras de Basto, a Norte (área de Km2), Fafe, a Oeste (área de Km2), Felgueiras, a Sudoeste (área de Km2) e Mondim de Basto, a Este (área de Km2), tem cerca de Km 2 de superfície total com uma densidade populacional de 113 hab/km 2. O concelho é constituído por 22 freguesias que são: Agilde, Arnoia, Basto (Sta. Tecla), Basto (S. Clemente), Borba da Montanha, Britelo, Caçarilhe, Canedo de Basto, Carvalho, Codessoso, Corgo, Fervença, Gagos, Gémeos, Infesta, Molares, Moreira do Castelo, Ourilhe, Rego, Ribas, Vale de Bouro e Veade, sendo que a sede do concelho é a freguesia de Britelo. Figura 1 Mapa do concelho de Celorico de Basto 15

16 A análise do concelho de Celorico de Basto segundo a Tipologia de Áreas Urbanas TAU (conceito adiante desenvolvido), remete-nos para a questão do ordenamento do território. Segundo o Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, no artigo 72, n.º 2, alínea b), solo urbano é aquele: - para o qual é reconhecida vocação para o processo de urbanização e de edificação, nele se compreendendo os terrenos urbanizados ou cuja urbanização seja programada, constituindo o seu todo o perímetro urbano. A questão urbana, pela importância económica, social e política de que se reveste, tende a estar cada vez mais na ordem do dia, sendo hoje vulgarmente utilizadas as noções de urbano e rural, ainda que a complexidade da problemática em causa continue a alimentar uma ampla discussão. A reflexão sobre a ausência de harmonização ao nível dos conteúdos de urbano e rural e as consequências negativas na análise comparativa internacional da informação divulgada determinou o desenvolvimento de um conjunto de acções, por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Direcção Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), com vista à apresentação de uma definição de urbano. Esta deveria compatibilizar o maior número de perspectivas 16

17 possível, de modo a não descurar as diferentes conceptualizações sobre o tema, desde que assegurando o objectivo de uma operacionalização eficaz. A tipologia daí resultante, designada TAU cuja unidade mínima de análise é a freguesia, mereceu a concordância do Conselho Superior de Estatística, que a aprovou em 1998 para efeitos estatísticos. Assim, a Tipologia de Áreas Urbanas integra três níveis: Áreas Predominantemente Urbanas (APU) que integram as freguesias urbanas 1 ; as freguesias semi-urbanas contíguas às freguesias urbanas, incluídas na área urbana, segundo orientações e critérios de funcionalidade/planeamento; freguesias semi-urbanas constituindo por si só áreas predominantemente urbanas segundo orientações e critérios de funcionalidade/planeamento e freguesias sedes de concelho com população residente superior a habitantes; Áreas Mediamente Urbanas (AMU) que integram freguesias semi- urbanas não incluídas na área predominantemente urbana e freguesias sedes de concelho não incluídas na área predominantemente urbana; Áreas Predominantemente Rurais (APR) que incluem os restantes casos. Quadro 1: Classificação das freguesias de Celorico de Basto segundo a Tipologia de Áreas Urbanas Freguesias Tipologia de Áreas Urbanas 1 Agilde AMU Área mediamente urbana 2 Arnoia AMU Área mediamente urbana 3 Borba de Montanha AMU Área mediamente urbana 4 Britelo AMU Área mediamente urbana 5 Caçarilhe APR Área predominantemente rural 6 Canedo de Basto AMU Área mediamente urbana 7 Carvalho AMU Área mediamente urbana 8 Codessoso APR Área predominantemente rural 9 Corgo AMU Área mediamente urbana 10 Fervença AMU Área mediamente urbana 11 Gagos AMU Área mediamente urbana 1 Freguesias urbanas: freguesias que possuem densidade populacional superior a 500 hab./km 2 ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual a 5000 habitantes. 17

18 12 Gémeos AMU Área mediamente urbana 13 Infesta APR Área predominantemente rural 14 Molares AMU Área mediamente urbana 15 Moreira do Castelo AMU Área mediamente urbana 16 Ourilhe APR Área predominantemente rural 17 Rego APR Área predominantemente rural 18 Ribas AMU Área mediamente urbana 19 Basto (Sta. Tecla) APR Área predominantemente rural 20 Basto (S. Clemente) AMU Área mediamente urbana 21 Vale de Bouro AMU Área mediamente urbana 22 Veade AMU Área mediamente urbana Fonte: INE O cruzamento entre a informação presente nos quadros anteriores permitem concluir que, das 22 freguesias do concelho, seis são classificadas como área predominantemente rural: Rego, Caçarilhe, Ourilhe, Infesta, Basto (S.ta Tecla) e Codessoso. As cinco primeiras são vizinhas e ocupam um lugar central no concelho. 2.1 Caracterização demográfica Pretende-se elaborar uma caracterização da evolução demográfica no concelho de Celorico de Basto, realizada com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos Censos de 1981, 1991, 2001, Anuário Estatístico Esta caracterização é realizada com base nos seguintes parâmetros: população residente, densidade populacional, nível de instrução e índices de juventude e envelhecimento. Numa segunda etapa desta caracterização, dar-se-á a conhecer o comportamento da população activa por sectores de actividade. O enquadramento demográfico do concelho de Celorico de Basto será realizado tendo em atenção os valores da NUT III -Tâmega, NUT II Norte de Portugal. 18

19 Quadro 2: Enquadramento demográfico de Celorico de Basto (Evolução da população residente entre 1991 e 2008) Taxa de Taxa de População residente % Crescimento Crescimento (2001/2008) (1991/2008) Portugal % 2,80% 6,23% Continente % 2,80% 6,54% Norte % 2,08% 6,24% Tâmega % 2,41% 8,91% Celorico de Basto % -2,33% -9,46% Celorico de Basto integra-se no território do Tâmega (Decreto-Lei 68/2008, de 14 de Abril). Tem uma população residente de habitantes, correspondendo a, aproximadamente, 4% da população residente da actual região do Tâmega, que por sua vez representa 14% da população da região Norte. Numa análise comparativa, Celorico de Basto destaca-se pelo decréscimo populacional a que se tem assistido nas últimas décadas, contrastando com o crescimento populacional verificado na região de que faz parte, Tâmega e Norte e de todo o Portugal Continental. Como se pode averiguar, o concelho tem verificado uma redução da população em mais de 2% nos 8 anos passados e em quase 10% nos últimos 18 anos, uma situação preocupante que afecta maioritariamente a população feminina conforme o gráfico que se segue. Figura 2: Evolução da população residente no concelho entre 1991 e

20 Agilde Arnóia Borba de Montanha Britelo Caçarilhe Canedo de Basto Carvalho Codeçoso Corgo Fervença Gagos Gémeos Infesta Molares Moreira do Castelo Ourilhe Rego Ribas Basto (Santa Tecla) Basto (São Clemente) Vale de Bouro Veade HABITANTES Carta Social de Celorico de Basto/2010 Analisando o gráfico, verificamos que em 20 anos ocorreu um decréscimo gradual da população, o que tem provocado um envelhecimento generalizado da mesma. As freguesias do concelho nem sempre reflectem a mesma dinâmica. Assim, e atendendo ao cruzamento entre a informação presente no Quadro 3 e na Figura 3, podemos afirmar que do ano de 1981 para 1991 apenas quatro freguesias registam um saldo de crescimento positivo: Agilde, Britelo, Basto (S. Clemente) e Vale de Bouro. Já entre 1991 e 2001 este número subiu para cinco passando a abranger as freguesias de Agilde, Arnoia, Borba de Montanha, Britelo e Rego. Finalmente, e segundo se pode testemunhar pela análise dos dados, Agilde e Britelo são as únicas freguesias do concelho de Celorico de Basto onde se assistiu a um aumento da população residente entre os anos de 1981 e Quadro 3: Evolução demográfica do Concelho de Celorico de Basto (Previsão efectuada para o ano de 2011 com base na regressão linear entre 1981 e 2001) * Celorico de Basto Figura 3: Evolução da população residente por freguesia entre 1991 e EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO, POR FREGUESIA, NO CONCELHO DE CELORICO DE BASTO NO PERÍODO DE 1981 A

21 Esta representação gráfica mostra, também, que foi nas freguesias de Canedo de Basto e Veade que se registou a maior perda de população residente (menos 322 e 254 indivíduos que no ano de 1981, respectivamente). Seguramente por ser a sede de concelho, Britelo destaca-se por registar o maior crescimento populacional nas três últimas décadas (mais 181 pessoas), logo seguida de Agilde (com mais 115 pessoas). No que se refere à idade da população, e uma vez mais referindo-nos aos mesmos momentos censitários, propomos a análise da pirâmide etária que a seguir se apresenta. Figura 4: Pirâmide etária do concelho de Celorico de Basto (1981, 1991 e 2001) de 85 ou mais anos de 80 a 84 anos de 75 a 79 anos de 70 a 74 anos de 65 a 69 anos de 60 a 64 anos de 55 a 59 anos de 50 a 54 anos de 45 a 49 anos de 40 a 44 anos de 35 a 39 anos de 30 a 34 anos de 25 a 29 anos de 20 a 24 anos de 15 a 19 anos de 10 a 14 anos de 5 a 9 anos de 0 a 4 anos HOMENS Valores Absolutos MULHERES Esta forma de representação gráfica pretende dar a conhecer a estrutura etária da população, tendo, também, em conta a divisão por sexos. Uma primeira análise evidencia e atesta a diminuição do número de residentes no concelho nos anos de 1991 e 2001 face a Como se pode observar através da largura da base da pirâmide, no ano de 1981, havia maior número de população jovem. Contudo, a representação gráfica nesse ano não se assemelha a uma pirâmide, pois as faixas etárias compreendidas entre os [20-24] e os [35-39] anos apresentam uma 21

22 recessão no crescimento, que vai ser retomada nas faixas compreendidas entre a última e os [50-54] anos. Em conclusão, assiste-se ao abandono da população jovem adulta o que leva a uma nítida diminuição da natalidade (classes entre os 0-4 anos e os 5-9 anos). Em 2001, a pirâmide apresenta uma forma mais quadrada, denunciando uma população em envelhecimento, consequência, aliás, do que atrás se refere. Na faixa etária dos 0-24 anos assiste-se a um decréscimo populacional gradual do ano de 1981 para A população residente com idades compreendidas entre os anos aumentou significativamente. O número de indivíduos com idades entre os anos volta a diminuir relativamente a 1981, para aumentar novamente nas faixas etárias compreendidas entre os ou mais anos. Da sua análise da variação, em percentagem, da população residente entre 1991 e 2001 por quatro grupos etários, conclui-se que a freguesia de Infesta é a única que regista variação negativa da população entre os anos de 1991 e 2001 nas faixas etárias referidas. Em Ribas e Moreira do Castelo registou-se o maior aumento de população idosa (com 65 ou mais anos) no espaço temporal já referido, respectivamente, de mais 52,1% e 47,4%. Por oposição, a freguesia de Carvalho foi a que menos aumentou em população idosa face a Em 2001 a população residente com idades compreendidas entre os anos viu-se reduzida a quase metade da recenseada em 1981 com a mesma idade. Das vinte e duas freguesias do concelho, em apenas sete se verificou uma diminuição de população com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos em relação ao ano de Dos quinze concelhos que compõe a NUT III Tâmega, seis registam variação de população residente negativa entre 1991 e Destes, Celorico de Basto ocupa o terceiro lugar dos que registam variação negativa menos acentuada (-4,7%), logo a seguir aos de Baião (-0,4%) e de Cinfães (-4,5%). Relativamente à densidade populacional, que segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) traduz a intensidade do povoamento expressa pela relação entre o número de habitantes de uma área territorial determinada e a superfície desse território e é apresentada em habitantes por quilómetro quadrado (hab/ km 2 ). 22

23 Figura 5: Evolução da Densidade Populacional, em 1991, 2001 e 2008 Assim como a variação da população, também a densidade populacional regista, entre 1991, 2001 e 2008 um decréscimo, consequência directa e natural da diminuição da população anteriormente observada. Atendamos à representação gráfica da figura 5 a NUT III Tâmega é a que mostra valores mais elevados nos três anos (194,4 hab/km 2 em 1991, hab/km 2 em 2001 e em ,1 hab/km 2). Celorico de Basto apresenta valores próximos da média nacional. Quadro 4: Densidade populacional por freguesias em Celorico de Basto (1991 e 2001) Densidade Área total População Residente Populacional Freguesias km² HM HM (hab/ km²) Portugal Continental 88796, ,6 111,1 NUT II Norte 21280, ,2 173,3 NUT III Tâmega 2619, ,4 210,5 Celorico de Basto (concelho) 181, ,6 113,0 1 Agilde 9, ,3 143,6 2 Arnoia 18, ,8 101,7 3 Borba de 10, ,4 115,2 23

24 Montanha 4 Britelo 7, ,1 325,5 5 Caçarilhe 6, ,3 74,6 6 Canedo de Basto 9, ,3 103,0 7 Carvalho 6, ,7 122,9 8 Codessoso 10, ,8 47,0 9 Corgo 3, ,5 99,7 10 Fervença 12, ,8 117,0 11 Gagos 4, ,5 142,7 12 Gémeos 3, ,5 163,0 13 Infesta 5, ,7 56,7 14 Molares 3, ,4 168,7 Moreira do 15 Castelo 6, ,8 100,2 16 Ourilhe 5, ,6 75,7 17 Rego 17, ,8 69,3 18 Ribas 8, ,8 153,1 19 Basto (Sta. Tecla) 3, ,5 87,2 Basto (S. 20 Clemente) 15, ,4 102,8 21 Vale de Bouro 8, ,3 100,5 22 Veade 5, ,5 128,3 Fonte: INE As vinte e duas freguesias de Celorico de Basto têm áreas que variam entre os 3,07 ha e os 18,86 ha, sendo que as maiores são as de Arnoia (com o valor referido atrás), de Rego (17,09 ha) e de Basto S. Clemente (15,44 ha), e as que menor área ocupam são as de Molares (3,07 ha), de Corgo (3,25 ha) e de Basto S ta. Tecla (3,20 ha). Como já foi referido anteriormente, Celorico de Basto tem vindo a perder população, o que aponta para uma diminuição da taxa de natalidade. O quadro que se segue exemplifica essa realidade no concelho. 24

25 Quadro 5: Evolução das taxas de natalidade, no período de 2001 a 2008 (em ) Unidade Geográfica Celorico de Basto 10,4 11,3 9,5 9,2 9,3 10,0 9,0 9,3 Tâmega 12,9 13,0 12,1 11,5 11,0 10,7 10,0 10,0 Norte 11,3 11,3 10,8 10,2 10,0 9,6 9,1 9,2 Portugal 11,0 11,0 10,8 10,4 10,4 10,0 9,7 9,8 Fonte: INE Relativamente à evolução da taxa de natalidade, verifica-se que nos últimos anos, os valores no concelho de Celorico de Basto são inferiores aos valores médios nacionais. Quadro 6: Evolução das taxas de mortalidade, no período de 2001 a 2008 (em ) Unidade Geográfica Celorico de 10,7 11,7 10,9 11,5 11,0 9,3 10,3 9,5 Basto Tâmega 7,2 7,3 7,2 7,5 7,5 7,9 7,6 7,8 Norte 8,4 8,4 8,3 8,7 8,3 8,9 8,7 8,7 Portugal 9,8 9,8 9,6 10,2 9,7 10,4 10,2 10,2 Fonte: INE Da observação do Quadro 6, verificamos que as taxas de mortalidade no concelho de Celorico de Basto, nos últimos anos, são superiores aos valores médios nacionais, com excepção apenas em 2006 e 2008, em que atinge valores abaixo da média nacional. Quadro 7: Saldo Natural (Variação 2001 a 2008) Unidade Geográfica Celorico de Basto Fonte: INE

26 O saldo natural é globalmente negativo no concelho de Celorico de Basto, registando-se apenas em 2006 um saldo natural positivo. Esta situação revela o envelhecimento da população, uma consequência do aumento da esperança média de vida. Quadro 8: Componentes do crescimento demográfico em 2008 Celorico de Componentes do crescimento demográfico Basto Norte Tâmega Taxa de crescimento efectivo -0,52 0,01 0,02 Taxa de crescimento natural -0,02 0,09 0,28 Fonte: INE 2008 Observando a tabela, verifica-se que em Celorico de Basto, tanto o crescimento natural, como o crescimento efectivo apresentam uma trajectória descendente, sempre localizada em zona negativa. Quadro 9: Evolução dos índices demográficos (1991, 2001, 2008) Celorico de Basto Período de Índice de População Índice de Índice referência dos dependência de residente envelhecimento longevidade dados idosos ,1 26,7 46, ,5 24, , de O envelhecimento da população é uma realidade bem retratada pelo índice de longevidade. O quadro 9 mostra a evolução da relação existente entre o número de idosos e o de jovens, por cada 100 indivíduos, bem como o coeficiente entre a população idosa e a população em idade activa. Assim, tendo como base o quadro podemos verificar um aumento populacional dos idosos em relação aos jovens bem como a sua maior longevidade, sinal de uma melhoria da qualidade de vida e acesso aos cuidados de saúde. 26

27 2.2. Caracterização económica A última etapa da caracterização do concelho de Celorico de Basto diz respeito ao estudo da evolução da população residente por sectores de actividade. Para a sua realização recorremos aos dados estatísticos fornecidos pelo INE e desagregados por freguesias. A análise efectuada reporta-se aos anos de 1991 e Quadro 10: Taxa de actividade Unidade Geográfica % 1991 % 2001 Celorico de Basto 46,1 48,8 Tâmega 52,8 58,0 Norte 54,7 58,3 País 52,5 57,4 Fonte: INE A taxa de actividade da população do concelho embora tenha aumentado nos últimos anos é ainda bastante inferior à média nacional ( Quadro 10). A região Norte e a NUT III do Tâmega apresentam valores semelhantes à média nacional. Figura 6: População residente no concelho de Celorico de Basto, por sector de actividade (1991/2001) Sector III 32% Sector I 37% Sector III 38% Sector I 15% Sector II 31% 1991 Sector II 47% 2001 Fonte: INE A Figura 6 espelha a realidade da população residente no concelho de Celorico de Basto em termos de empregabilidade por sector de actividade. 27

28 Uma primeira análise aos gráficos revela que embora, em termos absolutos, o número de população residente activa não tenha sofrido grandes alterações na década em análise, é evidente a grande alteração que se fez sentir nos sectores primário e secundário no ano de Para termos uma noção mais esclarecedora de como este comportamento se desenrolou, podemos observar os valores percentuais presentes no Quadro 11. Assim, no sector terciário (Serviços) a percentagem de população empregue em pouco se alterou; passando de 31,6% em 1991 para 37,7% em A grande variação, como, aliás, já foi referido, verificou-se ao nível dos sectores primários (Agricultura, Silvicultura), e secundário (Indústria). Quadro 11: População residente por sector de actividade no concelho de Celorico de Basto, em percentagem ( ) Sectores de Actividade (%) (%) Sector I (agricultura, silvicultura) 37,6 15,4 Sector II (indústria) 30,8 46,9 Sector III (serviços) 31,6 37,7 Fonte: INE Atendendo aos valores presentes no quadro em análise, verifica-se que o sector secundário ganhou população face ao primário, e isso é bem visível pois este último passou de uma ocupação da população activa de 37,6% (1991) para apenas 15,4% dez anos depois. Assim sendo, o sector secundário mostra um crescimento de 30,8% para 46,9% em Para este facto muito contribuiu o sector da construção civil que representa o maior empregador do concelho. Em 1991 prevalece o número de freguesias em que o sector primário emprega mais de metade (51,5%) da população residente em idade activa (ver Quadro ). Estas freguesias são: Borba de Montanha, Caçarilhe, Carvalho, Infesta, Ourilhe, Rego, Ribas e Basto (Sta. Tecla). Os valores percentuais máximos, em cada um dos sectores, registados neste ano são: Basto (Sta. Tecla) com 88,8% da população 28

29 empregue no sector primário, Basto (S. Clemente) com 55,7% da população empregue no sector secundário e, finalmente, Britelo que ocupa 61% da sua população residente activa no sector terciário. No ano de 2001 a única freguesia que mantém o lugar cimeiro é Britelo com mais de metade da população activa no sector dos serviços (61,8%), decorrente, como acima já referimos, de ser o centro administrativo do concelho. Também neste ano há registo de duas freguesias que mostram as mesmas percentagens em dois sectores de actividade. São elas: Gémeos com 42% da população empregue nos sectores secundário e terciário, e Ourilhe com 36% no sector primário e secundário. Nas restantes freguesias a população residente com ocupação distribui-se da seguinte forma: Infesta é a única freguesia onde o sector primário prevalece (36% da população), juntando se - lhe Ourilhe com a percentagem já declarada. A maioria das freguesias (treze) tem a maioria da população, em idade activa, empregue no sector secundário e destas, sete ocupam mais de 50% da população. Nas seis freguesias que restam, a população em idade activa está, à data referida, empregue no sector dos serviços. Destas, quatro têm mais de 50% da população empregue neste sector de actividade (51,6%). Quadro 12: Percentagem de população residente por sector de actividade nas freguesias do concelho de Celorico de Basto ( ) Freguesias Sector I Sector II Sector III Totais Sector I Sector II Sector III Totais 1 Agilde 31,4 53,4 15,2 100,0 11,8 63,1 25,0 100,0 2 Arnoia 30,1 25,5 44,3 100,0 10,5 43,1 46,3 100,0 3 Borba Montanha de 56,5 30,1 13,4 100,0 24,3 51,5 24,1 100,0 4 Britelo 13,3 25,8 61,0 100,0 4,9 33,3 61,8 100,0 5 Caçarilhe 60,2 26,0 13,8 100,0 36,6 46,5 16,8 100,0 6 Canedo Basto de 29,4 29,2 41,4 100,0 18,0 47,4 34,6 100,0 7 Carvalho 51,5 27,9 20,6 100,0 12,6 66,8 20,6 100,0 8 Codessoso 19,5 49,4 31,0 100,0 13,0 55,8 31,2 100,0 29

30 9 Corgo 24,8 17,0 58,2 100,0 21,0 35,0 44,0 100,0 10 Fervença 37,6 40,2 22,2 100,0 18,9 48,6 32,6 100,0 11 Gagos 39,0 17,5 43,5 100,0 16,1 31,5 52,4 100,0 12 Gémeos 41,8 16,1 42,1 100,0 14,8 42,8 42,4 100,0 13 Infesta 68,1 12,5 19,4 100,0 36,0 33,7 30,2 100,0 14 Molares 28,8 28,8 42,3 100,0 6,2 36,7 57,1 100,0 15 Moreira do 23,2 Castelo 40,6 36,2 100,0 9,4 69,4 21,3 100,0 16 Ourilhe 63,8 15,2 21,0 100,0 36,2 36,2 27,5 100,0 17 Rego 52,0 29,6 18,4 100,0 21,4 45,5 33,2 100,0 18 Ribas 52,5 26,7 20,7 100,0 25,0 47,0 28,0 100,0 19 Basto (Sta. 88,8 Tecla) 5,2 6,0 100,0 28,7 48,3 23,0 100,0 20 Basto (S. 14,5 Clemente) 55,7 29,8 100,0 9,2 53,7 37,1 100,0 21 Vale de 58,2 Bouro 19,4 22,4 100,0 15,1 54,8 30,1 100,0 22 Veade 26,7 30,9 42,4 100,0 10,9 37,6 51,6 100,0 Celorico de Basto 37,6 30,8 31,6 100,0 15,4 46,9 37,7 100,0 Fonte: INE Em suma, podemos ainda, afirmar que em termos de valores percentuais máximos, o comportamento geral pode ser descrito da seguinte forma: Infesta é a única freguesia que regista valor máximo no sector agrícola (ainda que a população activa se encontre distribuída de forma muito equilibrada. Moreira do Castelo tem 69,4% da sua população activa empregue no sector secundário e, finalmente, e como já foi referido, Britelo destaca-se em relação ao sector dos serviços, pelos motivos já sublinhados. A compilação de toda esta informação permite afirmar, entre outras características anteriormente apontadas, que, no espaço de uma década, a população activa no concelho de Celorico de Basto mostrou uma dinâmica particular, no sentido em que, ao contrário do que sucede um pouco por todo o território continental, a tendência recai sobre o sector secundário (comércio e indústria) em detrimento do terciário (serviços). No conjunto, a agricultura foi perdendo terreno ainda que muito pouco no ano de 30

31 2001, isto é, uma alteração muito lenta e arrastada com predomínio dos sectores tradicionais, com tudo o que isso comporta em termos numéricos, demográficos e, mesmo, culturais. - Poder de compra A percentagem do poder de compra mede o peso do poder de compra do concelho no total do país. Em 2007, o poder de compra do concelho era de 0,09%. Poder de Compra Indicador per NUTS e Concelhos capita de Poder de Percentagem de Compra Poder de Compra Portugal Região Norte 86,2 30,42 Tâmega 61,3 3,24 Amarante 61,6 0,36 Baião 50,5 0,10 Cabeceiras de Basto 51,8 0,09 Castelo de Paiva 54,3 0,09 Celorico de Basto 47,6 0,09 Cinfães 49,3 0,10 Felgueiras 66,3 0,37 Lousada 59,1 0,26 Marco de Canaveses 61,6 0,32 Mondim de Basto 49,3 0,04 Paços de Ferreira 66,3 0,35 Paredes 66,3 0,54 Penafiel 67,9 0,46 Resende 48,0 0,05 Ribeira de Pena 46,3 0,03 Fonte: INE

32 Figura 7:Índice de poder de compra concelhio, 2007 (indicador per capita) O indicador per capita é um número que compara o poder de compra médio do concelho, em termos per capita, com o poder de compra médio do país, ao qual é atribuído o valor 100. Celorico de Basto apresenta um indicador per capita de aproximadamente 50. Relativamente aos concelhos da zona do Tâmega (Nut III), Penafiel é o concelho com o indicador per capita mais elevado, registando em ,9. 3. Dinâmicas Demográficas e Familiares A população do concelho de Celorico de Basto tem, nos últimos anos, vindo a decrescer, chegando a 2008 com uma população residente estimada em indivíduos. Também a população deste concelho tem vindo a envelhecer, em 2008, os maiores de 65 anos eram cerca de 3418 pessoas. De referir que a população idosa é o grupo populacional que vive em maior risco de pobreza e exclusão social. As alterações demográficas têm repercussões e, são consequência das transformações ao nível das estruturas familiares. 32

33 As famílias de Celorico de Basto, à semelhança do que acontece no País, têm cada vez menos filhos e menos pessoas na família estruturando-se em torno de um núcleo familiar onde já não coabitam diferentes gerações. Famílias Total de famílias clássicas 6150 Famílias clássicas com 1 ou 2 pessoas 2260 Famílias clássicas com 3 ou 4 pessoas 2586 Famílias clássicas sem desempregados 5663 Famílias clássicas com 1 desempregado 450 Famílias clássicas com pessoas com menos de 15 anos 2430 Famílias clássicas com pessoas com 65 ou mais anos 2507 Fonte: Censos 2001 Núcleos Familiares Total de núcleos familiares residentes 5510 Núcleos com 1 filho não casado 1698 Núcleos com 2 filhos não casados 1474 Núcleos com 1 neto não casado 43 Núcleos com 2 netos não casados 6 Núcleos com filhos de idade inferior a 6 anos 1210 Núcleos com netos de idade inferior a 6 anos 4 Fonte: Censos Desemprego Em Celorico de Basto, tal como toda a região Norte, o desemprego constitui uma preocupação elevada pela falta de produtividade das economias locais e dos problemas sociais que advêm da desmotivação e desespero das populações com menores recursos. Tal como em todo o Portugal, a região do Tâmega onde pertence o Concelho de Celorico de Basto tem vindo a verificar um crescimento exponencial dos inscritos para emprego, resultado da profunda crise que o mercado de trabalho atravessa Desemprego registado por grupo etário 33

34 Desempregos Inscritos no IEFP em Dezembro do ano de 2009 Grupo Etário < anos anos Taxa de 55 e Total % do Crescimento mais Inscritos total anos anos 2009 Continente % 25% Norte % 24% Tâmega % 28% Celorico de Basto % 21% Em Dezembro de 2009, 45% dos desempregados registados no continente português, situavam-se na região Norte e 15% desse valor encontrava-se na região do Tâmega, estando registados aproximadamente 33 mil desempregados mais 28% que em igual período do ano anterior, Para este valor contribui Celorico de Basto com 4% dos desempregados, ou seja, pessoas inscritas no Centro de Emprego que se encontram em situação de desemprego, também, mais 21% do que em Desemprego registado segundo tempo de inscrição 34

35 Relativamente ao tempo de inscrição, em Celorico de Basto, em finais de 2009, a maioria dos inscritos, 64%, estão inscritos para emprego ou novo emprego há menos de um ano, percentagem que se aproxima de toda a região Norte. Por outro lado, comparando os dois anos analisados, verifica-se que a percentagem de desempregados com menos de 1 ano de inscrição aumentou em aproximadamente 2% e que revela uma maior dificuldade inicial em conseguir uma colocação para emprego duradouro. 4.3 Desemprego Registado, segundo os Níveis de Escolaridade Nível de Escolaridade Desempregados em Celorico de Basto % Menos que o 1º Ciclo EB 67 5% 1º Ciclo EB % 2º Ciclo EB % 3º Ciclo EB % Secundário % Superior 61 5% Total % Dados estatísticos do IEFP referentes a Dezembro de 2009 Analisando a tabela, verifica-se que 65% dos desempregados de Celorico de Basto não têm o 3º Ciclo do Ensino Básico, o que demonstra uma relação directa entre as altas taxas de desemprego e a baixa escolaridade dos inscritos para emprego. No geral a maior parte dos desempregados não têm somente o 1º Ciclo do Ensino Básico, 34% dos inscritos, sendo seguido pelas pessoas com o 2º Ciclo, 26%, que, no seu conjunto, correspondem á maior fatia dos desempregados do Concelho. De realçar, ainda, os 5% dos desempregados que não têm qualquer ensino ou menos do que o 1º Ciclo do Ensino Básico. Os desempregados que possuem maior qualificação como ao nível do ensino secundário ou superior representam 12% e 5% dos desempregados registados em Dezembro de Os valores são um pouco diferentes dos registados na região Norte no que corresponde aos desempregados com maiores qualificações onde existe um pouco mais de desempregados com o Ensino Superior com valores próximos dos 7%. Mesmo assim, se analisarmos os valores de Portugal Continental, verificamos 35

36 que a fasquia dos desempregados com maiores qualificações aumenta para 9% dos desempregados com ensino superior e 19% dos mesmos com ensino secundário Gabinete de Inserção Profissional As fragilidades encontradas no concelho de Celorico de Basto, ao nível da problemática do desemprego não são diferentes do restante contexto da região do Tâmega e, portanto, a Câmara Municipal de Celorico de Basto em parceria com o Centro de Emprego criou um Gabinete de Inserção Profissional, que funciona como uma estrutura de apoio ao emprego. O Gabinete de Inserção Profissional desenvolve um trabalho de apoio junto dos jovens e adultos desempregados, com o objectivo de definir e desenvolver o seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho. Tem como objectivos acolher, informar, orientar profissionalmente, apoiar e acompanhar os jovens/adultos desempregados à procura de uma formação e/ou emprego. Coloca ao dispor dos seus utentes intervenções especializadas em diferentes âmbitos, nomeadamente, informação profissional para jovens e adultos desempregados, apoio na procura activa de emprego, acompanhamento personalizado dos desempregados em fase de inserção ou reinserção profissional, divulgação de ofertas de emprego e actividades de colocação, encaminhamento para ofertas de qualificação, divulgação e encaminhamento para medidas de apoio ao emprego, divulgação de programas comunitários que promovam a mobilidade no emprego e na formação profissional no espaço europeu, controlo de apresentação periódica dos beneficiários das prestações de desemprego. Até ao momento, o GIP conta com 140 inscritos. Verifica-se que o maior registo concentra-se no grupo etário anos e a esmagadora maioria representa o sexo feminino. 5. Educação A educação tem um papel crucial, pois todos os processos de inclusão/exclusão passam pela escola. Deve-se pensar na educação como um direito de todos, independentemente da idade e da condição social dos indivíduos. 36

37 O artigo 74º da Constituição Portuguesa, refere que compete ao Estado garantir o cumprimento do ensino básico universal, obrigatório e gratuito ; Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar ; garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo. Em Celorico de Basto, a educação é ainda uma preocupação, pois existe ainda um elevado número de habitantes com um nível de instrução muito baixo, essencialmente na faixa etária 65 e mais anos. Desta forma, a autarquia de Celorico de Basto tem vindo a apostar cada vez mais na educação, assumindo-a como uma prioridade Nível de escolarização da população A taxa de alfabetização da população de Celorico de Basto continua a não se adequar a um concelho que se quer desenvolvido. Segundo dados do INE, a maioria dos celoricenses completou o primeiro ciclo, isto é, a antiga quarta classe; 19% dos nossos residentes concluíram o 2ºciclo e 10% concluíram o terceiro ciclo; 8% dos indivíduos residentes no nosso concelho completaram ou frequentam o secundário e, apenas 4% frequenta, ou possui, um curso superior. Os dados dos últimos censos apresentam uma melhoria, pois apontam para uma maior percentagem de indivíduos que completaram o 2º e 3º ciclo, bem como, uma licenciatura. Esta melhoria dos níveis de escolarização poderá ser justificada pelos sucessivos aumentos da escolaridade mínima obrigatória e também pela necessidade de maior qualificação para a procura de emprego. Quadro 13: Evolução da taxa de analfabetismo por freguesia entre 1991 e 2001 Freguesia % 1991 % 2001 Agilde 15,9 13,5 Arnoia 20,5 14,6 Borba de Montanha 17,9 13,8 Britelo 15,6 12,2 Caçarilhe 28,4 21,2 37

38 Canedo de Basto 18,9 16,1 Carvalho 19,2 18,2 Codessoso 16 17,6 Corgo 27,5 24,3 Fervença 22,3 16,3 Gagos 16,8 12,4 Gémeos 21,8 17 Infesta 26,9 19,2 Molares 18,7 18,6 Moreira do Castelo 17,8 14,4 Ourilhe 24 21,9 Rego 23,5 18,4 Ribas 18,9 16,8 Basto (Santa Tecla) 24,2 18,2 Basto (São Clemente) 17,9 21 Vale de Bouro 27,3 24,1 Veade 16,1 19 Celorico de Basto 19,7 16,6 Tâmega 12,3 10,2 Norte 9,9 8,3 País 11 9 No espaço de dez anos, houve uma melhoria significativa no que diz respeito ao analfabetismo. Em 1991, a taxa de analfabetismo no concelho era de 19,7 diminuindo para 16,6 em

39 No contexto do concelho, em 2001 as freguesias que apresentam uma taxa de analfabetismo mais elevada são Vale de Bouro e Corgo, com uma taxa de 24,1 e 24,3, respectivamente. A freguesia que apresenta menor número de analfabetos é Britelo, com uma taxa de analfabetismo de 12,2% Caracterização do agrupamento de escolas de Celorico de Basto O agrupamento de escolas do concelho é constituído pelo agrupamento de escolas da Mota, agrupamento de escolas da Gandarela e pelo agrupamento de escolas da vila. O agrupamento de escolas da vila compreende as freguesias de Arnoia, Britelo, Canedo, Codessoso, Corgo, Gagos, Gémeos, Infesta, Molares, Ourilhe e Veade. Nesta área, o agrupamento administra a educação pré-escolar, o 1º, 2º e 3ºciclos do ensino básico e ensino secundário. O agrupamento de escolas de Celorico de Basto é composto por 12 estabelecimentos de educação e ensino, dispersos pelas freguesias do concelho: Quadro 14: Estabelecimentos de ensino e educação da rede pública JI EB1/JI EB1 2,3/S TOTAL População escolar na rede pública O concelho de Celorico de Basto apresenta uma rede escolar pública que abrange os níveis de ensino desde o pré-escolar até ao secundário. Actualmente, a população escolar compreende 1339 crianças, alunos e formandos distribuídos por 73 turmas. Quadro 15: Distribuição da população escolar Nível ensino Nºalunos Nºturmas Pré-escolar ºciclo ºciclo

40 3ºciclo Ensino secundário Cursos profissionais 50 2 Cursos educação/formação 59 4 Cursos educação/formação adultos Educação pré escolar No concelho existem 15 jardins-de-infância distribuídos por 13 freguesias, que acolhem crianças dos três anos de idade até à entrada no 1º ciclo do ensino básico. De salientar que dos 15 equipamentos do pré-escolar, 3 pertencem à rede pública e 12 à rede solidária. Quadro 16: Evolução do nº de crianças do ensino pré-escolar por freguesia Freguesia Escola 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 Basto (S. Clemente) Gandarela Carvalhal Caçarilhe Rego Pedroso Ribas Assento Agilde Estrada Borba da Borba da Montanha Montanha Carvalho Feira Carvalho Covas Fervença Assento Fervença Mota Moreira do Castelo Carvalhal Britelo Vila Molares Fermil Arnoia Arnoia Canedo Canedo

41 TOTAL º Ciclo do ensino básico O ensino básico engloba quatro anos de escolaridade. No concelho existem 19 estabelecimentos de ensino que asseguram a formação das crianças nas suas diversas dimensões. Quadro 17: População escolar no ensino básico nos últimos 10 anos Freguesia Escola 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 Basto - S. Clemente Gandarela Caçarilhe Leirinhas Rego Vila Boa Ribas Souto Vale de Bouro 13 Nespereira Vale de Bouro Rua Nova Agilde Estrada Agilde Alijão Borba Montanha Quintela Carvalho Feira Fervença Mota Moreira Castelo Carvalhal Moreira S. Castelo Sebastião Canedo Sta. Luzia Molares Fermil Veade Boucinha Britelo Vila

42 Gémeos Igreja Ourilhe Igreja TOTAL Do quadro 17, conclui-se que a escola mais representativa no concelho é a de Britelo com uma ocupação de 159 alunos no presente ano lectivo. Em situação oposta estão as escolas de Veade e Nespereira (Vale de Bouro) com 14 e 16 alunos, respectivamente. Quadro 18: Taxas de Sucesso e Insucesso escolar no 1ºciclo 2008 / 2009 Ano de escolaridade Nº total de Nº total de % Insucesso % Sucesso alunos retenções escolar escolar 1ºano n.a.(1) n.a.(1) n.a.(1) n.a.(1) 2ºano ,5% 96,5% 3ºano % 100% 4ºano ,8% 99,2% (1) não se aplica º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário No 2º e 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, a rede de oferta do concelho de Celorico de Basto é constituída por 3 estabelecimentos da rede pública (duas escolas de tipologia EB2,3 e uma escola de tipologia EB2, 3/S). O 2º e 3º ciclo são assegurados pela EB2,3 da Mota/Fervença e pela EB2,3 da Gandarela. Quadro 19: Evolução do nº de alunos no 2ºciclo Escola/Ano 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 Lectivo AE Celorico de Basto AE Gandarela AE Mota TOTAL

43 Quadro 20: Evolução do nº de alunos no 3ºciclo Escola/Ano 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 Lectivo AE Celorico de Basto AE Gandarela AE Mota TOTAL Quadro 21: Evolução do nº de alunos no ensino secundário Escola/Ano Lectivo 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 EB2,3/S de 293 Celorico de Basto Pelos dados apurados, verifica-se que nos últimos dez anos todos os estabelecimentos de ensino do concelho registaram uma diminuição do número de crianças inscritas em todos os níveis de ensino. Quadro 22: Taxas de Insucesso/Sucesso Escolar no 2º e 3º ciclo/ensino Secundário 2008/2009 Ano de escolaridade % Insucesso % Sucesso escolar escolar 5ºano 0,8% 99,2% 6ºano 2,8% 97,2% 7ºano 16,3% 83,7% 8ºano 15,5% 84,5% 9ºano 11,7% 88,3% 43

44 10ºano 16,7% 83,3% 11ºano 3% 97% 12ºano 24,2% 75,8% Tendo como referência o quadro 22, verifica-se uma tendência da taxa de insucesso escolar aumentar à medida que o percurso educativo atinge níveis de escolaridade mais elevados. Portanto, é no 10º ano de escolaridade que se encontram percentagens mais elevadas de insucesso escolar. Relativamente ao sucesso escolar, o ano de escolaridade com maior expressão percentual é o 3º, logo seguido pelo 4º e 5º ano de escolaridade, ambos com 99,2% de sucesso escolar. 5.4 Abandono escolar por nível de escolaridade 2008 / 2009 Ano de Nºtotal de escolaridade alunos Nºtotal de % Abandono alunos em escolar abandono escolar 1ºano % 2ºano % 3ºano % 4ºano % 5ºano % 6ºano % 7ºano % 8ºano % 9ºano ,1% 10ºano ,5% 11ºano % 12ºano % No que concerne ao abandono escolar, tem ocorrido uma evolução positiva no concelho. No ano 2008/2009 verificou-se abandono escolar em apenas dois anos de escolaridade. 44

45 5.5 Oferta Formativa Quadro 23: Cursos de educação e formação Alunos certificados Curso Certificação Alunos que Apenas Nº Alunos escolar e anularam certificação alunos transferidos profissional matricula escolar % % CEF DE ELECTRICISTA DE 14 INSTALAÇÕES ( ,00% 84,6% 2009) TIPO 2 CEF DE PASTELEIRO / PADEIRO ( ) % 100% TIPO 2 CEF DE EMPREGADO / ASSISTENTE 15 COMERCIAL ( % 93,3% 2009) TIPO 3 CEF DE OPERADOR DE JARDINAGEM % - ( ) TIPO 2 CEF DE EMPREGADO / ASSISTENTE 15 COMERCIAL ( ) TIPO 3 CEF DE ELECTRICISTA DE 15 INSTALAÇÕES ( ) TIPO 2 CEF DE OPERADOR

46 DE INFORMÁTICA (20º9-2011) TIPO Quadro 24: Cursos de Educação e Formação de Adultos -EFA Alunos certificados Curso Nº alunos Tipo certificação % EFA B ºano 100% EFA B ºano 100% EFA B ºano - EFA NS ºano - Quadro 25: Cursos Profissionais de Nível Secundário Alunos Alunos anularam CURSO Nº alunos transferidos matricula CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE GESTÃO DE EQUIPAMENTOS INFORMÁTICOS CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE GESTÃO DO AMBIENTE CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE APOIO PSICOSSSOCIAL que Temos ainda no concelho a Escola Profissional de Fermil de Basto com as seguintes ofertas formativas: Quadro 26: Oferta formativa da Escola Profissional de Fermil Certificação profissional Cursos Técnico de Controlo e Qualidade Alimentar Técnico de Electrónica e Telecomunicações Nível III Técnico de Mecatrónica de Automóveis Ligeiros Técnico de Turismo Técnico de Produção Agrária 46

47 Nível II Mecânico de Veículos Ligeiros Bombeiro 5.6 Novos Centros Escolares Capacidade Empreendimento 1º Ciclo Pré-Escolar nº de alunos nº de salas nº de alunos nº de salas Centro escolar de Celorico de Basto Ginásio do Centro Escolar Centro escolar de Fermil Centro Escolar de Gandarela Centro escolar da Mota JI de Carvalho Educação Especial Até há pouco tempo, as pessoas com necessidades educativas especiais eram privadas do acesso à educação e, por consequência, também estavam privadas da participação activa na vida em sociedade. A educação especial visa dar respostas às necessidades educativas decorrentes de limitações ou incapacidades que se manifestam de modo sistemático e com carácter prolongado, respostas que são essenciais ao processo individual de aprendizagem e de participação na vida escolar, familiar e em sociedade (Neves). O agrupamento de escolas do concelho de Celorico de Basto tem um Núcleo de Educação Especial, que tem como objectivo apoiar alunos com limitações e integrá-los em turmas regulares (ex: alunos de trissomia 21). Fazem parte do NEE docentes de educação especial e técnicos especializados (terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapeuta). 47

48 Importa aqui destacar que existe no concelho uma sala de apoio permanente à população portadora de deficiência. No que concerne ao transporte, de acordo com os últimos dados, existem 8 beneficiários portadores de deficiência a beneficiarem deste serviço Acção Social Escolar Relativamente à educação, a acção social municipal faz-se essencialmente a três níveis: - Transportes escolares - Subsídios para livros e material escolar - Subsídios para refeição De salientar, que as crianças com escalão A, normalmente provêm de famílias muito carenciadas e as de escalão B provêm de famílias que viram os seus rendimentos reduzidos. Figura 8: Caracterização socioeconómica das famílias/alunos Da análise da figura 8, constata-se que 49% dos alunos do ensino público provém de famílias carenciadas, e por isso o sistema de ensino presta todo o auxílio económico. 6.Saúde Ter acesso aos equipamentos de saúde é um direito universal, logo o estado deve garantir a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, o acesso aos cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação. Quando os indivíduos têm problemas de saúde, de uma forma geral, as condições de vida pioram, ou através da maior debilidade física ou psicológica e uma menor 48

49 capacidade para a realização de determinadas tarefas, seja por implicarem desemprego, consequentemente quebra de rendimentos, agravando-se ainda pelo facto de originar mais despesas. No concelho, temos o centro de saúde para dar resposta às necessidades básicas da população. O Centro de Saúde é formado pela unidade de saúde da Sede, que integra um serviço de atendimento permanente (SAP) e mais quatro extensões, Fermil, Fervença, Gandarela e Rego. A tabela que se segue mostra o número de utentes inscritos no centro de saúde e nas suas extensões. CENTRO DE SAÚDE/EXTENSÃO DA População inscrita SEDE Utentes sem médico Sede Fermil Fervença Gandarela Rego Cobertura dos serviços e cuidados de saúde Centro de Saúde /Extensão da Nº gabinetes Nºgabinetes sede médicos Nºmédicos enfermagem Sede NP 7 4 Fermil Fervença Gandarela Rego O centro de saúde agrega 15 médicos, 2 chefes de serviço, 8 assistentes graduados, 4 assistentes de clínica geral, 2 clínicos gerais, 1 assistente de saúde pública, 1 técnico 49

50 superior de medicina dentária, 25 enfermeiros, 1 técnico de saúde ambiental, 1 técnico de radiologia, 20 administrativos e 30 auxiliares de serviços gerais. É de salientar que o centro de saúde tem actualmente uma rede de cuidados continuados com uma unidade de convalescença com capacidade para 19 utentes. O centro de saúde dispõe ainda de um serviço de apoio à comunidade, realizado por uma equipa de dois enfermeiros, com cobertura diária. 7. Habitação O ponto 1 do artigo 65 da Constituição Portuguesa refere que todos os cidadãos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e privacidade familiar. Existe no concelho um número elevado de casas sem instalação de banho/duche e sem água canalizada, isto porque existem muitas casas velhas onde vive uma população idosa com fracos recursos económicos, portanto com poucas capacidades para melhorarem as suas condições de habitabilidade. É pertinente salientar que o número de alojamentos familiares clássicos no concelho de Celorico de Basto tem vindo a crescer significativamente. De 2003 a 2008 houve um crescimento de 7,7%. Quadro 27: Evolução do nº alojamentos familiares clássicos entre NUTS e Crescimento Concelhos N.º N.º N.º N.º N.º N.º % Portugal , Região Norte ,2 Tâmega ,1 Amarante ,9 Baião ,5 50

51 Cabeceiras de Basto ,7 Castelo de Paiva ,0 Celorico de Basto ,7 Cinfães ,5 Felgueiras ,8 Lousada ,8 Marco de Canaveses ,4 Mondim de Basto ,3 Paços de Ferreira ,9 Paredes ,2 Penafiel ,4 Resende ,0 Ribeira de Pena ,7 Fonte: CCDRN Da análise do quadro 27, verifica-se que de 2003 até 2008 houve um crescimento de 7,7% de alojamentos familiares clássicos. Segundo o anuário estatístico realizado pelo INE, em 2008 foram licenciados pelo município 192 edifícios para habitação familiar, 4 edifícios de apartamentos e 127 moradias. Relativamente ao número de edifícios de habitação familiar clássica, em 2008 existiam Foram ainda reconstruídos no mesmo ano 38 edifícios para habitação familiar. Quadro 28: Número e Tipologia de Alojamentos Ano 2001 Alojamentos residência habitual c/electricidade 6078 Alojamentos residência habitual c/água 5572 Alojamentos residência habitual c/retrete 5731 Alojamentos residência habitual c/esgotos 5659 Alojamentos residência habitual c/banho

52 Quadro 29: Nº de edifícios segundo a intensidade da função residencial e o nº de alojamentos Intensidade da função residencial Número de Alojamentos Edifícios exclusivamente residenciais 8641 Edifícios principalmente residenciais 427 Edifícios não residenciais 36 Total de edifícios 9121 Numa análise mais específica da intensidade da função residencial e considerando apenas os dados referentes a 2001, verifica-se que a maioria dos edifícios do concelho encontram-se destinados a fins exclusivamente residenciais. Quadro 30: Forma de ocupação dos alojamentos em 2001 Forma de ocupação Celorico de Basto Alojamentos de residência habitual 6145 Alojamentos arrendados 692 Alojamentos vagos 1504 Total alojamentos

53 CAPITULO II Serviços e Equipamentos Sociais 1.Infra-estruturas existentes no concelho No concelho de Celorico de Basto existem as seguintes infra-estruturas para fazer face às necessidades da população: - Cinco lares de idosos: Santa Casa de Misericórdia de S.Bento de Arnoia; Centro Social Paroquial Divino Salvador de Ribas; Centro Social Paroquial de S.to André de Molares, Centro Comunitário Bento XVI em Fervença e o Centro Social Paroquial S.Bartolomeu do Rego. - Centro Comunitário na sede de concelho, com creche, equipa técnica de apoio a pessoas carenciadas; - Centro de acolhimento temporário/unidade de emergência na freguesia de Ribas; - Oito instituições com Serviço de Apoio Domiciliário; - Existência de três A. T. L, um situado no Centro Social Paroquial de Ribas que abrange as crianças e jovens de Ribas e S. Clemente; outro situado no Centro Social Paroquial de Molares que abrange as crianças e jovens das freguesias de Molares, Gagos e Fermil e outro na Associação de Solidariedade de Basto na freguesia de Gémeos que abrange as crianças de Britelo, Gémeos, Arnoia, Caçarilhe, Ourilhe e outras cujos pais trabalhem na sede do concelho; - Comissão de Protecção de Crianças e Jovens; - Escolas do ensino regular; - Centro de Emprego de Basto; - Centro de Formação Qualidade de Basto / CRVCC; - Gabinete de Inserção Profissional; - Gabinete de Apoio ao alcoólico; - Gabinete de Apoio ao Emigrante; - Câmara Amiga; - Centro de Saúde de Celorico de Basto, na sede do concelho, com as seguintes freguesias de influência: Arnoia; Britelo; Codessoso; Gémeos; Infesta e Ourilhe. É constituída pelas seguintes valências: Medicina preventiva; Promoção da saúde; Prevenção das doenças; Medicina curativa; Reabilitação; Saúde Escolar; Reintegração; 53

54 Unidade de cuidados continuados; SAPE serviço de atendimento permanente; Nutricionista; Fisioterapia (alugada); Dentista; Instalações de suporte básico de vida; Serviços de saúde pública; Serviço STOR (doenças pulmonares) e Radiologia. - Unidade de Saúde de Fervença com as seguintes freguesias de influência: Agilde; Basto, Santa Tecla; Borba da Montanha; Carvalho; Fervença e Moreira do Castelo. É constituída pelas seguintes valências: Medicina preventiva; Promoção da saúde; Prevenção das doenças; Medicina curativa; Reabilitação; Saúde Escolar e Reintegração. - Unidade de Saúde do Rego com as seguintes freguesias de influência: Rego e Caçarilhe. É constituída pelas seguintes valências: Medicina preventiva; Promoção da saúde; Prevenção das doenças; Medicina curativa; Reabilitação; Saúde Escolar e Reintegração. - Unidade de Saúde de Gandarela com as seguintes freguesias de influência: Basto S. Clemente; Ribas e Vale de Bouro. É constituída pelas seguintes valências: Medicina preventiva; Promoção da saúde; Prevenção das doenças; Medicina curativa; Reabilitação; Saúde Escolar e Reintegração. - Unidade de Saúde de Fermil com as seguintes freguesias de influência: Canedo; Corgo; Gagos; Molares e Veade. É constituída pelas seguintes valências: Medicina preventiva; Promoção da saúde; Prevenção das doenças; Medicina curativa; Reabilitação; Saúde Escolar e Reintegração. 2. Equipamentos e Respostas na área da acção social Os equipamentos e respostas sociais desempenham hoje um papel fundamental na criação de condições de bem-estar da população, em geral, bem como na criação de postos de trabalho. Os esforços desenvolvidos a este nível, no concelho, são crescentes mas ainda não são os ideais, quer do ponto de vista quantitativo, quer, no que diz respeito à qualidade dos serviços prestados, sendo que esta qualidade deve ter por referência a capacidade de tais serviços e equipamentos responderem efectivamente às necessidades de indivíduos e famílias que, vivendo numa sociedade em constante transformação, estão, elas mesmas, em constante mudança. Os elementos disponíveis para esta caracterização foram obtidos através de inquéritos às entidades que intervêm nesta área. No concelho de Celorico de Basto, as respostas sociais abrangem 786 beneficiários. 54

55 Equipamentos e respostas sociais do Concelho de Celorico de Basto Freguesia S A C Lar Lar Instituição A Creche J.I T A idosos crianças D L T Centro Social Paroquial de Vale Bouro Centro Social Paroquial Divino Salvador de Ribas Centro Social da Paróquia de S. Bartolomeu Associação de Solidariedade Social de Basto Centro Social Paroquial Sto. André de Molares Santa Casa de Misericórdia de Sº Bento de Arnoia Associação Estrela d Amizade Casa de Povo de Fervença Associação de Solidariedade Sta. Maria Borba Vale de Bouro X Ribas X X X X X X Rego X X Gémeos X X X Molares X X X Britelo X X X X Carvalho X Borba da Montanha X X X Borba da Montanha X Tendo como referência a tabela acima, pode-se constatar que até ao momento Ribas é a freguesia que apresenta maior número de respostas sociais, logo seguida pela freguesia de Britelo, com quatro respostas sociais. As freguesias de Gémeos e Fervença apresentam três respostas sociais. De todo o concelho, Vale de Bouro, Carvalho e Borba da Montanha são as freguesias que apresentam apenas uma resposta social Crianças e jovens Neste grupo iremos abordar apenas as questões que estão relacionadas com os equipamentos de apoio á família, ou seja, os equipamentos que estão dirigidos às 55

56 crianças e aos jovens. Assim, irão ser analisadas as creches e os ATL existentes no concelho de Celorico de Basto. O ATL é uma resposta social que proporciona actividades de lazer a crianças e jovens a partir dos 6 anos, nos períodos disponíveis das responsabilidades escolares e do trabalho, desenvolvendo-se através de diferentes modelos de intervenção, nomeadamente acompanhamento/inserção, prática de actividades específicas e multiactividades. Quadro 31: Equipamentos de apoio a crianças e jovens Tipo equipamento/resposta social CRECHE Designação do Lista equipamento Freguesia Utentes Capacidade espera Centro Social Divino Salvador Ribas Santa Casa da Misericórdia S.Bento de Arnoia Arnoia Associação de Solidariedade de Basto Gémeos N 35 Casa do Povo Borba da de Fervença Montanha 9 33 N 33 Total 136 Acordo cooperação ATL Centro Social Divino Salvador Ribas N 60 Associação de Britelo N 40 56

57 Solidariedade de Basto Centro Social Vale de Vale de Bouro Bouro N 20 Centro Social Sto.André Molares N 47 Total 162 No concelho de Celorico de Basto existem 4 ATL S que prestam apoio a 162 utentes. Relativamente à capacidade, o total de lugares é de 187 mas verifica-se que os ATL S estão a dar resposta a um número inferior à capacidade estabelecida. Relativamente às creches, o número de crianças que usufruem desta resposta é de 112, no entanto, verificamos que existe uma lista de espera de 17 crianças. Figura 9: Valências da creche e nº de utentes Analisando as respostas das creches do concelho pelos três tipos de valências, verificase que a valência que regista maior número de utentes é a sala dos meses, logo seguida pela sala dos meses e, por último a berçário. 57

58 Crianças e jovens em perigo O concelho de Celorico de Basto não é uma excepção ao panorama nacional, portanto, é também ele caracterizado por situações de degradação social, pobreza e exclusão social. Assim, a prioridade é fazer frente à pobreza infantil e juvenil, promovendo os direitos das crianças e dos jovens, prevenindo e defendendo o combate à pobreza das crianças, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania (PNAI ). Portanto, é essencial nestes casos um reforço a prestar pelas instituições, onde as crianças estão inseridas. As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens são instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptiveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. São consideradas situações de risco as seguintes: abandono, maus tratos físicos, psicológicos/abuso emocional, negligência, exposição a modelos de comportamento desviante, problemas de saúde e prostituição infantil. Estas situações podem chegar presencialmente nos serviços da CPCJ, telefonicamente ou por escrito. Grande parte das situações de perigo é sinalizada por instituições de ensino, estabelecimentos de saúde, tribunais, autoridades policiais, familiares, vizinhos, a própria comissão, serviços de segurança social, e outros elementos da comunidade. De referir, que o risco social a que os menores do concelho estão sujeitos pode ter uma origem multifactorial (pertença a familias multiproblemáticas, emprego precário, baixas qualificações dos pais e desemprego de longa duração). É pertinente salientar que o número de processos activos na CPCJ de Celorico tem vindo a aumentar de ano para ano. Quadro 32: Nº de processos activos e crianças sinalizadas Nº crianças Ano Nº processos activos sinalizadas Fonte: CPCJ 58

59 Todos os casos são acompanhados ao nível educativo e social pela equipa da CPCJ, que integra técnicos de diversas áreas, nomeadamente, Educação Social, Psicologia, Sociologia, Serviço Social, entre outras. No que concerne à caracterização dos agregados com quem residem os menores, em 2009, no geral trata-se de familias nucleares com filhos (57), havendo casos de monoparentalidade (12), familias reconstituidas (4), alargadas (6) e de acolhimento (6). Na área da infância/juventude existe no concelho apenas uma resposta social na valência Lar de Crianças/Jovens e um Centro de Acolhimento Temporário/Unidade de Emergência. Importa aqui destacar que este lar é promovido pelo Centro Social Paroquial Divino Salvador de Ribas. O lar de crianças e jovens apresenta uma capacidade total para 18 utentes, registando uma ocupação de 15 utentes. Quadro 33: Equipamentos/respostas sociais para jovens em risco Tipo equipamento/resposta social Centro de acolhimento temporário Designação do equipamento Freguesia Lista de espera Utentes Capacidade Centro Paroquial Responsabilidade Divino Salvador Ribas seg.social Equipamentos de apoio à terceira idade O aumento significativo da população idosa no concelho implica criar e alargar as respostas sociais, pois a procura é superior às respostas sociais. Em relação à taxa de cobertura dos equipamentos para idosos, existe o Centro Social do Divino Salvador de Ribas (lar de idosos e Serviço de apoio domiciliário), Centro Social da Paróquia de S.Bartolomeu do Rego (lar de idosos e serviço de apoio domiciliário), Associação de Solidariedade Social de Basto (Serviço de apoio domiciliário), Centro Social Sto. André de Molares (lar de idosos e serviço de apoio domiciliário), Santa Casa de Misericórdia de Arnoia (lar de idosos e serviço de apoio domiciliário), Associação Estrela d Amizade (serviço de apoio domiciliário, irá ter centro de dia e centro de noite), Casa do Povo de Fervença (lar de idosos e serviço de apoio domiciliário), Associação de Solidariedade de Sta. Maria de Borba da Montanha (serviço de apoio domiciliário). 59

60 De salientar que já foi aprovado pelo CLAS de Celorico de Basto um lar de idosos e serviço de apoio domiciliário na freguesia de Codessoso e um serviço de apoio domiciliário, centro de noite e centro de dia na freguesia de Canedo. Figura 10: Distribuição das respostas para idosos por freguesia Da análise da distribuição das respostas sociais de apoio aos idosos, conclui-se que ainda existem freguesias que não disponibilizam nenhum equipamento para idosos. Contudo, é pertinente referir que estas freguesias são abrangidas pelos equipamentos sociais das freguesias mais próximas Serviço de Apoio Domiciliário O serviço de apoio domiciliário é uma resposta social, desenvolvida a partir de um equipamento, que consiste na prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicilio a individuos e familias quando, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não possam assegurar temporária ou permanentemente, a satisfação das necessidades básicas e/ou as actividades da vida diária, tais como, a higiene pessoal e da habitação, refeição, tratamento de roupas e acompanhamento a consultas e exames. Em relação aos equipamentos sociais e à cobertura por freguesia, constata-se que existe no concelho oito respostas sociais na valência Serviço de Apoio Domiciliário. 60

61 Designação do equipamento Utentes Capacidade Acordo Lista espera Centro Social Paroquial Divino Salvador de Ribas Centro Social Paroquial S.Bartolomeu do Rego Associação de Solidariedade Social de Basto Centro Social Paroquial Sto.André de Molares Associação Estrela d Amizade Casa do Povo de Fervença * Associação Solidariedade de Sta.Maria de Borba Santa Casa de Misericórdia de Arnoia *o serviço ainda não está a funcionar Lar de idosos O lar de idosos é uma resposta social desenvolvida em equipamento, destinada a alojamento colectivo, de utilização temporária ou permanente, para pessoas idosas ou outras em situação de maior risco de perda de independência e/ou de autonomia. Quanto à valência lar de idosos, existem neste momento cinco respostas sociais no concelho distribuidas pelas freguesias de Fervença, Britelo, Molares, Rego e Ribas. Designação do equipamento Freguesia Utentes Capacidade Lista espera Casa do Povo de Fervença Borba da Montanha Santa Casa de Misericórdia S.Bento de Arnoia Arnoia Centro Social Paroquial Divino Salvador Ribas Centro Social Paroquial Sto.André Molares Centro Social Paroquial S.Bartolomeu Rego * 15 0 *ainda não está a funcionar 61

62 Figura 11: Distribuição por género dos idosos Da análise da figura 11, conclui-se que o registo total de mulheres é visivelmente superior ao dos homens nas instituições do concelho. Figura 12: Estado Civil dos Idosos Atendendo à informação da figura 12, verifica-se que é na Casa do Povo de Fervença que se regista maior taxa de ocupação de casais e pessoas viúvas a residirem no lar. Relativamente ao número de individuos solteiros a residirem no lar, é no Centro Social Divino Salvador de Ribas que se regista maior taxa de ocupação. 62

63 Figura 13: Tipo de Dependência dos Idosos Fonte: Instituições inquiridas É de ressalvar, que todo o trabalho desenvolvido pelas instituições da rede solidária do concelho com valências na área dos idosos é apoiado pela Segurança Social 63

64 através de protocolos de cooperação e também pela autarquia, criando e desenvolvendo políticas sociais de acordo com as necessidades destes. O aumento significativo do envelhecimento demográfico no concelho, o isolamento da população, situações de pobreza, exclusão social e desertificação foram problemáticas que levaram a autarquia a criar medidas especificas, de forma a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, a agregados familiares carenciados e pessoas portadoras de deficiência. Assim, em Agosto de 2008 a autarquia lançou uma medida de acção social designada de Câmara Amiga com o intuito de atenuar a pobreza que se vive no concelho e assegurar os direitos básicos de cidadania da população (PNAI ), principalmente dos idosos, uma vez que são um dos grupos mais vulneráveis à exclusão social. O programa Câmara Amiga apresenta quatro valências: Oficina Móvel de Reparações, Unidade Móvel de Saúde, Banco Local de Voluntariado e Celorico a Mexer. - Equipamentos de apoio à família e comunidade Centro Comunitário Atendimento e Acompanhamento Social Instituição Freguesia Associação de Solidariedade de Basto Gémeos X X Borba da Casa do Povo de Fervença Montanha X Centro Social de Gagos Gagos X - Universidade Sénior Em 2004, o Centro Social e Paroquial de Arnoia fundou a Universidade Sénior de Celorico de Basto. As universidades seniores são a resposta socioeducativa, que visa criar e dinamizar regularmente actividades sociais, culturais, educacionais e de convívio para os maiores de 50 anos. Este tipo de universidades é sempre um espaço privilegiado de inserção e participação social dos mais velhos, pois através das várias actividades desenvolvidas, nomeadamente, aulas, visitas, grupos de música ou teatro, ginástica, os seniores sentem-se úteis, activos e participativos. 64

65 Na Universidade Sénior de Celorico de Basto são leccionadas 7 disciplinas e o total de alunos é 30. Normalmente, as universidades seniores são frequentadas maioritariamente por mulheres entre os 60 e 70 anos, com graus de instrução variável. Câmara Amiga Serviço de Acção Social da autarquia - Apoio Social A autarquia de Celorico de Basto dispõe de um gabinete de apoio social que tem como objectivo prestar auxílio social a toda a população, em especial dos idosos. Neste gabinete é realizado um diagnóstico das situações de risco, encaminhando-as para as instituições responsáveis. São também efectuadas visitas domiciliárias por técnicos especializados, onde são detectadas as carências da população celoricense. Este gabinete dispõe ainda de um serviço de informação e preenchimento de apoios sociais (Complemento Solidário para Idosos e Rendimento Social de Inserção, entre outros apoios). - Oficina Móvel de Reparações tem como objectivo prestar apoio domiciliário em reparações domésticas, realizando um serviço de proximidade aos utentes da mesma. A oficina móvel abrange um total de 522 benefeciários, distribuidos pelas 22 freguesias do concelho. Figura 14: Distribuição dos beneficiários da oficina móvel por freguesia 65

66 Até ao momento, Britelo e Arnoia são as freguesias que apresentam maior número de beneficiários. Situação oposta acontece com Sta.Tecla, que apresenta um número reduzido de beneficiários da oficina móvel. - Unidade Móvel de Saúde tem como missão contribuir para a melhoria do estado de saúde e social da população de Celorico de Basto, disponibilizando cuidados personalizados de proximidade, com qualidade e a custo reduzido. As principais actividades realizadas pela Unidade Móvel de Saúde são avaliação e controlo mensal da tensão arterial, colesterol, glicemia capilar, entre outros tratamentos. Figura 15: Distribuição dos utentes da unidade móvel de saúde - Banco Local de Voluntariado tem como finalidade colmatar as carências dos indivíduos e/ou agregados familiares, resultados da situação socioeconómica em que se encontram. É pertinente referir que as carências da população Celoricense ocorrem a vários níveis, desde a habitação, alimentação, vestuário, entre outras. 66

67 Figura 16: Distribuição das famílias carenciadas por freguesia BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO O total de famílias do concelho abrangidas pelo Banco Alimentar é de 302. Fazendo uma análise por freguesia, verifica-se que Britelo, Arnoia e Fervença são as freguesias que apresentam maior número de famílias carenciadas, e portanto é-lhes dada ajuda alimentar. De salientar, que a maioria destas famílias são sinalizadas pela segurança social e pelas instituições de solidariedade social do concelho. - Celorico a Mexer foi mais uma medida criada pela autarquia para combater o envelhecimento solitário e aumentar a socialização dos idosos. São realizadas actividades lúdico recreativas com o apoio de técnicas de animação, são realizadas actividades físicas que proporcionem o bem estar físico da população e facultem o desenvolvimento das actividades físicas e mentais.neste momento, o número de utentes do Celorico a Mexer é de 367. Figura 17: Distribuição dos utentes Celorico a Mexer por freguesia 67

68 2.3 Gabinete de Apoio ao Emigrante O GAE encontra-se sediado na Câmara Municipal de Celorico de Basto e, é uma estrutura que está a funcionar desde o dia 26 de Março de 2010, através da celebração de um acordo de cooperação entre o Município de Celorico de Basto e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (GACCP). Este serviço tem por objectivos informar os emigrantes sobre os seus direitos, apoiar o cidadão emigrante no regresso e reinserção no país, ajudando na resolução de problemas e prestar um serviço eficiente, atencioso e personalizado. É um serviço que se dirige a toda a comunidade emigrante, desde pré-reformado(a), reformado(a), inválido(a), viúvo(a), filhos órfãos, jovens que concorrem ao Ensino Superior e indivíduos com ambições empresariais. O Gabinete de Apoio ao Emigrante trata de questões relacionadas com a segurança social (acidentes de trabalho, pensão de velhice, pensão de viuvez, prestações de doença, prestações familiares, prestações de invalidez, prestações de maternidade, prestações de sobrevivência, subsidio de desemprego, subsidio por morte), vistos de entrada e saída de Portugal, declarações para troca de cartas de condução, declarações para passaporte, declarações para ingresso no ensino superior, declarações para efeitos bancários, franquias aduaneiras, habilitação literária: equivalência e/ou reconhecimento, legislação de veículos automóveis e isenção do imposto automóvel, poupança emigrante, nacionalidade, entre outras questões Rendimentos/Pensões Os idosos são um dos grupos mais vulneráveis à pobreza e exclusão social, e por isso vivem em condições precárias e com rendimentos muito reduzidos. No ano de 2008 existiam no concelho 5746 pensionistas. 68

69 Figura 18: Número de pensionistas por tipo de pensão Tendo como referência a figura 18 verifica-se que ocorreu um decréscimo de pensionistas entre 2007 e Grande parte das pensões são atribuídas por velhice e as pensões por invalidez são as menos significativas. O concelho de Celorico de Basto, não é uma excepção ao cenário nacional e à crise que se vive, portanto, muitas famílias viram os seus rendimentos ficarem reduzidos e por isso, procuram ajuda nas diversas instituições sociais que o concelho disponibiliza. No ano de 2008, o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção era de Figura 19: Beneficiários do rendimento social de inserção por idade Fonte: Ine 2008 Tendo em conta o gráfico atrás, verifica-se que são os mais jovens que mais contribuem para o número de processos de rendimento social de inserção, nomeadamente os indivíduos com idade inferior ou igual a 25 anos, logo seguidos pelo grupo etário anos, o que revela alguma preocupação, pois trata-se de uma população activa. Os 69

70 beneficiários com idade superior a 55 anos, embora em menor número, constituem também um número significativo. Figura 20: Distribuição dos beneficiários de RSI por sexo Ano: 2008 No que diz respeito à distribuição dos beneficiários por sexo, verifica-se que as mulheres estão em maior representação, o que pode ser resultado dos elevados números de desemprego e do sector feminino ser o mais afectado Deficiência Deficiência diz respeito à perda de uma substância psicológica ou alteração de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica (Neves). A deficiência é uma área de intervenção muito complexa e de difícil abordagem. De acordo com os dados dos censos de 2001, o concelho registava cerca de 1063 pessoas com deficiência. Quadro 34: População residente deficiente, segundo o tipo de deficiência e sexo, por grau de incapacidade atribuído Outra Grau Total Auditiva Visual Motora Mental Paralisia deficiência HM H HM H HM H HM H HM H HM H HM H Sem grau

71 atribuído Inferior a 30% De 30 a 59% De 60 a 80% Superior a 80% Fonte: Censos 2001 Através do quadro 34, verifica-se que 622 indivíduos com deficiência não tinham grau de incapacidade atribuído. Na deficiência auditiva, o maior número de casos situa-se no grau de 60% a 80% de incapacidade; na deficiência visual é no grau de 30% a 59% de incapacidade que se assiste a maior número de casos; relativamente à deficiência motora, mental e paralisia, o maior número de casos situam-se no grau superior a 80% de incapacidade; no que se refere a outras deficiências, é no grau de 30% a 59% que se regista maior número de casos Situações de Risco Neste domínio vamos incluir as situações de dependência alcoólica e consumo de substâncias ilícitas (drogas). Em 2001 existiam 17 indivíduos (maioritariamente do sexo masculino e da faixa etária 25/35 anos) inscritos em unidades de atendimento a toxicodependentes. Quadro 35: População inscrita no gabinete de alcoologia Outras consultas de Nº Sexo Estado civil Inicio de Consumo Escolaridade alcoologia Cas. Entre os Até /União de Div. Até aos 13 e os Depois ao 5º e 7º e M F Sol. Facto /Sep 12 anos 18 dos 18 4ºano 6ºano 9ºano

72 3. Problemáticas específicas Grupo 1.Educação/Formação/Emprego - Baixos níveis de instrução da população - Baixos níveis de literacia - Abandono e insucesso escolar - Insuficiente acompanhamento da família no percurso escolar dos filhos - Insuficientes recursos para acompanhar alunos com necessidades especiais - Baixa formação profissional - Persistência do desemprego - Dificuldades de inserção profissional de alguns sectores da população - Emprego precário - Enorme dependência de subsídios e apoios - Falta de iniciativa e hábitos de trabalho Grupo 2. Habitação - Habitações degradadas - Más condições de habitabilidade - Parque habitacional degradado Grupo 3. Saúde - Lacunas na cobertura dos serviços e cuidados de saúde - Existência de situações de toxicodependência - Insuficiência de respostas sociais para pessoas com doenças crónicas - Existência de situações de alcoolismo Grupo 4. Grupos vulneráveis /Equipamentos e Respostas Sociais - Existência de pessoas idosas isoladas - Aumento das situações de dependência física - Insuficiente protecção social de crianças, jovens, idosos e pessoas portadoras de deficiência - Pessoas vítimas de violência doméstica - Insuficiente retaguarda familiar de apoio aos idosos - Pobreza 72

73 - Assimetrias na distribuição dos equipamentos pelas freguesias - Desadequação de alguns espaços físicos de alguns equipamentos aos idosos - Insuficientes respostas sociais para pessoas com deficiência - Ausência/Insuficiência de centros de convívio - Assimetrias na distribuição dos equipamentos pelas freguesias 73

74 4.Análise SWOT Grupo 1. Educação/Formação/ (des) emprego Pontos Fortes Pontos fracos - Agrupamento de escolas (com cursos - Baixos níveis de instrução da população profissionais de nível 3) - Baixos níveis de literacia - Centro de Formação de Basto (RVCC, - Persistência do abandono precoce do CEF e EFA) sistema de ensino e do insucesso escolar - Escola Profissional de Fermil de Basto - Insuficientes recursos para acompanhar - Centros escolares alunos com necessidades especiais - Núcleo de educação especial - Insuficiente apoio psico-pedagógico - Serviço de psicologia e orientação - Baixa formação profissional - Associação Empresarial de Basto - Persistência do desemprego - Centro de Emprego de Basto - Pouca oferta de emprego - Gabinete de Inserção Profissional - Deficitária de divulgação da oferta profissional. Oportunidades - Programa de alargamento da rede escolar -Valorização do ensino profissionalizante, como via alternativa a privilegiar pelo poder central - A existência de CNO s Ameaças -Desvalorização do ensino profissionalizante -Fragilidades em termos de empregabilidade 74

75 Grupo 2. Habitação Pontos fortes Pontos fracos - Câmara Amiga (Oficina móvel) - Habitações precárias e isoladas - Más condições de habitabilidade - Parque habitacional degradado Oportunidades - Programa SOLARH Ameaças - Dificuldades económicas das famílias - Diagnóstico sobre as necessidades -Envelhecimento das habitações sem habitacionais do Concelho - Incentivar os construtores civis a preocupações de manutenção periódica - Baixas reformas e baixos salários construírem habitações a custos controlados para dinamizar o mercado de arrendamento apoiado pela Câmara Municipal 75

76 Grupo 3. Saúde Pontos fortes - Centro de saúde com 4 extensões (prevenção e acompanhamento) - Unidade Móvel de Saúde - Gabinete de alcoologia - Unidade de Convalescença Oportunidades - Acções de educação para a saúde -Criação de um Plano Municipal de Saúde Oral - Formação a cuidadores informais na área da doença de Alzheimer - RNCCI Pontos fracos -Lacunas na cobertura dos serviços e cuidados de saúde -Existência de situações de toxicodependência -Insuficiência de respostas sociais para pessoas com doenças crónicas - Existência de situações de alcoolismo -Insuficientes respostas de cuidados continuados Ameaças -Envelhecimento e isolamento da população - Pouco conhecimento sobre doenças crónicas e atitudes preventivas - Consumo de drogas na adolescência - Comportamentos de risco associados ao alcoolismo 76

77 Grupo 4. Grupos vulneráveis/equipamentos e respostas sociais Pontos Fortes - IPSS (SAD e lar de idosos) - Serviço de acção social CMCBT - Centro Acolhimento temporário para crianças - CPCJ - Banco Local de Voluntariado (Banco Alimentar) - RSI (equipa do Centro Social de Gagos, Associação Solidariedade de Basto e Câmara Amiga) - Remodelação de alguns equipamentos sociais - Celorico a Mexer - Centro Comunitário Oportunidades - PARES - POPH - Projecto EQUAL - Dinamização da rede de voluntariado Pontos Fracos - População idosa em situação de dependência e sem apoio - Aumento das situações de dependência física - Insuficiente protecção social de crianças, jovens, idosos e pessoas portadoras de deficiência -Pessoas vítimas de violência doméstica - Pobreza - Assimetrias na distribuição dos equipamentos pelas freguesias; - Desadequação de alguns espaços físicos de alguns equipamentos aos idosos - Insuficiente divulgação e participação dos cidadãos em acções de voluntariado - Insuficientes respostas sociais para pessoas com deficiência - Ausência/Insuficientes respostas ao nível da saúde mental - Insuficientes centros de convívio Ameaças - As novas realidades familiares exigem novos tipos de resposta - Aumento da esperança média de vida - Aumento do índice de dependência - Aumento da procura de serviços de apoio à terceira idade - Sustentabilidade das respostas sociais 77

78 Considerações Finais Como já foi referido anteriormente, pretende-se com o diagnóstico social traçar prioridades e definir estratégias de intervenção social. As problemáticas identificadas neste diagnóstico devem ser encaradas como desafios, sobre os quais todas as entidades e actores sociais do concelho se devem debruçar. Para tal, é necessária a partilha de recursos, planeamento/complementação de projectos comuns, pois se assim não for, o trabalho em parceria poderá estar comprometido. Assim, é importante a criação de um sistema de informação de recursos disponíveis, onde se divulguem medidas, programas aos quais as equipas locais poderão aceder com maior facilidade. Face às novas problemáticas que vão surgindo no concelho, é necessário que os técnicos inovem as suas práticas, processos de trabalho e as formas de intervenção, tornando-a mais eficaz. É também importante que as entidades parceiras não trabalhem de costas voltadas, pois o trabalho em parceria pode conseguir uma maior eficácia, concretização de economias de escala, maior capacidade de inovação e aprendizagem, capacidade de solucionar problemas fora do alcance de organizações singulares (Nogueira). Isto é, a parceria traz consigo uma maior eficácia organizacional (reforço das redes de parceria locais) e uma melhoria da agilização das respostas sociais (forma de integrar melhor as respostas/serviços surgidos). Para finalizar é necessário que todas as estratégias de intervenção sejam abraçadas por todos, para que se possa alcançar uma situação favorável no concelho. 78

79 5. Objectivos/Acções Dinâmicas Demográficas e Familiares Objectivos - Evitar a institucionalização das pessoas idosas, diversificando as respostas sociais a elas dirigidas; - Qualificar a intervenção das instituições de apoio às pessoas idosas; - Criar medidas de recuperação do parque habitacional ocupado por pessoas idosas; - Aumentar a capacidade de apoiar as medidas com base em diagnóstico actualizado e participado sobre o envelhecimento. Acções - Programa de formação contínua dos recursos humanos e do pessoal dirigente das instituições de apoio às pessoas idosas; - Realização de Simpósios sobre as dinâmicas do envelhecimento e da área social em geral; - Acções lúdicas e formativas de carácter intergeracional; - Implementação do serviço de tele-assistência. Emprego Objectivos - Promover mecanismos de articulação entre agentes de educação, formação e emprego; Acções - Dinamização de acções de informação e divulgação de recursos na área da formação profissional e emprego; - Criação de plataformas de parceria entre agentes de inserção, de formação e emprego; - Fundo de desenvolvimento empresarial Celorico Mais e Melhores Empresas ; - Dinamização dos Serviços de Apoio Domiciliário ; - Acções de formação em contexto real de trabalho; - Acções de recrutamento de Famílias de acolhimento ou de Apadrinhamento Civil ; - Atribuição de um prémio anual Integrar, para entidades que empreguem pessoas portadoras de deficiência; - Micro-crédito para criação do auto-emprego. 79

80 Educação Objectivos - Promover o sucesso escolar de todos - Aumentar a taxa de participação da população activa em cursos de educação e formação; - Aumentar a taxa de participação da população não activa em cursos de educação e formação; - Corrigir as desvantagens na educação e formação/qualificação; - Reduzir a saída escolar precoce das pessoas e reduzir para metade o insucesso escolar; - Garantir que 100% das crianças dos 3 aos 5 anos frequentem o ensino pré-escolar; - Alargar o horário de funcionamento de todos os equipamentos pré-escolares e das escolas de 1º ciclo; - Reforçar o acesso à educação com vista à promoção da igualdade de oportunidades; - Qualificar o maior número de adultos em idade activa. Acções -Apoio pedagógico acrescido -Apoio psicológico -Actividades de enriquecimento curricular -Currículos alternativos - Ensino especial - Cursos de alfabetização; - Cursos de informática; - Acções de acompanhamento e apoio psicológico para o sucesso escolar; - Sessões sobre métodos de estudo; - Salas de estudo, fora do espaço escola; - Visitas de carácter inter-activo (Sea life, lares, Celorico a mexer); - Actividades lúdico-pedagógicas e desportivas; - Criação de Mediateca; - Criação de Videoteca; - Implementação do projecto de sensibilização à leitura em contexto de sala de aula; - Implementação do projecto A Hora do Conto - Implementação do projecto O Jornal Intergeracional (histórias reais ou não, poemas, ditados populares, receitas, jogos). 80

81 Saúde Objectivos - Prevenir comportamentos de risco face à saúde promovendo hábitos de vida saudáveis; - Diminuir a taxa de utilização do Centro de Saúde para efeitos de pedido de prescrição terapêutica médica prolongada; - Diminuir o número de cidadãos inscritos no Centro de Saúde sem médico de família; - Melhorar os níveis de saúde oral da população infantil; - Melhorar os níveis de saúde oral da população idosa; - Implementar uma Rede de Cuidados Continuados; - Controlo na prevalência de Alzheimer. Acções - Criação de uma Unidade de Internamento de Curta Duração; - Criação de uma Unidade de Internamento de Longa Duração; - Criação de um Plano Municipal de Saúde Oral; - Formação a cuidadores informais na área da doença de Alzheimer. Habitação Objectivos - Promover a melhoria do acesso e as condições de habitação das famílias; - Aumentar o conhecimento sobre os problemas relacionados com a habitação; - Consolidar o atendimento social junto das famílias com carências a nível habitacional; - Criar novas respostas, nomeadamente incentivos ao arrendamento habitacional em especial dirigidos à população idosa. Acções - Diagnóstico sobre as necessidades habitacionais do Concelho; - Incentivar os construtores civis a construírem habitações a custos controlados para dinamizar o mercado de arrendamento apoiado pela Câmara Municipal. 81

82 Equipamentos e Respostas Sociais Objectivos - Aumentar a capacidade de instalação das creches; - Aumentar os lugares na rede de equipamentos e serviços; - Requalificar fisicamente os equipamentos sociais; -Aumentar a participação da sociedade no apoio a pessoas com problemas de dependência física e isolamento social; - Alargar a experiência de Atendimento Integrado a todo o Concelho; - Aumentar a capacidade de acompanhamento dos processos de Rendimento Social e Inserção; - Aumentar a capacidade de resposta aos idosos que podem beneficiar do Complemento Social para Idosos; - Aumentar a capacidade de reflexão de técnicos e dirigentes relativamente às populações às quais se dirigem e respectivos problemas. Acções - Criação de um lar residencial para 12 utentes, em Celorico de Basto; - Criação de uma residência autónoma para 5 utentes em Celorico de Basto; - Criação de um Centro de Actividades Ocupacionais (CAO), com capacidade para 30 utentes; - Criação de um Lar de idosos em Codessoso com capacidade para 20 utentes e com serviço de apoio domiciliário com capacidade para 30 utentes; - Criação de um Centro de dia em Canedo de Basto com capacidade para 20 utentes; - Criação de um Centro de noite em Canedo de Basto com capacidade para 14 utentes; - Criação de um Centro de dia em Carvalho com capacidade para 30 utentes; - Criação de um Centro de noite em Carvalho com capacidade para 20 utentes; - Criação de um Serviço de Apoio Domiciliário em Canedo de Basto com capacidade para 30 utentes; - Ampliação e remodelação do Lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Arnoia com capacidade para 59 utentes; - Construção de um Complexo Polivalente para Idosos; - Dinamização da rede de voluntariado; - Aumentar o número de pessoas que usufruam dos serviços da Câmara Amiga ; - Realização de Simpósios sobre o fenómeno do envelhecimento; 82

83 - Melhorar a acessibilidade aos edifícios públicos, às pessoas portadoras de deficiência; - Dinamização de actividades lúdicas Situações de risco Objectivos - Desenvolver competências pessoais e sociais; - Desenvolver competências parentais; - Desenvolver competências familiares; - Promover a ocupação de tempos livres e hábitos de vida saudáveis; - Aumentar os conhecimentos da comunidade educativa, dos agentes locais e da população geral, no âmbito da problemática do alcoolismo; - Aumentar os conhecimentos da comunidade educativa e dos agentes locais, no âmbito da problemática das drogas ilícitas; Acções - Desenvolver acções de formação parental; - Desenvolver acções de desenvolvimento de competências pessoais e sociais; - Desenvolver acções de sensibilização e formação no âmbito do alcoolismo; - Desenvolver acções de sensibilização e formação no âmbito das drogas ilícitas; - Informatização dos processos da CPCJ; - Criação de um espaço de apoio à vítima de violência doméstica; Formação Profissional Objectivos - Certificar escolar e profissionalmente pessoas ao nível do 1º, 2º e 3º ciclo de escolaridade e sem qualquer tipo de qualificação profissional; - Aumentar a taxa de participação dos jovens em cursos técnicos e profissionais de nível secundário; - Aumentar a certificação escolar de adultos. Acções - Dinamização dos cursos Novas Oportunidades - Cursos de Educação de Adultos (EFA) - Criação da Comissão para a Qualificação 83

84 Plano de Desenvolvimento Social Plano de acção O Plano de Desenvolvimento Social é um plano estratégico que se estrutura a partir dos objectivos do PNAI e que determina eixos, estratégias e objectivos de intervenção, baseado nas prioridades definidas no Diagnóstico Social. O representante da segurança social na comissão mista de coordenação do plano municipal de ordenamento do território, prevista no n.º 2 do artigo 75. O Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro assegura que o Plano de Desenvolvimento Social é ponderado na elaboração do plano director municipal respectivo. O PDS tem carácter obrigatório, tendo uma duração sincronizada com o calendário da Estratégia Europeia. O PDS integra as prioridades definidas a nível nacional e regional, nomeadamente as acções e medidas dos planos estratégicos sectoriais. O PDS integra ainda a dimensão de género, através de eixos e medidas que promovam a igualdade entre homens e mulheres. O PDS surge como um documento de referência/enquadramento das intervenções para a promoção do desenvolvimento social e insere-se num processo de planeamento estratégico, procurando dar resposta às exigências societais e exige: - planear de forma integrada, perspectiva multidimensional dos problemas; - planear os objectivos a alcançar e as formas de os alcançar, assegurando a participação de todos os agentes locais implicados/afectados; - planear tendo em conta as oportunidades e as ameaças que se colocam no processo de implementação do plano; Em suma, o Plano de Desenvolvimento Social é um instrumento de definição conjunta e negociada de objectivos e estratégias concelhias, operacionalizado através de um Plano de Acção onde são contemplados os projectos integrados e as acções prioritárias para promoção do desenvolvimento social local. A concretização destes objectivos irá contribuir para as metas nacionais. O Plano de Desenvolvimento Social pode ser alterado em algumas das suas vertentes, desde que seja proposto à Rede Social e aceite por unanimidade. 84

85 Objectivos políticos prioritários do PNAI : Combater a pobreza das crianças e dos idosos, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania; Corrigir as desvantagens na educação, formação e qualificação; Ultrapassar as descriminações, reforçando a integração das pessoas com deficiência e dos imigrantes. Habitação Documento de Planeamento Meta Medida Politica. Apoiar o arrendamento de Porta 65 agregados jovens correspondente a uma percentagem do valor da renda de PNAI Agregados/Ano Apoiar soluções PROHABITA habitacionais para famílias com carências habitacionais. (1 500/fogos/famílias/ano.) Idosos Documento de Planeamento Meta Medida Politica.Abranger todos os idosos Complemento com idade igual ou para idosos superior a 65 anos, cujos rendimentos são inferiores a 4800 /ano.criar através do Programa PNAI de Equipamentos Sociais 1378 vagas em equipamentos para pessoas idosas, até 2010 (3220 Solidário 85

86 vagas até 2015) Reforço dos equipamentos.concluir através do para idosos, POPH, Programa PARES PARES vagas em Lares para idosos, Serviços de Apoio Domiciliário e Centros de Dia.Unidade de Rede nacional de cuidados Convalescença continuados integrados.unidade de média e longa duração. Unidade de cuidados paliativos. Unidades de dia e promoção da autonomia. Melhorar as condições Programa de conforto básicas de habitabilidade e habitacional para idosos acessibilidade dos idosos PCHI através de um programa de obras de adaptação, em parceria com as autarquias Crianças e Jovens Documento de Planeamento Meta Medida política. Atingir 100% da Rede de equipamentos préescolar cobertura para as crianças com 5 anos. Implementar um gabinete Gabinetes de apoio ao de apoio ao aluno em cada aluno sede do agrupamento PNAI Garantir a igualdade de Actividades de oportunidades no acesso a enriquecimento curricular actividades de enriquecimento curricular 86

87 .Assegurar o cumprimento Percursos curriculares da escolaridade obrigatória alternativos de todos os alunos até aos 15 anos de idade.promover a diversificação Dinamização da oferta de de vias de qualificação cursos de educação e formação Deficiência Documento de Planeamento Meta Medida política.aumentar o número de Reforço dos equipamentos vagas para pessoas com para pessoas com deficiência deficiência PNAI Formar técnicos e docentes Formação em educação para aplicação da CIF especial.criar 1000 lugares em Lançamento de unidades de resposta de cuidados cuidados continuados de continuados na área da saúde mental saúde mental Após elaboração/actualização do Diagnóstico Social e traçados os objectivos, é necessário desenvolver o quadro estratégico de intervenção do desenvolvimento social do concelho, corporizado no Plano de Desenvolvimento Social. Importa clarificar que o PDS operacionaliza-se através de Planos de Acção anuais. O Plano de Acção é elaborado a partir da relação entre os objectivos, os meios e as estratégias de implementação da Rede Social. É importante que o Plano de Acção não descreva somente as actividades a realizar, mas que demonstre a priorização das actividades e das acções, de acordo com as necessidades e expectativas expressas no local, bem como dos recursos existentes no concelho. O Plano de Acção do concelho de Celorico de Basto assenta em dois eixos estratégicos: -Eixo 1: Cidadania, Participação e Inclusão Social -Eixo 2: Escolarização, Formação e Emprego 87

88 Eixo 1: Cidadania, Participação e Inclusão Social Objectivo estratégico 1: Promover o envelhecimento activo com qualidade e prevenir e apoiar a dependência Acções População Alvo Entidade Parcerias Calendarização Responsável Abertura de um População idosa e Centro Social de Autarquia centro de dia em dependente do Canedo de Basto Canedo de Basto concelho Segurança Social Associação Abertura de um Estrela centro de dia em D Amizade Carvalho Abertura da valência SAD em Canedo de Basto Abertura de um centro de noite em Canedo de Basto Abertura de um centro de noite em Carvalho Abertura de lar idosos em Codessoso Ampliação e remodelação do lar de idosos da Santa Casa de Misericórdia de Arnoia Centro Social Sto.André de Codessoso Santa Casa de Misericórdia de S.Bento de Arnoia 88

89 Rede de Cuidados Continuados de Longa Duração Abranger todos os idosos pela medida CSI Segurança Social Autarquia Segurança Social Objectivo estratégico 2: Apoiar a conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar Acções População Entidade Parcerias Calendarização Alvo Responsável Alargar o Crianças Agrupamento Agrupamento funcionamento do pré-escolar e do 1ºciclo de escolas Autarquia de escolas Autarquia Aumentar a taxa de IPSS s IPSS s cobertura das creches de Santa Casa da Santa Casa da forma a Misericórdia Misericórdia permitir o alargamento do seu funcionamento 89

90 Objectivo estratégico 3: Apoiar as famílias que vivem em habitações vulneráveis Acções População Entidade Parcerias Calendarização Alvo Responsável Diagnóstico População Autarquia ISS, IP sobre as carenciada do Autarquia necessidades concelho habitacionais do concelho Elaborar Autarquia ISS, IP candidaturas Autarquia para apoio financeiro para recuperação das habitações (SOLARH) Recuperar População Autarquia ISS, IP habitações das carenciada do Autarquia famílias concelho carenciadas Realização de Idosos Autarquia ISS, IP pequenas obras Autarquia de beneficiação para idosos 90

91 Objectivo estratégico 4 : Promover hábitos de vida saudáveis Acções População Entidade Parcerias Calendarização Alvo Responsável Desenvolver Crianças e Centro de Autarquia acções de idosos Saúde sensibilização Unidade Móvel para a de Saúde promoção da saúde Realizar o maior número possível de rastreios Comemoração do Dia Mundial da Diabetes Dinamizar a Unidade Móvel de Saúde para rastreios nas freguesias Implementar programa Saúde e Termalismo Sénior Centro Saúde Centro População do Saúde concelho Centro Saúde População Centro de Idosa Saúde de Autarquia Unidade Móvel de Saúde de Autarquia de Autarquia Unidade Móvel de Saúde Unidade Móvel de Saúde 91

92 Objectivo Estratégico 5: Promover a inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacitadas Acções População Entidade Parcerias Calendarização Alvo Responsável Criação de Pessoas Associação de ISS, IP Centro de portadoras de Solidariedade Autarquia actividades deficiência de Basto ocupacionais Criação de um lar residencial Criação de uma residência autónoma Adaptar as estruturas, edifícios, transportes que possibilitem a igualdade de acesso ao espaço fisico 92

93 Objectivo estratégico 6: Diminuir a taxa de alcoolismo no concelho Acções População Alvo Entidade responsável Parcerias Projecto de População do Centro de Saúde Autarquia prevenção primária concelho CRI de tabagismo, uso de álcool e drogas Divulgação de programas existentes a nível de alcoologia no centro de saúde Criar novas Pessoas com respostas neste problemas de âmbito alcoolismo Calendarização Objectivo estratégico 7:Diminuir o número de processos activos na CPCJ Acções População Alvo Entidade Parcerias Calendarização Responsável Desenvolver Pais com Autarquia acções de processo na CPCJ Segurança formação parental CPCJ Social IPSS Informatização CPCJ Autarquia dos processos da CPCJ Criação de um Agressores e Autarquia Autarquia espaço de apoio vítimas de Segurança à vítima de violência Social violência doméstica doméstica IPSS GNR Ministério Público 93

94 Eixo 2. Escolarização, Formação e Emprego Objectivo estratégico 1. Elevar os níveis de escolarização da população celoricense Acções População Entidade Parcerias Calendarização Alvo responsável Garantir a População do Agrupamento Comissão para continuidade de Concelho de escolas a Qualificação percursos escolares alternativos Escola Cursos CEF EFA e Profissional de Fermil Desenvolvimento de RVCC de nível Centro de básico e Formação de secundário Basto Associação Comercial 94

95 Objectivo estratégico 2. Elevar os níveis de literacia Acções População Alvo Entidade Responsável Implementação População do Agrupamento do projecto A Concelho de escolas de hora do Conto CBT Parcerias Calendarização Implementação do projecto O jornal intergeracional Biblioteca Municipal Câmara Amiga (Celorico a Mexer) Autarquia Agrupamento de escolas de CBT Biblioteca Municipal Autarquia Feira do Livro Implementação do projecto de sensibilização à leitura em contexto de sala de aula Crianças Jovens e 95

96 Objectivo estratégico 3: Reduzir o abandono e insucesso escolar Acções População Alvo Entidade Responsável Parcerias Criar hábitos e Crianças e Agrupamento Autarquia métodos de estudo jovens de escolas Envolver os pais e Pais e CPCJ encarregados de encarregados educação no de educação processo de ensino/aprendizagem Apoio pedagógico Agrupamento acrescido de escolas Crianças e Apoio psicológico Jovens Escola Actividades de Profissional de enriquecimento Fermil curricular Currículos Jovens Centro de Alternativos/ Formação QB Formações alternativas Centro de Ensino Especial Crianças e Formação de jovens com Vila Real capacidades limitadas Associação Gabinete de apoio ao Crianças e Comercial aluno Jovens Calendarização

97 Objectivo estratégico 4. Promover a Inserção Profissional Acções População Alvo Entidade Responsável Parcerias Criar base de Desempregados IEFP- Centro IEFP dados com oferta e procura de emprego Encaminhar para diferentes ofertas formativas Micro-crédito para criação de auto-emprego Criação de plataformas de Jovens e Centro desempregados Emprego Basto Desempregados Autarquia IPSS População do.centro concelho Emprego parceria entre Basto agentes de inserção, formação e Centro Formação emprego para Basto concretização de estágios em contexto real de trabalho Fundo de População do Qualidade desenvolvimento concelho Basto empresarial Celorico Mais e Melhores Empresas de Emprego de Basto GIP GIP Autarquia de de Segurança Social de de de de de Calendarização

98 PLANO DE ACÇÃO 2011 ACTIVIDADES Actividade 1 Descrição da actividade III Simpósio Social: Ano Internacional Voluntariado Pretende-se sensibilizar a comunidade para as questões de voluntariado. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 2 Descrição da actividade Câmara Municipal de Celorico de Basto, CLAS, BLV Feira das Profissões Pretende-se proporcionar ao público-alvo um contacto directo com profissões de diferentes áreas e cursos orientados para a vida activa, promovendo-se assim conhecimento mais próximo do mundo profissional. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 3 Descrição da actividade Câmara Municipal de Celorico de Basto, CLAS, GIP Elaboração da análise SWOT Pretende-se com esta análise priorizar intervenções e optimizar as que existem e os seus recursos. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 4 Descrição da actividade Núcleo Executivo, CLAS, CSIF Identificar problemas no concelho e delinear prioridades de intervenção. Identificação de problemáticas e prioridades de intervenção. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Núcleo Executivo, CLAS, CSIF 98

99 Actividade 5 Descrição da actividade Dinamização das Comissões Sociais Inter Freguesias (CSIF) Trabalhar as questões problema e as prioridades concelhias. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 6 Descrição da actividade Núcleo Executivo, CLAS, CSIF Recolha de angariação de bens alimentares Pretende-se angariar bens alimentares em todas as estruturas comerciais do concelho. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 7 Descrição da actividade BLV e outras instituições. Sessões de Formação Parental - CPCJ Trabalho com grupos de pais/cuidadores com objectivo de melhorar a relação pais/filhos. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 8 Descrição da actividade CPCJ, BLV, IPSS, Câmara Municipal Criação e dinamização do Gabinete de Apoio à Vitima de Violência Doméstica Proporcionar informação e atendimento às vítimas de violência doméstica sobre a temática e posterior encaminhamento e acompanhamento das mesmas. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Agos Set Out Nov Dez Parcerias Núcleo Executivo, CLAS, CIG, GNR, ISS, Ministério Público, Centro Saúde 99

100 Actividade 9 Descrição da actividade Reunião de CLAS Ordem de trabalhos estabelecida. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Agos Set Out Nov Dez Parcerias Actividade 10 Descrição da actividade CLAS, Núcleo Executivo Reunião Núcleo Executivo Ordem de trabalhos estabelecida. Cronograma Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Parcerias CLAS, Núcleo Executivo 100

101 ANEXOS 101

102 Enquadramento legal e programático A elaboração das Cartas Sociais é da responsabilidade das Câmaras Municipais, tal como estipula a Lei nº 159/99 de 14 de Setembro, no seu artº 13º e artº 23º que define as áreas de intervenção e cooperação, a partilha de responsabilidades com as entidades locais, nomeadamente, através da constituição de conselhos locais para fazer face a estas novas tarefas. A Câmara Municipal de Celorico de Basto entendeu esta responsabilidade como uma oportunidade para dotar o concelho de um instrumento de planeamento fundamental para proceder, em articulação com os demais parceiros, ao reordenamento da rede educativa municipal, cujo processo considera fundamental para a garantia de um sistema de apoio social de qualidade. A Carta Social não deve ser entendida como um documento em que se registam os equipamentos sociais existentes e os que faltam construir, não tendo por base uma configuração legal estabelecida, nem uma cooperação efectiva dos parceiros para uma concertação neste âmbito do desenvolvimento social. As instituições sociais têm hoje um papel na sociedade que não se restringe ao conceito de instituição de apoio social tradicional, tendendo a ocupar um lugar central no sistema social e um papel preponderante na formação dos jovens para a cidadania, e no seu papel central que é a promoção da integração social no combate á pobreza e exclusão social dos grupos mais desfavorecidos da população. Num âmbito mais alargado de análise e como enquadramento legislativo genérico, foi consultada a seguinte legislação: Resolução do Conselho de Ministros n.º 197/97 de 18 de Novembro, impulsionou um trabalho de parceria alargada incidindo na planificação estratégica da intervenção social local, visando contribuir para a erradicação da pobreza e da exclusão social e a promoção do desenvolvimento social ao nível local. Decreto - Lei nº 115/2006, de 14 de Junho, consagra os princípios, finalidades e objectivos da rede social, bem como a constituição, funcionamento e competência dos seus órgãos. Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI), estipula os objectivos comuns de 102

103 inclusão social, apresenta a estratégia nacional de inclusão através de prioridades de intervenção. Plano Nacional para a Acção Crescimento e Emprego (PNACE), estabelece os desafios estratégicos e grandes prioridades do Plano nacional de Emprego Plano Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT), Plano Tecnológico, Plano Nacional de Saúde Regulamento do PARES, Instrumentos de Desenvolvimento Territorial: Programa Nacional das Políticas de Ordenamento (PNOT), Nacional Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT), Regional Planos intermunicipais de Ordenamento do Território ( PIMOT), Municipal São planos de natureza estratégica, e estipulam as directrizes genéricas com relevância na organização do território. Instrumentos de Planeamento Territorial: Plano Municipal de Ordenamento do Território (PMOT): Plano Director Municipal (PDM) Planos de Urbanização (PU) Planos de Pormenor (PP) São planos de Âmbito municipal, de natureza regulamentar, integram directrizes dos instrumentos dos âmbitos nacional e regional. 103

104 Regulamento do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos e Sociais (PARES), define as condições de acesso e de candidatura ao Programa PARES bem como os termos de financiamento. Documentos aprovados em Conselho Local de Acção Social de Celorico de Basto. Diagnóstico Social , apresenta o diagnóstico de concelho de Celorico de Basto, não só na sua componente estatística como também na diagnóstico participado na identificação de problemas e recursos. Plano de Desenvolvimento Social , apresenta o Plano de Desenvolvimento Social de concelho de Celorico de Basto, onde estipula as grandes linhas de intervenção estratégica de âmbito social para o concelho. Carta Social _ Diagnóstico Social e Plano de Acção

105 LEGISLAÇÃO Decreto-Lei n.o 115/2006 de 14 de Junho A rede social criada na sequência da Resolução do Conselho de Ministros n.º 197/97, de 18 de Novembro, impulsionou um trabalho de parceria alargada incidindo na planificação estratégica da intervenção social local, abarcando actores sociais de diferentes naturezas e áreas de intervenção, visando contribuir para a erradicação da pobreza e da exclusão social e para a promoção do desenvolvimento social ao nível local. Este trabalho de parceria tem vindo a ser alvo de uma enriquecedora actualização também na perspectiva da promoção da igualdade de género. Por diferentes razões, a pobreza e a exclusão social atingem em particular grupos de população mais vulneráveis, destacando-se as pessoas idosas, as pessoas com deficiências e os imigrantes, havendo necessidade de ter em especial atenção as estratégias de intervenção para estes grupos alvo. Para fazer face a estes fenómenos e problemas que atingem transversalmente a sociedade portuguesa, é fundamental que no planeamento social de carácter local, assim como na rentabilização dos recursos concelhios, estejam sempre presentes as medidas e acções definidas nos diferentes documentos de planeamento, tais como o Plano Nacional para a Acção, Crescimento e Emprego (PNACE), o Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI), o Plano Nacional de Emprego (PNE), o Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT), o Plano Tecnológico (PT), o Plano Nacional de Saúde (PNS), com especial enfoque na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, o Plano para a Acção e Integração para Pessoas com Deficiência e Incapacidades (PAIPDI), o Plano Nacional para a Igualdade (PNI), o Plano Nacional de Combate à Violência Doméstica (PNCVD) e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. A rede social pretende constituir um novo tipo de parceria entre entidades públicas e privadas, actuando nos mesmos territórios, baseada na igualdade entre os parceiros, no respeito pelo conhecimento, pela identidade, potencialidades e valores intrínsecos de cada um, na partilha, na participação e na colaboração, com vista à consensualização de 105

106 objectivos, à concertação das acções desenvolvidas pelos diferentes agentes locais e à optimização dos recursos endógenos e exógenos ao território. É compromisso do XVII Governo Constitucional promover e reforçar o papel da rede social em todo o país, investindo na gestão local participada, assegurando que o planeamento e instalação de respostas e equipamentos sociais se fará progressivamente, tendo em conta a rentabilização dos recursos existentes e da verdadeira participação das entidades locais. Na sequência da Resolução do Conselho de Ministros n.º 197/97, de 18 de Novembro, foi desenvolvida a fase experimental desta medida de política social, integrando inicialmente 41 concelhos piloto. Actualmente a rede social está implementada em 275 concelhos em todo o território continental. É fundamental, para a afirmação e desenvolvimento da rede social ao nível nacional, para além de uma organização homogénea das estruturas de parceria, a integração de instrumentos e estruturas que reforcem o papel das redes sociais de base local nas decisões para a sua área territorial, nomeadamente a obrigatoriedade do pedido de parecer ao conselho local de acção social para projectos e equipamentos a desenvolver no concelho, a consideração dos diagnósticos sociais e dos planos de desenvolvimento social nos planos directores municipais, a construção de um sistema de informação que permita a recolha de indicadores de base local, de modo a alimentar uma base nacional que leve a um melhor conhecimento das realidades concelhias e da realidade nacional no âmbito da pobreza e da exclusão social, e dos seus reflexos nas desigualdades de género, a constituição de uma estrutura supra concelhia que permita um planeamento concertado para além das fronteiras concelhias. Por outro lado, considerando que o PNAI representa um compromisso do Estado Português com a União Europeia para promoção da inclusão na Europa, saliente-se ainda o papel que a rede social deve ter na concepção e concretização deste Plano, através da adopção dos objectivos do PNAI para os seus instrumentos de planeamento bem como a criação de um sistema de informação que permita uma recolha de informação a um nível de maior proximidade. A rede social é o instrumento por excelência de operacionalização do PNAI, apresentando-se como o fórum que congrega as diferentes parcerias e políticas sociais que visam a promoção do desenvolvimento social local. Procurando integrar as orientações da União Europeia, já adoptadas pelo PNAI, este decreto-lei é inovador ao introduzir a dimensão de género como factor determinante do 106

107 desenvolvimento local. Tendo em conta que a rede social desenvolve um processo de planeamento estratégico de base concelhia, é fundamental a articulação estreita com o PNI, que traduz a necessidade de pensar que a sociedade portuguesa é constituída por homens e mulheres, independentemente dos grupos sociais de pertença. A rede social está, efectivamente, implantada em todo o território continental, havendo uma necessidade real de criar um instrumento legislativo que, após cinco anos de funcionamento, venha permitir uma harmonização quer nos modelos de funcionamento quer nos processos de planeamento, que, sem prejuízo de outros, são peças fundamentais para uma melhor distribuição dos recursos no território nacional e, por outro lado, permitem perspectivar o futuro de cada território a médio prazo. A rede social assume-se como um modelo de organização e de trabalho em parceria que traz uma maior eficácia e eficiência nas respostas sociais e rapidez na resolução dos problemas concretos dos cidadãos e das famílias. A rede social estruturada ao nível local e organizada numa plataforma supra concelhia, reflectindo-se no PNAI, permitirá a Portugal dar um salto qualitativo na organização dos recursos e no planeamento das respostas e equipamentos sociais. Foram ouvidas a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Associação Nacional de Freguesias nos termos da lei. Assim: No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido no n.º 3 do artigo 23.o da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro, e no n.º 1 do artigo 25.o da Lei n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro, e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo decreta o seguinte: CAPÍTULO I Rede social Artigo 1.º Objecto O presente decreto-lei consagra os princípios, finalidades e objectivos da rede social, bem como a constituição, funcionamento e competência dos seus órgãos. Artigo 2.º Âmbito territorial 107

108 A rede social aplica-se ao território de Portugal continental. Artigo 3.º Conceito e objectivos 1 A rede social é uma plataforma de articulação de diferentes parceiros públicos e privados que tem por objectivos: a) Combater a pobreza e a exclusão social e promover a inclusão e coesão sociais; b) Promover o desenvolvimento social integrado; c) Promover um planeamento integrado e sistemático, potenciando sinergias, competências e recursos; d) Contribuir para a concretização, acompanhamento e avaliação dos objectivos do Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI); e) Integrar os objectivos da promoção da igualdade de género, constantes do Plano Nacional para a Igualdade (PNI), nos instrumentos de planeamento; f) Garantir uma maior eficácia e uma melhor cobertura e organização do conjunto de respostas e equipamentos sociais ao nível local; g) Criar canais regulares de comunicação e informação entre os parceiros e a população em geral. 2 A rede social assenta no trabalho de parceria alargada, efectiva e dinâmica e visa o planeamento estratégico da intervenção social local, que articula a intervenção dos diferentes agentes locais para o desenvolvimento social. Artigo 4.º Princípios de acção da rede social As acções desenvolvidas no âmbito da rede social, bem como o funcionamento de todos os seus órgãos, orientam-se pelos princípios da subsidiariedade, integração, articulação, participação, inovação e igualdade de género. Artigo 5.º Princípio da subsidiariedade No quadro do funcionamento da rede social, as decisões são tomadas ao nível mais próximo das populações e só depois de explorados todos os recursos e competências locais se apela a outros níveis sucessivos de encaminhamento e resolução de problemas. 108

109 Artigo 6.º Princípio da integração A intervenção social e o incremento de projectos locais de desenvolvimento integrado fazem-se através da congregação dos recursos da comunidade. Artigo 7.º Princípio da articulação Na implementação da rede social procede-se à articulação da acção dos diferentes agentes com actividade na área territorial respectiva, através do desenvolvimento do trabalho em parceria, da cooperação e da partilha de responsabilidades. Artigo 8.º Princípio da participação No quadro da rede social, a participação deve abranger os actores sociais e as populações, em particular as mais desfavorecidas, e estender-se a todas as acções desenvolvidas. Artigo 9.º Princípio da inovação Na implementação da rede social privilegia-se a mudança de atitudes e de culturas institucionais e a aquisição de novos saberes, inovando os processos de trabalho, as suas práticas e os modelos de intervenção em face das novas problemáticas e alterações sociais. Artigo 10.º Princípio da igualdade de género No quadro da rede social, o planeamento e a intervenção integram a dimensão de género quer nas medidas e acções quer na avaliação do impacte. 109

110 CAPÍTULO II Estrutura orgânica SECÇÃO I Órgãos da rede social Artigo 11.º Comissões sociais de freguesia e conselhos locais de acção social As medidas necessárias à prossecução dos objectivos e das acções de intervenção, no âmbito da rede social, são assumidas localmente pelos conselhos locais de acção social, adiante designados por CLAS, e pelas comissões sociais de freguesia, adiante designadas por CSF. Artigo 12.º Âmbito territorial das CSF 1 O âmbito territorial das CSF corresponde, em regra, ao das freguesias. 2 Mediante proposta das juntas de freguesia envolvidas, pode o CLAS constituir comissões sociais inter-freguesias, abrangendo freguesias do mesmo concelho. 3 As freguesias com número de habitantes inferior ou igual a 500 não estão obrigadas a constituir-se em CSF, devendo, contudo, constituir-se em comissões sociais interfreguesias. Artigo 13.º Âmbito territorial dos CLAS O âmbito territorial dos CLAS corresponde ao dos municípios. Artigo 14.º Dinamização e desenvolvimento da rede social 1 A dinamização, acompanhamento e avaliação da rede social no território continental compete ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. 2 Compete ainda ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em estreita colaboração com a coordenação do PNAI: 110

111 a) Garantir a articulação e a coordenação das medidas de política social e dos programas nacionais na área social, promovendo, nomeadamente, a articulação do PNAI com os planos de desenvolvimento social, adiante designados por PDS; b) Assegurar a articulação do PNI com os PDS; c) Assegurar a coordenação integrada da rede social e do rendimento social de inserção; d) Propor e delinear medidas de política social que promovam a inclusão social; e) Assegurar a consulta sobre as propostas de medidas de política social ao Conselho Económico e Social e ao Fórum não Governamental para a Inclusão; f) Definir periodicamente circuitos e metodologias de trabalho a utilizar na construção dos PDS e do PNAI que assegurem a articulação destes instrumentos de planeamento. 3 O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social articula com o responsável governamental para a igualdade de género as orientações estratégicas relativas à coordenação do PNI com o PNAI. SECÇÃO II Comissões sociais de freguesia Artigo 15.º Composição das CSF As CSF integram: a) O presidente da junta de freguesia; b) Os serviços públicos, nomeadamente os tutelados pelos membros do Governo nas áreas do emprego, segurança social, educação, saúde, justiça, administração interna, obras públicas e ambiente; c) Entidades sem fins lucrativos, tais como associações empresariais, associações sindicais, instituições particulares de solidariedade social ou equiparadas, organizações não governamentais, associações de desenvolvimento local, associações humanitárias, associações culturais e recreativas e outras instituições do sector cooperativo e social; d) Grupos comunitários organizados representativos de grupos da população; e) Quaisquer pessoas dispostas a contribuir de modo relevante para o desenvolvimento social local, nomeadamente através dos seus conhecimentos técnicos, intervenção comunitária ou amplitude económica. Artigo 16.º 111

112 Condições de adesão às CSF 1 A adesão das entidades referidas na alínea b) do n.º 1 do artigo anterior depende de as mesmas exercerem a sua actividade na respectiva área geográfica ou de o seu âmbito de intervenção ser relevante para o desenvolvimento social local. 2 A adesão das entidades e das pessoas referidas nas alíneas c), d) e e) do artigo anterior carece de aprovação pela maioria dos membros que compõem as CSF, mediante critérios de adesão estipulados no respectivo regulamento interno. 3 Só podem ser membros das CSF as entidades que tenham, previamente, aderido ao CLAS. Artigo 17.º Constituição das CSF 1 A constituição das CSF e a adesão de novos membros são deliberadas em sessão plenária, ficando registadas em acta assinada por todos os parceiros presentes. 2 A adesão dos membros da CSF é concretizada em formulário próprio, tendo cada entidade aderente de indicar o respectivo representante. Artigo 18.º Presidência das CSF 1 A CSF é presidida pelo presidente da junta de freguesia, que dinamiza e convoca o respectivo plenário. 2 Caso se verifique a impossibilidade da assunção da presidência pelo presidente da junta de freguesia, esta é assumida por um dos membros da CSF, eleito, de dois em dois anos, pela maioria das entidades que a compõem, tendo a junta de freguesia de indicar um representante para a CSF. 3 A CSF elege, de entre os seus membros, um elemento que substitua o presidente nos seus impedimentos. Artigo 19.º Formas de funcionamento das CSF 1 As CSF funcionam em plenário, composto pelos representantes de todos os seus membros. 2 Sempre que necessário para o bom exercício das suas competências, as CSF podem constituir um núcleo executivo e designar os grupos de trabalho tidos por adequados. 112

113 Artigo 20.º Competências das CSF Compete às CSF: a) Aprovar o seu regulamento interno; b) Sinalizar as situações mais graves de pobreza e exclusão social existentes na freguesia e definir propostas de actuação a partir dos seus recursos, mediante a participação de entidades representadas ou não na comissão; c) Encaminhar para o respectivo CLAS os problemas que excedam a capacidade dos recursos da freguesia, propondo as soluções que tiverem por adequadas; d) Promover mecanismos de rentabilização dos recursos existentes na freguesia; e) Promover a articulação progressiva da intervenção social dos agentes da freguesia; f) Promover acções de informação e outras iniciativas que visem uma melhor consciência colectiva dos problemas sociais; g) Recolher a informação relativa aos problemas identificados no local e promover a participação da população e agentes da freguesia para que se procurem, conjuntamente, soluções para os problemas; h) Dinamizar a adesão de novos membros. SECÇÃO III Conselhos locais de acção social Artigo 21.º Composição dos CLAS 1 Os CLAS integram: a) O presidente da câmara municipal ou o responsável máximo da entidade que preside; b) As entidades ou organismos do sector público, nomeadamente os tutelados pelos membros do Governo nas áreas do emprego, segurança social, educação, saúde, justiça, administração interna, obras públicas e ambiente; c) As instituições que desenvolvam respostas sociais, mediante a celebração de acordos de cooperação com organismos públicos, ou, nas situações em que o número de instituições, por área de intervenção, é igual ou superior a 10, podem as mesmas designar um representante, assegurando-se em todos os casos a participação no CLAS de cada sector de intervenção social; 113

114 d) Os presidentes das juntas de freguesia do respectivo concelho ou cinco representantes eleitos entre os presidentes de junta de freguesia por cada 30 freguesias; e) Os conselheiros locais para a igualdade de género, quando existam. 2 Os CLAS podem ainda integrar: a) Entidades sem fins lucrativos, tais como associações sindicais, associações empresariais, instituições particulares de solidariedade social ou equiparadas, organizações não governamentais, associações humanitárias, associações de desenvolvimento local, associações culturais e recreativas e outras instituições do sector cooperativo e social; b) Entidades com fins lucrativos e pessoas dispostas a contribuir de modo relevante para o desenvolvimento social local, nomeadamente através dos seus conhecimentos técnicos, intervenção comunitária ou contributos financeiros. 3 Devem também participar nos trabalhos dos CLAS, sem direito a voto, representantes de outras estruturas de parceria que intervêm designadamente no âmbito social e da educação, representantes de projectos ou pessoas com conhecimentos especializados sobre temas ou realidades concelhias. 4 Nos casos em que os membros do CLAS considerem unanimemente que é necessário um sistema de representatividade para garantir a operacionalidade do seu funcionamento ou quando o número de entidades representadas ultrapassa as 75, devem defini-lo no seu regulamento interno. Artigo 22.º Condições de adesão aos CLAS 1 A adesão das entidades referidas na alínea c) do n.º 1 e na alínea a) do n.º 2 do artigo anterior depende de as mesmas exercerem a sua actividade na respectiva área geográfica ou de o seu âmbito de intervenção ser relevante para o desenvolvimento social local. 2 A adesão das entidades e das pessoas referidas na alínea b) do n.º 2 do artigo anterior carece da aprovação pela maioria dos membros que compõem os CLAS mediante critérios de adesão estipulados no respectivo regulamento interno. 114

115 Artigo 23.º Constituição dos CLAS 1 A constituição dos CLAS e a adesão de novos membros são deliberadas em sessão plenária, ficando registadas em acta assinada por todos os parceiros presentes. 2 A adesão dos membros dos CLAS é concretizada em formulário próprio, tendo cada entidade aderente de indicar o respectivo representante. 3 Os representantes das entidades aderentes ao CLAS têm, obrigatoriamente, de estar mandatados com poder de decisão para o efeito. Artigo 24.º Presidência dos CLAS 1 O CLAS é presidido pelo presidente da câmara municipal. 2 Compete ao presidente do CLAS convocar as reuniões, presidir e dinamizar o plenário, bem como informar o plenário de todos os pareceres emitidos pelo núcleo executivo. 3 O presidente da câmara municipal pode delegar a presidência do CLAS num vereador da câmara municipal, sem faculdade de subdelegação. 4 Quando seja impossível a assunção da presidência do CLAS pelo presidente da câmara municipal, é eleito, por maioria, um outro membro pelo período de dois anos. Artigo 25.º Funcionamento dos CLAS 1 Os CLAS funcionam em plenário, composto pelos representantes de todos os seus membros. 2 Sempre que necessário para o bom exercício das suas competências, os CLAS podem organizar-se em grupos de trabalho. Artigo 26.º Competências do plenário dos CLAS Compete aos CLAS: a) Aprovar o seu regulamento interno; b) Constituir o núcleo executivo; c) Criar grupos de trabalho temáticos, sempre que considerados necessários para o tratamento de assuntos específicos; 115

116 d) Fomentar a articulação entre os organismos públicos e entidades privadas, visando uma actuação concertada na prevenção e resolução dos problemas locais de exclusão social e pobreza; e) Promover e garantir a realização participada do diagnóstico social, do plano de desenvolvimento social e dos planos de acção anuais; f) Aprovar e difundir o diagnóstico social e o plano de desenvolvimento social, assim como os respectivos planos de acção anuais; g) Promover a participação dos parceiros e facultar toda a informação necessária para a correcta actualização do sistema de informação nacional a disponibilizar pelo Instituto da Segurança Social, I. P; h) Avocar e deliberar sobre qualquer parecer emitido pelo núcleo executivo; i) Tomar conhecimento de protocolos e acordos celebrados entre o Estado, as autarquias, as instituições de solidariedade social e outras entidades que actuem no concelho; j) Apreciar as questões e propostas que sejam apresentadas pelas CSF, ou por outras entidades, e procurar as soluções necessárias mediante a participação de entidades competentes representadas, ou não, no CLAS; l) Avaliar, periodicamente, a execução do plano de desenvolvimento social e dos planos de acção; m) Promover acções de informação e formação e outras iniciativas que visem uma melhor consciência colectiva dos problemas sociais; n) Submeter à decisão das entidades competentes as questões e propostas que não se enquadrem na sua área de intervenção. Artigo 27.º Funcionamento do núcleo executivo 1 O núcleo executivo é composto por número ímpar de elementos, não inferior a três e não superior a sete. 2 Integram obrigatoriamente o núcleo executivo representantes da segurança social, da câmara municipal e de uma entidade sem fins lucrativos eleita entre os parceiros deste grupo. 3 Os elementos do núcleo executivo não abrangidos pelo n.º 1 são eleitos pelos CLAS de dois em dois anos. 116

117 Artigo 28.º Competências do núcleo executivo dos CLAS 1 Compete ao núcleo executivo: a) Elaborar o regulamento interno do CLAS; b) Executar as deliberações do CLAS; c) Elaborar proposta do plano de actividades anual do CLAS e do respectivo relatório de execução; d) Assegurar a coordenação técnica das acções realizadas no âmbito do CLAS; e) Elaborar o diagnóstico social, o plano de desenvolvimento social e os respectivos planos de acção anuais; f) Proceder à montagem de um sistema de informação que promova a circulação de informação entre os parceiros e a população em geral; g) Colaborar na implementação do sistema de informação nacional; h) Dinamizar os diferentes grupos de trabalho que o plenário do CLAS delibere constituir; i) Promover acções de formação para os parceiros, de acordo com as necessidades existentes; j) Acompanhar a execução dos planos de acção anuais; l) Elaborar os pareceres e relatórios solicitados pelo CLAS; m) Estimular a colaboração activa de outras entidades, públicas ou privadas, na prossecução dos fins do CLAS; n) Emitir pareceres sobre candidaturas a programas nacionais ou comunitários fundamentados no diagnóstico social e no plano de desenvolvimento social; o) Emitir pareceres sobre a criação de serviços e equipamentos sociais, tendo em vista a cobertura equitativa e adequada no concelho, assim como o impacte das respostas em matéria de igualdade de género, designadamente na conciliação da vida familiar e da vida profissional. 2 No exercício das suas competências, o núcleo executivo pode solicitar a colaboração de outras entidades que compõem o CLAS. Artigo 29.º Direitos e deveres dos membros dos CLAS 1 Constituem, entre outros, direitos dos membros do CLAS: a) Estar representado em todas as reuniões plenárias do CLAS; 117

118 b) Ser informado, pelos restantes membros do CLAS, de todos os projectos, medidas e programas de intervenção social da mesma área territorial; c) Aceder a toda a informação produzida no âmbito das actividades do CLAS. 2 Constituem, entre outros, deveres dos membros do CLAS: a) Informar os restantes parceiros do CLAS acerca de todos os projectos, medidas e programas de intervenção social da mesma área territorial; b) Garantir a permanente actualização da base de dados local; c) Participar activamente na realização e actualização do diagnóstico social, plano de desenvolvimento social e planos de acção; d) Colaborar, mediante disponibilização dos recursos existentes, na elaboração, implementação e concretização do plano de acção. 3 O não cumprimento dos deveres referidos no n.º 2 em prazo razoável determina a suspensão temporária ou definitiva, nos termos a definir no regulamento interno do CLAS. Artigo 30.º Organização da rede social nos concelhos com mais de habitantes 1 Nos concelhos com mais de habitantes, o CLAS pode proceder à constituição de mais de um núcleo executivo, cujo âmbito geográfico deve coincidir com o das comissões de protecção de crianças e jovens naqueles concelhos. 2 O CLAS pode nomear um grupo de trabalho com competências de coordenação e acompanhamento dos diferentes núcleos executivos, nos termos a definir em regulamento interno. 3 Nestes concelhos, enquanto não for constituído o CLAS, podem ser constituídas CSF ou comissões sociais interfreguesias desde que integradas no âmbito geográfico definido no n.º 1, que assumem as competências atribuídas ao CLAS. Artigo 31.º Articulação entre órgãos de parceria ao nível local 1 No plano local devem ser tomadas iniciativas que promovam a articulação coerente dos órgãos da rede social com outros órgãos de parceria com intervenções especializadas, tendo em vista a sua progressiva integração. 118

119 2 Nos casos em que existam gabinetes descentralizados, institucionais ou em regime de parceria, destinados à promoção da igualdade de género, os órgãos locais da rede social estabelecem com estes adequadas formas de cooperação. SECÇÃO IV Organização da rede ao nível supra concelhio Artigo 32.º Articulação da rede social ao nível supra concelhio 1 De forma a garantir a articulação e o planeamento supra concelhio são constituídas plataformas de âmbito territorial equivalente às NUT III que integram: a) Os representantes dos centros distritais da segurança social das áreas territoriais respectivas; b) Os representantes dos governadores civis respectivos; c) Os dirigentes das entidades e serviços relevantes da Administração Pública das áreas territoriais respectivas; d) Os presidentes dos CLAS respectivos; e) Os representantes das instituições particulares de solidariedade social, organizações não governamentais e associações empresariais e sindicais com expressão nacional e com delegações nos territórios respectivos. 2 A coordenação da plataforma é assegurada pelo director do centro distrital de segurança social ou seu representante que abrange o maior número de concelhos, com as seguintes competências: a) Convocar e presidir, no mínimo, a quatro reuniões anuais; b) Assegurar o apoio logístico e administrativo destas reuniões. 3 Compete à plataforma supra concelhia da rede social: a) Debater estratégias para a concretização do PNAI naquele território; b) Garantir a harmonização e articulação das iniciativas desenvolvidas pelas diferentes parcerias de âmbito concelhio, que actuam no plano social; c) Promover reuniões temáticas sectoriais para aprofundar o conhecimento e análise dos problemas sociais do território, tendo em conta a dimensão de género; d) Analisar e promover a resolução ou o encaminhamento para o nível nacional dos problemas que lhe forem apresentados pelos diferentes CLAS da plataforma, concretizando o princípio da subsidiariedade; 119

120 e) Promover a circulação de informação pertinente pelas entidades que compõem os CLAS da plataforma. CAPÍTULO III Funcionamento da rede social Artigo 33.º Intervenção social ao nível local A intervenção social faz-se através de: a) Contactos regulares entre responsáveis e técnicos dos projectos de intervenção social existentes na mesma área de forma a garantir a complementaridade das intervenções e a optimização dos recursos; b) Integração no diagnóstico, no plano de desenvolvimento social, nos planos de acção e no sistema de informação concelhio, de programas e projectos do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e de outros ministérios responsáveis por áreas com intervenção relevante naquele território; c) Contratualização de um modelo de intervenção territorial integrado através de um protocolo entre entidades gestoras dos programas envolvidos e entidades promotoras dos projectos com intervenção na área considerada de forma a racionalizar os recursos na mesma área de intervenção. Artigo 34.º Planeamento integrado e participado O processo de planeamento integrado de intervenção no âmbito da rede social tem como objectivos a cobertura equitativa e adequada de serviços e equipamentos e a rentabilização dos recursos locais e tem como finalidade o desenvolvimento social local através: a) Do diagnóstico social (DS); b) Do plano de desenvolvimento social (PDS); c) Do plano de acção; d) Do sistema de informação (SI). 120

121 Artigo 35.º Diagnóstico social O DS é um instrumento dinâmico sujeito a actualização periódica, resultante da participação dos diferentes parceiros, que permite o conhecimento e a compreensão da realidade social através da identificação das necessidades, da detecção dos problemas prioritários e respectiva causalidade, bem como dos recursos, potencialidades e constrangimentos locais. Artigo 36.º Plano de desenvolvimento social 1 O PDS é um plano estratégico que se estrutura a partir dos objectivos do PNAI e que determina eixos, estratégias e objectivos de intervenção, baseado nas prioridades definidas no DS. 2 O representante da segurança social na comissão mista de coordenação do plano municipal de ordenamento do território, prevista no n.º 2 do artigo 75.o do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, assegura que o PDS é ponderado na elaboração do plano director municipal respectivo. 3 O PDS tem carácter obrigatório, tendo uma duração sincronizada com o calendário da Estratégia Europeia. 4 O PDS integra as prioridades definidas aos níveis nacional e regional, nomeadamente as medidas e acções dos planos estratégicos sectoriais. 5 O PDS integra ainda a dimensão de género, através de eixos e medidas que promovam a igualdade entre homens e mulheres. Artigo 37.º Operacionalização do PDS 1 O PDS operacionaliza-se através de planos de acção anuais, a concretizar pelos parceiros locais. 2 Os planos de acção definem a entidade responsável pelo projecto ou a acção e o respectivo orçamento. 3 A concretização dos planos de acção ou de algumas das acções ou projectos neles contidos pode ser realizada através de contratos de execução, formalizados entre os parceiros que os vão concretizar. 121

122 4 Os contratos de execução, celebrados nos termos do disposto na alínea c) do artigo 33.o, envolvem os recursos das instituições locais, dos diferentes sectores da Administração Pública disponíveis na comunidade e, ainda, os programas e projectos sectoriais, nacionais e comunitários existentes. Artigo 38.º Sistema de informação 1 O SI compreende duas dimensões, uma nacional e uma local. 2 O SI de dimensão nacional, bem como a sua supervisão técnica, é da responsabilidade do Instituto da Segurança Social, I. P., e integra um conjunto de informações e indicadores estatísticos que permitam um conhecimento homogéneo do território nacional. 3 O SI de dimensão nacional integra um fórum online que permita a partilha de conhecimentos e experiências entre todos os parceiros das redes sociais. 4 O SI de dimensão local é constituído por um conjunto de suportes e procedimentos que facilitem a troca de informação entre os parceiros, acessível à população em geral. 5 O SI, quer ao nível nacional quer ao nível local, integra indicadores e informação relativa ao impacte da dimensão de género na realidade concelhia. Artigo 39.º Pareceres do CLAS Os PDS, designadamente os desenvolvidos e financiados por entidades públicas, autonomamente ou em parceria, são objecto de parecer prévio, de carácter não vinculativo por parte do CLAS. Artigo 40.º Projectos de parceria Sempre que a maximização da eficácia e eficiência de projectos ou acções de desenvolvimento social de base local aconselhe a sua realização através de uma parceria de várias entidades, o CLAS pode assumir um papel de coordenação, monitorização e avaliação nestes processos. 122

123 Artigo 41.º Articulação dos planos de desenvolvimento social com o PNAI 1 Os PDS constituem os instrumentos que promovem a adequação do PNAI, das políticas e das medidas de âmbito nacional aos problemas e necessidades locais. Toda a correspondência sobre assinaturas deverá ser dirigida para a Imprensa Casa da Moeda, S. A., Colocar o plano de Acção. 123

ESTATÍSTICAS DEMOGRÁFICAS 2001-2008 DISTRITO DE VIANA DO CASTELO E SEUS CONCELHOS. F e v e r e i r o d e 2 0 1 0

ESTATÍSTICAS DEMOGRÁFICAS 2001-2008 DISTRITO DE VIANA DO CASTELO E SEUS CONCELHOS. F e v e r e i r o d e 2 0 1 0 ESTATÍSTICAS DEMOGRÁFICAS 2001-2008 DISTRITO DE VIANA DO CASTELO E SEUS CONCELHOS U n i d a d e d e S a ú d e P ú b l i c a d o A l t o M i n h o F e v e r e i r o d e 2 0 1 0 U n i d a d e d e S a ú d

Leia mais

Síntese dos conteúdos mais relevantes

Síntese dos conteúdos mais relevantes Síntese dos conteúdos mais relevantes Nos últimos Censos de 2001, o Concelho da Lourinhã contabilizou 23 265 habitantes, reflectindo uma evolução de + 7,7% face a 1991. Em termos demográficos, no Concelho

Leia mais

Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social

Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social REDE SOCIAL Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social REDE SOCIAL A Rede Social pretende constituir um novo tipo de parceria entre entidades públicas e privadas

Leia mais

Divisão de Assuntos Sociais

Divisão de Assuntos Sociais Divisão de Assuntos Sociais Programa de Apoio às Entidades Sociais de Odivelas (PAESO) Índice Pág. Preâmbulo 1 1. Objectivos 2 2. Destinatários 2 3. Modalidades de Apoio 2 3.1. Subprograma A - Apoio à

Leia mais

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO -

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO - CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO - CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º Objecto O presente regulamento interno destina-se a definir e dar a conhecer os princípios a que obedece a constituição,

Leia mais

Rede Social PRÉ DIAGNÓSTICO PARTICIPADO

Rede Social PRÉ DIAGNÓSTICO PARTICIPADO PRÉ DIAGNÓSTICO PARTICIPADO PRÉ DIAGNÓSTICO SOCIAL PARTICIPADO CONCELHO DE FAFE Com este documento pretende-se, antes de mais, efectuar uma breve e sucinta caracterização do Concelho de Fafe seguido de

Leia mais

Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso

Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso 64 ÁREA DE INTERVENÇÃO IV: QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO 1 Síntese do Problemas Prioritários Antes de serem apresentadas as estratégias e objectivos para

Leia mais

REGULAMENTO INTERNO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

REGULAMENTO INTERNO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS REGULAMENTO INTERNO Preâmbulo A Rede Social assenta numa estratégia participada de planeamento, que procura racionalizar e conferir maior eficácia, quer à intervenção dos agentes na aplicação das medidas,

Leia mais

O Plano de Desenvolvimento Social

O Plano de Desenvolvimento Social O Plano de Desenvolvimento Social Introdução O Plano de Desenvolvimento Social (PDS) é um instrumento de definição conjunta e negociada de objectivos prioritários para a promoção do Desenvolvimento Social

Leia mais

Gabinete de Apoio à Família

Gabinete de Apoio à Família Gabinete de Apoio à Família 1- Enquadramento do Projecto A freguesia de São Julião do Tojal, no concelho de Loures, é caracterizada por uma complexidade de problemas inerentes ao funcionamento da família.

Leia mais

MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE RIBEIRA BRAVA E RESPECTIVAS FREGUESIAS. Fonte:www.geocities.com/Heartland/Plains/9462/map.

MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE RIBEIRA BRAVA E RESPECTIVAS FREGUESIAS. Fonte:www.geocities.com/Heartland/Plains/9462/map. 8. Ribeira Brava MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE RIBEIRA BRAVA E RESPECTIVAS FREGUESIAS Fonte:www.geocities.com/Heartland/Plains/9462/map.html (adaptado) A vila de Ribeira Brava, situada no

Leia mais

CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios

CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios Informação à Comunicação Social 4 de Fevereiro de 2002 CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios A disponibilização destes resultados provisórios dos Censos 2001 sobre a população

Leia mais

PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015

PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015 PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015 APROVADO EM SESSÃO PLENÁRIA DO CLAS 21 DE MAIO DE 2013 1 NOTA INTRODUTÓRIA O Diagnóstico Social constituiu a base de trabalho da ação dos Parceiros Locais.

Leia mais

Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04

Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04 Índice de Quadros, Gráficos, Imagens, Figuras e Diagramas Introdução 01 Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04 Parte I: Enquadramentos da Intervenção Social no Concelho de Bragança 08 Quadro

Leia mais

REGULAMENTO programa de apoio às pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos do município de santa maria da feira

REGULAMENTO programa de apoio às pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos do município de santa maria da feira REGULAMENTO programa de apoio às pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos do município de santa maria da feira PG 02 NOTA JUSTIFICATIVA O presente regulamento promove a qualificação das

Leia mais

Regimento do Conselho Municipal de Educação

Regimento do Conselho Municipal de Educação Considerando que: 1- No Município do Seixal, a construção de um futuro melhor para os cidadãos tem passado pela promoção de um ensino público de qualidade, através da assunção de um importante conjunto

Leia mais

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL Ana Rita Ramos 1 Cristina Silva 2 1 Departamento de Análise de Riscos e Solvência do ISP 2 Departamento de Estatística e Controlo de Informação do ISP As opiniões

Leia mais

1.1. REDE SOCIAL EM PROL DA SOLIDARIEDADE

1.1. REDE SOCIAL EM PROL DA SOLIDARIEDADE 1.1. REDE SOCIAL EM PROL DA SOLIDARIEDADE Cidadania: Um Imperativo A cidadania tende a incluir a diferença, para que esta não se transforme em exclusão. Hoje, entender como se dá a construção da cidadania

Leia mais

8 de Março 2011- E urgente acabar com as discriminações que a mulher continua sujeita em Portugal Pág. 2

8 de Março 2011- E urgente acabar com as discriminações que a mulher continua sujeita em Portugal Pág. 2 8 de Março 2011- E urgente acabar com as discriminações que a mulher continua sujeita em Portugal Pág. 1 A SITUAÇÃO DA MULHER EM PORTUGAL NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER DE 2011 RESUMO DESTE ESTUDO No dia

Leia mais

Eixo Prioritário III Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial Equipamentos para a Coesão Local Equipamentos Sociais

Eixo Prioritário III Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial Equipamentos para a Coesão Local Equipamentos Sociais Eixo Prioritário III Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial Equipamentos para a Coesão Local Equipamentos Sociais Aviso Apresentação de Candidaturas Equipamentos para a Coesão Local Equipamentos

Leia mais

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 30 de Novembro de 2000 (13.10) (OR. fr) 14110/00 LIMITE SOC 470

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 30 de Novembro de 2000 (13.10) (OR. fr) 14110/00 LIMITE SOC 470 CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA Bruxelas, 30 de Novembro de 2000 (13.10) (OR. fr) 14110/00 LIMITE SOC 470 ENVIO DE TEXTO de: Conselho (Emprego e Política Social) para: Conselho Europeu de Nice Nº doc. ant.:

Leia mais

GESTÃO CURRICULAR LOCAL: FUNDAMENTO PARA A PROMOÇÃO DA LITERACIA CIENTÍFICA. José Luís L. d`orey 1 José Carlos Bravo Nico 2 RESUMO

GESTÃO CURRICULAR LOCAL: FUNDAMENTO PARA A PROMOÇÃO DA LITERACIA CIENTÍFICA. José Luís L. d`orey 1 José Carlos Bravo Nico 2 RESUMO GESTÃO CURRICULAR LOCAL: FUNDAMENTO PARA A PROMOÇÃO DA LITERACIA CIENTÍFICA José Luís L. d`orey 1 José Carlos Bravo Nico 2 RESUMO Resumo A Reorganização Curricular formalmente estabelecida pelo Decreto-lei

Leia mais

Intervenção Psicossocial na Freguesia de São Julião do Tojal, especificamente no Bairro CAR

Intervenção Psicossocial na Freguesia de São Julião do Tojal, especificamente no Bairro CAR Comissão Social de Freguesia de São Julião do Tojal Intervenção Psicossocial na Freguesia de São Julião do Tojal, especificamente no Bairro CAR 1- Enquadramento do Projecto A freguesia de São Julião do

Leia mais

REDE SOCIAL L DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte VI.1: Equipamentos Sociais e Respostas da Acção por Freguesia

REDE SOCIAL L DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte VI.1: Equipamentos Sociais e Respostas da Acção por Freguesia REDE SOCIAL DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte VI.1: Equipamentos Sociais e Respostas da Acção por Freguesia Parte 6.1 Equipamentos sociais e respostas da acção por freguesia Acção Social A acção social é um

Leia mais

DIMENSÃO DE CONSTRUÍDO

DIMENSÃO DE CONSTRUÍDO Ano letivo 2013-2014 Programa de Apoio à Avaliação do Sucesso Académico DIMENSÃO DE CONSTRUÍDO (Avaliação Formativa) REFERENCIAL IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR Agrupamento de Escolas D. Sancho I

Leia mais

População residente em Portugal com tendência para diminuição e envelhecimento

População residente em Portugal com tendência para diminuição e envelhecimento Dia Mundial da População 11 julho de 214 1 de julho de 214 População residente em Portugal com tendência para diminuição e envelhecimento Para assinalar o Dia Mundial da População (11 de julho), o Instituto

Leia mais

Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20

Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20 1 Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20 Relatório 2014 ACEGIS Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social 8 de março de 2014 Dia Internacional

Leia mais

Programação de equipamentos colectivos

Programação de equipamentos colectivos Programação de equipamentos colectivos Definição e tipologia Conceitos associados à programação de equipamentos Critérios de programação, dimensionamento e localização; exemplos Instituto Superior Técnico/Departamento

Leia mais

O IEFP e o INE divulgam os dados do Inquérito ao Emprego 2006 Desemprego em Queda

O IEFP e o INE divulgam os dados do Inquérito ao Emprego 2006 Desemprego em Queda O IEFP e o INE divulgam os dados do Inquérito ao Emprego 2006 Desemprego em Queda O emprego em Cabo Verde entrou definitivamente na agenda do desenvolvimento. Os resultados que agora se divulgam visam

Leia mais

Regulamento Interno do Conselho Local de Acção Social de Montemor-o-Novo

Regulamento Interno do Conselho Local de Acção Social de Montemor-o-Novo Regulamento Interno do Conselho Local de Acção Social de Montemor-o-Novo Preâmbulo Este Regulamento tem como objectivo e fins reger e disciplinar a organização e funcionamento do Conselho Local de Acção

Leia mais

Introdução Freguesia de Odivelas Junta Freguesia de Odivelas Comissão Social de Freguesia de Odivelas

Introdução Freguesia de Odivelas Junta Freguesia de Odivelas Comissão Social de Freguesia de Odivelas Introdução A Freguesia de Odivelas é uma realidade complexa que a todos diz respeito, uma realidade que deve ser alvo de uma intervenção de todos que nela participam para que seja executado um trabalho

Leia mais

CNIS / CES / EDUCAÇÃO DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS A EDUCAÇÃO NO SECTOR SOLIDÁRIO DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

CNIS / CES / EDUCAÇÃO DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS A EDUCAÇÃO NO SECTOR SOLIDÁRIO DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS A EDUCAÇÃO NO SECTOR SOLIDÁRIO 1 1. FUNDAMENTOS DE UMA PROPOSTA O Sector Solidário, neste caso a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), assume que o sistema educativo 1 é um dos

Leia mais

REDE SOCIAL L DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte III.7: Protecção Social e Acção Sociall

REDE SOCIAL L DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte III.7: Protecção Social e Acção Sociall REDE SOCIAL DO CONCELHO DE BRAGANÇA Parte III.7: Protecção Social e Acção Social Parte 3.7 protecção social E Acção social O artigo 63º da Constituição da República Portuguesa estabelece que ( ) incumbe

Leia mais

Projeto Educativo da Escola Profissional de Leiria

Projeto Educativo da Escola Profissional de Leiria Projeto Educativo da Escola Profissional de Leiria A educação é a ferramenta mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo Nelson Mandela 1- INTRODUÇÃO A Lei de Bases do sistema Educativo Português

Leia mais

Novembro de 2008 ISBN: 978-972-614-430-4. Desenho gráfico: WM Imagem Impressão: Editorial do Ministério da Educação Tiragem: 5 000 exemplares

Novembro de 2008 ISBN: 978-972-614-430-4. Desenho gráfico: WM Imagem Impressão: Editorial do Ministério da Educação Tiragem: 5 000 exemplares Título: Educação em Números - Portugal 2008 Autoria: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE)/Ministério da Educação Edição: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE)/Ministério

Leia mais

I PRESSUPOSTOS DE ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE REQUALIFICAÇÃO DA REDE ESCOLAR DO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO E DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

I PRESSUPOSTOS DE ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE REQUALIFICAÇÃO DA REDE ESCOLAR DO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO E DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR I PRESSUPOSTOS DE ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE REQUALIFICAÇÃO DA REDE ESCOLAR DO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO E DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA Apesar do esforço que tem vindo

Leia mais

A procura de emprego dos Diplomados. com habilitação superior

A procura de emprego dos Diplomados. com habilitação superior RELATÓRIO A procura de emprego dos Diplomados com habilitação superior Dezembro 2007 Fevereiro, 2008 Ficha Técnica Título A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior Autor Gabinete de

Leia mais

Síntese da Conferência

Síntese da Conferência Síntese da Conferência Sob o lema Saneamento para Todos, Responsabilidade de Todos realizou-se de 14 a 16 de Maio de 2014, a Conferência Nacional de Saneamento, no Centro de Conferências Joaquim Chissano,

Leia mais

Projecto co-financiado pelo FSE

Projecto co-financiado pelo FSE CLAS DE MONDIM DE BASTO PLANO DE ACÇÃO 2012 REDE SOCIAL DE MONDIM DE BASTO Projecto co-financiado pelo FSE ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS... 3 CAPÍTULO I... 4 INTRODUÇÃO... 4 CAPÍTULO II... 6 PLANO DE ACÇÃO

Leia mais

A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9%

A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9% Estatísticas do Emprego 3º trimestre de 2007 16 de Novembro de 2007 A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9 A taxa de desemprego estimada para o 3º trimestre de 2007 foi de 7,9. Este valor

Leia mais

Serviços de Acção Social do IPVC. Normas de funcionamento da Bolsa de Colaboradores

Serviços de Acção Social do IPVC. Normas de funcionamento da Bolsa de Colaboradores Aprovadas pelo Conselho de Acção Social do IPVC em 1 de Fevereiro de 2011 Serviços de Acção Social do IPVC Normas de funcionamento da Bolsa de Colaboradores O Conselho de Acção Social do Instituto Politécnico

Leia mais

PROGRAMA DO INTERNATO MÉDICO DE SAÚDE PÚBLICA

PROGRAMA DO INTERNATO MÉDICO DE SAÚDE PÚBLICA Coordenação do Internato Médico de Saúde Pública PROGRAMA DO INTERNATO MÉDICO DE SAÚDE PÚBLICA (Aprovado pela Portaria 47/2011, de 26 de Janeiro) Internato 2012/2016 ÍNDICE GERAL INTRODUÇÃO 1 1. DURAÇÃO

Leia mais

Acção 3.2.2 Serviços Básicos para a População Rural

Acção 3.2.2 Serviços Básicos para a População Rural 1. OBJECTIVOS DAS INTERVENÇÕES Os apoios previstos no âmbito do presente regulamento visam aumentar a acessibilidade a serviços básicos, que constituem um elemento essencial na equiparação dos níveis de

Leia mais

AVALIAÇÃO TEMÁTICA SOBRE A COOPERAÇÃO PORTUGUESA NA ÁREA DA ESTATÍSTICA (1998-2008) Sumário Executivo

AVALIAÇÃO TEMÁTICA SOBRE A COOPERAÇÃO PORTUGUESA NA ÁREA DA ESTATÍSTICA (1998-2008) Sumário Executivo AVALIAÇÃO TEMÁTICA SOBRE A COOPERAÇÃO PORTUGUESA NA ÁREA DA ESTATÍSTICA (1998-2008) Sumário Executivo Dezembro de 2009 SUMÁRIO EXECUTIVO A presente avaliação tem por objecto a Cooperação Portuguesa com

Leia mais

Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010

Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010 Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010 18 de Maio de 2010 A taxa de desemprego foi de 10,6% no 1º trimestre de 2010 A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2010 foi de 10,6%. Este valor

Leia mais

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA Igualdade de Género INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA Para um conhecimento mais aprofundado da situação de Igualdade de Género e considerando o objectivo

Leia mais

Agrupamento de Escolas de Arronches. Metas Estratégicas para a Promoção da Cidadania ACTIVA e do Sucesso Escolar

Agrupamento de Escolas de Arronches. Metas Estratégicas para a Promoção da Cidadania ACTIVA e do Sucesso Escolar Agrupamento de Escolas de Arronches Metas Estratégicas para a Promoção da Cidadania ACTIVA e do Sucesso Escolar João Garrinhas Agrupamento de Escolas de Arronches I. PRINCIPIOS, VALORES E MISSÃO DO AGRUPAMENTO

Leia mais

4. Indicadores de desenvolvimento sustentável

4. Indicadores de desenvolvimento sustentável 4. es de desenvolvimento sustentável para o Município de Fronteira 1. Os indicadores de desenvolvimento sustentável são instrumentos de monitorização do caminho que é percorrido desde a situação existente,

Leia mais

IV Fórum do Sector Segurador e Fundos de Pensões. Lisboa, 15 de Abril de 2009

IV Fórum do Sector Segurador e Fundos de Pensões. Lisboa, 15 de Abril de 2009 IV Fórum do Sector Segurador e Fundos de Pensões Lisboa, 15 de Abril de 2009 Foi com todo o gosto e enorme interesse que aceitei o convite do Diário Económico para estar presente neste IV Fórum do sector

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA, IOLANDA CINTURA SEUANE, MINISTRA DA MULHER E DA ACÇÃO SOCIAL DE MOÇAMBIQUE SOBRE O TEMA DESAFIOS DA PROTECÇÃO SOCIAL PARA ALCANÇAR A SEGURANÇA ALIMENTAR

Leia mais

SEMINÁRIO OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES PARA AS EMPRESAS INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES

SEMINÁRIO OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES PARA AS EMPRESAS INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES SEMINÁRIO OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES PARA AS EMPRESAS INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS OPORTUNIDADES E SOLUÇÕES Jaime Andrez Presidente do CD do IAPMEI 20 de Abril de 2006 A inovação

Leia mais

ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE

ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Fundação Minerva - Cultura - Ensino E Investigação

Leia mais

Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. Better regulation do sector financeiro

Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. Better regulation do sector financeiro Conselho Nacional de Supervisores Financeiros Better regulation do sector financeiro Relatório da Consulta Pública do CNSF n.º 1/2007 1 CONSELHO NACIONAL DE SUPERVISORES FINANCEIROS RELATÓRIO DA CONSULTA

Leia mais

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Entidade Promotora Concepção e Realização Enquadramento Avaliação da Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde Índice RESUMO EXECUTIVO...

Leia mais

Câmara Municipal de Alter do Chão Setor Ação Social e Educação

Câmara Municipal de Alter do Chão Setor Ação Social e Educação Nota Introdutória O presente projeto de intervenção surge da constatação do elevado número da população idosa na estrutura demográfica do concelho de Alter do Chão, do conhecimento e do contato direto

Leia mais

Política de Cidades Parcerias para a Regeneração Urbana

Política de Cidades Parcerias para a Regeneração Urbana Política de Cidades Parcerias para a Regeneração Urbana Aviso de Abertura de Concurso para Apresentação de Candidaturas de Programas de Acção PRU/2/2008 Grandes Centros Política de Cidades - Parcerias

Leia mais

INOVAÇÃO PORTUGAL PROPOSTA DE PROGRAMA

INOVAÇÃO PORTUGAL PROPOSTA DE PROGRAMA INOVAÇÃO PORTUGAL PROPOSTA DE PROGRAMA FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO DE UMA POLÍTICA DE INTENSIFICAÇÃO DO PROCESSO DE INOVAÇÃO EMPRESARIAL EM PORTUGAL E POTENCIAÇÃO DOS SEUS RESULTADOS 0. EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Leia mais

Prioridades da presidência portuguesa na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Prioridades da presidência portuguesa na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Prioridades da presidência portuguesa na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Prioridades da presidência portuguesa da União Europeia na área de Ciência e Tecnologia Construir o futuro da Ciência e da

Leia mais

ANEXO 3. A floresta portuguesa FACTOS E NÚMEROS

ANEXO 3. A floresta portuguesa FACTOS E NÚMEROS ANEXO 3 FACTOS E NÚMEROS A floresta portuguesa 1. Os espaços florestais ocupam 5,4 milhões de hectares e representam cerca de dois terços da superfície de Portugal Continental. Destes, 3,4 milhões de hectares

Leia mais

A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010

A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010 Estatísticas do Emprego 4º trimestre de 2010 16 de Fevereiro de 2011 A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010 A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2010 foi de 11,1%. Este

Leia mais

Florestar Sustentabilidade da Floresta

Florestar Sustentabilidade da Floresta 1. ENQUADRAMENTO 1.1 INTRODUÇÃO O Projecto Florestar Sustentabilidade da Floresta com intervenção na região Norte (distritos de Bragança, Vila Real, Braga e área de intervenção do Parque Nacional da Peneda-Gerês)

Leia mais

APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA

APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA 1 de Abril de 2004 População e Sociedade Educação e Formação 2003 (Dados provisórios) APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA No último ano, mais de um milhão e meio de indivíduos com 15 ou mais anos, ou seja, 18,7,

Leia mais

Ministérios da Administração Interna, do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação PROTOCOLO. Entre MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA,

Ministérios da Administração Interna, do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação PROTOCOLO. Entre MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA, PROTOCOLO Entre MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA, MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL e MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 2/7 A aposta na qualificação dos portugueses constitui uma condição essencial

Leia mais

Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade

Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade Índice Nota Introdutória Legislação Conceitos/Glossário de termos Princípios Orientadores e finalidades Documentos Nota Introdutória:

Leia mais

METADE DA POPULAÇÃO RESIDENTE EM CIDADES CONCENTRADA EM APENAS 14 DAS 141 CIDADES

METADE DA POPULAÇÃO RESIDENTE EM CIDADES CONCENTRADA EM APENAS 14 DAS 141 CIDADES Atlas das Cidades de Portugal Volume II 2004 01 de Abril de 2005 METADE DA POPULAÇÃO RESIDENTE EM CIDADES CONCENTRADA EM APENAS 14 DAS 141 CIDADES Apesar das disparidades ao nível da dimensão populacional

Leia mais

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social PLANO DE ACÇÃO 2007 Introdução O CLASA - Conselho Local de Acção Social de Almada, de acordo com a filosofia do Programa da Rede Social, tem vindo a suportar a sua intervenção em dois eixos estruturantes

Leia mais

DECLARAÇÃO DE SUNDSVALL

DECLARAÇÃO DE SUNDSVALL DECLARAÇÃO DE SUNDSVALL PROMOÇÃO DA SAÚDE E AMBIENTES FAVORÁVEIS À SAÚDE 3ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde Sundsvall, Suécia, 9 15 de Junho de 1991 Esta conferência sobre Promoção da

Leia mais

Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo

Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo As associações são a expressão do dinamismo e interesse das populações que entusiasticamente se dedicam e disponibilizam em prol da causa pública. As associações

Leia mais

O DIREITO À SEGURANÇA SOCIAL

O DIREITO À SEGURANÇA SOCIAL O DIREITO À SEGURANÇA SOCIAL 1 O DIREITO À SEGURANÇA SOCIAL A segurança social tem que ser entendida na dupla perspectiva de direito social dos cidadãos, que compete ao Estado garantir, e de princípio

Leia mais

GOVERNO. Orçamento Cidadão 2015

GOVERNO. Orçamento Cidadão 2015 REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE GOVERNO Orçamento Cidadão 2015 Os recursos públicos do Estado são recursos públicos do povo e para o povo, condição que dá ao cidadão o direito de saber como

Leia mais

NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO Convenção (n.º 102) relativa à segurança social (norma mínima), 1952

NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO Convenção (n.º 102) relativa à segurança social (norma mínima), 1952 NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO Convenção (n.º 102) relativa à segurança social (norma mínima), 1952 Bureau Internacional do Trabalho 1 Ratificação Como são utilizadas as Normas Internacionais do Trabalho?

Leia mais

NOVO REGIME JURÍDICO DA REABILITAÇÃO URBANA. Decreto-Lei n.º 309/2007, de 23 de Outubro Workshop IHRU 12 Abril 2010

NOVO REGIME JURÍDICO DA REABILITAÇÃO URBANA. Decreto-Lei n.º 309/2007, de 23 de Outubro Workshop IHRU 12 Abril 2010 NOVO REGIME JURÍDICO DA REABILITAÇÃO URBANA Decreto-Lei n.º 309/2007, de 23 de Outubro Workshop IHRU 12 Abril 2010 DOIS CONCEITOS FUNDAMENTAIS «área de reabilitação urbana» - cuja delimitação pelo município

Leia mais

Índice. 1. Nota Introdutória... 1. 2. Actividades a desenvolver...2. 3. Notas Finais...5

Índice. 1. Nota Introdutória... 1. 2. Actividades a desenvolver...2. 3. Notas Finais...5 Índice Pág. 1. Nota Introdutória... 1 2. Actividades a desenvolver...2 3. Notas Finais...5 1 1. Nota Introdutória O presente documento consiste no Plano de Acção para o ano de 2011 da Rede Social do concelho

Leia mais

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001 Economia dos EUA e Comparação com os períodos de - e - Clara Synek* O actual período de abrandamento da economia dos EUA, iniciado em e previsto acentuar-se no decurso dos anos /9, resulta fundamentalmente

Leia mais

REDE SOCIAL DIAGNÓSTICO SOCIAL

REDE SOCIAL DIAGNÓSTICO SOCIAL REDE SOCIAL INQUÉRITOS POR QUESTIONÁRIO ASSOCIAÇÕES INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO ÁS ASSOCIAÇÕES DO CONCELHO DE A pobreza e a exclusão social embora não sendo fenómenos recentes, têm vindo a surgir nas nossas

Leia mais

VALOR DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NO SECTOR CULTURAL E CRIATIVO

VALOR DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NO SECTOR CULTURAL E CRIATIVO VALOR DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NO SECTOR CULTURAL E CRIATIVO A presente Nota Estatística visa apresentar informação relativa ao valor dos direitos de propriedade intelectual 1 no sector

Leia mais

Diagnóstico de Sustentabilidade

Diagnóstico de Sustentabilidade Realizado para a Câmara Municipal de Aljustrel Diagnóstico de Sustentabilidade Resultados dos inquéritos às empresas Abril de 2011 Conteúdo Introdução... 3 Caracterização das empresas... 4 Indicadores

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres

Leia mais

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Em 2000, 189 chefes de Estado e de Governo assinaram a Declaração do Milénio que levou à formulação de 8 objectivos de desenvolvimento, a alcançar entre 1990 e 2015. Os ODM - Objectivos de Desenvolvimento

Leia mais

Plano Nacional de Saúde e as. Estratégias Locais de Saúde

Plano Nacional de Saúde e as. Estratégias Locais de Saúde Plano Nacional de Saúde e as Estratégias Locais de Saúde (versão resumida) Autores Constantino Sakellarides Celeste Gonçalves Ana Isabel Santos Escola Nacional de Saúde Pública/ UNL Lisboa, Agosto de 2010

Leia mais

PROJETO HÁ FESTA NO CAMPO UM PROJETO DE INSPIRAÇÃO.

PROJETO HÁ FESTA NO CAMPO UM PROJETO DE INSPIRAÇÃO. PROJETO HÁ FESTA NO CAMPO UM PROJETO DE INSPIRAÇÃO. O projeto Há Festa no Campo, é uma iniciativa de intervenção comunitária, financiada a três anos (2014 a 2016) pelo Programa PARTIS Práticas Artísticas

Leia mais

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Apresentação Plenário Comissão Social de Freguesia www.observatorio-lisboa.eapn.pt [email protected] Agenda I. Objectivos OLCPL e Principais Actividades/Produtos

Leia mais

Orientação nº 1/2008 ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (EDL) EIXO 4 REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

Orientação nº 1/2008 ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (EDL) EIXO 4 REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Programa de da ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (ELD) 1 / 16 Programa de da 1. Caracterização Socioeconómica do Território A caracterização do território deve centrar-se em dois aspectos

Leia mais

NOTAS PRÉVIAS I - DE APRESENTAÇÃO

NOTAS PRÉVIAS I - DE APRESENTAÇÃO NOTAS PRÉVIAS I - DE APRESENTAÇÃO 1. O presente estudo dá continuidade ao trabalho de natureza estatística relativo às declarações do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (DR Modelo 22 de

Leia mais

REGULAMENTO INTERNO COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS CONCELHO DE VILA NOVA DE CERVEIRA

REGULAMENTO INTERNO COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS CONCELHO DE VILA NOVA DE CERVEIRA REGULAMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS DO CONCELHO DE VILA NOVA DE CERVEIRA Regulamento Interno da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Concelho de Vila Nova de Cerveira

Leia mais