INSS Direito Previdenciário Apostila André Studart

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1 INSS Direito Previdenciário Apostila André Studart 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor.

2 CAPÍTULO I SEGURIDADE SOCIAL NA CONSTITUIÇÃO 1. NOÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL Subsistemas da Seguridade Social: a) Previdência Social; b) Assistência Social; c) Saúde 2. DIREITO CONSTITUCIONAL PREVIDENCIÁRIO: PRINCÍPIO E REGRAS CONSTITUCIONAIS ATINENTE AO CUSTEIO 2.1) Princípio da universalidade da cobertura e do atendimento; 2.2) Princípio da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; 2.3) Princípio da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; 2.4) Princípio da irredutibilidade do valor dos benefícios; 2.5) Princípio da equidade na forma de participação do custeio: - Art. 194, parágrafo único, V, CF/88. - Capacidade contributiva; - Risco social (SAT: parcela básica e o seu adicional). - Art. 195, 9º. As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. Prof. André Studart 2

3 Contribuição sobre a folha e demais rendimentos Alíquotas e bases de cálculo diferenciadas Atividade econômica Utilização intensiva de mão-deobra Porte da empresa Condição estrutural do mercado de trabalho 2.6) Princípio da diversidade da base de financiamento: - Art. 194, parágrafo único, VI, CF/88. - Diversidade subjetiva (pessoas que financiam a seguridade social) - Diversidade objetiva (fatos geradores das contribuições) Atenção! Substituição gradual da contribuição sobre a folha pela COFINS Art. 195, 13. Aplica-se o disposto no 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento. Duas normas implícitas no preceito: 1ª) Substituição da contribuição sobre a folha pela contribuição sobre a receita (COFINS) Finalidade: desvincular a contribuição da mão-de-obra, para barateá-la, como política de incentivo ao emprego. 2ª) COFINS adicional deverá ser não-cumulativa. 2.7) Princípio da preexistência de custeio (regra da contrapartida): - Art. 195, 5º, CF/88: Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. 2.8) Princípio da anterioridade nonagesimal: - Art. 195, 6º. As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, b. - Não aplicação do princípio da anterioridade (art. 150, III, b, CF/88) dias a partir da data de publicação da lei que as houver instituído. Prof. André Studart 3

4 - Em caso de MP, conta-se o prazo a partir da data de publicação da primeira MP, se não houver alteração substancial (STF). - Instituir = criar tributo; - Modificar = majorar a alíquota. - Logo, a alteração do prazo de recolhimento não está inclusa no período da anterioridade nonagesimal. 2.10) Princípio do orçamento diferenciado: Art (...) 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Art. 195, 2º. A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. 2.11) Panorama geral do custeio da seguridade social: Princípio da solidariedade: todos são chamados a contribuir para a Seguridade Social. Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições (...). Financiamento: - Direto: através do pagamento das contribuições sociais; Prof. André Studart 4

5 - Indireto: através de parcela fixa do orçamento fiscal. Financiamento direto: caracteriza-se pela diversidade 1) contribuição do empregador, da empresa ou entidade equiparada, incidente sobre: - a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; - a receita ou o faturamento; - o lucro. 2) contribuição do trabalhador e demais segurados; 3) contribuição sobre a receita de concursos de prognósticos; 4) contribuição do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 2.12) Competência residual social-previdenciária: - Art. 195, 4º. A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I,. - Requisitos para a instituição de contribuição residual, segundo o STF: i) Exigência de lei complementar; ii) não cumulatividade; iii) FG e BC distintos das contribuições já previstas para a Seguridade Social. Atenção! MP não pode instituir contribuição residual, já que MP não pode tratar sobre matéria reservada à lei complementar. 2.13) Imunidades na seguridade social Conceito: Não incidência qualificada na Constituição Federal. Trata-se de uma limitação constitucional ao poder de tributar. a) Imunidade sobre aposentadoria e pensão do RGPS (art. 195, II, da CF/88). Prof. André Studart 5

6 Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; b) Imunidade sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149, 2º, I, da CF/88). Art (...) 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; c) Imunidade das entidades beneficentes de assistência social - Art. 195, 7º. São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. - Imperfeição técnica do constituinte: trata-se de imunidade. - De acordo com a Lei n /09, a imunidade do art. 195, 7º, da CF/88 também alcança a educação, em que pese a educação não integrar a seguridade social. Lei n /09: Art. 1º. A certificação das entidades beneficentes de assistência social e a isenção de contribuições para a seguridade social serão concedidas às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde ou educação, e que atendam ao disposto nesta Lei. 2.14) Pessoa jurídica em débito com a Seguridade Social: - Art. 195, 3º. A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Publico nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. - Exigência de prova de regularidade fiscal (certidão negativa/positiva com efeitos de negativa). 2.15) Remissão e anistia de contribuições sociais Prof. André Studart 6

7 Art. 195, 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I, a, e II deste artigo, para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. Remissão: extinção do crédito tributário (art. 156, IV, CTN) Perdão do crédito (principal e acessórios). Lançamento à Remissão (lei perdoando o sujeito passivo) Anistia: exclusão do crédito tributário (art. 175, II, CTN) antes de sua constituição. É o perdão das infrações à legislação tributária e das respectivas sanções. Não atinge o tributo em si, que persiste. Fato gerador à Anistia (lei perdoando) à Lançamento. Vedação em relação à contribuição da empresa sobre a folha e a contribuição do trabalhador e para débitos superiores ao fixado em lei complementar. 2.16) Vinculação obrigatória das contribuições previdenciárias Art São vedados: (...) XI a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art Contribuição da empresa sobre a folha Contribuição do trabalhador à Pagamento de benefícios do RGPS As demais contribuições podem ser utilizadas em qualquer segmento da seguridade (saúde, assistência social e inclusive previdência social). 2.17) Não-cumulatividade Prof. André Studart 7

8 Art. 195, 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. - Contribuição da empresa sobre a receita e o faturamento; - Contribuição do importador. - Critério: de acordo com os setores de atividade econômica; - Não-cumulatividade dessas contribuições (evitar o efeito cascata). 3. FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL 3.1. Introdução A) Financiamento: - Direto (pagamento de contribuições) - Indireto (parcela do orçamento fiscal das pessoas jurídicas União, Estados, Distrito Federal e Municípios). OBS: Art º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. B) No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto pelas seguintes receitas (art. 11 da Lei n /91): - Receitas da União (orçamento fiscal); - Receitas das contribuições sociais; - Receitas de outras fontes Receitas da União Lei n /91: Art. 16. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados obrigatoriamente na lei orçamentária anual. Parágrafo único. A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento de Prof. André Studart 8

9 benefícios de prestação continuada da Previdência Social, na forma da Lei Orçamentária Anual. - Parcela fixa no orçamento fiscal. - Responsável pelas eventuais insuficiências financeiras decorrentes de pagamento de benefícios previdenciários. Obs: A contribuição da União é variável de acordo com a fixação de dotações previstas na Lei Orçamentária. Não se trata propriamente de uma contribuição Receitas de outras fontes Lei n /91: Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; Atenção! Houve alteração na destinação dessa receita pela Lei nº /07: Art. 2º (...) 1o O produto da arrecadação das contribuições especificadas no caput deste artigo e acréscimos legais incidentes serão destinados, em caráter exclusivo, ao pagamento de benefícios do Regime Geral de Previdência Social e creditados diretamente ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social, de que trata o art. 68 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de º A remuneração de que trata o 1o deste artigo será creditada ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização - FUNDAF, instituído pelo Decreto-Lei no 1.437, de 17 de dezembro de III as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; VI 50% (cinqüenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal; Art (...) Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal Prof. André Studart 9

10 especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substancias. CF/88 VII 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; VIII outras receitas previstas em legislação específica. Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei n , de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinqüenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde SUS, para custeio da assistência social médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. 1. FILIAÇÃO CAPÍTULO II CONTRIBUINTES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Decreto n /99: Art. 20. Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações. 1º A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios, observado o disposto no 2º, e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição para o segurado facultativo. Decreto n /99: Art. 9º 12. O exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social. Filiação Obrigatória à Segurado obrigatório Facultativa à Segurado facultativo Segurados Facultativos Obrigatórios Empregado Avulso Empregado doméstico Contribuinte individual Segurado especial Prof. André Studart 10

11 2. INSCRIÇÃO Art. 18. Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização, observado o disposto no art. 330 e seu parágrafo único, na seguinte forma: I - o empregado e trabalhador avulso - pelo preenchimento dos documentos que os habilitem ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho, no caso de empregado, observado o disposto no 2o do art. 20, e pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra, no caso de trabalhador avulso; II - empregado doméstico - pela apresentação de documento que comprove a existência de contrato de trabalho; III - contribuinte individual - pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou o exercício de atividade profissional, liberal ou não; IV - segurado especial - pela apresentação de documento que comprove o exercício de atividade rural; e V - facultativo - pela apresentação de documento de identidade e declaração expressa de que não exerce atividade que o enquadre na categoria de segurado obrigatório. 1º A inscrição do segurado de que trata o inciso I será efetuada diretamente na empresa, sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra e a dos demais no Instituto Nacional do Seguro Social. 2º A inscrição do segurado em qualquer categoria mencionada neste artigo exige a idade mínima de dezesseis anos. 3º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. 5º Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição post mortem do segurado especial. 6o A comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis à caracterização do segurado poderá ser exigida quando da concessão do benefício. Prof. André Studart 11

12 3. SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Obrigatórios: exercem atividade remunerada Segurados Facultativos: em regra, não exercem atividade remunerada e, por opção, filiam-se ao RGPS Segurado facultativo Art. 11. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, na forma do art. 199, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. 1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros: I - a dona-de-casa; II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; Atenção! A isenção da taxa condominial é considerada remuneração. III - o estudante; IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social; VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977; VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional; e XI - o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria. 2º É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência social, salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio. Prof. André Studart 12

13 CF/88: Art º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência. 3º A filiação na qualidade de segurado facultativo representa ato volitivo, gerando efeito somente a partir da inscrição e do primeiro recolhimento, não podendo retroagir e não permitindo o pagamento de contribuições relativas a competências anteriores à data da inscrição, ressalvado o 3º do art º Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado, conforme o disposto no inciso VI do art Segurado obrigatório Segurados obrigatórios Empregado Empregado doméstico Avulso Contribuinte individual Segurado especial A Segurado empregado Enquadram-se como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; Art. 9º. 2º Considera-se diretor empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades anônimas, mantendo as características inerentes à relação de emprego. b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, por prazo não superior a três meses, prorrogável, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria; c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País; d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno; Prof. André Studart 13

14 e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; f) o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social; g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que tratam os arts. 56 e 57 da Lei n o , de 29 de dezembro de 2006, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local; h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei n o , de 25 de setembro de 2008; i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de previdência social; l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal; m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público; o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994; e p) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; r) o trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física, na forma do art. 14-A da Lei n o 5.889, de 8 de junho de 1973, para o exercício de atividades de natureza temporária por prazo não superior a dois meses dentro do período de um ano; B Segurado empregado doméstico Aquele que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos; Prof. André Studart 14

15 C Segurado contribuinte individual Enquadram-se como contribuinte individual: a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área, contínua ou descontínua, superior a quatro módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a quatro módulos fiscais ou atividade pesqueira ou extrativista, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos 8o e 23 deste artigo; b) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo -, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua; c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa; d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; e) o titular de firma individual urbana ou rural; f) o diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima; Art. 9º. 3º Considera-se diretor não empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja eleito, por assembléia geral dos acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas, não mantendo as características inerentes à relação de emprego. g) todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e indústria; h) o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural; i) o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração; j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; m) o aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do 1º do art. 111 ou III do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116 da Constituição Federal, ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do 1º do art. 120 da Constituição Federal; Prof. André Studart 15

16 n) o cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado; e p) o Micro Empreendedor Individual - MEI de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais; D Segurado trabalhador avulso Aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos termos da Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria, assim considerados: a) o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco; b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios); d) o amarrador de embarcação; e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; f) o trabalhador na indústria de extração de sal; g) o carregador de bagagem em porto; h) o prático de barra em porto; i) o guindasteiro; e j) o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos; e E Segurado especial Pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. agropecuária em área contínua ou não de até quatro módulos fiscais; ou 2. de seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida; b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de dezesseis anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as alíneas a e b deste inciso, que, comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. 5o Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições Prof. André Studart 16

17 de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes.. 6º Entende-se como auxílio eventual de terceiros o que é exercido ocasionalmente, em condições de mútua colaboração, não existindo subordinação nem remuneração. 8o Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: I - benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da previdência social;. II - benefício previdenciário pela participação em plano de previdência complementar instituído nos termos do inciso III do 18 deste artigo; III - exercício de atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso, não superior a cento e vinte dias, corridos ou intercalados, no ano civil, observado o disposto no 22 deste artigo; IV - exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais; V - exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída exclusivamente por segurados especiais, observado o disposto no 22 deste artigo;. VI - parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I do 18 deste artigo; VII - atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que, nesse caso, a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da previdência social; e VIII - atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da previdência social. Questões referentes à inscrição do segurado especial A inscrição do segurado especial será feita de forma a vinculá-lo ao seu respectivo grupo familiar e conterá, além das informações pessoais, a identificação da forma do exercício da atividade, se individual ou em regime de economia familiar; da condição no grupo familiar, se titular ou componente; do tipo de ocupação do titular de acordo com tabela do Código Brasileiro de Ocupações; da forma de ocupação do titular vinculando-o à propriedade ou embarcação em que trabalha, da propriedade em que desenvolve a atividade, se nela reside ou o município onde reside e, quando for o caso, a identificação e inscrição da pessoa responsável pelo grupo familiar. 8o O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja proprietário do imóvel rural ou da embarcação em que desenvolve sua atividade deve informar, no ato da inscrição, conforme o caso, o nome e o CPF do parceiro ou meeiro outorgante, arrendador, comodante ou assemelhado. Prof. André Studart 17

18 2.3. Filiação e limite mínimo de idade Idade mínima para filiação: 16 anos, ressalvado o aprendiz, que pode filiar-se a partir dos 14 anos Aposentado que volta ao trabalho Decreto nº 3.048/99: Art. 9º 1º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social que voltar a exercer atividade abrangida por este regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata este Regulamento Filiação e inscrição múltiplas Art Aquele que exerce, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades, observada, para os segurados inscritos até 29 de novembro de 1999 e sujeitos a salário-base, a tabela de transitoriedade de que trata o 2º do art. 278-A e, para os segurados inscritos a partir daquela data, o disposto no inciso III do caput do art Art º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. 10. O dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social de antes da investidura no cargo. Prof. André Studart 18

19 4. EMPRESA E EMPREGADOR DOMÉSTICO 4.1. Conceito Lei n /91: Art. 15. Considera-se: I empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana e rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública, direta, indireta e fundacional; Elementos conceituais: - Firma individual ou sociedade; - Deve assumir o risco da atividade; - A atividade pode ser urbana ou rural; - Fins lucrativos ou não; - Órgãos e entidades da administração pública são empresas. II empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Elementos conceituais: - O serviço desempenhado não pode externar finalidade lucrativa. Decreto n /99: Art. 12. (...) Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento: I o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; II a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; III o operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra de que trata a Lei n , de 1993, e Prof. André Studart 19

20 IV o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço. Em relação às equiparações, o Decreto n /99 acaba sendo mais completo do que a Lei n /91, como forma de evitar a elisão fiscal em decorrência de aspectos meramente formais. Atenção! 1ª) Equiparados à empresa que são pessoas físicas: - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; - o proprietário ou dono de obra de construção civil (reformas e até demolição), quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço. 2ª) CI que contrata segurado para lhe prestar serviço é: - segurado obrigatório na qualidade de contribuinte individual; - figura equiparada à empresa (como patrão). 3ª) A finalidade do lucro é irrelevante para a caracterização de uma empresa para fins previdenciário. 4ª) O empregador doméstico não é segurado da Previdência Social, participando do sistema apenas como contribuinte Matrícula - Assemelha-se à inscrição do segurado. - Cadastramento para fins de controle da arrecadação das contribuições, ou seja, a identificação dos sujeitos passivos perante a Previdência. - Tem a natureza de obrigação acessória. Decreto n /99: Art A matrícula da empresa será feita: Prof. André Studart 20

21 I - simultaneamente com a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Nesse caso, a Receita Federal tem o dever de repassar as informações à Previdência Social automaticamente. II - perante o INSS, no prazo de trinta dias, contados do início de suas atividades, quando não sujeita a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Nesse caso, tem-se o Cadastro Específico do INSS CEI (para as empresas e equiparados desobrigados da inscrição no CNPJ). OBS: A matrícula também poderá ser feita pela Secretaria da Receita Federal de ofício, quando ocorrer omissão (art. 256, 1º do Decreto n /99). CAPÍTULO III FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO 1. CONCEITO DE FILIAÇÃO Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações. A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição para o segurado facultativo. 2. CONCEITO DE INSCRIÇÃO Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização, na seguinte forma: I - o empregado e trabalhador avulso - pelo preenchimento dos documentos que os habilitem ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho, no caso de empregado, observado o disposto no 2o do art. 20, e pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra, no caso de trabalhador avulso; Prof. André Studart 21

22 II - empregado doméstico - pela apresentação de documento que comprove a existência de contrato de trabalho; III - contribuinte individual - pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou o exercício de atividade profissional, liberal ou não; IV - segurado especial - pela apresentação de documento que comprove o exercício de atividade rural; e V - facultativo - pela apresentação de documento de identidade e declaração expressa de que não exerce atividade que o enquadre na categoria de segurado obrigatório. A inscrição do segurado empregado e trabalhador avulso será efetuada diretamente na empresa, sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra e a dos demais no Instituto Nacional do Seguro Social. 3. IDADE MÍNIMA PARA FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO. A inscrição do segurado em qualquer categoria exige a idade mínima de dezesseis anos, excetuada o caso do aprendiz, que pode vincular-se à previdência a partir dos 14 anos. 4. FILIAÇÃO MÚLTIPLA E INSCRIÇÃO MÚLTIPLA Lei 8213/91: Art º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma delas. Decreto 3048/99: Art. 9º 3º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. 5. INSCRIÇÃO POST MORTEM Decreto 3048/99: Art. 9º 5º Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição post mortem do segurado especial. 6. INSCRIÇÃO DO SEGURADO ESPECIAL A inscrição do segurado especial será feita de forma a vinculá-lo ao seu respectivo grupo familiar e conterá, além das informações pessoais, a identificação da forma do exercício da atividade, se individual ou em regime de economia familiar; da condição no grupo familiar, se titular ou componente; do tipo de ocupação do titular de acordo com tabela do Código Brasileiro de Ocupações; da forma de ocupação do titular vinculando-o à propriedade ou embarcação em que trabalha, da propriedade em que desenvolve a atividade, se nela reside ou o município onde reside e, quando for o caso, a identificação e inscrição da pessoa responsável pelo grupo familiar. Prof. André Studart 22

23 O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja proprietário do imóvel rural ou da embarcação em que desenvolve sua atividade deve informar, no ato da inscrição, conforme o caso, o nome e o CPF do parceiro ou meeiro outorgante, arrendador, comodante ou assemelhado. CAPÍTULO IV PERÍODO DE GRAÇA 1. CONCEITO Período em que o indivíduo continua ostentando a qualidade de segurado, independentemente de contribuição. DICA: Não há pagamento de contribuição durante esse período. Por isso, ele é chamado de graça! 2. PERÍODOS DE GRAÇA PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO Decreto n /99: Art. 13. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições: I - sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício; II - até doze meses após a cessação de benefício por incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração; III - até doze meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória; IV - até doze meses após o livramento, o segurado detido ou recluso; V - até três meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar; e VI - até seis meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. 3. PRORROGAÇÕES DO PERÍODO DE GRAÇA Há duas situações que prorrogam o período de graça no caso do segurado que exerceu atividade remunerada. Cada hipótese de prorrogação gera um acréscimo de 12 meses. 1ª prorrogação (+ 12 meses): se o segurado já tiver pago mais de cento e vinte contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado. Prof. André Studart 23

24 2ª prorrogação (+ 12 meses): para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e Emprego. CAPÍTULO V DEPENDENTES 1. INTRODUÇÃO Os dependentes estão previstos no art. 16 da Lei n /91. Estão divididos em TRÊS classes diferentes por questão de hierarquia. Classe 1 Classe 2 Classe 3 Os dependentes de classe 1 têm preferência sobre os dependentes de classe 2, e estes, sobre os de classe DEPENDENTES DE CLASSE 1 O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. OBS: A perda da qualidade de dependente ocorre: I - para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado; II - para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada, enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos; III - para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao completarem vinte e um anos de idade, salvo se inválidos, desde que a invalidez tenha ocorrido antes: a) de completarem vinte e um anos de idade; b) do casamento; c) do início do exercício de emprego público efetivo; d) da constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria; ou e) da concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação Prof. André Studart 24

25 judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; e IV - para os dependentes em geral: a) pela cessação da invalidez; ou b) pelo falecimento. A parte individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente, que exerça atividade remunerada, será reduzida em 30% (trinta por cento), devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora. 2. DEPENDENTES DE CLASSE 2 Pais. OBS: Pais Ascendentes (pais, avós etc). 3. DEPENDENTES DE CLASSE 2 O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 4. EQUIPARADOS A FILHO O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento. 5. PRESUNÇÃO DE DEPENDÊNCIA ECONÔMICA Classe 1: dependência econômica PRESUMIDA. Classe 2, Classe 3 e Equiparados a filho: precisam COMPROVAR a dependência econômica. 6. RATEIO DO BENEFÍCIO Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições. Assim, se um segurado falecer e deixar três dependentes da Classe 1 (esposa e filhos menores de 21 anos), o benefício será rateado em três partes idênticas. Prof. André Studart 25

26 7. REVERSÃO DE COTAS Quando um indivíduo perde a qualidade de dependente, a sua cota parte é revertida em favor dos dependentes remanescentes. Assim, no exemplo acima, se um dos três dependentes perder essa condição, a sua cota parte será revertida em favor dos demais. Logo, a pensão passará a ser dividida em duas partes idênticas. CAPÍTULO VI APRESENTAÇÃO DOS BENEFÍCIOS E SERVIÇOS 1. BENEFÍCIOS As prestações previdenciárias classificam-se em benefícios (obrigação de pagar) e serviços (obrigação de fazer). Há DEZ benefícios previdenciários (sem contar os benefícios de legislação especial): 4 aposentadorias, 3 auxílios, 2 salários e 1 pensão. Aposentadoria por idade Aposentadoria por tempo de contribuição Aposentadoria especial Aposentadoria por invalidez Auxílio-doença Auxílio-acidente Auxílio-reclusÃO Salário-maternidade Salário-família PensÃO Há OITO benefícios para os segurados e DOIS, para os dependentes. Os benefícios dos dependentes terminam com o ditongo ÃO (pensão e auxílio-reclusão). 2. SERVIÇOS Há dois serviços: serviço social e reabilitação profissional. Ambos são devidos aos segurados E aos dependentes. Prof. André Studart 26

27 CAPÍTULO VII CARÊNCIA 1. CONCEITO Período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências. Ou seja, trata-se do período mínimo de contribuição indispensável para que o segurado faça jus a determinadas prestações. OBS: não confundir período de carência com período de graça (período em que o indivíduo mantém a qualidade de segurado mesmo sem estar contribuindo). 2. PERÍODOS DE CARÊNCIA Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o disposto no art. 26: I - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez: 12 (doze) contribuições mensais; OBS 1: Logo mais, veremos que há duas hipóteses em que auxílio-doença e aposentadoria por invalidez são ISENTOS de carência. II - aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de serviço e aposentadoria especial: 180 contribuições mensais. OBS 2: Em relação às aposentadorias programáveis (por idade, tempo de contribuição e especial), existe a previsão de uma regra de transição prevista no art. 142 da Lei 8213/91. III - salário-maternidade para a contribuinte individual e facultativa: dez contribuições mensais, respeitado o disposto no parágrafo único do art. 39 desta Lei. OBS 3: Em caso de parto antecipado, o período de carência a que se refere o inciso III será reduzido em número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado." Prof. André Studart 27

28 4. ISENÇÕES DE CARÊNCIA Independe de carência a concessão das seguintes prestações: I - pensão por morte, auxílio-reclusão, salário-família e auxílio-acidente; II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado; III - os benefícios concedidos aos segurados especiais; IV - serviço social; V - reabilitação profissional. VI salário-maternidade para as seguradas empregada, trabalhadora avulsa e empregada doméstica. 5. CARÊNCIA DO SEGURADO ESPECIAL Considerando as peculiaridades do segurado especial (pequeno trabalhador rural ou pescador artesanal), não seria possível condicionar a concessão de um benefício previdenciário ao pagamento de um número mínimo de contribuições mensais. Deve-se ponderar que a sua renda é sazonal. No caso do trabalhador rural, existe o período de entressafra/estiagem/seca. No caso do pescador artesanal, existe o período do defeso. Exatamente por isso, o legislador substituiu a exigência de número mínimo de contribuições mensais pela comprovação do trabalho durante o período equivalente à carência exigida para o benefício a ser requerido. Vejamos o art. 39 da Lei n /91: Art. 39. Para os segurados especiais (...) fica garantida a concessão: I - de aposentadoria por idade ou por invalidez, de auxílio-doença, de auxílioreclusão ou de pensão, no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período, imediatamente anterior ao requerimento do benefício, igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido; ou II - dos benefícios especificados nesta Lei, observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos, desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social, na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social. Prof. André Studart 28

29 Parágrafo único. Para a segurada especial fica garantida a concessão do saláriomaternidade no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao do início do benefício. OBS 1: na verdade, conforme entendimento pacífico do INSS, para a segurada especial ter direito ao salário-maternidade, ela só precisa comprovar a atividade rural/pesca artesanal durante DEZ MESES imediatamente anteriores ao do início do benefício. 6. CARÊNCIA DE REINGRESSO Havendo perda da qualidade de segurado, as contribuições anteriores a essa data só serão computadas para efeito de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação à Previdência Social, com, no mínimo, 1/3 (um terço) do número de contribuições exigidas para o cumprimento da carência definida para o benefício a ser requerido. Exemplo: Maria pagou 10 contribuições durante o ano de Depois disso, somente voltou a contribuir em A partir de sua nova filiação, Maria precisará de quantas contribuições para ter direito ao auxílio-doença? As contribuições vertidas no passado (2005) poderão ser utilizadas para fins de carência? Como houve a perda da qualidade de segurado de Maria (haja vista a expiração do período de graça), essas 10 contribuições somente poderão ser resgatadas para fins de carência, se Maria contar, a partir de seu reingresso, com 1/3 da carência exigida para o benefício a ser requerido. Como estamos falando de um auxíliodoença, tem-se: 1/3 x 12 = 4. Logo, Maria precisará recolher 4 contribuições para resgatar as 10 contribuições recolhidas no passado. OBS: Atualmente, entende-se que a regra da carência de reingresso somente se aplica ao auxílio-doença, à aposentadoria por invalidez e ao salário-maternidade. Prof. André Studart 29

30 CAPÍTULO VIII AUXÍLIO-DOENÇA 1. REQUISITOS - Qualidade de segurado (quem está contribuindo e quem está em período de graça). - Carência (12 contribuições mensais ou exceções comentadas no capítulo de carência). - Fato gerador (examinado adiante). 2. FATO GERADOR O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. FG = incapacidade para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. OBS: Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. 3. DOENÇA PREEXISTENTE Não será devido auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. 4. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO O auxílio-doença será devido: I - a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade para o segurado empregado, exceto o doméstico; II - a contar da data do início da incapacidade, para os demais segurados; ou III - a contar da data de entrada do requerimento, quando requerido após o trigésimo dia do afastamento da atividade, para todos os segurados. Prof. André Studart 30

31 5. DEVERES DO SEGURADO EM GOZO DE AUXÍLIO-DOENÇA O segurado em gozo de auxílio-doença está obrigado, independentemente de sua idade e sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da previdência social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos. 6. VALOR DO BENEFÍCIO O auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-debenefício. 7. CESSAÇÃO O auxílio-doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho, pela transformação em aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidente de qualquer natureza, neste caso se resultar sequela que implique redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. OBS: Alta programada! O INSS poderá estabelecer, mediante avaliação médicopericial, o prazo que entender suficiente para a recuperação da capacidade para o trabalho do segurado, dispensada nessa hipótese a realização de nova perícia. Caso o prazo concedido para a recuperação se revele insuficiente, o segurado poderá solicitar a realização de nova perícia médica, na forma estabelecida pelo Ministério da Previdência Social. Prof. André Studart 31

32 CAPÍTULO IX APOSENTADORIA POR INVALIDEZ 1. REQUISITOS - Qualidade de segurado (quem está contribuindo e quem está em período de graça). - Carência (12 contribuições mensais ou exceções comentadas no capítulo de carência). - Fato gerador (examinado adiante). 2. FATO GERADOR A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxíliodoença, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. FATO GERADOR AUXDO Incapacidade para o trabalho/atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. FATO GERADOR APINV Incapacidade permanente para qualquer atividade. 3. DOENÇA PREEXISTENTE A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social não lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. 4. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO A aposentadoria por invalidez será devida a partir do dia imediato ao da cessação do auxílio-doença, ressalvadas as seguintes situações: 1ª situação: Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho, a aposentadoria por invalidez será devida: a) ao segurado empregado, a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade ou a partir da entrada do requerimento, se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de trinta dias; Prof. André Studart 32

33 b) ao segurado empregado doméstico, trabalhador avulso, contribuinte individual, especial e facultativo, a contar da data do início da incapacidade ou da data da entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de trinta dias. 2ª situação: Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário. 5. DEVERES DO SEGURADO EM GOZO DE APOSENTADORIA POR INVALIDEZ O segurado aposentado por invalidez está obrigado, a qualquer tempo, sem prejuízo do disposto no parágrafo único e independentemente de sua idade e sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da previdência social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos. 6. VALOR DO BENEFÍCIO A aposentadoria por invalidez, inclusive a decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do saláriode-benefício 7. GRANDE INVALIDEZ Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de vinte e cinco por cento. Grande invalidez = incapacidade permanente para qualquer trabalho + necessidade de assistência permanente de terceiro. Grande invalidez à +25% à aposentadoria por invalidez. OBS 1: o acréscimo é devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o teto da previdência social. OBS 2: o acréscimo cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporado ao valor da pensão por morte. 8. CESSAÇÃO Cessação provocada pelo retorno voluntário ao trabalho: o aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno. Prof. André Studart 33

34 Outras hipóteses (mensalidades de recuperação): Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez, será observado o seguinte procedimento: I - quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos, contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a antecedeu sem interrupção, o benefício cessará: a) de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa quando se aposentou, na forma da legislação trabalhista, valendo como documento, para tal fim, o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social; ou b) após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez, para os demais segurados; II - quando a recuperação for parcial, ou ocorrer após o período do inciso I, ou ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, sem prejuízo da volta à atividade: a) no seu valor integral, durante 6 (seis) meses contados da data em que for verificada a recuperação da capacidade; b) com redução de 50% (cinquenta por cento), no período seguinte de 6 (seis) meses; c) com redução de 75% (setenta e cinco por cento), também por igual período de 6 (seis) meses, ao término do qual cessará definitivamente. CAPÍTULO X AUXÍLIO-ACIDENTE 1. INTRODUÇÃO DOENÇA à AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTE à AUXÍLIO-ACIDENTE O acidente pode dar ensejo a qualquer um dos três benefícios por incapacidade (aposentadoria por invalidez, auxílio-doença ou auxílio-acidente). O que definirá o benefício é o grau de incapacidade. 2. TITULARES - Segurado empregado - Trabalhador avulso - Segurado especial OBS: Com a promulgação da EC 72/13, o empregado doméstico passou a ter direito ao seguro contra acidentes do trabalho. Acreditamos, pois, que essa alteração constitucional estenderá ao doméstico o direito ao auxílio-acidente. Prof. André Studart 34

35 Entretanto, é bom ressaltar que a norma constitucional que estendeu ao doméstico o direito ao seguro contra acidente do trabalho não é autoaplicável, ou seja, depende de lei regulamentadora. Logo, pelo menos até a edição dessa lei, o doméstico NÃO tem direito ao auxílio-acidente. 3. BENEFÍCIO ISENTO DE CARÊNCIA Lei n. 8213/91: Art. 26. Independe de carência a concessão das seguintes prestações: I - pensão por morte, auxílio-reclusão, salário-família e auxílio-acidente; 4. FATO GERADOR E CARÁTER INDENIZATÓRIO O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. FATO GERADOR AUXDO FATO GERADOR APINV FATO GERADOR AUXAC Incapacidade para o Incapacidade Redução da trabalho/atividade permanente para capacidade para o habitual por mais de 15 qualquer atividade. trabalho habitual em dias consecutivos. razão de um acidente. Benefício substitutivo Benefício substitutivo Benefício Regra: não pode ser inferior ao SM Não pode ser inferior ao SM indenizatório Pode ser inferior ao SM. 5. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO O auxílio-acidente será devido a contar do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. Isso porque o benefício NÃO é substitutivo. Assim, nada obsta que o segurado trabalhe e receba o auxílio-acidente. Ou seja, o recebimento de salário ou concessão de outro benefício, exceto de aposentadoria, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente. 6. VALOR DO AUXÍLIO-ACIDENTE O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário-debenefício que deu origem ao auxílio-doença do segurado. Prof. André Studart 35

36 7. CESSAÇÃO O auxílio-acidente será devido até a véspera de início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado. CAPÍTULO XI APOSENTADORIA POR IDADE 1. REQUISITOS - Idade - Carência OBS: A qualidade de segurado deixou de ser requisito do benefício após o advento da Lei n / IDADE A aposentadoria por idade, uma vez cumprida a carência exigida, será devida ao segurado que completar sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. H: 65 anos M: 60 anos Redução de 5 anos (H: 60 anos; M: 55 anos) para trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. OBS: a redução decorrente do exercício do magistério (professor) provoca redução em outro benefício (aposentadoria por TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO). 3. CARÊNCIA Conforme já examinamos no capítulo da Carência, a aposentadoria por idade pressupõe que o indivíduo tenha 180 contribuições mensais ou, se for o caso, a carência prevista na regra de transição. Prof. André Studart 36

37 4. APOSENTADORIA POR IDADE PARA O SEGURADO ESPECIAL O segurado especial deve comprovar o exercício da atividade rural/pesca artesanal durante 180 meses imediatamente anteriores ao requerimento administrativo. Se for o caso, aplica-se a regra de transição prevista no art. 142 da Lei 8.213/ DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO A aposentadoria por idade será devida: I - ao segurado empregado, inclusive o doméstico: a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até noventa dias depois dela; ou b) a partir da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após o prazo da alínea "a"; e II - para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento. 6. VALOR DO BENEFÍCIO Setenta por cento do salário-de-benefício, mais um por cento deste por grupo de doze contribuições mensais, até o máximo de trinta por cento. OBS: O fator previdenciário aplica-se FACULTATIVAMENTE no cálculo da aposentadoria por idade. Vale dizer, somente é aplicado em benefício do segurado, senão vejamos: Decreto 3.048/99: Art. 181-A. Fica garantido ao segurado com direito à aposentadoria por idade a opção pela não aplicação do fator previdenciário, devendo o Instituto Nacional do Seguro Social, quando da concessão do benefício, proceder ao cálculo da renda mensal inicial com e sem o fator previdenciário. Analisaremos o fator previdenciário de forma mais detalhada por ocasião da aposentadoria por tempo de contribuição. 7. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA NO RGPS A aposentadoria por idade pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado tenha cumprido a carência, quando este completar setenta anos de idade, se do sexo masculino, ou sessenta e cinco, se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que será garantida ao empregado a indenização prevista na legislação trabalhista, considerada como data da rescisão do contrato de trabalho a imediatamente anterior à do início da aposentadoria. Prof. André Studart 37

38 CAPÍTULO XI APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 1. RESTRIÇÕES DE TITULARIDADE A APTC é devida a maioria dos segurados. Porém, existem algumas restrições: 1ª restrição: segurado especial, a não ser que ele contribua facultativamente para a previdência social (art. 39, II, da Lei n /91). O segurado especial não tem direito à APTC porque a sua contribuição é diferente da contribuição dos demais segurados. Com efeito, o segurado especial contribui sobre a receita decorrente da comercialização da produção, sendo certo que tal comercialização não acontece em todos os meses. Ou seja, a contribuição do segurado especial é sazonal. Como ele paga menos contribuição, é razoável que ele tenha uma proteção previdenciária reduzida. Porém, a legislação possibilita que o segurado especial, além de sua contribuição obrigatória (incidente sobre a receita decorrente da comercialização da produção), contribua FACULTATIVAMENTE para a previdência social. Nesse caso, aí sim, ele está contribuindo de modo idêntico aos demais segurados, o que justifica o seu direito à APTC. Nesse diapasão, vale a pena transcrever a súmula 272 do STJ: O trabalhador rural, na condição de segurado especial, sujeito à contribuição obrigatória sobre a produção rural comercializada, somente faz jus à aposentadoria por tempo de serviço, se recolher contribuições facultativas. 2ª restrição: os segurados que aderirem ao plano simplificado de previdência social não terão direito à APTC, nos termos do art. 21 da Lei n /91: Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de 20% sobre o respectivo salário-de-contribuição (COM DIREITO À APTC). 2º. No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de: I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo, observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo (SEM DIREITO À APTC); II - 5% (cinco por cento): Prof. André Studart 38

39 a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006 (SEM DIREITO À APTC); e b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda (SEM DIREITO À APTC). 2. DEMAIS REQUISITOS - Carência (= aposentadoria por idade); - Tempo de contribuição OBS: não há previsão de idade mínima para a APTC (salvo no caso do benefício proporcional, que só existe como regra de transição). 3. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO H: 35 anos M: 30 anos IMPORTANTE! Redução de 5 anos para os professores da educação infantil, do ensino médio e fundamental. 4. MAGISTÉRIO Lei n /06: São consideradas funções de magistério as exercidas por professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de unidade escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico. 5. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO Mesmas regras aplicáveis à aposentadoria por idade. 6. VALOR DO BENEFÍCIO a) para a mulher - cem por cento do salário-de-benefício aos trinta anos de contribuição; b) para o homem - cem por cento do salário-de-benefício aos trinta e cinco anos de contribuição; e c) cem por cento do salário-de-benefício, para o professor aos trinta anos, e para a professora aos vinte e cinco anos de contribuição e de efetivo exercício em função de magistério na educação infantil, no ensino fundamental ou no ensino médio; Prof. André Studart 39

40 OBS: Fator previdenciário aplica-se OBRIGATORIAMENTE à aposentadoria por tempo de contribuição. O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar. A expectativa de sobrevida do segurado na idade da aposentadoria será obtida a partir da tábua completa de mortalidade construída pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos. CAPÍTULO XI APOSENTADORIA ESPECIAL 1. TITULARES - Empregado, exceto o doméstico - Trabalhador avulso - Contribuinte individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção 2. DEMAIS REQUISITOS - Carência (=aposentadoria por idade e aposentadoria especial). - Fato gerador: exercício de atividade prejudicial à saúde ou à integridade física durante 15, 20 ou 25 anos. 3. FATO GERADOR A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do Seguro Social, do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, exercido em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período de 15, 20 ou 25 anos. O segurado deverá comprovar a efetiva exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, considerados para fins de concessão de aposentadoria especial, consta do Anexo IV do Decreto n /99. Prof. André Studart 40

41 Considera-se trabalho permanente aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço. A caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob condições especiais obedecerá ao disposto na legislação em vigor na época da prestação do serviço. São também considerados para fins de concessão de aposentadoria: os períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade considerada especial. 4. COMPROVAÇÃO DA ATIVIDADE ESPECIAL: PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO E LAUDO TÉCNICO DE CONDIÇÕES AMBIENTAIS Mais uma vez, é importante salientar que a caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob condições especiais obedecerá ao disposto na legislação em vigor na época da prestação do serviço. A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário denominado perfil profissiográfico previdenciário (PPP), na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Considera-se perfil profissiográfico previdenciário, para os efeitos do 6º, o documento histórico-laboral do trabalhador, segundo modelo instituído pelo Instituto Nacional do Seguro Social, que, entre outras informações, deve conter registros ambientais, resultados de monitoração biológica e dados administrativos. A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico previdenciário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho ou do desligamento do cooperado, cópia autêntica deste documento, sob pena da multa. Do laudo técnico referido no PPP, deverá constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva, de medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho, ou de tecnologia de proteção individual, que elimine, Prof. André Studart 41

42 minimize ou controle a exposição a agentes nocivos aos limites de tolerância, respeitado o estabelecido na legislação trabalhista. A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à multa. 5. CONVERSÃO DE TEMPO ESPECIAL As regras de conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum constantes deste artigo aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período. Conversão de tempo especial em tempo especial: Para o segurado que houver exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mínimo exigido para a aposentadoria especial, os respectivos períodos serão somados após conversão, conforme tabela abaixo, considerada a atividade preponderante: TEMPO A CONVERTER MULTIPLICADORES PARA 15 PARA 20 PARA 25 DE 15 ANOS - 1,33 1,67 DE 20 ANOS 0,75-1,25 DE 25 ANOS 0,60 0,80 - Conversão de tempo especial em tempo comum: a conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum dar-se-á de acordo com a seguinte tabela: TEMPO A CONVERTER MULTIPLICADORES MULHER (PARA 30) HOMEM (PARA 35) DE 15 ANOS 2,00 2,33 DE 20 ANOS 1,50 1,75 DE 25 ANOS 1,20 1,40 OBS: Não se admite a conversão de tempo comum em tempo especial. Prof. André Studart 42

43 6. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO Mesmas regras aplicáveis à aposentadoria por idade e à aposentadoria por tempo de contribuição. 7. VALOR DO BENEFÍCIO Cem por cento do salário-de-benefício. 8. BENEFICIÁRIO DE APOSENTADORIA ESPECIAL QUE RETORNA À ATIVIDADE ESPECIAL O benefício de aposentadoria especial deve ser cancelado na hipótese de o segurado retornar ao exercício de atividade ou operações que o sujeitem aos agentes nocivos, ou nele permanecer, na mesma ou em outra empresa, qualquer que seja a forma de prestação do serviço, ou categoria de segurado, a partir da data do retorno à atividade. CAPÍTULO XII SALÁRIO-MATERNIDADE 1. TITULARIDADE Benefício devido a TODAS AS SEGURADAS. A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do salário-maternidade. Durante o período de graça, a segurada desempregada fará jus ao recebimento do salário-maternidade nos casos de demissão antes da gravidez, ou, durante a gestação, nas hipóteses de dispensa por justa causa ou a pedido, situações em que o benefício será pago diretamente pela previdência social. 2. REQUISITOS - Carência (já examinada no capítulo pertinente); - Fato gerador OBS: Será devido o salário-maternidade à segurada especial, desde que comprove o exercício de atividade rural nos últimos dez meses imediatamente anteriores à data do parto ou do requerimento do benefício, quando requerido antes do parto, mesmo que de forma descontínua Prof. André Studart 43

44 3. FATO GERADOR O salário-maternidade pode ser concedido em razão de três fatos geradores diferentes: parto, adoção/guarda judicial para fins de adoção e o aborto não criminoso. Parto Fatos geradores Adoção/guarda judicial para fins de adoção Aborto não criminoso 4. PARTO O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social, durante cento e vinte dias, com início vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto (28 + dia do parto + 91 = 120 dias), podendo ser prorrogado em casos excepcionais. Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas, mediante atestado médico específico. Em caso de parto antecipado ou não, a segurada tem direito aos cento e vinte dias previstos neste artigo. Quando o benefício for requerido após o parto, o documento comprobatório é a Certidão de Nascimento, podendo, no caso de dúvida, a segurada ser submetida à avaliação pericial junto ao Instituto Nacional do Seguro Social. O início do afastamento do trabalho da segurada empregada será determinado com base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho. 5. ABORTO NÃO CRIMINOSO Em caso de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado médico, a segurada terá direito ao salário-maternidade correspondente a duas semanas. 6. ADOÇÃO OU GUARDA JUDICIAL PARA FINS DE ADOÇÃO O salário-maternidade é devido à segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança com idade: I - até um ano completo, por cento e vinte dias; II - a partir de um ano até quatro anos completos, por sessenta dias; ou Prof. André Studart 44

45 III - a partir de quatro anos até completar oito anos, por trinta dias. OBS 1: é importante salientar que a Lei n /09 ensejou forte controvérsia acerca da manutenção do prazo escalonado de duração do saláriomaternidade. OBS 2: O salário-maternidade é devido à segurada independentemente de a mãe biológica ter recebido o mesmo benefício quando do nascimento da criança. O salário-maternidade não é devido quando o termo de guarda não contiver a observação de que é para fins de adoção ou só contiver o nome do cônjuge ou companheiro. Quando houver adoção ou guarda judicial para adoção de mais de uma criança, é devido um único salário-maternidade relativo à criança de menor idade. IMPORTANTE!! Na hipótese de concessão de salário-maternidade em virtude de adoção/guarda judicial para fins de adoção, o salário-maternidade é pago diretamente pela previdência social. 7. VALOR E SISTEMÁTICA DE PAGAMENTO DO SALÁRIO-MATERNIDADE A) Para as empregadas (o valor pode extrapolar o teto do INSS) O salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa renda mensal igual à sua remuneração integral e será pago pela empresa, efetivando-se a compensação, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. Em síntese: no caso das empregadas, o benefício é pago pela empresa, que depois faz o reembolso (compensação quando do recolhimento de suas próprias contribuições). Atenção! Há duas exceções em que o pagamento do salário-maternidade da empregada é feito diretamente pelo INSS: 1ª exceção: O salário-maternidade devido à empregada do microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 será pago diretamente pela Previdência Social. 2ª exceção: conforme já salientamos acima, na hipótese de concessão de saláriomaternidade em virtude de adoção/guarda judicial para fins de adoção, o salário-maternidade é pago diretamente pela previdência social. B) Para as trabalhadoras avulsas (o valor pode extrapolar o teto do INSS) Prof. André Studart 45

46 O salário-maternidade da segurada trabalhadora avulsa, pago diretamente pela previdência social, consiste numa renda mensal igual à sua remuneração integral equivalente a um mês de trabalho. C) Para as demais seguradas (o valor NÃO pode extrapolar o teto do INSS) O salário-maternidade pago diretamente pela previdência social consistirá: I - em valor correspondente ao do seu último salário-de-contribuição, para a segurada empregada doméstica; II - em um salário mínimo, para a segurada especial; III - em um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição, apurados em período não superior a quinze meses, para as seguradas contribuinte individual, facultativa e para as que mantenham a qualidade de segurada em virtude do período de graça. 8. OUTRAS REGRAS Quitação: A empregada deve dar quitação à empresa dos recolhimentos mensais do salário-maternidade na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida, de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada. Necessidade de conservar os documentos: A empresa deve conservar, durante dez anos, os comprovantes dos pagamentos e os atestados ou certidões correspondentes para exame pela fiscalização do INSS. Instrução do pedido com os documentos necessários: Compete à interessada instruir o requerimento do salário-maternidade com os atestados médicos necessários. O documento comprobatório para requerimento do salário-maternidade da segurada que mantenha esta qualidade é a certidão de nascimento do filho, exceto nos casos de aborto espontâneo, quando deverá ser apresentado atestado médico, e no de adoção ou guarda para fins de adoção, devendo o evento gerador do benefício ocorrer, em qualquer hipótese, dentro do período de graça. Salário-maternidade da empregada e relação de emprego: O saláriomaternidade da segurada empregada será devido pela previdência social enquanto existir relação de emprego, observadas as regras quanto ao pagamento desse benefício pela empresa. Empregos concomitantes: no caso de empregos concomitantes, a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego. Prof. André Studart 46

47 Salário-maternidade proporcional: nos meses de início e término do saláriomaternidade da segurada empregada, o salário-maternidade será proporcional aos dias de afastamento do trabalho. Impossibilidade de acumulação com benefício por incapacidade: O saláriomaternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade. Quando ocorrer incapacidade em concomitância com o período de pagamento do salário-maternidade, o benefício por incapacidade, conforme o caso, deverá ser suspenso enquanto perdurar o referido pagamento, ou terá sua data de início adiada para o primeiro dia seguinte ao término do período de cento e vinte dias. CAPÍTULO XII SALÁRIO-FAMÍLIA 1. TITULARES O salário-família será devido, mensalmente, ao segurado empregado, exceto ao doméstico, e ao segurado trabalhador avulso, na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados. O aposentado por invalidez ou por idade e os demais aposentados com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, se do feminino, terão direito ao salário-família, pago juntamente com a aposentadoria. OBS 1: o benefício é devido ao SEGURADO, e NÃO ao dependente. OBS 2: Com a promulgação da EC 72/13, o empregado doméstico passou a ter direito ao salário-família. Entretanto, é bom ressaltar que a norma constitucional que estendeu ao doméstico o direito ao salário-família não é autoaplicável, ou seja, depende de lei regulamentadora. Logo, pelo menos até a edição dessa lei, o doméstico NÃO tem direito ao salário-família. 2. BENEFÍCIO ISENTO DE CARÊNCIA Vide o capítulo sobre carência. 3. FATO GERADOR E MANUTENÇÃO DO BENEFÍCIO Existência de filho ou equiparado a filho até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade. A invalidez do filho ou equiparado maior de quatorze anos de idade deve ser verificada em exame médico-pericial a cargo da previdência social. Prof. André Studart 47

48 O pagamento do salário-família é condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, e à apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de frequência à escola do filho ou equiparado, nos termos do regulamento. Se o segurado não apresentar o atestado de vacinação obrigatória e a comprovação de frequência escolar do filho ou equiparado, nas datas definidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o benefício do salário-família será suspenso, até que a documentação seja apresentada. Não é devido salário-família no período entre a suspensão do benefício motivada pela falta de comprovação da frequência escolar e o seu reativamento, salvo se provada a freqüência escolar regular no período. 4. BENEFÍCIO DEVIDO APENAS AO SEGURADO DE BAIXA RENDA. VALOR DO BENEFÍCIO De acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 15, de 10 de janeiro de 2013 valor do salário-família será de R$ 33,16, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem ganhar até R$ 646,55. Para o trabalhador que receber de R$ 646,55 até R$ 971,78, o valor do saláriofamília por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade será de R$ 23,36. OBS 1: Benefício devido apenas ao segurado de BAIXA RENDA (para 2013, quem possuir renda de até R$ 971,78) que tiver filho (ou equiparado) menor de 14 anos ou inválido. OBS 2: cada filho nessas condições gera para o segurado o direito a uma cota. Se um segurado tiver dois filhos menores de 14 anos, ele terá direito a duas cotas. Se ele tiver três filhos, ele terá direito a três cotas. OBS 3: Trata-se de benefício COMPLEMENTAR. Tem a finalidade de complementar a renda do segurado em razão do excesso de gastos provocados pela prole. Logo, pode ser inferior ao salário mínimo. OBS 4: A cota do salário-família não será incorporada, para qualquer efeito, ao salário ou ao benefício. Assim, se um segurado auferir renda de R$ 970,00 e tiver um filho menor de 14 anos, ele terá direito a uma cota de R$ 23,36. Se ele tiver outro filho, a sua renda continuará sendo R$ 970,00. Ou seja, o valor do saláriofamília não deve ser somado à remuneração do segurado para fins de apuração do requisito da baixa renda. Prof. André Studart 48

49 OBS 5: O salário-família do trabalhador avulso independe do número de dias trabalhados no mês, devendo o seu pagamento corresponder ao valor integral da cota. OBS 6: Quando o pai e a mãe são segurados empregados ou trabalhadores avulsos, ambos têm direito ao salário-família. O limite de baixa renda deve ser aferido de forma individualizada por segurado, e não com base na renda familiar. 5. SISTEMÁTICA DE PAGAMENTO As cotas do salário-família, pagas pela empresa, deverão ser deduzidas quando do recolhimento das contribuições sobre a folha de salário. O salário-família devido ao trabalhador avulso poderá ser recebido pelo sindicato de classe respectivo, que se incumbirá de elaborar as folhas correspondentes e de distribuí-lo. O aposentado por invalidez ou por idade e os demais aposentados com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, se do feminino, terão direito ao salário-família, pago juntamente com a aposentadoria. OBS 1: O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho será pago integralmente pela empresa, pelo sindicato ou órgão gestor de mão-deobra, conforme o caso, e o do mês da cessação de benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social. 6. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO O direito ao salário-família cessa automaticamente: I - por morte do filho ou equiparado, a contar do mês seguinte ao do óbito; II - quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade, salvo se inválido, a contar do mês seguinte ao da data do aniversário; III - pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade; ou IV - pelo desemprego do segurado. 7. OUTRAS REGRAS Divórcio, separação judicial ou de fato dos pais: Tendo havido divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do pátrio-poder, o salário-família passará a ser pago diretamente àquele Prof. André Studart 49

50 a cujo cargo ficar o sustento do menor, ou a outra pessoa, se houver determinação judicial nesse sentido. Termo de responsabilidade: Para efeito de concessão e manutenção do saláriofamília, o segurado deve firmar termo de responsabilidade, no qual se comprometa a comunicar à empresa ou ao Instituto Nacional do Seguro Social qualquer fato ou circunstância que determine a perda do direito ao benefício, ficando sujeito, em caso do não cumprimento, às sanções penais e trabalhistas. A falta de comunicação oportuna de fato que implique cessação do saláriofamília, bem como a prática, pelo empregado, de fraude de qualquer natureza para o seu recebimento, autoriza a empresa, o Instituto Nacional do Seguro Social, o sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra, conforme o caso, a descontar dos pagamentos de cotas devidas com relação a outros filhos ou, na falta delas, do próprio salário do empregado ou da renda mensal do seu benefício, o valor das cotas indevidamente recebidas, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. Quitação: O empregado deve dar quitação à empresa, sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra de cada recebimento mensal do salário-família, na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida, de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada. Necessidade de conservar os documentos: A empresa deverá conservar, durante dez anos, os comprovantes dos pagamentos e as cópias das certidões correspondentes, para exame pela fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social. CAPÍTULO XII PENSÃO POR MORTE 1. REQUISITOS - Qualidade de segurado do falecido (REGRA) - Qualidade de dependente do requerente - Fato gerador: óbito OBS 1: a pensão é isenta de carência. 2. QUALIDADE DE SEGURADO DO FALECIDO (REGRA) Em regra, o falecido deve ser segurado na data de sua morte. Isto é: ou ele deve estar contribuindo ou então em período de graça. Prof. André Studart 50

51 Exceção! Art º, da Lei n /91: Não será concedida pensão por morte aos dependentes do segurado que falecer após a perda desta qualidade, nos termos do art. 15 desta Lei, salvo se preenchidos os requisitos para obtenção da aposentadoria na forma do parágrafo anterior. 2. QUALIDADE DE DEPENDENTE Já analisada no capítulo relativo aos dependentes. 3. FATO GERADOR: ÓBITO Há duas espécies de morte para fins de concessão do benefício. 1ª) Morte real: comprovada pela certidão de óbito 2ª) Morte presumida (por ausência ou por desastre): Por morte presumida do segurado, declarada pela autoridade judicial competente, depois de 6 (seis) meses de ausência, será concedida pensão provisória. Mediante prova do desaparecimento do segurado em consequência de acidente, desastre ou catástrofe, seus dependentes farão jus à pensão provisória independentemente da declaração e do prazo de seis meses. Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessará imediatamente, desobrigados os dependentes da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé. 4. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data: I - do óbito, quando requerida até trinta dias depois deste; II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. 5. VALOR DA PENSÃO O valor mensal da pensão por morte será de cem por cento do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento. OBS: já vimos que o adicional de 25% aplicável à aposentadoria por invalidez (grande invalidez) não se transmite para o pensionista na hipótese de morte do segurado. Prof. André Studart 51

52 6. IMPOSSIBILIDADE PROTELAR A CONCESSÃO DE PENSÃO POR MORTE PELA FALTA DE HABILITAÇÃO OU DE OUTRO POSSÍVEL DEPENDENTE A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou habilitação. 1. REQUISITOS CAPÍTULO XIII AUXÍLIO-RECLUSÃO - Qualidade de segurado do instituidor (preso) - Não recebimento pelo segurado preso de remuneração da empresa, auxíliodoença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço -Baixa renda do instituidor (preso) - Qualidade de dependente do requerente - Fato gerador: prisão OBS 1: Os requisitos qualidade de segurado do instituidor e qualidade de dependente do requerente são idênticos aos da pensão por morte. OBS 2: O auxílio-reclusão também é isento de carência. OBS 3: ao contrário do que muitos imaginam, o auxílio-reclusão é um beneficio devido aos DEPENDENTES do segurado preso. 2. NÃO RECEBIMENTO PELO SEGURADO PRESO DE REMUNERAÇÃO DA EMPRESA, AUXÍLIO-DOENÇA, APOSENTADORIA OU ABONO DE PERMANÊNCIA O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte, aos dependentes do segurado recolhido à prisão que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço, desde que o seu último salário-de-contribuição seja inferior ou igual ao limite de baixa renda. OBS 1: o abono de permanência em serviço não existe mais no âmbito do RPGS. OBS 2: O exercício de atividade remunerada pelo segurado recluso em cumprimento de pena em regime fechado ou semiaberto que contribuir não acarreta perda do direito ao recebimento do auxílio-reclusão pelos seus dependentes. Prof. André Studart 52

53 3. BAIXA RENDA DO INSTITUIDOR (PRESO) O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte, aos dependentes do segurado recolhido à prisão que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço, desde que o seu último salário-de-contribuição seja inferior ou igual ao limite de baixa renda. OBS 1: para o ano de 2013, o limite de baixa renda é R$ 971,78. Para melhor compreensão da matéria, analisemos dois exemplos: Como empregado da empresa Alfa, Mario auferia remuneração de R$ 970,00. Se ele for preso, poderá gerar auxílio-reclusão, já que a seu salário-de-contribuição é inferior ao limite de baixa renda atual (R$ 971,78). Como empregado da empresa Beta, Francisco auferia remuneração de R$ 972,00. Se ele for preso, NÃO poderá gerar auxílio-reclusão, já que a seu salário-decontribuição é SUPERIOR ao limite de baixa renda atual (R$ 971,78). OBS 2: É devido auxílio-reclusão aos dependentes do segurado quando não houver salário-de-contribuição na data do seu efetivo recolhimento à prisão, desde que mantida a qualidade de segurado. 3. FATO GERADOR: PRISÃO O auxílio-reclusão é devido, apenas, durante o período em que o segurado estiver recolhido à prisão sob regime fechado ou semiaberto. Apesar de sua nomenclatura (auxílio-reclusão), o benefício tanto é concedido em virtude de RECLUSÃO como de DETENÇÃO. Ou seja, o auxílio-reclusão será mantido enquanto o segurado permanecer detento ou recluso. É vedada a concessão do auxílio-reclusão após a soltura do segurado. O pedido de auxílio-reclusão deve ser instruído com certidão do efetivo recolhimento do segurado à prisão, firmada pela autoridade competente. 3. OBRIGAÇÃO DO BENEFICIÁRIO DO AUXÍLIO-RECLUSÃO O beneficiário deverá apresentar trimestralmente atestado de que o segurado continua detido ou recluso, firmado pela autoridade competente. Prof. André Studart 53

54 4. FUGA No caso de fuga, o benefício será suspenso e, se houver recaptura do segurado, será restabelecido a contar da data em que esta ocorrer, desde que esteja ainda mantida a qualidade de segurado. Se houver exercício de atividade dentro do período de fuga, o mesmo será considerado para a verificação da perda ou não da qualidade de segurado. 5. DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO A data de início do benefício será fixada na data do efetivo recolhimento do segurado à prisão, se requerido até trinta dias depois desta, ou na data do requerimento, se posterior. 6. CONVERSÃO AUTOMÁTICA EM PENSÃO POR MORTE Falecendo o segurado detido ou recluso, o auxílio-reclusão que estiver sendo pago será automaticamente convertido em pensão por morte. CAPÍTULO XIV DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO NOS BENEFÍCIOS 1. DECADÊNCIA PARA O BENEFICIÁRIO É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo. 2. PRESCRIÇÃO Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela Previdência Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do Código Civil. 1. DECADÊNCIA PARA A ADMINISTRAÇÃO (INSS) O direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em dez anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Prof. André Studart 54

55 No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. CAPÍTULO XV ACIDENTE DO TRABALHO 1. INTRODUÇÃO Acidente do trabalho Acidente tipo (art. 19 da Lei 8213/91) Equiparações legais Doenças profissionais e do trabalho Demais equiparações legais 2. ACIDENTE TIPO Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. OBS: com a promulgação da Emenda n. 72/13, o empregado doméstico também poderá sofrer acidente do trabalho. Entretanto, nesse tocante, a Emenda não é autoaplicável, necessitando de uma lei regulamentadora. Responsabilidade da empresa pela adoção de tecnologia de proteção: A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. Prof. André Studart 55

56 3. EQUIPARAÇÕES LEGAIS 3.1. Doenças profissionais e do trabalho Consideram-se acidente do trabalho as seguintes entidades mórbidas: I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social; II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa; b) a inerente a grupo etário; c) a que não produza incapacidade laborativa; d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho Demais equiparações legais Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei: I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de: a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; d) ato de pessoa privada do uso da razão; e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior; III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; Prof. André Studart 56

57 IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado. 4. NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO (NTEP) A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças - CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento. A perícia médica do INSS deixará de aplicar o NTEP quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo. A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da empresa ou do segurado, ao Conselho de Recursos da Previdência Social. (Incluído pela Lei nº , de 2006) 5. COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social. Da comunicação receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo Prof. André Studart 57

58 mencionado. Por óbvio, a comunicação por essas pessoas não exime a empresa de responsabilidade pela falta do cumprimento do disposto neste artigo. 6. DIA DO ACIDENTE Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. CAPÍTULO XVI BIBLIOGRAFIA Leitão, André Studart. MEIRINHO, Augusto Grieco Sant Anna. Manual de Direito Previdenciário. São Paulo: Editora Saraiva, Leitão, André Studart. ANDRADE, Flávia Cristina Moura de. Direito Previdenciário. Coleção Concursos Públicos. Nível Médio e Superior. São Paulo: Editora Saraiva, Leitão, André Studart. ANDRADE, Flávia Cristina Moura de. Direito Previdenciário I. Coleção Saberes do Direito. São Paulo: Editora Saraiva, KERTZMAN, Ivan. Curso Prático de Direito Previdenciário. Salvador: Podivm, Prof. André Studart 58

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